meu pai foi aquele pai à moda antiga sabe ele não se envolvia quase nada na nossa educação ainda que tivesse sempre presente ali de corpo a minha lembrança mais marcante do meu pai a vê-lo chegado do trabalho tomar um banho jantar ficar lá no sofá vendo um pouco de TV antes de dormir quando dava o final de semana ele saía para jogar futebol pescar ou beber com os amigos até o início da minha adolescência minha mãe cobrava dele mais presença para a gente sair mais em família era um custo viu às vezes quando ele cedia
e a gente saía para comer uma pizza a gente acha que criança não sabe dessas coisas mas a criança percebe Sim ela sabe quando tem alguma coisa errada Eu sempre tive essa sensação com meu pai não só eu mas a minha irmã também enfim eu nunca era um outros tempos mas o que tem me tirado mesmo sonho é que eu descobri que eu vou ser pai eu tô muito feliz é lógico Mas eu também tô muito angustiada ansioso Eu Tenho pensado muito no meu passado e também sobre o tipo de pai que eu quero ser
meu maior medo é repetir com meu filho que o meu pai fazia com a gente Sei lá eu nunca tinha pensado muito em ser pai minha esposa fala que isso é exagero que você é um ótimo pai mas eu tô muito insegura será que meu filho contará uma história diferente quando fala da nossa relação e não sei mais o que vou fazer com meu filho Esse é o meu sobrenome demais se ele estivesse sentido a minha educação Senta Que Lá Vem história como lidar com a responsabilidade de educar uma tarefa que é diária e não
nos dá garantia nenhuma de sucesso partimos de histórias fictícias que são super reais para falar dos Desafios vividos pelas famílias sobre educação cuidado relacionamento e todos os afetos que atravessam essa jornada eu sou Joana London eu sou Renata do laboratório inteligência de vida livre programa de educação emocional presente em Várias escolas do Brasil que ajuda os estudantes a conhecerem sobre os seus sentimentos e desenvolverem habilidades para a vida no podcast sinto que ela vem história vamos conversar com convidados sobre situações que com certeza você já passou sem julgamento [Aplausos] Oi minha gente sejam bem-vindas e
bem-vindos a mais um episódio do cinto que lá vem história tô aqui com a minha parceira Jô Oi gente é um prazer imenso estar aqui esse assunto especialmente a gente estava bem ansiosa para poder contar que a questão da paternidade e para começar a falar sobre esse assunto você vocês estão nos ouvindo Qual a primeira memória que vem quando a gente fala sobre relação paterna Talvez possa ver uma memória muito gostosa mas nem sempre assim então para começar na verdade eu queria ouvir da Jô Jô Qual que é a sua primeira memória assim quando a
gente fala de paternidade é para mim é bem emocionante né sabe falar sobre essa temática até a voz dá uma embargada eu tive muito privilégio de ter um pai muito presente e eu sinto que muito de quem eu sou foi é espelhada em que ele é hoje a gente está numa relação mais invertida onde eu tenho que cuidar dele então também é curioso que mesmo sendo uma situação nova e diferente eu sigo aprendendo muito com ele né então é uma relação de muita gratidão e é sempre bem emocionante falar dele assim que eu acho tanto
fisicamente quanto de jeito assim a gente é bem parecido fico aqui emocionada com você também Jô te ouvindo porque além de parceiras de trabalho a gente é amiga também então é bom estar aqui contigo compartilhando essas histórias é isso que você fala né paternidade ainda é muito influenciada pela questão do machismo né que é estrutural essa ideia de masculinidade né dessa ideia de que a mulher tá no lugar de Cuidado a gente fala e tem muitos exemplos tem muita gente acha que os pais têm é um dever muito específico né quando a gente fala de
cuidado é a que esse homem pode exercer essa paternidade como se isso não impactasse né a vida dele e a vida dos filhos também e não é por acaso que esse tema é tão importante porque a gente também tá falando de um Brasil onde são mais de 5 milhões de pessoas sem o nome do pai no registro de nascimento e que infelizmente a gente tem uma cultura onde a licença paternidade por exemplo são cinco dias corridos então quanto tempo socialmente a gente tem ali de um pai dedicado ao cuidado dessa criança que chega e obviamente
não só da criança né muitas vezes da própria mãe que precisa também de cuidado nessa etapa tão importante pensando nisso tudo assim nessa situação que a gente tem hoje Muitos pais e comunidade querendo mudar essa perspectiva a gente quer convidar a pensar o que que é paternidade Será que a gente tem homens escutando esse podcast Será que a gente tem pais escutando esse podcast para falar sobre isso a gente tem um convidado muito especial hoje que na escola ele era aquele aluno que era Representante de Turma que tirava as melhores notas que era tímido mas
ele conseguiu ser Representante de Turma por ser essa referência gostava muito de matemática mas apesar de gostar das exatas e é super bem história e era o queridinho dos professores e também recheado de amigos Além disso ele é uma pessoa muito especial pra gente que a gente já vem costurando né uma relação já de um tempo ele entende muito sobre esse assunto além da perspectiva de estudo que ele tem trazido ele é pai do Miguel de 8 anos e do João de quatro e jogador da seleção brasileira que atualmente joga pelos Juventus então a gente
tá falando do Danilo Luiz que é um leitor assim do que não costuma ler só sobre futebol né Dani acho que você tem uma leitura vasta sobre educação sobre psicanálise sobre de mental e tá tocando um projeto desde 2022 que se chama voz futura que é um projeto que a gente também é que tem uma relação muito próxima no Lívia queria falar para o Dani para ele dar um oi para gente dizer que ele é muito bem-vindo ele já sabe disso se quiser já contar um pouquinho do que que é voz futura daonde nasce esse
desejo desse projeto para a gente começar a conversar sobre esse tema tão importante bem-vindo Obrigado gente pelo convite para mim realmente muito satisfatório tá aqui com vocês A Jô já tive a oportunidade de bater vários papos muito produtivos com a primeira vez mas já tem toda essa energia Gostei da parte do queridinho dos professores e dos amigos entendeu que é difícil você acredita tô muito satisfeito de estar aqui fazendo parte para mim é muito legal falar da voz futura que é um projeto que como eu já contei várias vezes nasceu de uma inquietude minha a
respeito de criar realmente uma mídia propositiva em um momento da pandemia onde eu me senti realmente intoxicado pelas notícias negativas pela ênfase nas notícias que para mim muitas vezes não fazem sentido e a gente é muito pouco coisas que davam ênfase que davam mesmo propósito dentro dessa mídia atual então eu senti uma necessidade primeiro minha né de ler de ver de escutar coisas de histórias inspiradoras coisas que me faziam ainda manter a esperança no mundo principalmente naquele momento de angústia eu entendo que cada ser humano é grandeza em potencial e as histórias estão aí para
ser contadas né Realmente mudar essa Ótica do que é extraordinário do que é ordinário é a voz futura nasceu para isso e é um projeto que me dá muita motivação e que vem buscando Pouco a Pouco contar histórias inspiradora Essa é mostrar projetos que realmente fazem a diferença no dia a dia e esse é o nosso objetivo Obrigado pelo espaço também de poder estar falando com voz futura Ah bacana e a gente assim sempre exato a gente chama pessoas que tem a ver com o projeto que a gente trabalha que é o livre que é
pensar em educação só se emocional e acho que vai futura ele vai muito ao encontro disso que a gente trabalha que acredita então sigam lá no Instagram também gente vassoura e para começar também queremos relembrar a história que a gente abriu o podcast hoje que fala de uma história de um homem que descobre que vai ser pai e começa nessa inquietude porque não teve uma história com o próprio pai então interessante é um pai ausente ele fica com medo de reproduzir isso de como vai ser a paternidade dele quando chegar a vez dele a gente
foi forçar um pouquinho na sua história e viu que seu pai era seu treinador que te levava nos treinos nesse sentido e aí nos veio o questionamento a curiosidade de saber se a relação com seu pai te influenciou ou te influencia em você como pai você cuidando filhos como é que é isso muito interessante isso realmente nunca tinha pensado muito sobre isso quando eu descobri né que eu ia ser pai era uma coisa planejada uma coisa muito bem pensada eu tava muito tranquilo assim senti imensamente emocionado feliz mas muito tranquilo foi um momento assim que
em momento nenhum eu tive insegurança e se você for pensar e traçar esse paralelo é muito por causa daquilo que tive com meu pai a relação com meu pai assim determinado momento meu pai era caminhoneiro mesmo de estrada então passava muito tempo fora mas o tempo que ele tava presente ele tava presente realmente assim então me deu uma base muito importante para eu seguir como um homem né durante a minha juventude né até virar adulto tanto que ele não demonstrava estar muito preocupado Mesmo ele estando distante porque ele sabia que ele tinha feito um bom
papel em conjunto com a minha mãe e depois quando eu fui ser pai eu me sentia muito tranquilo assim eu não tinha nenhum problema claro que nenhum problema no sentido da pressão sobre mim né hoje em dia tem muita gente muitos cursos assim né para pais e tudo isso que eu acho Válido por isso é uma coisa que você não se sente seguro você não domina você tem que ir buscar conhecimento certamente Mas é uma coisa que eu por exemplo nunca pensei em fazer porque eu me sentia realmente muito seguro com tudo aquilo que representava
ser pai de forma concreta digamos as atividades diárias e ser pai da forma emocional também de presença de afeto de suporte assim a gente falou o nome do Miguel e do João na nossa abertura e acho que a gente podia começar ainda nesse lugar de sensibilizar e colocar um pouco as pessoas para conhecer né a sua história para além do que as pessoas já conhecem Você tem dois meninos então também acho que essa referência que vai passando de gerações de geração até desse papel de masculinidade né que lugar é esse que você ocupa então Conta
aí um pouquinho como essa relação com as meninas é muito fácil falar das crianças né Eu adoro falar assim porque realmente me tornar pai despertou o melhor de mim assim eu realmente nasci ser pai assim tenho certeza disso muito engraçado porque o Miguel veio num momento onde eu tava também passando por esse Despertar de entender e buscar conhecimento em outras áreas e expandir talvez a minha forma de pensar e de ver o mundo e o Miguel é uma criança assim incrível extremamente carinhoso assim desde muito cedo muito inteligente um moleque mesmo muito muito muito especial
assim e que mudou a minha vida completamente e depois O João tem quatro anos vai por outro lado assim por outro caminho assim ele é já desafiador um pouco assim é tudo já assim completamente diferente assim incrível né como duas crianças sobre a mesma criação os mesmos pais os mesmos valores mesma casa tudo igual vão cada um para um lado diferente né acho que tem muita biologia ali de cada um eu diria né mas é muito engraçado falando dos meus filhos que o Miguel assim eu fui passando por uma desconstrução assim com ele porque por
exemplo determinado momento ele adorava assistir produzem por exemplo ali por volta dos três anos e Eu muitas vezes chegava em casa e falar desliga a televisão não quero que você veja isso e eu passava por isso assim um pouco e aí eu falava eu comecei a me escutar a me ver falando aqui ou foi mas porque que eu tô falando isso Qual é o que que eu tô buscando com isso eu tive que fazer um estudo e uma reflexão sobre a sobre a minha forma de ver e lidar as coisas porque eu já tinha um
preconceito enraizado provocou muito assim essa reflexão e aí eu passei a me escutar e falar meu pera aí porque eu tinha um pouco daquilo de pensar Pô meu filho a gostar de futebol é normal entendeu E o Miguel é um moleque completamente especial aprendeu a falar as línguas assim muito rápido é reflexivo ler um moleque de 8 anos leis lei escreve adora ler biografias adora escrever poemas coisas reflexões pode ser e eu aprendi muito isso já o João veio o João é viciado em futebol tudo que ele gosta de ver na televisão são os gols
do papai que não tem muito mas ele adora ficar lá no YouTube assistindo então assim são duas crianças completamente diferente de que me desafio a cada dia a ser melhor pessoa a melhor pai o Dani está contando dos meninos eu lembrei de uma história que você contou vai até pedir para você contar de novo porque falava um pouco de um presente né que o Miguel escolheu na escola que isso quebrou um pouco acho que lindo que você tá falando aí né O que que vocês tinham de expectativa e o que que foi a realidade Como
que você precisou contornar naquela situação que estava à frente a todo mundo Conta aí que a gente pode depois falar um pouco sobre ela não que legal que essa época Quando aconteceu o Miguel já tinha sei lá seis anos cinco anos assim eu já tava sabe eu já tinha passado por esse momento de desconstrução digamos assim né um jantar de natal né da classe dele cada criança tinha que levar um brinquedo colocava todos num saco agitavam depois e eu pegando aleatoriamente Então as crianças fizeram aquilo pegaram e tal de repente quando Vocês pegaram o Miguel
foi o Miguel pegou uma boneca E aí foi aquela coisa todos os pais me olhando as crianças olhando para ele eu falei Caraca não tava esperando toda aquela reação toda e aí eu me lembro muito bem um pai falou Nossa que azar um pai falou fala não devolve Manda ele trocar e o Miguel me olhou falou papai eu quero ficar e eu ali agora eu falei agora eu preciso respeitar o Danilo que eu sou agora preciso respeitar toda essa pressão de todo mundo me olhando já respeitar tudo aquilo que é cultural o que que eu
faço agora tem uma uma respirada e tudo foi meu filho você quer ficar tá bom Tudo bem pode ficar e todo mundo falou esse pai é maluco todo mundo me olhando daquela maneira e acabou jantar foi tudo aquilo o Miguel foi foi com aquilo para o carro ficou no carro nunca mais pegou naquilo fiquei muito orgulhoso da minha intervenção naquele momento né de poder resistir aquela pressão porque toca num tema onde somos nós os adultos realmente a maioria das vezes colocamos um olhar não é o correto assim nas situações as crianças é apenas criança as
crianças que é apenas brincar que a criança quer apenas se divertir e você estava sozinho não tava a mãe dos meninos e a expectativa era sobre você como se a decisão fosse sua e não dela também da mãe justamente porque todo mundo me olhou as mães os pais todo mundo fixou o olhar a mim assim eu sentindo um holofote falei e agora por que será que é o pai que tem que falar não pode ser acho que tem a ver muito com essa questão da masculinidade né como a gente fala por ser um menino talvez
ali aquela questão do patriarcada e tudo isso a gente fala olha o pai o pai que decide o pai que vai definir o rumo do filho e não é verdade na realidade você pode ajudar a mudar enquanto o ser humano mas o rumo do filho que ele vai fazer da vida e tal É ele que vai escolher Ainda bem que a gente tem essa capacidade esse direito de cada um escolher o caminho que quiser escolher e Dani está falando aí né da sua relação com os meninos e a gente e um pouco dessa expectativa de
que que a gente para os nossos filhos e é uma pergunta que a gente queria te fazer é o que que você tem aprendido mais com eles é nesses 8 anos aí né que você se tornou o efetivamente pai apesar de ser colocar aí que sempre foi um desejo Então você tava tranquilo por passar por essa experiência né que que você tem aprendido mais com os meninos assim que que te transformou enquanto ser humano e até na sua carreira né como é que isso influenciou quem você é o jogador que você é tudo isso fez
um post e falava o que que você herdou dos seus filhos eu passei para todos os meus amigos são pais e mães e tudo isso sabe porque é uma reflexão muito bacana o que que você herdou dos seus filhos né e eu fiquei pensando em relação aquilo e eu acho que eu herdei dos meus filhos assim nesses 8 anos e que é mais digamos assim que me influencia mais assim no dia a dia é conseguir ver o mundo na maneira como as crianças vêm com simplicidade com esperança vem no lado bom nas pessoas mas quando
a gente vai se tornando adultos e com toda essa dinâmica de correria de receio de conexões de interações a gente vai criando sempre mais capas assim e as Crianças elas enxergam o mundo de uma maneira simples assim as brincadeiras nos afetos nas relações enxerga o lado bom Realmente das pessoas ela não consegue pensar essa pessoa a fazer mal para mim ou não sabe e isso é o que o que mais assim eu aprendi com os meus filhos que eu herdei dos meus filhos assim e que eu vou mantendo assim que vai me lembrando sempre de
ver o lado bom das pessoas o lado positivo das situações Esse é o que eu mais herdei assim quando a gente está no adulto e muitas vezes olha pra criança isso que a gente ouve muito de professor e professora de famílias é como se o adulto tivesse que passar a verdade para criança né como se a criança fosse aquele ser imaturo e que a perspectiva dela fosse menos válida do que a perspectiva do adulto acho que é muito bonito isso que você traz assim porque colocação que talvez para os adultos que estejam nos ouvindo aí
do quanto o olhar da Criança é aquilo que ela pensa sobre o mundo tem que ser legitimado né você tem que ouvir aquela criança que era adolescente com o mesmo respeito Como você ouve um adulto por que que a gente não ouve muitas vezes a gente já trabalha com educação não é sócio emocional com os afetos E aí a gente fala Poxa a criança tá falando que tá triste por alguma coisa e aí que que o adulto fala ai que bobeira quando você crescer você vai ver o que que é problema Primeira coisa eu acho
assim que a gente precisa entender enquanto a gente lida com criança ou seja a página educadores de qualquer maneira entendeu o tamanho do mundo deles então assim ah muitas vezes o meu filho falou pra mim ah papai que ele meu amigo fica colocando o pé na minha frente eu cair eu não gosto dele tal tal meu filho não isso não é nada isso é bobagem não é o problema do mundo dele no tamanho que ele é então você você precisa se encaixar no mundo dele essa é a primeira coisa pra entender o que que ele
sente ou chegar perto de entender do que ele sente se a gente ficar numa posição de distância né de adulto e criança a gente nunca vai entender ou vai chegar perto de entender os problemas as necessidades assim das crianças os nossos filhos dos alunos e só nos distancia não cria conexões e as Crianças por terem esse lado de pureza de ver as coisas como um lado bom se você tiver distante delas você não chega nelas eu crio meus filhos muito sempre no amor sabe não conversa na conexão e tal e é normal algumas vezes eu
já perdi a paciência já fiquei mais nervoso do que deveria e toda vez que eu tentei interferir neles de uma maneira que não fosse com amor que não fosse simpático que não fosse nessa maneira de conexão que fosse uma maneira mais de obrigação mesmo e tal entrava no ouvido e saía no outro é a gente fala muito dessa diferença de autoridade de autoritarismo né Eu acho que a gente precisa muitas vezes enquanto adulto tem um distanciamento pela nossa experiência de vida né pra gente saber que alguns caminhos para aquela Mas isso não precisa vir num
lugar de autoritarismo né como é que é assim essa medida para você porque eu acho que existe uma expectativa socialmente a educação do homem vir num lugar mais bruto então como é abrir espaço para diálogo como é esse afeto fazer parte da relação sem que isso significa que você não tenha em alguma autoridade em cima dos seus filhos assim como que você faz esse equilíbrio no dia a dia como que você sente que você trabalha e aí Aproveitando né essa pergunta se eu puder também costurar um pouco de quem são as pessoas hoje né assim
na sua paternidade que você troca sobre isso né você comentou aí de um post que você compartilhou com outros amigos né como é que é isso assim porque a gente sabe que rede é importante que trocar com pessoas que estão vivendo experiências como as nossas também é importante mas isso acontece quando a gente tá falando de paternidade tem espaço nos grupos de homens de amigos Pais para se falar sobre esse tema assim como é que você assim na sua vida sente isso primeira coisa assim eu acredito nessa questão de do Diálogo né da de chegar
nas conclusões na maioria das situações juntos eu acredito muito nisso assim principalmente por exemplo Miguel tem oito anos ele tem completa liberdade assim para a gente poder debater várias coisas existem coisas que eu acredito que o pai tem que falar você vai fazer assim e é esse o caminho agora eu posso explicar o porquê mas eu não dou outra opção isso é uma coisa natural eu acredito por como você falou Somos adultos é mais vivência é nossa obrigação se a gente deixar o nosso filho desde sempre escolher tudo que ele quiser da maneira que ele
quiser É uma irresponsabilidade Nossa agora Claro eu aceito o debate eu aceito conversa até porque nós estamos formando um ser humano que tem um mundo dele completamente a parte hoje eu conversava com uma pessoa e a gente falava em relação a isso queria criar os filhos você tá sempre ali lidando com as influências familiares dos Pais avós e tudo aquilo religião escola próprio grupo meus amigos então assim eu não tenho nenhum problema em ser da opinião contrária digamos assim desses grupos ou de algum grupo lidar com os meus filhos mas eu acredito que seja uma
pressão cotidiana que os pais enfrentam isso é muito complicado porque se ele dá com essa pressão vou agradar esse grupo ou vou fazer aquilo que eu acho realmente na minha subjetividade que é o melhor para os meus filhos eu vou por essa linha do Diálogo claro que como eu falei várias coisas é assim porque tem que ser e explicar mas é muito legal porque surte muito efeito é um trabalho árduo eu sempre costumo dizer eu falo meu criar o filho de uma maneira Onde você tá sempre trocando com ele é uma tarefado ele tá no
momento onde ele quer mesmo saber de sobretudo que é mesmo debater sobre tudo e vai tentar te convencer mesmo realmente entendeu é muito melhor de falar assim porque assim não porque não e pronto acabou porque eu sou seu pai só que quando em pequenos momentos você vê que aquele trabalho ali dá frutos que você tá formando uma criança que já consegue ser reflexiva que consegue reconhecer as situações é o combustível para você seguir seu pai é muito legal é incrível mas é cansativo é uma coisa você precisa se dedicar você precisa aprimorar a cada dia
e assim que eu vou fazendo vou tentando lidar com um diálogo com reflexão fazendo meus filhos participarem nas decisões naquelas que eu entendo que eles podem participar falo vem cá pai deixa eu ficar mais meia hora na televisão eu vou falar Beleza vou ficar mais meia hora na televisão nós vamos entender amanhã seu horário de levantar é às 8:00 você vai ficar mais meia hora agora na televisão ainda tem que escovar o dente botar o pijama todas essas coisas vamos entender você acha que você perdeu uma hora de sono mas você vai dormir mesmo você
acha que é o ideal você acha que você vai acordar bem Você acha que você vai acordar mal Poxa realmente eu vou ter que ficar mais tarde aqui e tal tal e já vai começar na ter esse tipo de reflexão Eu acho que isso é muito importante é o nosso papel fazer isso e essa questão do grupo de homens que perguntou porque assim tem muito grupo de mulheres a gente tem grupo de WhatsApp de maternidade grupo de terapia de gestantes quando tem grupo de escola eu quero perguntar para vocês também não sei se na Itália
tem essa coisa de de grupo de WhatsApp das escolas mas teu grupo de WhatsApp da turma normalmente que é o que a gente ouve falar e acompanha as escolas quem tá no grupo de WhatsApp da escola é a mãe são as mães os homens trocam né os homens falam sobre a criação como é que essa troca porque acho que você trazer essa sua perspectiva é bacana e pode também influenciar né você dá um toque para os seus amigos eles te procuram como é que é isso já foi muito pior assim não existia realmente Principalmente quando
eu me tornei pai assim eu buscava também talvez nas minhas amizades e tudo e não encontrava essa troca de experiências assim sabe e entendia que muitas vezes quando se reunia eu acho que isso acontece também com as mães é pra falar eu vou contar uma coisa do meu filho aí o outro já fala ah mas o meu filho é assim não existe essa troca das experiências realmente hoje em dia existe mais e eu sou aquele que realmente que compartilha eu mando os vídeos eu mando textos eu mando reflexões de todo tipo porque eu mando e
volta alguma coisa E aí começa acho que é importante os pais né que já tem esse que conseguem enxergar dessa maneira que se veem dessa maneira criar esses debates não esperar não é querer me meter na educação do filho dos outros não é realmente criar esse debate porque vai ser benéfico também para mim são experiências diferentes assim eu faço questão de de criar esse debates e perguntar e indicar livros e indicar métodos porque às vezes uma situação que eu tô vivendo eu não tô conseguindo administrar ela da maneira justa às vezes um outro pai já
viveu e vai me passar uma experiência que pode me servir talvez não naquele momento mas em determinado momento eu acho que precisa melhorar muito dá uma sensação de que quando tem espaço para isso é um espaço de muita comparação você conta uma vulnerabilidade aí o outro vem falar não mas meu filho já é muito melhor nisso ele não passa por esse problema eu acho que como criar espaço para que essas vulnerabilidade sejam acolhidas também né porque às vezes não vai ser a mesma questão que os seus filhos estão vivendo mas são outros o que a
gente está esperando quando a gente compartilha com outro não é necessariamente um conselho né tipo é uma escuta poder ouvir como que você tá se sentindo diante né de alguma situação desafiador ou de alguma pergunta que você não soube responder ou de uma situação você contou aqui uma situação que você lidou aí tem orgulho da maneira como você dou umas com certeza tem outras que você se envergonha de alguma forma e que a gente precisa ter alguém para falar Gente vocês não sabem o que que eu fiz Como é que eu poderia ter feito diferente
e aí eu fico curiosa também trazendo até um recorte da sua profissão a gente sabe que o universo do futebol também é o universo muito rodeado por homem onde esse machismo que é estrutural também é muito presente como é que essa relação com os seus filhos a maneira como você cria tipo posicionou num outro lugar profissionalmente assim né de como é que isso Mudou as suas relações no trabalho você tem espaço para influenciar isso quando você tá pensando nas suas relações com time né com a equipe a equipe que trabalha com você Como é que
é isso é muito interessante falando do lado da comparação né aquilo que todo mundo sempre falar Quantos anos você tem teu filho ah tem sete fala ah o meu com sete já tinha já escrevia poemas complexos é assim que funciona né mas é muito engraçado porque por exemplo eu sou o capitão do meu time na Itália Passo muito né Por esse papel de líder que é onde que também são líderes dos nossos filhos né E essa questão de poder dar espaço para eles falarem é uma questão que eu levo muito assim para o vestiário para
os campos e para minha jornada assim enquanto líder da minha equipe Porque existe muitas até mesmo dentro das equipes existe sempre essa subdivisão daqueles que são os líderes e que falam mais que todo mundo escuta e tal e aqueles que falam pouco e que muitas vezes só compra em ordens vamos dizer assim e esse pessoal que muitas vezes só compra em ordens vamos dizer assim eles têm muito para falar e coisas interessantes e coisas importantes sabe então muitas vezes eu na minha jornada que eu pergunto filho você acha que você achou disso que o papai
fez você achou como foi a atitude do papai muitas vezes quando isso acontece eu levo isso pro eu levo isso para o campo eu vou falar com aqueles atletas às vezes ou com o pessoal do Staff que não tem muita voz às vezes por características mesmo é normal entendeu que que você está achando que você achou do time no último jogo Porque você acha que a gente jogou assim o ou essa que você acha que a gente pode melhorar Você acha que esse sistema vai funcionar isso eu levo muito assim para o campo e é
muito daquilo que eu desenvolvi com os meus filhos assim nós muitas vezes achamos por estar nessa posição de liderança seja dos filhos seja nos campos que vamos saber todos os caminhos que ninguém mais pode te dar um Norte não muito pelo contrário Às vezes quem não tá falando nada pode digitar um conselho de estar um caminho que vai ser decisivo não só importante como decisivo seja num campo ou seja na vida habilidade emoções eu fiquei curiosa para te fazer uma pergunta assim qual vai ser o maior medo quando você pensa nessa criação dos seus filhos
até respirar fundo eu não sei se vocês conseguiram ouvir Mas ele deu uma respirada fundo aqui eu conversava esses dias com uma pessoa sobre isso sobre medo e qual é o meu maior medo na vida assim e Sem dúvida nenhuma meu maior medo é decepcionar meus filhos sabe nessa figura que eles criam e eu não crio com eles uma figura de pai super poderoso não eu falo para eles que eu tenho medo de várias coisas eu já chorei na frente deles falo coisas que eu choro que eu tenho segurança falo com eles que muitas vezes
eu achava que eu não ia conseguir para não criar Justamente esse papel desse falarem Pô meu pai era super poderoso e eu tô cheio de medo tô cheio de insegurança não eu me aproximo deles dessa maneira então assim eu tenho medo de frustrar eles não dessa maneira mas de frustrar assim em coisas mesmo que eu prego e que eu acredito e de que depois eles possam ver pô meu pai não era aquilo que ele tava falando que ele tava me dizendo para fazer esse meu maior medo assim me impulsiona a estar sempre Alerta nas minhas
atitudes nas minhas falas entendeu naquilo que eu passo quase que uma coisa meio ter medo de ser uma figura que seja constrangedora para os filhos assim né uma frustração nesse sentido acho que por eu me tanto nessa nessa posição de pensar que eu quero ser Realmente esse espelho e essa figura positiva para eles Em contrapartida Eu tenho tanto esse medo de quebrar esse Encanto vamos dizer assim como eu falei eu mostro para eles o tempo todo que eu erro que eu tenho vários defeitos entretanto eu fico com esse medo eu tenho esse medo que bom
Danilo sabe porque a gente fala muito de sentimentos né assim emoções do nosso trabalho e muitas vezes falar para criança que ela precisa estar feliz o tempo inteiro que sente raiva feio porque a gente não pode demonstrar tristeza ou que a gente e aí nós adultos tentamos esconder essa tristeza delas faz com que elas não consigam desenvolver recursos para elas passarem por um momento assim ela poder ter acesso ao pai ficando triste na frente delas e também superando essa tristeza né olhando esse processo naquela precisa saber tudo né mas poder ver o pai sensível e
atravessando isso ela ver que ela quando ela tiver triste ela também vai poder passar por essa situação assim então bem bacana essa experiência que você traz assim porque eu acho que vai muito ao encontro do que a gente acredita é legal também pensar pela perspectiva que a gente vai ser contraditório também né muitas vezes então a gente vai tentar ser coerente mas muitas vezes a gente vai cair nas nossas contradições né tem aquela velha brincadeira de quantas vezes você já não cuspiu para o alto né em alguma coisa dá parentalidade que você disse que não
ia fazer e fez justamente o diálogo vem nesse lugar também né de poder reconhecer quando você falou Quantas vezes eu já não errei e reconheci que eu errei na frente deles porque a gente também dá espaço para que eles erem né também dá espaço para que a gente não tenha uma vida tão linear impossível né a gente ser totalmente linear o tempo todo é nós você falou da mesma educação Você tem dois filhos diferentes seja um pai na visão deles diferente para cada um né talvez não Certamente ele tem fazer um corpo que carrega sentimentos
há de se contradizer é normal e eu acredito muito nisso você falou eu sou um pai para cada um assim no sentido de que eu era uma pessoa há 8 anos atrás 7 6 anos e depois das experiências da minha própria experiência como um pai me fez eh ser uma outra pessoa nesse momento aqui sempre com as mesmas raízes e crenças e enfim origem mas é normal é dinâmico é dinâmico O Dani eu fiquei curiosa porque você a gente tá falando de contradição E aí uma questão que eu acho que muitas famílias venciam aí você
diz pra gente Quanto você quer também falar sobre isso às vezes há uma contradição também na escolha de Formação sua e da mãe dos seus filhos né Vocês falar você falou aí de momentos que vocês conduziram aqui até ela te ensinou assim né a olhar para né essa experiência do assistir O Frozen com outros olhos mas e quando vocês têm opiniões muito diferentes e não necessariamente a um caminho assim como é que vai lidar com esse impasse assim como é que é isso porque eu acho que isso é uma vivência comum né de muitas famílias
a gente tem criações diferentes tem perspectivas de mundo diferentes tem vivências diferentes e isso o tempo todo é colocado né como é que a gente faz para lidar com os filhos a partir dessas contradições que são entre né responsáveis quando não entra avó no meio para dar palpite né Sabes eu e ela sempre conversamos muito assim Acho que o diálogo é a principal ferramenta assim entendeu para entender o ponto de vista e o porquê das coisas nós sempre conversamos muito muito mesmo e até sempre houve assim da parte dela uma coisa de CD mais a
minha vontade voltamos a questão masculinidade para tratar todas essas coisas e eu gostava disso normal me sentia cômodo mas em determinado momento comecei a sentir pressão sobre isso assim então eu falava não aqui não me fala também o que que você está pensando o que que você quer e vamos tentar chegar num acordo aqui eu senti uma pressão em relação a isso é uma questão é uma questão de masculinidade nesse sentido de ter essa pressão de ser o pai às vezes muitas vezes que direciona que determina que de sim que diz não então assim a
gente conversa muito muito debate muita conversa muita Troca de pontos de vista de vídeos de leituras e tal a gente conversa muito acho que essa é a única maneira assim entendeu vão haver desavenças é contrariedades é natural assim mas o mais importante é conversar e conversar mesmo quando não existem eventos está conversando sobre outras experiências sobre o que pensou em determinada situação e porque ajuda daquele jeito acho que essa é a única maneira você tentar chegar o mais próximo possível de haver uma linearidade tentar chegar mais próximo possível porque Vão haver contradições e as opiniões
diferentes é normal as divergências não tem como gostei do que você falou não tem o diálogo só quando acontece alguma coisa mas o diálogo C acho que é importante né porque aí depois que o problema já aconteceu vai resolver mas se você tem esse diálogo já como uma rotina né como um processo que vocês estão ali com a porta aberta acho que as coisas fluem e as Crianças com certeza percebem essa diferença né quando as pessoas estão mais alinhadas que um parênteses para voltar na minha história eu sou filha de pai separados desde muito nova
né e a importância de também para essas famílias apesar de muitas vezes a separação ser né um fator muito difícil assim na relação manter o máximo possível esse diálogo né assim porque eu lembro o quanto isso foi importante porque também tem muita criança que vai vivenciar duas visões de Mundo Duas educações se essas famílias não tem algum tipo de sinergia de contato de diálogo no processo quanto isso pode ser desafiador e confuso né para aquela criança quanto mais nova ela é mais difícil de entender também eu fico um convite para esse diálogo para famílias que
não são casadas ainda que não conviver na mesma casa que algum diálogo precisa ser estabelecido para que me sustentação para essa criança também né porque também pode virar uma competição né Dani para a gente também caminhando para nosso encerramento desse papo de hoje porque eu sei que vai ter muitos papos ainda que vão rolar esperamos aqui e antes também do nosso fechamento que é com a pergunta dos nossos ouvintes a última pergunta que a gente gostaria de fazer para você é o que que você diria para os homens que já são pais e aqueles que
ainda vão ser na sua perspectiva aí de pai de Miguel e João nessa perspectiva também de filho que você diria para esses homens Acho que cada experiência é única né é impossível comparar ou dizer que vai ser um caminho ou outro mais falando pela minha experiência desde 2015 quando eu fui pai eu me tornei uma pessoa melhor eu desbloqueei vários pontos assim que eu tinha em potencial e que eu não conseguia desbloquear para mim foi um ponto de inversão de pensamento de forma de viver de forma de enxergar as coisas e que me fez melhor
para o mundo para eles mas me fez melhor comigo mesmo assim foi uma coisa que me melhorou me fez evoluir muito assim então ser pai para mim é uma realização de um sonho um objetivo que eu sempre tive e que não me decepcionou em nada assim então vai ser difícil em vários momentos é trabalhoso é um trabalho 24 7 não tem como assim é o tempo inteiro né não tem como dar uma pausa fala Espera aí deixa dar uma fala não tem como é impossível Ainda bem que não tem como porque a relação com os
meus filhos é uma coisa que para mim ela é extremamente necessária e me ensina muito cotidianamente então o que eu posso dizer para os novos Pais para os velhos para aqueles que querem ser pais é que a Minha experiência é extremamente feliz assim é uma experiência que me faz ser um homem melhor no ser humano melhor vou abrir só mais um parênteses da redaío Lei no nosso ouvinte pai Live inclusive né que fez uma pergunta pra gente acho que também para não deixar de acolher também as pessoas que tiveram uma experiência diferente né assim tanto
na sua vida que tiveram paz ausentes a gente falou um pouco desses dados estatísticos quando a gente está falando de Brasil o número bem relevante e também pessoas que não têm seus companheiros né os seus ex companheiros com essa mesma dedicação que você contou assim Acho que você conta uma história que é muito bonita mas a gente sabe que também é um recorte muito privilegiado ainda né assim socialmente Então acho que fica também um abraço é para todo mundo que não necessariamente teve uma experiência que o seu exemplo mais uma vez né a gente fala
muito do quanto você usa de maneira muito positiva a sua visibilidade E quanto a gente tem essa oportunidade de mais uma vez de colocar nesse exemplo também né Não só no seu papel de jogador né os seus outros projetos como também como um pai aí para que as pessoas possa esperar que esse diálogo é tão marcante tão presente então fica esse esse abraço né não é super importante essa sua fala Ju porque lembra também a gente tá escolheu hoje falar sobre paternidade e é para falar da importância né da presença quando essa criança esse adolescente
tem a figura do pai ali o quanto ele pode ser potente mas daqueles que não tem que educação ela não vai depender disso a educação ela precisa ser feita em rede seja essa rede de educação e de referência para qualquer criança eu não sou mãe mas eu sou tia tia de crianças que eu são sobrinhas de coração também então essa responsabilidade da educação ela é de todos nós assim então a gente tá hoje aqui falando dessa importância né de quem é pai poder ter essa presença né e Danilo aí podendo expirar a todos nós mas
também que é possível fazer educação com quem tá aí presente fala desse exemplo de pai emocional também né mas o quanto importante e essa figura né se o exemplo também na casa né nas funções de casa então não é só sobre a relação com o filho apesar de ser extremamente importante mas é essa presença né Essa desconstrução desse machismo desse patriarcado em outros espaços como é que você se relaciona com a casa os afazeres domésticos tudo isso complementa esse esse lugar dá paternidade que a gente né assim incentivo Hoje em dia a gente fala muito
sobre isso sempre me incomodou muito essa fala o pai ajuda um paizão porque ajuda a trocar fralda porque ajuda não sei o que aqui porque não não é que ajuda o pai é o pai é simples essa nossa conversa muito importante a fala da Joana realmente para abraçar e abranger todo esse tipo de potencial Mas a nossa essa nossa fala é para os pais né e educadores daqueles que estão no lugar de paz e educadores de que entenda a sua responsabilidade de potencializar o seu filho o seu educando o seu sobrinho seu neto entenda a
sua responsabilidade na educação deles e naquilo que eles a ser isso que você falou dos lugares do homem né no Cuidado que não é só diretamente com filho tem a ver com a pergunta do nosso ouvinte nosso país livre vou lançar aqui para a gente poder fechar com chave de ouro Oi meu nome é Gilson e eu sou pai de uma menininha Catarina de dois anos e eu gostaria de fazer uma pergunta que é como um pai que trabalha e tá longe de casa mas homem filho participa da criação do jeito dele como ele consegue
reconhecer que tá sendo importante né na criação desse filho porque às vezes a gente vê ele crescer já indo para creche e não sabe se a influência que a gente está tendo tá sendo positivo ou negativa se a gente tá fazendo certo ou não e a gente acaba ficando muito inseguro Principalmente quando a gente ama esse filho né E aí Daniel do pai que trabalha muito e fica talvez ausente falei do da minha experiência não sei se você quer falar um pouquinho sobre isso porque eu falei um pouco do meu pai assim meu pai trabalhava
o dia todo sempre chegava em casa sempre no final do dia bastante cansado a gente passava sei lá poucas horas do dia juntos assim dormia cedo mas ele tava em casa todos os dias né não sei se é esse o exemplo mas falando eu disse assim como eu falei no começo Meu pai sempre foi muito seguro em relação a nós assim sabe ou sempre demonstrou ser muito seguro porque a gente tem um limite como o pai a gente vai direcionar a gente vai conversar a gente vai dar o amor que vai dar o afeto Mas
vai chegar um determinado momento que a gente tem que soltar a mão e deixar ver se funcionou Realmente acho que não existe um parâmetro pra dizer olha tá dando certo tá dando errado tô fazendo bem tô fazendo mal Isso é muito subjetiva assim mas muita subjetividade de cada um do filho do amor é realmente tratar cada situação com amor dá o máximo de amor possível dá o máximo de presença dentro da situação possível e é na subjetividade depois é isso aí você só vai conseguir entender depois e não tem como dizer se deu certo ou
errado né Você vai fazer o seu melhor eu acho é isso que você falou também uma coisa importante né Danilo é sobre o diálogo com quem a outra pessoa que compartilha a educação e cuidado contigo né nosso ouvinte aqui é falou de uma questão de trabalhar muito e aí acho que a gente tem que tomar um cuidado que muitas vezes nesse mundo machista a gente já parte do pressuposto que é o homem que trabalha fora e a mulher às vezes trabalha fora também mas é dela que é o esperado de abdicar um pouco do sonho
dela do trabalho dela para estar mais presente em casa acho que um dos pontos que acho que pensando na educação a gente tem uma preocupação com os filhos mas acho que é importante ter uma preocupação com quem tá cuidando junto da gente dos nossos filhos porque uma pessoa uma mãe enfim né quem tiver ali do teu lado acompanhando também precisa estar bem E aí Gilson entender como o próprio Danilo falou assim essa escuta né se escuta ativa do filho da filha né no caso sua filhinha está crescendo daqui a pouco ela vai se comunicar mais
verbalmente mas ela já tá comunicando algumas coisas para você e é importante escutá-la acho que só de ter em alguma medida essa insegurança né Eu acho que isso já diz um pouco sobre a preocupação né Eu acho que muita gente talvez a gente tivesse falando de outra gerações estariam não fluxo natural de trabalhar muito e não entender que isso é parte sim da sua função no mundo né não é só colocar a criança nem prover financeiramente Mas também essa relação de referência de cuidado de afeto não é uma resposta mas só saber que tem esse
questionamento sendo levantado acho que já diz um pouco né Como que essa preocupação tem que também nortear mesmo tipo essa relação vai e filhos né E aí eu acho que de novo puxar a palavra que a gente né um pouco citou aqui algumas vezes que é responsabilidade é lembrar que ter um filho também é ter muita responsabilidade vamos Honrar com essa responsabilidade muito obrigada viu Danilo pelos questionamentos pelos apontamentos pelas inspirações muito bom estar contigo esperamos ter novas parcerias aí e que o vós futura também alcance muito mais gente que essa voz também ela consiga
e coar pelo Brasil e a gente tá aqui nessa parceria que eu acho que a gente olha para o mesmo horizontes né numa Perspectiva da Educação como esse Pilar transformador do mundo que a gente quer Eu que agradeço Gente eu tenho que agradecer a vossa futura que me fez conhecer pessoas incríveis como vocês instituições incríveis como Live e realmente tem me dado vários presentes assim na vida e tá aqui hoje podendo falar desse assunto de uma é tão leve tão tão aberta aí aprendendo muito também eu acho que é um dos maiores presentes então muito
obrigado pelo espaço e pode me convidar de novo depois que eu venho chamar o Miguel Essa é uma das maiores qualidades do Danilo tá porque ele é um aprendiz Nato assim não tem uma conversa que a gente tem que depois você não vê ele falando de novo que a gente conversou em outros lugares então para falar de fraternidade Vamos ver se eles vão falar a mesma coisa né Gente é isso muito obrigada de novo todo mundo tá aqui com a gente sempre aproveitando a oportunidade para vocês continuarem acompanhando tanto conteúdo né que o Danilo tem
colocado aí na rede social então seguir o vos futura no Instagram também seguir o Live né a nossa roupa inteligência de vida Sigam a gente continue acompanhando que vem muita história por aí obrigada [Música] flutuante apresentado por Joana London e Renata pesquise roteiro Bianca Blues edição e mixagem Pedro Leal Davi locução Márcia Frederico produção executiva Marcos quintal produção livre Alexandra Vidal arte de capa Pedro Vinicius Siqueira [Música]