[Música] [Aplausos] oi gente bonito tudo feito mais um quinta misteriosa aqui no canal mas é nos jogos de hoje já sabe se inscreve no canal se você não está inscrito nos querem seguir na sertã certo também vou deixar na tela pra vocês aqui lotação estão muito longe pra mim você gosta do vidro quina e vai começar o caso de hoje [Música] seguindo o caso eu escolhi pra gravar hoje é o local do brasileiro e como vocês sabem após uma pesquisa para cada vídeo aqui do canal mas para esse caso específico usei um livro com pesquisa
que o livro local do brasileiro daniela arbex que está aqui então minha fonte de pesquisa para esse caso para esse vídeo está aqui na minha mão e conforme for contando pra vocês eu vou falar um pouco sobre o livro também o local do brasileiro aconteceu na cidade de barbacena em minas gerais no hospital colônia de barbacena fundado em 1903 projetado para ser um hospital psiquiátrico então assim na época - 53 as pessoas não entendiam doenças mentais não sabiam como lidar com elas como curá las então a proposta desse lugar justamente fazer com que as famílias
não conseguiram fazer em casa dá uma esperança de tratamento dos pacientes um pouco tempo agora virou referência como o hospital procura muito grande então muitas famílias queria uma vaga neste hospital que prometia ajudar pessoas com problemas psiquiátricos com doenças mentais são assim o que era pra ser a princípio um hospital psiquiátrico é com o objetivo de cuidar de pessoas com problemas psiquiátricos quando essas metais como eu sou grata coisa o colônia acabou virando o destino de desafetos homossexuais militantes políticos mães solteiras alcóolatras mim digo os negros então nesse trecho do livro fala inclusive dos chamados
uns anos a teoria evangelista que sustentava a idéia de limpeza social fortalecendo o hospital e justificar todos os seus abusos livrar a sociedade da escória desfazendo-se dela de preferência em um local onde a vista não pudesse alcançar ou seja qualquer pessoa diferente o que a minha face à ordem pública era mandada direto para a colônia então como eu falei mais solteira é prostituta negros pessoas que não tinham doença alguma eram todos os mandados para lá porque já que agora as pessoas estavam longe da vista deles ela já não era mais o problema então em 1930
o local foi completamente projetado pra abrigar 200 pessoas tinha mais de cinco mil e 70 por cento dessas pessoas não tinham doença algum tipo nada então é uma felicidade grande eles colocaram essas pessoas dentro de três mandaram esse trabalho a cena com a passagem só de ida muitos nem sabiam para onde estão sendo mandados no livro dá conta que muitas pessoas tinham sintomas normais da vida como por exemplo tristeza e sem pensar duas vezes a pessoa era mandado direto para a colônia então como cabelo 200 pessoas de ti 5 mil obviamente não cabe todo mundo
não tinha nem cama para todo mundo então eles começaram a colocar cap no lugar das camas e essa coisa absurda foi encomendada para muitos hospitais brasil fazerem o mesmo as condições que as pessoas iriam lá eram assim é até difícil contar pra vocês é bem difícil falar e tenho certeza que esse é o caso mais difícil já gravei até agora porque é o tipo de coisa imagina se um filme muito pesado muito ruim mas não é filme em acção depois aconteceu então tentar ficar mais pra vocês como funcionava o hospital então é colocar uma pessoa
dentro de 300 vagões de carga e vai jogar no brasil e mandava todo mundo pra colônia quando chegavam lá eles eram separados por sexo e idade características físicas fizeram obrigado a entregar todos os seus pertences incluindo as roupas que usavam muitas mulheres começavam a chorar quando chegavam por constrangimento e humilhação e tem que ficar nua na frente de muitas pessoas depois disso eles passavam pelo banho coletivo muitas vezes um banho gelado e todos os homens tinham seus cabelos raspados inclusive com era gigantesco era separado por 16 pavilhões de cada um tinha um setor diferente os
homens eram mandadas por cento dos setores alguns que tinham corrupções e o pavilhão milton campos para trabalhar sem receber remuneração alguma já as mulheres é encaminhada o departamento a conhecido como assistência a partir daquele momento elas perdiam o seu nome de nascimento sua história a deixavam de ser filhas mães esposas irmãs eram rebatizada pelos funcionários então assim chegando nesse lugar as pessoas simplesmente perdiam tudo assim toda a dignidade de toda sua história até o nome as pessoas perdiam absolutamente tudo muitas dessas mulheres que eram mandadas para o colônia vinham de famílias com muito dinheiro a
mesma únicas filhas e fazendeiros que tinha perdido a virgindade ou que foram abusadas ou que tiveram qualquer tipo de comportamento considerado inadequado pra época num país dominado por coronéis latifundiários então pra onde que ele mandava as mulheres e colômbia lá eles possuem andavam usa maior parte do tempo tinha roupa lá mas por algum motivo que o novo centro ele simplesmente não davam essas roupas pra ele eu só poderão tiradas para lavar e eu tenho que ficar muito aprender todo mundo paciente passavam por todo tipo de tortura que vocês possam imaginar eles eram amarrados na cama
valium choques muitos acabavam não agüentando faleciam outros ficavam com ferimentos muito graves e se totalmente o eletrochoque que eles faziam lá é extremamente comum o uso dele dos fiéis era muito mais para intimidá do que para fazer qualquer tipo de tratamento com os pacientes então por exemplo o paciente ficava bravo ele dava uma edição para se acalmar o tanto que essas pessoas eram torturadas é assim é inacreditável nessa parte do livro juraci foi uma das partes mais que mais assim mas não consegui acreditar no que estava vendo você ter uma noção para que os funcionários
conseguissem crescer profissionalmente dentro do colônia ele tinha que passar por todas as etapas de atendimento na área de saúde então desde a aplicação da injeção até fazer curativos de davos eletroshopping então nessa parte do livro conta que 21 mulheres foram sorteados para realizar uma sessão de eletrochoque em pacientes homens escolhidos aleatoriamente a primeira que tentou e acabou matando o paciente parada cardíaca a segunda mulher foi para o próximo passo que era mais novo era o único que tinha menos de 20 anos de idade e depois do primeiro choque também não resistiu então foram duas mortes
seguida para um treinamento de choque no externo chamado colônia eu não consigo imaginar assim as pessoas fazendo isso você coisa mais natural do mundo matando pessoas assim diariamente e não era só esse paciente eram agredidos diariamente os que revelavam lá colocados em celas minúsculas úmidas em muito cobertor você aquecer como castigo às vezes eles eram obrigados a tomar banho de mergulho na banheira de fezes e urina que tinha lá então todas as suas formas de tortura das coisas horríveis aconteceu com todos os pacientes que não se adequavam as regras as pessoas não tinham assim humanidade
nenhuma dentre elas eram tratados como lixo eu tenho respeito à multiplicidade nenhuma paciência morriam todos os dias lá e chegou num ponto que era tão comum que ninguém ligava a comida que davam para eles era mesmo a semana inteira arroz feijão e ovo cozido um macacão branco alguns dias e carne moída não será muita gente alimentar muita gente mesmo a comida nunca dava pra todo mundo todos usavam farinha de mandioca para engrossar a comida tem foto no livro eles fazem a comida assim no chão mexendo com o carro no chão gente assim não dá pra
acreditar então eu falei pra vocês tinham alas para homens mulheres e crianças também quer uma nova palavra só que com a superlotação muitas vezes as pessoas ficavam todas misturadas às crianças e adolescentes passavam todas as mesmas coisas que os adultos sofreram tanto quanto eles e comunhão muitas pessoas por dia eles fizeram o cemitério chamado cemitério da paz então existe um corpos que estavam lá assim há dias e tirava sescoop colocava numa carrocinha de madeira tem foto um livro carregavam esses corpos para o cemitério da paz numa cova super raso até que chegou um momento que
simplesmente abandonaram o cemitério também os funcionários sabiam o que aconteceu lá dentro não era normal não é o certo mas ninguém anunciava nem fazia absolutamente nada desde 1903 muitas pessoas que comandaram um lugar e também a mãe dela não tinha muito interesse em mudar o que estava acontecendo por lá então como ninguém anunciava ninguém fazia absolutamente dá pra mudar o terror se seguiu por muitos anos ele não tinha nem água tanto que tinha um cano estourado que ficava fazendo água e esgoto e as pessoas bebiam essa água porque era o que tinha e tinha um
café da manhã o almoço ao meio-dia e cinco da tarde o jantar então em todos os outros horários do dia eles não comiam recebiam absolutamente nada então além do alimento para os pacientes e escasso ter muito pouco eu tinha que acordar três horas antes para fazer uma fila para poder receber o alimento muitas alguns pacientes eram peças únicas então quando elas eram recolhidas pela bandeirinha a maioria deles não tinha opção e ficavam núncio expostos ao sol frio chuva o que fosse essa parte do livro também mexeu muito comigo é até difícil contar pra você e
então assim quando fazia muito frio eles faziam ser como as pessoas fazem um círculo para tentar se esquentarem não morrer de frio então eles vão revezando algumas pessoas ficavam no meio desse circo para se esquentar e todo mundo rezando para que ele conseguisse acordar no outro dia não morresse ali de frio em um livro tem até uma frase nessa parte que fala difícil imaginar que no meio do abandono extremo ainda restam forças para ajudar fora que apesar do volume a ser um hospital tinham pouquíssimo os médicos lá no final da década de 50 psiquiatras e
clínicos eram assim raridade por lá e eles também tinham 28 casas terapêuticas que eram mantidas pela prefeitura então alguns pacientes era uma data pra lá esses serviços residenciais terapêuticos eram locais de moradia destinados a pessoas com longa internação no colônia que não têm possibilidade de retornar às suas famílias lá era um lugar mil vezes melhor que o colônia tanto que muitas pessoas que eram transferidas para lá chegavam sem saber o que era individualidade se lembrar mais do que é ter respeito o que é tratado como um ser humano não precisava andar pelado não precisava tomar
banho coletivo com água fria e estímulo ao próprio toalha suas próprias coisas também recebeu o incentivo do governo eles tinham pago dinheiro que podiam gastar com que eles quisessem tinham comida de verdade e nem todo mundo foi mandado para essas casas né algumas pessoas eram mandadas falar em 1961 o fotógrafo luiz alfredo da revista cruzeiro foi mandado à barbacena para cumprir uma pauta ele nem imaginava que ia encontrar por lá assim que ele entrou ele se deparou com milhares de mulheres homens crianças sujos vestindo uniformes solapados cabeças raspadas os pés descalços as manhãs coletivas havia
fezes e urina morgan de água o cheiro que tinha lá era insuportável muito forte mesmo desde os pavilhões tinham homens mulheres e crianças todos misturados mulheres nuas à mercê da violência sexual cadáveres em avançado estado de decomposição doenças esquecidas nas suas camas esperando pela morte ele para o lugar de colchões uma horror que já havia visto e na superlotação como eu falei às vezes as mulheres ficavam junto com os homens e muitas vezes não tinham nem roupa então eram estupradas sempre não só pelos próprios pacientes como por médicos e funcionários algumas delas acabam engravidando então
imagina você gravada num lugar como esse o depoimento de uma delas no livro ela conta que elas passavam as próprias fezes pelo corpo todos os funcionários não constassem não acredite nela porque ela disse que surja ninguém quer encostar nelas e assim elas conseguiram proteger seus bebês é incrível a capacidade das mulheres de sobrevivência de força então o fotógrafo vendo todas aquelas cenas horríveis ele disse o seguinte frase eram cenas de um brasil que produzirá menos de duas décadas depois do fim da segunda guerra mundial o modelo dos campos de concentração nazistas à reportagem que ele
fez ganhou cinco páginas da revista no dia 13 de maio de 1961 então o país todo se comoveu a classe política fez muito barulho os governantes fizeram promessas públicas pelo fim da imunidade mas aí o tempo foi passando e tudo continuou exatamente igual no hospício por sorte o fotógrafo guarda todos negativos das fotos que ele tirou e se transformaram as cinco décadas mais tarde no maior conjunto de imagens feitas no interior da unidade outra coisa absurda que aconteceu lá é quase 2.000 corpos de cadáveres foram vendidos pela colônia para 17 faculdades de medicina do país
entre até 9 em 1981 eram vendidos por 50 cruzeiros cada um o que equivale hoje a 200 reais por kw no período de maior lotação do colónia em média cerca de 16 pessoas morriam por dia em uma década a venda de cadáveres atingiu quase 600 mil reais e quando os corpos começaram a não ter mais tanto interesse pelas faculdades de medicina eles eram de compostos em ácidos nos partidos enfrentam os outros pacientes no colônia a venda de cadáveres conhecida como comércio da morte foi interrompido em 1980 pelo diretor da instituição na época uma das piores
alunos do colégio virou museu em 1996 o museu da loucura no andar superior um centro cirúrgico com instrumentos usados para realização de lobotomia que é o treinamento com muitos faziam muito essa cirurgia pular para os pacientes não existia mas esse controlo fazendo por muito tempo tem alguns lugares no brasil que ainda fazem esse procedimento o projeto foi iniciado em 1992 e implantado em 2005 com a intenção de unir a psiquiatria ea clínica médica garantiu a extinção do velho colônia o que ainda está em processo de consolidação hoje o barbacena virou hospital regional e se chama
centro hospitalar psiquiátrico de barbacena foi construído nas dependências do antigo pavilhão do colônia hoje ainda funcionamento em 2011 quando a história barbacena começou a ser relatada pelo autor do livro tinha 1 190 sobreviventes lá hoje tem 177 expectativa de sobrevida do sobrevivência é de apenas 10 anos e assim também a estimativa de tempo para que finalmente tudo cincerro lá no colônia hoje cerca de 160 pacientes vivem nessas residências terapêuticas onde finalmente conseguem liberdade consegue indignidade consegue ter uma vida consegue ser tratados como seres humanos então assim tudo isso contei para vocês aqui no vídeo é
apenas uma porcentagem é tudo que tem aqui no livro tem muitos relatos de pessoas que trabalharam lá de seis funcionários que sobrevivem ter muito muito incrível mesmo histórias assim depois foi extremamente forte conseguindo sobreviver no campo brasileiro inclusive o título do livro que é local brasileiro nem um pouco exagerado 70 mil pessoas morreram naquele lugar então realmente foi assassinato em massa é realmente foi o holocausto aqui no brasil eu não espero que esse vídeo chegue em muitas pessoas porque eu tenho certeza que assim como eu muitos de vocês nem tinham noção é sobre o ocorrido
no brasil que nem faz tanto tempo assim o local brasileiro faz parte da nossa história ea gente não pode simplesmente esquecer tudo aconteceu com essas pessoas têm que falar sobre isso sim eu recomendo muito muito muito que vocês compre o livro ler um livro por que não tem nem com um eu colocar 300 páginas do livro aqui no vídeo porque o vídeo ter 40 horas então sem livro incrível as fotos são bizarras assim não dá pra acreditar é parece eu falei do filme de terror parece uma meta fácil aqui mas aconteceu e eu garanto para
vocês que vai agregar muito muito muito então vou deixar um link para vocês aqui na descrição foi aquela que talvez comprar um livro me conta depois que vocês acharam recomendo muito muito mesmo e aí a gente foi um breve resumo do livro pra vocês do local brasileiro com certeza o vídeo mais que já provei para o canal que é muito difícil de falar aquilo que incorporar muito meu é um jornalista é para fazer proteína é isso que quer deixar lá e pra mim ficar no canal suíço não está inscrito mas segue nas redes sociais que
bacana pra vocês e é isso gente hoje você toca o vídeo [Música] [Música]