Dá para dialogar com a vida? Esse é um exemplo. Eu costumo dizer que eu vou fazer uma lista dos meus exemplos mais badalados e esse estaria entre os primeiros lugares.
Você entra numa fila, a fila que você entrou não anda e a do vizinho anda. A do vizinho do outro lado também anda. Aí você [música] diz: "Que droga, que azar!
Deixa eu mudar de fila. Passa para cá. Que que acontece?
Essa fila para de andar. que você estava anda. Aí acontece isso onde?
No supermercado, no banco, no trânsito, em tudo quanto é lugar que você vai. E você reage como? Puxa, como eu sou azarado.
Podia acontecer com você isso e não comigo. Isso é uma visão totalmente aleatória e superficial. Qual é a outra possibilidade?
Eu olhar para isso e perguntar: "Que que a vida tá querendo me dizer com isso? Será que ela tá sugerindo que eu sou um pouco ansioso? Será que ela tá querendo dizer que o meu senso de alta importância tá muito elevado?
Porque eu acho que todo mundo pode esperar menos eu. Que que ela tá querendo me dizer com isso? Aí eu faço uma proposta de resposta, digamos, eu acho que é ansiedade, vou combater seriamente a ansiedade, vou tentar corrigir.
Aí você percebe que às vezes a gente acerta, é isso mesmo. E as experiências param de acontecer, já não fica mais acontecendo aquele mesmo fato continuamente. Ou seja, a vida te disse, você ouviu, agora passou para uma outra cena.
Como não é série escolar, entendi o que tinha na primeira série, passo paraa segunda, passo paraa terceira. Todo o nosso método pedagógico nada mais é do que uma imitação do método pedagógico da natureza, tá? Então, quando nós começamos a nos posicionar diante das mensagens que ela manda e a mudar, nos reposicionar diante da vida, você vai percebendo que as mensagens vão mudando.
Isso com final, passando alguns anos, você vai ter uma curiosidade enorme, porque te dá a impressão de que tem um interlocutor nos bastidores da vida conversando com você, mandando, ele manda uma bola, você pega, se reposiciona, ele manda outra. Você tem a impressão de que tem alguém nos bastidores da vida conversando com você. Da curiosidade de ver o rosto desse interlocutor oculto que está se comunicando com você.
Você aprendeu a falar a língua da vida. A língua da vida é símbolo e há que realmente nos preparar cada vez mais. acreditar, dar um voto de confiança para a vida, para a natureza, de que ela seja cosmos e não caos, de que não exista acaso e começar a estabelecer esse diálogo para você perceber como as coisas vão sincronicamente acontecendo e como é inteligente o movimento da vida, como ela te traz exatamente aquilo que você necessitava.
Nós, como leitores de símbolos da vida, somos iniciantes. Todos nós já estamos aprendendo como é que faz isso. Então, é muito provável, como eu falava no início, que a nossa fantasia se aproveite da situação e comece a insinuar símbolo onde não tem para nos levar a fazer aquilo que a gente quer.
E por inexperiência, a gente confie demais e realmente tome essa direção. Eu tive muitos anos atrás um aluno dessa experiência de que eu falava. Esse aluno era um jovem que tinha uma certa dificuldade de se colocar no mercado de trabalho.
Um dia ele me disse: "Olha, eu recebi uma oferta de emprego". Eu falei: "Nossa, que maravilha". E ele: "Não, mas eu recusei".
Recusou por quê? É porque eu fui pra janela para observar o que a vida me dizia. Aí veio um conjunto de borboletas amarelas.
Essa borboleta é símbolo da liberdade. Então, entendi que não era para eu aceitar o emprego. Eu fiz aquele sorriso de paisagem que a gente tem que fazer.
Mas dentro de mim havia uma única palavra, preguiçoso, cara de pau. Não é evidente isso? Parece uma brincadeira, mas isso de fato aconteceu.
Então, muito cuidado, porque os símbolos, como eu já falei para vocês, eles apontam pro ideal humano. Se tem uma coisa que tá apontando para uma debilidade que você quer, você tá querendo ir para lá, ele não queria aceitar aquele emprego. A vida tava confortável demais.
Então, se tem alguma coisa que tá te apontando para essa zona de conforto e você desconfia que o nobre, o justo e o bom é aqui, opte pelo nobre, justo e bom, porque provavelmente você não entendeu o símbolo, provavelmente você criou uma fantasia. Então, na dúvida, sempre aquilo que é teu dever como ser humano, o mais elevado, porque um verdadeiro símbolo tem que tá apontando para ir pro mais nobre. Se não está, é porque não era, não era verdadeiramente um símbolo.
Símbolo apontando para preguiça, que tipo de símbolo é esse? Símbolo apontando para debilidade, não existe isso. Então, muito cuidado para que a gente possa ter seriedade no nosso trabalho de identificação dos símbolos da vida.
[música] Não caia em paradoxos das borboletas amarelas, que depois disso eu descobri que elas são muito perigosas.