tem chego várias perguntas nos comentários no meu direct e também no WhatsApp questionando alguma coisa alguma parte sobre acompanhamento Às vezes não é a pergunta diretamente sobre como fazer acompanhamento mas perguntas relacionadas E com isso eu vi que tava faltando a gente colocar a ideia do acompanhamento familiar numa linha do tempo E esse vídeo vai justamente te dar [Música] isso Então eu vou trazer aqui seis passos que acho que definem muito bem todo o processo de acompanhamento familiar que é o método que eu utilizo tá então vamos começar Primeiro é a decisão sobre acompanhar ou
mantém atendimento Quando chega uma família não necessariamente toda a família que vai chegar e que vai ter um atendimento conosco vai passar para um acompanhamento Pode ser que ela fique em atendimento tendo mais de um atendimento Esses atendimentos em sequência podem ser tanto por demanda espontânea onde a pessoa vem até a unidade e solicita um atendimento quanto a gente se dá conta que precisa fazer atendimentos consecutivos para entender alguma situação ou para caminhar ou para encaminhar com mais qualidade alguma questão ali pontual que a família traz Mas o que que define a hora da gente
entrar em acompanhamento ou não essa definição tá mais ligada à complexidade daquelas ações que a gente vai desenvolver Então tu pode ter visita domiciliar e tá em atendimento Tu pode ter articulação em rede e tá em atendimento Tu pode ter atendimento familiar e e individual estar em atendimento Não é o tipo de coisa que faz não é essa complexidade que eu quero te trazer mas sim a complexidade da demanda é a gente entender o tempo o investimento que a pessoa precisa para construir as estratégias de superação daquela situação que ela tá Então imagina só vem
pessoas eh pra gente atender que tem mais recursos ela tem uma rede familiar ela tem até já uma rede institucional muitas vezes constituída é muitas vezes uma família que já tem uma criticidade maior uma família que tem um viés mais protetivo Então essa família provavelmente com alguns atendimentos a gente vai conseguir organizar o que precisa enquanto que outras famílias demonstram maior fragilidade maior vulnerabilidade e com isso elas estão mais suscetíveis à situações de risco do território Pra gente desenvolver um trabalho a gente vai precisar de investir várias ã ferramentas várias técnicas aplicadas de maneira estratégica
pra gente conseguir os resultados Vai ter que envolver provavelmente mais serviços vai ter que envolver mais pessoas da família e não necessariamente aquela pessoa que tá vindo nos procurar que é membro da família que vem como um representante a lidar com a situação Então quando que a gente faz essa decisão ela é digamos assim não existe o dia que a gente começa a acompanhar mas se a gente tivesse que marcar esse dia de alguma forma é o dia que a gente conversa com a nossa equipe técnica e avalia que é um caso para entrar em
acompanhamento E aqui gente não é o nosso só falar do RMA mas é um vídeo que tem tido bastante visualização é um vídeo que tem tido bastante pessoas procurando hoje em dia E aqui se tu tem esse discernimento entre o que que é um atendimento mesmo que tu faça várias vezes com a mesma família e o que que é um acompanhamento tu vai preencher melhor o RMA porque tu vê por exemplo lugares que têm 400 acompanhamentos no RMA isso não é viável porque ou a gente não tá acompanhando coisa nenhuma ou os profissionais estão totalmente
sequelados assim de tanto trabalho porque é inviável Então nesse sentido é que eu digo que a gente ter um bom entendimento de algumas coisas que são conceituais mas também que são da ordem técnica como essa da diferença que a gente faz nos ajuda a preencher melhor os nossos instrumentais nos ajuda a coletar dados melhor e tudo mais Então nosso primeiro passo é definir se aquela situação que a gente tá trabalhando com a família se ela vai ser atendida pela assistência ou seja uma resposta da assistência vai ser dada através de atendimentos consecutivos ou se a
resposta da assistência vai ser dada a partir de um acompanhamento sistemático Então esse é o primeiro ponto O nosso segundo ponto é ao definir pelo acompanhamento a gente precisa ter uma visão geral Essa visão geral faz com que a gente olhe todas as áreas dessa família a gente olhe todas as suas relações a gente busque coletar o máximo de informações de histórico familiar o máximo de informações do contexto atual que a família vive Que que a gente quer a gente quer ter desenhado um cenário e entender o que que nos trouxe para esse cenário Claro
que aqui a gente tá ainda muito trabalhando com a vulnerabilidade muito trabalhando com a fragilidade a gente tá trabalhando com a situação problema Então nessa visão geral a gente olha muito mais pro problema do que pras potencialidades dessa família Por quê que a gente precisa entender onde que tá o foco do atendimento É a gente tentar entender para além da superfície do que as pessoas estão trazendo é a gente ir além disso e olhar lá a raiz daqueles problemas porque senão a gente fica aqui atacando o a superfície atacando o que chega para fora mas
a gente não tá atacando o que que tá produzindo os problemas e as dificuldades que a família tá vivendo Então pra gente romper esse ciclo que é só de tratar sintoma e não tratar a causa da doença vamos dizer assim voltando no contexto da saúde para que eu acho que sempre são metáforas que nos ajudam muito a perceber isso é a gente fazer essa visão geral onde a gente olha muito pros problemas para encontrar a raiz deles E a partir desse entendimento é que a gente vai pro terceiro passo Então aqui tu tem um tempo
de de sucessivas aproximações com essas famílias hã que não tem um tempo exato não tem um tempo porque tu não é tu não busca só informação a partir do contato com a família tu busca informação falando com todos os atores da nossa rede que fazem atendimento Se essa família é atendida num posto de saúde a gente vai falar com o posto de saúde Se essa família tem uma criança numa escola a gente vai falar com todas as escolas das crianças que estão na família Se essa família tem algum atendimento em outro serviço especializado a gente
vai falar com esse serviço especializado Então entende que a gente pega informações da nossa rede dos nossos parceiros que são outros profissionais que atendem essa família que já tí num outro momento de vida que tem um entendimento de história da família diferente do que a família vai nos trazer e a gente tem o que a família nos traz E a gente tem uma outra fonte de conhecimentos que é quando a gente procura em toda a nossa base de informação do SUAS que a gente tem Assim como quando a gente fala com os colegas os colegas
também puxam informações da sua base de de informações da sua política Ao reunir tudo isso e a gente sentir que a gente entendeu o que que é realmente ali as necessidades da família E aqui notem que em nenhum momento eu falei quais são as demandas socioassistenciais É uma visão geral significa que a gente vai ver problemas que não são nossos E isso é muito importante porque quando a gente consegue identificar com nitidez de maneira explícita o que que vem na raiz dos problemas e a gente entende o que que não é nosso isso é excelente
pros próximos passos quando a gente vai encaminhar essas situações pra política que tem melhor condições de atendimento E a gente saber que isso aqui não é nosso é muito importante tanto quanto a gente saber o que que é nosso O terceiro passo é construir o projeto de vida Uma vez que a gente tem isso tudo elaborado que a gente já tem essa visão geral a gente tá apta a construir com a família um projeto de vida que é bom a gente já sabe todos os nossos problemas como que a gente vai fazer para resolver eles
e a nossa capacidade de resolver eles também tá dada pelas habilidades E é aqui que a gente começa a fortalecer a busca por habilidades a busca pelas competências dessa família pelos conhecimentos que ela tem pela capacidade crítica pelas estratégias que ela fez no passado para lidar com situações difíceis Então aqui no projeto de vida a gente foca no que a família tem de força de potencialidade para lidar com aquelas situações Porque não adianta tu botar dentro do projeto de vida um monte de objetivos que falam de superar problemas sem que a família tenha condições de
superar eles E aqui tem uma sutileza importante que é da nossa habilidade técnica de avaliar tá tu não vai nem tão longe que a família não consiga alcançar nunca Mas tu não vai ficar tão no raso que a família sinta que nada tá mudando porque tem mudanças importantes que precisam acontecer pra família ter essa percepção de que realmente ela ela tá alcançando um projeto de vida real e não simplesmente superando vulnerabilidade ou chegando num patamar aceitável de de conviver com vulnerabilidades que não é possível superar Então aqui a gente tem que ter essa dose e
essa dose quem dá é o técnico porque a família ela pode jogar lá pra frente e a gente trabalhar com esse lá na frente a partir de metas menores que são mais próximas E também a família pode só ficar no raso e a gente construir com a família a partir das suas habilidades das suas condições reais de forças e potencialidades que ela pode chegar mais do que ela tá pensando E com isso na hora que a gente diz isso para ela verbalmente na hora que a gente diz isso para ela ã por acreditar por crença
nossa em relação à capacidade do outro a gente fortalece nessa pessoa justamente a capacidade de lidar É mais ou menos como que a gente faça uma criança quando a gente diz que ela é capaz de realizar alguma tarefa que ela ainda não realiza bem ou que ela nunca experimentou fazer mas a gente entende que ela tá pronta para fazer E a gente vai lá e diz para ela fazer só o fato da gente dizer que acredita que ela é capaz disso faz com que ela sinta esse investimento e se proponha a ousar neste sentido Eu
não tô dizendo que a gente vai tratar os usaros que nem criança pelo amor de Deus mas o que eu quero te trazer que esse mesmo sistema que a gente faz com criança de acreditar que ela é capaz de a gente também tem que ter com os usuários E pra gente acreditar que o usuário é capaz de não é fé em Deus né gente tem que ser fé numa habilidade numa potencialidade numa força real da pessoa E por isso que tu tem que neste momento enxergar muito mais as capacidades Quarto tendo o projeto de vida
pronto a gente sabe onde que a família quer chegar a gente tem uma dimensão de tempo para que isso aconteça A gente já sabe o que que é nosso dessa parte desse projeto nosso no sentido de aquilo que a gente vai trabalhar junto com a família para auxiliar ela a alcançar porque não é a gente que alcança é a família E o que que a gente precisa encaminhar ou trazer prazeros para desenvolver junto com a família as outras demandas que não são da assistência que são de outras políticas e que podem ser trabalhadas junto com
outros profissionais Uma vez que a gente tenha isso a gente vai montar um plano E esse plano pode ser feito de duas formas ou tu pode ter um plano inteiramente nosso dentro do suas em que tu como profissional técnica responsável vai desenvolver todo o plano interventivo Então esse plano tá ancorado no projeto de vida Ele tem o objetivo de fazer o projeto de vida acontecer E esse plano é digamos teu do ponto de vista que é tu é a cabeça tu que monta estratégia e tudo mais E ele tá vamos dizer assim 70% pelo menos
dele é só da demanda socioassistencial tá os outros 30% é a tua articulação intersetorial para encaminhar o restante que não é demanda nossa e que é demanda de outras políticas tá então vamos ver mais ou menos dessa maneira Enquanto que o segunda forma de fazer que para mim é a melhor é a que dá mais qualidade a que dá mais resultado é a gente fazer um plano intersetorial Então a gente abre mão de ser a dona do plano para fazer ele com todos os serviços A gente chama todos os serviços e diz: "Olha isso aqui
é o nosso projeto de vida dessa família Como que a gente faz para chegar lá?" E a gente pega a expertise de todos os profissionais de todas as políticas que precisam estar envolvidas e que aí quem vai chamar é nós Essa essa processo de articulação ele tá muito vinculado à assistência social A gente tem isso como uma atribuição Isso é um trabalho previsto em todos os serviços tá que existem que estão tipificados Então não quer dizer que só nós tenhamos que fazer mas quer dizer que isso para nós é importantíssimo E não é à toa
é por várias razões Eu falo muitas vezes isso aqui no canal o quanto que a gente abraça a demanda que não é nossa Então a questão da articulação intersetorial é muito importante justamente para romper esse ciclo onde a gente só faz faz faz e a gente não demanda demanda demanda que também é importante Então observe que a gente vai fazer essa análise e a gente vai entregar pros colegas ao entregar para os colegas olha eu acho que isso aqui é teu coleguinha o coleguinha olha e diz: "Não acho que não é meu" E aí nós
vamos travar ali um diálogo ã construtivo no sentido da gente pensar bom eh será que a gente tem aqui um vazio ou seja tem uma demanda que nenhuma política atende e que talvez a gente tenha que atender todo mundo junto e fazer uma negociação para este caso ou será que é algo que não a outra política não tá dando conta mas a demanda deles mesmo e a gente vai ter que ver como que isso vai acontecer Essa pessoa esse profissional da outra política vai ter que lidar com essa situação Então tudo isso a gente vai
fazer É e essa forma de construir o plano de maneira intersetorial ela é mais demorada mas o impacto dela é muito melhor Ela ela é mais dialogada ela leva mais tempo para encontrar consensos porém a gente tem a possibilidade de uma adesão do usuário muito maior porque toda uma rede institucional vai estar fortalecida para fazer esse atendimento Então tu entende que o investimento ele é igual de todas as políticas porque tá todo mundo envolvido Enquanto que na primeira opção quando o plano é do suas e a gente chama pessoas para articular a gente não tem
todo esse envolvimento que tem nessa segunda forma Por isso que eu digo que ela é muito melhor E aí a gente vai então montando o que que é a nossa intervenção de todo mundo junto E aí tem coisa que é só nossa coisa que é só do outro coisa que a gente vai fazer junto coisa que vai fazer todo mundo junto que vai fazer em duplinha e por aí vai Então a gente vai organizar o que que a gente precisa fazer e o que que a gente espera que a família faça É isso nesse momento
tá e o nosso quinto passo é fazer avaliações As avaliações do plano e a gente trabalhar com elas no sentido de avaliar reavaliar reconstruir né é importante pra gente sair de uma esfera do é bom é ruim alcançamos não alcançamos e ir para uma esfera do olha isso aqui talvez a nossa estratégia não tenha sido a melhor vamos pensar outra Isso aqui a família não deu conta Por quê por causa disso disso disso disso Vamos tentar então uma outra uma outra forma com essa família que para ela faça mais sentido que para ela seja mais
fácil eh ir por um outro caminho que talvez pode até ser mais demorado mas que vai funcionar melhor pra família conseguir se engajar Vamos Então tu vai olhar pro teu plano tu vai olhar pro projeto de vida vai olhar paraa dinâmica da vida da família porque aquilo que a gente fez lá atrás que era o projeto da família daqui a pouco tu teve mudanças significativas que parte daquilo não faz nem mais sentido pra família Então isso eu eu te trago pra gente começar a pensar que esses planos são dinâmicos os nossos projetos de vida são
dinâmicos Então a gente fazer a reavaliação é a gente se confrontar com essa dinâmica e ver como que a gente lida com ela pra gente não ficar só se frustrando e dizendo: "Ai não deu certo ai não sei o quê" Entende então tu precisa ter esse olhar mais racional nesse momento E as avaliações eu sempre coloco aqui um mês 3 meses 6 meses Tu pode fazer a cada mês uma avaliação com a família para que ela tenha percepção de evolução desse plano Porque quando a gente alarga muito tempo a família tem dificuldade de perceber isso
Nós quando a gente vai oferecer por exemplo um relatório para outros serviços quando a gente vai produzir um relatório para ser interno e só documentar o nosso acompanhamento ou quando a gente vai pegar esse esse relatório e vai enviar para algum órgão por exemplo Ministério Público Judiciário essa construção das avaliações elas podem ser mais alargadas até porque quando a gente faz a gente não vai fazer um relatório mês a mês Então tu vai ter um relatório aí de 3 meses vai ter um relatório de 6 meses por exemplo que é mais ou menos o que
a gente faz lá no acolhimento institucional A cada 3 meses tu tem uma uma reavaliação do plano de atendimento Então mas isso pode ser colocado paraa nossa vida diária Se tu não tem que responder para nenhum ã nenhum órgão nem nada disso e tu só vai fazer o relatório para documentar esse acompanhamento E eu sempre digo não interessa se tu vai entregar para alguém ou não É importante tu documentar essa esse caminho tá que tá sendo feito Acho legal fazer de três em três meses mas se não é viável para ti então faça nem que
seja em tópicos e escreva um relatório a cada 6 meses porque pensa que se meses da vida de uma pessoa é muito tempo E nesse tempo todo a gente precisa documentar esses avanços porque tu não provavelmente em outro momento essa família vai ser atendida em outro lugar ela se muda tu sai do teu trabalho né da unidade que tu tá e vai pra outra E aí todo mundo precisa ter essa história da vida da família documentada Isso é muito importante para nós dentro do SUAS Lembra que lá no início eu falei que tu procuraram nossos
sistemas de informação então imagina só tu ter um relatório de um colega que fala do acompanhamento que fez que fala as estratégias que já implementou que fala o que que deu certo o que que não deu Então olha quanto material rico tu tem aí para conseguir trabalhar com essa família num futuro de uma maneira super qualificada sem ficar toda hora inventando a roda mas entendendo o percurso que já foi feito vendo o que que deu certo no passado e vendo se é possível reatualizar agora Então é muito eh muito bom quando a gente faz dessa
maneira E o nosso sexto e último passo é o desligamento E esse aqui a maioria das pessoas não não tem um trabalho em cima Isso é um grande problema O acompanhamento ele tem início meio e fim O meio ele é um pouco incerto porque justamente nas avaliações a gente vai vendo quanto tempo dura o nosso meio Mas assim gente ter famílias que tu acompanha por 4 anos ter famílias que tu acompanha por 10 anos como eu já vi que aí a gente começa a chamar das famílias crônicas da assistência não tem o menor cabimento Não
tem o menor cabimento Não é possível isso A gente precisa ter um desfecho Isso é muito importante É saudável é salutar para a família para o serviço tá e aí eu quero falar contigo sobre algumas formas de desligamento A primeira é a melhor de todas aquela que a gente sempre quer ver que é superamos as situações e a gente entende que essa família está pronta para continuar sozinha porque adquiriu habilidades e recursos ã teve aquisições a partir desse acompanhamento que permitem para ela lidar de maneira mais protetiva consigo mesma frente às situações que tá enfrentando
Isso é o nosso super joinha E pra família a hora que a gente desliga até pode causar um medinho mas aí é vai da gente trabalhar esse desligamento para que a família entenda que ela teve sucesso que ela conquistou algo muito importante E isso é muito bom pra família se ver como tendo condições como pessoas que conseguiram superar situações difíceis que tiveram a coragem de enfrentar medos sabe esse processo todo é muito importante pra autoestima da família é muito importante pra família lembrar e fixar na cabeça dela quase como uma prova social dada pelo outro
sabe de que ela é capaz para no futuro quando vier situações desafiadoras ela entender: "Não eu sou capaz eu vou começar aqui vou lidar da maneira que eu acho que que eu consigo e aí se eu não tiver recurso eu vou procurar ajuda como eu já fiz anteriormente mas eu acho que eu sou capaz de lidar com isso." E isso faz com que as pessoas tenham mais autonomia e mais independência para lidar com os desafios do seu dia a dia Mudança de complexidade O nosso desligamento ele pode ser para cima eh tá lá na proteção
básica e a gente vê que aumentou muito a complexidade que a gente precisa do atendimento especializado ou do atendimento de alta complexidade Ou a gente pode tá fazer a mudança de complexidade para baixo que é o quê superou tá num nível melhor porém ainda não pronta para um desligamento total desse acompanhamento Então joga para baixo Na hora que a gente joga para baixo a gente sai do acolhimento e fica só lá na no no proteção básica a gente diz pra família: "Ó foi bem tá indo bem o teu caminho é um caminho de sucesso." A
gente saiu da proteção de média complexidade né proteção especial de média de complexidade e foi pra básica a gente diz: "Olha agora é só ajeitar umas coisinhas e correr para abraço que fez gol entendeu essa percepção do usuário é muito importante para ele conseguir ver que está fazendo avanços E aí quando a gente vem nesse processo que vai diminuindo a complexidade inclusive o desligamento é muito mais tranquilo porque a família está esperando ser desligada Ela já foi desligada de outros serviços Ela entende que aquele desligamento é uma uma chancela é uma confirmação da potência dela
Então ela diz: "Não agora eu vou ir pro Cras mas logo eu não vou mais precisar do atendimento" E eu vi muitas vezes famílias dizerem: "Logo eu não preciso mais de vocês" porque elas tinham entendido qual era o nosso objetivo E aquilo ela sabia que não era algo ofensivo mas sim era algo de autovalorização para ela e para nós que ao entender que ela é capaz significa que a gente fez nosso trabalho bem feito também Então eu vi eu escutei isso de um de uma usuária e eu fiquei muito feliz A nossa última possibilidade de
desligamento acho que é a mais difícil de ser feita que é quando tu não tem uma adesão da família ou quando tu percebe que existe um esgotamento da intervenção Essa não adesão ela tem a ver com o fato da família não querer o acompanhamento muitas vezes ou então ela querer o vínculo com o serviço mas não querer realizar as atividades que são propostas dentro de um acompanhamento familiar dentro da assistência né no SUAS Então a família não consegue desenvolver e aí quando ela não consegue desenvolver e a gente esgota completamente a nossa capacidade de intervenção
não tem mais sentido continuar acompanhando E aí eu quero falar o que que acontece o que que eu já fiz em várias oportunidades nessas situações Uma das coisas que tu pode fazer quando existe um esgotamento mas a família ainda demonstra algum interesse pelo acompanhamento por fazer as coisas mas ela não consegue Às vezes tu pode mudar o técnico de referência mantendo no mesmo serviço mas só muda o técnico de referência Quando tu faz isso tu dá um novo gás para aquele acompanhamento e às vezes as as coisas deslancham Isso não tem nada a ver com
a capacidade do técnico que tava antes Isso tem a ver com afinidade com o vínculo com outras questões ou com a família entender muitas vezes olha tô aqui numa segunda chance né a gente sabe que a gente não trabalha com chances na assistência mas as famílias encaram dessa maneira Então ah é que eu tô com uma segunda chance para agora dar certo sabe então muitas vezes eu aconselhei profissionais a mudar o técnico Às vezes o técnico e aí também a gente tem que olhar para isso que às vezes o técnico se liga com a família
se vincula com a família de um jeito que não contribui que não é bom E aí mais ainda que a gente precisa fazer essa troca Então às vezes trocar o técnico é uma boa estratégia pra gente dar uma oxigenada No caso outra coisa é a gente mudar o serviço que vai fazer o atendimento Então a gente desliga daqui e a gente passa para outra unidade Mas essa outra unidade também tá sente de tudo que aconteceu e obviamente ela concorda Não é para fazer o encaminhamento e mandar o usuário né gente é é para ser uma
coisa combinada porque essa estratégia ela é vamos continuar tentando implementar um plano que a gente vai ter que rever que vai mudar a estratégia que muda os atores envolvidos que muda várias coisas mas é a ideia de continuidade com essa família não é uma ideia de rompimento certo e ã outra coisa que a gente também pode fazer é realmente um desligamento um rompimento ali e dizer: "Olha a partir de agora tu pode vir fazer atendimento por busca espontânea mas a gente não vai mais estar em acompanhamento por causa disso disso disso disso." Se a família
tem crítica ela entende: "É realmente eu não eu não quero isso agora" Mas às vezes ela não tem crítica ela só fica braba se sente excluída se sente mal E aí tu vai ter que ver o como lidar com isso porque às vezes a gente não quer ser vista como uma malvada E aí por não ser vista como uma malvada a gente aceita ficar com aquela família mesmo sabendo que nada tá sendo feito naquele caso nada está acrescentando para aquela família Então a gente tem que entender que alguns desconfortos a gente vai viver mas conscientes
de que não é esse o objetivo nosso que a gente tem que isso é uma decisão que a gente precisa ser feito com a equipe toda e não uma decisão unilateral nossa Então toda equipe decide junto o momento de desligar Assim como a equipe decide o momento de entrar a equipe também decide junto o momento de desligar mesmo que um técnico vá fazer o os procedimentos de desligamento de todas essas formas que eu te trouxe de exemplo Mas tem que ser uma decisão partilhada porque a gente muitas vezes esquece que o acompanhamento ele é do
serviço ele não é do técnico ele não é da pessoa que está acompanhando ela é do serviço até porque se acontece alguma coisa com a gente a família vai ficar sem atendimento não vai Outro técnico precisa precisa atender e precisa dar continuidade para um plano que foi construído Não pode Vou dar aqui um exemplo Ai fiquei grávida entrei em licença maternidade As famílias que eu estava acompanhando vão começar do zero acompanhamento porque entrou uma nova técnica Não não é assim que funciona Por isso a gente tem que entender que o acompanhamento é do serviço não
é do técnico E isso vai fazer todo sentido nesse momento de desligamento da gente compartilhar essa decisão com a equipe toda Gente essa é uma linha do tempo para vocês de como lidar com estas situações entre acompanhamento e atendimento e depois como que eu faço qual é o meu método para construir todo o acompanhamento Então me conta aqui se é assim que tu faz também Se tu tem outras estratégias compartilha com a gente Eu vou adorar saber disso Beijão