[Música] Olá então em continuidade a esse nosso percurso de formação da liturgia Fundamental e também Eucaristia Agora Nós entramos num outra perspectiva nessa segunda semana eles queram então convidar em duas apresentações concretas sobre uma realidade Tão rica e tão importante também nos dias atuais depois que o Papa Francisco também publicou a carta Apostólica Desidério desider sobre a questão da formação na liturgia ou seja aqui talvez deveríamos nos perguntar sobre Esse aspecto da formação e da reforma reformar a liturgia E aí trazendo este dado que o professor André agrillo alguns anos atrás já nos questionava e
nos apresentava como um caminho fundamental para que de fato a reforma aconteça ou seja o sentido teológico e aspectos práticos para a formação litúrgica reformar a liturgia sentido teológico e aspectos práticos para formação litúrgica essa foi uma apresentação numa aula inaugural que o professor André [Música] agriloja em Roma E aí ele nos apresentava justamente essa dinâmica da relação entre formação litúrgica e Reforma litúrgica E para isso ele diz assim a formação litúrgica deveríamos nos perguntar então o porqu e também para que dessa formação litúrgica esclarecendo então alguns aspectos para uma melhor compreensão a reforma pode
ser vista como consequência do movimento litúrgico algo que nós já vimos na semana ou na semana anterior nós já aprofundamos sobre essa realidade do movimento litúrgico mas aí se a gente pergunta se ela tem consequência então primeiro tem como ponto de partida o movimento litúrgico chegamos ao Concílio Vaticano io e do Concílio Vaticano io então para chegar a reforma e aí será que realmente a reforma é consequência deste movimento litúrgico e diante daquilo que nós vamos percebendo né desde o início mas que hoje também é possível já percebermos é que a reforma ela não é
a consequência mas uma fase ou seja um momento uma etapa do movimento litúrgico da qual então a formação ela é parte integrante durante todo o percurso durante todo o caminhar do movimento litúrgico e daquilo que buscamos hoje também com a reforma litúrgica a reforma é então será que a segunda etapa do movimento litúrgico ele nos dizia lá no no texto que ele nos apresentava ali na página C depois seria a terceira etapa do movimento litúrgico ou seja ele vai nos ele nos afirma isso do anos após E se a gente toma isto a partir desse
texto que eu coloco aí para que vocês sabem de onde é que mais ou menos as ideias desta apresentação desta aula nós estamos seguindo é claro que não vamos tomar o texto e por inteiro simplesmente algumas ideias para nos ajudar também nessa reflexão as etapas própri ente do movimento litúrgico Então a primeira etapa ela acontece justamente Nali tem como ponto de partida e nós já vimos é o nascimento na Europa e aí podemos falar concretamente ali no final do século XIX e século XX na Bélgica França Itália e na Alemanha uma segunda etapa que é
a expansão o movimento litúrgico já está presente por exemplo aqui no Brasil em 1931 quando Dom Martinho Michel inicia com os jovens né esse trabalho mas também nós temos Romano guardini que conviveu com ocasio e também já faz um grande trabalho na Europa a terceira etapa é o reconhecimento E aí já vamos ver aparecer Então esse movimento litúrgico nos textos é do magistério da igreja como lá na mediat dayi e depois principalmente o desenvolvimento no Concílio Vaticano i a quarta etapa da reforma iniciada já no Concílio Vaticano seg segundo e nós vamos ver a criação
do conselho para a execução da Constituição conciliar é sacrossanto cílio depois as conferências episcopais começam a criar também as suas comissões de liturgia como é o caso aqui da CNBB para adaptação e também para a tradução dos livros litúrgicos agora o que é que é fundamental a gente se dar conta é que em todas as etapas o motor do movimento litúrgico ou o motor daquilo que nós temos de fato do caminho da reforma litúrgica o motor foi sempre então a formação litúrgica em vista da reforma litúrgica ou seja em vista da participação ativa do Povo
de Deus disso então podemos concluir que o movimento litúrgico não tem seu Fim com o Concílio Vaticano io que o movimento litúrgico ele continua e pois a reforma dos ritos é incapaz suficiente também de realizar o próprio movimento litúrgico o seu tema principal hoje é justamente Esse é a iniciação ou formação litúrgica como forma de identidade eclesial como a forma de fato de dar rosto a uma igreja E aí qual é a relação entre formação litúrgica e Reforma litúrgica é isso que nós queremos então compreender primeiro o ponto de partida é a liturgia que então
nós tomamos ela chega então a aquilo que são os textos litúrgicos sendo que esses textos deve traduzir a comunidade né que celebra então a identidade do povo celebrante deve também conter naquilo que são os textos litúrgicos que nos ajuda então na vivência do próprio mistério que nós celebramos desse modo então a igreja reforma os ritos através da força com que os novos ritos também possam reformar a igreja é essa ident ade ou este modo de ser que a igreja deve buscar nos dias atuais Então dessa reforma decorrem duas questões uma questão eclesial mas também uma
questão espiritual no contexto eclesial lembrar de que a liturgia devolve à igreja a sua identidade de povo celebrante seja a participação ativa de todo o povo sacerdotal já na dimensão espiritual a liturgia passa ou deveria passar a ter o seu lugar de centralidade e de fonte espiritual da vida da igreja isso porque a devoção a verdadeira devoção da igreja é a liturgia a forma de vida elementar da existência eclesial é a liturgia mas a reforma ela não é capaz de fazer tudo isso sozinha por mais que a gente imagine ou tantas pessoas pensam que basta
que é seria suficiente simplesmente escrever um texto ou Mas não é por aí é que a formação litúrgica é o instrumento para que a igreja possa atuar a própria reforma é a partir dessa formação litúrgica porque não foi e também não é suficiente reformar os ritos para devolver a liturgia o seu lugar de centralidade fonte e cume da vida da igreja como está descrito como vem dito de forma muito bonita lá na sacrossanto contio isso acontece através justamente da formação inerente à reforma que é princípio do movimento litúrgico e da sacrossanto Concílio a reforma não
é toda a solução já nos dizia então Cipriano vagad e disso que ele nos afirma também podemos lembrar aquilo que Romano guardini já falava é que o homem moderno é incapaz de aproximar-se do sentido do rito ele quer que a oração seja expressão imediata do seu estado de ânimo mas o que fazer ele deve ser formado para entrar no jogo do rito ou seja da liturgia para saber não apenas o como mas também o porquê da liturgia e este é um aspecto importante que hoje nós precisamos retomar e que também o Papa Francisco já nos
apresenta essa ideia lá na Desidério desider continua guardini nos dizendo para captar o verdadeiro sentido da liturgia Portanto o único método é o da participação nela mesma no desenvolvimento com os seus gestos Ou seja no envolvimento com os seus gestos e os seus símbolos pela verdade dos mesmos não como realidade externa mas que a gente possa entrar nesse jogo do rito e ali então sermos parte naquilo que nós celebramos o velho guardini ainda nos diz que a compreensão da liturgia passa necessariamente pelos sentidos por isso não se trata apenas de reformar a liturgia mas antes
reformar o homem a mulher para a liturgia porque não podem ser apenas ideias que muitas vezes são boas mas se aquele ou aquela que se implica que estão ali dentro no contexto da liturgia não se envolvem verdadeiramente na própria ação Qual é o itinerário dessa formação que foi vivenciado que foi experimentado né né dessa formação litúrgica Aqui no Brasil é que nos anos de 1920 romano guardini com movimento de formação litúrgica para jovens terminou inspirando algumas pessoas e principalmente Martinho Michel e aí em 1933 Dom Martinho Michel que já estava no Brasil chega então e
faz um Retiro com seis jovens no Instituto católico para criar o centro de liturgia depois como nos diz um daqueles jovens Dom Clemente SN dizer que em vez de se afundar nas rubricas e nas cerimônias Dom Martinho nos deu um curso de Teologia da liturgia revelando pela primeira vez a um auditório brasileiro as elaborações dessas escolas né da escola litúrgica de Maria lá e também do movimento litúrgico belga é que Dom Clemente SN que era um jovem naquela época dizia que ficou Encantado de ver a riqueza e a beleza do que era apresentado então na
época por Dom Martinho Michele depois entre 1944 e 1947 Dom clementes nos fala então de conferências para grupos associações seja no Rio de Janeiro como em São Paulo e em Minas também já em 1964 a 67 temos a aprovação da espal e a CNBB também em Roma que vão acolhendo E aí são escolhidos também e constituídos responsáveis da liturgia né nos contextos regionais justamente para ir começando a colocar em prática aquilo que a constituição sacrossanto contio pedia e Dom Clemente nos diz mais uma vez tratava-se não apenas agora da participação ativa na liturgia Mas também
de uma compreensão da liturgia que transformava uma visão de igreja de fato a liturgia trouxe aqui no Brasil uma nova visão de igreja essa transformação que nós fomos passando e que depois nós vamos oscilando e muitas vezes sentimos como um processo de retrocesso seguindo Então nós vamos ter em 1985 a criação do centro de liturgia em São Paulo concurso de pós-graduação em liturgia seguindo Então as conclusões da relação entre formação litúrgica e Reforma litúrgica primeiro aqui a reforma é a passagem obrigatória e necessária para que seja possível formar para participação ativa depois reforma e formação
em sentido de prático pedagógico Então assim Então ass estão de alguma forma a serviço daquela participação que dá forma estrutura ao inteiro conjunto eclesial E que formação litúrgica se faz necessária para promover Justamente a participação ativa atuando a própria reforma Estes são alguns elementos que nós já podemos então ve vislumbrar naquilo que se coloca então da relação entre a formação litúrgica e a própria reforma litúrgica mas não é suficiente saber e afirmar a necessidade de uma formação litúrgica hoje devemos nos preocupar com a forma ou seja o modo de fazer formação litúrgica e o professor
André agilo nos ajuda dizendo que aquilo que a igreja necessita não é tanto um conteúdo novo em forma tradicional mas antes um conteúdo Tradicional em forma nova e o mesmo André agilo afirma a reforma não tem um conteúdo novo para propor a igreja mas um conteúdo clássico o que ela propõe de novidade E que vem desde os primórdios do movimento litúrgico é a forma de transmitir esse conteúdo antigo clássico tradicional uma forma que consiga unir teoria e prática é isso que a igreja então hoje busca fazer e que a própria carta Apostólica Desidério desider tável
o Papa Francisco também nos chama atenção para essa realidade do modo como nós fazemos essa formação litúrgica o problema então está na forma de fazer a formação e o primeiro guardini já nos dizia de que é a perda da relação com o corpo que transformou então a religião em algo somente intelectual distante da própria realidade e que hoje nós precisamos retomar essa dinâmica que não tem como ficarmos ausent ou fora do próprio contexto da celebração para compreender a problemática então existem basicamente três formas que persistem no campo da formação litúrgica e que inquietam a teologia
contemporânea nós iremos nesse primeiro momento apresentar uma dessas formas e no próximo bloco nós apresentamos Então as outras duas formas para compreendermos essa problemática então formas na verdade que não correspondem à necess Ade e também a exigência da reforma pois com elas a liturgia não voltará a ser a espiritualidade da vida da igreja ou seja a forma de vida da igreja uma primeira forma a formação litúrgica foi ou ainda é entendida como instrução sobre os ritos O que é que nós temos aqui essa é a lógica interna de quem pensa que a formação litúrgica seja
uma instrução sobre o rito E aí pode-se dizer que o povo não compreende mais o rito por isso a formação é simplesmente para algumas pessoas e aí somente para aqueles que vão estar diretamente implicados a outra diz que a formação devolveu o significado dos ritos ou melhor a reforma devolveu a solução é formar para o sentido do rito então quando as pessoas adquirirem o significado do rito tudo estará solucionado e eu digo para vocês que muitas vezes chegam até a confundir rito com rito mo ou com ritualidade na verdade por trás da incompreensão do próprio
valor e sentido do rito as pessoas terminam caindo no ritualismo vazio e engessado e nós precisamos entrar no jogo do rito justamente para compreendermos a verdadeira o verdadeiro sentido da ritualidade Então quem assim age na verdade não compreendeu a redescoberta realizada pela pelo movimento litúrgico e a reforma quanto a relação entre igreja e rito e não se forma para simplesmente obter o sentido teológico do rito mas justamente para promover a participação ativa e entrar no jogo do rito é para isso que se tem formação litúrgica então o caminho que precisamos fazer é em vista dessa
verdadeira compreensão Quais são as consequências litúrgico Pastoral nessa vertente um exemplo bem concreto que é o uso da veste branca no batismo de crianças por exemplo a Igreja Ortodoxa Grega quando tem o batismo então nós temos a tríplice imersão como esta foto nos mostra a criança então é entregue ao padrinho e vejam que a criança então desnuda ela é mergulhada três vezes na fonte batismal e depois o padrinho a recebe para envolvê-la enxugá-lo e depois então é que vai colocar a veste Branca ali nós vamos ter antes então a unção crismal e a entrega da
veste é esse o contexto que nós temos aí na liturgia então bizantina grega já a liturgia da igreja latina na igreja católica vejam vocês que a criança com vocês podem observar na foto a criança então já vem endossando a veste Branca depois o uso da camisolinha do batismo né algo que você pode encontrar inclusive em alguns lugares para vender ou para alugar mas não propriamente para dar uma identidade como a veste de uma vida nova depois então o uso de um pano branco sobre a criança ou da própria história do presbítero do diácono quando a
criança não tem a veste branca é esvaziar verdadeiramente o sentido do rito então nos disse um uma certa vez então alguém partilhando da experiência depois que nós fizemos uma formação para paz e com com formadores né o pessoal responsável pela a formação de pais e padrinhos para o batismo e aí me dizia lá um diácono que eu solicitei a retirada das vestes brancas antes da celebração e uma mãe disse isso não foi dito no curso Exatamente porque as pessoas foram ali para aquele curso porque dizem é curso do batismo e aí nós estamos de fato
sem compreender ainda os passos que Damos Para a verdadeira vivência e compreensão do Mistério celebrado o outro aspecto importante de levarmos em consideração é que dessa maneira não se percebe essa passagem do Não Ser Cristão ao ser então Cristão né uma vida nova em Cristo né Depois de passarmos por essa realidade então da nudez batismal E aí nos compreendermos como filhos no filho no espírito por trás dessa mentalidade esse álibi de uma potentíssimo é saber o significado daquilo que se faz quando foi compreendido o significado então o gesto o sinal não tem mais nenhuma força
verdadeira conta somente a intenção Isso é o que alguns preferem viver nós veremos então no próximo bloco as duas outras formas [Música]