olá boa tarde boa tarde a todos que estão participando desse webinar psicólogos psicólogas estudantes de psicologia sejam bem vindos à essa conversa que vamos ter agora pra mim é uma satisfação é estar participando desse projeto conecta inventor né que tem por objetivo assim já em relação ao dia do psicólogo né e que também foi extremamente oportuno a escolha de escolher a avaliação psicológica como tema deste e de outros combinar os que estão acontecendo na em relação aos diversos tipos de contexto da avaliação o que nós vamos conversar aqui hoje é a avaliação do contexto forense
e que também é muito oportuno porque é no meu entendimento é uma avaliação que tem uma demanda crescente cada vez mais os psicólogos têm recebido demandas do judiciário eu vou centralizar aqui a as avaliações no contexto forense elas podem acontecer em vários contextos também específicos dentro desse contexto mas nós vamos restringir né aquelas avaliações que são encaminhadas pelos juízes e esses psicólogos que trabalham ou dentro dos tribunais ou trabalham há também um como terceirizados em que são encaminhados pedidos de avaliações né recebem principalmente na demanda das varas de família das varas de infância e juventude
e das varas criminais então isso acredito que essa demanda crescente têm acontecido porque os psicólogos têm trabalhado bem né e de alguma forma têm respondido mas como é um trabalho bem específico acho que cabe aqui a gente então conversar hoje sobre essas peculiaridades da avaliação psicológica quando acontece num contexto fluence estão recebendo várias participações aqui uma boa tarde a todos ele maria helena ana é uma satisfação quando está conversando um processo aqui eu vou colocar para facilitar a exposição né das minhas ideias que eu quero trazer aqui eu vou colocar os slides que vocês podem
então acompanhar de uma forma melhor mais didática um pouco o que eu quero trazer para a discussão está a deixar que ainda há a aberto para que as pessoas também possam fazer perguntas e dentro da minha possibilidade na minha recente experiência nesse tipo de funcionamento vou tentar então trazer os assuntos para vocês e dentro do possível já em respondendo a algumas perguntas que vão chegar tá bom vamos conversar um pouquinho então sob esta avaliação psicológica no contexto forense para começar é importante a gente retomar primeiro o próprio conceito de avaliação psicológica está conforme já é
definido na resolução 9 de 2018 eo conselho federal de psicologia aqui nessa avaliação é a desculpa aqui nesse conceito avaliação psicológica é definida como um processo estruturado de investigação de fenômenos psicológicos composto de métodos técnicas instrumentos com o objetivo de prover informações a tomada de decisão no âmbito individual ou grupal ou institucional com base em demandas condições e finalidades específicas esse é o conceito que é ampuero que deve ser considerado em todos os com os contextos por isso quero chamar atenção aqui né a especifidade e especificidade de cada contexto vai aparecer dois tópicos que eu
vou chamar a atenção aqui primeiro a trazer aqui pra vocês primeiro quero salientar a questão do objetivo de prover informações a tomada de decisão a pergunta é o objetivo de prover essas informações de tomada de decisão de quem o que nós estamos alimentando aqui é que a tomada de decisão que está se falando aqui é daquele que demandou a avaliação quem foi que demandou avaliação o juiz coloquei aqui pra poder se identificado por todos rapidamente né nosso juízo modo então a nós a o trabalho do psicólogo vai ser a atender a esta demanda que vem
do juiz e que tem por objetivo então as aço vídeos para que ele possa tomar a sua decisão certo é esta demanda que vem do juiz ela vem em função das características daquele contexto forense né então assim nós é a as demandas condições e finalidades específicas têm a ver com a realidade da tomada de decisão do juiz quando eu tô salientando essas duas questões eu tô querendo trazer para vocês há a questão de que quando se fala em avaliação psicológica no contexto forense nós estamos falando que ela tem o seu foco na questão legal então
se nós vamos buscar subsídios para passar a terceiros esses subsídios vão ser relacionados ou melhor precisam ser relacionados em relação à questão legal porque é é pra esse que nós estamos prestando serviço quando a gente pensa que a demanda vem então desse contexto forense entender que este foco que vem lá da questão legal trata de interações de natureza não clínica relacionados então essa questão legal portanto o que o juiz pergunta geralmente são questões muito práticas de comportamento e não questões diagnósticas eu nunca tive na minha experiência pessoal de trabalho no judiciário uma demanda uma pergunta
de um juiz que fosse do tipo com o diagnóstico é essa pessoa qual é o problema né emocional dessa mãe não a pergunta sempre é feita no sentido de quais são as condições psicológicas dessa pessoa para por exemplo cuidar do seu filho né não pegar o exemplo de uma destituição de poder familiar o juiz não quer saber qual é o diagnóstico que pode ter essa mãe e pai ele quer saber se a haco comportamento dessa pessoa é tão incompatível com o desenvolvimento da parentalidade que traz prejuízo dessa criança de forma então a que seja retirada
a parentalidade a capacidade né parental o poder ou e melhor tirar do exercício dessa parentalidade portanto se nós temos realmente alguma questão psicológica essa questão até tem que ser considerado por nós mas não é este não é esta a pergunta do juiz a pergunta dele sempre vai estar relacionada o que a gente diz de interações de natureza não tem fica bem considerando que esta é a demanda a pergunta seria então a seguinte quais seriam as habilidades então que o psicólogo deveria desenvolver para poder fazer essa avaliação né de uma forma pertinente dentro das questões éticas
mas também atendendo à sua demanda e isso que a tem várias características ao principal várias habilidades devem ser desenvolvidos pelo psicólogo forense mas eu entendo que quando se trata de avaliação duas dessas habilidades têm que ser enfrentadas e são as que eu trouxe aqui primeiro o que o psicólogo tem que desenvolver e que é difícil e que ele precisa de um tempo e realmente de um de uma experiência para desenvolver isso é a sua capacidade na tradução dos pontos de interesse dos agentes jurídicos em relação às teorias construtos e comportamentos que podem ser observados pelos
psicólogos e que teriam relevância legal da questão jurídica em discussão então o que nós estamos falando aqui é que a pergunta que vem do juiz ela vem de uma forma não se coloca mas nós como psicólogo como o nosso exercício da avaliação psicológica nós vamos investigar dentro do nosso referencial portanto a primeira coisa que nós temos que fazer é pensar que questões que características psicológicas merecem ser investigadas são importantes são pertinentes tem sentindo de ser investigadas porque vão trazer subsídios por uma tomada de decisão legal então é essa o juiz nunca vai fazer uma pergunta
psicológica é muito diferente quando uma demanda vem de outro psicólogo que está fazendo tratamento uma demanda inclusive tem um outro agente de saúde tipo um sikh atra em que o nível de conversa já é dentro de uma linha de diagnóstico dentro de uma linha se vamos dizer assim aqui nós precisamos fazer a essa tradução do que que é a demanda legal para o que faz sentido então de pesquisar na o que uso agente jurídico estão pensando nessa com essa semana para depois então buscar os construídos psicológicos que fazem sentido essa demanda isso é muito porque
isso exige psicólogo também tenha conhecimento das questões legais o um exemplo por exemplo se notam discutindo a questão de alienação parental é importante que o futebol entenda o que a lei da alienação parental diz porque é com esta este olhar na lei que o juízo está fazendo a pergunta portanto se a lei fala de que a aol alienação parental tem a ver com comportamento dos pais de afastamento da criança de um de outro é importante que a gente nessa avaliação possa também focar o comportamento dos pais se pode ficar mais claro sim porque se eu
não entendo o que que a lei está pedindo eu também não sei o que é que eu devo buscar em termos de conhecimento psicológico que faça sentido essa lei também né então além dessa capacidade de tradução nessa da pergunta do juiz cá os consultórios psicológicos também o psicólogo e precisa desenvolver uma capacidade para traduzir dados se collodi custos em evidências legais respeitando sempre os limites legais e éticos de fazê lo então além de eu buscar construtos que tenham sentido da questão legal eu preciso trazer as informações de uma forma tão subsidiados de nós e se
uma com credibilidade com validade seja em relação às fontes que eu vou pesquisar como também seja em relação aos construtos psicológicos que eu tô utilizando que sejam de reconhecimento da do grupo técnico nesta do grupo de iguais dos psicólogos no sentido de ter o reconhecimento científico para que eu possa dizer que aquele achado que eu vou apresentar prejuízo eo aldo ele tem capacidade e tem sustentação técnica de tal forma que ele possa ser considerado uma evidência legal a então esses dois aspectos que eu tô salientando aqui existem outros ainda são para mim os mais importantes
de serem considerados pelo psicólogo quando tiver trabalhando com a avaliação psicológica no contexto forense sempre considerar isso a tradução e a questão de que seus achados têm que ter é meio que possa considerados como evidências legais entendido isso de como psicólogo pode e deve trabalhar com essa demanda que chega eu gostaria de abordar agora um pouco algumas questões a respeito do contexto da avaliação psicológica certo bom estou só antes de começar dando uma olhadinha aquino que o pessoal já está colocando né tô vendo algumas pessoas estão com algum problema de transmissão mas eu acredito que
está tudo ok a paula silveira está dizendo que não começou ainda não apareceu transmissão mas eu acho que outras pessoas já estão aqui assim atualizando da ok eu acho que tava estamos com um número bonde de gente aqui karina simone rebeca acho que estamos já acho que a transmissão está ocorrendo adequadamente bom vamos seguir então falando um pouquinho nessa questão do contexto da avaliação psicológica nessie essa prática de como psicólogo vai fazer o seu trabalho é bom a primeira coisa que eu gostaria de salientar é que nós estamos falando de um contexto coercitiva o que
essa palavra coercitiva que muita gente lê nos livros e tal é que as pessoas que vão fazer essa avaliação os avaliados eles só estão participando dessa avaliação porque foram encaminhados pelo juiz porque foi deferido é assim não pelo juiz porque senão não estariam fazendo a avaliação neste momento aqui não há uma motivação dos avaliados em mudança de comportamento não há motivação para repensar as suas coisas aqui a motivação das pessoas é se sair da melhor forma possível dentro das expectativas que fazem do que eles podem vir a ganhar com essa avaliação então isso porque porque
além de ser o efetivo de terem sido obrigados a ir para essa avaliação também o resultado dessa avaliação vai ter uma repercussão muito importante na vida desses gente né sempre uma avaliação forense traz consigo ganhos e perdas para o sujeito que são avaliados então quando eu como psicólogo vou trabalhar nesse tipo de contexto eu tenho que saber que esse sujeito vão chegar assim pra mim né não não há como se eliminar totalmente a a literatura mostra assim da importância inclusive que quando a gente começar uma avaliação que a gente possa conversar dessas limitações dessas dessa
o efetividade da avaliação de como é que os sujeitos estão se sentindo inclusive motivá los para participar porque senão os resultados podem ser extremamente pobres né em função da redução de informações que essas pessoas passam mas não pensar considerando então esse consenso e contexto com esse tipo de repercussão na vida das pessoas três aspectos eu quero salientar em termos da metodologia utilizar e das relações enfim são exatamente o objetivo a relação com avaliado ea metodologia que nós vamos utilizar vão ter cada um desses onde cada vez aqui primeiro vamos pensar nos objetivos da avaliação voltando
um pouquinho do que já foi conversado antes né quero salientar de que os aspectos clínicos diagnóstico tratamento ficam em segundo plano em relação ao outros que são o que a gente considera de relevância legal eu posso colocar sempre essa expressão porque eu entendo que é uma expressão bastante forte a gente vê isso olha os aspectos clínicos ficar em segundo plano isso não quer dizer de maneira alguma que nós não estamos considerando os aspectos clínicos mas é importante que o psicólogo entenda que para o juiz essa esse diagnóstico é totalmente secundário porque o que ele quer
saber é como essa pessoa se importa como ela se conduz no dia a dia como ela resolve os seus problemas quais são as suas capacidades práticas e aí nós sabemos que um diagnóstico não é um sinalzinho de igual né no sentido de um tipo de comportamento então não é por que uma pessoa tem um diagnóstico de transtorno de personalidade ou de uma patologia de um transtorno bipolar de uma esquizofrenia e nós podemos fazer um sinal de igual e dizer que vai haver um ao trato a o seu filho isso não é verdade então nós precisamos
entender que é aqui que essas características psicológicas que essa pessoa tem sejam de diagnóstico ou não como que essas características estão e determinando o seu comportamento no dia a dia em relação a essa questão legal está sendo discutido assim use não podemos dizer que os estados se que o patológico só vão ser de interesse se eles tiverem de alguma forma relevância para a questão legal se eles tiverem alguma reflexão para a questão legal então há de novo vão voltar o caso o pegando um caso por exemplo de uma mãe né e outro um pai que
está se discutindo a questão de a de poder manter é por exemplo a parentalidade ainda nessa vai substituir ou não o poder parental dessa pessoa é importante que a gente possa conhecer essa pessoa como um todo se houver alguma patologia identificar essas patologias ou seu funcionamento e fim mas a partir daí poder fazer inferências do que essa patologia tem a ver com esse comportamento que ela vai expressar e isso nós temos a meio com todo o contexto social e volta porque a pessoa pode ter uma patologia e pode está fazendo tem uma aderência ao tratamento
e ter essa patologia sob controle o que eu tô querendo mostrar é que não se pode de maneira alguma fazer um sinal de igual né onde se tem a identificação de patologia e uma alimentação específica do que essa pessoa pode fazer até uma pessoa com limitações cognitivas que tenham déficit cognitivo importante se tiver um tipo de apoio pode desenvolver perfeitamente a parentalidade e isso tudo é que vai ser inscrito para o juiz aqui em relação a essa determinação do objetivo da avaliação é que nós encontramos as maiores críticas dos juízes em que eu sempre digo
eles têm razão né vamos ver porque pôde assim ó uma questão seria uma das críticas que acontecem muitas vezes é de ignorância ou e relevância que os dados que o psicólogo trás dentro do seu laudo tem para a questão legal então aqui é exatamente isso senhor deus vou fazer uma avaliação psicológica que eu como psicólogo acho que deve ser feita e não me preocupo com a questão legal então eu acabo falando coisas que não tem relação nenhuma com juju está precisando de informação e aí o que os juízes dizem bom não serviu pra nada o
alto isso não quer dizer que nós temos dentro que passar do limite da ciência ou retomar isso mais à frente mas eu quero só mostrar que mesmo dentro de todo o limite ético não fazendo o psicólogo a ciência a nós podemos fazer relações dos achados psicológicos com a questão legal que é o que é esperado por outro lado nós temos também o problema daqueles psicólogos que acabam ultrapassando os seus limites e aí acaba vamos dizer antomar mando a decisão final que seria do juiz dentro do seu próprio álbum vamos de novo pensar como é que
isso pode acontecer vamos pegar o nosso caso da mãe né que está se discutindo a sua capacidade parental quem vai decidir se vai ser retirado ou não a a sua capacidade parental é o juiz não é o ficou agora o psicólogo vai informar de que forma a essa mãe relacionadas com essa criança e quais são os limites longe assim não limites melhor quais são os riscos e os benefícios que essa criança tem de convivência com essa mãe nesse sentido é muito importante o psicólogo se posicione e veja bem ele está se posicionando com aquilo que
os autores chamam de a última questão psicológica ele faz uma conclusão dentro do contexto psicológico dentro da teoria psicológica ele se posiciona agora vamos pensar juntos dentro da teoria psicológica vocês conhecem algum livro que diga este momento nós tiramos um filho de uma mãe não tem nós temos livros que vão discutir a empatia a capacidade de cuidar da criança atendimento às suas necessidades capacidade de colocar limites tudo isso nós podemos buscar na estrutura mas não vamos encontrar na literatura 11 um dado que diz a partir deste momento deve-se tirar a a parentalidade dessa mãe portanto
cabe ao psicólogo fazer uma descrição importante de como se dá esse relacionamento quais são os riscos que essa criança está correndo quais são os benefícios que ela pode obter essa relação ainda deixando para o juiz a tomada final de decisão portanto não pode haver uma intromissão na matéria legal por último nós temos ainda que salientar quando os novos trazem dados insuficientes ou de incredibilidade das informações a informação aqui nós estamos falando aqui de novo em evidência legal a informação que o psicólogo trás tem que está sustentada nas suas fontes têm que estar muito claro quais
são essas fontes e mostrar que ele se preocupou com a credibilidade dessa informação de forma então que possa se acreditar nesses dados neco já vamos ver a seguinte como se vai se conectar essas informações vão passar então por segundo a segunda questão que é a relação com avaliado a primeira pergunta que tem que se fazer nesta relação com avaliado é a quem é o cliente não ficou né porque como é que se dá a relação do psicólogo com esse avaliado ele é o seu cliente é ele que vai receber a os dados da do laudo
depois não o cliente do psicólogo como demandante é um juízo então é para o juiz que nós estamos fazendo o trabalho de avaliação psicológica certo e isso não quer dizer que nós estamos desrespeitando essa pessoa está sendo avaliada o que essa pessoa precisa receber desde imediato desde o início da avaliação são as informações mínimas necessárias é que é o que nós chamamos de consentimento informado do que está acontecendo ali ela tem que ser informada do limite da confidencialidade da sua testa avaliação ela tem que ser informada a quem vai ver os dados né é o
objetivo disso quem recebe o laudo em todas essas informações têm que ser passadas a esse sujeito antes de iniciar a avaliação porque cabe a ele o direito de informar o que ele achar que deve ser informado esse é um direito que ele tem não podemos forçar nenhum de bria lo para que ele possa nos passar todas as informações que a gente quer considerando isso nós vamos ter então como resultado uma relação que não é exatamente aquela relação técnica que estamos acostumados uma avaliação psicológica nós vamos ter uma menor na motivação do avaliado se ele está
menos motivado a trazer os seus problemas porque ele sabe que aquilo pode prejudicá lo nós vamos ter uma maior possibilidade de simulação de ou de dissimulação do que aqui vai depender qual é o objetivo do periciado nesta que tem como objetivo se mostrar uma pessoa doente ele provavelmente vai estimular este comportamento é fazer de conta que está tudo ótimo fazer de conta que não sabe onde está a estátua orientado ou se ele está lutando por exemplo por ter a guarda do seu filho ele vai fazer o máximo esforço para esconder qualquer tipo de patologia que
ele possa ter o sintoma algum problema de relacionamento então o que nós chamamos de ti simulação e ainda com é esse tipo de relação nós podemos então imaginar que a o lugar que o psicólogo vai ocupar é um lugar muito mais distante desse avaliado não aquela aquele vínculo de vamos trabalhar juntos para conseguir fazer uma mudança de comportamento mas exatamente é uma pessoa que está buscando as informações e outro está resistente a essa raiz fornecimento de informações então a postura do psicólogo nesse tipo de avaliação é mais diretiva é mais ativa ele pode confrontar dados
que ele ele pode trazer informações do processo questionar enfim é muito mais ativo acho que essa seria realmente a a palavra teria que ser usada aqui e lembrando que já foi falar um pouquinho antes da importância que nós temos neder de motivar sempre esses avaliados a participar é é bem importante falar com as pessoas sobre esses fatores positivos de forma a mobilizá las a participar de uma forma mais ativa nessa avaliação por fim o terceiro critério que eu até ser a característica vamos é assim né é diferenciada das outras avaliações é quanto à metodologia e
aqui eu quero salientar que o foco dessa metodologia vai ser sempre na validade e precisão da informação lembra que eu preciso construir a informações que possam servir de evidências legais então a minha informação precisa ser precisa e válida como que eu consigo construir isso dentro da dentsu desse contexto de que forma através das múltiplas fontes de informação aqui nós temos uma característica tipicamente que é dado o contexto porém que vai diferenciar das outras avaliações eu preciso checar as informações que eu recebo a partir de outras fontes de informação para poder ter a garantia dessa qualidade
é o que eu digo assim um juiz nunca pergunta 'nesse uma mãe está pensando em matar o seu filho então a questão do mundo interno não é uma questão que possa dar conta de toda a avaliação ea pergunta dele é ela tem o risco de vir a matar o seu filho então eu preciso conhecer o homem dessa pessoa a conhecer o mundo interno faz parte da minha avaliação e eu vou conhecer como em qualquer outra avaliação clínica preciso conhecer essa pessoa eu avaliado mas eu preciso também outras fontes de informação que possam me dar garantias
que começa pessoa né funciona no seu dia a dia então a literatura de uma forma didática salienta que nós temos basicamente três grupos de informações primeiro as informações que a gente chama de auto informe e aí tem a ver com um interno dessa pessoa tem a ver com a sua visão de mundo tem a ver com a sua percepção do problema tem a ver com a sua percepção do problema jurídico que está acontecendo e que é fundamental colher geralmente através de entrevistas dirigidas e dirigidas ou não de habilidade de dirigir geralmente são 100 dirigidos por
que nós temos que dar um foco pra o que nós estamos querendo que estamos buscando mas também às vezes até questionários que a gente utiliza que praticamente estão dirigidos a um sujeito ele simplesmente responde conforme a sua opinião uma outra fonte de informação e eu quero que vocês percebam isso de que não estamos falando é como se voltássemos uma luz diferente né aqui nós estamos iluminando objeto de uma determinada forma agora vão iluminar o objeto de uma outra forma são os testes psicológicos principalmente aqueles que fazem uma avaliação mediada vamos assim não é é não
não passa pelo controle absoluto do sujeito como nós temos às vezes o ofício temos um puxar temos enfim outros testes em que não há o controle absoluto ainda que ele até pode passar por um controle do sujeito não não vai ser o foco na nossa discussão aqui mas muito diferente do confessionário onde se pergunta por exemplo você bate em seu filho né muito diferente disso então esses testes eles vão trazer um outro olhar sobre isso e por fim nós ainda temos que considerar as informações de terceiros que a gente diz que são todos aqueles que
fazem parte da vida do sujeito não é que tem sentido serem entrevistados em função da questão legal aqui nós temos professores a babá familiares neto todos aqueles que fazem é tem sentido em trazer informações para a compreensão do problema é importante que é o próprio código de processo civil garante aos peritos em portanto garante o psicólogo perito também que ele possa buscar todas as fontes de informação que ele achar pertinente e necessárias ao caso certo então esta é a grande diferença na metodologia de avaliação agora quando a gente fala no aqui não estou falando na
coleta de dados mas nós temos que pensar também em termos de metodologia como nós vamos trabalhar esses resultados e aquilo que eu quero salientar que o psicólogo não pode partir de pressupostos de verdade então ele sempre terá que considerar todas as possibilidades de hipóteses que existem e que poderiam justificar aquele comportamento que ele está analisando aquela dúvida que transita pelo juiz então eu só vou poder concluir por uma versão vamos assim por uma hipótese do que está acontecendo quando eu consegui descartar todas as outras hipóteses certo essa meta é preciso descartar as hipóteses apresentam contrárias
àquelas que eu vou é aquela a última que eu vou afirmar não descarto primeiro e aquela que sobrar que não apresenta nada ao contrário que aqui tem sentido para o caso então é que eu vou poder afirmar este processo de descarte esse processo de discussão de todas as possibilidades deve fazer parte do laudo resumindo o psicólogo então onde trabalhar com esse pressuposto os pressupostos de verdade sem antes verificar todas as possibilidades em relação ainda a elaboração do laudo né então nós temos que pensava eu é que tipo de informação que vai ser inserida geralmente essa
é a pergunta de todas as pessoas que estão ingressando na área né mas qual é o limite dos dados que vou colocar ali que dado deve fazer parte desse laudo né então a regra é é a primeira regra que vamos assim geral seria só entra dentro do laudo as informações que são pertinentes à questão legal essa esse é o critério de inclusão dizer assim e aí o psicólogo então não poderia informar mais do que é necessário para responder à questão legal né que ele é formulada mas lembrando aqui que muitas vezes as pessoas esquecem de
dizer também não pode informar a menos do que é necessário de forma a deixar suas conclusões sem justificativa então aqui vai mal que nós vemos geralmente luz laudos que muitas vezes são encaminhados aos conselhos denunciados muitas vezes o que falta é essa segunda parte aqui que não pode informar a menos do que o necessário isto é o ficou logo concluiu ali não deixando claro de que forma ele chegou às suas conclusões então ele não justificou e eu quero lembrar um detalhe que é bem importante que é a partir desta dedução exposta ali tinham próprio sujeito
está sendo nessa o jeito de análise ele tem mais subsídios para poder se defender e se for necessário porque ali está exposto como psicólogo chegou à conclusão e se uma dessas vamos assim dessas deduções dele itália um mau fundamental fazendo uma fonte que a pessoa tem como contestar a partir daí ele pode fazer um parecer depois contestando na ele sabe qual foi o dado e aí ele pode contestar laudos que supostamente estão a favor do sujeito os sentidos não estou não vou colocar nada eu não vou dizer dados desse sujeito para preservá-lo são geralmente os
novos laudos que são mais prejudiciais do sujeito porque ele não tem a menor idéia de como é que um psicólogo chegou àquelas conclusões bom nosso tempo já está começando a chegar ao final então eu gostaria de fazer a última pergunta é né a quem está acompanhando é possível a avaliação psicológica no contexto forense essa é a questão coloquei tantas limitações coloquei tantos problemas coloquei que a questão é legal porque será que é possível então psicólogo contribuir no contexto ocorrência a minha posição e de muitos autores é que sim né e acho que nós contribuímos muito
por isso a demanda tem aumentado porque nós temos a capacidade de trazer a subjetividade das pessoas para dentro do processo que sem o psicólogo não chegaria agora se nós queremos fazer um trabalho sério nós temos que pensar que essa avaliação pode ser feita desde que se mantenham todos os procedimentos éticos necessários a um bom procedimento dessa avaliação e nunca vou salientar que nunca se ultrapasse os limites da ciência na apresentação dos resultados isto é sempre eu tenho que me perguntar se eu estou afirmando isso eu estou queimando em base de que o autor de que
pesquisa a partir nesta subsidiados pelo que em termos de pesquisa da psicologia eu nunca posso ir além e toda vez que apresentar meus dados e sempre os nossos dados em psicologia são probabilísticos eu devo discutir o quanto de propriedade né não é número pelo menos em e vamos assim em quantidade tem um porquê diz olha pelo menos tem que dizer que existe uma grande possibilidade de sua pequena possibilidade média enfim eu tenho que caracterizar os riscos inclusive dos meus achados que riscos eles podem ter de contestação certo bom essa sim só recebiam algumas considerações que
eu gostaria de fazer então né as pessoas que estão aqui assistindo e participando mostrando que é possível a gente trabalhar nessa área é possível contribuir muito acho que o carro trabalho psicólogo é muito importante mas ele precisa respeitar esses aspectos que foram colocados aqui certo é eu tô dando uma olhada aqui no momento aqui querendo chegar até elas chegaram perguntas alguma questão ainda que eu posso nos últimos minutos ainda acrescentar se alguém quiser colocar alguma dúvida aqui ó estava indo a marca está perguntando sobre você pode falar um pouco sobre quando a demanda vem da
solicitação do advogado para agregar a avaliação do processo perfil do cliente mas essa pergunta super importante na verdade não temos muito tempo que eu vou passar um pouquinho tempo mas não tem problema eu atualmente tenho trabalhado só com a assistência técnica né ea a minha posição é de que nós não devemos fazer avaliação psicológica porque o assistente técnico é sempre uma pessoa que será considerada suspeita né acendeu usa a expressão o acidente terá uma pessoa suspeita por natureza então se ele trouxer a avaliação ele vai desgastar esse sujeito interno de tempo ele vai interferir na
vida desse sujeito na somente criança quando nós pensamos é essa criança mas jamais vai ter interferência desse profissional vai fazer perguntas que vai é trabalhar com essa criança há um desgaste emocional financeiro e por um trabalho que quando entrega o judiciário vai ser questionado e vai ser muito provavelmente anulado porque vai ser dito que ele pode ter sido comprar não importa a qualidade com psicólogos o para o juiz é um profissional da parte logo quem faz a avaliação é o perito é aquele profissional que o juiz tem plena confiança eo assistente-técnico teriam muito mais a
função de acompanhar observar a criticar a mostrar problemas dessa avaliação e principalmente antes de iniciar a avaliação fazer os quesitos e dirigir o olhar do perito para as questões do seu cliente e sequer foi a grande ajuda do assistente técnico tem que compreender quais são as necessidades do seu cliente e transformar essas necessidades em quesitos de forma que o período seja obrigado a trabalhar ea buscar informações sobre isso tá sônia rolon de amar e mesmo estou eu não to conseguindo acompanhar todos os sinto muito mas eu tô vendo aquilo pode dizer que material de teste
objetivo para adultos e crianças os testes nós temos são testes clínicos então não estamos falando em projetivos todos eles podem ser utilizados nós podemos utilizar ou se a tt a tv não usar o rocha é então assim só o cuidado né muito cuidado é com as inferências que nós vamos fazer a partir desses testes nenhum de novo nenhum teste permite uma resposta direto à questão legal tá mas todos eles podem ajudar a criar essa questão do contexto então ninguém tá então com 43 minutos vamos ver se tem mais como escolher criar um protocolo a antónio
não acho a regra mais importante é de que não deve haver rigidez na questão do protocolo claro que existem algumas coisas por exemplo se vai haver uma uma invenção humana é uma preocupação é que a criança última coisa que aconteceu com ela e aí nós estamos falando de memória nós vamos à entrevista justificativa se a o objetivo é buscar sintomas buscar é alguma coisa com essa criança sentindo nós vamos a questões mais um assim os testes em entrevista clínica né pode ser até a hora do jogo se for aqui é possível também só que nós
temos que ter muito cuidado com as inferências né então assim a porque lá não se até lá o motor tinha um monstro né eu passo a interpretar dizer que aquilo é um pai que está batendo nela não sei que não é o teste disso né é um é são imagens que ela tem dentro dela acaba trazendo mais é o teste não disse em relação ao pai ou não e esse é um problema que eu tenho tempo então o teste ajuda mas o teste não é a resposta às questões legais tá eu acho que infelizmente eu
vou ter que botar aqui consigo chegar ou não pronto um pouco demorado mas gostaria de itaqui a de uma maneira maior para dizer pra vocês então na minha satisfação de ter participado a agradecer muitas perguntas que forem pertinentes e convidar enfim que a gente permaneça em contato e que você continue a se interessando e buscando mais informações porque é muito muito importante que a gente possa fazer um trabalho ético quando estiver trabalhando dentro do contexto florence um grande abraço a todos e obrigado pela participação