seja bem-vinda seja bem-vindo ao módulo três da nossa pós-graduação em alfabetização na prática nesse módulo nós veremos em detalhes como avançar com os níveis de escrita na sala de aula e a gente vai começar nessa aula vendo as características da psicogênese da língua escrita O que é isso final quando surgiu Por que surgiu Quem são as autoras né que falaram sobre isso então as características da pesquisa Esse é o livro da psicogênese da língua escrita é importante a gente saber que ele reúne uma pesquisa foram pesquisas das autoras trabalhos publicados de pesquisa enfim feitos de
pesquisa e aí depois elas reúnem essas pesquisas que foram feitas em 1974 1975 e 19 76 e publicam neste livro os resultados da pesquisa que não são só referentes à escrita mas também a leitura certo no Brasil a gente popularizou bastante as questões dos níveis de escrita mas também tem uma obra inteira aqui falando sobre leitura e o capítulo 6 é o que fala dos níveis de ã escrita tá que que é importante a gente tem uma mudança de concepção Como se ensina como se aprende a gente vivia na alfabetização a guerra dos métodos Qual
método e vive um pouco ainda né hoje gente mas qual método é melhor para ensinar enfim e aí ã sempre se pensava no como ensinar nesse método e pouco se pensava no como se aprende no que acontece aqui dentro do cérebro sobre como a criança pensa sobre a escrita como ela formula hipóteses então a ideia não é formular um método de alfabetização a psicogênese da língua escrita na perspectiva construtivista de Emília Ferreiro e Ana te beros não formulam método de alfabetização mas apresenta uma pesquisa experimental feita com crianças lá emem Buenos Aires na Argentina e
então o capítulo 6 como eu já falei fala sobre a evolução da escrita Qual a visão das autoras sobre o processo de alfabetização é um tirei aqui um trecho do livro Nossa atual visão do processo é radicalmente diferente quando elas estavam explanando a respeito da do de métodos de alfabetização no lugar lugar de uma criança que espera passivamente o reforço externo de uma resposta aparece uma criança que procura ativamente compreender a natureza da linguagem que se fala à sua volta e que tratando de compreendê-la formula hipóteses busca regularidades coloca prova suas antecipações E cria sua
própria gramática que não é simples cópia deformada do modelo adulto mas sim uma criação original Então o que a gente vai ver especificamente em relação à escrita são hipóteses como as crianças pensam sobre determinada maneira de escrever e o que eu acho bem interessante dessa pesquisa é que ela já foi muito comprovada não sei se você já atua em sala de aula se você já atuou com turmas de alfabetização Mas provavelmente já nivelou a turma pelos níveis de escrita já fez alguma testagem E aí a gente vê realmente acontecendo os níveis ali então a pesquisa
ela vai além deste livro e ela é viva dentro das nossas salas de aula tem uma influência então do construtivismo de jpag a Emília Ferreiro ela foi orientanda inclusive de jpag eh o professor como o professor vai atuar nessa perspectiva de formulação de hipóteses e de criação da escrita como alguém que cria conflitos cognitivos mediações provocações atividades específicas que vão fazer aquele nível avançar então o erro ele não é visto mais tinha muito uma questão de reprovação também na década de 80 na alfabetização não só de Buenos Aires mas também do Brasil e o erro
ele passa a ser visto como construtivo então determinada escrita da criança se ela vai escrever uma letra para cada sílaba se a gente conhece essa hipótese a gente sabe que esse erro tá num percurso de evolução da escrita e não apenas um erro ortográfico aí que tá a diferença dessa professora protagonista que estuda ela vai conseguir olhar pras escritas das crianças e saber que tipo de erro que tipo de hipótese tá acontecendo ali E aí eu coloquei aqui né a gente tem a ideia da testagem como sendo quatro palavras e uma frase é legal fazer
as quatro palavras e uma frase é legal mas isso não foi o que aconteceu na pesquisa tá eh na pesquisa tinha escrita do nome próprio escrita do nome de algum amigo ou pessoa da família contraste de situações de desenhar com situações de escrever escrita de palavras usuais como mamãe papai menino urso escrita de outras palavras Ainda não ensinadas e escrita da oração Minha Menina toma sol então vejam foi um repertório de testagens bem amplo isso já nos traz uma visão pra sala de aula de que a gente não precisa se restringir as quatro palavras e
uma frase para quem não sabe que as quatro palavras e uma frase é um jeito de testar os níveis de escrita muito comum que vai ã de uma palavra de opa polissílaba trissílaba dis sílaba monossílaba né para ver se se mantém a hipótese Mas a gente pode fazer diferentes tipos de sondagem diferentes tipos de avaliação diagnóstica para ã perceber aí para diagnosticar os níveis dos nossos os alunos os níveis de escrita dos nossos alunos e aí todas as crianças passam pelos mesmos níveis pode acontecer de uma criança avançar mais rápido que a outra eh tem
uma ordem de idade cronológica para acontecer esse processo de escrita tem algumas respostas que eu vou mostrar aqui para vocês que estão no livro da Magda suares alfaletrar e olha o que ela nos coloca a criança que avançam mais rapidamente que outras há crianças que saltam fases por exemplo evoluem diretamente da escrita silábica para a escrita alfabética O que é bastante comum a gente vai ver os níveis E aí vai ter o nível silábico alfabético muitas crianças passam desse nível silábico alfabético direto para o alfabético alguns autores colocam inclusive o silábico alfabético como uma transição
e não exatamente um nível mas aqui a gente vai vê-lo como sendo o nível quatro de acordo com a referência do livro há crianças que eventualmente regridem em um momento estão numa fase em seguida voltam à fase anterior há crianças que estão simultaneamente em mais de uma fase por exemplo escreve algumas palavras silábicamente outras sem valor sonoro ou em algumas palavras são silábicas com valor sonoro em outras são silábico alfabéticas pode acontecer de a gente ver a criança oscilando eh lá na mesma semana de diferentes hipóteses e ainda é importante a gente dizer que não
tem uma ordem cronológica se a gente está ensinando alunos que estão mais avançados por exemplo já tem 9 anos uma turma lá de alunos de 8 9 anos que não se alfabetizar no tempo certo a gente vai fazer as testagens e pode acontecer eh de de pode acontecer não vai acontecer deles terem as hipóteses inclusive com jovens e adultos eu trabalhei com um adulto de 57 anos por exemplo outro outro tinha 37 e eles apresentavam essas hipóteses tá inclusive começar silábicos um deles começou silábico outro pré-silábico comigo e avançaram foram avançando de níveis para o
alfabético mas eu tô falando falando desses níveis e a gente precisa entender cada um dos níveis e precisa saber as atividades específicas para trabalhar com esses níveis por isso nas próximas aulas a gente vai ver os níveis de escrita que foram elencados aqui no livro da psicogênese da língua escrita até a próxima aula