Eh, vamos então, né? A gente tá falando aqui sobre gestão ativa, a importância dela eh também para contribuir e nesse aumento de distribuição. Vamos então pro nosso bloco três para falar sobre os FOFs, né?
Se será que eles serão substituídos ali pelos head funds e imobiliários, eh, que são os novos queridinhos do mercado. O IFIX já acumula mais de 6% no ano, depois de um segundo semestre bem difícil em 2024. E nessa esteira de recuperação, duas classes se destacaram.
A primeira delas, os FOFS, com alta de 3. 8% em fevereiro, e os headfunds imobiliários, que subiram ainda mais, 7. 2% no mês.
E aí, Carlos, eh, eu queria, vocês têm um head fund imobiliário que eu diria que até é de fato um head fund, né, um dos poucos da indústria, que muitos se intitulam como tal, mas na verdade quando você olha a estratégia é uma estratégia mais eh restrita. E eu queria que você contasse um pouco para pra gente, né, o que levou vocês a a construir esse headfund imobiliário, né, e quais que são as perspectivas que você identifica ali para esse novo segmento que é muito parecido com os FOFs, né? Diria que é os FOFs 2.
0. Bacana. Na verdade, quando a gente já tinha um um FOF na quinea e a gente gosta da estratégia, eh os FOFs, na verdade, eles têm uma característica interessante, assim, em momentos agora desafiadores, a gente sempre fala assim: "Olha pro Fof, porque ele é um fundo que ele tem duplo desconto, ele tem a carteira dele já tá lá muito descontada, que são os fundos que ele comprou e no momento que o mercado tá muito sofrido ou muita desvalorização, o patrimônio dele já está marcado e ele normalmente opera com desconto em relação a própria cota dele.
Então, só que quando ele volta, ele é muito potente. Então, é uma classe específica que a gente gosta. O RF ele é uma evolução meio conceitual e ela vem um pouco por demanda dos clientes, assim, a gente ia lá e fazia pit de vendas, olha, agora vamos fazer um fundo de cri, agora é um fundo de cri indexado à inflação, agora é um de CDI, não, agora a gente vai sair com desenvolvimento, não, agora é bom comprar tijolo.
E tinha muito invejo, falar assim: "Puta, eu entendi todo o pit de vocês, mas eu não sei exatamente o que que eu compro agora, que hora que eu tenho que trocar. Eh, fico com receio de trocar na hora errada. Daí a gente resolveu falar: "Olha, vamos montar um produto que quem vai decidir, ele na verdade ele ele mira ainda entregar uma renda recorrente boa pro investidor, mas que a escolha do portfólio tá na mão dos gestores.
E aí o nosso Rfund, ele efetivamente em cri, ele tem móveis, ele tem funds, ele tem um pouco de ações e é uma coisa curiosa na Kineia, né? que né, nós estamos, os sócios são organizados por classe de ativo. Então eu toco imobiliário, tijolo, o o Flávio toca imobiliário CRI, o Marco tem área de ações e head funds e e crédito não de fundos não listados.
Esse é o primeiro fundo que eu tenho quatro sócios participando da gestão, porque essa foi o espírito. A gente falou paraos investidores: "Você me dá dinheiro e eu vou ter a gente num comitê vai definir e a cada momento se eu migro um pouco mais para um tijolo, se tem mais upside lá, é hora de eu sair um pouquinho de do papel, se eu compro mais fundo, se fundo é de papel, é fundo de tijolo. " Então, todas as áreas entram.
a gente tem uma discussão macro liderada aqui pelo pelo sócio dos head funds que tem essa visão macro de juros, de economia e nos ajuda a olhar para futuro. É uma vantagem competitiva de ter várias classes de ativos na empresa. E uma vez definido ali o macro, a gente vai mais ou menos desenhando a carteira e aí cada área vai fazendo propostas para esse comitê, dado aqueles espaços assim.
Então ele é realmente uma evolução do produto. Eu ainda não tô muito certo que ele mata os FOFs. Acho que tem investidores que falam: "Olha, fundos de CRI, eu prefiro eu ter ou as minhas operações diretas ou fundos puro sangue de CRI.
E eu faço aqui a minha alocação. E o FOF é um produto que tem essa característica do duplo desconto. E agora é um momento, por exemplo, super interessante de compra, porque na hora que volta ele ele é muito potente na volta e aí depende um pouco do seu timing de mercado.
Mas acho que o red fund para esse investidor falar, eu quero terceirizar o mandato para alguém que primeiro tem a a os times para olhar todas essas classes e vocês num comitê olhando primeiro o que tá acontecendo de Brasil, de economia e juros, inflação e dali vocês vão descendo a locação. Ela é muito interessante. E o que a gente fala hoje, né, o nosso fundo tem bastante coisa de CRI.
O o Set Fun acho que é uma classe mais nova, eh, tem muito desconto. E eu eu digo, olha, dado que a gente tem muito cri nas carteiras, tá contratado que esses fundos vão entregar mais dividendo, porque a inflação é para cima e o juro é para cima. Só que acho que no Redfun tava isso meio escondido assim.
Então a gente vê como uma potencial muito interessante. Acho que é uma evolução da indústria. Da quando as pessoas me olham e falam: "O que que você acha que vai ser a indústria?
" Eu assim, o que eu acredito, ela vai ser maior. Acho que a gente a gente espero que a gente tenha mais tipos diferentes de investidores. Eu não tenho muita dúvida que o fundo imobiliário definitivamente entrou no na locação das pessoas, seja do investidor super pequenininho e das mega famílias por características às vezes diferentes.
Então a gente tem esse caminho, mas acho que ainda falta mais fatores de diversificação. Então, acho que tá faltando lá ter, sei lá, residencial maior, data center maior e daí vai, assim, acho que a gente vai viver isso ainda nos próximos anos. Acho que a gente precisa de um pouco de juro um pouquinho mais comportado aqui para as pessoas experimentarem, mas eu eu acho assim, acho que vai coexistir ainda.
O Rfun tem a vantagem de eu ter um eu posso fazer o que eu quiser assim. Então ele é realmente um redfund, mas só imobiliário, né? Lembrando, quando eu falo redfund aqui, eu só posso fazer coisas com lastro imobiliário.
E no nosso caso é um produto que não é só um total return, a gente quer dar ganho de capital, mas a gente vai girando esses ganhos de capital e vai entregando tudo como dividendo aqui. Então ele é um produto que a gente toma decisão olhando também pra questão do da distribuição mensal pros nossos investidores. Assim, a gente tá super animado com essa classe nova, se eu puder dizer dessa maneira, e acho que até ter essa contribuição de ter todo mundo pensando junto aqui no benefício do investidor, assim.
Então, acho que ela veio para ficar e deve crescer assim. Perfeito. Queria também pegar a impressão aí do professor, né, sobre o os head funds, se seria uma evolução natural dos FOFs ou você vê também eh dois veículos distintos, como o Carlos pontuou.
Professor, hoje tá bom aqui porque cada pergunta é um tema de uma live de de um de uma de um episódio, né? Então, olha, eh, vou também tentar ser sucinto aqui, mas vamos lá. Eh, há muito tempo atrás eu escrevi um artigo que depois acabou virando uma questão interna aqui para pras pessoas que nos acompanham o trabalho, em que eu falei do paradoxo dos FOFs.
O paradoxo dos FOFs era tão simples quanto a que a história se mostrou, né? O FOF quando ele o mercado tava bem, ele era muito pujante, ele distribuiu muito rendimento, muito giro de carteira, gerava ganho de capital, fazia novas emissões e comprava e comprava e comprava. Só que tinha um detalhe, a medida que ele ia fazendo gan de capital e comprando mais, ele ia devolvendo pro cotista e trazendo um capital mais caro no final das contas, porque ele tinha que alocar e comprava mais caro.
E quando o mercado volta, né, começa a cair, ele começa a ficar eh eh com prejuízo contábil acumulado. E como a a a regra, né, diz que você não pode eh aliás, você até pode vender com prejuízo, mas isso vai impactar o seu resultado, a sua distribuição. Muitos não conseguiram gerar valor no momento da queda.
Então isso eu falei lá atrás e acabou se confirmando o que aconteceu. Aí veio o Red Fund e eu levantei a bandeira dizendo que realmente o Redfund seria a evolução do FOF. Reafirmo minha minha minha visão.
Eu acho que os red funds serão o futuro do FOF. Os FOFs vão eh vão buscar essa essa tese. Alguns FOFs vão até sobreviver, como o Carlos pontuou, pelo seu porte, mas eu acho que alguns estão buscando cisão, se transformando em multimercado, tentando encontrar um ponto, uma rota de fuga, eh, menos aí talvez impactante para os cotistas que ainda permaneceram na tese, né?
Porém, a minha leitura, até uma foi uma reflexão recente que eu fiz, é que os head funds, a gente ainda tem uma massa crítica muito pequena de histórico e como os primeiros headfunds surgiram agora depois da pandemia, então o histórico não é muito interessante para eu vir aqui e definitivamente afirmar, mas eu tô tendo a impressão de que os head funds vão ter, ainda que em menor proporção, alguns ã algumas dificuldades que os softs carregam. Então, porque a regra, a premissa básica de você distribuir com prejuízo, se você vende com prejuízo impacta o rendimento, ela vale pro Redfund também. Então, pro R, pro Red Fantasy realmente conseguir ser anticíclico, ele vai ter que buscar ou uma exposição muito grande em Cris, ou ele vai ter que ir nesse caminho como a a o o fundo da Kneia faz, que é tentar trazer imóvel, desenvolvimento, tentar buscar teses muito diferentes que tá lá no residencial, lá no bairro, esse ativo talvez não desvalorizando e aí nessa hora ele conseguir vender com gan capital.
Então ele vai ter que ser um hiper headfund, ele vai ter que ser muito mais abrangente e você vai ter que mudar um pouco aí a cabeça do investidor que tá acostumado com aquela renda reloginho. Talvez você vai ter que mostrar para ele que você talvez vai estar plantando algumas coisas para colher dentro de um ciclo diferente. Eu acho que vai ter que ter uma uma mudança radical com relação à interação entre o gestor e o cotista.
o cotista médio, ele ele vai ter talvez ainda que evoluir um pouquinho também, da mesma forma que a tese evoluiu, o cotista vai ter que evoluir, não em termos e eh eh educacionais ou técnicos, não. Eu tô dizendo evoluir no nível de expectativa mesmo. Ele vai ter que ter a o red fund na carteira dele com uma caixinha bem diferente.
Ah, para gerar renda recorrente eu já tenho esse. Para gerar ali os meus ganhos de capital lá, aqueles ativos de renda urbana que compra, vende, eu já tenho esse. Tem tudo aqui já definido, mas o head fund ele vai me trazer uma visão diferente.
Eu vou est talvez plantando muita coisa agora. Vou aceitar um yeld menor para colher muito mais ali na frente. Então acho que essa vai ser talvez se eu tivesse que escrever hoje um artigo, eu iria nesse caminho, embora ainda não tenho todos os elementos para afirmar justamente pela massa crítica menor.
Agora eu também não posso deixar de dizer que excluindo tudo que eu falei, ah, os head funds estão descontados, os f estão descontados, existe uma dupla camada de desconto, até uma tripla camada, né? Porque eu acho que os fundos estão descontados, comprando um fundo que tá descontado e um VP desse fundo que pode ser avaliado positivamente quando a gente tiver uma marcação ao mercado positiva. Então, não estou entrando no mérito mercadológico, eu tô entrando no mérito conceitual, eh, e até, por que não dizer, um pouco aqui filosófico do ponto de vista da tese de investimentos.
Mas por hora, eh, eu acho que sim, é a evolução dos FOFS, eu acho que isso é innegável, forçou os gestores a terem equipes mais plurais dentro das suas das suas das suas casas. Então acho que o gestor que tá brincando aí de red fund e aqui eu tô colocando entre aspas, talvez ele vai ter dificuldade porque ele vai fazer muito o o o arrozinho com feijão, que embora o arrozinho com feijão seja saborosíssimo, mas uma tese head fund, ele precisa transceder um pouquinho do arroz com feijão, porque senão ele vai entregar aquilo que todo mundo entrega. Então eu, Baroni, que tenho 10, 15, 20 fundos imobiliários na minha carteira, para eu ter um red fund que realmente faça diferença, se ele fizer o arrozinho com feijão, vai ser um a mais na ali na na fila do pão.
Você vai ter que realmente transcender um pouquinho e entregar um alfa muito acima e não simplesmente eh ficar nesse jogo de o juro subiu, eu não tenho o que fazer, fico parado aqui, engessado, não. Você vai ter que ser muito criativo. Isso vai forçar as casas a investirem em quem vai buscar negócios fora da curva ali, justamente para você incrementar.
É algo que o tempo vai dizer, mas é é o que eu tenho para assim como eu diria, eh, não é conclusão, eu estaria exagerando, mas essa é a minha visão mais atualizada possível do red fund, entendeu? Embora eu ainda não quero bater o martelo ali dizendo que eu estou 100% certo, que eu preciso de mais algumas confirmações, que só o tempo vai dizer, né? Porque a massa crítica dos dados e dos próprios fundos ainda é pequena.
Concordo com você, professor. E tem chamado a atenção que muitos, alguns, né, FOFs, eh, inclusive tem se consolidado com head funds da mesma gestora, como foi o caso ali do BCF com BTHF. Não vou cometer, né, a a falta de cortesia para colocar o Carlos, né, na parede aqui, perguntando se a gente poderia esperar algo parecido com KNHF e com Cafof, né?
pelo que o Carlos já expôs aqui, eles entendem que são estratégias separadas. Mas eu queria ver a sua opinião sobre isso, professor. Se você acha que esse movimento de consolidação entre FOFs e multiestratégias de uma mesma gestora também veio para ficar ou foi algo também mais pontual?
Não, eu acho que sim, veio para ficar. Todo o processo de consolidação, ele é um caminho sem volta, consolidação de gestoras, é consolidação de produtos, de teses. Eu vou até um pouquinho além da sua pergunta, viu Marx?
Eu acho que em alguns casos há inclusive espaço, como a gente viu recentemente, de você consolidar o seu FOF com o seu headfund e talvez um fundo de crise seu que tá meio perdido ali na prateleira. Então eu acho que sim, é um caminho sem volta, talvez o timing que que é é questionável, porque eu falo que no mercado eh como a gente tá agora mais retraído, tudo que o gestor se propõe a fazer, as pessoas não se interessam e não se engajam. Num mercado mais pujante, essas pautas tendem a ficar mais menos complexas de serem aprovadas.
Agora, uma coisa é fato, quem começar a demorar demais para fazer, como envolve quórum qualificado, envolve uma mobilização, engajamento maior da base, vai ficando cada vez mais difícil, né? Embora seja possível, como você mesmo pontuou, o BT HF com o BCF. Mas aqui eu vou fazer só uma pergunta para ficar no ar.
Por que não o BTCI não poderia ter entrado nesse hall também, né? Por que não? Não tô dizendo que teria que ser que tem que ser que sim, mas a pergunta é por que não, né?
Ah, da mesma forma outras casas gestoras até menores, que hoje t uma pluralidade muito grande na sua prateleira, fica difícil, como o próprio Carlos pontou, na hora de você fazer um road show, uma gestora grande como a Kineia, que tem na base eh uma distribuição do Itaú, eu diria que é menos complexa, porque a o gerente lá na ponta, né, do de um segmento private ou um segmento de alta renda, ele ele direciona mais. Então ele tem um diálogo muito próximo com o cliente dele ali. Às vezes ela pode ter ser um pouco mais fácil, mas extrapolando um pouquinho, excluindo a Kneia e que tem uma uma um foco muito específico de distribuição, eh, eu diria que isso é complexo para outras casas, ainda menores, porque você fica fracionando demais até o seu esforço de venda, a sua a sua consistência dentro de um time, de formar um time.
Então, eu sou a favor da simplificação, eu sou a favor da consolidação, eu sou a favor de que você conseguir explicar melhor o fundo imobiliário. É uma vantagem, uma brincadeira aqui só pra gente concluir essa essa essa parte minha aqui. Eu falo muito assim, eu falo assim: "Olha, quando você vai oferecer um fundo imobiliário, você tem que tentar simplificar como se você tivesse falando pr pra sua avó ali, pro seu avô, uma coisa bem simples, né?
É um fundo imobiliário que tem várias coisas, né? Quando você começa a complicar, porque esse é indexada, esse, esse indexada isso, você começa a falar pra sua avó que ela tem que ter 30 fundos na carteira, ela já começa a ficar preocupada. Se ela tem cinco, seis, sete, ela já começa a ficar mais animada.
Então, eu creio que no passado a gente falava de carteiras com 30, 40 fundos. Hoje a gente fala com carteiras de 15, 20 fundos. E eu quero, né, Carlos, quem sabe um dia aqui o Marx também, a gente tá junto aqui de novo e falando de que uma carteira com 5, 10 fundos contempla muito bem, né, essas diversificações.
Eu acho que ainda é cedo de falar isso. A gente precisa crescer um pouco mais, precisamos ainda ter mais uma nova rodada de afunilamento de de qualidade de gestores, ativos e portfólios. Mas é para lá que nós estamos caminhando.
Eu acho que a gente vai chegar sim, né? Então hoje é talvez você não não vai falar que o investidor médio nos Estados Unidos tem 20s, 15, 30 RITs na carteira, eu acho que ele se concentra muito mais justamente porque o mercado alcançou esse nível de sofisticação que eu acho que para onde a gente tá caminhando.