Eh, eu tinha falado que nós falaríamos sobre eh nutrição espiritual diária e eu mudei um pouco essa aula, tá? Eh, porque eu peguei o meu livro, não sei se você sabe, eu tenho um livro escrito e eu gosto muito da ideia desse livro porque eu tava escrevendo um romance que eu preciso terminar esse ano sem falta, as pessoas estão me cobrando. E aí eu dei para alguns amigos lerem de novo porque depois de um tempo você já não sabe para Onde a história tava indo, né? Aí eu brinco com as pessoas que eu parei porque
agora eu preciso fazer algo extraordinário no livro. Alguém precisa morrer, ficar doente, encontrar Jesus, algo do gêno para chegar chamar atenção. Já tem 80 páginas escritas. E ele é um romance infanto juvenil. E eu parei de escrever ele porque os pais da casa real começaram a me pedir muito sobre material para eles, né? E foi daí que eh eu meio que encarnei essa Mensagem sobre eh conexão geracional. Eh e como como assim? Deixa eu te explicar isso melhor. Quando a gente começa o nosso ministério em 2021 com jovens, Deus nos dá uma conferência chamada Convergir.
E na primeira conferência que a gente faz, o nosso grupo de jovens, tipo, tinha 40 jovens, vieram 600 pessoas de toda parte do Brasil, assim, foi uma loucura. E por que convergir? Porque eu tenho algo, sempre tive algo dentro de mim. E foi isso que fez, eh, Foi esse acordo que fez eu aceitar assumir a a liderança dos jovens da nossa igreja. Eu olhei pro pastor Jélio, pro pastor Jean e eu falei assim: "Olha, eu assumo os jovens com uma condição de que nós não venhamos a construir uma igreja dentro de uma outra igreja, mas
que a gente possa se desenvolver de uma maneira geracional, porque Deus, ele é um Deus geracional. E isso foi muito legal, porque era uma coisa que estava no coração de todos, mas nós nunca Tínhamos falado uns para os outros, né? Então a base aqui da Convergir é Malaquias 4, que o texto que fala que ele converterá o coração dos pais, aos filhos e dos filhos aos pais. E para usar a palavra conferência converter fica meio estranho, né? E aí entra a conferência convergir. Não é o mesmo texto de Efésios que fala que em Cristo o
Senhor convergiu céus e terras e todas as coisas que existem, mas esse texto de convergir as gerações, porque nós cremos Que quem entra em Canaã é uma geração nova, de mãos dadas, com uma geração que não envelhece. E no contexto convergir, eh, foi ampliando. Hoje convergir tá virando um movimento. Tivemos um retiro agora com 300 jovens e adolescentes. Vieram os nossos jovens da nossa igreja. Muitos também não vieram da nossa igreja, isso é normal, mas eram jovens do Mevã de Santana, São Paulo, Meville, de igrejas como Lagoinha, comunidades e várias outras igrejas, igrejas batistas E
tal. E de tempo em tempo eu faço uma reunião, um café assim com alguns amigos, pastores e líderes jovens, onde a gente traz uma palavra. E 2020, isso foi antes do Estevão nascer, então 2023, na convergir de 2023, nasce o livro Construindo pontos geracionais, que foi um clamor dos pais eh de adolescentes. A gente já tinha um curso dentro da plataforma Casa Real chamado Construindo Pontes Relacionais, né? E o nome se transformou em Construindo pontes geracionais do livro, que é esse livro aqui que eu vos mostro. E dentro desse livro, eh, o capítulo cinco, é
onde eu vou colocar a lupa de hoje, né? Eu não usei ele até hoje para falar com vocês sobre ele, porque a ideia não é ser eh um desafio focado no livro, por mais que tenha muita coisa do livro aqui no desafio, eh mas muita coisa também que não tem. Mas o capítulo cinco, ele é um capítulo que se chama conflitos versus autonomia, né? o Desafio do conflito versus autonomia, porque muitas vezes autonomia ou a gente tem medo de dar autonomia porque a gente acha que as pessoas nunca estão prontas para terem a autonomia ou
assumirem responsabilidades, ou a gente vê a autonomia como rebeldia, né? Então eu quero dar uma lupa para isso também integrando com aquilo que a gente já ia falar, né, que é sobre nutrição espiritual diária. Eh, eu acho que agora a gente pode começar. Eu já tô com o Slide aqui aberto. Vamos orar. Pai, obrigado, Senhor. Obrigado por esse dia. Obrigado pela tua graça. Obrigado pelo teu favor, pelo teu amor, pelas suas riquezas que elas são insondáveis. Obrigado pelo teu amor que lança fora todo medo. Obrigado porque o Senhor está não apenas nos reformando, nos formando,
mas também nos enchendo com a sabedoria que vem do alto, com a verdade que há em ti, com a vida que há em ti, com toda a proposta da soberania que há em Deus. Pai, nós te adoramos na beleza da tua santidade e queremos viver os seus dias sobre nós. Porque esses jovens, esses adolescentes, eles não pertencem a Satanás. Eles não pertencem às trevas. Satanás não criou nada. Foi o Senhor que criou cada um de nós. E cremos que todos eles andarão debaixo de justiça. Eles andarão conforme foram criados para ser. Não importa o quão
amedrontadora a estação que eles estão vivendo hoje, eles se tornarão tudo o que o Senhor Falou sobre eles, porque são propriedades suas. Dá-nos um espírito de sabedoria e revelação aqui nessa noite, em nome de Jesus. Amém. Eh, pontos importantes. Eh, você viu que eu mandei um e-book ontem, né, paraa leitura de vocês. Eu não sei se vocês chegaram a ler. É um e-book de 10 páginas ali. É muito importante dar uma lida nele. E também mandei um uma lista de exercícios para fazer com cônjuge, né? Eu citei isso na aula dois, se eu não me
engano, E muita p algumas pessoas me mandaram mensagem eh cobrando, falando: "Ei, não esquece, não esquece do dos exercícios para lidar com o meu cônjuge. Eh, por mais que a gente esteja falando sobre filhos adolescentes, né, mas sempre tem esse pedido." Mas eu quero só dar um conselho assim, eh, nós somos muito tentados dentro do contexto evangélico a querer aquilo que é para nós e o que vai nos nutrir. E, eu tenho uma frase assim, Nessa construção que a gente tá vivendo como igreja e como um presbítero aqui da casa no na nossa última ou
penúltima reunião com líderes de ministérios, eu depois da palavra do pastor Jélio, eu eu dei uma palavra pro pessoal e eu falei eh sobre o entendimento do que nós somos como igreja. E aí a frase que Deus me deu foi bem assim, que nós não somos uma comunidade com muitas tribos, mas nós somos uma família com muitas expressões. Então nós não somos uma comunidade com Muitas tribos, mas somos uma família com muitas expressões. O que que isso significa? É que numa num sistema de igreja é muito comum você ter vários ministérios e esses ministérios se
tornam várias tribos e é muito bom paraa integração das pessoas, para pastoreamento mútuo e tal. Só que o que acontece é que muitas vezes os ministérios à vezes ficam brigando entre si e cada um quer cuidar do que é seu. Então os jovens quer fazer as coisas dos Jovens, a os o os homens do que é dos homens, as mulheres do que é das mulheres. E aí os casais do que é dos casais, os kids do que é dos kids. E nós não somos uma comunidade com muitas tribos, nós somos uma família com muitas expressões.
Fazemos todos a mesma coisa, mas estamos todos colaborando pro todo para que o corpo de Cristo seja edificado, que a igreja cresça, que almas sejam entregues ao Senhor Jesus, mas que o reino de Deus seja Estabelecido na medida que nós vivemos uma vida como eh um povo geracional. Então, eh, você vai ser talvez muito, eh, tentado, tentada a tá aqui, mas tá pensando, poxa, eu poderia, eh, estar fazendo uma aventoria com aquela pastora famosa que eu gosto muito, né? Às vezes, por exemplo, quando sair a nossa a nossa escola mesmo, eh, para pai de adolescente,
que vai sair até o final dessa semana, você vai ver sobre isso nas redes sociais, você pode pensar: "poxa, eh, eu poderia, sei lá, tá investido num num curso para mulher, num curso para homem, alguma coisa, mas foque naquilo que pode resolver a sua dor no momento." Então, quando se fala de filhos, casamento tá muito ligado àilo que afeta a vida e o desenvolvimento dos filhos e faz todo sentido. Mas talvez é uma conferência de homens, uma conferência de mulher especificamente para isso, que vai tratar de coisas que Você já ouviu mil vezes e vai
te trazer tanta cura interior que daqui a pouco você não vai ter mais interior de tanta cura interior que você passou, eh, não vai afetar de fato o seu casamento, né? Então, se você precisa consertar algo com seu côn, coloca uma lupa nisso. Se você precisa acertar algo com o seu filho que você tá vendo essa febre aumentar, coloca uma lupa nisso e dá uma focada nisso, porque todos nós somos chamados a nos distrair. E o mundo Evangélico, ele tem muita distração pra gente. Então, eh, a gente precisa estar no mundo evangélico sem pertencer a
esse sistema que nos entretém e sempre está nos dando mais comida para que a gente não se torne um obeso espiritual, mas que a gente possa absorver aquilo que de fato vai fazer sentido na nossa vida, a fim de que podemos impactar a nossa casa, restaurar o nosso casamento, ser um marido melhor, um sacerdote melhor do ar, ser uma esposa melhor, eh ser um pai Melhor, uma mãe melhor e ter filhos para Deus. Queria só dar esse adento e eu acho que eu já falei demais aqui. Vou abrir o slide. Bruda, liga, libera para mim,
bro, fazendo um favor. Vamos lá. Está compartilhar gerar isso que eu v na gravação que fica aparecendo. Apresentarse. Então, nosso quarto encontro do desafio corações em Aliança, né? E hoje a gente vai falar Sobre algo que é essencial, mas às vezes não é compreendido, que é a nutrição espiritual do lar. E vamos dar uma ênfase sobre conflitos e autonomia. E eu quero começar dizendo que a nutrição espiritual do lar não é sobre devocionais, nem orar mais alto, é sobre o tipo de ambiente que a gente cultiva dentro de casa, né? Então, já parou para pensar
que muitas vezes a gente tem uma crise de que a gente olha e fala: "Meu Deus, mas eu não consigo fazer os cultos No lar como eu achava que deveria ser feito", né? E aí a gente começa a entrar em cenários de culpa, eh, por não fazer do jeito que a gente acha que deveria ser feito. E a vida com Deus, ela não passa apenas por ritos religiosos, por mais que isso é muito bom para construir cultura, tradição e essas coisas, mas ela passa por uma vida de Deus emanando naturalmente nos nossos relacionamentos. Eh, uma
coisa que nós somos tentados a pensar é que sempre precisamos esperar Algo mais vir, eh, algo surreal, né? O próximo derramar do espírito, a próxima super experiência. Só que o evangelho no novo pacto, na nova aliança, ele não é uma coisa meramente sensitiva, por mais que a gente sinta, mas ele é uma questão de consciência e de vida. Então, não se trata eh nutrição espiritual não se trata de fazer mais devocionais, por mais que a gente precisa ter uma vida devocional, né? Eh, nem orar mais alto, nem orar com mais fervor. Eu lembro que Quando
eu morei numa base missionária, a gente foi servir uma igreja, o pastor virou assim para mim e falou: "Agora o Eduardo, o missionário Eduardo vai fazer uma oração poderosa, uma oração de poder." Mas para mim, na minha cabeça, não fez muito sentido, porque toda oração é uma oração de poder, né? E ele ficou meio frustrado assim que eu fiz uma oração, até erguei um pouco a voz assim. Aí ele pega e ele colocou aquele trejeito neo pentecostal e fez uma super Oração poderosa. Mas não se trata disso, se trata da vida de Deus, né? E
o ambiente que a gente tá cultivando dentro de casa. Então a pergunta central é: como nós podemos criar uma rotina de fé sem ser sem ser uma rotina religiosa religios religiosamente forçada, né? E como fazer isso num lar real, com tempo escasso, conflitos reais, cansaço, adolescência e tudo mais. Então, é sobre isso que nós iremos caminhar juntos hoje. Deixa eu ver se eu consigo passar Aqui então, eh, nutrição espiritual diária, né? Como cultivar hábitos espirituais sem religiosidade forçada e porque tudo começa com reconciliação e autonomia. Porque nós temos alguns pontos importantes. Primeiro ponto são hábitos
espirituais. Cultivar práticas diárias que nutrem a espiritualidade sem car na armadilha da religiosidade forçada ou mecânica. O que que é uma armadilha de religi religiosidade forçada ou Mecânica? É, por exemplo, jejuar para conquistar algo. Jejuar eh para se achar mais espiritual com as outras pessoas. Jejuar apenas por poder, jejuar eh ou ler a Bíblia eh para dizer que está lendo e que sabe mais que os outros. E de alguma maneira, inconscientemente nós comunicamos que somos mais espirituais que os outros e temos a tendência em Adão de entrar no orgulho da santidade. Orgulho da santidade é
uma coisa que a gente ministra muito, principalmente com Jovens cristãos que nunca se desviaram, que nunca cometeram grandes pecados, essas coisas, porque intrinsecamente em algum momento, a gente acha que a gente é melhor que os outros por não ter pecado, por não ter tido relação sexual antes do casamento, por não ter feito essas coisas eh cabulosas, né? Eh, e isso gera um orgulho da santidade, que esse orgulho, aos olhos de Deus, ele é tão ruim quanto a sujeira do pecado, né? Porque o orgulho, ele é uma raiz tão Profunda em nós que a gente precisa
morrer muito para acabar com ela. Enquanto pecado, a gente precisa do consolo que é da intercessão do nosso advogado fiel e do nosso arrependimento. E aí temos a reconciliação, que é o primeiro passo para uma vida espiritual saudável em família. e começa com a cura de relacionamento e restauração de vingos. E a partir da reconciliação e a naturez da reconciliação, a gente começa a enviar as pessoas para um nível de Autonomia, que é desenvolver a capacidade do filhos de manterem sua própria vida espiritual independente da presença dos pais. E quando eu falo vida espiritual, eu
não quero que você pense no seu filho ler a Bíblia todo dia, por mais que isso seja importante, nem ele orar todos os dias, mas ele viver tudo aquilo que a Bíblia falou sobre ele. Eh, então, um dos pontos mais importantes do capítulo 5 do meu livro é que conflitos geracionais eles desnutrem a alma. Conflitos geracionais e conflitos de pais, mãe, eh, eles geram uma tensão no lar que nos coloca em um ambiente de desnutrição ou num ambiente de pavor que não nos permite focar em andar em nutrição espiritual. Já parou para pensar que quando
você tá muito preocupado ou muito preocupada com alguma coisa, talvez eh você brigou com seu marido e você sabe que você cometeu um erro e sabe que você chateou o seu marido, você entra num, pelo menos eu Sou assim, né? Você entra num estágio de tensão e culpa que parece que você não consegue nem orar ao Senhor. Parece que você fica esperando a poeira baixar para depois poder orar. E depois que a poeira baixa, ela você poder falar algo ou pensar em outra coisa. Isso acontece quando você tá numa atenção no serviço, quando você tá
em aluma, alguma atenção eh no ministério. Por exemplo, ontem quando eu acordei, eu recebi duas notícias muito Tristes. Uma delas é que um líder de jovens aqui da cidade tá vendo com a esposa de carro, esposa grávida de 5 meses e eles tiveram um acidente de carro, a menina e e o bebê morreram na hora e o cara tava internado numa UTI, teve que fazer cirurgia. E foi uma das primeiras coisas que eu que eu vi quando eu abri o seu ar. Aquilo me deu um choque, uma dor, porque poxa, é um jovem ministro do
Senhor, a menina filha do pastor da igreja. Um bebê esperado e o menino ali, né, naquela condição, achei, acho que ainda nem sabia que a esposa tinha vindo a óbito e teria que fazer passar por uma cirurgia. Então, a gente tava num clamor assim e aí a esposa de um de um conhecido faleceu por conta que um câncer voltou há pouco tempo, o câncer já tinha sido curado, ela começa a sentir dores nas costas há uns três meses atrás e vai numa fisioterapeuta, volta com mais dor, vai No médico, é um nódulo nas costas e
essa mulher, né, nem é minha amiga, mas poxa, tem uma filha de 12 anos de idade, aquilo me transtornou, me deixou tão mal que eu tava no café da manhã lá na casa do meu sogro e da minha sogra, eu nem consegui prestar atenção direito, sabe, nas coisas, porque eu estava em angústia, né? Então, os nossos conflitos, principalmente os conflitos geracionais, eles nos desnutrem a nossa alma, porque eles nos colocam em lugares De angústias profundas e muitas vezes em culpa. E uma coisa que da culpa que é muito importante a gente aprender é que a
culpa ela cala a nossa audição espiritual e ela cala a nossa mobilidade espiritual para ir para o lugar de encontro com Deus. Então, a gente quer fazer o filho orar, a filha ouvir louvor, participar de uma célula, participar do culto de jovem, mas existe um ruído emocional, um peso, uma tensão dentro de casa e esse peso Abafa qualquer tentativa de alimentar a fé. É como tentar plantar no asfalto, sabe? Não adianta forçar hábitos devocionais se o ambiente emocional está doente. É impossível criar nutrição espiritual de ára num solo seco de afeto. E aqui que é
muito interessante é que eh eu não sei se você sabe, mas deixa eu interromper aqui um pouco. Eu não sei se você sabe, mas eu trabalhava com eh consultoria educacional, projeto bilíngu para crianças. Eh, então a gente Ensinava inglês para bebês de 7 meses de idade até 11 anos de idade. E uma coisa que é muito interessante da da na área da pedagogia é que a criança ela aprende por afeto e não por quanto de conhecimento a pessoa tem. Deixa eu te dar um exemplo. Se ela tem uma professora de pedagoga, geralmente dá muitas matérias,
né? Então ela é multidisciplinar, mas a criança vai aprender matemática de uma pedagoga que às vezes tem só faculdade de pedagogia e Uma pós. Se vem ali naquela sala um professor ou uma professora que ela é mestre em matemática, tem doutorado, tem especialização e ela chega para dar uma aula e a professora tá do lado, as crianças não vão dar muita bola para ela. Por quê? Porque a criança não se importa tanto com o conhecimento que alguém tem, mas com o quanto de afeto que a pessoa tem que a toca. E o afeto no desenvolvimento
da primeira infância e também da fase da adolescência traz Segurança para criança e adolescente poder se soltar, poder eh se conhecer, poder desenvolver a sua identidade, a sua eh personalidade. E é por isso que é impossível a gente criar nutrição espiritual diária num solo seco de afeto, principalmente quando eh a gente não consegue gerir a o conflito da mudança exponencial, que é uma criança fofinha e ursinho carinhoso se tornar um monstrinho com 12, 13 anos de idade, né? Parece que nem é a mesma pessoa. Você Olha e fala: "Meu Deus do céu, cadê aquele ser
angelical que falava: "Mamãe, eu te amo", que queria dar bitoca, que queria abraçar, do nada está debaixo de uma explosão de hormônios, explosão de narrativas que vira alguém irreconhecível. E a fazer esse reprocessar de estrutura para ter um um solo encharcado de afeto é extremamente desafiador, né? E é por isso que você tá aqui comigo hoje. Então, eh, querendo ou Não, esse reencharcar do afeto no no solo é como um processo de reconciliação, que é o primeiro passo para uma vida espiritual saudável em família. começa com a cura de relacionamentos e restauração de vínculos. Então,
talvez aquilo que dava certo de meu, olha só, você tem que ler a Bíblia hoje, senão Deus vai ficar triste com você. Primeiro ponto, não coloque a culpa em Deus. Eh, toda vez que você colocar culpa em Deus, a Narrativa do lado de fora do mundo vai se apropriar disso e dessa lembrança para mostrar pro seu filho e a sua filha adolescente que Deus é um Deus mau e que a proposta deles é melhor do que a proposta de Deus. A gente tem que parar de olhar e tentar empurrar eles pro medo do inferno, o
medo de chatear a Deus e trazer eles para eh as possibilidades que eles podem ter de desfrutar daquilo que Deus tem, né? As possibilidades de viver uma vida extraordinária, uma vida Naturalmente sobrenatural. Deixa eu continuar aqui. Então, o solo ele precisa estar saudável, né? O solo precisa estar muito, muito, muito saudável. Eh, espiritualidade no lar, já falei aqui, não começa com devocional, mas com um ambiente emocional curado. Se existe ruído, conflito, imposição, os hábitos eles morrem antes de poder nascer. Então, o no ambiente emocional curado, ele é a base para o desenvolvimento Espiritual. Tendo um
ambiente emocional curado, a gente vai ter uma redução de conflitos. eliminação de ruídos emocionais. E com isso nós teremos um crescimento espiritual que floresce naturalmente nos hábitos. Então, como já falei, esses conflitos geracionais desnutrem a alma, porque eu não consigo entrar nesse ciclo de ambiente emocional curado, redução de conflitos e crescimento espiritual. Tem Uma passagem na Bíblia, deixa eu pegar aqui a referência. Eh, aqui, eh, eu gosto muito, geralmente quando eu vou pregar num lugar pela primeira vez, eu eu prego essa mensagem que é a parábola do semeador, né? Marcos, capítulo 4, versículo 1 ao
8. H aqui. Deixa eu abrir aqui com vocês. Marcos 4. Vamos pegar aqui o versículo um para vocês entenderem a Exemplificação do que eu tô falando sobre solo saudável. Olha só, vamos lá. mais um aqui. Tá, vamos lá. Voltou Jesus a ensinar a beiramar e reuniu-se poderosa multidão a ele, de modo que entrou num barco onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava a beira marar na praia. Assim eles ensinava muitas coisas por parábolas no decorrer Do seu doutrinamento. E ele diz: "Ouvi eis que saiu semeador a semear". Essa aqui é a
base de todas as parábolas. E ao semear uma parte caiu à beira do caminho e vieram as aves e a comeram. O que que é essa? Uma parte caiu à beira do caminho? A semente é a palavra de Deus e o solo é os nossos corações. Então, uma parte da semente, ela cai à beira do caminho. É aquela pessoa que você convida pra igreja e ela não quer ir, ou ela até tem vontade, mas não vai, Mas não se envolve. Eh, dá de ombros para aquilo que você fala sobre o evangelho, sobre Jesus. Aí, versículo
5, outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol a queimou. Porque não tinha raiz, secou-se. Olha só qual que é esse aqui. É aquela pessoa que recebe o evangelho, vai no culto, aceita Jesus, ela se entrega a vida para Jesus, ela se torna aquela pessoa avivada, entra naquele Processo que a gente chama de primeiro amor, mas não tem estrutura, não tem profundidade no coração e a mensagem, a semente não consegue ir no profundo do coração para germinar. Então, vem o sol,
vem as dificuldades do dia a dia, vem o dia ensolorado, vem a temperatura que coloca as coisas à prova e ela porque não tem raiz, devido a ter pouco eh pouca profundidade, seca-se. Outra parte caiu entre os espinhos e os espinhos sufocaram e não deu fruto. O que que é Esse solo espinhoso? Esse solo espinhoso geralmente é o solo de quem é um cristão que já está andando na fé. Por quê? Por que, Eduardo? Porque o solo fala do nosso coração. E por que que alguém que já está andando na fé? Vamos lá para Gênesis
capítulo 3. Quando o pecado ele entra no mundo, então o Deus vai trazer uma sentença para quatro eh para três tipos de pessoas. uma sentença para serpente, versículo 14, que está aqui, uma sentença para a mulher, versículo 16, e uma sentença para Adão, né? Por conta de Eva, temos três sentenças. Então, por conta do pecado e do engano vindo pela serpente, a serpente se torna um animal maldito entre os animais e agora ela só vai rastejar sobre o ventre e comerá o pó todos os dias da sua vida. Essa serpente que come pó é o
é o mesmo dragão lá de Apocalipse, eh, que está falando do grande dragão que se alimentou de muito pó e virou imenso e se torna um dragão. E aí, porém, porque Em Apocalipse vai dizer o dragão, a serpente, Satanás. Então, essa serpente que comia do pó da terra se torna um dragão, mas agora como serpente ela mudou o pensamento de duas pessoas. lá como dragão vai mudar o pensamento e vai pôr inimizade entre uma multidão de pessoas e Deus. Aí versículo 15 vem a sentença contra a mulher, porém eh, desculpa, 16. E a mulher disse:
"Eu vou multiplicar sobre modo sofrimentos da gravidez." Olha só que lasqueiro isso Aqui. Se não fosse por Eva, a mulher teria parte sem dor. Em meio de dores darás filhos. O teu desejo será para o teu marido e ele te governará. E Adão disse: "Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenei que não comesses, maldita é a terra por tua causa." Então aqui ele dá uma sentença para a terra, para a terra física, mas também para a terra espiritual, que é o nosso coração. Então, maldita é a
terra por tua causa. Em fadigas obterá delas os sustentos durante os dias da tua vida. É por isso que em fadiga, a gente precisa trabalhar para ter o sustento, mas em fadiga também de gerir emoções, de cuidar do nosso coração, de cuidar dos nossos pensamentos por conta dos nossos traumas, por conta das nossas heridas, por conta das nossas vitimizações, por conta da natureza de Adão, a gente consegue ter um sustento de uma vida de fato vivida no na nossa vida. E aqui Continua falando sobre a terra que é o nosso coração. Ela produzirá também cardos
e abrolhos. Cardos são espinhos. Espinhos e e abrolhos. É por isso que eu sempre falo, né? Eu morei em Brasília e eu sempre falo que Pequi não existia no Éden. Porque Pequi é aquele treco que o povo ali do Centro-Oeste gosta, que você dá uma mordida e enche de espinho em você. Você tem que ficar roendo aquele negócio que Deus não criou aquilo. Aquilo ali, pelo amor de Deus, é fruto Do pecado. Brincadeira parte para você que é do Goiás e do Mato Grosso e de Brasília, né? Mas por conta do pecado, a terra começa
a produzir espinhos e abrolhos e tu comerás a erva do campo. O que que tá dizendo aqui? Tá dizendo que agora o nosso coração que antes não tem espinho, não tinha espinhos, o nosso coração tem. E o que que são os espinhos? São as nossas falsas motivações, são as nossas manipulações, são o nosso anseio de espiritualizar as Coisas, mas passar os outros para trás, de conseguir o que a gente quer a todo custo. Esse é o espinho do solo do nosso coração. É manipular a esposa, é manipular o marido, é quando a esposa coloca o
marido numa quarentena sexual e aí quando ela quer algo do marido, ela vai lá e satisfaz o marido com aquilo que ele deseja. É quando o marido esconde coisas da esposa nas suas finanças, nas continhas que faz ali num num caixa dois em paralelo. Eh eh eh Essas manipulações elas não elas não são meramente eh uma falta de profundidade, porque o a semente tá num lugar profundo. Estamos caminhando com Jesus há anos, mas com o passar do tempo os espinhos vão sufocando a semente e a gente deixa de viver aquilo que Deus tem sobre nós,
viver a plenitude do evangelho. E aí a gente começa a olhar e pensar: "Meu Deus do céu, parece que eu entrei na igreja e comecei a viver com Deus para sofrer. Parece que eu tô aqui E as coisas nunca dão certo para mim. Por que que dá certo pro ímpio? Eu sou crente, eu vou paraa igreja, eu leio a palavra de Deus, é porque ainda estamos com espinhos no nosso coração. E essa mensagem não pode, não consegue tomar forma totalmente nós. Então, o espinho, ele não existia no plano perfeito de Deus. E depois vai falar
que existe a terra boa. E essa terra quando a semente entra produz frutos a 30, a 60 e a 100 por um. E o que que isso tem a ver com o Que a gente tá falando? é que a nossa casa ela tem um solo e esse solo não pode ser pedregoso porque precisa ter profundidade, mas também não pode ser espinhoso porque as nossas falsas motivações que vieram por conta do pecado de Adão vão deformando os nossos relacionamentos e vão fazendo que a gente deforme os próximos, porque no final das contas todos nós somos vítimas
de outras vítimas. Não, nós tivemos um pai terrível, mas provavelmente nosso Pai terrível teve um pai terrível, que teve um pai terrível e vivemos num ciclo de vilões e vítimas que os vilões no fundo são vítimas de outras vítimas. Faz sentido para você o que eu tô falando? Então, nós precisamos cuidar desse solo para que Deus possa arrancar o espinho do nosso solo. Deixa eu fechar esse parênteses aqui e voltar pro que a gente tá falando. Então, nós precisamos olhar pro solo do nosso lar e saber que muitas vezes o ruído Emocional gera peso, gera
tensão dentro de casa e com isso esse peso abafa qualquer tipo de tentativa de alimentar a fé. E os filhos, adolescentes, jovens começam a saber que a fé é algo importante para os seus pais e começam a ir contra a fé para de alguma forma machucar os seus pais. E isso vai gerando cada vez mais conflito e vai fazendo com que a alegria do lar, que é proposta por Jesus esteja pareça cada vez mais longe. E a gente vai se Cansando, a gente vai se afadigando, a gente vai vivendo em tensão, em falsas expectativas e
vai defraudando a nossa alma, sempre sonhando de uma maneira platônica com um dia que vai ser bom, mas no fundo inconscientemente não acreditamos de fato que esse dia bom pode realmente eh chegar. Então, qual que são as raízes dos conflitos? Eh, eu gosto de no conflito versus autonomia, né? Eu eu eu gosto de mostrar que muitos pais Tentam resolver conflitos com argumentos, regras ou sermões e essas coisas tem o seu lugar, tá? Quem manda na casa é pai e mãe. Aquele negócio que minha mãe e a sua mãe falava: "Precisa voltar enquanto você tiver debaixo
do meu teto, assim que as regras vão funcionar. Enquanto você tiver debaixo do meu teto, é assim que vai ser, porque aqui nesse teto, essa é a cultura. Eu sou o pai dessa casa, eu sou a mãe nessa casa e filho obedece. Tem o seu lugar. Mas a raiz do conflito geralmente não está no comportamento, está na forma de como o adolescente enxerga o mundo e como o seu pai e sua mãe interpreta isso. Então, adolescência, esse cenário e juventude é igual divergência de percepção que tem uma fase de desenvolvimento. A fase de desenvolvimento traz
naturalmente diferentes visões de mundos e valores. E aqui entra uma coisa que nós não somos Eh ensinados, preparados, principalmente como igreja evangélica. Nós não somos preparados ali para lidar com pessoas que argumentam e pessoas que colocam em cheque aquilo que nós eh falamos. É por isso que Paulo gostava tanto da igreja de Bereia. A igreja de Beria, sempre que ouvia os ensinamentos de Paulo, iam nas escrituras e na Torá checar se aquilo que Paulo tava falando fazia sentido. Mas nós não somos preparados para lidar com pessoas que argumentam, porque Muitas vezes o argumento do filho
e da filha desperta em nós uma raiva, uma ira de como se estivéssemos sendo deshonrado. E muitas vezes não é às vezes essa sensação, é porque ele colocou ou ela colocou uma pergunta num tom meio ruim, mas precisamos entender que eles não têm maturidade suficiente para perceber essas coisas e por isso precisamos liderar e lidar com maturidade nisso. Então, eh argumentar e ser Argumentativo não é ser rebelde. O que o mundo está precisando hoje em dia, está precisando de pessoas argumentativas. Porque nós estamos num mundo que tem muito, muita informação, mas não tem conhecimento. Tem
muita informação, mas não tem inteligência. Todo mundo é profundamente sábio de algo que não sabe, porque nós não temos mais conhecimento, só temos informações, fast food. Então, a comunicação fica truncada. Então, uma comunicação Truncada é igual uma fé sufocada. Quando o diálogo não flui, não flui, a expressão de fé também fica comprometida. Então, quero lembrar que a raiz do conflito não está no comportamento, está na forma como o adolescente enxerga o mundo e como seus pais interpretam isso. Eu gosto de dizer quando alguma coisa é icônica, eu eu falo assim, ó, isso aqui é uma
frase de tatuagem. Você precisa eh lidar com isso como uma frase de tatuagem, uma frase Que você precisa guardar. E que frase é essa? A raiz dos nossos conflitos não está no comportamento, está na forma como o adolescente, o jovem enxerga o mundo e como seus pais interpretam isso. Quando o filho ou a filha está tentando ser compreendido, o pai e a mãe muitas vezes estão eh estão tentando ser obedecidos. Isso aqui é um conflito, porque às vezes você está buscando do seu lado obediência e do outro lado está buscando Compreensão. E no fundo a
gente volta naquele ponto da aula de de ontem, lembra? O arquétipo narcisista, ele quer uma obediência cega, ele quer uma obediência sem lugar de fala. Irmãos, o lugar onde há obediência sem lugar de falas é na primeira infância ou numa ditadura. com pessoas maduras e relacionais precisa ter comunicação e lugar de fala. Contudo, não nos ensina a dialogar, né? Eh, a gente fez uma vez uma sequência de lives eh com o pastor José e a pastora Lulu sobre, acho que foi até tema de um podcast nosso, aprendendo a brigar em família, né? A gente precisa
aprender a brigar em família, aprender a brigar, a discutir, a ruminar, a ter as nossas conferências internas, né? E nisso vão ter momentos de ofensa. Quantas vezes eu já ofendi o pastor Jé? Quantas vezes eu já fui ofendido por ele? Quantas vezes numa fala ruim eu vi a Sara ofender alguém, até mesmo me ofender. E quantas vezes eu Já ofendia ela também? Mas quando há um lugar de diálogo, sempre há um lugar de perdão. Então, eh é por isso que Paulo vai escrever em Segunda Coríntios, capítulo 12, versículo 9. O meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza. É isso que Paulo ouve de Deus quando ele tá tentando ter de si arrancada os espinhos da carne. Então ele tá naquele clamor: "Meu Deus do céu, preciso que esse espinho seja arrancado". Então Deus fala para Paulo: "A minha graça te basta e o meu poder se Aperfeiçoa na sua fraqueza". O que eu quero dizer é que quando um pai ou uma mãe assumem que está fraco e vai pro lugar de oração, o ambiente espiritual muda. Lembra que eu falei ontem? Você não é o Salvador, você não é a salvadora da sua casa. Jesus
Cristo é. E você não tem todas as ferramentas. Você não aprendeu a ser um pai de um adolescente. Você provavelmente não se preparou para ser pai de uma criança, para ser mãe de uma criança. Você provavelmente se Preparou para ser uma advogada, para ser um professor, para ser um empreendedor, para profissão, mas não te prepararam para ser alguém casado. Você pode ter eh lido o ato conjugal, você pode ter feito um um curso de noivo, oxalá você tenha feito, mas viver as tensões da comunicação não nos prepararam para isso. Agora, se eu te perguntar o
que é a cultura walk, tu não vai saber me dizer. Se eu te perguntar o que que, qual que é a grande diferença entre os Millennials e a geração Z, você não vai saber me dizer. Se eu te te perguntar o que que são trending topics, o que que são as coisas que estão em alta, o que que eles estão ouvindo, quais são as influências que estão falando e por toda essa guerra de narrativa eh nos toca, você não vai saber me responder. Por um lado, você está atrasado por não saber dessas coisas. Por outro
lado, eu sei que esse mundo frenético está te puxando para dentro como um furacão te puxa pro Olho dele. Mas uma questão é que os dias da vida desse jovem adolescente não vão esperar você parar tudo para aprender tudo essas coisas. A gente já deveria estar sabendo sobre isso. Não estamos, O que nós fazemos hoje? nos conectamos com pessoas que estão sabendo, mas principalmente vamos para Deus e assumimos que estamos fracos e no lugar de oração deixamos a graça do Senhor crescer em nós. Então, existe um poder que vem da Nossa fraqueza. Eu eu gosto
dessa frase aqui, ó. Pais que se impõem geram performance. pais que se rendem gerem geram discipulado. E isso é algo que eu mesmo vivi, porque muitas vezes eh na tentativa de proteger um discípulo, de proteger um adolescente, de proteger um jovem, eu acabei me impondo e eu acabei frustrando muitas pessoas. Então, quando um adolescente, um jovem, um filho, uma filha não foram Conquistados, qualquer imposição vira disputa. E essa disputa vai gerando um ranço. É lógico. Deixa eu te falar uma coisa. Toda criança, uma hora, principalmente se for do sexo masculino, vai querer competir o lugar
de alfa com o alfa da casa, que é o pai. Toda menina uma hora vai querer eh disputar a senhoria do sexo feminino da casa. E você vai ter que colocar a menina e o menino no seu devido lugar e mostrar quem é o homem da casa e quem é A mulher da casa. E isso aqui você vai ter que se posicionar e se impor. Não tem neutralidade nisso. Contudo, para sermos uma família geracional e coner pontes geracionais, nós precisamos de pais que se rendam para gerar de discipulado. Mais do que ter razão, mais do
que estar certo, mais do que ter aquele sentimento de meu Deus do céu, eu trabalho, me mato de trabalhar, quem é esse ser humano aí para achar que pode Ter vez não? A gente precisa gerar discipulado, a gente precisa gerar vida na vida. E para que isso aconteça, nós precisamos depender do Senhor, não da cultura que herdamos dos nossos pais, não da nossa cultura familiar, mas depender da presença de Deus e da sua palavra. Então, quando eu tava nesse ciclo de posição, eu percebi que minha autoridade espiritual eh ela era frágil, porque você não pode
manipular pessoas impondo Por muito tempo. Uma hora elas aprendem a pensar e vai chegar alguém no meio que vai ser um salvador da pátria e vai liberar aquelas pessoas do seu ímpeto de manipulação. Quando eu percebi que minha autoridade espiritual não vinha da minha rigidez, mas da minha dependência diante de Deus e e vulnerabilidade diante dos meus discípulos, liderados, seja lá como você quer chamar, eu comecei a conseguir crescer nisso. Então, eh, existe algumas cenas, por exemplo, Um pai que ao invés de cobrar, ele chora com o seu filho e aquele choro abre uma porta
que 10 conversas não poderiam abrir, sabe? E essa é a história do meu pai. Quando eu chego bêbado em casa, eh, sujo, depois de ter passado por uma vila perigosa para subir a pé para casa, meu pai, ele podia ter me dado um sermão ali. Ele poderia ter dito: "Cara, você vai pro inferno. Você poderia estar sendo um líder de célula, você poderia Estar sendo alguém em referência na sua igreja. Eu já dei, eu já dei eh muita coisa para você. Olha o que Jesus fez por você. Jesus morreu numa cruz. Você tá aí vivendo
uma vida de bagunça, quer ir pro inferno. Ele poderia ter me dito essas coisas, mas ele simplesmente chorou. E chorando, olhando para mim, ele olhou e falou: "Você é muito mais do que isso. O que que você está fazendo da sua vida? Talvez hoje o seu filho, ele tá num cenário de drogadição, ele tá num Cenário de rebeldia, tá se enchendo de tatuagem. Talvez hoje eh um filho seu, uma filha sua está com confusões na sua sexualidade, né? Eh, se relacionando com pessoas do mesmo sexo e você olha e pensa: "Tá tudo perdido, eu perdi
a minha filha, minha filha vai pro inferno, meu filho vai pro inferno." E o que eu quero te dizer é que você, você eu, precisamos olhar as pessoas como Jesus vem. Sabe quando Deus ele olha paraa terra, Ele vê apenas duas coisas. Ele vê Adão e Cristo. Todo mundo que está em Adão precisa ser remido. E todo mundo que está em Cristo precisa ser aperfeiçoado. A imagem de quem Cristo é. e o meu pai olhar para mim daquela forma e não olhando o menino bêbado e sujo ali, mas olhando o filho amado e chorando com
misericórdia sobre a minha vida, abriu uma janela de relacionamento que fez coisas extraordinárias brotarem dentro de mim e Me fez viver hoje o que eu tô vivendo em Deus. Pais espirituais não são os que têm todas as respostas. Pais que vivem debaixo do espírito não tem todas as respostas, mas sabem os que sabem, mas são aqueles que sabem onde buscam as suas forças. E os que confiam no Senhor terão as suas forças renovadas, correrão e não se cansarão. Voarão como águias. E quando a gente sabe onde buscar força, isso nutre mais do que qualquer devocional
obrigatório, mais do que qualquer culto familiar obrigatório. Eh, é muito interessante que não é costume, nunca foi costume da família Souza, né, do pastor José e da pastora Lulu, fazer culto domiciliar e devocional com as meninas. Por mais que a gente acredite nisso tudo e goste disso tudo, tá? E eu e Abel, a gente tá se planejando, tô começando a aprender a tocar violão para Fazer curtir em casa com os meninos, porque eu acho legal essa questão, né, da cultura, de passar isso. Por exemplo, outra coisa que eu acho interessante, eu estou inserindo na minha
cultura tomar chimarrão. Por quê? Porque eu sou um gaúcho fora do Rio Grande do Sul e eu quero que os meus filhos conheçam a cultura gaúcha. Aqui não tem CTG, como é normal ter em estados onde tem muitos, muitos gaúchos, né, que são um centro de tradição gaúcha onde eles vão aprender As músicas típas típicas do Rio Grande do Sul e tudo mais. Nós precisamos de marcos que vão trazer tradição e cultura para a casa, seja uma noite de hambúrguer, seja uma noite de jogos, seja uma noite no mês ou uma noite na semana para
ver o jogo do time de futebol da família. Só que essas coisas de uma maneira relacional e de acesso nutrem mais do que devocionais obrigatórios. Vamos continuar [Música] Aqui. Então, o que que nós precisamos? Precisamos de rendição, então reconhecer a sua dependência em Deus. Precisamos de autoridade espiritual. E só o fato de ser pai e mãe já nos dá autoridade espiritual. Só que nós precisamos crescer nessa eh nessa autoridade espiritual. Isso acontece naturalmente, eh, vai surgindo naturalmente a partir de um lugar de humildade. Precisamos de discipulado, eh, para que os nossos Filhos possam seguir o
exemplo de dependência e precisamos de crescimento, porque família cresce junto espiritualmente. Mas olha que interessante, sem escuta não é, não há discipulado, não tem discipulado sem escuta ativa. Eu gosto de dizer que a fé não se ensina enquanto o coração está fechado. Então, Adão quando ele erra, ele culpa a Eva. Cristo quando viu o erro da humanidade, ele se entregou para restaurar a ponte com a humanidade. Porque o pecado de Adão, ele cria um, ele quebra a ponte de relacionamento entre a humanidade e Deus e cria um muro de separação. Mas Jesus, quando ele vê
o erro da humanidade, ele vê o erro da noiva, digamos assim, ele não culpa a noiva. Porque é isso que Adão fez. A responsabilidade de cultivar e guardar o jardim não era de Eva, era de Adão. E se ele tivesse fazendo isso bem feito, a Eva não teria conversado com a serpente. Mas ele não admite o seu erro. Ele Coloca o erro na mulher. Mas Jesus não. Jesus ele assume o erro e ele morre para restaurar a ponte. Então, a morte e ressurreição de Jesus, aquilo que rasga o vel de cima a baixo, ele quebra
o muro de separação e ele constrói a ponte entre a humanidade e Deus. Então, escuta ativa, ela é uma ponte. E eu ensino aqui a diferença entre debater ideias e debater pessoas, entende? Eh, isso aqui é muito importante. Eh, entenda isso. Eh, uma Coisa é a gente debater ideias, outra coisa é a gente debater pessoas. Sabe qual que foi a crise da eleição de 2022? Foi que a gente estava debatendo pessoas ao invés de debater ideia. Então, porque o nosso parente era de esquerda, a gente quebrou os vínculos relacionais com eles, porque a gente não
soube debater ideias e não soube construir eh um debate coerente, porque Deus ele não é de esquerda, nem de direita. Deus, ele é do alto, ele tem a sua legislação. Só Que a gente pinta Deus como alguém de extrema direita e bolsonarista. Não é isso. Deus ele é do alto e ele tem o seu padrão que é imutável. E o padrão de Deus é um padrão de justiça, paz, alegria no Espírito Santo, um reino que é sempre eterno, onde há conexão de gerações, onde pobre, ófúvas são sustentados, onde nós não lutamos por bandeiras políticas. Jesus
não lutou por uma bandeira política. É lógico, gente, que ser cristão é Naturalmente você estar inclinado ao conservadorismo e a direita. E isso é óbvio, né? Porque quando eu começo a falar sobre isso, as pessoas começam a olhar para mim e fala: "Ah, você é de esquerda? Eu sempre achei que você era comunista mesmo. E aí parece que eu não tenho tribo nenhuma, né? Que se eu falo com a galera de esquerda e o pessoal mais comunista, eles falam: "Meu Deus, você é um missógeno, você é um fascista, taxista, é saxofonista". Então o pessoal De
direita não gosta de mim, nem o de esquerda. Por quê? Porque no evangelho há uma neutralidade disso. Nós olhamos pro alto e nós não estamos numa democracia, estamos numa teocracia onde Deus governa. E quando formos exercer nosso direito de cidadão, é lógico que iremos de uma maneira ou outra pender para a direita. Contudo, a gente para debater ideias, ideologias, e nós debatemos pessoas porque nós não sabemos debater, nós não sabemos discutir. Então, a gente fica tão irritado que alguém votou no Lula, que a gente começa a desmerecer essa pessoa, falar: "Ah, você é um vagabundo
mesmo, olha só, você acredita naquele bandido que não sei o que, não sei o que, não sei o que, não sei o quê?" E a outra pessoa tá olhando e falando: "E você, aquele cara lá, ó, que fez um monte de gente morrer porque não comprou vacina?" E em vez de debater a ideia da ideologia e trazer a palavra de Deus para isso, a gente debate Pessoas e desconstrói muros. Então, eh, a gente tem que entender essa diferença de debater ideias e debater pessoas. Às vezes o seu filho, a sua filha vai chegar com uma
ideia cabeluda assim de, sei lá, de acreditar que ele pode ser um cachorro porque se sente um cachorro. Isso tá acontecendo muito, né? Aquilo que eles chamam de terians e todas essas coisas eh diferentes, porque eu não quero ser cancelado nem processado, né? Não tô podendo pagar um advogado agora. Eh, então dentro desse contexto, eh, ele chega com uma coisa assim fascinante que você olha e pensa: "Meu Deus do céu, que loucura isso que estão falando pro meu filho, da onde que tá surgindo essa ideia?" Aí você vai ter que aprender se você vai debater
o pensamento que ele tá tendo ou se você vai debater com ele, vai debater a pessoa dele. É, cara, olha só, você é um preguiçoso. Você deveria estar estudando, tá falando dessas bobagens Todas, sem se importar com que passe no coração, sem se importar porque tá pensando isso, sem se importar porque aquilo tá fazendo sentido. Então, muitas vezes o jovem adolescente pode estar dizendo: "Você não me entende?" E você respondendo, você é um rebelde, você é cabeçudo, você nunca me respeita, você não aceita ser confrontado. Mas talvez ele e ela, os jovens adolescentes, apenas não
saibam como Pedir ajuda. E aí, e quem desarma essa guerra, quem desarma esse conflito, não é o Donald Trump. Quem desarma esse conflito é a escutativa, ter os ouvidos de Deus e escutar da maneira de Deus. Então, vou voltar aqui, eh, que isso aqui é importante. Eh, sem escuta não há discipulado. Então, qual que é a chave? É empatia. é compreender o mundo do filho, porque isso abre portas para o discipulado genuíno. Uma escuta ativa abre o coração, porque quando os filhos Se sentem ouvidos, eles ficam mais receptivos a à orientação. E aqui a gente
tem o exemplo de Adão e o exemplo de Cristo, que é o contraste entre imposição e serviço amoroso. Então, o Adão, ele impõe a responsabilidade sobre Eva. Cristo no seu servir assume a responsabilidade e se coloca no lugar para ver transformação. Então a pergunta é: você ouviu já o seu filho, a sua filha hoje ou apenas falou sobre Deus ou apenas Passou o que você acha que é certo ou apenas falou o que você acha que deve ser? Importante a gente falar que sobre o diálogo que constrói pontes, né? Então, a verdade sem amor, ela
ao invés de edificar, ela fere. Eu eu costumo dizer pros adolescentes e pros jovens que a coisa é certa no momento errado se torna a coisa errada. O que que é uma coisa certa? É você casar. Você casar, querer entrar no namoro para casar com 15 anos de idade é Uma coisa errada. Por quê? Porque você não tem estrutura emocional, relacional, social para lidar com as pressões de um relacionamento e não tem projeção para casar. Então é uma coisa certa, pode ser até mesmo a pessoa certa, mas na hora errada se torna a coisa errada.
Então os versículos na hora errada ferem, palavras certas na hora certa curam. E aí, eh, tem um texto em Provérbios 25, versículo 11, que diz que como maçãs de ouro em bandejas de prata, É assim é a palavra dita no seu tempo. E tem um outro versículo que tá em Provérbios, capítulo 17, versículo 28, que diz assim: "Até o estuto quando se cala, é tido por sábio. E o que cerra os lábios por sábio. O estuto é um louco, é uma pessoa falta de sabedoria, mas até mesmo uma pessoa infantil, imatura e sem sabedoria, quando
se cala é tido por sábio. Eu gosto muito desses dois Versículos, principalmente o 251, que fala que como maçãs de ouro em palavras de em bandeja de prata é a palavra dita ao seu tempo. Não é em qualquer tempo, é em qualquer eh é no seu devido tempo, ou seja, a palavra certa, na hora certa, no tom certo. E aqui a gente precisa meditar. Quantas vezes nós já tivemos a razão, mas a gente usou o tom que destruiu todas as coisas, destruiu toda aquele cenário. Você tinha a palavra certa, você tinha a intenção correta, Mas
na hora você se perdeu, falou no tom errado, houve alguma coisa que te deixou nervoso, nervosa, e acabou que você extrapolou tudo. Por quê? Porque o que cura e o que edifica é a palavra certa, na hora certa, no tom certo. Então, eh, muitas vezes o jovem repete frases do mundo, mas que nem sempre são aquilo que, de fato, eles acreditam. É preciso um ambiente de conversa e não de interrogatório para compreender o que de fato passa no coração. Você pode Perguntar coisas como: "C como você vê Deus hoje? Tem algo que você quer me
contar, mas tem medo da minha reação? Então, esse tipo de pergunta é um tipo de pergunta que nutre a fé mesmo sem abrir a Bíblia. É porque o espírito se move onde há verdade e graça. Então, uma coisa que é muito interessante e que eu aprendi aqui em Campinas. E o que é isso? É que a gente tá vivendo uns dias, meu Deus do céu, eu já deveria ter acabado, Né, gente? perdoe, porque eu tô sendo muito prolixo e longo, mas a gente tá vivendo dias que os jovens adolescentes eles sabem dizer aquilo que a
gente quer ouvir, principalmente dentro da igreja. Então ele sabe dizer justamente aquilo que a gente quer ouvir. Então chega num discipulado, é muito comum os jovens falar no discipulado as respostas que eles sabem que eu gostaria de ouvir e que eu vou considerar que eu tudo bem, mas o que eles não sabem é que Deus Revela coisas pra gente e que muitas vezes a gente vê o que eles não estão dizendo de verdade ou que as coisas vão vir a luz em algum momento. Então, muitas vezes o seu filho, a sua filha vai dizer o
que você quer ouvir, porque ele já sabe o que você quer ouvir, principalmente se ele entender um pouquinho de Bíblia, de coisas de Deus e tal. Mas você vai ter que ter um discernimento para entender se o que está sendo dito é só algo para massagear A sua alma ou é a verdade. Lembra que eu falei que nós não podemos abaixar as guardas? Então, se você manter a guarda erguida, você vai conseguir compreender de fato o que está naquele coração, o que está se passando naquele coração. Então, três pontos. Exerce a respeito e escuta. Crie
um ambiente onde seu filho ou sua filha se sinta valorizado e compreendido antes de qualquer eh instrução espiritual. Segundo ponto, use perguntas que convidam e não que Interrogam. Ah, como que você tem sentido em relação de Deus? O que que tá se passando no seu coração? Eh, quando foi a última vez que você ouviu a Deus? Você já ouviu a Deus alguma vez? O que que você sente quando você vai paraa igreja? O que que você acha da igreja? Eh, eu gosto de pensar que isso é uma frase que os jovens usam muito, né? Que
Jesus é legal, o que ferra é o funk clube. Eles eles dizem isso virem me principalmente os que não são crentes. Eu gosto de Jesus. Jesus é legal, mas o fã clube é muito chato. E a gente precisa parar e pensar que muitas vezes nós como fã clube somos chatos demais. Eh, não somos crentes legais ou crentes bíblicos ou crentes que expressem o seu Deus, né? E para isso a gente precisa de arrependimento e de graça para ser transformado. E número três, escolha o momento certo, porque palavras de sabedoria têm seu tempo e contexto adequados
para serem compartilhados. E aqui eu quero dizer que envolvimento gera adesão. Isso aqui é muito legal, porque a gente vai compreender com o passar do tempo que fé imposta vira performance, mas fé construída junto vira convicção, vira cultura, vira fundamento de lar. Muitas vezes o adolescente, o jovem que não se sente incluído vai transformar qualquer ordem numa briga de poder. Por isso a palavra chave É: envolver os jovens e adolescentes na cultura da nossa casa. Porque nesse mundo frenético e debaixo desse governo de faraó, muitas vezes a gente tem tempo para tudo e não temos
para o jovem adolescente dentro da nossa casa, a criança que está entrando na puberdade. É, é muito interessante. Uma vez eu ouvindo um testemunho de um pastor, eh, de um filho de pastor, ele falou assim, eh, da frustração dele, né? Porque muitas vezes o ele queria dar atenção. Foi um pastor contando, ele o filho pedia atenção, o filho pedia atenção, pedia atenção, pedia atenção. Ele nunca podia, tava sempre corrido e tal e tudo estava corrido. E Deveras, um dia, eh, ele tava em casa num dia cansativo e corrido e ele tem uma ligação e era
para ser um dia de desescanso em casa, mas era aquele dia de pressão assim corrido, sabe? Quando você se planeja para descansar, mas tem tanta demanda que você não descansa, recebe uma ligação e Minutos antes dessa ligação, o filho tinha pedido para fazer algo com o pai. O pai falou: "Olha, eu não posso, tô muito ocupado. Pai recebe uma ligação, é um casal que tá quebrando a casa assim no casamento e ele sai correndo para atender o casal. E quando ele volta, ele se repara que ele mostrou pro filho que ele tem tempo para tudo
aquilo que a coisa de Deus ou que envolve Deus, menos para aquilo que envolve Deus a respeito do seu filho. Então, muitas vezes a Gente deixa marcas eh inconscientes na vida dos nossos filhos, sabe? Não temos tempo para ir num jogo de futebol, não temos tempo para ir assistir o filme da DC, da Marvel, dos Vingadores que eles gostam, mas temos tempo para em conferências de mulheres, conferências de homens, em cultos sem parar, em servir em todas as escalas, mas não parar para estar com os nossos filhos. A gente precisa aproveitar a janela da edificação
enquanto eles ainda Estão no Senhor. Porque enquanto eles ainda estão no Senhor, a reconciliação do relacionamento vai ser ir para um jogo de futebol. vai ser ir para um cinema, vai ser jogar videogame. Uma das meu esporte favorito, sem ser que é o que eu gosto de fazer, é luta. Eu não faço, mas eu nunca fui um bom lutador. Sabe por que que eu faço? Porque num dos maiores momentos de crise existencial da minha vida, o meu pai lutava box comigo na Academia, a gente fazia box junto. E isso gerou uma memória afetiva em mim.
Por exemplo, o meu pai, ele trabalhava, ele fez isso muito bem, ele ele trabalhava no Paraguai, então ele tinha, ele saia 5 da manhã de casa e às vezes voltava no outro dia e às vezes ele pegava outros turnos malucos assim. E muitas vezes ele chegou em casa 10 da noite, 11 da noite e eu tava jogando videogame. Ele nem ia tomar banho, ele chegava e ficava jogando videogame Comigo. Medalha de honra era o nome do jogo. E a gente lá, eles jogando bem ruim e aquilo marcou a minha vida com ele. E são coisas
que não são coisas espirituais. Às vezes a gente tá lá, meu pai tava jogando comigo um um jogo de dar tiro que era da Segunda Guerra Mundial. Eh, mas aquilo marcou porque não era o jogo em si. Às vezes a gente se preocupa tanto com o jogo, meu Deus do céu, olha só, é um pacto do Satã esse jogo aqui, mas a gente nunca vai lá Entender o jogo, pedir para aprender a jogar aquilo, sabe? A gente sempre tá colocando uma desculpa gospel, achando que o demônio vai possuir aquele adolescente, aquele jovem, ao invés de
entrar no mundo dele, ao invés de entrar no mundo dela. Mas nas coisas que são concernentes do nosso mundo, que pra gente faz sentido e para veres às vezes não faz, a gente tem tanta importância. E sabe o que a gente comunica? A gente comunica que a gente se importa com Aquilo que a gente gosta e não com eles gostam. E é por isso que muitas vezes o filho a filha vai falar para você: "Você não compreende o meu meu coração. Você não se importa com o meu coração. Você não se importa com o que
eu sinto. Você não se importa. Contudo, o professorzinho ideológico se importa. O influenciador que detesta Jesus se importa. E aqui a gente vai perdendo as nossas guerras. Vamos Terminar. Ohô! Meu Deus! Então, envolvimento gera adesão. Então, jovem conquistado aceita a direção. Quando o coração está aberto, a orientação é recebida com disposição. Jovem pressionado reage. A imposição gera resistência e afastamento espiritual. O que nós devemos fazer é convidar eles para criar hábitos conosco. Qual o melhor momento e dia para orarmos juntos? Ah, orar é uma coisa que ele não vai gostar. Qual que é O melhor
momento e horário pra gente ir para para uma cafeteria, né? Eu tô vendo aqui uma pessoa tomando café, chá, eu não sei o que é. Mas o que reconstruiu meu relacionamento com a minha mãe foi que a gente criou o hábito de sair para tomar café. E olha que era uma época que a gente tava quebradíssimo financeiramente, mas a gente tirava um valorzinho lá, ia junto tomar um café e comer um pedaço de bolo uma vez na semana, uma vez a cada 10 dias. Então Cria hábitos juntos. Talvez não vai começar por orar, nem por
ler a Bíblia, mas pode começar por ir para uma cafeteria e ter vida, sabe? Não é ir na cafeteria e e ficar com o celular ligado, mas é ter um pacto. Vamos colocar o celular no modo avião, vamos virar ele de cabeça para baixo e vamos nos relacionar. Então, autonomia espiritual é o verdadeiro fruto, porque filhos precisam aprender a andar com Deus sem depender De nós. E esse é um dos momentos mais fortes aqui, porque falamos aqui sobre filhos que saem de casa sem saber quem são em Deus. Autonomia não é fazer o que quer.
Autonomia é ser maduro suficiente para obedecer mesmo quando ninguém está olhando. E eu gosto de falar sobre adolescentes que viram jovens desestruturados, porque os pais nunca os ensinaram a caminhar com Deus por conta própria. E eu digo com clareza, autonomia espiritual começa com Autonomia emocional. Filho que não pode falar com o pai também não vai querer ouvir o verdadeiro pai. Então, autonomia é maturidade para andar com Deus sozinho. Identidade curada é igual uma fé sólida, autoconhecimento e segurança espiritual. E liberdade com estrutura emocional trazem bases seguras para explorar a fé. Autonomia não é distanciamento, é
maturidade. Então, eh eh é saber entender a estação do filho, porque Muitas vezes eh a gente cobra eles como adultos, mas a gente dá recursos de crianças e às vezes a gente dá recursos de adultos e cobra como crianças. E é saber gerir isso e colocar cada peça no seu lugar para que a gente possa gerar homens e mulheres de Deus autônomos e maduros. Então, eu quero trazer aqui algumas frases para você memorizar, tá? E de fato pensar a primeira dela sobre autoridade e amor, que a autoridade se conquista pelo amor e testemunho. A Segunda
delas é: sem escuta não há discipulado. A terceira, autonomia é maturidade para andar com Deus sozinho. E por último, seus filhos precisam da sua escuta antes da sua oração por eles. Aqui eu não tô falando sobre aquela oração intercessória do quarto, sobre talvez orar abençoando eles para ir paraa casa, eh, pra escola, pra universidade, mas eles precisam da sua escuta, eles clamam por seu ouvido e se você não os ouvir, o Mundo irá ouvir. Então, eu queria saber de você, qual dessas frases mais te confronta hoje? Se você quiser talvez colocar aqui no chat, são
quatro frases e eu quero saber qual que mais te confronta hoje. Primeira frase, a autoridade se conquista pelo amor e pelo testemunho. Segunda frase, sem escuta não há discipulado. Terceira frase: autonomia é maturidade para andar com Deus sozinho. E quarta frase, seu filho precisa da sua escuta antes da sua oração. Coloca aqui no comentário para mim qual dessas frases mais te confronta hoje. E aqui eu fecho que o objetivo desse encontro não é que seu filho ore com você hoje, é que ele saiba orar quando ele estiver sozinho. Eh, isso é autonomia, né? Autonomia não
é meramente o filho orar com a mãe. Eita! Mas é saber orar, aprender a Orar. Aqui é como foi de última hora essa mudança, talvez não faça tanto sentido aos seus olhos. Só que eu quero te dizer que nutrição espiritual de área não é forçar o filho a orar hoje, é construir dentro do seu filho, da sua filha uma fé que sobrevive quando você não estiver mais por perto. E é esse alvo que a gente precisa ter. E talvez esse alvo hoje é tão distante. Talvez seu alvo mais próximo hoje é se reconectar com o
seu filho, se Reconectar com a sua filha. Mas o alvo da nossa peregrinação junto com os nossos filhos é formar neles seres que vivem, vivam para Deus, assim como nós cremos que vivemos. Então, a pergunta final aqui é: se amanhã você morresse, seus filhos saberiam como andar com Deus? Se a resposta for não, então eu quero te incentivar a começar hoje com escuta, com verdade e com presença. Porque pais espirituais não ensinam uma Religião. Pais espirituais revelam o verdadeiro pai. Obrigado por estar comigo até aqui. Eu acho que hoje foi a aula que eu mais
extrapolei no tempo. Deixa eu ler aqui os comentários de vocês. Ah, vocês colocaram os números. Muito bom. Eu também colocaria. Eh, obrigado pela atenção de todos. Eu espero que tenha abençoado a sua vida, que tenha sido bênção para você. Se você tiver qualquer dúvida, Alguns de vocês já têm o livro Construindo pontos geracionais. Senão, o link está lá na minha bio do Instagram. Ele é um livro de o quê? C e 40 páginas, eu acho. Eu fiz aqui ele num formato manual assim. Eh, mas tô muito feliz com essa aula. A gente chega agora no
quarto encontro. Isso aqui estamos entrando na segunda metade. Sexta-feira terminamos no sétimo encontro e eu acredito que Deus ainda vai fazer muita coisa até lá. Vamos orar. Pai, obrigado, Senhor, por Esse momento. Obrigado por esse encontro e eu clamo que o Senhor desenvolva em nós uma ponte para tocar essa geração. Traz sabedoria, favor e graça para cada pai e cada mãe. E que o seu reino seja expandido e o seu evangelho seja propagado. E cada filho e cada filha ande nas pisaduras do Senhor através da vida de seus pais e que eles aprendam com seus
pais que são crentes e crente que o Senhor é o único Deus e é o Senhor, o verdadeiro pai da vida deles. Que cada mãe, cada pai que está aqui encontrem um lugar de descanso no Senhor, porque é o Senhor que salva essas coisas. Auxilia-os a se mostrar fracos para Senhor e que o seu poder se aperfeiçoe na fraqueza de cada um de nós em nome de Jesus. Amém. Amém. E amém. Até amanhã às 18 horas. Deus abençoe.