[Música] [Música] Olá pessoal eh nessa aula a gente vai discutir os mecanismos os mecanismos de controle da fome e da edade e também os os mecanismos de controle do processo digestivo Tudo bem então eu queria começar a aula perguntando ah fazendo uma pergunta bastante básica que é por que que a gente come né ou por que a gente come aquilo que a gente come é uma pergunta meio esquisita mas ela tá por trás disso porque Quais são os mecanismos que determinam a nossa fome Nossa saciedade o nosso gosto por por determinados tipos de alimento e
não por outros né O que que tá envolvido eh nisso né né o ser humano é um bicho bastante complexo né na medida em que não é só a Biologia que determina que determina essas coisas vocês sabem disso nos animais a Biologia tem um impacto muito maior do que na gente hoje a gente vai falar de biologia mas a gente tem que lembrar que nosso comportamento alimentar ele é determinado também por fatores socioculturais né Por fatores que extrapolam um pouco a Biologia por exemplo é a nossa cultura que determina o tipo de dieta que a
gente tem né A dieta que a gente tem é diferente da dieta de um esquimó que é diferente da dieta de um oriental e E por aí vai né Vocês sabem disso então o que a gente come é além de ser determinado pela nossa biologia também pela nossa cultura e o quanto a gente come quando a gente come também né embora existam fatores biológicos é o que a gente vai ver hoje existem também fatores culturais né eu tô lá Assistindo TV e passo uma propaganda bem da comida que eu gosto né do do do do
sanduíche que eu gosto né eu começo a ficar com fome porque vi aquela propaganda então e existe essa esses fatores socioculturais que determinam muito do que a gente muito do nosso comportamento alimentar no entanto a gente vai ficar focado na Biologia hoje claro é o nosso tema né focado na fisiologia eh desse processo mas antes eu queria fazer uma uma reflexão evolutiva com vocês né e pensar é qual que foi o cenário nutricional em que a gente evoluiu em que a nossa espécie evoluiu né pensa o quanto era difícil pros primeiros hominídeos pros primeiros homens
né lá no no no passado remoto conseguia alimento eles tinham que fazer um esforço danado gastar uma energia danada para conseguir um alimento que era raro não era fácil então eles passavam grandes períodos de jejum era difícil conseguir alimentos calóricos né alimentos ricos em carboidrato ricos em açúcares ricos em gordura né de maneira que Muito provavelmente Essa é a hipótese defendida por muita gente ao longo desse processo foi selecionado um de um tipo de genótipo né que é um genótipo poupador né um genótipo que que trabalha no sentido de poupar energia né de de armazenar
quando eu consigo comer alguma coisa quando eu consigo quando eu consigo eh ingerir caloria armazenar o máximo que eu puder dessa dessa caloria porque eu não sei o que que vai acontecer a manhã né num cenário em que era difícil eu conseguir a comida eu não tinha eu tinha restrição calórica né Eh esse esse esse genótipo também provavelmente foi selecionado no sentido de eh de favor indivíduos que que gostavam de alimentos calóricos né alimentos com bastante gordura com com bastante carboidrato porque eram esses alimentos que forneciam a maior quantidade de energia Tudo bem acontece que
tudo isso mudou né depois do do Advento da agricultura e mais recentemente da do processo de industrialização a gente tem um cenário oposto agora a gente tem normalmente abundância de comida né a gente tem eh eu vou no bar da esquina e compro um pacote de salgadinho que tem sei lá quantas centenas de de de calorias então é muito fácil conseguir caloria hoje eu não preciso de todo aquele esforço Eu tenho um mundo de abundância de caloria no entanto eu ordio esse genótipo poupador dos meus antepassados né isso ajuda muito a gente entender primeiro né
Porque que a gente vive uma epidemia de obesidade como a gente vive atualmente né Eu tenho um genótipo poupador né num cenário de abundância de nutrientes isso ajuda a entender também nossa preferência por alimentos super calóricos por alimentos com excesso de gordura com excesso de carboidratos né todo mundo aqui tenho certeza prefere um bolo de chocolate cheio de cobertura a um um prato de alface né tem muito mais caloria no bolo do que no alface e a gente gosta mais desses alimentos Provavelmente porque damos esse genótipo dos nossos antepassados tudo bem com isso em mente
eu queria investigar com vocês eh Quais são os mecanismos de controle do nosso peso alimentar da nossa massa alimentar né os mecanismos de controle fisiológicos Principalmente agora no começo da aula mecanismos de controle neural né hormonais e neurais desse desse processo da fome e da saciedade algumas Décadas atrás né lá pelos idos meados do século XX os cientistas começaram a perceber que existiam mecanismos homeostáticos de controle do Peso corporal por exemplo se se eu pego um rato pesando em torno de 400 G né e deixa esse rato em privação de alimentos começa a colocar ele
com com pouco alimento ele começa a perder peso claro né lembrem lá da nossa aula de metabolismo ele começa a gastar mais do que ele ingere ele começa a perder peso perder peso perder peso até o momento em que se eu cessar esse período de privação alimentar esse rato agora para compensar essa perda de peso ele começa a comer mais mais do que ele comeria normalmente até chegar em valores né nos valores iniciais né de modo a atingir de novo essa essa estase né esse equilíbrio eh do Peso corporal ao contrário né se eu fornecer
né se eu fazer esse rato entrar num regime de alimentação forçada ele vai começar a a ingerir Mais Alimentos do que né do que ele gasta de energia e ele vai começar a ganhar peso ele vai começar a engordar se eu no momento em que eu paro Esse regime de alimentação forçada e deixo ele livre para comer ele naturalmente começa a comer menos e volta lá pro peso normal dele de 400 g ou seja esses resultados indicaram pros cientistas que existe algum mecanismo ou alguns mecanismos responsáveis pela manutenção desse peso corporal né E algumas algumas
hipóteses foram aventadas para tentar explicar isso uma delas foi a hipótese glicostática que propunha que era um nível um nível de glicose na nossa corrente sanguínea que que que mediava né que sinalizava pro organismo o quanto de comida né o quanto de alimento deveria ser ingerido outra hipótese era a hipótese lipostop que era a quantidade de gordura né a quantidade de tecido de Poso que sinal pro organismo o quanto que deveria ser a ingesta é hoje a gente sabe que isso é a coisa é muito mais complexa do que isso né provavelmente existe uma uma
mistura dessas duas coisas e vários outros fatores determinando a a nossa ingesta e é um pouco isso é sobre isso que eu quero começar a conversar com vocês hoje tudo bem bom eh ainda lá no século 20 né Há várias Décadas atrás os cientistas começaram a perceber que existia uma estrutura fundamental pro controle da fome e da saciedade n uma estrutura da qual a gente já falou bastante aqui em aulas anteriores que é o hipotálamo né fica aqui de encéfalo uma estrutura lá no sistema nervoso central que parece ser chave para esse processo né pros
mecanismos relacionados à fome e a saciedade que que os cientistas perceberam né várias Décadas atrás que se eu pegar um rato e aqui tá uma representação do hipotálamo de um rato e se eu fizer uma ablação ou seja uma remoção cirúrgica de alguns núcleos hipotalâmicos aqui no hipotálamo lateral do rato tá representado em rosa aqui um de cada lado esse rato começa ele para de comer ele entra num estado de afagia ele deixa de comer ele deixa de sentir fome deixa de procurar e deixa de ingerir o alimento e com isso vai perdendo peso vai
ficando com com inanição ele vai perdendo cada vez mais peso o oposto acontece se eu fizer uma remoção cirúrgica né uma ablação de núcleos aqui ventromediais né núcleos que estão mais mediais aqui no hipotálamo Se eu fizer isso o animal entra num estado de hiperfagia né esses núcleos estão representados em verde aqui o animal começa a comer comer comer comer cada vez mais né ele ele ele não para de comer ele não para de sentir fome ele deixa de sentir saciedade e com isso ele começa a ganhar peso ele começa a engordar de maneira que
com base nesses resultados iniciais os cientistas propuseram que no hipotálamo existiam dois centros né um centro da fome né aqui no hipotálamo lateral em rosa e um centro da saciedade em verde aí no hipotálamo ventro Medial um centro responsável pela minha sensação de fome um centro responsável pela sensação de eh saciedade né se eu leso o centro da saciedade o animal deixa de se sentir saciado se eu leso o centro da fome o animal deixa de sentir fome tudo bem A partir desses resultados né de Décadas atrás eh o o pessoal foi buscar quais são
efetivamente esses Centros e quais as substâncias que medeiam esse essas duas sensações de fome e de saciedade né e a gente sabe que a coisa é muito mais complexa hoje do que se supunha lá no início das pesquisas a gente sabe hoje que o hipotálamo embora seja o Grande centro integrador né seja uma estrutura chave nesse processo eh existe também a participação por exemplo do tronco cerebral né de alguns núcleos lá do tronco cerebral existe a participação do córtex cerebral né regiões límbicas lá do córtex cerebral então hipotálamo ele é um centro integrador importante mas
não é a única estrutura né e a gente conhece hoje também várias substâncias que eh como eu disse sinalizam tanto a fome quanto a saciedade no caso da fome a gente chama essas substâncias de substâncias orexígenos substâncias que geram fome né e a principal delas é a grelina vocês eventualmente já ouviram falar né grelina às vezes é conhecida como o hormônio da fome né é um hormônio que age lá no sistema nervoso central e produz a sensação de fome a grelina ela é produzida em várias partes do organismo principalmente no estômago quando o estômago tá
vazio há algum tempo né o estômago a gente ele tá vazio ele começa a produzir grelina grelina na á noema nervoso central e produz fome entre outras ações tudo bem tenho também a gente conhece hoje algumas substâncias que são anorexígenas Ou seja que inibem a fome que produzem saciedade né eu listei algumas aqui né algumas substâncias e alguns processos que produzem saciedade primeiro deles é o processo de distensão gástrica né Vocês sabem disso eu acabei de comer né fiz aquela refeição meu meu estômago tá super dilatado super distendido porque ele tá preenchido lá com o
bolo alimentar essa distensão ela ela é sinalizada pro sistema nervoso central via nervo vago principalmente né e sinaliza o sistema nervoso central é um sinal de saciedade Além disso eu tenho outras substâncias por exemplo a colecistocinina que é uma substância que a gente vai falar bastante aqui hoje né que também é secretada principalmente pelo intestino delgado que vai agir no sistema nervoso central também sinalizando saciedade eu tenho dois hormônios descobertos mais recentemente né o peptídio y e o glp1 que são produzidos no intestino delgado né quando o alimento chega lá e que também são sinalizadores
de saciedade pro sistema nervoso central né além da insulina o papel da insulina já é conhecido há um pouco mais de tempo né também como um sinalizador de saciedade né Vocês sabem que quando a gente come eh eh o a o o aumento da nossa glicemia sinaliza o pâncreas a produzir insulina né a o papel da insulina a gente vai ver em aulas futuras mas é eh promover a entrada da da glicose nas células e eh concomitantemente a a insulina é um sinalizador também de saciedade essas essa substância tê sido muito estudadas recentemente né el
elas não são as únicas Mas elas têm sido bastante estudadas dado de novo esse problema de obesidade a gente quer entender melhor como é que é como é que são os mecanismos de fome e de saciedade dentro do nosso organismo Tudo bem então é um campo de pesquisa bastante ativo hoje na na fisiologia quem estuda o corpo humano bom esses mecanismos que eu acabei de mostrar para vocês são mecanismos que a gente diz eh eh mecanismos de curto prazo eles agem em questão de minutos ou de horas né mas existem também mecanismos que agem em
longo prazo né em questão de dias de semanas né para regular nosso peso corporal e e o principal deles o mais estudado a partir da década de 90 do século passado né Eh é a leptina o hormônio que eventualmente vocês também já ouviram falar porque é um hormônio que tá bastante na moda né o a leptina ela age a longo prazo né no controle da fome e da saciedade a leptina é um hormônio pro produzido não por uma glândula mas por um pelo tecido adiposo né pelos nossos adiposos pelas células lá que compõem o nosso
tecido adiposo de forma que quanto mais leptina mais perdão quanto mais eh tecido adiposo mais leptina tá e qual que é a a ação da leptina a leptina vai agir lá no hipotálamo né naqueles núcleos hipotalâmicos que eu acabei de eh comentar com vocês e naqueles núcleos ela vai produzir sensação de saciedade E com isso vai diminuir diminuir a ingestão de alimentos vai diminuir a ingesta além de paralelamente aumentar o gasto energético ela ativa o sistema simpático e ativa outros sistemas de maneira que eu aumenta o gasto energético lembra lá daquele balanço que a gente
viu na nas primeiras aulas dessa semana né se eu aumento o gasto e diminuo a ingesta eu tenho eh a balança pendendo para um lado e o contrário né se eu diminuo e o gasto e aumenta a ingesta a balança vai pro outro né então o que que a leptina faz ela eu tenho aumento de gordura aumento de leptina diminui ingesto aumento o gasto isso tende a produzir uma diminuição da do tecido adiposo né eu parei passei a comer menos e gastar mais eu diminuo o tecido adiposo com isso eu diminuo os níveis de leptina
se eu diminuo o nível de leptina agora eu aumento a ingesta e diminuo o gasto energético Ou seja notem que eu tenho uma alça de retroalimentação positiva aí né Quanto mais gordura mais leptina quanto mais leptina menos ingesta mais gasto com isso eu diminuo o o a quantidade de tecida de Poso e acabo diminuindo o nível de leptina de maneira que eu tenho agora um mecanismo de eh balanço de regulação do Peso corporal dist estase do Peso corporal tudo bem claro que isso a longo prazo bom vocês devem estar se perguntando Mas e as pessoas
obesas né uma pessoa obesa ela tem bastante tecido de Poso ela tem bastante eh então portanto produção de bastante leptina Por que que então ela come tanto ela deveria comer pouco ela deveria ter uma sensação de saciedade constante porque ela tem bastante leptina produzida por tecido de Poso que é abundante nela que que tá acontecendo aí né os pesquisadores têm tentado entender o que que acontece uma das respostas parece ser eh o fato de que essas pessoas a gente tem uma tendência a desenvolver resistência à leptina Resistência à ação da leptina leptina é produzida secretada
mas eu a gente as nossas células eh eh são elas não agem de maneira adequada nas nossas células por n mecanismos que estão sendo investigados também eh recentemente tudo bem bom então esses são os mecanismos de controle da fome e da saciedade eu queria agora passar eh comentar com vocês também de maneira bastante introdutória os mecanismos de controle do processo de digestão do processo digestivo tudo bem de maneira bastante resumida basicamente controle se dá por dois dua dois tipos de reflexo né reflexos que a gente chama de curtos ou de alça curta e reflexos que
a gente chama de reflexos de alça longa tá que que é um reflexo de alça curta essa figura é um pouco complexa eu vou tentar destrinchar ela né reflexos de alça curta são reflexos que são mediados por aqueles pelo sistema nervoso entérico né lembrem lá de aulas anteriores que que é o sistema nervoso entérico são aquelas redes né aquela rede de neurônios né duas redes tanto o plexo submucoso quanto plexo mioentérico que eh revestem o trato gastrointestinal e que controlam a secreção e a motilidade desse trato né um reflexo de de alça curta ele depende
só do funcionamento dessa rede sem a participação do encéfalo né por isso alça curta por exemplo uma substância pode né um alimento pode chegar aqui na luz do do trato ele vai ser percebido por receptores aqui isso vai ele vai desencadear uma resposta de neurônios a aqui dessa dessa rede neural e esses neurônios vão mediar uma resposta sem que o encéfalo precise participar por isso alça curta ao passo que um reflexo de alça longa envolve necessariamente a participação do encéfalo né o encéfalo né o cérebro tronco enfim estruturas encefálicas enviam enviam eh eh informações né
pro pro trato gastrointestinal e controlam o funcionamento do trato gastrointestinal principalmente ente pela alça né pela divisão eh autonômica tanto simpática quanto parassimpática vocês lembram lá sistema nervoso autônomo né recapitula essa aula quem não lembra o sistema simpático em geral inibe o processo de digestão enquanto que o sistema parassimpático eh estimula o processo de digestão tanto a motilidade quanto as secreções gástricas gástricas não né gastrointestinais né do trato inteiro tudo bem E lembrando de novo uma coisa que eu já comentei em aulas anteriores que a principal saída do sistema parassimpático é o nervo vago démo
par né o nervo vago é uma é uma referência parassimpática importante e que enerva todo ou quase todo o trato gastrointestinal Ok eh e é o principal responsável responsável portanto por esse reflexo de alça longa para estudar o processo de digestão a gente costuma dividi-la né dividir a a digestão em em três fases né uma fase cefálica uma fase gástrica e uma fase fase intestinal vamos olhar muito rapidamente quais são né o que que acontece em cada uma dessas fases a gente já viu um pouco isso em aulas nas aulas anteriores mas eu queria agora
usar isso para resumir um pouco do que a gente já viu nessas últimas aulas a fase cefálica ela começa antes da gente começar a ingerir o alimento então por exemplo eu tô eh eu tô andando na rua sinto um cheiro de uma churrascaria eu adoro carne e sinto o cheiro da churrascaria começo a sal vá começa meu estômago às vezes começa até a roncar começa a salivar acho que todo mundo já passou por essa experiência né ou eu vejo na TV uma foto né uma uma figura de um Tô vendo um programa de culinária eles
estão fazendo uma comida super gostosa eu começo já a salivar meu estômago já começa a se mexer todo ali isso acontece porque por meio do olfato da Visão ou até da memória né às vezes só o fato de eu lembrar de uma comida que eu gosto já me faz salivar né então Eh por meio dos órgãos do sentido eu começo a perceber que o alimento tá em vias de ser ingerido né ou potencialmente de ser ingerido e começa isso começa por meio do principalmente da saída vagal né parassimpática eu começo a estimular glândula salivar começo
a estimular motilidade gástrica Sec secreção gástrica Ou seja no fundo que tá acontecendo é começa a existir uma preparação do organismo pra chegada do alimento né Essa esse é o início da fase cefálica né preparação do organismo paraa chegada do alimento uma vez que o alimento chegou eh dá início dá-se início ao processo de mastigação e de deglutição né mastigação né o o os dentes por meio dos dentes da língua a gente começa a a cortar o alimento a macerar o alimento né a misturar esse alimento com a saliva com a língua é o processo
de mastigação ele tem um componente voluntário a gente pode controlar vocês sabem disso obviamente embora ele também tem um componente automático né existem centros lá no tronco cerebral que controlam a mastigação a gente não precisa ficar pensando pensa quando a gente tá mascando um não preciso ficar pensando em cada movimento que eu faço existem centros ali no tronco que regulam esses movimentos automatizados né a gente falou disso lá nas primeiras aulas eh com o processo de deglutição acontece algo semelhante né o processo de deglutição ele também tem um componente voluntário né eu pego a língua
empurra o alimento contra o pál né contra o pál mole Aqui n o alimento começa a deslizar deslizar lá em direção ao esôfago e a partir de um determin D momento é desencadeado um reflexo E aí a coisa já é involuntária né um reflexo complexo até certo ponto né a epiglote por exemplo precisa obstruir a entrada da traqueia aqui né pro alimento não ir lá pro trato respiratório e e descer pro esôfago e aí uma vez no esôfago o processo é aí ele é involuntário né o alimento desce pelo esôfago por meio de movimentos peristálticos
a gente já comentou isso né E vai parar lá no estômago né quando ele chega lá no estômago eu tenho a segunda fase que é a fase gástrica Ou seja a fase gástrica são as reações né são as os acontecimentos que acontecem com alimento lá no estômago e a gente já viu um pouco eh a gente já viu um pouco isso né Essa figura é uma figura complexa mas ela resume um pouco do que a gente já viu né quem tá com quem ainda não pegou lembra lá da aula que a gente falou de estômago
resumidamente o que acontece é o bolo alimentar chega eh no estômago ele estimula as células eh G né células endócrinas a produzir a produzirem gastrina a gastrina vai estimular células parietais a produzirem ácido né hcl o esse ácido vai estimular as células principais a produzirem pepsinogênio né que v que vai virar pepsina E aí com isso eu tenho o início do processo de digestão gástrica lá no estômago Ok eu sei que eu resumi aqui de maneira muito rápida se se vocês tiverem com dúvida relembrem lá na aula eh algumas aulas atrás que a gente viu
isso com um pouco mais eh de detalhe tudo bem essa é a fase gástrica e Finalmente né o conteúdo estomacal né o quimo lá acidificado do estômago vai sendo lentamente de uma maneira bastante controlada também Sec eh eh liberado pro intestino delgado né pro dodo a primeira porção do intestino delgado E aí dá-se início à fase intestinal né o que que acontece na fase intestinal nós já vimos algumas coisas em aulas anteriores né eu tenho a secreção de bilha eu tenho a secreção de suco gástrico e eu queria agora nessa nessa última aula falar um
pouco da regulação desse processo né regulação desse processo ela é neural mas ela é também humoral ou seja Ela depende de hormônios Ela depende de substâncias químicas e duas delas são fundamentais né A primeira é a colecistocinina que eu acabei de comentar agora a pouco né uma substância que gera sensação de saciedade mas ela também tem uma outra função eh que é a função de estimular a produção de suco pancreático e a secretina que também tem a mesma função ou seja de estimular a produção e a secreção do suco pancreático pelo pâncreas n então a
col citocinina e a secretina elas são produzidas e secretadas por células lado do oden elas caem na corrente sanguínea e vão agir no pâncreas eh estimulando a produção do suco pancreático tudo bem a produção e a secreção do suco pancreático né Tem uma diferença entre essas duas substâncias então a secretina estimula a produção de água e de bicarbonato enquanto Cola citocinina a a a produção de enzimas mas pra gente aqui isso não importa muito né eu queria só lembrar dessa de como se dá esse controle ou seja por que que o pâncreas libera o suco
pancreático bem no momento em que o alimento tá lá porque eu tenho substâncias que medeiam esse processo da mesma maneira eu poderia perguntar por que que a bile libera secreta né Por que que a vesícula biliar perdão secreta a bile bem no momento né no exato momentoem que a comida tá presente no intestino delgado por meio da ação dessas duas substâncias Ou seja a colecistocinina e a secretina né A gente vai ver nessa figura seguinte a colecistocinina e a secretina também agem além de agirem no pâncreas né ao caírem na corrente sanguínea elas também vão
agir no fígado e na vesícula biliar então a secretina estimula o fígado a produzir bile enquanto que a colic até o intestino delgado Tudo bem então com isso vocês percebem né começam a perceber que o processo de digestão ele é finamente controlado eu tô dando alguns exemplos aqui de comoesse controle de cidade de maneira química mas Relembrando além desse controle químico existem aqueles reflexos tanto de alça curta quanto de alça longa que eu acabei de comentar eh com vocês né Isso aqui é tudo enervado também pelo sistema nervoso central né simpático e parassimpático e finalmente
pessoal pra gente terminar né uma vez a a fase intestinal da da da digestão ela termina lá no intestino grosso né com a formação das feses né eu tenho lá o material fecal que é produzido no intestino grosso e por meio de movimentos de massa do intestino grosso esse material vai sendo deslocado ao longo do dia em direção ao reto n esses movimentos de massa eles acontecem uma duas três vezes por dia claro que isso varia né eles vão impulsionando o material fecal em direção ao reto quando esse material chega lá no reto ele desencadeia
ele provoca distensão do reto e desencadeia o reflexo de defecação né um mecanismo reflexo que promove eh movimentos peristálticos né movimentos que impulsionam as fezes em direção ao anos ele relaxa o esfincter anal interno né E a e e as fezes podem então ser expulsas Lembrando que existe ainda um outro esfinter né um outro uma outra musculatura Essa não é uma musculatura reflexa é uma musculatura eh somática tá sob controle somático músculo esquelético e portanto a gente consegue controlar tá sob controle voluntário Ainda bem né a gente consegue controlar eh o momento da defecção graças
a esse controle voluntário que tem lá no esfincter anal externo e com isso a gente tem a expulsão das feses né e termina o processo de digestão Tudo bem pessoal então acho que com essas quatro aulas a gente conseguiu ter uma visão introdutória é claro mas global de quais são né a gente começou lá com as com a química dos alimentos e terminou hoje com controle tanto da fome da sociedade quanto do processo de digestão e acho que deu pra gente ter uma visão geral desse sistema tão importante né paraa manutenção da nossa saúde que
é o sistema digestório espero que vocês tenham gostado e nos vemos futuramente [Música] [Música] e [Música]