[Música] [Aplausos] [Música] Olá pessoal nós vamos iniciar agora os estudos do livro intitulado A Era do Capital 1848 a 1875 de Eric hobsbau nós vamos dedicar aqui uma aula para cada capítulo este livro é o segundo volume de uma série de três que buscam analisar a história do mundo moderno desde a revolução francesa até a primeira guerra mundial dos quais a era das revoluções 1784 a 1848 é o primeiro e o último a era dos impérios 1875 a 1914 e Vale lembrar também a era dos extremos o breve século XX de 1914 a 1991 o
período que este livro que a barca é relativamente curto no entanto a dimensão geográfica é extensa escrever sobre a Europa de 1789 a 1848 e outras palavras quase que sobre a Inglaterra e a França não é algo e real no entanto No que diz respeito ao tema mais importante do quarto de século após 1848 é justamente a expansão da economia capitalista por todo mundo seria praticamente impossível escrever uma história puramente europeia aqui neste livro seria absurdo escrever essa história sem dar uma atenção especial aos outros continentes inevitavelmente um Historiador europeu sabe muito mais a respeito
do seu continente do que dos outros e não pode evitar ver esse cenário global que o rodeia de seu ponto de vista particular inevitavelmente também um misturador americano vai ver o mesmo cenário de forma diferente por exemplo embora os Estados Unidos estivessem emergindo como o que viria ser a maior economia industrial do mundo ainda eram marginais e autossuficientes em 1870 sua população não era muito maior que a da Inglaterra era do mesmo tamanho que é da França e um pouco menor do que estava prestes a ser o império alemão aqui neste livro nós vamos ter
os capítulos divididos por temas e não de forma cronológica o objetivo de hobsbau não foi tanto aqui o de resumir fatos conhecidos ou mesmo mostrar o que aconteceu e quando aconteceu seu objetivo principal foi unir fatos numa síntese histórica geral para dar sentido ao período que estudado e traçar as raízes mundo atual ligando-as aquele período não apenas o triunfo burguês é o princípio organizador deste volume mas é a burguesia que recebe muito do mais simpático tratamento neste livro as citações as referências foram quase que inteiramente reduzidas algumas fontes de citações quadros estatísticos e alguns outros
números assim como algumas declarações controversas ou surpreendentes estas foram as principais palavras do próprio hobisbau no prefácio esta obra passemos agora a introdução na década de 1860 uma nova palavra vai entrar no vocabulário econômico e político do mundo que é justamente capitalismo portanto parece apropriado chamar aqui este volume de a era do Capital um título que talvez faz lembrar a todos nós que a mais importante obra do mais formidável crítico do capitalismo ou capital de Karl Marx foi publicada justamente nesta época o triunfo Global do capitalismo é o tema mais importante da história nas décadas
que se sucederam a 1848 foi o triunfo de uma sociedade que acreditou que o crescimento econômico repousava na competição da livre iniciativa privada no sucesso de comprar tudo no mercado mais barato e vender no mais caro é importante lembrar que esta sociedade já havia completado o seu aparecimento histórico tanto na frente Econômica como na frente política 60 anos antes de 1848 os anos de 1789 a 1848 os quais já foram discutidos no primeiro volume que é a era das revoluções foram dominados por uma dupla revolução a transformação Industrial iniciada e largamente confinada a Inglaterra e
a transformação política associada e muito confinada a França Essa dupla revolução começa a se quebrar em 1848 a revolução política recuou a Revolução Industrial avançou 1848 a famosa primavera dos povos foi a primeira e última revolução Europeia no sentido literal a realização momentânea dos sonhos da esquerda dos pesadelos da direita a derrubada virtualmente simultânea de velhos regimes da Europa Continental a oeste dos impérios Russo e turco de Copenhague a palermon de brasoft a Barcelona ela foi esperada e prevista parecia ser o ponto culminante e o produto lógico da era das duas revoluções no entanto ela
falhou universalmente de forma rápida e apesar disso não ter sido percebido durante muitos anos pelos refugiados políticos definitivamente aconteceu desde então não mais ocorreria nenhuma revolução social Geral do tipo que foi almejado antes de 1848 nos países pecados do mundo a Revolução Industrial Inglesa havia engolido a revolução política Francesa A história aqui do nosso período é desigual ela é basicamente a do maciço avanço da economia do capitalismo industrial em escala mundial da ordem social que ele representou das ideias e credos que pareciam legitimá-lo e ratificá-lo na razão na ciência no progresso e no liberalismo a
maior das Guerras desse período que foi a guerra civil americana foi ganha em última análise pelo peso do poder econômico e dos recursos superiores o derrotado Sul possuía o melhor exército e os melhores Generais os exemplos ocasionais de heroísmo romântico e colorido destacaram-se como o exemplo de Garibaldi com suas madeixas ao vento e sua camisa vermelha a sua própria Raridade não havia muito drama na política o drama mais Óbvio desse período foi econômico e tecnológico o ferro derramando-se em Milhões de toneladas pelo mundo serpenteando em estradas de ferro que cortavam continentes cabos submarinos atravessando o
Atlântico a construção do canal de suas grandes cidades como Chicago surgidas do solo virgem do meio-oeste americano os imensos fluxos migratórios era o drama do Poder europeu e norte-americano com o mundo a seus pés para os povos do mundo fora do capitalismo que eram agora atingidos e sacudidos por ele significou A Escolha entre uma resistência passiva em nome de suas antigas tradições e modos de ser e um traumático processo de tomada das armas do ocidente para voltá-las contra os conquistadores de compreensão e manipulação do processo por eles mesmos robisval declara que não pode ocultar uma
certa aversão Talvez um certo desprezo pela era com a qual ele está lidando aqui ainda Que mitigada pela admiração por suas titânicas realizações materiais e pelo esforço para compreender mesmo aquilo que não agrada pois bem iniciamos aqui agora a primeira parte do livro Prelúdio revolucionário e o primeiro capítulo desta primeira parte é justamente a primavera dos povos no início de 1848 um grande Pensador político francês Alexis de toque Ville já alertava a câmara dos deputados para um perigo que estaria surgindo justamente com as revoluções ele disse estamos dormindo sobre um vulcão os senhores não percebem
que a terra treme mais uma vez Sopra o Vento das revoluções a tempestade está no horizonte nesse mesmo momento dois exilados alemães Karl Marx com 30 anos e engels com 28 divulgavam os princípios da revolução proletária contra a qual Justamente toquevi alertava a câmara e nesse programa Karl Marx e engels tinham traçado algumas semanas antes para a Liga Comunista alemã e foi publicado de forma anônima em Londres em 24 de fevereiro de 1848 sob o título Manifesto do Partido Comunista a monarquia francesa tinha sido derrubada por uma Insurreição a república foi proclamada e a revolução
europeia estava se iniciando nunca houve uma revolução que tivesse espalhado tão rápida e amplamente se alastrando como fogo na palha por sobre fronteiras países e até mesmo oceanos em poucas semanas nenhum governo ficou de pé em uma área da Europa que hoje é culpada completa ou parcialmente por 10 estados Além disso 1848 foi a primeira revolução potencialmente Global hoje a influência direta pode ser detectada inclusive na Insurreição de 1848 em Pernambuco aqui no Brasil e Poucos Anos depois na remota Colômbia em certo sentido foi o paradigma de um tipo de revolução mundial com o qual
dali em diante os Rebeldes poderiam sonhar e que errar os momentos como no pós guerra das duas guerras mundiais eles pensaram poder reconhecer a revolução de 1848 na Europa foi a única afetar tanto as partes desenvolvidas quanto as atrasadas do continente foi ao mesmo tempo a mais Ampla e a mais bem sucedida revolução desse tipo no breve período de seis meses de sua explosão sua derrota Universal era seguramente previsível 12 meses depois todos os regimes que derrubaram com exceção de um já foram restaurados e após 18 meses de sua interrupção com exceção da República francesa
estava mantendo toda a distância possível entre si mesma e a revolução a qual devia a sua própria existência mas não fosse a sua ocorrência e o medo da sua recorrência a história da Europa nos 25 anos seguintes teria sido muito diferente 1848 estava bem longe de ser o ponto crítico quando a Europa falhou e mudar a Revolução triunfou Por todo o centro do continente europeu mas não na sua Periferia esta Periferia incluía países muito remotos ou isolados em sua história aparecerem direta ou indiretamente atingidos de alguma maneira eram muito atrasados para possuírem estratos sociais politicamente
explosivos da zona revolucionária o equivalente real da classe média era o setor do país de pequenos nobres e proprietários de terras educados e preocupados com os negócios um extrato que era surpreendentemente grande em algumas áreas a zona central da Prússia ao Norte até a Itália ao sul que era em certo sentido coração da zona revolucionária combinou de várias formas as características das regiões relativamente desenvolvidas e atrasadas os alemães lutavam para construir uma Alemanha de um punhado de principados germânicos de vários tamanhos e características as revoluções de 48 portanto requerem um detalhado estudo por estado povo
região e este livro não é o lugar para esse tipo de estudo essas revoluções tiveram no entanto muito em comum não apenas pelo fato de terem ocorrido quase simultaneamente mas também porque seus destinos estavam cruzados todas elas possuem um estilo e sentimento comuns uma curiosa atmosfera romântico utópica e uma retórica similar para qual os franceses inventaram a palavra carranitar qualquer Historiador reconhece imediatamente as barbas as gravatas esvassantes os chapéus de abalarga dos militantes as bandeiras tricolores as OBS barricadas o sentido inicial de libertação de imensa esperança e confusão otimista era a primavera dos povos e
como a primavera não durou agora devemos aqui analisar brevemente as suas características comuns em primeiro lugar todas foram vitoriosas e derrotadas rapidamente e na maioria dos casos totalmente nos primeiros meses todos os governos na zona revolucionária foram derrubados ou reduzidos a impotência todos entraram em colapso ou recuaram virtualmente sem resistência no entanto em um período relativamente curto a revolução havia perdido a iniciativa quase em todos os lugares na França no fim de Abril No resto da Europa revolucionária durante o verão apesar de um movimento ter conservado certa capacidade para contratar em Viena na Hungria e
na Itália na França o primeiro Marco da contra ofensiva conservadora foi a eleição de Abril na qual o sufrágio Universal embora elegendo apenas uma minoria de monarquistas enviou para Paris uma grande quantidade de conservadores o segundo Marco Foi o isolamento e a derrota dos trabalhadores revolucionários em Paris batidos na Insurreição de Júnior entre o verão e o fim do ano os velhos regimes retomaram poder na Alemanha e na Áustria Embora tenha sido necessário recuperar a cidade de Viena cada vez mais revolucionária pela força das armas em outubro com o custo de mais de 4000 vidas
depois da capitulação do zúngaros e dos venezianos em agosto de 1849 a revolução estava morta com a única exceção da França todos os antigos governantes foram restaurados no poder em alguns casos como no império até com maior poder que antes e os revolucionários se espalharam no exílio mais uma vez com exceção da França virtualmente todas as mudanças institucionais todos os sonhos políticos e sociais da primavera de 48 foram varridos e mesmo na França a república teria Apenas mais dois anos e meio de vida 1848 aparece como a Revolução da moderna história da Europa que combina
maior promessa a mais ampla extensão o maior sucesso Inicial imediato com mais rápido e retumbante fracasso em certo sentido isso lembra outro fenômeno de massa da década de 1840 que foi movimento cartista na Inglaterra os objetivos específicos do cartismo foram eventualmente atingidos mas não revolucionáriamente ou no contexto revolucionário suas grandes aspirações não foram perdidas mas os movimentos que deveriam tê-las levado Avante eram completamente diferentes daquelas revoluções que ocorreram em 1848 mas essas revoluções têm algo mais incomum O que explica alargamente o seu fracasso elas foram de fato Ou com antecipação imediata revoluções sociais dos trabalhadores
pobres por isso elas assustaram os moderados liberais a quem elas próprias deram poder e proeminência e mesmo alguns dos políticos mais radicais pelo menos tanto quanto que apoiavam os antigos regimes portanto pessoal os que fizeram a revolução foram de forma inquestionável os trabalhadores pobres foram eles que morreram nas barricadas Urbanas em Berlim havia apenas 15 representantes das classescultas e 30 Mestres artesãos entre os 300 mortos das lutas de Março quando as barricadas foram erguidas em Paris todos os liberais moderados eram conservadores potenciais como a opinião moderada mais ou menos rapidamente mudava de lado ou desertava
os trabalhadores os intransigentes entre os radicais Democratas ficavam isolados ou o que era mais fatal viam-se diante de uma união de forças conservadoras e ex moderadas aliadas ao velho regime um partido da ordem como os franceses costumavam chamar 1848 fracassou porque ficou evidenciado que a confrontação decisiva não era entre os velhos regimes e as forças do Progresso Unidas mas sim entre ordem e revolução social sua confrontação crucial não foi de Paris em fevereiro mas a de Paris em junho quando os trabalhadores manobrados para Insurreição isolada foram derrotados e massacrados eles Lutaram e morreram bravamente cerca
de 1.500 caíram na luta das ruas dois terços dos mortos do lado do governo é característica da ferocidade do ódio que os ricos nutrem pelos pobres o fato de que uns 3 mil foram trucidados depois da derrota enquanto outros 12 mil foram aprisionados a maioria para serem deportados para os campos de trabalho na Argélia dos principais grupos sociais envolvidos na Revolução a burguesia como nós já vimos descobriu que preferia a ordem a oportunidade de pôr em prática seu programa completo Quando foi confrontada com ameaça à propriedade quando se Viram Diante da revolução vermelha os moderados
liberais e os conservadores se uniram os uma vez da França ou seja as famílias respeitáveis influentes e ricas que dirigiam os negócios políticos daquele país deram fim a sua longa e antiga rixa entre os partidários dos bourbons dos Orleans e mesmo dos que apoiavam a república e adquiriram uma consciência de classe Nacional por meio de uma emergente e Novo partido da ordem em troca os regimes conservadores que foram restaurados estavam bem preparados para fazer concessões ao liberalismo econômico legal e até cultural dos homens de negócios desde que isso não significasse um recuo político a reacionária
década de 1850 veio a ser em termos econômicos um período de liberalização sistemática entre 1848 e 1849 os moderados liberais fizeram assim duas importantes descobertas na Europa o a primeira que a Revolução era perigosa e que algumas de suas mais substanciais exigências poderiam ser atingidas sem ela a burguesia deixava de ser uma força revolucionária o grande corpo das classes médias baixas radicais artesãos descontentes pequenos Comerciantes e até mesmo agricultores formavam uma força revolucionária significativa mas Dificilmente uma alternativa política eles se alinhavam em geral com a esquerda democrática chamar 1848 de A Revolução dos intelectuais é
um erro Eles não eram mais importantes nessa revolução que em quaisquer das outras que ocorreram mas não há dúvidas de que os intelectuais eram proeminentes quando confrontados com a revolução vermelha até mesmo os radicais Democratas tendiam a cair na retórica dilacera entre a sua genuína simpatia pelo povo e seu senso de propriedade em dinheiro Diferentemente da burguesia Liberal eles não mudaram de lado apenas vacilaram embora nunca se tenham distanciado muito da direita No que diz respeito aos trabalhadores pobres faltava a eles a organização maturidade liderança e talvez acima de tudo a conjuntura histórica para fornecer
uma alternativa política suficientemente fortes para fazer o projeto de uma revolução social parecer real e ameaçador eles eram demasiadamente fracos para fazer algo mais do que assustar os seus inimigos os pobres e os trabalhadores não especializados da cidades e fora da Inglaterra o proletariado industrial e mineiro como todo não haviam ainda desenvolvido uma ideologia política agora evidentemente a gente não deveria su o potencial do proletariado de 1848 ainda que jovem e imaturo como força social começando Como estava a ter consciência de si como classe em certo sentido o seu potencial revolucionário era maior do que
o que seria depois a difícil geração do pauperismo e da crise antes de 1848 havia encorajado Uns poucos a acreditar que o capitalismo poderia ou traria condições de vida decentes ou que ele duraria a própria Juventude e a fraqueza da classe trabalhadora ainda emergindo da massa dos trabalhadores pobres Mestres artesãos independentes e pequenos Comerciantes evitou uma concentração exclusiva em reivindicações econômicas o que só corria entre os mais ignorantes e isolados portanto organização ideologia e liderança eram lamentavelmente pouco desenvolvidas mesmo elementar das formas o sindicato era restrita a umas poucas centenas ou melhor dos casos Uns
poucos milhares de membros quais eram as perspectivas políticas de uma classe trabalhadora mesmo a classe socialista o próprio Karl Marx não acreditou que a Revolução estivesse na ordem do dia mesmo na França o proletariado de Paris ainda era incapaz de ir além de uma república burguesa de outra forma que não fosse nas ideias na imaginação o máximo que se poderia atingir seria uma república burguesa que pusesse em evidência a verdadeira natureza da futura luta a confrontação entre a burguesia e o proletariado e que há seu tempo unisse o restante extrato médio com os trabalhadores portanto
as revoluções de 48 surgiram e se quebraram como uma grande onda deixando pouco para trás exceto mito e promessa elas deve acontecido revoluções burguesas mas a burguesia fugiu delas poderiam ter se reforçado umas às outras sob a liderança da França impedindo o adiando a restauração dos velhos governantes e mantendo a distância o pisar Russo mas a burguesia francesa Preferiu a estabilidade social em casa aos prêmios e perigos de ser uma vez mais a grande nação os grandes e características personagens de 1848 representaram seus papéis de heróis no palco da Europa por poucos meses antes de
desaparecerem para sempre com exceção de Garibaldi que viria ter um momento ainda mais glorioso dois anos mais tarde 1848 não foi meramente um breve Episódio histórico sem consequências se as mudanças em 48 realizou não foram nem as que os revolucionários pretenderam nem mesmo facilmente definíveis em termos de regimes políticos instituições elas foram mesmo assim Profundas o ano de 48 marcou o fim pelo menos na Europa ocidental da política da tradição das monarquias que acreditavam que seus povos aceitavam e até acolhiam a regra do direito divino que apontava dinastias para presidir sobre a sociedades e hierarquicamente
estratificadas tudo sancionado pela tradição religiosa na crença dos direitos e deveres patriarcais dos que eram superiores social e economicamente dali em diante as forças do conservadorismo do privilégio e da riqueza teriam que se defender de outras maneiras os Defensores da Ordem Social precisaram aprender a política do Povo esta foi a maior inovação trazida pelas revoluções de 1848 precisavam por exemplo de um jornal que pudesse influenciar a opinião pública o mais inteligente dos ar que reacionários procenos de 48 Otto von Bismarck demonstraria mais tarde sua lúcida compreensão da natureza da política na sociedade burguesa e o
magistral domínio que ele tinha das suas técnicas no entanto as inovações políticas mais significativas desse tipo ocorreram na França ali a derrota da Insurreição da classe trabalhadora em junho havia deixado um poderoso partido da ordem capaz de derrotar a revolução social mas não de conseguir o apoio das massas ou mesmo dos conservadores que não desejavam que em função da defesa de sua ordem tivesse de se comprometer precisamente com aquele tipo de republicanismo moderado que então se encontrava no poder se em dezembro de 48 franceses não elegeram o moderado para a nova presidência da república tão
pouco elegeram um radical O Vencedor por maioria desembargadora foi luz Napoleão sobrinho do grande imperador apesar de ter mostrado mais tarde ser um político notavelmente astuto Napoleão Deu a impressão quando assumiu o governo no final de setembro de nada mais ter se não o nome prestigiado e o apoio financeiro de uma derrotada amante inglesa evidentemente ele não era um revolucionário no sentido social mas também não eram conservador basicamente ele venceu porque os Camponeses voltaram de forma sólida no slogan abaixo os impostos abaixo os ricos abaixo a república vida longa para o Imperador em outras palavras
Como Karl Marx observou os trabalhadores votaram nele contra a República dos ricos pois na percepção deles luz Napoleão significava a deposição de cavanhaque que havia debelado a insurreição de Júnior representava também o fim do republicanismo burguês e a revogação da vitória de Júnior já a pequena burguesia apoiou Napoleão porque ele parecia não se alinhar com a grande burguesia a eleição dele significou que mesmo a democracia do sufrágio Universal aquela instituição identificada com a revolução era compatível com a manutenção da Ordem Social as revoluções de 48 deixaram claro que a classe média o liberalismo a democracia
política o nacionalismo e até mesmo as classes trabalhadores eram daquele momento em diante presenças permanentes no Panorama político e nós final izamos Aqui Esta aula Bons estudos a todos e até a próxima [Música]