bem vindos à observatório da imprensa nesta edição vamos tratar de um assunto que foi destaque na imprensa há 70 anos e que deve ser constantemente lembrado o fim da segunda guerra mundial para falar sobre o assunto convidamos o cineasta decente federais o músico documentarista joão barone e o jornalista ricardo bonalume veja agora o que foi destaque na mídia esta semana a sociedade que se mata o diagnóstico do pensador espanhol manuel castells corre o risco de tornar-se nosso cartão de visitas definitivo a decapitação de um jornalista no vale do jequitinhonha eo interior de minas na semana
passada confirma que no item da violência contra a imprensa nosso país mata mais do que a síria é o mais perigoso da américa latina eo quinto mais mortífero do mundo e varejo c&a méxico é de 67 anos apelidado de o coruja do valle dono do blog com o mesmo nome estava investigando uma rede de prostituição infantil ao longo da br 116 a região é uma das mais pobres de minas gerais onde jornalistas fosse a dores e investigativos não são nada bem vindo messi que não foi o primeiro jornalista assassinado na região seu blog que tinha
poucos anunciantes que como a maioria dos veículos inteiros anos era autônomo não contava com qualquer proteção corporativa ou institucional completamente vulnerável aos políticos e policiais corruptos em nosso cartão de visita já conquistou o título de país do futuro agora estamos condenados a voltar ao passado quando o estado e as leis só chegavam onde havia bolso e riqueza é fácil é cômodo é charmoso investir contra os grandes jornais internacionais especialmente americano agora acusação é de que o governo obama mente o tempo todo e não contou toda a verdade sobre a morte do terrorista morte osama bin
laden mas quando se trata de escancarar as aberrações page o sintrase as da nossa imprensa como por milagre evapora-se à disposição denunciadora e crítica difícil acreditar que todos os vícios e manipulações jornalistas só aconteçam e só apareça uma imprensa considerada no seu conjunto como uma das melhores do mundo mais difícil é acreditar que a inquisição não tenha deixado marcas de nossos costumes pequeno sistema midiático oligopolista e altamente concentrado como o nosso não existiam motivos para questionar esse sistema publicamente uma visão crítica dos meios de comunicação faz parte das ferramentas de trabalho de qualquer jornalista mas
ignorar o que se passa ao nosso lado e nossas redações e no conteúdo do que se publica aqui revela um perigoso tipo de miopia e uma complacência que lembra a hipocrisia você já pode participar do debate ao vivo com a sua pergunta através das nossas redes sociais no site do observatório da imprensa o dia 8 de maio comemoramos os 70 anos do fim da segunda guerra mundial na europa datas não se discutem são monumentos cronológicos mas a guerra é um tema em aberto guerra estão sempre pipocando novas antigas filhas e netas de sangue nas anteriores
porque guerras são geralmente intermináveis incessante e inconclusa raras são as confrontações que resultam efetivamente em paz este foi o caso da rivalidade entre alemanha e frança que produziu três guerras entre o fim do século 19 até meado do 20 quando enfim os dois lados decidiram eliminar para sempre os motivos que os levaram às trincheiras criou-se uma ilha da paz chamada união européia a última guerra em que o brasil se envolveu praticamente não foi travado em nosso território pequena parte travou-se no mar ea parte maior no além mar mais precisamente na itália para extirpar o nazi-fascismo
vencemos lá e também vencemos aqui porque logo depois dos ganhos do regresso dos pracinhas da feb e dos aviadores da fab os ventos democráticos derrubaram o estado novo uma ditadura de 15 anos de cunho fortemente fascista neste exato momento estão sendo exibidos nas telinhas e telões dois filmes brasileiros sobre a segunda guerra mundial e com eles cumprimos o prefeito de que para acabar com as guerras é preciso lembrar delas em tempos de paz do diretor vicente ferraz vamos assistir a algumas cenas de estrada 47 uma ficção tocante profundamente humana sobre nossos pracinhas na itália vamos
parar do outro lado do mundo a dar o que temos de mais caro que ninguém quer perder a vida não sei porque fazemos parte disso bora bora bora comandada por silas eles têm que achar sua estada de qualquer maneira vocês vão até 47 vocês vão fazer para abrir a chuva está em um jipe gata que levou um tiro que deu junto o italiano então meu amigo fabio sormani a gente é brasileiro sei que isso o que fácil dessa opção não tem medo não tem fé os culpados pode dizer se o estado agora tá certa o
game final de campeonato eu sou do bem agora e agora caminhos dos heróis de joão barone conhecido baterista que por causa do pai pracinha tornou-se um devotado cronista da última guerra mundial por alguma razão que ninguém entende a participação do brasil na segunda guerra foi alvo de muita técnica captura todo mundo acha que o front italiano era uma guerrinha de brincadeira mas não era ainda existia muita resistência dos alemães aqui muita gente morreu e os brasileiros botaram um tijolinho nessa nesse esforço de guiar e isso jamais vai ser esquecida em setembro de 1939 começava a
segunda guerra mundial ninguém suspeitava que dentro em breve nós estaríamos envolvidos no maior conflito da história da humanidade o alinhamento brasileiro com os estados unidos resultou num ataque de submarinos nas fascistas os nossos navios mercantes em 1942 o povo foi às ruas exigindo guerra contra as potências do eixo e assim o brasil enviou mais de 25 mil homens para lutar nos campos de batalha da europa em 1944 setenta anos depois da declaração de guerra brasileira é criado o grupo histórico feb sexto escalão que parte do brasil até a itália para descobrir a verdadeira história deixada
pelos brasileiros naquele céus e campos de batalha qual foi o cenário dos combates porque contra quem lutava mas quais as lembranças que a população local guardou dos soldados brasileiros chegou a hora de conhecer o caminho dos heróis vicente ferraz grande prazer em tê lo aqui no nosso programa é é e queria saber o que te levou é a fazer conheço a sua filmografia excelente maravilhosa sobretudo o mamute siberiano que é uma eu acho uma obra prima é mais do que justo o que te levou a essa altura quando digamos a sua geração em geral já
esqueceu da guerra retomar esse assunto respondendo à pergunta com outra a porque o cinema brasileiro não fez esse filme antes né aaaah pergunta que eu sempre fiz né eu sou de uma geração é que eu peguei o final do da ditadura militar nessa eu fui criança durante a ditadura e peguei todo o processo de redemocratização jovem né ii e todos os temas ligados ao al exército brasileiro tinha uma uma distância e tinha visões assim da época não era um é talvez assim pré-concebidas sobre a idéia da participação do brasil na segunda guerra mundial o tempo
passou e eu comecei a entender ou tentar procurar entender o aaa aaa o que esses jovens não é esses 25 mil jovens que atravessaram o atlântico há 70 anos atrás foram fase na itália durante maior conflito do século pegaram o pior inverno até aquele período do inverno de 44 para 45 depois eles voltaram uma ditadura caiu e essa história foi se perdendo pelo tempo né e foram lutar no lado certo da história né foram lutar pela pela democracia pela república e é uma história que só tenha a a deixar todos nós orgulhosos né então é
essa é a pergunta que eu faço então é é foi o que motivou a fazer esse filme só quero esclarecer um pouco não quero entender é que eu não quis fazer um filme de guerra eu quis fazer um filme sobre os brasileiros na guerra principalmente aqueles que eram os filhos do brasil as pessoas mais humildes que foram feitar e joão barone nós conhecemos você já apareceu na nossa na série de programas sobre a segunda guerra mundial é e quando a guerra começou e e então sabemos que foi a figura do seu pai pracinha né é
é que voltou da guerra e que te levou à guerra hoje você embora continue como um baterista é dos paralamas você ganha quase grande parte do seu tempo é dedicada a ele é livros filmes documentários agora mais um eu queria que ouvir isso de você ver né bob a satisfação estar aqui é eu cresci com esse assunto em casa né no ideário neder os meus irmãos meu do nosso pai como aquele herói silencioso aquele misterioso aos poucos fui vendo que a história dele é ela se repetirá nesses 25 mil caras que foram para a guerra
naqueles tempos é meu pai teve que ir para guerra é largou o violão e terror no um fuzil não é como costumo falar é e já namorava a minha mãe quando ele voltou a se casar enfim é eu fui conhecendo essa história enquanto filho temporão meu irmão já falavam que o nosso pai era um herói de guerra tudo enfim eu eu fui crescendo com esse e esse assunto em casa quando era pequeno de é isso povoava tv cinema filmes séries de tv todo mundo crescer nos anos 60 esse residual da segunda guerra na nossa cultura
de alguma maneira é eu acho que durante durante os anos né do regime militar havia uma clara intenção de pegar esse assunto dentro daquele contexto no brasil o meu deixo de alguma forma à história do brasil na segunda guerra contará assim com um lanche assim pareceu encher vencido a guerra sozinha e eu acho que ao longo do tempo a gente foi tomando conhecimento daquela história mais terrível do esquecimento dos seus combatentes meu pai mesmo ajudava muitos amigos mil diz é e eu acho que ao longo do tempo a verdadeira história o residual mesmo ela ela
enfim não foi aproveitada como deveria dentro da nossa própria história recente né e mostrar o quanto era realmente de valor à nossa participação na segunda guerra mundial não é ricardo bonalume é você é um você primeiro eu sou seu fã a leitor você é um grande especialista em história militar vão também sofrer e além disso especialista em história militar e também também um problema logístico de um estudioso da da disciplina de guerra não é que eu queria que você é você nos esclarecer é essa foi uma guerra a segunda guerra foi considerada o acatasse mais
importante dos últimos 500 anos mas ela acabou de fato essa pergunta que eu queria fazer olha a a a segunda guerra mundial foi a maior catástrofe da história humana de todos os tempos isso não tem a menor dúvida foi a guerra mais mortífera de toda a história humana mas antes de voltar a falar um pouco sobre isso eu queria fazer uma pequena introdução um parte repetitiva sobre que o que o vicente e o barulho e falaram antes é sobre o meu interesse também na participação brasileira na segunda guerra eu assim como ele sou dessa geração
que cresceu durante o regime militar e tinha vergonha de viver num país governado por uma ditadura militar eu 1978/79 é o ano que serviria o exército e eu morri de vergonha de ter que servir o exército de uma ditadura militar e era o que eu achava e eu considerava isso relação também à história militar brasileira eu não levava a sério nem a feb nem a participação brasileira na guerra do paraguai eu aos poucos lendo mais sobre o assunto pesquisando eu descobri que não era bem assim que você não podia comparar os generais golpistas de 64
com esses 25 mil brasileiros que foram para a itália em 1944 e aí numa incrível sorte eu fui convidado por um veterano da feb a visitar a itália com grupos de veteranos que ia lá 1994 pra comemorar os 50 anos do final da guerra hoje nós comemoramos 70 anos eu fui lá foi uma oportunidade ímpar porque esses veteranos ainda estavam em um digamos assim na flor da idade né jovens de 70 68 anos de idade e eu fui eu vi escutei entrevistei e vi que pessoas maravilhosas até hoje o choro eu penso nesse pessoal está
morrendo é a última geração hoje eles estão morrendo e desculpa eu fico motivo daqui a pouco fala de novo com você de casa mas antes mas nada o resultado dessa viagem foi esse livro aqui opa que eu escrevi com base nas entrevistas com esse pessoal é não se trata de propaganda no momento que esse livro estado eu trouxe um pra daqui pra frente tá na mão e trouxe um do seu pessoal entregar pra você você vai ver que é um livro escrito com carinho em homenagem a esses velhinhos maravilhosos vamos fazer uma pequena pausa e
voltamos daqui a pouco o observatório volta com a história da segunda guerra mundial estamos de volta com o observatório da imprensa que hoje faz uma reflexão e uma rememoração com muita emoção também sobre o fim da segunda guerra que não acabou parece é joão barone você você viveu 11 episódio quando você foi a itália recentemente e levou um pequeno grupo de soldados brasileiros para fins de alguma nem nunca tinham mais voltado à itália o que contar pois é o gato aproveitando essa nossa interação aqui com o pessoal de são paulo o deficiente está de parabéns
pelo filme está sendo muito elogiado filme realmente tem seus atributos ricardo bonalume foi um dos responsáveis pelo meu reencontro com o assunto da guerra mundial porque o livro de eli é muito bom é a nossa segunda guerra e recentemente o nesse meu novo desafio de fazer um novo documentário sobre o brasil na segunda guerra obtive monetária acompanhando alguns acontecimentos na verdade esse seja um batente já estavam indo para lá ea gente durante a nossa filmagem a gente acompanhou um de seus combatentes dos seus 90 e poucos anos já pegamos depoimentos emocionantes alguns deles voltavam a
itália pela primeira vez vou chegar acabou então realmente são depoimentos muito emocionante né e aproveitando essa esse sentimento que a gente tá aqui desfrutando agora compartilhada eu não conheço ninguém que não se emocione e não se deixe levar por esse sentimento então é bacana quando se depara com a história do brasil e dos brasileiros na segunda guerra mundial é uma história dos brasileiros é uma história do nosso povo é uma história rica é uma história aqui explica o país é você está falando que a gente está há 70 anos no final da guerra realmente a
gente para chegar não acabou para que ninguém entendeu o simbolismo é é a verdadeira lição que foi a participação do nossos é enfim brasileiros é do meu pai do fim das pessoas que se envolveram na guerra pois é eficiente é que é e eu acho que não se pode esquecer ea função da imprensa e por isso que eu não nos apressamos a fazer esse programa no dia 8 de maio que no meu calendário pessoal é uma sempre foi uma grande data né é e porque eu acho que é importante lembrar mesmo fora das efemérides né
hoje estamos no fim de maio é eu acho importante sobretudo discutir é e discutir é o que foi essa segunda guerra é esse ela efetivamente acabou o que podemos uma parte dela acabou a frança ea alemanha se tornaram povos irmãos nós já fizemos um programa inclusive no consulado que é comum dos dois aqui no rio de janeiro é mas a outra parte é temos aí o caso da ucrânia kit que continua continua em guerra a mesma a mesmíssima guerra continua hoje é então eu acho que a gente tem que ficar lembrando isso constantemente mais viciante
eu queria que você falasse que de bom foi essa que é a sua história mas é uma ficção mas absolutamente verdadeira não é que ele falasse um pouco sobre essa história assim é difícil porque eu estou entre historiadores e conhecedores profundos da história da feb nem eu sou apenas um contador de histórias e pra contar essa história é evidente que eu tive eu li os livros clássicos né e conversei com muitos ex-combatentes né e depois eu fui procurar os diários é é as cartas as recordações as reminiscências né e aí foi quando comecei a descobrir
uma outra outra idéia de guerra e paralelo a isso de mim eu acho que é uma coisa importante falar pra você não é como jornalista uma pessoa que foi fundamental para eu entender o ponto de vista foi rubem braga com rubem braga que foi correspondente na ele tem um livro que foi que eu li com que me despertou bastante interesse não é que são as econômicas dele na itália e que ali tinham vários argumentos né e várias histórias e e ao mesmo tempo do ponto de vista de um civil de uma pessoa tão tão nesse
grande cronista ou o quê observava aquela guerra com um nível de subjetividade então esse recorte que o que fazer no filme era uma memória afetiva né eu não quis fazer uma análise militar nem nem uma uma aula de história não é é seria muita pretensão eu apenas queria tentar fazer uma viagem na na memória daqueles jovens que como fizeram toda essa é a saúde serra e foram esquecidos uma coisa que foi falado aqui que é importante né que quando que ao mesmo tempo porque as pessoas a buscar um ponto de vista equilibrado dessa história ou
seja que não seja aquela é aquela ideia dodô foi mista como o barulho falou que o que se falava durante o regime militar no brasil guerra coisa que ganhar sozinha e por outro lado é uma visão revanchista dizendo que o exército de brancaleone né é nem uma coisa nem a outra é as pessoas têm que ter claro na cabeça que aquela bala que foi fabricada em berlim para matar um soldado stalingrado ou em omaha era igualzinha à que matavam pra se eu podia matam pracinha ou seja o medo o o o sofrimento a aam o
stress o perigo à era o mesmo igualzinho nuno tem diferença e isso é importante deixar claro barbano a lume eu queria que você é é se pudesse e o quanto pudesse é retomar esse assunto é que o historiador militar é muito importante ouvir se essa guerra f essa guerra que nós estamos relembrando agora com tanta emoção e ela realmente está terminada o que falta pra que eliminá la eu concordo plenamente com você que a segunda guerra mundial ou quem terminou no papel mas os reflexos dessa guerra continuam totalmente vivos hoje porque como eu disse foi
o episódio mais marcante da história humana 60 milhões de pessoas foram mortas todos os continentes quase todos os países do mundo foram envolvidos então foi uma coisa de proporções assim gigantescas certo e como eu disse afetou todo mundo por exemplo coisa básica os japoneses invadiram as antigas colônias européias na ásia o vietnã laos quero franceses a indonésia que era holandesa a malásia que era britânica e as filipinas que era uma espécie de colônia americana bom depois da guerra não havia como esses países manterem o colonialismo ali porque eles foram derrotados por um país asiático o
japão então o colonialismo na ásia acabou alguns países viram isso logo e saíam outros demoraram mais como a frança que insistiu e lutar no vietnã resultado perderam outra guerra no vietnã em 1984 por exemplo a famosa batalha de anfo a deus os americanos entraram em seguida no lugar dos franceses ou seja a intervenção americana no vietnã vem da intervenção francesa que aconteceu por causa da invasão japonesa ou seja é um detalhe da segunda guerra que afetou o pós guerra durante muitos e muitos anos e até hoje a guerra do vietnã afeta a política americana por
que por que os americanos perderam muita gente foi a primeira grande guerra que eles não conseguiram vencer e mesmo assim eles foram fazer bobagens posteriores no afeganistão e no iraque então você vê que os reflexos continuam você citou a ucrânia exato a rússia a rússia foi o país que mais sangrou na segunda guerra aliás teve em 11 tem uma história clássica que foi recentemente citada pelo meu amigo nelson acha na veja o que ele disse a guerra foi vencida graças ao tempo que os britânicos conseguiram que os britânicos foram os primeiros a entrar em combate
contra os alemães e continuaram na guerra graças ao tio quando ninguém achava que eles vão conseguir ganhar depois foi ganha pelo sangue dos soviéticos que foi o país que mais sofreu na guerra e também pelo dinheiro e pelo material americano porque a indústria americana foi um grande arsenal se dizia na época sinal das democracias embora também tivesse união soviética que estava longe de ser uma democracia mas a produção militar americana foi o que inverteu a maré da guerra quando você olha os números e eu sinto algum desses meus números do meu livro só para colocar
em com um contexto é impressionante a alemanha produzir dez navios do tipo os americanos produzir sem o japão produzir 10 porta-aviões americanos produzimos 50 e por aí vai ou seja foi uma guerra vencida pelo material mas ao mesmo tempo os aliados tiveram que aprender a vencer essa guerra porque os alemães e italianos japoneses começaram a guerra em vantagem eles eram mais competentes como militares suas tropas eram profissionais bem treinadas enquanto que as democracias e união soviética que se valer de soldado cidadão uns como olhar era a feb a fed não era uma troca regular profissional
do exército brasileiro a febre a maior parte dela era de gente de voluntários e de gente recrutado para o combate ou seja não eram profissionais assim como o grande exército que os estados unidos produziu um enorme exército que a união soviética produziu só que esse exército de soldados cidadãos tiveram que aprender a lutar contra os profissionais e venceram ou seja a segunda guerra é uma coisa impressionante porque mesmo hoje você acaba aprendendo coisas sobre ela que continuam surgindo mesmo hoje filme sobre a segunda guerra são produzidos com novidades livros de história então dois escritores alemães
dos historiadores alemães produziram livros um livro brilhante que é baseado na escuta nos grampos de prisioneiros alemães que estavam prisioneiros nos estados unidos e na grã bretanha nunca ninguém tinha visto esses arquivos em sessenta e tantos anos e eles são uma excelente fonte histórica porque eles mostram o que de fato o soldado alemão pensava sobre a guerra o que ele pensava sobre as raças inferiores os lavos deus e é impressionante então você vê até hoje são produzidos livros com novidades sobre essa guerra de filmes extremamente interessantes aqui o estrada 47 do vicente que eu tive
o prazer de resenhar para a folha e vamos deixar claro os prós puxa saco do garoto o filme é bom eu recomendo a todo mundo que veja e tem uma frase principalmente que eu cito na resenha que é de um personagem do filme que ele disse um dia isso tudo será esquecido eu espero que não seja nunca estamos aqui nós jornale acho que essa é a nossa função assim com o rubem braga o joel silveira estavam lá no front vendo a guerra não é e sofrendo a guerra é e como ele outros também o sargento
de artilharia boris schnaiderman que está vivo em são paulo grande professor de literatura russa fez um belíssimo livro sobre sobre as suas lembranças dele é então tomo estamos aqui não deixando se esquecido ea propósito disso é eu queria rapidamente lembrar um episódio que sobre um militar polonês e ankhaz que ele logo no início da guerra que logo no início em 42 43 depois que ele assistiu o massacre o massacre do gueto de varsóvia é é pelos alemães onde o gueto foi arrasado é ele conseguiu escapar e foi sabe se com um sabe como mas ele
chegou a londres onde estava o governo polonês dia dele e ele tinha tudo documentado tudo que tinha visto os campos de extermínio uma saque do gueto de varsóvia e contou tudo foi levado até o time pra contar pra pedir bombardeiem os campos de extermínio vai morrer muita gente mas pelo menos vai se acabar com o extermínio não conseguiu convencer o short levava ele para os estados unidos william carlos que chegou até a rússia pedindo pra acabar com os campos de extermínio porque aquilo era uma tragédia nunca ocorrida não conseguiu convencer mas ele fez uma coisa
ele escreveu uma grande matéria é que depois virou livro uma revista que já desapareceu mas uma grande revista chamada cópias era uma revista semanal vendeu um dia às vezes lá mil um milhão de exemplares é ele contou tudo que ele sabe bateu o record vendeu dois milhões e meio de exemplares em 44 que a guerra parecia estar vencida e ele estava contando uma coisa que só se descobriu depois quando o jornal as na água chegou até a alemanha e não acreditou no que estava vendo e chamou os casamentos para dizer filme isso porque um dia
vamos dizer que é mentira william carlos que tinha dito isso muito antes eo jornalismo americano disse isso que dá muito antes que a função da imprensa e eu repito é falar das guerras em tempos de paz porque elas não o co operative para que elas não sejam esquecidas o observatório vai fazer uma pequeno intervalo e volta daqui a pouco o observador da imprensa está de volta com um programa que relembra e questiona onde está o pouco destaque da mídia brasileira sobretudo aos 70 anos do fim da segunda guerra mundial é isso é importante porque é
praticamente e ninguém na nossa grande imprensa lembrou se antes ou a respeito da segunda guerra o que se fez foi noticiar a solenidade e nos diferentes países sobretudo europeus e também na ásia é a solenidade para lembrar os 70 anos mas a imprensa brasileira não se preparou minimamente como nós estamos fazendo aqui é pra trazer de volta esse episódio porque a geração que está hoje aí e de diferentes idades ela é toda filha da segunda guerra mundial de uma forma de outra é os pracinhas que voltaram ao brasil é é que acabaram se indirectamente acabar
com a ditadura do estado novo alguns desses pracinhas fizeram o golpe militar de 64 que foi é a guerra fria ea guerra fria é continuação da guerra quente essas coisas têm que ser relembrado tem que ser vinculadas é e não podem ser passadas assim ah não não é importante todo mundo já deu seu todo mundo já deu e daí dar de novo o que você acha vicente ferraz é bom lembrar você citou o 64 é bom lembrar as relações do governo ou outro não é com castelo branco então assim a a a relação que existia
essa aproximação entre o exército é americano exército brasileiro né na história é é curioso isso né e se tem dois nomes de duas pessoas que tiveram um uma participação num momento é da história brasileira a gente prefere esquecer é muito diferente do da segunda guerra mundial é eu acho que o que é importante neste momento é pensar que a aquela guerra ela ela reforça continua a nos ideais democráticos eu acho que nesse momento é que que o brasil vive né quando as pessoas saem na rua é é pedindo uma participação do exército brasileiro uma intervenção
eu acho que é importante deixar claro sempre o o os valores democráticos é a defesa da democracia de hoje em dia a gente poder pensar num exército é republicano e apartidário não é é uma conquista isso né eu acho que isso é uma coisa que tem que reforçar a esse lado da história do exército brasileiro é uma parte exemplo é uma parte da história exemplar a gente não está falando do exército de moreira césar então a gente não está falando é da guerra do paraguai e de outros episódios brasileiro então tá falando desse episódio em
que o brasil esteve do lado certo da história né ricardo bonalume é eu fiquei muito tocado com a sua lembrança do do exército de cidadão não é o exército cidadão não é que não é de especialistas mas de cidadãos que são convocados vão servir e ganho e ganho dos profissionais das panda the bridge o nome da da luftwaffe e assim por diante eu queria que você expande se um pouquinho e se isso porque é isso que a gente tem que fazer é é a guerra é um assunto como disse o clima lançou a guerra é
um assunto sério demais para se entregue apenas aos generais né ele disse que o fim da primeira guerra mundial ele era um grande jornalista é então nós temos que o cidadão tem que se lembrar que houve a 1 é um break muito grande no equilíbrio na convivência e esse break chama-se guerra ea gente nós jornalistas temos que ficar lembrando isso como é que você vê um bom fã só um comentário anterior antes quando o vicente comentou sobre o o papel do governo alcançando o overno altas ele foi a adido junto à feb né ele era
um oficial americano que era o oficial de ligação junto com o comando da série ele era um excelente linguiça ele não sabia português ele sabe espanhol mas logo logo aprendeu português e em 64 ele estava no brasil como adido militar então existe muita teoria conspiratória sobre o que o governo altere teria feito aí eu lembro porque eu tive a honra de digamos assim entrevistar pessoalmente o verbo voltas quando ele veio para o brasil uma vez e aí eu perguntei isso pra ele tom geral 10 general né aliás ele teve um papel diplomático muito interessante no
pós guerra também ele por exemplo teve envolvido na reaproximação dos americanos com a china durante o governo nixon aí perguntei pra ele em 64 ele falou você acha que generais brasileiros precisariam da minha ajuda para dar um golpe militar falei 'bom tem razão não tem como responder isso mas isso nos leva a sua pergunta o o exército as forças armadas em geral ou longo da história ela sempre tiveram esses dois pólos o exército cidadão a população a milícia que se juntem armas geral para proteger a sua própria cidade os seus próprios campos e os exércitos
profissionais que podem ser regulares pagos por um governo ou mercenários no fundo não tem muita diferença de quem paga a conta e isso varia ao longo da história a segunda guerra mundial como foi uma guerra que envolveu muita gente muita coisa não teve dúvida que foi preciso recrutar a população inteira o exército americano chegou a ter que 13 milhões de soldados no final da guerra é uma coisa absurda quando se pensa hoje durante a guerra do vietnã os americanos também recrutaram muita gente nova guerra eles chegaram até meio milhão de soldados no vietnã e isso
criou um trauma na sociedade americana por que recrutava gente que não queria ir para a guerra porque havia uma grande oposição na sociedade civil a guerra e principalmente entre universitários que precisam fugir do canadá dos convocados no momento presente a maior parte dos exércitos do mundo é de exércitos profissionais no sentido que praticamente são só voluntários como o exército americano mas é só de voluntários eles não recrutam mais a população geral o exército britânico que aliás cada vez diminui mas o tamanho também é de voluntários e isso é a maior parte do mundo hoje o
exército brasileiro ainda não porque a gente tenha esse mito que veio desde olavo bilac ea sua campanha pelo exército pelo recrutamento etc para que o exército é a nação em armas mas na prática o exército brasileiro já é mais essa profissional porque pelo tamanho dele ele recruta por ano apenas uma parcela muito pequena da população dos adolescentes de 18 anos certo então hoje em dia quem não quer servir o exército não serve quem quer serve então não chega a ser profissional no sentido de o exército muito bem treinado e hiper treinando muito bem armado mas
é profissional nesse sentido então como eu disse o histórico existe um tipo de exército um tipo de modo de recrutar soldados ao contrário por exemplo da força aérea e da marinha que sempre são forças profissionais porque eles têm que utilizar equipamento muito mais sofisticado navios caças de última geração etc então não tem como você recrutar um garoto de 18 anos para pilotar um caça em possíveis e vicente é depois de desse seu filme que eu tenho certeza que já está fazendo sucesso na fazer um estrondoso sucesso de bilheteria e acho que os telespectadores é do
nosso programa os que estão assistindo nas o observatório vamos vão ser mensageiros é pra motivar a sociedade deve relembrar aquele momento mas você pretende continuar nesse veio você vai dar um dar uma volta por cima é bom é eu tô eu terminei é uma série agora sobre três combatentes é uma delas é um desses episódios eu posso dizer que você é o meu co argumentista é porque uma se passa ele disse que é um ex combatente alemão filho de brasileiro que lutou na frente oriental e hoje em dia uma hora ele disse uma grande ironia
do destino outra é com o nosso querido boris schnaiderman ea terceiro eo terceiro é com 11 com o candinho né é um ente combatente bastante condecorado mora no rio de janeiro 16 de pano que teve na tomada de monte castelo são um retrato sobre esses combatentes né é eu gostaria de lembrar que só uma já que está o baroni é a minha timidez né não fez ao me aproximar dele na embaixada de do brasil e em roma né eu estive naquele evento eu acho que depois acho que o barulho pode até falar com mais propriedade
que foi um evento fantástico né é que que foi foi emocionante é porque estavam civis militares italianos brasileiros ou exércitos de outras nacionalidades e depois é esse grande essa grande caravana que que vocês organizaram é que fizeram o caminho da feb eu por outro lado com o é o filme foi lançado na itália foi lançado no dia da libertação é que eles comemoram o dia 24 de abril o filme foi exibido no parlamento italiano com a presença do vice-presidente do parlamento italiano com o embaixador brasileiro e um filme que é exibido dentro do parlamento e
até quando eu cheguei pensei que era somar uma um evento protocolar quando mesmo projetar o filme é eu eu me senti bastante honrado com isso mas não eram não é um sentimento em relação ao o vicente realizador mas a all a uma homenagem à feb ao brasil ou seja era naquele momento parlamento italiano fazendo uma grande homenagem a essa força expedicionária brasileira que fez o teve uma participação na libertação daquele país né e e claro vocês fizeram caminho temos amigos em comum e historiador giovanni sula né se você perguntar para qualquer um daqueles habitantes daquela
cidade que o que o brasil libertou ele só internamente gratos na então quando se fala é só a libertação de roma e paris não seja todos os grandes eventos da história aquela cidade ninguém pode tirar isso foram libertados pelos soldados brasileiros isso vai ficar para sempre nem eu queria eu queria aproveitar essa também já que eu fui se tarde é que ele lembrar só para o telespectador que talvez não se lembre que na nossa série sobre a segunda guerra mundial nós fomos lá em lídice é uma história vou resumir rapidamente estamos terminando o programa livre
foi uma cidade arrasada em 40 e 41 é porque é pelos alemães e e 33 patriotas guerrilheiros patriotas checos conseguiram se infiltrar e matar o carrasco adler's é alemão é e como vingança o itv assumiu e divulgou porque normalmente ele não divulgava divulgou a destruição total dele diz chocou o mundo e surgiram apelos de todo mundo para que se criassem outras lides o brasil criou uma linha ou melhor rebatizou de lynch uma cidade aqui no vale do paraíba muito tradicional antiga ééé e nós fomos lá fazer e vimos que tinha um monumento é uma fênix
vocês sabem da fênix e é aqui que sobrevive sempre não ela vive mil anos sobrevivendo sempre renascendo sempre das suas cinzas né ea cidade está ali é é e eu achei isso de uma coisa extraordinária e esse momento com a fênix foi financiado foi motivado pela oab e 42 gente em 1942 a nossa oab já estava lá fazendo o trabalho de de consciência cívica e é a cidade dele disse é uma das poucas livres sobreviventes não é é nós estamos chegando ao final deste programa e quero dizer o quanto o quanto me me tocou não
é como eu disse somos todos filhos da segunda guerra mundial cada um na sua idade mas todos é irmãos nessa nessa imensa saia é então é essa não foi uma peça não foi não foi uma edição normal é foi uma foi um momento em que o observatório da imprensa com a presença do joão com a presença do vice em ti reais e e e do ricardo bonalume é com a sua emoção e com seu conhecimento que nós podemos reviver tudo isso e mostrar que as guerras tem que ser lembrada no momento de paz para que
elas não se repitam é com isso então nós estamos encerrando o programa é é e agradecendo de novo aos presentes a atenção de todos lembrando que o observatório da imprensa está aí sendo acompanhado que sempre você vai sempre se lembrar dessa nosso nosso mote é você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito na próxima semana nós vamos nós vamos fazer um programa sobre a guerra interna a guerra da violência está ferindo profundamente é o jeito brasileiro de ser não perca a próxima semana no observatório da imprensa boa noite