[Música] Boa noite alunos e alunas sejam muito bem-vindos à nossa terceira aula da disciplina de assistência farmacêutica estamos então na terceira semana do nosso módulo agora o professor José Gilberto Professor Gilberto boa noite muito bem-vindo mais uma vez boa noite boa noite boa noite é um prazer estar mais uma vez com com vocês alunos e alunas com a professora Evelyn também né Eh sempre companheira nesse trabalho aí conjunto eh dentro dessa disciplina e de outras que nós trabalhamos em parceria também tá ok eh Professor tá joia eh eu fiquei na última aula pendente de quatro
slides para falar de um assunto que eu acredito que a gente vai falar rapidinho sobre eles né eu vou só pedir paraa professora colocar o isso daí eu já entro com a com o outro aqui isso deixa eu deixa eu aumentar ele aqui só um pouquinho colocar no modo apresentação muito muito bem eh o que faltou eu falar né inclusive é uma ponte sobre a A aula anterior e a aula de hoje né a aula de hoje nós vamos falar do acesso aos medicamentos e na aula anterior nós falamos do racional né E então existe
o que a gente chama de paradoxo entre essas duas esses dois elementos essas duas Colunas da política nacional de medicamentos que é do acesso e uso racional eh Em alguns momentos ele se contrapõe né muitas vezes o acesso pode levar ao uso irracional de medicamentos né e o contrário também é verdadeiro Às vezes o uso eh irracional pode levar dificuldade do acesso Tá certo então o acesso à saúde somente se estabelece quando se permite a utilização do serviço e não simplesmente pelo fato desse acesso estar disponível então o significado disso seguinte gente não é não
basta nós termos por exemplo uma unidade de saúde com consultório sala de vacina né salas paraas especialidades a farmácia enfim o que consta-se geralmente que faz parte da estrutura de uma unidade básica de saúde né E no entanto as pessoas não terem acesso a isso então não basta ter tem que est disponível paraa pessoa pro usuário utilizar né para utilização né né Eh E então dessa forma o o acesso racional aos medicamentos né que se caracteriza pela relação de procura e oferta E no momento e lugar requeridos pelo usuário e a garantia de informação pertinente
e suficiente ao uso adequado Qual que é o sentido disso então que o acesso ele seja não basta simplesmente o fato de o usuário ter em mãos o medicamento tá eh esse acesso também ele tem que ter racionalidade né Eh Ou seja eh ele deve acontecer mediante Uma demanda uma necessidade em saúde tá eh ninguém vai procurar um medicamento que ele não esteja precisando não esteja demandando né e ele tem que tá o medicamento tem que no lugar certo né E no momento certo não adianta eh eu ter uma um problema de saúde que eu
faço uso do medicamento vou à unidade básica de saúde chegando lá ah tá em falta o medicamento só vai chegar a semana que vem né Eh isso daí não é um acesso racional Concordo porque eu tô precisando do medicamento e ele não tá ali disponível isso daí também pode acontecer na rede privada também de vez em quando a gente tem aí o sumisso de algum medicamento do mercado né a gente V vê isso com hoje atualmente com maior frequência ainda ainda né E são medicamentos muitas vezes que são medicamentos realmente essenciais muito utilizados aí e
que acabam eh saindo de de de circulação por momentânea né Por problema de produção e tudo mais e também é importante eh que além do do usuário ter o medicamento em mãos ele deve ter garantida a informação relacionada a esse medicamento tá e uma informação que possa orientá-lo para o uso correto do medicamento e só assim eh conseguir fazer com que esse tratamento medicamentoso seja eh efetivo Tá certo então Eh realmente o acesso ele anda ao lado do uso racional a política nacional de medicamentos determina que a promoção do uso racional de medicamentos é responsabilidade
do Estado dos Profissionais de Saúde e a garantia pela locação de recursos financeiros suficientes ao desenvolvimento das ações tanto de promoção do acesso como do uso racional então Aqui tá dizendo que a política nacional de medicamentos responsabiliza o estado né Eh com relação aos recursos financeiros e os e aos profissionais saúde que vão garantir a execução das ações e a promoção do acesso Incluindo aí as ações educativas para o uso racional de medicamento né Eh no entanto o estabelecimento de teto máximo para o orçamento da Saúde definido por meio da emenda constitucional 95/2006 vem gerar
assimetrias no acesso ao medicamentos no SUS nós vamos ver isso na aula de hoje né Eh A partir dessa emenda constitucional de 2016 eh ficou reduzido o valor do repasse em relação ao ao PIB né produto interno fruto do percentual que o estado deve passar eh pro setor de pro orçamento de de medicamentos ou da Saúde também como um todo não foi só de medicamentos mas foi da Saúde Tá certo eh e por fim eu quero deixar uma mensagem né que fui eu que que coloquei né Com base na no que a gente estuda e
conhece né que o farmacêutico não somente ele é um ator da promoção dos naal de medicamento ele é também a peça chave para estruturação e integralidade de ações em prol do acesso e uso racional do medicamento ações essas fundamentadas em todas as etapas da assistência farmaceutica do seu ciclo né que a gente vai ver daqui daqui a um pouco mais para frente que vão desde a seleção dos medicamentos até o uso final pelo paciente Tá certo então aí a o reconhecimento do profissional farmacêutico né como o ator da promoção e a peça-chave da estruturação das
ações em prol do acesso e do uso racional Ok eh e também falando um pouco sobre a automedicação e reforçando aquilo que a gente colocou eh durante a aula anterior que automedicação responsável definida pela Organização Mundial de Saúde requer ações educativas por parte do farmacêutico de forma que toda a iniciativa do paciente eh de se automedicar seja orientada e supervisada desculpa supervisionada pelo profissional a fim de garantir o uso racional dos medicamentos com segurança e eficácia então Eh aí eu coloco que aquele modelo de automedicação responsável definido pela OMS né ele só é possível de
gerar eh legar eh sucesso né Eh com a intervenção e a supervisão do farmacêutico quando eu falo para vocês que aquela história né do medicamento tá lá na gôndula o o farmacêutico vê o usuário entrando e se dirigindo à gôndula e pegando o medicamento se ele tiver disponibilidade ele tem o dever de lá abordar o o usuário e conversar com ele a respeito do do que ele tá fazendo com a sua automedicação E também o farmacêutico tem o dever de intervir em qualquer prescrição irracional eh que lhe seja apresentada sempre no sentido de subsidiar o
trabalho do prescritor e proteger o paciente das consequências dos erros das de prescrição ainda da sua responsabilidade o monitoramento da farmacoterapia de pacientes com múltiplas enfermidades e que notadamente estejam sujeitos a polifarmácia então sem sem sombra de dúvida o farmacêutico é o agente principal do uso do acesso do uso racional do medicamento tá com base naquilo que nós colocamos eh Ficaram algumas questões também eh do dos de vocês né dos alunos eh em relação a a a aula anterior eu gostaria de comentar rapidamente e tem uma eh que eu S só compartilhar aqui eu achei
muito importante eh que foi a primeira que o glenio Lustosa perguntou né Professor o Brasil com sua biodiversidade não era para produzir insumos com mais facilidades nós estamos a falando a falar aqui né Eh da produção da indústria farmoquímica e da eh autonomia do país soberania do país na produção de insumos farmacêuticos Ativ né e E então para responder essa questão e eu vou passar algumas coisas algumas informações para vocês né que eu acho que vocês devem eh todos vocês não só o colega glenio né que perguntou aqui mas eh todos Vocês deviam olhar um
pouco mais para para esse assunto eh que eh quando a gente fala sobre a questão do complexo industrial da saúde né eh que revela para nós Como anda a questão da indústria farmoquímica ou indústria de insumos farmacêuticos ativos no país Tá certo eu gostaria que vocês lessem Esse artigo é um artigo em tela é é bem curtinho tá então vocês podem eh eh copiar aí D dar um print de tela para ter o nome do arquivo do do artigo procuram na no no Google e Vocês já vão encontrar e façam a leitura dele tá certo
eh outra outra informação que eu acho importante vocês verem tá tá no site do Ministério da Saúde que fala sobre o departamento do complexo econômico industrial da Saúde de inovação para o SUS eh esse departamento ele é uma um um setor de ação política do ministério da saúde ou seja do do Governo Federal eh no sentido de incentivar a a produção de medicamentos de insumos farmacêuticos ativos e também de eh desenvolver inovações em saúde novas tecnologias em saúde para o SUS Então essa é a finalidade desse departamento ele é um departamento eh praticamente político né
E que tem por meta incentivar o desenvolvimento do complexo que a gente chama isso de complexo econômico industrial da saúde e de inovação para o SUS tá bem Ah uma outra coisa importante eh que o governo federal ele investe em laboratórios chamados Laboratórios oficiais alguns deles produzem insumos farmacêuticos ativos principalmente os os os biofarmacêuticos tá eh eh e outros eh desenvolvem medicamentos só trabalha na produção de medicamentos e segundo o levantamento que eu fiz deixa eu passar aqui para vocês rapidinho eh tá difícil acho que para vocês verem né mas eu vou pontuando aqui e
vou falando para vocês tá eh nós vamos pegar ali no nordeste tá ó no nordeste nós temos o Nolan na da Universidade Federal do Rio Grande do do Norte que é um núcleo de pesquisa de alimentos e medicamentos depois nós temos eh na na Paraíba Nós temos dois o Instituto de Pesquisa em fármacos e medicamentos e o laboratório de avaliação e desenvolvimento de biomateriais do nordeste em Pernambuco nós temos o lafp que é o laboratório farmacêutico do estado de Pernambuco tem o nome do governador Miguel Arrais depois na Bahia nós temos do Bahia Farma que
é a Fundação Baiana de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico fornecimento e Distribuição de medicamento depois o iego que é a indústria química do Estado de Goiás Aqui nós temos uma produção de IFA Tá OK depois aqui no estado de Minas Gerais nós temos a funed que é a Fundação Ezequiel Dias de produção de medicamentos também eh no Rio de Janeiro nós temos três o Instituto Vital Brasil biomanguinhos e farmanguinhos tá biomanguinhos E farmanguinhos os dois são da fundação Osvaldo Cruz depois nós temos quatro no eh não desculpa tem eh mais mais no Rio de Janeiro
aqui no Rio de Janeiro é campeão eh né o laboratório químico-farmacêutico da Aeronáutica o laboratório farmacêutico da Marinha a fundação ataufo de Paiva o laboratório químico e farmacêutico do exército isso daqui também ficam no Rio de Janeiro então a maioria dess do grande parte dos laboratórios oficiais fica no estado do Rio né no Estado de São Paulo nós temos o Instituto tantã né E a furp que é Fundação Para o remédio popular tá eh e daí nós temos no Paraná a cppi que é da da da as duas a a cppi é da secretaria de
estado de saúde que é o centro de produção e pesquisa de imunobiológico do Paraná e a teek par se desenvol do estado do do governo do Paraná e que tem se desenvolvido há pouco tempo aí Tá certo então conta constam 18 Laboratórios farmacêuticos oficiais Tá bem então é isso eh para para ilustrar para vocês uma um assunto que não tá assim e bem descrito dentro do do nosso livro Tá ok eu aproveitei a pergunta da colega para fazer isso do colega né para pra gente fazer isso do Glen a outra pergunta da Maria Rosângela ela
pergunta Professor O que fazer com a receita ilegível né eu vou falar puxa a vida Maria Rosângela é uma situação complexa né que envolve Inclusive a ética farmacêutica a ética médica mas eu vou falar para você o que eu faria né com o conhecimento da legislação e da ética eh no momento que eu me deparo com uma prescrição ilegível né Eh primeiramente a gente leva em consideração que a a a prescrição ela é uma além antes de ser uma orientação para farmácia ela é uma orientação para o pro paciente então ela tem que ser legível
ao paciente ela é uma orientação direta uma ordem médica direta ao paciente Tá certo então se ela não é legível ao paciente e chega à farmácia o farmacêutico ou qualquer outro funcionário não consegue definir o nome do medicamento né ou às vezes uma dose ou às vezes uma posologia que né por conta de de letra né de de letra não não sei se a gente pode chamar isso de letra né mas de garranchos do do do dos médicos né Eh o que eu tenho feito no caso realmente de completamente ilegível eh Mais de Um item
né Às vezes a gente tem a a a a receita inteira lá com quatro itens você não consegue entender nenhum né Nesse caso tem que mandar a a receita de volta com o paciente pro médico para ele poder escrever o que que é que ele quer Eh prescrever Qual que é a receita dele né Eh às vezes quando acontece eh de um medicamento ou de uma posologia não não se entendida numa receita toda né Eh vale a pena o contato com o médico às vezes ele nem lembra que ele prescreveu o paciente né mas depois
você fala o nome do paciente todos os medicamentos ele ele acaba lembrando tá mas você não tem a obrigação legal de dispensar aquilo porque se você dispensar incorretamente a responsabilidade conjunta fica em você farmacêutico Tá certo então não fica só a responsabilidade do médico não ter escrito direitinho mas você ter dispensado errado tá ok eh e cabe gente em situações abusivas e denúncia ao de ética né ao Conselho Federal de Farmácia o Conselho Regional desculpa de medicina ao Conselho Regional de Medicina OK É isso que a gente tem que fazer nesses casos e por último
a pergunta da da chirle Maria Professor O que você acha sobre o uso de chás naturais mesmo usando outros medicamentos né Eh vamos falar um pouco né de chá enquanto fitoterapia né Eh a fitoterapia a gente tem alguma coisa já estabelecida cientificamente através de evidências científicas de estudos clínicos né realizados eh sobre a a a a o efeito terapêutico de alguns chás de algumas plantas tal tudo né e e enfim eles podem ser utilizados quando bem conhecidos já né ou às vezes quando ele tá dentro do conhecimento Popular uma coisa que vem de geração a
geração né que é que a sua avó tua bisavó vem dentro das famílias essa história né ou eh é muito comum a gente ter o uso de de plantas medicinais de chás de raízes e tudo mais no nos municípios e estados mais mais pobres do país né principalmente no interior do Nordeste no interior do da Região Norte eh ou mesmo no centro no interior do centro oeste eh onde o acesso a medicamentos é difícil né Então a pessoa tem que lançar a mão realmente desses produtos da natureza que sabidamente pela pelo conhecimento Popular atravessando gerações
vem trazendo cura né vem trazendo eh alívio pro sofrimento das pessoas né mas daí você você falou a história de mesmo usando outro medicamento Tá o que que a ciência tem descoberto a respeito dos fitoterápicos e plantas medicinais né que a composição orgânica deles eh pode e faz tá interações medicamentosas com os conhecidos medicamentos alopáticos aí sintéticos ou não que a gente usa no cotidiano tá então tem tem que se ter eh dar importância a isso a possibilidade de interações medicamentosas onde pode causar toxicidade no indivíduo ou um produto eh uma uma um chá eh
inibi a ação de um medicamento tal tudo então Eh mesmo que a classe médica não conheça muito bem essas interações esses efeitos tá eh o farmacêutico tem mais por onde buscar informações dessa natureza Tá ok então essas são as perguntas eu já consumi aqui 23 minutos da nossa aula eu acho que nós vamos voltar paraa Nossa eh aula de hoje então eh a desculpa aqui era a unidade três tá eu copiei do slide anterior e nós estamos nós vamos falar hoje de acesso a medicamentos no Brasil tá essa é a a a o assunto de
hoje da unidade três tá corrijam aí tá ok Eh que que vocês terão oportunidade de conhecer de aprender com essa unidade três de acesso a medicamentos no país né primeiramente entender o que que é acesso aos medicamentos os fatores do acesso da falta do acesso né entender as estratégias de garantia de acesso e aquelas etapas do ciclo da assistência farmacêutica envolvidos diretamente com o acesso que são aquisição abastecimento e Distribuição as demais são preliminares Essas são realmente eh fundamentais e determinam o acesso né quando a gente fala de aquisição abastecimento e Distribuição nós estamos falando
de logística de acesso a medicamentos então Ok então tá aí a a definição de acesso a medicamentos né duas definições eh o acesso a medicamentos em primeiro lugar ele é um elemento fundamental para garantir a integralidade do direito à saúde por quê né Eh nós de antemão nós sabemos que a os medicamentos são a maior arma terapêutica utilizada e disponível em todo o mundo né então quando o sujeito tá doente a gente lança a mão em grande parte dos casos do tratamento farmacológico Tá certo então garantir a saúde da pessoa tá o direito a saúde
da pessoa implica em garantir o acesso ao medicamento tá não adianta nada ele ter direito a e ter acesso a uma consulta médica um exame Laboratorial fechar um diagnóstico tal tudo e depois não ter acesso ao medicamento para fazer teu tratamento ele vai chover no molhado não é verdade eh a falta de acesso a medicamento se opõe a dignidade humana e a base de todos os direitos humanos não tem acesso a medicamento é um direito humano Tá mesmo que você tenha que pagar por ele tá certo incluindo os direitos à vida porque quantas e quantas
vezes o medicamento determina a Morte e a vida de uma pessoa né então Eh é uma matéria né de sensibilidade vamos dizer assim voltada ao direito à vida à defesa da vida né de se manter vivo Tá ok e também a saúde é o desenvolvimento das pessoas eh se nós temos uma população doente né que não tem direito à vida não tem direito à saúde em primeiro lugar ela vai ser uma população sofrida e em segundo ela vai ser uma uma população pouco produtiva economicamente isso vai impedir o desenvolvimento né da da do das Nações
o desenvolvimento das pessoas e assim por diante Tá ok então só para vocês terem uma ideia eh da dimensão que o acesso a medicamentos tem para com o indivíduo e tem para com a coletividade para com a sociedade tá bem eh e agora nós vamos falar de fatores que afetam o acesso a medicamentos é muito importante isso né porque ele vai trazendo para a gente quais são os as principais barreiras e desafios que nós temos pela frente principalmente nós farmacêuticos né que eh estamos na assistência farmacêutica ou ainda que somos eh atores políticos em toda
essa esse processo da assistência farmacêutica né então Eh o primeiro fator que a gente vai comentar que afeta o acesso a medicamento são as políticas sólidas sobre preço de medicamento gente não tenhamos dúvida nenhuma que o valor o preço né Eh praticado eh para um medicamento ou para um tratamento medicamentoso é ponto preponderante do acesso ao medicamento tá por qu o preço tá ligado tá à renda ou a capacidade econômica das pessoas lembram do do gráfico que eu mostrei lá na primeira aula né o tanto que as pessoas mais pobres que ganham menos tem pouquíssimo
ou quase nenhum acesso a medicamentos né e e foi baseado nisso gente que dentro do da reforma sanitária dentro da criação do SUS se pensou na Assistência assistência terapêutica né que levou assistência farmacêutica então Eh o que que o que que o SUS faz né o SUS é uma política coletiva né Eh de natureza Universal né Ou seja que que é de direito de todo o cidadão brasileiro eh e que utiliza né de recursos oriundos dos impostos que os cidadãos pagam né e de outros recursos também mas principalmente dos recursos vindos de impostos e com
isso se faz uma chamada distribuição de renda né a gente pega parte desses recursos e aplica eles na assistência à saúde através do SUS né então tudo que vocês veem no SUS Desde da dos equipamentos que a gente chama né que são as unidades básicas os hospitais os laboratórios de análises clínicas etc etc etc eh os médicos os os farmacêuticos os enfermeiros os psicólogos Ou seja todos os profissionais que ali atendem todos os insumos que são fornecidos os serviços que estão são executados tudo é tudo isso eh financiado com recurso público ou seja recurso oriundo
da eh do pagamento de impostos da contribuição da população para com os impostos né então é o SUS acaba sendo uma política onde se define que a pelo menos a população mais carente né em em primeira mão não fique desassistida então todos nós inclusive os pobres também já pagam impostos né eh qualquer um paga imposto nesse país né mas que esses recursos que toda a sociedade colaboram né possam voltar em seu próprio benefício isso acontece com a educação acontece com a segurança tá pro o transporte eh e também com a saúde são as necessidades essenciais
num povo tá certo eh então com isso a gente fala da importância da renda né e do desenvolvimento da população desenvolvimento econômico no acesso a medicamentos Tá certo a formulação então e a implementação de política de preços de medicamentos elas devem ser estruturada em princípios abrangentes como acesso equitativo e de qualidade isso é importante quando a gente fala de acesso equitativo é sinal qualquer pessoa pode ter acesso né ter uma boa estrutura local de eh da assistência farmacêutica né e ter uma resposta à oferta e à demanda de medicamentos ainda ter base em especificações técnicas
isso leva à qualidade dos medicamentos e integração à legislação sanitária e regulamentação por qu também garante eh eficácia segurança e qualidade dos produtos que são utilizados e tudo isso aí tá dentro da questão da política de preço de medicamento tá bem eh ainda né falando sobre a política de preço sólida de preso de medicamentos né é necessário a gente ter transparência dos processos métodos e decisões e resultados né das políticas implantadas Eh vamos pegar aí por exemplo nós temos a política do hiperdia né que é o tratamento global de hipertensão e diabetes né Então quais
são os processos que envolvem eh essa política Quais são os métodos que são empregados as decisões que se que se tomam ao longo do caminho na execução dessa política e quais são os resultados né o resultado na na vida da pessoa o resultado em saúde os resultados epidemiológicos da da de um programa desse tipo e inclusive um resultado econômico financeiro né eh nós já temos eh eh vários estudos que comprovam que quando você trata determinadas enfermidades na população você eh não precisa eh eh ter muito gasto para com insumos medicamentos tal tudo e você consegue
obter eh um resultado financeiro econômico financeiro muito grande com isso tá ainda monit abrangente e regular de execução das políticas então qualquer tipo de política de acesso a medicamento né e de qualquer tipo de política de saúde de outras áreas é importantíssimo a gente monitorar para ver se ela tá sendo bem executada e tudo mais se tá tendo problemas se tá existindo desvio de recursos corrupção tudo isso a gente acha dentro do do monitoramento de políticas né o comprometimento de todos os os envolvidos aí os gestores Os Profissionais de Saúde os usuários de medicamentos estão
estão todos envolvidos aí entra também a Indústria Farmacêutica no caso da política de preço tá eh e construir a colaboração interna e externa aos processos das políticas então a os atores da política aqu eles que executam as ações eles têm que estar eh comprometidos né E aqueles que recebem né A a as ações e executadas né também devem colaborar nesse sentido Tá ok Eh agora segundo fator segundo F eu eu pedindo a vocês né Ficar alguma coisa assim pendente no ar mandem a pergunta para professora né ela vai me interromper qualquer minuto eh outro fato
F que afeta acesso a medicamento é a seleção de medicamentos essenciais né a seleção nada mais é do que se definir uma lista de medicamentos tá a serem financiados no Sistema Único de Saúde nós estão falando mais de Sus aqui porque realmente essas questões da política nacional de medicamento ela é basicamente direcionada ao sistema único de saúde tá mas algumas ah dessas ações refletem no acesso a medicamentos no setor privado então eu tava dizendo que a seleção nada mais é do que estabelecimento de uma lista de medicamentos eh Esses medicamentos eh eh geralmente eles são
selecionados com base eh na sua eficácia e na sua segurança Então são medicamentos já bem experimentados que vão trazer certamente muito mais benefício do que danos e prejuízos paraa população que vai fazer fazer o uso deles Tá certo eh São medicamentos preferencialmente de patentes inspiradas nós vamos falar isso daqui a pouco eh que a gente pode fazer genérico dele e tudo mais e que que que o custo fique mais reduzido enfim eh São aquelas quatro características que um medicamento tem que ter para garantir o acesso e o uso racional né que é a eficácia a
segurança a a qualidade e o custo acessível né custo eh de que as pessoas possam alcançar Tá certo então a referência no Brasil pros medicamentos essenciais é a Renam que é a lista a relação Nacional de medicamentos essenciais ela é já falei bastante de rename né Ela é publicada pelo Ministério da Saúde eh nós temos daí a a partir da rename catálogos de medicamentos padronizados esses catálogos eles eh são mais regionalizados voltado para as características epidemiológicas locais nós podemos ter uma a gente chama de remume né a relação Municipal de medicamentos essenciais que traz realmente
um catálogo de medicamentos padronizados eh outro lugar que a gente tem catálogo de medicamentos padronizados que segue também essa essa rogativa da rename são nos hospitais na farmácia hospitalar tá senão vocês Imaginem lá olha só vou colocar essa situação que é importante para vocês entenderem você Olha numa situação numa farmácia comercial olha pras prateleiras tá que que você vai ver ali né se você Verê em termos de marcas de produtos marcas de medicamentos né Vamos pegar um medicamento aí um um Ibuprofeno por exemplo um Diclofenaco são medicamentos assim antigos conhecidos e tudo mais que nós
temos uma vasta quantidade de marcas né vários similares Temos vários fabricantes de genérico nós temos o medicamento de referência tá então vocês Imagine se no SUS os médicos começarem a prescrever pelo nome de marca e a e a gente teria que tivesse que atender pelo nome de marca então você imagina o que que é eh eh replicar dentro da farmácia de uma unidade básica de saúde o que a gente tem numa farmácia comercial dessa variedade vamos dizer assim de um único princípio ativo né então e é no sentido realmente de racionalizar que a gente faz
a padronização de medicamentos e a gente padroniza por princípio ativo e no SUS o médico eh ele é obrigado por lei a prescrever eh pelo nome genérico do medicamento tá ainda atender as necessidades locais falei para vocês vai depender aí da epidemiologia local as as a natureza das doenças que a gente tem na região na cidade ou no estado né Eh acompanhar a complexidade da assistência que que que significa isso eh ir do da atenção primária né que é onde a gente tem as farmacinhas das unidades básicas de saúde eh até oo atendimento das especialidades
né V falando de endocrinologia eh dermatologia tal tudo tudo isso Tá previsto dentro do SUS embora é o Grande gagal do Sul seja o atendimento especializado né a gente tem medicamentos aí dentro para atender essas essa assistência e depois os do Os de alta complexidade né aqueles que atendem aos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas aqueles que atendem situações de internação eh em uteis em grandes hospitais Gerais ou aqueles que são aqueles insumos de medicamentos utilizados em terapia renal substitutiva né que às vezes a gente chama de diálise né mas então Então a gente vai tendo
de acordo com a complexidade a gente tem que selecionar medicamentos Tá certo e por fim nortear os processos de aquisição e prescrição de medicamentos como eu falei para vocês eh o o médico ele vai prescrever pelo medicamento pelo nome genérico do medicamento e com a lista na mão tanto quem vai comprar medicamento pro SUS quanto quem vai demandar que é o prescritor ele tem que est com a com a lista em mãos tá certo Por quê o aquele que vai adquirir para abastecer de acordo com a seleção de medicamentos e que aquele que vai prescrever
da mesma forma tá certo ele tem que saber qual medicamento Tá disponível no SUS para el para escrever pro paciente dele tá ok eh outros fatores a quantifica a e previsão da demanda isso daí já seria mais uma questão eh de logística né tá que que tá aí Posta né e a maneira que a gente vai fazer a regulação do nossos estoques Tá certo eh e não deixar que faltem medicamentos pros pacientes como eu falei para você o sujeito teve pegou lá a receita do médico né do medicamento de contínuo dele vamos supor lá que
seja um medicamento antihipertensivo ele acabou de fazer a consulta na unidade básica de saúde foi lá na farmácia Ah não tem não vai chegar daqui uma semana tá E isso daí então tá na na questão da eh da da da da quantificação e previsão quantificação de compra e previsão de demanda e também de de quantificação e previsão de estoques toda essa gestão né Eh que tá aí colocada eh afeta o acesso a medicamento Tá certo se você não tem eh estoque suficiente pro pro tempo eh determinado de o estoque de acordo com a demanda nós
sabemos que que tem medicamentos que são mais consumidos né ou mais prescritos mais consumidos outros menos tal doenças que são mais prevalentes geralmente exigem uma quantidade maior de medicamentos disponíveis lá no no estoque outros que que que tem baixa prevalência a gente vai ter menos então é uma questão da realmente de de logística de gestão de estoque Tá certo eh com e tudo isso deve ser eh previsto com base na demanda né demanda é consumo gente né Professor Oi posso pôr umas perguntinhas aqui que tá tendo até o item anterior mas antes que a gente
vamos lá adiante Deixa eu ver se eu consigo ler pode deixar bom eh a laen tá perguntando como é feita a escolha de medicamentos e marcas que são utilizada nos hospitais do SUS tá Laiane eh os hospitais do SUS por lei eles eh deve instituir uma comissão chamada de comissão de farmácia e terapêutica tá eh essa comissão é uma uma comissão multiprofissional então tem médico farmacêutico enfermeiro ali tá certo geralmente eh é o pessoal que que tá mais envolvido com a área de de de avaliação de tecnologi de saúde tal ou seja tem que ter
uma formação mais voltada para para isso aí né E daí eh baseado na demanda tá eh e na racionalidade do uso ou seja um medicamento que é indicado e é fundamentado através de de evidência científica essa comissão Então vai selecionando Quais são esses medicamentos tá que devem estar ali no hospital isso depende também que tipo de de assistência que esse hospital dá é um hospital que atende doença eh cardiovascular é um hospital que atende Queimados é um hospital que atende eh câncer você entendeu Então vai depender da natureza do serviço da comissão de farmácia farmácia
terapêutica eh que vai estudar a demanda a demanda seria o que o médico prescreve o que é consumido dentro mais consumido dentro do hospital tá como eu tava acabando de falar sobre isso agora quantificação baseada na demanda a qualificação também deve ser baseada em demanda dentro do hospital tá certo e assim que se faz a lista de medicamentos padronizados dentro do hospital tem a a pergunta da Daniele que também é correlata né Uhum vamos ver lá eh Professor então no hospital as medicações são baseadas na lista da rename pros pacientes Daniel é o seguinte que
bom que fosse só da rename tá não é a gente tem medicamento ali dentro da na padronizado no hospital né que de medicamento que não tá na rename por quê porque de repente a gente vai atender uma situação específica dentro do hospital o Hospital por exemplo ele eh ele faz determinados tipos de cirurgias tá que não se faz na maioria dos hospitais vamos supor né uma uma suposição eh então não pode ser a padronização dele baseado eh uma cópia fiel da Renan tá certo no hospital SUS é importante que sejam selecionados Não exatamente medicamentos que
estejam na rename mas medicamentos que estejam incorporados no SUS pela conitec tá nem todos os medicamentos que são incorporados pela pela conitec no SUS estão na rename tá Por quê eles não fazem parte do de medicamentos essenciais e a gente no hospital a gente utiliza medicamentos que não são considerados essenciais tá bem então pela própria definição de rename né relação Nacional de medicamentos essenciais medicamentos essenciais são aqueles capazes de atender tá a grande demanda da população por medicamentos baseado no perfil epidemiológico o que que é isso na natureza das doenças que mais acometem a população
Tá certo então esse perfil é um pouco diferente do hospital o Hospital tem Inclusive a sua vocação né de de atender determinadas eh áreas da Medicina Tá ok essa aqui é bem interessante acho que a resposta também eh esse rename é elaborado por uma um farmacêutico tá eh não só por um tá vários farmacêuticos médicos enfermeiros tá cientistas pesquisadores eh eu vou te contar uma coisa Carol eh em 2005 é Não antes 2002 eh eu fui convidado a pelo Ministério da Saúde a fazer parte da comissão tá que faz a revisão da rename eu trabalhei
dentro dessa comissão junto com médicos farmacêuticos cientistas tá de todas to várias de várias as áreas Tá certo eh elaborando essa rename e uma vez elaborada a rename o que que vai acontecendo a cada dois anos com ela ela vai se atualizando a gente os medicamentos que são incorporados no SUS né ou seja medicamentos que vão entrando no mercado que tenham eh eficácia e segurança eh a essa comissão ela vai eh analisando para ver se coloca esse medicamento novo aí de dentro da rename se ele vai trazer benefício e se tem por acaso algum medicamento
da rename que tá causando muito dano e que a gente tem outro melhor do que ele então de repente a gente tira a gente exclui da rename então a cada do anos né vai sendo realizado esse trabalho e ao final de 2 anos se publica A rename tá no mesmo dia que publica a rename a equipe já começa a trabalhar de novo com a próxima Renan e é assim que funciona Tá certo eh é um trabalho assim bem complexo não é nada simples Tá certo eh exige avaliação de literatura eh aquilo que eu falei para
vocês de de de evidências científicas né Eh é o que vamos dizer assim a linha mestra do trabalho de dessa comissão e uma outra coisa importante sobre que eu gostaria de falar sobre isso né ah um membro da comissão que revisa rename ele não pode ter conflitos de interesse eh com a Indústria Farmacêutica por exemplo com desenvolv desenvolvedores de de de medicamentos Então não é fácil achar alguém que principalmente os médicos a maioria dos médicos eles T eh alguma relação com a Indústria Farmacêutica tá bem só mais uma com tempo contado já 17:51 então vamos
a rename é para todo o Brasil tá ela é uma lista de é por isso que ela chama relação Nacional de medicamentos é uma lista pro Brasil inteiro Tá certo só como eu falei para vocês cada região cada estado cada município com base na rename tá pode fazer a sua lista própria não precisa eu vou chegar lá em kicher mobim e vou comprar todos os medicamentos que tem na rename e vou pôr na farmácia do meu Município que cheir mobim deve ter mais ou menos uns 10.000 habitantes e eu vou lá colocar todos esses medicamentos
dentro da minha farmacinha do SUS Você já pensou no que que eu tô fazendo tá então eu preciso ter uma lista lá pro meu Município lá do interior tá bem Professor com você a para finalizar a nossa aula então vamos lá então deixa eu abrir aqui eh eh ainda né Eh o que se faz então com relação à demanda ela dá suporte a programação de aquisições eh a gente não precisa comprar medicamento tudo tudo de uma vez a gente pode programar comprar quatro vezes por ano três vezes por ano mesmo porque a compra eh no
setor público né Ela é feita por meio de licitação licitação processo demorado a gente tem que prever tudo isso tá hoje para nós eh aqui no Paraná uma para você desde o começo quando você eh demanda uma compra de medicamentos tá uma um edital de licitação você tem se meses geralmente Até que esse edital seja publicado e que apareça fornecedores Então você tem que ter estoque para se meses que demora um edital para ficar pronto tá e mais um estoque de segurança para um atraso Zinho de uns três meses que possa acontecer nesse processo todo
aí tá bom outro dimensionar dados de consumo isso daqui é fácil gente um um sistema operacional né que faz controle de estoque mostra pra gente qual consumo considerar variações sazonais a gente consegue esses relatórios com curva sazonal nós vamos ver que alguns medicamentos a gente usa eh utiliza mais no no inverno vamos falar de medicamentos para o aparelho respiratório né então nós vamos no verão a gente não vai ficar comprando medicamento para paraa gripe para bronquite para DPOC que agrava mais no inverno entendeu eh e ainda Obter dados de morbidade perfil epidemiológico populacional que eu
já falei para vocês Tá certo ainda é importante dentro dessa quantificação e previsão da demanda estabelecer parâmetros de racionalização aquisição quais são eles o o dinheiro que você tem disponível também é importante tá se você tem determinado recurso não adianta você querer comprar mais que aquilo que você dispõe em recurso eh stoque disponível em todos os níveis do sistema de distribuição ou seja não adianta você eh ter a a sua Carf do município lotada de medicamentos e lá no na farmacinha da unidade basica de saúde tá faltando tá você vai levar pelo menos 48 horas
para abastecer a CAF paciente vai ficar sem o medicamento então é uma coisa que é um processo Logístico que tem que ir acontecendo e sendo organizado né pedidos que devem ser entregues Então você recebeu pedido ter organização disso atendimento perdas esperadas por vencimento isso sempre vai acontecer tá principalmente no setor público onde você tem a questão da licitações você acaba tendo que comprar a mais e e acaba que você não consegue usar todos aquele medicamento né às vezes Faz algumas artimanhas para tentar trocar eh fluir para outros outros municípios eh dentro do Estado do Paraná
por exemplo a gente tem essas trocas aí tá eh ainda né Eh medicamentos danificado isso pode acontecer nós temos em muita dificuldade estrutural em vários municípios brasileiros aí de não se ter eh um uma Cafe por exemplo com eh temperatura controlada que possa ter ar condicionado às vezes nem consegue o município nem consegue pagar a conta da energia né Eh não consegue segurar eh animais e roedores acaba Entrando lá enfim esses problemas acabam acontecendo a gente perde chove dentro do lugar né enfim doações de medicamento é outra coisa que a gente pode contar né eh
vários municípios já TM as suas chamadas farmácias sociais eh onde eles eh arrecadam os medicamentos não mais utilizados pelos pacientes fazem uma triagem uma seleção tal tudo Maringá por exemplo aqui nós temos uma farmácia funciona muito bem a nossa farmácia social e ela funciona praticamente com medicamentos doados por pacientes que faleceram pararam de usar o medicamento levam lá tal tudo um outro paciente vai usar né ainda estoque desejado no final de cada período de planejamento né que é o que a gente chama de estoque de segurança e trabalho em todos os níveis né Para que
o estoque fique bom eh onde o medicamento precisa estar tá então o estoque tem que tá adequado pro consumo do local onde o medicamento vai ser dispensado isso é importantíssimo Tá ok eh eh ainda a política de medicamentos genéricos é outra coisa que facilitou o acesso né a política de genéricos de do ano 2000 né Eh e que permitiu [Música] a a fabricação de produtos eh genéricos com a mesma biodisponibilidade né lembrem disso eh quando a gente fala de medicamento de uso oral eh e ele acabou levando uma redução significativa do custo dos medicamentos pro
governo e pros pacientes né Eh e permite a produção de medicamentos quando a patente e outros direitos de exclusividade de mercado so produto expiram né então Eh mais à frente eu vou estar falando da da questão das das patentes e tudo mais né então quando vence a patente que é a a exclusividade do laboratório desenvolvedor em comercializar o medicamento eh outros Laboratórios podem desenvolver suas formulações com base naquele princípio ativo e registrar ele como medicamento genérico então a política genérico permite ganhos estáticos de aumento da oferta e na redução do preço então o hoje eu
eh cerca de 25 a 30% dos dos medicamentos comercializados nas farmácias no Brasil são de medicamentos genéricos tá então realmente a gente tá tendo um um ganho de oferta tá e de menor preço tá certo por fim aqui quase finalizando né nos últimos 59 do do segundo tempo nós vamos falar um pouco sobre a regulação sanitária a regulação sanitária é eh capitaneada no Brasil pela Anvisa né e mas ela funciona de maneira descentralizada né Nós temos as vigilâncias estaduais as Vianas eh municipais que atuam em conjunto com a anvis tá é uma uma rede vamos
dizer assim hierarquizada né e e regionalizada de vigilância sanitária e foi com a criação da Anvisa né em 92 que nós tivemos assim o a questão do medicamento no Brasil levado a sério tá eu vivenciei Esse período aí eu tinha uma Farmácia Comunitária nesse período né e pude sentir lá na farmácia eh os impactos da criação da Anvisa e e também da de tudo aquilo que trouxe pra gente né a a criação da visa e e os e das visas estaduais e municipais Tá certo eh então a regulação sanitária ela Visa desenvolver e implementar a
maior parte da da legislação e regulação regulamentação sobre os produtos farmacêuticos garantir a tem como objetivo garantir qualidade segurança e eficácia eu não vou cansar de repetir isso dos medicamentos e a precisão da informação sobre os produtos farmacêuticos regular a precificação e reajuste de preço de medicamentos Tá certo gente no Brasil hoje eh até pouco tempo eram os combustíveis e os medicamentos que tinham a regulação de preço né hoje só medicamento tem regulação de preço quando nós temos uma câmara técnica dentro da Anvisa que quando a Indústria Farmacêutica vai pleitear o aumento de um dos
seus produtos eh ele tem que provar para essa Câmara técnica que realmente o produto dele precisa ter o preço aumentado senão ele vai ficar no prejuízo e ele tem que fazer isso muito bem documentado Tá certo eh o sexto A reorganização da assistência farmacêutica ela se deu principalmente pela criação da política nacional de assistência farmacêutica que a gente chama de pinf né a organização dos componentes da assistência farmacêutica em básico estratégico e especializado que a gente vai falar mais paraa frente sobre eles ão nós vamos trazer praticamente uma unidade só sobre eles né Eh e
o desenvolvimento dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas todos esses elementos aí da reorganização da assistência fizeram com que o acesso a medicamentos no país aumentasse grandemente Tá certo ainda foi criada a comissão nacional de incorporação de tecnologias de sistema único de saúde que é conitec tá eh aconteceu a a o grande movimento a grande movimento da judicialização da assistência farmacêutica e demanda judicial por medicamentos no SUS tá ou seja osos usários começaram a apelar Pra justiça para conseguir alguns medicamentos que o SUS não fornecia e por fim a modernização dos processos de aquisição de medicamentos
que a gente tem hoje através de sistemas informatizados e tudo mais isso tudo facilita o acesso pra gente tá certo eh a professora me mandou um um recado Professor desculpa pessal já passei pro professor as dúvidas que ficaram porque a gente não vai conseguir responder tudo de novo a gente tem muitas dúvidas sobre genéricos principalmente a gente vai est no momento específico que vai ser bem legal a gente conversar tá pessoal Esperamos vocês na próxima semana então pessoal uma boa noite a todos Jo uma boa noite obrigado gente pela pela audiência aí uma boa semana
para vocês obrigada Professor tchau tchau Tau