Porque a raiva você tem 90 segundos, que é 1 minuto e meio, para não deixá-la estourar. Se você bloqueia ela, sai do campo que tá provocando a raiva, muda a estação. Raiva é uma coisa horrorosa. >> A doença até os órgãos, né? >> O ser humano, ele é um animal que cresceu na escassez. O ser humano não lida com excesso de possibilidades. >> A exaustão leva a decisões ruins, B. Será? Com certeza. Olá, queridos. Sejam muito bem-vindos ao nosso podcast no Divan com a Dra. Andreia Vermon. Hoje estamos iniciando esse projeto maravilhoso. Vamos falar muito
aqui sobre saúde mental. sobre temas pertinentes, sempre com o objetivo daquilo que a gente sempre diz, né, que o conhecimento nos liberta, ele nos dá oportunidade de fazer excelentes escolhas. Então, aqui nesse podcast você vai ouvir muita gente boa, muita gente com conhecimento, que vai nos trazer Possibilidades de durante a nossa vida fazer excelentes escolhas. E hoje, na estreia do nosso podcast, não podia ser diferente, nós trouxemos aqui uma convidada que vocês sabem que mora no meu coração, todo mundo sabe disso. Eu falei: "Ah, vai estrear o podcast com uma pessoa que eu amo muito
e todo mundo já mandou lá falando quem deveria ser. É muito mais do que uma convidada, é uma querida, já se tornou uma amiga querida e não podia Ser diferente. Hoje nós estamos aqui com a Dra. A Ana Beatriz Barbosa, a maior referência em saúde mental no Brasil. A Ana é formada em medicina, com residência em psiquiatria, mas muito mais que isso, eu acho que o trabalho da Ana traz uma relevância pra saúde mental que é indiscutível, porque a Ana fez com que saúde mental pudesse estar aí na boca de todo mundo, que a gente
conseguisse entender um pouco desde os primeiros livros dela sobre psicopatia, Sobre depressão e sobre uma série de coisas. Vai ser um bate-papo gostoso, um encontro aqui entre amigas, mas querendo contribuir, te chamar também aqui pro nosso Divan para que você possa participar e para que esse podcast, esse episódio possa também te ajudar a se libertar de muitas crenças e fazer excelentes escolhas. Bia, seja muito bem-vinda. Que >> muito obrigada. É uma honra estar inaugurando. Eu digo que eu sou madrinha De podcast, >> né? Quando a Cátia da Maceno estreiou dela, eu estreiei lá. Então também
sou madrinha agora do teu podcast. Uma honra para nós. >> Pode me chamar de Dinda. >> Agora é a Dinda Bia. Nossa, >> a dinda Bia. Vamos lá. >> Você sabe que o Uberlândia tá empovorosa porque você tá aqui, né? Tá todo mundo muito honrado. Ontem um monte de gente mandou mensagem. Como é que você Conseguiu trazer a Bia em Uberlândia? Nossa cidade facinha. >> A nossa cidade se sente honrada. >> Muito obrigada. Muito. >> Parabéns pelo trabalho, viu, Bia, que você desenvolveu até aqui. O dia que eu fui no seu podcast, eu falei isso
para você, né? Você é uma referência para mim. Quando eu comecei no consultório, eu lia os seus livros e ficava encantada com o universo que você trazia, com a facilidade que você trazia toda essa Temática de saúde mental, que até em algum momento tinha muito estigma, né, Bia? Assim, quando a gente falava em saúde mental, eu acho que nem se falava em saúde mental, se falava em doença mental. >> Doença mental. >> Você pegou esse contexto? >> Não, peguei. Eu peguei um contexto que quando eu entrei pra medicina, eu não sabia o que que ia
fazer. Quando chegou ali no terceiro ano, eu fui assistir uma Palestra e essa palestra o tema era ser ou estar consciente. Achei o tema lindo, mas meio mas não sabia de muita coisa. Eu entrei com 16 anos, eu tinha ali 18 anos, tava lá. >> E aí você entrou na faculdade de medicina com 16 anos? >> É, fiz 17 logo, né? Então, com 18 anos eu fui nessa palestra >> e era um psiquiatra, Osvaldo Saíd. Olhei aquilo, falei: "Que interessante que esse cara fala tanto que no Mentes Perigosos tem um capítulo que eu falo dessa
aula, o ser ou estar consciente." >> Uhum. >> Foi essa aula que ficou na minha memória, né? Aí todo mundo saindo, ah, que saco, eu queria, achei que era alguma coisa de anatomia cerebral, todo mundo foi embora. No final da palestra, eu fui lá, falei: "Senhor, como é que eu posso saber mais disso?" Aí ele: "Eh, você vai fazer o quê?" Eu falei: "Não, eu tô no terceiro ano, eu tô na clínica Geral". Aí ele falou: "Quer trabalhar comigo?" Aí eu falei: "Aonde?" "Ah, no hospital psiquiátrico." Tá, tá, tá. A gente para entender de ser
estar, a gente tem que entender da mentalidade, do comportamento humano, >> do que que é consciência, né? >> Eu falei: "Tá bom". Não sabia nem que que eu tava me metendo. E aí começou um estágio, era toda quarta-feira num hospital que era aqueles hospital do Inamps, que hoje não tem mais, era 1000 Pacientes, era um sanatório daqueles. Mas eu vou te dizer, ali eu aprendi tudo, tudo que você possa imaginar. E o Osvaldo Said era um professor que ele falava de filosofia, ele falava de grandes textos e ele ele era muito duro no início, né?
Ele chegou, primeira anamnese que eu fiz, ele fez assim: "Tá uma porcaria". Eu falei: "Então me diz como é que faz melhor". Ele falou: "Vai descobrir." Fiquei que tá uma louca, foi pra biblioteca, fiz uma namnese que eu Falei: "Também, agora eu vou dar um toque meu". No final, três hipóteses diagnóstica, três hipóteses de condutas terapêuticas. Aí semana seguinte entreguei, ele olhou, olhou, onde você tirou isso? Falei, juntei uma opção de livro e o final, o final da minha cabeça. Ele falou: "Tá bom, excelente, vamos padronizar isso aqui. >> Olha só, >> vamos padronizar". E
aí eu comecei, eu brincava com os pacientes e eu tinha uma Habilidade com gente que ele ficava da janela às vezes, vai lá, borda aquele paciente. Aí eu ia lá, aí ele falou: "Ele não te agrediu". Eu falei: "Não, vai lá, faz aquele ali." Aí por fim, um dia ele chegou para mim, eu tenho que admitir uma coisa. você tem efeito chamã. Eu falei: "O que que é isso? Eu já não sabia se era outra bronca ou se era um elogio." Ele falou: "As pessoas se fascinam com você, você chega nelas, elas não têm uma
uma coisa contra você". Falei: "Isso é bom ou ruim?" Ele falou assim: "Você vai fazer consultório muito fácil. Por exemplo, eu não ter efeito chamã, eu serei sempre um professor." Eu falei: "Tá bom, >> Bia". É, é, é interessante isso que você tá falando, porque medicina desde Hipócrates é observação, né? Eu acho que é difícil diagnosticar, seja uma gripe ou uma doença mental, sem se demorar, e aí não é no sentido de tempo, mas se demorar no sentido de observação em Relação ao paciente. A medicina atual, então, vai viver um problema, né? Porque inclusive pela
aceleramento dessa geração e por tudo que nós estamos assistindo é difícil. Qual que é a perspectiva? O que que você enxerga? Porque aí quando você me traz essa essa essa sensibilidade sua com pessoas e até a gente falando um pouco ontem sobre o caso da minha irmã, né, >> que talvez se tivesse tido uma conversa, Talvez a conduta teria sido outra e não teria chegado ao óbito. >> Qual que é a sua visão e a sua o seu prognóstico para essa formação de medicina atual? E aí com outra pergunta, até porque você você tem uma
visão muito ampla aí de mundo. Isso é só no Brasil ou é no mundo inteiro que a medicina sofreu essa mudança? Porque médicos com esse esse essa capacidade sua, eu não não ando enxergando. >> É. E tem uma coisa, eu acho eh que a Gente quem tem um bom médico, se agarra ele. Todo mundo vai ter que ter um médico de estimação, pelo amor de Deus. Carregar na bolsa. >> Fica a dica, ó. Todo mundo vai ter que ter um médico de estimação. Eu já vou arrumar o meu. Trate ele muito bem e tem um
bom médico de estimação. >> Eu acho que nós vamos voltar aquela época que o médico cuidava era de tudo. >> Não, eu acho que o bom médico, se você tem um que sabia opinar de tudo. Eu fiz Psiquiatria, mas eu estudei muito clínica geral, porque as pessoas que entravam na faculdade achavam que psiquiatria assim. Quem não gosta de medicina vai fazer psiquiatria. Ao contrário. Você tem que gostar muito de medicina para fazer psiquiatria, porque você tem que entender muito do corpo inteiro, porque o cérebro repercute em todos os sistemas fisiológicos. Então, essa coisa, tipo assim,
ah, não gosto e vou fazer só eh subjetividade, não. Existe subjetividade, existe objetividade no no na complexidade do ser humano e tem que ser dado conta e conectar essas coisas. >> E até porque é muita doença mental, fisiológica, né, >> e vice-versa. Existe um caminho que, né, o que eu penso repercute no meu corpo e meu corpo eh sinaliza pro meu cérebro o tempo todo se ele tá bem ou não tá. existe essa comunicação de mão dupla. Então eu acho o seguinte, do jeito que a Coisa tá, eu vou falar mais por Brasil. Eu sempre
achei a medicina lá fora, mas aí não dá pra gente falar com profundidade, muito fria nesse contato. Por exemplo, o médico, uma mãe que tem filho nos Estados Unidos, ele vê o médico acho que uma vez, porque depois é a enfermeira que atende no pré-natal. Tá, tá. Ela só vai ver o médico na sala de parto >> e provavelmente não vai ver depois, mas na sala de parto você, minha filha, >> é >> eu que o di >> já não tá nem vendo muito, né? Então assim, eu sempre achei essa coisa meio fria, né? Existe
uma coisa mais técnica, mas existe uma carência. Aqui no Brasil, ao contrário, a gente sempre teve essa coisa dupla, eh, de buscar a questão técnica, mas a questão da empatia, do acolhimento, vinha na frente. Então, por isso que os médicos às vezes eram respeitadíssimos, Como se fosse uma autoridade. Não precisa isso tudo, mas existia, porque o médico era quase o padre, >> né, de sentar com a família, de dar um conselho. Nossa, eu muitas vezes fui chamada por famílias judias, não sendo judia, para reuniões de família. E eu falava assim, coisa engraçada. Aí o rabino,
você tem essa coisa, né? Você você tem uma coisa meio de guia espiritual na mente. Eu falei: "Tanto que eu conheço vários rabinos e a pessoa Se ajudia. Não, mas você foi na sinagoga?" Ué, me chamou, for. Então assim, eu acho que essa mentalidade hoje me enfraqueceu muito. A minha consulta em consultório sempre teve a primeira vez no mínimo 2 horas e a pessoa meia e era pouco. >> Ah, é? Ué. >> E eu já tive casos que eu fiquei três a 4 anos do tipo assim, mandei, ó, remarca, Avisa a pessoa que eu não
vou cumprir o horário, não precisa pagar. Se puder esperar o que? Se não puder vou entender. Remarca o dia que ela quiser, a hora que quiser. >> Mas aí também tem uma via de mão dupla do sistema tão complexo, né, Biutro? De uma filha de um amigo nosso se formou em medicina e nós encontramos num restaurante. Falei: "Filha, tem um ano, você se formou tal da idade do meu filho, você tá feliz?" Ah, tia, tô, mas Eu trabalhei no pronto socorro, eu vou fazer residência em radiologia, tal, não quero trabalhar em pronto socorro, não gostei,
me senti muito pressionada. Falei: "Por quê?" Ah, porque agora nós temos scorecard, nós somos avaliados por indicadores e se a gente fizer uma consulta de mais de 8 minutos, a gente de certa forma é chamado atenção, é punido num pronto socorro, uma coisa, >> 8 minutos num pronto socorro, você vai Definir a vida. Você escolhe quem vive, quem precisa, quem vai ocupar um centro cirúrgico, quem não vai ocupar, não dá. Até porque ocupar uma quem não vai ocupar, >> quem vai ocupar, quem vai viver, quem vai morrer. Então assim, isso também é uma coisa de
produtividade que hoje, tipo assim, em pronto socorro, tiver que escolher, se for velho, esquece, vê os jovens. Então, isso se tornou uma coisa pelo mercado que é horrível. É, >> mas fora isso, eu acho que se eh eh nunca teve tanta faculdade, medicina espalhada pelo país. >> É fato. >> E isso, por um lado é bom, por outro não dá para manter um padrão de qualidade para todos. Você tem que ter algum tipo de avaliação, você tem que ter algum tipo de ensinamento, porque, por exemplo, eh, hoje se alguém vai fazer medicina, primeira coisa, a
formação de medicina tinha que ter no seu currículo A seguinte coisa. Entenda que você vai ter que estudar pro resto da vida. Lide bem com isso. Isso não é falado. Por em 1950, Andreia, o médico que se formava, ele levava 50 anos para que todo o conhecimento dele acumulado na faculdade dobrasse. Isso significa que se ele se aposentava lá com 35 anos, ele levaria a vida inteira com aquele conhecimento que ele teve na faculdade, Dando conta. ele não ficaria defasado. Ou se tivesse uma defasagem era muito pouca. Hoje todo o conhecimento da medicina dobra de
seis em seis meses. >> É o que acontece com é >> isso é um dado. >> É, >> né? Então você pensa, tem gente que vai fazer medicina e aí no segundo ano ou no primeiro ano tá tirando foto de jaleco para postar em rede social. >> Tem a cerimônia do jaleco, que é uma Mega festa igual de formatura. Então eu acho assim, será que a gente tá formando eh técnicos ou tá formando seres humanos que vão cuidar de outros seres humanos? Por exemplo, um médico que não tem o mínimo de formação filosófica, mas não
é filosófico, vai ficar citando, ah, segundo dos évicos, ah, segundo, não é isso, segundo Niet, >> é entender o que que é um ser humano. Ser humano é um bichinho diferente, Complexo. E o ser humano é da espécie homo sapiens sapiens. Que que significa? Sabe que sabe. >> Uhum. >> Nós somos o único bichinho que sabemos que sabemos que essa vida tem fim. que temos que dar sentido e propósito à nossa existência. O tal do legado. Se você passa a vida inteira, por exemplo, a gente essa altura da vida, se a gente não tá deixando
um legado, meu amor, não prestou para nada. Vai varrer a gente rápido. Agora, se a gente tá aqui produzindo conteúdo para que as pessoas possam se refletir, possam entender a complexidade humana e serem melhores, você pode ter certeza que é capaz de com 100 anos a gente tá aqui. >> Uhum. >> Porque a natureza criou tudo com utilidade. Se uma macieira não dá maçã, que que acontece com ela? Ah, é. Ela morre, ela >> ela morre, ela some. >> Boa. >> Então assim, nós somos um produto da natureza. O problema é que não se pensa
assim. Alguém falou na sua faculdade ou na minha, olha só, nós somos animais como todos os outros. A diferença é que nós somos bichinhos que sabemos, temos a condição de saber, nem todos sabemos, que a gente tem uma missão a cumprir. Por exemplo, todos os outros eh reino animal, o reino vegetal, todos os Animais sabe o que vieram fazer aqui, reproduzir, passar seus gens e se alimentar. Alguém ensina qualquer animal na natureza que ele tem que se alimentar. Todos sabem. A vaca sabe que tem que se alimentar do capim. O outro sabe que tem que
comer o tal outro animal na cadeia do alimentar. >> Ninguém explica pro leão qual que é a cadeia alimentar dele. >> Dele como é que se reproduz? Ninguém. É como se fosse um software que já vem Rodando, >> rodando. >> Ser humano não. Ser humano é o único que vai ter que descobrir como rodar isso e vai ter que descobrir o que dá sentido a sua vida e fazer o seu propósito. Porque o que dá sentido à vida é quando a gente descobre qual o talento, qual foi o gift que Deus nos deu, né? Porque
talento é gift em inglês. >> Presente. >> Presente. Então o talento é a pista. Porque tem gente, ai, mas eu não descubro. >> Isso é tão profundo, né? Desde a influência >> quando você fala isso, isso mexe com as minhas entranhas. Talento é presente. >> É presente. >> É algo que você já recebeu que veio no software. Eu acho que talvez a missão seja descobrir. >> Descobrir para dar sentido da vida. O sentido tem a ver com a descoberta dos Talentos. E o propósito, quando eu uso esse talento para me fazer alguém melhor e somar
na vida do outro. É isso. Isso é a definição do ser humano. >> E aí imagina médicos formados sem essa perspectiva, né? >> Muitos. Nenhuma. Nenhuma. E tem médico escol. >> Eu ouso dizer que na atualidade a grande maioria. E isso me assusta muito. >> Me assusta porque assim, eh, eu já passei por situações que eu tive que Passar por alguns médicos, né? eh, para fazer second opinion, que é tumor, não é tumor, é maligno, não é maligno. E eu me lembro que eu fui a três, que aí os colegas, não, vai na fulana, vai
no ciclano, passei por dois. Esses dois me olharam como se tivesse olhando uma xícara. Olha, se for maligno, tá tá tá tá ch. Se for não sei que lá, tá tá tá, vamos proceder a a biópsia. Eu falei, mas como é que vai fazer bió? Não, aberta, tá, tá Bom. Não, você é médica, você sabe, né? Tá, tá, tá, então tá bom. Aí me indicaram uma que era especialista nesse nesse tipo de tubum. Eu fui e aí ela olhou para mim, como é que você tá? Aí eu falei: >> "Ah, e mudou tudo >> curiosa".
Aí ela: "Deve ser difícil, né? Porque você ampara os outros. Como é que você tá se sentindo bem?" Tá, tá, tá pá. Eu falei: "Não, tô querendo saber o que é, né?" Porque eu paro do princípio que Problema é problema até eu não saber qual o problema, porque ali a partir dali eu tenho as opções, é fato. E eu vou >> problema é problema até você não saber o que é. Depois vira >> ele se apresentou, eu tenho que criar possibilidades de resolução, melhores ou piores, mas são as possibilidades. Aí eu falei: "Olha, Simone, Simone
Garalde." Falei: "Olha, Simone, vamos ver, né?" Ela falou: "Eu não vou fazer biópsia Aberta com você, não. Eu vou fazer endoscópica". Van, você topa? Porque pela endoscopia ela fazia e ia justamente no pâncreas e tentar tirar o Falei: "Tá bom, top". Aí me internou. Aí ela falou: "Não, porque vai ficar uma marca, vamos tentar. Vamos." Aí quando depois ela falou: "Olha só, fiz a biópsia". Tá, tá, tá, colhi o material, não deu para tirar porque ele tá numa bifurcação que se eu tirasse eu ia decompor ali a estrutura. Mas vamos ver aí. Ela me liga,
saiu o resultado. Bia, olha só, é maligno? Eu falei: "Tá". Ela falou: "Mas estranhamente eu botei pra cultura se comporta como benigno." Eu falei: "Como é que é?" >> No pâncreas, >> a biópsia da maligno, mas a crescimento dele? >> Sim. >> Vamos acompanhar. Falei >> que é o que importa no mundo do mundo, Né? evolução >> exend aí eu não sei o que que você faz, não sei como é que você lida com essas coisas, mas e aí de seis se meses eu faço. Ela falou: "Bia, ele continua se comportando assim. Quer saber de
uma coisa? Continua fazendo o que você tá fazendo, como você vive. É isso. Porque assim, >> ela foi sensível na abordagem. >> Foi sensível, tipo assim, que temos aqui. Aí ela falou: "Você é uma pessoa Calma?" Eu falei assim: "Não sei se eu sou calma, eu sou objetiva com problemas. >> Pode ser históica". Talvez eu me tornei, eu me tornei. >> Você é muito histórico. O que é, o que não é, não é. Tem o que fazer, vamos fazer. Não tem o que fazer, não. >> Vamos tocar a vida também, né? Eu eu brinco, tipo
assim, a gente morre atirando, >> cai atirando, >> a gente cai atirando. Então, eu acho que essa sensibilidade é rara, né? E eu acho que não é porque as pessoas estão sem conhecimento, eu acho que as pessoas estão sem conhecimento da estrutura humana. as pessoas, ah, vou ler um livro, ah, que coisa chata, né? Então, assim, então frequenta uma rede social que fale bonito, que fale bonito, conteúdos bonitos. >> E é tão interessante quando você fala, Tá sem conhecimento da estrutura humana, porque a gente tá sem conhecimento até da gente, né? Quando você falava assim,
ah, eu fui escrever o livro e eu não tava me sentindo bem, eu não escrevi, eu falei: "Gente, você se ouve >> porque isso é tão raro". Eu tava conversando com o Vilela outro dia e ele falando de questões de TDAH, né? aliás, de autismo. Aí ele falou assim: "Ah, meu filho tá aí num num diagnóstico para ver se tem ou não, mas porque ele tem Dificuldade de interação, ele não gosta de muita gente." Falei: "Vila, eu não gosto de muita gente, a gente não tá olhando pra gente. Será que é autismo é timidez?" Então
assim, >> tem essa perspectiva também de que as pessoas estão muito chatas, >> que é mais introvertida também ou que a interação com outro não tá agradável, né? Eh, e >> patologizou tudo, né? Isso me deixa. Hoje as pessoas se apresentam pelo seu Transtorno. Ah, fulano, como você? Ah, eu sou não sei que tenho não sei quê. Eu não perguntei que que tem. >> E qual que é a vantagem disso, Bia? Você acha que as pessoas, porque a saúde mental mudou muito, né, de quando você começou, as pessoas se valem disso para tirar vantagem? Porque
eu ando achando que talvez isso possa estar acontecendo, porque realmente as pessoas se apresentam pelo transtorno. >> Agora tem chá de revelação de Transtorno. Você já viu isso nas redes sociais? Jú, chá de revelação transtorno, gente, vai abrir o diagnóstico. É como se fosse chá de bebê, >> nada contra. Agora eu é o seguinte, tudo que tem um exagero, e a gente ouve hoje tem um exagero de informação, nem toda informação é boa, nem toda informação vira conhecimento e nem todo conhecimento vira sabedoria. Então a gente tá inundado de informação Como nunca, >> nem toda
informação é boa, >> nem toda informação vira conhecimento, porque tem que conectar, >> né, para chegar. E nem todo conhecimento vira sabedoria. Porque a sabedoria, quando você fala assim, eu sei isso tudo, mas não tá me valendo de nada, eu vou fazer aqui pela intuição, eu vou deixar o tempo resolver, porque tem problemas que não tem o que você fazer. Como tem que você fazer, você deixa o Tempo. >> Se você fosse escolher um fator de adoecimento mental hoje, que você diria assim, talvez isso tenha agudizado bastante, qual seria na sua perspectiva? >> A pior
coisa hoje, e isso era uma impressão minha, mas as pesquisas revelam, eh, e que é fator de envelhecimento, eh, porque os estudos de longevidade falavam assim: "Ah, você tem que se alimentar, sim, você tem que caminhar, Você tem que não sei quê". vários fatores, mas um que bateu todos, mas todos chama-se deixar de ser fiel a sua essência. Quando você >> fator de adoecimento, >> de adoecimento e de envelhecimento, uma pessoa que é fiel a si, >> deixar de ser fiel à sua essência, >> fiel a si. Por exemplo, se você deixa de existir e
cria um personagem, uma persona, que é o que mais a gente vê Hoje no mundo, né? Você abre a rede social, a gente olha, não sei, você, talvez você tenha a mesma percepção que eu, eu olho aquilo, falo assim, fake >> é >> mentira, mas não precisa me se revelar depois ou não depois, são detalhes. >> Eu sou voer de gente. Eu adoro de gente também. >> Eu adoro um dos meus um dos meus. Eu também a Disney. >> A Disney para mim é para um lugar ficar paradinha, anônima. Adoro. >> Anônima, né? de bonecos.
Agora ela revela revelou o meu meu segredo. Mas assim, quando a gente vai para fora é mais fácil, né? Então, ficar tomando um cafezinho num lugar com uma copinho de água, você capaz de ficar ali o tempo todo. Aa mais que passa a gente com cachorro, o cachorro vem, eu falo com cachorro, continuo observando as Pessoas. Então assim, o fator de adoecimento, de estresse prolongado, porque o que adoece não é um estresse agudo. Eu tenho um problema agora. Se a gente tivesse um problema aqui agora agudo, a gente ia parar tudo, resolver, pronto, acabou. Estresse
agudo é sinalização, é é luz vermelha pra gente resolver. O que adoece é o estresse prolongado. >> Eu falo que é igual fogo na panela. Se ela tiver muito alto e você abaixa, Resolveu ali. Agora aquele fogo médio, mas vendo o dia inteiro, você não tá vendo não faz la bareda, né? Então assim, eh, deixar de ser você, isso é o preço mais caro que o ser humano paga e sem saber. Por quê? Porque a maioria não consegue nem ser quem quem nasceu para ser, porque não não tem esse conhecimento, esse autoconhecimento. Então aí você
vê pessoas, eu eu desde que eu comecei o podcast, eu sempre falo pra equipe, gente, eu queria a partir do De se meses, falei, eu queria que vocês vissem o índice de auto de autodestruição, né, de tirar a própria vida eh de influencers. Aí, primeira coisa, a Michele, Gabriel, né, M? Uhum. >> Mas por que isso? F. Não, não sei. Quero. Aí o primeiro ano quanto deu? Oito. >> Uhum. >> Segundo ano 22. Esse ano eu tenho que Saber até em que tá. Porque isso era uma coisa lógica para mim. Se existe pessoas estão vivendo
de fazer um personagem que eles não são, é como você fazer um papel de teatro do qual você a peça dura 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso adoece, enlouquece ou faz a pessoa partir antes. E o índice só tá aumentando. >> E eu falo que a persona, >> eu vejo muito isso no no Sapucaí, >> quando eles desfilam aí eles chegam no final, ai tô doido para tirar isso aqui, porque aqui tem calo aqui, tem um machucado aqui que a fantasia gerou. A fantasia, você sustenta ela por algum tempo, mas >> você
não sustenta o tempo todo. Não sustenta. E talvez as pessoas não estejam vendo isso, não estejam vendo. Elas estão acreditando. É quase como se fosse um um delírio coletivo de acreditar que você monta um personagem e Que todo mundo vai acreditar e você vai acreditar. O problema de você botar uma máscara é que depois aquilo se adere a você. Tem um poema do Fernando Pessoa que fala isso. Tentei arrancar a máscara e ela já tava grudado ao rosto e já não deu mais. >> Exatamente. Então, mas eu acho que as pessoas não estão vendo isso.
Não estão vendo. Uma outra coisa, uma das coisas que me acalma profundamente, eu tenho uma trilha sonora lá no Spotify que é Para ativar meu nervo vago, é para fazer o oposto dos testes. >> Não, depois eu compartilha. Olha, eu levanto todos os dias que eu consigo levantar, já escovar o dente, botar aquilo, aquilo me alinha, que eu falo assim: "Venha o que vier, que hoje nada tira a minha paz". E às vezes assim, três dias, quando a gente viaja muito, a gente perde a rotina, né? >> É >> isso é tão chato. Você tá
num lugar, tá No outro. Às vezes eu eu falo assim, tá acontecendo alguma coisa, alguma coisa. Falei: "Não tô ouvindo minhas músicas." >> Você que criou essa essa play? Ei alguns, né, que é que para mim assim entrou a linha, é uma coisa impressionante. Me põe num num lugar que é um flow, >> num flow, me põe num flow que é aquela hora que eu olho no espelho, falo: "Bia, tá me envelhecendo, né?" Aí eu falo assim: "Mas pensa bem, a trajetória tá Ficando bonita". É, >> eu sempre falo que a gente tá escrevendo um
livro, todos nós. E é claro que num livro não vai ter 20 capítulos, um não vai prestar, o outro vai ser mais ou menos. Mas se você consegue fazer 80% desse livro valer a pena, a tua vida tá valendo a pena. Tem algum capítulo no seu livro da vida que você diria: "Este aqui é um capítulo que >> eu acho que os momentos mais jovens eh eu era muito impulsiva >> mesmo. Era, era, eu já tive uma situação assim, claro que em audes de estresse, época de residência, quando você dá plantão e você eh e
você tem que eh dar conta da residência, dar conta dos plantões e era bem puxado. Residência é bem puxado. Você tanto que você tem lugar para morar no hospital, na residência, residência, não é você ir lá, você passa o dia lá e ainda tem plantões. Eu me lembro que um dia eu estava tão estressada e foi um plantão Tão estressado, eu tinha dormido pouco, eu tava dormindo pouco que tinha que estudar, tinha que apresentar trabalho. No dia seguinte eu tava dirigindo, aí tava um amigo meu da da residência, a gente tava voltando para casa, a
residência era em Botafogo, tava ali na toneleiros em Copacabana, voltando para casa. Eh, e aí um ônibus tava, eu tava aqui, o ônibus fez assim, vum, mas me cortou de uma tal maneira. Aí eu não sei que que tinha aquele dia, Eu devia estar em TPM também, né? Eu virei na frente do ano, parei. Aí o meu meu amigo Daria, ele falou: "Lindinha, lindinha, lindinha, volta aqui". Eu falei: "Não, ele vai me pedir desculpa". Eu saí do carro, entrei, fiz assim, ele abriu, que foi? Aí eu falei: >> "Dá para você me pedir desculpa pelo
que você me fez?" Eh, "Tira esse carro daí, dona". Falei: "Você vai me pedir desculpa, Porque quando eu tô muito estressada, eu falo baixinho. Pessoal já sabe, se eu tiver falando muito baixinho, que você tem for dificuldade para ouvir, eu tô >> no limite. >> No limite. Aí eu falei: "Não, senhor desça aqui, não vou descer. Por favor, senhor, se eu desça aqui. O que você fez não foi certo e você sabe que não foi certo. Quando ele falou não pela terceira vez e que fez menção de fechar a porta, eu subi e eu vi
que ele era um Cara >> desse tamanhozinho. >> Eu peguei ele pela blusa, era blusão que eles usavam. Tá achando que uma mulher de 2 m. Eu arranquei ele do coiso. Eu arranquei. Você não me pergunte como. E eu fui descendo com ele pela escada. Eu falei: "Você vai me pedir desculpa que não as falta, que aqui somos nós dois lá de cima da da sua poltrona lá, não é aqui. Eu vou pedir desculpa pelo que eu fiz, Mas você pede primeiro que eu tiro." Aí começou a juntar a gente, o pessoal do >> não,
o pessoal do pede desculpa para ela falando e não sei o que. P p p. Falei: "Pede desculpa que você tá prejudicando os outros". Aí ele: "Não, tá bom, desculpa." Falei de coração. Ah, >> assim, tá >> dedinho. >> Só não doo entrei no carro, depois cheguei em casa e o meu amigo assim, muda ele, você sabe O risco que você correu? Você sabia que a gente podia ser linchado? Você sabia que aquele homem podia dar na sua cara e eu era obrigado a tentar te defender. Falei, gente, não carecia. Não carecia. >> Esses capítulos
de impulsividade, você acha que >> eu acho, eu acho que não valeu a pena. Hoje é assim, mas aí também eu fui pro extremo, né? Porque hoje tudo dia bateram no meu carro, eh, na traseira, no sinal, numa sexta-feira. Isso já tem Um tempo, 5 anos. Aí eu falei, Danice, no carro eu estava, no carro eu fiquei, aí o cara saiu e ficou batendo batendo. Falei: "Não tem problema, tudo certo." >> Você nem foi ele te estragar, >> nada? Não fui. Aí baixei o vidro, falei: "Meu senhor, tá tudo certo? Não, eu quero te mostrar.
Tatá, porque eu tenho um lanterneiro. Tá tatá. Pá, pá. Falei, não, tá tudo certo. Eu não vou ver isso hoje. É sexta-feira. Segunda-feira vou Pedir pro meu, pro meu porteiro ver, vai chamar o seguro. Eu não vou perder meu final de semana. Te juro por Deus, menino. Mas homem era obsessivo. Aí ele queria que eu visse pedacinho, um pedacinho que ele ia levar, que ele ia fazer. Não, não quero não, não quero. Chegou uma hora, falei: "Meu senhor, é sério, não quero." Aí o prejuízo já tá ficando agora. É sério. Então você fica com o
meu telefone? Fico, eu fico com seu telefone. Ah, tá bom. Você me Desculpa, me perdoe, me desculpe, me perdoe, me desculpe, me perdoe. >> Você tava tendo mais prejuízo de tempo do que educar. Exatamente. Então, assim, alguns capítulos eu faria diferente. Eu faria diferente, mas se fosse possível voltar, não é possível voltar. Então, tudo que eu >> fiz, que não me agradou, que não foi bacana, o que eu posso e faço todos os dias é não repetir os mesmos erros. Eu digo que eu quero errar novos erros, Que a gente vai errar o tempo todo,
mas não os mesmos, né? Eu não me permito mais o errado. >> Minha mãe tinha uma frase maravilhosa porque nós somos seis irmãos. Ela falava de mim que sou mais nova, ela falava: "Essa menina nunca apanha duas vezes pela mesma coisa. Ela sempre apanha por coisas diferentes, porque eu aprendia com aquele erro e fazia outras coisas erradas lá, mas nunca." >> Então nós fomos igual porque eu sou Caçula. A minha irmã sempre lidava com as broncas da minha mãe. E eu me lembro que eu observava, fazia assim, minha mãe falava: "Sônia, não sei quê, não
sei queá". Ela aumentava o rádio e falava: "Quê? Não tô ouvindo nada, menina, aquilo ia deixando a mamã". E eu falava assim: "Não faz isso não, precisa não". E ela não. Aí quando minha mãe ameaçava de de perto dela, ela fechava a porta do banho ligava o chuveiro com som. Falei: "Não vai prestar porque ela vai ter que Sair de lá". Eu eu nunca apanhei nunca. Aí minha mãe fala, minha irmã, você é predileta. Você falei: "Não, a diferença é que eu ouço, se eu tiver errado eu me calo e eu não repito aquilo". Então
minha mãe sempre diz: "Ana Beatriz não dava trabalho, era falava uma vez só, tava falando." >> Eu também não, >> mas por observação eu falava: "Para que que eu vou pro conflito?" >> Porque o conflito desgasta. >> Ah, é? E e adoece a relação, né? >> Rai, volta para falar de saúde mental. Raiva. Pois é, >> raiva é uma coisa horrorosa. >> Adoece até os órgãos, né? >> Todos. Além de baixar muita. >> Eu vi você falando disso em algum lugar do do quanto a raiva contamina o corpo inteiro. >> O corpo inteiro. O corpo
inteiro. E você tem ali um período na hora que a raiva você vai sentindo, né? Ela vai Esquentando quando ela vai subindo. Se você nessa hora sair de cena, eu sou mestre em hoje fazer, ah, vou fazer xixi, sai. Porque a raiva você tem 90 segundos, que é 1 minuto e meio, para não deixar ela estourar. Se você bloqueia ela, sai do campo que tá provocando a raiva, muda a estação. >> Uhum. Hum. >> Ela não vai pro explodir. Aí tem gente fala assim: "Ah, mas explodir alivia". Aliviar não é resolver. Alivia naquele momento. Mas
você cri, >> ele vê emoção. >> Ele vê emoção, mas não resolve nenhum conflito, pelo contrário, só aumenta. >> Então assim, eu acho que, pelo menos para mim, não acho que isso é uma regra, envelhecer tá sendo bom para caramba. >> Você tá igual a Fernanda Montenegro? >> Tá bom demais. Se eu soubesse, envelhecia antes. >> Eu também acho. Eu acho que a gente é Bem mais sábio depois. >> Eu sou muito mais feliz hoje. É muito mais. >> Voltando a falar de saúde mental, eh, você acha que mudou muito lá de quando você começou
para agora, inclusive ter eh doenças, questões, porque a gente falava em pandemia, né, que nós íamos ter uma uma pandemia pós de saúde mental. >> Você acha que isso piorou lá de quando você começou, de quando você formou para Agora? muito. Eu acho que eh primeiro que a gente sabe mais, faz mais diagnóstico, tudo bem, mas eu acho que o estilo de vida piorou muito. Uma das coisas, por exemplo, nós somos animais, você lembra disso? >> Uhum. >> Eh, o ser humano, ele é um animal que cresceu na escassez. Pensa só lá, a gente não
tinha casa, a gente não tinha nada disso. A gente tinha que procurar abrigo, a gente Dividia eh cavernas com outros animais, a gente não tinha, tava no tempo, a gente ia procurando, acabou o alimento aqui, a gente vai para outro lugar. O único prazer que existia naquela época era sexo, quando dava tempo, né? Porque você dormia de noite em um revezamento, não se dormia assim para vigiar, >> para não entrar bicho, >> para não entrar bicho. Então tinha o que dormir, o outro que ficava tomando conta, aquilo se revezava. Então eu acho Que a gente
foi eh trocando, hoje a gente tem excesso de tudo e o ser humano não lida com excesso de possibilidades. Por exemplo, excesso de prazeres. Quem é que consegue dar conta de excesso de prazeres? Quando você tem muitas possibilidades, você adoece se você não tiver sabedoria. >> Nossa, >> você adoeceíssimo isso que você tá falando. >> Você adoece e principalmente de quê? Ansiedade, depressão e vícios. Todo vazio vai ser ocupado. A natureza não suporta vácuo. Você vê o universo. >> É, >> né? O vácuo é para ser preenchido. E o ser humano, ele no fundo, no
fundo é uma parte do universo. As leis que regem o universo regem a gente. É que a gente não se toca. Tem gente que fala assim: "Ai, que saco, eu tô infeliz." Gente, a natureza, o tempo, tem horas que tá, o mar tá calmo, tem horas tá de ressaca, >> tem hora que a onda tá alta, depois o reflui, o mar recua. >> A gente também, >> eu falo que o mar para mim é uma escola >> e é lindo aquilo, né? Tem toda aquela energia da onda, mas depois o mar reflui. >> E tem
horas que ele serena, que você fala assim, coisa esquisita, tá? Maré, sobe maré. >> Então assim, a gente tem que eh entender que o ser humano eh nós somos hoje Tecnologicamente muito evoluídos, não tenha dúvida, mas eh como é que eu vou dizer? Fisiologicamente nós ainda somos muito primitivos. O nosso cérebro tem dois grandes circuitos. O circuito do medo, que é esse do do fugir ou ou se lançar, né, que é o da sobrevivência, e o circuito do prazer, que era a busca de recompensa, que durante um tempo precisava, só funcionava o outro funcionava para
nos proteger. A gente ia Caçar, a gente tinha que se prevenir, a gente tinha que se eh ter um grupo para que a gente pudesse fazer frente a animais. muito mais fortes que a gente, né? Agora o da recompensa era usado só porque a gente tinha que se reproduzir para est aqui contando essa história. >> Aham. >> A gente tinha que não morrer e aí tinha o circuito, tem o circuito e se reproduzir. O resto que acontecer, a gente tá aqui contando essa história. Agora, se você só tem esses dois circuitos, o nosso cérebro ainda
é o mesmo. >> É, >> é, eu brinco que é a música do Belkior. Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. Isso. Eu estudei e comprovei no doutorado. Nós ganhamos cultura, mas nós não adquirimos novos circuitos ao longo desses milhões de anos. >> Mm. Nossa máquina, nós ainda somos Fusquinha, >> né? E a gente >> com a carenagem de >> de Ferrari. Mas o fato é que a gente tem que entender isso. Então tudo que é ameaça, que o cérebro lê como ameaça, ele vai reagir da mesma maneira, provocando estresse, diminuindo a
imunidade, aumentando a pressão. Se você não entende isso, porque, por exemplo, a geração Z hoje é a geração mais informada Que já existiu nesse planeta, é a geração que mais fala de saúde mental e a que mais adoece. Olha a contradição. Olha, o >> que era para ser, porque aí quando você fala isso, muito rico, né? é prazer, é, é medo e recompensa. O que era para ser recompensa, por exemplo, muito conhecimento, muitas possibilidades, veio pro circuito do medo. >> Porque você tem dois tipos de prazer, né, de recompensa imediata e a longo Prazo. >>
Longo prazo. A imediata eu digo que gera dopamina barata, vagabunda, falsificada, que é os que são os vícios >> e v é >> é a pornografia, é a rede social que você fica t Porque gente, imagina o seguinte, o problema não é rede social, é o que você consome na rede social. Você imagina se Platão, Sócrates fossem vivos, tivessem a rede social, a gente todo dia de manhã fala: "Nossa, vamos Lá, ele acordou, o que que ele vai falar hoje", né? Eu ficaria assim totalmente. Tanto que hoje, por exemplo, a professora Luel Helena é uma
pessoa que eu adoro, que que produz um conhecimento riquíssimo que a gente tem que ouvir. Tem uma menina bem mais nova, é Miriam. Miriam, como é o nome da Miriam Garcia? >> Miram Garcia. >> Miriam Garcia, que é uma menina nova. Não conheço. >> Veja, veja, porque ela fala de filosofia De uma maneira clara e ela mescla com a psicanálise. >> Olha só, >> ela é muito, muito, muito legal, né? Então, quem sabe ela não vai estar num encontro aí nosso, porque assim, é somar forças. É somar forças o tempo todo. A gente só está
aqui como espécie porque a gente colaborou uns com os outros. Não é porque a gente é mais inteligente, porque todos os animais são inteligentes, é porque a gente Colaborou. >> O bem precisa se unir, né, Bia? O mal é muito unido e a gente não aprende. >> O crime é organizado. >> É organizado e o bem é desorganizado. Precisa organizar porque a gente tem força. >> E você acha que como espécie e olhando um pouco para essa questão da saúde mental, nós estamos adoecendo por esse >> Nós estamos adoecendo justamente porque nós estamos tendo milhões
de Possibilidades e a gente ainda reage como homens e mulheres primitivos sem saber. E se você não conhece esse funcionamento, você se deixa fácil dominar pela dopamina barata. Porque a dopamina, que que é a dopamina boa? É aquela que você vai se abastecendo de uma leitura e aí cada livro você fala assim: >> "Não tinha visto isso. Que interessante esse ponto de vista. É aquele que você tem de afetos verdadeiros, né? de de Abraço. >> É você fazer um projeto de saúde, de academia, de fitness em seis meses. Daqui seis meses você alcançar o resultado.
>> Exatamente. É apostar numa relação com defeitos e tudo, mas na construção de uma relação, de uma amizade. Então isso é a dopamina. Mas as pessoas estão tão eh viciadas em dopamina barata que ela quer aqui, quer aqui é agora. Aí é a geração frustrada que mais adoece, que Tem todos os recursos. Mas é que não tem resistência nenhuma, não suporta, né? >> Não suporta uma frustração. É uma geração que muitos vão na entrevista de emprego e leva pai e mãe. >> É sério. É sério. Leva pai e mãe >> para que responda por ele.
>> Isso é uma coisa que eu quando atendia, eu fazia uma coisa tipo assim, eh, o último ano de faculdade, vamos começar a Preparar para entrevista de emprego. A Bia, eu não tô nem formada. E você sabe se comportar de emprego? Que que você responde? Você vai para uma empresa, estuda a empresa antes. Hoje você tem todo acesso, vê se é uma empresa familiar, se não é familiar, valores. Você tem que saber porque ia pra empresa, ah, não sei qual é o nome da empresa, não sei. Falava: "Você vai prestar prova para quê? Não sei.
A empresa é de quê?" "Não sei." >> Essa geração falta desejo, né? O Freud falava que desejo tem a ver com vida, >> pulsão de vida. >> Pulsão de vida. E é a geração que menos deseja, é a geração que menos tira carteira. É, exatamente. >> Nós sonhávamos dirigir, fugir de casa, morar sozinho. >> Exatamente. >> A gente queria, >> não sabia nem o que queria, mas a gente era movido por algo. >> Eu fico muito assustado quando eu vou ser não desejante. >> Motivação. Ah, porque a motivação, a dopamina também tem a ver com
a motivação. Se você gasta dopamina nas coisas baratas do tipo, vou ficar aqui só vendo isso, joguinho, pornografia, seriado. Eu nunca vejo seriado. Eu só vejo assim, se for muito bom, meu amor, é a primeira temporada. Eu não vou cair na cilada da dois, da três, da quatro. >> É, é, eu também não tenho condição de Assistir série. Eu não gosto. Me can, >> por exemplo, tem umas que são indiscutíveis, mas eu não passo da primeira. se foi maravilhosa, eu falei, vou ficar aqui aí tem aquela tá na oitava. Aí todo mundo que vai até
o final chega: "Ai, fez bem Bia, porque acabou uma bosta. desvirtuou porque aí depois, querida, vai sendo manipulado de acordo com os objetivos e os sucessos que tá fazendo, com indicadores. >> Eu não posso cair nessa. Então, assim, a arte me pega, me sequestra, mas eu não deixo me manipular pela continuação de sucessos que deixam de ser sucesso, porque virou um produto. >> E passa pelo autoconhecimento também, né? Porque você sabe o que que é bom para você, >> você observa, você sabe exatamente quando vai acabar um capítulo de uma série, porque é quando você
tá assim, aí acaba, aí te deixou Tensa para ir paraa outra, é tudo feito para liberar a tua dopamina barata. Aí eu falava >> e para te viciar >> para que você fique nesse ciclo, >> exatamente >> de adoecimento. >> Não precisa nada, né? As pessoas que mais entendem de neurociência são as pessoas ligadas ao marketing, ao >> neuromarketing. >> Neuromarking. Exatamente. E não tem Problema que eles saibam. >> Eu não acho ruim que eles saibam porque é a profissão deles. Eles têm o dever de criar necessidades em nós para consumir, não é isso? Tá
limpo. É a profissão dele. É, >> mas eu tenho é o jogo consumo. É, não tem problema. Mas a questão que eu sabendo disso, eu tenho o dever de falar: "Não, >> eu escolho, >> eu escolho, eu sou livre". Exerce o Livre arbítrio só é possível com conhecimento. >> Bia, tem um livro do Biung Chan, Sociedade do Cansace. Maravilhoso. >> Sim. Ele é coreano ou japonês? >> É, acho que é coreano. >> Coreano, eu acho. É. >> É. Agora fiquei em dúvida. Coreano ou japonês. >> É, eu sei quem é. Sei quem é. >> É
maravilhoso. Você acha que a sociedade tá mais doente ou mais cansada? Eu acho Que a sociedade tá exausta e toda exaustão leva ao adoecimento. Porque que que é exaustão? É um estresse crônico. E o est >> você falou, né? É um fogo que dura muito tempo. >> É. Então assim, a exaustão, eh, eu vejo uma uma geração e gerações exaustas. desde os milênios, a coisa já tá de exaustão. Eh, mas eu vejo também que essa exaustão é o anúncio do adoecimento que tá Chegando, é o pré-adocimento. >> E é engraçado esse negócio que você falou
de muitas opções. Eu eu era louca para ter canais de streaming. Eu lembro aqueles de filmes >> que era o um, o dois, o pipoca, tinha vários. Eu era louca para ter aquilo, >> é telecim premium, telecim pipoca. Aí eu falava: "Nossa, dia que eu puder assinar, hoje a gente assina lá um plano que tem, sei lá, 340 canais. Eu não Tenho ânimo de abrir um." >> Por quê? Toda dopamina barata leva, o cansaço vem da dopamina barata. O que que é dopamina barata? Vamos lá. Pega uma laranja. Eh, quando você pega, corta a laranja,
você espreme, sai o suco para caramba, né? Se você continuar espremendo, espremendo, chega uma hora que vai pingando, mas não sai mais aquele suco. A dopamina barata, você tem entra aquela substância ou aquela informação ou o Próprio, a própria série ou o que for, tá? Você olhou, libera uma dose de dopamina, aí você, opa, isso aqui é legal. Se você continua ali, vai >> minando, >> liberando, mas vai liberando menos. Aí você vai fazendo mais porque você aposta que quer aquele primeiro suco, não pinguinho. E aí chega uma hora que você larga, porque a a
dopamina boa e imediata, ela vem imediata, ela vem só da da novidade. Qualquer novidade libera dopamina. >> É do >> É que nem traição. Traição é tipo assim, ai dopam, aí você fica, ai, dopamina boa, tá tá. Depois que você tem, n três semanas, você fala: "J, não vou trocar, já conheço o defeito aqui, vou trocar por ali." Vai dar ruim não, já tem uma história. Chega. Se você tem bom senso, >> se você não tem, parte pro terceiro, pro quarto, >> faz que nem o o cliente da fadinha. Cliente da fadinha é um exemplo,
né? >> Vai fazendo uma serenata atrás da outra. Exatamente. >> Com o mesmo script. >> Ex. Mas troca o as personagens, mas os crimes é o mesmo. Ele já tá escolado, né? >> Bia, falando em casos de consultório, não sei se você gosta dessas prosas, mas teve algum caso assim que talvez o caso mais esdrúchulo que você teve. >> Mais esdrúchulo >> que você falou, gente, será possível? Porque a gente em consultório vê de tudo, né? >> São tantos, mas são tão esdruxos que se eu falar vai expor a pessoa. >> Aham. É porque dependendo
do nível de drú só tem coisas estranhas que são repetitivas, mas tem coisas estranhas que são tão estranhas que só pode ser uma ou duas vezes na vida. Mas >> estranho é repetitivo. >> O estranho repetitivo eh pessoas, por exemplo, pacientes eh que tque é uma coisa grave, muito grave. um sofrimento muito grave. São pessoas em geral com com um um pudor, uma sepsia tão forte, tão não sei quê, mas ao mesmo tempo no sexo são capaz de coisas inacreditáveis. >> Olha só. >> Aí você fala assim, gente, mas não deu para entender porque não
podia tocar >> a mão para cumprimentar. E tem >> tinha uma paciente que tinha a mão ferida do quanto ela lavava. >> De tanto lavava. Isso sempre me impressionou, mas depois te fez uma lógica, porque o toque eh e práticas sexuais que eu falava assim, nossa, né tinha ouvido falar essa, né? Tipo assim, não julgando, mas assim, >> é até criativo, estranho, né? E e eu falava assim, gente, mas por que isso? Com o tempo eu fui vendo o seguinte, eh, Dentro os transtornos de ansiedade, você tem a o pânico, que é maior ansiedade que
uma pessoa pode sentir num curto espaço de tempo. É como num gráfico, é como se fosse um pico. >> Uhum. >> Né? Mas não é a maior ansiedade que uma pessoa pode sentir, porque a pior ansiedade uma pessoa pode sentir é o toque. Porque o toque é uma ansiedade muito alta num platô lá, como se fosse No pico do do do pânico, mas é constante, >> mano. >> É horrível, é torturante, é uma pessoa que é sequestrada por seus pensamentos. Então, essas pessoas têm um nível de ansiedade tão grande o tempo todo que, provavelmente o
sexo é a única hora que eles conseguem ter um alívio, porque assim, essa coisa de que o cérebro faz >> e aí exacerba, né? >> Exacerba porque é como se fosse um Respiro. Agora pro parceiro deve ser uma coisa esquisita, né? Porque se você precisa de um alívio, porque você tem um nível de ansiedade o tempo todo, eu tive uma uma esposa de um paciente que falou assim: "Doutora, pelo amor de Deus, mas eu não sou Rivotril, eu não eu estou me sentindo um rivotril, não é assim acalmar. Tem que melhorar. Tem que melhorar porque
assim, eu gosto de fazer sexo com ele, mas não é na velocidade, na quantidade. Aí eu fico olhando para Ele no meio do sexo, eu falo assim: "Eu tô sendo um objeto de um ceciolítico. Eu sou um ceciolítico". Aí eu falei: "Não, você faz sentido também". Ali me ficou muito claro quando ela falou: "Eu sou um anciolítico", né? Eu falei, gente, >> é interessante essa pontuação sua, porque eu sempre em consultório percebi toque ligado a alguma questão relacionada a sexo. Sempre tinha uma história sexual associada, difusa. E é interessante, eu Não tinha pensado, é o
alívio. >> É, você vai vendo, é o alívio. Só que tem que você não pode ter uma relação eh e sexo é bom quando é bom pros dois lados, senão a tortura, >> né? Alguém tem que tá bom, né? Você não pode fazer sexo só por ser funcional, >> não. Como ela falou, eu sou uma caixa de calmante, eu sou um uma caixa de anciolítico. Então isso sempre me chamou atenção de como a gente vai aprendendo coisas que depois a ciência vai Explicar, porque a prática antecede qualquer ciência. A ciência se faz em cima de
uma prática. Verdade. É verdade. >> E aí você vai observando um padrão. >> Ciência é a leitura da prática. é a leitura de uma prática que se torna ciência quando se mostra que você repetindo aquilo dá o mesmo resultado. Então tem gente que fala assim: "Mas isso é ciência?" Eu nunca vi um estudo exatamente sobre isso, mas eu sempre digo que tem uma coisa que é o bom Senso. A pior coisa que tá acontecendo hoje, a gente perder o bom senso. Se você perde o bom senso, você perde o poder de reflexão. >> Numa sociedade
polarizada não tem bom senso. E a tal da polarização seja para tudo, tá? Que a gente tá falando de polarização até na própria área médica. É vacina, não é vacina, é não sei quê. Tudo virou polarização, não é só política. Numa sociedade polarizada, você vê o seguinte, que não existe Reflexão. As pessoas se posicionam eh de um lado ou de outro sem menor bom senso. É como se as pessoas precisassem >> defender um >> de uma ideologia para viver aquilo. >> Literalmente no caso USA falou isso. >> Exatamente. Quero uma para viver. Eh, as pessoas
se posicionam hoje não pelo bom senso, não por uma leitura. As pessoas se posicionam assim: disfarça as minhas dores, preenche meus vazios. Então, eu estando aqui desse Lado, eu me sinto que vai ter um salvador da pátria que vai me tirar minha angústia e do outro lado ali. Isso é muito ruim. E é interessante quando você fala de polarização de extremos, eu tenho a sensação que as pessoas se sentem representadas >> exatamente como se elas estão tão sem identidade que aquela ideologia, aquela pessoa que representa aquela ideologia ou aquele valor ou aquela ideia, tipo, se
tivesse representando ela >> e às vezes representada por coisas que que em algum momento da sua vida era totalmente contrário ao que você acreditava. Quando você pega o movimento do nazismo, você vê isso. Eu fiz filosofia, muitos filósofos foram criticados por serem apoiadores >> do sistema >> do sistema nazista. Se você pega ali a liderança do nazismo, tinham juízes, desembargadores, intelectuais, >> como que pessoas vão para esses extremos Simplesmente pela necessidade de representação? >> Aí você vê a fragilidade da tal da identidade. Que que é identidade? É quem eu sou em essência. E aí quando
a gente tá dizendo que o que mais adoece cronicamente, né, que traz o estresse prolongado, é quando a gente não é fiel à nossa identidade, quanto mais polarização, mais adoecimento terá. É inevitável. É inevitável. >> Nós então nós estamos num momento da humanidade complicadíssimo. >> Estamos, por exemplo, não é à toa que o tema saúde mental eh tá em voga >> rypado, >> rpado, mas vai continuar. Não vai ser um rypado que vai passar, outras coisas passarão, porque definitivamente nós temos uma pandemia. Por exemplo, a pandemia, eh, a gente fala de pandemia do Covid, mas
em 2016 a Organização Mundial de Saúde lançou um programa de combate ao autoestermínio das pessoas tirarem sua vida. Uhum. >> Naquela época, 2016, eu lembro porque foi o ano que eu lancei mentes depressivas e eu já tinha escrito em 2015, não sabia disso. Então, quando eu lancei, eu recebi uma série de propostas para rodar o Brasil falando de depressão. E tinha um capítulo, tem um capítulo mente depressiva que é só dedicado a isso, por, né? Por que as Pessoas tiram a sua vida, que é algo totalmente contrário àquele circuito mais primário do cérebro, da sobrevivência.
>> É >> porque quando, por exemplo, >> e por que que as pessoas tiram a sua vida? É tão complexo, tem coisas que a gente não consegue explicar, porque olha só, se eu chego perto de você e te dou um susto, você o teu circuito do medo instintivamente se defende. >> É igual quando eu encosto numa panela quente, naturalmente minha mão puxa. Eu nem penso. >> Examente. Então a gente tem um circuito que defende a gente antes da gente racionalizar o perigo. >> O perigo. >> Que que acontece? Se essa pessoa chega ao ponto de
eh desligar esse circuito, não precisa nada, eu te falei, né? Eu adoro pular de parapente, mas toda vez que eu vou pular de parapente ali na Pedra da gávia, é uma rampinha muito pequenininha. Quando você olha aquilo, eu falo assim: "Gente, vou correr ali, me jogar". Você vê a floresta ali embaixo. >> Deus, >> na hora que ele fala, "Vamos". A perna instintivamente trava. Mas você, eu ainda falo pro pro instrutor, me joga, me joga, porque não sou eu, é o meu cérebro. >> É >> o que que acontece quando uma pessoa se joga para
buscar o seu extermínio? Isso é desligado. Isso é desligado. O que que faz o circuito? >> Sistema de autopreservação é desligado, >> que é o circuito mais >> primitivo. >> Primitivo que roda muito mais fácil. Alguém te ensina a sentir medo? >> É, não, >> não. >> Até porque é quase inconsciente, né? É o retirar a mão da panela quente. Eu nem penso para fazer. >> Defender a própria vida é praticamente inconsciente. É um circuito que roda sozinho. Acabou. Você ouve um barulho, você o coração dispara. Esse circuito é um circuito, né, muito muito ativado,
porque a gente precisou sobreviver num mundo que nós éramos animais. Olha, gente, >> e você chegou a alguma conclusão de por que as pessoas >> Olha, e de tudo que eu estudei, >> como que desliga esse circuito? >> De tudo que eu estudei, tá? Tem uns que eu não consigo. Eu só tive dois, duas pacientes que eh que eu perdi pra vida. Eu digo que perdi pro game da vida. As duas, e essas cartas eu tenho até hoje. As duas me deixaram a carta. As duas. E uma carta de um afeto do tipo assim, Bia,
você não tem culpa de nada, foi uma decisão minha. Você tentou e até me atrapalhou muitas vezes. >> Olha só, >> porque a ligação que eu tinha com você às vezes me impedia de executar o que já tava planejado para ser executado. E aí eu fui descobrir quando perdi seus pacientes, que quando você algum paciente seu tira tira vida, você é investigado pela polícia. É normal, é um Procedimento normal. >> É. >> Eh, e eu me lembro que o delegado, ah, fi, que que você sabia? Não sei. Falei a única coisa que eu tenho aqui
é uma carta. Deixou ele assim. Deixou a carta. Falei: "Deixou. Me eximindo de culpa". Ele falou: "Não pode ir embora, >> deixa aqui a o eu vou tirar uma cópia porque você tá eximida. Não precisa nem de processo." Falei: "Não, por quê?" Uma era advogada, sabia? Deixou a carta Registrada. Olha só, o Sartre dizia que retirar a vida é o exercício de extrema liberdade, é o ápice da própria liberdade. >> Mas eu fico pensando que isso eu eu discordo um pouco do Sartre e vou discordar no sentido. Eu acho que se há uma lucidez, um
bem-estar, >> é uma opção. como me parece que foi do Antônio Cícero, irmão da Marina Lima, compositor maravilhoso, né, de todas, nossa, fugaz. Eh, tem Antônio Antônio Cícer era um filósofo maravilhoso, uma figura queridíssima no Rio de Janeiro e ele morava na Suíça um tempo e me parece que nos últimos anos ele tava demenciando. Ele sacou que estava demenciando. Ele sacou. Então, antes de perder toda a lucidez, ele foi morar na Suíça para ter o direito de escolher o momento. >> Hum. Foi eutanásia. >> Foi permitida. Sim, >> né? Talvez nesse aspecto tenha sido, >>
é, >> pelo nível intelectual, pelo nível de lucidez e clareza, porque você vê, ele teve o diagnóstico, mas ele teve diagnóstico precoce de início demencial, ele sabia o que viria pela frente com todas as possibilidades de recursos e ele fez uma decisão em lucidez. Mas o que os estudos mostram é que a maioria >> eh das pessoas que tiram a vida é por desespero, porque eu tive dos dois Pacientes que se jogaram e foram salvos por uma árvore. Você acredita nisso? >> E depois >> e depois fomos, tratamos sei que lá. Quando ele tava bem,
ele olhou para mim e falou: "Graças a Deus, eu não sei o que aconteceu naquele dia. Eu fiquei cego, cego. >> É o sistema que desliga que você falou". >> E ele falou assim: "Eu fico pensando, se Eu tivesse ido, eu não tava pronto. Os dois, uma mulher e um homem, >> olha só, >> os dois salvos para uma árvore. >> Pulou e caiu na árvore. >> Quebrou, né? Uma pção de coisa. Não tô rindo assim, não tô rindo da situação, mas assim, >> não saiu vivo, >> né? Você falar, mas não alterou, não bateu
cabeça, nada. E os dois depois me disseram: "Teria sido um grande erro". Que bom que eu tô aqui. Então assim, que que leva talvez um desespero tão grande que faz a gente ficar burro de desespero, porque tem acreditado? >> Eu acho que a dor fica maior que a vontade de viver. Não, não é querer morrer, é querer silenciar a dor >> momentaneamente por desespero. E esse excesso é que tem raiva. Por exemplo, quando tem um termo fala assim: "Fulano ficou cego de raiva". É mentira. Eu digo que esse termo tá errado. Ficou burro de Raiva.
Porque a raiva, no auge da raiva, o que que acontece? Você desliga o lobo frontal, você superativa o sistema límbico, amídala, >> e você desliga por excesso de estímulo o lobo frontal, que aí se você deixa passar 90 minutos, o sistema reinicia e você religa o lobo frontal. Então, será que não existe também o burro de raiva? Por que que não existe o cego de lucidez, de consciência, algum tipo de sentimento tão dolorido, será Que a gente vai conseguir provar isso em ciência? Mas você tá me perguntando que que eu acho. >> É muito complexo,
tem história genética, se você tem história de autoestermínio, muito. Nada no ser humano é um fator só. >> Então, se você tem história genética para esse fato, você já fica mais alerta. Se você tem determinados transtornos, por exemplo, o que o que tira mais a vida nos transtornos é o bipolar. O que tenta mais é o border, mas o que tira mais é o bipolar. >> É mais efetivo. >> É mais efetivo. >> E por qual razão? Porque no bine, >> eu acho o o borderline e ele entra, ele tem uma hiperativação do sistema límbico.
Então tem horas que ele fica cego de raiva ou como eu digo, burro de raiva, não burro, mas de não tá raciocinando. >> O Boder fica burro de afetos, né, Bia? Burro de amor, burro de raiva, burro de >> E porque o sistema emocional funciona tanto, tanto, tanto, que o racional fica muito prejudicado, né? Que é desesperador. Eu acho que ser border é viver em desespero. Por exemplo, a gente já teve uma paixão, né? Tudo a gente fica idiota. >> É, >> a paixão é um estado alterado de consciência. Burrice. É uma burrice. Eu Sempre
digo, >> está na alterada de você faz, você fala assim, não é possível. Se >> eu me apaixonar, me interditem momentaneamente, depois me devolve o meu direito. Porque o que que a pessoa faz apaixonada? Casa apaixonada. Aí tá a encrenca. A encrenca tá feita. A pobre daquela cantora Britney Spears. >> Aham. >> Coitada. Ela casa no meio de não sei que daqui a pouco Casa. Casa. A própria Elizabeth Taylor, coitado. Quantos casamentos os oficiais, os outros a gente nem sabe. >> Carlos Rumon fala: "Amor é ridículo. Se não fosse ridículo, não seria amor, né?" >>
O o a paixão >> é >> o amor não. O amor não é ridículo, porque o amor é uma escolha. Você faz uma opção, você faz uma opção todo dia de eh melhorar aquela relação, ficar naquela relação, seja ela eh conjugal ou Seja ela de amizade. >> Eu falo que amor é serotonina, paixão é dopamina. >> E diria mais o o amor, endorfina, é o citocina. >> A citocina, né? Por exemplo, eu sou uma pessoa que adora abraçar. Aí é muito engraçado quando eu tô passando na rua, alguém fica assim: "Ana Beatriz, aí eu vou
abraço a pessoa". Falei: "Olha só, se não abraçar não sou eu, é só alguém se passando que dizem que eu tenho umas Três pessoas muito parecidas comigo, que uma vez a pessoa: "Você tá, não sei aondde". Falei: "Não, não, você está e mandou uma foto". Falei: "Nossa, parece". Então assim, eu acho que eu tenho, >> eu morro de medo quando falo assim: "Ah, eu tenho uma pessoa tão parecida com você". Eu falo: "É bonito, filho". Tenho medo de falar que alguém parece comigo e vi um negócio muito >> É, mas era parecido mesmo de perfil.
Essa essa coisa aqui eu falei: "Nossa, parece mesmo". Não, mas não sou eu não Ah, tá. Então assim, acontece isso. É tão essa coisa minha de abraço, tanto que a coisa que mais me deixou chateada na pandemia era não poder abraçar as pessoas. >> Olha só. Então eu preciso dessaitocina, né? Porque o axitocina é a coisa que o pessoal dizia assim: "Ah, eu amamentar". Mas não é o leite, porque no amamentar você põe corpinho com corpinho. Então Isso aqui e teve uma pesquisa que foi feita em 1958 por um psicólogo, Harry Harlin. Harlin, não me
lembro o nome. É H. eh o primeiro e o segundo nome, que dizia o seguinte, ele fez o seguinte, ele queria provar que o afeto não é vinculado ao à comida, que seria o leite. >> Aí ele pegou um macaco rezos, >> né? eh, filhote sem mãe. E ele construiu duas macacas representando a mãe, uma de Metal e nesse metal encaixava uma mamadeira com o leite >> no peitinho que sairia leite. >> É, o outro era idêntico o boneco, um do lado do outro, só que tem que era feita de pano e esse pano tinha
um um sistema de aquecimento, tava sempre quentinho aquele pano ali. >> Soltar o bichinho, o bichinho foi lá na mamadeira. acabava de mamar, imediatamente ele ia pro colinho >> pra mãe de de pano quentinho e ficava lá. E aí começaram a fazer testes, horrível isso, mas faziam, começava a dar buzina, barulho, toda vez que ele ficava assustado, ele corria pra mãe >> quem tinha, >> quem tinha. E aí depois foram ver ao longo do dia dos dias, ele ficava mais de 18 horas na mãe de pano. >> Ah, >> ele só recorria a mãe que
tava com a mamadeira de metal quando ele tava com Fome. E era frio, era metal. >> Então isso botou claro o que pra gente, né? Se a gente pudesse inferir pro ser humano que a vida precisa de alimento para existir, mas que a humanidade ou a afetividade precisa desse colo para florescer. >> Eu tinha um professor que falava assim: "A gente nasceu do feto, mas a gente só se transforma pelo afeto". Exatamente. Exatamente isso. Então acho isso bonito, porque assim, aitocina é uma substância Que as pessoas achavam: "Ah, mãe só produz para dar leite, tá,
tá, tá". Nada disso, porque é o vínculo afetivo, é o cimento das relações, né? E é tão bacana porque assim, você vê, a mãe tem um bebê, os primeiros 15 dias vamos convidar, é infernal. >> É, >> né? Eu não tô falando isso, >> eu não estou falando isso com nenhum, com nenhum eh juízo crítico, porque chegou um bebê que tá ali, ele chora, Essa mãe não sabe se ele chora de fome, se ele chora de dor, se ele chora de de cólica, se ele chora. >> Há uma romantização, mas o purpério é infernal. É
porque é novo e toda coisa nova traz um estress. Há uma privação de sono da mãe >> no início, porque o bebê de três em três horas ele você tem que trocar, você tem que dar de mamar, você tem que é uma mudança muito grande. Qualquer mudança nossa é um estresse. Alguns vão ser Maiores, alguns vão ser menores. Se você já teve um parto complicado, esse estresse vai ser maior. E tem um cansaço físico, né, nisso tudo. >> Então, o que que acontece? um bebê. São dois dois seres novos ali. >> Exatamente. E aí nesses
primeiros 15 dias acontece muito tal do baby blue, que a mãe tá cansada, a mãe começa a olhar pra criança e falar: "Meu Deus, eu vou ser responsável pro resto da vida >> e às vezes até uma aversão, >> nunca mais." Mas aí já é mais quando tá pra depressão, pós-parto. O baby blue é uma sensação assim, é que é bem comum. Eh, meu Deus, nunca mais eu vou dormir, nunca mais eu vou poder ver minha novela, nunca mais eu vou poder ter >> o meu skin car. Aí a pessoa olha aquilo, né? >> Que
que eu fiz da vida, >> que que eu fiz? É uma responsabilidade. Aí que que acontece? Começa ali dá de mamar, ela fica chorosa, fica emotiva. Eu nem que minha sobrinha teve Baby Blue, ela tia, tia, eu falei calma amor, vou depois de 15 dias, se tiver assim, a titia entra em ação, mas por enquanto diminui as visitas, pede a a babá para ficar um pouquinho, descansa um pouquinho mesmo. >> Estão atentos que estão grávidos. >> É, é, fica tranquila. Tipo assim, depois de 15 dias tava com tudo de baby blue. E Baby Blue, >>
eu acho que quase todo mundo que dá a Luz, especialmente primeiro filho, eu ouso dizer que não vou dizer que todo mundo, mas a grande maioria. >> Mas por Baby Blue dá em gente responsável, em mãe responsável, não é irresponsável. Porque veja bem, você tem um bebê, você ter esses questionamentos, será que eu vou dar conta? Será que eu vou dormir? Será >> olha esclarecedor? Gente, aproveita essa informação que ela é poderosa, porque Uma mãe que ouve isso fala: "Ah, fia, minha que alívio". Porque assim, será que eu vou ser boa mãe? Será que eu
vou saber o que fazer? Será que eu vou saber o que falar? Será que eu vou saber quando é dor, quando é manha? Gente, somente uma pessoa responsável pensa nisso. Então, todas as vezes que eu tinha baby blue, eu falei: "Calma, esses 15 dias, se você não pensar isso, eu vou começar a achar você estranha. é fria, essa pessoa é esquisita, não tem Apego. >> Naqueles 15 dias, o que acontece? A magia que acontece, o d, eu só falo assim: "Tira a roupa toda para dar de mamar e gruda teu filho no teu corpo o
máximo da superfície que você puder. Tranca a porta, sabe? Porque, ah, não posso ficar nua, pode." >> É, >> é só para dar uma mar. Bota aqui e e se e se precisar bota aquele negócio de ind da em indiana mesmo. >> Indianas usa, né? Que aquilo gruda. Então não tem problema. Pode dar mamar pelada andando pelo quarto. Que que acontece? A magia da ocitocina pele com pele, aí nasce o o afeto, aí nasce o vínculo. >> E que nem tá ligado que você falou muito bem da experiência ao leite, porque tem gente que se
sente culpada de não conseguir amamentar. Quantas vezes eu falei pra mãe: "Para, você não tem leite, faça a mamadeira, mas na hora que Você for dar de mamar, gruda ele, bota uma música bonitinha, fica ali, porque vai fazer o vínculo, não se culpe. Não se culpe. Aí, que que acontece? 15 dias depois, como é que você tá? Ele tá olhando para mim, ele já me reconhece. Ah, tá ri. >> Deixa ele dormir na casa da avó. Não, eu vou buscar >> não. A magia acontece. Se a gente não atrapalha, a natureza faz a mágica acontecer.
E essa mágica é o cimento do Início de uma relação, de um amor que vai durar a vida >> toda. Por isso que eu acredito muito nas relações que tem o toque, o toque da mão, o abraço. Você vê, tem pais, que eu acho bonito isso, né? que saem de casa, beijam o filho, dá aquele abraço. Isso é o citocina, isso é afeto sendo renovado, construído, fixado. >> Ah, os meus filhos falam: "Mãe, isso é ridículo demais. Eu tô no supermercado, eu abraço, eu grito, eu beijo, eu Brinco. Eles falam, mas no melhor dos sentidos,
mas eu falo: "Não, vem cá". Eu acho que isso é importante, esse contato, esse toque. >> Eu não tenho menor problema. A minha mãe, eu e minha mãe, a gente anda na rua assim, com meu pai. Aí é muito engraçado que às vezes minha mãe, ô minha filha, não sei, nessa vida tá tão virada, vão achar que nós somos duas mulheres com casa. Eu falei, olha que lindo, nós Duas, duas pessoas estão, você vê a autoestima da minha mãe é boa. >> Autoestima com 87 anos, ela >> aí eu falei assim: "Mas eu amo tanto
você, eu pego ela aqui, ela mais baixinha". Aí ela: "Não, isso mesmo, hein? Então assim, isso é afeto, porque assim, essa conexão é fundamental. Então, eh essa questão de ah, mãe não ama, a natureza se encarrega de fazer isso, a gente não vai atrapalhar. Então, muito Baby blue, não medico, nunca mediquei. Agora, se vai paraa depressão pós-parto, que aí é uma outra questão, começa a ver uma versão, pensamentos obsessivos de agredir a criança, aí é outra história, aí a gente já tem que agir, mas não é a maioria, é a minoria. >> E é mais
raro, né? é mais raro e isso não é determinante que vai ser boa mãe ou não é. Eu sempre digo, esquece. >> Quando eu li em 2015 Mentes Perigosas, Obviamente, né, era só um sonho de conhecer, mas eu lia e eu falava assim: "Gente, mas ela tem uma leitura, uma escrita muito profissional. Eu falava: "Ela deve ter sido vítima de um uma alguém, uma psicopatia. De toda a sua obra, eu achei o Mendes perigosas uma leitura muito passional. Você teve alguma situação com um psicopata? você foi vítima de alguma psicopatia em amizade? Não, dessa forma
assim. Eh, Mentes Perigosas é o único livro que eu Não queria escrever, nunca quis escrever. A, a minha cabeça eu tinha que escrever livros para quem sofria, com três tornos e eh para levar luz essas pessoas que sofriam. E aí eu fui fazer um um sem censura, eh, que eu fazia sempre >> com a Leda, né? com a Leda na Agle em 2000 e início de 2008 e eu fazer um sem censura de final de ano e nesse sem censura tava a Glória Também, Glória Pedva, tavam se falando de de cultura. Tá tá e tava
se falando de um crime da Suzana. Suzane. >> Susane Ristof. >> Vão Ristof que tinha mexido lá no processo, tal. Aí eu não era o meu tema, mas aí a Leda, Ana Beatriz, falei assim, gente, pelo amor de Deus, né? Só menina, você não não mata na na nos 10 mandamentos tem matarás. Deus nem calculou que era capaz de matar pai e mãe. Era só não matarás. Falei: "Não tem. Essa menina esgotou a capacidade de matar ela. Se matar o mosquito da dengue, ela já tá cometendo uma coisa, a cota dela de maldade não dá.
Dá tá esgotada. E falando aí começa, mas por que fente? Ó, tudo indica que é uma psicopata pela frieza, pela indiferença. Ela matou para ter status, poder e pior se divertiu com isso, né? Porque ela acabou de matar os pais, foi pro motel comemor papa, ele atua status, poder e prazer. >> Não, o outro é de certa forma o outro não sendo nada, sendo um objeto, eu não tenho empatia, não tenho culpa, não tenho remorço. Então o outro é só objeto de utilização para ter status, prazer e diversão. Agora, se pudesse ser isso tudo junto,
melhor, né? E aí quando eu falei isso, acabou a conversa lá, tá tá, não era nem meu assunto, mas acabou virando o assunto. Quando acabou a Glória falou assim: "Ana, por que que você não Escreve um livro sobre isso?" Falei: "Deus me livre, Glória. Vou escrever um livro sobre isso nunca." >> Porque o o psicopata, ele não tem tratamento. Eu eu não vou ajudar ele não, porque ele não é tratável. A Glória olhou para mim que é que a Glória é historiadora, né? Quantos por de TDH tem que eu já tinha inscrito? Eu falei: "Ah,
uns 6%." Uhum. O outro Livro, né, do medo, ansiedade, quantas pessoas? Falei no total 10 a 12%. Uhum. Quantas pessoas são psicopatas? Aí eu falei, olha, entre leves, moderados, graves, vamos dizer aí 3 a 4%. Uhum. Que chato, né, Ana? Eu falei chato o quê? Você escreve para 6%, você escreve para 10, mas você não escreve para 96% das pessoas >> que não são, são as vítimas e poderiam ter uma segunda chance. >> Que sacada. >> E ela falou assim: "Porque a minha filha, se eu soubesse isso, provavelmente eu não deixaria minha filha andar sem
segurança naquela época. Não. Aí ela não teve o que, você não teve como. Eu bati assim, eu falei: "É, Glória". Eu falei: "Gente, tem amiga inteligente é fogo, né? Porque foi um tapa na minha cara". Eu falei: "Tá, agora >> porque na verdade você não escreve para o psicopata, você escreve para as Vítimas." >> 96% das pessoas que poderiam sacar e sair antes. Aí, tá bom, eu vou escrever. Mas joguei aquilo, falei: "Meu Deus, que encrenca que eu fui me meter p." Aí passei três meses estudando, estudando, estudando. Quanto mais estudar, mais eu passava mal.
E eu tive refluxo, eu tive foi tudo >> o caso da Dani, né? Foi um caso que a a Glória me deu todo o processo. Foi o caso mais detalhado que eu pude colocar coisas mais fidedignas, porque o resto eu pegava muito manchete de jornal para não tá falando coisa que na já não tenha saído na imprensa. Eu só sei que o >> o caso da Daniela P você fez a partir do processo >> do processo e das informações. >> Você deve ter visto coisas horrendas, >> horríveis, horríveis. E aí quando e quando chegou o
parecer do juiz, no caso Da Dani, >> ele descreveu o psicopata, mas ele não sabia que aquilo era psicopatia. Tanto que depois aí ela, isso aqui na descrição de um psicopato, falei, é, o juiz não sabia que ele sabia. Aí eu falei: "Tá bom, menina, primeiro mês aquilo eu não dormia, era pesadelo, era falei: "Meu Deus, vou parir o alien". Aí quando eu fui apresentar o projeto Editora, ninguém vai comprar esse esse livro. Isso aqui é uma tragédia. As pessoas querem autoajuda. Tava na o auge da autoajuda e não sei que isso aqui vai ser
fracassado. Você escreveu no ápice do autoajuda. Falei: "Mas é isso que eu tenho para escrever e não sei o que." Livrão capa preta >> preta, né? Com aquela cara, com aquele olhar, né? >> Um negócio quebrando. Não era isso? >> Não, quebrando é do border. >> Ah, é mesmo. >> Aí eu falei, tá, fui três meses. Eu me lembro que eu encerrei o livro era julho e tava tendo festas julinas em volta. Aquele falei: "Oxe, Maria, tá difícil trabalhar porque a festa junina comendo". Eu acabei que eu falei pim era 10 e 11:30 1130 de
um sábado à noite. >> Você acabou de escrever o livro? >> Acabei. Aí eu falei: "Bom, é isso". Aí a Glória falou: "Assim que você acabar me Manda". Aí eu falei: "Quer uma coisa? Eu vou mandar logo paraa Glória porque aí senão eu esqueço, vou tomar um banho porque amanhã eu vou dormir o dia inteiro. Amanhã eu vou dormir o dia inteiro. >> Aí eu só sei que fui, tomei banho, pá, pá, tomei um leitinho. Aí naquela época você recebia e-mail computador, fazia trim. >> É mesmo? >> Você lembra? >> É, tinha uma notificação. >>
Falei, aí eu olhei, ela: "Vou passar a noite lendo, vamos almoçar amanhã no antiquários uma hora". Aí eu tá, falei, vou ter que dormir um pouco menos. >> Ah, aí f aí quando eu encontrei ela, tava ela, uma amiga jornalista dela muito legal, eh, que ela falou: "Eu tô aqui vendo com A fulana, tá? Tá, tá". Aí quando eu sentei com a cara acabada, eu falei: "E aí, meninas?" Ela: "Cara, esse livro tem que ser publicado, tem que ser publicado e não sei que e tá tá tá tá tá tal tá". Falei: "Vocês estão falando
como amigas ou tão falando como?" Não, nós estamos falando como leitora, tá? >> É libertador aquele livro >> é libertador. >> Eu não tinha noção. Eu fiz um livro Quase como tipo assim, claro que o argumento dela foi indiscutível, né? Mas eu falei: "Isso não vai dar em nada". E é o meu livro mais vendido >> até hoje. >> Mentes perigosas, ele se renova, ele se faz. Em 2018 eu atualizei e botei um capítulo de psicopatia e família em família. >> Hum. >> E psicopatia e poder, que aí eu entro na política. Mas na política
eu fiz questão de não citar nenhum político por menos de 50 anos já. E pessoal, por que que não fala de fulano? Fala porque eu prezo minha vida. você não fala de porque eu não quero brigar com não sei o quê, porque eu quero continuar vivendo no meu país, >> né? Então assim, eh, foi um desafio escrever, mas eu tenho um orgulho dele porque a quantidade de gente que me para Na rua e fala: "Olha, >> se não fosse você, eu acho que eu não estaria viva. Eu consegui sair de um relacionamento assim, assim, assim".
Uma vez eu fui num presídio que eu tava começando pesquisa, presídio feminino paraa borderline, porque tem muito borderline que é vítima de psicopata, porque o psicopata é frio, é razão. >> Verdade. >> O border, a border é muito afeto, >> é paixão. Então, tá apaixonada é capaz de entrar no crime e fazer o trabalho sujo pelo outro. >> E quando ela é presa, >> Guilherme Paula, né? >> E quando ela é presa, o que que acontece? O cara nunca mais vai lá. >> Nunca visita. Visita no preídio feminino, querida. Não tem visita de homem, é
mãe, é filho. >> É mesmo? >> Não tem. Agora visita no presídio masculino, cheia de mulher lá na fila. >> Aham. >> Entendeu? >> Inclusive disputando visita íntima. >> É. E aí eu fui fazer essa pesquisa e foi muito engraçado que quando eu entrei, umas olharam assim, não sei quê. Aí teve uma falou: "Ô, doutora". Aí eu falei: "Oi, você é [ __ ] hein, mulher? Foda". Falei: "Obrigado". Você elogiou um xingamento? Não, doutora, porque eu vou te dizer uma coisa, eu não cometo mais o erro, não. Eu tô aqui por causa de um psicopata
e eu hoje eu sei o cheiro de cada um deles. Muito obrigada, >> porque se eu não tivesse lido seu livro, foi uma época que eu mente perigosas, eu cedi direitos para ser vendido a preço de nada pela Avon. Então ele tinha um livrinho. >> Ah, >> então teve uma coisa, a minha empregada Uma vez chegou de todo mundo, >> todo mundo e ela tava lá, ó, tá aqui. Isso é uma Bíblia. Isso é uma Bíblia. Muito obrigada. Aí as outras, pô, como é esse negócio aí? Mas depois eu empresto. Mas doutora, muito obrigada. Posso
lhe dar um abraço? Falei: "Claro que você pode me dar um abraço." >> Ana, tem várias teorias e várias explicações, mas eu queria ouvir a sua. Qual que para você a diferença entre o psicopata e o sociopata? Na realidade é Uma coisa muito mais de nomenclatura. Por que que é psicopata? Porque a primeira pessoa que estudou, que aprofundou, que desenvolveu a escala hair, que é o Robert Hair, eh, canadense, psiquiatra canadense, eh, que fez, usou o termo, né, dessa coisa da falta de empatia, de falta de remorço, dessa coisa egocêntrica. E eu acho que merece,
quem estudou primeiro merece que a gente siga. É um mérito. É >> mérito. >> Sociopatia se falava muito numa época que falava assim: "Ah, essa todo mundo nasce bom, a sociedade é que transforma a pessoa no" e a gente sabe que não é bem assim, eh, infelizmente não é bem assim. e que existe um um a pessoa já nasce com aquela essência, infelizmente. >> Tem uma linha da ciência que vai pautar isso, né? O psicopata já nasce, o sociopata se torna por alguma situação, Trauma, maus tratos. >> Mas eu digo que são as duas coisas,
porque se você tem aquela marcação de essência, você vê desde criança, né? aquela tendência a frieza, maltrato de animais, o jeito que brinca com as outras crianças, um certo prazer em ver a outra criança cair, né? Eh, e se você tiver uma educação bacana, você até freia a manifestação. Se você tiver, ah, epigenética, se você tiver uma educação >> que é, ai que bonitinho, eu tive uma família que me procurou porque eles tinha uma fazenda no interior de São Paulo, a avó ficou com o neto porque os pais foram viajar nas férias e ele chegou:
"Vó, 8 anos, eu quero videogame." Se que lá, avó, meu filho, eu não vou sair daqui da fazenda. Seus pais vão trazer seu videogame. Não, eu quero agora, meu filho. Não vou, não sei quê. do papá. Tá bom. Dois dias depois, a avó procurando o gato dela. Onde tá o gatinho? Onde tá? Você viu, fulano? Não, funcionaram nada. Passou mais dois dias o grito da cozinheira. Ah, fica aqui. Aí tinha um freezer de carne, abriu, o gato tava lá congelado. Aí ela chegou, fulano, que você fez isso? Porque você não me deu o videogame? Ah,
sim. Aó. Aí depois ele começou a brincar de noite, porque não teve videogame. Brincar com o filho do caseiro. Não sei se caseiro fala em fazenda, deve ser outro termo, mas >> é caseiro. >> É caseiro também que tomava conta. Aí ele pegou um balde, botou álcool e gasolina. E aí a brincadeira dele, vamos brincar de fogos de artifício com com filho do caseiro. Como é que é isso? Aí é fácil. A gente pega essas pererecas aqui, mergulha aqui, acende o fogo e joga. >> Jesus da glória. >> Aí a avó foi me procurar com
a mãe. A avó, doutora, senhor não acha isso muito mórbido? Eu falei bastante. A mãe: "Ah, mamãe, que falta de esportiva. O menino é criativo, bastante criativo. Ele criou um fogos de artifício à base de matar os bichinhos." Não, muito criativo. A avó falou: "Eu não fico mais com eu não fico mais com". Então assim, eh essa percepção que a gente tem muito fluida, A psicopatia ela existe, infelizmente. Você me perguntar assim por quê? Não sei. Talvez é porque tem y e yang. Não, mas é verdade. Quando quando eu fiz a consultoria do Caminho das
Índias pra Letícia Sabatela, que fazia uma psicopata linda, maravilhosa, que era Ivone. >> Aham. >> E eu me lembro que a Glória falou assim: "Vou botar um psicopata". Aí eu falei: "Bota mulher". Ela: "Boa, vou botar uma Mulher bonita." Eu falei melhor ainda, porque as pessoas associam beleza, bondade. Então, quando vê aquela mulher bonita, sofisticada, abriu esse esse campo. Tanto que as estatísticas sempre falam que tem muito mais homem, psicopata que mulher. Eu tenho minhas dúvidas. Eu acho que o número é muito parecido. Muda o modos operantes de cada um. O homem é uma psicopatia
mais agressiva, Mais sanguinária. A mulher é o quê, meu amor? Manipulação, >> veneno e tá se revelando agora, né? As mulheres que envenenam o bolo. >> É verdade. >> Esses últimos casos de envenenamento foram todas mulheres. Tem muito mais gente que morreu envenenada por mulher do que a gente mais gente. Eu falava isso sem ai Bia. Eu falei, gente, vocês se lembram aquelas mulheres da da corte, Um anel que tinha um espaçozinho para botar o veneno. Você acha que isso aí não vem de lá? É claro que existe. >> Então para você psicopatia e sociopatia
é muito mais nomenclatura do que >> é porque assim se não, porque assim tem o componente eh social, cultural, claro que tem. Se você tem uma essência psicopática e tem uma cultura eh e tem uma sociedade que é complacente com a com as posturas psicopáticas, o Brasil é muito complacente com as posturas psicopáticas, muito extremamente floresce. >> Começando lá por cima, né, >> de tudo. O Brasil tem uma complacência, tudo é um jeitinho, tudo é não sei quê. Ah, fulano, é que nem teve uma época que eu passei no debate, aí o cara era um
pedófilo desses comum mais. Aí eu falei, gente, todo pedófilo conto mais é um psicopata. Não, não é assim. Tá, tá, tal. Falei, Gente, conto mais. Ah, não, porque fulano casou com uma menina, mas sua vida inteira com ela. Eu estou falando conto mais. Eu não tô falando fato isolado, que eu já acho uma diferença muito grande de idade, fica difícil desenvolver um amor porque o diálogo, né? Porque você faz muito menos sexo do que conversa com quem você fica muito tempo na vida. >> É verdade. >> É o que eu digo sempre, conversa bem, é
Boa companhia, >> é o que vai sobrar no final. >> É o que vai sobrar, querida. Porque não é que você deixe de amar, mas porque o sexo é muito dopaminico. Tem que ter uma novidade, tem que ter uma coisa assim que quando a maturidade vem, você olha para um livro, fala: "Esse livro tá mais interessante. >> Sexo é da casa da fantasia. Você tem que fantasiar muito." >> Exatamente. Exatamente. Então, nesse Nesse sentido, eh, a gente vê que sociopatia ou psicopatia pouco importa. É, é importante que a gente entenda o contexto, o que que
faz aquilo eh se aflorar, se repetir. Isso que eu tô falando. O Brasil é extremamente permissivo às condutas psicopáticas. >> Uhum. E falando, até entrando um pouco nisso também, né, em casos de atualidade, por exemplo, temos aí um caso que tá bombando da Taiane com Roberto, né, da menina que deixou o menino lá na montanha. >> Ah, sim. >> No pico do Paraná. Isso. Isso. >> Qual que é a diferença entre imaturidade emocional, crueldade e irresponsabilidade? >> Depende de todo o histórico dela. Eu não posso julgar um fato isolado. Esse >> que nem é diagnóstico.
Nós estamos fazendo aqui, é só discutir um caso. >> Nós estamos falando um fato isolado. Isso eu brinco que tem a linha do tempo. Como é que >> tem foto, tem filme? >> Que foi algo pouco empático. Foi o ato em si. Foi, faltou empatia, faltou bondade, faltou generosidade. Se você perguntar assim, é uma conduta eh psicopática, é um ato com características psicopáticas. Ela é psicopata, eu não posso dizer, >> porque tem todo um histórico. Se isso é O modo dela agir, porque eu acho o seguinte, não tava valendo nemhuma medalha, né, olímpica para meu,
paraa minha competitividade ser tão aflorada ou não sei ou ela é nova, teve um super impulso. >> Por isso que eu falei, né? O que que é imaturidade? O que que é crueldade? >> Mas assim, ali não valia prêmio. >> Sei, não sei dizer uma hipótese. Será que ela ficou tava eh interessada no grupo, tava seguindo na frente? Não sei. Eu não tenho condições de julgar. Mas eu acho que soma uma bomba, porque assim, pelo menos na minha percepção, né, é também muita irresponsabilidade. Você conhece alguém, um lugar que você não vai, uma um esporte
que você não tá acostumado, uma ali para mim somou somou queij, >> mas ela tinha experiência, >> queijo goiabada, >> mas ela tinha experiência e ela chamou ele. Se eu te chamo para um lugar que eu Conheço e você não >> é >> pela educação. Não tô falando se é legal ou ilegal pela educação. >> Eu tenho que zelar para você. Eu tô aqui em Uberlândia. Você zela por mim? >> Sim. >> Se você tá lá no Rio a meu convite, eu zelo por você. >> Claro. É verdade. >> Isso é bom senso. Educação >>
resvala ali na na irresponsabilidade emocional. >> Não foi legal. Não foi legal. se isso é um histórico agora, parecido também com isso, foi o que aconteceu com o Henrique Castell no BBB. >> Pois é, >> né? Fiquei chocada. Eu eu não não acompanhei ao vivo. Começou a a vir na na rede. >> Ouvi falar, ouvi dizer, >> era uma prova de resistência um Determinado momento, todo mundo numa plataforma, um determinado momento e o Henry é muito gente boa, né? Eh, tem TDH. Eh, eu me lembro que num determinado momento eu vendo a a cena, >>
eu vi o ele falou: "Tô, eu não tô passando muito bem. Tá, tá, tá pá". De repente ele caiu e começou uma convulsão, uma convulsão mesmo, com contração, todo mundo olhando, né? >> Eu vi aquela cena, Bia, eu disse: "E aí é quem me conhece". Eu falei, "Automaticamente eu teria pulado ali na hora". Mas é óbvio, porque você >> é o meu senso de >> de humanidade de humanidade. Senso de humanidade. Porque assim, gente, se na primeira prova, na primeira, já estão lá dentro, não tá valendo entrar ou não entrar, já tá nesse nível, minha
filha, na penúltima ou no meio >> não tá se matando >> já, se tiver um veneninho ali, já tá botando na água do outro. Gente, não pode estar além. E uma coisa que eu tenho sérias críticas com aquele quarto branco, >> acho, >> né? Porque o quarto branco é um provocador de estresse. >> É, >> é um provocador de estresse. Quando você vai fazer um exame, por exemplo, para Ver como é que você reage ao estresse numa neuroimagem, o que que você faz? Você começa a fazer tá tá tá tá. Você faz barulhos, você faz
sirenes, você tira a pessoa da zona de conforto. Ali a pessoa é posta no quarto branco, de roupa branca, numa temperatura baixíssima. Eles não têm acesso a a cobertor. Tanto que as pessoas eh que tem um pouquinho de senso, tipo assim, gente, vamos todo mundo fazer conchinha aqui para tentar dividir o calor. >> Uhum. >> E ali aquilo a luz não se desliga de vez em quando. Barulhos horrorosos. Você não, quando tá dormindo vem um som, uma batida, uma batucada, aquilo leva a pessoa ao estresse absoluto. >> A exaustão leva a decisões ruins, Bia. >>
Será que vale? Com certeza. Por quê? Porque o estresse estão levando para um nível de estress de exaustão. >> Violento, violento. O meu medo é quem tem algum nível, tudo bem que todos Passam por exames e não sei quê, mas existe exame que não é feito. Você tem predisposição a depressão, você tem predisposição a psicose. Só um exame genético, vai me dizer, né? Uma históric pânico. >> Você pode, é uma pessoa pode abrir uma coisa ali. Então assim, qual é o limite do entretenimento? a gente se vai se entreter com o sofrimento, o estresse do
outro. E aí a gente entra também num >> num assunto delicado, porque existem esses >> retiros, encontros de PNL, enfim, inclusive eu posso falar com com conhecimento de causa, porque fiz um >> que vai te levando à exaustão, que você passa dias sem dormir, que se você errar a pergunta você é humilhado, você vai lá na frente, vão jogar água na sua >> aquilo. Aí depois estando lá dentro, eu pedi para ir embora, falei: "Não vou permanecer, não faz sentido para mim". e Fui conversar com um dos coordenadores. 96% das pessoas concluem, 4% psicotizam e
voltam. Porque eu comecei a perceber, porque você tem um número no encontro, ah, eu sou do 94, ah, eu sou do 102. E eu percebi que no meu tinha gente que era do 90, do falei: "Ah, por que que essas pessoas, nós todos éramos do 94? Por que que essas pessoas de outros encontros estão aqui? Por que não conseguiram concluir?" E aí fui perguntar para essas pessoas Por exatamente por esse nível de exposição psicotizam durante esses eventos. Então eu acho muito perigoso essas histórias. Levam uma exaustão, sobe a uma montanha, fica sem dormir, fica sem
coisa efêmera que você tem ali um pico de cortisol, o cortisol sobe, você aumenta a pressão, você libera adrenalina, então você fica mais disposto, vicção, você se sente super bem. Exatamente. Como se você fosse para uma luta, é lá o da sobrevivência. Só Que tem que aquilo não se sustenta. Então você para ser efetivo na vida, você tem que est em em postura de luta ou fuga. Não se sustenta. Eu acho isso não sou a favor. Eu sou a favor de que a gente eh treine o nosso lado melhor. Nós somos homo sapiens sapiens. Então
vamos treinar o nosso racional, o nosso bom senso, nosso senso de reflexão. Crescer só vale a pena nisso >> também acho. E o Henri teve outra convulsão e agora teve que sair, né? >> Não saiu, né? Já já tá. Mas assim, que coisa feia. Muito provavelmente ele teve ali convulsão por desidratação, né? por por redução de por hipoglicemia que acontece, porque não come durante ali aquele período. É tanto estilo. E eu fico pensando >> que ponto, né? Nós estamos quase nos gladiadores, né? Que a gente se divertia lá ou nas touradas que a gente achava
eh interessante tá matando o pobre do boi que e estressando o boi. >> Mas é aquela frase que eu te falei do Chopen a hora. A alegria da ovelha é ver que o lobo tá comendo, é a ovelha do lado, né? >> É, mas a gente não é não somos animais que crescemos por isso. Nós crescemos por generosidade, por compartilhamento, por colaboração. E vou te dizer, não vai ser o meteoro, fogo, água que vai acabar com com a vida humana no planeta. A gente tá fazendo isso muito direitinho. O projeto destruição da humanidade tá, Nossa,
regularmente >> a gente vai se comer. A gente vai nem vai se comer. A gente vai na indiferença, o outro vai estar morrendo ali, deixa. O outro vai tá ali, deixa, não é meu problema, né? Então assim, eh, >> e outro, eu preciso resistir nessa prova, né? Ele tá tendo convulsão, mas eu vou abrir mão da prova. >> Anjo, é primeira semana. Se eu tô nessa indiferença e nessa selva dentro já do troço, eh, Você imagina no meio do caminho no final vai ter gente matando a mãe. Eu tenho muito medo das pessoas que são
capazes de fazer qualquer coisa, porque quem é capaz de qualquer coisa não tem nada a perder. >> É, ué. Eu não, eu quero uma distância higiênica de gente que eh faço qualquer coisa por sucesso, pavor das pessoas, >> que é sucesso passa, >> a maldade >> e pode deixar um um um histórico de Estrago aí, né? >> Irreversiel. >> E outro caso agora também que apareceu muito foi o da senhora que achou que ia casar com o Brad Pitt, né? >> Meu Deus, >> por que que casos assim viram piada rápido, Ana? Eu acho também
que resvala tanto na crueldade humana, né? Eu acho >> a história do lobo. Eu prefiro que o lobo coma a ovelha do meu lado. >> Eu acho, eu acabei lendo alguma coisa Sobre esse caso que eu não sei se é verdade, eh, que foi montado isso com o filho dela para bombar na rede. Se foi o filho dela, pouco respeita essa mãe. Se foi Não é verdade isso que eu li em última situação, primeiro foi essa mesmo. E eu acho que as pessoas têm que entender que tem pessoas que vivem num mundinho tão limitado, de
tão pouca conhecimento, de tão pouco autoconhecimento, de Solidão, que elas querem acreditar. O cérebro humano tem uma coisa muito interessante. Eh, ele precisa acreditar em certas coisas para não deixar de existir. Então, tem pessoas que t um vazio existencial tão grande, eh, falta o sentido, falta o propósito da vida, que elas têm que preencher com coisas desse tipo. Então, assim, >> eh, ah, mas ela foi boba, talvez ela tenha sido boba, mas talvez o vazio dela Caiba muitas bobeiras. E não cabe a gente julgar se a história dela foi real ou não. Eu eu tinha
no consultório muitos casos assim, eu tinha uma diretora de banco que entrava nessas nessas histórias de nossa, tô conversando com um cara do Facebook que é não sei que lá de não sei que país. Era visível que era um golpe, era visível. Uma mulher inteligentíssima e ela entrava um atrás do outro, uma mulher muito inteligente, bem-sucedida. Eu tenho a sensação que a solidão destrói a dignidade emocional das pessoas. >> E eu acho que eh essas pessoas não tem nem uma identidade afetiva. Elas não construíram, tipo assim, o que que é um afeto? O que que
eu quero? É o que chegar preenche. Então eu também peguei muitas que sofreram golpes de >> Pois é. E a gente que tá de fora, a gente fala: "Não é possível". >> Mas é possível. A gente não sabe o Tamanho do vazio do outro. >> É. É isso. Do vazio afetivo, emocional, a gente não sabe, mas não cabe a gente julgar, cabe esclarecer. Essa pessoa precisa, se é verdade, é de ajuda. Se não é verdade, se foi uma coisa do filho, >> eu acho que esse filho podia bombar mais pelo seu próprio talento, não pela
exposição da mãe. Eu acho. >> É a é a mais pura verdade. Qual que é a diferença entre ingenuidade e fome de Afeto? Ingenuidade, em geral, as pessoas eh acreditam em tudo, são pessoas ingênuas. Então é aquilo, ai fulano é fofo, é lindo, tá tá. Todo mundo é o mundo ébgo, né? Se lembra deb camar? Ai, fofa. Que gracinha, fofinha. >> Era uma ótima pessoa, mas tinha essa essa coisa que era engraçado até, né? Eh, já fome de afeto, não necessariamente ingenuidade tá junto. E se tiver junto é uma bomba, >> é >> de vulnerabilidade
afetiva, mas a fome de afeto, eu acho que é um vazio muito maior. Agora, se junta a genidade com fome de afeto, esta pessoa é o perfil exato para uma relação abusiva e tóxica. Porque se se o fato dela foi real ou não, o que tá por trás é que essas histórias se repetem >> isso assim todo dia no Brasil e e muito baseado nessa fome de afeto, dessa Solidão que distorce essa percepção dessas mulheres que entram nesse lugar, né? >> Porque que o que preenche o ser humano no fundo, no fundo é o seu
sentido e propósito individual. E o Vitor Frankel prova isso quando existe. É por isso que a gente tem hoje uma pandemia de depressão, uma pandemia de pessoas tirando a própria vida. Falta sentido e propósito. E as pessoas nem sabem o que que é isso. >> É que que é sentido propósito. >> O pior é isso. O sentido é isso. Eu descobri quem eu sou em essência, porque eh a natureza me criou para um fim. 8 bilhões de pessoas no planeta, ninguém é igual a ninguém. Todo mundo tem uma tarefa com >> Ah, é, >> eu
penso idêntico. >> E essa tarefa é o criador, o design do universo é tão legal que ele deu cola, ele te trouxe um talento. Então, segue, Segue a pista que ele te deu que você vai chegar. Sentido é descobrir quem eu sou e talento é colocar isso a serviço. >> Eu acho que é o talento não, sentido é descobrir meus talentos, né? Colocar isso, evoluir nisso, estudar. Não adianta eu ter um talento com gente, se eu não estudo, o meu talento fica limitado. Eh, colocar isso em prática. Se você faz isso, a tua profissão é
a glória da vida. E esse exercício de talento eh gera o meu crescimento e é Fator de soma para outras pessoas. Aí glória é a glória da vida. >> É a glória da vida. A mal que se faz, né? >> É a glória da vida. >> Você chegou nisso? Você acha que você >> Cheguei. Eu sempre chego assim, já tem um tempo. Eu tô depois dos 50 a vida é muito melhor. Nossa Senhora. Nu, nu. Mas você não tem a sensação que parece que as jabuticabas estão ficando Raras, como diria o Tenho, mas ao mesmo
tempo, quando tem esse momento de reflexão de manhã com as minhas musiquinhas, eu falo assim: "OK, tá tudo ruim". Mas esse olhar em volta e as pessoas estarem alienadas, eu falo assim, aumenta o orgulho de você ser quem você é, o que você veio construindo, >> mas não te dá uma dozinha, por exemplo, falou assim, 50 anos é o auge da vida, também acho, mas não te dá a sensação Assim, parece que tá acabando. >> Não sinto assim, não. Tu sabe por quê? Eh, eu tenho uma fé tão inabalada, porque eu acho assim, o dia
que a gente chega aqui é até previsível, tá? Agora porque tem as nove luas, tem a data aproximada do parto, mas a ida, o carimbo de passaporte ninguém sabe. Ninguém sabe. Eu já vi tanta gente >> que jovem furar a fila, né? Não é previsível. A única coisa que eu sei que enquanto eu estou aqui, eu não Vou deixar de produzir, eu não vou deixar de exercer meu talento. E aí, seja o que Deus quiser. >> Você se orgulha da história que você construiu, Ana? >> Me orgulho porque teve preço. Cada escolha tem um preço.
>> Eu falo que tem custo. >> Tem custo. Gosto muito dessa palavra. >> Tem preço, tem tentações no meio do caminho. >> Tentações, né? Eh, para fazer coisa errada. Tem. Pessoas oferecem dinheiro enorme para você fazer coisa errada, para você divulgar coisa errada. E eu sempre digo, não tô julgando quem faça, mas as minhas mãos até hoje estão sem sangue e eu quero que ela vá assim sem sangue. >> Eu falo a mesma coisa. É, é crescer sem negociar sua alma, sua essência. Isso para mim é essencial. >> Até porque se você não for quem
você é De verdade, você vai pagar o preço, você vai adoecer por isso >> e paga, né? No final sempre paga. Eu sempre brinco que a minha contabilidade nunca foi aqui, só e lá. Então, se a contabilidade tá boa aqui, aqui, aqui, OK, mas tá bom. Eu falo que as são as leis que funcionam, né? E essa aí é ela é real. >> O plantil e a colheita, eles estão intimamente juntos. >> Não tem jeito, >> não adianta. Ana, até pra gente ajudar aí o nosso público, Bia, quem tá nos assistindo, três sinais de que
uma pessoa precisa pedir ajuda, pensando em adoecimento mental. Primeiro, ouça, aprenda a fazer a leitura do seu corpo. O corpo fala toda vez você tiver com uma sensação ruim no peito ou o coração um pouquinho disparado, porque coração não é para disparar. Coração a gente nem sente. A a respiração um pouco mais curta, aquela sensação de algo errado. Ouve, vá procurar o que tá errado. Isso é um. Dois, toda vez você tiver com pensamento muito recorrente de uma coisa, tem que tá te sinalizando, tem algo a resolver. E toda vez que você eh tiver desconfortável
em ser você, tem algo que tem que ser refeito a rota, porque as pessoas fazem a coisa, ah, eu vou porque todo mundo vai, ah, eu vou. Não, eu se for um lugar que não tá legal, eu sempre tenho minha Rota de fuga. Eu brinco onde fica o toalete? Do toalete eu já tô no táxi e quando me ligarem eu já tô em casa com a roupa que eu mais amo. Pijama. >> B, eu falo que às vezes que nem por educação, né? A gente faz tanta coisa por educação. Gente, um dia uma paciente me
contou um caso, eu achei assim, o ápice >> que ela, o namorado, um recém namorado, comprou um sanduíche ou fez um sanduíche em casa, não me lembro do detalhe, e Quando ela viu na alface tinha uma lagarta e ela ficou constrangida de falar e comeu o sanduíche com a lagarta. >> É constrangida com quem? >> Com ele de falar que >> pensei que fosse com a lagarta. Não é possível. Se a pessoa tem se eu era mais, eu tinha mais empatia se ela ficasse com a lagarta, tirasse a lagarta, botasse numa plantinha, >> né? Agora,
se ela ficou constrangida, ela não tem uma relação. >> Pois é, >> ela não tem uma relação. Ela tem alguém que ela ocupa um vazio. Então a gente tem que avisar ela que ela não tem uma relação. >> Mas às vezes a gente resvala tanto, né? Você come, você vai num lugar, as pessoas ficam insistindo, você come por educação, você bebe por educação, você visita por educação, mas aí você tá se traindo. >> É, >> a única pessoa que vai estar com você do primeiro dia ao último instante é você, amor. >> Ninguém morre junto,
ninguém. Aí pessoa, ai não acidente de avião, tem gente que morre um segundo depois, um segundo antes. >> Então assim, se você não for sua melhor companhia e se você não se cuidar, eu digo que com a idade você descobre que em geral a gente nunca tem o pai e a mãe que a gente quer perfeito. E também você Não vai ser a mãe perfeita, mas a gente descobre que dá pra gente ser mãe e pai da gente. >> Uhum. Hum. >> E aí que começa a maturidade. Quando você deixa de culpar pai e mãe,
n, você vaião você vai chegar no Adão e a Eva e você vai ser a mãe que você quer para você. >> Essa foi às vezes você começar a se culpar, você vai chegar no Adão, né? É, vai que você vai fazer com eles, vai Andar na cara deles. E aí, então assim, aí você descobre que você pode ser uma mãe bacana para você, você pode se acolher, aí começa a ficar confortável. >> É, a vida começa a ficar boa, >> aí começa a ficar boa. >> Bia, que que uma coisa que parece amor, mas
não é. >> Que parece amor, mas não é. >> A pessoa tá lá vivendo uma relação e ela fala: "Será que isso é amor? Como que eu identifico?" >> Ah, amor é uma roupa confortável, cabe em você. Cabe em você. Não, não dá dúvida. Agora se se dá muit forçar, né? >> Você tem que forçar. Essa roupa não tá entrando, né, amor? Não, que amor é totalmente diferente de paixão. >> Paixão é frisson, é, mas passa. Se a paixão durar mais de dois anos, meu amor, vai ficar perturbada. Então, o design do universo até sabe
disso. >> Eu adorei isso. Amor é uma roupa confortável. >> É uma roupa confortável. te veste, faz você se sentir bem com você. Se uma relação faz você se sentir mal de provocado pelo outro, não é, amor? Aqui em Minas a mãe às vezes comprava um sapato e tava apertado. Mãe, não tá servindo. Ela falava: "Espera que vai laciar, >> vai ceder lá no >> Se numa relação você tem que esperar Laciar, não é, amor? Não vai. Se tem que ceder um pouquinho, ah, vai ficar bom daqui a pouco. Tá ruim, mas vai ficar bom.
Não, não, não. Na paixão, OK. A paixão é ruim porque fica ali naquela adrenalina, naquele ligou, não ligou, controle. O amor não, o amor não tem isso. >> O amor é mais confortável. >> O amor é tedioso, mas é um tédio gostoso, né? Eu digo que o tédio mais gostoso do amor é quando você tá com uma Pessoa na cama vendo um filme, vendo uma novela, nenhum dos dois falando nada e tá bom. Porque ali somente o amor suporta uma intimidade silenciosa. Precisa muita intimidade, muito amor para você tá do lado de uma pessoa e
poder ficar em silêncio e ter essa liberdade, né? Que que você diria para uma pessoa que está pensando em desistir, mas não desistiu ainda? Olha, eu diria que as Pessoas que tentaram fazer isso e não conseguiram agradecem por não ter conseguido. E se você tá pensando em desistir, eu te digo que o game da vida não tem essa opção de desistência, porque você tá aqui é porque você tem uma missão a cumprir. Se você não, se a natureza não te tirou do game, vai atrás do teu, do teu trajeto, da tua missão, porque a gente
só vale a pena ir na hora que a missão tá cumprida, porque Aí eu acho que a gente tem o que os budistas budistas chamam de a boa morte. >> Eu acho que eu vou ter uma boa morte, André. Acho que vou >> acho que eu vou morrer lúcida. Eh, eu eu vou ver essa transição. Acho que eu vou ver tanta gente boa, tanta música boa tocando. Eu acho que vai ser legal. >> Eu fal o Lulu Santos tem uma frase numa música que eu falo que é meu mantra, que eu acredito nela toda hora.
Eu vejo um novo começo de era de gente fina, Elegante, sincera. Eu não quero morrer antes de ver isso. >> Mas eu acho que isso a gente vê. Eu eu eu já eu já talvez eu não consiga ver isso em massa. >> É, >> mas quando eu olho ao redor das pessoas que eu selecionei para conviver, eu já tô vendo muita gente elegante, sincera, >> porque aí você muda o foco. Eu não quero mais eh mudar o mundo, mas eu quero ser Capaz de identificar essa gente fina, elegante, sincera. É até numa padaria que eu
vou. >> Você não tem a síndrome do Roberto Carlos? Eu quero ter um milhão de amigos. Não, >> quero, não quero não. Se tiver cinco com com os quais eu me sinta bem, que eu posso falar, que eu posso ser acolhida, escutar. Tá bom. >> B, eu falo que eu detesto visita. Eu gosto de pessoa que tá na minha casa e Que tá na minha casa. Ali tá bem, tá à vontade. Eu tô bem com você, você tá bem comigo. >> Não tem essa cor de etiqueta. Não tem essa coisa de etiqueta. E isso dá
com poucas pessoas, não dá para fazer isso com 1 milhão de pessoas. >> Exato. Tá, >> Bia, agora o nosso último quadro no Divanca. Dra. Andreia, vou te fazer umas perguntas aí, uns >> uns bate e volta aqui para falar um é >> o que que hoje te deixa fora do prumo ou extremamente irritada? >> Irritada. gente que não eh admite o erro, simplesmente, por exemplo, uma pessoa fez uma besteira, pô, eu sou uma pessoa que se fizer uma besta, eu falei, pô, perdão, >> não era minha intenção. Ou então você entendeu, deixa eu explicar
o que eu quis dizer, sabe? Tem gente que você fala assim: "Nossa, isso aqui tá Errado". Não, mas tá errado porque não sei o que, não sei que ela fica meia hora me falando uma teoria. É simples, tá errado. Que que foi? Então me diz que que você que que eu posso melhorar. A gente gasta tanto tempo justificando erro que a gente não investe em em a em consertar. >> Eu falo isso pro meu marido, a discussão ela acaba no primeiro minuto. Se você disser: "Erei mesmo, pronto." >> E tudo bem, >> ela dura meia
hora, 40 minutos você ficar querendo justificar. >> Dificuldade, desculpa, me perdoe. Que dificuldade é essa? Sabe, isso me irrita um pouco. >> É, eu também. >> Tem que melhorar nisso, >> ou não, né? Qual foi o momento da sua vida que você mais precisou de você? você de você mesmo. Ah, eu acho Entre 48 e 49 anos. Foi um momento difícil de perdas, de perdas afetivas e que tudo parecia que tava desabando ao mesmo tempo, mas ao mesmo tempo hoje eu tenho orgulho de não ter ficado amarga, depressiva. Eh, eu tenho orgulho de ter superado
aquilo e eu me acolhi muito, não foram os outros, eu me acolho. E eu falo que isso é tão poderoso, porque tem momentos na vida que a gente só tem a gente. >> Exatamente. >> E esse e se você em algum momento da vida só tem você, isso basta? >> Sim. >> É >> se você é essa boa mãe que você construiu para você mesma e esse bom pai vai dar conta. >> Isso. Isso vai te sustentar por um tempo. >> Qual o erro emocional que você vê mais as pessoas cometendo atualmente? O erro Emocional.
Confundir paixão com amor. Confundir paixão com amor. Confundir bondade com com piedade. É, eu acho que essas duas coisas, >> isso coloca as pessoas numa condição de vitimização, né? Exatamente. E vítima é uma posição muito cômoda, porque é vítima. Vítima não é culpa de nada, eu ten que mudar nada. Então assim, acontece o que acontecer, sai da posição De vítima, porque lá nada vai acontecer. É que nem zona de conforto é boa, é quentinha, mas nada acontece, >> nada muda. O que que você aprendeu na vida, Bia? do jeito mais difícil que pessoas eh que
amigo, amigo de verdade, ele tá com você nos momentos ruins, mas de verdade, verdade é o que vibra com o teu sucesso. >> Ah, eu falo isso constantemente. Eu falo isso >> porque assim, estar no momento de Dificuldade é muito fácil você ser generoso, porque você ser generoso com quem tá num momento difícil, você se sente superior, infelizmente. Mas torcer e vibrar com sucesso de um amigo é mais difícil. >> Suportar o brilho do outro eu acho difícil. Eu falo, se eu cair ali na rua, até quem não me conhece vai lá tentar me ajudar
a levantar. >> Com certeza é fácil. >> E ser empático na dor é muito mais fácil Do que ser empático. >> Eu quero ser empático no na vitória. >> Já foi perseguida, Bia, por alguém? >> Muitos. Muitos alguém. Muitos. Eu acho que é da nossa profissão. >> Por razões delirantes ou por alguma razão que você dissesse assim: "Essa pessoa tem um porquê? Eu acho que teve delirantes, eu acho que teve eh pessoas que acham que a gente é objeto, né? Tipo assim, como ousa não me quer? >> É, >> eu sou tão maravilhoso, eu sou
tão não sei quê, que na realidade é narcisismo, é exercício de poder, mas assim, eu acho que tem tanta coisa pra pessoa exercer poder, vai pegar uma lancha, vai aprender a dirigir, vai fazer com poder, ai fazer qualquer coisa me erra, entendeu? Eu não sou, eu não sou um objeto que você vai botar na parede do seu quarto, da sua sala, na, tal, >> no seu currículo. >> Você se arrepende de alguma coisa? Eu falo que arrependimento é um sentimento que eu não gosto muito. Eu não me arrependo porque tudo que eu fiz era o
que eu podia fazer nas etapas da minha vida. Eu me arrependo quando eu não aprendo com os arrependimentos. Aí eu falo: "Pera aí, mas não posso voltar atrás, mas eu tenho que aprender alguma coisa com isso." >> Você se arrepende de não ter aprendido com algumas situações, >> é, com algumas situações que eu acho que eu levei um tempo ali lamentando as situações quando eu devia ter mais rapidamente, tipo assim, querida, é isso que tá posto à mesa e diante disso, o que que você aprende com isso? e vida que segue. >> Se você pudesse
dar um conselho para quem tá começando, eh, invista naquilo que já vem em você, invista no seu talento. Você não tem um talento à toa. Então, assim, é mais Fácil quando eh a natureza tá ao seu favor. Por exemplo, é mais fácil pra laranjeira da laranja do que da macieira do que da maçã, >> do que fazer enxerto. >> Exatamente. Enxerto é difícil. Exatamente. Invista no seu talento. Tem a consistência >> que chega. Agora, se você for pegar outra coisa, pode, pode. Você pode aprender qualquer coisa, o ser humano pode aprender Qualquer coisa, mas vai
levar mais tempo, vai ter mais atrito, porque você vai se cansar até fazendo aquilo que você gosta muito. Você vai ficar cansado, você vai ficar estressado. A diferença é que quando você gosta muito e tá dentro do espectro do teu talento, eh, você tem, você é mais resiliente e você se recupera mais rápido. É que nem fé. Tem gente que fala assim: "Ah, mas fé, tá bom, gente, mas a ciência prova. Quem tem fé adoece menos. Quando adoece A doença evolui melhor e tem mais resiliência. Então, pelo sim, pelo não, quem acredita, quem não acredita,
>> tem >> tem. Nos próximos anos, Bia, você tem uma uma energia assim que transborda, né? Eu quero colar no você para ver o que que você arruma, porque gente, a mulher é um furacão assim, parece tem 15 anos, como diz a minha Bia ontem, eu tenho uma filha que chama Bia. Ela olhou pra Bia, Falou: "Gente, ela parece uma adolescente pros próximos anos, que que você sonha ainda alcançar?" Porque assim, a gente que que tá na profissão e obviamente, né, te admira você para pra grande maioria dentro da nossa área, da nossa profissão, você
alcançou o ápice, assim, se é que existe ápice, né? Mas você chegou num lugar, não em termos de fama, mas em termos de sucesso, de ser muito bem-sucedida nas nos projetos que você Desempenhou. Ainda existe alguma coisa que você gostaria que você fala assim: "Isso aqui eu não cheguei e eu gostaria". Eu gosto sempre de pensar que sucesso não é uma coisa acumulativa. Você não pode sentar em cima dele, entendeu? Eh, eu eu acho que eu sempre tenho alguma coisa nova na minha cabeça. >> Você tem mesmo? Eu quero, eu acho que, eh, inspirar cada
vez mais as pessoas, Porque o dia que eu não tiver inspirando as pessoas positivamente, não tô prestando para viver não. O dia que eu eu olhar para uma pessoa, a pessoa olhar para mim e falar assim: "Nossa, você tem me deixado super mal de te ouvir". Eu falei: "Tá na hora de pegar o boné e embora". Então assim, óculos, >> o boné, o óculos, o tênis, eu acho, então assim, eu acho que hoje eu carrego a leveza de quem eh faz o que nasceu Para fazer e ten a certeza que ainda tem muita coisa para
deixar, porque eu ainda quero ver o fruto do meu legado. Eu quero aprender com as pessoas que foram inspiradas por mim. Isso é uma coisa que eu sempre falo quando alguém chega. A gente quando desembarcou aqui em Uberlândia, teve uma mãe, teve uma menina que chegou assim: "Você podia tirar uma foto com a minha mãe?" Eu falei: "Mas por que sua mãe não veio falar?" Não, porque ela tem vergonha. Aí Eu falei: "Chame sua mãe" aí beijei, abracei. Aí eu falei: "E você?" Ela: "Aí a mãe, ela vai fazer psiquiatria por sua causa?" Eu falei:
"Então, amor, seja melhor que eu, porque eu quero est velhinha aprendendo com você". >> Olha, >> por que isso que vale? E eu falo que quando um jovem, um adolescente olha pra gente, fala: "Eu quero ser alguma coisa". Aí >> eu falo: "Seja melhor". Porque >> e aí eu acho que a missão tá bem bem feita, né? >> Inspirar pessoas eu acho maravilhoso demais. E inspirar por razões >> positivas, né? Quando alguém fala: "Você é influencer". Eu falei: "Depende. O que que você chama de influencer? Eu acho que eu eu quero ser uma influenciadora positiva
por produção de conteúdo que possa de fato inspirar, impactar a vida das pessoas de forma >> fazer diferença na vida das pessoas. >> Mas acho que eu tô começando. >> Eu acho que você já você já tá >> acho que eu tô começando. A vida recomeça todo dia. >> A questão é que ela tem muitos anos pela frente, gente. Ela tem uma genética maravilhosa, uma mãe e um pai que estão aí e você tem uma energia louca, né? Exatamente. >> Você vai longe. >> Então, mas a natureza é sábia, André. Natureza assim, tá servindo, tá
Cumprindo a missão que eu te mandei, te deixo aí. Não tá cumprindo, amor. Vamos sair do game. >> Vamos desocupar o planeta. >> Vamos desocupar o planeta, >> querida, assim, sem palavras para agradecer. Isso. Um prazer. Um prazer. >> A Bia é uma pessoa maravilhosa. Eu falo que o dia que eu conheci a Bia, eu falei: "Gente, é, eu já amava, mas é muito melhor ao vivo. É de uma simplicidade, ao mesmo tempo de uma Profundidade, de uma inteligência. Não preciso rasgar seda para você, né, Bia? Para mim é uma referência assim de vida. Às
vezes eu fico revendo as coisas que a gente já produziu juntas e eu falo: "Gente, eu preciso ouvir um pouco mais disso". E é aquilo, é aquilo que eu te falei na primeira, quando eu fui no seu podcast, você sempre foi uma referência para mim até de carreira. Às vezes me perguntava alguma coisa, eu pensava: "O que que a Bia faria hoje? Mais ainda Assim, >> então tô feliz porque o teu conteúdo é muito bom. Olha só aquele negócio que eu falei, eu quero ver os frutos de quem eu inspirei". Então eu tô vendo. >>
Olha que maravilha. Você é uma a inspiração, não é só como intelectual, é de vida mesmo. Assim que >> eu sei, eu tô gostando do ser humano que eu tô me tornando. >> Eu tô amando o ser humano que você tá se tornando, Querida. Obrigada. Deus te abençoe, te leve a lugares onde as pessoas precisam te ouvir. Eh, eu gosto muito de uma uma um versículo da Bíblia, enfim, que Moisés ele vai para Deus manda ele para uma missão e ele fala para Deus assim: "Se o Senhor não for comigo, que eu não vá". assim
que que você possa me guiar sempre, que eu só esteja nos lugares aonde o senhor estiver lá comigo. E eu vejo muito disso em você. Eu vejo assim, a sua presença é muito libertadora. Você Chega e você geralmente e você realmente gera esse impacto que você quer gerar e de uma forma muito leve, né, Bia? Você não força, você não é personagem, >> não tem vocação para coach, para fazer as pessoas se jogarem no chão, até porque isso dá e passa. E eu quero que o legado fique dentro das pessoas, não num show. >> E
daí e tem que esforçar demais para fazer isso tudo, né? Eu acho que a gente vai por outras, >> mas eu nunca disse que seria fácil, mas eu posso te dizer que a felicidade genuída é garantida com autoconhecimento e conhecimento. >> É, nos liberta, né? Nos liberta para as boas escolas. >> Porque felicidade não é alegria, né? Alegria é momentânea. Felicidade é um estado que você pode estar triste e ainda assim feliz. você tá sabe que tá na trajetória certa e >> sabe que tá fazendo a coisa certa, né? >> Exatamente. >> Esse foi a
estreia assim, né, gente? Não tem nem o que dizer do nosso podcast no Divan com a Dra. André Vermon, hoje com a Dra. Ana Beatriz maravilhosa. É um banho aí de conhecimento, de tanta conversa boa e que daqui paraa frente a gente possa ter mais prosas boas como essa. Eu e Bia estamos aí com alguns projetos, se Deus quiser vai dar tudo muito certo, né, Bia? Eu sempre digo quando a pessoa fala: "Ah, tudo de bom, Te abençoe". Eu falei: "Benção, é só boa, você é distribuída". >> É isso. Fique com a gente. Se você
gostou, se inscreva no canal, compartilha, comenta que a partir de agora temos aí uma trajetória juntos. Bons projetos precisam acontecer, né? A Bia tá lá com po people. Bia, você tem aí alguns minutos, fala com o nosso público aí, deixa sua. >> Não, eu acho que a estreia aqui é do seu podcast, que eu tenho prazer de tá Inaugurando. Eu digo que eu sou dinda, né, de podcast e acho maravilhoso de alguma vez, de alguma forma, a gente inspirou as pessoas a abrirem mais um canal de conhecimento. Então, segue aqui, acompanha e tudo que for
acontecer também vai ser divulgado aqui. Se eu fosse você, eu não perdia, porque tem muita coisa boa, >> certeza. muita coisa boa e que vai ajudar muita gente. >> Você me inspirou muito com com mentes Perigosas quando você atingiu milhares de pessoas e eu acho que os nossos projetos precisam chegar nesses lugares onde não tem não tem chegado >> e da forma que seja mais a gente vai aonde o conhecimento não tá chegando. A gente tem que ter essa visão. >> É, é verdade. >> A gente tem que ter a visão. Quando >> não é
só sobre dinheiro. >> Quando uma amiga minha foi fazer uma missão na Amazônia assim, ela falou: "Bia, você não tá acreditando?" Ela me mandou um uma foto aqui no negócio da Amazônia, num riozinho, num troto desesperado que eu nunca vi, não sabia nem onde tava. Tinha uma mulher com seu mentes perigosa, desse tamanhinho. Eu falei: "Gente, eu não tô acreditando". E aí quando minha empregada uma vez andava de trem no Rio, ela falou: "Eu hoje fotografei para você, eu hoje tava no trem, tinha uma mulher assim e lendo mente perigosa assim". Falei: "Ganhei o Oscar".
>> Isso é impagável. >> Ganhei o Oscar. É impagável. >> Isso é impagável. Quando a gente, o o Mael, que é meu sócio que trabalha aqui com a gente, ele me falou uma coisa o ano passado que mexeu muito comigo. Ele falou: "Eh, Andreia, chega no momento que deixa de ser por qualquer outra razão, senão transbordar na vida das pessoas". >> Passa a ser sobre transbordar na vida Das pessoas. É legado é o legado, >> querida. Muito obrigada. Deus te abençoe. >> Muito obrigada. M.