Flow. Salve salve família, bem-vindos a mais um flow. Eu sou o Igor e hoje a gente vai falar bastante sobre segurança pública, polícia, como as coisas funcionam ali no nos bastidores com Coronel Telhada. Obrigado por vir aí, cara. >> Ô, obrigado pelo convite, Igor. Um prazer estar aqui. Parabéns pelo seu trabalho da sua equipe. Vocês são muito Famosos aí. E famosos por trabalharem bem. Isso é um >> pode ter certeza que é uma coisa que é um merecimento pra sua equipe. Parabéns, viu, irmão? Obrigado. Valeu mesmo. Tem também aqui o capitão Telhada. Bom, eu vou
me referir a Telhada e Telhadinha, né, cara? Obrigado por vir aí também. Obrigado pela moral. >> Obrigado, G. Telhado em dose dupla, como a gente costuma falar. Obrigado pelo convite, pela oportunidade de conversar Um pouquinho sobre polícia, sobre segurança pública, sobre carreira, informar também o pessoal, né? E principalmente bater esse papo aí. Isso vai ser ouvir também aqui um causo ou outro que eu tenho certeza que história não falta aí na vida de vocês. É bom, se quiser mandar uma mensagem pra gente aqui, fica à vontade. Tem o Qcode do Live Pix bem aqui e
tem também o link aí na descrição. Você pode mandar a tua mensagem, pode mandar com a tua própria Voz ou você pode mandar por escrito e uma inteligência artificial lê pra gente aqui no final do programa, tá? O Vitão vai escolher os melhores live picks aí, os cinco melhores live pics. E a gente ouve aqui no final do programa, beleza? Então vamos lá, cara. Vocês dois tiveram eh uma passagem pela rota e a rota é a dá para dizer que a rota é a polícia de elite aqui de São Paulo, né? É tipo o BOPE
lá no Rio de Janeiro. >> Não, não, não, não. D para dizer de São Paulo, não, do Brasil, meu irmão. >> É, então me ajuda, porque >> modestia parte a rota é a polícia de elite do Brasil queçá do mundo, porque nós somos um país aí que, infelizmente, em matéria de segurança pública tem vários problemas, né? E a rota não é só como ela sempre foi, uma tropa destacada, uma tropa criada nos anos 70, dia 15 de outubro de 1970. E desde a criação, Igor, desde a criação, a rota se destaca pelo trabalho forte no
Combate ao crime, pela honestidade, porque é uma coisa e eh que é uma coisa que não não se negocia na rota. honestidade dos policiais, a postura dos policiais, o tratamento com a população. E como eu falo isso, não é porque eu fui de rota, fui comandante da rota e fui não sou, né? Porque o espírito tá aqui dentro até hoje. Uma coisa da rota aqui, senor usa em qualquer lugar anel de rota. A gente no, você tá com o seu também, né, fil? >> Não, na rota a gente tem uma frase que é uma vez
rota sempre rota. Então tá, >> e a gente leva no terno, eu e meu pai, a gente usa no terno, >> no anel, >> todo policial de rota, mesmo que não esteja mais servido na rota, mas usa o anel, então me encontro no dia a dia, encontra meu pai, tá lá o anel de rota, os policiais trabalham com a gente também, serviram na rota, tão com anel de rota, então >> alguns tatuagens, né? >> Tatuagem, eu tenho tatuagem da rota. É, é, cara, é orgulho. É orgulho. É jogador futebol. >> Aham. >> Quando começa a
carreira, quer jogar onde? >> No Flamengo. >> Não, na seleção brasileira. Por falando no São Paulo, você foi mais rápido do que eu, mano. O >> cara é carioca, né? Flamenguista. É, >> todo jogador começa a carreira, em algum momento ele quer jogar na seleção brasileira >> e na Polícia Militar de São Paulo. O polícia que gosta de ser polícia, que gosta de pegar bandido, de caçar, de sair, atrasar o lado do ladrão, ele quer em algum momento da carreira dele, ele tem o desejo, ele quer trabalhar na rota. é a seleção brasileira da polícia
sem desprestigiar qualquer outro batalhão. >> Isso é uma coisa que deixar bem claro, né? A a rota, Igor, eh, para todos que nos assistem, todo o Brasil nos assiste aqui hoje, né? Então, que que tem deixar bem claro para todo mundo? rota é um batalhão, é uma tropa, é um batalhão dentro da Polícia Militar de São Paulo. A Polícia Militar ela tem vários batalhões, vou te dizer que são mais de 100 batalhões, se não for mais de 200, em todas as suas modalidades, trânsito, rodoviária, tropa de choque, eh, Ambiental, enfim, só de batalhões de policiamento
em São Paulo são mais de 50, então são muitos. A espinha dorsal da Polícia Militar ou das polícias militares em todo o Brasil é a Rádio Patrulha. Não tem como a gente menosprezar ou não elogiar a rádio. Nós fomos, antes de sermos de rota, nós fomos policiais de rádio patrulha servindo tático móvel, ele servindo na festa patrulha que atende o 90 é o cara que vai para tudo. >> Só que aquela dupla de patrulheiros que vão atender desde uma briga de marido e mulher até um assalto a banco. Esses são os primeiros que se deparam.
Essa é a verdadeira cara da Polícia Militar, a Rádio Patrulha muitas vezes é menosprezada, porque é lógico, a gente fala de rota, de rota porque a gente tem esse orgulho, mas uma coisa que nós não abrimos mão é da da nossa tropa de rádio Patrulha. Então, que todo mundo entenda, a rota é uma tropa, é um batalhão. Hoje, Na minha época, eram 750 homens, eu acho que tá nesse número de 500 a 700 homens ainda. É uma tropa dentro da Polícia Militar e ela tem essa característica de combate ao crime organizado numa tropa junta, numa
tropa coesa, numa tropa que que não vem para conversar, vem para resolver o problema. Porque muitas vezes o homem e a mulher que tá numa viatura, numa rádio patrulha, eles não têm como reagir à altura numa ocorrência porque tem menor número de pessoas com Armamento menor. A rota não, ela chega no mínimo com quatro homens, quatro, cinco homens numa viatura, fuzil, equipamento pesado e vem para resolver. Ela que a gente costuma dizer, ela chega chegando e sai saindo. Não tem conversa com a rota, entendeu? Mas aqui que fique bem claro para todo o Brasil que
nós amamos, valorizamos e temos que a Rádio Patrulha é a espinha dorsal da Polícia Militar. Sabe qual que é o diferencial? Que a rota ela na sua criação em 70, Aliás, faz 55 anos, agora 15 de outubro, >> é semana que vem, >> em 1970, quando a rota foi criada, ela já foi criada como força especial de combate ao crime organizado. >> Ela foi criada para tava tendo uns assaltos a banco na época, né? guerrilha, guerrilha, eh eh comunistas que queriam subverter o poder e utilizavam a força, a violência rural e urbana para justamente impor
a sua linha de pensamento para tomar o poder. >> E a rota foi criada então para combater as os roubos a bancos que aconteciam em São Paulo, no centro de São Paulo principalmente. Então ela já nasce com esse espírito de coletar os melhores policiais que tinham a época à disposição, criar uma força especial para fazer frente aos piores bandidos, que eram os terroristas, que eram os guerrilheiros. >> Então ela já nasce como uma tropa forte, uma tropa que tem um armamento Diferenciado, uma viatura diferenciada, policiais diferenciados e uma forma de combater inovadora. >> Aham. Não
à toa. Eu, por exemplo, quando os anos que eu trabalhei na Rota, recebíamos direto eh eh comitivas japonesa, europeias, norte-americanas que vinham pra rota para estudar o que era patrulhamento tático urbano. Porque por isso que meu pai falou, queçá a tropa de elite mundial em qual quesito, Patrulhamento tático urbano. Ninguém, ninguém no mundo não é maneira de falar não. Não é porque nós somos rotariantes, exagero, não, >> mas patrulhamento tático do policial saindo patrulhamento, olhando tirocínio, observando atitude, veículo, moto e na na selva de pedra que a gente tem em várias cidades grandes do estado
de São Paulo e conseguindo ser assertivo, conseguindo cumprir a missão, ninguém faz igual no mundo. Tem outras tropas Boas. Você até falou, a rota é tipo BOP. Depois do filme do BOP, eh, em 2007, 2008, >> o BOP ganhou muito nome e essa pergunta sempre vem, a rota é tipo BOP do Rio de Janeiro? Não, as a as atividades são bem diferentes. >> Isso é muito interessante, que para mim era mais ou menos a mesma coisa. >> São inclusive são serviços distintos. A especialidade da rota é o patrulhamento motorizado, abordagem, tirocínio na na No dia
a dia do patrulhamento urbano, patrulhamento motorizado. A o BOP ele trabalha como que é >> que que é um tirocínio? >> Tirocínio é quando você tá num numa ação, no dia a dia, no seu patronamento e você nota alguma coisa errada. Nós chamamos de tirocínio policial. Mas como é que o polícia sabia que aquele cara tava armado? É o tirocínio. Você olha, >> mas possível, esse cara devia ter alguma informação. >> Você vê o volume na cima, então você vê que o cara vem andando e pelo jeito que ele olha ou não olha pra viatura,
você fala: "Tem alguma coisa errada". Por exemplo, ele vem andando, de repente ele olha pra viatura e dá aquele susto. Vamos dar uma olhadinha nesse cara. Ele tomou um susto quando ele olhou pra viatura. Ou então ele ele vem e não olha pra viatura. Pô, uma viatura grande, cinza, com quatro, cinco homens dentro armado, o cara nem olhou pra gente. Tá Errado. Vamos dar uma olhadinha. É o tirocínio, é aquilo que você percebe que tem uma coisa errada. Tem um tirocínio comercial, tem um tirocínio policial, tem um tirocínio político. Cada cada profissão tem o seu
tirocíno, aquela sacada, né? E por exemplo, só para eh só para encerrar esse >> eh se você lembrar do filme, por exemplo, Tropa de Elite, você não vê o BOPE patrulhando, abordando o veículo, não. Você vê ele entrando em favela. >> Deslocamentos. Então a rota eh não tem um comparativo, eh teria patamo no Rio de Janeiro, seria as antigas patamos, que era o patrulhamento tático móvel que nós tínhamos também. >> O que que é parecido com o BOP do Rio? O que que seria o BOPE do Rio aqui em São Paulo? O COI, que é
esse brasão aqui, são os caveiras de São Paulo, tá? >> COI significa comandos e operações especiais, >> que a especialidade é incursão em área De mata, incursão em área eh de alto risco, que é justamente favela, comunidades, >> e a a atirador designado, o seria o caçador, o sniper. >> Você lembra do do do da cena eh que ele fala senta o dedo, tá? O cara tá no sniper. Aquilo ali é o coi. >> Vai dar merda, capitão. >> É matar dois coelos com uma caja dada só, tal. Aquilo ali é o coi. Observadores avançados,
atiradores que >> aliás que baita tropa é o CO, hein? >> Muito boa, muito boa. Assim como a do o BOPE do Rio. Então, similaridade BOPE do Rio, CO de São Paulo. >> A rota é uma atividade diferente, muito específica. >> É a rota é chamada, ela é chamada em algum momento para resolver um problema ou ela tá ou ela tá na rua olhando as coisas? >> Os dois. A rota ela patrulha, se tá no dia normal, ela sai do quartel Patrulhando, abordando um táxi, um carro, uma pessoa, ela vai vai se deslocando. Tudo que
acha que tem que ser abordado vai abordado, mas ao mesmo tempo ele no estado de São Paulo, ao mesmo tempo ele acompanha pelo rádio da viatura. Vamos supor, hoje nós estamos trabalhando na área do quarto batalhão, que é a Lapa. Então quando a viatura vai pro quarto batalhão, ela coloca o rádio na canaleta do quarto batalhão. Ah, vai pro 18, que é freguesiado, 18º. Então a Gente acompanha a rede do batalhão. Se dá alguma ocorrência mais grave, a viatura de rota desloca junto com a viatura diária. >> Agora ela só vai quando vai pra ocorrência
é para resolver. Ela, por exemplo, ocorrência de de crime organizado, são designadas viaturas para determinado indivíduo abordar determinado local que tá com crime, o crime organizado naquele local. A viatura vai para agir, para aprender, Para tomar as as providências necessárias. Normalmente quando a viatura derrota vai ocorre o confronto porque os indivíduos estão armados com fuzis, são indivíduos perigosíssimos, foragidos, que não querem se entregar de jeito nenhum. Então, normalmente, quando uma rota, uma viatura de rota, um batalhão, um pelotão de rota é designado por uma missão, normalmente haverá o confronto. Por quê? Porque ali se sabe
que há indivíduos perigosíssimos e Muitos condenados que não se entregarão de jeito nenhum. Então, de certa forma, a população quando olhar, quando vê uma uma viatura da rota, tem que ficar esperto, porque se a ficar feliz, tem que ficar feliz. >> Eu ficar esperto, eu quero dizer porque se se a >> tá acontecendo alguma coisa, >> é, tá acontecendo alguma coisa >> e é normal quando o pessoal vê a viatura de rota abordando, a população não se Aproxima porque sabe que pode haver um problema. Então ri realmente falando, brincando, mas é bom você evitar quando
a gente tiver abordando alguém, a gente não que nós já estamos aposentado hoje, né? Mas os colegas estiverem abordando só viatura de rota, qualquer viatura tá abordando, é bom você evitar de ficar passando perto, porque você não sabe o que vai acontecer ali. Ali pode não acontecer nada, uma abordagem sem novidades, obrigado, bom descanso, como Pode acontecer um tiroteio, uma prisão. Então é pr essa cautela. Agora a população sabe também que quando a viatura de rota chegou, alguma coisa pode acontecer grave. Então a população mesmo se precaver, se afasta e a gente fala, né, duas
coisas que a gente que a que a rota ela tem duas situações. Ela é amada pela população e temida pelo crime. E essa é uma coisa que a gente sempre faz questão de frisar, que a população apoia e gosta da rota. Lembra Quantas vezes entrava numa favela, umauma, você guarda vai com Deus, as crianças vai com Deus, Deus abençoe. Isso é uma coisa normal. Ah, o pessoal da favela não gosta de polícia. Mentira, mentira. Tem muito trabalhador que mora em favela. Hoje se diz comunidade, né? Mais bonito falar. A favela, uma coisa normal, não é
não é demérito para ninguém, é uma coisa que infelizmente existe. Ainda mudou o nome paraa comunidade, mas não melhora em nada a Vida do cidadão. Então, ah, quando uma viatura de polícia entra dentro de uma comunidade, dentro de uma favela, ela é querida pela popular. É normal, seu guarda, vai com Deus, cautela, Deus abençoe. Cansamos de ouvir isso. Agora a vagabundada some porque sabe que vai tourar, né? Me dá um exemplo de um, porque assim, eu, pelo que vocês estão falando, a rota basicamente ela sai dos quartéis para fazer lá a o patrulhamento. >> Quartel,
é um quartel, >> tá bom? Sai do quartel para fazer o patrulhamento. Eh, e quando tem alguma alguma alteração muito grave, eu queria entender o que é grave a ponto de chamar a rota. >> Por exemplo, eu vou eu vou dar um exemplo, né? Primeiro, a rota nunca fica no quartel. >> Entrou do serviço, não é uma tropa quartelada, ela sempre vai pra rua. Se não tiver emissão nenhuma específica que Foi acionado, ela vai sair para patrulhar. Vamos patrulhar zona leste, vamos patrulhar a zona sul, vamos patrulhar o litoral sul, desce lá para Guarujá, Santos,
que tem >> Campinas, >> necessidade para caramba. Mas, por exemplo, fato real, e primeira coisa, Igor, eu e meu pai a gente só conta ocorrência nossa, >> tá? >> A gente não conta a ocorrência dos Outros, >> por favor. Senão v vamos arrumar problema para todo mundo, né? >> Porque e infelizmente tem muita gente aí que ouvi fal, >> tem cara que não tem ocorrência conta ocorrência dos outros, né? Ah, já ouviu aqui não, a gente fala que é nosso. >> Tá bom. Importante. >> Então, graças a Deus, a gente tem, principalmente meu pai, meu
pai tem para caramba, eu tenho algumas. Então, por Exemplo, eh, quarta companha de rota aí, o tenente, tenente telhada, comandando e quarto e quinto pelotão de rota vespertina, acionamento do sistema de inteligência que em Vársia Paulista, aqui região de Jundiaí, acontecia naquele momento um tribunal do crime. >> Aquele dia foi bonito. >> O ano era 2012. Eh, nós estávamos até em atividade física no par. >> Você sabe que é tribunal do crime? Sei. >> É, é o julgamento clandestino, quando o, O, a facção >> pegava lá um indivíduo, tal, que aconteceu alguma cena, algum episódio
e julgavam, né, de maneira clandestina, lógico, inclusive com pena de morte, se fosse o caso, se fosse determinado ali que merecia morrer. >> A gente sabia que eram todos faccionados, tudo do PCC, que tinha a gente armado absolutamente, sem dúvida, porque a a pena capital ali era eh evidente. Viria a seguir de pronto. Equipamos o pelotão e eh colocamos o fardamento, saímos da base Aguiar, que é a o quartel da Rota, Avenida Tiradentes, 440, seguimos pra região de Jundiaí, Marginal, Aanguera. Quando chegamos em Vársia Paulista, o pelotão tava chegando em vársia, os bandidos estavam saindo
do sítio. O sistema de inteligência falou: "Meu, tão sonhando agora. Nós no rádio estamos chegando, enfim, trombamos os carros, quatro carros de bandido saindo, Inclusive com condenado que tá indo pra morte. Tá vindo pra morte e a gente passando com as viaturas. Trombamos no meio de uma estradinha. Uma parte do pelotão abordou esses carros, outra parte do pelotão foi pro sítio, aonde também tinha parte da quadrilha, parte dos criminosos. >> Tinham quantos veículos nessa daí? Tinham >> dos bandidos, quatro veículos. Das viaturas, nós estamos em oito. Oito Barcas, oito viatura. uma viatura do tenente comandante,
as as demais sargentos comandando a equipe. Seguimos para então dividimos em duas células, né? Uma parte abordou os veículos, outra parte foi pro pra chácara. Enfim, um grande tiroteio, um grande tiroteio, eh, tanto nos carros quanto no no sítio. >> Aham. dessa ocorrência. Ficou muito famosa essa ocorrência porque eh foi a a ocorrência com maior número de mortos em um pelotão de rota. Nesse dia, o Confronto resultou com nove bandidos mortos, cinco presos e nove mortos. Mortos nos carros, mortos no sítio. Graças a Deus, nenhum policial baleado, >> fuzil apreendido, pistola para caramba, quilos e
quilos de drogas, mais ou menos. Não me não me lembro, mas 200 a 300 kg de cocaína, porque tá sempre junto, né? Aonde tem arma, onde tem o roubo, tem tem o tráfico de drogas juntos. Então é um exemplo de que uma ação do crime organizado que estava Acontecendo acionou um pelotão de rota que foi direto pro local e resolveu. >> Aham. >> Né? Vársia Paulista nunca teve o ML tão cheio igual aquele dia. Hoje em dia, eh a gente trabalha na política e eu trabalho nessa região, >> Campo Olímpulista, Vaisa Paulista, Jundiaí. >> E
é uma ocorrência que em que pese já terem passado 13 anos, quando a gente chega lá, a ocorrência até hoje é Lembrada pela população, população de bem que valoriza a polícia. >> Ah, mas a ladrusada lembra também, viu? vagabundo não esquece não. >> Imagino que não. Ó, você falou do lado dos bandidos, cinco presos, nove mortos, né? Eh, e do lado da polícia nenhum ferido, >> graças a Deus. >> Então, a gente consegue imaginar que há uma grande diferença, eh, no mínimo no treinamento, no no no manuseio, no na no Jeito de eh entrar em
combate da polícia e dos bandidos. em 2012. Isso daí aconteceu assim em 2012. >> Se a gente transporta para agora eh >> uma ocorrência como essa, se a gente tivesse que chutar aqui pensando, eh, aconteceria mais ou menos da mesma forma, por e os bandidos eles estão ficando mais treinados, menos treinados. Isso daí é é algo que preocupa as polícias? >> Ó, vagabundo é um bicho covarde. Começa Daí. >> Além de ser [ __ ] é covarde. Entendeu? É a mesma coisa. [ __ ] e covarde é a mesma coisa, né? Mas velho, o vagabundo
é um bicho covarde, entendeu? Se ele não fosse covarde, ele não era vagabundo. Já começa porque não não vale nada. Então, por mais que o vagabundo acho que ele treina, ele nunca vai treinar igual a polícia, porque nós somos preparados pro combate, nós somos preparados pro enfrentamento e a Polícia Militar sempre Se preparou. A rota desde os anos 70, desde quando ela foi criado o treinamento, é uma coisa muito intensiva e muito levado a sério. Por quê? Porque nós sabemos o que nós vamos enfrentar e sabemos que o vagabundo não teme polícia, não. O vagabundo
teme a morte. Não adianta você pode pôr 100 polícia em volta dele, que se ele souber que ele vai não vai trocar tiro, ele vai trocar tiro porque ele vai para cima. Ele teme e morreu o vagabundo. E a Polícia Militar sabe disso. Então nós treinamos muito nosso efetivo e na rota esse treinamento é levado muito a sério. O que acontece é o seguinte, você vai para uma por tivesse 10 bandidos lá e nós vamos com número suficiente de policiais militares porque nós devemos sempre estar em vantagem numérica, ou seja, devemos estar em mais policiais
e superioridade de fogo. Não adianta ir com poucos policiais, com pistola na mão, os caras tá de fuzil. você tem que Est em sempre em sua prioridade. Por isso que nós vamos para resolver mesmo. Então, numa, não só nessa ocorrência, inúmeras outras ocorrências, quando nós íamos, nós, primeira coisa, temos que ter um serviço de informações. É muito importante isso na polícia, o serviço de informações, conhecer o local, quem são os vagabundos, tipo de armamento, a vida pregressa desses indivíduos. E quando a gente chega, a gente chega para prender o indivíduo. A opção de morrer ou
não é Do bandido. Nunca um policial sai de casa fala: "Eu vou matar a gente hoje". De jeito nenhum. Você sai de casa, beija a sua família, seus filhos com a intenção de voltar para casa para continuar a sua vida, mas você sabe o que você pode acontecer e sabe qual pode ser o fim. Então nós vamos prontos pro combate realmente. E quando acontece isso, nós treinamos, nós vamos atentos, nós vamos unidos, entendeu? E o que acontece, graças a Deus, é que o nosso Tratamento, o nosso treinamento é eficaz, eficiente e eficaz. Porque quando nós
chegamos lá e tivemos, temos que trocar, trocamos tiro e não fugimos. Porque o bandido é assim, o bandido é valente, o bandido é fodão quando ele tá em numerade, em superioridade. Pode ver que toda ocorrência, pode ver isso na internet, o vagabundo toma o primeiro tiro, tem cinco, seis vagabundos, o primeiro tomou o tiro, os outros sai tudo correndo. É normal isso, porque Vagabundo é um bicho covarde. Ah, mas eles são altamente treinados, não são. Eles têm experiência, tem uns caras mais fuçado, tem, não tô falando, mas eles na sua grande maioria viu o primeiro
tomar, o resto, ó, cuida da própria alma. Nós não, nós vamos para cima e um cuidamos dos outros. Por isso que nessa ocorrência nós tivemos um resultado com nove mortos, cinco presos, nenhum pif ferido, porque esse é o resultado ideal. Você ouve um bando de hipócrita, um Bando de idiota, mas como não morreu nenhum bandido, nenhum policial, como se morrer policial fosse justificar a ocorrência. De jeito nenhum. A polícia treina e treina forte. A polícia é eh paga. A polícia recebe um salário para não morrer. Quando morre um policial, quem perde é o estado. Porque
você, além de perder um pai de família, um filho, um pai de família, você perde no treinamento que você fez durante anos naquele homem. Você você investiu Naquele cara, ele não pode morrer. Fora o lado humano, no lado do investimento do estado. Quando você tem um policial morto, o estado perde. Não é só a família que perdeu. Então, nós temos que ganhar sempre. E é isso que a população tem que entender e as nossas autoridades têm que entender, que o vagabundo que morre é a opção dele. E se nós perdermos um policial, quem perde é
a sociedade. Isso não pode acontecer. Então, graças a Deus, nós estamos prontos pro combate. >> E, e ô Igor, vou te dar um exemplo. No começo dos anos 2000, teve uma ocorrência muito famosa que foi a Castelinho, >> tá? Isso >> morreram 12 marginais que estavam indo fazer um assalto a um avião pagador. A rota tem envolvida nessa ocorrência, o choque, a rodoviária. Começo anos 2000. 2012 essa ocorrência que eu falei em Varsa Paulista. >> 2019 por exemplo, teve uma ocorrência em Guararema, aonde teve um estouro de caixa eletrônico e a Rota e o COI
eh tiveram informação, se posicionarem e tiveram 11 mortos, 11 criminosos mortos. H, o bandido, o criminoso, inclusive o faccionado, como meu pai disse, ele é covarde. Eles mataram agora o Dr. Rui na Praia Grande. >> Já tem, já tem cinco presos, inclusive um sexto que foi morto lá no Paraná, >> porque pegaram ele só saindo da prefeitura com carro particular, os Caras em quatro pelo menos ali com armamento longo, >> mataram, infelizmente, o delegado. Quando atacaram o meu pai, o coronel Telhado, na porta de casa em 2010. >> 2010, >> é, não vieram atacar ele
numa viatura de rota. Vieram atacar ele saindo de casa no sábado de manhã, saindo com o carro para levar pro lavar rápido. >> Então os caras vem a crocodilagem. >> Não importa se você tiver com a sua Esposa, >> não importa se o policial tiver com o seu filho no banco do lado, os caras vão atirar. E se o Dr. Rui tivesse com o filho dele? >> Poderia ter morrido junto >> com a esposa, >> provavelmente, >> como já tem casos, entendeu? >> Tem casos. Hã, >> o, então assim, os caras são covardes, os cara
pega você na crocodilagem, Policial. Agora a polícia ela é preparada para combater. Nós temos que ter a consciência. Infelizmente o Brasil, as polícias no Brasil estão em guerra. Estão em guerra. Nós vivemos, nós temos números, infelizmente, de países em guerra. >> Uhum. >> Israel e Ramas tá em guerra. Ela não tem tanto morto igual tem aqui no Brasil. Pode pegar qualquer dia comum aqui no Brasil. Nós temos mais mortos, Infelizmente. O policial ele tem, ele vive constantemente numa tensão e numa atenção de combate, estando de serviço ou estando de folga. Nossa legislação é fraquíssima. A
nossa legislação do Brasil não protege a atividade policial, não protege, não dá um suporte pro policial trabalhar e nem pro cidadão de bem. Não protege o cidadão de bem. Nossa legislação protege o o criminoso, um monte de benefício, até hoje tem sainha, mesmo aprovando lá em Brasília, ainda Tem sainha, tem audiência de custódia, tem eh visita íntima, tem progressão da pena. Então assim, o combate é com o criminoso, que é inerente à profissão, o risco do combate, mas infelizmente falta o suporte. Então essa tensão que torna o país, o Brasil nosso aqui querido, tão difícil
de exercer a nossa atividade, entendeu? >> E você quer anar uma coisa? Quando a gente fala que o bandido é covarde, a gente tá dando uma de de machão. Não é Isso não. Você pode pegar hoje hoje é internet, os WhatsApp, os vídeos da vida. Você pode notar a maioria dos roubos perpetrados por criminosos normalmente são contra mulheres. Eles não é dificilmente um bandido ataca um homem. Quando eles atacam o homem, eles estão em dois, três vagabundos, sempre covardes. Sempre covardes. E estão atacando um cidadão desarmado. Porque se eles sabem que aquele cara tá armado,
dificilmente eles vão atacá-lo. E quando Eles vem atrás de um policial, de um cara da segurança pública, você pode ver três, quatro, cinco homens vem atacar um. Então, bandido é um bicho covarde. >> Quantos te atacaram lá na porta da tua casa? >> Na porta da minha casa eu tava saindo num sábado, dia 31 de julho de 2010. Eu não ia para Lavar Rápido, eu ia para educação física. O Rafa era tenente novinho, tava trabalhando no quarto batalhão, tinha trabalhado a noite toda, Tinha chegado de mã e tinha ido descansar, porque ele trabalhou no tático
móvel. E eu ia pra educação física, eu ia de carro, aí minha mulher tinha deixado o carro atravessado, enfim, não dava para eu sair. Eu peguei, falei: "Pô, vamos manobrar o carro". ela no telefone. Eu peguei, fui manobrar o carro, tirei o carro dela, saí pra garagem e tô entrando, acertei o carro do Rafa que tava atravessado, pus o carro dele. Quando eu tô entrando com o Carro dela de ré na garagem, desce um corcinha, um carro pequeno nesse estilo, porque a gente lembra vagamente, você não tá atento, você tá no seu dia a dia,
11 horas da manhã de um sábado, eu de calção, >> pior, tava desarmado, que eu sempre ando armado. Naquele momento como eu fui manobrar o carro, eu deixei a arma no no barzinho da sala e tô entrando de ré com o carro. Era uma pajirinho TR4, não era blindado, um carro normal. Polícia não Tem dinheiro para ter carro blindado, porque a polícia, infelizmente, em todo o Brasil paga muito mal. >> Tô entrando com aquele carro, me desce o carro com dois indivíduos, um motorista e um cara do lado. O cara do lado do passageiro me
olhou, sabe quando a pessoa te olha assim, quer te fazer uma pergunta? A impressão que ele ia perguntar o endereço para mim. Se ele tivesse me chamado, eu tinha descido, ido em direção a ele, desarmado. Mas Não, ele ficou me olhando, eu parei o carro de ré, olhando para ele também e fiquei esperando ele falar comigo. Jamais na minha vida, eu era o comandante da rota, comando Aguiar. Jamais achei que naquela manhã dois canalhas, dois vagabundos do PCC teriam coragem de vir me matar na minha casa. Mas não foi assim. Tiveram essa coragem, eles tiveram,
entendeu? Mas como eu sempre falei, covarde, os dois contra mim sozinho e dinopinam, entendeu? Quando ele, eu fiquei olhando, esse cara que tava do lado do motorista, ele colocou uma arma para fora, uma pistola. Quando eu vi aquilo, Igor, a minha única ação foi me abaixar no carro. Eu não tive outra ação, não tinha, não dava tempo de correr. E comecei pau, comecei a ouvir os disparos, tiro pau, tiro, tiro, tiro. E eu deitei dentro do carro e fiquei esperando onde ia doer primeiro, [ __ ] Falei: "Onde vai doer primeiro, onde vai doer primeiro."
E Naquele momento, confesso, entreguei a minha alma a Deus, porque eu falei, morri. Eu tava esperando o cara descer do carro dele e vim até a janela do meu carro e me arrebentar. Mas o que ele deve ter pensado? O cara é polícia, tá armado. Ele deitou para pegar a arma dele. Eu não vou encostar no carro, graças a Deus. >> E eu tomando tiro, tomando tiro, tomando tiro, esperando onde vai doer primeiro. >> Falei: "Senhor, cobre com o teu sangue. Entreguei a minha alma, fiquei esperando." A única coisa que eu tava com raiva, rapaz,
que eu ia morrer sem dar um tiro naquele desgraçado. >> Isso tava me torturando aquele Você vê que loucura da cabeça da gente, né? E de repente os tiros pararam. No que pararam eu só levantei a cabeça assim. Eu vi o carro sair. Aquele indivíduo deu 11 tiros contra mim. Ele descarregou a pistola. O carro não era blindado, mas ele atirou de frente. Os 11 tiros Pararam na na no bloco do motor. O carro deu perda total. Deu perda total. Arrebentou toda a frente do carro. Aí eu desci correndo. Aí os vizinhos saíram tudo correndo
pra rua. Ele tava dormindo, acordou, desceu correndo. Pai, pai, que que foi? Tal. Achando que eu tava trocando tiro com algum ladrão. De vez em quando a gente faz umas umas graças, né? Mas não, aquele dia a vítima era eu. Eu era caça aquele dia, não era o caçador. >> E >> tu se feriu? >> Não, nenhum tiro acertou em mim. Graças a Deus. Não, não a mim. Graças a Deus. Nenhum tiro acertou em mim. >> Você lembra do filme do Ghost? Quando o cara toma o tiro, ele ele corre atrás do ladrão, aí ele
para, quando ele olha o corpo dele tá no chão, ele morreu. O espírito era aquela sensação que eu tinha. Eu voltava, Igor, eu voltava toda hora dentro do carro e olhava para ver Se meu corpo não tava lá dentro. Era incrível. Eu tomei 11 tiros, não me acertou um tiro. Então eu voltava toda hora e olhava. Aquela sensação horrível, né? Aí veio a rota, vieram todo mundo o apoio, tal e pessoal foi pesquisando tal. A informação, serviço de informações já tinha os dados daqueles indivíduos. Um mês depois o motorista foi preso e o cara que
atirou em mim morreu. Graças a Deus. Espero que esteja no inferno aquele maldito. E eu tô aqui Dando trabalho ainda e vou continuar dando trabalho muito tempo, se Deus quiser. Mas novamente eu repito, covarde, vem na sua casa, você sozinho, dois indivíduos. Eu soube que quando eles viram manobrando o carro, eles falaram: "Vamos pegar ele agora". Eles estavam esperando chegar um fuzil. Graças a Deus, olha como Deus é bom. Eu saí naquele momento sem saber de nada, que se eu tivesse, talvez saindo um pouquinho mais tarde, talvez ele tivesse Com meu fuzil, eu ia sair
de moto. Com certeza eu não teria tido a proteção que eu tive de Deus através daquele motor. Então eu falo para quem quiser ouvir, eu estou vivo hoje porque Deus é bom. Deus permitiu que eu ficasse vivo, porque naquele dia realmente eu estive a beira da morte. Tenho duas datas de nascimento. Essa é uma delas. >> Entendi. Eh, esses quando acontece alguma coisa assim, eh, nesse caso eles foram tentar assassinar o comandante da Rota, >> né? >> Eh, o que que existe? Uma resposta da rota, tipo, ó, tentaram matar o cara aqui, agora a gente
tem que ir atrás desses caras. >> De imediato. Naquele dia, a rota teve no local, na região, fechou a zona norte todinha. Aquele dia já morreram dois indivíduos, dois criminosos, um numa ocorrência de roubo de carro, um outro perto da rota. E dali aquela semana o Pau tourou, entendeu? Porque o pessoal começou a bater mais forte no crime. Eles têm que dar uma resposta. Se você não der uma resposta à altura pro crime, o crime vai achar que, pô, valeu a pena, hein? Der uma arrebentada e os bunda mole não fizeram nada, entendeu? Então você
tem que mostrar quem é que manda. Então a resposta da rota e da Polícia Militar foi imediata, porque não foi só a rota. Toda a Polícia Militar naquele dia teve na minha casa, teve apoiando a Semana inteira, o mês inteiro, reforçando o policiamento na região e realmente o crime naquele mês lá sentiu o peso da da mão da lei. >> Entendi. Tá. E só para completar, o Igor, é muito difícil ter eh eh ocorrências com policiais de rota eh mortos em serviço. E recentemente, em 2023 nós tivemos 23 24, tivemos dois episódios >> dois policiais
de de rota em serviço que foram mortos, o que demonstra sim um Crescimento e uma ousadia do crime organizado. O que que é legal hoje? que a Polícia Militar, não só a Rota, mas a polícia tem um padrão de enfrentamento, de resposta, que são as chamadas operação escudo. O pessoal já deve ter ouvido falar: "Ah, tal, operação escudo em Santos, no Guarujá". Teve >> o que que é isso? É como se fosse uma defesa da das forças de segurança, porque por muito tempo morreu um policial e ah, morreu um policial. >> Não pode ficar normal
isso aí. A gente não pode normalizar essa situação. Ah, um cidadão foi morto num latrocínio, no assalto. Não é normal, cara. Não pode ser normal isso aí, entendeu? Então, hoje e e eu fico muito feliz quando eu vejo as a as próprias polícias defenderem os seus, defenderem também, porque a gente defende o cidadão de bem, mas pera aí, o policial que tá sendo vítima, [ __ ] Então é legal. Eh, no Guarujá, em Santos, aconteceu isso, teve Operação escudo e funcionou. Por quê? prende gente para caramba. Tem os bandidos que vão reagir, eventualmente vão acontecer
tiroteios e a população percebe a presença em massa da polícia. Fic ficaram famosas essas operações escudo na baixada, >> mas tiveram dezenas população >> no interior de São Paulo, na capital. Hoje, qualquer lugar que acontece um ataque a uma viatura, um ataque a uma base ou um ataque a um policial na hora De folga, igual foi com meu pai, o estado responde de maneira estratégica, organizada e busca vai no encalço das situações. >> A população não só percebe isso, como a população exige. Se alguém acha que a população não gosta da polícia, é porque é
um idiota, não conhece o estado de São Paulo e o Brasil. Quem não gosta de polícia é bandido. A população gosta de polícia, entendeu? A população quer uma polícia forte. A população quer uma Polícia na rua que responda à altura, que bote o crime no seu lugar. Porque é que no Brasil se perdeu o valor da vida? Hoje nós passamos num cara morto na rua, a gente olha, o cara tá morto num acidente de trânsito, num assassinato e acho normal. Ninguém se condói mais com isso. Ninguém fica mais assustado quando vê uma pessoa morte. Isso
é muito ruim para efeito de sociedade. Isso mostra um desprezo com a vida. Essa vida amanhã vai ser nossa, vai ser do nosso filho, Da nossa mãe. Nós não podemos aceitar isso aí. Então a polícia tem que sempre dar uma resposta forte contra o crime. Quem manda na cidade é a lei, não é o crime. A hora que nós aceitarmos que é normal o policial morrer, que é normal um cidadão morrer na mão do bandido, nós não precisamos mais de polícia. Vamos aceitar isso e dane. Deixa o crime dominar. Então a polícia tem que ser
forte, a polícia tem que ser combativa, a polícia tem que responder à altura. E Se tiver que morrer alguém, que morra o bandido. Se tiver que chorar alguém, que chore a mãe do bandido. Simples assim. Quem não concorda com isso é bandido. >> E olha só, a gente eh quando vai falar de rota, eu lembro de moleque, eu li um eu li um livro, acho que o nome era Rota 66, >> é do Capitão Conte. >> Isso. Eh, que que assim, em geral, >> Hum. Não, pô. >> Rota meia meno. Pelá o que eu falei
é Absurdo. Rota 66 daquele jornalista que tá dispensado, que eu não vou falar o nome dele, né? Porque eu não vou dar crédito pro cara. O do Conte é matar ou morrer, que foi uma resposta ao livro Rota 66. Esse Rota 66, o cara que escreveu um idiota porque não sabia o que tava falando. >> Então me conta, porque assim, eh, a >> a gente era moleque também. era jovem ainda quando ele escreveu isso. >> Esse livro Rota 66 foi de um cara, um Repórter de uma fame geral da rede de televisão que canalha, covarde,
porque ele andava com policial militar, ele se tornou amigo de policiais militares e depois usou essa amizade para contar um monte de inverdades, um monte de absurdos que achava que ele sabia, que na realidade não sabia nada. >> Ele gravava dentro do batalhão, entendeu? Então ele abusou da confiança. >> Um canalha canalha, >> ele acompanhava as viaturas. É tipo, Tipo notícias populares. >> Aham. Aham. >> Era aquele eh cotidiano, tal. E ele acompanhava as viaturas de ocorrências >> e foi se tornando, ganhando a confiança do pessoal, se tornando amigo, entre aspas, né? E essa rota
66 foi uma ocorrência que aconteceu em 1975, >> onde a viatura de rota, que era 366, se não me número dela, numa ocorrência morreram dois ou três rapazes que estavam dentro de um Fusca, se eu não me Engano, na cidade jardim, eu era moleque também, eu tinha 14, 15 anos e deu muito barulho essa ocorrência, porque um dos jovens era filho de uma família abastada. Quando é filho de pobre, ninguém liga, quando é filho de rico não é mais bandido, é vítima, né? Mesmo que seja bandido, passa a ser vítima, porque a polícia não mata
a bandida, a polícia mata só sabe como o pessoal pensa, né? E a imprensa na época meteu muito pau nessa ocorrência. E esse Repórter, aproveitando dessa onda, quis mostrar a rota como um braço de criminosos até. Nossa, tinha um, eu lembro que era moleque, não, os caras de rota são tão louco que eles usam droga para sair na rua. Usam maconha que era maior droga naquela época era maconha. Nem fumar cigarro a gente fuma o povo aí. Então se o cara da rota fumar maconha, ele não vai querer ir pra roupa trollar [ __ ]
nenhum. Ele não vai querer nem ir pra rota porque lá ele vai se Ferrar. >> Então mas para você ver as idiot da cabeça desses banana aí, né? E esse cara, esse repórter se aproveitando disso, fez esse livro que é uma idiotícia atrás de idiotícia, entendeu? Ao ao e foi fez o mesmo efeito. Olha só como é coisa. Quando o foi feito o filme do BOP, você sabe que ele foi feito para falar mal da polícia. A ideia do cara não era enaltecer a polícia, não era arrebentar o BOPE, falar que o BOPE era Feito
num batalhão de assassinos. E o inverso aconteceu. O BOP foi colocado num ponto dentro do do estado brasileiro que virou herói nacional. Porque a população quer aquela polícia, polícia forte. Aconteceu a mesma coisa com a rota 66. Quando esse idiota escreveu rota 66, aí ao invés dele quebrar a rota, ele acabou enaltecendo a rota. Porque se criou uma ideia de que a polícia rota é, ela chega para arrebentar de todas as maneiras. A gente Chega para arrebentar mais dentro da lei. A gente trabalha dentro da lei. Ele quis mostrar que não, que a gente era
tudo louco. Não aconteceu isso. O que que aconteceu foi que deu mais nome pra rota ainda. E graças a Deus até hoje nós estamos trabalhando forte, combatendo o crime. >> Mas existe uma um fantasma de que a rota é um é institucionalização de um esquadrão da morte ou ou alguma coisa parecida com isso, que que a rota ela Ela comete, inclusive, teve um monte de processo sobre violência policial também, não é? Eh, alguns desses no teu tempo lá, não é? >> Sim, eu fiquei, eu fiquei como tenente, eu fiquei 6 anos de na rota. Aí
depois eu acabei me afastando, fiquei 17 anos em outros batalhões. E em 2009 eu já voltei como comandante, fiquei mais 2 anos e meio comandando o batalhão de rota como como comandante do batalhão, como tenente coronel. >> E é lógico que em todas as tropas, em todos os lugares do mundo, às vezes você tem alguém que pisa na bola, tem alguém que faz alguma coisa errada. E a tropa de rota não é feita de anjos, ela é feita de homens que são criados dentro da sociedade. E alguns cometem erros e pagam por esses erros. E
nós somos o primeiros, os primeiros a cortar na carne. Nós não aceitamos coisa errada. Nós não aceitamos coisa errada. >> Coisa errada é tipo tu dar um tiro num Cara de maneira >> desnecessariamente, entendeu? É, é e e matar uma pessoa simplesmente porque eu não gosto do cara. Vamos matar o cara. matar numa maneira que não é necessária. Nós só aceitamos o tiroteio, a morte do criminoso em caso de legítima defesa de si ou de outra. Não existe outra maneira. Eu só posso atirar num cara, matar um cara se ele tiver atirando em mim ou
numa outra pessoa que eu tenha que defender. Seja quem for esse Cidadão, é legítima defesa de outra. É o único caso aceitado. >> E é o seguinte, eh você quer achar e pessoa inocente, anjo, é só ir na cadeia. >> Tá, tá cheio tudo inocente lá. A gente vive não de hoje. Hoje por causa da rede social eh a guerra das narrativas tá mais latente, mas sempre existiu essa guerra de narrativa. >> Sempre. Então assim, o bandido é sempre inocente, não hoje em dia tem um monte De filmagem, inclusive, ainda bem que tem as filmagem
para mostrar os tiroteio. Tem as pessoas estão acreditando que o cara tira, que o cara executa, que o cara atira na polícia, que o o bandido atira por aqui. Ah, mas tomou um tiro, tem um tiro nas costas do bandido. E daí o cara tira por aqui, o cara tira por aqui na polícia. Agora quase imagens hoje as pessoas conseguem ver o que antigamente a gente contava. Aí as pessoas, ah, até parece que foi Assim, até parece o cara pulou e não quebrou a perna, até parece que meu, isso acontece. O cara quando tá fugindo,
corpo humano com adrenalina, entendeu? Então, a narrativa sempre existiu. A a a eu nunca vi o policial apresentar uma ocorrência, apresentar uma arma, apresentar droga, apresentar testemunha e falaram que ah, executou um jovem eh de joelho. Quantas vezes você tem uma ocorrência aonde a família tava sequestrada, aonde tem filmagem do Criminoso agindo, aonde o o médico legista fez o trabalho dele pericial, o local foi periciado tudo e aparece no dia seguinte no jornal. que a polícia matou o jovem ajoelhado com tiro na nuca. Nem tiro na nuca tinha. Isso aparece no jornal, o cara publica
e aí vai criando esse eh eh esse imaginário coletivo de que a polícia mata a Belazer. Isso não existe. A polícia é a maior entidade, a maior instituição legalista e defensora da democracia que Existe. Não existe instituição que chegue aonde a polícia chega. Você vê, né, >> não existe município, não existe qualquer outro lugar que você liga agora. Agora vai chegar o estado aqui na sua porta. >> 24 horas, >> só a polícia. Só não importa quem liga, se é de esquerda, de direita, se é brasileiro, se é estrangeiro, se é negro, se é branco,
se é velho ou novo, Não importa se gosta da polícia ou não gosta, a gente vai atender, a gente vai agir da lei. >> Essa narrativa contra a polícia, contra as autoridades, é uma coisa que vem há muitos anos dentro do Brasil. O Brasil tem essa característica, né? O Brasil ele vitimiza o criminoso e incriminaliza a vítima. Se a gente inverte, é incrível isso. O exemplo, claro, uma mulher que é estuprada. Quando uma mulher é estuprada, o que que faz? Ô, mas ela Precisava est vestida desse jeito. Aí se hora hora dessa mulher tá andando
na rua, a gente já começa a incriminar a vítima. Isso, isso. E no crime é a mesma coisa. Quando o bandido morre, eles caem: "Não, mas era uma vítima, tava desarmado a polícia." Meu, quantas vezes eu fui acusado de matar cara inocente. Cansei, cansei de ser acusado pela imprensa, porque a imprensa tem um lado bom da imprensa, as pessoas corretas, honestas, mas tem um monte de canalha, Tem um monte de cara que ele quer vender jornal, ele não quer falar a verdade, ele ele é tendencioso, tem um monte de gente assim, infelizmente muitos veículos de
comunicação são assim, não são todos, tem muita gente sério que vai ao meu respeito aqui. Eu cansei. Eu, infelizmente, em 89, eu tive uma ocorrência que morreu um moleque de 12 anos comigo. Ah, que absurdo. Matou um menino de 12 anos. Sim, porque era bandido e atirou em mim. E eu não quero Morrer nem na mão de um moleque de 12 anos, nem na mão de um cara de 60. Eu tinha meus filhos pequenos para criar na época. Só tinha o Rafael. O Rafael tinha 3 anos. Para que eu vou querer morrer na mão do
moleque? Vou deixar ele me matar porque ele é moleque. Eu sou adulto aqui, velho. Aqui >> vocês estavam, vocês estavam onde? na zona norte, jardim Elisa Maria, viatura de rota 91, eu lembro até hoje, ó. 9104, rota comando, começou a perseguir um Escorte XR3, era o carro, >> um carro [ __ ] >> E a gente veraneio, pô, o XR3 andava para caramba perto de uma veraneio, né, meu? >> As veranei mexida, né? >> As veranas mexida nada. A gente só apertava a boca de escapamento para fazer barulho. O resto era normal, velho. Álcool ainda,
meu Dea, que era um 1 km por litro, cara. Era uma loucura. E Eu lembro que era o o o tenente que tava perseguindo, começou a narrar e falava, cantou a placa até eu sei que esse carro acabou caindo num barranco. E os caras que estavam dentro do carro desembarcaram, desembarcaram, correram, entraram numa favela. Eu fui no apoio e acabei entrando na favela. A gente andando a pé, patrulha, tal. Quando um cidadão chegou com, sabe o papel do cigarro? Ele fez um mapinha atrás no papel do cigarro e dando na Minha mão. Falou: "Ó tenente,
vai lá que o cara que tá dentro do carro tá aqui, é um alemão, ele tá dentro desse barraco." Nós fomos, quando nós fomos, chegamos, cercamos o barraco, estávamos em quatro policiais, o quinto homem ficou na viatura que era o motorista, o Corasa. Nós fomos pro local e quando nós batemos na porta, já vai, já vai. Quando a porta abriu, tinha uma mulherzinha pequenininha, ela já me meteu a mão no peito. Disse: "Ven, não vai entrar, não Vai entrar, não vai entrar". E eu: "Não, só quero". falar não, não vai entrar. Começou de repente o
polícia que tava no falou: "Para, para". O polícia estava no fundo começou a gritar para eu já ouvi os pipoco pau, pau, pau. Nós corremos pro lado do barraco, eu só vi um vulto. A favela ela descia lá embaixo, a cidade toda ilumina. Só vi aquela cabeça correndo assim e vi uns clarão atirando contra mim. Eu não tive dúvida. Tava com Magnão também, um 3 na mão. Já dei um Pipoca, eu só vi o bichão capotar. Falei: "Acertei, vamos atrás, vamos. Descemos, desci, caí, me machuquei" ainda. Começou a chover, uma loucura. Parecia o Vietnã aquele
dia lá, velho. Pelo amor de Deus, viu? >> E quando eu cheguei onde eu vi o cara cair, eu olhei, não tinha mais ninguém caído. Eu falei: "Meu, não é possível que eu errei". Eu vi o cara cair e tal. E começamos a olhar, eu só vi uma marquinha de sangue e tal, começamos a Descer, descer, achamos uma arma no chão, peguei a arma, já pus na cinta. Rapaz, nós vistoriamos aquela favela debaixo de de chuva, uma chuva que caía e não achamos ninguém baleado. Entramos em barraco, tal, recolhemos, passei no socorro que eu tinha
machucado, tinha caído, passei lá, fui medicado, ainda falei pra mulher do pronto socorro, falei: "Ó, se aparecer alguém baleado, liga pro quartel, deu o telefone da rota 3327, como que era o telefone de 07. Agora me fugiu. >> Nossa, me fugiu o telefone. Caramba, tô ficando velho mesmo. >> Tinha três anos também." >> É, você não lembra mais? >> Não lembro. E deixei o telefone do quartel. Fui pro quartel, tava tomando banho, ligou, tenente, ligaram do PS, falou que entrou um cara baleado lá. Opa, f o cara, vamos lá. Chamei a equipe que já tava
tudo paisando. Pegamos o meu carro civil mesmo, voltamos pro pro PS Da freguesia do Ó, >> rapaz. Quando eu cheguei lá, primeira pessoa que eu vi, quem foi? A mulherzinha baixinha que brigou comigo na favela. >> É, esse já tava um monte de televisão. Não gosto de falar o nome dessa televisão porque tem algum que se dão azar falar, né? falar o nome do diabo do azar, então não vou falar. Tava lá todo mundo e ela já esse aí foi esse policial que atirou no meu filho, assassina, Aquele escandir já viando, aquelas câmeras grandona, né?
Já viam me filmando. Eu falei: "Ah, tomar banho, mãe de vagabundo ficar dando muita história também. Tenente novinho, sangue nos olhos, né? Vamos ver o lá o vagabundo morto." Quando eu cheguei para ver o vagabundo morto, até eu assustei, cara. A mesa lá, ó, mesa de mármore, o bichinho deitado em cima e o bichinho pequenininho. Falei: "Puta, aqueleá merda". Falei: "Cesse cara mesmo? Bichinho todo branquinho, tal, >> todo sardentinho. >> Não é ele mesmo? Vamos lá reconhecer ele mesmo. Tá bom. É ele. Vamos apresentar ocorrência. Apresentar uma ocorrência. Vítima reconheceu. >> A vítima reconheceu. >>
É a vítima. Chamamos o o cara foi lá, reconheceu, enfim, apresentamos a arma, apresentamos tudo que já tava na ocorrência. E eu comecei a responder isso aí. Eu fiquei respondendo isso aí 11 anos. 11 anos. Fui para Tribunal do Júri e respondi essa ocorrência. Nós conseguimos um monte de gente na favela que vinha no quartel encapuçado. O P2 ia lá, o P2 é o serviço de informações. E é na favela as pessoas vinham encapuçadas pro quartel para não ser reconhecida que estava indo o quartel prestar depoimento a favor da polícia porque senão eles seriam eh
ter o sofrer represária dentro. Porque esse moleque que morreu, o pai dele era bandidão, tinha saído da Cadeia aqueles dias. Eles aterrorizavam a favela. E teve um cidadão que foi lá que falou que esse moleque até estupro tinha com 12 anos. Acredite se quiser, eu não tenho porque mentir. O cidadão foi lá e falou: "Não, nossa, eu nunca vi aquele cara, ele não teria porque me defendeu, defender os policiais". Ele falou: "Tenente, quando esse moleque morreu, a favela soltou fogos. Esse moleque era o capeta. Até estupro ele tinha. Ele deu um tiro no olho no
cara, O cara perdeu o olho dentro da favela, falou que era o cão chupando manga. Todo mundo, ah, será? Ah, até parece." E foi o que ele falou anos depois, acabei sendo absolvido depois de ver 11 anos. >> Aham. Mas anos depois, eu lembro até como se fosse hoje nos jardins uma ocorrência que teve uma ocorrência de caráter geral que um moleque de 10 anos saiu piloto. Você não não deve lembrar disso. Até tem filmagem. Um moleque >> um moleque de 10 anos 10 anos dirigindo Acho que uma Mitsubishi, um carro grande, pinoteou da polícia,
bateu um carro e acabou sendo preso. Não foi morto. Acho que ele foi preso, né? Foi preso 10 anos. Aí todo mundo porque aí tá aí todo mundo acredita. >> Quando tá filmado, todo mundo acredita. Quando a gente fala, a gente é mentiroso. Então, a gente tem muita tranquilidade nisso, porque a gente não tem que mentir. E a gente fala e mostra, a gente prova que nós estávamos certos. Mas, infelizmente, a narrativa existe ainda de que a polícia é violenta, que o criminoso é uma vítima. É justamente o contrário. O crime é violento, a polícia
é vítima. >> O que que vocês acham da das câmeras no nos policiais? Olha, no começo foi uma guerra isso. E a a câmera ela ela poda muito o serviço policial, porque às vezes você tem que chegar no vagabundo, eu cansei de fazer isso, ele também, você tem que dar uma prensa no Vagabundo. É meu, fala aí, pô. E tem que dar uma prensa mesmo no cara. Nossa, a polícia é violenta. Nossa, a polícia tá obrigando, tá submetendo-se da tortura psicológica. Então, a câmera ela é uma coisa que ela intimida qualquer um. Agora eu acho
que a Câmara não devia ser só nos policiais, devia colocar nos políticos, devia colocar nos juízes, devia colocar em tantos governantes que estão aí fazendo cada [ __ ] loucura no país, todo mundo fica batendo palma. Porque é só na polícia, a polícia não é confiável, os outros são. Quem tá fazendo suborno, corrupção, arrebentando INS, tudo bem, a polícia não é confiável. Então, e por um lado ela ela é muito incômoda, eu não acho muito legal. Por outro >> ela vem e prova o que o policial fala. E cansamos de ver ocorrências apresentad por câmera,
que se não tivesse a câmera a pessoa não. É mentira. O policial policial tá mentindo. Quando você vai Ver a imagem aconteceu o cara tirar por baixo do braço, o cara virar e atirar e o pessoal não ver. >> É dessas filmagens que estavam antes, né? >> Então, infelizmente a câmera hoje é uma realidade. Agora eu discordo que só o policial deve usar. policial deveria usar os motoristas de de aplicativo deveria usar os os motoristas de transporte coletivo deviam usar os juízes deveriam usar, os políticos Deveriam usar, já que é suspeição, que seja suspeição em
todo mundo, não só em cima da polícia. É, a minha crítica a minha crítica aqui em São Paulo é a maneira que é utilizada a câmera, o foco, o enfoque que foi dado nela quando trouxe aqui, trouxemos, né, a primeira polícia que trouxe do Brasil foi São Paulo. >> E por quê? No mundo inteiro, Estados Unidos, Inglaterra, França, quando você vai verificar a COP, que é essa câmera Que o policial usa no peito, o policial aciona a câmera quando ele para ele, para ele produzir a evidência. Então, para ele, quando ele aborda um indivíduo bêbado,
quando ele vai numa ocorrência policial, >> eh justamente para ele criar provas que eh eh reforcem o testemunho dele em São Paulo, quando ela foi trazida, ela foi trazida gravando os seus as suas 12 horas do seu turno de serviço. Ou seja, ela não foi e intencionada, criada e Colocada no policial para dar ênfase no trabalho, na defesa do trabalho policial, mas sim para produzir prova contra ele. >> Entendi. >> E o que tem acontecido muito vazado imagem. Então assim, tem imagem do policial no patrulhamento, tem imagem do policial que ela está sendo investigada ou
tá num processo judicial e tá na imprensa ao mesmo tempo, tá rolando no YouTube, tá sendo feito marketing em Cima daquela imagem, positivo ou negativo, mas tá errado, não tem proteção nenhuma da privacidade do policial, não tem proteção do que o cara tá conversando com o parceiro na viatura, porque ela tá filmando 12 horas com o seu comandante ou qualquer situação comendo, sei lá. Então a minha crítica é em relação a como ela é utilizada em São cara no banheiro faz xixi a câmera tava filmando ele. >> Como ela é utilizada em São Paulo, Entendeu?
A minha >> entendi. E essa é que eu, como eu não sei como funciona essa essa filmagem, ela é checada por alguém todo dia? Não, porque tem polícia para [ __ ] [ __ ] >> É, existe um protocolo que cada policial, ao término do serviço, ele tira a câmera e coloca numa base de de carregador e ao mesmo tempo ela carrega e ela faz um download. E essa imagem vai para uma nuvem de evidências. E o sargento, que é o comandante eh direto Ali daquela daquele pelotão, ele tem que eh principalmente ocorrências. Quando tem
a criação de ocorrência, ele tem que validar e tem que fazer observações, alguma coisa. O tenente faz dos sargentos, o sargento faz dos cabos dos soldados e e assim por diante. O capitão faz da tropa abaixo dele. >> Só que é algo primeiro muito custoso. O dinheiro público que é gasto na preservação dessas imagens, imagens que não são de interesse público, que Interesse público tem numa imagem de você patrulhando 2 horas o painel da viatura? >> Nenhum. >> E ela fica guardada numa nuvem. Você, um cara de tecnologia, sabe quanto custa isso aí. para você
manter o hardware, você manter aquela evidência 30 dias ou 90 dias, conforme a classificação que o policial faz da imagem. >> Então assim, a minha crítica hoje, lógico, a gente é filmar o tempo Inteiro. Aonde que a gente não tá sendo filmado hoje em dia? Você tá na rua, você tá e em qualquer prédio público, você tá sendo filmado. >> Então, de certa maneira, você produzir a imagem que te favoreça não é ruim. Porém, eu acho que ela ser usada para fiscalizar eh eh o policial, para punir o policial ou ela ficar vazando e vazando
ali a privacidade, todo mundo tem o direito à privacidade, menos o policial. Todo mundo tem direito a Parece que o policial é um cidadão é é de uma subcategoria, [ __ ] Não tô subidão. Eu acho que eh parte desse desse dessa sensação >> eh tem a ver com uma crise de fé pública mesmo assim. Eu não sei, Cris, eu quero dizer, você falou aqui várias vezes que a população gosta da polícia e tudo mais. Eh, mas não é difícil encontrar quem vá, [ __ ] malhar, né? Quem vai bater na polícia de certa forma
e talvez hoje mais do que antigamente. Isso quer Dizer que existe ou parece existir algum tipo de crise na na credibilidade da polícia, né? E talvez por isso a gente tem eh todo esse eh as câmeras. >> Nós temos uma crise hoje no Brasil de autoridade. >> É crise de autoridade que a gente chama o >> não é só policial. Os pais não são respeitados. Os pais não são respeitados, os professores não são respeitados. Muitos chefes em Determinados serviços não são respeitados. Então a crise não é da polícia, é crise de autoridade. Agora eu não
vejo crise maior do que na justiça brasileira. Hoje, infelizmente, você pergunta se o cidadão ele confia mais na polícia ou nos juízes, ele confia mais na polícia. Não tenho dúvida disso, entendeu? E nem por isso os juízes estão sendo filmados. >> Uhum. >> E nós temos inúmeras notícias de venda De sentenças, várias condenações, inclusive nós temos inúmeras notícias de pessoas envolvidas com o crime organizado, que estão na justiça em vários níveis, como tem na polícia também, como tem nas igrejas também, como tem na política também. Então não é não é essencial, não é exclusivo de
uma categoria somente, >> professores em sala de aula. >> Infelizmente. Então porque os professores não são filmados? Por que os Juízes não são filmados? Porque os políticos não são filmados, principalmente a classe política, né, que a gente tem tanta dúvida de determinadas missões. Eu sou, eu estou na política e meu filho também. Nós, infelizmente vemos coisas absurdas. E também a gente sabe que ao longo da história, infelizmente no mundo todo hoje, o política tem, o político tem fama de ladrão. Isso não é novidade para ninguém. Aliás, quando nos convidaram Para entrar na política, a primeira
coisa que eu falei, pelo amor de Deus, isso é coisa do crime organizado. Até que me convenceram a enfrentar essa essa realidade para tentar mudar o país, mas nós levamos essa pecha também. Eu como político, eu não teria problema nenhum de usar uma câmera. Nenhum, porque a polícia é obrigada, então porque o político não pode usar agora não. É só a polícia que tem que usar. Por quê? Porque muita gente defende o crime. Muita gente continua nessa ideia absurda de que criminoso é vítima. Quem perde com isso? A sociedade, quem tá morrendo na rua tudo
dios cidadãos, vocês todos quando sairem daqui, vocês estão trabalhando, vão sair daqui 10, 11 horas, 1 hora da manhã, vocês vão apavorado para casa. Vocês t medo de parar num semáforo, vocês têm medo de pegar um ônibus e ficar parado num ponto de ônibus. A sua esposa, as nossas esposas não pode sair de casa hoje com Celular, com um brinco, com uma joia, que ela vai ser roubada. E a ninguém se preocupa com isso, Igor. Estão preocupado se o policial vai matar bandido, pô. É inversão de valores total. Você quer ver um exemplo dessa crise
de autoridade? É muito legal. Eh, pega um monte de vídeo que tem na internet de policial americano, qualquer lugar Estados Unidos, eh, fazendo uma prisão. É muito comum. E, e pode ver que os caras não chegam amaciando, eles Chegam derrubando no chão e pega a perna, levanta, joga, seja mulher, seja velho, arranca pela janela. Qualquer imagem de um policial americano efetuando uma prisão, ou ninguém encosta, >> não encosta, >> ou então se encosta na na ocorrência, é para ajudar o policial a efetuar aquela detenção. A pessoa nem sabe o que que é, mas se o
policial está prendendo alguém, ele viu alguma coisa, algum crime sendo Cometido. A pessoa já chega para ajudar o policial, se ele tiver em dificuldade, a efetuar aquela prisão. Reporta-se a mesma situação pro Brasil. Um policial sozinho efetuando uma prisão no Brasil. Como é que é? >> É víde o caso do cabo lá na na Paraisó. >> Favela do Parisópolis. >> Tomou um tiro no pescoço. Lembra disso. >> O pessoal chega para tirar a arma do policial, >> ataca o policial >> para tirar o policial de cima do cara pro cara fugir ou para chegar para
tirar matar o policial, igual tem vários casos, infelizmente em São Paulo, em outros estados. Então essa é a crise de autoridade, é cultural, é um costume e é a impunidade. Porque nos Estados Unidos, se alguém ataca um policial, o cara tá ferrado. Por quê? O crime é mais grave. >> É que o meu pai falou, entende-se como um crime contra a sociedade, contra o estado. >> E aqui no Brasil não. O cara chega dar um chute na cara do policial e não acontece nada. Então essa é a diferença. É a crise de autoridade. A polícia
é o que tem, é o que tá mais exposta. A polícia militar é a que mais tá exposta. Aham. >> Então, por isso que parece que é só a polícia, mas não é. É o segurança no shopping que ninguém respeita. Um um bombeiro numa ocorrência que fala: "Não pode entrar aqui porque tá com isco de Desabar. A pessoa entra, é é o engenheiro que faz um laudo, mas ninguém respeita." Então é uma, o brasileiro vive e é uma cultura, crise de autoridade. A gente tem a versão à autoridade aqui no Brasil, porque se o brasileiro
vai paraos Estados Unidos, o policial olhou feio, o cara já, meu Deus do céu, olha o policial olha feio aqui. Nossa, como eles são fortes, como eles são bonitos, como eles têm autoridade aqui, [ __ ] E no Brasil você não Obedece ninguém, meu. Você não respeita nada. >> Interessante, né? Você vê a a imprensa muitas vezes ela fala mal da polícia, mas nós temos, eu por exemplo tenho um caso, a primeira vez que eu fui baleado, Igor, >> eu fui baleado, eu tinha uma repórter dentro da viatura. >> A primeira vez que eu fui.
A >> primeira vez é o primeiro sutinha. Ninguém esquece, né? Desse tempo tinha Um comercial que falava isso, né? >> Valiz. A primeira vez que eu fui baleado. Nossa, >> eu fui baleado duas vezes, né, bicho? >> Já pensou? Aí não, né? Eu senti na pele o que é derramar o sangue, irmão. E por isso que eu não tenho, eu não tenho muitas papas na língua para falar mal de vagabundo e defender a polícia, não. Porque eu não sou de falar, a gente que meu filho falou, a gente não conta história dos outros e nem
fica contando Exemplo idiota. A gente fala da nossa vida. Eu me recuso a falar de E não sou leão de pátio também que anda com o peitão estufado, dando uma de fodidão e nunca viu o diabo pela frente, entendeu? A primeira vez que eu fui baleado, vou repetir, 1990, agosto de 1990, uma repórter do jornal da tarde, um antigo jornal aqui de São Paulo, um jornal que falava bastante ocorrência também, ela pediu, ela foi na rota, ela queria fazer justamente que nós falamos aqui no nosso P Como é que tá nosso tempo aí? Pode rolar,
>> pode. Dáhe aí, pô. Vai. >> É, então me corta aí que eu falo pr caramba. Dá, vai. >> E é como todo mundo falava que policial tudo louco, policial da rota usa droga, fuma maconha, tudo tem parte com outros as coisas. Ela queria mostrar que o policial de rota era um homem normal, um pai de família normal. E ela foi justamente mostrar a parte religiosa do Policial. Então ela chegou na rota uma determinada tarde, em agosto de 1990, Rafa tinha ia fazer 4 anos, né, filho? >> Uhum. >> E ela queria entrevistar, ela entrevistou
os policiais militares evangélicos. Nós somos evangélicos, os católicos e os espíritas e umbandistas. E todos dentro da sua religião profess, mas todos eram unânimes dentro da Polícia Militar no segmento, na cultura de rota. Porque a minha religião não me Impede de ser um excelente policial. Lá na igreja eu sou irmão Paulo, >> aqui eu sou coronel Telhado. Não mistura, eu não misturo as coisas. É bem claro nisso. E ela entrevistou os evangélicos e os católicos e os espíritas. E no final ela foi pedir pro comandante na época o coronel Tadach. Coronel, eu queria sair com
uma viatura de rota para conhecer o serviço, fotografar, tal. Ah, ele já não vai falar sair com o tenente, tenente não. Ela falou: "Não, quero sair com o tenente telhada". Ué, mas por que o tenente telhada? É porque ele é evangélico. Eu quero mostrar justamente essa disparidade do policial evangélico, de repente ter que trocar tiro com alguém e tal. E é realmente um negócio matar uma pessoa, Igor, é horrível. Então, ah, é legal. Não é legal. É horrível quando você tira a vida de uma pessoa, por mais que você esteja defendendo a sua vida ou
De outra pessoa, é uma coisa traumática, é uma coisa difícil. Você matou uma pessoa, você, ele tem família, ele tem pai, mãe, por mais canal e desgraçado que ele seja, ele é um ser humano também igual você. Então isso choca a nossa parte física, psicológica e a nossa parte espiritual. Todos nós temos uma alma para dar conta. >> Como é que foi a tua quando você quando você acaba tendo que matar alguém pela primeira vez, tu já era evangélico? Já Eu nasci evangélico. Nós somos da Congregação Cristã no Brasil. Somos na meus avós já eram
na igreja. Nós somos músicos na igreja. Nós somos músicos na igreja e nós levamos nossa religião muito a sério. Só que a gente não mistura as coisas. Deixo bem claro isso aqui. >> A primeira vez que eu tive, que eu matei uma pessoa, que eu participei de uma ocorrência, a turma falou: "A primeira vez que você matar, você não vai dormir, Você vai acordar à noite. Isso aqui dormir que nem um anjinho, rapaz. Dormi, que dormir gostoso. Foram dois ladrão num assalto a a uma cervejaria ali na brama ali na ali na rua Turiaçu. Foi
no dia 25 de 25 de novembro de 1985. >> [ __ ] tu é bom com data. >> Eu sou bom de data. Eu era segundo tenente ainda. Morreu dois vagabundos, dois foram presos, 11 reféns. Nós salvamos 11 reféns. Só aí já valeu a pena. 11 reféns ilesos. As armas naquela Época eram escopetas, não tinha pistola, era revólver e escopeta. Volta a contar conheço foi baleado, pô. >> Ah, é? Não, >> eu tô respondendo. >> Não, não, eu tô, deixa eu responder para ele, porque ele falou como foi a primeira vez que eu participei. E
eu lembro que na, na época tinha um vagabundo loirinho assim. Ele, eu tinha na época o eu já em 85 eu já tinha. Deixa eu falar. Ah, pô, você fica me Cortando, pô. >> O cara fica cortando mesmo. >> Vai lá. >> Eu tinha o quê? 20. Você já era nascido? Não, você não era nascido. Eu tinha 24 anos na época. 24. já era casado tudo. E eu lembro que o vagabundo trocando tiro com a gente. Depois quando nós socorremos, acabou a ocorrência, eu lembro que nós levamos esse cara pro Fraturas da Lapa. Esse PS
nem existe mais, né? Hoje é um é um é um mercado Lá, um supermercado. E eu lembro dele morto assim em cima do mármore. Sabe o que é o mármore, né? mármore é a mesa de os necrot as mesas são de mármore. Ainda quando falar que o cara foi pro mármore é porque a mesa de era de mármore, hoje é mais outra, mas era de mármore, >> alumínio. >> E eu lembro do cara morto na mesa e nós fomos lá porque a gente tem que ir lá depois ver o corpo, anotar os buracos, Onde entrou,
onde saiu o tiro. A gente tem que fazer tudo isso para para efeito legal, pra ocorrência, né? Nós somos obrigados a fazer isso. >> E eu lembro que eu entrei no nicrotério, eu vi o cara no mármore lá, cara, e o sangue pingando assim, fazendo aquela poa de sangue no chão, >> horrível. E aquilo me olhou, aquilo me deu um, falei: "Caramba, esse cara, e ele era da minha idade, mais ou menos 23, 24 anos. E um cara tá bem bem Apeçoado." Quando vai falar a gente que homem não fala, o cara era bonito, o
cara era bem apeçoado, o cara era bem o rapaz bonito, bem apeçoado. >> Nossa, hoje teria idade para ser meu filho, né? E eu lembro dessa cena, eu olhei assim e falei: "Porra, bicho, o cara hora, meia hora, duas horas atrás, o cara tava vivo, gritando, dando tiro na gente, agora o cara tá aí morto, pingando sangue." Aquilo me chocou. Mas Aí fom apresentar a ocorrência, tal, e aquele tempo demorava para apresentar, não tinha a parte a parte virtual, hoje era difícil. >> E aquela noite eu fui dormir, eu falei: "Não vou conseguir dormir, né?"
Porque todo mundo fala: "Ah, a primeira primeiro cara que você mata você não vai quê?" "Dorm deliciosamente." No outro dia eu fui trabalhar e falei: "Vinde a mim em vós todos que eu vou para cima disso aí", entendeu? Então não se falar Que eu s falar que eu não sinto é mentira, sente. >> Eu tô brincando, até forçando um pouquinho. Ah, eu não senti nada. Não, sente, sente sim. É, é triste. É de, principalmente quando você vê a família do cara morto, já aconteceu várias vezes da mãe do morto vir falar comigo na ocorrência. É,
é difícil, é, é ruim, é muito ruim. Mas, velho, entre e ele explodem, entendeu? Eu tô aqui, tô com meus filhos e com meus netos, ele Escolheu o caminho, ele quis atirar na gente, ele que se exploda, entendeu? >> Não. E tem um parêntese aí, o policial ele não tem prazer nenhum na morte. Nenhum. Nenhum. Zero. >> Não. >> O que o policial tem prazer é no cumprimento da missão. >> Da missão, salvar a pessoa. >> É o que que significou aquilo ali? Você foi chamado numa ocorrência onde o cara tava com 10 reféns, aonde
o cara atirou 11 reféns, aonde o cara atirou em alguém ou atirou em você >> e você se defendeu, defendeu a sociedade. Você entrou na polícia para isso. O policial entra para quê? Para defender a população, para defender o cidadão de bem. Então, a missão te dá prazer em você conseguir cumprir aquele propósito a que você se entregou. >> Você sabe que >> a consequência da morte, o a morte em si, >> se o cara tiver preso na morte, o cara é [ __ ] é um psicopata, o cara é louco. Aí aí o cara
vai para outro lado, o cara vai sair matando de folga, vai sair matando qualquer um. Tem homens casos. É assim, desculpa, é porque a gente vai ter que voltar no papo do Aí psicopatia. É, o cara tem um desvio mental, ele tem a psicopatia. Eh, e por isso que tem psicológico na polícia >> para provar o cara a entrar, porque o cara vai entrar na >> Hoje quando você participa numa ocorrência, você vai para um exame psicológico. Na época não tinha isso, mas hoje todo mundo só para ingressar, mas toda ocorrência você passa por um
acopamento psicológico, uma bateria de teste. >> Tem que ter, tem que ter. >> Entendi. É porque a gente, a, isso que você tá falando aí do cara que o negócio dele ia matar, eh, não é acontece às vezes. Por exemplo, e lá no Rio teve lá O caso do Adriano, né? Não sei se vocês estão ligado, é o cara que ele se envolveu com o jogo do bicho e tudo mais. Ele era o matador envolvido na morte da Marielle também. Uma >> vira bandido. >> É, o cara acaba virando criminoso. >> Vira bandido. Vira bandido.
O cara muda. Porque eu vou te falar, esse negócio de matar é muito ruim, Igor, porque eu até como pai tem hora que eu me penalizo pelo Rafa ali para ele ficar bravo que Eu falo isso. >> Mas eu sou pai dele, cara. >> Eu sou pai desse menino aqui. Então, e ele teve inúmeras ocorrências. Ele é um dos policiais hoje dentro da da idade dele que eu creio que tem uns que tem mais ocorrência. Isso às vezes me incomoda. Ele não, eu e falo assim numa boa, não é? Porque às vezes eu falo: "Será
que o meu exemplo levou ele a isso?" Não, ele tava na ocorrência e aconteceu, ele tinha que reagir e eu Prefiro mil vezes ele aqui do que ele morto. Não quero perder meu filho nunca, nunca. Então, mas pesa como pai saber que talvez eu tenha um exemplo para ele. >> Eu espero que tenha sido um bom exemplo, porque ele tá vivo aqui, um excelente policial, hoje é um deputado. Então isso é um motivo de muito orgulho para mim, mas pesa a parte espiritual. Pesa que a gente tá falando de parte espiritual. E como eu tava
te falando nessa parte da ocorrência, a repórter quis sair comigo, Aí o coronel me chamou, falou: "Olha lá, [ __ ] que você ia fazer, juízo, tal, o coronel tinha, falava as palavras até mais pesada que eu não vou repetir aqui em respeito ao público." >> Tá bom. Aquele dia nós saíos com a repórter na viatura, velho. Imagina aquela veraneio. Tem foto aí, Davi, não sei se você tem, não. Não sei se Mas tem as fotos aí. Não tinha, não tinha câmera de filmar, era fotógrafo. Então era eu comandando a equipe, o motorista do Lado,
que o comandante vai ao lado do motorista. Muita gente acha que o comandante de que é o motorista, né? Na polícia não. Na polícia normalmente, principalmente nos nos batalhões de polícia, o motorista é um cabo ou um sargento. É um soldado a um cabo. O comandante é de sargento para cima, né? No mínimo um sargento. E atrás os dois policiais, que a gente chama de segurança dois e três. E no banco no no banco traseiro, a repórter escrevendo e O e o repórter fotográfico, Sérgio Amaral. Eu lembro o nome do cara como se fosse hoje.
Nem sei se ele é vivo ainda. Deve estar vivo ainda. Fotografando, tirando as fotos, tal. E aquilo nós saímos do quartel conversando e ela perguntando para mim: "Que coronel?" Mas ela perguntou justamente isso. O senhor que é evangélico, como é que é entrar numa ocorrência que morre alguém? E eu falei para ela, a pior coisa pra gente que acho que para todo Homem, mas pra gente que é evangélico, é quando você entra numa ocorrência e o bandido do outro lado é de uma família de crente da sua igreja ainda da congregação, que é o nosso
caso. E eu falando aquilo, comentando e nós estamos patrulhando, andando, porque a gente na rota, a gente não fica olhando para para dentro da viatura, conversando. Você tá falando, mas eu tô no banco da eu tô aqui olhando para fora. O motorista tá pilotando e nós estamos quatro Conversando, >> às vezes falando uma piada, dando risada, mas os quatro, né? Radarzão ligado. E nisso que nós estamos conversando, ela me perguntando qual era a pior coisa. O terceiro homem, o o Rosivaldo já morreu, que Deus o tenha, faleceu, infelizmente. Rosivaldo era um querido amigo, mas infelizmente
já se foi. E ele falou: "Volta, volta, volta naqueles dois caras". Por que que é isso? Passou dois caras que ele achou Suspeito, tirocínio policial e pediu para voltar. Aí a barca manobrou, né? A barca é veraneia, né? A barca manobrou, pá, os dois mão paraa cabeça na parede. Encostou buscar na parede geral, né? Fizer uma busca pessoal, não tinham arma, não tinham nada. Documento. Aquela época você era obrigado a andar com carteira de e de trabalho registrada no bolso. Só carteira de trabalho não era documento, era carteira de trabalho registrada. Se não você prendia
o cara, Levava pro distrito, ele respondia por vadiagem. Ou então a gente, como era muito difícil a comunicação, não é, a tecnologia que era hoje, a gente levava pro distrito para ver se o cara tinha alguma passagem, se tava procurado. E nesse caso os dois, ah, eu tenho passagem por isso, falei, vamos levar os caras na dúvida, grampo nos caras, algemamos, pusemos no guarda-preso da viatura e fomos pro 45 DP na Brasilia verificar se eles tinham passagem ou Não. Início, dentro da viatura, eu peguei a prancheta e comecei a qualificar os caras. Nome do primeiro,
fulano, era um negro e um branco. Fulano tal, tal, tal. O outro, o branquinho, é Natanael, não sei o quê. Opa, Natanael é o nome de crente, tá na Bíblia. Nome de Normalmente crente tem nome de Bíblia, né? >> Aí eu falei assim, falei: "Natanael, eu já olhei para trás assim, eu falei: "Você é crente?" Não, senhor. Ficou Bravo que eu perguntei. Não, senhor, mas minha mãe é. Aí a repórter abriu uns olhos da viatura, né? Eu: "De que igreja que ela é?" "Ah, da Congregação Cristã no Brasil". Tomou um susto, né? Ó, tudo que
a gente falou aconteceu. Parecia que tinha marcado. Mas você acha que eu não combinei com o ladrão que eu ia aprender ele. Aí levando pro distrito ela, nossa, tenete, eu falei, não te falei aí, filho de crente, tá aí fiz a qualificação. E aí eu lembro que o moreninho falava Assim, eu não sou crente, mas se quiser eu posso virar, viu? Não, não, não precisa não, filha. Pode ficar tranquilo. Tava no medo da rota, né? Aí levamos pro distrito, apresentamos. E eu lembro, Igor, quando a gente estava fechando a ocorrência, apresentando os dois pro delegado,
me saiu uma senhora negra de dentro do distrito. Eu nunca vi uma mulher daquele tamanho. A mulher devia ter uns 2 m de altura, mas uma mulher enorme, bem pesada, bem obesa >> e desesperada, com duas crianças assim no colo, uma no colo, uma e o marido debaixo do braço arrastando o marido assim e chorando copiosamente. Pelo amor de Deus, só vocês da rota podem me ajudar. Calma, senhora. Não, pelo amor de Deus. Pel a repórter já ficou assustada. A Marine Campos, que que foi? e tal. Ela contou que ela morava num numa num cortiço,
eh, onde os vagabundos da região lá da Brazilândia, eles entravam nos cortiços, Tirava as famílias, chutava todo mundo pra rua e punha a família deles para morar dentro da casa. Olha que pet. Então, vagabundo é afogado hoje? Não, vagabundo sempre foi afogado. Raça desgramada, só dá novidade. Vagabundo é um bicho, bicho à toa, né? Mas não vale, não vale o que o gato enterra, né, irmão? Mas enfim, foi lá, falei, aí falei: "Putz, que zica, né, meu? Mas anotamos o endereço, o nome da mulher aí a Marinez telhada, Nós vamos lá, né? Nós vamos lá,
falar: "Ah, vamos ver se der, nós vamos, isso era umas 6 horas da tarde, tava escale antes? Vamos esperar cair à noite, na calada da noite, tudo acontece, né, meu irmão? Vamos esperar cair à noite." Fomos lá, tomamos um café e ela perguntando a igreja, eu contando as coisas de polícia que eu fui buscar a palavra para entrar na igreja. confirmado. Eu tenho muito isso comigo, que a nossa a nossa carreira é uma Carreira confirmada por Deus. A gente tem um costume na nossa igreja. A gente não faz nada sem buscar palavra, não é? Eu
quero fazer. Se eu se eu tenho um desejo, eu vou buscar uma confirmação. E no meu caso foi confirmado e no meu filho também, ele pode te contar depois também foi confirmado. E por isso que Deus nos abençoou até aqui, entendeu? Até aqui o Senhor nos tem abençoado. Tá escrito isso na Bíblia. E acabamos de tomar esse café e fomos. Rua Celestino Moreira, número três. Pode procurar, você acha Brasilia. Uma subidinha, encostamos a barca. 7:30 da noite, escuro. Ah, velho, que saudade dessa época, meu amigo. Aí descemos, abrimos as portas da barca, fechamos, não batemos
as portas que tem esse macete, né? As barcas vendo quando você chegava plá plá todo a vila toda sabia que tinha chegado a polícia só pela batida de porta, né? Falei: "Vamos bater, fecha as portas devagar". Descemos, fechamos as Portas devagarinho, entramos num curtiço, era uma descidinha, um terreno assim, tinha uns seis, sete, umas seis, sete seis, sete cômodos de alvenaria. Normalmente a diferença do curtiço pra favela é que normalmente, hoje as maioria das favelas são de alvenaria, mas naquela época era tudo madeira, né? E nós entramos assim e eu lembro que a que ela
falou duas coisas que eu decidi contar. Eram dois vagabundos. Um era um tal de [ __ ] Alexandre >> e o outro era um tal de Davi. E ele tinha um nome escrito. Se é o parente Davi, seu chavi escrito em canetinha verde. Os os bandidos antigamente eles faziam tatuagem na cadeia usando tinta de caneta bicic e aí eles faliam caneta azul, caneta verde, caneta vermelha. Ele tinha o nome escrito Davi tatuado. Era um branquinho, loiro, escrito Davi no braço. >> O cara tatuou o próprio nome. >> É, mas é, mas era para falar que
era Malandro, né? Tá bom. Tatu de cadeia mesmo, >> cadeiro. Aí nós caímos para dentro do do QTH, caímos. Eu lembro que o primeiro barraco que eu vi, eu já fui, meti o pé na porta, já caí para dentro. Quem tava sentado lá no meio de umas mulheres, o tal de chando aí levanta a mão pra cabeça, geral pá, eu e o Gimenees, eu Gimenees e o Rosivaldo. Geral tal nada, não tinha nada. Seu nome já falei você que é o X? Não. Sim senhor. Falei não, Senhor, pelo amor de Deus. Eu moro aqui. Falei
que mora aqui as mulher com os dois olão assim. Porque ele não morava lá. Ali viu a rota chegando, correu para dentro, sentou no meio da da onde as mulheres tava sentada. Falei: "Vagabundo covarde, porque não encara a polícia a hora que chega correo da mulherada. Cadê o Davi? Cadê o não, não tem ninguém aqui, não tem ninguém. Você vê como eu tiroínio o policial. O Gimenees quando nós descemos correndo, eu não vi, mas Ele viu, ele olhou pro lado e viu que um dos barracos, um dessas desses cômodos, apesar de tá com a porta
fechada, pela fresta da porta, ele viu que a luz de dentro tava acesa. E aí nós prendemos esse tal de chandana e aí nós olhamos de novo, todos os barracos apagado. Ele falou: "Coronel, ô coronel, falou: "Ô, tenente, tem alguém dentro daquele barraco porque a hora que nós passamos tava aceso, ó lá, agora tá apagado, então tem alguém lá dentro." Aí Nós fomos, batemos na porta, a porta trancada pelo lado de fora, como os caras são ardilosos, eles piam cadeado falso pelo lado de fora. Aí eu bati, abre a rota. Ah, nossa, imagina o ladrão
quando ele ouve, abre que a rota o bichão deve travar o fiofó, né, cara? Eu não queria est no lugar dele. Abre a rota, nós vamos meter o pé na porta. Eu vi uma voz de criança, não, nós vamos sair, nós vamos sair. Falei: "Pô, já, já me assustei, né, bicho? Quando tem criança, o cuidado triplica, quadriplica, eh, pintaplica, sei lá quantos explica na vez. Mas porque já tem criança. Jamais um policial, jamais um policial numa ocorrência, ele pode ferir um inocente. Você pode ter 10 bandido morto, 1 milhão de toneladas de droga apreendida, mas
se você feri um inocente, a ocorrência é uma merda. Zerou. Quando eu falou aquela voz de criança, eu tomei um susto, né? Falei: "Puxa, tem criança dentro e nós já Ficamos com medo assim e tal". Aí de repente a porta abriu um pouquinho, a luz apagada ainda, saiu duas menininhas correndo. Aí caramba, né? Aí eu abri a porta assim, tudo escuro, tudo apagado. Aí eu fui com o braço assim olhando aqui. Aí achei o interruptor. Quando eu acendi o interruptor, acendi a luz no cantinho do barraco, tá o ladrão. Ó lá, o o Davi. >>
Aham. >> Loirinho, cano na mão. Já deu o primeiro Tiro. No que ele deu o primeiro tiro, eu senti o tranco. Tiro acertou meu braço, mas na hora eu nem só senti o tranca. Aqui, ó. Dá para ver a marca de bala aqui. Entrou aqui, saiu. Tomei aqui já. Eu tomei aquela ali, deu um tiro, acertei nele também. O Gimenes atirou, acertou, ele caiu baleado. Dois tiros, tomou um na barrinha, na cabeça. Aí nós fomos para cima, achetada, mas ele já tinha tomado o tiro. Pegamos o cano dele, a arma, né? O revólver, a gente
Chama de cano, né? >> Olhei no braço que tava escrito Davi. Falei: "É o próprio". Aí eu já saí, falei: "Gimentes, tô baleado, vou lá para fora." E início eu corri para fora da do local, subi até onde tá a viatura e a Marinez. Daí eu eu tinha pedido para eles ficarem na viatura porque eu sabia que podia ter um entrever alguma coisa, e os repórter não podia colocar em vida, em risco a vida deles. >> Quando ela me viu baleada, ela entrou em Parafuso, desesperou, começou a chorar igual uma. Falei: "Calma, calma, que você
tá me deixando mais nervoso ainda". Aí nisso tem a foto. Tá aí, Rafa? A foto. Olha aí para você ver a foto. Essa foto saiu no jornal, na capa do jornal na época. Eu baleado, para quem não acredita que polícia é mentira. Polícia não toma tiro. Tá aí o meu braço vazando igual uma uma caixa d'água furada, entendeu? Esse de bigode sou eu. Belo bigodão mexicano, tenentão de rota. >> Voltou, voltou à moda. Agora >> é o Arnaldo, acho que tá no meu lado. Tem um, é um soldado negro, né, que tá comigo. Esse cara
era o melhor policial militar que eu conheci. Soldado do Arnaldo Francisco dos Santos, um querido amigo que faleceu, infelizmente. Ele aposentou, morreu dois anos depois de leucemia. Foi uma perda incrível, um cara maravilhoso. Enfim, saiu eu baleado, um vagabundo baleado, outro vagabundo preso. Eu fui socorrido pro PS Pirituma. Lembro como se fosse hoje, quando eu cheguei no PS Pirituba, parou o PS, aí entrei baleadão, já tudo arrebentado, o ladrão foi levado pro PS Freguesia do infelizmente faleceu, né? Falo infelizmente porque a gente não tem prazer, não vai fazer falta nenhuma, mas a gente então tem
prazer na morte do do criminoso aí, >> cara. E a minha mulher tava grávida da Juliana. Juliana é minha filha mais nova, que hoje ela tem 34, 35 anos. Ela Tava acho que de 4, 5 meses da Juliana. Eu já fiquei com medo porque ela tinha tido antes de ficar grávida da Jua, ela tinha tido o aborto de um de um bebê e na Ju ela já tinha tido uma ameaça de aborto. Eu falei: "Meu, >> a hora que a Ivânia souber, coitada, a Ivânia, mulher de polícia, sofre, velho. Falei: "A hora que a Ivânia
souber, ela vai ficar assustada, ela pode ter algum problema com o bebê". Eu falei, então liguei pro, falei, liguei não, porque Aquela época não tinha telefone, eu falei: "Ninguém avisa ninguém, não avisa ninguém que eu tô baleado, que não quero que minha mulher saiba, né?" E mais rádio de viatura encostou o trânsito, encostou o tático móvel. A, o PS de Pirituba lotou de viatura. Parecia um, nossa, parecia um desfile de 7 de setembro, tanto polícia. >> E eu peguei, quando eu veio, eu fui medicado, tal, não vou contar aqui porque vai ficar todo mundo zoando,
né? Porque eu tenho medo de injeção, eu odeio injeção, né? E na hora não é verdade, cara, que você tinha que tomar bezetail e é na bunda a bezeta cil, né? Tomar na bunda já é ruim, né? Mas bezetail, mano. Falei: "Tô fora, né?" Aí, cara, mas aí teve ela, ela, a enfermeira falou que ia chamar os policial. Pôis os policiais de roda tudo na porta, ó, se você não deixar tomar injeção, eu vou chamar os cara. Falei: "Não, então pessoal, pode sair que eu Vou". Aí fui tom injeção sob coção, eh, coação, eu tomei
essa injeção. Ainda bem que não tinha filmagem, mas foi louco, né? Mas cara, meu braço ficou desse tamanho assim, ó. Eu lembro que para tirar, pode ver que na foto eu tô com aqueles capotão azul e ela queria rasgar meu capote. Falei: "Não, rasgar o capote não, arranca o meu braço, mas não rasga meu capote". Aí eu tirei o capote com dificuldade, mas o meu braço ficou enorme assim, coisa feia de ver, mas Doía. Olha, quem não tombou o tiro não sabe como dói um tiro, cara. Como dói. Na hora você não sente nada. Mas
a hora que você vê o sangue aí, aí dá aquele, mas dói, velho. Mas dói, dói. E ela quando deu injeção parecia que tinha tirado com a mão a dor assim. Foi um negócio incrível, parecia um milagre, né? Aí eu depois que eu fui medicado, me gessaram, tal, eu peguei o telefone e liguei para casa. Falei com a Ivânia, falou: "Ô, Ivânia, tudo bem? Olha, eu Peguei uma ocorrência, vou chegar um pouquinho mais tarde." "Ah, tá tudo bem". Falei: "Tá tudo bem, tá tudo em paz, só que eu vou chegar mais tarde, tudo". "Ah, tá
legal, tal". E ela ficou tranquila, coitada. Ela falou que depois meu irmão passou, meu irmão é sargento, né? Ele passou lá e eles me chamam de painho porque eu sou Paulo, né? Me chamaram de Paulinho. Meus irmãos e os amigos de infância me chamam de painho, né? O painho tá aí? Não, não tá. Por Quê? Que que você ali no café em casa? Não, não é nada não. Tô vendo o nego. O nego é Cláudio. Não, a gente tô vendo o nego. Não é nada não. Acho que era a cara dele devia. >> Daí a
pouco encostou os irmãos no pé. Foi uma loucura. Eu falei: "Pelo amor de Deus, não fala para Evan". Enfim, isso eu tô contando só pra nossa, que essas coisas ficam na cabeça. >> [ __ ] mas tomar um tiro deve ser uma experiência. >> 35 anos faz, faz 35, né? Foi 90. >> E não contente, além de ser esposa de policial, é mãe de policial também. Mãe. E aí, para acabar, >> para acabar aí, >> sogra depois que eu fui apresentar o Ces, nós voltamos pro distrito pro 45, onde tudo começou porque lá Brasil é
área do 45 até hoje para apresentar ocorrência. Tem que registrar o co chegando no distrito, adivinha quem tá esperando? A família do Mala, né? Eu Olhei assim a família do Davi. Eu olhei a mulher com, tá vendo que é crente vestido, cabelo comprido, o pai dele todo de calça de tergal, família quieta no canto. Aí eu falei: "Ai, meu Deus". Falei: "A família é crente." Pensei comigo já, mas não falei nada pra Marinez, né? >> Aí Mar, olhada. A família deles, você não vai falar com eles? Vamos lá. Aí eu fui lá, falei: "Dá licença,
ô tenente, pai dele, queria pedir perdão pro Senhor. Meu filho atirou no Senhor, quase matou o senhor. Olha, o senhor perdoa a gente. A palavra já tinha falado o que aconteceu." Falei, falei, "Vocês são evangélicos? Nós somos de que igreja?" "Ah, da congregação cristão." Paz de Deus, irmão, porque nós temos uma saudação, né? Paz de Deus. Amém. Então, ô, irmão, também é nosso irmão. Aí, pelo amor de Deus. Eu falei: "Não, eu falei: "Irmão, eu quero pedir perdão pro irmão. Falei: "Eu sou um instrumento que, Infelizmente, tirou a vida do seu filho". Não, irmão, fique
em paz. A palavra já tinha dito que se ele não parasse no caminho onde ele tava, que ele ia ter Deus ia pó mão, que ele ia acabar tendo um fim muito triste e tal, e aconteceu, ou seja, a palavra se cumpriu, né? E a e a Marinez Campos vendeu tudo isso, né? Então que eu falei, a coisa mais difícil para mim foi justamente o que aconteceu naquele dia. Aí não acaba a ocorrência, aí acabou, Encerrou tudo, tal, >> vou chegar em casa e para avisar minha mulher que eu tava porque eu já tava engessado,
tal. Aí eu usar velha técnica policial, não contava com a minha astúcia, né? >> Aí eu falei, eu vou chegar com a minha mulher, vou dar um susto nela. >> Hum. >> Que ela vai ficar p da vida comigo e não vai ficar brava quando me vê baleado, né? Aí eu cheguei assim, a gente morava Numa casa de aluguel, num casinha simples. Policial tem vida simples, né, cara? Pô, que saudade daquela época, velho. Freguesia do ó, >> cara. Que saudade. Poxa, 35 anos, hein? Aí eu lembro que eu cheguei na janela, isso era 5 horas
da manhã, 5:30 já. Coitada, dormindo. Eu cheguei na janela e abre aí, abre aí. Hã hã, já vi que ela pulou na cama assustada. Coitada. Que que eu falei? Ô, faz meia hora que eu tô Batendo. Você não tinha acabado de chegar, né, meu. Ela abriu a porta assim com aquela cara querendo me xingar. Aí quando ela me olhou, ela olhou meu braço assim, ela ela engoliu e virou saiu, não falou nada. Falei: "Pô, sabe?" Aí eu entrei, fechei a porta e ela não falava comigo. Mulher quando não fala com a gente é fogo, né,
cara? Mulher quando é, quando elas xingam tudo bem, mas quando ela não xinga, você vê que o cura vai comer, né, bicho? Aí eu fui tomar banho, Me aí tá, tomei banho sozinho, dificuldade, tal. Aí eu pus o pijama, quando eu fui pra cama, lá que que foi que aconteceu? Você caiu? Falei: "Não, não foi nada. Que que foi que aconteceu? Você tá engessado aí?" Ah, tomei um tiro. Tomei um tiro. Ela fala até hoje, quando ela ouviu falar que eu tô, ela tava deitada, ela falou que a cama rodou assim, olha essa mulher, só
não aviso da mulher, mas ela Mas eu falei: "Não, você tá bem que eu Tô bem, fica em paz, tá tudo certo". Mas por que você fez agora isso? Eu falei, eu fiz, desculpa, eu fiz justamente para te para te quebrar, para não te assustar. Ah, mas você não devia ter feito. Ela brigou comigo do mesmo jeito, mas já tava bom. Se ela tava brigando, se ela tava brigando, é, quem é casado sabe disso, né? Se ela tava brigando, era um bom sinal. E ela me desculpou e até hoje ela não esquece isso, de vez
em quando ela fala isso, mas foi um meio Que eu até de a Juliana tá aí, é mãe de dois filhos maravilhosos. Eu tenho quatro netos lindos, maravilhosos e a Juliana é mãe, o Rafael é pai desses outros dois netos meus. Então eu tenho uma menina, a a Laura, 10 anos, o João Paulo que é filho da Juliana, o Cásio que é filho dele e o Zé Pedro que é filho da Juliana. Graças a Deus estão aí. Então para você ver como que essa esse parece um filme, né? Quando você fala parece que foi tudo
montado. Quem Vê é é isso que é gozada. Tu falar é mentira. Isso não acontece com o polícia, tá? Aí, como é que eu ia adivinhar que tudo que eu falei para aquela repórter aquele dia ia acontecer exatamente o que eu falei? E a repórter foi testemunha disso. Então, por isso que nós temos que ter um bom relacionamento com a imprensa, porque a imprensa séria ela mostra a realidade e ela mostra que a gente passa realmente e esse meu primeiro tiroteio. >> Entendi. >> Jamais esqueço. >> Eu imagino tu tomar uns tiros já também. >>
Ela foi até na igreja depois. >> É, a repórter foi, filmou dentro da igreja, deu maior barulho. Ixi, quase que cortar minha cabeça. Quase converteu a repórter. Entendi. Ó, a gente a gente falou aqui rapidinha falou aí rapidamente foi eh onde tem onde tem arma naquela ocorrência lá do sítio, né? >> É, onde tem arma tem droga. A gente pegou um montão de de cocaína lá e tudo mais. Eh, isso é um tema interessante que eu queria ouvi-los sobre isso, que é o seguinte, cara. É, a gente, vocês acham que esse modelo de combate ao
crime, eh, ele é não me parece muito eficiente? Que eu quero dizer, realmente as drogas são uma fonte de receita bem grande para pro crime organizado, né? Eh, mas existem outras formas de financiamento do crime organizado que São algumas vezes mais eficientes que a droga. Por exemplo, a gente viu recentemente o a operação carbono oculto pegando dinheiro para caramba. esse ser envolvido com posto de gasolina, provavelmente comprando eh refinaria, provavelmente comprando eh ou se envolvendo e contaminando uma etapa anterior ao posto de gasolina, inclusive, né? Por que que por talvez isso seja uma parada mesmo?
Porque eh a gente também tá vendo aí Ultimamente o lance do metanol nas bebidas e mesmo o governador ou não sei se foi o governador, mas alguém do governo falando que, ó, o PCC talvez não tenha nada a ver com isso aqui, talvez tenha no fim das contas, né? Eh, especialmente porque, pô, foi o quê? uma semana, duas semanas depois de acontecer tudo isso do do do dos postos e tal e ter encontrado o envolvimento lá. Eh, se a gente for pensar no modelo de combate ao crime organizado que tá baseado em Pegar droga, a
gente tá sendo, me parece, ineficiente do ponto de vista de secar a grana do do crime, né? Então, ah, vocês acham que existe o o que que a gente poderia mudar para funcionar melhor isso daí? Por exemplo, ah, e aí vocês vão me bater, mas se a gente for pensar, por exemplo, num modelo que ah, a gente já tá descriminalizando, por exemplo, a maconha. Se a gente for para um modelo que a gente regulamentaria essas coisas, a gente poderia ter eh Algum tipo de receita pro estado, ao mesmo tempo que a gente corre o risco
de retirar essa receita do crime, né? tem uma e e eu queria também ouvir vocês sobre quais outros lugares que que o crime pode ter alguma vantagem financeira, por exemplo, eh, na proibição que existe no Brasil dos vapes. E assim, eu não tô dizendo que a gente que as pessoas deveriam fumar vape, é o contrário disso, tá? O problema é que existe vape hoje na na Sociedade e ele é por conta da proibição geral da venda desse tipo de coisa aqui no Brasil. O que tem aqui, ele é necessariamente comandado pelo crime, né? Então, as
vendas elas são elas são as vendas de de vape no Brasil, elas são contrabando e coisas e e algumas e muitas vezes controlados pelo pelo PCC, pelo crime organizado. Eh, como é que vocês enxergam esse o combate que é feito hoje nos modelos que que é feito hoje? Gera Mais violência policial ser do jeito que é hoje? Não gera mais violência? Como que que vocês pensam? Bom, não, deixa, deixa, >> deixa eu só falar antes do crime organizado, que eu sei que você, essa parte crime organizado até tem um pouco de dificuldade de falar, >>
porque como eu tô aposentado a 14 anos, muita coisa mudou. O Rafael ele é mais atual, ele tá mais tempo mais atualizado nesse assunto. Mas Eu eu reputo Igor, que a violência no Brasil não é só o problema do tráfico, não é problema só do crime organizado. Eu creio, eu tenho certeza, >> eu não gosto de palavra, eu acho, né? Tenho certeza que a violência no Brasil, o crescimento da criminalidade, um dos principais fatores que provocaram isso é a nossa legislação. A nossa legislação, além de tacanha, é fraca e covarde, porque ela dá muitas vantagens
ao criminoso. No Brasil compensa ser Criminoso, no Brasil compensa ser ladrão, compensa ser assassino, compensa ser traficante, porque a lei é tão tacanha, porque a penalidade praticamente não existe. Então, a a culpa disso tudo, muita gente quer culpar, ah, polícia, não, a polícia não é culpada pela criminalidade. A culpa da criminalidade é do criminoso em primeiro lugar, lógico, mas devido a legislação, porque a legislação promove, incentiva o criminoso ser criminoso. Hoje o cara não Tem medo de ir preso, o cara tem medo de morrer na mão da polícia. medo de de preso tanto não tem
que ele ataca o policial, como nós já falamos aqui. Então, no meu entendimento, o principal culpado da alta taxa de criminalidade no país é a nossa legislação e autoridades corrompidas envolvidas com o crime organizado. Ah, mas a como é que você prova isso? Nós temos inúmeros políticos são envolvidos com criminado, eh, com o crime organizado. Eu não tenho como te Citar nomes porque eu não tenho provas. Quem me dera ter provas, eu não teria recém citar no até tem algumas algumas pessoas que me vê à mente, mas eu não tenho como citar, não seria leviana
tal ponto. Mas lá em Brasília, desse um ano e meio que eu tive como deputado federal, eu cansei de ver deputado defender bandido. E você falava em qualquer endurecimento de penas era uma guerra absurdo. Os caras não aceitam. Quem não aceita pô bandido na cadeia, ou É parente de bandido, ou é bandido, ou ganha alguma coisa com crime. Simples assim. Quem gosta de bandido é quem lucra com o crime. Então, o principal fator da do alto crescimento da criminalidade e do índice de criminalidade no Brasil, no meu entendimento, além dos defensores de bandido, é a
nossa legislação tacanha. Sobre o crime organizado, >> não? Eh, tem várias perguntas aí do Igor, né? Bom, >> um monte. É, peço perdão. >> Vamos lá. Vamos. >> Vai. >> Primeira questão. Não, pode, pode me, pode me lembrando aí. Primeira questão. Toda organização criminosa, ela abre os tentáculos em todas as esferas. Não só no tráfico de drogas. Então tem a modalidade criminosa agressiva, violenta, que é domínio de cidade. Aqui no Brasil falando domínio de cidade, rouba caixa eletrônico, rouba carro Forte, >> novo cangaço, >> é, é o novo cangaço, que é o domínio de cidade.
Tem o tráfico de drogas da maconha, o craque, as metanfetaminas, a outras que vem hoje de fora também. Inclusive tem o tráfico humano, tem a os tentáculos sobre os poderes públicos, todos. todos nas polícias, no judiciário, no Ministério Público, na defensoria pública, nos advogados que são pagos Pelos cri pelo crime organizado, pelas facções. Eh, então elas estão presentes em todos os lugares, não é somente o lucro do tráfico de drogas. >> No Brasil não existe plantação, não existe fazenda que produza cocaína, que produza a maconha. Tudo vem de fora, tudo vem de outros países. Vem
da Bolívia, vem do Peru, eh eh vem de países vizinhos nossos aqui da América Latina, entram pelas nossas estradas que São bem servidas, o Brasil tem uma malha viária e acaba chegando nos portos. Não à toa, o porto de Santos em São Paulo é o segundo maior porto exportador das Américas de cocaína, que serve a África e serve a Europa, ocidental e oriental. o porto de Santos aqui em São Paulo. E não à toa, Santos e Guarujá tem um domínio grande do crime organizado e hoje nós estamos em combate, nós forças de segurança estamos em
combate com o crime organizado e vidas são ceifadas. Então não adianta assim, está falido o modo de combater o crime? Eu acho que não, porque combate é combate. Vai ter que ter alguém na ponta da linha empunhando o fuzil, trocando o tiro com criminoso, que vai defender o lucro. O criminoso não é herói. Só só em filme brasileiro. O criminoso traficante, ele não deve ser copiado. Ele não é herói. Ele tá defendendo o lucro dele para usar cordão de ouro, para usar carrão e para sair com garota. É isso que ele quer. Ele não tem
nenhum espírito atrás dele que como o herói que vem lá da do geteto que vem da favela e tá subindo na vida. É um revolucionário. Não, ele tá olhando o próprio ganho e da sua facção. Então o combate ele vai ter que acontecer de uma maneira ou de outra. Não existe combater crime com flores. Não existe. O combate sempre vai existir. >> O que o Brasil tem que fazer, e aí São Paulo aqui em nosso estado tem pautado esse assunto a nível Brasil é primeira Coisa, combater essa cadeia logística. Aham. A logística que tá entrando
de armas, de drogas, correndo pelos nossos estados, entrando nas nossas fronteiras, não só por terra, por eh meio fluvial, pelos rios e pelo ar, tem que combater essa parte logística aí, tem que usar toda estrutura, polícia federal, polícias militares, inteligência, informação, inclusive forças armadas tem que apoiar nessa questão de fronteira que é gigantesca a nossa fronteira do Brasil todo, né, com vários países. Segunda questão, atacar o custo benefício não pode valer a pena. Não, não pode valer a pena ser criminoso. Quanto que custa ser criminoso? Custa muito pouco. Por quê? Dificilmente você vai ser preso.
Muito difícil você vai ser preso aqui no Brasil. Se você for preso, muito provavelmente você vai ser no dia seguinte, tá? Porque 70% dos nossos presos em flagrantes sai na audiência de custódia. Se você não sair Na audiência de custódia, você vai virar um preso preventivo. Você deve sair em 30 dias. Se você não sair em 30 dias, você vai ser condenado, mas você cumpre um sétimo, um sexto, um 9o, um oitavo, um 10º da pena, porque tem a progressão do regime da pena, inclusive para reincidentes. Então é muito baixo o nosso custo. A gente
tem que aumentar o custo do crime. Como que você aumenta o custo? A polícia fazendo o trabalho dela? Não adianta, porque a gente prende 5, 10, 20, 30 vezes e existem casos reais da polícia prendendo para caramba. A polícia fez o trabalho, a polícia civil fez o inquérito, o Ministério Público processou o cara, o juiz condenou, mas condenou 30 vezes e o cara tá na rua legalmente. Não tá procurado, o cara tá na rua legalmente. Então o nosso sistema, o sistema eh eh eh criminal tá falido, não é o combate ao crime. O combate sempre
terá um policial para combater. Tem que ter. É o cão de Guarda contra o lobo. As ovelhas estão aqui. Tem que ter um cão pastor porque tem o lobo lá fora. O que tá falido no Brasil é o sistema criminal. Nós precisamos, nós já não tivemos já reforma do do tributária, não tivemos reforma administrativa. Nós precisamos de uma reforma nível nacional, reforma do sistema criminal. Isso que nós precisamos reformar >> para endurecer, né? para endurecer as leis, para subir o custo do crime. Nós Temos lá PEC da segurança em trâmite em Brasília, nós temos a
lei das máfias transformando as organizações criminosas em máfias. Então nós precisamos subir o custo para que o bandido pense duas vezes e que ele tenha medo não só de morrer na mão do polícia, mas que ele tenha medo de ser preso. É isso que uma sociedade ordeira próspera, deseja, que os criminosos fiquem presos. Não, nós não podemos encarar mais com romance o crime, cara. Não existe. Não adianta. Se A gente não escolher o nosso caminho futuro aqui pro Brasil, a gente pode sim virar um narcoestado, igual existem outros aqui na América do Sul. A gente
não quer esse caminho. Nós somos um baito de um país gigante, com, [ __ ] muita terra, abençoado, sem desastres naturais. a gente não pode perder pro crime. Então assim, nós somos policiais, eh, não jogando pro nosso time, mas assim, a polícia vai est sempre pronta para combater. Ela é a linha de defesa, Ela é a estrutura que defende o cidadão. Agora, não adianta só a polícia fazer a parte dela. Não é só o nosso problema esse. Esse é o problema social. Eh, teve uma ocorrência em Bertioga esse final de semana, aonde teve um latrocínio.
Quatro indivíduos mataram um cidadão por causa da aliança em Bertioga, lá no Indaiá. Quem tiver assistindo o litoral vai saber dessa ocorrência. Detalhe, dos quatro, aliás, dois foram mortos pelo quinto BaEP aqui em Cajamar, porque Fugiram lá da Baixada. O cara que atirou foi preso quatro vezes e a última vez que ele foi preso, as quatro por roubo, foi agora, 2025, preso em flagrante pela Guarda Civil de Bertioga, tava solto, quatro vezes preso e na quinta vez, o que que ele fez? matou um cidadão. >> Então, o sistema de justiça criminal tá falido e necessita
de uma reforma enorme. Ao meu ver, outra questão que você perguntou, liberação da maconha, questão dos de drogas, não resolve o Tráfico, não vai deixar de ter tráfico de drogas e de da droga estar na mão do crime organizado por ela ser liberada ou não. >> Tanto não vai que você vê esse negócio das da da do metanol que você falou, bebida é uma coisa que você vende no país. O cara estão fazendo bebida falsificada, vendendo no comerci. Tráfico de cigarro é o que contrabando. Esse lance do metanol que tá acontecendo, vocês colocariam na conta
Do PCC ou não dá para saber? >> Eu vou responder não. >> Eu também não. >> Por tecnicamente >> é muito fácil colocar tudo na na sabe, tudo que é errado é coisa do PCC. Ninguém assume a responsabilidade. >> Essa não que não tem uma organização. >> Tem >> não que não tem uma organização por trás de quem faz a falsificação. Porém, nós temos 41 presos por eh bebida Falsificada pela Polícia Civil nesses últimos dias. Sabe quantos são faccionados? >> Zero. >> Então assim, >> todo faccionado, todo cara que pertence ao PCC, ele é faccionado.
Tem uma lista, >> tá? >> Se você é batizado no PCC, você tem um padrinho >> que é um irmão lá, um padrinho, um bandido do PCC. que te apadrinha no Sistema carcerário, você é afiliado dele, você é batizado, você tem um registro no PCC, seu nome, seu vulgo, suas cadeias, sua quebrada, onde você tá, qual vai ser sua responsabilidade, quanto tempo você tem e eh no sistema, quanto que você já pagou, tá devendo, enfim, você tem uma ficha >> dentro do do PCC. desses 41 presos pela Polícia Civil, nenhum é faccionado. Então assim, você
me pergunta, pô, o PC está por trás até o momento, lógico que As linhas de investigação da Polícia Civil estão sendo tomadas aí pela Polícia Civil. Até o momento, nenhum dos presos é faccionado. >> Então, tem envolvimento do PCC, até o momento não há evidência, >> certo? Agora aqui existe uma organização, eh, as operações acontecerem, Sumaré, Americana, Caraguatatu, Osasco, tem uma organização, o metanol, ele tá presente propositalmente. O cara foi lá e colocou Metanol na bebida. Tem duas linhas de investigação, uma que sim, que é proposital, a outra que não, que é um acidente na
hora da produção clandestina da bebida, porque usa até etanol de posto para fazer e álcool falso, entende? Para fazer bebida falsa. Então, pode ser um equívoco na produção clandestina, por isso tem que ter fiscalização. >> É, eh, o sobre esse lance do metanol, eh eu tava conversando agora com o Felipe Aqui, que é o cara que faz o Phelipe Mid, e ele tava explicando, por exemplo, que tem eh tudo isso criou um impacto muito grande nos comércios, nas nas nosi chama, nas eh >> distribuidora de bebida. >> Isso. Mas como é que os caras chama?
Tipo a Vila Country daqui? Como é que >> balada. Balada. Balada. É bom >> boate. >> É nas boates. É. >> Eh, começou a ter porque assim, Inclusive teve e gente do poder público indo pras pras mídias e dizendo, cara, não beba nas noites, tal. Então, essa galera tá tá >> encarando isso daí, né? E a e a população é com medo e é [ __ ] perfeitamente entendível. Tem gente morrendo, gente ficando cega, né? Quem vai ganhar é quem ganha e quem vai ganhar dinheiro é quem é produz cerveja. É, é, até o momento
não temos notícia de de cerveja, né, adulterada. Mas por quê? O metanol, o cara tava me explicando, o metanol ele é um subproduto natural de bebidas de destilados. E aí é que esse metanol ele é retirado num processo de ele é ele é de fato destilado primeiro porque ele tem um processo um um uma temperatura de de Exatamente. E ele é removido daquilo ali. >> E então o o a princípio aquela bebida ali tá pronta pro consumo. Alguma coisa de fato pode ter acontecido nesse processo aí e no fim ser um acidente de Quem tava
cometendo um crime. >> Pode pode ser dúvida, >> né? Tanto que assim, eh, hoje existem vários projetos de lei aqui em São Paulo. E, pô, um tema desse toma as mídias, todo mundo se preocupa. >> Tem vários projetos de lei, muitos inclusive aumentando a fiscalização, eh, eh, falando em destruição da garrafa. >> Uhum. >> A Polícia Civil aprendeu 316.000 garrafas vazias, que seriam, cara, 300.000, entendeu, distribuídas aí no mercado paulista inteiro e outros estados. Eh, então assim, lei que tem projeto que fala em destruição da garrafa. O comércio é obrigado a destruir de uma maneira
protocolar, deum, >> mas assim, para não ser usada, enfim, vai vir um projeto de lei do do próprio governo de São Paulo juntando tudo que teve de ideia para produzir algo que proteja primeiro o cidadão que vai Comprar e consumir a bebida destilada. Esse cara tem que ter proteção porque é a saúde dele, saúde pública. >> Segundo, proteger o comerciante. O comerciante precisa demonstrar credibilidade, tipo assim, ó, por um selo, por um Qcode, por algum alguma situação, ele tem que demonstrar segurança >> pra gente eh e e consumir o produto naquele comércio. >> Distribuidoras >>
e inclusive produtores. o produtor grande, o médio e o pequeno tem que ter eh eh um selo que comprove que ele segue a metodologia correta da Anvisa, do órgão de vigilância sanitária, do Procom, isso tudo. Já existem várias ideias, agora tem que juntar tudo e produzir. Em São Paulo vai vir em breve, eu tenho essa informação do governo de São Paulo, um projeto que eh atenda todas essas necessidades, entendeu? >> Mas é fato, cara. É não é novidade essa Questão de bebida falsa, né? não é novidade, tanto contrabandeada quanto feita de maneira clandestina. Eh, infelizmente
chama atenção quando tem o óbito. É uma pena. Sim. >> É. E a gente fica nessa de aí o que acontece no fim das contas é a gente ter um monte de um monte de gente de bem sofrendo no sentido de os comércios dessas pessoas. O cara que tá acostumado a comprar bebida com nota fiscal bonitinho, ah, para de ter o fluxo da da Do público, né? E aí dá ruim, né? Começa, é, é possível que comece a ter comércios quebrando e tudo mais do cara que comprava tudo bonitinho com nota fiscal, com não sei
o quê. >> Por conta de >> todo mundo, todo mundo acaba pagando. Medo, a economia, o desenvolvimento aqui do regional. E tem regiões em São Paulo no interior que vivem de destilaria. Hum. >> A, a que não porque é cerveja, mas tem Muitas grandes aí que, [ __ ] eh, coleta imposto. Arrecadação do município é por causa da destilaria. O emprego do pessoal ali principal é numa empresa dessa, entendeu? Então, de fato, sangra, sangra o a economia brasileira e paulista, no caso. >> É, a gente eh como você disse, aí já tem uma galera presa,
né? E imagino que esteja uma certa correria para resolver logo esse problema aí, né? Tem, porque sempre quando toma os os noticiários Cria uma histeria, é uma histeria coletiva. Eh, e morreram teve três óbitos, né, se não me engano, né? >> Acho que sim, >> foram três. Então, assim, é uma quantidade enorme. Não, mas >> é algo que todo mundo, pô, é todo, tem gente que todo dia, final de semana é é algo muito presente na nossa vida, entendeu? A mesma coisa que fala a água tá contaminada, pô. É algo que todo mundo consome, então
traz muito, traz um Desespero ali, uma histeria. Tem que dar uma resposta, cara. Não tem jeito, >> tá? Então você dá, dá para dizer que tá tá sendo feito o que deveria ser feito. E outra, aquilo que a gente falou, todo mundo sabe que tem esse tipo de coisa. Já há muito tempo acontece que agora morreram pessoas, começou a ter uns casos mais sinistros. Eh, como sociedade, a gente tava faz, sei lá, como força de segurança, eh, fazia-se algum tipo de vista grossa para Esse problema? >> Não, eu só acho que não era talvez o
enfoque das forças de segurança. Por exemplo, a responsabilidade por fiscalizar produto em comércio é da prefeitura. Começa daí, não é da não é somente da polícia, ou seria secundariamente da Polícia Civil, mas o primeiro órgão de vigilância nos comércios é a prefeitura. É, aí tem o órgão de vigilância sanitária, secretaria. A própria População, a própria população enquanto não sentiu na pele o problema, >> não denuncia, não se preocupa. Ah, Dan, compra mais barato, para mim é melhor. Aí quando aconteceram as mortes, aí todo mundo sentiu no lombo. O problema é que nem eu vejo às
vezes gente defendendo bandido, é a mesma coisa. Enquanto não acontece com ele, com a família dele, Dan, se é com os outros. A hora que é seu filho, que é prejudicado, a hora que rouba sua aliança, a hora que rouba o Seu celular, a hora que você perde um filho e um familiar por causa de um de um produto alterado, aí dá desespero em todo mundo e é culpado novamente a polícia é que não fez nada, o estado. Então, novamente, vale a pena lembrar que uma sociedade que se preocupa com questão de segurança pública salva
a vida de muita gente. Então, tá escrito na Constituição, a segurança pública é preocupação, responsabilidade de todos e dever de estado, ou seja, todo mundo tem Responsabilidade na segurança pública. E esse caso é um momento de prestação de de eh prestação de serviço público aqui no flow do capitão Telhada. >> Tá sendo feito sim. Eh, só essa semana e que eu tenho informação, reuniu Secretaria da Fazenda para fiscalizar a nota fiscal. Então, os comércios estão comprando, da onde tá comprando, quem tá vendendo, cadê a produção, cadê os produtos que estão adquirindo? Então vai apertar, aí
já fica a dica para quem Produz, vai apertar a fiscalização >> sobre as pequenas, médias e grandes empresas, destilarias. Eh, Polícia Civil tá muito preocupada com isso, porque é o órgão responsável por fiscalizar mercado, eh, polícia civil, Procom, vigilância sanitária e se faz principalmente esses órgãos, você faz esse critério da fazenda, >> principalmente esses órgãos. >> O governo do estado montou um gabinete de crise para lidar com esse problema. A Resposta virá. A questão é o estado vai com força. Aí o privado tem que tem que saber responder e tem que cumprir os protocolos. Eh,
ninguém aguenta uma polícia pesada. O cidadão quer uma polícia pesada, mas às vezes não aguenta. >> Porque a fiscalização >> é forte. >> Café não tem metanopa. >> Então vai ser vai ser dada a resposta. Inclusive quem tá sendo ouvido nesse Gabinete de crise, Associação de Bares Restaurantes, tá sendo ouvido. Tá sendo ouvida Associação Nacional e Internacional de Produtores de Bebidas destiladas >> estão sendo bem prejudicados. Então assim, ah, o governo tá fazendo da cabeça, não tá sendo tá sendo ouvido o setor ou os setores estão sendo ouvidos para produzir uma legislação eh eficiente, ou
seja, que funcione e que seja viável. Então, em breve vai ter Resposta sim. O cidadão paulista não vai ficar no cavalete e vai ter a sua segurança em consumir o seu produto que desejar. Eh, mudando um pouco de assunto, se a gente fosse pensar telhada e telhadinha de duas gerações distintas, eh, e se somar tudo aí, dá um tempão de polícia, né? Eh, de lá de quando tu começou, telhada, para quando você parou, telhadinha, eh, as ocorrências, as principais Ocorrências foram se transformando ao longo do tempo. Tipo, eh, qual que era o principal problema da
tua época e qual que era o principal problema quando tu parou? >> A resposta é sim e não, >> tá? Porque o ser humano continua ser humano com as mesmas ideias, com as mesmas sagacidades, com a mesma corrupção, com a mesma intenção. O ser humano continua ser humano. Passam-se, passam-se os anos, mas a psiquê, o Pensamento do ser humano não muda. Agora, o modos operande, a quantidade, a tecnologia mudou assustadoramente. Por exemplo, no meu tempo de de cadete, de tenente, era aquela ocorrência que você andava com uma verandeia, com fusquinha na Polícia Militar com 38
picapau na cinta, que era uma arma, a arma mais, não tinha pistola no Brasil, a arma mais potente era calibre 12, era uma escopeta 300, 360, era uma escopeta 380. Então, eh, mudou-se a a o modos prendo Criminoso, o carro de fuga, a droga, a droga mais pesada na minha época de tendente era a maconha. De vez em quando aparecia a xixe, cocaína começou a entrar no finalzinho dos anos 80, anos 90. Então, mudou-se totalmente a situação do combate ao crime. Mas o homem que combate ao crime, ele tem que entender que ele tem que
saber lidar com o criminoso. O criminoso não mudou. Mudou a tecnologia, mas a cabeça do cidadão, os medos, a a maneira de pensar É a mesma coisa. Eu repito, o bandido não tem medo da lei no Brasil, porque nossa lei é fraca. Ele tem medo de uma polícia forte, de uma polícia que se o bandido puxar a arma e atirar no policial, ele vai tomar tiro, sim. E não é tiro de advertência, é tiro para morrer. Porque o cara que tá atirando em mim, eu não vou atirar nele para assustá-lo. Eu vou atirar para fazer
com que esse indivíduo cesse a resistência. Isso é simples. Então ele tem medo de Mim, policial que vá tomar uma providência urgente contra ele, não que vai ficar alisando. Então sim e não, como eu te disse, mudou totalmente da minha época pra época do do do meu filho. As fardas mudaram, o Brasil mudou, a lei mudou a partir de 88, mas o homem continua sendo homem. que eu falo o homem, o homem é a mulher, o ser humano. Então, e o combate ao crime, a postura do policial é a mesma ainda. É uma postura de
educação, é uma postura De anticorrupção, é uma postura de transparência. E o policial não pode ter medo de mostrar o serviço dele. Quem tem medo de mostrar o serviço é que está fazendo a coisa errada, entendeu? Fala, Davi. >> Oi. >> Então, tem quem tem medo de mostrar o serviço é que tá fazendo a coisa errada. E a gente, eu posso falar, eu só posso falar em meu nome e me permita falar no nome do meu filho, porque foi criado por Mim e eu conheço perto, mas ele também pode falar por ele. Eu não tenho
essa essa essa competência. Nós podemos falar da nossa maneira de agir. Nós erramos, como todo ser humano erra, mas nós primamos pela transparência, pela honestidade, pelo respeito às pessoas, pelo respeito à família, pelo respeito à religião, pelo respeito à parte. Ah, pode parecer piegas, pode parecer, mas não é, porque nós somos assim. Isso, Igor, incomoda muita gente. Tem um monte De idiota que v até aparece porque as pessoas do quanto pior, melhor, tem um monte aqui. Mas nós não nós não estamos trabalhando para essa turma, nós estamos trabalhando pelo trabalhador, pelo cidadão, aquele que valoriza
sua família e seu filho. Infelizmente tem um monte de de gente que em vez de torcer pelo Tarzan, torce pelo jacaré. Então, não é do nosso time. Eu tô aqui do lado do trabalhador, do lado do cidadão de bem. Entendi. >> O a sua pergunta pega de 1979, quando ele entrou. >> Aham. >> até 2022, quando eu, até o momento que eu fiquei na polícia. 43 anos, rapaz. >> Eh, >> nossa, é muito tempo mesmo. >> 43 anos mudou. Sabe por quê? O, primeira coisa, nos anos 70, 80, até anos 90, não se falava no
Brasil em facção em em organização criminosa. >> Verdade. >> Não se falava. O PCC começou em Taubaté, dentro do sistema carcerário em 1993. Não, só me permita uma correção. Nos anos 80 tinha o Comando Vermelho já no Rio, começando na Ilha Grande. Então, eh eh como você cadeia ainda >> é não, mas como você é jovem, essa parte a gente viveu nos anos 80, Comando Vermelho no Rio, quando juntou os presos políticos com presos comuns em Ilha Grande. Começou-se o papo de crime organizado com a confirmação do do vulgo Escadinha, que morreu depois na mão
do crime mesmo, que bandido morre na mão de bandido. Ah, polícia. Bandido morre na mão do do bandido porque é aquela guerra do poder. Então escadinha, João Carlos ensina, olha, telhada também história, era o famoso escadinha. Ele foi o grande líder do Comando Vermelho, foi um dos criadores do crime organizado no Brasil nos anos nos 80 e era uma coisa típica do Rio de Janeiro que depois expandiu pro país tudo. Lembrando que isso só Aconteceu porque se juntou o preso comum ao preso político. >> Boa. >> Exatamente. Então, eh, o o PCC surge publicamente em
São Paulo em 2003. >> Sim. Quando tem a mega rebelião, não sei se você se lembra, vários presídios ao mesmo tempo entrando em rebeliões. E aí um baita um problema para segurança pública. O que que mudou? Principalmente armamento. Então, para você pegar quando que você pegaria um fuzil na mão de um Ladrão nos aqui em São Paulo, vai falando por São Paulo. Eu não fui policial em outros estados. Eh, nunca, anos 80, anos 90, muito. Quando pegava uma submetralhadora, como é que vocês chamavam? Uma ina. É uma ina. >> É. Putz, era uma baita de
uma arma. É calibre 22. >> Pistola. Quando você pegava a pistola era uma raridade pegar uma pistola numa ocorrência. >> Então, poder de fogo mudou bastante. É primeiro ponto. Então assim, >> que que os caras estão usando agora, cara? >> Cara, fuzil virou água. >> Fuzil F. >> Fal 556. >> Fuzil 556. eh, que é um calibre um pouco menor, mas ele é muito mais portátil, ele é muito mais tático, mais leve, menor de tamanho. Então, se você acha muito hoje M4, principalmente que é a plataforma Coach, >> calibre 556 ou 223 na versão civil.
Eh, e a, e você acha 762 AK um pouco mais difícil? Hoje em dia o crime organizado, ele aluga o armamento. >> Ah, é? >> Ele tem o armamento, você tem os o os eh o paiol >> aonde ou bunker, aonde se guarda armamento. Eu já estouri alguns na rota e tive essa oportunidade. Você pega, Você pega 30, 40 fuzil de uma vez só, porque ele fica guardado em um local. Cara tem paiol. >> E aí uma quadrilha quer fazer um um assalto a banco, vem comigo, aluga minhas armas, faz o o crime, comete o
crime e as armas voltam pro pai, volta para pro bunker. >> Já a gente faz a ideia de quando chegam as armas lá também, não é? >> Sim. Eh, sem dúvida. Eh, por exemplo, eu vou te dar um exemplo, vai. Quando Acabar, eh, previsão aqui do Telhadinha, quando acabar o conflito entre Ucrânia e Rússia. >> Rússia. Pode escrever, vai começar a aparecer um monte de fuzil aqui no Brasil. >> Armamento russo, >> mais armamento. Então o o é um negócio mundial, tráfico de armas. E infelizmente os conflitos, inclusive como é que os fusos estão na
mão do Ramas lá na faixa de gás, inclusive eh Conseguiram alcançar o primeiro acordo de paz aí, né? Hoje é >> então assim, como é que chega? É, são nações comerciando, indústria bélica, o bicho tá pegando aí, entendeu? É dinheiro, velho. É interesse. Chega aqui também pelo crime organizado. Entra por onde? Paraguai, principalmente, entra pelos portos, entra. Existe corrupção, existe abertura nos nossos portos. Então, tá aí. O que que mudou muito o poder de fogo. Eh, hoje, hoje, agora 2025, eu acho que a tecnologia das forças de segurança do estado avançou muito. A gente tava
ficando para trás, então avançamos muito. Em São Paulo, hoje nós temos muita câmera, mas muita câmera com eh chama tecnologia OCR, que é identificação de placa. Então, muitas cidades hoje entrou uma placa que tá cadastrada como eh suspeita, atitude suspeita ou como crime, já apita para as viaturas, o cara não passa da segunda esquina. Muitas cidades e a tendência, o Plano aqui em São Paulo é fechar 100% cidades, que é o tal do muralha paulista, que a gente fala muito hoje no governo e na polícia. Isso ajudaria no caso de carro roubado, por exemplo? >>
Muito, mas muito, muito, muito. >> Você pega cidades aí que tinham 200 casos de de roubo por mês de veículo, hoje tem dois. Por quê? >> Toda rua tem câmera com identificação da placa. E agora progredimos identificação visual, facial, >> facial. >> Hoje em dia o cara anda na rua. Em São Paulo tem isso, São José dos Campos, em São Carlos, na Praia Grande. Eh, o cara é reconhecido, entra num estádio de futebol, tá procurado pela justiça, vai preso. >> Já aconteceu, né? Muito, muito. >> E acontece ainda. >> Então assim, o estado avançou na
parte de tecnologia, o que ajuda, mas ainda existe crime. E quando o crime acontece Aí é é lei da da idade da pedra. É o bandido só respeita a violência. Então, a tecnologia, presença policial, as ferramentas de inteligência, elas contribuem paraa prevenção. No momento que a ordem é quebrada, é rompida, aí não tem jeito. Aí é força bruta. >> Na hora que o bandido vem pro, ele vem pro pro pros finalmente com fuzil na mão, com colete balístico, com carro blindado. E isso existe hoje em dia com ponto 30 o crime hoje. >> Ponto 30.
Isso é para derrubar helicóptero. >> Ribeirão Preto. Semana, eh, semana passada, não, ano passado em Ribeirão Preto, um sargento nosso da Polícia Militar foi morto numa ação de roubo a carro forte e o os indivíduos estavam com uma ponto 30, entendeu? Eles estavam com uma metralhadora que é antiaérea, que é para carro blindado. >> Não é mais exclusividade do Rio, né? >> Exatamente. Só que essa ocorrência que Eu estou citando, ela é real. aconteceu em Ribeirão Preto, entre Araraquara e Ribeirão Preto, morreu um policial militar, um sargento, um outro sargento que nós visitamos ficou baleado
na perna, só que três bandidos foram mortos por um operacional, por um policial do BAE, frigir sargento >> também. Sind frigário ficou baleado. O policial do Bip também com fuzil 762, com uma luneta, a função chamada atirador designado, matou a 500 m os Três bandidos que estavam atirando contra a equipe. Então assim, a polícia tá preparada. Isso nos anos 80, nos 90, seria inimaginável. Então >> a agressividade aumentou, o potencial de fogo aumentou, só que hoje que que a gente consegue ter como aliado? Tecnologia e inteligência. >> Se não tiver isso, a gente perde a
guerra. Uma das coisas que vocês falaram também é sobre a superioridade numérica e de armamento, quando vão bater de Frente, né, com com um monte de bandido, inclusive. Eh, deve tá ficando cada vez mais difícil manter a superioridade do armamento, porque como você falou, o armamento dos caras tá tá melhorando, né? Eh, tem que é é necessário, na opinião de vocês, uma atualização no armamento da polícia. Hoje a polícia ela tem um armamento muito adequado, um armamento muito superior do que teve no passado, tá? E o que a gente fala, eu creio que é lógico
que o crime sempre Procura melhorar e se especializar, mas a polícia não tá ficando para trás, não. Todo tipo de armamento moderno que tem, a Polícia Militar também porta, entendeu? com o próprio atirador designado, tem os armamentos aí de sniper de última qualidade e os armamentos que as viaturas, as viaturas, os fuzis que as as viaturas estão usando são fuzis altamente tecnológicos e de poder de fogo também. Então nós não estamos ficando para trás não. Tanto que A banda tá levando a pior. Pode ver que no confronto mesmo, graças a Deus, quem se arrebenta é
o ladrão. E que eu falei e vai continuar se arrebentando porque a polícia não vai abaixar a cabeça. Então a polícia tá pronta pro combate, como eu falei, precisa mudar a legislação. O Brasil, o problema no enfrentamento do crime é a legislação. >> Uma mudança na legislação ajudaria inclusive a diminuir a violência policial? Sim, porque você vai ter menos Confronto. >> Sabe sabe o que acontece, Igor? O >> o policial ele tem um senso de justiça, cara, muito grande. Ele, cara, que que faz o cara entrar na polícia? >> Ah, cara, o cara que precisa
gostar ser polícia ou ser um [ __ ] porque >> com ser um [ __ ] não é? Ou ser um ser um Porque o que acontece? Outro dia eu tava trocando ideia com um cara aqui e é público assim, a gente falou ao vivo aqui, o nome dele é Ângelo. É. É, hoje Ele tá, hoje ele faz é roteir da Netflix, não sei o quê, mas ele era bandido e ele entrou na polícia para ser um bandido mais eficiente. Então eu não duvido que exista isso também, né? Ele ficou preso, ficou preso o tempão.
>> É, eu acho que esse caso deve ser muito, o cara, ele, ele entrou a polícia e depois foi preso, vou >> foi preso com acho que 15 anos. >> Deve ser um caso muito específico. Mas assim, o que que motiva um cara que ele Pode trabalhar com internet e ganhar dinheiro para caramba? Ele pode hoje em dia se o cara vende uma blusa de moletom preta na internet, compra no Brasende, ele ganha dinheiro para caramba. Que que faz um jovem entrar na polícia para ganhar mal, para se arriscar, que é inerente à profissão, para
ser massacrado pela imprensa, pela grande mídia, eh, todo mundo é especialista em segurança, né, igual futebol, né? O cara nunca chutou uma bola no gol, mas é Especialista em futebol. Quer falar mal do artilheiro lá, do atacante, o cara nunca aceitou numa viatura. O gol num pênalti tá de sacanagem. Respeito. Não sou jogador de futebol. Não, >> você é Flamengo, né? Você tá falando, né? >> Sou. não tá falando do Flamengo. >> Então assim, é idealismo. É idealismo. Então todo policial ele tem, ele é muito idealista, ele tem um senso de justiça. E aí o
cara começa a trabalhar, começa a Trabalhar e tem uma lei fraca que não dá suporte para ele. Só que ele quer fazer justiça, ele quer ver, ele persegue a justiça, ele tá atrás disso. Então, infelizmente, na tentativa de fazer justiça, nós podemos ter casos de cara que exagere e ultrapassa os limites da lei. >> Isso é real. Isso acontece, entendeu? Se você tem um país sério que a lei é dura, [ __ ] dá prazer prender o cara. Eu tenho prazer em prender um cara que eu Sei 40, 50 anos de cana vai ir pra
prisão perpétua, >> que o juiz vai dar 30 anos, o cara vai puxar 30 anos. O juiz vai dar 7 anos, o cara vai puxar 7 anos, vai dar, entendeu? Existe, existe a justiça. >> Porque tem ladrão que morrer é pouco, velho. O cara tem que puxar 40, 50 anos de cana, entendeu? Então o pessoal veja os idiotas aí às vezes defendendo o bandido e querendo criticar a polícia e dizer que nós somos violentos. Nós não Somos violentos, nós estamos se defendendo. Violento é o cara que mete mete bala em cima de mim, dos meus
parceiros, dos policiais. A gente ganha uma merda num salário defendendo a família, defendendo a sociedade e tomando tiro. E acha que a gente não deve reagir ainda. [ __ ] um idiota que fala isso, que quer criticar a polícia, nunca nem viu sangue na vida. Quanto mais ladrão tá acostumado a ver sangue em filme, ou quando corta o dedo mexendo Na folha do jornal, entendeu? Na na folha do caderno. E o idiota quer falar de polícia. Então os caras não sabem que esse policial ai que o salário que o que o oficial que a praça,
o cara não sabe nada disso, fica se metendo em ouvir que tem um monte de idiota que fica falando um monte de besteira da polícia e um monte de idiota que embarca na ideia de girico do cara. Entendeu? A gente tá falando aqui, vou repito mais uma vez, nós não estamos contando história, nós Vivemos como eu vejo um monte de idiota que nem tinha nascido na época querer criticar a nossa ação. Então velho, quer criticar, vem sentar a bunda com a gente na viatura. Vem tomar tiro dentro da viatura. vem encarar o crime como a
gente encarou e a polícia continua encarando. Aí sim você tem o direito de criticar, porque é fácil ficar criticando na internet, guerreiro de internet falando mal de todo mundo. Ah, eu sou fodão, falo mal de todo mundo. Só Que o cara nunca viu um ladrão na vida, vê na televisão e acha que é macho porque ele falou: "Ah, eu vi o ladrão". Ele nem sabe o que é isso. Entendeu, meu irmão? Então, o Brasil é isso que ele falou. Todo mundo é técnico de futebol e entende de segurança pública. Bom, e algo que a gente
tenta brigar muito contra é existe a tal da sensação de segurança. >> Hum. >> Por exemplo, você sabia que São Paulo é O estado mais seguro do Brasil? >> É. >> E nego não acredita nisso. >> Nós temos aqui o índice de 5,1 e por eh 5,1 homicídios por 100.000 habitantes. Pode pesquisar na internet aonde tem isso nos Estados Unidos. São raras as cidades e os estados. Nos Estados Unidos, por exemplo, que é sempre referência, né? >> Aham. que tem um índice tão baixo de homicídio, é muito baixo, 5,1 homicídio Por 100.000 habitantes. Só que
a sensação não é essa. A sensação é que a gente vai sair na rua, vai ser roubada a todo momento, vai roubar o celular, tal. >> Por quê? Aí vem um pouco da informação também. Hoje em dia tudo que acontece lá do outro lado do mundo, a gente fica sabendo na hora, né? >> Antigamente você ficava sabendo o seu bairro ali e tal. Hoje em dia a gente é bombardeado de informação, o que cria uma ansiedade nas pessoas de que vai Acontecer com ele a qualquer momento. O negócio foi lá no outro estado, foi lá
do no interior de São Paulo, mas parece que foi aqui no bairro. Então é o é um problema hoje para pro estado, pra segurança pública dar essa tranquilidade pro cidadão. Fala: "Amigo, você tá no bairro seguro". O que aconteceu que você tá vendo no seu WhatsApp aí foi eh lá em Campinas, sei lá, você tá aqui em São Paulo, no bairro tal. Então, eh, são problemas da atualidade que a Tecnologia, que a globalização traz, que a gente tem que procurar encarar. É a informação. Existe uma guerra de informação, uma guerra de narrativa. Eh, eh, e
a e aí é é um desafio que é é contemporâneo nosso, entendeu? Faz parte. >> É isso aí. E a turma às vezes fala mal de polícia e até a gente fica, a gente que é policial fica chateado quando fala mal da gente. Mas hoje o pessoal fala mal de tudo e de todos. O pessoal fala Mal da igreja, o pessoal fala mal da família. O cara tem às vezes na roda o cara fala mal do pai e a mãe. Não vai falar mal da polícia, fala mal do professor, fala mal de todo. Hoje o
que vale a pena é falar mal dos outros. Ninguém elogia. Então você vai, arrisca a sua vida, toma tiro e a pessoa acha que você não faz mais que obrigação, entendeu? Quando você, infelizmente, é obrigado a tomar uma providência mais drástica, pegar um cara a força, rolar Com o cara no chão, como a gente cansa de ver, como a gente cansou de fazer, eles falam que o violento s, nós estamos sendo atacado, fardado, mas o violento somos nós. Ele não entende que eu tô na rua fardado para defender a família dele. Ele acha que eu
sou violento. E o coitadinho que me atacou, ele não pode ser mexido porque ele sofreu quando era criança. Ah, ele teve um problema de família, então ele tem o direito de me atacar e me matar. Então é isso que Precisa mudar na mentalidade brasileira. Nós temos que entender que nós temos que torcer pelas pessoas de bem. Bandido tem que ir paraa cadeia, tem que apodrecer na cadeia. É o único jeito da gente mudar esse país. Você pega um cara de 12, 13, 14 anos, ele mata um pai de família. Hoje não acontece nada no Brasil.
Isso não pode ser, não pode acontecer. Então, o que acha normal é porque não aconteceu com a família dele. O dia que ele tiver um filho morto. Eu Tive essa coisa que eu contei de um moleque de 12 anos, todo mundo acha um absurdo. Mas vai perguntar pra menina que ele estuprou dentro da favela se ela acha absurdo um moleque de 12 anos ir pra cadeia tomar tiro, entendeu? Então, infelizmente as pessoas têm que sentir na pele para poder tomar uma providência. Antes não fosse assim. Então nós temos que acordar paraa realidade. Bandido não presta,
bandido tem que ir pra cadeia. Nós temos que Cumprir a lei. Muitas vezes até a gente não quer cumprir a lei. Pô, essa lei vai me encher o saco, tudo bem, mas é pro nosso bem. Lei de não pode falar no celular quando que tiver dirigindo. Um exemplo besta. Todo mundo faz isso e todo mundo bate o carro e todo mundo atropela e sempre quer botar culpa quando o policial muta. O policial que não presta porque me mutou quando eu tava no celular. Precisava disso. >> Chato, né? Tem que ser. Então, nós temos Que entender
que nós temos que cumprir a lei, nós temos que aprender a respeitar as pessoas, mesmo que a gente não queira fazer, nós temos que fazer. É o único jeito de vivermos em sociedade, uma sociedade mais tranquila. Não tem outro jeito. >> Entendi. É bom. E cara, e que história é essa aí? Que tu trabalhava com Gugu? >> 15 anos. Trabalhava que trabalhei com o Gugu 15 anos. E outro dia tinha um coronel idiota falando mal de mim por Causa disso. Você acredita? Não vou citar o nome dele porque para mim ele não é referência nenhuma.
falou um monte de besteira mesmo. O telhada não tem vergonha porque ele fala: "Eu, graças a Deus a vida toda eu fiz bico porque somente na minha época o policial hoje o policial já ainda ganha mal, mas na minha época ganhava muito mal e eu fiz bico a minha vida toda. >> É mesmo? O bico, o bico não pode >> não, não pode, não pode. Eu fiquei preso Com >> todo policial, com todo respeito, mas eu acho que todo policial assim faria >> assim hipoteticamente você tá com dois caras aqui que assumem isso, >> porque
a gente não tem vergonha de falar que trabalhava na hora de folga. Na hora de foga, você pode fazer o que quiser. Você pode trabalhar, você pode estudar, fazer faculdade, pode ficar em casa, pode treinar musculação, tem cara que Gosta, >> eh, pode dar o que quiser, enfim, na hora de foga você faz o que quiser, velho. >> A gente sempre trabalhou. >> Meu pai, >> meu pai sempre trabalhou. >> Gostou, né, Michel? >> Eu quando >> específico isso aí, >> muda de assunto. >> É meu amigo, os caras são meu amigo Também. >> E
a gente sempre trabalhou na hora de folga. Hum. Nunca, nunca atrasamos lado de ninguém, nunca cometemos crime. O que podem falar da gente na polícia é que a gente matava bandido e trabalhava na hora de folga. São as duas coisas que podem falar, é ou não é, pai? Então eu eu trabalhei, >> meu pai trabalhou com o Gu, inclusive trabalhar com ele fez a diferença paraa nossa família, nos ajudou muito. >> Não, não só nossa família, como eu levei vários policiais para trabalhar com o Google Liberato, eu fiz a segurança dele 15 anos e graças
a Deus, que Deus o tenha, o Gugu ajudou muita gente. O Gugu era uma pessoa maravilhosa, maravilhosa. E ele não só ajudou a mim, como ajudou muitos policiais que trabalhavam comigo. Foi a nossa libertação financeira. Eu trabalhava na polícia, no outro dia eu trabalhava, eu fiquei 12 anos sem um final de semana. O Rafael e a Juliana Cresceram. Eu não acompanho. Se não fosse a Ivânia, a Ivânia praticamente criou Rafael e Juliana sozinho, principalmente nos finais de semana sozinha, porque eu tava sempre trabalhando, não me envergonho disso. Dou graças a Deus por isso, porque na
época eu comprei casa, comprei carro, com a minha condição de oficial da PM, a gente ia passar fome na época da inflação. Vocês vocês não eram nascido ainda, vocês estavam nascendo. >> Você tem 40 anos, então a inflação agora deve ter uns 55 anos. >> A inflação acabou telhadinha. telhadinha, mais um pouquinho de intimidade. >> A inflação acabou em 94, 93 com o plano real, quando realmente falou que antes disso era todo dia aumentava o salário. Era uma loucura. E se eu não fizesse bico, velho, eu comecei a trabalhar com o Gugu em 91. Se
eu não fizesse bico, eu tava ferrado para não falar uma palavra Mais pesada. Então não me envergonho não, cara. Em vez de tomar cachaça, ficar aprontando, eu ia trabalhar e sempre trabalhei eu e meus policiais. >> Mas isso te te gerou problema? >> Gerou. Em 2003 eu respondi um processo para ser expulso da polícia. Eu era major da polícia. Rafael tava entrando na PM no Barro Branco e eu respondendo um processo para ser expulso, porque eu não era digno de ser oficial, porque eu trabalhava de domingo. Domingo você Ligava a televisão no Oi, gente, tudo
bem? Já ligado no domingo legal. Tava eu lá do lado do Gugu, eu, o Vermelho, o Sydney, um monte de Lucas, um monte de polícia que trabalhava com a gente lá. Isso os cara queriam morrer, porque primeiro a gente táa aparecendo na televisão, os invejosos queriam morrer e outra tava ganhando dinheiro. Então, graças a Deus eu trabalhei, >> trabalhei trabalho até hoje, não tenho problema com isso e dou graças a Deus Que o Deus tem o Gugu, felizmente morreu muito novo e e agradeço a ele e a família dele por terem nos ajudado e nos
dado essa oportunidade. >> Ô, Igor, veja bem, será que a gente tava, será que meu pai lá nos anos 80, 90 tava tão errado assim trabalhar no dia de folga? Por que eu digo isso? Hoje em dia o próprio estado criou a DEGEN e a prefeitura é operação delegado. Já ouviu falar nisso? >> Degem delegado. O que que é isso? >> É o policial ser contratado pelo estado por uma escala extraordinária >> para trabalhar como PM. Aí ele usa o fardamento e a arma da PM. A gente sempre fez bico trabalhando a paisana com arma
particular, mas trabalhava na hora de foco. Será que nós estávamos tão errados assim que até as prefeituras hoje e isso é ótimo, tá? Isso não é uma crítica não. >> Existe, existe o grande adesão por parte dos policiais desse programa, >> muito, muito, porque eh é digno. O cara não precisa se submeter a trabalhar em bico Jeg em local. >> Bico Jeg é um bico de merda. Horrível. >> Merda. Po de gasolina, porque o cara tá muito até salão de bale que eu fiz muito, infelizmente. >> O cara trabalhar de de isso aí, em boate,
o cara trabalhar em padaria, o cara trabalhar sozinho, sozinho a paisana, arriscando a vida, entendeu? Pessoal reclama do salário hoje. Quando O Rafael nasceu, em 1986, ele nasceu, eu fazia uns biquin empresa, fazia operação pagamento. Chegou um dia que o salário quando o Querce assumiu em 87, você nem sabe quem é, né? Qu assumiu em 87. O demorou três meses para aumentar o salário da porque o salário nosso aumentava todo mês por causa da inflação. Quando ele assumiu, houve a mudança no governo, ficaram três meses sem aumentar o salário da polícia de todo o funcionalismo.
Furou o pneu do Meu carro, eu tinha um fusquinha 78, furou o pneu. Eu não tenho vergonha de falar hoje quanto custa para arrumar um pneu R$ 20, R$ 30 um pneu no borracheiro? Eu não tinha dinheiro para arrumar o pneu do carro. Eu pus o step, o step furou. Depois eu fiquei dois dias sem carro, eu não tinha onde cair morto. E aquele dia eu jurei para mim, uma história longa, tá até no meu livro, foi pena que eu não trouxe o meu livro para você. E eu jurei que nunca mais eu ia Passar
necessidade. Eu ia trabalhar que nem um cavalo. Não sou desleal, não faço coisa errada, mas eu trabalhei que nem um cavalo para dar dignidade a meus filhos e dei. Tanto que hoje eu tenho um filho que é oficial da polícia, é, é delegado, é deputado estadual, tenho uma filha que é advogada, casada com capitão de polícia. Então eu dei dignidade paraa minha família, sendo policial militar e trabalhando na hora de folga. E não me envergonho disso. Esfrego na cara de Qualquer canalha que vem me encher o saco, falar que eu não sou digno porque eu
trabalhava. E esses que falam que eu não sou digno, queria saber o que eles fizeram na polícia. Fiquei nervoso. Fiquei nervoso. Queria saber o que esses banana fizeram na polícia para poder apontar o dedo para mim, entendeu? >> É, é ilegal trabalhar na folga ou é ou faz é qual disciplinar? A Polícia Militar tem um regulamento disciplinar eh duro, um regulamento duro. Da onde Vem o o entendimento? Por que que seria e problema trabalhar na folga? Primeiro que o policial iria eh estar cansado para no dia seguinte trabalhar e ele poderia usar algum equipamento do
estado. >> Então assim, ah, o seu armamento é do estado, você não pode usar >> para para eh interesse particular. Ou então você estaria fazendo um serviço concorrente ao seu serviço público. Então você está dando segurança privada, Sendo que a sua função já é segurança pública, teria um conflito de interesse. >> São esses entendimentos eh eh doutrinários, né? Mas assim, hoje em dia, cara, graças a Deus, você perguntou se tem adesão hoje. A, o policial militar que quer trabalhar no seu serviço comum, que é 12 por 36, ele trabalha num dia, o outro ele tá
de folga. Se ele se inscreve numa DEGEN ou numa delegada, ele praticamente dobra o salário dele. Então, num em um mês ele Consegue ter um recurso digno. Ele não precisa se submeter a fazer um serviço ruim, se arriscar, não. Ele tá fardado no dia de folga, ele tá com mais um parceiro, fazendo um serviço e ganhando por isso. >> E a diária que é que é paga, ela é livre de imposto de renda, porque ela tem um caráter indenizatório. Você tá vendendo sua folga. Então, eu acho que é um caminho excelente. Quem você foi um
dos responsáveis por aprovar e desenvolver Também esse projeto há 10 anos atrás, mais ou menos, quando criaram a delegada, talado. >> Então, assim, deu dignidade e o policial continua trabalhando na hora de for, porque o policial é trabalhador, a gente vai trabalhar sempre, a gente não vai ficar parado, não vai ficar coçando, a gente vai trabalhar. Então, o melhor trabalhar dentro da polícia >> e é um jeito inteligente também de rapidamente aumentar o efetivo do Perfeito. Dobrou, dobrou efetivo no centro de São Paulo, nas grandes centros comerciais, você tem o efetivo hoje, a maioria daqueles
policiais você vê na rua, na 25 de março, na 12 de outubro na Lapa, lá em São Miguel Paulista, Santo Tomara, aqueles policiais andando a pé, trabalhando, é tudo operação, tudo degada, >> entendeu? São todos os policiais de folga trabalhando em prol da população. >> Entendi. Vocês sentem falta, cara? Hã, De >> cara, eu eu sinto assim, eh, o que me dá muita saudade da de trabalhar na ativa da PM, porque a gente é muito próximo ainda. >> Uhum. >> Quase que todo dia, o dia sim, dia não, eu estou em quartel, eu estou eh
frequentando os amigos, visitando, pegando demanda. Mas o que me dá muita saudade na polícia são dois momentos. >> Primeiro, o momento de estar entre os Amigos. Você tá trabalhando, você tá numa confização, você tá aquele papo de quartel, aquela camaradagem, o alojamento, você tá eh no seu metier, você tá ali dentro da caserna, o ambiente da caserna, do quartel. Eu entrei com 17 anos na polícia, então a minha experiência profissional foi dentro da caserna, foi sendo militar. Então o convívio em si com os amigos eu sinto falta. E o segundo momento é o momento da
ocorrência, é o momento do Patrulhamento, de você tá com braço para fora ali num braçal, você tá abordando um ladrão, você tá pegando uma ocorrência, prendendo o indivíduo que tava cometendo um crime. A sensação boa de você na veia você fazer a diferença na sociedade, colocar um cara atrás da grade que tava cometendo um crime, fazer ele pagar pelos seus atos, ajudando um cidadão de bem, salvando alguém, isso para mim dá muita saudade. Lógico, momento do tiroteio também. Às vezes a Gente acaba eh sonhando e relembrando, porque é um momento de adrenalina, tudo que é
adrenalina vicia. O cara que pula de bang, por que que ele pula sempre? Salta de paraquedas, tal. >> É um momento de adrenalina. Então aquele momento é é da saudade, da saudade a velocidade, a adrenalina, a aventura, o dia a dia das ruas de São Paulo. Agora tem coisa também na polícia que não dá muita saudade, que algumas besteiras do são típicas do regime militar e do ser Humano. alguns caras que ou eram superiores ou alguns ali que não dá saudade, >> mas assim, quando eu faço uma recordação, isso fica muito pequeno, cara, perto da
grandeza, que é ser policial militar. >> É, eu também. Nós dois ingressamos muito novos na polícia, né? Eu entrei em 1979 com 19 anos, com 17 anos. O Rafael entrou em 2004 com 17 anos. Nós ingressamos no Barro Branco, né? Eu Antes eu havia sido office boy, havia trabalhado numa marcenaria, fiquei dois anos fora, mas meu a minha primeira carreira mesmo foi a polícia, né? E o que eu sinto saudade assim, mas muito primeiro da minha farda. Nossa, como eu gostava de andar fardado. Eu como eu gosto de andar fardado. Eu me orgulho assim da
minha fardado até hoje. >> Se ele não tá de terna assim, ele tá com colete cheio de de brevê, tal. >> Entendi. Entendi. >> Não precisa fazer isso, né, cara? Eu sinto uma falta da minha farda que é um absurdo, cara. Absurdo, sabe? Muito muito. Ah, ele tá falando, mas tá brasão da eu não tô touca da rota. >> Mas é que a gente tem muito orgulho nos nossos símbolos, cara. >> É, para nós é nós você olha na farda de um militar, você sabe o que ele fez, você sabe que ele conquistou. Nada, nada
é dado. A gente conquistou tudo na nossa farda. >> É, isso é uma outra coisa que eu queria entender. Assim que tu terminar o que tu tá falando, vai lá, termina. >> Não, eu ia falar só que eu sinto muita falta da minha farda e do patrulhamento. Antes de ontem eu sonhei, nossa, fazia anos que eu não sonhava que eu tava na viatura. Antes de ontem eu sonhei que eu tava na viatura. Mas que noite feliz que eu tive. Eu acordei e falei pra Evan, nossa, passei a noite na viatura hoje, mas cara, que saudade
que me deu. Eu Tenho assim, é que >> eu tô aposentado há 14 anos já. Então eu não vou te falar que eu fico pensando nisso. Não, não, não. Mas tem hora que, que nem a gente tá falando agora, me dá aquela saudade, aquele negócio. Era minha juventude, né, cara? E e quando você sentava a bunda numa barca e saía patrulhando à noite, sem rumo, sem destino, caçando, sabe? Você sabe que você vai salvar alguém, você sabe que você vai ajudar alguém. Isso não tem, Não tem o que pague isso. Não tem o que pague
essa sensação de serviço, sabe? >> Você tá falando com dois caras que são apaixonados pela polícia, >> entendeu? Lógico, nós temos críticas hoje, trabalhamos para caramba para melhorar algumas coisas, >> mas nós somos apaixonados pelo que a gente escolheu fazer. Eu sempre falo isso, meu pai também. Eh, nós somos eh realizados, profissionalmente realizados. a gente fez o que a gente Quis na vida, o que a gente queria, o que a gente tinha de sonho é ser policial, servir na rota, alguns cursos, algumas unidades. Então aqui são dois caras que são apaixonados em ser policial militar.
>> E para formar um policial da rota, eh, como é o curso? Ele é porque vamos lá, quando eu eu também fui, eu servi na no exército, então em 2004 eu era lá recrutão, inclusive fui o melhor atirador combatente do meu ano. Tem lá Até hoje diplominha lá assinado pelo coronel Itamar. >> Boa. >> Eh, >> a formação não, >> isso formação. Quando tava, quando eu tava lá, eu era Pé preto, né? E o pé preto, pô, aí eu tinha uns moleques que sonhavam em CPQD, né? Na >> B marrom. Isso lá no lá no
na polícia do Rio lá, o cara sonhava em o cara que era que vibrava, o cara sonhava em ir pro BOPE, por exemplo, né? Mas sempre teve aquele, não é qualquer um que vai por algumas razões, né? Tem no caso do, acho que talvez o principal impeditivo da galera era o o próprio curso mesmo, que era intenso, >> nervoso, né? >> Se a gente vai falar assim, eu não não participei de nenhum desses, mas as histórias que eu ouvia eram sempre de eh muito intenso, né? Como era o treinamento? Como é que Vamos lá, entrou
Na polícia aos 17 anos? Quero ser da rota. Quero ser da rota. Qual que é o procedimento? Como é que tu faz? >> É bom. Primeiro que você ninguém entra na rota, né? você ingressa na Polícia Militar, nós que fomos, somos oficiais, fomos pro Barro Branco e fizemos escola. Eu fiz 5 anos de Barro Branco. O capitão Telhada fez 4 anos. Eram épocas diferentes, né? >> Depois que nos formamos, nós somos pro patrulhamento motorizado. Nós somos para Rádio Patrulha, >> onde eu servi em vários batalhões ali também. Depois de um tempo de >> Tem policial
veião no rádio, na rádio Patrulha, tem, né? >> Poxa, tem um cara quase 30 anos do serviço até hoje tem. Muito. >> Então, e é o que eu falo, o policial de rota, ele é ele é voluntário duas vezes, porque ele é voluntário para entrar na Polícia Militar e depois ele é voluntário para ir pra rota. Só que para Ir pra rota na minha época não tinha curso. Na minha época você queria ir pra rota, você ia lá no quartel, conversava com a turma, dava o nome, pessoal conversava: "Ah, vale a pena trazer fulana? Vamos
trazer, já tem ocorrência, o cara é bom, o cara é bom patrulheiro. Aí ele vai, ele chega, ele entra no quartel, ele quando ele for transferido paraa rota, ele entra pela guarda, ele vai pro serviço de guarda no quartel, ele vai puxar guarda, fuzil na mão, Puxar corda, continência e puxa a hora, 2, três meses. Aí ele vai pro estágio na viatura. Na minha época não tinha curso, era o estágio. Esse estágio durava de três a 6 meses. E depois que o pelotão todo trabalhasse com esse cara, ele era aprovado ou não? Era o pelotão
que aprovava o soldado cabo e o sargento que aprovavam o homem. Não era o tenente, era todo mundo tinha que aprovar aquele cara. >> Quando ele era aprovado, aí sim ele Recebia o braçal de rota. Ele usava a boina preta, mas o braçal ele só recebia depois de aprovado. E aí sim, com o braçal ele passava a ser um policial de rota incorporado a um pelotão e prosseguia a carreira dele. Se ele pisasse na bola ou se ele pedisse para sair, era a mesma situação. Ele voltava pra guarda, ficava lá um mês, dois meses, até
ter um batalhão onde ele pudesse ser transferido e fosse servir. Então, na minha época, não tinha eh Curso de rota. E o estágio não era um estágio assim como eu diria, organizado. O estágio era feito no meio do pelotão e ensinado pelos demais policiais. Isso com o passar dos anos mudou. Quando eu voltei comandante, aí já tinha um curso pro estagiário, já hoje já tem o curso de rota. >> Não, mas mas não é obrigatório ter o curso para ser braçal de rota. >> Sim, mas hoje ser braçal o próprio estágio já é um curso,
porque ele segue Uma série de de metodologias que na nossa época não existia. Hum. >> Nossa época era uma coisa que era feita assim aleatoriamente, empiricamente. Então atualmente não. Atualmente o cara vai pro estágio, tem todos os protocolos, procedimentos que ele tem que seguir, que aí o Raf já pode falar porque ele fez. >> É, tu passou, a tua etapa foi essa, foi selecionado para ir, chega, aceita ir, chega lá, >> se submete ao estágio, >> primeiro uma guardazinha triste demais, né? >> Guard, [ __ ] que fi. >> Guardinha, >> guarda é terrível, né?
>> É bom. >> Só quem puxou guarda sabe que é ficar na guarita, né? >> É bom. Eu puxei umas guardinhas lá, né? E na na época que eu tava no quartel tinha tava rolando no Brasil uma uma Coisa de invadir quartel para roubar arma, >> né? >> E eu eu no quartel que eu servi rapidamente eh era um quartel tranquilaço, >> era, não era artilharia >> e era na [ __ ] era na beira da praia, meu irmão. Estamos falando dos forte Duque de Caxias >> que fica na praia do Leme, então, [ __
] era incrível e tudo mais. Então era Mais, é assim, não era na vila militar que assim, quem tá ligado lá no Rio de Janeiro sabe que lá na na vila militar a coisa um pouco mais sinistra, pô. Fazer até FM na praia. Outra história. É. >> E aí só que só que esse quartel ele tinha uma característica que era eh tinha o os caras que puxavam a guarda, eles eram era separado dos porque assim tinha uma galera selecionada para pegar no armamento, entendeu? só os caras que tinha tido uma boa nota no no Na
instrução de tiro. >> E [ __ ] eu, como eu disse, eu fui o melhor, né? Então, tive que eu peguei essa essas esses postos que não eram muitos. Eh, e o resto da galera tirava uma escala diferente, inclusive era a escala do cara que ficava lá só, né? tava com é plantão e um pouquinho antes de de rolar mesmo para valer da gente usar o armamento. Eh, eu lembro que eu tava de serviço nesse dia de plantão, tava de plantão e o e e teve invadiram o Quartel, só que aquele quartel os caras invadiam
com alguma frequência, entre aspas, porque na beira da praia tinha uma passagem por trás pela pedra, então às vezes o cara se perdia e vinha parar dentro do quartel, mas aí tu não sabe, né? Então, eh, eu lembro de uma vez, cara, que os cara tocaram lá o o >> é o PDA, eu acho que os caras chamavam, não lembro. Era plano de defesa do quartelamento, era isso mesmo. E e eu Tava desarmado. Então, o que que os caras fizeram? Me colocaram numa posição assim mais alta no cassino dos oficiais, que é o restaurante dos
oficiais, e eu e me deram um apito. Maluco, >> você defendeu o quartel com apito? >> Fortemente armado com apito, cara. Então via, ó, fica esperto. >> Qualquer bagulho que tu vê, tu dança, lança no apita. O que aconteceu naquele dia era que era um cara, era um um turista, tava inclusive meio bêbado, Errou o caminho, foi parar dentro do quartel de noite. Olha o perigo. >> Perigo. >> Meu Deus do céu. >> Meu Deus. Olha o perigo. No fim deu tudo certo e até tentaram invadir o quartel em uma outra oportunidade nesse ano, mas
eu não tava lá. Então, foi essa a minha experiência. Você vê a diferença do de uma tropa quartelada para uma >> uma diferença para uma tropa quartelada para uma tropa de rota? Porque quando Você ia pra rota você já era patrulheiro, você já tinha trabalhado no policiamento. Então quando você chegava na rota, o que que você queria fazer? Sentar na viatura e pra guerra e pro patrulhamento. E quando você tava na guarda, vi as viaturas sair, meu te deixava desesperado. Eu quero ir junto, eu quero ir junto, né? Então a guarda era um suplício para
nós. >> É, eu imagino que o cara para ser convidado pra rota eh >> tem que se destacar na área. >> É, o cara tem que vibrar, né? Igual eu falei da seleção brasileira aquela hora, eh, no futebol, o cara quando é convocado pra seleção brasileira, ele é aceito, ele vem pro teste, >> ele já sabe bater na bola, >> ele já sabe fazer um cruzamento, ele sabe cabecear, ele já sabe como é que funciona a regra. Mesma coisa na rota. O cara que vem pra rota, ele já é patrulheiro, ele já teve alguma Ocorrência,
ele já tem experiência, ele vai aprender um jogo um pouco mais refinado, ele vai aprender a bater de trivela, bater um pênalti, uma cavadinha, ele vai ganhar musculatura, ele vai ganhar velocidade. A rota é um aperfeiçoamento do patrulhamento tático urbano, >> tá? E o e o COI é mais ou menos a mesma coisa. >> É diferente, >> tá? É diferente, porque na rota Aceita-se o policial sendo jovem, sendo mais velho. Você quer a qualidade do cara, você quer o olho dele, o tirocínio, a experiência, entendeu? >> Eh, e o ele pode conquistar o braçal, inclusive
sem curso, com a aceitação do grupo. Ele vai ser submetido a uma série de protocolos e testes, mas ele conquista o braçal dele, que é o símbolo do policial de rota. é aquele pedaço de couro que ele leva no braço. No COI você precisa para ser um operacional ter um Um comandos para você ser operações especiais, você precisa ter o curso, você precisa ser caveira, senão você não vai ser classificado, você não vai ser chamado de caveira. Então para operar no COI você tem que fazer esse curso aqui em curso. >> Então é é o
curso mais difícil da Polícia Militar de São Paulo. É o curso de operações especiais. Quantos quilos você perdeu no curso? >> Eu perdi 17 kg. Eu cheguei com 80, me Formei com 63. >> Parecia 45 dias. Parecia um craquento, né? >> Parecia um craquento quando ele chega assim sobra só cabeça, né? >> E e é um curso de imersão. Todos os cursos de operações especiais são extremamente difíceis em todas as polícias e nas forças armadas. curso de comandos, curso de PQD, curso de operações especiais, eh anfíbios, eh o eh na Força Aérea, como é que
chama? Os Os >> o SAS, >> não é? Não lembro agora. Paraçar, isso, >> enfim, são cursos de imersão aonde você se dedica antes de começar o curso. Você só vive aquilo, você treina para caramba. Você cor >> combate do Quai, irmão. Combate do Quai é um combate nervoso, hein? Conta aquela socorrência do Guarujá lá que você trombou com aqueles demônios armados. >> É o que acontece. O COI ele é, a rota é Urbana, o COI é mato, >> tá? >> Então os indivíduos roubaram caixa eletrônico, a viatura pegou na estrada, os cara larga o
carro, corre pro mato. Quem sabe andar no mato, quem consegue caçar um bandido no mato, é, tem que ter um conhecimento diferenciado. Então, eh, é só o COI. E o COI tem equipamento de visor, visão noturna, sabe rastrear um criminoso no mato, consegue combater. Se o cara não souber andar no mato, o cara Fica dando volta, o cara cai para caramba, o cara quebra a perna, no primeiro buraco que tiver, ele já cai e quebra a perna e o cara se ferra, entendeu? >> Ó como ele chegou do curso, dá uma olhada. >> Caraca, maluco.
>> É, >> não sei se dá para ver >> com a minha filha. >> Esse foi o dia que ele chegou do curso. >> Esse esse é o dia final. É quando a gente volta >> aqui, aqui tava emocionado, inclusive, né? >> Tava com os olhos tudo inchado aí. E eu dei um monte de cabeçada na mão de um cara lá, meu Deus, entendeu? Bati meu olho lá na mão do instrutor. >> Foi sem querer, sem querer, né, >> [ __ ] Tava só a capa do Batman mesmo, meu irmão. >> No meu no meu
Instagram tem a foto minha Do do dia que eu fui e do dia que eu voltei assim e com esses 17 kg comparando. Então o COI ele combate e favela especialidade, combate em favelas, que é local de patrulhamento em local de alto risco e combate em área de mata. Você não vai ver o COI patrulhando. Você já viu uma viatura do COI patrulhando igual a rota na calada da noite? Não tem. Não tem. A molecada tem que ser forte porque você anda duas, 3, 4 horas no mato. Guarujá, por Exemplo, eh, morro lá na na
Baiana, favela da Baiana. >> Para você chegar na área de atuação, são duas tr horas de caminhada carregando equipamento, mochila, fuzil para você aí operar ou não, ou voltar para pro ponto de acesso na mata. É o parecido com o Bob. Você vê muito Bob lá na área de mata entrando, subindo o morro, cansa para caramba. Se o cara não tiver preparo, o cara não aguenta o trampo. Por isso que o curso é necessário, Entendeu? >> Entendi. O, esse curso eh ele tem alguns objetivos. Ele pretende te formar do ponto de vista técnico e pretende
te formar do ponto de vista psicológico também, não é? Eh, por isso é porque assim como é Claro que é outro patamar, tá bom? Não tô querendo comparar não, mas quando eu quando eu era recruta lá, a gente foi pro a gente foi para fazer o acampamento, que é onde tem o o tiro, tem tudo, tem uma porrada, tem o Fio amigo, tem uma porrada de coisa lá. Até hoje eu lembro a [ __ ] da senha do fio amigo, cara. A águia está pousada na torre e viu a terra sem força. Urubu come carniço
nas terras de Cruz Santa. Era a senha que eu tinha que entregar no final do longo, hein? Eu esqueci a minha senha, não lembro até hoje, bicho. >> Não, não, eu lembro. caramba disso. >> É, então >> você tava falando do meu pai que tava Lembrando os endereços tudo, ó, datas, meu irmão, >> [ __ ] é que não lembra não. E e era uma instrução longa, cara, assim, um tempão por dentro do do do mato lá, segurando no fio, carregando um pau de fogo, né? Enfim. Eh, eu tô dizendo isso porque quando, como eu
servi, antes eu olhar e falar assim: "Que babaquice, por que que o cara por que que tem que passar por isso de verdade? O que que o que que o que que ensina isso aí no fim das Contas? E cara, tem um monte de coisa que eu considerava umas babaquisse que no fim fizeram alguma diferença para mim mesmo, tá? Eh, eu diria que >> nada é aleatório, >> né? Eu diria que para mim mudou o jeito de enxergar o mais antigo. Eh, seja ele porque ele tá ali há mais tempo que eu, ou porque ele
tem mais idade. Eh, existe e mudou mudou o jeito de enxergar até a vida, cara, sabe? assim, no sentido de apreciar a vida, sabe? Eu tô falando e Eu tô falando de de pé preto, entendeu? É outra parada diferente, né? Então, eh, o esse curso ele se propõe a te moldar, não é? Por isso que de vez em quando dá umas cabeçadas nos lugar, não é? Tipo, sem querer. É. >> Eh, você considera que isso é realmente necessário paraa formação de um policial do COI? >> Sem dúvida nenhuma. Primeira coisa, você nunca vai encontrar ou
dificilmente vai encontrar qualquer homem que serviu o Exército ou que foi militar que fala que não serviu para nada. >> Tipo, isso aqui, esse um ano que eu fiquei servindo serviu para nada. >> O cara pode até ir a contragosto, mas sempre vale de alguma coisa pra formação do caráter dele. Lá na frente ele vai perceber. Então, essa ocorrência que eu te falei para você lembrar aí do do Guarujá, el acho que ela deixa bem claro o por o COI tem que passar por todas essas dificuldades, porque para vocês Alcançarem lugar para poder encontrar os
criminos, vocês tiverem que enfrentar uma selva, rastejar, conta aí essa ocorrência. >> Qual do Guará? >> Aquela que vocês arrebentaram, aqueles dois ladrão lá que tava com fuzil, >> não foi? Em Cubatão. >> Cubatão. >> Cubatão. Eh, vou contar, mas só falando do curso primeiro, >> tá enrolando muito, tá querendo contar. >> É que ele fez a pergunta, pô. O, é necessário, meu pai falou, o o trampo do BOP, o o BOP é batalhão de operações especiais, o CO é comandos de operações especiais. Um trampo de um batalhão de operações especiais ou do COI é
muito diferenciado, não é assumir a viatura, ligar, sair patrulhando e voltar. é muito diferenciado, precisa do curso. E esse é um curso que é um curso de imersão. Eh, primeira coisa, você aprende que a Sua necessidade ela não pode ser atendida a todo momento. Você aprende a se controlar primeiro aqui dentro, na mente, no psicológico. Segundo, você aprender a abrir mão do conforto. Não é todo tempo que você vai estar aquecido, não é todo tempo que você vai estar descansado. E não é todo o tempo que você vai estar de barriga cheia. Você é obrigado
a aprender a lidar com a fome, com o sono e com frio. E isso vai te moldando não só o aprendizagem técnica, Profissional, de tiro, de explosivista, de mergulho, de altura, de CQB, tudo isso que a gente tem no curso de operações especiais. Isso tudo você se torna um operador muito melhor. >> Que que é o CQB? CQB é combate quarterback, tá? Significa eh eh combate eh em ambientes confinados, >> tá? Entradas, varreduras, é entrada tática. O GAT faz muito isso. Isso. Exatamente. É o combate ambiente confinado. >> Então tudo é toda essa essa carga
profissional vai te transformar num operador muito melhor que para vencer, para ter a vitória sobre a morte. Uhum. >> É esse o nosso objetivo. Por isso que é o símbolo da caveira. A caveira não significa a morte. A faca na caveira significa vitória sobre a morte. É esse o nosso objetivo. É vencer, é ser vitorioso, é voltar para casa, voltar com liberdade, com a vida. Mas o aprendizado maior, maior de tudo, não é O aprendizado profissional, é o aprendizado pessoal que você tem num curso de sanhaço desse, porque você entrega a sua carcaça, mas muito
mais. Você entrega o seu espírito nesse curso e a camaradagem que você faz dentro de um turno, que é que começa com 50, 40 e alunos e termina com 20, 15, alguns com 10, essa camaradagem forjada sobre o fogo, isso aí você leva pro resto da vida e te ensina. Os ensinamentos pessoais são muito maiores. Você aprende A ser mais humilde. Você não vai encontrar um caveira soberbo, porque ele sabe o que é passar frio, o que é ficar embaixo de uma chuva uma noite inteira, não tendo aonde se proteger, aonde você foi carregado por
um parceiro em algum momento que você poderia ter perdido o curso e o cara te carregou nas costas e no outro momento você que vai carregá-lo. Então, o verdadeiro caveira, por isso que Caveira até um estado de espírito. Tem cara que nem fez o curso, Mas é caveira, porque o cara é humilde, ele conhece os limites pessoais dele, ele sabe o quanto uma pessoa aguenta o strress, o quanto ele eh e o quanto ele pode superar um trauma, superar um obstáculo. E o o então assim, o conhecimento pessoal é muito grande. você se torna mais
humilde, você se torna eh mais eh empático, você tem uma empatia maior pelas pessoas e você se torna muito mais comprometido, que você entende melhor suas missões, você sabe o Quanto você pode contribuir, >> até que ponto você consegue ir um pouquinho mais, sabe? o quanto você consegue caminhar, se arrastar e no final ainda trocar tiro. Então esse é o espírito de um curso. É por isso que todo curso de operações especiais vale a pena para aqueles que eh tia de se entregar. O derrotado é aquele que nem tentou. >> Uhum. >> Quanto a ocorrência?
>> E agora? E agora aquela ocorrência lá de >> caramba, você tá enrolando, mano. Tá, tá mijando. >> Não, >> não conta ocorrência, velho. Mais >> o Essa é tem uma favela em Cubatão que se chama Vila dos Pescadores. >> Uhum. >> Quando você desce a imigrantes, você pega em direção ao Guarujá, lado direito ali a Vila dos Pescadores, atrás tem o rio Casqueiro. É uma região eh onde o Tráfico de drogas está muito presente e é uma favela que eh já tem um histórico de tiroteios. Já tem polícia do COI que foi baleado lá,
sargento Emerson foi baleado, quase morreu porque ele foi baleado na perna e pegou a femural. [ __ ] merda. >> Não morreu por Deus aquele dia porque tinha o polícia junto e conseguiu de alguma maneira fazer um torniquete que e eh salvou a vida dele, socorreu, mas quase morreu por fio e muito rápido, né? >> Muito rápido. >> E sobreviveu, eh, tá aposentado agora, mas trabalhou até aposentar. Enfim, essa favela conhecida nossa. inóspita. >> Eh, fiz, ela é plana, ela não é de morra, ela é plana. Então, a gente veio de barco, entrou na favela,
eh, espantamos o tráfico de drogas, né, os traficantes, pá, espantamos os cara. Só que a gente manteve um ponto de observação. Eh, e quando ao retorno Desses, depois de 2, 3 horas, eh, observando de um ponto mais alto, quando eles retornaram para dar prosseguimento, acharam que a gente tinha indo embora, as viaturas tinham saído, ficamos só em três operacionais do COI naquele ponto de observação. Quando eles retornaram, em vez deles retornar os dois ou três traficantes, eles acabaram retornando num bonde. >> Aham. Então, quando eles entraram pela viela, Que vem da rodovia ali do já
a padre Manuel, quando eles entraram na viela, cara, vieram uns 20 criminosos, os dois da frente, os dois bandidos da frente com arma longa, um com uma depois a gente e conseguimos balear eles, pegamos as armas, um com uma submeteradora 9 mm, com apontador verde, com laser verde >> e o outro com fuzil M4 com carregador caracol que tinha 100 munições. sem munições no carregador. Ele era duplo e tinha um caracol embaixo redondo. Assim, >> M4 é aquela que a polícia do Rio usa, por exemplo, né? >> É fuzil 556, plataforma coach, excelente fuzil. Os
dois entraram, mas os dois entraram na viela fazendo eh avanço por lanço, sabe? O primeiro avança, agacha, o segundo vem, encosta nele, ele parte, agacha. Os caras vieram com procedimento. >> E outra, por que que eles fizeram isso? Porque eles perceberam a nossa presença. Eles sabiam que a gente estava ali. Quando eles entraram e atrás deles mais uns 15 a 20 criminosos de arma curta, de pistola. Quando eles entraram, a gente percebeu que ia ficar pequeno. Quando chegaram em determinado ponto, eles perceberam a nossa presença. Quando nos visualizaram, começaram a tirar contra a patrulha do
COI. meu, um confronto em ambiente fechado, um corredor muito problemático que você tinha que se expor e não tinha para onde fugir porque nós estávamos eh fixados, não tinha como Sair e recuar, não tinha como retroceder da onde nós estávamos, né? Fazer a retração que a gente chama. Então teve que sustentar o fogo, um [ __ ] de um tiroteio no meio da vila dos pescadores. A a aquela coisa do bandido ser covarde, né? Quando começou o o sapeco. Ah. Praticamente todo bom de trás correu de volta pra rodovia, fugiu, não deu tempo da das
viaturas que estavam no apoio chegarem para pegar esses criminosos. Os dois que estavam na frente, que foram os Que a gente focou com arma longa, os dois baleados. Eh, graças a Deus, nenhum dos três operacionais, eu, o Sérgio e o Luiz, que estávamos nessa patrulha, nenhum dos três baleados. Os dois criminosos eh não resistiram aos ferimentos, entraram em óbito. Conseguimos recuperar essas duas armas longas. Detalhe, os dois com passagem e um deles que tava cá a submetral 9 mm tinha matado um policial civil já lá na Baixada lá em Cubatão, estava procurado E o irmão
dele, policial civil de um outro estado. Olha que coisa, né? Olha, >> os dois faccionados do crime organizado. Enfim, essa essa foi ocorrência vitória sobre a morte. >> Quantos policiais estariam preparados para enfrentar essa ocorrência? >> A caveira sorriu. >> Não tô falando do do capitão Telhada, não. >> Aham. >> Eh, uma patrulha ilhada praticamente com 20 criminosos. Nós em três, em três, 20 criminosos. Tiro para tudo que é lado. Quantos estariam preparados? Como que a gente enfrentou, cara? 12 por8. 12 por8. Por quê? Se você desesperar, não vai te adiantar nada, pelo contrário, só
vai te prejudicar. É aí que o treinamento faz a diferença. Treinamento sobre pressão. Quando quando se você vai assistir um treinamento de uma tropa regular de tiro, vai ser o método giraldo, que é o método que a gente adota na polícia. Tiro de pé, tiro à direita, tiro à esquerda, tiro ajoelhado. Beleza? Se você for assistir um treinamento de tiro do COI, a gente treina com fogo. Eh, eh, eh, esse avanço a gente treina com fogo. A gente treina um operador correndo, avançando e o outro atirando por cima dele. Então, o treinamento, o enfoque do
nosso serviço é diferenciado. Não é melhor nem pior. É perfil, primeira coisa, pro cara que quer se entregar aqui nesse curso. E segundo, apetite. O Cara tem que ter apetite, tem que tá consciente do que vai encarar. >> Então, por isso fomos chamados de tropa especial, operações especiais. >> Se fossem operações regulares, não precisava do coi, não precisava da rota, chamava qualquer polícia. >> É isso aí. A caveira sorriu, né? Quando você falou isso na imprensa, os caras ficaram bravos, né? >> Essa aí foi outra ocorrência minha. Essa foi em Osasco. >> É, é essa,
[ __ ] >> Essa foi em Osasco na Margina na Cast Não, tava no coi. Na castan também. >> Essa foi bonita também. >> Essa foi uma outra também. >> Então o que aconteceu nessa aí, telhadinha? Me conta >> na outra. É, >> [ __ ] que se for contar todo, meu pai tem mais de 50. >> Não, mas eu sou veminho. Eu sou velhinho. >> Só mais essa faz perguntas, então vai. >> Não, que essa do essa do de Osasco, eh, essa foi interessante por coincidências, né? Dois policiais do COI indo embora pro interior.
Eh, lá é serviço de 24 horas no COI. Trabalharam a noite toda, saíram 7 horas da manhã de um sábado. Os dois meninos saíram, os dois de moto. >> Aham. foram pro interior para pegar Castelo Branco ali e eu tinha assumido o serviço no COI. Eu comandava a segunda companhia COI. Tinha assumido o serviço Com minha tropa. Era capitão, né? >> Já. Eh, das 7 às 19 assumimos serviço, vamos tomar café, deixamos as viaturas preparadas, tal, eh, procedimento padrão. Esses dois meninos estavam indo embora, trombaram o roubo de motocicleta acontecendo. Aqueles sábado, domingo de manhã,
tem muito roubo de moto grande >> no comecinho da castelo, >> nas rodovias, no comecinho da castelo, eh, dois bandido com dois motociclistas Rendidos no chão de joelho e os dois vagabundos apontando a arma, um já montando na moto. Os policas quando passaram, viram a cena, encostaram na na no acostamento e foram para cima. Troca de tiro com os marginais. Os dois policiais trocaram tiro. Os dois bandidos atiraram, um conseguiu montar na motocicleta e fugiu. O outro ficou para trás porque bandido quando começou a dar tiro já deixa o parceiro para trás, né? >> Covarde,
covarde. >> O outro ficou para trás, atravessou a Castelo Branco correndo e entrou no no na área de mata que beira o rio Tetê. Esses dois meninos ligaram na base COI e ligaram 90, acionaram as viaturas, foi todo mundo para lá, eu inclusive com a minha companhia, meu, procuramos no mato, procuramos no mato, umas 3 horas procurando esse cara no mato e nada, não, não achamos. E não é uma área tão grande. É que mato, mato é difícil, Cara. A, a andar no mato, procurar alguém no mato é muito difícil. Procuramos para caramba na margem
do rio TT nada. Fomos apresentar a ocorrência, tava as duas vítimas na mão, eh, o, eh, cápsula no chão, tiro, carro alvejado lá que tava passando na Castelo Branco. Apresentamos ocorrência no DP de Osasco. Depois de umas duas horas, quando a gente tava lá parado no distrito, apresentando ocorrência, protocolos lá, padrão, burocracia, caiu a ocorrência no COPOM. Ó, tentas equipes em patrulhamento pela Castelo Branco, um indivíduo de arma em puio tentando abordar veículos. O indivíduo tá sujo. Nós falamos: "Meu, é o cara que entrou no mato, tava tentando roubar algum carro para fugir. >> Pegamos
as viatura, foi rodoviária, foi todo mundo de novo, vai lá o COI entra no mato." Mas aí como a gente já tinha o ponto de entrada dele, a pessoa que ligou falou: "Ó, ele entrou aqui. Quando Você tem o ponto de entrada do do Crimeiros, aí fica fácil de achar." >> Entramos naquele ponto >> acessamos pelo ponto que ele ingressou na área de mata. Aí foi 10 minutos, 10, 15 minutos de caminhada, abrimos a patrulha em diamante. Quando a gente começou a avançar, aí não deu outra perto de uma moita. É porque o cara, ele
vai tentando a sorte. Quando ele vê que você se aproximou muito, aí ou o cara se entrega ou o cara reage. >> Esse maluco aí corajoso, resolveu enfrentar os caveiras do coi. Atirou na gente. Eh, eu, eu e mais dois policiais conseguimos reagir, eu, um sargento e um cabo reagimos. Eu tava de fuzil, um M16, os outros dois policiais estavam com pistola, com a Glock já pon 40. >> Aí baleamos o cara. Esse cara tava com e como é que chama? Chupacabra. >> Uhum. >> Que é para parar sinal de carro, de moto, né? Para
cortar o sinal de Caminhão, que quando tem rastreador >> ele corta o cara com [ __ ] de um chupacabra pendurado, >> uma pistola 9 mm, uma xero carregador alongado. Diabo é um chupacabra. Porque agora eu não >> tenho foto aqui, depois eu te mostro. morto junto. >> Não, então >> eu depois eu mostro no no >> bastidores aqui, eu te mostro depois, mas tem umas ele tem oito antenas, >> tá? >> Como se fosse um HT com oito antenas. >> Entendi. Bom. >> E aí ele corta sinal num raio de de 20, 30 m.
Enfim, trocamos tiro, baleamos esse cara e aí quando a gente socorremos ele pro PS lá de Osasco, morreu, tal, tomou o tiro no peito, no pescoço, quando eh a gente estava no distrito policial, nós fizemos uma foto em frente à viatura, os os policiais que participaram da Ocorrência, e eu postei eu postei no Instagram, a caveira sorriu, vitória sobre a morte. Por quê, cara? que eu falei aqui já hoje, não é prazer em matar ninguém. Nós não temos prazer na morte. Prazer sobreviver. >> É prazer e orgulho da missão. [ __ ] o cara tirou
dois polícia. Você sabe quantos motociclistas são mortos em roubo de motocicleta diariamente. Então assim, você eh ir prender um cara, o cara tirar em você e você vencer ele, [ __ ] qualquer homem ficaria orgulhoso de estar vivo e voltar para casa. E aí eu acabei fazendo essa postagem de A caveira sorriu. >> Nossa, [ __ ] isso aí no domingo, que isso era no sábado, no domingo sai em todos os jornais eh tenente telhada, filho do deputado coronel Telhada comemora a morte e tal, respondindo a polícia por causa dessa postagem, mas vencemos, voltamos para
casa, estamos aqui contando nossa história que é real. O Bandido que escolheu aquele dia sair armado, roubar, trocar tiro, enfrentar o COI, não vai fazer isso, não vai fazer mais mal com ninguém em São Paulo. E nós estamos aqui dando trabalho ainda e vamos continuar. Se o cara faz parte, cara, se o cara sai da moita ali, >> tá preso, >> preso. >> Tá preso. >> E a caveira sorriu >> igual. >> Tá preso, tá preso. A gente sabe que vai, vai sair logo, mas tá preso. Fazer o quê? Quantos e quantos? Eu tenho ocorrência,
Igor, que no mesmo carro, três bandidos, dois trociro, morreu, um tá preso no mesmo carro. >> Sim, normal. >> Caráter geral, Honda Civic que também na Castelo Branco, inclusive pertinho TH, eh, atiraram num sargento lá na área do primeiro M, atiraram num sargento, roubaram no McDonald's. Nós acompanhamos na Marginal, na Castelo Branco, quando entra ali do lado do quartel do exército, aquela entrada por baixo da do rodo do anel, >> eh, bateram dois mortos e um preso no mesmo carro. Ah, nós temos ocorrência saindo do palácio da reunião com o governador, um preso e um
morto também. >> Um preso e um morto, >> né? >> Então, eh, faz parte, cara. O cara se entregou já era. Creck, tá preso. Agora, Eh, eu não vou ficar tomando tiro. Meu pai foi balhado duas vezes, uma na mão, outra no braço. Eu nunca fui balhado no corpo, mas a minha viatura já tomou tiro. Polícia meu que tava junto comigo de Souza, tá lá em presente para mim, tomou tiro no braço num ocorrência na Frederica Renê de Jaer, gara dos 50 batalhão lá na zona sul, perto da Beomira Marim. Então, faz parte. É. Hum.
>> A gente sabe do risco. Eu não vou esperar o cara, se o cara colocar a mão Na arma, vai tomar tiro. Eu não quero esperar ele atirar. Um tiro basta para tirar minha vida ou de um parceiro meu. Então eu não espero. Colocou a mão na arma, vai tomar tiro. Certeza. >> Entendido. >> É isso aí. >> Tem mensagem pra gente aí, Vitão? >> Eh, a gente precisa pôr o fone? >> Não. >> Ah, sim. Mas a gente precisa pôr o fone, >> não? >> Tá. Então, ó, enquanto a gente vai preparando aqui para
chamar as mensagens, gente, deixa eu falar para vocês do Hidromel Felipe Mid, que está complet tá fazendo aniversário, né? E para fazer aniversário aqui, o que que eles estão, que que eles pensaram, que que o Felipe pensou em voltar um pouco no tempo e fazer e disponibilizar para vocês algumas coisas que existiam já no passaram pela história do hidromel Felipe Mid, como por exemplo essa Touquinha aqui que não é, não sei, né? >> É. Tudo bonito. Deixa eu ver. Olha aqui. É, não vou falar que eu tô pensando. Lembrando os amigos meus, hein? Tá lembrando
os amigos meus. >> Você tá parecendo um boi forte e chifrudo. Então, ó. E ó, que que mais tem lá disponível para vocês? Tem as canecas que vocês não sei se vocês lembram disso daqui. >> É isso daqui. >> E tem também, cara, o a garrafa clássica com o rótulo clássico do Felipe Mid, inclusive numerados. Essa daqui é 001 de 100. Então você aí que curte, você que que talvez nunca tenha experimentado hidromel, eh tá aí uma oportunidade inclusive fazer de colecionar, cara. >> Hidromel é a bebida dos vikings, né? >> É bebida dos vikings.
E outra, é uma bebida que esse daqui é fermentada. Que que isso quer dizer? Que não tem, não tem risco de metanol, tá? Você pode Beber em paz, tranquilão. >> Essa bebida é segura. Essa é, essa é bom e vou vou dar de presente para vocês também. >> Obrigado. >> Boa. >> Vou me sentir o viking. >> Isso. Sim. >> Só não chifrudo. >> Obrigado. [ __ ] Obrigado, irmão. >> Mais um pouquinho de intimidade. Eu tô Falando as gracinha para tu. >> Bom, você aí que tá assistindo e quiser e ou completar ou conhecer
o hidromeel Philipmid, cara, entra lá em filipemmid.com.br, br, tem o QR code aqui, tem o link aí na descrição também. E aproveita, cara, aniversário do do Hidromel, premiado pelo mundo inteiro, medalha de ouro. Tem e a maioria com medalha de ouro. Fica aqui uns quadrinhos aqui no estúdio aqui com os os prêmios do Phelipe Mid e vai lá Conhecer. Cara, você ainda pode usar o cupom Flow 10 para ganhar 10% de desconto na tua compra. É, sabe o que que isso quer dizer? Se você comprar 100 garrafas, 10 saem de graça. Tem como você ganhar
100 garrafas de graça. É só você comprar 1000, né? >> Sempre dá certo. A matemática não falha, meu irmão. Então, ó, entra lá felipemmitid.com.br que é recode aqui, link na descrição. Só pode comprar e consumir bebida alcoólica maiores de 18 Anos, tá bom? >> E se for beber, >> não dirija. >> Não dirija, pelo amor de Deus. Aí nós trouxemos uma lembrança para você também. >> Ah, é? Aí sim, [ __ ] Rafa entregar. >> É, aproveitando, ô ô, Igor, que você tem aqui no seu estúdio várias vários regalos aí, várias lembranças, >> eu e
o meu pai, nós temos um presente que a gente dedica aqueles que Contribuem com a sociedade. Você aqui com o seu programa faz uma baita de uma comunicação >> diversa. Eu acompanho. Aqui vem políticos, aqui vem músicos, vem humorista, vem fitness. Então assim, da hora, da hora mesmo. E para reconhecer esse valor que você traz pra nossa atualidade aí com qualidade, a gente vai querer te dedicar à nossa challenge coin. >> [ __ ] que maneiro. >> É uma challeng diferenciada que >> um braçal de rota. >> Challeng coin geralmente é uma moeda, é redonda,
mas essa aqui nós montamos num formato do braçal de rota. Atrás tem um pequeno pedaço do da canção da Polícia Militar, >> uma frase que é muito importante >> que fala: "Vigias da lei e paulistas por Merc de Deus". E a assinatura do capitão Telhado e do Coronel Telhado. Então, nesse momento, eu queria passar suas Mãos. >> Obrigado. Obrigado. >> Deus abençoe. >> É assim que passa. >> É assim que passa. É dessa maneira. É challeng dos telhadas. >> Compr. Legal, cara. Muito obrigado. Valeu mesmo. Obrigado pela pela consideração, pô. Não é qualquer um não,
hein, velho. >> Eu imagino que não. Eu tenho uma outra medalha ali que depois eu te mostro Também. Vocês vão acho que vocês vão gostar. Mas, ó, vamos lá. Ô, Vitão, dá play aí no nas mensagens pra gente. Vai. >> Felipe Ferreira mandou uma mensagem pelo Pix. Coronel e capitão, vocês são vistos como homens de ação, vindos da rua e da realidade do povo. O que mais surpreende ao lidar com a burocracia e os desafios da política? Ainda dá para fazer a diferença? >> Com certeza. Se não desse, nós não estaríamos aqui, né? Porque a
política No, não só no Brasil, mas no mundo todo, ela é vista como coisa de ladrão, como coisa de corrupto, né? E a diferença tá justamente, a gente às vezes vê umas umas críticas indevidas, eh, acusando a gente de uma série de coisas, mas é normal, né? O povo quando não conhece critica, né? Ou a nossa postura incomoda e acaba sendo criticado também, né? E nós estamos na política, Felipe, da mesma maneira que nós estamos na polícia. Um trabalho honesto, um Trabalho transparente, um trabalho constante e principalmente um trabalho em prol do cidadão. Eu tô
na política já praticamente há 13 anos. O capitão Telhada tá praticamente quase 4 anos já. E nós temos muito feito isso, trabalhado forte, honestamente. Tanto que as críticas que nós recebemos, graças a Deus, nunca foi por desonestidade, por coisa errada que nós fazemos. Nós erramos, como todo cidadão erra. Não temos vergonha de errar. erramos Tentando acertar, mas jamais por corrupção, jamais por se vender, jamais por trair os nossos ideais. Então, tenho a certeza que dá para fazer a diferença assim. E eu quero fazer um apelo aqui. O ano que vem ano de campanha, pense antes
de votar, vai atrás dos candidatos, verifica a vida, vê quem é. não acredita em promessa de político. A maioria dos políticos, infelizmente, mentem na campanha porque prometem coisas que não podem cumprir. E o nossa, nossas Campanhas a gente nunca promete. Só falamos uma coisa, que nós vamos trabalhar, trabalhar e trabalhar é o que nós fazemos. Trabalhamos 24 horas em prol da população. >> E eu responderia assim pro Felipe. Eh, a única maneira lícita de transformação da sociedade é através da política. Cara, quem não gosta de política vai ser comandado por quem gosta. A realidade é
essa. >> Exatamente. >> Eh, o militar, eu eu trabalhei 19 anos nativa da Polícia Militar. Eu escolhi me candidatar e quando o militar vai paraa política, ele aposenta. O militar não pode voltar paraa carreira dele. O policial civil pode, o federal pode, o militar não pode. Então eu abri mão de uma carreira porque eu acredito sim, apesar da burocracia, quase que na no Brasil as coisas são feitas para não acontecerem, para não dar certo, mas eu acredito sim e eu não sou sozinho. Hoje Nós temos um grupo em São Paulo, nós temos um grupo de
novos políticos com novo, com novos pensamentos, com novas propostas. Não, melhor, não pior. Eu não gosto da ah velha política, não. Tem política antiga que é muito bom, cara, que é muito bom. Mas assim, hoje existem pessoas que vieram de outras carreiras, que encabeçaram uma transformação e que acreditamos que pode dar certo, sim, através de um trabalho forte, através de um trabalho digno, consistente. Vai Ganhar toda a batalha? Não vai, mas tem uma guerra para vencer lá no final. Vence uma batalha, perde outra. Agora não deu, daqui a pouco dá, daqui a pouco acontece. Vamos
lutar junto, união das pessoas de bem, união do cidadão de bem e a gente pode sim transformar um Brasil em um país melhor para as futuras gerações. >> Boa. É, eu concordo contigo. Acho que a gente tinha que aprender a votar mesmo, né? Eh, o hoje as eleições elas são Feitas para como se fosse um concurso de miss. Que que eu quero dizer que é é um Big Brother, é popularidade, não é proposta, não é >> nem capacidade, >> não é nem capacidade. É isso aí. Isso aí. >> Dá lhe aí, Vitão. >> Dá-lhe aí.
>> A Z mandou uma mensagem pelo Pix. Olá, equipe e convidados. Gostaria de pedir atenção, nem que seja por 2 minutos, Para que seja falado da situação de segurança pública do Ceará, o Brasil inteiro está ignorando. Precisamos de ajuda. >> Ih, rapaz, eu não sei falar. Olha, o que acontece é o seguinte, não só no Ceará, em outros estados no Nordeste, nós estamos tendo um problema do novo cangaço, problema sério de segurança pública, mas infelizmente isso é é resultado de uma política eh feita em prol da corrupção em alguns países, Alguns estados aí eh infelizmente
até comandados por partidos políticos, não vou ficar falando de partido político A, B ou C, mas que nós sabemos que não são partidos políticos que que valorizam a segurança pública, infelizmente, valoriz o outro lado. E o resultado é esse. Desvalorizaram a segurança pública, desvalorizaram a política, a corrupção imperou em alguns estados aí e o resultado tá sendo muito grave. O crime cresceu muito, o homicídio cresceu Muito, o novo cangaço tá aterrorizando as cidades e realmente algumas cidades, alguns estados, nós precisamos renovar a a política de segurança pública, fortalecer as polícias, como eu falei, mudanças na
legislação, valorização das forças policiais e fazer com que a população entenda que vale a pena sim apoiar a polícia. Quem apoia o crime um dia vai ser vítima desse crime e aí não adianta chorar. Infelizmente é o que tá acontecendo em alguns estados aqui no Brasil. >> É o o Ceará, se não me engano, o que tá acontecendo lá muito grave eh facções criminosas têm atuado em cidades pequenas e expulsado moradores de suas residências. >> É o que fazia já nos anos 80. >> Você contou moconse que nos anos 80 em São Paulo isso acontecia
em comunidades aqui na capital. lá é pior, é facção criminosa, extremamente agressiva e tomando cidades. >> É, praticamente domínio cidades, mas não é para roubar banco, é para dominar a a o vilarejo e fazer ali base de narcotráfico. Homicídios extremamente altos, uma, que eu falei aqui em São Paulo, 5.1 homicídios por 100.000 habitantes. No Amapá, por exemplo, 70 homicídios por 100.000 habitantes muito alto. O Ceará também, eu não lembro de cabeça, mas tem um índice alto. Então, ao meu ver, é difícil, é um desafio para as forças de segurança trabalhar com uma Lei fraca, mas
aí o crime só respeita nesse nível que está, é bater de frente a força, >> tem que ter um impacto inicial e depois um com trabalho de inteligência paralelo para identificar, prender, né, se o cara trocar tiro daquele jeito. Mas as principais lideranças, porque são facções. No nordeste o povo não brinca, é facada, é tiro, o negócio é violento, >> é peixeira. >> Então esse é o problema do Ceará hoje. Eh, precisa sim de um apoio federal. É que o nosso governo federal atual não liga pra segurança pública. É, é, é, é fato, entendeu? É
histórico. A esquerda não dá atenção devido à segurança pública >> e resta pro poder estatal, somente do estado. >> Então, assim, é um desafio, eh, precisa atuar. precisa ser forte, precisa colocar a polícia junto para combater, para retomar essas cidades, para Devolver pro cidadão de bem e eh consistência. Não adianta fazer uma operação e parar, porque vai entrar em outra cidade, vai entrar outra. Então, a gente tá atento a isso. Eu tenho estudado eh longe de São Paulo aqui, mas a gente tem estudado e tem que estar atento para que isso não se reproduza em
outros lugares. Ah, tá muito longe, tal, não vai acontecer em São Paulo. Pode acontecer. Pode acontecer no Rio, pode acontecer no Sul, pode acontecer aqui em Minas Gerais. >> Então é grave e o que a gente puder colaborar com alguma ideia ou inclusive fazendo uma interface com o governo de São Paulo aqui a gente pode fazer. Tem uma disposição. >> Boa. Então telhada, telhadinha, coronel e capitão, muito obrigado por virem aí. Obrigado pelo tempo de vocês, obrigado por, sei lá, todas as histórias que vocês contaram aí e esclarecer mesmo como funciona a coisa eh nos
bastidores Ou sei lá, até no nos seus níveis mais fundamentais. Eu agradeço, eu agradeço a você, a toda a equipe. Quero agradecer o convite, aproveitar agradecer aqui a minha filha Juliana também, que fez essa ligação, ao Igor Castro que também nos É Castro, Igor é você, perdão, Eric Castro, filho do sargento Castro, que inclusive no nos apoiou para que estivéssemos aqui. Muito obrigado. Eu atualmente estou na subprefeitura da Lapa em missão lá na Lapa à disposição, Mas eu esteja onde que estiverem futuras missões aí eu quero me colocar à disposição de todos. e contem com
o meu trabalho. Coronel Telhado à disposição. Tenho certeza que apesar das críticas, apesar dos contratempos, nós continuaremos trabalhando pelo cidadão de bem, pela perpetuação das famílias, pelas forças de segurança e pelo trabalhador. Muita gente fala que luta pelo trabalhador, mas tá mais preocupado em corromper o país do que lutar pelo Trabalhador. Nós realmente trabalhamos pelo cidadão de bem e pelo trabalhador. Deus abençoe a todos. Muito obrigado pela oportunidade. Valeu. >> Valeu. Fazer meu agradecimento também. Obrigado, Igor pela oportunidade de conversar num canal que é sucesso no Brasil todo. Obrigado a todos que nos acompanharam. Podemos
deixar a nossa rede à disposição. >> Claro, pô. Por favor. >> Eh, quem não nos acompanha e desejar Acompanhar, estamos em todas as redes, Instagram, Facebook, TikTok, YouTube. As minhas redes, @capitantelhada, a do meu pai, @coroneltelhada. Contem com o telhadinha, contem com o telhadão, telhado em dose dupla. >> Estamos à disposição, rapaziada. A gente é transparente, o jeito que a gente é aqui no podcast, a gente é pessoalmente com quem nos encontra, com a família, trabalhando, >> não tem duas caras, não tem fórmula do e Do sucesso secreta, é trabalhar pelo nosso país. Idealismo, eu
acho que a gente tem de sobra, eh, força de vontade, energia, o que precisa é dar as mãos e trabalhar. E nós estamos aqui para incomodar muito ainda quem não deseja isso. Deus abençoe. Excelente finalzinho de semana aí. Contem conosco. >> E bom, muito obrigado vocês que assistiram aí. Obrigado pela moral. A gente todas essas redes sociais que o que o Telhada falou, a gente vai deixar Aqui no comentário fixado para vocês encontrarem com facilidade, tá bom? Aproveita e dá o like nesse vídeo aqui. É muito importante tu dar o like nesse vídeo aqui. Ah,
não, o Flow é grande, não precisa, não precisa. Sim, tá? Dá o like e comenta aí, sei lá. >> Telhada, >> né? Comenta. >> Telhada 12 dupla. Isso. Comenta telhada ao quadrado. Vamos ver se vocês conseguem colocar o doizinho lá do A Quadrado. É com habilidade, tá bom? Então, ó. E só para caso vocês tenham ficado curiosos aí, essa daqui é a medalha que o Telhadinha me deu. Essa aqui, esse é o verso. Como ele disse, tá escrito, vigias da lei e paulistas por Merc de Deus. Então, é, obrigado pelo presente, obrigado por assistirem e
a gente se vê depois, tá bom? Até lá. Ciao.