O céu é um lugar? Esta é a pergunta que gostaríamos de abordar no Resposta Católica de hoje. A pergunta vem de um estudante de teologia que ouviu do seu professor esta afirmação: "O céu não é um lugar, o céu é simplesmente uma situação, um estado de comunhão com Deus".
Será que isto é verdade? Bom, diríamos que isto é uma verdade parcial, ou seja, nós precisaríamos lembrar que o céu tem a ver com corpos, e se ele tem a ver com corpos materiais, ele tem a ver também com espaço. Um espaço transformado, um espaço diferente, um espaço não do jeito como nós experimentamos, mas sempre um espaço.
Então, não podemos excluir totalmente que céu seja um lugar. Dizer que o céu não é um lugar nós poderíamos dizer se nós fôssemos somente alma, se no céu entrassem somente as almas que estarão bem-aventuradas em comunhão com Deus. Mas o céu é a comunhão do homem, criatura de Deus, corpo e alma; esta comunhão já existe desde agora com Jesus ressuscitado, porque o corpo de Cristo ressuscitado é um corpo transformado, mas ao mesmo tempo um corpo, um corpo que os discípulos podiam experimentar, podiam tocar, um corpo que podia se alimentar na frente deles.
Jesus enfatizou e disse: "Vejam, um fantasma não tem corpo, não come e não bebe como vocês veem que eu faço". No céu existem corpos, existe o corpo Nosso Senhor Jesus Cristo e existe o corpo da Virgem Maria que já estão ressuscitados. E no fim dos tempos, quando nós ressuscitarmos, não haverá somente os nossos corpos ressuscitados, mas também todo o universo; toda a criação estará unida com Deus, transformada, mesmo assim em união com Deus.
Será que nos é permitido dizer com tanta clareza, de forma tão taxativa, que o céu não é um lugar de forma alguma? O Catecismo da Igreja Católica nos esclarece no número 1060, dizendo o seguinte: "No fim dos tempos, o reino de Deus chegará à sua plenitude; então os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo material será transformado". O universo material será transformado.
"Então Deus será tudo em todos" (1 Cor 15, 28) na vida eterna. Bom, esta realidade do universo material é algo que para algumas pessoas pode ser uma novidade. Se você quiser aprofundar, eu aconselho a leitura do Catecismo da Igreja Católica, nos números 1042 até 1050, que falam desta palingenesia, ou seja, desta nova geração do universo.
Existe uma relação entre a nossa felicidade eterna e esse universo. Para você entender como é que isso funciona, vamos entender como foi o início. Quando Deus criou o homem, Ele criou o homem do barro, ou seja, aqui o livro do Gênesis está querendo dizer que o homem tem alguma coisa a ver com esse mundo material.
"Soprou sobre ele o seu Espírito". Mas o homem veio do barro e, depois que o homem estava pronto, Deus disse: "Crescei e multiplicai-vos e dominai a terra". Dominai o universo.
O mundo é o mundo do homem. O homem tem um domínio sobre o mundo, isso não quer dizer que nós possamos destruir a natureza, não. Por quê?
Porque Deus tem um domínio sobre o homem. Então, por respeito ao Criador, nós, ao dominarmos as criaturas, não podemos destruir aquilo que Deus fez, mas simplesmente participar desta criação, da co-criação. Só que esta relação entre o homem e o mundo foi perturbada com o pecado.
O livro do Gênesis, de forma metafórica, de forma alegórica, esclarece isso quando diz que, depois do pecado, o homem foi expulso do paraíso; então, o homem agora deverá suar, crescerão espinhos, as mulheres terão dores do parto. Ali houve algo que perturbou a harmonia entre o homem e o cosmos. Ora, se Jesus é o redentor, ele veio para redimir o todo.
Então, é por isso que São Paulo, aos romanos, diz que a criação, como em dores do parto, geme esperando a manifestação dos filhos de Deus. Veja um pouco isso em Rm 23: "Haverá novos céus e nova terra", como diz São Pedro na segunda carta de Pedro, capítulo 3, versículo 3. Não podemos dizer então que o céu seja, com o sul do estado de comunhão plena e perfeita com Deus, seja alguma coisa completamente das dimensões desse espaço.
Aqui estamos falando de uma reconfiguração, de uma transformação. Isso quer dizer então que o conceito de lugar e de espaço, embora tenha algo a ver com esse novo mundo, não pode expressar plenamente aquilo que será esse novo mundo. O céu será um espaço transfigurado, e aqui na materialidade.
Transfigurados, o nosso corpo nelma tisa do poderemos dizer o seguinte: será um corpo espiritual, mas mesmo assim será corpo. Então, não dá para entender que aqui nós estamos no âmbito do mistério; estamos diante de um grande mistério. E para a gente ter alguma experiência daquilo que será o novo céu e a nova terra, talvez nós tenhamos que olhar para o corpo do próprio Jesus.
O corpo de Jesus em lugares; Jesus, quando apareceu, ele estava no cenáculo, onde estavam os discípulos com as portas fechadas. Era comum a presença, mas, ao mesmo tempo, devemos dizer que é uma presença diferente. Por quê?
Se ele passa por portas fechadas, é um corpo diferente, pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. É algo comum, ainda que diferente. O teólogo Deus, a Caatinga, no seu manual de escatologia, morte, evidente que era, diz o seguinte: eu tenho aqui a edição italiana, na página 235.
Ele diz: "Ao céu não se pode dar definição topográfica; não pode ser colocado no fora ou dentro de nossa estrutura de espaço". Parece que Rafinha está de acordo com seu professor, ou seja, ele diz que o céu não é topográfico, não é lugar; ele não pode estar dentro ou fora de nossa estrutura de espaço. E não para por aí; ele diz o seguinte: "No entanto, ele não pode.
. . mesmo se separado, tentando fazer dele simplesmente uma situação, não pode ser separado totalmente do conjunto do cosmos".
Na realidade, estamos. . .
Falando aqui de um poder como universal que compete a um novo, as cotas, esse passo do corpo de Cristo, o espaço da comunhão dos santos. Então, na nova Terra, teremos também um novo espaço, um novo conceito de lugar, uma coisa que não temos experiência. Então, disse: “É um prisma”, e dique não há no lugar em exato, mas dizer que é um lugar como nós experimentamos agora também.
Inês, ato então estamos diante do mistério; a infecção pelo cepea podemos ajudar dentro desta realidade. Se quisermos entender o que é realmente o céu, precisamos então recorrer à nossa comunhão com Deus e sim com o estado, uma comunhão que é comunhão com o corpo de Cristo. Um corpo é uma nova situação, aqui nós ainda não sabemos como será, mas já pudemos experimentá-la misteriosamente aqui na Terra, através dos sacramentos da Eucaristia.
No sacramento, nós temos comunhão e uma experiência nova, novo conceito de espaço. Na verdade, por quê? Em cada o acerto, Cristo está presente como um todo; em cada fragmento, Ele está totalmente, porque não é uma presença espacial no sentido de uma cidade esperança, mas uma presença substancial.
É Ele quem está lá e está presente, tocando fisicamente e espiritualmente. Já começamos na Eucaristia a experiência do lugar que é o céu, um novo lugar, um novo espaço, um novo cosmos. O pão e o vinho, carenciados, nós temos o cosmos transformado; o de Cristo já agora é tudo em tudo isso.