se pensarmos que tudo o que é e a construção em si em termos históricos eh nunca teve evolução nos últimos 200 anos e temos regulamentação completamente fora daquilo que são as realidades atuais também aumentou o preço de construção não é porque a regulamentação diz atenção a casa de banho tem que ter X M qu e tem que ter isto e tem que ter aquilo e tem que ter os isolamentos ou seja essa parte nós temos V lá um uma regulamentação Europeia que coloca obrigatoriedades num país como o nosso que do ponto de vista do comportamento
térmico até é relativamente simpático acho que é um mito achas acho Ok pronto vou vou só vou só trazer aqui eu conheço as pessoas que vivem em países nórdicos sim com com pá com com obviamente amplitudes de temperatura muito grandes e que nunca viveram tão desconfortáveis como em Portugal devido ao tipo de construção exatamente pronto mesmo construção nova dizem que é construção má em termos deo construção pá porque de facto não não dá o conforto é que estão habituados do ponto Vista térmico isso isso eu acredito mas a má construção já vem pela má execução
não pela regulamentação afeta julgo eu sim acho que nós temos um problema de qualidade de construção que tem a ver com não seguir as técnicas que são recomendadas exatamente do ponto de vista da utilização dos próprios materiais exato Porque usamos os materiais certos só que usá-los mau exatamente o que significa de nós ex desperdiçamos desperdiçamos brutalmente cer é é inacreditável bom eu não sou se aplicamos mal um h mate ele não tá lá a fazer nada Exatamente é isso é isso mesmo é isso mesmo basicamente nós somos muito maus no planeamento perdemos eh grande parte
da da da mão deobra que tínhamos muito boa e que conseguia ensinar portanto nós não não temos essa Malta foi países nórdicos Alemanha França 2017 2016 antes não na crise anterior 2008 Portanto o subprime que em Portugal bateu mais forte 2010 2011 aí há uma migração de pessoas para outros países que nunca mais voltam não é portanto ganham mais têm mais condições para a família ou quando voltam não voltam para fazer esses ofícios voltam não não não voltam porque também ficaram um pouco naquela situação que foi tinham um trabalho e de repente não há nada
e ficam fora do jogo da construção porque perdem a confiança não é Além de que é um trabalho que não é muito sexy basicamente andar à chuva e ao sol e etc sem grandes condições é complexo e portanto se nós não temos planeamento se as condições são adversas e se são mal remunerados Tu não Consegues atrair talento para este setor nãoé basicamente acho que Este também é um é um ponto muito importante que é por mais que nós queiramos nós não temos capacidade produtiva em Portugal neste momento pois o que eu sinto é até nem
só no planeamento mas vs pessoas vir de fora e olhar para alguns dos projetos projetos que nós desenhamos não é ah e dizerem quem é que desenhou isto né esqueceram-se de uma data de coisas tem aqui uma data de coisas a apontar essa é a primeira mas mesmo por vezes quando tens coisas bem planeadas depois não tens mão deobra qualificada que saiba fazer aquilo como deve ser E tá lá no desenho eles dizem não isto tem que passar por trás daquilo e a seguir este sobrepõe-se a este mas as pessoas não sabem fazer eu tenho
a minha opinião relativamente a Esse aspecto e e enfim ten tenho debatido muito esse tema e tentado dentro daquilo que é a minha pequenez mitigar um bocadinho esse esse problema mas esta cadeia do do setor da do imobiliário que é complexo não é portanto naquilo que é o processo de desenvolvimento de uma casa vamos chamar-lhe assim existem diversos e participantes interlocutores e enquanto no passado existiam várias estruturas verticalizadas ou grandes empresas que acabavam por de alguma forma e eh compatibilizar tudo dentro de casa tu hoje não tens isso e portanto a Malta como eu costumo
dizer entr na obra toda de costas voltadas e a lógica é o arquiteto desenvolve o projeto de arquitetura temos excelentes profissionais atenção mas o arquiteto desenvolve o projeto de arquitetura né mas na sua estrutura não consegue acomodar todas as outras especialidades e portanto vai subcontratar especialidades a um gabinete de engenharia apesar de poderem ser ótimos parceiros excelentes profissionais estamos a falar de de uma necessidade de de de compatibilização já é importante são estruturas diferentes logo é necessário comunicação sim embora ele normalmente trabalham já trabalh há muito tempo juntos não é Teoricamente sim uhum Depois temos
acho acho que desculpa deixa-me então aperto aí já que estamos a seguir as fases porque hí um problema grave que é eh eu não sei se é a maior parte mas muitos projetos de Especialidades e mesmo de arquitetura mas sobretudo de Especialidades não são para ser executados são para a câmara ver certíssimo que eu ia chegar ok Desculpa boa ou seja estamos alinhados ou seja e criou-se aqui um um um mercado onde e é uma indústria de faz de conta exatamente criaram-se projetos sobretudo arquitetónicos na medida da validação urbanística para valorizar determinados terrenos mas que
não se pensa em execução portanto pensa-se Ok se eu tiver um projeto aprovado o banco Teoricamente vai valorizar isto de outra forma e até já pode Teoricamente olhar para isto como uma lógica de financiamento depois logo se vê a a parte das especialidades e etc porque enfim agora o que interessa é esta parte a seguir quando passamos da fase de arquitetura da fase de Especialidades e há uma tentativa de compatibilização entra a empreitada não é e a empreitada ou a construção é uma fase muito importante que é a execução e Normalmente quando chegamos aqui olha-se
nem se olha para os projetos orçament e depois vai-se ver o que é que se tem que fazer e as obras M das vezes ninguém olha para projetos não é e portanto na prática o que o que o José estava a dizer é isso mesmo ninguém se fala tá tudo costas voltadas se conheces alguém apaixonado por uma área específica que tenha ideias originais submete a convidado P bitol PPT mas esse esse esse é o erro caço que nós temos em Portugal é que de facto desvaloriza-se em absoluto Ou seja tornou-se tornou-se tornou-se a construção burocratizada
do ponto de vista da aprovação dos projetos agora acho que há há mais facilidade e começa a haver maior responsabilidade ao nível da daquilo que são os executantes não é portanto e dos projetistas o que na prática pode levar maior responsabilização e e levar que efetivamente eles tenham mais em atenção o que é que se está a construir estou a falar em termos das Comunicações prévias não as câmaras também não sabem o que é que V fazer com isso ainda estão todos baralhados mas alguma coisa vai mudar e acho que o sentido tá correto agora
porque o que nós tínhamos é aquilo que estavas estávamos a falar que é o que interessava era o processo era as coisas estarem lá todas ter os termos de responsabilidade depois ninguém liga a isso não é ter o os desenhos todos da da água da Luz das canalizações Do It do Rik que o parta não é e pá mas depois em termos de execução o empreiro faz como sabe exato e muitas vezes tu vais pedir a ele para ele fazer fazer como está no desenho ele ou tem dificuldade de olhar para o desenho interpretá-lo não
é ou não sabe fazer como lá está e há outra coisa ainda que é E vai fazer pior atenção vai fazer pior porque Como não sabe fazer aquilo vai executar Tecnicamente de forma errada não é Ou seja às vezes até é melhor ele fazer Como sabe do que fazer do que tentar aproximar daquilo que era o desenho se ele fizer bem porque muitas vezes como ele sabe também tá incorret eu a acrescentaria não defendendo nem um lado nem outro mas acrescentaria que muita das vezes o próprio projeto em termos de execução é muito complexo para
o caso concreto ou seja porque não tens projeto de execução tens projeto não mas mas mesmo com projeto de execução eu já passei por um caso onde não era exequível um projeto de execução que não é exequível portanto Mas porque é que se desenvolve um projeto de execução que não é exequível porque não se compatibiliza devidamente não se analizou devidamente portanto é cortar custo cortar custo em tudo o que é planeamento e projeto e depois quando se chega a obra logo se vê isto começou a ser a meu ver e uma política portanto cortar custo
no projeto e portanto se nós cortamos custo temos menos qualidade quando chegamos à obra temos muito mais risco e muita das vezes não é só o problema do do do Emir entre aspas não querer olhar para o papel é o projeto que está concebido do ponto de vista da execução ter eh erros técnicos erros técnicos que não são concebíveis naquele caso concreto certo é verdade e isto mais uma vez eu volto à história que é não há comunicação entre as partes não é eu acredito o modelo se agora não tem erro da Dinamarca onde assumir
a figuraa do promotor imobiliário Ou seja a pessoa que junta as partes e faz com que as casas aconteçam eh ele parte do pressuposto que no momento em que compra o terreno todas estas partes estão contratadas e estão Preparadas para trabalhar em conjunto ou seja com inputs diferentes de de de de arquitetura das diferentes especialidades Mas também de construção logo no momento zero ou seja há uma tendência para mitigar os problemas venham a acontecer ou seja TS a dizer que eles começam a falar juntos mais cedo muito mais cedo não é aqui Aqui nós nós
vamos por fazes lá está eu tenho tentado fazer um bocadinho Mas não é fácil e prova-se a arquitetura que vale o que vale não é depois a seguir especialidades depois ninguém olha muito bem para as coisas Agora vamos fazer um um uma orçamentação o empr não tem tempo para responder projeto não tem peças desenhadas suficientes a execução é assim um bocado curta na medida em que tem que se poupar custo e de repente quando chegamos a obra os problemas acontecem todos e depois é execução que não é exatamente aquilo que é o melhor o procedimento
não tá de acordo com aquilo que é a qualidade do material e a forma de de de o executar enfim temos aqui este problema de falha de comunicação na cadeia que em termos de produtividade eficiência e até qualidade é é grotesco no fundo o que Estás a dizer é quando vamos desenhar planear não é a pessoa que vai construir diz e pá isso ainda não tá desenhado depois quando tiver chama-me não é e o gajo que tá a desenhar diz assim e pá Não chamamos o gajo da construção porque a gente ainda não sabe o
que que quer e depois quando tá desenhado ele vem e faz um orçamento mas não houve conversa e Eles não conhecem faz faz orçamento Com base no metro quadrado exato e não tem em conta as dificuldades que possam haver ao nível da construção de acordo com o projeto Exatamente exatamente e quando vai executar quer simplificar quer simplificar porque senão aquilo fica-lhe caro não é ele não consegue executar dentro do preço que deu exatamente portanto vai simplificar vai simplificar em quê em termos de arquitetura provavelmente mas se não deixar em termos de materiais portanto vai reduzir
a qualidade dos materiais e e mes e depois temos um problema grave que é não temos controle de construção temos pouca gente capaz de ir a uma obra não é e dizer se aquilo tá a ser executado com qualidade ou não isso normalmente depois cá em cima do promotor do projeto sim o promotor devia ser assim o promotor acaba por assumir sempre a responsabilidade no final não é porque e por experiência própria ele é que teu maior risco o risco o risco está sente apesar de existirem termos e etc no final do dia se tu
tiveres uma inconformidade de um projeto que é detetada por um promitente comprador não vai chamar o arquiteto ele já pode ter desaparecido a empresa já não existe Portanto o promotor assume esse risco uhum a responsabilidade no final do dia eu dizendo isto já tive muita gente que me deixou de atender o telefone quando o problema apareceu Teoricamente a minha figura era de promotor e não tinha responsabilidade sobre aqueles assuntos mas aconteceu Uhum E e essa questão do de orçamentação que eu sinto que há um grande problema mesmo na parte de orçamentação não é as pessoas
acabam por fazer a metro quadrado e depois aquilo resvala sempre não é e se tu tiveres alguém realmente a controlar a obra Então esse resval vai ser muito mais difícil de fazer ou seja poupar custos para o empreiro vai ser muito mais difícil e sear custos difícil acaba por ficar mais caro com o que ele tinha planeado provavelmente fog e ele fog exatamente certo é isso mas no final do dia se ele no momento da da conceção arquitetónica puder acrescentar os inputs dele porque do ponto de vista da execução ele tem como todos temos naquilo
que sabemos um bocadinho tem técnicas mais e eh bem tá mais bem preparado para terminadas coisas em que pode dar um input à arquitetura dizer olha atenção Isto é interessante e tal podemos fazer e igual ou melhor mas com esta forma de executar para mim é mais produtivo o custo vai mitigar para o promotor também vocês ganham mesmo pro projeto e na verdade estamos todos a ganhar E é isto que não acontece mas qual é o incentivo que ele tem para fazer isso pois é o incentivo aí é ele corre a forma como o processo
está montado em Portugal em teoria ele corre o risco de estar a dar imput e não ganhar a obra ok Porque estavas a dar o exemplo da Dinamarca prato há um pré-contrato onde pelo trabalho associado ao desenvolvimento daquela fase as pessoas são pagas obviamente que depois no final quando tudo está feito e há um um vamos chamar um tender Global com mais empreitadas esse empreit pode ganhar ou não mas na verdade já tem o trabalho todo feito tá muito mais bem colocado que os outros e ao mesmo tempo já foi pago pelo Noal que aportou
ao processo Então eu acho que isto é essencial e fal Tent curioso Estás a dizer que ele no fundo tem uma prestação de serviços acompanhamento do trabalho do arquiteto não ex Eng exatamente apostar muito nesta fase Plan