Capítulo 1 fábrica satânica fábrica higiênica na pequena e mal iluminada salada gráfica situada Rua Santa Cruz da Figueira 1 em São Paulo o tipógrafo Edgar conversa com alguns companheiros discute com advogado Neno Vasco e com o linotipista Mota Assunção e elaboração do primeiro número de um jornal Operário a terra livre o espanhol Manuel Moscoso também participa da reunião estamos no ano de 1905 o primeiro número deste Periódico anuncia somos socialistas e anarquistas como socialistas atacamos o Instituto da propriedade privada e a moral que tem por base no monopólio da riqueza produzida por todos sem que
a parte de cada um possa rigorosamente ser determinada na apropriação individual da terra nos meios de produção e de comunicação bem como dos produtos vemos nós a origem principal da miséria e do avultamento da grande maioria da insegurança e da inquietação de todos Queremos uma sociedade que tenha por assegurar a cada um o seu desenvolvimento integral uma sociedade em que o trabalho tendendo a satisfação das necessidades do indivíduo seja escolhido por cada um e organizado pelos próprios trabalhadores Tomamos o nome de anarquistas ou libertários porque somos inimigos do Estado Isto é do conjunto de instituições
políticas que tem por fim por a todos os seus interesses e a sua vontade macrada ou não com a vontade Popular com advogado Benjamin Mota o mesmo tipografo reunião-se desde 1901 para editar o jornal a lanterna que ficará famoso por seu anti-alismo e no Vasco figura proeminente do movimento anarco Sindicalista europeu dirige em São Paulo amigo do povo e participativamente da redação de a terra livre outro conhecida anarquista o pintor Gigi Damiani desembarcar Há dois anos antes no Brasil após ter libertado das ilhas prisões da Itália onde Permanecer a detido em função do sua militância
política nos recentes movimentos populares de sua terra nas prisões Por onde passa convive com outros tanto libertários entre os quais Orestes que estourem e Alexandre sediar todos os optam pela imigração ao Brasil encontrando-se aqui conhecendo outras figuras de destaque do movimento operário que então se inicia estes homens terão intenso a participação política nos acontecimentos que se Sucedem juntamente por esta história que reencontra em São Paulo Gigi Damiani fundo jornal liberário labatália enquanto que em 1903 com Alexandre santiar e Rodolfo Felipe inaugura outro periódico de tendências semelhante lá barricata mas é muitos anos depois que surja
mais famosos de todas as publicações libertadas a Plebe cuidadosamente editada por Edgar Foi olhando as páginas já bastante amareladas nestes jornais reunidos a não Muitos anos a primeira impressão que me causa de uma riqueza muito grande ideias e de acontecimentos de um período que vem sendo recentemente recuperado um universo vai se delineado gradativamente aos meus olhos é inevitável a pergunta o que queriam aqueles loucos românticos aos poucos românticos Muitos são os que se preocupam o mesmo antecipam a realização desse sonho mudar a vida transformar o mundo embrutecido em Infernal das longas horas de Trabalhos tennuante
insuportável das humilhações doídas e das derrotas cotidianas no Paraíso possível a hora do Sono quebra o silêncio da noite os companheiros se reúnem e decidem os rumos da luta do dia seguinte os artigos publicados nesta imprensa Nascente artesanal procura um incentivar o espírito de luta estimular as resistências nos locais de trabalho informar e apoiar as pequenas guerras que se travam diariamente Denúncias de exploração notícias da Batalha cotidiana registros de avanços e recursos de vitórias e fracassos mas não só desses temas vivem a imprensa anarquista das primeiras décadas do século no Brasil ela fala do amor
do Lazer registra excursões e pequeninos culturais conferências educativas discute uma nova moral propõe uma nova maneira de né anuncia o mundo fundado na igualdade na Liberdade na felicidade que deve ser construído por todos os Oprimidos aqui e agora procure recuperar esse projeto de fundação de uma nova sociedade que paulatinamente ganha adesão de milhares de trabalhadores ao assinar com a promessa da instituição de um mundo em que cada homem será Dono dos próprios atos propondo a reorganização da atividade do trabalho dos múltiplos Campos da vida social espelham os desejos e prometem realizar as perspectivas de inúmeros
trabalhadores frustrados passo a passo pela imposição Incessante da vontade dos dominantes o movimento alastra-se rapidamente conquistando várias fábricas milhares de trabalhadores a despeito de toda a violência da repressão organizada pelos setores privilegiados e das inúmeras estratégias disciplinares constituídas com objetivo de produzir uma nova figura do trabalho politicamente submissa mas economicamente rentável desde cedo Afinal os dominantes moronarem a imagem disciplinada que haviam sobre Imigrante Europeu nem da Ásia nem da África os trabalhadores provenientes do sul da Europa brancos e civilizados como se desejaram trazem consigo não apenas uma força de trabalho mas todo um conjunto de
expectativas de valores e de traduções culturais ao entrar em um país fazem explodir todas as projeções continuamente lançadas sobre seus ombros procurando cada vez mais incisivamente afirmar sua própria identidade indolentes preguiçosos boêmios grevistas Ou anarquistas segundo a representação imaginária construída pela sociedade burguesa lutam para definir sua nova identidade a partir do sistema de representações dos valores e das crenças que eles são próprios as expectativas burguesas projetadas sobre o Imigrante recém-chegado se frustram continuamente Em contrapartida os industriais procuram fixar sua mão de obra nas fábricas recorrendo a inúmeras tecnologias de disciplinarização incessantes No interior do da
produção ao percurso de volta à casa penetram em sua habitação invadindo procurando controlar até mesmo os momentos mais inesperados de sua vida cotidiana mas o que qualquer outro grupo social os imigrantes aparecem aos olhos dos setores privilegiados da sociedade imersos no estágio ameaçador de transição recém-saídos de seus países de suas regiões de origem ainda não definiram um novo modo de vida como será Ele O desconhecido assusta é preciso que se ensine aos trabalhadores rudes ignorantes uma nova forma de vida mais higiênica E adequada antes que eles mesmos o façam o trabalho Fabril deve ser organizado
segundo os interesses e as exigências da expansão do Capital as relações familiares também devem ser produzidas a partir da Constituição de um novo modelo normativo de família todo tipo de comportamento desviante Toda a forma de relacionamento incontrolável Ameaçador impura devem ser curto circuitados assim se pretende formar um novo proletariado pondo-lhe uma identidade moralizada construída de cima e do exterior na fábrica a mobilização de um amplor sinal de conhecimentos de técnicas coercitivas Visa transformar sua estrutura psíquica e incutir hábitos regulares de trabalho desde as origens da industrialização o que por sua vez provoca a eclosão de
violentas manifestações de resistência Nova disciplina Industrial as inúmeras formas de luta desencadeadas dentre fora dos muros da fábrica durante as duas décadas iniciais do século atestam a recusa Operária a se submeter às exigências da exploração capitalista e mais ainda a desesperada tentativa de concretizar A Utopia libertária de reorganização autônoma das relações de trabalho e de fundação da nova sociedade nos anos de 1918 a 1922 a radicalização das lutas travadas contra a organização Capitalista do processo produtivo aponta para a proposta anarquista de Alto gestão da produção o controle da fábrica esteve presente nos horizontes do movimento
operário Expresso pela corrente anarco Sindicalista ao lado das mais diferentes estratégias de resistência efetivadas no cotidiano da produção choque de duas vontades embate de desejos contraditórios o mundo do trabalho aparece na Perspectiva do Trabalhador como lugar privilegiado do Exercício de uma dominação brutal e ilimitada que ele deveria destruir organizando-se através de suas entidades de classe ou reagindo através das múltiplas formas de luta criadas improvisadas ora diante da resistência tenaz incisiva da nova força produtiva expressa não apenas nós incontáveis greves que podem no período mas também várias formas de luta os industriais procuram convencer a sociedade
da Necessidade Vital do aumento da Produtividade do trabalho para construir a riqueza da Nação por esses homens mulheres e crianças que deveriam submeter-se sem nenhuma objeção nos primeiros anos do século e até mesmo final da década de 10 as estratégia de disciplinarização do Trabalhador apresentam-se de forma pontual manifestando desconto dos patrões frente às Lutas operárias e atestando a ineficácia das medidas punitivas e policialescas de controle da força de Trabalho a passagem para década de 20 por sua vez assiste a uma mudança nos regimes disciplinares anuncia-se um projeto racional de produção do novo trabalhador dissolvido enquanto
atores sujeito e redefinido enquanto objeto de investimento do Poder a nova fábrica higiênica racionalizada e moderna deveria então constituir o palco formador da nova figura produtiva através de formas cada vez mais insidiosas e sofisticadas de dominação Mas ao mesmo tempo deveria a figurar como o lugar da atuação de um outro tipo de patrão moderno e agilizado em oposição antiga figura do proprietário do Esporte arbitrário e Rude do passado do Império da violência física e direta exercida no âmbito da fábrica onde indust ditava irreverentemente as normas de Conduta procurando padronizar os comportamentos segundos à vontade determinando
os horários o salários e todas as formas de relacionamento entre Capital e trabalho passa-se progressivamente para introdução de novas técnicas moralizadoras disciplinas doces e suaves portanto antes mesmo da introdução do taylorismo e do fordismo no Brasil delineia-se o desejo burguês de construção da fábrica higiênica espaço racional e apolítico da produção até transformar-se num projeto enunciado e assumido pelo conjunto dos especialistas do empresariado e do Estado A projeção da fábrica higiênica Visa anular a representação simbólica da fábrica satânica recorrente no Imaginário Operário o pondo-lhe a imagem de um mundo da produção harmonioso onde os ritmos e
os regulamentos do trabalho fariam parte da própria natureza do processo produtivo e não mais dependeriam da mera vontade patronal de dominação uma nova economia do que a fábrica tenha significado um campo de experimentação se constituir um estratégias de controle de fixação da Força de trabalho parecem fora de dúvida a elaboração de procedimentos através dos quais a burguesia industrial procure imposto à vontade sobre uma mão de obra Rebelde evidencia-se na própria representação Operária da unidade produtiva na Perspectiva do trabalho a fábrica aparece como lugar determinado da Dominação e do aniquilamento da criatividade da classe operária constantemente
constrangida sujeitasse as imposições exacerbadas dos Patrões associada as imagens da prisão do convento ou duas écito as primeiras notícias da Imprensa anarquista retrata um sistema de fábrica como dispositivo de fabricação dos corpos dóceis Na expressão de focou desde os primeiros números os jornais Operários atacam com o incidente e essa instituição disciplinar que os dominantes queriam apresentar vestido da imagem da neutralidade da Necessidade econômica e do progresso Social se pelo lado dos patrões a unidade Fabril é representar como espaço neutro da produção através de uma composição estática que procura registrar o número de máquinas de peças
de compartimentos de Operários também considerados como fatores de produção pelo lado deste essa construção imaginária da fábrica responde uma intenção disciplinadora precisa a de incitar explicitamente ao trabalho obrigando operar a respeitar as normas Da hierarquia Fabril o discurso Operário sobre a fábrica traduz desde cedo a volta contra a imagem educada do Mundo do Trabalho Projetada pelo Imaginário burguês falar da fábrica significa nesta perspectiva questionar praticamente a organização capitalista do processo de produção por vários lados neste movimento as estratégias de lutas Precon eles libertários desde a Sabotagem o boicote o roubo a destruição de equipamentos até
a greve geral Conflui na direção das práticas de resistência cotidiana criadas pela combatividade Operária diante da recuse Inesperada que os industriais enfrentam por partes de um operariado que se nega comportasse passivamente de acordo com normas de Conduta pré-estabelecida os patrões introduzem progressivamente tecnologias cada vez mais aperfeiçoadas de adestramento e controle no interior da fábrica desgraçadamente poucos Têm algum interesse pelas suas tarefas nosso Submetem a nenhum controle sistemático não permanecem seus empregos não se importam com os contratos reclamavam os proprietários da fábrica união itabirana de Minas Gerais no final do século referente-se aos Operários indisciplinados que
abandonaram seus empregos desrespeitavam os regulamentos internos negamos a obedecer normas impostas pela organização capitalista da produção nem mesmo o apelo do salário Parecia ter muito eficaz sem forçar o Trabalhador a submeter-se aos horários e ao ritmo da produção entregues as suas vidas indolentes trabalhando três ou quatro dias por semana eles não querem ganhar mais do que um salário miserável porque só pensam em comer mastigar Palitos beber cachaça e se corromperem como na naturelice os trabalhadores deveriam tampar os ouvidos com cera para não cederem as tentações do Encantamento da sereia e não submergir aos impulsos que
Os atraíssem para fora deveriam tornar-se práticos vistosos e concentrados os trabalhadores devem olhar para frente e deixar de lado que eles tiveram ao lado eles devem subliminar o impulso que o tradicional desvio Afeganistão ao esforço suplementar obstinadamente os operários resistem as técnicas punitivas introduzidas no espaço pro motivo para sujetá-los as rígidas imposições dos patrões a imagem da fábrica prisão Construída pelo discurso Operário Visa a desmistificar a idealização do espaço de trabalho realizada pela linguagem do poder na imprensa anarquista inúmeros artigos retratam a situações de opressão De Humilhação e de violência física e moral vivenciada pelos
produtores constantemente vigiados por superiores hierárquicos os presídios industriais acompanha Paulista o chefe do da estação Jundiaí da companhia paulista de vias é um modelo de tirania um carcereiro Exemplar e é por isso que acompanhou o time e o ampara é este pequeno precisar que estabelece os regulamentos Desportos que pesam sobre os empregados como uma barra de chumbo amassadora para sexualidade feminina a fábrica é recusada por esta geração Operária como lugar da degeneração moral monstro da perdição e da prostituição em consequência da aglomeração promísica e Estreita dos dois sexos no trabalho o tema da desagregação da
família em Função da participação feminina infantil nas fábricas reaparece no discurso Operário refletindo a mesma percepção moral do espaço da produção e evidencia nas descrições de Marx e Angel sobre os estabelecimentos fabris em inglês as fábricas Isto é esses luplanares esses possíveis anticenses são milhares de proletárias São Sem dúvida possível focos permanentes de degradação e de prostituição constantemente desvalorizado por esta forma do Exercício da violência direta fez que visível sobre o seu corpo destinar a produzir uma nova economia dos gestos adaptados a dinâmica da produção o trabalhador luta pela revalarização de sua figura enquanto produtor
direto da riqueza social e enquanto ser adotado de criatividade e de um saber próprios para enfrentar esta resistência todo um conjunto de encarregados do exército da vigilância mestre contra Mestres inspetores fiscais devem ser Integrado nesse lugar em que a imposição de comportamentos padronizados de impedir a emergência da ação espontânea a maquinaria de controle e a regulação do cotidiano a irregularidade do Ritmo de trabalho o absenteísmo o pouco comprometimento dos trabalhadores com as exigências do capital e com o novo modelo produtivo explicam a introdução de rigorosos regulamentos internos de fábrica destinados a constrangelos ao trabalho reunidos
no espaço facilmente Controlado não foram suficiente para garantir a realização das tarefas e seu envolvimento com a produção Por isso os industriais procuram definir normas escritas de comportamento para assegurar não apenas o comparecimento diário do operariado na fábrica mas ainda a execução regular de sua atividade produtiva regulamentos internos de fábrica definem as modalidades do exercício do poder e traduzem a tentativa de universalização Da racionalidade burguesa desempenho um papel fundamental na Constituição das relações de dominação no interior da unidade produtiva impõe regras e conduta instalam código de penalidade de punições e prêmios de modo a gerir
nos mínimos detalhes todos os movimentos dos Trabalhadores no jornada anarquista as críticas investem contra o controle do tempo uma vez que as normas dispõem sobre sua vida cotidiana determinando horário de entradas e almoço de saída Instaurando uma micro penalidade do tempo que reprimetrazes ausências interrupções das atividades e tudo aquilo que significa redução do Ritmo da exploração do Capital segundo a voz do Trabalhador de 3.913 os regulamentos estipulavam horário hora de entrada para os sexo masculino é a 7 da manhã e para o sexo feminino às 8 horas a hora de sair é às seis da
tarde para todos os empregados salvo o dia em que a direção julgar é necessário prolongar até às 7 Da noite A entrada é feita sempre pela porta do ângulo formado pela Rua Uruguaiana e travessa do rosário a qual será fechada 5 minutos depois das Horas estabelecidas para entrada e a volta das refeições o artigo continua questionando as normas disciplinadoras impostas arbitrariamente segundo a vontade patronal são feitas pelos patrões para os operários e modificam o seu maior prazer dos patrões no momento em que não existia qualquer legislação trabalhista Que limitasse a exploração desenfreada do Capital no
interior do processo produtivo os únicos obstáculos impostos aos exercícios arbitrarem Vorazes do Poder patronal eram representados pela resistência conflitual dos trabalhadores na verdade todos os movimentos Operários sua postura seus atos são ritmos de sua própria história pessoal e profissional seu objeto de um controle disciplinar a imagem de um encapamento militar objetivando-se extrair o máximo de mento E anestesiar a explosão da Revolta que ela tem os regulamentos internos incidem sobre a própria distribuição dos indivíduos no espaço da produção de modo a impedir sua livre circulação fixando junto as máquinas e curto circuitando toda forma de articulações
espontânea o despotismo da hierarquia Fabril determinando minuciosa e arbitrariamente o cotidiano do Trabalhador contradiz Portanto o argumento ideológico da Liberdade das relações contratuais as Normas disciplinam as Idas e permanências no banheiro dispõe sobre a duração do almoço proíbem as conversas nas horas de trabalho estar uma vigilância através do jogo de olhares entre empregadores e empregados segundo livre de 12/04/1906 o empregado que se achar conversando quer com colegas quer com esse treino serviços ou fumando ou fora do poço embora por força maior será severamente punido a mictório só pode ir Um empregado de cada vez devendo
pedir licença e explicar o que vai fazer os regulamentos internos de fábrica visam limitar toda a expressão autônoma dos Operários bloquear toda a troca que possa reforçar a solidariedade e a formação da consciência de classe Por isso mesmo na fábrica Cedro e Cachoeira de Minas Gerais proibisse a circulação dos operários no interior da empresa fora dela estipulando-se ainda as seguintes interdições deixar seu lugar Máquina ou repartição para passear ou conversar com pessoas de outras máquinas e repartições sair da fábrica sem licença por escrito do administrador ou Messi passear de uma para outra é 4 sem
autorização dos Mestres escrever Ler livro jornais ou outras qualquer distrações incompatível com a boa ordem do trabalho a leitura uma ameaça de perigo assim como toda circulação de informações discussões políticas ou propaganda porque podem Significar uma tomada de consciência por parte do Trabalhador tática de anti aglomeração se por um lado as normas atingem O Operário como um corpo coletivo pretendendo constituir um condutor de nada e coerência de trabalhadores anulando tendências caóticas e hábitos individuais por outro lado distribuem individualizadamente os produtores diretos buscando dissolver os lados que os únicos no processo de trabalho a Repressão ao
álcool ao fumo aos jogos as diversões e aos papos revela por sua vez a tentativa de negar o sentido conflitual dessa Operária desqualificada como manifestação instintiva selvagem descontrolado e desviante tanto as multas quanto o incentivo material simbolizado pelos prêmios são questionados pelos Operários como meios utilizados pelos patr para forçar ele vai aumentar o rendimento para instaurar a concorrência entre eles enquanto na Companhia Fabril Paulista uma vida anunciava a introdução desta prática de estímulo material daqui para frente direção da arma gratificação mensal de 15 Réus as tecenas que fizerem o máximo de trabalho uma gratificação de
10 céus as que fizeram o mínimo de ainda aquelas operárias que estiverem merecido seis gratificações mensais de 15 durante o ano haverá um prêm manual de 60 em 1907 os operários da Fé torantim denunciavam o sistema de prêmio como pernicioso e Imoral poder normativo os regulamentos internos pretendem diferenciar e classificar os produtores diretos estabelecendo as referências do péssimo ao banco comportamento através da comparação das condutas permite assim hierarquizá-lo segundo os preceitos da moral burguesa aos indesejáveis a punição e a ridicularização pela exposição de suas fotografias no quadro de aviso os retratos dos Operários penalizados nas
fábricas têxteis Deveriam ser afixados em lugar bem visível da fábrica de Votorantim para que sirva de escarnamento para o seu pessoal Operário proponha os industriais articulados no centro dos industriais de Fiação e Tecelagem de São Paulo c e f TSP em 1928 em circular confidencial de número 29 certamente muitos outros mecanismos coercitivos atuam no sentido de determinar a produção dos comportamentos disciplinados e produtivos exigidos pelo capital Variação do salários intimidação pessoal remuneração extremamente baixa listas negras identificação policial nos limites segundo exemplo dos industriais franceses e pelos quais os empresários de possuem informações minuciosas sobre a
história pessoal e profissional dos Trabalhador demissões setores em que a mecanização crescente desqualifica atividade profissional como nas indústrias se alimentação do vestuário de fósforos etc essas modalidades de Disciplinarização da força do trabalho Fabril convergem no sentido de se exercerem de maneira cada vez mais insidiosa e Sutil tendo em vista fazer com que o trabalhador interioriza a vigilância do olho do Poder muito mais do que se realmente vigiado a medida que a lógica da disciplina Fabril se sofistica com a mecanização progressivamente os industriais procuram fazer com que os operários introduzem a disciplina para nós que era
o trabalho Industrial prescindindo do recurso autorização da força bruta e mascarando o exercício do Poder por um discurso que se apresenta como científico racional e moderno as formas de vigilância e controle Fabril deixa um palatinamente disse manifestar essencial pela repressão exterior e subjetiva da vontade patronal transferência para o interior do processo técnico de organização do trabalho fora da fábrica a redefinição das relações familiares Através da promoção de um novo modelo de mulher voltar para o lar e de uma nova percepção cultural da criança à procura difundir entre a classe operar os valores burgueses da honestidade
da laborsidade da vida regrada e sexuada do gosto pela privacidade eliminando as práticas populares consideradas ameaçadoras para a estabilidade da Ordem Social as resistências cotidianas do proletariado contra as estratégias de enquadramento do proletariado ao modelo Disciplinar imaginado pelos dominantes a criatividade Operária opõe inúmeras formas de resistência surdas difusas organizadas ou não mas permanentes efetivadas no interior do espaço da produção o questionamento prático Da Lógica da organização capitalista do trabalho costuma expressões diferenciadas como roubo de peças a destruição de equipamentos a Sabotagem o boicote além das greves e são positivamente Valorizadas pelos anarquistas e anarcos sindicalistas
como manifestação da ação direta que trazem em si caráter revolucionário no sentido de transformação da sociedade pensadas a partir de uma perspectiva que recusa a lógica do partido as lutas miúdas e diárias do proletariado traduzem uma atividade radical de contestação ao modelo burguês de organização da produção contra a tentativa de atomização dos produtores diretos a Própria situação do trabalho na fábrica cria a necessidade de sua socialização a partir da formação de grupos informais Unidos por uma identidade de interesse e de objetivos e que vai frontalmente contra a imposição de uma organização formal e exterior ao
se recusar a obedecer às normas do trabalho e aos ritmos produtivos impostos pelo capital essa contra a organização dos Trabalhadores uma tendência no sentido de determinar as regras de comportamento Dentro da fábrica e de organizar sua própria atividade apontando para a gestão autônoma da produção as lutas ocultas do proletariado silenciadas pela tradição acadêmica colocam em cheque o próprio funcionamento da realidade capitalista de produção exigem a mobilização de todo um aparato de vigilância para constranger o trabalhador a submeter-se as normas disciplinares e um amplo arsenal de saberes que permitam que os industriais Pressindam cada vez mais
não só da habilidade profissional do operário mas isso apresenta física hoje ameaçada pelos robôs as formas originais de resistência criadas no cotidiano pelos próprios Operários desde o início da industrialização são amplamente apoiadas pelos grupos anarquistas e anarco sindicalistas que vem na ação direta o caminho para a sua conscientização Essas manifestações da ação direta como boicote o ataque instrumentos de Produção o roubo a recusa a dar o rendimento exigido pelos padrões através do freio a produção permitiriam associar o conjunto de trabalhadores unilos na transformação de sua condição social sem ter de passar pela medição de um
organismo burocrático constituído por um reduzido número de pessoas assim Domingos Passos explicava o valor da ação direta em a Plebe de nove do sete de 1920 a ação direta é a principal característica do sindicatos Operários Revolucionários encontra a posição ação indireta que constitui a norma principal das organizações operárias de orientação marxista ou socialista nas lutas pela ação direta o trabalhador como principal interessado Nas questões é chamado agir diretamente contra os seus exploradores enquanto pela ação indireta preconizada pelos marxistas burgueses e socialistas o trabalhador é levado a entregar nas mãos de felizardos políticos ditos proletários todos
os seus interesses Sociais para os anarcos sindicalistas ao lado das lutas explícitas que deveriam ser travadas através do sindicatos considerados como as organizações mais perfeitas de resistência as lutas miúdas e subterrâneas efetivadas no âmbito da fábrica me dariam a própria organização capitalista da produção portanto não teriam caráter meramente economicista como considerou a tradição marxista linguística nem unicamente negativo o que estaria em jogo seria a própria Constituição das relações de produção que sustentam a ordem burguesa embora a greve geral seja considerada como principal meio de resistência política pelos libertários as lutas cotidianas efetivadas no espaço de
trabalho como a quebra de equipamentos a contestação dos regulamentos internos a Sabotagem o questionamento direto da hierarquia Fabril são amplamente propagandas como táticas valiosas e como meios de educação e de preparação do proletário Para sua Ema no Geral segunda voz do Trabalhador de 03/08/1909 quando um patrão quer reduzir o salários aumentar o horário de trabalho ou suprimir por Capricho por ser mais conveniente que todos os outros e sem causa justificada algum Operário da fábrica ou oficina aplica-se a boicotagem a este padrão por meio de anúncios circulares reuniões manifestações convidando o público a que não cumpre
os seus produtos alguns Estudos mencionam os boicotes organizados pelos anarquistas contra os produtos do Moinho Matarazzo e das demais empresas deste grupo em 1907 em 1909 contra cerveja da companhia Antártica complementando greve dos vidreiros da fábrica Santa Marina de propriedade dos mesmos donos ou ainda em 1919 contra as mercadorias da companhia Antarctica Paulista visando defender os interesses do consumidor mas também reforçar as greves desencadeadas contra Os patrões a Sabotagem também é conside como método complementar a greve ou como tática alternativa no caso da impossibilidade de se cruzarem os braços na fábrica significa não apenas reduzir
a extração de mais-valia ao diminuir o ritmo da produção como também deteriorar o produto o que acarretaria maior prejuízo ao proprietário e ainda inutilizar a matéria-prima encarecendo os custos de produção entre as discussões do segundo congresso Operário Estadual de São Paulo reunido em 1908 os operários ressaltavam a importância da Sabotagem em relação aos outros métodos de luta possíveis a Sabotagem é que por si um método de luta que pode em certos casos surrogar com alguma vantagem a greve e consiste em prejudicar o proprietário de oficina ou da fábrica continuando a permanecer no trabalho diminuir consideravelmente
a produção fazer com que a mesma resulte de qualidade inferior inutilizar a Matéria-prima tudo isso é a Sabotagem E desde que se proceda com a devida cautela pode Estação trazer a nossa causa muitas vantagens a voz do trabalhador porta-voz da COB explicava em 30/08 de 1909 a origem da palavra Sabotagem proveniente de um método de luta utilizado pelos trabalhadores ingleses e conhecido como go Kane significava caminhar devagar com toda comodidade e fora muito empregada desde o século 18 a tradição política dos Trabalhadores ingleses que defendia a contestação direta das relações hierárquicas da fábrica era buscada
pelos anarcos sindicalistas do Brasil os patrões declaram que o trabalho e ali gereza são mercadorias a venda da mesma forma que os chapéus as camisas ou a carne já que são mercadorias vendê-laremos da mesma forma que o Chapeleiro vende o seu chapéus amar o preço dá uma mercadoria Nós faremos o mesmo nós podemos pôr em prática o Google a tática do trabalhamos pouco e mal até que nos escutem em atendam Eis Aqui claramente definido o gokine a Sabotagem amapaga mal trabalho além da propaganda e difusão desses métodos de resistência os jornais libertários registram a profusão
de manifestações combativas nas indústrias do período desmistificando o mito do atraso político dos Operários em geral a terra livre de 13/10/1907 publica uma reportagem sobre A resistência dos produtores na fábrica de tecidos São Joaquim em que reivindicavam entre outras coisas aumento salarial e onde ameaça de sabotagem obtiveram bons resultados o dono da fábrica sabendo que o pessoal estava disposto a empregar a Sabotagem distribuição dos materiais tratou de chamar os operários e disse-lhes que cedia a tudo o que pedisse Operários e patrões entraram num acordo imediatamente em 8/08/1909 comentando toques decorrentes da representação que se abatia
sobre o movimento operário a voz do Trabalhador noticiava o emprego da Sabotagem em outra fábrica em Santos deram-se no mês passado fatos que assumiram a maior gravidade e que no entanto a imprensa que tanto barulho faz pela Sabotagem praticada na fábrica de gás apenas noticiou em lacônicos telegramas constantes denúncias de boicote roubo Sabotagem destruição dos meios de Produção na imprensa anarquista ou na circulares confidenciais dos patrões e ravencidos não colorido das agitações invisíveis que cobrem as duas décadas iniciais do século analisando a importância de uma greve Vitoriosa realizada pelos testemunhos da fábrica Cruzeiro a voz
do trabalhador comentava que a simples paralisação do trabalho assustava menos aos empresários que podiam substituir facilmente os operários revoltados a grande quantidade De mão de obra existente para um setor altamente mecanizado de produção do que a destruição das máquinas e equipamentos que representa capital investido e portanto o prejuízo muito maior aos patrões mas quando os operários em vez de cruzarem-se os braços assumiram uma outra atitude quando pensaram que antes de abandonar o trabalho deviam destruir os maquinismos e todos os instrumentos de trabalho quando pensaram e inutilizar O que representava o capital burguês As Coisas mudaram
de aspecto os operários adquirem-se com a maior facilidade e Por qualquer preço mas as máquinas não se podem adquirir da mesma maneira custam grandes quantias nas quais não se pode dispor em todos os momentos a compreensão de que a riqueza material está diretamente nas mãos do Produtor embora pertença ao capitalista e de que isso significa uma ameaça muito grande ao capital revela a profundidade da crítica Operária os trabalhadores Estavam cientes de que o industrial necessita de todo um aparato físico e moral para controlar seus passos garantir a conservação dos meios de produção que embora não
pensam juridicamente estão em suas mãos na prática cotidiana os anarquistas por sua vez quebram essa estratégia de disciplinarização do trabalho ao propor como meio de luta a própria destruição dos instrumentos de trabalho e da fábrica ou seja da riqueza material e Não respeito serviu ao cumprimento das obrigações em 1908 o mesmo jornal informava sobre a destruição de armazéns por Operários que trabalhavam na construção da ligação de Muniz Freire a Engenho vive levantaram seu protesto contra o ato abusivo desse empreiteiro os urupador demolindo alguns armazéns o que Já deviam ter feito e castigando com assobios frente
à Resistência Operária persistente os dominantes são forçados a elaborar as formas de relacionamento com Os empregados inventando meios cada vez mais sofisticados e engenhosos de adestramento físico e moral buscas pontilha erros e acertos que evidenciam acrescente preocupação patronal em impor autoritariamente sua maneira de organizar as relações sociais dentro e fora dos muros da fábrica definido inclusive as relações familiares e as formas de habitação da classe trabalhadora a pedagogia paternalista dos patrões ausência marcante de Publicações oficiais que informe sobre as condições de trabalho do proletariado emergente nas primeiras décadas do Século sugere o desinteresse por parte
do Poder instituído diante da situação dos trabalhadores do país situação que a imprensa Operária Não cansou de denunciar a preocupação com a questão social evidencia-se de maneira mais concreta no período das manifestações grevistas de 1917 a 1920 como resposta as crescentes mobilizações dos Denominados várias associações patronais são constituídas em função das greves desencadeadas pelos trabalhadores cujo nível de organização aumenta visívelmente no final dos anos 10 desde o final do século 19 os operários procuraram se organizar criando entidades como a liga Operária da companhia paulista dos Ferroviários a união dos trabalhadores gráficos criado em 1890 a
união Auxiliadora dos Artistas sapateiros de 1903 a sociedade de Resistência dos Trabalhadores em trapiche e café de 1906 a sociedade Primeiro de Maio formado em Santos em 1904 que incluía pedreiros carpinteiros e pintores a união dos Operários em construção civil ou Sindicato dos Trabalhadores em fábricas de tecidos por outro lado a greve dos sapateiros desencadear em 1906 no Rio de Janeiro determina a formação do centro dos industriais de calçados e classes corretivas em seguida as greves de 1917 Que iniciam no setor Têxtil os industriais do ramo fundam o centro dos industriais de Fiação e Tecelagem
de algodão cifra no Rio de Janeiro e no ano seguinte o centro dos de Fiação e Tecelagem de São Paulo syfit SP ou empresariado decide unir-se e tomar decisões conjuntas mais sistemáticas e eficazes face-as crescentes mobilizações do movimento operário não é melhor acaso que a década de 20 assista o fortalecimento do Patronato cada vez Mais articulado com forças repressivas do estado e que a questão social ocupe um espaço progressivamente maior no conjunto de suas preocupações Afinal as primeiras medidas da legislação trabalhista nascem em proporção ao aumento da repressão policial sobre a classe operária em alguns
casos as iniciativas de criação de entidades de defesa dos interesses do planetariado tomado por ele próprio são absorvidas pelos industriais apropriadas e Desenvolvidas reformisticamente sobre a forma de benefícios como no caso da língua Operária dos Ferroviários da companhia paulista que passa a formar a sociedade beneficente dos empregados da companhia dirigida pela empresa no mesmo modo Associação protetora das família desempregados da companhia também fundada por Ferroviários é assumida pela cúpula diretora da empresa logo em seguida as cooperativas de consumo organizadas pelos trabalhadores desta Mesma forma em 1902 também são rapidamente apropriadas pelos patrões e devolvidas na
forma de medidas protetoras tomadas pelos empresários para defender seus empregados em suma o desejo patronal de determinar os caminhos da formação do proletariado impedindo sua auto construção espontânea enquanto classe manifesta-se de maneira cada vez mais sofisticada e ramificada a medida mesmo em que o movimento operário se organiza e ameaça escapar ao seu Controle do Poder no entanto a plateia patronal oscila entre o exercício da repressão direta e o paternalismo defendido por alguns patrões é evidente que o empregador não poderia reprimir excluir e punir a força de trabalho já que precisa garantir essa Coesão e a
unidade no interior da produção e por isso mesmo a autoimagem paternalista que alguns industriais constrói e que a historiografia incorpora Sem questionar sua dimensão ideológica Visa reforçar a Autoridade simbolizada na figura do pai assegurar a integração do Trabalhador ao aparato produtivo através das concessões como a instalação de armazéns e cooperativas farmácias restaurantes escolas Vilas operárias assistência médica junto às fábricas ou cerca as pastas dos trabalhadores torna-se mais consistente sistemático globalizante procura-se destilar justamente com os benefícios a ideia de que o trabalhadores e patrois pertencem a Mesma comunidade lutando por interesses comuns a imagem da família
utilizada para pensar a fábrica cumpre a função explícita de negar a existência do conflito capital trabalho sugerindo a ideia de uma harmoniosa operação entre pessoas identificadas representação que os trabalhadores criticam violentamente a inspeção realizada pelo Departamento Estadual do trabalho de 1912 as fábricas instaladas da capital paulista fornece alguns dados ilustrativos do Paternalismo dos patrões dos 31 estabelecimentos visitados pelos escritores públicos A grande maioria é retratada como higiênica bem equipada instalar em edifícios apropriados contando com equipamentos modernos também são mencionados algumas medidas e assistência social postas em prática para alguns industriais a instalação de farmácias seguro
contra acidentes assistência médica habitações é uma escola para os filhos dos Operários Segundo o d&t no entanto essas medidas de caráter assistencial relativas à saúde do trabalhador e as condições de trabalho eram ainda muito limitadas e esse órgão público procurava incentivar sua adoção pelo conjunto do empresariado o caráter pedagógico desse discurso destinado aos industriais cuja mentalidade pretendia transformar explica ambiguidade das descrições das unidades produtivas visitadas de um lado os Escritores públicos realçam a higiene E a prosperidade destas Instalações humano o sentido positivo da utilização modernizante do empresariado de outro reclamam sua maior participação na modernização
das fábricas ao mesmo tempo que justificam a própria necessidade de sua presença física como inspetores públicos registrando as condições de trabalho nas indústrias fora das fábricas alguns industriais constroem Vilas operárias A exemplo de Votorantim onde havia Jardins públicos lojas Cinemas clubes escolas quadras de tênis piscinas campos de futebol água encanada Luz elétrica e esgoto certamente as iniciativas como essas são exceções da regra a exemplo da Vila Maria Zélia considerada como empreendimento modelar pelo conforto propositurado aos trabalhadores e suas famílias outras instalações habitacionais e recreativas podiam ser encontradas junto às fábricas Antônio Penteado no Brás e
ainda companhia Antártica hoje as casas eram Especialmente reservadas para os cervejeiros ou na companhia de calçados no Rio de Janeiro a companhia Progresso Industrial do Brasil fundado em 1889 possui a casas para operários como os elétrica e água encanada a companhia América Fabril construirá 259 casas para seus empregados além de outros benefícios enquanto a companhia de Fiação e Tecelagem aliança fornecia além de 152 residências um serviço de assistência médica uma farmácia duas Escolas uma creche e ainda um fundo de assistência para atender pensões dos Operários falecidos a fábrica de fiação e tecidos Corcovado possuía duas
escolas para as crianças uma creche uma armazém de alimentos e farmácia a empresa construída também um edifício para lazer dos Operários onde se realizavam bailes e representações teatrais além de uma sala de bilhar os exemplos se sucedem e mostram que embora pouquíssimas medidas de proteção social ao trabalhador fossem Tomar as nesse período não se pode interferir que os industriais como um todo abandonassem os trabalhadores as pressões do mercado no sentido de forças ao trabalho na luta pela sobrevivência a burguesia industrial interfere desde cedo rumo da formação da classe operária procurando neutralizar os movimentos políticos dos
trabalhadores e relacionar-se com ele de maneira individualizada ignorando suas entidades de classe tanto quanto possível por Outro lado incentiva a ação de práticas moralizadas e tentar adestrar os dominados para extrair o maior rendimento possível acompanhando-os também nos movimentos de num trabalho portanto a atuação patronal foi marcada ambiguamente pela intenção de proteger os trabalhadores que vivem em condições deploráveis mas ao mesmo tempo de controlar e disciplinar todos os seus hábitos assim a tentativa de integrar a força de trabalho alguns empresários se Esforçam para fazer passar autoimagem paternalista o discurso de George Street revela a preocupação demonstrar
que ele sensibiliza com a sorte de seus empregados assim como de suas famílias e que agia em seu benefício através americana com Henry Ford a frente doutrinava não ser o chefe da indústria total de seus Operários aí quem copia promover subsistência e a dos seus não só material como intelectual e moral para o Brasil Desde logo o discordei da Tese pois conhecendo como me prezava de conhecer a mentalidade e a cultura do nosso povo eu entendia que deveríamos até melhores tempos passar por um período intermediário em que nós padrões servíssimos de conselheiros e guias sem
que ao meu ver isso constitui-se uma tutoria pesada ou Inconveniente aos nossos auxiliares de trabalho por sua vez as próprias pressões do movimento operário fora são Patronato e ao estado se posicionarem frente aos problemas Enfrentados pelos trabalhadores nesse sentido todo um conjunto de práticas disciplinares paulatinamente constituídas apontarão para a construção da fábrica higiênica antítese da fábrica escura e satânica odiada pelos Operários e de uma cidade purificada e absolutamente saneada por certo o objetivo dos patrões não se limitação das relações de trabalho ambiciosos passará pela elaboração de um amplo projeto de transformação de toda a Sociedade
e nesse sentido que se pode observar que a elaboração positiva da figura do trabalho Implica também a promoção de um novo tipo de patrão ao antigo proprietário Rude dispótico que o Imaginário social assimilava ao fazendeiro dono de escravos procura se opor a figura do patrão moderno e civilizado A exemplo de George Street ou de Roberto Simonsen ou seja o trabalhador moderno higiênico e produtivo deveria corresponder na nova Fábrica racionalizada e a política a figura do novo Industrial dinâmico e educado que se relacionaria dignamente com seus empregados e em cuja propriedade já teria sido superado o
antigo problema da luta de classes ificar o Fabril quando em 1912 o DT realiza uma primeira inspeção estatal nas fábricas existentes na capital paulista sugere aos patrões recalcitrantes a modernização dos estabelecimentos onde os inspetores Registram condições de trabalho insuficientes e ainda observância das normas higiênicas exigidas pelos serviços sanitário ao mesmo tempo elogia as iniciativas patronais de introdução das inovações tecnológicas e de remodelação interna e externa dos edifícios fabris apenas em um reduzido número de fábricas até feito Auto disposição das transmissões e o pequeno espaço existente entre as máquinas favorecem a ocorrência de acidentes Esses defeitos
e outros como a deficiência de ventilação e iluminação a falta de aspiradores de pó ausência de vestiários principalmente para as operárias notados em alguns estabelecimentos seriam facilmente corrigidos desde que houvesse Por parte dos industriais um pouco de boa vontade com pequeníssimo despende de Capital poderiam estabelecimento igualar nesse sentido as fábricas modelos como a Santista Alabor ou a Ipiranga a Valorização do modelo da fábrica higiênica marca o despontar da mudança para um novo regime disciplinar que pretende tornar o espaço da produção tranquilo agradável limpe atraente para o trabalhador e tratá-lo como cidadão Consciente e inteligente de
acordo com os novos preceitos da Saúde da higiene e da moral O Dé é ter critica os industriais liberais resistentes as inovações do mundo moderno que fazem os operários trabalharem em espaços escuros Apertados e anti higiênicos onde se montou um distintamente contrai doenças ou são acidentados criam Em sua opinião motivos para manifestação de uma explosividade latente dão mais a eclosão dos conflitos sociais analisando algum tempo depois as causas dos acidentes de trabalho relativo aos anos de 1912 e 1913 os inspetores públicos afirmavam como depreende os principais causadores de acidentes nos estabelecimentos industriais continuam a ser
as polias as Serras e as planas mecânicas as engrenagens as Correias e a corrente elétrica principais provas deleixos dos industriais paulistanos e do pouco caso ligada à segurança do operário exatamente as causas mais fáceis de serem removidas e os aparelhos mais simples de se tornarem protegidos sem grandes trabalhos nem despesa excessiva que causam tão grande número de acidentes que incapacito no mínimo parcial e permanentemente tantas dezenas De trabalhadores que poderiam continuar a servir como elemento úteis para o nosso Progresso Industrial deudato Maia futuro integrante do Ministério do Trabalho industrial e Comércio também se revolta contra
negligência dos patrões diante das condições insalubres e antes higiênica do trabalho fabro no mesmo ano os edifícios de nossas fábricas com pouquíssimas exceções são velhos brasileiros azeitados para esta ou aquela indústria mas as instalações ou Adaptações aladiado para tudo se olha menos para a saúde do operário falta aos detutos casarões luz natural e a luz artificial é irregular e defeituosa não dispõe eles de Aço suficiente para o número de pessoas que trabalham quer englobadamente quer em estreitos compartimentos não existe reservatório de água de acordo com as prescrições higiênicas nem tão pouco aparelhos de desinfecção e
daí as vertigens as dores torácicas a cefalagia Antropoxima e outros males que atacam as pessoas que vivem atmosfera viciada a necessidade de higienização da fábrica de sua racionalização E modernização e Deca apenas se esforçou no discurso do DT será desenvolvido Na década seguinte e amplamente valorizada nos anos 30 tanto no Brasil quanto internacionalmente a representação da nova fábrica o estado e os médicos defende antes industriais já foram anunciada desde o final do século Anterior nos Estados Unidos por Frederick w Taylor dos princípios da administração científica e por seus discípulos pretendia eliminar e contrapor-se a imagem
da fábrica satânica escure festa detestada pelos trabalhadores que se sentiam sugados em todas as suas energias para realizar o objetivo particular e individualista dos patrões a fábrica satânica representação criada pelos Operários Ingleses durante a Revolução Industrial Opuseram-se inicialmente artesãos expropriados e Operários que viram na imposição do sistema de fábrica a destruição de seu modo de vida anterior a reação dos trabalhadores a introdução dos novos maquinismos foi violenta levando até mesmo a Constituição de grupos organizados de quebradores de máquinas como os ludistas que simbolizavam mudando o material sua resistência à perda da própria identidade e a
expropriação do saber Fazer tradicional os industriais e o estado não hesitaram e responder a construção da nova fábrica acética e racional deveria apagar todos os ranços e lembranças negativas do Passado fundamentado no saber científico a nova organização do trabalho propor uma boa ventilação iluminação das unidades produtivas a construção de edifícios amplos e espaçosos a introdução das novas invenções tecnológicas que facilitariam os trabalhos mais pesados Enfim a criação de um ambiente de trabalho agradável que faria com que os operários se sentissem Seguros protegidos e comentados de produzir ao lado de patrões educados nada de contra Mestres
espancando criancinhas ou de mulheres grávidas trabalhando 12 horas consecutivas ou ainda de acidente de trabalho ocasionados pela colocação vida das máquinas a transformação da aparência interna e externa da fábrica visava a transformação das subjetividade Do Trabalhador do mesmo modo que uma casa limpa e confortável mesmo que pequena deveria despertar o desejo de intimidade no Operário reconfortado pelo aconchego do Lar Além disso uma nova finalidade era atribuída a elevação da produtividade do trabalho o enriquecimento da Nação a criação da abundância social e não mais o Mero ideal de satisfação do interesse individualista do patrão tradicional embora
estas ideias de uma nova gestão Do trabalho Fabril só tem sido implementada na década de 30 com a taylorização da produção e a criação do ide Instituto de organização científica do trabalho desde as décadas anteriores algumas vozes afinavam no mesmo diapasão como deter e o Deus da tomada também alguns industriais e médicos se preconizavam a construção da fábrica organizada a imagem do Lar aconchegante íntima e higiênica em 1919 Jorge Street Médico Industrial Progressista símbolo do novo patrão repreendia publicamente os empresários por não considerarem as necessidades vitais de seus trabalhadores Roberto Simonsen em conferência pronunciada aos
seus colegas no mesmo ano descrevia o trabalho moderno com o produto da organização científica do processo produtivo utilizado como meditar a todo trânsito que sejam trazidos para o nosso Brasil as lutas de classes as organizações Artificiais em sua opinião inspirada no próprio Taylor antiga disciplina importada do exército que fornecia a industriais regras de Conduta e a maneira de conformar o trabalhador às exigências da acumulação do Capital deveria ser substituída pela dis inteligente e consciente oriunda do conhecimento exato que tem O Operário da natureza de seu trabalho da certeza do justo reconhecimento de seus esforços dois
anos após a greve geral de 1917 Simonsen defendia a importância da introdução de um método de racionalização da produção que traria a cooperação cordial entre patrões e Operários tomando como exemplo a organização Industrial das empresas norte-americanas ele propunha a diretoria da companhia construtora de Santos em 1918 sua reorganização interna em modo mais chegados da Administração Científica reforma que foi iniciada no ano seguinte argumentando segundo a Lógica do engenheiro norte-americano esse Industrial afirmava que pretendia superar a organização Militar da antiga indústria em que padrões contra Mestres e feitores se sucedem numa preocupação mais demanda do que
da prefeita feitura do serviço exercícios procurando evoluir no sentido da administração de função para evitar a guerra entre as classes e conseguir ganhar a Adesão do Trabalhador na intensificação da produção propõe que se adotasse nas indústrias Brasileiras o tratamento individualizado do operário inclusive o pagamento de salário diferenciados de acordo com os princípios da administração científica elaborada por Taylor teremos deste modo individualizado Operário interessando diretamente na produção tornando um fator crescente da riqueza incorporando grandemente na sociedade estimulada nesta lógica a disciplina do trabalho na fábrica deveria ser apresentada como necessidade objetiva derivada do Maquinismo E O
Operário deveria ser convencido de que se sujeitar as normas da produção significava submetesse as ex naturais do Progresso tecnológico e do desenvolvimento científico ciência técnica e Progresso apareceu inextrincavelmente Associados neste discurso de valorização da nova fábrica espaço apolítico da produção as normas disciplinares deixarem de ser impostas pelo Capricho de padrões ambiciosos e de contramestres desalmados para parecerem Autonomizadas e inscritas no aparato técnico da produção Isto é dotados de uma aparência de objetividade e de exterioridade é uma forma de exercício do poder concretizado na figura humana do contramestre ou do patrão tradicional opõe essa vigilância mecânica
exercida pelo maquinismo aparentemente Independente de qualquer interferência subjetiva da vontade patronal assim esta estratégia de despolitização da fábrica que se configura paulatinamente na Década de 10 que se consolida das seguintes representava a possibilidade de obter a intensificação da produção e de facilitar a exploração racional da força de trabalho ao propor condições atraentes e confortáveis no interior da fábrica pretendia contrapor-se as antigas modalidades coercitivas que vigoravam na produção a fábrica deveria ser valorizada como A Grande Família com a qual cada trabalhador se identificaria no mesmo momento em que se domesticavam As relações da família Operária e
em que se destilava ao Gosto pela intimidade do lar no proletariado detalhes como a cor do ambiente grau de iluminação o arejamento a instalação sanitários de refeitórios já desenvolvo das fábricas serão difundidos em função da influência civilizador que poderiam exercer no espírito dos Operários ou ainda pela possibilidade de garantir sua saúde evitando custos e perdas maiores para os industriais também o poder médico na de 20 procurava denunciar as péssimas condições de trabalho das Indústrias Paulistas responsabilizando o desinteresse dos empresários pelo Estado de degeneração física e moral da classe operária fundamentado na teoria biológica do meio
que se constitui na França na primeira metade do século XIX o Dr José Ribeiro de Oliveira Neto afirmava em 1926 que a insalubridade da maioria das fábricas têxteis Paulistas o silêncio desinteresse do governo ainda a Má educação do operário que não tem orientador sinceros inteligentes nas suas indicações danificava o próprio organismo do Trabalhador segundo ele embora existisse na capital um serviço sanitário de ideias moderníssimas essa não eram aplicadas e a grande maioria das Indústrias se encontrava numa situação lastimável a degeneração então resultante para a saúde para o caráter do Trabalhador era inevitável os edifícios das
fábricas do nosso Estado Além de acanhados todos construídos sem orientação da engenharia sanitária são inteiramente destituídos de dispositivos necessários à renovação do agente purificador destarte é o ar desses estabelecimentos confinado oferecendo cheiro característicos repugnantes O Operário Em tais dependências exercendo seus místeres via de regras se habitua facilmente com esse estado não sente as desagradáveis Sensações e fenômenos conhecidos que um estranho Experimenta Ao se deter por instantes nesse ambiente Todavia o ataque se vai operando lentamente apresenta distúrbios é que não liga importância de Assis ao trabalho começa a faltar sentindo e dizendo não ser o mesmo
homem elétrico de tempos passados enfraquece a atividades e suas funções orgânicas é menos capaz existe menos a fadiga molestes infecciosas o atingem com frequência dominam a fadiga em breve a anemia a tuberculose a obsessão com a Poeira com a emanação de gases nocivos e com a falta de arejamento e iluminação justificava a preocupação médica com a degradação física e moral do operariado trabalho noturno era condenado não só por impedir que ele usufruísse de luz natural essencial para o organismo como também porque a temperatura noturna favorece o uso e depois o abuso de bebidas alcoólicas O
saneamento das condições materiais de trabalho nesta perspectiva produziria a eliminação Natural de práticas impuras ou antes impediria sua emergência da mesma forma o Saber médico defendia a mecanização de certas tarefas manuais como a mistura do algodão como meio de defesa da saúde do Trabalhador a introdução de ventiladores e aspiradores artificiais a utilização de aventais e calçados especiais de trabalho para os operários a pintura externa da Fábrica com tinta branca para neutralizar a influência té do Sol a pulverização da água através de bombas Especiais a abolição do trabalho noturno e sobretudo a instalação de bons consultórios
médicos com profissionais a testa bem remunerados a mesma lógica do discurso médico aparece nas reflexões do Dr Figueira de Melo relativa às condições de habitação do pleareado insalubridade e falta de higiene só poderiam produzir indivíduos degenerados física e moralmente o que significava um alto custo econômico e social para nação o homem sendo o produto do Meio Qual o Que poderíamos gerar esse coviz que são atentados os mais importantes a nossa civilização e ao nosso Progresso neles não pode haver espírito Sereno e Alegre há uma animada do São intuitos de progredir Desejo salutar de aspirar mais
folgadas situação nem propósito de obediência e Ordem morando Operário nesses cortiços mais natural que é a escuridão das alcovas reflitas em sua alma gerando a maldita tristeza mãe das revoltas Produtora dos crimes impulsora do alcoolismo e dos vícios nestes discursos a ideia de que os gastos despendidos nas instalações de novos aparelhos de salubridade nas fábricas e nas adaptações assim como na mecanização de certas atividades manuais seriam Compensados pela elevação do rendimento do Trabalhador pretendia convencer as industriais da importância da higienização das condições de trabalho e da vida dos Pobres assim a purificação Do meio ambiente
seria um investimento a Médio prazo para os patrões pois produziria em troca comportamentos mais dóceis produtivos e disciplinados no proletariado acentuando seu controle sobre os aparelhos de insalubridade os industriais poderiam controlar mais eficamente seus empregados ou mesmo redefinir as normas de funcionamento da fábrica a domesticação das relações de produção perspectiva é reduzida a um problema Técnico que os especialistas deveriam manipular e resolver neste mesmo período redefine-se o campo de atuação dos médicos sanitaristas segundo a nova influência da escola norte-americana expressa pela figura de Geraldo de Paula Souza criticando as práticas autoritárias do período em que
Emílio Ribas de dirigir o serviço sanitário do Estado de São Paulo o novo diretor defendia até a segunda qual a atuação médica frente à população pobre deveria Visar a conscientização do indivíduo efetivar a parte da criação de Centros e Postos de Saúde reorganizando serviço sanitário Paulo Souza determina a substituição das campanhas autoritárias da erradicação das doenças por um trabalho cotidiano e permanente de Reeducação e de domesticação dos hábitos da população aliado ao saneamento ambiental as concepções que informam essas transformações das práticas sanitárias devem ser registradas Substituindo a teoria dos miasmans a teoria pastorriana dos Germes
indicava que a doença não proví fundamentalmente dos pontos concentrados de sujeira mas poderia emanar de qualquer parte assim todo indivíduo se tornava suspeito aparecendo como um portador em potencial do micróbio ameaça do contágio poderia estar em toda parte veremos que a mesma representação da virtualidade da doença física ou moral determina a reação dos poderes públicos e dos industriais em Relação à noção de criminalidade atuação dos médicos higienistas ou da polícia deveria recair sobre toda a população em especial os pobres e não localizava-se apenas sobre os focos de contágio o incidi exclusivamente sobre criminosos já comprovadas
assim todo uma redefinição dos métodos de moralização do proletariado pode ser percebida em diversos Campos da atividade social segundo uma racionalidade que glor as ideias da Ciência da técnica e do Progresso fim da era da disciplina militar na fábrica fim das punições coercitivas na escola fim da era das vacinações obrigatórias de pontos diferenciados do Social Um Outro registro defina os códigos e conduta aponta novos sinais de investimento do Poder segundo uma lógica que se pretende científica moderna e constituída acima dos interesses particulares da classes sociais esta modificação das tecnologias disciplinares pode ainda ser percebidas Nos
novos procedimentos de vigilâncias adotado no interior da fábrica é de acordo com astrológica que os industriais têxteis organizados no c e ftsp introduzem o sistema de identificação científica dos Operários Em substituição antiga identificação policial obrigatória que representaria talvez aspecto de violência irritando ainda mais as empregados já de algum tempo os patrões vimos se preocupando com as questões da repressão roubos de Peças praticado nas fábricas têxteis ato que percebiam como Resistência política dos trabalhadores a exploração do Capital na secular confidencial número 39 enviada aos industriais Associados A C E ftsp os secretário geral da associação patronal
Pupo Nogueira informava o nosso venerado Presidente tão profundamente observador chegou à conclusão de que para os nossos Operários incluídos de ideias novas inquietadoramente ousadas O Roubo já não Representa delito o roubo o furto representa um tributo pago a força pelo patrão quem retira das fábricas sub retiramente um objeto qualquer retirar sua parte de lucres e ou muito nos enganamos ou isto é comunismo em germe o novo sistema de enquadramento dos têxteis apresenta-se como de identificação científica procurando com este apelo a noção de ciência justificar-se como necessidade objetiva do desenvolvimento industrial segundo Este o trabalhador teria
uma ficha contendo seus dados pessoais e uma fotografia na fábrica em que trabalhasse e outra no cftsp que agrupava as indústrias do setor identificado como indesejável Sua Ficha seria distribuída entre diversas fábricas de modo que demitido não pudesse mais encontrar emprego em qualquer estabelecimento Fabril associado ao C E ftsp cria esse deste modo um servo completo sobre o Operário Fechando-lhe absolutamente as portas do mercado e pressionando violentamente no sentido de evitar qualquer manifestação de insubordinação segundo pop Nogueira quando qualquer do Senhor os associados quiser livrar um agitador nada mais tem a fazer do que comunicasse
com este centro e o centro providenciará imediatamente no sentido de ser o elemento perigoso afastado da fábrica pela polícia identificado a sua ficha Será comunicada às fábricas associadas Tal e qual se fará com os ladrões inicialmente o fechamento dos Operários deveria ser feito pelo próprio cisp e pelos patrões em cada fábrica aos poucos despesas acabaram sendo custeadas pelo próprio trabalhador a medida que esta técnica punitiva foi sendo institucionalizada nesse momento seu conteúdo passou a ser mascarado de maneira mais Sutil e totalmente invertido apresentando-se com sentido contrário ao Original ou seja como garantia e benefício ao
trabalhador e não com uma expressão de uma estratégia que visava disciplinar dentro da fábrica a resistência Operária contra a introdução do fechamento pessoal não perdoa explodir a Plebe 31/10/1919 denunciava esse método de identificação como uma humilhação vergonhosa para o trabalhador tratado como um criminoso qualquer até agora a polícia identificava apenas os Criminosos de crimes de certa gravidades e os anarquistas que são a eles equipados agora para a polícia ser operar é ser suspeito é ser quase criminoso isto é uma inflama contra Qual é necessário que os trabalhadores se rebellem do contrário a moda pegará e
a medida se estenderá todo o estado que está todo o Brasil a crítica Operária evidencia o deslocamento que se opera na representação imaginária do criminoso se no primeiro momento a nação de Culpabilidade designavam indivíduos que haviam cometido alguma falta grave com uma assassinato ou roubo e demandava uma ação policial estritamente repressiva agora todos os indivíduos passam a ser considerado como elementos potencialmente perigosos o que exigir uma ação conjunta preventiva por parte do Poder qualquer operar aparecer criminoso em potencial que escravos jogos já não era o crime praticado mas a virtualidade do ato portanto todas as
Medidas possíveis de prevenção e comportamento desviante deveriam ser tomada Pelos poderes instituídos os operários reagiram violentamente tanto denunciando sentido do novo método de enquadramento disciplinar o objetivo desta medida consiste impedir a introdução de grevistas de outras fábricas os quais não conseguirão trabalho em passe alguma porque todos os patrões distribuíram entre listas negras com os nomes dos Operários demitidos em Ocasião da greve quanto recusando-se a serem fotografados como informavam cautelosos industriais texto em circular Confidencial do cistsp de 22/06/1927 ainda em julho deste ano os canteiros e rompiam em greve protestando contra a curiosa inovação que os
patrões pretendem introduzir exigindo que os operários sejam portadores de um cartão de identificação Parecida de um burguês para outro catalogando assim os Trabalhadores como se fosse uma mercadoria qualquer a despeito da Adesão anônima dos industriais ao sistema proposto por Pupo Nogueira as expulsões e demissões dos indesejáveis prolongar-se por toda a década de 20 atestando sua insubordinação aos métodos repressivos da burguesia industrial as listas se sucedem indicando demissões por roubo de peças boicote Sabotagem destruição de materiais infração das normas disciplinares greves etc Pelo lado dos patrões o pedido que vai de 1918 a 1922 aproximadamente assistir
a uma redefinição dos procedimentos de disciplinarização do trabalho que a tela para as noções de ciências de técnica e de progresso configurando um projeto de construção da nova fábrica pelo lado dos Operários a intensificação das formas de resistência aponta para a luta pelo controle o processo de trabalho ao lado do trabalho subterrâneo das resistência cotidiana que se trava no interior da Produção evidencia nos reinos horizontes do movimento operário a questão da tomada das fábricas e da reorganização do processo produtivo nesse momento histórico preciso a proposta Alternativa de uma organização na autônoma das relações de trabalho
aparecem na verdade desde os primeiros números da Imprensa anarquista mesmo que difusamente os libertários propunham a edificação da nova sociedade a partir da transformação da atividade econômica a desapropriação De todas as riquezas naturais e sociais da Abolição de todo o poder político sustentáculo da dominação de classe é preciso abolir o princípio individual da propriedade das riquezas todas as grandes e pequenas empresas de produção que são exploradas por proprietários tendo por fim os próprios interesses devem ser organizadas por comissões populares tanto por Mira exclusivamente as necessidades do Povo Responda as vantagens da revolução social o Anarquista
Lucas mascolo imaginava a sociedade do futuro como aquela em que os meios de produção seriam socializados a produção seria organizada pelos próprios trabalhadores a pobreza seria eliminada juntamente com as guerras e outros problemas sociais uma série de trabalhos considerados improdutivos como atividade doméstica seriam realizados por empresas públicas coletivizadas as correntes dos rios o vento a luz do sol as riquezas minerais podiam ser Transformadas em energia motora iluminação em forças produtivas os próprios produtores diretos seriam os únicos capazes de realizar as tarefas de execução e a de concepção já que somente eles conheceriam de fato e
na prática a realidade da produção aí a possibilidade de superação da divisão do trabalho instaurada pelo sistema capitalista no entanto se nos anos 10 libertares anunciam a necessidade da formação de comissões populares que deveriam ingerir As pequenas e Grandes Empresas visando unicamente a satisfação dos interesses do Povo em especial entre os anos de 1918 e 1922 que surgem vários artigos na imprensa anarquista enfatizando a importância da Constituição de formas alternativas de poder na fábrica em 25/09/1920 a piepe publica o artigo intitulado aspectos da luta de classes em que se propõe estratégias de luta cotidiana a
serem travados no âmbito da produção culminando na formação de Comitê de fábrica pelos Operários de cada unidade Fabril as organizações instituídas pelos trabalhadores Ingleses eram vistas como um princípio de expropriação uma limitação real do direito de propriedade conduz naturalmente a formação do comitê de oficinas o qual se encarregaria do controle de administração e então da ocupação direta das fábricas como fazem neste Operários italianos referindo-se aos movimentos conselícia de turing ao Controlarem a administração das fábricas os comitês colocariam o produtor direto em contato imediato com todo o mecanismo de funcionamento da unidade produtiva deste modo cada
trabalhador poderia interar esse progressivamente na atividade de direção da indústria capacitando-se a substituir os especialistas burgueses e realizar das propriação final nesses sentidos anarquistas propunham a reapropriação de um saber que eles foram roubados pela Gerência científica uma outra conquista realizada em parte na Inglaterra nos Estados Unidos e aqui já nos referimos a formação de comitês Operários nas oficinas nas fábricas para o controle da administração tem uma consequência ainda maior ela põe o produtor em contato direto com mecanismo na produção iniciativa dos segredos da administração das Indústrias interessam na sua marcha e coloca então condições de
dirigir lá após as propriação final o autor parece Uma crítica contundente à hierarquia despótica inerente ao processo capitalista de produção e que se produz até mesmo no interior de um mesmo Ofício criando uma hierarquia de funções conclui que esse procedimento resulta de duas concepções fundamentais na ordem burguesa que um lado a ideia de que sem autoridade e hierarquia e manda não pode haver disciplina e organização de outro que o trabalho deve ser remunerado segundo a importância de cada Ofício e a Capacidade de cada um prosseguindo sua crítica demonstra como essa situação vivenciada no cotidiano pelos
Operários vezes a dividi-los a medida em que se pau tem por valores universais estourando uma concorrência fé entre aqueles que deveriam solidariedade exerce mas ao mesmo tempo o artigo revela a preocupação do Militar de anarquismo e fazer com que Trabalhadores de vários ofícios identificados com a figura desqualificada Proletário certamente a valorização do Ofício não era apenas uma imposição ideológica dos dominantes mas uma afirmação pessoal do Trabalhador diante de sua atividade essa situação cria e mantendo a mentalidade Operária essas ideias e contribui para dividi-los e atiá-los um contra os outros Ofício contra o Ofício profissão contra
profissão classe contra classe dentro da mesma classe da mesma profissão só porque é uma miserável diferença de Salários o que marca a distinção hierárquica o indivíduo contra o outro tornando assim impossível a solidariedade entre os explorados para a maior segurança dos exploradores então por exemplo a diferença entre pista e antipógrafo entre este entre um fotogravador avaliam bem o orgulho com que olhe no decorador para um pedreiro e a gente parece um ajudante de onde vem esse sentimentos que é que os cria o que é que alimenta tantas distinções a Diferença de Salários a possibilidade de
maior ou menor conforto e a noção decorrente que há profissões superiores e inferiores dois pontos parecem fundamentais primeiro a percepção aguda de como os dominância se utilizam de mecanismos sutis que instalam a divisão no interior da própria classe trabalhadora escrevendo uma linha divisória que afasta e o põe elementos de profissões diferentes segundo a denúncia de que a diferenciação salarial Constitui outro dispositivo estratégico do Poder visando impedir a articulação dos Operários pois incentivo o espírito de concorrência e a luta por objetivos estritamente pessoais assim questiona-se o argumento amplamente difundido de que é a diferença ação dos
salários obedeceria logica neutra impessoal do mercado demonstrando seu conteúdo político e não técnico como Alternativa de luta contra esses mecanismo de dominação burguesa propõe-se na mesma Artigo que se organizem uniões e Indústria ao invés de uniões do Sindicato de ofício que dentro de cada indústria se equiparem os ofícios reivindicando para todos iguais salários e dentro das fábricas administração interna seja dirigida por comitês eleitos pelos Operários substituindo a ordem hierárquica por uma disciplina voluntária a Constituição de organismos Operários de gestão do processo produtivo levaria a abolição da Divisão social do trabalho a expressão da diferenciação dos
salários desenvolveria na mentalidade do Trabalhador a ideia de justiça social ou seja a compreensão do princípio a cada um segundo suas necessidades de cada um segundo suas forças em métodos de organização Operária também publicado por aquele jornal O autor visualiza a formação em cada fábrica navio oficina etc tinha um conselho de fábrica teria por função administração da unidade Produtiva resolvendo todos os problemas emergentes de cada conselho de fábrica sairiam representante eleito pelas Operários que se reunir nas outras formaria um conselho de indústria este por sua vez elegeria um delegado Regional de todas as indústrias que
formaria o conselho executivo em cada localidade se constituiriam comitê de relações e distritais voltados para propaganda e educação os cargos seriam revogáveis de todas as instalações do Delegado de base deveriam ser controlados pela base como medida necessária a salvar a guarda da autonomia do Trabalhador todos os delegados o seriam comandado imperativo nenhuma resolução seria executada sem referendo um dos organizadores da fábrica da indústria ou de todas as indústrias conforme fosse essa resolução de interesse particular ou geral a autoridade é a necessidade dos chefes técnicos capitalistas ou Comissários do Povo são questionadas pelos artigos citados denunciando-se
sua função meramente repressiva Isto é de vigilância e controle sobre trabalhador impedindo que se organiza enquanto poderes alternativos no interior da fábrica segundo os anarquistas por serem os operários os que produzem os que vivenciam a realidade da produção a eles deveria caber a direção e administração do trabalho organizados em conselhos de Fábrica ou em outras formas de centralizadas de poder a experiência da revolução bolchevique com a supressão dos sovietes é invocada para apontar as necessidades tomar outro caminho é preciso que cada Operário conheça tão bem o melhor que os patrões mecanismos Complexo da produção na
indústria em que trabalha se se organizar em conselho de fábrica órgãos de com base sobre a administração das fábricas que seja escolhido como meio mais adequado das Investigações nessa natureza o conhecedores da capacidade atual da produção do país do estoque de mercadorias existentes todos os meios de transporte utilizáveis tendo preparo tempo necessário a por em movimentos indústrias terão os trabalhadores adquiridos uma das condições necessárias para construir a sociedade nova Vale atentar para a importância de uma proposta que questiona valorização hierárquica do Ofício instituída pelo Imaginária burguês no momento em que o taylorismo ainda não transformar
a estrutura da Indústria do país em que os operários ainda mantinham uma certa imagem do controle sobre o processo produtivo em alguns ângulos da produção ou seja propõe-se o redimensionamento das estratégias de luta a partir de outra representação na atividade de trabalho ou invés da Identificação do trabalhador com a função que é outorgada dentro de uma hierarquia definida pelo Imaginário social e não pela asam técnica sugere-se a equiparação salarial dos ofícios e a união dos Operários em função de sua condição dos explorados pelo capital lembre-se que antes da reorganização taylorista do processo de produção os
trabalhadores valorizavam e defendiam sua profissão e organizavam-se dedicados de ofício que procuravam ampliar sua margem de interferência sobre as relações de trabalho por isso mesmo é que serão introduzidas técnicas Terroristas e fordistas de produção qualificando radicalmente o trabalho e provocando a descontentamento é a resistência dos Operários em toda a parte ao criticar e hierarquização das profissões instituída pela imaginar burguês e que resulta na divisão competitiva entre os trabalhadores propõe-se a união dos Operários em sindicatos de indústria isso substituição ao sindicatos de ofício neste início da década de 20 os Anarquistas procuravam mostrar as fraquezas da
estrutura de ofício do sindicalismo brasileiro incitavam os operários ao buscarem novas formas de luta no momento em que a organização da indústria se modernizava acentuadamente processo semelhante parece ter ocorrido em outros países os operários norte-americanos advogavam a substituição do sindicatos de ofício pelos de indústria como resposta reorganização taylorista do processo de Trabalho nas décadas iniciais do século este momento histórico assiste nos Estados Unidos ao confronto entre patrões e Operários qualificados pelo controle das relações de trabalho no âmbito da fábrica os primeiros desejavam limitar a autonomia dos Trabalhadores intensificar o ritmo da produção o segundo questionavam
a forma tradicional do exercício do Poder simbolizada pela figura do contra mestre e sua perda crescente de autonomia dentro da fábrica É Neste contexto que surge o taylorismo como estratégia patronal para quebrar a relativa margem de autonomia que os operários qualificados detinham no interior da produção e acrescente força do sindicalismo americano enquanto O Sindicatos defendiam desde fins do século XIX que os contratos de trabalho fossem negociados de acordo com suas exigências e nesse sentido que o salários fossem fixados por categoria Taylor e Henri gigante propunham a Individualização dos pagamentos e que as tarefas e os
rendimentos de cada trabalhador fossem avaliados separadamente instituindo-se o salário por peças então combatido pelo sindicatos operários no Brasil se o sistema de Taylor só é introduzido plena na indústria da década de 30 desde a década de 10 estavam ocorrendo mudanças significativas em vários ramos da produção no sentido de intensificarem o ritmo do trabalho e de Desqualificarem absolutamente a atividade profissional contra este movimento os operários influenciados pelos anarcos sindicalistas desenvolviam Ampla luta na Esfera da produção Boris Fausto fornece algumas indicações sobre as resistências travadas contra a introdução de novas máquinas provenientes do exterior na ferrovia companhia
paulista no final de 1905 e que resultam na greve de 1906 entre as queixas dos Ferroviários A Liga Operária De Jundiaí apontavam a redução da jornada de trabalho e as demissões provocadas pela introdução de uma tecnologia capital intensiva a desvalorização da atividade profissional a intens do Ritmo de trabalho congelamento do salários os trabalhadores reclamavam contra desqualificação de suas profissões o maquinista executaria o trabalho de um foguista este o de um limpador de máquinas e ambos se tornariam simples Carregadores de carvão ou limpadores de lixo em 1906 no Rio de Janeiro o sapateiros lutavam para que
o código de ética profissional defendido pela união Auxiliadora dos Artistas sapateiros fosse respeitado este procurava impedir o avultamento da arte assegurando um certo grau de controle sobre as relações de trabalho O regulamento da união estipulava entre outros pontos os seguintes artigos artigo 3º não cozer obra de outras fábricas nem ter em sua Fábrica Operários fora da oficina salva a cor do feito com a união artigo quarto só dar trabalho aos sócios da união de acordo com a comissão do sindicato em 1909 o contatos da construção civil de Santos conseguiam que os patrões reconhecessem suas entidades
de classe tendo obtido deles a garantia de que somente os trabalhadores sindicalizados seriam contratados a permissão para selecionar um fiscal em cada canteiro ou oficina evitar que os fúrias fossem Admitidos E permitir as organizadores do movimento levar adiante a sua propaganda durante o trabalho o sindicato dos gráficos cariocas também procurava manter alguma margem de controle sobre as relações de trabalho exigindo que só os sócios da associação fossem admitidos como Empregados incumbindo-se de garantir o fornecimento da força de trabalho necessária acompanhada das respectivas tabelas de ordenado assumindo a responsabilidade de Resolução de qualquer conflito entre indústrias
e empregados tentando impedir que os conflitos fossem resolvidos individualmente entre ambos e finalmente propondo organizar uma ativa propaganda para o levantamento moral e artístico da classe por meio do seu órgão oficial conferências e publicações educativas criando também uma oficina própria para o ensino técnico e escolas de português e desenho A Voz do Trabalhador de 1909 o elevado número de greves desencadeadas No setor Têxtil no entanto e suas respectivas derrotas revelam a intransigência dos patrões no caso dos Ramos industriais em que o trabalho era desqualificado possibilitando jogar com o emprego maciço da força de trabalho feminina
e infantil as iniciativas patronais visando reduzir a capacidade de pressão e de intervenção dos Operários contra acrescente exploração de um capital se fazem sentir tanto pela introdução das inovações tecnológicas Quanto pela constituição de seus órgãos associativos de defesa em 1917 convoca-se uma assembleia da União dos Operários em fábricas de tecido o oft do Rio de Janeiro para discutir acrescente substituição dos trabalhadores masculinos pelo emprego de mulheres e crianças reclamação aliás constante na imprensa Operária e que denota a progressiva desqualificação que sofriam os operários mesmo no setores mais mecanizados como Têxtil ao lado da Preocupação Moral
com a exploração do trabalho feminino e infantil é claro que a constatação da existência de uma proposta de controle Operário das fábricas A exemplo do que ocorria na Itália no período não é suficiente para demonstrar a dimensão de sua penetração na classe operária os dados fornecidos pela imprensa anarquista também não nos levam a conclusões mais avançadas atestam no entanto a colocação do problema pelo movimento operário da Época e as tentativas esparsas de constituição e de destes contra poderes na fábrica ou ao contrário a intenção de silenciamento e de subsunção destes organismos seja pelo sindicatos seja
pelos patrões dentro dos artigos publicados pelos jornais anarquistas referentes à formação de comissões operárias de Base a Plebe de 16/10/1910 fornece algumas indicações noticia ocorrência de uma assembleia realizada pelos Operários textos durante A greve na fábrica Jafet em que reivindicam entre outros pontos o reconhecimento de uma comissão interna e da União dos Operários em fábrica de tecidos alguns dias antes o mesmo periódico publicava trechos de uma carta do contornifício Crespi dirigida ao FT em que os industriais exprimiam suas revoluções diante da recusa dos Trabalhadores de aceitarem as imposições anteriormente num tom paternalista a empresa respondia
Que dada a forma como foi redigido o artigo 4 de Dita sua comunicação não deveríamos ter dado resposta alguma mas para demonstrar a nossa boa vontade para com os nossos Operários comunicamos quanto seguem pelo que diz respeito à comissão interna precisamos saber quais as atribuições e como foi eleita a mesma repetimos que os nossos Operários ficaram livres de reclamar perante o seu superiores E em último caso a gerência seja individualmente ou em comissão Entre si escolhido em qualquer ocasião e para qualquer assunto cotone vício Rodolfo Crespi 30/03/1919 a UFT neste momento não estava sob controle
dos anarquistas embora Contasse com seu apoio a Plebe de 10/09/1919 registra ainda o mesmo processo de formação de comitês de fábrica em outros estabelecimentos Paulistas nosso cursal da Mooca presidindo o camarada Antônio falerelli o pessoal da fábrica Labor escolheu as Suas comissões internas e tomou importantes deliberações às 17 horas reuniram-se na mesma sede os operários que trabalham na fábrica da seda Ítalo brasileira para nomear Os companheiros que faltavam para completar a comissão interna de fábrica e discutirem o modo que deviam proceder com os companheiros que ainda não são sócios da União nas negociações entre o
UFT fundada entre agosto de 1917 e os industriais que se realizam em setembro de 1918 estes Liderados por Jorge Street reconhecem a existência do sindicato Têxtil exigindo em troca que a UFT fizesse cessar a ingerência dos Delegados de fábrica que havia se tornado e de fato um ponto básico sobre qual não havia transigência possível também o sindicato dos têxteis de linha moderada procurava estabelecer relações de controle sobre as comissões de fábrica existentes nas indústrias do ramo que deveriam subordinar-se a ele segundo o jornal Combate a diretoria da UFT declarava que a união não aprova nenhum
ato de indisciplina que se verifique dentro das fábricas praticado por Operários e também não aprova aqueles que incidem outros para a paralisação do serviço para os que assim procederem a união intervirá com energia tomando as necessárias medidas para fazer se respeitada em benefício da classe o nosso programa é bem definido conseguir o máximo Bem Estar para os trabalhadores As comissões internas não devem absolutamente consentir que o trabalho seja interrompido sempre a união a ver autorizado essa medida da qual só se lançar a mão quando se tratar de um caso de importância e que não possa
ser resolvido por negociações e discutido em assembleia geral na sedes da união e da sucursal as referências à constituição desses organismos alternativos do Poder Operário são no entanto escassas nos jornais anarquistas pesquisados Referindo-se ao período de 1918 a 1922 e a Indústria Têxtil Paulista de qualquer modo os artigos apresentados nos jornais Operários revelam que a questão do controle do processo de trabalho não estava ausente do conjunto das preocupações dos trabalhadores não justificando sua Total omissão nas Produções acadêmicas sobre o movimento operário brasileiro no entanto a questão do controle Operário do processo produtivo não passava neste
momento Histórico pela crítica da tecnologia dotada de neutralidade a tecnologia capitalista ainda não era representada como a concretização de um saber produzido pela luta de classes da mesma forma que não se questionava a ideologia do trabalho como hoje fazem os operários não identificados com uma atividade totalmente mecanizada tanto quanto marxistas e socialistas os anarquistas participavam da crença no poder Libertador da técnica instituída pelo Imaginário burguês a questão da apropriação da fábrica e da reorganização do processo de produção referia-se a destruição das funções diretivas e hierarquizadas a supressão da diferenciação salarial e a transformação das condições
materiais de trabalho assim os textos libertários relativos à máquina são apologéticos apresentando como grande conquista da humanidade a despeito de seus efeitos negativos para os Trabalhadores mesmo quando no ano de 1928 os operários da fábrica Mariangela realizam uma greve contra a introdução de teares automáticos que dobrariam a quantidade de máquinas com as quais cada Operária deveria lidar nenhuma menção é feita ao Progresso técnico ou a maquinaria em si apenas se questiona sua utilização social em detrimento do Trabalhador do mesmo modo embora o taylorismo suscite uma forte resistência por parte do operariado em todos os Países
em que é introduzido nos Estados Unidos na França na Itália ou na Rússia é contra sua apropriação pelos interesses particularistas de uma determinada classe social que se investe e não contra o sistema Taylor propriamente dito a mesma operação ideológica que dissocia técnica e política meios e fins recorrente no discurso de marxistas anarquistas e socialistas em geral em trotes que reaparece no artigo do anarquista Florêncio de Carvalho ao criticar utilização da produção no Brasil segundo ele a ciência a serviço do capitalismo favorece aos industriais e prejudica em razão inversa os trabalhadores O Operário em exercício das
fábricas ou oficinas é obrigado a empregar todas as suas faculdades e adquirir uma perícia superior para entregar-se ao Tour velhinho do cilindros dos colossais aparelhos mecânicos que se movem com velocidade elétrica como se vê a Taylorização a standardização a racionalização vem sendo pelos chefes industriais adotadas e aplicadas no que elas lhe oferecem de útil quanto a utilidade que possam oferecer aos trabalhadores isso não lhes interessa mesmo porque o mercado de braços e de inteligências está abarrotado e desse produto a natureza é achar as pródiga também os anarquistas sonhavam com uma sociedade em que o desenvolvimento
da tecnologia libertaria o homem do reino Da Necessidade permitindo uma vida mais livre e criativa onde o trabalho seria transformado enquanto atividade de autocriação da humanidade desde cedo a evolução da tecnologia capitalista e sua aplicação no interior da produção orientou-se no sentido de eliminar a interferência subjetiva do Produtor direto tornando os dominantes dependentes da técnica mas não do homem as resistências dos lúditas a introdução dos novos maquinismos fabris destruindo E incendiando fábricas teares aniquilando as inovações tecnológicas que substituíam seus saber fazer tradicional revelam até que ponto o desenvolvimento técnico contém em sua própria lógica o
desejo patronal de dominação que os primeiros Operários fabris Ingleses compreenderam nit no Brasil o anarquista Mota Assunção procurava de suadir OS tipógrafos em 1909 da firma intenção de destruir os novos equipamentos mecânicos que o Patrão pretendia introduzir argumentava que o processo de mecanização da indústria era Irreversível necessário e positivo a despeito dos males imediatos que ocasionava Em sua opinião os tipógrafos Não compreendiam este sinal dos Tempos Modernos ao afirmar em seu jornal O componedor que todas as desgraças dos tipógrafos eram devidas a maldade de certos patrões e chefes e como exemplo citava se o doutor
Edmundo Bittencourt proprietário diretor do Correio da Manhã um dos últimos jornais a introduzir as máquinas dois a colonização da mulher aprisionado numa representação imaginária que o infantil o trabalhador Urbano civil perseguido para além dos muros da fábrica nos momentos de não trabalho a imagem negativa de uma autoridade assustadora o povo selvagem incivilizado bruto suscitaram inquietações e mal-estar nos setores mais privilegiados da sociedade demandando um conhecimento minucioso do Modo de vida que se configurava nos cortiços favelas botequins parques e ruas progressivamente invadidos por esta nova espécie humana mais do que disserimento pelo olhar analítico e classificador
de médicos higienistas criminologistas e inspetores públicos é o desejo de eliminação da diferença de normalização do outro que se coloca como motivação primeira das investidas do poder sobre a classe operária fora das fábricas Na empresa de construção de um mundo a sua imagem a domesticação do novo operariado implicou em posição do modelo higiênico de família criado pela sociedade burguesa instituir hábitos moralizados costumes regrados encontra a posição às práticas populares promísquas e antígenas observadas no interior da Habitação Operária na lógica do poder significa revelar ao pobre um modelo de organização familiar a seguir estatopia reformadora a
superação da luta de Classes passava pela desodorização do espaço privado do Trabalhador de duplo modo tanto pela designação de uma forma de moradia Popular quanto pela higienização dos papéis sociais retratados no interior do espaço doméstico que se pretendia afundar a família nuclear reservada sobre si mesma instalada numa habitação aconchegante deveria exercer uma sedução no espírito trabalhador e tem grande no universo dos valores dominantes A promoção de um novo modelo de feminilidade a esposa dona de casa mãe de família e uma preocupação especial com a infância percebida como riqueza em potencial da Nação constituíram as peças
mestras desse jogo de agenciamento das relações intrafamiliares a mulher cabia agora atentar para os mínimos detalhes da vida cotidiana de cada um dos membros da família vigiar seus horários estará a par de todos os pequenos fatos do dia a dia prevenir a emergência de qualquer Sinal da doença ou do desvio completamente a criança passou a ser considerada como um ser especial que requeria todos os cuidados dos médicos novos Aliados da mãe não obstante a utilização nas camadas pobres da população como força de trabalho industrial no campo dominado também os anarquistas se preocuparam com a Constituição
de novas relações afetivas com a fundação de outro modelo de organização familiar com a emancipação Da mulher e com a forma do Homem novo a partir de um projeto Educacional próprio várias vozes levantaram entre os libertários defendendo os direitos da mulher buscando conscientizá-la da importância de sua libertação numa sociedade machista e opressora anunciando a possibilidade do amor livre da Maternidade voluntária a igualdade de direitos entre os sexos da eliminação da prostituição a partir da construção de uma ordem social fundada na igualdade na Liberdade e na justiça social de volta ao lar frágil e Soberana abnegada
e vigilante um novo modelo normativo de mulher elaborado desde meados do século XIX prega novas formas de comportamento e de etiqueta inicialmente as moças das famílias mais abastadas e paulatinamente as das classes trabalhadoras exaltando as virtudes burguesas da laborosidade da castidade e dois força individual por caminho sofisticados E sinuosas se for de uma representação simbólica da mulher A esposa mãe dona de casa afetiva mas assexuada no entanto mesmo em que as novas exigências da crescente urbanização e do desenvolvimento comercial em Industrial que ocorre nos principais centros do país solicitam sua presença no espaço público das
Ruas das praças dos acontecimentos da vida social nos teatros cafés e exigem só a participação no mundo do trabalho as Mulheres Ricas as exigências de um bom preparo e educação para o casamento Tanto quanto as preocupações estéticas com a moda ou com a casa reclamam sua frequência nos novos espaços da cidade como nas escolas então criadas para os filhos das famílias mais abastadas desde 1870 por exemplo fundava-se a Escola Americana que daria origem a Mackenzie College onde uma pedagoga importada dos Estados Unidos oferecia cursos de Cultura física e prática esportivas as jovens as mulheres pobres
e Miseráveis as fábricas os escritórios comerciais Em lojas nas casas elegantes ou na companhia telefônica apareciam com alternativas possíveis e necessárias a invasão do cenário Urbano pelas mulheres no entanto não traduz uma abrandamento das exigências Morais como até esta permanência dos antigos tabus como o da virgindade ao contrário Quanto mais ela escapa da esfera privada da vida doméstica tanto mais a sociedade burguesa lança sobre os seus ombros o anatema do pecado o sentimento de culpa Diante do abandono do Lar dos filhos carentes do marido extrenulado pelas longas horas de trabalho torna um discurso moralista em
filantrópico a cena para ela de vários pontos do social com perigo da prostituição e da perdição diante do menor deslize não é uma mulher de carne fraca presa fácil das paixões que socombe sem resistência ao olhar insistente aos galanteios vários procedimentos estratégicos masculinos a cor dos tácitos Segredos Não confessados tentam impedir sua livre circulação nos espaços públicos o assominação de práticas que não imaginaram burguês citou nas fronteiras entre a liberdade e a interdição também não se abrem amplas perspectivas profissionais para ela como se poderia supor no primeiro momento Afinal a preocupação com a educação Visa
prepará-la não para a vida profissional mas sim para exercer a sua função essencial a carreira Doméstica o Conhecimento que adquire deveriam portanto auxiliar a dissipar antigos preconceitos Que povoam sua mente fraca e torná-la uma companhia agradável interessante ao homem o movimento operário por sua vez liderado por homens embora a classe operária do começo do século fosse constituído em grande parte por mulheres e crianças atua no sentido de fortalecer a intenção disciplina de deslocamento da mulher da esfera pública do trabalho e da vida social para o Espaço privado do Lar ao reproduzir a exigência burguesa que
a mulher Operária correspondência ao novo ideal feminino da mãe vigilante do Lar o movimento operário obstacoolizou a sua participação nas entidades de classe do sindicatos e no próprio espaço da produção demandano seu retorno ao campo que o poder masculino ele circulou o espaço da atividade doméstica e o exercício da função Sagrada na maternidade desorganizada e difusa a Resistência feminina na verdade se poucas mulheres se destacam na atuação político partidária ou sindical como a socialista Ernestina as militantes anarquistas Elisa a escritora Maria Lacerda de Moura ou a comunista Laura Brandão não aceita o mito da passividade
feminina nas lutas sociais e políticas do começo do século alguns estudos aliás em questionando essas construções mitológicas qualificam a resistência das mulheres tanto no Âmbito do trabalho quanto em outros espaços da sociabilidade nesse período histórico as dificuldades para se conhecer as formas de resistência Feminina as estratégias disciplinadoras exercidas no espaço produtivo ou no cotidiano da vida social advém no primeiro momento da ausência de documentação disponível afinal se as mulheres das classes favorecidas dispõe ainda da possibilidade de se exprimirem através de cartas artigos e livros ou Mesmo não acontece com a situação social inferior além disso
a imprensa Operária estava totalmente na mão de elementos dos séculos masculino assim a história da participação das mulheres nas lutas sociais da época é sempre registrada sobre um prisma masculino o que certamente nos faz perder outros momentos desta atuação que escapam a lógica de ação política predominante mesmo dos anarquistas que nego a Constituição do partido político Revolucionário em 1901 por pode uma greve na fábrica de tecido Santana situada no Brás em que as operárias reclamam contra a introdução de uma nova tabela de remuneração por tarefas que rebaixaria seu salário real incitaria os operários aumentarem a
produção o jornal socialista Avante pública a nossa vitória mais de 700 mulheres despreparadas privadas de elementar organização devens em defesas a suprema reivindicação dos mais elementares Direitos encontraram energia para triunfar contra a prepotência do capitalismo esparimador na empenhada luta contra Ele o discurso Operário traduz a manifestação Vitoriosa das mulheres enfatizando novamente sua fragilidade incapacidade de manto e desorganização o que contrasta com a própria notícia veiculada Afinal esta 700 pobrezinhas totalmente despreparadas conseguem unir-se na luta contra o capital e serem vitoriosas um Proletariado constituído em parte pela força de trabalho feminina e infantil a participação das
mulheres nas mobilizações políticas do período foi imensa em outubro de 1902 as operárias da fábrica de tecidos Anhanha no Bom Retiro iniciam um movimento grevista contra maus tratos do mestre de teares cujas arbitrariedades variam combinando com a expulsão da jovem e uma Sartori de 17 anos de idade e com três anos de serviço na fábrica a despeito dos Obstáculos impostos pelos pais que pretendiam deter o movimento as operárias resistem até a Vitória homens depois elas voltam à greve Considerando que as exigências disciplinares não haviam se alterado em 8 de dezembro de 1902 as operárias da
fábrica de tecidos Santana do Brás protesta contra a multa imposta pela gerência a falta não determinado dia que as operárias consideravam Santo uma semana depois um grupo de operárias da mesma fábrica Exigem a demissão de dois superiores hierárquicos e o patrão responde de 1903 o correio Paulistano noticia que ao chegar ao Largo do Brás um Operária de 42 anos que trabalhava na fábrica encontrou-se com uma grevista que a censurou a Clemente por ter ela voltado ao trabalho traindo a causa das companheiras chegaram outras companheiras que agrediram a bofetadas e em 1908 as mulheres e crianças
que trabalhavam na fábrica de tecidos Matarazzo também entra em greve por causa do rebaixamento de suas tarifas de fome meses antes elogia famosa greve das Costureiras segundo noticiava a terra livre uma das classes mais ignociosamente exploradas a classe das Costureiras de carregam na sua totalidade de mulheres agitam-se atualmente em São Paulo para arrancar um aumento de salário aos patrões esses quase todos de nacionalidade estrangeira sorte dos exploradores em mau grau Negam-se a satisfazer o pedido das operárias essas declaras em breve imediatamente em 1917 as mulheres inicia o movimento grevista na oficina cotoneficio Crespi em todas
as mobilizações destacam-se as mulheres só a participação é notada nos discursos da rua nas reuniões da liga Operária da Moca quando delegado do bairro do Brás em vista A comparecer à Delegacia nos primeiros dias aparelhos ação na fábrica Crespi forma-se duas comissões de homens E de mulheres que são atendidas separadamente pela delegado Bandeira de Melo em forma Boris Fausto a medida que o movimento se alastra ganhando adesão de inúmeros Operários toda a vida comercial industrial da cidade é paralisada armazéns e padarias são assaltados uma feira livre que se realizava no bexiga esfaqueada crianças destroem lampiões
de iluminação nas ruas atacam bom desforçando os montoneiros a dirigirem-se pelos caminhos que escolhem O Jornal Estado de São Paulo notícia o mais deplorável é que um bando de mocinhas infelizes operárias de fábrica imitou o gesto da garotada tomando conta de três elétricos no Largo da série acredito que mulheres que realizam fábricas são poucas vezes que se manifestam politicamente nas ruas da cidade enfrentando a Polícia Armada que ocupa um bom feito em outras companheiras cobrando uma solidariedade de classe Resistindo contra a exploração Do Capital pela ação direta sejam menos dóceis pacatas e submissas que o
discurso masculino patronal Operária afirmou os jornais Operários Sem dúvida constrói duas imagens femininas que contrastam fortemente uma mulher submissa que não sabe como lutar ao mesmo tempo uma figura combativa que sai a rua enfrenta sem reservas as autoridades públicas e policiais encontraste surge que na maior parte das vezes a resistência feminina exprimiu-se De maneira espontânea difusa não organizada diretamente a disciplinar no interior da produção certamente mais pesada para a mulher do que para o homem seja reivindicando melhores condições de trabalho em geral a recusa das mulheres em participar das organizações sindicais ou partidárias foi vista
como uma inconsciência política tanto pelas mil quanto pela produção acadêmica ao menos até muito recentemente talvez se possa indagar se a atitude de Descomprometimento da com as instituições políticas controladas por figuras masculinas não tenha significado uma certa compreensão dos obstáculos intransponíveis com que se defronta a mulher não só na fábrica mas também na família quantos pais e maridos não se impediram o envolvimento da esposa e filhas nas agitações políticas da época por outro lado a pequena participação das mulheres no interior das entidades de classe não deve obscurecer a Percepção da ocorrência de outros momentos da
Resistência feminina invisíveis a lógica política masculina pensa nesse sentido nas lutas que representam um questionamento prático das imposições que pesavam sobre a mulher na própria definição de sua identidade e não apenas na condição de trabalhadoras revelam dados desmistificadores da imagem romântica da mulher desde o início do século 19 por exemplo entende que o casamento aparecia Como uma das únicas opções de vida possíveis para as mulheres elas foram as principais responsáveis por pedido de anulação do matrimônio ou de divórcio várias substituíram aos maridos ausentes ou falecidos na administração de fazendas dos pequenos negócios e da própria
casa enfrentando do tipo de pressões e surgindo-se contra o pagamento de impostos denunciando publicamente elevação exagerada dos preços de gêneros alimentícios e assim Por diante certamente podemos encontrar outras expressões das lutas de resistência feminina fora do campo minado da política institucional Afinal é sobre uma questão moral que recai o maior peso da opressão sobre a mulher a não amamentação a prática do aborto a contrastação do papel de esposa mãe dona de casa podem ser pesadas como sinal de outro tipo de resistência social das mulheres por outro lado não se trata de querer recuperar uma imagem
heroica da Mulher como figura combativa mais silenciada pelo discursos dominantes uma vez que em grande parte ela também foi conivente com a construção Ou pelo menos com a aceitação da representação romântica da esposa mãe dona de casa não se trata também de revelar uma outra história encoberta de trás das espessas Brumas do discurso do poder em que as mulheres operárias emergiram como no movimento especificamente feminino reivindicando-se seus direitos enquanto Categoria marginalizada E oprimida o que se coloca ao meu ver é a necessidade de aprender as diversas formas que a resistência feminina assumiu e neste caso
especialmente no campo moral é nesta perspectiva que as figuras como Maria Lacerda de Moura como pagou tantas outras ilustres desconhecidas adquirem um destaque diferenciado o mito do amor materno aos discursos masculinos e normativos dos poderes públicos dos industriais e o movimento Operário que designam o lugar da mulher na sociedade constrói sua identidade venha acrescentar-se uma outra fala que científica fornecerá todo suportes teóricos de sustentação aqueles o discurso médico sanitarista é Principalmente recorrendo ao problema do aleitamento materno natural e a condenação da amamentação mercenária ficou de médico formulará todo um discurso a partir de meados do
século XIX de valorização do papel da Mulher representada pela figura da guardiã do Lar as várias teses de doutoramento defendidas na faculdade de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia desde meados do século XIX procuram demonstrar a missão Sagrada atribuída mulheres sua vocação natural de procriação através de argumentos mais variados mais especialmente de cunho moral este discurso pretende fundar um novo modelo normativo de feminilidade e convencer a mulher de que deve Corresponder a ele na verdade ela vai ser o centro de todo um esforço de propagação de um modelo imaginário de família orientado para
intimidade do Lar onde devem ser cultivadas as virtudes burguesas no discurso médico Dois caminhos conduziram a mulher ao território da vida doméstica um instinto natural e o sentimento de sua responsabilidade na sociedade enquanto para o homem é designada a esfera pública do trabalho para ela o espaço Privilegiado para realização de seus talentos será esfera privada do Lar tudo que ela tem a fazer é compreender a importância de sua missão de mãe aceitar seu campo profissional as tarefas domésticas encarnando a esposa dona de casa mãe de família evangélico destinatário Inicial destas teses que criticavam a prática
do aleitamento Mercenário eram as mulheres das famílias mais abastadas que possuíam escravas empregadas também em função de Amas de leite o problema do abandono infantil era parcialmente explicado pelo Desejo egoísta em narcisista de manter o corpo Belo e conservar a forma estética e pelo medo de perder o marido A exemplo das aristocratas francesas na tese médica do doutor águia Azevedo Borba Júnior por exemplo denunciava cintos eisticamente a recusa do aleitamento natural pelas mulheres ricas mulheres aqui gozando boa saúde em boas circunstâncias de eleitar levadas por Sentimentos de vaidade para não perderem a elegância do seu
Tale a formosura dos seus seios a frescura de suas Faces inebriadas pelos prazeres com a única preocupação de se exibirem nos salões onde acesas onde as luzes derramadas pelos candelabros fazem brilhar as joias dos seus adornos negam ao Pequenino ser o alimento de que ele tanto necessita o aleitamento não altera a beleza o motivo da prática da amamentação mercenária era Buscado na vaidade da mulher e se em alguns casos o médico apelava para as desvantagens advindas neste procurava convencê-la dos benefícios resultantes do aleitamento natural para estética assim na medida em que o interlocutor do discurso
médico é a mulher abastada ele procura persuadi-la de que ao contrário do que o senso comum acredita o aleitamento natural torna mais atraente bonita e não de forma o corpo já que faz parte da realização de sua própria Natureza de modo geral o grande argumento contra o aleitamento Mercenário era elevado a taxa de mortalidade infantil e nesse sentido o poder médico criticava rasperamente o comportamento das Mães de todas as classes sociais que não amamentavam seus pobres filhinhos os médicos propunham então que as mulheres fossem convencidas de sua vocação natural para a maternidade e aconselhada sobre
os perigos que a criança alimentada fora do Seio materno poderia sofrer ainda Em 1927 o doutor Amarante do departamento Nacional de saúde pública publicava o artigo cuidados com lactante normal no jornal a folha médica em que desfilava uma série de atributos que tornaram leite materno o principal alimento da criança entre os quais sua própria composição química é o leite materno um produto Vivo que contém fermento solúveis ativos verdadeiras vitaminas Além disso encerra Produtos endócrinos como por exemplos da tireoide que agem como verdadeiros princípios hormônios da espécie é pois um alimento completo A contínua condenação do
aleitamento Mercenário se atentarmos para o número de teses e artigos médicos publicados desde o final do século XIX persiste no seguinte estendendo-se também aos setores sociais inferiores nestes a necessidade do trabalho fora de casa constitui um obstáculo a realização da Nova função de guardião do Lar exigindo que a Mulher trabalhadora contrate uma nutris para amamentar seu filho ou que se entregue como tal inconformado o doutor Pitágoras Barbosa Lima lastimava em sua tese apresentada a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1914 que esta indústria muito constituindo um abuso pois vemos mulheres que podendo ser
as próprias amas de seus filhos vão entretanto buscar nutrizes Mercenárias para amamentarem chegando à conclusão da Impossibilidade de erradicar definitivamente o mal diante da recusa tenaz das mulheres a seguir em seus instintos naturais o poder médico Procura então garantir a alternativa de exercer um controle sobre ele regulamentando a prática da amamentação mercenária está portanto demonstrado com aleitamento Mercenário não pode desaparecer da sociedade o nosso dever agora é cercá-lo de toda a vigilância possível e para este fim toda Regulamentação ou fiscalização concernente a esta indústria deve avisar as três pessoas nela interessadas mais diretamente a nutris
seu filho e o lactante a quem ela vai amamentar concluir-se que a amamentação mercenária deveria ser fiscalizada pelos especialistas competentes os médicos higienistas puericultores pediatras filantrópicos e administradores assim as práticas sociais condenáveis deveriam ser Enquadradas e vigiadas atentamente na impossibilidade de serem eliminados o médico acima citado propunha ainda um projeto de regulamentação do serviço de ambas de leite composto por 11 itens o segundo determinava que a Nutri só poderia exercer Esta função desde que fosse autorizada após exame realizado por um médico que forneceriam certificado e Sem o qual seria a multado embora o cerne da
questão sobre o aleitamento Mercenário fosse a Mortalidade infantil elevada e a preocupação com a nova força de trabalho do país problema econômico portanto é interessante observar que a discussão se trava muito mais com argumentos de cunho moral o recurso a nutrizes é apresentado no discurso médico como obstáculo a Constituição da família moderna Sadia por Contrariar os desígnios da própria natureza o aleitamento Mercenário entre nós é um cancro roedor de nossa Fortuna em Virtude do Alto Preço porque é hoje exercido o nosso sossego No íntimo da família em razão da qualidade das pessoas que nele se
entregam e das inúmeras moléstias que afligem nossos filhos o leite da nutris da Escrava ama de leite assalariado aparece na representação médico sanitarista como perigoso por ser portador de germes que afetaram o organismo da Criança debilitando e também como ameaça de Degeneração da família o leite atua Então como a gente transmissor de doença mas a questão não é colocada apenas no sentido físico além da ameaça de contágio físico da criança amamentada pela nutris critica seu aleitamento Mercenário a partir de um ângulo moral a Nutri surge nesse discurso científico como pessoa de hábitos duvidosos impregnada de
vícios como elemento estranho e pernicioso penetrando destruindo a intimidade da família tanto Quanto a Escrava a motriz assalariada é condenada como portadora do vírus físico e moral da contaminação e possível desagregação da família a partir desta figura da normalidade é se constrói a imagem da boa mãe daí o papel moralizador da nova figura materna proposta pelo discurso médico como a guardiã vigilante do Lar na verdade a discussão que se abre em torno do aleitamento Mercenário visando convencer a mulher da importância do seu cuidado Direto e permanente com os filhos constituem uma primeira brecha pela qual
poder médico penetra no interior da família redefinindo os papéis de cada um o discurso masculino e moralizador dos médicos e sanitaristas procura persuadir cientificamente a mulher tanto da classe alta como das camadas baixas de sua tarefa natural de criação e de educação dos filhos além das teses publicadas e das campanhas empreendidas por higienistas assistentes sociais Pedagogos e pediatras o doutor mon Corvo filho imagina a realização de um concurso que funcionaria com incentivo as mães pobres para amamentar em seus seus filhos em 1902 este médico de renome fundador do Instituto de proteção e assistência à infância
no Rio de Janeiro institui o concurso de robustez premiando as mães pobres que alimentassem naturalmente seus nenéns até o sexto mês em 1909 o Dr graziano em Sua tese sobre a mortalidade infantil em São Paulo reclamava que só existia um serviço de exames das nutrientes instalado na diretoria do serviço sanitário e a gota de leite instituída na Policlínica de São Paulo desde 1905 reichava-se de que no departamento do serviço sanitário eram raras as almas de leite que se apresentava apesar de todos os esforços de conscientização que faziam a exemplo da publicação de um boletim de
conselho De mães ou no Rio de Janeiro das inúmeras palestras que a equipe do doutor filho realizava para as mães a valorização do Papel materno difundido pelo saber médico desde meados do século passado procurava persuadir as mulheres de que o amor materno é um sentimento inato puro e sagrado e de que a maternidade e educação da criança realizam sua vocação natural a mulher que contrai casamento deve ser convencida das leis naturais e Morais Que obrigam na a exercer o círculo completo das funções de mãe se a isto recusar é que há uma falsificação do sentimentos
contrariando as manifestações naturais e sacrificando o dever que essa críticar assim a prole e a humanidade assim aquela que não preenchesse os requisitos estipulados pela natureza escrevia assim no campo Sombrio da normalidade e pecado do crime não amamentarem não ser esposa e mãe significava desobedecer a ordem natural Das coisas ao mesmo tempo que se põe em risco o futuro da nação de um lado expõe-se as recompensas da carreira do casamento da Maternidade uma relação mais sólida entre os membros da família o amor do marido a mulher é levada a condição de figura central do seu
território de outro as punições sentimento de culpa frustração os castigos da natureza contrariada os perigos físicos da não procriação ou da retenção do leite no caso das Mães etc a Nova mãe passa desempenhar um papel fundamental no nascimento da família nuclear moderna vigilante atenta Soberana no seu espaço de atuação ela se torna responsável pela saúde das crianças e do marido pela felicidade da família e pela higiene do lar no momento em que cresce a obsessão contra os micróbios a poeira o lixo e tudo que facilita a propagação das doenças contagiosas a casa é considerada como
lugar privilegiado onde se forma o Caráter das Crianças onde se adquirem os traços que definiram luta da nova força de trabalho do país daí a enorme responsabilidade moral atribuída a mulher para o engrandecimento da Nação assim o discurso médico concede-lhe uma autoridade na Esfera doméstica que pretende quebrar o poder do pai enquanto que aquela que trabalha fora do Lar em comida da atividade de civilização da classe operária ela deverá impedir que o marido frequente o bar que se embebede Que tenha mais companhias e que todos Fiquem na rua até tarde ao mesmo tempo o recurso
é uma linguagem Mística para definir a função da nova mãe e leva ao nível da Santa Maria enquanto que a comparação com os animais pretende provar que o amor materno pertence à natureza de todas as fêmeas se a natureza ó mulher de ser mãe deu de prazer segue a lei da natureza compre de mãe o dever se os animais que não pensam comprem de mãe a missão só não saberá Ser mãe tu que possui razão Dr teviano para fundamentar a divulgação do mito do amor materno o poder médico busca respaldo no conceito da nova mulher
definido entre outros pelo teórico Iluminista francês Jean Jacques Rousseau Juvenal das Neves em sua teses de doutoramento sobre o aleitamento natural artificial e misto e corria ao filósofo das luzes para informar suas conclusões um inconveniente que deveria desencorajar qualquer mulher sensível de Fazer seu filho ser alimentado por outra é o de partilhar o direito de ser mãe ou antes de aliená-lo o pensamento de Rousseau tem enorme influência entre os homens cultos do período tanto na Europa como no Brasil suas ideias pedagógicas são difundidas e aceitas como referências paradigmáticas pelos médicos sanitaristas preocupados com a medicalização
da sociedade no Emílio ao descrever o que entende por natureza feminina Russo reproduz e aprofunda Representa Hamburguesa da mulher seguindo literalmente a ordem descrita no Gênese Sophia a companheira de Emílio só entra em cena depois que russomo modelou o homem em que este precisa de uma companhia ele é definido como Forte Corajoso ativo inteligente pensante enquanto que ela é naturalmente fraca submissa passiva complementa masculino a mulher é definida por aquilo que o homem não tem em Oposição a ele como sua sombra daí ao estabelecer Como deve ser A boa educação da futura esposa e mãe
só acredita que a mulher não deve desviar-se do caminho já traçado pela natureza Sofia deve aprender aquilo que convém a sua natureza pré-determinada desenhar bordar cozinhar mas não se meter nos negócios Públicos como disco som para formar esta personalidade submissa e alienada recomendada pelo filósofo Iluminista ela deveria viver enclausurada em seu ambiente natural o assim como uma freira que sabe se Restringir ao convento como esta a boa esposa mãe exemplar deveria saber dirigir a casa e entender de sacrifício de devoção de compreensão e ternura a maternidade portanto é Concebida como sacerdócio e as responsabilidades maternas
serão ampliadas à medida que se procura limitar sua participação no mundo exterior a proximidade do moralismo do discurso médico com o do filósofo francês pelo qual é inspirado evidencia-se quando ele pretende Qualificar a função da mãe na tarefa de educação da criança com o nome dessa missão que exige o devotamento no mais alto grau a paixão pelo lar o sacrifício contínuo do seu bem-estar e o esquecimento dos Prazeres para sócio ocupar dos cuidados íntimos da casa do amor e da educação dos seus filhinhos pregava o doutor Amarante em atividade mental da criança e educação artigo
publicado em 19 27 minha folha médica identificada a religiosa ou mesmo Considerada como santa a imagem de Maria a mãe será totalmente de sexualizada E purificada ainda mais que ao contrário a mulher sensual pecadora e principalmente a prostituta será associada a figura do mal do pecado e de Eva razão da perdição do homem assim serão contrapostas no discurso burguês duas figuras femininas polarizadas mas complementares a santa assexuada Mas mãe que deu origem ao homem Salvador da humanidade que padece no paraíso do Lar e esquece-se Abnegadamente dos prazeres da vida mundana e A Pecadora diabólica que
atrai para as reduções Infernais do submundo jovens e maridos insatisfeitos a primeira toda alma e sacrifício símbolo do bem a segunda exclusivamente canal e egoísta Encarnação do Mal ambas no entanto submissas depende porcelanas do homem incapazes de um pensamento racional e consequentemente de dirigir em suas próprias vidas na linha de raciocínio exposta por russono Emílio o Discurso médico Tanto aqui quanto em outros países europeus definirá as características essenciais da personalidade do menino e da menina indicando juntamente com a pedagogia Qual a educação que mais se ajusta cada um de modo a não contrariar os preceitos
da natureza já determinados segundo Doutor João Amarante em artigo publicado pela folha médica de 1927 sobre atividade mental da criança e educação da menina em sua simplicidade Cândida Observador encontra feito uma análise completa da sua alma grande sensibilidade e motividade facilidade de chorar e de rir timidez é fazer isso desde 5 anos como é bem diferente o menino sua fisionomia seu olhar mais vivo sua voz forte acusam já o caráter de mando que ele domina os atos enquanto a menina em tudo manifesta sua aspiração a ser a rainha de um lar o menino sonha visivelmente
com sua liberdade a menina são atribuídos qualificativos como Passividade docilidade desejo de poder em seu território natural o lar instinto de maternidade romantismo enquanto que é o sexo masculino correspondem a vocação do Poder a capacidade de tomar iniciativas tenacidade desejo de liberdade e racionalidade a partir da constatação desses traços inatos da personalidade instituídos pela representação burguesa dos Sexos o poder médico define as tarefas do educador incutir no menino o dever de obediência A respeito e amor ou seja discipliná-lo para cumprir o papel social que a sociedade burguesa ele reserva Além disso os filhos deveriam ser
educados pela mãe no lar com o auxílio indispensável do médico da família cuja presença assídua preveniria as doenças físicas e os desvios Morais vale a tentar para a maneira pela qual o discurso burguês ao estabelecer uma rígida linha de demarcação entre os sexos de sexualiza mulher assim na Representação santificada da mãe esposa dona de casa ordeira higiênica o aspecto sexual só aparece se associado a ideia de procriação o direito ao prazer no ato sexual é reservado ao homem enquanto que a mulher deve manter sua castidade mesmo depois de casada A Ascensão da figura da uma
empregada pelo discurso burguês inibe a Sexualidade conjugal a mulher destinada carreira da Maternidade não pode procurar o prazer do coito e a ideia do orgasmo materno se tornar algo Escandaloso ou mesmo impensável na verdade a ciência médica e a psiquiatria posteriormente procurarão mostrar que o homem tem o desejo sexual mais forte do que a mulher por sua própria biológica o que por sua vez justifica a busca da prostituta pelo marido que respeita a esposa mas que precisa reafirmar cotidianamente sua virilidade a influência do padre multiplicando as interdições sobre o sexo conjugal reforça este modelo de
casal que Permanece inquestionável até a década de 60 não é de se estranhar que ao estudar o humanismo na mulher e suas influências sobre o físico e moral 1886 o doutor a de Almeida Camilo Apresente a masturbação feminina como um terrível vício e que encontra a causa desta prática condenava na ociosidade da mulher rica que deixa a direção da casa entrega seus fãs ficando na inatividade e revólvem seu espírito tudo que a imaginação pode oferecer de Belo e Fictício dispondo assim de tempo supérfluo para libertinagem solitária evidentemente as consequências da prática da masturbação feminina vitoriana
ou Volvo vaginal não poderiam ser menos destrutivas tanto para o organismo quanto para o espírito distúrbios digestivos disfunções do aparelho circulatório e respiratório rouquidão tosse ansiedade torácica falta de desenvolvimento do tórax até histeria epilepsia insônia loucura e hipocondria Eram apresentados como Fantasmas físicos da doença diagnosticado o problema seguem-se as indicações de Prevenção ou cura No primeiro caso desde pequena a criança deveria ser impedida de tocar em seus órgãos genitais ou de ser tocada deveria evitar alimentos fortes e bebidas espirituosas em compensação deveria habituar seus esportes Como a natação ginásticas etc exercícios que não lhe deixariam
muito tempo livre e finalmente Deveria ser vigiada em todos os lugares por onde circulasse assim como suas companhias deitar Exausta de cansaço e levantar bem cedo de modo a combater moleza sequestro da sexualidade em submissa que possamos de qualquer maneira está ao mesmo tempo em toda parte parente do chata Leite mulheres de má vida meretrizes em submissas em puras insignificantes O que fazer com essas loucas que recusam aconchego do casamento que negam a importância do Lar E preferem circular enfeitadas pelas ruas desnudando partes íntimas do corpo exalando perfumes fortes e extravagantes provocando tumultos escândalos subversivas
que rejeitam o mundo edificante do trabalho surdas aos discursos masculinos moralizadores e que perseguem a todo custo satisfação do Prazer assim como masturbação da prostituição é classificada pelo saber médico e criminológico como vício fermento corrosivo lançado no Grêmio Social e tende alastrar-se romper todo o corpo social a tendência natural do vício lá atrás se não crescendo e tudo levará de vencida se não lhe puseram uma barreira que contém seus ímpetos afirmavam enfaticamente em São Paulo secretário da polícia Cândido Mota em 1897 como energia natural e selvagem em rompendo nas profundezas do Social a prostituição deveria
ser representada para que não transbordasse em práticas condenáveis desconhecidas e clandestinas Alexandre Parem de influência predominante no meio médico sanitarista e entre a polícia de costumes brasileiras preocupado em conhecer de forma minuciosa e controlar e rigidamente a vida cotidiana prostitutas herdeiro da tradição agostiniana este médico francês especialista em esgotos e na higienização da cidade de Paris identifica prostituição as imundícias do submundo reflete a nova obsessão com os Meados e com o lixo que apa classe dominantes defensorar nítido projeto regulamentarista aplicado na França desde o início do século 19 realizam minucioso estudo sobre as origens da
prostituição a vida cotidiana das meretrizes fez uma levantamento estatístico de sua proveniência idade estado civil profissão hábitos clientela e preconiza as formas de controle nas condutas sexuais está conjugais confinado nas casas de tolerância nos Bordéis registrados pela polícia em vários países da Europa sua influência permanece incólume até o final do século XIX quando os abolicionistas juntamente com outros grupos radicais questionam enclausuramento da sexualidade vagabunda não obstante também no Brasil sua principal obra lá prostitucional em 1936 tem larga de fusão entre os especialistas substituição das práticas sexuais perigosas mesmo depois de criticado e seus pais de
origem Seguindo Seus Passos Os médicos sanitaristas brasileiros invadem o submundo da prostituição classificam as mulheres degeneradas investiram seus hábitos e gostosos egnosticam suas doenças procurando acumular todo um conhecimento sobre a mulher pública e difundir estereótipo da a partir do qual eles serão situadas para fora do campo da normalidade sexual social os laboratórios de estudo em que são transformados por 10 os hospitais as Prisões despedidas elaboram-se simultaneamente técnica de saber estratégias de poder destinadas a enclausurada domesticar as práticas sexuais Extra conjugais recorrendo aos mesmos argumentos moralistas de parentes do Chalé um médico sobre a prostituição no
Rio de Janeiro de 273 concluiu que entre as várias causas de favorecerem a prostituição pública destacam-se a ociosidade a preguiça desejo desmensurado de prazer o Amor ao Luxo a miséria financeira que leva a mulher a buscar recursos próprios fora do ar o desprezo pela região a falta de educação moral e principalmente temperamento erótico da mulher além disso acrescenta os bairros populares e as folias carnavalescas criam condições especiais para Emergência de práticas devassas e pervertidas principalmente numa cidade quente e úmida como em Rio de Janeiro onde predomina o temperamento nervoso dos seus filhos cujo produto é
Nada menos do que uma imaginação ardente são poetas romancistas fantasmagóticos etc que como esta estudam o fenômeno da prostituição tendo em vista combater a propagação de sífilis das venéreas repetem os mesmos argumentos e a mesma metodologia dos regulamentaristas Franceses assim em nome da luta contra o perigo venélio em defesa da Saúde da população e da preservação da espécie que se estuda e medicaliza sexualidade Da mulher se aborda o problema da prostituição que se institui os padrões de comportamentos da mulher honesta e casta e da vagabunda através de estatísticas realizadas com apoio da polícia esses estudos
procuram mostrar que a grande maioria das prostitutas provém das camadas mais pobres da população especialmente das não casadas das classes proletárias a expressão de JB Leme que exerciam anteriormente as atividades de florestas costureiras Operárias domésticas artistas e teatro entre outras evidentemente a mulher pobre que se projeta é associada a imagem da criança do selvagem que necessita dos cuidados do Estado das classes da condição de sua vida imatura ela é uma pessoa desorientada que se perdeu na vida que precisa de socorros especialistas para encontrar o bom caminho e reintegrar na sociedade conclusão paradoxalge que a prostituta
não há uma criminosa que deve Se arrepender e retornar normalidade pois a prostituição numa cidade numa vila em qualquer lugar de certo movimento é uma necessidade Vital torna-se uma válvula de segurança social especialidade coibindo vícios no elemento publi varonil e tendo um certo e determinada equilíbrio na ação popular da localidade como afirmava o doutor Simões da Silva em seu trabalho sobre a fiscalização da prostituição no Brasil em favor da infância de 1924 já o doutor É Ferraz de Macedo em sua tese chega a mesma construir um mapa classificativo na prostituição da cidade do Rio de
Janeiro segundo qual as metas de São Divididos classes gêneros e espécies A exemplo das Borboletas e mariposas a partir desse quadro o Saber médico caracteriza as prostitutas catalogadas nos vários itens assim as mulheres públicas do primeiro gênero da primeira classe isso é as trabalhadoras floristas modistas Etc tem traços comum com um tipo de roupa habitação os costumes as horas de trânsito modo de se renderem o modo de expressão voz estilo termogênese etc as do segundo gênero da primeira classe as prostitutas ociosas vivem isoladas em casas aristocráticas possuem grande cópia de intimidades e relações escolhidas do
sexo masculino bom número dessas meretrizes é fornecido pelos teatros já da terceira classe das vacinas cuidam das paredes dos quartos Com quadros e imagens de diversos Santos prostitutas informadas vivem em casa de mais grosseiro aspecto e mais despida de adornos Geralmente as donas dessas casas São pretas pardas livres e libertos com todas gastas na idade no vício Mas o que ele considera como o tipo mais degradante de habitação das aos angu habitação sombria verdadeiro amplo de paredes enegrecidas pela fumaça de fogareiros e náusemundos cachinhos de frequentadores e habitantes o Sanitaristas brasileiros retomam perto da prostituta
desenhado por parente do chapelei e sucessivamente Reproduzir todas as literatura profissional e que modelo imaginário de prostituta que teve aceitação Universal determinou o comportamento das próprias mulheres identificadas com essa condição Além disso ao referenciar seu comportamento modelo da mundana construída pelo médico francês fortalecer ao mesmo tempo ideal da honesta mãe dedicado e submissa na Medida em que se diferenciava do contratipo repelente da Meretriz Afinal a dona de casa agarrou-se o modelo da mulher casta tanto mais firmemente quando ele se distinguir do modelo das mulher da vida símbolo de perdição e da monstruosidade um dos traços
mais característicos da personalidade da mulher pública na visão dos médicos é a preguiça a versão trabalha perseguição dos freiadas do prazer a projetito tem aquela que ao contrário da mulher Honestura vive em função da satisfação dos seus desejos libidinosos devassos ela tem um andar um sorriso um olhar uma atitude que eles são próprios é preguiçosa mentirosa depravada extremamente simpática ou algo despreocupada do futuro e muitas vezes destituído de senso moral antítese da esposa honesto a mulher da vida tem um apetite sexual exaltado que leva cidades por vezes fantásticas na prática De prevenções ou mesmo do
coito é boa ignorante limitadíssimo são os recursos intelectuais raríssimas mulheres poderiam sustentar uma conversação que seja necessário o maneiro do raciocínio ou pequena contribuição lógica Leviana inconsistente volúvel irregular adoro movimento e agitação e a turbulência estão no mesmo domicílio durante o espaço de um ano instável físico espiritualmente variáveis de opiniões Incapaz de seguir um assunto até o fim levianas exaltadas e muitas vezes insolência gulosa incontrolável adoro os excessos suas atividades quando estão sozinhas são fúteis e banais entregam-se a calçaria ao sono a conversações úteis limitado unicamente as virtudes vícios ou defeitos das colegas e seus
amantes são frequentadores outras vezes fumam jogam brincam beham cantam dançam e concluem Paramentando-se as áreas tocráticas acordam tarde passam o dia arrumando-se em bonecando-se algumas vezes passeio de carro ficam na janela sempre usam falsos nomes e adoram flores e animais mas chegam até boas qualidades o sentimento de caridade Não só para os colegas como para o próximo é uma das virtudes mais salientes das prostitutas estão sempre dispostas se socorrer nas horas de Fortuna São carinhosas quando encontram pessoas infeliz ou carência mas nunca Essa virtude é fixa nelas ao contrário do que afirmacler a respeito da
parisiense para nossos médicos as prostitutas brasileiras não são excelentes mães pois preferem abortar até o seu corpo deformado pela gravidez quanto aos afetivos as prostitutas sempre tem amantes sejam fixos ou eventuais em geral apaixonam-se por rapazes de famílias abastadas que buscam aventuras e querem dar vazão aos seus desejos libidinosos já Os Amantes Persistentes podem ser do sexo masculino ou feminino frequentemente Estes rufiões são sustentados pelas mulheres da vida apenas para lhe fazerem companhia quando vão as compras ao teatro aos Bares ou bailes costumam bater nas amantes que Aliás só exploram e não amam e a
montou-se nos cafés dos botequins e milhares assim o retrato da mulher pública é construído em oposição da mulher honesta casada e boa mãe laboriosa fiel e de sexualizada a Prostituta construída pelo discurso médico simboliza A negação dos valores dominantes a boa ordem do mundo masculino seu objetivo principal é do prazer e nessa lógica prazer e trabalho são categorias antimônicas por isso ela deve ser enclausurada nas casas de tolerância ou nos bordéis espaços higiênicos de confinamento da sexualidade extraconjugal regulamentados e vigiados pela polícia e pelas autoridades médicas E sanitárias Vale lembrar como o primário distinto natural
se sobrepõe ao da miséria Econômica na explicação das causas do fenômeno da prostituição a medida se elabora o conceito de higiene social a teoria da prostituição inata e hereditária ganha cada vez maior número de adeptos e só é contestada pelas grupos anarquistas no Brasil e na Europa São também inúmeros os estudos que pretendem provar através da antropologia criminal que as prostitutas assim como Os criminosos de anarquistas possuem uma configuração do cérebro diferente e alguns sinais orgânicos que as distinguem da maioria das pessoas normais apoiando-se milagroso para qual as prostitutas se caracterizam por sua fraca capacidade
craniana e por mandíbulas bem mais pesadas que as das mulheres honestas o delegado de polícia Cândido Mota procurava provar a semelhanças da Constituição física dos criminosos natos E dos anarquistas comparando os crânios de revanchel conhecido anarquista francês e Santa Ana Leão assassino espanhol dilabroso apresenta o tipo mais completo do criminoso Nato não só na face mas no hábito do crime no prazer do mal na ausência completa do senso ético no ódio que ostenta pela família na indiferença pela vida humana o que dá logo na vista ao contemplar-se a fisionomia de remanchou é a brutalidade a
face que Apresenta uma assimetria pronunciadíssima distingue-se por enorme etnografia exagero das ancas super ciliares pelo nariz muito desviado para a direita orelhas em Asa e em nível diferente enfim pela mandíbula inferior enorme quadrada e saliente completado nesta cabeça os caracteres típicos do delinquente Nato é justamente que se nota em Santana Leão É um tipo Genuíno de criminosonato as mesmas assimetrias notadas no primeiro encontra-se neste a Mesma tensão que percorre o discurso médico e criminológico sobre a prostituição reaparece quando se enfrentam os temas da criminalidade ou do perigo apresentado pela violência das classes trabalhadoras nesse sentido
ameaça do perigo biológico é identificada a ameaça social representada por classes inferiores e incivilizadas que os dominantes acreditavam dever conter os programas de Eugenia que se desenvolve na segunda Metade do século XIX na Europe no Brasil nas primeiras décadas do século 20 visam gerir as relações sexuais e sociais que se estabelecem nas diversas classes sociais inspirados nos métodos da sociologia empirista e impulsionados aí de a sanitarista os médicos ligados aos órgãos públicos de controle da Saúde da população preocupa-se com a vigilância e o controle da prostituição necessária porém perigosa não só o sexo pode ser
afetado pelos suas próprias doenças como Pode transmitir outras por isso precisa ser administrado pelos especialistas autorizados o sistema regulamentarista de domesticação das práticas sexuais criado na França aparece no primeiro momento como um exemplo a ser seguido pelo Brasil esse projeto Visa definir uma nova economia do sexo disciplinado a prostituição de modo a impedir que se manifesta em formas aberrantes de comportamento sexual pretende então estabelecer uma linha divisória nítida Entre a prostituição institucionalizada e tolerada e a clandestina que deveria ser eliminada o ideal de para os regulamentaristas e a mulher recatada e de sexualizada que cumpre
seus deveres profissionais mas sem sentir prazer e sem gostar da sua atividade sexual as casas de tolerância e os bordéis deveriam ser registrados na polícia vigiadas pela administração e pelas autoridades sanitárias estas estabeleceriam contratos restritos com As donas dos bordéis que por sua vez deveriam ser pessoas respeitadas e temidas por seus afilhadas o bordel deveria ser ou anticortiço o oposto do que se representava a casa de prostituição clandestina refletindo a sua maneira intimidade conjugal burguesa a política de costumes proibia aí qualquer prática de sexo grupal ou homossexual muito embora essas interdições não fossem muito respeitadas
além de confinar as prostitutas entre os Espaços especiais vigiados e marginalizados os regulamentaristas defendiam que estes estivesse localizados em bairros distantes das escolas das igrejas dos internautas e dos bairros residenciais as meretrizes deveriam ter poucas permissões de saída e ainda deveriam receber as visitas sanitárias a domicílio várias vezes por semana Obrigatoriamente entradas na polícia deverão ser portadoras de uma carteira Sanitária de Identificação pela qual seriam constrangidas a passar por um exame periódico A exemplo que se praticava na França em outros países da Europa esta carteira conteria seus dados pessoais nome real idade profissão atual ou
anterior naturalidade estado civil no caso de serem vítimas de alguma moléstia receberia um tratamento adequado e as que nossos exames médicos obrigatórios seriam multadas os regulamentaristas defendiam ainda a marginalização e o Tratamento obrigatório de todas as prostitutas que fossem encontradas doentes sabe-se que os projetos regulamentaristas introduzidos na França no século passado apesar dos adeptos vem em mentes e da sua obsessão frente à ameaça da prostituição fracassou e foi violentamente contestado pela campanha abolicionista levando o efeito do último quarto século no Brasil o mesmo processo parece ocorrer se levamos em conta o atual estado da prostituição
no país e As frequentes denúncias de invasão das ruas e passei pelas prostitutas públicas eu ainda críticas e médicos que se intuiram contra aquele sistema e defendiam o o abolicionismo a prostituição pública suscitou desde o final do século XIX a intervenção das autoridades policiais como forma de reprimir e de prevenir toda a ofensa moral e aos bons costumes Como dizia o delegado Cândido Mota Qual a interdição disciplinar é estabelecida um Regulamento provisório as meretrizes em 1897 destinados a controlar o exercício da sua profissão dizia este letra A que não são permitidos os hotéis ou conventilhos
podendo as mulheres públicas e ver unicamente domicílio particular em número nunca excedente a três letra b a janelas de suas casas deverão ser guarnecidas por dentro de cortinas duplas e por fora de persianas letra c não é permitido chamar ou provocar os transeuntes projetos e Palavras encabular conversão com os mesmos letra D dá 6 horas da tarde horas da manhã os meses de Abril a Setembro inclusive e das 7 horas da tarde às 7 horas da manhã nos demais deverão ter as persianas fechadas de modo que aos transeuntes não devassarem o interior das casas não
descendo permitido conversar em as portas letra e deverão guardar toda a decência no trajar uma vez que se apresentarem a janelas ou saírem a rua para o que deverão usar de Vestuários que resguardem completamente o corpo e o busto letra F nos teatros de divertimentos públicos que frequentarem deverão guardar todo o recado não lhe sendo permitido entabular conversação com homens nos corredores ou nos lugares e que possam ser observados pelo público o medo obsessivo dos regulamentaristas diante do aliciamento dos transeuntes feito pelas prostitutas Explica as interdições contidas nos itens C e D na verdade tenta
se impor um modo de vida Rígido e conventual onde todos os horários gestos hábitos e maneira de investir sejam calculados e controlados a prostituta e a casa de tolerância deveriam ser totalmente transparentes à vigilância paranoica da polícia de costumes e da polícia médica e sobretudo o modelo da intimidade burguesa deveria prevalecer no interior dos bordéis muitas vezes no entanto a repressão policial utilizou da violência física contra as prostitutas e homossexuais de Penteado recorda que frequentemente a polícia aprendia as prostitutas do Brás que quando não levava uma surra recebia uma ducha de água fria e tinha
umas cabeças totalmente raspadas a resistência também se fazia sentir vingava assim porém do Delegado Bandeira de Melo cantando o doutor badalhou de merda é homem muito canalha pega a cabeça de nega e manda rapar na vara procedimento que aliás prossegue nos dias de hoje apesar dos regulamentos da Polícia de costumes visassem as prostitutas de todas as classes sociais na prática eles entendiam mais severamente sobre a prostituição clandestina e Popular as críticas de vários setores sociedade dirigem-se ao sistema regulamentarista de controle da prostituição a volume se na década de 20 no Brasil segundo a nova corrente
que passa predominar Principalmente nos meios médicos o abolicionismo tal como ocorrer anteriormente outros países Europeus o antigo método de vigilância da prostituição comportava inúmeras falhas em primeiro lugar visava apenas a mulher perseguindo a por um tipo de relação em que o homem também estava envolvido ela era sequestrada e confinada em casas isoladas especiais fichada na polícia como prostituta profissional vigiada severamente pela polícia e pelas médicos acusaram de ser transmissora de sífilis de outras doenças venéreas sofrendo sozinha toda a Repressão de práticas intoleráveis para a sociedade enquanto que o homem ficava isento de qualquer responsabilidade Além
disso o resultado do sistema irregulamentarista então adotado foram oposto que se propusera a prostituição Clarine aumentava olhos vistos tanto aqui quanto em outros países as prostitutas escritas fugiam quando estavam doentes ao de se apresentar e a vista sanitárias e tornavam-se clandestinas mas o ponto ocorre esse dia Mais vigorosamente a crítica abolicionista aos regulamentaristas era que o registro legal das prostitutas prendia impedias a sua possível recuperação a polícia de costumes era vista como uma máquina de transformar ocasionais imputas eternas a prostituta escrita acabava se tornando-se uma prisioneira Perpétua da polícia ao contrário dos regulamentaristas os abolicionistas
recusavam a legalização da prostituição Pois iam nesse ato uma medida de repressão e de controle sobre as mulheres públicas o objetivo dos abolicionistas não era no entanto a eliminação da prostituição que também considerava necessária mas a libertação das prostitutas das garras da polícia que exerciam sobre elas um poder arbitrário e violento e a destruição de um sistema que é marginalizava as mulheres e violava o direito da Liberdade individual no entanto se por Um lado os abolicionistas defendiam pontos como a liberdade individual Direitos do Homem o fim da intervenção do estado nas relações pessoais por outro
a campanha abolicionista era levada em nome da família das ruas e da salvação do casamento evidentemente não há nenhuma Apologia ao prazer outros alvos de ataque dos médicos abolicionistas como o Dr Flávio Goulart referiam-se as visitas sanitárias forçadas e muito rápidas que não Permitiam diagnosticar seguramente a sífilis a brevidade dos tratamentos aumento do internato nos hospitais levando as prostitutas a fugirem aos áreas diversos truques para dificultar o exame segundo ele a administração pública deveria oferecer um tratamento gratuito As meretrizes e aos indigentes os dispensares estabelecidos pela saúde pública no caso dos que abandonasse o tratamento
deveriam ser enviar cartas que é advertisse contra os possíveis Perigos resultantes no entanto apesar do discurso liberados abolicionistas Vale lembrar que é em nome da moralização das condutas da repressão dos instintos e do controle das funções que eles batalha e nisso distingue esse radicalmente dos anarquistas os anarquistas e o campo da moral a vida não cabe dentro de um programa de Maria Lacerda de Moura Creio que não se pode afirmar tranquilamente a existência de uma unidade absoluta de opiniões entre os anarquistas a respeito De questões como a nova família emancipação da mulher o amor livre
do direito ao prazer que constitui o campo da moral no entanto apesar da abundância de reflexões individuais sobre esses temas entre outros tanto delinear os contorno de um projeto libertar o relativo a uma nova moral enquanto crítica da ordem burguesa às divergências se neutralizam encontra-se uma unidade de problematizações e valores interligando os assuntos Discutidos na imprensa em geral fundamentalmente acredito que endereça se a sociedade burguesa que assentada na exploração do trabalho na dominação política produz moral decadente repressiva que se Funda em relações autoritar as injustas e corruptas assim sem Pretender definir absolutamente um projeto libertários
instituições da nova moral tendo perceber As instituições dominantes da reflexão anarquista relativa às relações afetivas familiares Amorosa sexual a partir dos artigos escolhidos nessa empresa Operária três principais núcleos de probabilidades evidenciam quando os anarquistas abordam questões que procuram definir uma nova economia do desejo a emancipação da mulher as relações afetivas e a moral sexual e as práticas condenáveis a emancipação da mulher tema frequente na imprensa anarquista a condição de opressão da mulher não só do operar Mas também da burguesa é pensar de analisada Por vários articulistas de tendência libertária contra o mito da mulher passividade
sentimento abração sombra do homem várias vozes se levantam mulheres como já conhecida amarela série de Moura professora jornalista e escritora sal Tide uma graça Maria de Oliveira tibi Josephine Estefânia bertec Maria é Soares Cassino artigo nos jornais anarquistas além destas publicações defendendo a casa feminina elas promovem reuniões conferências palestras Educativas em vários cantos do país e funda uma Federação Internacional feminina se é possível perceber no conjunto dos textos libertários uma representação masculina da mulher que a torna símbolo da maternidade da passividade e da fragilidade a esse seu foi uma outra construção contestadora dos valores dominantes
a partir de vozes femininas no interior dos anarquista propõe a expansão da mulher de todas as classes sociais os papéis que eles são Atribuídos socialmente ao lado da tradicional representação da mulher submissão é média uma outra figura feminina simbolizada pela compatibilidade Independência força Segura que luta pela transformação de sua realidade cotidiana tanto a partir da própria presença destas ativistas enquanto pelas suas projeções Maria Lacerda de Moura por exemplo discutindo as concepções dos especialistas sobre a inferioridade biológica da mulher afirma Criticamente eu não escuto com um homem apenas com o senhor Bombarda médico português Lombroso ou
com ferro protesto contra opinião antes do feminista de que a mulher nasceu exclusivamente para ser mãe para o lar para brincar com homem para diverti-lo não é ocasional portanto que encontrei no jornalista libertários artigos que ao criticar a situação social da mulher no sistema capitalista aponta e a instrução como a arma privilegiada de libertação a partir de Uma graça por exemplo propõe que a mulher Operária não lute apenas para os seus direitos no interior do espaço da fábrica assim de melhorar um pouco a vossa crítica situação obter uma jornada de trabalho mais curta e salários
mais elevados mas procure instruir para poder defender esse melhor France a exploração do Capital a educação Mulher trabalhadora parece com instrumento de luta contra as classes dominantes contra o poder da Igreja e contristado na Medida em que elas se conscientize dos seus direitos pessoais e ainda possibilitando a instrução dos próprios filhos ajude a impedir que sejam depois vítimas do injusto sistema social em que vivemos a instrução de operar é será também fundamental para aquela desmistifica a religião e a figura interiosa do padre com Conselheiro e guia espiritual compreendereis que inteiramente nude que vocês aos padres
das vossas dores aconselhando a Respiração o que eles fazem impedidos de reagir contra quem vos oprime revoltando-se a mulher enquanto mãe Educadora servirá de exemplo aos filhos por sua vez também se rebelarão e poderá empreender ainda que a noção de pátria é uma ilusão que os vossos filhos nenhum deve ter cumprir para com ela e que quando em nome dessa Pátria os vieram arrancaram os vossos braços e depois voltar semelhante a lei A ideia é que a mulher Não é apenas portadora de sentimentos emoções mas que possui a mesma capacidade de pensar de questionário de
brigar que o homem para qual educação é uma arma importante de luta revela recusa do modelo de feminilidade instituído pelo Imaginário social Isabel cerruti é afirma esta posição analisar as causas da situação alienante opressiva e quem se encontra mulher na sociedade atual esta só poderá libertar-se se compreender os motivos da Exploração social e desmistificar a mitologia justificadora de sua condição antes de tudo isso é o essencial ela deve fazer o uso do seu raciocínio para se despedidos vamos temores dos tolos preconceitos e dos ridículos incutiu A falsa moral de Deus e da Pátria para ser
obter o seu pensamento emancipado as barreiras a superação da mulher não se localiza em sua natureza em sua constituição física como pretende saber burguês mas resultam da ação das Classes dominantes juntamente com para a igreja o apelo à educação a formação de uma consciência crítica com medo de desmistificar sua condição social e derrubar as ideias impostas pelo poder clerical e aparece em vários artigos como de Maria de Oliveira a emancipação da mulher publicarem o amigo do Povo de 1902 Aliás a questão da libertação feminina não se limita a operária de modo geral discursa procurando revelar
a condição de sujeição De Humilhação que Sofre nas mulheres de todas as classes sociais numa sociedade iluminada pelo poder masculino por isso elas devem preparar intelectualmente para poderem enfrentar a concorrência masculina assim Como uma Mulher trabalhadora a burguesa é oprimida teve sua vida decidida desde a infância aprendeu a reprimir seus sentimentos a dizer o que não sente a fim de Dotz que não possui também ela que não é livre nem feliz deve participar da luta pela sua auto Emancipação afirma amarela certas anarquistas sugere que as proletar esse organismo sociedades de resistência para que possa conquistar
melhores condições de vida de trabalho frequentes apelos na imprensa libertar a sugerem a formação de grupos de estudo compostos por mulheres operárias para discutirem sua situação social e as possíveis formas de resistência os defender a libertação da Mulher em todos os planos da vida social Desde a relação de trabalho até os familiares nesse ponto a crítica que Isabel cerruti endereços feministas ligar as revista feminina deixa Clara a posição libertar com relação ao significado do conceito de emancipação segundo aquela revista a mulher deveria lutar para conseguir independência política o direito de voto e de participação no
processo eleitoral Paraná evidentemente esta proposta não é Libertadora uma vez que ser estrangeira Luta por conquistas e certamente políticas ainda porque justifica a própria moral burguesa em suas palavras nesse terreno é vastíssimo quer fazer compreender a mulher na sua intenção o papel grandioso que ela deve desempenhar como fator histórico para nossa inteira integralização na vida social a luta das mulheres na concepção libertar pelo questionamento das relações que se estabelecem no cotidiano tanto no interior da família quanto na fábrica Não se trata de conquistar os direitos de participação no campo da política instituído pelas classes dominantes
mas de trabalhar pelo crescimento pessoal completo integral qualquer forma nas leis vigentes que vem a conferir direitos políticos iguais aos homens não apanha salvo da chacotas e humilhações não é livro de ser desenhado por sexo forte e impotente enquanto perdurar a moral social que constrange protege prostituição na verdade a transformação Radical da condição da mulher será possível numa outra organização da sociedade mais justa Onde o amor livre é segura a integridade das relações familiares onde os jovens possam escolher livremente seus companheiros de forma as suas famílias sem contar com obstáculos econômicos alvitantes do mundo capital
assim a luta pela emancipação da mulher não passa pela reivindicação de acender a esfera pública simplesmente mas é primeiramente Uma questão de ordem moral trata-se da necessidade de libertar-se do modo burguês que ele é imposto de construir uma nova figura nega dura daquela forjada pelo representação burguesa e masculina a mulher não é apenas sentimento e passividade da eletricidade de instruísse de utilizar essa potencial intelectual na crítica ideológica das instituições e da mitologias religiosas de lutar pela própria Independência dentre as alturas que pesquisamos aquilo Nos parece mais inovadora e radical pelas suas indagações e propostas amarela
sede de Moura além de vários livros publicados direitos de revista Renascença em 1923 e 2 anos antes da Federação Internacional feminina o objetivo de canalizar todas as energias femininas espécies no sentido da cultura filosófica sociológica é estética para os eventos de uma sociedade melhor ela realiza crenças em vários centros culturais nos círculos Operários ou na Federação filosófica e espiritualista de São Paulo contando sempre com numerosa assistência condição feminina foi tema da reflexão contínua de Maria Lacerda preocupada com a libertação da mulher dessa sugestão em que se encontra na sociedade capitalista ela pregava Luta pelos seus
direitos a necessidade da instrução educação sexual jovens a liberdade de amar a maternidade livre e Consciente e a independência da Mulher em relação à imposição social do Casamento críticas Ferreiras relações de dominação que se estabelece entre homens e mulheres pretendia conscientizar as mulheres de sua situaçãopressiva e mostrar a possibilidade de uma participação social efetiva até aqui temos vivido a civilização unissexual a mulher não passou do espectador no cenário da vida afirma em antínea e o amor plural embora tenham libertasse da dominação artística mulheres tens enfrentar a oposição dos que não querem Perder seus privilégios e
o homem continua a querer em travar os movimentos e portanto a ccle Progresso a mulher só tem direito de sair de se locomover se vai trabalhar ganhar dinheiro continua dando conta ao homem de todos os seus passos e até do seu salário é outra espécie de exploração é o cafetismo e família também para ela questão da degradação das relações familiares só pode ser resolvida socialmente apenas uma nova organização Da sociedade em que os homens e mulheres têm os mesmos direitos e oportunidades suas diferenças poderão ser respeitadas outros problemas sociais como miséria ou alcoolismo tuberculose sífilis
a prostituição a exploração da mulher da criança a exploração do fraco pelo forte a voragem essa barcadora de tantas vidas na oficina nos cortiços na penúria tudo tudo nasce do atual regime social cujas se resume nessas palavras se eu não arrancar os olhos do próximo ele Arrancará os meus mas a transformação radical das relações sociais Em sua opinião não deve passar pela Ditadura do partido político posição que aproxima totalmente dos anarquistas por isso que partira sinônimo de farsa astúcia ambição pessoal de hipocrisia de preconceitos as relações sociais tanto na Esfera da produção quanto no interior
da família na escola ou em outros espaços de sociabilidade não podem ser organizadas pelo partido político mesmo Que Se considere representante dos interesses do proletariado é o caso por exemplo do Amor Impossível segundo ela de ser organizado em trabalho recente Miriam Moreira Leite procura desvendar os caminhos de Maria Lacerda de Moura cujo pioneirismo Em sua opinião se deu basicamente na área de estudo sobre a condição feminina segundo Leite ela não poderia ser considerada como uma anarquista propriamente dita ou como comunista ou socialista no sentido de Afiliação política na verdade se esta escritora mineira em muitos
se aproxima dos libertários ao negar qualquer vínculo com o partido político ou nas críticas que endereça ao governo e ao clero ou ainda na defesa de uma nova moral do amor livre da libertação da mulher ela mesma nega qualquer rotulação política considerando-se uma pensadora Independente se nos atermos ao ideal feminino defendido em vários artigos anarquistas principalmente os escritos Por mulheres como já citadas percebemos A negação da figura da mulher rainha do lar deste nada exclusivamente a função de procriação por outro lado não se trata de defender a feminista outra radical a proposta da nova mulher
de Josefina S verdade aponta uma solução de equilíbrio em o que deveria ser a mulher ela Explicita a sua concepção de feminilidade entre a feminista Ultra forma híbrida sexual e a massaia no sentido romano da palavra Stitch em casa E filo Lana existe o justo meio a verdadeira mulher a mulher nem patroa nem escrava nem feminina nem Angélica nem a séptica nem Messalina mas a mulher amante e amada que recebendo no seu seio novo germen maturando na dor consagrando com o seu sangue da humanidade o milagre da vida para ela nela e com ela eternamente
se renovando até ao infinito se de um lado nós condenamos a feminista outra do outro lado não queremos tão pouco a mulher máquina a mulher besta de Carga a chamada governadeira o ideal feminino que aparece nos textos anarquistas é delineado difusamente não ou se pretende construir um modelo acabado evidentemente de qualquer forma fica patente a crítica ao modelo burguês da esposa mãe dona de casa vigilante assexuada e ordeira como defendiam os médicos e filantropos do começo do século XX critica a si mesmo a exigência que se faz do trabalho excessivo da mulher naquele modelo feminino
que Contraditóriamente ele atribui características de indolência passividade inércia Qual foi até hoje a noiva ideal ou admirável mãe de família nas classes pobre médio aquela que sabe fazer tudo que trabalha essa entregas e que por consequente acaba com a própria saúde e envelhece antes do tempo já que não se diverte que não tem tempo para si própria Imagina assim então a possibilidade do crescimento pessoal da mulher livre da prisão dos afazeres Domésticos ou da extensa jornada de trabalho fora de casa com a subdivisão do trabalho pelo contrário satisfeita tarefa que ele compete como Cost lavadeira
cozinheira e Educadora artista ou talvez médica poderá depois de expor a seu bel prazer das horas livres quer dedicando o seu estudo ou a exercícios artísticos quero gozando das diversões a todo proporcionados pela vida social a discussão sobre a necessidade da emancipação da mulher remete Evidentemente a recusa do casamento monogâmico da imposição dos cônjuges e leva a proposta de uma nova forma de relacionamento afetivo a moral sexual amor livre virgens Erguei o olhar que as sombras do convento acostumou a andar Cerrado para a luz deixar em um instante só ou Êxtase da Cruz e enchei-vos
deste sol que brilha turbulento vinde gozar a vida em toda a plenitude e não fareis assim a vossa Juventude com sonhos infantis de Uma banal por eles a virgindade é quase um crime cada seio deve florir não ser tal como a terra em flores vencer o preconceito e os falsos vão aos pudores em que vos abismais no subtâneo em leio como na antiga Grécia Rede Viva ou virgens desnodai a vossa carne altiva e fecundai após um sopro de energia e vós homens do amor e voz que a desejais arrancar eles da Fronte as coroas virgininais
beijai livremente a grande luz do dia excelente em um de Seus livros Maria Lacerda de Moura revela que o tema do amor livre é hoje muito discutido e necessária nas rodas de intelectuais e proletários afirmação intrigante para quem acreditava que esta questão fosse colocada recentemente a crítica a virgindade exigência ridícula para o homem e profundamente humilhante para mulher segundo esta mesma autora remete efetivamente renegação do casamento como relação monogâmica eterna legitimada pelo clero pelo Estado os Libertários questionam a institucionalização das relações afetivas e a forma pela qual as relações sexuais se manifestam numa sociedade autoritária
e repressiva de ponta a ponta porque esta necessidade obsessiva de enquadramento dos comportamentos sexuais principalmente em rótulos prontos acabados aceitáveis ou condenáveis a despeito de toda acusação atual do moralismo nos anarquistas não se pode deixar de considerar avançada Suas propostas de relacionamento afetivo entre homens e mulheres somente é válida uma união conjugal que se estabelece livremente independente dos interesses econômicos ou das obrigações sociais vários artigos publicados na imprensa anarquista discutem a questão do amor livre procurando diferenciá-lo de uma valoração burguesa amor livre não é como alguns pretendem outros julgam as Rela sexuais a vida de
momento em praça pública ou no andar registrado sobre o Número de polícia é um todo formado pelo homem e pela mulher que se completam vivem juntos porque se querem se estimam no mais puro Belo e desinteressado sentimento de amor vivem juntos porque é essa sua vontade e não estão ligados por determinação alheia nem por interesses que há um digam respeito amor livre é a plena liberdade de amar e não a forma hipócrita do casamento em que o homem e a mulher ligados indissoluvelmente pelo casamento civil ou religioso são Obrigados pelo preconceito a suportarem-se com enjoo
Antônio alphavilla Oreste History também preocupada em desfazer qualquer identificação entre amor livre prostituição comum na representação imaginária do sexo na sociedade burguesa afirma que amor livre e livre união não devem ser tomados como sinônimos um podendo existir sem o outro e define percepção de amor livre o amor livre não significa a apropriação comum da mulher Mas quer dizer a liberdade ilimitada para mulher como para o homem de amar quem quiser a liberdade de concentrar sobre uma pessoa antes que sobre outra todos os afetos quer dizer outros termos subtrair-se a terrível tirania dos pais dos parentes
e dos seus substitutos que querem impor e o marido do gosto deles para amar livremente o objeto dos seus sonhos na sociedade atual as relações afetivas entre o homem e a mulher são falsas e imorais porque esse fundo ao Interesses econômicos e consagram uma situação de dominação a mulher se torna escrava do homem a quem deve obedecer servelmente isto por sua vez significa sua Total anulação social refletindo a hipocrisia do sentimentos o matrimônio apenas serve para abreviar a duração do amor tornar odiosa União no lar a mulher é a Escrava o homem é o senhor
este tem o direito de mandar aquela o direito de obedecer Como pode existir o amor entre uma escravo e o Senhor por isso se diz o Casamento é a morte do Amor a anarquista Tibe autora deste artigo continua só as reflexões mostrando que a organização familiar que se forma a partir do casamento monogamico legal gera seu oposto a prostituição aliás pergunta no casamento na prostituição o amor não é objeto de um comércio ao menos a prostituta não precisa fingir Todos sabem que seu amor é vendido a ninguém engana finalmente conclui incitando as mulheres a se
revoltarem contra os Papéis humilhantes que devem representar já que não podem esperar que sua libertação seja fruto da providência divina a emancipação da mulher há de ser obra dela própria embora acreditem na possibilidade da Constituição de uma nova família na sociedade análtica como os marxistas os libertários não se aprofundam no exame da natureza do laço conjugal Futuro no regime capitalista a família se Funda sobre relações de Interesse pretende manter Unidas pessoas cujos desejos são divergentes cujas ligações são artificiais que se ofendem que se violentam ou se odeiam pois umas oprimem as outras trata-se portanto de
desmistificar os dois pilares de sustentação da ordem burguesa tanto o contrato de trabalho quanto o contrato de casamento ao contrário no comunismo anarch com a base única da família é o amor e não uma relação Mercantil livres de preocupações econômicas seus membros Se respeitam e se aproximam por amizade se a casa essas relações se alte me tornarem-se insuportáveis dissolve-se a família a comunidade ampara seus filhos não há nada temer condenando casamento indissolúvel por tantos anarquistas defendem o divórcio que ao contrário do que se afirma não virá trazer a discórdia no interior da família mas ofereceram
abrigos seguro Um porto de salvação aqueles para os quais não mais sorria na terra a esperança de um clarão De ventura o divórcio não facultará a separação completa dos casais se não em casos perfeitamente definidos e quando a separação dos cônjuges redundar em felicidade relativa para ambos o divórcio é uma necessidade fundamental numa sociedade que não sabe amar que não tem tempo para isso que consome as energias dos indivíduos explorando até os limites de suas forças preocupadas com a sobrevivência material Como podem as pessoas nesse sistema Social relacionarem-se de outro modo que não competitiva e
autoritariamente ameaçadas o tempo todo de perderem Se eu ganhar pão humilhada pelos dominantes ou nas classes privilegiadas lutando para se auto afirmarem continuamente quem tem o direito de amar pergunta avisou do artigo que a pleb de 1917 publica quando o proletário após uma jornada de 10 a 12 horas de trabalho volta exausto de forças para sua casa poderá se é só e quer uma família procurar tranquilo e Serenamente aquela que terá de ser a sua companheira terá tempo vontade de Exposição para orientar-lhe o caráter conhecer-lhe os sentimentos e as aspirações será ao menos força para
exprimir o seu carinho a resposta tem que ser forçadamente negativa Portanto o amor entre duas pessoas devem ser livre porque não comporta regras não pode ser enquadrado nas formas já definidas pelo Imaginário social deve fluir sem imposições a liberdade de amar explica Maria Lacerda refere-se a liberdade interior de cada um aprender a amar sem regras livremente sem qualquer interferência externa sobre as opções individuais sem imposições sociais ou ainda sem a orientação do partido sonhar com o domínio de um partido de uma ideologia para todo o orbe e organizar o amor segundo os interesses desse partido
ou dessa classe ou ideologia é sufocar a liberdade desprezar as experiências do passado Lembra da oposição operária do Partido bolchevique Em relação ao enquadramento do amor pela moral proletária colecionando que este possa ser organizado segundo os interesses do partido ora Diz ela quando se esquece do partido colocar e afirma coisas muito interessantes mas o amor deve ser livre e plural Isto é não institucionalizado não se trata evidentemente da cooperativa amorosa sujeita a lei da oferta e da procura como a IDE burguesa Quer fazer crer mas da possibilidade de se criarem novas formas efetivas de relacionamento
deixem o amor livre absolutamente livre homens e mulheres encontraram nas leis biológicas nas necessidades afetivas e espirituais do seu caminho a sua verdade e a sua vida a solução só pode ser individual cada qual Ama Como pode um casamento monograma com a firma Maria Lacerda produz anomalia sexuais porque nele os dois sexos estão em absoluta desigualdade de direitos é Impossível o amor entre pessoas que se oprimem que tem medo de se perderem que vivem uma relação de dependência e de posse o amor plural o amor camaradagem que é o oposto do amor exclusivista e possessivo
que conhecemos libertará a mulher e o homem acabará com a exploração feminina com infanticídio com as figuras humilhantes pela representação burguesa dos atribuídos a mulher a exemplo da solteirona e da prostituta a mulher poderá Então unir-se A quem amar e ser mãe quando quiser porque só agilizar a maternidade dentro do casamento legal aceitar um senhor imposto pela religião pela lei e pelas conveniências é que é imoralidade apesar da radicalidade e da novidade de suas posições a crítica libertária desta pensadora mineira organização burguesa das relações sociais esbarra com os limites da assimilação de ideias que dominavam
pensamento cultural do momento é o caso Da ideia de Eugenia do aperfeiçoamento da raça da influência do positivismo e do evolucionismo em seus escritos e ao mesmo tempo a explicitação de uma postura moralista diante de certos temas como a condenação dos tangos e da Fanfarra louca do Infernal meio seguro de abafar voz anteriores no entanto diante da prostituição Maria Lacerda se sente indignada com a marginalização e com a infantilização de mulheres a quem se qualifica como perdidas como a peste Das pestes refletindo uma posição novamente muito próximo da dos anarquistas para estes o fenômeno da
prostituição é visto como o mal necessário observar em todo tipo de sociedade desde os tempos antigos um sistema capitalista a sobrevivência da família burguesa forma de prostituição não oficial pois fundada a partir de um contrato comercial exige o funcionamento deste comércio sexual Ignore a jovens privilegiadas não podem participar da Iniciação de seus namorados enquanto que uma série de interdições sexuais recaem sobre a casada além do que muitas vezes a mulher se casa com um homem escolhido pelos pais e não por ela própria fundamentalmente a prostituição é denunciada no discurso anarquista em relação à dominação de
classe o burguês é um Sedutor que explora Operários inocentes a fábrica é um antro da perdição e da miséria financeira que Levam mulheres pobres a venderem seus corpos para garantirem o sustento da família a origem do problema é essencialmente Econômica sabemos e temos a consciência de estar com a verdade que a mulher de nossa época que recorre a vida ignomiosa e anti natural da prostituição a ela foi levada principalmente por motivos econômicos a Plebe 19 do um de 1935 nisto este discurso segue um caminho de metalmente oposto ao do burguês que apresenta o Estado de
prostituição como antinomico ao do trabalho a prostituta trabalha se cansa é usada e explorada tanto quanto Operária por isso ela não deve ser despre nem marginalizada dizem os libertários Já que é mais uma vítima da exploração do Capital basta observar a origem social de grão de parte das mulheres públicas para se dar conta de que o proletariado fornece o contingente principal o burguês sedutor eternamente insatisfeito vai buscar a satisfação dos Seus Caprichos libidinosos na Jovem de classe social inferior iludidas com Promessas de luxo de ascensão ou de conforto e não entre as mulheres de sua
própria classe embora isso também possa ocorrer ao contrário do que dizem os médicos burgueses a vocação para prostituição não nasce de um instinto natural mas provém de um problema econômico a imprensa libertária sim surge contra a teoria da prostituta nata nesse sentido são os únicos a Reintegrarem a na sociedade os médicos e sociólogos esses falsos homens de ciência que foi Leiam os livros e bibliotecas com intuito de por todos os meios mesmos mais repugnantes fazerem a defesa do atual regime afirma Plebe 19/01/1935 querem explicar a existência da prostituição por outros motivos que não os econômicos
esses médicos e sociólogos que sempre viveram confortavelmente Vão descobrir em todas as prostitutas supostas taras Hereditárias no sistema nervoso ou então pronunciada preguiça e incapacidade para a luta dessas supostas taras hereditárias eles os homens de ciência procuram fazer todo tipo de fundamento da prostituição na verdade dizem os anarquistas o Saber burguês não pode explicar devidamente o problema prostitucional porque teria de fazer a crítica do sistema capitalista do Governo e da família existente teria que encarar a questão social e econômica e Desejar integração tocar também nos motivos verdadeiros da prostituição seria mostrar uma das calamidades do
atual sistema capitalista e assim desprestigiar um pouco a tão celebrado organização econômico política em que nos encontramos a eliminação da prostituição portanto só poderá ocorrer com a revolução social e a mudança radical das estruturas econômicas com o fim do estado e sobretudo com a reversão da moral burguesa na nova ordem social a Mulher terá condições de decidir livremente a sua sorte independente tanto do marido que sustenta a casa quanto dos sedutor que abriga a frequentar bordância então existirá uma nova moral elaborada para os homens e para as mulheres que determinará uma nova forma de comportamento
entre o sexo ambos em aproximaram naturalmente impelidos por uma simpatia e atrações mútua não pela imposição da miséria ou das frustrações Inerentes ao casamento burguês a prostituição deixará de ser necessário os direito ao prazer que os libertários reivindicam para as mulheres e para os homens só poderá ser concretizado na nova sociedade onde todos estarão Livres da sujeição às necessidades materiais imediatas e também dos preconceitos e fanatismos impostos pela religião os jovens não precisaram buscar as prostitutas para se iniciarem na vida sexual nem as moças manterem-se virgens Até o dia do casamento a virgindade é quase
um crime cada seio deve florir não ser tal como a terra em flores Muitas vezes os anarquistas têm sido qualificados de moralistas e acusados de não terem praticado o amor livre que tanto exaltaram e de condenarem práticas Como dança carnaval fumo bebida seremos no próximo item na verdade uma certa moralização da classe operária se evidencia nos discurso libertário o vício é encarnado pelo burguês o patrão É censurado por só pensarmos Prazeres materiais ele é apresentado como um bom Vivan cercado de luxo e refestelando-se em orgias Don Juan enfatigável enquanto que O Operário honesto e sem
Defeitos trabalha em interruptamente ao mesmo tempo uma certa defesa dos padrões familiares e do modelo sexual burguês pode ser percebido no discurso anarquista em alguns momentos a luta contra a prostituição se move em defesa da moralidade de uma família Operária Cujos valores se assemelham em aspectos vários aqueles que fundam a família burguesa castidade pré conjugal fidelidade exaltação da maternidade como pensar esta ambiguidade as práticas condenáveis Já se tornou conhecida a crítica ao moralismo dos anarquistas quando Condena um carnaval o baile o álcool o fumo e mesmo o futebol como vícios sinais da degeneração da sociedade
instituída de fato uma certa assimilação das representações burguesas Do Lar do sexo do alcoolismo ou do fumo pode ser constatada no discurso libertário que revela a nítida intenção pedagógica de controlar as formas de lazer do proletariado por outro lado a insuficiente constatar a contradição que permeia se discurso que ao mesmo tempo que prego amor livre e o direito do prazer para homens e mulheres condena a dança o bar a bebida ou Esporte talvez se possa enveredar por outras direção e perguntar sobre os objetivos e os Adversários pela doutrina anarquista o que dizer a respeito das
necessidades que poderiam estar atrás destas interdições no primeiro momento todas as formas de lazer promovidas pelas classes dominantes do baile futebol São censuradas como práticas imorais que visam enfraquecer entorpecer a classe operária desviando-a do cumprimento de sua função histórica revolucionária o carnaval é associado a ideia de Degradação do indivíduo é visto como ato de imoralidade representando o momento em que o trabalhador perde sua dignidade abandona a família graça suas energias e seu salário em atividades nocivas e inúteis a voz do Trabalhador em artigo publicado em 152 de 1914 e ilustra esta concepção abaixo o Carnaval
O que é o carnaval uma coisa tão popular mais tolas que por toda parte existem quando Operários perdem suas empregos deixam os lares sem pão entes que lhe são caros Enfermos atirados desprezados sobre o leito quando adoecem e morre vitimados pela própria culpa perdendo noites de sono ingerindo refresco gelado tendo o corpo assoar por todos os poros caminhando horas inteiras no sol causticante rufando cachos tocando bombons empunhando estandartes o carnaval é uma imoralidade a mesma imagem do trabalhador que abandona o aconchego do Lar em troca do bar deixando seus filhos doentes e Famintos Chorando enquanto
a mulher se desespera e a filha se prostitui tal como aparece Nos romances naturalistas do século 19 A exemplo do germinal de Emile isola a mesma imagem do que abandona aconchego do Lar em troca do bar deixando seus filhos doentes e Famintos chorando enquanto a mulher se desespera e a filha se prostitui tal como aparece Nos romances naturalistas do século 19 A exemplo do germinal de emilizola é sugerida no discurso anarquista ao Criticar o bar sem lugar de aspassar as poucas horas de descanso na Taverna ou em outros outros do vício se as passasses nas
associações discutindo trocando ideias uns com os outros sobre os assuntos que nos interessam mais de perto chegareis a conclusão de que é melhor mas Digno e mais humana exigido patrão ordenado suficiente para sustentar a família do que trabalhar em mulheres e Filhos para o próprio sustento Albino Moreira a voz do Trabalhador 19/03 1903 recreio na sua operário que em vez de lutar pelos interesses de sua classe nos outros do vício bebendo jogando fumando desperdiçando tanto o seu dinheiro quanto as suas energias enfim fazendo exatamente o jogo do inimigo um trabalhador politizado é aquele que se
mantém lúcido consciente da Guerra cotidiana que se trava entre as classes que é como ela energias para empregá-las no momento certo e que portanto sabe Qual a importância reforçar os laços de solidariedade que une aos seus familiares e aos seus companheiros de luta a Taberna Deve ser evitada porque é um espaço privilegiado da alienação política lugar onde se contraem os grandes Vícios e se perdem as grandes ideias é interessante observar que exatamente pelo motivo oposto por várias condenado no discurso burguês ou seja porque é o lugar de germinação e propagação de ideias subversivas entre Outros
vícios a terra livre de 23/10/1906 publica partido endereçada aos jovens avós que só pensais em vos divertir que para nada nos ocupais a vida social que ao sair da oficina correis a Taberna ou ao lupanar a voz me dirijo como muitos outros têm feito pedindo-vos que sejais homens verdadeiros que deixeis de ser bestas como tende sido embora penseis ao contrário que estudiais trocando a venda e ao lopanar pelo Centro de Estudos Alcançando a dignidade e a força de ser pensante e consciente dos seus direitos e do seu valor José postigo o Centro de Estudos versus
o bar ou bordel o estudo a conscientização versus Prazeres da bebida do sexo do fumo a razão versus Sentidos o espaço ventilado higiênico verso de salão abafado escuro aglomerado de Corpos além do que a taverna é o lugar é onde O Operário aprender a beber se tornar um alcoólatra e será perdido para a revolução social dupla arma dos Capitalistas o álcool deve ser combatido aqueles que interessam o aumento do seu consumo pela classe operária tanto economicamente quanto para manter ela no estado de ignorância e de alienação política assim o álcool é condenado no discurso anarquista
como flagelo das classes trabalhadoras porque degrada Operário transformam num ser imprutecido arrasta-o para sobremundo entorpece seu raciocínio retira-lhe suas forças a perspectiva e a iniciativa para a luta Da emancipação social na medida em que condena a bebida e o fumo por enfraquecimento físico e moralmente trabalhador o discurso anarquista se aproxima do burguês segundo o qual são necessários homens fortes e sadios para construírem a riqueza da Nação num em outro o bordel o bar a bebida O fumo e o jogo são condenados porque destroem a saúde e o caráter do Trabalhador para os libertários Operário aliena-se
despolitiza-se e degenera-se para os Dominantes ele perde como força produtiva e se corrompe porque adquire ideias e hábitos subversivos não existe no pensamento burguês uma linha divisória entre os vícios Morais e as ideias políticas Ambos são nefastos para o espírito do trabalhador e para o crescimento da Nação evidentemente no discurso anarquista operar em geral a causa do alcoolismo nos mesmos populares se encontra-se no tipo de sociedade em que vivemos onde a bebida O fumo ou jogo Surge como válvulas de escape diante de um cotidiano massacrante no discurso do Poder por outro lado a questão remete
a falta de Cultura de educação e de civilização dos pobres ainda estado pré civilizado o baile por sua vez é censurado como prática e moral alienante e corruptiva pelas tentações que desperta ao aproximar os corpos de sexo diferentes os anarquistas concordam com a moral burguesa que condena a dança diante da ameaça que representa o Contato físico dos jovens e por alienar trabalhador da sua missão histórica Quando começa o baile assiste-se a cena mais repugnante deste mundo capaz de nausear as próprias meretrizes a orquestra entrou as primeiras notas para saltar e todos aqueles espamados mancebos corre
como Loucos em busca da mais bem feita para satisfazer a ânsia de apertar nos seus braços de lhe levar sobre forma de amor todo o seu desejo posse Pois aquele enlace libidinoso Daquelas cócegas não pode ser resultados se não a excitação do sentido de ambos a terra livre 5 de Fevereiro de 1907 até mesmo futebol não escapa a crítica vem em mente dos anarquistas como prática degradante quem brutece o trabalhador e desperdiça suas energias que deveriam ser canalizadas para militância política não obstante a frequência destes artigos da Imprensa anarquista reprimindo estas práticas festivas devemos lembrar
que também eram comuns os anúncios ou Comentários de festas liberta incluindo bailes após as sessões de conferências ou de outra manifestação política a título de ilustração um cartaz de a plebes 22 de julho de 1922 convidava grande festival pro a Plebe organizada pelo Centro liberário Terra livre realizar-se-á no dia 12 de Agosto às 20 horas do salão Celso Garcia sítio Rua do Carmo 23 este festival obedecerá ao seguinte programa um a Internacional pela orquestra dois conferência 3 será Levado a cena o belo drama histórico social em Quatro Atos os conspiradores 4 baile familiar nos intervalos
haverá quermesse e venda de flores fica evidente a intenção pedagógica que permeia o discurso anarquista preocupando-se informaram militante político Consciente combatível e produtivo nessa medida entende-se o moralismo dessa doutrina que Visa atingir um número cada vez maior trabalhadores e trazer para a causa da Revolução fazê-los manter uma Constância relativa à participação no centro de estudo na leitura dos jornais Operários das discussões com seus companheiros e nas manifestações públicas uma maneira de viver pode-se dizer está comprometida com esse discurso não se trata apenas de introduzir uma série interdições impedindo que os operários joguem dancem ou bebam
nas horas de lazer mas interferir positivamente fazendo com que Se engaje uma atividade um benefício de outras Além disso pode estar em jogo uma questão mais profunda a condenação veio mente das atividades festivas de bebedeiras faz frequências e bares fumo nessa perspectiva desareia menos a repressão e a vigilância efetivas Isto é teria menos uma função negativa do que visaria a funcionar como mecanismo de Altos defesas de proteção da classe Trabalhadora frente a violência da dominação classista como Outros tantos grupos políticos que se consideram representantes do proletariado os anarquistas se veem na obrigação de defender os
representados contra a ação punitiva dos dominantes reprimir o alcoolismo a embriaguez o fumo e condenar o boteco bordel significa proibir tudo que possa dar margem ou pretexto para o poder atacar o reforço da sanção moral poderia ser uma maneira De escapar da penalidade do estado e da violência a repressão policial que caiu sobre o os pobres em geral Além disso essa tentativa de regulamentar a moralidade cotidiana da vida social seria uma maneira que os trabalhadores teriam de assegurar sua própria ordem e deste modo destruir a imagem Operária fabricada pela adversário segundo a qual os elementos
das classes sociais inferiores são seres civilizados e responsáveis de vida desse Regrada e de hábitos perniciosos o que por sua vez justificaria mobilização de menor aparato policial e judicial repressivo o que estarei em jogo na condenação das práticas referidas seria então a luta para desmistificar no plano do Real a imagem moral dos Trabalhador construída pelo discurso do poder e para convencer a opinião pública de que o Imigrante poderia comportar de acordo com a ética moral dominante negando assim a Necessidade do aparato policial constantemente mobilizado pelos patrões e pelo Estado para conter os impulsos populares ao
anarquista perigoso subversivo corruptor de menores assassino Ladrão promisso e grevista que a lei de Adolfo Gordo expulsou do país contra a parceria O Operário produtivo honesto Virtuoso educado comportado disciplinado cumpridor de seus deveres nas conscientes de seus direitos trata-se portanto Demarcar nitidamente as fronteiras que separam vagabundo o desordeiro e moral de um lado e o trabalhador pobre sério produtivo disciplinado e civilizado de outro a condenação moral de certas práticas sociais Isaías garantir o controle sobre a organização do Lazer Operário proteger o proletariado contra a violência do exercício da dominação burguesa informaram militante combativo dedicado laborioso
figura com a qual deveriam Identificar se os trabalhadores urbanos do período a construção deste modelo normativo de comportamento militante refletiria como num espelho a imagem do trabalhador que inúmeras vezes aparece desenhado nas páginas do jornal Operário jovem forte saudável símbolo do crescimento econômico e do Progresso da Nação garantia da possibilidade do novo mundo Contra imagem da projeção burguesa a representação imaginária do operário bêbado fumante ter caído Selvagem trabalhador série produtivo a operária prostituta Debochada ameaçadora para os casamentos monogâmicos das classes privilegiadas a trabalhadores esposa dona de casa mãe de família Áustria e a seada aos
jovens que levam uma vida inútil e Venenosa os militantes estudiosos combativos enérgicos higienizados a imagem de um mundo Operário confundido com submundo da marginalidade e da criminalidade contra A parceria o mundo do trabalho e da luta associado a noção de produtividade de progresso 3 a preservação da infância a procriação médica da infância que hoje em diante cai sabendo que a higiene é a parte da Medicina que cuida da saúde de pessoas estabelecendo as regras do modo de viver com cuidados imprescindíveis sobre a habitação alimentação vestir a educação etc Doutor montocorro filho 1901 na empresa de
Constituição da família Nuclear moderna higiene que privativa a redefinição do Estatuto da Criança pelo poder médico desempenhou um papel fundamental de uma posição secundária em diferenciada em relação ao mundo dos adultos a criança foi paulatinamente separada e elevada a condição de figura Central no interior da família demandando um espaço próprio e atenção especial tratamento e alimentação específicos vestuário brinquedos e horários especiais cuidados Fundamentados nos novos saberes Racionais Da Pediatria da pedagogia e da Psicologia se até o final do século 18 a Med não se interessar por particularmente pela infância nem pelas mulheres o século 19
assiste A Ascensão da figura do Reizinho da família e da rainha do lar cercados pelas lentes dos especialistas deslumbrados diante do desconhecido no universo infantil e do território incorporado da sexualidade feminina a Conquista desse novo domínio de saber o objeto infância abriu as portas da casa para interferência deste corpo de especialistas os médicos higienistas no interior da família através dos eixos privilegiados de preocupação a elevada taxa de mortalidade infantil o problema do menor abandonado e a necessidade da figura do médico da medicalização da família considerada como célula básica do corpo social desde o século 18
o médico defendeu a higienização da Cultura popular Isto é a transformação dos hábitos cotidianos do trabalhador e de sua família e a supressão de crenças e práticas qualificadas como primitivas e Racionais e nocivas sobretudo em relação aos cuidados com a criança e o recém-nascido domínio até então reservadas mulheres as práticas tradicionais transmitidas oralmente Sem intervenção dos médicos foram desautorizadas como supersticiosos selvagens E infundadas assim a criança Foi percebida pelo olhar disciplinar atento em transilvigente como elemento de integração de socialização e de fixação indireta das famílias pobres e isso antes mesmo de afirmar como necessidade econômica
e produtiva na nação constituindo a um objeto privilegiado de convergência de suas práticas o poder médico procurou legitimar-se como tal demonstrando para toda a sociedade a necessidade em substituível de sua intervenção como Orientadores das famílias e como conselheiros da ação governamental o recorte a circunscrição daquilo que se configurou como o tempo da Infância e sua objetivação pela medicina atenderam então a objetivo maior da legitimação das práticas de regulamentação e controle da vida cotidiana os médicos procuraram apresentar-se como autoridade mais competente para prescrever normas Racionais de Conduta e medidas preventivas pessoais e coletivas visando A produzir
a nova família o futuro cidadão a preocupação médica com a preservação da Infância no Brasil teve presente desde meados do século 19 intensificou nas primeiras décadas do Século XX momento de Constituição do mercado de trabalho livre uma ampla é literatura à procura procura dar conta da infância explicar suas fases entender suas necessidades e definir seus contornos dizer o que é a criança como se caracteriza como deve ser tratada e Educada impondo por tanto uma infantilização exterior a ela dessa nova aquisição emerge toda uma produção de saber de científicos voltados para a condição da infância que
fornecem categorias para Sua percepção social a pediatria é introduzida na faculdade de medicina do Rio de Janeiro no final do século e progressivamente científicos até 1890 enquanto o corpo teórico vão reger os primeiros cuidados com a criança é também neste momento que Surgem as primeiras instituições de assistência e proteção à infância de sanclarada e os primeiros institutos profissionalizantes em 1901 Doutor montgo filho Funda um estúdio de proteção em assistência à infância no Rio de Janeiro destinado a brigar todas as Crianças Pobres doentes desamparadas e moralmente abandonados da Capital em 1902 surgiu o Instituto disciplinar de
São Paulo destinado a incumbir hábitos de trabalho E educar profissionalmente pequenos motivos viciosos e abandonados em 1909 são criados os institutos profissionais para menores pobres em 1911 as escolas profissionais masculina e feminina ou são reorganizados antigos e atitudes com uma escola propagadora da instrução criada em 1873 que se transforma posteriormente no Liceu de Artes e ofícios de São Paulo uma das primeiras instituições destinadas a formar Operários especializados na cidade a partir de 1890 fundam-se as primeiras escolas primárias do Estado totalizando 4.417 até o ano de 1919 em 1909 é criado um outro tipo de escola
isolada além das existentes na zona rurais as destinados a crianças operárias nas proximidades das fábricas onde trabalhasse na capital estabelecem-se junto à fábrica Nacional de fósforo segurança fábrica de vidros Santa Marina Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo fábrica de calçados melido companhia ídolo Brasileira de chapéus companhia Cerâmica São Caetano o interesse pela educação dos Operários desde a infância reflete a intenção disciplinadora de formar cidadãos adaptados que internalizassem a ética puritana trabalhe comportando-se de modo a não ameaçar a ordem social além disso a educação funcionava como arma de pressão diante Das manifestações grevistas dos Operários sabe-se que durante
uma greve na livraria Santa Marina em 1909 os patrões emitiram os previstas fecharam a escola e o armazém e ordenaram o despejo do métodos escolares de acordo com o jornal de 1909 assim desde o final do século XIX a preocupação com Os destinos da criança rico ou pobre ocupa cada vez mais os horizontes os médicos higienistas pedagógicos e governantes Através da procriação da infância o poder médico procura projetar-se no mundo da política outorgando-se um papel de importância Vital para sobrevivência física e moral dos habitantes das Crianças aos adultos de todas as classes sociais de fato
os médicos adquire uma crescente participação no aparato governamental seja dirigindo o serviço sanitário seja definido dispositivos estratégicos de regulação dos comportamentos e da vida Íntima dos diversos setores da sociedade a tarefa de recuperação da infância abandonada Neste contexto cumpre a função de justificar acrescente intervenção da Medicina no campo da política e sua interferência no domínio privado da família o problema do menor abandonado empenhado na tarefa social Regeneração física e moral das crianças desamparadas e alarmados com os elevados índices de mortalidade infantil registrados no país Os médicos sanitaristas discutem a situação da infância carente refletem sobre
as causas do fenômeno e tendo em vista os interesses do Estado tentam encontrar soluções para evitar o despovoamento da Nação e para formar os futuros cidadãos Como dizia o Dr Moncorvo Filho Resumindo a posição dos especialistas os pequeninos de hoje serão os grandes de amanhã é nela infância que põe as esperanças da grandeza atual do regime pela Regeneração da Pátria percebendo a criança como corpo produtivo futura riqueza das Nações esse discurso econômico procurava alertar os governantes para o deprimente quadro da infância desamparada e para elevada taxa de mortalidade infantil do país indicando que só como
apoio da Medicina o Brasil poderia fazer frente a esses problemas e suprir a necessidade de produzir o maior número de trabalhadores sadios no futuro mas era ao mesmo tempo Um discurso político dar assistência médica e proteção à infância significava também evitar a formação de espíritos descontes desajustados e Rebeldes confinando menor abandonado Os Pequenos mendigos os órfãos que perambulavam as soltas pelas ruas fumando jogando fazendo Deus sabe o que nas instituições assistenciais a nação estaria salvando-os do perigo das ruas espaço onde estavam sujeitos a contraírem todos os vícios e onde acabariam Aparelhando-se para todos os crimes
no discurso do Poder médico a rua era representada como a grande escola do Mal espaço público por Excelência onde se gerariam os futuros delinquentes e criminosos e recuperáveis o doutor Moncorvo relembrava ainda dos cursos de Lopes Trovão proferido no senado no final do século XIX não preciso declarar Senhor refiro a rua a nossa rua pois bem senhores É nesse meio peçonhento para o corpo e para a alma que boa parte da Nossa infância viver soltas em liberdade Incondicional em abandono inibindo-se de todos os desrespeitos saturando-se de todos os vícios aparelhando-se para todos os crimes matéria
facilmente moldável o estado deveria preocupar se informar o caráter da criança incutindo-lhe o amor ao trabalho o respeito pelos superiores em geral as noções de bem mal de ordem e desordem de civilização e barbari enfim os princípios da moral burguesa ora Interiorizar novos comportamentos significaria desenraizar hábitos tradicionais adquiridos em casa e incompatíveis com a industrialização temos uma Pátria reconstruir uma nação afirmar um povo a fazer e para empreender essa tarefa que elemento mais útil e moldável a trabalhar infância a necessidade se impõe ao estado de lançar olhos protetores de empregar cuidados corretivos para salvação dos
Pobres menores que vagueiam por não terem Família ou que se a tem esta não lhes edifica o coração com os princípios dos exemplos da moral na representação imaginária que os dominantes fazem da infância esta é percebido como superfície chata e plana facilmente moldável mas ao mesmo tempo como ser dotado de características e vícios latentes que deveriam ser corrigidos por técnicas pedagógicas para constituir-se em sujeito produtivo da nação em clausurar a criança pobre nos Espaços Disciplinares dos institutos profissionais ou das escolas públicas apareceu como uma maneira mais eficaz já destrar e controlar um contingente potencialmente rebelde
selvagem da população aos olhos dos médicos filantropoce da classe dominante como um todo na verdade a preocupação policial de contra vagabundagem a pequena criminalidade Urbana esteve na origem da criação das instituições de sequestro da infância antes mesmo da preocupação Econômica de formação de novos trabalhadores para indústria além do internamento das Crianças Pobres nos orfanatos o poder médico defendia o aprendizado de uma atividade profissionalizante muito mais em função do aspecto moral manter a criança ocupada em curtir hábitos de trabalho reprimir a vadiagem do que com a intenção Econômica de prover braços para o mercado de trabalho
e constituição algo que por sua vez também era avisado Por isso não era qualquer atividade que se valorizava para os menores no discurso de um criminologista não é Azevedo a profissão de jornaleiro por exemplo era considerada como altamente perigosa justamente por ser efetuar na rua Espaço público contaminado moralmente ao contrário as meninas mesmo que ociosas no lar estavam-se de um possível contágio corruptor estratégia disciplinar suave Sutil de adestramento dos corpos e do espírito a terapia do Trabalho visava manter os menores ocupados o tempo todo no interior das escolas particulares ou na Esfera do lar para
os ricos nas instituições assistenciais ou nos patronados orfanatos no caso dos Pobres tratava-se de fixar as crianças e consequentemente toda a família no interior da Habitação e impedir que se organizassem atividades fora da intimidade doméstica no espaço público em controlável das ruas a preocupação em Retirar os menores da rua internando-os em instituições disciplinares ou dentro de casa recai inicialmente sobre a criança pobre da cidades sobre os órfãos mendigos pequenos vagabundos que apareciam para os médicos especialistas em geral como possíveis criminosos do Futuro ainda segundo Noé Azevedo a profissão de vendedor de jornais ocupa grande número
de meninos estava na raiz do fenômeno da delinquência infantil e constituiu uma Porta aberta para o crime mas que Outra profissão lhe convém mais que é de vender jornais correr e gritar pelas ruas querem coisa mais conforme ao temperamento irrequieto dos menores subir nos veículos saltar com agilidade disputar o fregueses aos companheiros tudo serve de diversão entretanto os trabalhos feitos na Rua São os que fornecem a mais a voltada porcentagem de delinquentes perguntava não podemos estender a todas as profissões da rua Essa mesma evolução que da vida honesta delinquência realiza o menor com relação às
crianças as famílias abastadas o poder médico recomendava preenchimento das horas vagas com leituras selecionadas e ginástica medida preventiva contra os voos da Imaginação e a prática ao ananista característica dos jovens indolentes e fracos a moralização do corpo pela educação física e a higienização da alma por atividade cientificamente orientadas e Selecionadas afastaram sobre tudo adolescentes o perigo das deformações físicas e da corrupção moral Esse controle não entanto deveria se exercer de forma Sutil nas escolas privadas em instituições disciplinares da infância desamparada a antiga disciplina quase militar punitiva e violenta que recorria aos castigos corporais os médicos
higienistas pedagogos existentes sociais do começo do século 20 contrapõem umas vantagens da educação voltada para a Alma a disciplina inteligente imperceptível sedutora preocupada e constituir cidadãos modernos a semelhança do que pregava Roberto Simonsen em relação a teorização do processo de produção no final da década de 1910 este outro regime disciplinar proposto tanto na Esfera produtiva quanto na educação e assistência à infância aparece no discurso de vários especialistas referenciados pelos modelos pedagógicos dos países europeus Mais civilizados assim a educação punitiva e repressiva era substituída pela ideia de uma educação preventiva no seminário Santana criado por objetivo
de sustentar vestir e educar meninos órfãos e pobres em 1825 em São Paulo o regulamento interno proibia a décadas depois os castigos corporais substituídos por tecnologias moralizadoras de Humilhação e de exclusão em casos graves reclusão solitária por uma hora em local escuro Ficar sentado no banco de desprezo em que esteja pintada a figura de um burro durante o período das aulas trazer sobre o ventre atado a cintura com barbante um papel com letreiro em maiúscula vadio descuidado desordeiro Comilão ou outra palavra que publica o vício defeito ou culpa também para as crianças ricas a função
da nova escola era educar moldar o caráter e não apenas o físico o Colégio Caetano de Campos por exemplo os castigos corporais e substituir-os Por uma rígida disciplina que deveria incidir sobre a alma de acordo com os preceitos da nova Pedagogia da mesma forma a Escola Americana Mackenzie College reformulada pelo casal Lenny educadores norte-americanos adotava os métodos intuitivos e objetivos abandonando os castigos corporais tradicionais e já no começo do século 20 o corpo do aluno nesta concepção pedagógica deveria ser adestrado mas não supliciado mesmo assim a violência Física exercida contra as crianças permanece constante descrevendo
cotidiano no interior do Instituto disciplinar de São Paulo Jacó Penteado afirma que as crianças levavam uma vida bastante difícil os horários eram rigidamente estabelecidos levantavam as quatro horas no verão e assim quando inverno após o banho no Tietê tomava um café e iam sem mais demora para o Guatambu cultivar a imensa área ou dois lados do rio o Instituto vendia legumes Frutas e verduras a população muitas crianças fugiam devido aos maus tratos dos feitores que lhes batiam com o rabo de tatu quando apanhados eram açoitados e metidos em banho de salmoura a mortalidade infantil ao
lado do abandono em que viviam as Crianças Pobres os médicos começavam a se alarmar com os índios crescentes de mortalidade infantil no país refletindo sobre o tema a literatura médica procura detectar as causas do fenômeno elabora estatísticas E quadros comparativos referentes à situação em outros estados ou mesmo entre países certamente o problema não era novo Mas neste momento histórico adquire dimensões inusitadas no discurso médico criminologista dos industriais principalmente pela ameaça de despovoamento que representava para a nação um dos médicos mais influentes e voltados para a questão do abandonado o Dr Moncorvo Filho fazendo um histórico
Da assistência à infância carente no Brasil apresentava dados alarmantes segundo ele até 1874 a higiene infantil jamais foram objeto de preocupação dos médicos a não ser em raríssimas ocasiões ele lançava a críticas contundentes aos raros asilos existentes no país que mais abandonavam do que protegiam os pobres pequenos criticava o estado negligente desinteressado e responsável pela situação de desampara em que se Encontravam as crianças desde os recém-nascidos entregues nas rodas de injetados por sua vez em péssimas condições de higiene sem recursos até os mendigos e órfãos que ficavam nos orfanatos até atingir em determinada faixa etária
sendo depois novamente abandonados Ferreira completava essa denúncia revelando que grande número destas crianças morria devido aos precárias condições de vida das instituições Assistenciais desde a instalação da roda da Santa Casa de Misericórdia em São Paulo no ano de 1825 até 1831 haviam entrado 109 crianças das quais 60 tinham morrido no Rio de Janeiro a média percentual de morte dos nenéns entregas na casa dos expostos situada na glória atingir a taxa de 82%. e números estudos e análises médicas discutem o tema da mortalidade infantil no Brasil entre o final do Século XIX e início do 20
contabilizando as vítimas elaborando gráficos e estatísticas enfim utilizando os métodos futuramente reclamados pelo saber biológico não devemos supor no entanto que essa preocupação se explica mecanicamente pelo interesse de grande parte dos industriais do período em utilizar a mão de obra infantil nas primeiras fábricas instaladas no país ao contrário os médicos procuravam persuadi-los dos efeitos nefatos que o Emprego Fabril desde tem a idade acarretava e muitos como doutor num Corvo procuravam garantir que o estado impedisse a absorção do trabalho infantil nas fábricas criando condições para sua formação profissional até a idade adulta Além do mais a
preocupação com a saúde das crianças e dos nenéns não se limitava aos pobres muito pelo contrário se as crianças se tornaram objeto privilegiado de atenção dos adultos tal processo se inicia nas Camadas ricas da população na Europa ou no Brasil levantando as causas gerais da mortalidade infantil o médico apontava a hereditariedade a ignorância e a pobreza como os mais importantes entre os Motivos particulares destacava os transtornos digestivos os distúrbios respiratórios e as causas natais e pré-natais evidentemente também a amamentação mercenária era colocada num dos primeiros lugares na hierarquia das origens das doenças infantis a Hereditariedade
patológica abrangia moléstias como a sífilis maior responsável pela mortalidade infantil pois debilita o organismo da criança e o alcoolismo já que a substâncias tóxicas alteram a vitalidade das células diminuindo o poder de defesa das pessoas e principalmente das Crianças a ideia de que a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas destruir o organismo do indivíduo e que teria sequelas drásticas nos filhos Parece não apenas na literatura médica os criminologistas os pedagogos assistentes sociais industriais e mesmos Operários reafirmavam a mesma convicção na origem da morte ou do desvio do caráter das Crianças estava a família mal constituída desequilibrada
formada por pais bêbados e moralmente decaídos como mostrava Noé Azevedo ao alcoolismo do homem junta-se em breve o alcoolismo da mulher e sobreviverá fatalmente a dos filhos uma das mais tristes Consequências do alcoolismo está em que ela Estraga não somente organismo do bebedor mas atinge também sua decadência segundo a lei inflexível da hereditariedade o alcoolismo ameaça própria raça do mesmo modo a ignorância das mulheres era responsabilizada pela alta taxa de mortalidade das Crianças uma vez que as mães desinformadas e ignorantes das classes pobres não sabiam cuidar da higiene dos recém-nascidos o problema da ignorância é
identificado Neste registro ao da miséria e portanto consideradas específico das camadas populares essa situação justificava por si mesmo a interferência da Medicina no agenciamento do cotidiano dos pobres na conformação de seus atos as regras científicas elaboradas pelo saber competente o discurso médico partindo das classes dominantes condenava ao autoritariamente quase todas as práticas populares de cuidados com a infância transmitidas oralmente de geração a Geração e que expressavam saber autônomo das mulheres o uso de remédios caseiros no tratamento de doença utilização de chupeta alimentação dos recém-nascidos com farinhas diversas Em substituição ou reforço ao leite uso da
faixa etc o Saber médico não admitir a existência de uma pluralidade de sobre o corpo procurando reinar soberano e exclusivamente ainda observância das prescrições higiênicas transmitidas como regras Morais era ameaçada com o perigo Da morte dos nenéns ou com risco da deformidade física culpabilizando-se a mãe assim visitar as mulheres pobres convencê-las da importância dos ensinamentos científicos da Puericultura eliminar hábitos atrasados e irracionais não seria um meio de proteger a infância de diminuir o índice de mortalidade infantil de construir uma família mais Sadia e finalmente de contribuir para o crescimento da Nação com esta intenção o
Dr Moncorvo Filho sua equipe partem para um trabalho de esclarecimento gratuito As Mães pobres já nos primeiros anos do século 20 realizando conferências mensais sobre os vários temas de higiene infantil ensinam novo modo de alimentação do neném a importância do aleitamento natural os casos em que poderiam recorrer a amamentação artificial combater as moléstias infantis o perigo do emprego das panaceias como o chá de laranja ou do Sabugueiro a seleção dos jogos infantis a higiene bucal entre outros temas os médicos se lançam numa verdadeira guerra contra práticas que consideravam fundadas em superstições deploráveis e em crendices
arraigadas como o uso de figas e amuletos o uso de colocar nas crianças bugigangas as mais esdrúxulas que eram um traço do selvagem uma demonstração da ignorância própria dos Espíritos pouco cultivados contra o hábito Preconceituoso das mães que ingeriam vinho para se fortalecer e no período em que amamentava contra o conselho da do barbeiro da comadre contra o clássico xarope de chicória contra a resistência daquelas que se recusavam a vacinar seus filhos em tempos de epidemia de barulho os exemplos se sucedem e penso que podem nos interessar por revelar em algumas das práticas populares da
época Ainda título de ilustração os médicos insurgem se contra o costume absurdo de se levar As crianças ao Gasômetro para receber os vapores de gás de iluminação para curar da coqueluche contra os banhos ou mesmo a ingestão de sangue no matadouro para se vencerem as anemias contra a prática do uso de camarão crua esfregado na gengiva da criancinha para facilitar a dentição sem falarmos amuletos feitos de fragmentos de sabor de milho os colares de caroços de feijão os caroços a a cabeça da casca da abóbora os Búzios ou os colares de dentes de animais Pendurados
no pescoço dos nenéns as conferências se estendem por dois anos e abrange em temas que se referem a vida privada dos Pais conselhos as esposas para que mantivessem a casa sempre muito limpa e para que impedissem os maridos trabalhadores braçais que se esgotavam empezadas atividades físicas de ingerir em bebidas alcoólicas de fumar em demasiadamente de frequentar em boot 15 bordéis etc na verdade nenhum momento procura se pensar positivamente as Práticas tradicionais das mães no Cuidado com os filhos e explicá-las em função de uma outra racionalidade ao contrário o poder médico Visa impor-se como único competente
para determinar regras universais de Conduta da população não apenas em relação ao corpo desautorizando todos os saberes antigos fortemente enraizados nos meios populares batalha que certamente não foi vencida a pobreza na medida em que se refletia na má alimentação das Mães e Dos filhos no trabalho excessivo das mulheres especialmente da gestantes influía diretamente na Constituição orgânica da criança o resultado mesmo em sua morte segundo a lógica do discurso médico a criança pobre mal vestida mal nutrida sem resistências imunológicas orgânicas vivendo agrupada com muitas pessoas em cubículos estreitos sombrios insalubres estariam muito mais sujeitos às enfermidades
do que as mais favorecidas o doutor Amarante completava Esse quadro dramático é bastante conhecida chamada casa de cômodos onde vivem em um só quarto sem ar e Luz 3 e 4 criancinhas juntamente com seus pais se além do alimento tira-se a criança luz e ar como esperar sua criação segundo Doutor Vicente graziano a maior taxa de mortalidade infantil encontrava-se entre as crianças pobres que vivem adoletadas em grande número numa casa daí a necessidade de os poderes públicos e os dominarem o problema da Habitação Popular principalmente a da classe operária ao mesmo tempo a crítica amamentação
artificial e mercenária encontrava na alta taxa de mortalidade infantil seu argumento mais convincente segundo o Dr João amaronte escrevendo Em 1927 as estatísticas mostravam que em 100 crianças alimentadas no seio apenas três morriam por transtornos digestivos enquanto entre as que eram alimentadas artificialmente a taxa subia para 30 ou 40% quase duas décadas antes Doutor Montou Corvo filho também apelava para o instinto materno frente ao abandono das crianças alimentação mercenária e a consequente taxa elevada de mortalidade infantil aludindo A grande mortalidade infantil no Brasil não posso deixar de reportar-me a questão do aleitamento entre nós tantas
vezes causa da miséria da infância que a totalidade dos que vivem a farta desconhece imaginando que nesta terra jamais se sentiu penúria este médico que dedicava a sua vida a Proteção das crianças desamparadas fundando o Instituto de proteção e assistência à infância no Rio de Janeiro em 1901 ocupa-se com a tutelagem da família pobre por todo o país durante mais de duas décadas seu Instituto incluía serviços como proteção a mulher grávida pobre inclusive com a assistência do parto em casa distribuição de roupas alimentos e remédios as mães e filhos carentes criação da Gota de leite
do serviço de Regulamentação as nutrientes propaganda da higiene infantil via conferências e posteriormente com a edição de uma revista de folhetos e até mesmo de filmes e a criação do dispensário Moncorvo para atender as crianças doentes em 1907 Dr Moncorvo quer entrar nas escolas públicas para trazer os pequenos doentes aos seus dispensário mas é barrado Pelos poderes estatais segundo o seu próprio depoimento no entanto ele consegue fazer Uma inspeção entre os aprendizes da imprensa nacional e também na Casa da Moeda onde conclui que das 88 crianças examinadas 63 eram tuberculosos nos institutos profissionais municipais registra-se
uma taxa de 65% de menores tuberculosos seu Instituto de proteção em infância estabelece filiais em vários estados do país em Minas Gerais em 1904 em Curitiba no Rio do Sul em Pernambuco em 1906 em 1911 no Maranhão cria-se um dispensário o Hospital Infantil Moncorvo Filho e uma creche enquanto que em São Paulo seus discípulo pediatra Clemente Ferreira Funda como dependência do serviço sanitário do Estado uma consulta de lactantes e um gabinete de exame de nutrizes Mercenários em 1914 é criada outra filial do Instituto em Santos Graças aos seus esforços em 1916 funda-se a sociedade eugênica
e em 1919 departamento de criança do Brasil visando proteger as crianças desamparadas de todos os modos possíveis Em 1922 realiza-se por sua iniciativa primeiro Congresso Brasileiro de proteção à infância realizando estatísticas sobre o índice de mortalidade infantil em função do aleitamento Mercenário em vários Estados no Brasil o Dr Moncorvo conclui que dado o elevado índice de crianças entregues a essa prática seria necessário instituir um serviço de regulamentação dos serviços das nutrientes ao lado das campanhas para convencer as mulheres Analfabetas ignorantes da importância do aleitamento natural em 1907 aprovado o projeto que regulamenta o serviço de
armas de leite estabelecendo-se entre as inúmeras cláusulas a obrigatoriedade do exame médico das nutrientes um pagamento de multas em caso de infração da cláusula e a de apresentar uma caderneta com informações dos diferentes patrões em cujas casas haviam trabalhado em 1914 instituída a obrigatoriedade do porte da caderneta da ama de leite liberado pelo Instituto e a submissão das nutrientes aos regulamentos internos deste assim diagnosticados responsáveis pela crescente mortalidade infantil o poder médico propõe toda uma série de medidas preventivas de contenção do problema e que se referem fundamentalmente a redefinição dos hábitos cotidianos das famílias pobres
evitar o nascimento das crianças devem ex prematuras ou doentes medidas que se inscreve na perspectiva eugênica de Preservação da raça favorecer o aleitamento natural principalmente entre as mulheres pobres dar assistência à infância desamparada aos órfãos mendigos ou mesmo aos pequenos Operários das fábricas No primeiro caso para impedir o nascimento de crianças defeituosas os médicos propunham cuidados especial com as gestantes determinando sua alimentação higiene corporal atividades físicas e mentais e aconselhavam estabelecimento de Centro de Ensino de Educação para elas deste modo o poder médico pretende orientar o comportamento da mulher visando produzir a nova figura da
mãe dona de casa determinando as normas que ela deveria observar para parir e criar crianças fortes e saudáveis na higiene da gestante recomenda-se uma alimentação leve evitando-se qualquer tipo de bebida alcoólica exercícios matinais leves e passeios a pé de Bonde mas nunca de carro devido ao seu solavancos evitar a Dor moral que divertimentos tensos como cinema poderiam causar muito repouso e no caso das operárias os médicos apelavam para que o estado zelassem pela maternidade criando maternidades e creches e regulamentando as condições do trabalho feminino nas fábricas com relação ao aleitamento natural já mostramos como os
positivos estratégico da construção e da difusão do mito do amor materno correto a construção de uma nova representação da mulher como Guardião do Lar responsável pela tarefa social de constituir uma Raça Forte preparada no físico para os escolhos da vida e disposta às conquistas e vitórias para a felicidade desta Pátria conferências do Moncorvo as mais pobres procura convencer a mulher de sua nova identidade ora a partir das práticas de criação e de Educação do neném a relação Pais Filhos é totalmente disciplinada a pedagogização da Maternidade aparece Então como meio privilegiado de vencer As resistências e
as opacidades dos meios populares resistências que em vista dos esforços empreendidos e dos resultados alcançados segundo a avaliação do próprio discurso médico não deveriam ser das mais brancas é sintomática a inquietação do doutor Jaime Americano que ao estudar a condição do filho da Mulher trabalhadora em sua tese da proteção ao lactante em nosso meio Operário de 19 quatro apontava a organização de um Serviço de assistência à infância e a mulher grávida na fábrica Maria Zélia como empreendimento modelar mas lamentava perplexo que essa tentativa também fracassara dado o número muito reduzido de mulheres que o procuravam
essas mulheres fecham os ouvidos a propaganda feita no estabelecimento sobre as vantagens da creche e só vão Bater a Sua Porta quando os filhos como as constantes desvios dietéticos que se acham sujeitos apresentam a saúde em Estado muito precário por isso diante do tamanho compreensão dos benefícios prestados pelos serviços criados pelo Industrial Jorge Street aquele médico sugeria a instituição de matrículas e frequências obrigatórias sobre pena de multas as mães que fugissem a esse bebê Isto é o de levar seus filhos às creches ali instaladas para serem amamentadas por elas durante os intervalos do trabalho e
tem os cuidados das Enfermeiras encarregadas em suma Discussão sobre o problema da elevada taxa de mortalidade das Crianças Pobres permitia colocar a questão da necessidade da reestruturação dos hábitos e costumes da família Operária cujo modo de vida ainda não for a racionalizado desodorizado e sujeitado aos padrões das classes dominantes no mesmo movimento introduzia-se uma política de proteção às crianças pobres abandonadas ou não e uma política de fixação e de tutelagem da família Popular fundamentadas na teoria biológica do meio as prescrições médicas pretendiam circunscrever os espaços onde deveriam se desdobrar as relações intra familiares a começar
pela relação mãe e filho nessa direção um dos alvos privilegiados de ataque do Poder será aglomeração da família no quarto do casal e o sistema do leito único aos olhos moralistas dos médicos filantropos pedagogos e criminologistas o amantoamento de pessoas de idades e Sobretudo de sexo diferentes mesmo que vinculados por laços de parentesco só poderiam produzir comportamentos promissos e provocar a desintegração da unidade familiar em defesa da intimidade privada Noé Azevedo advertia São muitos os escritos que estudam a influência da miscuidade em habitações hesílabas sobre a degradação dos costumes e consequentemente a erosão da criminalidade
Não há palavras capazes de exprimir o que de nefasto compartimento Único produz quer sobre o aspecto físico quer sobre o ponto de vista moral conduz sempre como observado ao sistema do leito único casos há em que nos mesmos quartos em que dormem os filhos adultos recebidos estranhos desenvolvendo-se naturalmente a imoralidade uma grande quantidade de incestos e de casos de prostituição da infância origina-se da aglomeração excessiva a preocupação com a mortalidade infantil e com as moléstias E fatores que a originam remete então a uma questão de ordem moral e política trata-se de eliminar as práticas selvagens
e promísculas de uma população ainda não devidamente civilizada de regenerar o trabalhador e sua família ensinando-lhe uma pedagogia das virtudes por isso neste discurso moralista política econômico e filantrópico ignorância pobreza alcoolismo sífilis tuberculose e criminalidade são tratados como as doenças da mesma ordem focos Infecciosos que atuam e se alastram no interior do corpo social provocando sua decomposição e degenerescência a necessidade do médico todos esses males causadores da dos Pobres segundo discurso médico deveriam ser sanados pela atuação imprescindível dos médicos higienistas e sanitaristas que se apresentam desde meados do século 19 como as autoridades responsáveis pela
saúde e pela higiene da cidade pelo crescimento econômico do país e pela Formação de uma raça de trabalhadores saudáveis física e moralmente a figura do médico sanitarista era apresentada no discurso do Poder médico como indispensável para tarefa de melhorar as condições de vida da população um novo médico não deveria assim preocupar-se tão somente com a cura da doença individual mas deveria realizar uma obra de caráter social prevenindo mal onde quer que ele se manifestasse recorrendo a uma linguagem militar o trabalho dos Médicos sanitaristas e enfermeiros é comparado a luta travada por um exército no qual
o primeiro figura como General que deveria assumir o posto de comando e dirigir seu subo na guerra patológica sua função seria social e militar acima de tudo vigilância e controle da vida social nos mínimos detalhes na moderna obra de saúde pública o sanitarista é o general que tem de coordenar os esforços parciais para o resultado total utilizando principalmente os práticos de Várias especialidades médicas a medicina redefinir a sua relação com o estado colocando-se como condição de possibilidade da normalização da sociedade no que concerne a questão da Saúde neste sentido os médicos sanitaristas pertencentes ao aparelho
do Estado como Dr Paulo Souza que diz o serviço sanitário do Estado de São Paulo de 1922 a 1927 formam todo um projeto médico de recuperação do organismo social sua função não é mais meramente Curativa mas deve ser preventiva tendo estudado nos Estados Unidos e sido influenciado pela preventiva do norte-americana Este médico de renome ilustrava esta mentalidade a medicina curativa começam de falha preventiva pois cuida aquela da doença que é objetivo desta evitar e como antes prevenir que reprimir é predominantemente a função do higienista a atuação do médico sanitarista apresentava-se como mais importante Vital que
a do médico clínico nessa perspectiva por se dirigir para a população em geral não é demais que se insista sobre a importância do sanitarista na obra da saúde pública obstetra o pediatra ou fisiologista como microbiologista e o químico nenhum deles por mais sábio por mais prático pode tomar para si a direção de um trabalho de saúde pública ao sanitarista médico especializado em higiene e administração sanitária que é a sua instrução médica Que acrescentou o discurso de aperfeiçoamento de saúde pública cumpre exercer em cada coletividade a função de coordenar as técnicas diversas que utiliza a moderna
organização sanitária no entanto a despeito de todos os esforços médicos pedagógicos e assistenciais dirigidos para A Conservação da Infância em especial do menor abandonado e das crianças das famílias operárias o trabalhador infantil continua a ser massivamente Empregado nas indústrias instaladas nas primeiras décadas do século 20 Não raro sofrendo uma exploração muito mais violenta que a enfrentada pelos adultos na fábrica a criança vivenciava não apenas uma pesada carga de trabalho físico mas todas as implicações decorrentes de uma relação que se estabelece entre desiguais social e fisicamente o trabalhador Imaginário Operário mas é suficiente dizer que chocam
as notícias calabitosas Flagrantes impedosos colhidos pela imprensa Operária retratando pobres criancinhas espancadas humilhadas exploradas por este mundo adulto viu ignóbil desumano quis dizer feitos pequenos suga ele todas as energias transformamos em seres raquíticos sem vida maltrapilhos trabalhando em interruptamente 10 12 14 horas seguidas caindo de sono diante do Ritmo Alucinante das máquinas exausto de Cansado vigiados continuamente por contra Mestres sem escrúpulos vilões carrascos em benefício do capitalista voraz cuja ambição cega os próprios atos eliminando qualquer vestígio de um gesto de ternura e delicadeza pobres criaturas engolida por máquinas enfermagem é suficiente querer colocá-las nas fábricas
e destruir a tão querida época de brincar de poder viver livremente teria parar se para o futuro aos poucos réis não deveriam essas crianças serem Retiradas os presídios industriais enviadas para o lugar que merecem o mais apropriado para elas ter espaço natural a escola a preocupação com a recuperação da infância também está presente na imprensa Operária em sua defesa vários artigos são publicados denunciando as condições desumanas do trabalho infantil nesses antros Infernais de corrupção as unidades fabris se uma representação simbólica da mulher sustenta o discurso masculino que a redireciona de volta ao Lar a noção
de que a infância deve formar-se o caráter e curtir em si as virtudes essenciais cada um em seu espaço próprio por caminhos divergentes também é um discurso Operário se apropria da questão da Infância e participa deste movimento de redefinição do Estatuto da Criança e de reestruturação das relações entre familiares nas primeiras décadas do século 20 no Brasil é basicamente reforçando a noção da inocência da Fraqueza da criança que a imprensa Operária denuncia Ampla utilização da força do trabalho infantil no processo de industrialização do país contra argumentando as principais justificativas levadas pelo Patronato ser frágil em
defeso tímido a criança pobre deve ser protegida assim como uma mulher contra as garras afiadas os capitalistas enviada para escola lugar de formação do novo homem a fim de evitar a degeneração social e moral dos Menores o movimento operário coloca-se na obrigação de defender os direitos da Infância e evitar a desintegração familiar Aos olhos do Patronato a função moralizadora do trabalho justifica a introdução de um vasto contingente de menores nas indústrias especialmente nas testes o trabalho nesta perspectiva aparece como uma maneira de salutar de impedir a vagabundagem e o desperdício das energias das crianças não
raro os pais participam da ética purita do Trabalho convivem com a representação imaginária do trabalho como atividade Redentora e enobrecedora formadora do bom caráter do cidadão ou seja como uma virtude segundo Industrial Jorge Street proprietário da fábrica Maria Zélia que empregava em suas empresas grande quantidade de trabalhadores infantis sem atividade Fabril as crianças ficariam abandonadas nas ruas a Mercedes todas as seduções e vícios transformando-se em futuros delinquentes Um grande número de crianças entre 12 e 15 anos cerca de 300 de ambos os sexos que trabalhavam cerca de 10 horas diárias como todos os adultos seu
depoimento Já se tornou famoso na grande maioria Eles são filhos irmãos ou parentes dos meus próprios Operários que trabalham portanto na mesma fábrica ela só prestam serviços leves e compatíveis com sua idade e força Além disso ele é permitido levar consigo certos alimentos como pão frutas e e quando querem a Qualquer hora Comer o que consigo levam é surpreendente ver essa pequena trabalhar e sempre tem a impressão que o que eles fazem sem grande esforço impressão essa confirmada Pelo modo como é feita a saída depois do trabalho terminado é uma verdadeira revoada Alegre gritante que
sai à frente dos maiores correndo e brincando Afinal como a mãe que trabalha o dia todo numa indústria poderia cuidar devidamente do seu filho impedindo de decidir seus Próprios atos e certamente caírem Nas Malhas facais da delinquência e da criminalidade não era preferível uma disciplina Branda e suave exercida sobre as crianças pelo contra mestre a vigilância irritante obsessiva da mãe dividida entre um sem número de atividades não fazia um benefício patrão que aceitava em sua propriedade pais e filhos que trabalhasse lado aprendendo juntos nessa escola das virtudes que é a fábrica Antonio F Bandeira Júnior
que Realizam um dos primeiros levantamentos sobre a situação da indústria no Estado de São Paulo também ardorosamente a participação das crianças no trabalho Fabril representando como atividade positiva e vantajosa tanto para evitar emergência de marginais e ociosos na cidade quanto por formar o caráter e propiciar aprendizagem de uma profissão aos futuros homens a nação é considerável número de menores ao contar de cinco anos que se ocupam de serviços Fabrícios percebendo os salários que começam por 200 reais mas mais do que isso tem esse menores a vantagem de adquirir hábitos de trabalho aprendendo um ofício que
ele garante um futuro ao passo que não aumenta a Falange de menores vagabundos que infestam a cidade a resposta das anarquistas foi taxativa inúmeros artigos denunciaram uma outra realidade do trabalho infantil nas fábricas maus tratos bofetadas espancamentos insultos multas toda sorte De castigos corporais nem sorrisos nem lanchinhos na fábrica de fósforos brilhante faz cantar todos os dias nos longos de desgraçadas criancinhas que ali enriquecem o capitalista e se arruina por toda a vida o filho do patrão não se farta de seduzir e corromper as raparigas que podem nas fábricas a voz do Trabalhador em primeiro
dos sete de 1908 também tem surgir recomendando a jornalistas burgueses que deixassem as Belas confeitarias e fossem visitar as fábricas onde poderiam constatar que ali trabalhavam crianças de 6 a 12 anos em trabalhos superiores as suas forças e que muitas vezes inexperientes devido à sua idade deixavam-se fatalmente apanhar pelas máquinas o que com medo dos castigos dos contra Mestres limpavam as máquinas com elas em movimento porque resulta ficarem despedaçadas as engrenagens a vida cotidiana do trabalho infantil nas fábricas retratada pela Imprensa Operária dissipa qualquer ilusão roseia de um ambiente educativo descontraído saudável nada disso as
energias infantis se atrofiam a falta da iluminação a pé destilação odor fértil do exalado pelos gases olhos vapores das máquinas e metais industriais a impossibilidade de uma boa alimentação as longas horas de trabalho ininterrupto tudo favorece a propagação de moléstias perigosas na fábrica ameaçando dizimar esta geração de pequenos proletários Onde buscar os trabalhos os trabalhadores do Futuro A degeneração física e moral da infância Operária primeira preocupação do movimento libertário na luta da preservação da Criança é impossível evitar essas consequências sociais e Morais desastrosas da exploração no trabalho infantil nessas Galerias segundo notícias veiculadas poucas crianças
não apresentavam o organismo definhado tanto por causa da rudeza do serviço quanto Devido à deficiência alimentar sua saúde se consumia no trabalho infantil alertava a terra livre em 18/08 de 1907 comentamos resultados do relatório do Dr Moncorvo Filho a tuberculose operava livremente o seu campo de ação é um dos propícios verificou-se o diretor do Instituto de assistência à infância no exame que fez os trabalhadores menores da imprensa nacional que todas as crianças que trabalhavam no serviço de impressão achavam-se tuberculoses ora Afirmavam os industriais os próprios pais Operários desejavam que os filhos trabalhassem em seus estabelecimentos
pois isso representaria um alívio no orçamento doméstico os dois lados sairão beneficiados deste contrato os patrões economizariam a empregar uma força de trabalho não especializada e mais econômica os pais lucrariam completando o seu rendimento financeiro o empregado de mão de obra tão jovem não deveria então chocar apelava o discurso patronal Pois atendia aos interesses dos próprios Operários o argumento moralista utilizado pelo discurso patronal procurava eximir-se de qualquer acusação de desumanidade legitimando-se perante a opinião pública Afinal quantas crianças não haviam retiradas dos orfanatos das casas de Caridade do juizado de menores onde abandonadas em condições muito
mais precárias para serem empregadas nas primeiras fábricas instaladas no país Como na Inglaterra ou na França muitos empresários das Indústrias têxteis algodoeiras recrutavam suas forças de trabalho não especializadas nessas instituições de desproteção à infância ou ainda entre mendigos órfãos e desempregados das cidades do litoral a ideia de que o trabalho viria regenerar e moralizar esta população desocupado e abandonada assumir a forma de exercício de caridade os pobre segundo a imaginar social era um figuras culpadas porque se Recusavam a pertencer ao mundo da produção colocando-se a margem da sociedade por isso deveriam ser reintegrados a todo
custo o trabalho assalariado de centenas de órfãos abandonados nos asilos As instituições de irmãs de caridade e na sociedade beneficientes reduziria os encargos da sociedade para com essa população miserável um grupo de industriais afirmava em 1870 que não há entendimento mais humanitário e filantrópico do que Proporcionar apropriado para essa grande crescente parcela da comunidade não forneciam os patrões moradia vestimenta alimentação instrução para essas crianças abandonadas que se tornariam um futuros aves Operários e cidadãos bons inteligentes e habilidosos no discurso patronal o industrial beneficiava a economia e moralmente os pequenos que contratava pois trabalhando nas fábricas
as crianças estariam dando alguns anos de vida útil numa idade em que seu Caráter está em formação e seus hábitos regulares da diligência podem ser adquiridos em 1873 a tecelagem união e tabirana no interior de Minas Gerais propunha que o governo subvencionasse as fábricas de algodão empregassem órfãos pobres e sem instrução e as farmácias profissionalmente 50 anos depois do aparecimento das primeiras fábricas têxteis informes tem até selagem carioca América Fabril empregava 15 injetados de Um Hospital de Caridade do Rio de Janeiro Industrial sugeria o governo que construísse um asilo para veteranos mutilados de guerra junta
a sua fábrica em terreno cedido por ele mesmo prometendo em troca e entregar os que estivessem condições de trabalhar na fiação ou tecelagem a estratégia disciplinar de confinamento das crianças no interior das unidades produtivas retirando-as das ruas ameaçadoras ou do Abandono dos asilos e dando-lhes uma ocupação profissional justificava-se como meio de informar um novo trabalhador modelando seu caráter desde cedo num campo oposto o discurso Operário denunciava a exploração no trabalho infantil economicamente mais barato e politicamente mais Submisso desmistificando as vantagens desse tipo de adestramento que a atividade Fabril poderia propiciar a infância eu usaria suas
forças enfraquecê-las em botar sua Inteligência atrofiar suas músculos impedir seu crescimento físico e espiritual ordinariamente as condições de trabalho para menores pouco se modificaram a jornada está é certo reduzida 8 horas para muitas fábrica os salários aumentaram e em muito centro de trabalho uns tristes reais mas que importa isso os mestres os encarregados os diretores das fábricas que para os filhos são todos vadicias e carinhos para as crianças planetárias mostra seus Verdadeiros carrascos atrai muita Bastilha de trabalho onde impera a maior das iniquidades o pior dos despotismos maltratam-se as crianças com mais sensibilidade do que
a espanca seu animal evidentemente a utilização do trabalho infantil como a do feminino permite um acréscimo do lucro do capitalista já que os salários pagos essa força de trabalho são muito mais baixas a exploração é maior esse motivo econômico da preferência pelo emprego de Crianças mulheres no trabalho Fabril no começo do século XX não foi poucas vezes denunciado pela imprensa Operária a Plebe de 18/09/1919 reclamava que os operários de uma fábrica de tecidos haviam despedido 17 antigos Operários para contratar menores em seu lugar porque as crianças são exploradas mais e contenta-se com uma pequena remuneração
absorção das crianças no processo de industrialização das primeiras décadas do século 20 Atinge cifras elevadas que estudos consagrados já analisaram é a despeito de algumas medidas legislativas de proteção ao menor como a regulamentação do trabalho infantil incluída no código sanitário de 1894 que proibia o emprego de menores de 12 anos nas fábricas ou regulamento dos serviços sanitário de 1911 que proibiu o trabalho noturno de menores de 18 anos e o emprego de menores de 10 anos nas unidades produtivas poucos industriais Respeitavam essas disposições conforme os inquéritos estatais denunciavam contra essa situação é criada em 1917
alguns meses antes da greve geral que paralisaria São Paulo um comentei popular de agitação contra a exploração de menores nas fábricas pela iniciativa do centro liberário de São Paulo propunha-se a luta pela libertação das crianças da escravidão do engatúlos do trabalho a Plebe 09/06/1917 as notícias sobre o movimento Promovida pelo comitê não duraram muitos meses de qualquer forma os líderes anarquistas insurgiram-se contra o abandono em que se encontravam as crianças entregues a livre exploração do Capital arruinando a sua saúde vítimas de doenças contraídas em função da miséria e do Trabalho extenuante em várias manifestos o
comitê procura ganhar adesão na opinião pública dos médicos educadores e autoridades sanitárias e políticas além de Evidentemente do próprio movimento operário em vista de preservar as novas gerações dos danos morais e materiais que podem resultar de seu trabalho precoce Fan Julia 12/03/1917 colocando-se absolutamente contra a exploração do trabalho infantil nas indústrias o movimento procurava convencer os pais de que deveriam poupar os seus filhos de tamanho e sofrimento em favor do futuro da criança assim em vez de pregar seus filhos nas pastilhas Industriais porque não reivindica através de um movimento organizado melhor condições de trabalho e
salários mais elevados reclamem dos patrões a redução das horas de trabalho a fim de reduzir o número dos Operários Desocupados exigem aumento de salário promovam movimentos tendentes a fazer reduzir os preços dos aluguéis do gêneros de primeira necessidade protegem contra os exorbitantes impostos federais estaduais e municipais a fim de Que a classe operária possa alimentar honestamente os filhos e forneceres uma instrução intelectual e profissional de 17/03/1917 além de toda a agitação em prol da preservação da infância Operária o movimento liderado pelo comitê popular parece também preocupado em redirecionar a criança à escola para garantir o
espaço masculino do trabalho frente a concorrência desta força de trabalho mais barata trata-se também de um Movimento de defesa de emprego do Trabalhador adulto frente a concorrência do trabalho infantil e das mulheres vários artigos evidenciam esta preocupação antes uma constituição do comitê em 1904 o trabalhador gráfico lamentava-se da substituição do trabalho masculino adulto pela da mulher ou da criança aos encadernadores por conveniência da própria em prejuízo de honrados pais de Família exploram vergonhosamente meninos aprendizes os Urbanos o suor dessas pobres crianças pela miserável quantia de 500 mil 1500 por dia enquanto deixam de lado criminosamente
aqueles que têm certa responsabilidade social que tem grande prática de ofício mas como reclamar se os patrões no seu egoísmo feroz preferem o serviço mal feito ao bem feito e correto desde que corra em seu proveito no discurso Operário a questão do trabalho infantil assumir a dimensão de luta de pela preservação do campo de Trabalho do homem adulto Mas ao mesmo tempo refletir a preocupação de proteger as crianças contradição física moral advinda da atividade Fabril nesse sentido também o movimento atuava para enviar a criança à escola como a mulher ao lar refletindo uma representação imaginária
como da criança como ser frágil e racional e inocente que deveria ser moldado e preparado gradualmente para a vida adulta a resistência dos pequenos trabalhadores mas como pensar Esta realidade desumana e massacrante ou edificante saudável do mundo do trabalho na perspectiva das Crianças mesmas cujas vozes nunca podem ser ouvidas suposições inferências deduções alguns registros de atos de revolta os constantes castigos surras bofetadas espancamentos que os contramestres infligiam Os Pequenos poderiam revelar uma resistência surda e abafada das Crianças as imposições disciplinares da produção Jacob penteado em seu livro de Memórias Belenzinho de 1910 relembra o Episódio
de resistência dos pequenos trabalhadores que na saída da fábrica escondem-se nos morros cavam trincheiras e esperam com este link de a passagem do contra mestre sobre o qual lançou chuva de pedras os maus tratos foram tantos e tão frequentes que certamente as vítimas resolveram vingar-se reunir-se em grupo e a coitaram-se no terreno baldio localizado no trajeto que casa nova costumava percorrer local Ótimo para o fim que almejavam um campo ermo com as trevas bastantes densas quando perceberam que casa nova se aproximava cambaleando sobre ação do álcool levantaram-se e descarregaram o tamanho será levada de pedras
pedregulhos e Cacos de tijolos no gringo que civil impotente e ator de ferido caiu gemendo com a cabeça rachada dificilmente encontram-se relatos sobre a resistência infantil a organização capitalista do Trabalho mesmo na imprensa Operária no entanto as frequentes denúncias dos maus tratos e repressões sofrido pelas crianças fazem por existência frente a violência do mundo adulto da sua evasão no ato de brincar de correr de conversar por entre as máquinas durante o período do trabalho impossível deixar de imaginar como a fábrica deve ter representado para elas o mundo tedioso repetitivo monótono Severo e rígido como internato
De religiosos onde se tornavam prisioneiras a terra livre de primeiro dos seis de 1907 registram Episódio ilustrativo tecelagem presenciei porém a diz um fato que pode ser referido com uma amostra do que ali se passa um pequeno que o médico podia ter 8 anos andava na sala do pano a apanhar canelas vazias para levar a fiação de repente porém levar por impulsos próprios da sua idade pois se brincar com boneco que ali improvisara não sei como Estava Pobre Menino nisso quando o mestre do pano o supreendeu por trás com tremendo sopapo na cabeça deixando estendido
no chão as fugas do locais de trabalho também requeriam esta vigilância física atenta constante sobre as crianças operárias Jacob Penteado descreve esta forma de resistência infantil no interior de uma fábrica de vidros em São Paulo não havia instalações sanitárias apenas fossas ou Mato Onde eu vacilarinas os meninos a Hora da saída eram obrigadas a limpá-las Isto é a fazer faxina como nos quartéis para isso Os porteiros não deixavam sair antes de cumprir da tal obrigação Muitas vezes os meninos atacavam por ter apedradas e pulavam muro fugindo pelos capinzais que circundavam as fábricas a resistência das
crianças no interior do processo de trabalho não se manifesta na forma de deserção ou fuga ao trabalho no freio a produção nas prováveis brincadeiras não contadas que tornavam Os contramestres tão furiosos e violentos sobre os menores a Plebe de primeiro do cinco de 1927 discorrendo sobre a greve dos tecelões de Sorocaba nos dão importante testemunho da participação infantil na deflagração e na sustentação do movimento paradista na fábrica Votorantim contra a extensão da jornada de trabalho o início da greve no de imediato a hora de começar o trabalho os trabalhadores paralisam a fábrica ao mesmo tempo
que os mais conscientes Chamavam aos inconscientes ao cumprimento do seu dever a criançada vítimas prediletas da exploração burguesa com a reverência e Rebeldes espontâneas próprias da infância pelos recuar a pau e a pedrada nos gesto animador de consciência Nascente ao grito de viva a jornada horas 15 anos antes o comitê de greve da fábrica publicava um panfleto explicando os motivos que haviam levado ao movimento paradista naquela indústria Centenárias de crianças que Alice este ano na sessão de fiação cansadas de serem exploradas miseravelmente e ultimamente coagidas a trabalhar 9 horas por dia resolveram abandonar o trabalho
para fazerem respeitar as jornadas de 8 horas foi quanto bastou para que o genizaros trancassem todas as portas e janelas da fábrica querendo assim evitar que os pequenos Mártires do trabalho pudessem regressar a seus lares o texto terminava lembrando aos Operários que Nesse instante estão reunidos todos os industriais de Sorocaba para estudar os meios mais práticos de submeter nos pequenos gravistas se o vosso apoio não chegar a tempo as crianças serão vítimas de seus argoses que algozes nosso são e em 30/10/1909 vai do Trabalhador noticiar A Luta dos Operários infantis para elevação de seu salário
a 9 do mês de setembro fim do Os portadores meninos de 10 a 15 anos de idade da fábrica de vidro Santa Marina Pediram A Diretoria da fábrica 500 réis de aumento no seu salário o gerente Basílio Monteiro da Silva recebeu com insultos e modos grosseiros próprios do escravocrata motivando assim a greve dos portadores os operários da fábrica aderiram totalmente ao movimento grevista e lançar uma campanha de boicote a todas as marcas de cerveja da fábrica fantástica para pressionar a companhia ceder as suas reivindicações para intimidar os grevistas Acompanhantes me davam a abandonarem as casas
da empresa todos mudaram estalando-se em casa de amigos ou arranjar outros de outro mundo a industrialização no Brasil foi realizada em grande parte por esse pequeno produtor que trabalhava tanto quanto os adultos se não mais mas recebia por ser menor nas fábricas de vidro seu trabalho era indispensável assim como em outras indústrias o industrial Matarazzo por exemplo chegou a adquirir máquinas Pequenas adequadas ao tamanho das crianças para aumentar a produtividade do trabalho na fábrica Maria Ângela Jacob Penteado descreve ainda o trabalho infantil no interior da cristaleira italiana ou fabriquinha onde as crianças acabavam sendo exploradas
também pelos Operários adultos Os Pequenos deveriam chegar antes que os oficiais para encher de águas latões e Tina onde as peças eram reaquecidas para o acabamento com isso as crianças operárias acabaram Trabalhando ainda mais que os mais velhos e quando a fusão do vidro retardava aumentavam para 11 12 e até 15 horas de trabalho isso retrato da exploração infantil foi tema constante nas páginas da Imprensa e operar em geral a problematização da relação com a infância nos libertar certamente enverendou por outras direções não apenas uma atitude defensiva de denúncia da violência Fabril mas um pensar
sobre a formação do Homem novo desde a mais Tem idade a pedagogia liberária e a formação do Homem novo como então formar este novo personagem capacitando a conviver com as mais variadas diferenças de idade sexo cor nacionalidade sem todos esses preconceitos que nos atravessam criando tantos desencontros tantas dificuldades de comunicação e entendimento seremos capazes de quebrar tantas molduras de desfazer-nos de nossas máscaras a infância é uma esperança uma Educação Especial capaz de Respeitar sua individualidade de deixá-la falar em sua linguagem sem ter que suportar obrigações deveres punições porque não deixá-la encontrar seus rumos expressar suas
diferenças sem recriminações suportaremos não nos ver em suas punções infantis como diante de um grande espelho cujas projetem em nossas imagens reduzidas as experiências de Ferrer abrem perspectiva sedutoras Afinal em Barcelona 1901 põem prática suas ideias seu projeto educativo e Funda a escola Moderna por vários anos a imprensa anarquista homenageia Francisco Ferreira e Guardia na data de sua morte fotos artigos poesias manifestações públicas funcionamento em 1909 pelo governo autoritário espanhol é rememorado na poesia publicada em a Plebe a memória de Ferrer Educar para a vida a mocidade para uma vida forte e sem mentira horror
estranha isto conspira contra o céu mais o trono mais o Abade morte ao Infiel É muito Nossa propriedade não Deixaremos morrer a autoridade como se vai o fumo de uma pira morte ao e a terra horrorizada viu a ressurreição de torqueimada do Mar de Sangue horrível e iracundo num Renascer da inquisitório assanha viu Ferrer sucumbir dentro da Espanha para viver no coração do mundo Beato Silva o que se pode esperar de educação tradicional se não que constituem indivíduos padronizados dóceis e profundamente autoritários é Para isso que serve a escola burguesa para fazer as pessoas aceitarem
cegamente as normas estabelecidas para encutir valores sociais e Morais da classe dominante para produzir e reproduzir indivíduos concebidos a sua imagem e é isso através das relações autoritárias punitivas coercitivas estabelecidas entre professores de um lado e alunos de outro a escola não nasceu para disciplinar como afirma áries o eixo da crítica formulada pela Pedagogia libertária dirige-se contra o exercício do poder nas relações que se produzem todos os espaços da sociabilidade na escola na casa no trabalho nos lugares de lazer Ferrero propõe um tipo de escola que não incentive o espírito de competição entre as crianças
como ocorre nos institutos disciplinares burgueses mas que critique condições para descoberta de novas formas de convivência baseadas na cooperação na confiança e no respeito Mútuo a escola racional ou moderna não pretende realizar uma grande obra de Ortopedia social nem segrega as pessoas segundo as suas diferenças ela pode ser frequentada por indivíduos de e-mails sociais diferentes de idades variadas de ambos os sexos as escolas mistas facilitam o convívio e o conhecimento entre homens e mulheres colocando-os numa relação de igual desde cedo a educação anarquista deve fazer a criança um animal selvagem na expressão da Pedagoga sueca
ela em que 1894 1926 colaboradora do boletim da escola Moderna publicada por ferrar entre 1901 e 1909 e admirada por Maria perda de Moura porque ela deve ser incentivada vontade firme tornar-se um conquistador Um observador cheio de imaginação forte o suficiente para poder resistir e afirmar se na vida contra a educação cotidiana que se faz pelas condições circundantes ensinando-a acomodando-a a não se rebelar a obedecer inúmeras Interdições é proibido o novo homem deve ser capaz de andar sobre suas próprias pernas voar com asas seguras para espaços novos e desconhecidos aventurar-se mergulhar se profundamente nada disso
é possível com uma educação que exige obediência aí sobre Missão aos pais aos Mestres aos chefes aos governantes aos preconceitos a toda sorte de imposições é que cobram Alto Preço aos que se recusam e preferem escolher um caminho próprio a concepção Libertária da formação do Homem novo se choca frontalmente com preconceito burguês e que os castigos e a repressão são instrumentos necessários e funda para a formação do caráter desde a mais tem Rei idade na representação burguesa a criança se assemelha a um selvagem em que prevalecem os instintos que por natureza são perigosos maléficos e
que devem ser domesticados pela razão eu posição entre a natureza e a cultura aparece nitidamente uma comunicação Apresentada no primeiro congresso de proteção à infância por Tarso Basílio em 1922 cujo eixo é a defesa do castigo às crianças com essa orientação racional só a vantagens em reprimir com firmeza as más inclinações infringindo ser gradativamente os castigos em geral para que a criança perceba obter o maior lucro para si na abstenção de práticas e determinados atos e dará então a ideia de bem Olha o que é permitido e de mal ao que ele é vedado ou
na linguagem Familiar será bonita se não desagradar aos pais e feia no caso ao contrário a repressão das tendências naturais da criança deverá ser segundo ele tanto física através dos castigos corporais palmadas e bofetadas quanto o passar do modo Sutil pelo gesto jogo do olhar pelo tom da voz ou pelo silêncio pesado a concepção libertária da educação propõe exatamente o oposto desse relacionamento opressivo com a criança busca formar pessoas críticas desenvolver a Espontaneidade criadora libertar o homem da superstições e preconceitos que inibem seu crescimento pessoal através de um outro procedimento pedagógico partindo de uma outra
representação da criança os anarquistas não aceitam que ela seja esta Serra mole expressão no doutor Corvo filho na qual deve ser escritos os preceitos de uma moral puritana ou um perigoso selvagem que dominam instintos perversos ao contrário para os libertários a criança possui Aptideões naturais positivas que as práticas pedagógicas devem ajudar a desenvolver a educação deve respeitar a personalidade infantil atribuindo A importância as necessidades reais e profundas recuperando a fé russoniana na bondade natural do homem os anarquistas consideram que não há porque se reprimirem as tendências naturais da infância por uma educação autoritária e vitoriana
Ferrer criticava os métodos de ensino da escola tradicional instrumento Da dominação de classe a escola racionalista não deveria ser uma espécie de aparelho para exame ininterrupto que acompanha em todo o seu comprimento a operação do ensino como disso o corpo nada de exames codificando registrando ano sobre cada gesto do aluno nem prêmios nem punições nem castigos físicos ou Morais hierarquizando os indivíduos distribuídos nas escolas do melhor ao pior do mais bem comportado ao preguiçoso estimulando as rivalidades e Catalogando contra o sufoco da educação burguesa ferrar pretende que a escola Moderna consiga fazer de cada aluno
no seu próprio Professor esse um dia o elevador e lá libertar que nos deveriam combater nos dogmas dele no Extra em Perfecta sabedoria então toma erro a escola racionalista é laica e privada pois sendo a religião e o estado subtentáculos os privilégios sociais só podem oferecer um ensino autoritário dogmático ao serviço dos dominantes a Cultura deve ser democratizada seu acesso facilitar as camadas desfavorecidas à população e deve ser adaptadas necessidades sem parafernalhas dos conhecimentos livrescos inúteis nenhuma classe ou grupo social tem o direito de ter um monopólio da cultura na sociedade burguesa saber torna-se uma
arma nas mãos Poderosas a verdade sempre eles pertencem mas não se trata simplesmente da apropriação do saber é também a própria ciência que se Constitui para legitimar a dominação que deve ser questionada um bacuninho Ferrer compartilha dessa desconfiança em relação ao cientificismo considerando a ciência não como um saber neutro mas como uma instituição de classe não é à toa afirma ele que aqueles que detenham o poder esforçando-se para conservar as crenças sobre as que antes se baseava a disciplina social tratam de dar as concepções resultantes do esforço científico uma significação que não Poderia prejudicar As
instituições estabelecidas vácuo nem por sua vez opunha ciência oficial possa ser visto da burguesia a ciência Popular que deveria estudar aprofundar os pensamentos e as esperanças do Povo segundo a doutrina anarquista o conhecimento deveria se basear na experiência na observação direta na descoberta individual e não nas longas e fastingantes preleções e licitações fastidiosas sem sentido assim porque é Verificável pelo própria aluno O que é demonstrável o que é acessível claro lógico para criança o que ela pode por si mesma descobrir a desenvolver isso será preferido a todas as divulgações metafís ou filosóficas a todas as
afirmações impostas pela autoridade do pedante que não podem se não habituar a preguiça intelectual ao contrário da Concepção originária de Educar do latim educar e que significa endireitar o que está torto percepção que justifica a Adoção de métodos autoritários de enquadramento da Infância e da adolescência a escola racionalista pretende favorecer o desenvolvimento das tendências positivas da criança o professor tem pouco que ensinar mas deve observar muito aproveitar circunstâncias para que seu aluno descubra por si mesmo os inúmeros fatos de torno de gênero as múltiplas relações que mantém entre si Ferrero explica na escola Moderna toda
em posição dogmática era rechaçada Qualquer incursão na área metafísica abandonada e pouco a pouco a experiência formava a nova ciência pedagógica não só por meu empenho Mas pela ação dos primeiros professores em ocasião pelas dúvidas e manifestações dos alunos o procedimento de aprendizagem deveria ser realizado de maneira prazerosa e as práticas lúdicas como jogos eram valorizadas visando arrancar o aluno da sala de aula com mutismo e Quietude insuportável características da Morte Substituindo pela alegria e bem-estar infantil No final continuava a terra livre em 23 de Fevereiro de 1907 a escola não deveria ser um lugar
de tortura rígido e assustador para as crianças mas um lugar de prazer onde ela se sentirem à vontade o ensino fosse oferecido como uma diversão procurando aproveitar a sua natureza inquieta e Alegre as suas faculdades e sentimentos falando mais ao olhar que é o ouvido dedicando-se mais Inteligência do que a memória esforçar nascer por desenvolver harmônica e inteligentemente os seus órgãos a experiência e os ensinamentos de Ferrari Guardian que na década de 1880 viajar para a Espanha onde entrar em contato com pedagogos e constituições educativas e inovadoras são discutidos na imprensa anarquista em inúmeras artigos
ao lado de outros teóricos libertares como Sebastian terror Eliseu reclas seu projeto educativo é propaganda desde Antes sua morte embora as primeiras escolas modernas do Brasil surgem em 1920 nós cometeis para a escola nacionalista debatem as ideias pedagógicas daquele espanhol por muitos anos antes da fundação em a terra livre de primeiro de janeiro de 1910 era expostas os objetivos desde o projeto Educacional a escola Moderna propõe-se libertar a criança do progressivo envenenamento moral que por meio do ensino baseado no misticismo na Bajulação política lhe comunicar hoje a escola religiosa ou do governo provocar junto com
o desenvolvimento da Inteligência a formação do caráter apoiando toda a concepção moral sobre a lei de solidariedade fazendo um mestre um vulgarizador de verdades adquiridas e livraram das peias das congregações ou do estado para que sem medo e sem restrições e seja possível ensinar honestamente não falsiana a história não escondendo as descobertas científicas Assim como pro Dom e baconim Ferreira propunha a superação da divisão entre trabalho manual intelectual de moda que a humanidade pudesse a sua unidade originária perdida a sociedade estendida entre os aqueles que detêm saberes e aqueles que executam as tarefas braçais só
pode comportar relações de dominação assim a superação da divisão do trabalho só poderia ser conseguida na medida em que todos pudessem exercer simultaneamente atividades manuais e Intelectuais sempre privilégios das instruções a uns e do trabalho físico e alienante a outros portanto desde a própria escola o aluno deveria participar da fabricação dos instrumentos didáticos da manutenção da salas do Cuidado Com Jardins e bibliotecas tornando-se um sujeito ativo no processo pedagógico em todos os sentidos o que seria também uma maneira de quebrar hierarquia e a distância dos papéis atribuídos a professores alunos e Funcionários evitando que cada
um se especializa e rigidamente uma atividade limitada Além disso defendia-se aprendizagem como um ofício manual na escola que habilitasse os alunos pobres orientar as contingências da vida a preocupação com a valorização da Criança em todos os sentidos com respeito a sua particularidade como ser que tem vontade própria e diferente dos adultos constituem um dos principais pontos da proposta da educação liberária a Denúncia não abandono dos pequenos a uma educação elaborada tradicional e alienante em que a vontade individual era nítida como um defeito que a de todo o transe era necessário exportar remete a questão do
direito das Crianças pois a pergunta a quem pertence a criança responde o resolutamente nem a família nem o estado mas a si própria e ao suposto direito da família e do Estado cujas entidades não tem respeito pela criança débil ignorante e desarmada mas Que deveres opõe o direito à criança a criança tem o direito ao Pão do corpo desenvolvimento físico ao Panda inteligência desenvolvimento intelectual e ao Pão do coração desenvolvimento do ser afetivo guerra livre Primeiro de Janeiro 1910 a educação anarquista pretende ser integral eliminando as fronteiras que opõe o trabalho manual e o intelectual
e as relações de dominação decorrentes meio de recuperar alienação do homem a instrução integral impediria Que o Saber estivesse na mão de Uns poucos acreditaram todos os demais os caminhos a serem percorridos permitiria o desenvolvimento harmonioso de todas as potencialidades humanas assim a criança trabalhadora que na sociedade burguesa é marginalizada transformar a desde cedo em burro de carga porque muito nova precisa estar na fábrica submeter-se a vontade dos patrões dos contra Mestres dos próprios Operários e ainda as exigências da máquina poderiam que parte Aprendendo a autogovernasse e a fazer valer seus próprios desejos Afinal mesmo
que na sociedade burguesa a criança pudesse frequentar a escola e o trabalho infantil nas fábricas fosse proibido recluso Que tipo de instrução receberia um saber incompreensível absurdo decorativo que ele seria passado a força como obrigação o absurdo da educação e do Saber burgueses obrigam as crianças assimilarem todo um conjunto de informações desnecessárias para sua vida Prática no interior de espaços celulares fechados onde exerce uma vigilância e interrupta sobre todos Crianças vocês não devem brincar nem devem fazer algazarras gritar ou agitar nem ideia me colar nas provas nem virar para o lado as cadeiras já estão
fixas nos devidos lugares todos frequentantes perfeitamente enfileirados tudo que importa é garantido a ordem aqui dentro lá fora em toda a parte literalmente sem turbulência sem agitação sem risinhos ou Cochichas crianças operárias crianças estudantes controle disciplinar não faz distinções de alvo em sede sobre todas elas devem aprender a respeitar Isto é temer submeter-se ao superiores hierárquicos aos horário aos regulamentos as instruções responder devidamente as estímulos na instituição escolar ou no processo de trabalho a própria maternidade dos edifícios com grades e cercas por todos os lados devem servir para instruí-las quanto ao código Ético aprovado certamente
mais que em outras doutrinas o interesse pela educação ocupa a posição de relevo no pensamento anarquista a preocupação em alfabetizar instruir um número cada vez maior e possíveis leitores da Imprensa libertária e de suas publicações doutrinárias e propagandas justifica seu interesse pelo projeto educativo os jornais desempenham papel de destaque no processo de conscientização do proletariado e atuaram como centro de Organização de classe os inúmeros jornais libertários existentes no começo do século XIX no Brasil como a lanterna a terra livre a voz do Trabalhador o amigo do Povo na batalha e a pele entre outros tiveram
uma tiragem relativamente expressiva em São Paulo e no Rio de Janeiro durante resistências alguns possuíam uma biblioteca como a terra livre amigo do povo e a pele cujo acervo era constituído por obras de teóricos anarquismo como mala testa cropotic Bakunim Neno Vasco e José Oiticica Gigi d'amine por romance de autores nacionais e estrangeiros entre os quais figuravam esse de Queiroz Fábio Luz Afonso Schmidt Emily sola Alexandre Dumas e Tolstói a lanterna cujo o primeiro número aparece em 1901 dirigido por Benjamin Mota tem inicialmente a expressiva tiragem de 10 meses exemplares aumentando depois para 26 mil
embora posteriormente se estabiliza em cerca de 6.000 números a voz do Trabalhador refundado em 1913 Atinge uma tiragem de 3.000 exemplares iniciais e oito meses passa para 4.000 segundo informa O Terceiro Congresso Operário Cobi portanto Como o próprio cobre afirmava a imprensa aparecia para as anarquistas Como o meio mais eficaz orientar as massas populares esta valorização especial do projeto Educacional libertário também pode ser explicada pela não aceitação de uma necessidade objetiva e nelotuvel inscrita no desenvolvimento histórico os Libertários não acreditavam o progresso teológico que estava cientificamente assegurada no curso da história levando a criação de
uma nova sociedade para eles Qualquer mudança radical dependia do esforço pessoal de cada um no sentido de só alta emancipação aí caberia um papel fundamental a educação enquanto formadora do Homem novo o esforço educativo nesse sentido figura como uma ação moral e como meio da ação direta tanto quanto o boicote a Sabotagem ou a Greve a educação meio de superar alienação a que o homem está destinado na sociedade burguesa é uma arma de luta do proletariado por sua autoimação sem depender de falsas mediações representadas pelas escolas públicas autoritárias ou pelo paternalismo aprofundando essa discussão creio
que ou torna a educação o valor social para os anarquistas é a sua própria concepção da revolução social A transformação radical da sociedade ao contrário do que pregam Os marxistas não exige primeiramente o assalto ao poder do aparelho estatal para posteriormente serem restauradas todas as relações sociais a partir daquelas que se constituem no âmbito social na doutrina anarquista a recreação da sociedade não é obtida pelo jogo político a tomada do estado não se constituem numa preocupação primária o poder deve ser destruído o estado que impede a livre organização da sociedade deve ser suprimido e não
apropriado para A possibilitar a transformação da estrutura econômica e social Por isso mesmo os anarquistas recusam a participação na luta parlamentar ou então Constituição de um partido político Centralizado que deveria dirigir o movimento revolucionário de transformação social recusa que a história grafia tradicional considerou como índice da fragilidade de sua capacidade e organizacional e não encontro um produto de uma outra lógica Que revela uma concepção diferenciada da política ao contrário do Marxismo anarquismo não se afirma como ciência nem pretende obter conhecimento totalizante científico e objetivo da realidade social como fundamento para atuação política nem mesmo se
coloca como teoria completa ou como sistema acabado único capaz de conhecer cientificamente a história portanto de elaborar estratégias táticas de luta verdadeiras e corretas para a ação Revolucionária bacurinha afirmar vai explicitamente não temos de ensinar o povo Mas enfim tala revolta criticando o cientificismo dos marxistas bakunim considerava que sendo a teoria e a ciência patrimônios de Uns poucos essa postura acabaria levando a ideia de que estes poucos deveriam dirigir a vida social não apenas comentários estimular mas reger todos os movimentos do povo e completava segundo eles no dia seguinte da revolução a nova organização social
Não tratará de estabelecer sobre alma livre integração das associações de trabalhadores povos comunas e regiões debaixo para cima ou conforme as necessidades e o instinto do Povo mas sobre o poder de fatorial desta minoria ilustrada supostamente expressa a vontade Geral do Povo as palavras socialista instruídos socialismo científico que se encontram constantemente nos trabalhos e discursos de La Salle e dos marxistas Apenas Provam que o pretendido está no popular não será se não o governo despótico de massas trabalhadoras por uma aristocracia numerosamente pequena de verdadeiros ou falso científicos anarquismo apresenta-se como uma doutrina política que comporta
variações isso anterior não opera com pressuposto do Marxismo muito embora autores como Pierre ansart procurem mostrar uma proximidade no pensamento de Marx herdeiros da tradição simoniana muito Maior do que a memória histórica construída uma luta política pelo controle do movimento operário internacional afirmou no entanto para os anarquistas a instituição da sociedade guaritária decorre da criatividade do sujeitos históricos reais de acordo com suas experiências vivenciais e não do desenvolvimento e neletúvio das forças produtivas Diferentemente do Marxismo anarquismo não atribui um papel essencial proletariado Industrial classe Portadora do universal para Marx e seus discípulos nem mesmo o
conceito de classe é fundamental para o pensamento anarquista como é para os marxistas os libertários não reconhecem esse proletariado revolucionário determinado por sua inserção no processo da produção apostava muito mais nos deserdados do sistema em geral em todos os tipos de Trabalhadores de pobres naqueles que nada tenha a perder inclusive no nunca proletariados então marginalizados Desprezado pelos marxistas baconin chega mesmo a defender na Rússia tão distante ter criado discípulos tanto entre Operários Franceses em como entre outros artesãos especializados e letrados no tipo de dos relojoeiros da jura suíço considerável proletariado vulnerável aos apelos ideologia dominante
por sua situação privilegiada em relação aos demais trabalhadores ou desempregados como a revolução social não decorria segundo eles do desenvolvimento Necessário e positivo das forças produtivas não acreditavam que a transformação radical da sociedade começasse nos países mais industrializados onde os operários seriam mais conscientes como dizem os marxistas segundo baconim um advento da revolução social não está mais próximo em nenhum outro país do que a na Itália na Itália não existem como nos outros países europeus uma classe privilegiada de Operários que graças ao seu salário Consideráveis se orgulham das habilitações literárias que adquiriram só um dominados
pelos princípios dos burgueses pela sua ambição e vaidade de tal modo que diferem apenas dos burgueses situação e não pela maneira de pensar embora as anarquistas e comunistas soem com a instituição da sociedade igualitária sem estado e sem classes em que os meios de produção pertencem à coletividade diferem as suas concepções da política e da sociedade Para os primeiros a mudança social se trava no interior de um outro campo de que certa forma abrange as múltiplas formas de relações sociais trata-se da definição do conteúdo destas relações que a sociedade burguesa se caracterizam por serem coercitivas
e autoritárias dado que se fundam sobre a exploração do homem pelo homem a sociedade análise ao contrário deve evidenciar a ausência dessa exploração de todas as formas de dominação entre classes sociais entre Sexos entre idades entre pessoas de as cores diferentes no interior da família da escola do trabalho ou em qualquer outro espaço da estabilidade não se pretende instituir um outro regime político em que as relações que se estabelecem no cotidiano permaneça inalteradas mesmo que provisoriamente transformações revolucionárias na sociedade passam pelo questionamento prático e imediato das relações de poder onde quer que se constituam o
que Evidentemente inclui todo o sistema ético e um conjunto de valores estabelecidos pela cultura burguesa no longo e lento processo Mas esta revolucionização da maneira de viver depende fundamentalmente da atuação do sujeitos históricos em que buscam uma nova forma social e não do amadurecimento das condições objetivas Independentes da ação subjetiva e voluntária assim sendo Todos devem estar empenhadas na mudança revolucionária da Sociedade porque ela parte de uma vontade pessoal nesse sentido os anarquistas afirmam uma concepção da história que a torna um processo de criação permanente dos sujeitos históricos e não resultado de determinações econômicas Independentes
de uma intervenção humana se a história é a criação a pedagogia avisando formar um homem novo constitui um valor social mais seguro indispensável para a construção Mundo Novo a questão se Coloca portanto em uma campo de luta que poderíamos definir como o da Moral e não da política propriamente dito o tipo de sociedade que os libertários pretendem instituir deve-se constituir a partir da cooperação natural entre os indivíduos que se solidarizam no lugar do Estado como despropodic fonte de todos os males a Federação livre a livre Organização das associações dos produtores em comum nas locais que
por sua vez se agrupariam livremente em federações das comunas o Estado para os anarquistas pretende estabelecer a humanidade artificial que a violência as tradições dos costumes e os interesses dos diversos grupos sociais Na tentativa de anulares diversidade social ele é criar aquilo que ele é forte comenta la botija como a ficção de um por isso deve ser destruído e não apropriado assim como todas as suas instituições os bancos as Universidades a política etc tendo como Horizonte a instituição de uma Organização social formada por como nos autônomas livremente federadas os anarquistas recusam a construção de um
partido político revolucionário que deveria liderar a classe operária enquanto a sua Vanguarda revolucionária acreditam que essa instituição acabaria por reproduzir em seu interior a divisão social entre os que concebem e mandam e os que executam e obedecem recriando assim as relações hierárquicas entre seus próprios membros tanto quanto entre A Vanguarda esclarecida e a massa inconsciente para as anarquistas um instrumento utilizado para a instituição da sociedade libertária devem desde já refletir a natureza da sociedade Projetada a revolução como um processo de transformação das relações sociais começa aqui agora e não depois do salto que um dia
será dado salto revolucionário depois que a ditadura do proletariado momento transitório segundo Marx foram extinta em seus escritos de Filosofia política criticava social democracia alemã que afirmava autoridade da revolução política sobre a revolução social duvidando que a Extrema concentração do poder nas mãos de um grupo de dirigentes a nova classe científica política privilegiada não significaria um prolongamento da dominação sobre o trabalhador para ele a ideia de um estado popular é uma contradição em termos o povo nunca pode ser amigo de soberano mesmo que esse Diga seu representante legítimo porque o estado encarna a divisão social
do trabalho e Enquanto existir haverá governantes e governados ambos escravos exploradores explorados a revolução deveria resultar de um acordo voluntário e consideramos esforços individuais para o fim comum se admite alguma organização no processo revolucionário afirma nenhuma função deve ser permanente e todos os cargos devem ser temporários e revogáveis a ordem hierárquica e a Promoção Não existirão de modo que é o Comandante de ontem pode tornar-se subordinada de amanhã Ninguém está acima dos outros e se por momentos estiver é para não estar daí a momento como ondas no mar que vem e vão segundo o salutar
do nível da Igualdade o enraizamento do discurso anarquista no campo da educação segundo dados fornecidos por Edgar Rodrigues e registrados pela imprensa nazista os libertários tiveram intensa participação em atividades culturais e Especificamente preocupados com educação popular fundaram pelo menos 20 escolas livres ou modernas Centro de Ensino profissional grupos de estudos centro de cultura proletária centro de educação artística grupo dramáticos e musicais em São Paulo em 1909 fundou sua escola Moderna dirigida por João Penteado e situado na Avenida Celso Garcia 262 com aulas de urnas e noturna para crianças de ambos os sexos e também frequentada
por adultos logo depois surge a escola Moderna número 2 localizada na Rua Maria Joaquina 13 no Brás sobre a direção de Adelino de Pinho e em São Caetano a escola Operária dirigida por José Alves no Rio de Janeiro surge a escola Primeiro de Maio em Vila Isabel situada na Rua do Senado 63 e a associação Escola Moderna em 1912 a lanterna de 31/05 noticiava a fundação de uma outra escola livre dirigida por João Penteado em São Paulo localizada na Rua Cotegipe 26 no Belenzinho onde as aulas eram Ministradas no período diurno noturno para meninos e
meninas as suas aulas tanto de urna quanto noturnas já estão funcionando com regular frequência de alunos e a inscrição para matrícula se acha aberta mediante a contribuição mensal de r$ 3 para as aulas de urnas e quatro Réus parece noturnas o fornecimento de livros e materiais é feito gratuitamente seus alunos da escola a fim de facilitar aos Operários a educação e a instrução de seus filhos Segundo método racionalista seu diretor informa ainda que constam do programa as seguintes matérias português aritmética e história do Brasil geografia e princípios de ciências naturais devendo esta programação será alterada
posteriormente A Liga Operária de Campinas também cria nessa cidade uma escola livre principalmente para crianças em 1907 segundo a lanterna de 23 em 2 em Sorocaba Santos no Rio de Janeiro em Belém Recife Porto Alegre em Niterói Petrópolis também foram fundadas escolas racionalistas referenciadas pelos ensinamentos do pedagogo espanhol em Belém funcionava a escola racional Francisco Ferreira até 1927 Pelo menos segundo notícia Plebe em 26/02/1927 no entanto 1919 Marca um momento em que a repressão estatal aniquilas mais importantes experiências educativas libertárias as escolas modernas de São Paulo situadas no Brás e no Belenzinho João Pinheiro e
Adelino recebem ofensas da polícia Estadual informando que tendo sido verificado pela secretaria da Justiça que as suas escolas propaganda das ideias anarquicas e a implantação do regime comunista forem de modo ineletivo a organização política e social desses países por isso Foi decretado seu fechamento a Plebe 13/02/1919 a ausência de informações sobre o funcionamento das escolas racionalistas sobre o número de alunos Inscritos sobre as atividades realizadas com raríssimas exceções como as fiéis comemorações do aniversário da morte do pedagogo Ferrer impossibilita qualquer afirmação o conhecimento mais aprofundado dessas práticas pedagógicas seus limites portanto ficam para ser determinados
alguns poucos artigos informam sobre os cursos introduzidos na escola Moderna de Belenzinho dividido em curso primário médio e adiantado no primeiro Ofereciam-se noções de português aritmética caligrafia e desenho no médio gramática aritmética geografia princípios de ciências caligrafia desenho e não adiantado gramática aritmética geografia noções de ciências físicas e naturais histórias geometria calig que é desenho da xilografia mas nada além de qualquer maneira os artigos e apelos propagandísticos recorrentes na empresa na crista sugerem que o desejo de criar esse centro de cultura Operária Organizar os proletários alfabetizados conscientizando os imobilizandos em fim criando condições para o
florescimento de uma cultura Operária foi imenso e teve de enfrentar não poucas Barreiras sua prática efetiva entretanto deve ter sido de alcance limitado principalmente na década de 1920 em que os artigos sobre a tão fascinante otimista pedagogia libertar vão progressivamente esquecendo na empresa na questão ainda um outro sonho deste Primeiro movimento operário no país merece ser registrado a fundação da Universidade popular de ensino livre no Rio de Janeiro em 1904 organizado nos moldes preconizados por ferro e Guardia esse centro intelectual tinha por objetivo a instrução superior e a educação social do proletariado além dos cursos
a universidade deveria organizar a conferência sobre assuntos variados em especial os interesses dos Trabalhadores fundaram Museu social e uma biblioteca Promovessará os musicais festas libertadas excursões científicas artísticas publicaram boletim informativo estabelecer em fim um centro popular tendo por fim Às vezes o prazer em instrução e a união Moral Entre os cooperadores a universidade era dirigida por um conselho administrativo do qual fazer um passe livre de Carvalho Victor schnauber título de Miranda Mota Assunção entre outros e deveria ministrar cursos em todas as áreas Psicologia biologia história literatura direito antropologia matemática sociologia etc contando com a Adesão
de várias intelectuais de Formação positivista segundo o amigo do Povo de 09/04/1904 a ideia da criação de uma universidade Popular tiveram preocupações Jorge derrame Operário francês em 1898 informava Elise de Carvalho em conferência pronunciada no centro das classes operárias a instituição era paga e contava também Com consultório médico e jurídico a duração de tal empreendimento foi muito breve encontramos apenas sucintas referências à sua existência a atividade das bolsas de trabalho francesas movimento criado pelo anaco Sindicalista pelo Tier também referenciou as práticas culturais de cunho pedagógico desenvolvidas pelo sindicatos brasileiros várias atividades culturais como conferências representações
de peças dramáticas apresentação de grupos Musicais formação de círculos de discussão e estudo foram organizadas pelo sindicatos de orientação anarcocticalista no Brasil em primeiro dos seis de 1907 a terra livre convidar os operários para participar das palestras organizadas pelo sindicato dos pedreiros e carpinteiros com intuito de alargar a propaganda entre o elemento Operário dos ideais do anarquismo noticiado ainda a realização de Conferência na sede da Associação dos Carroceiros e anexo assim como disse ações públicas e propaganda organizadas aos domingos no sindicato dos pedreiros e carpinteiros os operários vocês também possuem os seus grupos de Cultura
proletária através dos quais pretendiam lançar mão do Meio mais urgente a difusão da cultura entre as massas proletárias das fábricas de tecidos fazendo com que em breve tempo os trabalhadores ficam complementados do valor da organização e compreendam qual Deve ser a sua conduta perante a associação Capítulo 4 a desodorização do espaço urbano gestão higiênica da miséria habitação do pobre não escapará o desejo de disciplinarização do proletariado manifestado pelos dominantes na moradia Operária a burguesia industrial os higienistas e os poderes públicos visualizam a possibilidade de instaurar uma nova gestão da vida do trabalhador pobre e controlar
a totalidade de seus atos ao Reorganizar a fina rede das relações cotidianas que se estabelecem no bairro na vila na casa e dentro desta em cada compartimento destilando o gosto pela intimidade confortável do Lar a invasão Popular pelo olhar vigilante pelo fato atento do Poder assiná-la intenção de instaurar a família nuclear moderna privativa e higiênica no setores sociais e oprimidos a preocupação Inicial com as condições de habitabilidade do Trabalhador Urbano parte dos genistas Sociais ligados aos poderes públicos ocupam-se com medicalização das cidades com a desinfecção dos lugares públicos com a limpeza dos terrenos baldios com
a drenagem dos pântanos com alinhamento das ruas com a arborização das praças e alarmam-se com surtos epidêmicos que dos bairros pobres se alastram pela cidade ameaçando invadir as casas elegantes bairros ricos com ausência de esgotos e instalações sanitárias privativas e quais elas são dos odores Félix e Miasmáticos gerados pela aglomeração perniciosa da população pobre em cubículos estreitos assim as estratégias sanitária se constitui neste momento histórico de formação do Mercado Livre de trabalho no Brasil pretendem realizar o projeto tópico de desodorização do espaço urbano através de uma ação que pontual no primeiro momento torna-se permanente sistemática
desde o final do século 19 São Paulo e Rio de Janeiro passam por uma série de transformações Urbanas com a abertura de avenidas e de Alamedas com a construção de chafarizes e demais serviços públicos com o caçamento de ruas instalação de iluminação e gás criação de novos bairros que passam a ostentar casarões suntuosos na década de 1910 em São Paulo é construído o Teatro Municipal alavam Jesus do centro como a Libério badaro discute suagestinamento do Vale do abau abra esse parques e praças com a colaboração de Engenheiros e arquitetos Estrangeiros no rio as campanhas de
saneamento a demolição de antigos quarteirões abertura de novas Avenidas como a Avenida Central e os serviços de melhoramento do Porto São desenvolvidos durante a gestão do engenheiro Pereira Passos assessorado pelo médico Oswaldo Cruz como parte desta política sanitarista de purificação da cidade a ação dos didnistas sociais incide também sobre a moradia dos Pobres de acordo com desejo de construir a esfera do privado Tornar a casa um espaço de uma felicidade confortável afastada dos perigos ameaçadores das ruas e bares mas também a parte da intenção de demarcação precisa dos espaços de circulação dos diferentes grupos sociais
os médicos genistas portanto percebem-se como as autoridades necessárias e competentes para vistoriar minuciosamente habitação e os vasculares incentivando Anseio impondo autoritariamente a execução das medidas De higiênicas controle Global da população pobre da cidade nos lugares públicos seja no espaço doméstico por parte desses especialistas se Funda na crenças generalizada de que a casa imunda O Cortiço e a favela constitui focos onde se originam os surtos epidélicos os vícios e os sentimentos de revolta e mal deve ser chipado pela raiz assim o medo da invasão pestosa incita a penetrar nos antros de infecção a que chamamos geralmente
casos de habitação Coletiva ou mais precisamente cortiços afirmava uma Autoridade Sanitária na ordem do discurso médico sanitarista a doença adquire a dimensão de problema econômico político e moral e a miséria se torna um novo veículo do contágio se as casas e muitas o berço do Vice do crime o socialismo destruidor e pernicioso para o progresso de uma nação encontra nesses anos das grandes cidades uma atmosfera favorável para seu engrandecimento Vezes que vivem na miséria é obrigado aos pares em cubículos escuros e respirando gases mefíticos que exalam de seus próprios corpos não assados perdem de uma
vez os princípios de moral e atiram cegos ao Crime ao roubo de forma perderem sua liberdade ou a ganharem por essa forma meio de se alimentar ou dormir melhor enfatizava O Espetacular do Trabalhador mergulhado de noite nas fábricas a falta de hábitos regulares de higiene corporal a imundície de sua casa Traduz em capacidade de proletariado ver isso a própria vida e pedem a intervenção Redentora da ação dos especialistas civilizadores na habitação Popular os indivíduos se amam assim como lixo os fluxos não circulam os miasmas pútridos estagnam aglomeração de gente de Cheiro de detritos de animais
domésticos congestionam curtir se o bairro Operário impedindo a livre situação de ar e de água da penetração Salutaris raios solares elementos Fundamentais para garantir a saúde do organismo Dão origem às epidemias como a cola da Bobo ou a febre amarela que ameaçam atingir Inexoravelmente toda a cidade Rompendo a linha que progressivamente vai dividir nos bairros ricos dos Pobres ameaça da peste sobre os novos bairros elegantes da burguesia como os Campos Elíseos ou Higienópolis cidade das higiene reforça a vontade de evacuação do lixo e dos Pobres para longe dos espaços refinados da cidade a Estratégia norteadora
da intervenção dos higienistas sociais na remodelação das cidades consiste então em separar os corpos designado A cada um deles no lugar específico um esquadrinhamento científico rigoroso da população trabalhadora facilita a empresa de desodorização das casas e das ruas interdita os contatos muitos Estreito permite exercer um controle científico político do Meio destruir os mas é também destruir os odores da corrupção Moral o burguês desodorizado vem nesses lugares de até montoamento dos Pobres o perigo das emanações pútridas da massa dos vapores acumulados pela reunião de massas confusas e misturadas essa política solitária de descongestionamento dos corpos defina
produção do espaço urbano e ao mesmo tempo determina a invasão da casa do pobre impondo novos regimes sensitivos de uma outra disciplina corporal O inspetor sanitário Evaristo da Veiga Continua seu relatório ansioso e repulsivo sobre a situação dos trabalhadores em São Paulo no final do século XIX a população italiana calculada em 70 mil almas só na capital comporta na sua maior parte dos vídeos recém-chegados e de Operários paupérrimos é um fato grave perante a higiene do Estado nos bairros do Bom Retiro bexiga e Braz casas existem com acomodações para 6 ou 8 pessoas de abrigo
em completa promiscuidades 30 e 40 indivíduos no Largo da memória na ladeira do Piquet na Rua da Consolação e em várias ruas desta fluorescente capital são inúmeros os casarões a brigando durante a noite centenário de pessoas sem luz sem ar e que fale durante o dia a cozinha em alcovas escuras por meio de fogareiros volantes envenenando ainda mais essa atmosfera já deletéria e perniciosa a dimensão reduzidíssima da moradia Operária a escuridão e a umidade dos compartimentos Náuseabundos a essignidade dos quatros dormir autorização comunitária de tanques e latrinas o fedor exalado pela merda acumulada nas fossas
ou nos latões o convívio promístico de pessoas e de animais nos mesmos espaços assustam as exigências Dos sentidos refinados da classe privilegiada apavorado com aumento vertiginoso dos cortiços e Fave o poder médico registra que em 1869 existiam cerca de 642 curtiços na Cidade do Rio de Janeiro contendo 9.671 quartos habitados por 21.929 pessoas das quais 13.55 homens e 8.374 mulheres em 1888 os cortistas aumentavam para 1331 com 18 1966 quartos habitados por 46.680 pessoas de acordo com dados fornecidos pela inspetoria Geral de higiene procurando detectar a origem dos focos de infecção e das moléstias contagiosas
que provocam medo das Cidades angústia e insegurança Os inspetores Solitários apontam os gênio das adaptações populares como meio mais para erradicar a raiz do problema e recuperar a saúde do desfavorecidos desaglomerar os pobres descongestionar o espaço doméstico do trabalhador arejar e iluminar os compartimentos e eliminar miasmas dos Germes observando a mais gloriosa higiene constituem Tecnologias disciplinares do Poder médico tática de Anti aglomeração primeiro passo para a formação do sentimento de intimidade e da sedução pela propriedade privada destruir-me asmas e germes no século XIX a metáfora do corpo orgânico percorre o discurso dos médicos sanitaristas assim
como de outros homens cultos na representação da sociedade pensando como organismo vivo o corpo social segundo essa construção imaginária deveria ser protegido cuidado e assepsiado através de inúmeros métodos e mesmo de cirurgias Este passem suas partes doentias seus cancros e tumores ao mesmo tempo considerava-se que a vida só poderia pensada em relação às influências exteriores que interagiam sobre ela como clima a luz o ar o sol a água segundo uma linha de pensamento herdada de Lamarck e etmes sangui dos médicos do século XVIII entre outros nesse sentido uma vez que o meio ambiente era considerado
responsável principal pela saúde do corpo social e ao mesmo tempo De cada indivíduo membro construtivo da totalidade social a medicalização da sociedade implicaria a criação de condições ambientais que favorecessem a circulação dos fluídos a formação de personalidade sadias e de uma nação Próspera e civilizada de acordo com a teoria dos fluidos que dominavam o pensamento médico desde o século 18 o ar e a água eram considerados veículos mórbidos portadores de emanações fétidas e pútridas conhecidas como miasmas Transmissores da doença poderia provocar uma rotura do equilíbrio do obstruindo as vias de circulação do sangue e ocasionar
deste moda surgimento da doença da febre pesticicial do escorbuto e da Gangrena assim químicos biólogos e médicos partiram na Europa desdemeados do século 19 à procura de antissépticos capazes de destruir os mesmos por outro lado o movimento era adotado de um poder purificador impedir a desorganização Púltre da cidade e da vida de seus habitantes ameaçada pelos pântanos e por todo o local em que se acumulasse detritos dejetos substâncias estranhas insetos e matérias em decomposição a teoria dos micróbios formulada por pastor na década de 1870 questiona as mitologias anteriores ao mostrar que doenças contagiosas não se
transmitem pela inalação do ar contaminado mas por Germes infecciosos propagadas pelo contato indireto estabelecido entre Pessoas através de objetos como dinheiro os telefones públicos ou as roupas experimentar essas lojas para ele os microrganismos não surgem espontaneamente na substâncias fermentícias como então se acreditava mas eram gerados por outros similares que se impregnavam no ar trata-se então de descobrir a bactéria específica e a vacina que pode destruí-la no entanto a revolução pastoreana não provoca uma transformação marcante nas estratégias De desonderização do pobre a higiene pública Vê se na obrigação de garantir o controle da circulação dos ruídos
do ar e da água responsável pela saúde do organismo as casas as ruas as cidades as fábricas as escolas os hospitais as prisões devem ser bem iluminados para boa saúde dos habitantes dos trabalhadores os escolares dos enfermos ou dos prisioneiros a afirmação como a do Doutor Francisco corta prata são recorrentes na literatura médica do Período ar luz sol calor e Água São pois elementos essenciais para a salubridade fixados pela natureza exigidos tanto para o luxuoso prédio como parar modesta e simples Casa do operário É nesse contexto que o Saber médico genianista no Brasil influenciado pelas
teorias médicas francesas elabora estratégias ainda pontuais de eliminação dos focos considerados responsáveis principais pela emergência dos frutos epidêmicos que assolavam a cidade sanearam o meio Ambiente significa portanto garantir a formação de indivíduos sadios e fortes como várias médicos do período Dr Figueira de Melo salientava habitação higiênica que se possa oferecer ao nosso povo ao nosso Operário é o prédio inicial do importante problema é o gênico a melhoria da Habitação Operária a grande massa da população é de tão grande importância que quase se pode dizer acarreta consigo a resolução de uma série de necessidades que tem
por Origem Vícios e defeitos de ordem moral e física gerado seguramente na convivência e nesse ambiente confinado nessa para deletéria Ao corpo e ao Espírito portanto a teoria dos miasmas assim como a teoria paz teoriana dos Germes informa as campanhas de eliminação das favelas e cortiços que os especialistas passam a defender a questão da Habitação insalubre surgem fértida sugere a aplicação de táticas de correção do meio o que por sua vez Satisfaz tanto desejo obsessivo de distribuição dos indivíduos do espaço obstatualizando Toda a forma de aglomeração e contato espontâneo quanto desinfenificar as relações e os
sentimentos familiares ao propor a união dos membros da família em casas higiênicas e confortáveis forma de gestão dos sentimentos e das vontades individuais a intolerância aos cheiros fortes aos fedores da cidade as emanações fétidas exaladas pelos Excrementos lixões Multidões e as redução pelo espaço oxigenada e perfumado acentua-se progressivamente desde o final do século 18 na Europa a ascensão da burguesia e a imposição de sua hege suponha a instituição de um novo Imaginário social renova as formas de percepção cultural e de uma nova sensibilidade a cidade nesse sentido será lida a partir das novas concessões médicas
e biológicas do determinismo físico e moral que se colocam em Oposição à visão mecanicista do pensamento das luzes os riscos da infecção são denunciados de forma armista pelos médicos que acreditam na influência terapêutica da circulação dos ruídos segundo modelo organicista da circulação sanguínea de Harvey o movimento se opõe a estagnação renova o ar eliminas assim como o vento favorece o escoamento das águas o cheiros sentidos como nunca pelas classes privilegiadas A sujeira obstrui os poros e favorecem a fermentação e a putrefação das matérias assim que afirma-se e o povo infecto e selvagem este se torna
objeto crescente de uma pedagogia totalitária que pretende ensinar-lhe os hábitos de higiene privada de comportamento e disciplina Geral ao mesmo tempo aconselha-se a privatização dos banheiros a instalação de redes de esgotos que afastem as imundiças para longe da cidade a canalização da água Torna um sistema de serviços públicos de higiene e valoriza-se a introdução de áreas verdes a criação de jardins da cidade ou a decoração de casas com flores e plantas os Recantos obscuros onde se estagna o ar viciado onde se corrompem física e moralmente os pobres classes que prevalecem os instintos e as paixões
no desejo de um delegado de polícia são transformadas em Campos de observação e de análise dos especialistas Botequim por 10 habitações Operárias vão ser no paulatinamente devassados amontoamento dos corpos dos trabalhadores que cheiram mais como animais segundo a nova burguesa ameaçando constantemente o equilíbrio natural Exige uma política sanitária capaz de impor normas reguladoras da vida social em 1886 é decretado o código de postura Municipal de São Paulo contendo um capítulo especial sobre os cortiços Casas de Operários e cubículos neste prescreve-se uma série de medidas profiláticas que define as condições de construção das habitações dos Pobres
mas ao espectro das epidemias que se encontra na origem deste novo projeto médico de saneamento da cidade no horizonte dos médicos sanitaristas privadas e esgotos prostitutas pobres doentes loucos e negros são Associados numa mesma operação simbólica A exemplo dos escritos do médico francês Logo após a epidemia de febre amarela de 1893 forma-se uma comissão que para inspecionar as habitações operárias do bairro de Santa Efigênia os resultados que a comissão chega atestam que apareceu prosperou evoluiu onde as condições de meio de topografia e de população foram especialmente propícias 2 a população Operária apagou uma ar tributo
Por isso mesmo que as suas condições de vida impedem Na acumular-se onde encontra-se mais facilidade de Viver e essa facilidade se obtém em sacrifício de saúde esses dois fatos bastam para explicar a intervenção do poder público em bem da Saúde de todos a comissão coloca-se na responsabilidade de penetrar nos cotistas insalubres que são convertidos em laboratórios de observação e de classificação da classe trabalhadora os higienistas sociais atribui-se a função técnica de corrigir mas condições da topografia Urbana regulando de modo severas condições a Preencher não só habitação de caráter particular como as habitações comuns Isto é
estalagens cortiços hotéis casas de dormida etc em 1894 o código sanitário decretado pelo Estado estipula um capítulo sobre habitações das classes pobres no qual se determina que sejam eliminados os cortiços além de proibidas novas construções outras leis do mesmo teor sucedem nos posteriores tentando eliminar a instalação e aglomeração dos trabalhadores nessa forma de habitação Na verdade a respeito das estratégias desodorizantes e das legislação Urbana acrescente classe operária continua aglomerar-se nas moradias que os poderosos consideram insalubres e repugnantes as repetitivas descrições dos inspetores sanitários dos médicos e dos filantropos relativas péssimas condições de habitabilidade dos trabalhadores
que se sucedem por várias décadas nos levam a crer seja na existência de uma resistência silenciosa Em posição na política de desinfecção do pobre seja no desinteresse de grande parte dos dominantes pela condição de vida dos Pobres em 1917 afirmava que nova a ser exercida a inspeção sanitária nas adaptações operárias intimando aos moradores através de multas a observar os regulamentos da polícia sanitária a obsessão e impor obediência às normas higiênicas não levaria a pensar na existência de contra poderes nos meios Populares e que se recusavam a aceitar a forma burguesa de habitar com todas as
suas implicações continuamos com doutor Clemente Ferreira a questão das casas econômicas dos alojamentos baratos higiênicos para as classes planetárias continua preocupando a atenção dos poderes públicos sem que se tenha por hora conseguido resolver satisfatoriamente tão angustioso problemas sanitário a crise de domicinamento do operário subsiste em Todos os seus malefícios para a saúde coletiva pois os esforços de algumas cooperativas de sociedades mútuas e diversas empresas Farias não são de molde a dar a solução Cabal a esta premente questão higiênica anos depois a higiene privada do Trabalhador pobre continua sendo objeto de preocupação nas autoridades sanitárias insalubres
fétidas imundas onde se ajuntam indivíduos de crianças abandonadas vagabundiana pelas ruas Descalços e maltrapilhas de pessoas que urinam nos muros revelam resistência da recusa a aceitação e disciplina desodorizante das classes privilegiadas recusam do arejamento da especialização dos corpos da desodorização da linguagem emerge como uma contra poderes que se exercem no interior da Vila da casa e do bairro Operário por muitas décadas as conclusões desanimadas dos inspetores sanitários continuam retratando o mesmo quadro na zebundo e repugnante de Outrora seja das formas populares de habitação seja dos interiores apavorantes dos presídios os hospícios e bordéis até São
ao mesmo tempo o fracasso das políticas sanitaristas desinteresse da população desinteresse dos dominantes ou resistência Popular diante do exército da autoridade pública do público ao privado um deslocamento tático num primeiro momento as estratégias higienistas de desodorização do espaço urbano e de desaglomeração dos Corpos são constituídas e testadas nos Laboratórios representados pelo quartel navio hospital e prisão e não distinguem os odores sociais na multidão a partir do final do século 19 entretanto Elas serão transportadas para a habitação do pobre O Poder médico persegue a infecção no espaço privado do Trabalhador invade sua casa inspeciona seu quarto
e prescreve normas de Conduta anteriormente atestados nos espaços públicos Cada um deve dormir em sua cama Individual assim como já se tinha defendido a necessidade higiênica de cada doente ter seu próprio leito ou de cada cadáver ter seu próprio caixão as casas operárias Federal menos e perderam a marca negativa de ameaça pertilencial promete saber médico desde o começo do século XIX uma carta Régia proíbe o enterro dos Mortos nas igrejas e ordena construção de um cemitério afastado da cidade em 1839 a Santa Casa de Misericórdia constrói o primeiro Cemitério extra-mouros da cidade seguindo as prescrições
médicas de combate aos miasmas dos emanados dos cadáveres a reorganização do quartel que se processa no mesmo momento atende as necessidades de arejamento e de iluminação dos alojamentos para que eles sejam bem arejados convém que a sua posição seja no alto da localidade circunstâncias tão vantajosas nas cidades onde o ar circulará mais livre Puro como nos Campos Onde estará mais isento desses mesmos que é a humildade entretida pela corrente das águas ou pelas Marés desenvolve sempre com tanta intensidade variável a mesma preocupação obsessiva em ventilar e separar os corpos aparecem nas teses médicas relativas ao
espaço penitenciário porque a sociedade deve exigir a reparação da ofensa a se feita não quis de certo que para isso fossem os desgraçados presos sepultados em vida no mar úmida infecta e escura masmorra Quem inveja puro só respirar sem usar corrupto e impregnado de emanações minha asmáticas elaborados nesses espaços públicos os dispositivos disciplinares que visam desfazer as confusões arejando e iluminando os espaços são transportados tanto para a fábrica quanto para o espaço privado do Trabalhador desde o final do século XIX a preocupação conhecer esquadrinhamento da população de cheguei ricos e pobres e focaliza nichos a
origem dos problemas Físicos e Morais os perigos detectados nos espaços públicos são transferidos pela imaginação dos médicos para a habitação insalubre su o ar viciado pela respiração pulmonar e cutânea veiculando matérias muitas vezes em vias de decomposição alterado ainda por emanações provenientes das cozinhas ou de compartimentos de descuidado a seio no fim de certo tempo não será só insuficiente mas também prejudicial e perigoso prevenir o Dr horta prata o Poder higienista definir Então as condições da construção da casa salubre do trabalhador artigo 38 toda a habitação será provida de banheiro latrina e sempre que possível
um reservatório de Ferro galvanizado hermeticamente fechado com capacidade suficiente para o uso doméstico artigo 364 todos os aposentos de dormir deverão ter as aberturas exteriores providas de venezianas ou de dispositivos próprios Para assegurar a renovação do ar provocando permanente tiragem estipulava o código sanitário de São Paulo de Abril de 1918 no século 19 cada vez mais a preocupação com os odores fétidos da terra da água estagnada do lixo refletida na literatura dos higienistas Sérgio terreno para os odores da miséria para o fedor do pobre e sua habitação em Fé deslizamento da vigilância olfativa da natureza
para o social do exterior para o interior que induz uma estratégia Disciplinar na qual desinfecção e submissão são assimilados simbolicamente o sonho de tornar o pobre inodoro sugere a possibilidade construir o trabalhador comportado e produtivo embora a Teoria segunda qual a doença era contraída pelas exalações minhas mágicas estivesse desacreditada desde as descobertas realizadas por Pasteur e coque a representação imaginária que associa a figura do pobre aos elementos potrids aos detritos e ao Perigo pessilencial se reforça aliás as estratégias desodorizantes fundadas nas mitologias pré-pas teorianos não são questionadas mas reafirmadas mais do que nunca o povo
infecto e nojento aparece como ameaça à saúde do burguês perfumado mas do que nunca os trabalhadores e pobres em geral são percebidos como suspeitos em potencial seja como portadores de germes seja como possível CR a disciplina das vilas operárias tanto Na Perspectiva da higiene pública quanto na 12 industriais a classe operária juntamente com toda a população pobre é por tanto representada como animalidade pura dotada de instintos incontroláveis assimilada a cheiros fortes a uma sexualidade instintiva incapaz de elaborar ideias sofisticadas de exprimir sentimentos delicados esta representação imaginária do pobre justifica a aplicação de uma pedagogia totalitária
que pretende ensinar ele hábitos Racionais de comer de vestir-se de morar ou de divertir no discurso dos higienistas dos industriais ou ainda dos literatos a representação imaginária do pobre estrutura sem função da imundície o pobre é o outro burguesia ele simboliza tudo que ela rejeita em seu universo é feio animalesco fedido Rude selvagem ignorante bruto cheio de superstições nele a classe dominante projeta seus dejetos psicológicos ele representa seu lado negativo sua sombra Como parentes ou Os médicos brasileiros a luz Azevedo sente náuseas com cheiro repugnante do Povo amontoado nos cortiços gerados espontaneamente como vermes e
naquela terra encharcada e Fumegante naquela umidade Quem tiroudosa começou a minhocar a esfervilhar a crescer o mundo uma coisa viva uma geração que parecia brotar espontânea ali mesmo daquele Lameiro e multiplicar-se como lar no esterco ou industrial e médico Jorge Street Como já mostramos acreditava que Ao contrário dos empresários norte-americanos os capitalistas brasileiros deveriam comportar-se como conselheiros e guias dos Operários incapazes de gerirem suas vidas privadas automaticamente segundo a crença no determinismo físico moral a burguesia pretende fabricar indivíduos produtivos e submissos a partir do modelo que ela faz da classe trabalhadora nesse sentido a questão
da Habitação dos pobres Constituindo que os poderosos procuram solucionar a partir da impulsão de normas precisas de habitabilidade na medida em que a casa imunda insalubre do pobre apresentada como origem da doença da degradação oral e da ameaça política iluminam-se os obstáculos ideológicos que se poderiam antepor ao deslojamento dos trabalhadores dos cortiços e favelas todo um discurso racionalizador procura justificar a interferência planejada da burguesia nos mínimos detalhes da vida Cotidiana do Trabalhador instaurando uma disciplina que designa novos modos de higiene pessoal e de vida a solução ideal preconizada pela higiene pública para a questão da
Habitação Popular desde final do século 19 no Brasil é a construção das vilas operárias Pelos poderes estatais ou por capitalistas particulares nos bairros periféricos da cidade combina-se assim a luta sistemática contra a insalubridade da moradia do Pobre com utilitarismo reinante Afinal a construção das adapta higiênicas e baratas se tornarão um negócio lucrativo tanto para os industriais senhores quanto para as companhias de saneamento para corrigir esse mal o único meio que vemos e que nos parece fácil por oferecer igualmente moderado Juro ao capital empregado são as Vilas operárias então em uso na Europa toda e já
introduzidas na capital federal defendiam inspetor sanitário de São Paulo em 1894 segundo o relatório da comissão de inspeção de as adaptações operárias e cortiços de Santa Efigênia do mesmo ano em torno da cidade de São Paulo num raio de 10 a 15 km não faltam lugares preenchendo esses requisitos facilidade de transporte barateza dos terrenos as Vilas operárias serão construídas de preferência no subúrbios terrenos escolhidos e saneados oferecendo a Operário fácil acesso para a cidade ou para o lugar onde ele Diariamente se ocupa ao prometer a construção das vilas operárias como resposta para o problema da
Saúde da população pobre da cidade os higienistas abrem caminho para a realização da Utopia burguesa de fabricação da classe trabalhadora desejada combinando interativos econômicos e políticos na verdade muito mais que uma maneira de morar as Vilas representam a vontade de impor Sutilmente um estilo de vida através da Imposição das vilas operárias vilas punitivas e disciplinares estabelece-se todo um código de condutas que persegue o trabalhador em todos os passos de sociabilidade do trabalho é o lazer as antíteses dos cortiços permitem que o poder disciplinar Exerça um controle fino e leve sobre o novo continente das pequenas
relações cotidianas da vida do trabalhador eliminando todos os intervalos que separam vidro e trabalha Do dia a dia do operário a forma burguesa de habitação designada para o pobre e instala um novo campo de moralização e de vigilância segregado nos bairros periféricos e distantes da cidade proletariado é ainda internado nos limites da minha cidade que a Vila pretende construir possibilitando uma gerência patronal absoluta sobre todos os seus comportamentos nas primeiras décadas do século 20 são construídas várias Vilas operárias em geral ligadas A uma fábrica em São Paulo Vila Maria Zélia Vila Prudente construída pela falcon
em 1890 no Ipiranga Vila Crespi na Mooca Vila Nadir Figueiredo vila economizadora vila beltramo vila cerealina Vilas de Votorantim de Santa Rosália em 1889 a constituída a companhia de saneamento do Rio de Janeiro sobre a direção do engenheiro civil Artur Sauer destinada a construir habitações para operários e classes pobres e a qual governo concede Facilidade e isenções de impostos no relatório apresentado ao presidente da república pelo Dr Sabino Barroso Júnior Ministro de estado da justiça e negócios interiores em 1902 em forma-se que 26 prédios e terrenos tinham sido adquiridos na zona urbana e a margem
da de ferro central do Brasil para a construção de vilas operárias cinco haviam sido instaladas comportando cerca de 3 a 5 mil pessoas E pretendia se construir mais 19 para acomodar quase 40 Mil pessoas a companhia destruíra antigos cortiços e estalagens insalubres e transformaram os em Vilas para operários a Vila Operária Rui Barbosa foi instalada na Rua dos Inválidos Arthur Sauer perto da fábrica de tecidos carioca a Senador Soares Grande próximo à fábrica de tecidos confiança Industrial a Vila Operária na rua do mesmo nome e a Vila Sampaio no engenho novo servindo a estrada de
ferro central do Brasil como tantas outras Estratégia patronal de fixação da força de trabalho ao redor da produtiva nesse momento histórico de Constituição do mercado de trabalho livre do país a construção das vilas operárias permite controlar ao economia interna do trabalhador e seu próprio tempo fora da esfera do trabalho delimitando o espaço em que pode circular satisfeito com a instalação da Vila Maria Zélia ao redor de sua fábrica de tecidos em 1916 o industrial Jorge Street explicitava seus Sonhos em redor da fábrica mandei construir casas para moradia dos trabalhadores com toda comodidade conforto da vida
social atual depois de um grande parque com Coreto para concertos salão para representações e baile escola de canto coral e música um campo de futebol uma grande igreja com batistério um grande Armazém com tudo que o Operário ter necessidade para sua vida uma sala de cirurgia modelo e uma grande farmácia uma escola para os Filhos de Operários e creches para lactantes quis dar ao operar a possibilidade não precisar sair do âmbito da pequena cidade que fiz construir a margem do rio nem para mais elementar necessidades da vida consegui assim proporcionando também aos Operários de extração
gratuita dentro do estabelecimento evitar que frequenta em bares Potter 15 e outros lugares de vício afastando os especialmente do álcool e do jogo a Vila deve estourar um Espaço de conforto satisfação e moralidade de onde o trabalhador não precisa sair nem mesmo para divertir vinculado ao aparato da produção através deste mecanismo Sutil de dominação que a própria habitação da intimidade do Diálogo interior o discurso do Poder promete ainda Operário abrigá-lo da contaminação moral das suas agitadas e dos bares viciados e escuros situados do outro lado do mundo a Vila filadélla Projetada pela arquitetura da Vigilância
oferece aos seus moradores a proteção e o conforto de todo uma rede de equipamentos coletivos e comerciais capazes de atender as suas mais simples necessidades creche escola Armazém farmácia bar e restaurante teatro e quadra de esporte entre outras coisas neste sentido o poder disciplinar cria dispositivos estratégicos de tratamento dos vínculos que unem os membros da família mas também entre esta e o patrão numa mescla de sentimentos que inclui Gratidão e cumplicidade Jorge tem Claro que para conseguir adesãos Operários que emprega deve neutralizar seus sentimentos de revolta estabelecer laços emocionais de dependência paternalista e que para
tanto é de fundamental importância atingir como alvo privilegiado e seguro esta construção imaginária da sociedade moderna a família nuclear A casa deve constituir um novo espaço normalizado de relações estáveis naturalizadas e Assépticas onde podem se aprofundar o sentimento familiares estreitarem-se os vínculos entre os membros da família a família Eis o meio de tornar O Operário honesto laborioso e defensoá-lo a indústria em que opera quer ver como é simples tocar o coração do operário Vencendo com povo aquele seu instinto de revolta contra a riqueza do patrão esse industrial fica neste depoimento prestado Alfredo cuzano na década
de 20 como pensa elevar seus Lucros impedindo a emergência da consciência de classe entre os operários Jorge Street relata que sabendo um dia que os operários e seu estabelecimento entrariam em greve A exemplo do que ocorreu na cidade participa da festa realizada por sua mulher onde dizia assim seria feito um discurso por algum Operário convidando os demais a engrossarem a luta social antes que alguém se pronunciasse o industrial se levantou e perguntou se existia algum Trabalhador descontente com sua fábrica diante do Silêncio afirmou convictamente a união existente entre todos acrescentando e Ainda que houvesse alguma
coisa que nos dividisse aqui há um elo intangível entre nós um elo que fará sempre em qualquer caso desaparecer Mal entendidos e mal querências entre nós são os vossos filhos assim dizendo tomei dos braços de um Operária que estava próxima a mim o seu filho lactante um daqueles que vinham sendo Nutris e educados em nossa creche e mostrei a criança multidão um longo aplausos restou pela sala e todos os olhos brilharam de comoção muito choravam segundo ele no dia seguinte a fábrica voltava a funcionar melhor ainda alguns industriais defendem juntamente com os higienistas sociais a
construção de habitações confortáveis higiênicas e baratas que fixam trabalhador não apenas no emprego mas dentro do Lar dos momentos de folga o sonho patronal de Moldar trabalhadores obedientes e cumpridores de seus deveres habitando suas residências está intimamente ligado a ideia de fazer da casa um ambiente aconchegante perfumado na guerra contra a sedução das ruas movimentadas e dos bares as lembranças do cotonofixio Scarpa álbum publicado por Nicolau Scarpa que adquire a Vila Maria Zélia em 1926 permitem que penetremos em seu interior tomando conhecimento dos pequenos fatos de sua vida cotidiana da Organização do espaço interno desta
inicialicidade cujo modelo se assemelha em muito ao de um convento ou mesmo da prisão descrevendo a Vila ilustrada por várias fotos explica-se que era composta até então por quase 200 casas higiênicas vendidas a preços modicos as operários descontados no seu salários e assim a companhia torna desde já os seus Operários qual participantes dos lucros a creche é um estabelecimento modelar onde as mães enquanto trabalham deixa Suas filhas entregues a solicitudes irmãzinhas da Imaculada Conceição o serviço religioso e a direção da creche jardim da infância e grupo escolar na Parte Educacional estão confiadas ao diretor da
organização social que ao reverendíssimo Capelão sobre todas as crianças do grupo e do jardim de infância a ação do Capelão é direta após o trabalho eu preciso recriar o espírito Eis que a companhia organizou uma boa Fanfarra com 30 figuras instrumental de Primeira ordem fardamento etc Esta música é obrigada quinzenalmente a dar uma treta no pavilhão que enfeita o lindo Jardim bem como na tocar nas festas religiosas e cívicas que se realizam na vida patrocinada pela sociedade que gratuitamente da sede zeladora a água e luz a uma sociedade de futebol ao qual faz parte da
divisão Municipal tendo seu campo próprio organiza-se festas atraentes sobre a rigorosa fiscalização dos seus Criteriosos diretores o revendedíssimo senhor Capelão fundou a cruzada eucarística com um ótimo resultado é o meio eficaz de conservar as virtudes da Pureza da obediência e da doçidade nos corações das crianças que o nosso senhor tanto ama crescendo dentro deste ambiente os meninos de hoje serão os honestos Operários de amanhã eis como a sociedade com 2100 Operários observando lições da cherunnovaram do Papa dos Operários Leão Décimo terceiro resolve admiravelmente os complexos problemas da questão social e soluciona os conflitos entre o
capital e o trabalho que tanto vem preocupando a humanidade aliás entre padrões igreja não passou despercebir as Operários assim como os intuitos e organizar de ponta a ponta da sua vida social internando-os dentro dos muros da vila e da fábrica a rigorosa disciplina exercida no interior da Vila explícitada pelo seu próprio discurso do Poder não Dispensa o auxílio dos elementos da igreja nem mesmo dos diretores e policiais que a dirigem a organização deste espaço modelar celular e punitivo Visa impedir as aglomerações evita a emergência de hábitos poucos sóbrios ou de uma vida contagiada pelo trânsito
confuso de desconhecidos pelas festas espontâneas e Alegre das Ruas dos habitantes dos cortiços ou casarões do bexiga ou do Brás em São Paulo Afinal cercada por muros ou acesso da vida Totalmente controlado restrita aos seus moradores como fazem pensar as reclamações dos Operários veicular as em sua imprensa aliás estes são os primeiros a desmistificarem a ideologia da Assistência Social das obras de street tido como um dos industriais mais progressistas do seu período ou de outros como Luis Tarquino na Bahia admiraram até mesmo por um operário como Jacob Penteado os trabalhadores denunciam na imprensa Anarquista que
são obrigados a alugar casas dos proprietários senhores não só pelo contrato de trabalho afinal o aluguel é descontado no salário mensal e a fábrica só empregava quem reduzissem suas casas mas ainda pelas técnicas compulsórias externas que os industriais elaboravam e aplicavam segundo a terra livre de 11 de novembro de 1906 Votorantim 1001 maneiras de explorar desde esse dia cessará o trem que quando os operários de Sorocaba a Votorantim e Vice-versa os operários serão obrigados a morar nas Casas da companhia proprietária da fábrica ou perder o lugar alugar casas da companhia os operários têm também de
fazer suas compras na cooperativa que reabriu a pouco prometendo vender mais barato que em Sorocaba mas fazendo precisamente o contrário ao mesmo tempo foi proibida a entrada aos vendedores e padeiros não há remédio se não comprar o armazém da fábrica chamado irônicamente de Cooperativa demais no armazém compra-se com cartões os operários são então induzidos a gastar seu salários e risórios nos estabelecimentos da própria fábrica evidentemente significa um aumento nos lucros do capitalista mas talvez aí não esteja sua principal significado pois a própria limitação das lojas e das alternativas de comércio impede que se desenvolvam hábitos
prazerosos de consumo uma dança do desejo em torno das coisas incentivando O Operário a levar uma vida sóbria regra de economia e poupança a internação dentro dos muros da fábrica no momento de trabalho ou dentro dos muros da vila nas horas de lazer impede toda a comunicação como no exterior e as aberturas de cabeça que bem possibilitam vida monática sem dúvida elogiando a construção de uma Vila Operária ligar a fábrica da Boa Viagem Salvador pela Industrial Luiz Tarquino Jacob Penteado acaba indiretamente por mostrar como Exercia o controle miúdo sobre os mínimos detalhes da vida cotidiana
dos empregados os costumes igualmente eram objetos de zelo não se admitiam mulheres da vida duvidosa mulher dama bêbados nem namoro nos portões que eram fechadas as 20 horas qualquer infração regulamento era rigorosamente punida através da organização do espaço urbano a classe dominante podia vigiar e cercar o trabalhador minuciosamente desde os momentos mais íntimos de sua vida diária Todos se conhece do proprietário aos vizinhos e se observam se espiam se controlam as preocupações se deslocam para os aspectos mais corriqueiros do dia a dia em instala-se a concorrência mesquinha entre moradores das casas vizinhas quem tem um
jardim mais transado Qual é a casa mais limpa com quem conversa as esposas Quais os problemas dos casais quem tem o filho mais bem comportado na escola em casa ou se perde com quem na Vila Maria Zélia ainda hoje considerada a Vila modelo do período o toque de recolher suavas 9 da noite a ingestão de bebida alcoólica era proibida a recepção dos visitantes passava pela guarda de vigilância instalada na guarita na Votorantim os operários tem que sofrer a fiscalização dos mais ritmos por menores de sua vida reclamavam os trabalhadores a fiscalização vai até as visitas
recebidas pelos Operários É certo que as casas Operários estão no recinto cercado De Arame propriedade particular mas nelas habitam homens livres Inquilinos que pagam e muitos são servos da Gleba A Terra livre 16 de Maio 1906 certamente a burguesia interessava se incentivar o casamento monogâmico e a organização da família Operária fixando os trabalhadores ao redor de suas fábricas que melhores passes não abriram para a mulher realizar a sua vocação Sagrada e natural recolher marido e Filhos Do perigo da rua evitando que procurassem Os Cabaré ou as pensões de esses estrangeiras Mestres em todas as artes
do gozo e no esgotar garrafas de champanhe de Whisky corrompendo os jovens e propaganda doenças venéreas afirmava o Dr João Monteiro Almeida na tese a higiene das habitações da Bahia defendida em 1915 a revolta contra a forma capitalista de organização do espaço Habitacional que complementa a exploração do trabalho no interior da fábrica Manifestava-se constantemente na empresa na pista das primeiras décadas do século 20 no feudo Maria Zélia um escândalo em Foco referimos a fábrica Maria Zélia a cuja redor a companhia Nacional de juta construiu uma Cidadela isolada inteiramente do convívio social e onde a vontade
patronal tendo por servidores e seus capatazes e o padre da igreja da Vila impera discricionariamente de maneira absoluta encontrando-se os que por necessidade Ali vivem numa situação de escravos Livres a Plebe 18/02/1920 o autor denuncia na figura milagre o exercício da dominação física e espiritual contra trabalhadores que não se sujeitam passivamente ao seu mandonismo frequentando com a sua idade a sua tabela religiosa agora parece este Santo acusando-se de ter abusado uma pobre moça a quem estavam confiar as crianças que frequentam a escola onde se a modam as consciências infantis a Submissão ao domínio clérico capitalista
a Plebe 18/02/1920 este artigo traduz graças ao anticornialismo dos anarquistas a percepção Operária da Vila não como benefício nem como espaço rosa e seguro de tranquilidade imagem que os dominantes construíram junto com as residências mas como cidade dela socialmente segregada onde a vontade patronal associada a dominação religiosa procura exercer uma vigilância absoluta sobre a vida cotidiana do trabalhador e De sua família ao nível estritamente econômico definindo onde como e o que consumir ao nível moral pela imposição de todo um código secretário de condutas frequentar assididamente a igreja um dos meus sonhos de tempo útil o
trabalho disciplina produtividade pecado culpa condenação da ociosidade são veiculadas a educação também cumpre a função de determinar os comportamentos Racionais O moldamento das consciências infantis a submissão do domínio clérico capitalista Os poderes circulam em todos os espaços de sociabilidade do Trabalhador na fábrica na habitação na escola de seus filhos evidentemente separada por sexo no armazém na igreja ou no teatro do trabalho lazer nenhum intervalo é esquecido Por esta penalização diária de fusa da existência além dos rendimentos internos da fábrica já analisados os operários devem obedecer aos regulamentos externos que este por umas normas de Conduta
de cada um em cada Espaço e em cada momento complementando a empresa de Constituição dos Soldados do trabalho para além dos muros da produção os códigos de obrigação da fábrica Cedro e cachoeira a título de exemplo proibiam artigo 1 consentiram dar em casa jogos batuques ou reuniões e Morais com sentir bebedeiras desordens espancamentos e tudo mais que perturbam sossego público Artigo 8 fazer algazarras pelas ruas praças ou casas perturbando o sossego Público principalmente depois das 9 horas da noite função corretiva os regulamentos estipulavam sanções que visavam a normalizar a vida dos habitantes multas prisões expulsando
em casos de reincidência etc as casas devem ser lavadas cada oito dias e cuidadas umas plantas que cada um tem na frente sobre pena de multa os operários que são encontrados conversando particularmente com uma moça ou são despedidos ou obrigados a casar Quem Rir dentro da Fábrica é lutado até a livre do 5 do 1907 os equipamentos coletivos que a Vila possui como cresce jardim da infância escola para meninas e meninas Armazém farmácia campo de futebol bando de músicas centro de escoteiros etc cercam Operário por todos os lados satisfazendo suas necessidades elementares mas ao mesmo
tempo criam outras como participar das atividades religiosas das festas de comemoração ou no nível mais invisível indicando os Espaços adequados para cada ato confinando a sexualidade normalizada do casal ao quarto condenando as relações perigosas interditando Os encontros não institucionalizáveis prestamos um pouco de atenção ao campo aparentemente vago e solto da vida do trabalhador durante as horas livres o momento de lazer desde cedo o discurso Operário crítico controle Total pelos patrões sobre as horas livres do Trabalhador quem põe recreações moralizadoras e alienantes Impedindo que cada um dispõe livremente de seu tempo interrompendo que podem levar a
encontros indesejáveis a conversas não controladas agrupamentos espontâneos a quem sabe articulações conspiratórias nessa paranoia do medo da aglomeração dos dominados que assusta os patrões segundo a voz do Trabalhador de 15/08 de 1908 está dando os bons frutos que eram de esperar a sociedade Progresso organizada pelo estado maior da fábrica de tecidos Vila Isabel a fim de arregimentar e escravizar ainda fora da fábrica seus Operários que caíram no Lago como Carneiros entrando para dita sociedade formando uma banda de música que serve para engrossamento dos que os exploram e para aproveitamento dos cito quase integralmente o artigo
recolhido em a Plebe de 17/07/1920 por me parecer ilustrativo da maneira pela qual a crítica Operária desmistifica a imagem paternalista e Quase socialista do empresário Jorge Stuart ainda hoje amplamente difundida e por criticar o conteúdo ideológico da educação veiculada nas escolas da Vila tão elogiada pelo discurso do Poder o Benedito Dr Street como Operário do doutor Street que Deus nos concede por muitos anos veio lembrar que alguns benefícios que ele nos tem feito tu deve saber que o nosso caro patrão Profeta a religião Israelita pois bem ele com pena que as nossas armas fossem para
as Caldeiras do Pedro Botelho transgiu com as suas crenças religiosas e mandou construir para nós a capela de São José na Maria Zélia dando-nos a honra de ir lá todos os domingos à missa e os cobre que ele gasta só para nós termos uma capela mesmo só ao santo padre Bastos ele paga um conto de réis por mês imagina tu o que seria de nós se não tivéssemos por patrão Doutor Street e por Conselheiro Padre Bastos em uma cidade como esta com Uma raça de anarquista que quanto mais o vigila os expulsa mais aparecem e
o que dizer das escolas só os gastos enormes que ele faz só para ver os nossos filhos instruídos sim instruídos não te esteja rei tem um lá na escola uma rapariga coisa de um ano e queria que tu visse como está instruída já sabe a santa doutrina que é um gosto ver ela dizer o padre Nosso Ave Maria o credo até estranho dizer que era capaz de dizer a missa cantar então não te digo nada é Inaviem ao Epitácio ao Street a bandeira de Melo agora vê tu que se o nosso caro patrão não gastasse
os seus ricos pobres eu tinha que pagar por aí uns 5 mil por mês e a rapariga só saberia ABC que a França é na Europa e a terra gira sobre si mesma coisas extras sem importâncias comparadas com padre nosso e um hino de louvor ao doutor Street até capaz a pequena de já ser anarquistas o tom irônico da denúncia Operária reforça a sua profundidade a escola como Instrumento de dominação ideológica e do disciplinarização da criança onde não se aprende nada que interesse a realidade concreta de cada um mas antes passa um conteúdos altamente moralistas
e comprometidos onde o industrial a igreja e o estado São elevados à condição de personagens principais e sacralizados as Vilas operárias tiveram ainda função importante como arma direta dos patrões para quebrar a resistência dos trabalhadores pressionando no sentido de Evitar a emergência dos movimentos grevistas com ameaça poderosa de despejo e de demissão ao recurso repressivo foi utilizado em inúmeras vezes como na greve deflagrada pelos Ferroviários de Jundiaí em 19 ou na greve que eclodiu na vidraria Santa Marina nesta patrão declarou Então demitidos os operários para constrangê-los a rendição Incondicional dando ao mesmo tempo uma ordem
de despejo para os que ocupam as casas da companhia também o armazém Fornecedor de viveres cúmplice da companhia fechou a porta aos Operários de 19/09 de 1919 ah arquitetura da vigilância reproduz na construção das vilas operárias a estrutura hierárquica e desposta presente no interior da fábrica também aqui o modelo inglês parece referenciar o projeto arquitetônico dos industriais no Brasil as casas são dispostas em torno da fábrica ou ao contrário são secundárias pelas instalações da fábrica nos dois Casos uma disposição panótica maneira pela qual arquitetura a partir dos princípios de bethan pode resolver o problema de
permitir a um só olhar vigiar e controlar o comportamento de muitos com que a própria ideia de um olhar atenta e vigilante ininterrupto fosse internalizada pelas pessoas sobre as quais de fato ou não a aquisição das casas e sua própria construção material hierarquiza-se de acordo com critérios Estabelecidos na organização do processo produtivo a Vila Penteado construída no começo do século XX só alugava Casas para Mestres e contra Mestres a maior parte das vilas possui internamente casas de tipos e tamanhos diferentes diferenciando se de acordo com a categoria dos Operários Inquilinos a companhia de calçados Clark
por exemplo que empregava cerca de 450 operárias por volta de 1913 possui casas construídas somente para os contra Mestres em geral Estrangeiros a companhia Antártica possuía na Mooca residência apenas para o cervejeiros considerados mais especializados que as outras categorias empregadas a vila de Paranapiacaba era formado por causa que só eram entregues aos funcionários considerados hiera realmente superiores a forma de organização do espaço Habitacional visava portanto garantir a permanência junto à unidade produtiva de uma força de trabalho especializada numa época em Que é a mecanização da indústria ainda não desqualificar totalmente o saber fazer profissional gestão
científica da Habitação Popular se no primeiro momento a construção das vilas operárias aparece como a solução ideal que as classes dominantes concedem para a questão da Habitação Popular mesmo que atinge um número bastante reduzido de trabalhadores desde meados da década de 1920 constitui-se um novo dispositivo estratégico de moralização do Proletariado cujos enunciado se explicam no primeiro congresso de habitação realizada em 1931 a estratégia de disciplinarização da figura do Trabalhador e a redefinição da rede de relações familiares a partir da construção das vilas operárias e de toda a organização do Lazer Operário possibilita no espaço arquitetônico
literalmente cercada e fechado caracteriza um período de formação do mercado de trabalho livre No país das primeiras décadas do século 20 aqui a disciplinas pontuais se exercem de forma coletiva direta visível fazendo se sentir pela compulsão de prender o trabalhador no interior das prisões domiciliares embora também direta e sutilmente através da instalação no seu interior de todo o equipamento coletivo para preencher necessidades básicas os operários identificam o exercício do poder disciplinador na figura dos industriais Sem orelhas personalizam A Dominação Na Autoridade patrão prorietário de suas evidências bem como nos fazem perceber as críticas publicadas nos
jornada anarquistas a partir de meados da década de 1920 um outro regime de Supernatural ensinou através da ação da burocracia impessoal técnica irracional escute e resolve aquilo que ela própria determina como seu objeto de interesse de conhecimento o saber sobre a questão da Habitação presente gente na fala dos Higienistas e médicos legitima agora o poder de outras falas que se articulam sobre o social de dinheiro de arquitetos principalmente Mas também de sociólogos e de advogados embora exigenistas ainda desfrutem de uma posição importante na tarefa de gerir a cidade novos atores entram em cena assumindo o
papel de destaque definindo as soluções práticas para os novos problemas urbanos a noção de disciplinas sofrem então deslocamento progressivo neste momento histórico de Emancipação do trabalho o exercício do poder na Perspectiva Operária localizada na figura do Bené mérito Doutor Street 7 lugar o exercício visível das técnicas disciplinarias impostas através das soluções aventadas por todo um corpo de especialistas poderes diluídos que como na fábrica televisada se manifestam escritos nos saberes específicos únicos autorizados para solucionar esse problemas de uma classe operária infantilizado e pouco civilizada a Vigilância mecânica inerente ao barata de produção dotada de exterioridade de
objetividade prolonga-se na dominação imperceptível uma semana da burocracia especializada para resolver a questão da Habitação Popular a técnização dos problemas sociais revela sofisticação das estratégias burguesas de disciplinarização da classes perigosas no entanto uma mesma operação ideológica percorre tanto discurso inicial dos genistas e industriais enquanto Estratégias pontuais que vão se constituindo paulatinamente diante das questões que as transformações socioeconômicas produzem quanto a fala acabada de todos os outros especialistas que se apropriam posteriormente da questão humana de ponta a ponta recorre-se a mesma operação conceitual Que vincula pobreza e saúde e moralidade a questão da adaptação popular é
tematizado e construída por todo o Arsenal de conhecimentos mobilizados Pelo dominantes menos como o problema material financeiro do que como questão moral a preocupação que sustenta toda a discussão sobre o problema da moradia dos Pobres está centrada muito mais à vontade de regenerar as classes populares de caídas segundo a representação imaginária do Poder do que pedido de responder funcionamento ao problema Habitacional não devemos estranhar nesse sentido que a cidade sobretudo as vilas e os bairros sejam Como afirmam no Red E ziberman a propósito das vilas mineiras muito mais filho do saber da higiene do que
da arquitetura a problemática adaptação Operária inicialmente construída pelos saberes médicos e genista e progressivamente incorporada pelos saberes técnicos e objetivos da engenharia da arquitetura e da sociologia sofre um deslocamento conceitual através de operações em que as imagens e representações imaginárias Se acoplam ou se opõe criando todo um campo de dimensão simbólica do Real assim da constatação do problema da adaptação Popular a péssimas condições de vida e moradia dos trabalhadores e pobres em geral passa-se a discutir a questão da saúde dos civilizados no sentido de diagnosticar as doenças para prevenidas ou este falas da questão da
doença e do perigo da emergência de focos de contágio desloca para o problema moral a Degenera essência da raça a degradação do Espírito a corrupção do Trabalhador finalmente a ameaça política a associação pobreza saúde promiscuidade E subversão cola-se deste moda é um objetivo econômico é preciso recuperar o proletariado corrompido e degenerado para promover o progresso Nacional o ser produtivo deve ser Trabalhador de hábitos regulares obedece servemente as imposições do Capital que não se deixe incluir por ideias estranhas e Estrangeiras que corrói os valores fundantes da sociedade tanto na fábrica quanto fora de seus muros para
esses soldados disciplinado do trabalho a solução ideal de residência visualizada pelo burocracia é a casa isolada ou a Cidade Jardim a imagem do Jet natureza oposta do boteco em sociedade e dele do pensamento Soriano reforça a proposta burguesa de exclusão da classe operária para preferir a cidade assim a problemática da Habitação popular é Utilizada como pretexto para aplicação de regimes luminárias de especialização dos corpos desde o espaço urbano até interior da casa de moda facilitar a gerência da vida dos dominados até mesmo em sua intimidade a vigilância panótica que se exerce no âmbito da fábrica
invade o interior da moradia Operária a noção de culpabilidade introjetada pelos indivíduos deve impedir que se desvenda os papéis familiares produzidos externamente para a mãe para o filho Para o pai e dos lugares em que devem ser representados o congresso de habitação em Maio de 1931 Engenheiros arquitetos higienistas e sociólogos de todo o Brasil reúneis de habitação realizar sobre hospícios do Instituto de Engenharia e da Prefeitura de São Paulo seu objetivo os cara soluções para os problemas do organismo entre eles a questão da habitação das classes trabalhadoras como parâmetro respostas aplicadas em países mais civilizados
Como a Inglaterra a França e os Estados Unidos procuram diagnosticar as origens de um dos aspectos mais Dolorosos da questão proletária que é sem dúvida o alojamento precário insalubre e quase sempre nojento recorre para tanto a todo um conjunto de conhecimentos técnicos a ciência da engenharia arquitetura Industrial a medicina a sociologia o direito para dar em conta dos problemas criados pelas péssimas condições de Moradia dos trabalhadores brasileiros o discurso burguês tematiza a questão de habitação Popular elabora dispositivos tecnológicos de poder apresentados como científicos a fim de regenerar a figura corrompida do habitante dos cotistas de
favelas que exprimem com muita clareza ou pensamento dos especialistas sobre essa problemática sugestões para a solução dos problemas das casas operárias habitações e econômicas e casas Populares Cidade Jardim nestes textos uma mesma postura situa do modelo Progressista do urbanismo europeu caracterizado pela valorização positiva da Ciência da técnica do aproveitamento dos novos padrões e da mecanização da indústria e por uma concepção funcional e pragmática que pretende construir a cidade do trabalho a eficácia moderna é o termo chave para se compreender essa tendência do pensamento urbanístico que desde 1928 encontra seu órgão de difusão No movimento internacional
o grupo do Sião congressos internacionais de arquitetura moderna e que em 1933 formula seus princípios na carta de Atenas ao mesmo tempo um mesmo percurso ideológico Marco discurso aparentemente despolitizado dos especialistas no sentido de deslocar a temática da Habitação popular do plano material para pensar como uma questão de moralidade e de ordem responsáveis pelo crescimento econômico da Nação e pelo ideal é o Gênico de aprimoramento da raça de preocupação com a questão de saúde e da higiene que caracteriza o pensamento urbanístico Progressista ao contrário da culturalista voltado para recuperação das totalidade cultural orgânica perdida pela
cidade industrial no entanto essas discussões entre a tendência do urbanismo não devem ser consideradas rigidamente por exemplo com os culturalistas os engenheiros do primeiro Congresso Brasileiro visualizam nas Cidades Jardim a possibilidade de resolução dos problemas da Habitação Operária criada pela industrialização acelerada entretanto esta proposta passa a ser pensada na lógica dos progressistas Isto é tendo em vista a eficácia e o rendimento para o capital eliminando-se os bares aglomeração dos Pobres nos espaços públicos as calçadas etc esta convicção é expressa nitidamente na conferência de abertura do congresso na casa a grande luz Radiante do Sol nascem
desenvolvem e amadurecem as forças que conduzem a humanidade ao Progresso constante Não Pare No clube em escuridão propícia a vida microbiana pulam as forças contrárias abidação Popular passa a ser no discurso dos especialistas além de uma questão meramente técnica e prática seus saberes neutros e Racionais da engenharia e da arquitetura devem resolver uma questão de moralidade e de Eugenia a casa e a Cidade aparece como espaços totalitários de produção de novos comportamentos Racionais e da instauração de relações utilitárias numa sociedade cuja forma básica de sociabilidade se Funda na troca reclamando uma ação mais efetiva dos
poderes públicos responsáveis pela abandonem que se encontram as classes trabalhadoras ao contrário das classes médias os engenheiros e arquitetos contratam as péssimas condições em que vivem o planetário Urbano e o Trabalhador rural entregues a enfermidade a prostituição aos crimes elementos que representam os músculos de nossa economia incipiente então a missão Redentora de salvar o proletariado Nacional de estado de degeneração física e moral em quem se encontra também nesse discurso a moradia Popular precária insalubre fétida é detectada como a origem das doenças de acordo com a teoria biológica do Meio quem influencia o pensamento científico Desde
o século XIX a casa é responsabilizada pela produção de comportamentos desviantes como a prostituição e o Crime que revelam a baixa moralidade das populações pobres por isso a questão da Habitação Popular constituem um entrave ao progresso econômico da Nação que necessita de trabalhadores fortes e sadios não se trata simplesmente de buscar soluções arquitetônicas de barateamento dos custos de construção embora se Valorize a racionalização e a geometrização de espaço ou a localização das casas populares nos arredores dos locais de trabalho mas de que é preciso construir um tipo racionalizado de espaço segundo o engenheiro Henrique Dória
autor do primeiro artigo citado a solução será tanto sobre o ponto de vista das dimensões custo financiamento e legislação o que tornará praticado a construção para todas as pessoas pertencentes às classes inferiores como Também sob o ponto de vista de higiene e conforto o que proporcionará melhores valores humanos e consequentemente o progresso das condições gerais da coletividade a ciência técnica devem indicar soluções para superar os obstáculos que os homens enfrentam em relação com o meio as inovações tecnológicas os métodos de standerização e de mecanização na indústria devem ser aproveitados na remodelação da cidade dos habitantes
zonas verdes espaços Abertos muito sol e luz os fluxos de circulação no interior da cidade ou nos interiores das casas devem ser organizados racionalmente de modo a facilitar a movimentação dos em mercadorias segundo o engenheiro Bruno Simões Magro autor do artigo habitações econômicas apesar dos esforços de alguns industriais humanitários que haviam se preocupado com seus empregados construindo Vilas operárias ou conjuntos residenciais o problema da Habitação Popular permaneci inalterado os pobres continuavam a viver entre olhados em pequenos compartimentos frequentemente suba alugando algum cômodo para um pensionista elemento prejudicial sossego de espírito dos donos da casa não
raro tornando-se um germe de discorde mesmo de dissolução da família portanto indesejável fissurados com desejo de desaglomerar os pobres em todos os espaços de sociabilidade mas fundamentalmente no interior da casa os Especialistas sentem Um verdadeiro horror diante a presença do celibatário no interior da família o pensionista é visto como uma ameaça dissolvente dos laços familiares como um empecilho desestabilizador da cruzada de moralização da classe trabalhadora e da Constituição da noção de intimidade no momento em que se busca incutir no Operário os valores burgueses da privacidade da regularidade dos hábitos da produtividade impondo novas condutas Disciplinadas
a presença de estímulo celular vem romper o equilíbrio que se pretende conseguir através de todo um conjunto de tecnologias mobilizados Afinal a questão da Habitação popular funda-se no desejo burguês de exportar a família higiênica aos setores sociais inferiores trata-se de construir uma habitação e uma forma de morar que interditem relações impuras localizando o amor codificando a Sexualidade eliminando tudo que represente Libertinagem orgia desordem e anarquia os engenheiros defendem a construção de um tipo de moradia Popular Econômica porém dividida em um número suficiente de compartimentos para evitar a promiscuidade em que os quartos sejam suficientemente isolados
um dos outros como o desejo a família brasileira por tradição discreta em rígida moralidade espaços menores porém mais divididos que permitam individualizar os corpos distanciá-los estabilizá-los impedindo o Contato ameaçador e destilando o gosto pela privacidade Esta função saneadora compete ao técnico responsável como formador do ambiente moral das classes populares segundo o discurso do engenheiro Simões Magro ao tratar do Operário convém estudar se o modo de agenciamento das casas visando evitar a promiscuidade em princípio só há uma solução boa qual seja da casa isolada o autor de habitações econômicas preconiza também que se Analise a administração
Interna da casa os móveis é essenciais localizados em lugares que não impeçam a livre circulação do ar assim como abastecimento de água potável e a instalação de sanitários e de esgotos que permitam a ceia higiene corporal todo um conjunto de saberes é deste modo acionado para que a sociedade burguesa realize seu sonho de constituir indivíduos dóceis e laboriosos além do isolamento dos compartimentos internos que permite vigiar mas eficazmente os Comportamentos induzidos pela própria distribuição espacial os especialistas são favoráveis ao da classe operária nos bairros periféricos da cidade como veremos adiante o engenheiro Marcelo Taylor de
Mendonça autor de casas populares Cidade Jardim apresenta como solução ideal para o problema da moradia Operária Note que a residência burguesa não constitui problema sobre o ponto de vista higiênico e social a construção da cidade ou bairro Jardim A exemplo do que Já vinha sendo praticado em Chicago da Inglaterra na França a ideia da Cidade Jardim formulada por Ebenezer haward no final do século XIX pretendia realizar a síntese da cidade do campo recuperando as projeções da cidade do futuro dos utopistas da primeira metade do século 19 desejava-se então criaram um espaço descongestionado instalando uma cidade
planejada que não deve ultrapassar uma certa quantidade de indivíduos e onde Estes poderiam usufruir tanto dos benefícios da vida urbana como serviços públicos e as atividades sociais quanto das vantagens do campo ar puro usando as verdes tranquilidade muito espaço hortas e animais domésticos para Howard influenciado pelos utopistas e por Pier propósito em especial a Cidade Jardim deveria concretizar o sonho da comunidade perfeita e auto-suficiente realizando almejado equilíbrio entre a indústria e Agricultura a cidade e o Campo o trabalho manual e o intelectual no entanto o conceito da casa cercada por Jardim se apropriado pela conservadorismo
da cultura vitoriana visava reforçar a intenção de privatização dos indivíduos retirando da promiscuidade da grande cidade este aspecto que predomina na apropriação da proposta pelos engenheiros que é portanto esvaziada de todo o conteúdo social e político originário destinando-se agora a disciplinar os Pobres e assegurar a ordem social no discurso dos congressistas brasileiros a Cidade Jardim opõe-se a solução das adaptações coletivas que poderiam ser adequadas para os trabalhadores europeus acostumados a uma certa educação higiênica Harmonia entre os seus moradores o hábito da limpeza e de uma conservação sistemática da casa mas dificilmente para os brasileiros pessoas
ainda mal iniciadas na vida moderna e que sócio poderá conseguir depois de um Certo grau de civilização saber técnico diagnóstico o problema Habitacional do país nas favelas e cabeças de porco do Distrito Federal desenvolvem-se os baixos o alcoolismo e a tuberculose pode-se dizer que nelas tem início todas as misérias Morais e materiais e todos os vícios novamente a não casa que é o cortiço a favela é apresentada como lugar privilegiado da Origem do Mal imagem que se contrapõe explicitamente a representação do Lar Onde se formam o indivíduos privativos e felizes no interior da família unida
pobreza e sujeira são assimilados a ideia de degeneração moral na representação do Cortiço imundo como fonte de aquisição de vícios físicos e Morais na lógica do engenheiro que expressa mentalidade dos dominantes a decadência do trabalhador e de sua família e sua adesão as doutrinas políticas subversivas são produzidas pela ausência de um lar aconchegante e Feliz O Operário busca o boteco e o cabaré para se refugiar na casa e seu nojenta no álcool e do jogo procure as compensações que lhe faltam dentro do ambiente doméstico quer divertir-se e esquecer vai ele Pouco a Pouco entregando o
seu vício do jogo e da bebida o fantasma do Botequim Popular a boate ou café burgueses não são objetos de degenerescência aparece na representação deste Imaginário como instituição Ameaçadora para os valores da sociedade Pois é o lugar do pecado e do vício a imagem do operário que ao sair da fábrica se instala no bar porque ele é insuportável ficar em sua casa que gasta os seus míseros tostões na bebida no jogo ou divertindo-se com prostitutas e que ao voltar para casa encontra os filhos chorando e bate na esposa é recorrente na história da literatura e
do cinema os industriais do cft SP também belam para o mesmo recurso Em magético quase se posicionam contra a lei de férias para os operários que farão trabalhador para sal durante 15 dias de ócio ele não tem o culto do Lar como ocorre nos países de climas inóspitos e padrão de vida elevado para o nosso proletariado para o geral de nosso povo o lar é um acampamento sem conforto e sem doçura o lar não pode prendê-lo e ele procurará matar nas suas longas horas de nação nas ruas a Rua Vale muitas vezes pelo desabrochar de
Vícios latentes e não vamos insistir nos perigos que ela representa para o trabalhador inativo e em culto presa fácil dos instintos subo alternos trata-se portanto de retirar todos da Rua desvaziá-la das hordas barulhentas de Bárbaros concentrá-los dentro das casas junto das mulheres das e dos velhos sequestraram os improdutivos na casa internar os produtores na produção além de fonte de vícios na medida em que empurra o Trabalhador para a Rua a casa nojenta e desconfortável é causa dos maus sentimentos do ódio e da inveja do operário que se sente um páre na sociedade este sentimentos levam
a atos de rebeldia de indisciplina e revolta quanto a criança habitação Popular surge infecta é prejudicial por formar os piores hábitos nos pequenos que vivem misturados sem distinção de sexos hábitos pecaminosos e perniciosos que serão depois difundidos na escola na Fábrica as crianças se tornam pequenos delinquentes pois entre permanecer no quarto sujo e abafado preferem a rua onde podem respirar e brincar livremente finalmente a casa insalubre aparece na representação burguesa como responsável pela perda da dignidade do pudor dos jovens em sumas favelas e as cabeças de porco são as causas diretas da desorganização Operária São
um empecilho absoluto ao reerguimento físico e moral da classe operária portanto lutar contra As favelas e cabeças de porco é batalhar pela elevação da moralidade Popular E pela melhoria física da raça degradação moral enfraquecimento físico e Miséria participam de o mesmo conjunto simbólico formando o mesmo problema que o Saber técnico dos Engenheiros e arquitetos promete regenerar construindo a cidade eugênica para tanto os mais ou cidade Jardins São apresentados como respostas de dimensões nacionais satisfatórios na Cidade Jardim constituída por habitações Privadas independentes um homem se tornarão melhores mais fortes e mais sadios no Jardim o trabalhador
encontrará um espaço agradável Claro arejado estará em contato com a natureza E além disso poderá dedicar-se a atividades saudáveis como o cultivo da horta atividade relaxante Econômica que o afastará os caminhos desviantes da cidade a imagem Clara aberta iluminada arejada e privada de Jardim é assim contraposta um Ambiente escuro fechado esfumaçado viciado e público do boteco satisfeitos em seu lar tendo que cuidar do seu jardim de sua pequena horta O Operário não precisa procurar esquecimento na bebida e no jogo a jardinagem o cultivo da horta parece importante como Aliados na luta pela eliminação do conflito
social na fábrica e na família possibilitam silenciar O Operário que briga contra o patrão marido que a seu esposo pai que bate nos filhos promove a União da família em sua intimidade de padrões e empregados na comunidade Fabril na Cidade Jardim os homens desenvolvem hábitos regulares de higiene limpeza pessoal e doméstica coisa que dificilmente se obtém entre pessoas ainda mal iniciadas na vida moderna sozinho o pobre não se interessa pela limpeza corporal por andar arrumado cuidado cheiroso é preciso uma pedagogia uma Puericultura que ensina os bons hábitos higiênicos físicos e Morais Desde a mais tem
idade complementação a tese da construção da cidade Jardim o saber da engenharia preconiza variedade das habitações e seu isolamento a monotonia a modernidade das casas provocam desinteresse de seu morador já a possibilidade de manifestar seus próprios gostos e preferências pode apertar no Operário o desejo de tornar-se proprietário sentimento imprescindível para afastar o perigo das ideias socialistas as casas devem ser Isoladas umas as outras o máximo possível para evitar o contato íntimo entre vizinhos e entre diferentes alojamentos Operários o agrupamento das casas segundo essa estratégia adiante aglomeração favorece a probabilidade perigosa tanto social quanto os sanitariamente
sobretudo Nos períodos de peste portanto as adaptações proletárias devem estar localizadas na zona suburbanas onde se encontra o maiores extensões de terra imagens libertárias Da cidade do futuro para os operários a proposta burguesa de exclusão da classe trabalhadora nos bairros situados na periferia da cidade é perseguida agressivamente como tática de segregação e de controle sobre sua movimentação o caráter marginalizador do projeto arquitetônico das classes dominantes é do enunciado em vários artigos da Imprensa anarquista ao criticar o congresso Têxtil realizado pelo Patronato no Rio de Janeiro a Plebe de 21 de julho de 1923 discutia a
ideia então defendida de construção de casa para operários questionando uma classificação que reflete a divisão interna do Social por que casa de Operários então Operário não é gente então é um modelo único um padrão especial uma técnica de encomenda para as casas destinadas aos trabalhadores a falta de casas então faça uma moradias Construa um maior número delas grandes e pequenas caras e baratas para todos os Gostos e para todas as Posses e não para os bairros especiais monótonos e uniformes ou operariado fica isolado bloqueado segregada da convivência das outras classes da cidade no discurso do
Poder ao contrário da anarquista a separação especial das classe e a localização no planetariano na zona urbanas periféricas são justificadas através de argumentos sofisticados legitimados pelos saberes científico e técnico que os fundamenta-se que a Instalação dos trabalhadores nessas regiões periféricas seria vantajosa para eles porque poderiam desfrutar de um espaço muito maior onde dispor onde terras livres e maior quantidade onde cultivariam suas hortinhas possuíam seus animais domésticos em vez de se aglomerarem nos cotistas do centro num campo opostos Operários desmistificam essa raça racionalizações ideológicas investindo contra as formas engenhosas de exclusão e de enquadramento daqueles Que
ameaçam a existência dos privilégios sociais pela própria presença no entanto não chegam a elaborar um projeto Habitacional propriamente dita no período a discussão em torno do tema da moradia popular e mesmo da organização do espaço urbano parece no discurso anarquista muito mais numa perspectiva críticas em posições e aos benefícios que parte das proprietários ou dos públicos na luta contra a exploração econômica do Trabalhador pelos autos Custos às residências alugadas e na Constituição de movimentos como a Liga dos Inquilinos formada em 1907 ou a liga Popular dos agitação contra a carência da vida não se formou
um projeto propriamente dito de reorganização do espaço urbano o que não significa negar a existência de projeções libertárias sobre a cidade do futuro mas os artigos que denunciam a exploração dos locatários que cobram preços abusivos pelo aluguel de suas propriedades Ou que Obrigam os operários a se fixarem nas residências que circundam as fábricas situa-se muito mais uma perspectiva negativa diante das imposições capitalistas Vale lembrar que afinal o problema da Habitação Popular eu desejo da purificação de espaço urbano são preocupações fundamentamente das classes dominantes e não questões colocadas pelo movimento operário no primeiro plano o que
por sua vez não exclui as denúncias das condições antiênicas insalubres e Suas residências remetendo resultado e é dos patrões no entanto podem se perceber nas concepções libertárias de reorganização da vida produtiva e de toda a vida social algumas imagens da cidade futura e que evidentemente se inspiram nas projeções utopistas de fourier e anarquistas como prodoni corotem mas ao contrário do projeto burguejo de urbanização da cidade e de construção de um tipo definido de habitação Popular questão Formuladas pelo saberes científicos e técnicos de especialistas não se encontram nos meus Operários estes especialistas entretanto as projeções anarquistas
sobre a paisagem urbana do Futuro ou mesmo a crítica da organização burguesa do espaço público e privado revelam saber Operário evidentemente não é nunca consultado pelos dominantes há também Aí uma outra questão segundo a doutrina anarquista não se trata de apresentar ao proletariado e aos Oprimidas em geral soluções prontas modelos acabadas e definidos de reorganização da vida social esta postura contrária a própria ideia de autogestão na pelos produtores diretos em um artigo de a terra livre de 3 de setembro de 1908 os libertários defendiam a anarquia não vende um plano de sociedade futura que Quer
substituir a sociedade moderna os anarquistas têm sempre recusado a dar qualquer detalhes sobre organização íntima da sociedade Acrária pela simples razão que não sabem que ninguém sabe como terão que se arranjar as coisas sabe-se que para os anarquistas como também para os marxistas na sociedade futura inexistirão propriedades privadas e consequentemente casas de burgueses ou casas de Operários muitos serviços serão realizados por empresas públicas Como lavar roupas cozinhar etc imaginava Lucas mascolo a terra livre seja de novembro de 1910 criar-se um grandes Lavanderias grandes cozinhas aperfeiçodíssimas grandes atelier de costura porque por sua vez traduz a
intenção do aproveitamento racional das facilidades da mecanização industrial e não sua negação como às vezes se afirma a respeito dos libertários não se trata para eles de lutar nos talgicamente pelo retorno a um passado artesanal ou Rural romantizado mas de construir uma sociedade que na linha de que pregavam os utopistas da primeira metade do Século XIX o que pensava o próprio Marx realize síntese entre cidade e campo e a superação da divisão social do trabalho a preocupação estética ali se a satisfação das necessidades sociais todas as ruas poderiam ser arborizadas com Laranjeiras Limoeiros Pessegueiros e
outras árvores que além de um perfume delicioso produzem as mais saborosos frutos a velha frutas de sobra para todos a terra livre 6 de novembro de 1910 ainda com relação ao aproveitamento Das inovações tecnológicas como também defendiam as construções das casas podem ser feitas por sistemas muito simplificados por meio de formas aparelhos mecânicos automáticos etc abreviaram o tempo para se transformar em energia motora em Luz capacidade de trabalho as correntes dos rios os ventos dos ares a luz do sol o petróleo o carvão das minas e tantos e tantos outros minerais e tirar de tudo
isso grande proveito para todos a terra livre 6 de novembro de 19010 pro Dom não estabelecerá detalhadamente só a concepção acerca da cidade do futuro ao contrário de forryer esse pensava numa solução coletiva de habitação a imagem do falanterio Enquanto o outro optava pela solução individual da casinha feita a meu modo onde eu moro sozinho no centro de um pequeno humorado de um décimo de hecta onde eu teria água a sombra grama e silêncio o interior da comuna é claro que para as anarquistas Respeita a liberdade individual e autonomia de cada um se coloca em
primeiro plano e se reflete na própria concepção do urbanorte que por exemplo era absolutamente contrário a ideia de uniformização das casas das roupas no modo de viver e dos agrupamentos dos indivíduos não falam sério primeira condição de sucesso para uma comuna Próspera séria pois abandona a ideia de um Fala sério é morar em casinhas Independentes a ideia de Descentralização política econômica e social define a estruturação da comuna indústrias instaladas nos campos integração das atividades fabris e agrícolas manuais e intelectuais em vista da formação do Homem novo nos três pensadores como nos demais artigos imprensa anarquista
existentes no Brasil evidencia-se aposta otimista na reconstrução social e funcional da cidade que assegure a qualidade da higiene pública e privada o conforto dos Habitantes tantas áreas de lazer e a descentralização das atividades econômicas e sociais nesse sentido penso que cai por terras explicações teórico políticas quem vem nos anarquistas grupos pré-políticos características de formações sociais pré-industriais e que refletem uma visão artesão do Mundo ao Contrário suas projeções tem como referência não Industrial mas uma sociedade onde a automatização das fábricas e de outros serviços permitem Liberar o homem da sujeição a atividade única do trabalho pela
sobrevivência se as máquinas pertencem a todos vós aos homens todos se estivessem à disposição dos trabalhadores vozes fareis trabalhar para a vantagem geral em vista das necessidades coletivas e ela Seria um enorme benefício uma fonte abundante de bem-estar e alegria a terra livre 22 de Maio de 1910 de domesticação da classe operária constitui-se nas décadas iniciais do Século 20 no país através de múltiplos Campos do Social mas fundamentalmente no interior da fábrica e adaptação as classes dominantes desenvolveram inúmeras estratégias de disciplinarização do Trabalhador visando compor uma nova figura moralizada e produtiva de acordo com suas
exigências classistas na fábrica os dispositivos tecnológicos utilizados pelos setores privilegiados da sociedade por esta figura dócil e laboriosa modificam-se no Sentido de uma sofisticação crescente quanto mais o trabalhador for integrar o aparato da produção tornando-se aquilo que a famosa expressão de Marx descreve como uma pente-se da máquina tanto mais o exercício da dominação procurou dissimular-se transferindo-se da figura autoritária do contra mestre do patrão para o interior mesmo da máquina nas soluções inventada pelos dominantes especialistas ao industriais para o problema da adaptação Operária o mesmo Investimento do Poder a figura do Industrial senhorio que dita Desportos
que é abitariamente regulamentos internos de fábrica ou os códigos de Conduta no interior das vilas e conjuntos residenciais que aluga para seus empregados se é de lugar no palco da história a um corpo de burocratas especializados que se apresentam como os novos proprietários das soluções dos problemas sociais detentor de respostas Racionais e únicas impõe em nome da Ciência normas de habitabilidade de vida ignorando desejo e de interesse daqueles cujo destino decidem rede redefinição dos papéis familiares atribuídos principalmente a mulher e a criança completou esta cruzada moral lançada sobre a classe trabalhadora que na representação dos
dominantes apareceu associada a imundice a doença a degeneração moral e ao enfraquecimento da raça a mulher foi designado o triste destino de vigilante do Lar e de mãe de Família todos os comportamentos que se produziram fora desses parâmetros recobriram-se do estigma da culpa e da imoralidade entre as figuras de Santa Maria e de Eva Nenhum espaço foi permitido da mulher a despeito de todas as solicitações que o mundo Industrial lançava sobre ela essa fundamental na empresa de moralização do Trabalhador o modelo rígido e assético da esposa mãe dona de casa deveria atuar no sentido de
introduzir o sentimento de intimidade do Lar recolhendo todos os seus membros momentos de não trabalho para privacidade da Estreita vida doméstica a criança designada para espaço escolar apesar de na classe operária participar ativamente do trabalho Fabril atuou como brecha de entrada do Poder médico assistencial e posteriormente psiquiátrico no interior da família inocente ingênua segundo a representação imaginária da infância a criança continuou e continua nos meios populares A decrescentar esta infantilização cultural a medida que tem sempre atuado como um dos principais produtores de riqueza social no Brasil ou no exterior a este conjunto de procedimentos disciplinares
os anarquistas e Operários em geral se opuseram numa luta ferrenha buscando Realizar sua Utopia de construção de um novo mundo mas humano mais justo mais livre onde todos teriam seus direitos de vir assegurados no campo da Educação no âmbito da produção Na redefinição dos papéis sociais atribuídos ao homem e mulheres crianças na reestruturação das relações familiares e afetivas na composição de uma nova paisagem espacial os anarquistas acenaram com propostas que de certo modo refletiram os anseios e as esperanças de uma classe negada em todos os momentos de sua vida cotidiana do trabalho lazer e que
sem dúvida se fez no processo de luta cujas marcas se mantiveram Profundas a respeito de toda tentativa de silenciamento