Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Inspira, o Senhor as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece para vós termine tudo aquilo que fizermos por Cristo, Senhor nosso.
Amém. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós. Do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém. Muito bem, começamos a falar da fé porque de fato é pela fé que nós eh nos deparamos com a graça de Deus. Vamos então dar um passo a mais.
Se conhecesses o dom de Deus, o que é que Deus quer que nós conheçamos? Que que nós, qual é o mistério escondido desde todos os séculos? É uma coisa muito fora do comum, vamos dizer de forma teológica, assim, para ter um conceito para recordar.
Deus quer que nós participemos da sua vida. Em uma palavra para usar uma linguagem dos padres gregos, mas que também é dotada por nós, é a nossa divinização. O que quer dizer isso?
Divinização quer dizer o seguinte, vamos recordar, são princípios que eu sempre repito, eu sempre ensino, então já são conhecidos, mas a gente precisa ter essas coisas presentes, senão a gente não constrói num bom fundamento. Então o que é que nós temos que recordar? Recordar o que é que é uma vida humana e o que é que é a vida divina.
Por que é que Deus quer, como diz São Pedro, que nós sejamos participantes da natureza divina, não é? Consortes divine nature. Participantes da natureza divina.
O que quer dizer isso na prática? Porque evidente, nós não vamos ser deuses no sentido literal e estrito da palavra. Não é porque isso não vai acontecer.
Deus é eterno. Nós não somos eternos. Deus é infinito.
Nós não somos infinitos. Deus é onipotente, nós não somos onipotentes. Enfim, a nossa natureza é muito diferente a de Deus.
E por mais que eu olhe para um santo, por mais que eu olhe paraa Virgem Maria, até mesmo por mais que eu olhe paraa natureza humana de nosso Senhor Jesus Cristo, a diferença entre uma natureza humana e uma natureza divina é muito grande. Mas por que é que nós porque é que o nosso caminho é conhecer Jesus e Jesus crucificado? Porque assim, nó que nós precisamos conhecer isso?
Porque é em Jesus que nós vemos o projeto realizado de Deus. Em Jesus, nós vemos uma natureza humana que participa da natureza divina. Em Jesus, nós vemos o que Deus quer fazer conosco.
Vamos lá, vamos colocar as ideias claras. Vejam. Eu sempre faço a comparação entre nós e os animais, porque fica fácil de entender.
Eu tenho um filho e o meu filho diz: "Papai, obrigado, né? aqui tô reproduzindo e eh a fala de um dos dos meus filhos disse: "Padre, eu quero agradecer ao Senhor porque veja o quanto o Senhor mudou a minha vida. O Senhor se dedicou na pregação, nas coisas, assim, o site, como como as coisas me fizeram bem.
Eu, a minha vida tá vazia, tinha nada. De repente o Senhor gerou isso dentro de mim. Mas que gratidão, que obrigado.
Muito bem, beleza. É uma gratidão. Como certamente vocês também já tiveram pessoas que vieram agradecer, que vieram dizer, que vieram, né, cheios de gratidão, às vezes com lágrimas nos olhos.
A pessoa cheia de gratidão, tremendo. Não, não sabe como agradecer aquilo, não sabe como dizer aquilo, o quanto a sua doação, a sua entrega foi importante pra vida dessa pessoa. Beleza?
Um animal não é capaz disso. Se você tem um cachorrinho, o máximo que ele vai fazer é quando você chega a banar o rabo, ficar todo alegre e faceiro, não é? Colocar as patinhas para cima e esperar carinho, esperar que você dê algo.
Mas não é capaz de gratidão. Uma coisa que parece para nós tão simples como é a gratidão. É outro mundo, o mundo dos animais e o mundo do ser humano.
gratidão. Agora, se nós conseguimos enxergar a diferença entre o amor do animal, né, e o amor de um outro ser humano, então nós conseguimos aquiatar que a forma de Deus amar é muito diferente também. Mas como que é, padre?
Porque nós não sabemos, pois ele revelou, ele revelou isso no capítulo 23 de São Lucas, Jesus tá lá morrendo. Dentro de uns minutos, Jesus será um cadáver. Todo mundo está vendo isso.
Sacerdotes xingando, a outro salvou, a si mesmo não pôde salvar. O mau ladrão dizendo: "Salva-te a ti mesmo e salva nós também, se és o Messias, se és o filho de Deus". O mundo inteiro desabando, Jesus ali abandonado.
Mas de repente o malfeitor que estava do lado dele olha para Jesus e diz: "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. " Como é possível que ele tenha visto isso? Ele tá vendo ali um homem que dentro de alguns minutos será um cadáver, mas ele está vendo um rei.
Como é possível quando vieres no teu reino? Como é possível esse ato de fé? Quando todos maldizem a Jesus, o bom ladrão vê um rei.
Bom, vamos pensar o que é que ele viu. O evangelho de Lucas, esse mesmo evangelho de Lucas diz que quando Jesus foi pregado na cruz, ou seja, quando os pregos, naquele momento terrível, doloroso, em que os pregos transpassavam os pés e as mãos, imagine você pendurado com todo o peso do seu corpo, pelas suas feridas. Todo o peso, nosso pé machuca, a gente sai mancando para evitar de pôr o peso no pé, mas todo o peso do próprio corpo pendurado em feridas dolorosíssimas.
E enquanto Jesus era pregado na cruz, o evangelista São Lucas nos diz que Jesus ia dizendo, aqui o gerúndio que tá lá é o imperfeito. A gente sabe na gramática que existem vários tipos de passado. Tem um passado pontual.
Aconteceu, acabou. João morreu. Pum.
um ato pontual na história. Mas existe um passado que é longo. João amava Maria.
Então nós podemos pensar quantos anos, quanto tempo amava. Agora ele morreu. Mas ele amava.
Amava. tem cumprido. É diferente de João Am.
João Amou é pontual. João amava é cumprido. Jesus dizia, não é?
Jesus disse pontual. Jesus dizia, Jesus ia dizendo: "Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem.
" Nós podemos imaginar Jesus repetindo isto, ia dizendo, ia dizendo: "Pai, pai, perdoai! Pai, perdoai. Eles não sabem.
Pobrezinhos não sabem. Coitadinhos não sabem. É por ignorância.
Eles não vêm, eles são cegos, eles não sabem o que fazem. Pai, vaios. No momento mais doloroso, ver um ato de juiz soberano que inocenta os comados.
No momento de dor, de aflição, ver um juiz. E que juiz? Sentado em que cátedra para julgar?
na cátedra da cruz para inocentar os algozes, para inocentar os malfeitores, para inocentar aquela gente ébria de ódio, de violência, de escárnio. Ai, perdoai. O bom ladrão viu isso.
Talvez para todos tenha passado desapercebido, mas o bom ladrão viu e acendeu uma luz, uma luz inesperada. Ele foi visitado por Deus. A graça, o Espírito Santo, sem o qual não é possível ter fé.
A graça sem a qual não é possível ter fé. Ele viu, viu que aquilo não podia ser humano. Um ser humano não ama assim.
Aquilo só podia ser Deus. Ele teve fé. E o bom ladrão então teve fé, viu o que ninguém estava vendo, creu no que ninguém estava crendo.
Ninguém é exagero. Tinha lá Nossa Senhora, tinha São João, tinha as as santas mulheres, mas creu. E é incrível que ele tenha crido porque as dores que estavam em Jesus estavam nele também.
E você sabe como é rezar quando a gente tá com a dor forte, quando você tá doente, quando seu corpo não tá bem. Rezar é muito difícil. A alma não conecta.
É como se tivesse um barulhão dentro de você, impedindo você de enxergar. E no entanto ele viu que milagre, que milagre da graça, o milagre do bom. Ele viu, viu que naquele homem, naquele ser humano, havia algo divino, porque Jesus estava amando como só Deus pode amar.
Eis aí o que é a graça? A graça é algo que Deus faz na natureza humana para que a natureza humana se comporte divinamente. Conheça e veja o que Deus conhece e vê.
E, portanto, ame o que Deus ama. É uma modificação que acontece na pessoa de tal forma que São Paulo quando fala da sua fé, quando fala dessa fé do bom ladrão, o bom ladrão teve fé e morreu em seguida. Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.
Tudo bem. Mas São Paulo teve fé e não morreu em seguida. Então ele pode contar para nós.
Ele diz na carta aos Gálatas: "Vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. A minha atual vida na carne, eu a vivo na fé, crendo no filho de Deus que me amou e se entregou por mim. Eu não invalido a graça de Deus.
Graça. Que que São Paulo está dizendo? Ele está dizendo o seguinte: "Esta minha vida aqui na carne, essa vida aqui, a vida onde a gente se cansa, onde a gente tem tormentos, atropelos.
Essa vida, essa, essa vida onde São Paulo foi apedrejado, recebeu bastonadas, recebeu flagelos chicotados, naufragou perigo dos ladrões, a próprio, os judeus perseguindo, os pagãos incriminando, os próprios cristãos não compreendendo. Essa vida tormentada, essa vida na carne, eu a vivo na fé. Infida vivo.
Vivo onde eu vivo? Na fé. Onde moras?
Eu moro na fé. Eu vivo na fé. Ali tá a fonte da vida.
Ali eu estou plugado, infide vivo. Essa é minha vida. Qual é meu endereço?
Onde eu moro? Adão, onde estás? Aqui, Jesus, na fé.
na fé. Ali onde eu estou conectado, estou vendo o que Deus vê, vendo como Deus vê. Um pouquinho, claro, não com a unisciência divina, não com a plenitude da sabedoria divina, mas eu vivo na fé, crendo no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Eu vivo crendo num objeto bem claro, crendo em quê? Não creio. Não creio no otimismo humano.
Não creio nem nos doentes, nem nos anjos cabalísticos, nem nos florais de bar, nem nas crendices. Porque o mundo é assim. Quando deixa de crer em Jesus, começa a crer em tudo.
Esse é o problema da falta de fé. O homem foi feito para crer. Aí quando ele não crê no que tem que crer, ele termina crendo em tudo.
Vira, como dizem os italianos, um credulone. Credulone quer dizer, um cara que crê em tudo, um crentão, né? Um cara que crê em tudo.
Eu vivo onde crendo gero. Crendo, participo grego. Crendo no filho de Deus que me amou.
O bom ladrão viu isso, confiando nesse amor. Se ele não visse o amor de Jesus, ele não diria: "Jesus, lembra-te". Se ele não visse ali amor que transborda, amor que tudo perdoa, amor que se entrega totalmente, se ele não visse esse amor divino transbordante em Jesus, ele não teria pedido, "Lembra-te de mim".
Mas ele viu como São Paulo viu e nos viveu para contar. São Paulo viveu para contar. Eu vivo no que me amou.
Vivo na fé. O que é fé? Eu inventei uma definição de fé para as pessoas entenderem.
Fé amor passivo. Fé o único jeito das pessoas receberem amor. Deus pode me amar quanto for.
Jamais receberei esse amor se eu não tiver fé. Se conhecesses o dom de Deus, disse Jesus à samaritana, enquanto ela ainda não tinha fé. E se conhecesses, quem é que te diz?
Quando ela ainda não tinha fé, depois ela teve fé. Creio é ali que eu vivo conectado naquela verdade, naquele amor ativo por parte de Deus, passivo por minha parte, por mim. Se conhecesses, se tivesses fé, pedirias água viva, água que dá vida eterna.
Então, São Paulo conectado assim nesse amor, então ele pode dizer, porque São Paulo é um santo de sétima morada, vivo, mas eu olho para dentro de mim e vejo, não, não, mas não eu, tem outra coisa que vive em mim. Ele enxergava isso. Enxergava uma outra vida.
Eu vivo na carne, na fé. E porque eu tenho fé, eu enxergo outra vida ativa dentro de mim. Cristo vive em mim.
Por isso, porque eu tenho esta fé, porque eu vejo que Cristo vive em mim, não eu, que quando eu realizo as minhas obras, não sou eu quem as realizo, é Cristo quem realiza. Quando eu perdoo, eu vejo, eu vejo que tem um outro que perdoa. Nós bobinhos das primeiras moradas não enxergamos isso, mas é só passar paraa vida iluminativa.
Pessoa já vê, a pessoa já começa a dizer: "Padre, eu vi um amor dentro de mim que não é meu. Eu comecei a amar Deus com um amor que não pode ser meu. Eu não tenho esse amor, mas eu vi ele dentro de mim.
Eu vi que minha alma estava amando e com olhos arregalados eu disse: "Não pode ser. Eu não sou assim. Tenho um outro amando dentro de mim.
Cristo! Como que você chegou a isso, meu filho? Como você chegou a isso, minha filha?
A fé. A fé, é por lá que vem a graça. A fé pluga é o canal da graça.
E o que é a graça? Vamos lá. Nós estamos dizendo, a graça é com a minha natureza humana começar a participar da natureza divina.
Eu com meu amor humano começar a amar com amor divino. Eu com o meu conhecimento humano, começar a conhecer com conhecimento divino. Jesus viveu isso de forma infinitamente perfeita.
Jesus é o homem que por união hipostática, não por fé. Aqui é a diferença entre nós e Jesus. Jesus não tinha fé.
Jesus por união hipostática, ou seja, a união da pessoa do verbo com aquela natureza humana, Jesus por união hipostática. Aquela natureza humana participava da vida divina e conhecia Deus como Deus se conhece. E amava Deus como Deus se ama, conforme uma alma humana.
Claro, mesmo sendo a alma de Jesus, é uma alma humana, uma alma criada conforme uma alma humana, nos limites de uma alma humana, claro, comparado com conosco, infinitamente. A palavra infinita é inadequada, porque a alma humana de Jesus não é não é infinita, mas como os méritos são infinitos, então a gente diz vai um amor divino numa alma humano. Que coisa extraordinária.
Eis o mistério de Deus escondido desde toda a eternidade. seres humanos participando da vida divina. Isso é a graça.
A comparação que tá todo mundo já careca de saber, todo mundo já ouviu centenas de vezes a comparação do ferro e do fogo. Duas realidades de natureza tão distinta. O ferro é frio, o ferro é duro, o ferro é enferrujado, o ferro é opaco.
O ferro não voa, ele entra em contato com o fogo. É nossa natureza humana de ferro, entrando em contato com a natureza divina, fogo. Junta os dois.
De tanto se unir, pronto, o ferro que era frio já vai esquentando, a ferrugem vai caindo, esfarelando, desaparece. Era opaco, começa a ficar incandescente. Era duro, começa a ficar maleável.
Até que finalmente o ferro se funde em matrimônio espiritual com fogo e começa a soltar labaredas e já não parece mais nem ferro. É ferro se comportando como fogo. Na comparação do ferro, dá pra gente ver as três idades da vida espiritual.
O início em que o ferro só esquenta, a ferrugem desaparece, ele fica um pouquinho mais maleável, mas não é muito não, foi só período da purificação, os iniciantes. Mas aí depois quando o ferro começa a ficar luminoso, ah, é a via iluminativa, são os progredidos. Começou a ficar luminoso, aí você já dá para fazer com o ferro mais ou menos o que você quer.
Ainda tá durinho, não dá para fazer tanto, mas já dá para fazer bastante coisa com ele. E aí então a via unitiva, quando o ferro se funde, ele vira fogo. Aí ele vira, começa a soltar labaredas como se o ferro começasse a voar pelos ares.
É um matrimônio espiritual, vião unítico. Então tudo isso é o que Deus quer fazer conosco. Estou descrevendo porque eu poderia dar uma iniciar a coisa, a falar começar a falar da graça dando uma belíssima definição da graça de Deus, mas é melhor a gente descrever primeiro antes de definir.
Porque o que é a graça? A graça é o sobrenatural, ou seja, é algo que está acima da minha natureza. A minha natureza humana não conhece Deus desse desse jeito.
A minha natureza humana não ama Deus desse jeito. Mas se nós recebemos a fé, a pregação de São Paulo, é Cristo crucificado. Então vamos pegar aquele trecho que eu fei, que eu falei na outra pregação.
Primeira Coríntios, capítulo 2. Irmãos, quando fui até vós anunciar o mistério de Deus, não recorri à ostentação da palavra ou a sabedoria da pregação. Se Paulo tá dizendo o seguinte: não foi na base de argumentos, de retórica, de marketing, não foi, não foi assim que ele fez.
Com efeito entre vós, não julgueis saber coisa alguma. a não ser Cristo e este crucificado. É isso que eu conheço.
Conhece pela fé evidente, né? Então é aqui que ele vê, ele dizia no capítulo anterior, com efeito, enquanto os judeus pedem sinais, milagres, e os gregos buscam sabedoria, ou seja, eloquência, filosofia, nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. Só que entre esses judeus e esses gregos tem gente que é eleita para ter fé.
Para os que são chamados, porém, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. Aqui ele falou poder para responder aos judeus que pediam sinais. e sabedoria para responder os gregos que pediam sabedoria.
Pois o que é loucura de Deus é mais sábio que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte que os homens. Então, como que Deus manifestou sua sabedoria? Na loucura.
Que loucura? A loucura da cruz. Gente, vamos ser sincero, ninguém de nós faria um negócio desse.
Você foi eleito para ser Deus. Vai lá, você vai ser Deus por 5 minutos. Salva o mundo.
Como que você ia salvar o mundo? Nós iríamos reagir como São Pedro. Eu vou para Jerusalém morrer disse Jesus.
E São Pedro reage. Jesus, má ideia. Isso não, não, não, não, não, não, não dá, não vai dar certo.
Afasta-te, Satanás. Vejam, São Pedro não era um incrédulo. Ele acabou de fazer a mais bela profissão de fé.
Tu és o Messias, o Cristo, o filho de Deus vivo. E Jesus acabou de elogiar a fé dele. Bem-aventurado és tu, Simão, filho de João, porque não foi a carne, nem o sangue, mas o pai do céu, o Espírito Santo.
O pai enviou o Espírito Santo e aquele ato de fé luminoso. Tu és Pedro sobre esta fé. Agora vai.
Vamos edificar a igreja. E as portas do inferno não prevalecerão. Até que Jesus fala da cruz.
E São Pedro faz com todos nós faríamos uma ideia. Mas que loucura é essa? Não tem lógica.
Como diriam os mineiros, tem base, não sou negócio sem sem noção. Então veja, se você se aproximar do Cristo sentado no poço de siicar com sede cansado, se você se aproximar do Cristo crucificado, que diz: "Tenho sede", você vai conseguir ver Deus por dentro. São Paulo diz assim, Coríntios capítulo 2, Primeiro Coríntios, falamos da sabedoria de Deus em mistério escondida e que desde a eternidade Deus destinou para nossa glória.
Nenhum dos poderosos deste mundo a conheceu. Ninguém, nenhum poderoso desse mundo, conheceu a sabedoria de Deus. Ou seja, Cristo crucificado, né?
Pois se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória, como está escrito, o que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entrou no coração do ser humano. Ou seja, a natureza humana não tem este conhecimento. Deus quer nos dar um conhecimento que é dele, que é a fé que nos dá.
É o que Deus preparou para os que o amam. A nós, porém, Deus o revelou por meio do espírito. Pois o espírito sonda tudo, até mesmo as profundezas de Deus.
Quem de fato conhece o que é o próprio ser humano, a não ser o espírito humano que nele está? Assim também ninguém conhece. o que é de Deus, a não ser o espírito de Deus.
Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o espírito que vem de Deus para conhecermos os dons que Deus nos concedeu. Destes dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo espírito, explicando as coisas espirituais aos espirituais. Aquele que é psíquico em grego, ou seja, que é da carne, que é carnal, que é somente humano, que tá só na natureza humana, não aceita o que é do espírito de Deus, pois isso lhe parece loucura, não tem base.
Ele não é capaz de entender isso, pois isso só pode ser avaliado espiritualmente. Ao contrário, aquele que é espiritual avalia tudo, mas ele mesmo não é avaliado por ninguém. Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor e quem o aconselhará?
Nós todavia temos o pensamento de Cristo. Vamos entender o que é que São Paulo tá nos dizendo. Quem sabe o que está dentro de você a não ser você?
É assim que é o nosso. Claro, Jesus quando ele tava nesse mundo, eles, como diz São João, ele sabiam que tava dentro do homem, mas Jesus é Jesus, né? Aí não dá para não dá para competir.
Mas nós sabemos que quem vê cara não vê coração. Quantas vezes eu já fui enganado e colocado no bolso? Os piores enganos não são que alguém passou a perna e levou meu dinheiro.
O problema é você ficar atendendo a pessoa durante meses, anos, a pessoa chora, se descabela, depois você vai descobrir que é o teatro. Parece loucura, gente, mas tem gente que faz teatro na direção espiritual. Que perda de tempo.
Não tô dizendo vocês, pelo amor de Deus. Tô dizendo coisa lá no mundo. Tem gente doida.
Tem gente doida. Então, quem conhece o que realmente está dentro da pessoa? Eu já vi pessoas chorarem de arrependimento quando não estavam arrependidas.
A pessoa chora na sua frente, se descabela ato contínuo, ela sai da sala e faz todo o contrário, maliciosamente. Não por fraqueza, por malícia. Uma vez uma pessoa ouviu um dirigido meu falando as coisas, disse assim: "Mas fulano, padre Paulo não é seu detor espiritual.
Pessoal, padre Paulo, a gente fala para ele o que ele quer ouvir. Essa malícia. Tô dizendo essas coisas para você entender o que que São Paulo, para você ter uma referência do que é que São Paulo tá dizendo.
Ninguém conhece o homem não ser o próprio homem. Você que tá dentro de você, se você for honesta, se você for virtuosa, se você não se enganar a si mesma, se você não começar a contar mentira para você mesma, você sabe o que tá dentro de você. o íntimo do coração.
Quantas vezes tá todo mundo julgando você e você sabe, você testemunha que você fez de bom coração e bem intencionado. Então, todo mundo dizendo fez por malícia, fez por malícia a nós. Sabe o que que Deus fez?
revelou a sua intimidade. É isso que está por trás da palavra Espírito Santo. A nós, Deus o revelou por meio do espírito.
Ou seja, Deus revelou a sua intimidade. Deus revelou os segredos do rei. Deus nos revelou o que está dentro dele.
sua intimidade secreta, pois o espírito tudo sonda até mesmo as profundezas de Deus. Quem de fato conhece o ser humano no seu espírito do próprio ser humano. Então, quem conhece Deus é espírito de Deus, né?
Não tem outro jeito. Então, se nós não conhecemos outra coisa, volto ao que São Paulo disse no início do capítulo, eu julguei não saber outra coisa. a não ser Jesus Cristo e esse crucificado.
Isso quer dizer que em Jesus crucificado as profundezas de Deus, os segredos de Deus, o Espírito Santo brota da cruz, né? Jesus, segundo o Evangelho, dando um grande grito, entregou o espírito. Claro, entregou o seu espírito porque morreu.
Você pode ler também, ele entregou ali o espírito. Por isso que um outro evangelho diz o centurião olhando como ele tinha morrido. Pá, fé.
Este homem era verdadeiramente filho de Deus. um centurião, um carnífice, aquele que tinha matado Jesus, que tinha feito crueldades com Jesus durante horas. Um pecador, um deicida, um assassino de Deus.
Quando Jesus entrega o espírito, morre. Vendo como Jesus tinha morrido, fé. Ele era filho de Deus.
Eu conhecia a intimidade de Deus. E então, se você vê isso, se você vê esse amor de Cristo, o amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, se você vê isso, você conheceu as intimidades de Deus, você tem o Espírito Santo, você tem a fé. E se você começa a conhecer Deus como Deus se conhece, você, se tudo der certo, irá fatalmente com amar Deus como Deus se ama.
E se você conhecer mais, vai amar mais. Se conhecer mais ainda, ela vai amar mais ainda. E conhecer aqui quer dizer o quê?
Fé. É a fé que me dá esse conhecimento. Não é possível conhecer Deus e participar de sua natureza divina sem a graça.
Por quê? Porque um conhecimento natural, o conhecimento que você ser humano tem é um ser é um conhecimento que você conhece pelas as criaturas. Como diz São Paulo no início da carta aos Romanos, você vê o Deus criador nas criaturas, beleza?
Como diz São Paulo lá no Areópago de Atenas, o que vocês buscam as apalpadelas. Tudo bem. A gente vê as palpadeira, a gente a gente enxerga as coisas e Deus humanamente com os limites, assim como você pode conhecer a pessoa do lado com os limites.
Quantas pessoas casadas que moram há 20, 30 anos com outra pessoa se surpreendem com coisas que não conheciam do outro? conhecimento. Então, essa coisa de conhecer intimamente, nós só podemos, se Deus o revelar, porque só ele sabe a intimidade dele e ele quis nos revelar através de Jesus Cristo.
Ele nos deu o Espírito Santo. Isso. A fé nos dá o conhecimento que Deus tem dele mesmo e isso nos faz o início da participação da natureza divina.
A participação da natureza divina não é o ideal inalcançável que você vai ter quando estiver nas moradas superiores. A participação na natureza divina é uma coisa que nós já temos agora. Agora, claro que aumenta, claro que melhora, mas já tem, porque já tem fogo nesse ferro, porque já tem fé.
Se conhecesses o dom de Deus, e qual é o dom dele? nos dar a conhecer a sua intimidade. O Espírito Santo vem e nos dá a conhecer que Deus é amor e nos dá a conhecer isso onde?
Na cruz. A própria natureza de Deus é revelada na cruz. é a suma revelação.
Por isso existem tantos católicos modernos, modernosos, para não dizer modernistas, que não entendem nada de cristianismo. Desculpem dizer e assim também me desculpem dizer, mas tem religiosos e religiosas que entregaram sua vida a Deus generosamente, mas estão fora do conhecimento das coisas. Por quê?
Porque entraram numa moda, vou usar uma palavra feia, herética. Porque o que? Por que que usou essa palavra feia?
Porque a palavra rairesis em grego quer dizer escolha. Você ao invés de ter uma fé católica, você crê Jesus inteiro, crucificado, ressuscitado, com todas as aparentes contradições e escândalos. Homem frágil e Deus glorioso.
Você é católico, você não escolheu não. A pessoa escolhe um lado. Não, já que o negócio é já que a fé crucifica a minha inteligência, eu escolho um pedaço da fé.
Aí esse negócio de cruz, não, não. Esse negócio de cruz não é para mim. Isso aí uma espiritualidade barroca.
Já foi. Olha, eu não sei não, mas o primeiro cara que não gostou dessa espiritualidade barroca não foi no período barroco, foi lá em Cesareia de Felipe, quando ele disse para Jesus não ir pra cruz. E Jesus olhou para ele e disse: "Ô Satanás, quem quiser Cristo sem a cruz terminará com a cruz sem Cristo.
Nós não gostamos de sofrer. Não é isso, minhas irmãs. Não é um dolorismo.
Não é um dolorismo. É um conhecimento do amor. Agora, quem é o conselheiro de Deus?
Pergunta São Paulo. Quem conheceu os pensamentos do Senhor e quem o aconselhará? Você.
Eu quando era criança, eu era tão soberbo que eu fazia isso, né? Eu ficava em devaneios mentais pensando assim: "Ah, se eu fosse Deus, eu acabaria com a pobreza no mundo? Eu era conselheiro de Deus, né?
Que bom que Deus não pediu meu conselho, né? Que criança idiota. Meus queridos, o exemplo acabado desta participação pela fé é Nossa Senhora.
Nossa mãe bondosa nos auxilie nesta caminhada da fé e nesse início de nosso recolhimento, de nosso retiro espiritual, ela venha nos dar aquele conhecimento profundo, aquela sabedoria. da cruz, a ciência crutis, aquela sabedoria da cruz que ela teve ao receber o seu filho morto nos seus braços, ecoavam ainda as palavras do anjo. Ele se sentará no trono de seu pai Davi.
E lá está ele, não sentado, mas deitado no colo da mãe dolorosa. Derrota total, loucura para os homens, loucura para os gregos, escândalo para os judeus, mas não para ela. da sabedoria.
Ela era o trono. Ele se sentará no trono de seu pai Davi. E ela foi o trono no qual ele se sentou.
Nossa mãe bendita. com a fé enormemente maior do que a de Abraão. Ela recebeu o Isaque e creu e por isso ela é feliz.
Isabel disse a ela: "Bem-aventurado, feliz. É a primeira bem-aventurança. Feliz aquela que creu.
Feliz aquela que teve fé. feliz porque participante de uma felicidade íntima, divina. E aí e e o mundo não conhece essa felicidade porque porque claro, por fora nós vemos na Virgem Maria, virgem dolorosa, por fora nós vemos nos santos martirizados, crucificados, mal compreendidos e perseguidos.
Por fora nós vemos os santos sofridos, mas dentro, dentro. O sofrimento é real. O sofrimento da Virgem Maria aos pés da cruz foi enorme, incomensurável, invisível.
Mas na cruz, ela ali sofrendo dentro. Na fé havia uma bem-aventurança, uma participação do conhecimento de Deus e do amor de Deus. Um fogo que transformava o ferro.
um dos padres da igreja, que eu não me lembro mal mais qual, porque a gente vai ficando velho e esquece as notas de rodapé, fazia comparação que os pagãos olham para os cristãos e se assustam, mas é porque o cristão é como uma lâmpada. Você sabe aquelas lâmpadas de óleo, né? Eles olham por fora e vem o fogo e se assustam, mas é porque por dentro eles não vêm a unção, ou seja, o óleo.
Então é isso que Deus quer de nós. Vamos caminhar esses dias, nos aproximar do conhecimento da graça. conhecimento, na verdade, daquilo que Deus quer fazer em nós, conhecer passo a passo todas essas riquezas da graça, todas as riquezas que Deus quer, né, nos dar sem medo.
Estamos bem acompanhados. Estamos acompanhados por uma multidão de santos que nos precederam, que nos precederam com a luz da fé, com a fé luminosa, com a fé radiante, com a fé invencível, com a fé inabalável, com a fé que fez com que as portas do inferno não prevalecessem. com esta fé.
Que a Virgem Maria nos abençoe, nos guarde e nos dê essa graça. Sim, graça. Graça de crer e de poder participar da vida divina.
Deus abençoe você em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.