oi boa tarde a todos dando continuidade ao estudo dos autores da literatura infantil e juvenil escolhemos para aula conhecer um pouco da vida e obra da escritora brasileira lygia bojunga a falar acerca da temática de ninja bojunga é compreender que a autora supera algumas falas alguns preconceitos relativos à temáticas exploradas pela literatura infantil e juvenil apesar de falar é esse público e de utilizar uma linguagem acessível a eles e também de publicar livros né e editorados e preparados para as crianças e adolescentes a autora trabalha apenas muito usados ela fala sobre assuntos que causam né
desconforto muitas vezes até adultos e como por exemplo suicídio a depressão o assassinato o estupro o machismo o autoritarismo e entretanto a autora não só ela alguns outros também de renome como ela acreditam que a criança ela e turma duro capaz de compreender e de refletir sobre qualquer assunto a depender somente de uma mudança no tratamento pelo lado da linguagem que deve ser acessível e identificada com a maneira de ser e de agir da infância e por isso é ele já bojunga ela vai ao encontro de monteiro lobato eu e tantos outros autores que defendem
ser a criança capaz de compreender e de refletir sobre qualquer temática em qualquer tempo a lygia bojunga nasceu no rio grande do sul ela já é nonagenária na atualidade e reside no rio de janeiro na verdade ela reside no rio de janeiro desde muito pequena desde os 9 anos o início da carreira artística de lígia não foi na literatura pela iniciou os seus trabalhos no mundo da arte como atriz e foi uma conhecida atriz no período em que se habituava né a participar de teatros principalmente bom e muito é inspirada em algumas viagens que fez
ao interior do brasil como as suas peças resolveu tornar-se escritor é uma viagens que fez a fim de apresentar algumas peças teatrais ela observou que a realidade nacional era enfim era era era era trágica principalmente no sentido da leitura e da escrita dado que grande parte da população das regiões em que ela passou não sabia nem ler nem escrever daí então ela decide ler e escrever desculpa ela decidiu escrever para as crianças a fim de proporcionar né a essas pessoas informação a possibilidade de contato com a literatura algo feito também ou não ter um lobato
que tinha uma visão muito parecida e dedicava-se a literatura infantil e juvenil a fim de salvar uma geração é o primeiro livro infantil de lygia bojunga foi escrito em 1972 ainda no período da ditadura o nome do livro era os colegas e ele é na de maneira é fantástica na verdade por meio de algo relacionado a própria fábula né a história de alguns animais a cruz na verdade né que passam por uma aventura a fim de se libertarem das correntes que que os mantinham presos a seus donos enfim essa é a primeira obra dela hoje
não é considerada grande obra da autora mas ela já mostrava já demonstrava nesse livro uma determinada inquietação com o arranjo das coisas a obra dela amadurece amadurece a temática madura é assim a linguagem ea importante também a gente entender que os seus leitores amadurecem com ela né então muitas pessoas que hoje escrevem que hoje produzem literatura para as crianças eles fizeram a partir dos contatos que tiveram com a obra também da lígia bojo no ano de 1900 o e 78 oi lígia ela produz o livro que vai em 1982 e me conceder né o maior
prêmio do gênero da literatura infantil juvenil que é o prêmio hans christian anderson que é o livro a bolsa amarela que aqui está é é e o prêmio recebido proporci ona a lígia reconhecimento e suja de cima muita obra dela e também lhe traz um retorno financeiro que ela utiliza para abrir a própria editora então a partir de 1980 da década de 80 ela começa a escrever a estourar e a publicar os próprios livros né o que é liberta de determinadas amarras e censuras né próprias de algumas editoras nacionais no que se refere à literatura
infantil e juvenil a partir da do livro essa é a bolsa amarela pública tantos outros e e tem uma obra enfim muito extensa na qual ela vai trabalhar matemática central quase sempre e e essa temática ela ela vai servir né de norte para muitas crianças que vão aprender né a encontrar seu lugar no mundo por meio da literatura e da lygia bojunga bom atenção temática de ninja que já aparece em a bolsa amarela e vai aparecer em tantas outras obras é a procura ea construção de uma identidade particular é no mundo autoritário principalmente autoritário muitas
vezes ao olhar you e aos 16 da infância e é minha bolsa amarela a narradora raquel ainda criança quando na a história né é uma criança que linha que escrevi enfim mas mas não ainda na adolescência percebe-se que ela tem que 89 anos e ela decide contar a própria história bom e ao mesmo tempo que ela conta para vitória ela dia logo né com as crianças que também não sei o que construíram uma história então então assim ao final do livro ao desenrolar né a raquel ela ela constrói para si lugar no mundo ela constrói
num caminho para chegar a uma determinada a liberdade e o leitor é fez a ficar junto a ela né essa é uma característica muito marcante dos livros na ninja bom abordagem da raquel em a bolsa amarela e tem um diálogo também com a própria história muito mais né conhecida em casa conhecida mundialmente que alice no país das maravilhas alice ela também é uma menina como raquel à procura de uma identidade à procura de um lugar para se no mundo né e além dessa dessa dessa particularidade dessa coisa em comum nas suas personagens à procura né
as duas fazem o meio da imaginação então a imaginação ela passa a ser um recurso para a personagem alice como ela é um recurso para a personagem raquel entender melhor o mundo e entender melhor o seu espaço nesse mundo como cuidar né bom então o livro ele começa com raquel o início dele né raquel é demonstrando a sua insatisfação em relação a sua posição no núcleo familiar filha de pais de classe média baixa a pertencer a um estrato da população mais empobrecido né ela quase não vê os pais que trabalham o dia todo demonstrando a
língua característica do universo do capitalismo né entre os pais obrigados a trabalhar o tempo todo para o sustento dos filhos mesmo que do básico ficam alheios ao próprio crescimento deles quem é eu nunca desfeita por não ter muito contato com os pais que nem aparecem na obra a gente não não tem um diálogo entre pais e filha a ela também falou dos irmãos né ela é a quarta filha de uma família de classe média abaixo e os três irmãos que ela tem nos irmãos mais velhos já são bem mais velhos que ela tanto que a
irmã a terceira irmã que aquela com quem ela tem mais contato porque aqui não trabalha ainda todos os outros também já não fico mais em casa já tem funções na sociedade capitalista ela afirma que essa irmãos vai 10 anos mais velho que ela né não não está na mesma geração e começa a irmã dela tem uma relação muito difícil porque a irmã já tem definida a uma trajetória né ela quer o ser muito bonita casar-se com um homem esteja sustentada por ele ela depois se a esse papel socialmente papel que a que a raquel por
ser muito crítica acredita ser muito superficial né muito abaixo da tatiana que uma mulher poderia ter porque mesmo que indiretamente ali a gente tem tem tem uma personagem que que faz alguns questionamentos assim até também é o presente né no próprio maranhando de ali do feminismo e eu poder sobreviver nesse ambiente ao qual a princípio a gente percebe que ela não se encontra muito feliz ela decidi escrever um livro e ela faz nem vem toda amigos imaginários andré e lorelai e ela cria diálogos e cartas com esses amigos né até ali a a representação de
um passado que ela é muito saudosa dele é no interior em que ela tinha uma vida mais coletiva brincava no quintal tinha acesso galinheiros enfim é mas o romance dela logo descoberto pelo irmão que para rebaixá-la distribuir esse texto a todos né e todo mundo lê todo mundo parece gostar muito do que ele escreve mas eles não têm a reação das pessoas é fazer sacanagem com a postura dela como que ela havia feito e ela fica extremamente desiludida ali com seus passos naquele mundo que parecia ser um espaço assim marginalizado e é você realmente a
gente tem a presença de uma outra personagem na história até uma pessoa da família com quem ela tem mais contato que é a tia tia brunilda né tia brunilda uma personagem chave para raquel se encontrar né perante perante a sociedade porque sempre miúda é o oposto de raquel ela na verdade representa tudo que raquel não quer ser então é então a imagem de tia brunilda já importante para raquel uma sentido que a parte tia nilda ela tá escolhe para si aquilo que ela não quer né eu não quero ser como tinha bonito oi brunilda ela
era uma tinha um pouco mais abastada de raquel porque havia se casado né melhor do que a mãe de raquel oi e o marido que se abriu trava tudo a ela tudo o que ela quisesse em termos materiais para manter lá em casa mas não poderia trabalhar né bom e isso é bonita também por isso né porque tem uma mulher assim sem afazeres enfim ter se adequado essa situação até para atestar o poder que tinha submarino uma comprava comprava sem parar e das coisas que ela comprar no pelourinho zoava dava para família eu doar para
família de raquel né e a família de raquel não tinha com ela uma relação de respeito assim de cordialidade né até de ir até de humilhação digamos assim para poder conseguir né continuar a receber esse na grade mas tudo que te avenida mandava nada sobre a vida raquel até que um dia inexplicável mente chega uma bolsa doada por tia brunilda que ninguém quis a bolsa amarela o que vai por esse motivo acabar nas mãos de raquel uma bolsa que ela vai amar adorar profundamente lá vai amar pela bolsa ter um defeito e ela considera que
ela também é defeituosa então a se vê na bolsa ela vai amar a bolsa pela cor né e na linguagem popular o amarelo significa desprezo mas na linguagem artística o amarelo e ele também representa a vitória superação né então a uma relação ali da cor também com o momento em que a raquel vi viu o continuar que alegria viver posteriormente e é essa bolsa ter um tipo de inconsciente assim da raquel né porque tudo que ela é almejava e que não era aceito socialmente ela esconde nessa bolsa né então aí ela esconde três grandes desejos
desejo de ser menino ou julgar que era mais fácil ser menino na sociedade autoritária em que ela vivia nós estamos falando de uma sociedade o final de ditadura né machismo presente constante ela queria ser grande porque ela também achava que a criança era mais realizada e não era ouvida e ela queria ser escritora o que também ela considerava que não daria certo porque ninguém estava querendo saber as coisas que ela pensava é mas como a imaginação dela é muito maior do que o que ela mesma os desejos talvez que ela tivesse ali explicitamente de esconder
a esses três vezes escondidos no seu mundo se personagens então nós temos ali mariana de personagens que estão criados pela imaginação de raquel os quais ela vai guardar na bolsa e ela ela ela é a primeira tem um galo né que é o galo eu queria impressionar a primeira personagem o galo gala fãs e esse galo ele fugiram do galinheiro porque nesse galinheiro ele for a determinado a ser galo tomador de contas de galinha ele não aceitaram as posição porque ele acreditava que trabalhar 20 de cuidar da própria vida tu foi para escola hoje na
bolsa amarela de raquel é onde ele vai falar mais do que ela é onde ele vai iniciar alguns discursos com ela e a partir desse discursos né que ela vai anunciar os próprios e esse galo que vai que vai ter uma voz dentro da consciência de raquel ghiandola até um destino que ela precisa né que é destino da construção da própria identidade eu tomava esse aí esse galo o afonso nós temos ainda algumas histórias paralelas que serão a de um outro galo o primo de afonso que teve a cabeça aberta e o cérebro costurado assim
que se tornasse um galo de briga né e o afonso vai discorrer sobre a trajetória desse galo que que de forma tão cruel foi torturado a ponto de perder né a sua própria noção de humanidade o sistema temos a educação também em todos os sentidos porque a gente fala de um país autoritário no período né e em que necessitava né principalmente as pessoas que na época tinham poder em mãos de vida e pentear de bom dia impedir que outras net assim quisessem almejar sem o próprio destino ea liberdade e ela também vai a por outros
personagens outras personagens da bolsa alfinete de criança também um guarda-chuva que é posto ali né a partir de uma situação de produção textual na escola a professora pedir a raquel que ela escrevesse um texto né o tempo que a professora dá para que esse texto escrito não é bastante então naquela consegue terminar a redação mostrando ali uma relação difícil também entre a escola que já segue modelos de educação permeados na ideia capitalista né sabe que a produtividade não tem definido a criatividade de raquel não se encaixa naquele período que a professora ele é vincula para
aluna mas a parte daquilo que a professora disse que essa redação que ela propõe posteriormente a raquel vem a criar o guarda-chuva que é um guarda-chuva e cheio de defeito há nada que não fala que não funciona e que representa a própria raquel né que naquela sociedade também sentissem funcionalidade mas não tem um lugar para ela ainda aquele mundo o bom é o romance vai se construindo nesse plano da imaginação e aí a gente tem hora a imaginação olha a realidade é o clima que da história todas se dá na realidade um episódio chamado almoço
em que todas as pessoas da família de raquel vão até a casa de tia brunilda para almoçar né e aquele aquele espaço ali é extremamente angustiante asfixiantes para raquel porque ela não não não não não entendi não aceita sala de tia brunilda do filho de tia brunilda a posição é humilhantes que a família assume e a maneira como tia brunilda a trata né e em determinado momento em que ela se sente muito abusada pelos filhos de tia vanilda ela que a vida inteira ficará calada é uma explode né ela ela explode e ela joga alí
para tia nilda tudo que estava amarrado é esse momento importante porque também é o momento que a própria bolsa amarela se loja né e no momento em que o alfinete de criança é estoura a bolsa e aí tudo aquilo que raquel vinha guardando acaba vindo à tona né mas esse vir à tona nesse verbalizar dela também é uma forma de ela entender melhor ia aceitar melhor a própria realidade mas para a partir disso poder é se reinventar nós temos ainda uma passagem na casa dos consertos o que é um retorno à personagem flor elaine né
a casa dos conceitos também é o episódio no campo da imaginação onde as coisas funcionam diferente o que funcionava uma realidade e as coisas funcionam de um jeito ali e raquel considera ideais a cara dos conceitos é um episódio tão importante que dá origem a um outro livro da literatura infantil a casa dos consertos de aloe buscar que diálogo né com como esse romance da ligia o que mostra a grande grandiosidade da lista uma altura que consegue criar uma amarelado de histórias e personagens que vão dá origem a outras olá pessoal espero que tenham gostado
e que sintam é não não vou narrar o finalzinho né para que você se sintam assim motivados aqui também ele é a obra e fazer as suas próprias interpretações obrigada