Bom dia, pessoal. Tudo bem? Começando o primeiro Morning Call de 2026.
Bom, antes de tudo, feliz ano novo para todo mundo que tá aí do outro lado. Feliz ano novo, Lorena. >> Feliz ano novo, Brunão.
Feliz ano novo, pessoal. >> Bom, galera, vamos aqui pro primeiro Micó 26. Muita movimentação, sem dúvida alguma vocês estão acompanhando eh por aí.
Ah, então vamos começar aqui colocando como é que os mercados estão tão abrindo lá fora, por favor, né? Eh, até alguém que já comentou aqui no YouTube, né, os mercados estão abrindo num tom bem positivo a despeito dessa eh dos eventos geopolíticos que aconteceram eh nos últimos dias. Todo mundo deve ter acompanhado, né, a questão da operação dos Estados Unidos na Venezuela e toda a a discussão acerca eh do regime político que vai ser instaurado agora na na Venezuela.
Mas de fato, o fato é os mercados hoje abrem do lado positivo. É sempre o futuro subindo 0,30. As bolsas na Europa muito próximo à estabilidade.
O overn bem positivo também. Minério de ferro tá lá nos seus 106 acima, o futuro né de ferro em Singapur acima de 106 ah a tonelada. Ah, o DXY ou eu vi mais cedo, não acompanhei agora agora a pouco, mas tava eh o dólar, né?
enfim, global tava valorizando um pouco 0,27 ali em torno de seus 98, 30. Ah, mas o MSA emergente tá subindo seus 1. 2% na na pré-abertura aqui do mercado.
O Brand ele chegou a cair 1%, agora tá operando próximo ali a estabilidade, que também é uma discussão que a gente já já vai trazer aqui. E o Bitcoin subindo 2%, enfim, acima ali quase 93. 000.
Bom, como a gente tava comentando aqui até antes de começar tal forma com a com a Lorena, né, a gente vai eh começar falando dessa discussão envolvendo Estados Unidos e e Venezuela. Como vocês de novo acompanharam, teve a operação ah americana, né, a retirada eh do Nicolas Maduro eh do território venezuelano e toda a Mas acho que a discussão aqui, ô Lu, acho que talvez um primeiro ponto aí uma dúvida e pessoal fique à vontade para enviar dúvidas. Ou seja, eh, uma discussão que eu que eu ouvi, né, e lendo foi sobre, eh, a forma, não, a questão jurídica, né, envolvendo a a atuação, né, porque como é que isso foi feito, tem muita discussão de soberania, enfim.
Mas o fato é que após o o governo americano ter eh colocado o o presidente venezuelano como uma uma questão governo narcotráfico, você abriu ali aparentemente uma brecha eh jurídica para você de fato realizar alguma atuação como essa. E aí você também, se puder já trazer um pouco das discussões desenvolvendo os alguns impactos geopolíticos, né? Ouro tá subindo bem, né?
uma percepção de eh risco geopolítico já vem acompanhando acompanhando 2025 inteiro. Eh, o petróleo no curto prazo talvez não seja tão impactante, mas longo prazo tem uma discussão, mas é, a gente vai aqui evoluindo. >> Perfeito.
Acho que esse é o ponto central, né? Porque o que a gente tá vendo, né? Inclusive, hoje, eh, o depoimento, primeiro depoimento do Maduro, vai ser recolhido ali no Tribunal Federal de Manhattan, porque o Maduro vai ser julgado em território americano, né?
Então, o Trump, ele conseguiu ali construir, de certa forma eh argumentos jurídicos que embasem a capacidade de fato da dessa discussão estar sobre a jurisdição da lei americana. Porque do ponto de vista internacional, uma intervenção em um outro país, sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, inclusive eh uma intervenção sem a aprovação do Congresso americano, isso poderia ser juridicamente questionado e de fato, provavelmente vai ser, tá? Inclusive, os democratas já colocaram isso na pauta lá nos Estados Unidos, mas essas acusações de narc de narcoterrorismo, de eh facilitação ali do do do contrabando de armas, tudo isso coloca de fato eh o Maduro ali nessa situação.
Eh, o que eu acho que é importante a gente mencionar também é que a a os interesses ali no petróleo venezuelano é um ponto relevantíssimo pros Estados Unidos. E ele tá evocando ali quase que uma reparação histórica em função de todo o processo de nacionalização das petroleiras eh venezuelanas, que antes tinham ali muitas empresas americanas que operavam o petróleo venezuelano e ali, a partir da década de 70 isso passou a ser nacionalizado e o Trump tá colocando que essa intervenção foi um processo de reparação histórica em relação a isso. Então essa questão do petróleo é também muito importante e além disso, né, e talvez é o o mais sensível nesse momento, é como fica o governo de fato da Venezuela.
Porque sem o seu presidente, o que a gente tem no momento, né, a presidência interina ocupada pela Delc Rodrigues, que ela traz ali uma certa eh quase que uma ponte de diálogo com o próprio Trump. Apesar dela ser a ví do Maduro, ela ser desse grupo mais chavista, ela já encaminhou uma carta pro Trump na no dia de ontem falando sobre uma agenda de colaboração, né, para tentar ali ainda manter algum grau de ordem e soberania por parte dos Estados Unidos, mesmo eventualmente com alguma concessão. E muito provavelmente essa concessão vai ser nesse campo do petróleo, que é o ponto de interesse principal americano ali no país.
Então, o desenrolar disso e, principalmente a reação dos militares venezuelanos, dos vizinhos, isso vai ser muito importante. e obviamente, né, continuar acompanhando essas falas do Trump, justamente porque ele também já colocou no final de semana é quase que um alerta ali pra Colômbia, para outros países que têm regimes que são contrários ao Trump e que agora ficam em alerta máxima, uma vez que a gente teve esse processo de fato de uma intervenção e retirada de um presidente em exercício, por mais que eh com eleições fraudadas, que foi o caso ali da Venezuela, um reconhecido ditador, mas que de qualquer forma foi um ato sem precedentes recentes nessa história eh da diplomacia e das relações internacionais na América Latina. Então, acho que esses próximos passos, essas reações, não só do Trump, mas da Venezuela e dos outros países, como que a gente vai coordenar essa resposta até institucional mesmo eh da dos órgãos multilaterais a esse tipo de atuação do Trump?
vai ser muito importante. >> E muita gente perguntou, né, aliás, até o Francisco, enfim, alguém que perguntou sobre foi o Francisco, né, sobre preço devido eh essa prisão, né, do do então presidente venezuelano na questão de petróleo. Eh, aí tem um ponto, pessoal, que vocês devem também ter lido e eh enfim, escutado muita coisa no ao longo dos últimos dias, né?
A Venezuela tem uma reserva, se não tô enganado, de 300 milhões de barris, mas de petróleo, eh, petróleo bruto, que ele precisa ser refinado para se tornar eh comercializável. Eh, não é um petróleo leve. Eh, dito isso, eh você tem uma uma algum alguns pontos de interrogação ainda eh que são relacionados ao qual preço de petróleo você precisa no mercado internacional para tornar de fato eh lucrativa a exploração dessas reservas.
qual o tamanho do capex necessário que você deveria fazer para, enfim, eh, tornar lucrativo, né? Ou seja, qual é o teu custo marginal de exploração para um parque industrial eh de petróleo na Venezuela, que tá realmente muito degradada em estrutura, ao longo dos últimos 11 anos, a Venezuela 2014 exportava, produzia 2. 4 milhões de barris, recentemente estava produzindo alguma coisa próxima a 800, acho que 900.
000 barris, alguma coisa por aí. Eh, então, e houve realmente uma ausência de investimento eh nesse parque de exploração de petróleo nesses últimos, enfim, 15 anos, eh, sem muita muito medo aqui de de errar, eh que traz alguns pontos de interrogação e em relação a isso. Bom, então no curto prazo, o impacto de fato no petróleo, ele se torna um pouco mais eh um pouco mais duvidoso.
Também tem essa questão do risco geopolítico, né, que como a gente falou aqui anteriormente já tá impactando o ouro, né, o ouro tava subindo próximo ali seus 2%, talvez seja o ativo eh que vai responder de forma mais nítida a todo esse cenário. Agora, como a Lorena trouxe, né, eh o que que pode ser, né, eventualmente um um risco geopolítico no governo eh Colômbia. E aí tem uma discussão também posicionamento da China, de Taiwan, que aparentemente pelo que tá eh pelo menos nas primeiras horas aqui, é China versus Taiwan, enfim, Rússia também, mas que aparentemente eh tá sobre, vamos colocar, né, tá todo mundo aguardando o posicionamento.
Tem também a conferência da tem, vai ser vai ser hoje na na ONU, na ONU, então tem também hoje >> eh todo o posicionamento dessas nações, eh, na ONU, >> conselho de segurança, >> conselho de segurança também vai ser importante monitorar isso de perto. Agora, no longo prazo, de fato, se você a ser monitorado, se você de fato consegue e tornar esse processo de exploração e lucrativo com os números na mesa, você pode ter realmente o impacto no médio e longo prazo no mercado de de petróleo. Então, eh de novo, o curto prazo é um pouco duvidoso.
o mercado já vinha passando eh no momento de sobreoferta, eh mas o impacto de fato de longo prazo, a depender de todas essas questões que a gente comentou aqui, de fato da matemática, né, do processo de exploração, ele realmente ele pode ser um viés eh para baixo eh de preços de petróleo. Lorena, seguindo aqui adiante ainda na G internacional, a gente passar para Brasil, porque antes do do ano novo sairam alguns dados importantes aqui pra economia brasileira, né? Mas essa semana, pessoal, lá fora, a gente tem na quarta-feira, né, o relatório de emprego setor privado, o ADP referente a dezembro, tem um relatório JS referente a novembro e na sexta-feira a gente tem o payroll dos Estados Unidos, tudo nesta primeira semana de de janeiro.
E hoje a gente tem o ISM, que é o o índice de atividade industrial referente a dezembro da economia americana. Eh, esse número ele decepcionou em novembro, né? Ficou ali em 48.
2. Lembrando, leitura abaixo de 50 é retração da economia, contração acima de 50 é expansão. Então, o mercado espera que esse CSM eh de hoje de manufatura, ele apresente uma leve recuperação, voltando ali para 48.
4. Mas o cenário base aqui, acho que na economia americana, olhando pelo menos os dados macro, né, Lu? Não sei qual a tua visão, ainda é realmente de um Fed em compasso de espera e uma eventual retomada de queda de juros somente a partir ali de do após eh o novo presidente, né, começar começar a atuar, correto?
>> Exato. Perfeito. Tô até abrindo aqui aquelas eh precificações paraas reuniões do Fed, né, do CMI Group.
E a gente percebe que a gente tá hoje com 82% aproximadamente de probabilidade de manutenção para a próxima reunião de janeiro. Então a gente já tem quase que um consenso ali de que esse período de pausa deve continuar pelo menos ali algumas reuniões. Se a gente olha um mês atrás, isso tava em 60, 65%, era menos consensual eh esse processo de aguardar entender um pouco melhor os dados.
Lembrando, né, que a gente, os últimos dados que a gente teve foram aqueles que estavam muito contaminados pelo shutdown, então eles não trouxeram ali muitas muita clareza sobre os efeitos da política monetária sobre de fato a economia real dos Estados Unidos. E aí a gente vai acompanhando eh esses próximos eh esses próximos dados do payroll, do JS e mercado de trabalho lá é um ponto muito sensível e também obviamente os dados de inflação, né? Então, acho que são esses dois conjuntos de dados que o Fed tá acompanhando aqui na lupa para tentar entender para onde vai essa política monetária.
>> Bom, Lorena, ah, só um ponto importante também, eh, a gente, eu comentei que isso petróleo, mas eu acabei passando rápido. Ontem teve reunião da OPEP, né, e ela manteve, a OPEP manteve a produção de petróleo inalterada, só que eu acho que vale um ponto importante. Isso aqui não impede ao PEP de chamar reunião extraordinária a depender dos próximos eventos e trazer eh alguma coisa nova para pra mesa.
Então, acho que essa essa reunião já tava meio de certa forma telegrafada, que seria eh uma reunião onde a o PEP decidiria por uma uma eh um seria um não evento, né? Teria uma produção inalterada, mas de fato com o desenrolar eh dessa discussão, dessas discussões geopolíticas, não é? possível descartar uma reunião extraordinária, alguma questão envolvendo esse aspecto.
Isso já aconteceu inclusive eh no passado. Loriana, vamos para Brasil. >> Vamos.
Eu só queria antes responder uma pergunta aqui do Alessandro no chat que eu achei interessante, né, que ele pergunta como é que fica a Europa nessa história. Bom ponto, >> né? Porque a gente viu, eh, acho que a gente pode separar aqui os as respostas dos países a essa captura do Maduro em talvez três grupos, né?
Um, a os aliados de primeira ordem do Trump, então o próprio Milei, outros outros países que são muito próximos do governo Trump, os inimigos históricos, então a própria Rússia, China vão condenar esse tipo de atuação, mesmo sendo de certa forma até quase que uma hipocrisia, né, a Rússia falar contra a intervenção em outros países. E a gente tem a Europa, acho que no meio, nesse meio do caminho, com um certo receio desse tipo de atuação sob soberania de outros países, eh, por parte do Trump, que demonstra de fato que para ele força bruta é superior às instituições, é superior a toda a norma internacional que a gente vivia até, enfim, pouco tempo atrás, poucas décadas atrás. Então, as respostas que a gente viu, principalmente das lideranças dos países europeus, são muito mais quase que protocolares, sem criticar muito, mas também não apoiando esse tipo de atuação, mas nesse momento de tensão para de fato entender para onde é que vai, né?
Então, acho que a Europa se coloca um pouco eh em com receio desse tipo de expansão ou de legitimação desse tipo de atuação de que o mais forte pode fazer qualquer coisa. Então acho que essa é uma questão importante dessa reação europeia. >> É, tem uma tem sempre uma discussão que fica eh do precedente que você abre quando realiza movimentos como esse, né?
À luz do direito internacional, >> de uma nova ordem que vai se um novo equilíbrio que se coloca a partir do momento em que se rompe, né, esse tipo de ordem internacional. que a gente aqui pensando, né, aqui pessoal pro mundo do investimento significa, de novo, sendo redundante, percepção, né, é incerteza, risco e obviamente esse risco classificado como como geopolítico. Tava até olhando agora de que de novo, né, o ouro tá subindo 2,5.
Eh, e perguntaram que também do 10 anos, Estados Unidos tá 4 e 17, tá? Foi, foi a Denise aqui que perguntou. Então, eh, de fato, o mercado, pelo menos hoje, né, neste momento, o impacto, eh, relativamente eh, entre aspas, aqui, eh, OK, eh, considerando todos os eventos riscos, todos os eventos que a gente tá eh tá vendo aqui de novo.
Muita coisa ainda para acontecer, a gente tem que monitorar, mas pelo menos é a foto de hoje. E aí eu queria só agora então passar para Brasil, porque antes do final do ano a gente teve uma eh teve Cajed aqui no Brasil e PENAD e hoje teve teve focos, né? >> Penado.
Perfeito. Vou acho que começar pelos dados de emprego, né? Porque eles de fato vieram muito fortes, né?
a taxa de desemprego no Brasil, que a gente esperava que tivesse até algum ajuste, mostrasse algum eh enfraquecimento desse mercado de trabalho. Isso não veio. A gente renovou mínimas históricas de desemprego com 5.
2% sem ajuste sazonal, o que é algo bastante eh preocupante do ponto de vista da condução da política monetária. Tanto que a gente já viu na semana passada um certo reprficação desses cortos de juros pra reunião agora de janeiro, né? a gente se imaginava, né, há talvez um mês atrás que a gente pudesse ter esse corte de 0,25 na reunião de janeiro.
Se eu não me engano, na sexta-feira, essa precificação já tava muito mais próximo de 08 de 8 bips, né? Ou seja, quase nada de corte em função desse mercado de trabalho muito resiliente, né? não só na taxa de desemprego, mas na criação de novos postos de trabalho.
Então, esse mercado de trabalho forte, dificulta o trabalho do Banco Central e demonstra, né, que a gente ainda tem ali dificuldades nesse início de ciclo de corte de juros. Então, acho que a gente tá olhando agora muito mais para março do que de fato para janeiro. E a pergunta que fica se começa com 25, se começa com 50 e qual que vai ser o orçamento total desse ciclo de política monetária pro ano de eleição, que é algo extremamente importante, né?
Óbvio que qualquer movimento de juros agora não tem pelo horizonte de transmissão da política monetária não tem impacto antes da eleição, né? Então, acho que não, a gente não tá falando aqui sobre movimentos que ajudem ou prejudiquem eh o governo nesse momento, mas quando a gente olha pro mercado, pra economia, pras empresas, um juro de 15% é bastante restritivo e dificulta muito a vida do empresariado que quer rolar sua dívida, que quer investir ou que eventualmente precise ali pegar esse dinheiro emprestado. Então, acho que esse acompanhamento desses dados de mercado de trabalho, a gente já até reforçou isso aqui algumas vezes, né, que eh o Banco Central tava olhando muito mais pro trabalho de fato do que ali pros dados de inflação, porque a gente tem essa transmissão via consumo muito forte quando a gente tá com o mercado de trabalho super aquecido, né?
Então esse é um ponto aí importante. A gente veio, a gente olhando aqui pro paraas expectativas do Focus que saiu agora, sem grandes alterações, só com o destaque, né, que agora a gente passa a ter 2028 ali no nosso horizonte de acompanhamento das políticas da política monetária, né, desses indicadores macroeconômicos e olhar principalmente quando sair ali na sexta-feira o IPCA também esses impactos, entender eh a composição desse dessa inflação, ela é mais importante do que de fato de fato o headline ali, o número principal que sair, né? Então também mais um instrumento, mais um dado importante pra gente continuar acompanhando aqui no no Brasil.
>> Bom, inclusive o Francisco tinha perguntado, né, sobre essa probabilidade de eh do COPOM ou não reduzir juros ah em 25. Imagino que ele tenha perguntado aqui já já de janeiro, então já está aí respondido. Perguntaram aqui sobre eh se Petrobras pode sofrer, né, por toda essa discussão.
Ah, sem dúvida alguma, essas empresas eh acho que tem um tem uma discussão aqui, a as empresas eh que prestam serviço pro setor de petróleo lá fora, né? Eh, essas empresas estão sendo, a princípio, né, pelo que eu tava tava lendo ali ao longo dos últimos dias, nas primeiras discussões, seriam percebidas como as vencedoras relativas nesse aspecto envolvendo a o evento geopolítico na na Venezuela, né, dado que você precisa realizar muito investimento, muito capex para você tornar esse parque novamente produtivo, então você teria uns vencedores relativos que seriam essas empresas prestadoras de serviço de petróleo, Hally Burton, enfim, como por exemplo, você teria também a discussão e das empresas que realizam o refino desse petróleo ali no no Golfo do México, né? Valero, por exemplo, é é um exemplo nesse ponto que também poderiam ser vencedores relativos, dado que os Estados Unidos hoje ele utiliza esse petróleo bruto, refina e e vende com, né, e vende o o ativo, o produto final com prêmio, inclusive.
Eh, então assim, também estariam sendo vistas como os vencedores relativos. Agora, de novo, num longo prazo, que é, como eu tava comentando aqui, é um ponto de interrogação, globalmente falando, as empresas são produtoras de de oil, eh aquelas que tm um custo de exploração menor deveriam ser menos impactadas, mesmo num cenário é de preços de petróleo menores ao longo do tempo, à luz, de novo, do que seria o potencial de produção da da Venezuela. Então assim, acho que Petrobras, pelo menos olhando esse curtíssimo prazo, fica eh fica um pouco um pouco de lado, né?
Assim como todas as outras, né? você fica com esse ponto de interrogação, ah, pelo menos nesse curto, curtíssimo prazo, para entender como é que essas peças aqui vão se equilibrar eh no tabuleiro. Bom, e do lado corporativo, pessoal, eh a gente não comentou, mas na semana passada, né, teve um pequeno evento ali, eh, envolvendo o setor de frigorífico, né, a China comunicou uma nova política eh de tarifas e cotas de importação de cardiovina.
O setor sofreu eh bastante, né? As ações caíram ali entre 5 e 6% na última na última sexta-feira. Na nossa opinião, existem alguns algumas formas eh de fato do setor ele acabar eh compensando esse esse regime de cotas.
Eh, mas de sem dúvida alguma, né, o primeiro impacto e a primeira discussão acaba sendo eh um evento um pouco mais eh negativo. Mais algum ponto, Lorena? Queria só falar rapidamente sobre a questão fiscal, né, que a gente tá em período de recesso parlamentar desde ali do dia 20 eh 2 de dezembro.
O Congresso volta aos trabalhos no dia 2 de fevereiro, mas a gente teve nesse finalzinho do ano, na reta final, ali muitas aprovações importantes e alguns vetos relevantes, tá? Então, queria só mencionar que o governo conseguiu recomporçamento de 2026 com aprovação do PLP 128. Então, a gente tem ali aproximadamente R$ 22 bilhões deais que vão eh fazer ali parte desse orçamento, dessas receitas para esse ano de 2026, que era uma dúvida que a gente tinha muito grande se o governo ia conseguir essa aprovação no Congresso ali na reta final.
não conseguiu não só isso, mas a aprovação do orçamento. E o Lula já vetou alguns pontos da LDO, mas talvez mais importante, né, do que esse o o que ele vetou, é importante destacar o que ele manteve do texto original ali do Congresso na LDO. Lembrando que a LDO é a lei de diretrizes orçamentáries e o Lula manteve eh o cronograma de execução das emendas parlamentares.
Esse é um ponto super crítico. É algo que já tinha sido tentado de colocar no orçamento eh em outros em outros anos. Sempre o Lula vetava, sempre o governo vetava.
E com essa sanção, o governo estabeleceu ou o Congresso, junto agora com a anuência do executivo, estabeleceu um calendário que 65% das emendas parlamentares precisam ser executadas no primeiro semestre do ano. Isso é um poder de fogo extremamente relevante para os parlamentares, especialmente no ano eleitoral, que você já tem alguma limitação de execução orçamentária eh no período pré-eleição. Então isso força, né, de fato, esses investimentos, esses recursos a serem liberados no primeiro semestre, fazendo com que o poder de barganha do executivo diminua em relação ao Congresso.
Essa foi uma sanção, é um trecho extremamente importante que o governo então sancionou, ele não vetou, ele sancionou, que tava na LDO, mas ainda falta a sanção da LOA, que é o orçamento de fato. E aí o prazo para isso é dia 14 de janeiro. Então, até 14 de janeiro, a gente deve ter então esse autógrafo ali do Lula, eh, sancionando ou vetando alguns trechos.
E aqui o que a gente vai prestar bastante atenção é justamente no valor das emendas parlamentares, porque isso teve um aumento colocado pelo Congresso de cerca de R$ 11 bilhõesais. Então, com um cronograma já de execução aprovado, se o governo não sanciona esse aumento de quase 12 bilhões deais nas emendas, é, acho que é uma sinalização ali de fato que o Congresso tá muito forte e que tem ali um certo acordo entre executivo e o Congresso para que as coisas sejam aprovadas, né? Então, acho que é uma, nesse período de recesso parlamentar, as decisões de fato do executivo, sanção e veto ganham protagonismo porque é o único órgão ali que a gente tá trabalhando efetivamente, né?
Então, acho que é esse o headsup aí pros próximos dias, no momento em que a gente tiver essa sanção, o que que vai ser sancionado e o que vai ser vetado. E aí foco especial nas emendas parlamentares que totalizam R 62 bilhões deais para 2026. Então assim, é um recurso muito importante para deputados, para senadores, especialmente em um ano de eleição geral, em que não só a gente tem eleição para presidente, mas para todos os governadores, para 2/3 do Senado, para todos os deputados.
Então essa liberação de recursos, não só antecipada, mas num volume maior, é muito relevante para um processo de busca de reeleição de determinados candidatos, né? Então acho que esse é o headsup aí que a gente queria destacar. >> Obrigado, Luan.
Pessoal, obrigado mais uma vez a todos vocês aqui também pelo tempo estarem aqui conosco. Segunda-feira, primeiro morning call de 2026. Mais uma vez feliz ano novo para todos vocês.
Muito sucesso para quem nos acompanha aqui pela manhã. Um abraço para todo mundo e até amanhã, até o próximo Morning Call. Valeu.
>> Tchau. Tchau, pessoal.