como receber agora Ana Paula Gun Jorge é assim que se pronuncia seu sobrenome tá correto Gun jovem é deixa eu apresentar para vocês aqui Ana Paula ela é psiquiatra Mestre Doutor em saúde pública pela Escola Nacional de saúde pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz Presidente da Associação Brasileira de saúde mental abrasme e coordenadora do laboratório de estudos e pesquisas de saúde mental e atenção psicossocial lápis da escola nacional de saúde pública Sérgio Arouca Fiocruz e muitas outras atribuições que eu vou colocar aqui no rodapé na legenda para vocês acompanharem aqui e saberem direitinho da
nossa convidada de honra agradeço muito sua presença aqui Querida Ana Paula vamos falar dentre outras coisas do desse momento importante que é o sexto Fórum de direitos humanos e saúde mental que vai ser realizado no dia 7 de Setembro justamente nessa data Festiva brasileira que a gente tava comentando aqui florestan eu queria primeiro te saudar e pedir para você falar um pouquinho né um preâmbulo desse fórum para a gente depois dobrando os temas seja bem-vindo aqui dentro Ana Paula o Jorge muito obrigado Gustavo prazer tá aqui com vocês boa tarde a todos e todos então
a gente não é à toa que é nesse feriado do 7 de Setembro como bem tava falando florestan nós precisamos resgatar as nossas as nossas formas né de luta pela democracia pela participação pela Participação Popular eu acho que esse momento de resgate realmente né um resgate da Democracia que ficou tão ameaçada Nos últimos quatro anos principalmente é um momento ímpar para que nós possamos Celebrar Celebrar o momento e também reunir forças experiências discussões o sexto Fórum de direitos humanos e Saúde Mental é uma organização da Associação Brasileira de Saúde Mental é um dos seus eventos
principais a gente faz nos anos pares dos congressos fóruns e o fórum ele tem como característica né ou transversalizar todas as discussões né as agendas que faltam a questão da Saúde Mental como um todo né então a gente fala de uma perspectiva da reforma psiquiátrica esse é o nosso lugar de fala como a Associação Brasileira de saúde mental se constitui em 2007 e na ideia desse cuidado em liberdade que é para Além de pensar os serviços os espaços de cuidado que são fundamentais né como escapes como as residências terapêuticas e as diversas os diversos componentes
das redes de atenção psicossocial a gente entende que essa agenda ela transversaliza uma agenda macro também com as questões que faltadas nas questões identitárias Nas questões econômicas na discussão voltada a gente poder estar refletindo né sobre processos Democráticos já que nós entendemos que a reforma psiquiátrica ela apenas pode se dar nos Marcos dos Direitos Humanos da Democracia Então esse fórum ele é um Fórum da discussão política de pensar essas agendas como as discussões de políticas públicas Então a gente tem presenças muito importantes é do cenário Nacional não apenas do campo específico da Saúde Mental mas
todas essas conversas que entremeio né a construção e a luta por uma sociedade sem manicômios e foram cuidar da Liberdade o Brasil é referência na luta anti manicomial né no mundo todo e a gente sabe que o Brasil sofreu recursos nesse nesse campo com a atribuição a tribulação política que a gente passou retrocessos né eu queria que você falasse um pouquinho para a gente como é que tá essa questão da reforma psiquiátrica no Brasil em que pack está se ela foi interrompida a gente sabe que a comunidade de Saúde Mental é muito combativa politicamente no
Brasil e o que que por exemplo o fórum vai trazer com relação a isso quer dizer vocês vão vocês vão passar os retrocessos que o Brasil teve nessa área também também estava a gente precisa ter uma análise do contexto da conjuntura né para para poder reverberar esse esse lugar que estamos atualmente mas ao mesmo tempo a ideia é que seja um espaço propositivo de construção de políticas e de formas de fazer política nós é como referências né o Brasil como referência no Cuidado em Saúde Mental e liberdade a partir de avaliações da Organização Mundial de
Saúde da própria ONU nós crescemos muito numa numa busca de um cuidado comunitário e detrimento daquela daquela lógica hospitalocêntrica que regia até os 80 o nosso cuidado de saúde mental no entanto nesses últimos anos o que nós observamos foi uma tentativa que para além do campo da Saúde Mental a gente fala é de uma contra-reforma não né só de um retrocesso porque era a tentativa de afirmar um outro modelo de estado e esse modelo de estado mínimo ele é incompatível com com o cuidado em Saúde Mental que permeia né a inclusão social que permeia a
proteção desse sujeitos com transferências de renda como necessário com todo um aporte do estado no sentido da construção de políticas que que garantam né a inclusão dessas pessoas Então nesse processo dos últimos anos nós tivemos a desidratação das políticas sociais nós tivemos as violações do cuidado né no sentido do desinvestimento público generalizado e um investimento em lugares que retomam a lógica elocêntrica como as comunidade terapêuticas acredito que hoje a questão das políticas de drogas o grande nó O Grande Desafio do governo Lula aonde nós do movimento anti manicomial precisamos estar afirmando esse lugar né se
a gente fala em cuidados asilar a gente fala em espaços autoritários e não Democráticos que é exatamente a proposta é de combate né a essa a essa deterioração da Democracia dos últimos anos então hoje o movimento anti manicomial ele vai vem buscar essa esse Resgate né nesse espaço de protagonismo de protagonismo dos movimentos sociais das entidades e prioritariamente no nosso campo dos usuários o que que acontece nesse nesse momento né nesse momento nós estamos nós entendemos o campo da Saúde Mental como um campo em disputa né Nós temos um governo de coalizão Aonde esse governo
temos uma parte que representa pessoas que representa um campo ainda ligado ao conservadorismo né E aí a gente vê recentes o departamento de comunidades terapêuticas que agora mudou de nome mas continua abrindo vagas para essas comunidades ou seja um investimento público em dispositivos que caminham na contramão daquilo que nós vimos construindo e daquilo que é preconizado como um cuidado de qualidade e a liberdade né então ao mesmo tempo que nós temos esse espaço nós temos a criação a riqueza da criação de uma diversidade de novos coletivos de novos espaços de luta de movimento Nacional de
usuários que organiza as suas conferências Livres nós estamos tendo garantida a quinta conferência de saúde mental pelo governo e os avanços que vem sendo apontados pelo departamento também recém-criado departamento de saúde mental que é um upgrade daquilo que era uma coordenação né que é uma estrutura mais enxuta dentro do ministério Então esse é um campo em disputa hoje a gente está nesse lugar de nos conselhos abras-me e outros movimentos né nessa nessa luta mais Ampla mas essa questão que eu apontei no início que é a discussão da política sobre drogas não apenas do dispositivos de
cuidado acredito que esse é vai ser a grande disputa pelo menos nesse nesse início de governo Lula Olha que Fantástico me lembrei aqui da nisia Trindade né que que deve tá integrada com esse e com esse processo todo que você descreveu aqui e também o fato de que é um processo em disputa mas que os setores Democráticos estavam perdendo né há pouco tempo atrás agora já Estamos ganhando como é que tá essa situação e eu queria que você falasse também um pouquinho para gente sobre as comunidades terapêuticas eu recebi não faz muito tempo Paulo Amarante
que vai estar junto de vocês ali no sexto fórum vou recebê-lo de novo hoje mais tarde para um outro papo ele tinha me falado muito desse problema das Comunidades terapêuticas né como é que tá isso hoje que elas proliferam muito acho que a partir do golpe a partir do governo temer do usurpador temer e depois com o desleixo né habitual do governo bolsonaro Eu queria um balanço teu sobre essa dimensão então primeiro saudar né você fala o professor Paulo Amarante nosso presidente de honra da Associação Brasileira de saúde mental um dos fundadores do movimento da
reforma psiquiátrica e um grande guerreiro ainda hoje né atuante fortemente após 40 anos de reforma psiquiátrica mas é um pouco disso que você tá dizendo sabe é Gustavo quando a gente vai pensar bom Estamos ganhando ou não né como é que tá esse campo eu acho que tem não é uma resposta simples né o processo é complexo e a resposta é complexa e complexa no sentido que foi uma imensa Conquista hoje a gente ter um ministério da saúde com a professora Nísia Trindade a professora Nilza Trindade que foi a guerrida durante a pandemia que tem
uma história prévia né de Defesa do cuidado e liberdade da reforma psiquiátrica como psicóloga e que coloca que compõem o seu ministério né com as secretarias especializadas com pessoas Chaves muito importantes Então nós vamos ter alguns Batista na saúde da população negra a gente vai ter um indígena na especializada de saúde indígena e ao mesmo tempo no ministério foi criado o ministério indígena isso é um avanço extremamente importante quando a gente pensa das lutas das lutas a favor das populações vulnerabilizadas ao mesmo tempo né Essa discussão das Comunidades terapêuticas é um nó dentro do governo
hoje nós temos se por um lado um investimento né uma proposta de investimento nas redes de atenção psicossocial defendida pelo Ministério da Saúde esse mesmo Ministério ainda não conseguiu trazer para si a discussão da política sobre drogas no sentido do cuidado como né é um vira um Frankenstein quando se pensa bom a gente vai pensar o cuidado da Saúde existem estruturas que são uma estrutura meio-amorfa que estão lá cadastrada como lugares de promoção de proteção mas ao mesmo tempo e aí eu não tô falando só das violações que a gente recebe como denúncias tô falando
como a estrutura como uma lógica de cuidado né Para Além das violações existe uma lógica não é só cuidar humanizar para ficar bonita né então nós temos uma estruturas que estão fora do Ministério da Saúde que recebe um financiamento de outro local cujo o Conselho Nacional de assistência social não reconhece como dispositivo da assistência como os conselho dos Direitos Humanos questiona o Conselho Nacional de saúde questiona essas estruturas enquanto financiamento público é disso que a gente está falando né o financiamento público em detrimento do financiamento de leite em hospitais Gerais de residências possam acolher de
unidades de acolhimento que possam acolher essas pessoas porque já existem esses dispositivos Então se pergunta por qual motivo se nós temos uma rede uma rápido dentro da saúde que pode acolher essas pessoas é políticas intersetoriais já estabelecidas de longa data é porque investir nesses lugares que tem uma função muito curiosa se a gente pensar Quem são os grandes apoiadores no âmbito do âmbito nacional destas estruturas né A gente vai ver os deputados né A gente vai ver determinados determinados atores do governo federal que também estão apoiando isso é isso nos deixa eu acho que a
gente tem que questionar né assim qual é a posição desse governo em relação ao cuidado em liberdade e aí a gente está falando é também dessas comunidades terapêuticas enquanto um dispositivo de asilamento um dispositivo que já se questiona em relação às violações de direitos um dispositivo que não tem instrumento de fiscalização que não tem uma regulamentação que uma grande parte não tem sequer Profissionais de Saúde que são exigidos estarem ali presentes entende Então nesse lugar a gente perde a gente perde enquanto setores Democráticos Porque existe uma demanda né das populações por esse formato de asilamento
como você falou de isolamento pelos interiores do Brasil enfim pela grandes centros também como é que dentro deixa eu entrar um pouco no campo da educação se você me permitir é matérias recentes na tv sobre alunos autistas e ou com outras questões de saúde mental que não tem direito de ficar na mesma sala de alunos de uma sala aspas normal de ensino médio de Ensino Fundamental esse esse tema também passa a reflexão de vocês o direito de por exemplo dos alunos autistas de terem é porque parece que a legislação em São Paulo por exemplo existe
que tem uma profissional para lidar com os alunos durante as aulas e mas que a Secretaria de Educação de São Paulo nunca disponibilizou isso E aí as professoras e as coordenadoras e diretoras são a recusar alunos autistas e de outras ordens nas salas de aula como é que vocês enquadram essa discussão essa nessa é na desconstrução de estigmas a gente pensa na reforma psiquiátrica quando a gente fala do Cuidado em liberdade não é apenas não internar essas pessoas terem direito à cidade E aí nesses diversos diversos sub áreas que aborda a saúde mental e a
gente pode pensar se a gente pensar por diagnóstico né As crianças que têm necessidades específicas como a questão dos autistas a gente vai pensar os usuários de álcool e Outras Drogas e a gente vai pensar a clientela da Saúde Mental é sucesso né os loucos como se dizia antigamente Então tudo isso passa por uma desconstrução de um Imaginário social sobre essas crianças né no caso dos autistas a lei que garante né uma mediação para participação dessas crianças na sala de aula Ela não é recente ela tem quase uma década que tem se garantido O problema
é que não se consegue investimento a gente sabe que não basta ter uma lei mas é preciso que se ilude pela garantia da implementação dessa lei e do investimento né da qualificação dos professores para receber uma clientela que tem uma necessidade especial então não basta pegar uma criança colocar na sala de aula é que tem demandas específicas e aquela criança numa sala de aula que tem mais 40 então precisa de uma de um planejamento que é um planejamento amplo mas essas as crianças autistas e as Crianças com outras necessidades específicas né singulares digamos assim elas
precisam ter Garantido e isso através da qualificação e de investimento muitas vezes em pessoas que são mediadoras então isso esse lugar esse medo que permeia sociedade esse também é uma é uma das dimensões de atuação dos militantes anti manicomiais para você ter uma ideia Gustavo aqui eu sou de Niterói aqui em Niterói um vereador que chegou a colocar lá com o projeto de lei que não quer que se Construa um Capes próximo a uma escola um Capes que ficava a 50 metros ficava 50 vai ficar um pouco mais próximo 100 metros uma coisa assim vai
ficar um pouco mais próximo e agora ele tá justificando que para garantir a segurança dessas das Crianças esse Caps não pode ser construído ao lado da escola como um vereador que tem um mandato de garantia dos direitos consegue num projeto de lei violar tantos Direitos Humanos isso é um total absurdo e agora a gente como abraço e vai solicitar um posicionamento do presidente da Câmara porque essa é uma postura da Prefeitura de fazer a construção de um novo Caps melhor mas com mais qualidade para essas pessoas é ao mesmo tempo vem um vereador que é
eleito para defender o povo para realmente violar o direito dele dizendo Olha só esse Caps não pode funcionar Então essas discussões é um cotidiano se a gente volta para as escolas isso não é de hoje a minha formação é Inicial é infância e adolescência então a gente vivencia a quase 30 anos essa discussão em que muitas vezes você coloca uma criança que tem demandas singulares numa sala de aula e a primeira disputa a ser vencida é as outras as outras famílias a criança não tem preconceito né mas essas famílias aí a gente tem que discutir
que essa pessoa é uma pessoa como uma criança que ela possui em casa e que tem necessidades específicas e ponto Mas isso é o cotidiano que fala que a nossa é a nossa luta ela é para além de uma luta pelos serviços é a disputa do Imaginário dessa sociedade a discussão é desconstrução de estigmas que piorou muito né Gustavo Nos últimos quatro anos pois fake News com histórias de entidades inclusive o importante Infelizmente o meu conselho é parte né que sai por aí com a associação de psiquiatria dizendo para as pessoas assim os mais os
maiores Absurdos preconceituosos violadores de direitos então foram de Niterói do vereador é puro preconceito eles têm Pânico né dessas da Caps né Essa esses como é que é a sigla mesmo Centro de Apoio vamos falar eu quero falar também da questão da medicalização com você da questão da religião antes eu vou para o bate-papo aqui porque estamos ao vivo vocês podem participar perguntar para Ana Paula e comentar como a Elisângela tá fazendo aqui igrejas passam a mão no dinheiro Suado do povo e montam centro de estrutura psicológico e física para usar de drogas com pretexto
de tirar o capítulo do corpo porque isso aqui tá até um pouco assim informal aqui essa mensagem mas ela é muito séria né Essa questão da também do da rotulagem que se faz Ralf de Souza Filho apoia ao criminalização os traficantes dizendo industriais farmacêuticos de Antônio dagna Costa sem estrutura equipe multidisciplinar trabalho não remunerado e ainda as famílias Têm que pagar um salário né no centros Como é que se diz comunidade terapêuticas né Ricardo pattini Isso é uma máfia as comunidades terapêuticas privadas é tudo dreno de dinheiro para bandidos travestidos de pseudo profissionais e com
estética religiosa tudo bandido interior de São Paulo é cheio Ilana Damasceno cara ministro da saúde Nísia tira o nosso dinheiro público dessas falsas comunidades terapêuticas religiosa já mas o ministério da fazenda do Ministério da Saúde me coloca dinheiro são as prefeituras né as prefeituras que colocam a prefeitura algumas prefeituras mas existe um financiamentos específico através do Ministério do Desenvolvimento Social e se vocês forem olhar na internet bota lá os últimos editais e as últimas políticas do ministério Desenvolvimento Social que tem feito como principal estratégia Essa é a ação de acolhimento dessas mudou o nome do
departamento como unidades terapêutica para casa de acolhimento mas que são as comunidades terapêuticas Então essa é uma das pessoas do bolsonaro herdaram isso levaram né levar o comunidade terapêuticas foi agora foi antes do departamento de saúde mental criado departamento de comunidade terapêutica no MDS né no Ministério do Desenvolvimento Social que que acontece desde o governo bolsonaro existia um convênio específico para a comunidade terapêuticas dentro do Ministério da Justiça sociedade então a cena de tinha um quantitativo de comunidade terapêuticas credenciadas que ela financiava já desde os dois mil 15 2014 já existia essa parceria em paralelo
com isso os estados e alguns municípios faziam esses convênios com seu financiamento próprio durante o governo bolsonaro esse valor é que era destinado que é um valor bastante significativo ele sai do Ministério da Justiça e acompanha Essa secretaria que cuidava na época das Comunidades terapêuticas que foi para aquele grupo lá do Osmar terra do Desenvolvimento Social esse dinheiro ficou lá né e continua ali ele não veio para o Ministério da Saúde então ela falou desculpa de interromper mas sobre o comando do Wellington Dias exatamente e tem um diretor que é o Sammy né que é
o diretor desse departamento que já trabalhou no Piauí com Wellington dias exatamente nesse gerenciamentos né responsabilidade deles as comunidades terapêuticas Então você tá fazendo uma eu creio que seja uma denúncia muito grave que existe dentro desse próprio governo democrático de todos nós que somos adeptos da prática democrática é que está financiando um esse esse a proliferação dessas comunidades terapêuticas que é um equívoco gigantesco do ponto de vista teórico metodológico e tudo mais inclusive social é isso que você tá me dizendo é é isso que está em disputando no governo como é que vocês já começaram
esse debate Nísia Trindade você tem conversado é possível conversar com setores ali do desse ministério do Ministério do Wellington Dias é uma situação que está causando digamos atenção dentro do governo bom a quantas anda eu tencionamento no governo entre eu não tenho esse esse acesso que eu posso lhe dizer é que nós temos né uma história da nisia Trindade nessa defesa o euvécio enquanto dizendo claramente falou para nós na conferência nacional de saúde da necessidade do intenção de investimento nas unidades de acolhimento porque só fazendo um parentes nós sabemos que é necessário para se colocar
é necessário se colocar estruturas potentes nesses lugares de cuidado de algo que Outras Drogas então não basta a gente dizer não não e o que que vem né tem-se tem escape 3DS Gerais unidade de acolhimento previstas mas ainda em número reduzido então o investimento precisa ser forte do Ministério da Saúde nessas estruturas da rede de atenção psicossocial para que essas para que esse fechamento é essa recusa não seja desassistência o problema é que nos últimos anos o que acontece é que se você for comparar o financiamento para as comunidade terapêuticas com financiamento para as raps
É surreal é um texto né se a gente pensar em investimento para ratos AD especificamente então a gente precisa cuidar desse desse espaço de cuidado das ratos ao mesmo tempo é o Ministério do Desenvolvimento Social ele tem uma participação importante né no governo Lula né no sentido que ele ele reúne políticas sociais fundamentais Promessas de campanha do presidente Lula isso coloca esse Ministro enquanto um ator muito significativo ao mesmo tempo que nós temos uma ministra forte que não é à toa que vem sendo atacada pelos setores conservadores porque ela tem compromisso com sistema público de
saúde com Sistema Único de Saúde vem implementando políticas importantes para os avanços e pactuando secretários de saúde estaduais e municipais Então esse Esse aspecto é o aspecto que a gente precisa levar em conta como colocar numa mesa de debate essa atenção mas com uma orientação fundamental que é o cuidado de qualidade para essa população e essas e as pessoas né As populações vulnerabilizadas né não basta a gente colocar para debaixo do tapete como historicamente isso vem acontecendo né com os hospitais psiquiátricos ela já só muda né A gente só muda a estrutura antes era o
Hospital Psiquiátrico agora são as comunidades terapêuticas substituiu é um procedimento que foi tão difícil de combater e de enfim tirada do campo do Horizonte né da nossa do nosso país desenvolvimento anti manicomial para a gente ter de volta isso com outro nome né como os nomes são importantes né Ana Paula Ana Paula eu queria que você falasse acho que tá muito bem estabelecido esse debate aqui e creio que durante o fórum isso também vai ser muito discutido né todas essas questões que você tá trazendo aqui eu queria que você falasse um pouco para gente já
que você disse que a questão das drogas é um dos pilares aí da ação de toda essa comunidade é que você representa que hoje é falar se da importância da descriminalização da maconha no STF foi votado recentemente acho que vai ser retomado em breve para a sociedade brasileira e para as pessoas os dependentes enfim e também para a questão da violência policial nas periferias do país Então eu acho que essa é uma é uma dessas Pilares né fundamentais da nossa luta hoje nós temos uma política fracassada de guerras drogas que na verdade isso não é
um Clichê né é uma política de extermínio das populações vulnerabilizadas Então a gente tem um extermínio da população pobre da população negra a partir de uma justificativa de combate de uma sociedade sem drogas né sendo que essas historicamente a humanidade se utiliza das drogas por seus diversas por diversas causas e uma parcela dessa população vai precisar de cuidado né a gente entende que o tráfico ele precisa ser punido as pessoas precisam realmente sofrer as sanções da Lei mas aqueles que são usuários das substâncias eles acabam sendo penalizados e são quem prioritariamente são penalizados e numa
e a penalização dessas dessas situações ela acaba reverberando em toda em toda aquela família em toda aquela comunidade Então quando você observa né o crescente um crescente aumento né do encarceramento quem está indo encarcerado o encarceramento de mulheres pretas em sua maioria ele aumentou mais de 400% né existe uma legislação que diz bom o usuário não vai preso né mas quem é usuário e traficante numa legislação que não tem uma definição de quantitativo então se você tá lá né O que a gente quantitativo digamos meio quilo ali na zona sul e é branco você vai
para festa para se divertir com os amigos agora se você pega uma periférica numa comunidade e é preto você já é a priori traficante então isso mexe né com a nossa sociedade né com preconceito da nossa sociedade que é uma sociedade racista que é uma sociedade que tem preconceito contra pessoas pobres que tem preconceito contra as pessoas periféricas isso diz respeito diretamente a nós na saúde mental não apenas na questão do cuidado é para aqueles que fazem uso abusivo mas também no que diz respeito ao sofrimento que impetra em toda uma comunidade né em todas
essas comunidades periféricas agora mesmo né a gente tá discutindo nós Abras me concebes e diversos coletivos Inclusive a Fiocruz de organizar uma conferência nacional livre de saúde mental dos territórios periféricos porque o sofrimento né É um sofrimento que atinge a toda a comunidade não é só aquele sujeito que é penalizado por tá fazendo uso uma de uma substância de uma forma recreativa né então a importância disso é que primeiro a gente vai a gente vai poder reduzir significativamente é essas essas incursões ou seja essa ação do estado que é uma ação absolutamente violadora de direitos
dessas comunidades em busca né dos traficantes etc o combate precisa ser feito combate ao tráfico né mas ao tráfico e não as pessoas e o que nós vemos hoje é um combate né eu extermínio dessas pessoas as pessoas pretas periféricas pobres né isso generalizado pelo país principalmente nesses grandes centros E sem contar que a violência no Brasil aumentou consideravelmente também em função de uma política de armas que foi totalmente equivocada né feita pelo governo anterior que foi agora minimizado um pouco por esse governo pelo Flávio Dino Ministro da Justiça mas que deixa uma cicatriz muito
grande também na sociedade porque as os traficantes Ficam super armados também nesse processo e quem sofre mais são as comunidades que estão ali haja Vista a chacina que nós testemunhamos aqui no litoral de São Paulo e a violência também da PM baiana nesse momento que tem assustado o Brasil inteiro Ana Paula gurger eu queria que você falasse um pouco sobre religião sobre Igrejas né que mesclam aí né é uma é uma um ciclo transversal de influências e de preconceitos no meio de usuários né entre usuários e dependentes químicos também no campo da Saúde Mental propriamente
Como é que tá a discussão sobre essas zonas de influência no Brasil hoje então Gustavo é uma é uma discussão complexa delicada que quando a gente vai falar da espiritualidade quando a gente vai falar de fé a fé ela nos permeia né Há muitos de nós das diversas Vertentes da fé não importa qual qual que era né e a fé nos traz esperança nos traz perspectivas ao mesmo tempo quando se busca uma lógica quando se encontra uma uma lógica confessional nos espaços de tratamento quando se tem uma um dogma conservador de preconceito que perpetua um
preconceito né perpetua uma certa imagem é pejorativa desse ou daquele é sujeito e hoje a gente tem na questão de usuários de substâncias né o ápice desse desse tipo de preconceito a gente não tá falando é de fé e de espiritualidade a gente está falando de determinadas igrejas e a igreja não é uma uma doutrina religiosa a gente está falando de determinados pastores a gente tá falando de um grupo né que usa a espiritualidade em prol do benefício pessoal do lucro e do seu poder Esse seu esse seu poder não necessariamente significa o lucro né
se vão ter lugares e determinadas igrejas que são muito ricas e outras que não é que propõe a mesma lógica estigmatizante excludente só que o poder né o poder de ser de ter esse status de dizer da orientação que as pessoas devem cumprir na vida é isso é muito grave isso é muito sério a gente ao mesmo tempo encontra né espaços de religiosidade que são espaços de acolhimento que preconizam a palavra de Cristo né que é o respeito que é o amor ao próximo que é o acolhimento das Diferenças a gente encontra isso a gente
vai ter espaços de espiritualidade que são fundamentais em comunidades periféricas que são fundamentais em espaços outros da cidade só que o que a gente o que acaba acessando né uma grande maioria da população pelo próprio poder e poder econômico são essas ideias de Que bom esse esse sujeito ele é do diabo né tem que fazer o exorcismo desse ou daquele daquele sujeito porque ele não é de Deus isso é isso não traz a palavra de Cristo isso não Profeta de Cristo né ao contrário né ao contrário Então eu acho que essa discussão da religiosidade não
passa por uma negação da espiritualidade das pessoas seja ela qual religião ela profecia O que é o que é Daninho O que é violador de direitos e se afasta de uma palavra de uma de uma de se preconizar uma fé acolhedora é exatamente essa ideia de que você tem personagens que pertencem ao mal né personagens que não pode isso não pode ser por usar drogas significa uma representação do mal então isso acaba quando a gente olha mais de perto a gente vê que essas afirmativas tem por trás todo o interesse de lucro e nessa ou
naquela forma de garantia né da sua da sua perpetuação seja quando a gente fala das Comunidades terapêuticas né seja quando a gente fala bom você está com diabo então deixa aqui o seu dinheirinho né deixa aqui o seu salário é para que você possa acessar para que você compra o seu lugar no céu é isso para mim não é fé isso para mim não é Cristo Pois é eu tô tão envolvido aqui com a sua fala e o pessoal no bate-papo aqui tá tão tá tão agradecendo tanto porque você tá dizendo coisas assim fundamentais para
a gente poder diferenciar com qualidade essas questões que são delicadas como você falou de religião de igreja de dependente de famílias né para que a gente possa avançar um pouquinho nesses nesse debate né por isso que eu acho que vai ser muito importante esse fórum minha querida Ana Paula gurjore eu queria que você convidasse as pessoas eu vou colocar o cartaz aqui do sexto Fórum de direitos humanos e saúde mental dá abraço me dá o cartaz está muito bonito deixa eu colocar aqui vou pedir para você fazer esse convite e dizer se todo mundo pode
participar Olha só o cartaz aqui eu achei tão bonitinho aqui esses balões vazios porque tudo tá por ser dito é isso minha querida Ana Paula fala para gente exato essa é uma concepção de Paula Marante que além essa formulação intelectual também é um grande concebe esses processos artísticos de uma forma ímpar eu queria convidar todo mundo né todos podem participar esse congresso é um congresso de debates ou seja não tem um pressuposto de qualificação formal ou qualificação profissional é um debate que a gente busca discutir o protagonismo da sociedade na construção de políticas públicas na
reconstrução da Democracia então para além dessas conversas que nós começamos aqui e vamos aprofundar no fórum Nós também temos né formação temos cursos nós vamos ter uma discussão da questão indígena forte porque nós entendemos né que também permeia o fator amazônico mas os indígenas eles estão por todo é por todo o nosso país e também tem seus direitos violados eles têm de significativo de suicídios que dizem respeito às violações do seu direito à Terra Então a gente vai estar discutindo a questão antirracista conformação com vários debatedores e também a conjuntura de estado né Nós recentemente
tivemos a honra de receber a confirmação do Márcio Postman que vai estar com a gente discutindo é na mesa de abertura na conferência de abertura nós vamos ter Ieda Leal nós vamos ter o Leonardo Pinho que aonde a gente vai estar falando dessas questões é ampliadas do contexto nacional e das ações específicas é da Igualdade racial e das pessoas em situação de rua né da promoção dos direitos das pessoas e população de rua então a gente está muito feliz com o desenho que vem sendo finalizado e todos podem participar nós temos usuários né Tem gratuidade
para usuário usuário que quisesse escrever ele vai eles precisam escrever no site mas ele não tem taxa para participar porque a gente quer ouvir e quer poder aprender também Com todas essas experiências que ao longo dos anos eles têm trazido na discussão da reforma psiquiátrica brasileira Ana Paula guri deixa eu colocar aqui o site para quem quiser se inscrever e Ana Paula me disse para correto esse site aqui que eu acabei de pegar na internet é isso aqui pera aí que eu vou sair um pontinho a mais aqui deixa eu tirar esse pontinho e eu
vou colocar no bate-papo para vocês também Direitos Humanos 2023.abrasme.org.br é isso exatamente e se não conseguir entrar no site só colocar sexta fórum direitos humanos e saúde mental que também aparece você vai ser direcionado imediatamente como eu fiz no Google né e a Ana Paula Onde vai ser vai ser de 7 A 9 na UERJ no Campus do Maracanã no Campus do Maracanã na UEFA todos convidados a gente vai acompanhar eu quero te dar os parabéns agradecer demais a tua generosidade vir aqui conversar conosco todo sucesso vamos acompanhar e as discussões e os desdobramentos desse
fórum histórico aí que você tá organizando com muita competência todo mundo comentou isso comigo aqui muito obrigado sem paixão a gente não transforma né Ana Paula obrigado obrigada [Música]