Por que que um disparo é ouvido às 7:28 da manhã, mas o pedido de socorro só acontece 29 minutos depois. E sabe o que é mais curioso? Quase meia hora depois do momento do disparo, o marido da vítima, única pessoa no local e principal suspeito, liga pra emergência e diz algo como: "Oi, é, a minha esposa se matou com tiro na cabeça.
Ela é policial militar feminino. Será que ele já tava querendo criar uma narrativa de suicídio de que a esposa tinha tirado da própria vida? É por que ela levou quase 30 minutos para acionar o resgate, sendo que os próprios peritos quando chegaram no local atestaram que o sangue dela estava quase coagulando já.
Esse é o caso da PM Gisele. Oficialmente a versão apresentada pelo marido dela é simples. A soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, de 32 anos, teria tirado a própria vida.
Mas sabe o que apareceu quando os peritos começaram a olhar com atenção esse caso? Apareceram lesões no rosto e no pescoço dela. Testemunhas começaram a falar sobre um suposto comportamento de ciúmes do marido.
Mensagens antigas vieram a tona. O comportamento do principal suspeito, o marido, começou a levantar muitas dúvidas. Hoje, o caso da PMG deixou de ser tratado apenas como uma tragédia.
Ele passou a ser investigado como morte e suspeita. E aqui nesse vídeo nós vamos analisar a linha cronológica completa daquela manhã, o áudio do pedido de socorro feito pelo marido, os relatos das testemunhas e o comportamento do marido em uma entrevista recente com o cabril. Tudo isso você confere depois da vinheta.
Fala pessoal, Víor Santos aqui. Eu sou especialista em comportamento e comunicação não verbal e você está no canal Metaforando, o maior canal de linguagem corporal do mundo. Hoje nós vamos falar do caso da PM Gisele, onde a dúvida principal é: será que ela realmente tirou a própria vida ou será que de repente o marido ou alguma outra pessoa acabou tirando a vida dela?
A versão do marido é que a Gisele se matou na frente dele, mas os peritos trazem outras evidências que parecem não sustentar a versão do tenente coronel. Nós vamos analisar tudo isso hoje e lembrando que aqui não cabe a nós fazer o julgamento, até porque a gente não tem os autos do processo, não temos acesso aos autos e nem às provas. O que a gente tá fazendo é analisar comportamentos, fazer pequenas inferências para tentar entender o que que pode estar acontecendo por meio do comportamento não verbal, das frases que foram ditas e possíveis incoerências.
Dito isso, bora pra nossa análise. Então, antes de falar da morte, é importante entender o contexto. Quem foi Gisele?
Gisele Alves Santana era soldado da Polícia Militar, tinha 32 anos, mãe de uma menina de 7 anos. Vivia no apartamento no Braza, em São Paulo, com o marido, o tenente coronel Geraldo Leite Rosa Neto, oficial da própria Polícia Militar. Quando ele é perguntado pelo Cabrine sobre como era a relação dele com a esposa, como é que o senhor descreve esse casal?
Maravilhoso. Muitos descrevem a relação desse casal com uma relação tóxica. O senhor concorda com isso?
Não, jamais. Um casal maravilhoso, perfeito. Inclusive em telling lies e também em Getting to the Truth.
Ambos livros que falam do comportamento desonesto, um sinal muito específico na fala é o exagero. Exagerar algo como perfeito, jamais, nunca, sempre, ótimo, pode ser, na cabeça do mentiroso, uma forma de ganhar credibilidade fácil pela sua fala. Então, ao invés de falar que era bom, mas tinha seus problemas, o mentiroso pode acabar falando que algo era ótimo, era perfeito.
Ele pode acabar exagerando para não deixar nenhuma dúvida do outro lado de que tinha algo negativo por aqui. E por que será que o coronel falou que era perfeito? Mas o Cabrine trouxe a ideia de que talvez não fosse tão perfeito assim, porque pessoas próximas, segundo pesquisas e notícias atuais, descrevem algo diferente sobre a dinâmica do casal.
Familiares e amigos relatam que o relacionamento era marcado por ciúmes e controle. Segundo mensagens enviadas por Gisele a uma amiga, ela chegou a dizer que ele precisa controlar os ciúmes dele. Qualquer hora ele me mata.
Mensagens da própria Gisele. De acordo com os relatos da família, ele criticava as roupas, questionava maquiagem, reclamava até do perfume dela, como se fosse feito para atrair outros homens. Todas essas evidências que eu tô comentando com você, que foram levantadas em notícias recentes, começaram a construir pra gente uma espécie de ambiente tenso sobre a relação de Gisele com o seu até então marido.
Mas o ponto mais importante é outro. Desde julho de 2025, o casal já não dormia mais no mesmo quarto. Algo claramente não estava bem.
Recapitulando a dinâmica na noite anterior ao disparo, algo importante aconteceu. Segundo o próprio relato do marido, os dois conversaram por cerca de 2 horas. O assunto a separação definitiva do casal.
Essa informação é crucial. Anota aí. E por que que eu falo que é crucial?
Porque segundo a psicologia, quando a gente fala de tratamento de casais, decisões de separação costumam ser um dos momentos de maior tensão emocional em relacionamentos, principalmente se eles já tiverem conflituosos. Muitas vezes, uma das partes pode não aceitar e se o relacionamento já tá conflituoso, aquela parte pode acabar extrapolando emocionalmente. Seja como for, se é que eles conversaram ou não, se é que o coronel extrapolou não, porque também não dá para afirmar aqui com base do que a gente tem de notícias de que foi ele que matou.
Mas enfim, seja como for, na manhã seguinte, que seria amanhã que Gisele seria vitimada, o coronel afirma o seguinte: entrou no quarto da Gisele para dar bom dia e reafirmar que o melhor caminho seria de fato os dois optarem pelo divórcio, pela separação. Segundo ele, então, Gisele teria reagido empurrando ele para fora do quarto e batendo a porta. Até aqui a gente tá seguindo apenas com a versão dele.
Mas minutos depois algo acontece. 7:28 da manhã, uma vizinha afirma ter ouvido o barulho de estampido de um tiro vindo do apartamento do casal. Esse detalhe é extremamente importante porque ele cria um ponto fixo na linha do tempo de tudo que tá acontecendo aqui.
7:28 seria mais ou menos esse o momento do disparo. Segundo o marido, ele estava no banho quando ouviu o tiro. Ele diz que saiu imediatamente do box e encontrou Gisele caída no chão.
A partir daqui, uma pergunta começa a surgir. Se isso aconteceu imediatamente, por que que o socorro foi feito só quase meia hora depois? A primeira ligação oficial do marido, segundo registrado, foi por volta das 7:57.
Isso significa que existe mais ou menos um intervalo de 29 minutos entre o momento do disparo e um momento que a emergência foi acionada. Esse detalhe sozinho já levanta algumas suspeitas na investigação. E por que que eu falo que levanta algumas suspeitas?
Se realmente o disparo foi feito 7,28, mas ele acionou a emergência apenas 7:57, quase meia hora depois, tenta pensar na situação mais comum. Você chega na sua casa ou você sai do seu quarto, enfim, se ouve um barulho, você olha e vê a pessoa que você ama no chão sangrando, aparentemente quase morta. Qual seria a reação imediata sua?
Provavelmente você ligaria pra emergência na hora, mas aqui existe um intervalo de quase meia hora. Por que que esse intervalo existe? Né?
São perguntas que ficam pra gente aqui. É possível conferir em primeira mão como que foi o áudio dele solicitando ali o resgate. Prestem bastante atenção, é crucial para entender como que ele se comporta nesse momento onde ele acabou de ver a esposa ali ensanguentada.
No primeiro momento, ele aparenta estar calmo. Polícia Militar Emergência. Alô, bom dia.
Éente Coronel Neto. Estou na rua Dominos de Paiva no BRZ. A minha esposa é policial feminina.
Ela se matou com tiro na cabeça. Parece bem calmo no primeiro momento, né? Se vê, "Olá, tudo bem, situação tal?
Eu sou o tenente. " O coronel se identifica hierarquicamente. Ah, Vítor, então foi ele.
Ah, então pessoal, às vezes, pelo contexto dele tá acostumado com ocorrências, ele pode manter a calma numa situação dessas, tá? Mas vamos seguir aqui. A minha esposa, é policial feminina, ela se matou com tiro na cabeça.
Manda o resgate uma viatura aqui agora, por favor. A minha esposa é policial feminino, ela se matou com um tiro na cabeça. Manda um resgate, uma viatura aqui agora, por favor.
Calmo, né? Mais uma vez eu falo. Ele não não tá gritando, a voz não tá aguda, não tá tensa, mas isso pode ser pelo próprio contexto dele ser policial.
Agora, o que chama atenção é ele já direto falar: "A minha esposa se matou com um tiro na cabeça, né? " Nesse primeiro momento, ele já tá inclusive falando o que que aconteceu, já tá dando uma versão. Ele não está falando em que estado que a esposa está, o que não me parece uma reação comum.
Novamente, imagina que você tem tem uma pessoa que você ama, a pessoa está ensanguentada, você liga pra emergência e fala: "Por favor, socorro, a minha esposa tá sangrando, ela não sei, parece que eu não sei o que aconteceu, ela tá ensanguentada, por favor, por favor. " Aqui ele falou: "A minha esposa se matou". Quer dizer, morreu, já está morta com um tiro na cabeça.
Mas olha o que acontece em seguida. O senhor verificou a respiração dela, senhora? O senhor verificou a respiração dela, senhor.
A atendente falou para ele. Ela, senhor. Ela tá muito ruim, ela deu um tiro na cabeça.
Manda o resgate logo. Ela tá muito ruim, ela deu um tiro na cabeça. Aí já mudou um pouco a versão dele.
Primeiro ele falou que ela se matou, agora ela tá muito ruim. Ela deu um tiro na cabeça. O tanto que ele insiste em verbalizar.
Ela deu um tiro na cabeça. Ela deu um tiro na cabeça. Até mais do que do que falar como que ela que tá o estado dela.
É, ela tá muito ruim. Ela deu um tiro na cabeça. Manda o resgate logo, por favor.
Manda o resgate. Manda a viatura, por favor. Tá.
A aência foi cadastrada a viatura irá até o local. Senhor, meu Deus do céu. Senhor Jesus, a cadastrada, senhor.
Mais breve possível a turistar aí no local, tá bom? Em seguida, isso ele fez mais uma ligação, só agora pro Corpo de Bombeiros. Presta atenção.
Bombeiros em Emergência. Oi. Eh, quem fala?
Atendente é a minha esposa se matou com tiro na cabeça. Era novamente, a primeira coisa dele não é falar que a espa, a esposa tá ruim. A primeira reação dele é falar o que que aconteceu.
Pode parecer, muitas vezes pode soar como se ele estivesse tentando já estabelecer uma narrativa. Olha, a minha esposa se matou com tiro na cabeça, entendeu? Tá ponto.
OK. Então, manda uma viatura, por favor, pelo amor de Deus, que eu tô assustado demais, etc, etc. Policial militar feminino, o endereço é rua Domíos de Pai.
Ela ainda tá viva, ela tá respirando. Meu Deus, senhora encontrou ela agora. Duas domingos de pai no Brás.
Senhor, manda o resgate aqui, por favor. Tudo bem, senhora. Ela foi agora?
Isso agora faz um minuto. Ela tá respirando ainda. Por favor, [risadas] manda um resgate de novo, senhor.
Tem agora foi o grito, né? Por favor, manda um resgate. Pelo amor de Deus.
Foi agora, agora, agora. Mas é novamente, pessoal. Ele grita, ele fala: "Foi agora, foi agora, foi agora".
Mas o horário que a ligação é registrada no sistema da polícia, 7:57. Porém, o horário que a vizinha clama ter escutado o disparo foi 7:28. Só que tudo bem, se podia, papai, a vizinha pode ter se confundido, a vizinha pode não gostar dele, pode querer ferrar o cara, pode ser.
Mas outro detalhe importante chama atenção. Os peritos que adentraram ao local quando chegaram observaram que o corpo dela, o sangue do corpo da Gisele já estava quase que coagulando. Então já não era um sangue de 1 2 3 minutos atrás.
Isso segundo as notícias, tá certo? Enfim, a Gisele acaba sendo socorrida em estado gravíssimo quando a polícia chega, mas acaba não resistindo e vem a falecer. O caso que é inicialmente tratado como suicídio começa a levantar algumas dúvidas, porque como eu falei para vocês, o exame dos peritos revela coisas diferentes.
Além do sangue já está quase coagulado quando eles chegaram ali no local, outras coisas mais chamaram atenção. Após a esumação do corpo, peritos encontraram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, marcas inclusive compatíveis com pressão digital e arranhões, em outras palavras, sinais que poderiam indicar agressões, esganadura e até mesmo um intercurso físico ali antes de um possível disparo. O coronel, o marido, apresenta uma explicação para isso.
Inclusive, ele afirma que essas marcas poderiam ter sido feitas pela filha do casal, pela própria Gisele, segundo ele, numa tentativa de incriminá-lo. Mas segundo os especialistas, eles também apontam que o padrão de lesões é compatível com esganadura e isso muda completamente o cenário. Outro detalhe curioso aparece nos exames, teste de resíduos de pólvora.
Ele deu negativo para os dois, nem na mão da Gisele, nem na mão do coronel. E em um disparo de arma curta a queima roupa, isso é considerado no mínimo incomum. Porque pense comigo, um tiro para você acabar com sua própria vida, ele não é um tiro feito de longe, ele de fato vai ser um tiro a queima roupa.
Então, como que não tem marca, né, de pólvora, não tem aquela tatuagem de pólvora nem na mão dela, nem na mão do policial, do tenente coronel. Mas tem um detalhe ainda mais importante que deixa essa história ainda mais estranha, a posição da arma. Ela foi encontrada na mão da vítima, o que também não é o padrão mais comum em suicídios com arma de fogo, porque o espasmo muscular e até mesmo a queda do corpo quando tá de pé para quando cai no chão faz com que comumente a arma caia da mão e se afaste alguns metros de distância do corpo da vítima.
Isso em casos reais de suicídio. E tudo isso que eu falei começa a levantar uma pergunta. Estamos diante de um suicídio mesmo ou seria algo diferente?
Ainda falando da investigação do coronel, do caso da PM Gisele, outra notícia que chama atenção foi o estado da cena do crime. Segundo as notícias, há relatos de que o celular de Gisele teria sido ativado após a sua morte e testemunhos indicam que policiais mulheres teriam sido enviadas ao apartamento para limpar o sangue antes do fim da perícia. Aí realmente uma situação difícil porque não tô dizendo que tenha sido o caso, mas se um policial que tá por dentro do sistema, conhece o sistema, comete um crime, quem vai investigar o policial é a polícia.
Só que se o policial tá dentro da polícia, será que ele consegue manipular a própria investigação ou não? Enfim, eu tô só divagando aqui. Fato é que o coronel teria tomado banho após o ocorrido, o que fica duas vezes mais estranho quando você pensa que ele é um coronel policial.
Primeiro porque o recomendado, inclusive, pela própria polícia, é que você não tome banho se você tiver participado de uma cena do crime, enfim, para que você não elimine ou não contamine os possíveis vestígios. Agora, o segundo ponto que fica mais estranho é a pessoa que você ama morreu. Morreu?
A pessoa que você ama morreu, então imagina uma pessoa que você ama ali, tá morrendo, tá ensanguentada, você vai parar para ir tomar banho para depois voltar. É uma situação estranha. É o mínimo que a gente pode dizer que é estranho e de fato curioso.
O ponto é que cada um desses elementos isolados parecem ter explicações, mas quando você começa a somar todos eles juntos, os investigadores passam a olhar o caso com mais cautela. Além de tudo isso que a gente tá falando e muitas dessas perguntas, inclusive o coronel respondeu ao Cabrini numa entrevista recente, que é o que a gente vai analisar agora. É verdade que embora casados, o senhor Gisele dormiu em quarto separados há meses?
Desde julho do ano passado. Isso mostra uma relação conflituosa. Não é que começaram a chegar as denúncias anônimas, enfundadas e inverídicas contra mim.
Isso foi minando o nosso relacionamento. Vocês percebem a incoerência verbal, pessoal? Num primeiro momento, o Cabrine perguntou para ele como que era o relacionamento.
Ele falou: "Perfeito, um casal maravilhoso, perfeito. " É o Cabrini fala: "Mas vocês dormiam em quartos separados? " Sim, desde julho do ano passado.
Então isso mostra que o relacionamento não era tão bom. Não, não chegaram denúncias anônimas verídicas sobre mim. Isso foi minando o relacionamento.
Se o relacionamento foi minando, quer dizer que ele não era completo. Parte dele foi driindo, né? Foi sendo evitada.
Então, de fato, não dá para ser perfeito. Se não é todo, se um relacionamento completo, ele não é perfeito. Então, você percebe essa incoerência?
Ah, é perfeito. É perfeito, mas vocês não dormiam juntos. É, a gente não dormia junto.
Então quer dizer que vocês não estavam bem. Não, não é que a gente não tava bem, a gente só não tava ali no relacionamento do jeito que era antes, porque falaram em verdade sobre mim e ela acreditou. Então, de fato, o relacionamento não estava bem e não era perfeito, como ele falou no começo.
Então, quer dizer, ele fala uma coisa no momento, logo em seguida ele fala outra coisa que conflita com aquilo que ele falou no começo. Esses são os pontos que a gente chama de incoerência narrativa. Então, um elemento da história parece não fazer sentido com o outro quando você conta a história no todo.
Que mais que a gente consegue observar vendo a entrevista do marido? Ao ponto da Gisele chegar para mim e falar assim, ó, eu prefiro dormir em quartos separados por enquanto. O senhor confirma que vocês estavam se desentendendo, que as brigas eram constantes.
Nunca teve briga. O termo briga é um termo errado. Ela relatava isso constantemente a família.
Discussão. Briga sugere agressões. Nunca teve nenhum tipo de agressão.
Veja, a preocupação dele não é falar que eles não estavam bem. A preocupação dele é falar que não teve contato físico dele com ela. Por que será que ele tá tão preocupado a todo momento em falar que não teve contato físico?
briga supõe, pressupõe agressão, eu nunca, nunca tive contato físico. Mas aí ele tá afirmando então que teve discussões. Mas pera aí, o casal não era perfeito, não era maravilhoso?
Como que um casal perfeito, maravilhoso, tem discussões e dorme em cortes separados? Vocês percebem as incoerências narrativas? Conforme o sujeito vai falando um pouquinho mais, aquilo que ele falou agora conflita com algo que ele falou no começo.
Ah, isso significa que ele é culpado. Então, Vittor pode perer. Não, pessoal, às vezes o cara tá nervoso, tá irritado, às vezes quer esconder alguma coisa, não sei, sei lá, discutiu, às vezes ele, sei lá, cometeu adultério com ela, ela cometeu adultério com ele.
Não faço ideia, tá? Não conheço a intimidade do casal. O que eu tô dizendo é, existem incoerências narrativas no que ele tá dizendo aqui agora.
Ponto. Essa história tá muito estranha. Você também tá achando isso?
Você acha que aconteceu o que nessa situação? Foi ciúmes mesmo? Você acha que por conta do término ela poderia ter tirado a própria vida?
Qual seria a sua explicação para esse caso com base no que a gente viu até agora? Coloca aí nos comentários para eu saber qual é a sua visão desse caso da PMG. Bom, continuando nossa análise aqui, então vamos lá.
Senhor confirma discussões? Então, discussões por discussões? Por ciúmes.
Ela não confiava no senhor. Ela confiava em mim, mas essas denúncias uma atrás da outra acabou que foi minando a credibilidade da relação. Objetivamente, o senhor estava traindo a Gisele?
Nunca traí minha esposa. E por que existem denúncias na corregedoria de que o senhor assediava militares, assediava seus comandados? É uma tática.
O que o senhor Vamos ver a reação dele aqui de novo no detalhe. Quando perguntam porque que tinha denúncias de que ele assediava policiais militares mulheres, né? Olha a reação dele aqui.
Isso aqui é um microsorriso. Um micro sorriso. Isso aqui é estranho.
O senhor assediava policiais, né? Por que que tem denúncia dizendo que o senhor assediava policiais militares? Isso jeito faz um microsorriso.
Por que um microsorriso, Vittor? Perceba então a movimentação aqui dos cantos dos lábios, da pele na diagonal, em diagonal a bochecha, tá certo? Isso aqui é um músculo zigomático maior por baixo aqui da na na na região zigomática do rosto, região das bochechas.
Percebam como aqui a gente tem um deslocamento de pele, que é esse músculo aqui se ativando. É um microsorriso. O cabrin tá perguntando se ele traía.
Falou que não. Mas o Cabrinho fala: "Mas por que que tinha denúncia que você assediava militares? " Então ele faz um microsorriso.
O que que poderia ser esse microsorriso? Existe uma condição que é relatada em telling light que é o duping delight, né? Pode ser tanto de opening light como pode ser uma expressão de felicidade furtuíta.
O que que eu quero dizer? As pessoas podem experienciar felicidade, ainda mais uma pessoa, se ela estiver mentindo, não tô dizendo que é o caso do do sujeito aqui do rapaz, mas as pessoas podem experienciar felicidade quando elas sentem que tem uma boa resposta para se afastar daquela situação ou quando elas sentem que vão falar algo e a outra pessoa vai acreditar naquele algo. Então os mentirosos podem, uma pessoa que tá mentindo pode sentir esse tipo de felicidade como se hum que eu vou lhe dar, isso aí tá fácil.
Tá? Então pode acontecer esse tipo de situação, mas isso aqui de fato é um microorriso de felicidade, tá? Assediava seus comandados.
É uma é uma tática e uma estratégia. Percebe como muda a postura dele, né? Ele de esse microsorriso, depois ele já projeta o corpo pra frente, o tronco pra frente, tensiona a musculatura aqui das sobrancelhas e faz uma expressão de raiva, né?
Por que que aquele microsorriso apareceu primeiro? Não sei. Que é usada quando você começa a cobrar as aquelas pessoas [música] trabalhem.
Eu sempre cobrei muito. O senhor tem consciência de ver essas denúncias senhor estava assidiando suasadas? Todas todas as denúncias foram apuradas e foram arquivadas.
No Getting to the Truth, ele fala pro para você se atentar ao excesso de jurisdi ou quando a linguagem não é direta em negar ou afirmar algo. Então o que que eu quero dizer com isso? Muitas vezes o mentiroso ele pode buscar por um subterfúgio verbal, não direto.
Vou dar um exemplo, teve aquele técnico da seleção brasileira, foi afastado inclusive da da seleção de ginástica do brasileiro, se eu não me engano, que quando foi questionado para ele se ele abusa, né? Ele tinha sido acusado de de ter abusado de uma série de jovens ali de adolescentes da seleção brasileira de ginástica. E quando ele foi questionado numa entrevista, na época da da da das acusações, ele pegou e respondeu algo como: "Olha, o que que eu acho da acusação?
Eu acho que eles vão ter que provar na justiça. Perceba que eu falar, eu acho que eles vão ter que provar. Não é o mesmo que dizer: "Não, eu não fiz nada.
Eu nunca abusei de ninguém. Não, eu não abusei. Eu não fiz isso.
Eu não abusei deles. Eu nunca toquei nesses meninos. Perceba que é diferente eu falar isso para eu falar: "Ah, não, se eu abusei, eles vão ter que provar.
" Então, consequentemente, esse técnico da seleção na época foi afastado. Não sei se ele foi preso, mas ele foi inclusive afastado da seleção de ginástica por conta das acusações, enfim, por conta do processo. Percebe que a a fala do do policial aqui é muito parecida, né?
Olha, as as essas acusações foram todas essas denúncias foram todas arquivadas. E vejam os ombros dele, tava sidiando suasadas. Todas todas as denúncias foram apuradas e foram arquivadas.
Ó o sh rugby bilateral. Todas as denúncias foram apuradas e foram arquivadas. Olha o sh rugby bilateral.
A levantada de ombros bilateral, né? Que é como se eu tentasse me esconder no casco da tartaruga. Então as denúncias foram apuradas e foram arquivadas.
Não significa o mesmo que dizer. Eu nunca fiz nada, nunca toquei nessas mulheres, inclusive as denúncias nunca foram paraa frente. Não, se ele falasse isso, seria diferente.
Mas ele falou só o quê? Foram apuradas e arquivadas. O arquivamento pode acontecer por vários fatores.
Não necessariamente significa que a pessoa não fez aquilo que a denúncia aclama que ela fez, né? Só por ter aquela denúncia foi arquivada. Enfim.
Segundo família, o senhor proibia a Gisele de vestir determinadas roupas e também de usar maquiagem. Por que o senhor fazia isso? Eu nunca fiz isso.
A Gisele sempre foi uma mulher muito bonita, muito vaidosa. Eu sempre tive muito orgulho da minha esposa em todos os aspectos físicos. Vaid.
Quando ele fala, eu sempre tive muito orgulho da minha esposa, negação de cabeça, shug no ombro, shrug na lateral. Rosa, eu sempre tive muito orgulho da minha esposa em todos os aspectos. Em todos os aspectos.
Eu sempre tive muito orgulho. Físicos, morais, emocionais. Ela sempre usou várias micronegações.
E o complicado é que depois que a pessoa se vai, ela não tá aqui para se defender, nem para falar se é verdade ou se é mentira o que o sujeito tá dizendo, né? Difícil. É filha da Gisele chegou à casa dos avós chorando, dizendo que não aguentava mais as brigas.
Eu não sei, eu não ouvi esse relato da filha da Gisele. Menos de 24 horas de do falecimento de Gisele, o ex-esposo dela, ele vai buscar a criança e a criança diz e que não quer mais retornar à casa. Abro aspas do tio Neto e da mamãe.
Fecho aspas porque ela está sofrendo muito. Palavras da criança. Uma criança relatou isso.
Sim. É a versão que os pais dela estão falando. Nem mais uma versão mentirosa.
Porque eu tratava de Isso não é verdadeiro. Não. E por que a Gisele ligou para o próprio pai pedi-lo para que ele fosse buscá-la?
Porque isso sugere que o senhor estivesse ameaçando? Não, eu não vi. Eu não escutei ela ligar pro pai pedir para ir buscá-la.
O pai descreve isso. Tudo bem. É interessante, né?
A mais uma vez na estratégia de afastamento verbal. O Cabrine pergunta: "Ué, por que que ela ligou isso aí pro pai e falou que que queria ser buscada pelo pai? " A pergunta é: o que que tava acontecendo de bastidores aqui que tava ruim a situação?
O que que tava acontecendo que ela não queria estar aqui? Ele simplesmente muda o sentido da situação, da pergunta e e vira. Olha, eu não não vi ela ligando pro pai, eu não ouvi.
Eu não ouvi. Eu não vi. A hora que ela ligou pro pai, eu não vi o que ela falou com o pai dela.
Esse relato eu não ouvi. Então, perceba, ele se atém ao detalhe da ligação que ele não ouviu e não fala sobre o que o Alcabrin tá perguntando, que é basicamente como que era a situação dentro da casa, se era ruim, se não era. É mais uma vez uma estratégia de afastamento verbal.
Em invés de eu responder de maneira direta, eu vou respondendo pelas beiradas, pelas tangentes ali. Aqui ele vai responder sobre a discrepância de horários no momento do tiro pro momento que ele liga para fazer o resgate. Vamos ver o que que ele fala.
Con existe uma discrepância de horários. Segundo consta, o senhor ligou para o resgate à 7:57, só que uma vizinha registrou ter ouvido um tiro à 7:28. São 29 minutos.
O que que o senhor ficou fazendo durante esses 29 minutos? Esses 29 minutos nunca existiram. Ela tava equivocada, ela viu a hora errada.
Ela devia estar sonolenta dormindo e olhou pro relógio e viu a hora errada. Eu afirmo que eu liguei no máximo em 10 a 20 segundos após ouvir o disparo. Não foi mais que 20 segundos.
[música] Uma coisa que me chama muito atenção, que o senhor ficou fazendo durante esses 29 minutos? Esses 29 minutos nunca existiram. Ela tava equivocada, ela viu a hora errada.
Ela devia estar sonolenta dormindo e olhou pro relógio e viu a hora errada. Ó, nesse momento ele verbaliza, ele avança a cabeça, ele fala alto, ele não desvia o olhar. Em termos de de convicção, parece que tá bastante convicto, né?
Não tem shrug, não tem nada. Tudo bem que o ângulo também tá bem cortado, mas o ponto interessante aqui é como que ele fica com olhar fixo para falar que não teve nenhum tipo de discrepância. Por que pessoal que eu falo isso?
Segundo o Richard Weiseman, se eu não me engano, foi o Richard Wisem que conduziu aquela aquela pesquisa The Eyes Don't Have It, né? Que em resumo mostra que uma pessoa quando ela quer dissimular, quando ela quer convencer você da versão que ela tá fazendo, o mentiroso ele vai olhar até 30% mais pro seu rosto para gerar uma imagem de credibilidade e para conferir se você tá acreditando no que ele tá falando. Ao invés de ficar desviando o olhar, ele vai olhar para você.
Ah, não, ele, ah, o cabrine balançou a cabeça aqui, então quer dizer que ele tá acreditando em mim. Então, se uma pessoa estiver mentindo, pode ser esse o processo que ela pensa e por isso o olhar mais sustentado, tá? Do resto, tirando o olhar dele sustentado, eu diria que nessa hora que ele fala que a ele acha que a vizinha viu o horário errado, ele parece bem convicto.
Para que não vísemos. Recentemente ouvi Gisele gritando que sairia de casa com a filha e voltaria para os pais porque não aguentava mais as agressões. Agressões?
Isso é uma descrição de alguém que poderia tirar a vida da sua esposa? Eu nunca agredi minha esposa, nunca. Jamais levantei a mão para ela.
Nunca agredi. Por [música] que esse da vizinha vem de encontro ao que diz a família da Gisele? São pessoas que não se conhecem.
Sim. Eu não tenho culpa se a minha esposa gritava. Eu ia fazer o quê?
Ia tapar a boca dela para ela não gritar. Ela gritava, ela se exaltava, ela me ofendia. Mas olha que estranho, né?
O relacionamento era perfeito, no começo era, ele falou agora, não era perfeito, maravilhoso, tal. Aí o Cabrine vai perguntando, ele começa a falar: "É, não, mas ela, a gente não dormia junto". É, não, mas é, às vezes, às vezes tinha umas discussões.
É, não, minha esposa gritava comigo, me ofendia, ué, pera aí, você não falou no primeiro momento que o relacionamento era perfeito, maravilhoso, como assim agora tá falando que gritava, dormia junto? Então você percebe essas incoerências narrativas pesadas, conforme ele vai falando um pouquinho mais, contradiz aquilo que ele falou no começo, que o relacionamento era perfeito, maravilhoso, etc, etc. sente ameaçado?
Não, ela gritava me xingando e me ofendendo. Quem grita porque se sente ameaçado grita por socorro. Ela não gritava por socorro.
Coronel S admite que a Gisele temia o senhor? Temia não amava. Uma incoerência, né?
Temia, não amava. Quem que ama? Acabou de falar, ela xingava, gritava, me xingava me ofendendo.
A gente não dormia junto no mesmo quarto, mas ela me amava. Pessoal, incoerências narrativas, né? E enfim, o que a gente consegue ver na entrevista são muitas incoerências narrativas por parte ali do acusado.
E o que que motiva essas incoências narrativas? Podem ser várias questões ali pessoais. Pode ser que ele tenha alguma relação, pode ser que ele tenha praticado de fato o que tá sendo acusado, pode ser que não.
Como eu sempre falo aqui no contexto, a gente analisa comportamentos e traz aqui diversas opiniões, diversas visões sobre a situação. No fim de tudo, quem vai dar a palavra final vai ser a justiça que tá lidando e tá investigando esse caso. Fato é que hoje o caso da PM Gisele ainda tá em investigação.
A polícia civil e a corregedoria da PM aguardam novos laudos periciais [música] e análise completa da esumação do corpo. Mas olhando para tudo que aconteceu até agora, que a gente falou nesse vídeo, muitas perguntas surgem. O que aconteceu nos 29 minutos entre o disparo e o pedido de socorro?
Por que existem [música] lesões no rosto e no pescoço dela? Porque não há resíduo de pólvora nas mãos? E por surgem relatos de um relacionamento marcado por medo, [música] ciúmes e controle?
Agora eu quero saber qual é a sua opinião. O que você acha que aconteceu no [música] caso Gisele? Coloque aqui nos comentários qual é a sua interpretação, como que você enxerga esse caso.
Não deixe também de curtir, compartilhar esse vídeo e sugerir outros casos para que eu traga aqui também pro canal. Vou ficando por aqui. Um grande abraço e até a próxima.