e aí oi boa tarde a todos primeiramente eu queria agradecer a organização do evento pelo convite especialmente agradeceu adriano né que é um colega que tem um papel é bem especial na minha trajetória profissional adriano foi meu receptor na residência multiprofissional alguns anos atrás a gente não vai contar o tempo né dreno faz um tempo já é então eu já foi apresentada né meu nome é carolina alonso eu sou professora do departamento de terapia ocupacional da faculdade de medicina da universidade federal do rio de janeiro desde 2011 eu me formei aqui em são paulo me
formei na usp e fez mestrado na usp e depois eu passei no concurso me mudei para o rio de janeiro tô lá desde 2011 e eu sou day a professora da disciplina de ergonomia saúde do trabalhador e terapia ocupacional e de administração planejamento para fisio fono e tô na faculdade de medicina né ah e hoje eu quero compartilhar se é importante falar um pouco da minha trajetória não para falar meu currículo lá mas é porque o que eu venho apresentar hoje para para vocês né é uma fotografia que que tem a ver com a minha
formação com a minha trajetória profissional algumas coisas que algumas reflexões que eu vou compartilhar hoje tem a ver com s com esse meu papel hoje dentro da universidade né com a formação em terapia ocupacional pensando na questão da saúde trabalho bom e que só para dar um recorte do meu lugar de fala que é uma coisa que hoje todo mundo de onde eu tô falando de qual é o meu ponto de vista né então eu quero compartilhar com vocês algumas reflexões sobre a formação é de terapia ocupacional na área de saúde trabalho mas diante mão
quero destacar que eu trago mais reflexões e minhas inquietações do que diga aos direcionamentos né eu vou compartilhar é primeiro porque a gente tá vivendo um momento de transformação do trabalho do trabalho tá passando por uma profunda transformação e isso vai ser tema da minha apresentação mas e no meio do olho do furacão é difícil apontar um caminho mas na verdade eu vou apontar vários caminhos e vou compartilhar então essas inquietações com você bom então diante disso eu fico mais confortável para falar né que não vou direcionar nada nem da soluções mas construir com vocês
uma reflexão então a minha apresentação ela foi estruturada em dois eixos o primeiro vai falar da centralidade do trabalho ea atuação do terapeuta ocupacional é que eu acho que é uma questão que a gente pensa pouco é a questão é da dimensão do trabalho a inclusão do trabalho em projetos terapêuticos singulares nas diferentes clínicas de atuação da terapia ocupacional então ela é mais do que uma reflexão sobre hotel na saúde do trabalhador é que é uma clínica que a especialidade tal é uma reflexão sobre a dimensão do trabalho na atuação do terapeuta ocupacional e em
seguida a gente vai falar mais especificamente do mundo do trabalho nesta as transformações no mundo da produção que estão mudando os modos de trabalhar e como que isso impacta o trabalho de até ó tá bom então primeira coisa que eu queria apresentar um conceito que eu gosto sempre de rever nas minhas apresentações que o conceito de centralidade do trabalho muitos autores é porque muitas vezes a gente associa trabalho a ideia de emprego emprego é um modo de trabalho de contemporâneo que a nossa sociedade estruturou mas o trabalho ele existe desde que o homem é homem
né por exemplo quando a gente pensa sociedade de caça e coleta a gente está falando do modo que aquelas pessoas se organizavam para sobreviver caçando e coletando logo o trabalho ele sempre existiu na história da sociedade e por que que ele é central né esses central para constituição da sociedade acabei de dar o exemplo sempre gosto de dar o exemplo da sociedade de caça e coleta porque fica muito explícito quando o homem por exemplo ele passa a cultivo e ele deixa de ser nômade para cultivar grãos isso ele aprende a agricultura isso transforma o modo
de organização daquela sociedade completamente então o trabalho ele é muito importante para a estruturação da sociedade não da nossa sociedade de todos né porque o trabalho é tudo que o homem faz na natureza para sobreviver então e ele também é muito importante para a construção da identidade dos sujeitos então ele tem uma centralidade social macro mas ele tem uma social uma importância também no individual porque eu costumo falar para os meus alunos trabalho com jovens né quando você vai para balada pergunta o nome da pessoa depois você pergunta o que que você faz hoje eu
vim aqui a primeira e uns alunos estão falando que não é mais assim mas na minha época era assim a gente perguntava o que você faz porque a gente tá falando da nossa identidade quando eu falo do que eu faço eu falo da minha identidade né então eu me apresento sou terapeuta tô passando ao sou professora eu estou falando da minha identidade e ele tem um fator vários autores que vão estudar e isso é eu estudo bastante um autor da psicodinâmica do trabalho que é o kristoff de ju e ele vai trazer a importância da
do trabalho para constituição da subjetividade e da identidade dos sujeitos o outro lado o trabalho é atividade de participação do adulto mais importante mais importantes no seguinte sentido e aí eu já tô contextualizando na sociedade na nossa sociedade porque eu passo mais tempo no trabalho do que em casa muitas vezes né é onde a gente faz é amizade né então ele é o palco privilegiado das trocas sociais do adulto seja economicamente para eu sustentar né então quando você pega uma pessoa que é alijada do mundo do trabalho por exemplo uma pessoa é um usuário do
capuz uma pessoa com sofrimento psíquico que nunca quem ganhou dinheiro mesmo e aí ele chega em casa com o salário mínimo mudou o papel dele mudou e por que ele entra no circuito um circuito de trocas diferença é diferente e que é importante que a importante para nossa vida para o nosso cotidiano e por último porque quando a gente pensa nesses três primeiros itens a gente pode pensar o trabalho como um direito então muitas vezes a gente fica pensando com um lado do trabalho o trabalho adoece sim as pessoas morrem no trabalho sim isso é
uma questão e a gente tem que intervir para transformar esse trabalho por isso que eu sou ergonomista foi estudar ergonomia para transformar o trabalho mas é o trabalho não é só isso né o trabalho ele ele também é fonte de prazer de desenvolvimento da identidade de tudo isso que a gente tá conversando até agora e portanto o trabalho é um direito oi e um direito de todos o trabalho digno é um direito de todos então esse conceito de centralidade do trabalho é a base estruturante para pensar atuação do terapeuta ocupacional nesse contexto né é e
por isso é muito eu sempre faço uma cola que eu tenho medo de falar mais muito eu faço um roteirinho para não fugir do script né bom então é muito importante quando a gente tem essa base para pensar atuação do terapeuta ocupacional romper com análises abstratas e desconto descontextualizadas do universo do trabalho e da subjetividade o trabalho ele é tem dimensões concretas e subjetivas mas que elas não podem ser olhadas de forma descontextualizada ou só na reflexão e tal e é se eu entendo que o trabalho é atividade central da vida do adulto o para
o palco privilegiado das suas trocas sociais e um direito e logo eu também entendo que o trabalho é uma dimensão que deve ser incorporada nas mais diferentes práticas clínicas do terapeuta ocupacional e aqui eu venho advogando já algum tempo a desconstrução da ideia de que abordagem do trabalho tem que ficar exclusiva dos outros ocupacionais que atuam nesse campo e para mim é o tema do trabalho ele é transversal muitos campos de prática da terapia ocupacional e aqui eu vou dar alguns exemplos né duas populações classicamente atendidas pela terapia ocupacional pessoas com deficiência então é ou
é uma pessoa com 23 por exemplo uma criança paralisia cerebral que cresceu virou um adulto vai ser incluído no mundo do trabalho né inclusão escolar gente vai ser incluído no mundo do trabalho ou é outro caso é uma adulto que tava trabalhando e teve uma lesão medular ou teve um acidente de trabalho e vai ser atendido pelo terapeuta ocupacional uma pessoa que tava trabalhando numa prensa e teve a sua mão esmagada por conta de um acidente de trabalho isso é que eu tô falando como trabalho tá atravessado no cuidado das o tom pode ser uma
pessoa que vai ser incluída no trabalho que teve uma deficiência congênita alguma coisa pode ser uma pessoa que vai precisar de adaptação do trabalho opa de adaptação do trabalho porque teve uma doença adquirida por quem ao longo da vida pode ser uma pessoa que está sendo atendida por que tenha uma lesão uma deficiência de corrente ou uma doença relacionada ao trabalho malé do norte por exemplo uma doença causada pelo trabalho no campo da saúde mental a gente tem enumeras políticas de geração de trabalho e renda e de inclusão de pessoas com sofrimento psíquico no trabalho
o ou seja isso daqui são assim todo capim tenha lá política de economia eu já não sei mais nem falar de política pública nesses tempos é complicado que eu tenho medo de falar olha aí essa lei não existe mais mas até então é a ecosol economia solidária é pauta dos da rede de atenção psicossocial a mas outros campos que são menos visíveis onde o trabalho está inserido por exemplo contexto hospitalar carol mas o cara tá internado mas eu tenho inúmeras revisões sistemáticas da literatura que aponta que o retorno ao trabalho de sobreviventes de câncer as
pessoas estão sobrevivendo ao câncer elas tem que voltar ao trabalho muito a maioria da literatura internacional aponta o terapeuta ocupacional como alto ator-chave do processo de retorno ao trabalho de sobreviventes de câncer e eu também não faço nada disciplina eu levo os alunos para visitar a enfermaria de oncologia para aprender a colocar o trabalho em pauta então perguntar se aquela pessoa trabalhava com que ela trabalhava se ela quer voltar o trabalho está aposentado você acha para começar a estimular esse raciocínio outro campo por exemplo hotel social trabalho com migrantes e imigrantes é uma população que
cada vez mais nos então essa população tem que ser incluída nos trabalho que trabalho que eles vão que lugares que eles vão ocupar no mundo do trabalho aí sempre falo criança aí fala mais criança não trabalha realmente não sou a favor do trabalho infantil mas por exemplo quando a gente vai ver crianças com doenças crônicas internadas de a longo termo em hospi e como que ficou o trabalho do cuidador de crianças com doenças crônicas ou com deficiência que às vezes na mãe tem que deixar o trabalho para cuidar da criança que impacto tem na vida
dessa família pode ser uma questão de renda pode ser uma questão é da construção da identidade daquela mãe que vira só cuidadora é a questão de geronto né do envelhecimento então a preparação para aposentadoria é uma questão e uma outra questão que vai fazer parte da nossa realidade daqui para frente é como as pessoas vão ficar trabalhando por mais tempo elas vão demorar mais tempo para se aposentar adaptação ao trabalho ela da participação do trabalho é para pessoas que vão ter questões inerentes ao processo natural de envelhecimento diminuição da acuidade visual as até problemas osteomusculares
que vão ser mais vão exigir que a gente reflita e pense sobre isso então essa primeira parte da minha outra da apresentação da apresentação é para a gente começar a desconstruir essa ideia é que a questão da saúde e trabalho é uma questão só para o terapeuta ocupacional o especialista neste campo ou desta área né que eu tenho um advogado muito sobre a transversalidade do trabalho como pauta para atuação do terapeuta ocupacional em diferentes clínicas né bom então é oi nega só reforçando a ideia né a gente pode atender doenças relacionadas ao trabalho quando eu
penso a transversalidade então eu posso estar atendendo uma doença relacionada ao trabalho no meu consultório lá como falei uma mão esmagada mas ficam de elite na reabilitação de membros inferiores por exemplo isso vai aparecer muito né é tem uma ex-aluna agora colega que que fez uma revisão sistemática sobre a vulnerabilidade da mão nos acidentes de trabalho que assim é muito patente que a mão fica muito exposto e os efeitos de você ter uma lesão em membro superior para perda da sua capacidade da actividade e participação né o outro eu posso ter uma doença cimento que
me impede o trabalho não é causada pelo trabalho por exemplo uma pessoa tem câncer e ela não pode trabalhar naquele momento mas que ela em algum momento ela vai querer retornar retomar essa essa atividade na vida dela outra questão é o trabalho precário vou falar um pouquinho mais sobre isso daqui a pouco então hoje a gente vive um momento de intensa precarização do trabalho e a outra questão é a falta de acesso ao trabalho que a questão da inclusão inclusão de pessoas com decência ou com sofrimento psíquico no trabalho então quando a gente tem esse
quadro fica claro que o trabalho tá atravessando as diferentes práticas clínicas do terapeuta ocupacional é né é né é mas a questão crítica que que para mim é que apesar disso fica ser muito óbvio quando a gente para para fazer essa reflexão o trabalho de fato não tem sido incluído na pauta do cuidado nas nossas práticas assim né eu falo para os alunos que para mim a minha disciplina assim eu não consigo conquistar muitos corações os alunos gostam muito de para integração sensorial a trabalhar com as crianças saúde mental do trabalhador não mas não fala
que é minha disciplina ela tem um para mim se o salão sai nem da disciplina pensando que a cada avaliação a cada minese ele tem que perguntar você trabalha como que você trabalha o ou já trabalhou ou quer trabalhar se isso foi incluído para mim a disciplina já valeu assim né não tem a pretensão de ter vários alunos quer dizer até tenho mas para não me decepcionar muito eu baixo um pouco a minha expectativa mas se os alunos saírem da disciplina e é com essa perspectiva para mim a disciplina eu já valeu né e e
uma coisa eu falei muito de ponto de vista eu acho que tudo isso que eu tenho apresentado eu falo assim mas qual o meu ponto de vista né eu deixo a graduação me interessei por saúde do trabalhador eu estudei isso trabalhei um tempo com a professora selma lancman na usp fiz meu mestrado com ela então de certo modo mesmo quando eu não tava na saúde do trabalhador eu tinha um treinamento que me eu fazia enxergar essa dimensão né então por exemplo no meu trabalho na se eu trabalhei muito tempo no nasf quando eu ia fazer
uma visita domiciliar e eu vi uma costureira e ela se queixando de dor lombar eu automaticamente perguntar aonde que ela tava trabalhando descobri aquela era quarteirizada não era nem terceirizada e aí eu já fazia essa reflexão para mim era muito é lógico óbvio e fácil de fazer essa reflexão e colocar ou então uma lesão que chegavam que eu associava um acidente de trabalho mas o meu ponto de vista não é por acaso que eu botei uma máquina fotográfica analógica antiga porque o meu ponto de vista tem a ver com a minha formação e tem a
ver com a minha experiência que é uma experiência dessa época mas ou será que a minha experiência serve para o mundo de hoje né o que eu falo assim ó é a minha experiência é um corada no mundo que eu vivi na minha formação e na minha prática profissional mas será que ela serve a minha experiência para formação dos meus alunos nos meus estudantes eu acho que não e é eu acho que isso daqui permanece que a essência do trabalho vetor de integração social e de formação identidade requer corpo e mente demanda superação de obstáculos
e resistência proporcione aprendizado e desenvolvimento da experiência e que aquela aquela papo da centralidade do trabalho isso para mim permanece mas e a gente tá vivendo uma transformação profunda do mundo do trabalho hoje então assim que eu destaco aí que tem me chamado bastante atenção primeiro o desenvolvimento superasse ela esse super aqui não é de muito acelerado de tecnologia de ponta então por exemplo internet das coisas que esse negócio do seu celular acender a luz da sua casa ligar o forno que parece coisa do futuro não é mais a internet das coisas é uma é
uma realidade big data uso de inteligência artificial re a gente chama de leane mexe na máquina que aprendi sozinha com inteligência artificial então e como o facebook é aprendi o que você gosta e fica te mandando aquela propaganda isso daí é realidade assim total eu amo meu facebook essa bolsa e sapato tempo inteiro o tempo inteiro o tempo inteiro uma desespero né a fabricação aditiva que é a impressora 3d isso daqui também barato baratíssimo a gente fica fazendo um monte de adaptação de eva ea gente tem que aprender urgente eu não sei se eu vou
ter tempo de aprender mas os meus alunos têm que aprender a usar o software de impressão auditiva ontem não é hoje não é ontem né oi e o trabalho ele passa a ser pautada por tudo isso transformação do processo produtivo com a criação de novo tipo de trabalho extinção de outros trabalhos são por exemplo minha filha de 11 anos virou para mim falou que eu quero ser youtuber que que é isso menina mas depois eu vou até mostrar casos de terapeutas ocupacionais que são bem-sucedidos no youtube é desenvolvedor de ambientes virtuais essas profissões não existiam
e sabe uma profissão que no último congresso mundial de ergonomia está fadada a desaparecer o cara da ati porque a internet ela vai ficar a internet não a tecnologia vai ficar tão amigável tão fácil de usar que você não vai precisar mais já foi é uma coisa assim e e a questão da sustentabilidade né em sustentabilidade do modelo produtivo baseado na manufatura ou seja a natureza não aguenta mais a questão da sustentabilidade é uma pauta que a gente também tem que refletir sobre ela é por outro lado a gente também vive um fenômeno global de
desregulamentação das condições de trabalho por meio desse modelo que chama ciro our country que é uberização do trabalho carolina o que é isso é o seguinte eu te contrato sem ter que te pagar nada por exemplo o cara que entrega o rappi lá o da bicicleta ele não é funcionário do rappi ele não é funcionário do restaurante ele não é seu funcionário e ele não é funcionário de ninguém ninguém é obrigada a dar um piso salarial para ele por isso que é um contrato de zero horas eu não tinha eu não tenho contato nenhum com
você na verdade se você trabalhar você ganha se você não trabalhar você não ganha carol mas isso daí é do rappi gente a organização do trabalho em saúde a organização da educação uberização da manicure eu vi um aplicativo de manicure esses dias esse é um caminho sem volta a gente não pode mais discutir trabalho do século 20 no século 21 a gente está falando de outro tipo de trabalho aqui outra coisa e a china como oficina do mundo né então aqui ó de verificação é exploração e isso acontece no brasil e na alemanha isso acontece
no brasil e na nigéria esse é um fenômeno global que é essa questão da ultra precarização do trabalho e aí a gente vê né eu falo assim comer internet das coisas e ver não sei o quê não sei o quê ao mesmo tempo opa convivendo com esse tipo de trabalho no brasil então a gente tem do mais sofisticado do mais avançado e até condições de trabalho é que são análogas à escravidão é né e aí mas alguns apontamentos a indústria não é mais o meu tempo está acabando um pouco rápido nesse para chegar na parte
que eu quero ainda você não é mais o motor da economia esse papel agora é legado o setor de serviços a dimensão material da produção de bens e serviços é menos relevante porque por exemplo um iphone o iphone é feito lá na china a dimensão material dele o software do plástico vidro não é o que agrega valor a ele o que agrega valor a ele é o designer são as atividades e materiais é a tecnologia o tanto que a riqueza que é produzido por exemplo quando você compra no telefone celular de pronta não fica na
china ela fica nos estados unidos porque é lá que você vai ter essa dimensão e material nos módulos analógicos aos modos digitais de tratamento da informação isso todo mundo tá vivendo né ninguém mais todo mundo tá aí acessando o google e tem acesso a tudo eu gosto muito de um professor lá da frança que fala assim que muita informação mata informação a gente está vivendo uma época que assim antes tinha poder quem tinha conhecimento hoje todo mundo tem conhecimento tem poder quem sabe diferenciar o joio do trigo porque no meio desse mundo de conhecimento tem
muita coisa a gente tem revista científica que não fala não mas eu vi um artigo na revista científica tem revista científica as a gente chama dos period os atores na china e na índia que não serve para nada é assim então você tem que aprender a separar e é a questão mais uma vez da ecologia e da sustentabilidade do trabalho oi e aí eu chego qual o papel do teu nesse contexto quais são as que assim a encomenda do evento era para falar um pouco do passado e pensar no futuro primeiro a gente pode atuar
no desenvolvimento de novas tecnologias a gente tem uma contribuição singular porque nós somos analistas e especialistas da atividade humana né e desenvolver produtos e serviços que respondam os problemas que podem emergir desse novo modelo como atuar na fronteira entre o homem e tecnologia então sim a indústria 4.0 é a que usa a big data essas a digitalização do trabalho como que fica o papel do homem nessa nova nesse modelo industrial em qual porque senta alguém vai ter que operar o robô alguém essa interface entre o homem ea tecnologia é uma é um eu aposto que
seja um lugar importante para o teu ocupar o negócio começa a piscar aqui ó o funcionamento de sistemas autônomos inteligência artificial roubou o veículo o tom da que caminho sem volta tem muitos autores que falam que isso que a gente tá vivendo não é uma crise que crise e passa é uma transformação né e saúde no trabalho pensar novas tecnologias então por exemplo esse esqueleto já ouviram falar de artes esqueleto para levantamento de peso usar trackers que são para ver para onde o trabalhador está olhando o controle é através do olhar isso gente eu vou
para congresso fora do brasil realidade aumentada e realidade virtual para reabilitação games queixa quem nunca ouviu falar isso daí já é realidade se não é o futuro isso não vai chegar a gente só tem que aprender como que a gente lida com isso e como os efeitos disso e é e que coisas competências que eu enxergo que hotel tem que ter para atuar nesse contexto uma a gente já tem eu acho que o teu já trabalha bastante com essa visão multidisciplinar e sistêmica o aprendizado a partir da prática então assim não é eu estudo uma
coisa e vou aplicar aquilo que eu estudei para resolver não é assim eu enxergo um problema é ver o problema e pensar em soluções sob medida para aquele problema e não aplicar o conhecimento que eu tenho para solucionar aquele problema porque muitas vezes o conhecimento que eu tenho não vai bastar para resolver aquele problema prática baseada em evidências gente urgente para terapia ocupacional urgente a gente não pode mais ter o discurso a por quê que você recomendou isso não sabe que que eu passei de gostou oi aqui é isso não qual é a prática baseada
em evidências sempre muitas coisas que eu advogava muito tempo por exemplo questões polêmicas em saúde trabalhador alongamento e como ginástica laboral não existe nenhuma evidência científica que alongamento previne ler dort quem fala isso não sou eu sou uma revisões sistemáticas registradas na cochrane e o que previne ler dort exercício fortalecimento então como que eu vou vender pela empresa mas a ginástica laboral seu sei que não previne lesão uso de cinta lombar também não tem nenhuma evidência aqui que previne lesão então sempre quando a cada vez mais prática baseada em evidências ampliar a formação do terror
incorporando novas tecnologias fabricação aditiva que é as impressoras 3d game queixa metodologia de projeto participativo centrado nos usuários para desenvolvimento de softwares e etc alguns exemplos de outras áreas que não são da área de saúde o trabalho mas que eu acho que a gente pode usar para se esperar o joei é um um aplicativo eu falo é de uma colega brasileira que a professora da universidade de magno canadá eles estão comigo aqui na usp o que a keiko thomas aqui com estuda a parte aumento de participação social de crianças por meio do lazer então ela
ela com a equipe dela criou esse aplicativo que é um aplicativo de geolocalização por exemplo sua mãe acha um parquinho adaptado eu vou e coloco localiza aquele parquinho no aplicativo de boot para dizer e dá uma avaliação e tal achei uma sessão de cinema e assim vão ampliando as possibilidades de lazer para quem responder ciência no canadá porque não a gente tem um desse para inclusão de pessoas com deficiência no trabalho quem vai mapear os cursos serviços formação de gás empresas as pessoas com deficiência por exemplo outro exemplo de outra área não sei se vocês
conhecem um canal do youtube chama manual do mundo que é de uma menina que conheci ela na usp também a mariana fulfaro uma terapeuta ocupacional que cria conhecimento para crianças ou os mais diversos tipos de atividades há milhões de seguidores a maria super bem sucedida aqui então criação de conteúdo em mídias digitais conteúdo de qualidade isso daqui não é um canal bobinho não canal de muita qualidade canal dela porque não a gente criar alguma coisa nessa área da saúde do trabalho oi e aí o que eu deixo de eu posso voltar você quer tirar foto
tá a perspectiva quais as necessidades que ainda não tem solução ou que as soluções existentes precisam ser aprimorados no campo da saúde o trabalho que o copo pode ajudar a responder quem é essa meu tempo já acabou um tempo então não vou me alongar muito minhas considerações finais né retoma-se o trabalho tem um papel central na vida do adulto então essa atividade deveria ser tratada na formação dos profissionais de saúde a partir de diferentes pontos de vista ou seja o estudo do trabalho não deve se restringir a uma disciplina ou um grupo de disciplinas na
formação não podemos mais tratar atividade trabalho no século 21 como ela foi tratada no século 20 porque ela é outra coisa bom é isso se alguém quiser continuar essa conversa comigo esses são os meus e-mails eu vou ficar muito feliz de trocar uma ideia agradeço a