da polícia sim Polícia Militar Oi alô pode falar meu marido me espando meido teu marido eu CONSEG corr de Meus dois filhos ali eu machucada Polícia Militar em casa meu paier bater na minha mãe elocar fogo na casaem rápid Deus ele tá ameaçando minha mãe por favor eu preciso de ajuda o meu namorado tá me agredindo Agora eu preciso de ajuda você encar no meu celular vai pior tô te avisando perto ele mora perto do boa noite boa noite é da Polícia Militar isso mesmo senhora Eu preciso de uma viatura com urgente aqui por favor meu marido entrou embriagado Agora quase me matou na minha casa ele tentou lhe agredir me agrediu ele quase me matou eu tava dormindo minha filha moça pelo amor de Deus eu preciso de uma ajuda na rua moça Eu me acordei eu acho que o ex marido da da moça matou a minha sobrinha pelo amor de Deus me [Música] ajuda quase 50. 000 Mulheres foram assassinadas no Brasil entre 2012 e 2024 48. 2 189 morreram nesse período só em 2022 3.
806 Mulheres foram mortas 221. 2 40 mulheres de todas as idades foram vítimas de algum tipo de agressão 144. 217 eu tenho cara de palhaço tu me envergonhou na frente de todo mundo tu acha que tu é quem Ai me Perdoa amor eu não queria te magoar me perdoa perdoa é que fazia muito tempo que eu não via ele eu só dei oi eu não fiz nada eu só cumprimentei ele não quero saber eu só cumprimentei ele eu não fiz nada eu já te falei que eu não quero saber mulher minha não dá Oi para homem nenhum Tô de saco cheio comport desculpa [Música] mãe ele fez de novo mãe ele me bateu que isso que que tá acontecendo por que que tá falando não para para para por favor para não me machuca vai morrer vagabundo Mor mor não não faz isso por favor não faz nada por favor me deixa embora daqui nem todo agressor reconhece o mal que causa muitos foram moldados por uma cultura que naturaliza violência Mas isso não justifica e sim evidencia a urgência de Educar para prevenir é possível romper o ciclo de violência mas isso exige compromisso de todos nós eu sou juíza há 30 anos e um dos casos mais emblemáticos que eu me deparei com em relação à violência doméstica foi um que aconteceu há mais ou menos uns 25 anos atrás eh foi uma situação em um em que uma mulher foi agredida pelo marido com uma martelada na cabeça que causou a ela um um um afundamento na na calota craniana ela ficou com lesão lesão eh inclusive bem aparente mas felizmente não morreu eh e naquela época a lei ela não contemplava medidas de proteção eh até o próprio olhar sobre as situações de violência dessa natureza não eram tratadas com eh a gravidade que precisam e com respeito que precisam ser tratados e tanto que o caso na época foi levado pela delegacia para o fórum como uma lesão corporal leve e chegou a a vítima na audiência que eh do juizado especial a a cabeça né ela estava com lenço na cabeça e quando ela tirou aquele lenço que se viu Eh o o afundamento que ela tinha no crânio ela além além daquela lesão ela também não conseguia falar porque ficou com sequelas na área da fala e a advogada colocava que aquela mulher tinha que voltar a morar com agressor porque ela não tinha ninguém da família para acolhê-la e que era a situação ela tinha filhos o marido precisava cuidar das crianças não tinha com quem deixar e aquilo me deixou profundamente assim eh eh chocada porque era uma realidade que o judiciário não conseguia tocar muitas mudanças houve na legislação e com a implementação da da Lei Maria da pem em 2006 o judiciário passou a ter mais mecanismos para poder estender a proteção às vítimas de violência doméstica eu penso que um dos principais mecanismos que a Lei Maria da Penha trouxe foi a possibilidade de aplicação de medidas protetivas de urgência em favor da vítima como é que acontece essas medidas protetivas dentro do âmbito judiciário a vítima normalmente eh nesses casos quando ela registra violência eh na delegacia ela pode ela não é obrigada mas ela pode vir a requerer eh medidas de medidas protetivas e esse pedido dela é encaminhado pelo delegado de polícia para o fórum e o juiz tem 48 horas para decidir se defere ou não aquelas medidas protetivas existem diversos tipos de violência o nome já diz tudo né violentar ou seja ferir o outro de alguma forma Então seja violência física né que é agressão seja violência psicológica que ocorre muito por exemplo depreciando a pessoa seja a violência patrimonial é importante falar dela o que que é a violência patrimonial é quando uma pessoa por exemplo ela trabalha mas ela não tem autonomia sobre o recurso dela outra pessoa vai lá e toma o recurso dela ou por exemplo de uma pessoa idosa ela recebe aposentadoria só que outra pessoa vai lá e acessa essa aposentadoria então nós precisamos tratar dessas violências Então seja violência física psicológica sexual que ou seja o que que é a violência sexual né É quando a outra pessoa invade o meu corpo quando eu não aceito e por que temos que falar sobre isso porque em muitos casos casais pessoas casadas ou pessoas que namoram não querem aquele ato sexual e a própria mulher se sente na obrigação então o que que a gente trabalha essencialmente essa Cultura como que esse homem e essa mulher foram criados muitas vezes dentro de casa seu pai e sua mãe faziam tinham tudes muito piores seja a mulher de submissão seja o homem de agressividade de machismo e nunca tiveram uma oportunidade de ressignificar suas condutas por isso que o trabalho do assistente social ele consiste em que ressignificar sua sua trajetória de vida ou seja acolher a demanda nós não trabalhamos para julgar pessoas trabalhamos para acolher O que que você viveu na sua infância na sua adolescência na sua vida adulta como é possível seguir em frente de uma forma melhor e mais saudável violência doméstica não é apenas um problema pessoal é um reflexo de desigualdades estruturais de uma sociedade que muitas vezes silencia diante do sofrimento das vítimas hoje contamos histórias que precisam ser ouvidas não apenas para conscientizar mas para transformar eu conheci ele através um familiar e no começo ele era um príncipe encantado me dava flores me levava para jantar eu achava que eu tinha encontrado homem de dimensões até porque foi meu segundo namorado só né E aí foi aí que começou os sinais né que a minha mãe começou a ver que ele tava muito fiumo e me controlava muito não deixava eu conversar muito com a minha mãe daí eu pensava que era a culpa da minha mãe daí a gente decidiu alugar um apartamento e morar junto sozinho aí lá começaram as brigas ele começou a me controlar porque tu não vai sair começou a me ligar pros vídeos aonde que tu vai com que que tu tá e mandava mensagem respondia à minhas amigas pelo WhatsApp e fazia eu ter relações sexuais com ele a força e aí eu achava que isso não tava certo Um dia a gente brigou muito onde ele falou que mulher só se resolvia na bala e aí eu fiquei com muito medo esperei eles sair para trabalhar e sair de casa foi aí que começaram um as ameaças ele me mandava áudios dizendo que eu se eu não ficasse com ele eu não ia ficar com mais ninguém que el ia me matar e tal e aí eu não sabia o que fazer aí conversei com a minha mãe a minha mãe me deu muita força minha família não tu vai na delegacia registrar um boletim de ocorrência porque não tá certo isso tal e foi aí que eu fui na delegacia tirei força da onde eu não tinha e fui na delegacia e lá na delegacia no dia tinha o projeto OB por elas que é um projeto que onde elas acolhem mulheres que sofrem violência doméstica e aí no mesmo dia eu a medida protetiva e a medida foi mandada para ele de volta aí ele mandava áudios dizendo que ia me matar eu tava no apartamento aí quando eu escutei na porta o estouro da porta e falando meu nome me chamando e aí eu tranquei a porta do quarto quando Ino que eu tranquei ele veio até mim e disparou na eu tava atrás da porta do quarto disparou contra mim onde pegaram três tiros o primeiro tiro pegou no me no abdômen onde eu já caí e depois ele me bateu bastante lá na hora tal e daí depois um tiro cada perna daí eu fiquei 15 dias internado no hospital 5 dias na UTI entre a vida e a morte foi condenado a 29 anos e o comparso a 26 foi feito a justiça graças a deus muitas pessoas me perguntam qual lei nós tínhamos antes da Lei Maria da Penha da lei 11.