não faz nenhum sentido a gente delimitar os espaços do cinema e dos processos criativos e de realização dizendo que as coisas estão se assim ou assado acho que a gente só dá uns inclusive da minha parte eu acredito que você acha que estão tendo essa conversa porque Olá seguidores do meio amargo Esse vídeo é sobre cinema cuia e para entender o se trata eu chamei quatro pessoas muito queridas especializadas no assunto e Chico Andrade que é diretora autora e roteirista além de pós-graduada em psicologia social o Diego Benevides que é crítico de cinema pesquisadores cinema
brasileiro e curador de festivais de cinema LGBT que ia mais sabe é uma cedo que é doutorando em comunicação com a tese a respeito de representações da masculinidade no Cangaço e o Jailton Melo que é doutor em psicologia e psicólogo Clínico antes um pequeno parênteses eu te pergunta se você já Segue o canal do meio amargo no YouTube vai lá rapidinho siga ativa as notificações porque isso ajuda muito esse trabalho aquecer a o caminhão não faço tanta distinção assim de chamar-se né no Dia BT ou cinema Queen para mim tá tudo dentro de uma mesma
vertente de Neve tentar trazer tentar dar esse espaço para essas histórias dá nome às coisas sempre muito relevante acho que você construir é um enquadramento ali no sentido da Contorno mesmo né ao que está sendo praticado EA beleza entendimento a importância daquele cinema uma identidade cinema cunhagem tava certa forma também né não necessariamente todo cinema LGBT é exatamente no cinema aquí e que nem todo cinema arco-íris exatamente um cinema LGBT na história do cinema do início que tem uma certa estética certo discurso que ele está muito mais ligado a uma transgressão das normas x entre
normat e quando a gente olha aí vê a quem eram as pessoas que serviam em novela aquelas pessoas que você via em filmes não é fazer os personagens que apareciam eles vêm de um jeito muito escondido e ao mesmo tempo Quando É revelado aquilo é um jeito muito distanciado né ela me perguntei muitas vezes assim qualquer referência vale uma travestir de direita bolsonaro lista porque elas existem vamos múltiplas né um homem trans direita bolsonaro lista e ficou me representa qualquer cor o transe representa eu já me perguntei isso a gente pode pensar no cinema tanto
nessa forma de expressão artística mas também no sentido social que ele desempenha na área de tentar trazer um pouco é dessas dessas realidades então a gente pode pensar tanto o cinema A partir dessa vertente mais social e também educativa Então eu acho que primeiro a gente tem que fazer uma a dignidade primeiro humanizado importa qual seja a postura ética e política desse jeito mais tentar jogar a luz nessas temáticas que muitas vezes são utilizadas de alguma forma é afetar essas pessoas né trazer fazer com que a emoção e fazer porque essas histórias a fé tem
a vida do público independentemente da idade sexualidade é uma coisa natural orientação sexual gênero e a raça uma coisa natural né e deveria ser naturalizado Então eu penso que quando a criança enxerga isso tá infância ela começa a chegada de um outro jeito [Música] mas existe somente uma forma de sair masculino uma forma de ser feminino né independente do teu gênero né Independente se você é uma pessoa se se você é uma pessoa trans você é uma pessoa não binária próprio plástico e o saco de esterco e o que são homens que não tiveram educação
formal mas temos consciência da imagem Só existe na CDH cenas estão paramentados com a calça o mais que existe movimento de de normatização homem a diferença do homem vai ficar fedendo seu filho mas esse algum borda ele é preocupado com aparência Lampião da França contra seres aquilo que é esperado para o que é feminino porque é masculino né muitas vezes ela ela cai por terra o cinema ele vem se modificando muito né Que bom que ele vem trazendo assim essas novas construções sobre o que essa feminino que essa masculino né E esse homem terminado essa
mulher que é um pouco mais masculinizada ela já está nem outros espaços sem necessariamente nessas pessoas estarem sendo a construídas e desses personagens estarem sendo construídos como gays ou como lésbicas ou comum pessoas trans né matemática masculino ou então a temática trans masculina acaba tendo um pouco mais de espaço na e São dos filmes e as temáticas femininas acabam existindo óbvio né Elas existem mas talvez de uma forma um pouco mais distante assim se a gente comparar com o g mas talvez a legenda inteira assim essas representações acabam pegando mais quando a gente tenta buscar
filmes de temática be né Eu acho que ainda é uma temática é um pouco menos é corrente ou talvez mais complexa de trabalhar a figura de Dunga em Bacurau materializou aqui que estava pensando sobre esse homem nordestino e carrega um monte de fantasma especialmente por conta do Cangaço lá porque se a gente for analisar o mercado muito específico da nossa região que não existe nenhum outro lugar do mundo o próprio campeão eu acho que ele é um gangue era wi-fi também eu vi acompanhei O Manifesto trans e trazer essa demanda por exemplo de que as
pessoas é Assis generas elas não interpretar sem personagens trans pelos próximos 30 anos a temática transa Ela Tem surgido com esse essa necessidade da discussão política cada vez mais política e a gente tem percebido a entrada dessas pessoas não só como personagens nessa a gente ficção documentário não só como personagens Mas também como os produtores os computadores dessas histórias essas histórias elas deveriam ser ensinadas né por pessoas que vivem isso né todos os dias que trazem na própria experiência né o jogo semi com ali né o jogo da atuação quando pessoas estão atuando ela também
não estão neutras nelas tem uma história de vida Elas têm na experiências que trazem com elas trazem na memória do corpo na memória afetiva inclusive vai ter quem pensa que a gente pode está moralizando pode estar isso ou aquilo ou dizendo que a experiência de vida de uma pessoa e vai ter né molhado empírico vai ter mais valor do que aquele que se debruçou de fato sobre o tema Eu já ouvi muitas coisas eu acho que cada coisa no seu lugar mas o meu ponto de vista parte conseguinte primeiro a gente possa trabalhar eu acho
isso muito importante a material eu não existe outra maneira quando você é totalmente desorganizada uma figura totalmente desorganizada quando a sociedade já deixou claro para você vai para sua existência é Série A moralidade de gente é que você só vai conseguir ter uma infecção na sociedade né a partir de um elemento básico que a materialidade até trabalho poder pagar as coisas né então você precisa a sanar uma série de dívidas históricas não tem como você lidar com essa materialidade sem olhar para ela como dívidas históricas toda travesti foi expulsa da escola foi expulsar da família
foi expulsa dos ambientes de convivência então a gente pode ter acesso às mesmas coisas que as pessoas fiz conseguem ter um E tu acha que sim então marca é mais fez vítimas e com pessoas trânsito dirigir seus filmes e seus espetáculos 3kg vai surgir usamos o século 19 os irmãos nome é desde aquele momento além das da impressão relacionamento cinema muito tempo se dedicou para as histórias então normativas né então de certa forma para usar um ter mais da por isso que é só ser uma forma de reparação a gente também tomar essa imagem é
quase um gesto de ter que dar a barra certeiro oito né até porque o cinema é uma arte coletiva né então acho que e cabe cada vez mais esse uma co-criação mais horizontalizada que a gente tenha né obras mais umas dicas né e a mesma maneira como narrativas histórias de pessoas gays bissexuais e lésbicas né sejam vividas também por atores e atrizes que tem nessas vivências diariamente que vivem isso no corpo que vivem isso o próprio desejo na sua própria sexualidade na própria forma de se viver eu acho que sinto é importante que essas pessoas
elas participem não só de filmes que tratam sobre gênero né sobre identidade que elas estejam dentro de uma cadeia produtiva do próprio cinema mas acho que ele não necessariamente estão limitante assim e só determinadas pessoas devem fazer determinados filmes eu acho que cinema não funciona assim eu não acredito que é homens brancos e gêneros sejam eles gays ou heterossexuais não devo nunca mais conta a história de pessoas trans nunca mais contar histórias de pessoas negras Você não acha por mais que existam erros por mais que existam questões que não Batam bem o filme A gente
precisa ver como que esse universo é representado por pessoas da Cruz sexuais né Para a gente poder dialogar com isso eu só acho que existe uma relação de compromisso e prioridade com alguns aspectos que infelizmente só urgência de trás por exemplo o que eu estou disposta a abrir mão o filme que você já escritora autora roteirista diretora podem ser muito diferente mas muito diferente mesmo do que uma pessoa aqui não vive sob os mesmos níveis de tensão de ameaça que eu vivo as cobranças elas são muito válidas e muito pertinentes em cada vez mais presentes
acho que a gente passou muito a vida talvez vendo novela né que atores e atrizes apelos sexuais interpretavam personagens LGBT que ia mais e acabou que criou alguns ruídos e criou algumas repetições de padrões e que eu acho que talvez hoje estejam mais atualizados De toda forma de arte na deveria estar se perguntando onde estão essas pessoas né a do mesmo modo com as infâncias mas é só essa seleção é guardadas a sete chaves né cada vez mais a gente tá no processo de que a a infância ela é guardada e ela só é revelada
muito depois da nem ser criança mais a gente tem um filme nacional que eu acho que traz isso de uma forma muito interessante que é o Valentina né que é de uma de uma jovem TRANS e eu acho que é um filho que carrega muitos discursos né e não não só esses discursos de sobre a Sexualidade sobre a educação sexual mais sobre a própria formação dos jovens praticamente impossível ser ver uma uma pessoa LGBT que não sofreu alguma violência violação na infância envelhecimento em qualquer perspectiva de sexualidade e orientação sexual é o Inter E se
ele é um processo de um processo Solitário não processo de muita solidão próprio surgimento do cinema II os Estados Unidos o único que serão usados somente para ligar na caixa para guardar ideia e aí ele foi analisado perdendo gerações de pessoas brilhantes pensadores a ter ali naquele momento e agora que a gente tá perto de fato para ver se envelhecer ele né Muito estava esse quando ocorre família e terra como um homem né muito violento nem na hora da moça deixando você viu lá em casa no Brasil a gente tem muitas especificidades Neves e lésbica
gay bissexual trans travesti não é homem que as mulher transa enfim essa pergunta que eu tenho efeito sabia que a gente já criou uma cara nossa é difícil até para mim identificar traços de regiões de territórios assim de países no cinema arco-íris me os americanos Blazer né pensar o ylai diferente lá não tem como que a gente vai pensar e Cara essa relação profunda com a influência africana de diversos povos africanos que chegaram EA Floresta dos índios e também está lá de repente a estética cue para América Latina e Brasil e que existem separadas Alegre
tem isso a gente não se conecta de forma profunda com América Latina uma linguagem por isso as pessoas falam que a palavra tem que ser abrasileirada Essas são algumas pessoas colocam com 15 ml o carro do Mr mas já começa aliás luta pela própria língua que você lembra Brasileiro hoje em si talvez a gente não consegue colocar em uma caixa específica eu acho que a produção é de qualquer filme que que vende várias de várias regiões do Brasil a gente tem uma diversidade muito grande então as e Na minha opinião não ia lá nem sei
se eu quero que a gente consiga padronizar essa produção eu acho que ela tem que ser sim é diversa múltipla que eu ainda acho que a gente tem uma referência em forte assim no cinema norte-americano claro você pode fritar seus olhos do cinema nacional como um todo né como presente o realismo brasileiro na você vai ter isso desde Macunaíma anos das é bem diferente ele se diferenciava aquela paisagem mais normativa quando a gente olha para uma narrativa LGBT pensando no Brasil ela tem uma particularidade muito associada mesma né assim o nosso território a nossa nossa
história né de um país colonizado que é bem diferente de uma temática queer nossa nossa americana né Você sabia que o primeiro o queimado da Santa Inquisição no Brasil é um indígena maranhense chamado tira ele foi queimado por ser considerado afinado indígena terminado do Maranhão essa questão do clube aqui entra a gente os indígenas já viviam na prática está tendo lá em Vazão perguntas Já desceu mais uma sexualidade as pessoas não é tipo existiam outras modos de investimento e composição pós-guerra para cá foram diretores-presidentes coincidente mente parâmetros nordestinos trouxeram uma nova perspectiva do cinema desde
guillaume trabalhar aí tem que Cacá Diegues Grande Alagoas E aí o cinema da retomada dos anos 90 fazendo mercadoria e o baile parece magro né E aí Madame Satã carinha aqui então acho que marca o cinema contemporâneo era pronto que tem referências de multa o grande o filme da minha vida é uma dança Estação essa personagem o marginal essa personagem ela violenta mas ela se tornou Marginal e se tornou violenta a partir de uma série de fatores são apresentados no estilo entre corpo ainda que extremamente desumanizados diante da sociedade é um copo repulsa ao agora
evolucionário tem vários exemplos recentes nade de produções com essa temática e foram prejudicadas em relação às políticas públicas sejam na no momento né do financiamento seja no momento de distribuição eu acho que existe sim hoje uma certa tentativa de silenciamento né de apagamento desse estilo engavetamento desses filmes que melhor desejo fazer um filme extremamente Popular com o debate que eu acho que no caso assim necessário urgente mas que ele alcance número enorme de pessoas assim sabe e menos que ela forma mas mais próxima temática mesmo Enquanto realizadora o que interessa é aonde aquela por marcou
o tema político não gosto disso eu gosto realizar sistema político é mesmo quando eu tô sem lá tentando escrever uma comédia arrumar um eu ainda dentro do gênero também já romântica eu vou tentar trazer ali um embate político dentro dele o Cinemax não LGBT ele ele se confunde um pouco assim com algumas experiências da vida kuyt aqui no mundo né ela acha que às vezes a gente tem que colocar três vezes mais esforço para conseguir algumas coisas região o financiamento seja sala de exibição seja o movimentou conquistar o público mas eu acredito que a gente
tem muito fôlego muito potencial Muita criatividade profissionais extremamente competentes para fazer esse tipo de filme e eu acho que felizmente assim eu tenho uma um pouco a pouco não bastante otimista aqui a gente vai conseguir recuperar um esse fôlego nexo Nacional Tava tendo nos últimos anos inclusive para essas pautas identitárias que são extremamente importante que sejam discutidas aqui no cinema nacional Espero que você tenha gostado do vídeo deixe seu comentário deixe o seu like compartilhe e também Portal canal ative as notificações e também confira o trabalho do meio amargo no meio amaro.com Onde Vão ter
muitos textos com artigos críticas debates e entrevistas sobre o cinema até a próxima tchau tchau