Então vamos começar o tema, o jornal de hoje. Nesse tema, uma fonte da agência Reuters afirmou hoje que Estados Unidos e Irã receberam a estrutura de um plano de cessar fogo imediato na guerra no Oriente Médio. O movimento acontece um dia depois de o presidente Donald Trump, presidente americano, estender o Ultimato ao Irã até terça-feira, até amanhã, e afirmar que pode atacar infraestruturas iranianas.
Terã reagiu dizendo que vai retaliar qualquer ofensiva e não pretende reabrir o estreito de Ormus como parte de um possível acordo temporário. Vamos entender o que que tá nesse documento com a Paola Deort lá em Bruxelas, que nos atualiza as as informações sobre a guerra. Paula, muito bom dia para você.
A semana começa então com grandes expectativas em torno desse plano de cessar fogo. Eu te pergunto, de onde vem esse plano e se já há detalhes e declarações a respeito do documento? Bom dia para você, Víor, para todo mundo que tá assistindo a gente.
Tem uma expectativa enorme em torno desse plano, mas segundo o site de notícias americano Axios, as chances desse acordo sair mesmo são pequenas. Você me pergunta da onde ele vem. Na verdade, todos os relatos com relação ao plano ainda não são públicos.
O presidente americano estaria então negociando com intermediação do Paquistão junto com o Irã para chegar a esse acordo. A ideia seria então o quê? A ideia seria implementar um cessar fogo imediato e depois então daí negociar assim um acordo para colocar um fim permanente à guerra.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Teran já formulou a resposta e que vai anunciar ela quando for adequado. O chefe das Forças Armadas do Paquistão participou dessas negociações fazendo a ponte entre o vice-presidente americano Jade Vens, o enviado especial dos Estados Unidos pro Oriente Médio, Steve Witkoff e o ministro das relações exteriores do Irã, Abas Arak. Uma fonte, disse a agência Reuters, que essa segunda fase para negociar o acordo definitivo depois então do cessar fogo duraria algo entre 15 e 20 dias.
O site Axos tinha dito ontem que esse período de cessar fogo para preparar o acordo final seria de 45 dias. Só que o Irã já rejeitou a ideia de reabrir imediatamente o estreito de Ormus logo aí nesse período desse cessar fogo. O presidente Donald Trump, ele [música] estendeu para terça-feira o ultimato para que Irã reabra o estreito de Ormus, aquela passagem por onde são transportados 20% do petróleo e do gás produzidos no mundo e que foi fechada no início da guerra e que tem gerado uma disparada nos preços da energia.
Agora, olha só, alguns países têm conseguido passar pelo estreito. Navios com bandeira do Iraque receberam autorização para passar e já passaram da Turquia e do Japão nos últimos dias. Agora, o navio dos Emirados Árabes Unidos, país que tá do lado americano desse confronto, não conseguiu.
Na última quinta-feira, o navio francês já tinha conseguido passar pelo estreito. De acordo com dados analisados pelas agências Heuers e AFP. foi o primeiro grande navio europeu a cruzar a passagem desde o início de março.
Ou seja, o Irã libera de acordo com a posição dos países nesse conflito. Trump ameaçou mais ataques, inclusive contra alvos da infraestrutura de transporte e de energia do Irã, e disse que os iranianos vão viver no inferno se o ultimato de terça-feira não for seguido pelo Irã. Uma apuração da Reuters com o representante iraniano disse que o país já disse que não aceita ultimatos e que acredita que o Washington não tá pronto para um cessar fogo permanente.
Os ataques continuaram pela região nesse momento em que a gente entra na sexta semana desse conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irã, que já matou milhares de pessoas. Trump também escreveu na sua rede social o seguinte: "Louvado seja Alá". uma referência à religião islâmica que gerou muitas críticas mesmo dentro dos Estados Unidos que dizem que ele cruzou a linha entre religião e política.
Víor, uma informação relacionada a uma outra fronte, dessa vez aqui na Europa. Em mais um sinal de preocupação com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, a Alemanha determinou que homens com menos de 45 anos vão precisar de autorização militar para deixar o país por mais de 3 meses. Segundo o governo alemão, as autorizações de viagem tendem a ser concedidas, mas ainda não tá claro como que a regra vai ser aplicada em caso de descumprimento.
Vor.