bem-vindos a mais um vídeo do canal conhecimentos da humanidade Léo hoje falaremos sobre os muçulmanos no Brasil de um jeito diferente olha aí a gente vai falar sobre uma das grandes revoltas que aconteceram aqui no Brasil foi a revolta dos malês [Música] pra gente começar é importante falar que os primeiros muçulmanos que chegaram aqui foram escravizados exatamente Lembrando que os portugueses produziram a escravidão no Brasil Ali no século 16 a gente sabe que começou com os indígenas com Os Pretos trazidos da África mas com tempos indígenas foram deixados meio de lado e aí a gente
teve uma das maiores casos de tráfico humano da história registrada trazendo vários povos de várias Nações pretas da África para o Brasil certo e em algumas das regiões da África o Islamismo já tinha chegado exatamente então parte desses negros lindos para cá eram muçulmanos eram islâmicos e quando vieram para cá continuaram tentando praticar suas crenças suas rituais só que operadora de escravidão foi um período desumano para essa galera né o Brasil foi o último amor oficialmente a escravidão a gente tem várias fugas individuais fugas coletivas a criação dos quilombos né quero locais de resistência mas
dentro desses povos que vieram da África Às vezes a gente ouve muito falar por exemplo dos grupos como os lagos que são os yorubás mas também vieram outros grupos como por exemplo os Raul Sans que eram povos africanos que habitavam ali uma região no interior do Golfo do benim no norte de onde hoje é atual Nigéria ele já eram muçulmanos então esses caras que eram muçulmanos eles recebem o nome pelos yorubás de imanência por conta dos Imam sacerdotes são pessoas importantes na religião e aí acaba virando os males então é uma forma bem Geral de
se referia a esse pessoal que tinha uma religião e uma crença diferente de outros povos E aí tem umas curiosidades por exemplo Esses povos foram escravizados juntos né que tiveram essa intercessão aí e aí né rapidinho chegar até o apelido de Malês eles viviam juntos em vários lugares do Brasil mas talvez o lugar onde a gente tenha a maior concentração deles tenha sido na Bahia hoje a Bahia ou a cidade de Salvador é a cidade com a maior população preta do Brasil justamente porque na Bahia se concentrou muito desse tráfico escravagista Esses povos Malês Esses
povos já islamizados eram povos já treinados em guerra Eles eram muito combativos então as revoltas eram comuns com relação a esse povo tem uma curiosidade Bruno que é esses escravos muitas vezes eles tinham que esconder que eles eram muçulmanos porque além de ser escravizados quando em determinados momentos quando começou a surgir uma ideia ali ó os caras vão se revoltar Talvez ele se revoltem eles começaram a ser perseguidos Então tinha até alguns que davam os outros falam fulano de tal é Malé ele é muçulmano E aí esses casos muitas vezes eram perseguidos e eram mortos
de perseguição ao Islamismo apesar de não ter sido institucional né Federativa aconteceu bastante e aí quando a gente chega na primeira metade do século XIX acontecem várias revoltas de escravagistas principalmente na Bahia e a mais importante Ou pelo menos a maior delas é justamente o que foi chamado de Revolta dos Malês que aconteceu em 1835 na cidade de Salvador não se sabe reconhecer Quem foi o líder dos Malês Ah foi o Fulano foi o Zumbi dos Palmares não teve muito isso mas foi uma comunidade que acabou se organizando e depois foi chamando escravos de outros
lugares para se agrupasse sabe como é que foi isso como foi isso Bruno na época do ramadã ah eu imagino que por que na época do ramadã esses muçulmanos Precisam fazer o jejum e aí o Estopim da rebelião gente foi a recusa de alguns escravos de cumprir a ordem dos Senhores deles de trabalhar de fazer e de não respeitar o jejum e aí a galera falou meu chega acho que está na hora da gente se manifestar eles começaram a se recusar a trabalhar mas rapidamente quando esse essa insurgência essa resistência começou a aparecer cerca de
600 escravos se juntaram essa revolta Tá certo exatamente então esses escravos como você falou foi catando uma galera outros escravos Malês ou não e foram Reunidas essas 600 pessoas e essa e foi uma revolta então algumas coisas foram depredadas né igrejas foram atacadas rolou uma revolta mesmo preso ali não dá para levantar o cara por favor deixa eu jejuar escravizado mas eram os militares na época e também a polícia então acabou que essa rebelião foi relativamente facilmente acabada né teve com um fim trágico Sim vários vários dos que foram identificados como líder foram mortos outros
que nem eram líderes mas ali foram punidos severamente como tilações com açoitamento para mostrar realmente aqui ó não é para ter esse tipo de coisa aqui mas sempre gera um efeito meio contrário né porque na verdade por mais que tenha sido uma revolução rapidamente controlada ela ficou muito marcada no Brasil como sendo uma revolução extremamente importante para lutar contra a escravidão e também para lutar contra a opressão religiosa é poucas décadas depois em 88 1888 acabou né a escravidão com influência de várias coisas né sim sim oficialmente a escravidão é abolida né a gente já
tinha aquela Lei do Ventre Livre que anterior mas depois a gente tem ali uma abolição de todas as práticas rapidão não que elas tenham sumido completamente mas é ali que a também as restrições com a prática do islamismo no Brasil começam a ser relaxadas é porque antes apesar de não ser oficialmente proibido a prática foi dificultada muito né condições impostas proibição de se reunir em grupo não tinha um líder religioso por exemplo alguém que eles pudessem nomear então foi muito difícil ser um muçulmano nessa época não à toa a gente vai falar daqui a pouco
de algumas curiosidades Mas acabou acontecendo sincretismo inclusive entre os escravos né entre o que era por exemplo as práticas tradicionais yorubás com islamismo algumas coisas ali e aí Léo como você falou rolou a liberação né escravos agora os livros os homens mulheres ela escravizados agora já não eram mais escravos e nem por isso facilitou muito a prática islâmica porque os caras não sabiam ler e aí tem uma um artigo muito interessante porque aí no Rio de Janeiro tinham tinha um livreiros franceses que vendiam Corão E aí um ano Venderam 100 aí No outro ano mais
100 os caras nem sabiam ler mas era importante ter o porão com ele imagina e não era barato então eles trabalhavam Ali era como era era um sacrifício ter o porão mas era importante ao mesmo tempo e é muito louco se você for pensar gente esses esses escravizados vários deles né Depois de Anos de Escravidão Eles nasceram no Brasil falavam português já não falava nem mais o árabe exatamente já não fala já não tinha mais uma raiz aliás se eu sou a raiz mas não tinha mais um contato cultural lá direto com o golfo do
beninho com a regiões onde tinha o Islamismo Então é isso que o Bruno falou cara não sabia ler não sabe escrever não sabia árabe muitas vezes é aprendia ali o que tinha que fazer na religião observando os mais velhos comprava O Corão ali com esses livrairos Franceses em árabe para pelo menos ter o Porão em casa ali e dizer o meu livro sagrado tá aqui né né Essa essa palavra de Deus direto com certeza e tem uma curiosidade muito interessante Léo muito interessante tem duas palavrinhas que a gente usa muito para se referir as práticas
hoje dos parados das macumbas que a gente brinca que é mandinga e patuá essas duas têm origem nesse que a gente chama de povo Malês né desses muçulmanos aqui no Brasil a mandinga era como esse grupo étnico islâmico era conhecido Olha só então os mandinga né mandinga em alguém na verdade esse nome vende justamente para designar que aquele grupo étnico islâmico de escravizados eram os mandinga e o patuá tem tudo a ver com isso olha é quase como se fosse uma coisa só no desenvolvimento e como ela falou mandinga parece que é justamente a macumba
né como a gente chama hoje aquela coisa eu vou fazer uma mandinga aqui para tal coisa porque os mandinha eles usavam uma espécie de bolsinha e dentro tinham textos do Corão para proteção ou para pedir alguma coisa específicas mas em geral para para proteção prece e com a proibição com a dificuldade foi proibido ter né esses textos e tudo mais eles começaram nos sincretismo a substituir não necessariamente os males os mandinga mas acabou-se substituindo essa prática por invés de texto Eva uma coisinha aqui para guardar essa bolsa ainda nessa bolsinha que hoje a gente chama
dentro da Umbanda por exemplo não apenas mas da Umbanda por exemplo de patuá Então você usa o patuzinho ali na sua bolsa no seu bolso na carteira isso vem do islamismo que é algo para te proteger para atender suas preces suas orações Então olha só o quanto é sincretiza entre Esses povos provavelmente entre os mandinga Mallet e os nagô por exemplo trouxeram coisas para dentro da Umbanda hoje que a gente vê que a gente observa e que foram dessa composição por isso que outro dia a gente já entrevistou aqui no canal Mário filho né foi
que é umbandista e é muçulmano como é que eu quero consegue ser tudo ele consegue porque ele entendeu que culturalmente as coisas confluíram e hoje elas muitas coisas que a gente faz ali na umbanda no candomblé vem do islamismo e talvez vice-versa também aí fica aí um tema para um próximo vídeo inclusive acompanha o Mário filho que é muito bom o Mansur do storie islâmica também esteve aqui no canal acompanha lá o canal a página dele e eu quero saber a gente quer saber o que que vocês acharam dessa ideia de trazer povos que será
que tem a ver quando a gente fala de tradições afro né a gente vai para esse por um caminho mais animista né e tal e de repente o Islamismo tá lá no meio vocês sabiam disso como queria saber um pouco de vocês que que vocês acham desse tipo de tema aqui no canal deixa nos comentários aquele like também se inscreva aquela coisa toda beijo no seu coração e até a próxima [Música]