A entrevista tá bom podemos começar né Janaína olha muito obrigado pelo seu aceite para essa entrevista Tá eu vou eu vou repetir eu vou repetir algumas coisas Jana que você já ouviu mas a gente gosta de deixar registrado né é importante lembrar que essa entrevista Tá no contexto dos 25 anos do do memorial da educação Paulista que antes era denominado memorial da educação Paulista e atualmente é núcleo De memória e acervo histórico que cuida do Acervo histórico da escola Caetano de Campos que é onde você estagiou lá né onde você trabalhou correto foi e e
e a gente vai gravar no projeto nesse projeto memória oral eh que vem também desde o início do memorial da educação Paulista se tem 25 anos a gente acredita pelo fato dos primeiros profissionais de quem trabalhou nessa Constituição do memorial da educação E constituído raízes Profundas que a gente hoje colhe frutos né E você é uma dessas que semeou e a gente agradece e a gente então fique tranquila a gente vai gravar depois vai transcrever vai pass rever a transcrição passa para você se por acaso você quiser tirar alguma coisa a gente retira tanto do
do texto quanto do da gravação mesmo agora em algum momento se você quiser parar para alguma coisa você pode falar Tá uma conversa eh não tudo bem Tá tranquilo meu filho tá dormindo ali Tirando um cochilinho após o almoço ô ô Janaína você pode se identificar seu nome completo Janaína dos Santos Cardoso é fala fala assim espera um pouquinho S Jana espera um pouquinho antes de responder você espera antes de eu terminar de falar você conta um dois aí responde mas fala meu nome é então você fala seu nome completo data de nascimento e cidade
que Nasceu Eh meu nome é Janaína dos Santos Cardoso eh nasci na Cidade de São Paulo capital eh em 26 de fevereiro de 1979 ten 45 anos Janaína Qual sua profissão e quais suas atividades atuais minha profissão eh Sou formada em História licenciatura plena eh e também eh fiz curso de licenciatura plena em pedagogia hoje atuo na área da Educação Sou professora na rede estadual de ensino na diretoria norte 2 na escola e Dr Alberto Cardoso de Melo Neto muito bem Janaína Janaína que tempo você lembra a duração Quais foram os anos que você teve
vinculado ao memorial da educação Paulista no acervo histórico da escola Caetana de Campos foi no ano de 2001 2001 2000 2000 e desculpa foi em 2002 e 2003 foi um ano de estágio eh e depois foi o houve uma renovação do Contrato e fiquei durante mais um ano o Janina Eh agora vamos falar sobre sua formação escolar tudo bem e você estudou na Escola Estadual Professora Dulce Ferreira boarim né Por que você estudou nessa escola Conta aí olha sempre pensando em começar a a resposta completa tá eh então eu estudei na Escola a do Ferreira
boarim onde meus pais eles eram zeladores dessa escola ambos funcionários público e eu fui morar nessa escola eu tinha 5 anos de Idade então ali eu fiz a pré-escola eh minha vida estudantil foi praticamente nessa escola até o ensino médio eh era uma escola técnica antigamente e eu fiz o técnico contabilidade nessa escola então estudei minha formação escolar sempre foi nessa escola e dul Ferreira boarim nos mesmos no mesmo local onde meus pais trabalhavam portanto seus pais eram os eram os caseiros da escola e eram também o eram funcionários administrativos da Escola e como essa
sua relação de filha dos profissionais da escola e aluna da de da escola então Na verdade eu sempre desde criança respirei escola né então assim fui criada sempre dentro da escola não tinha naquela época não tinha muito contato com outras brincadeiras em rua né que tinha muitas brincadeiras de rua então eu sempre Eh o meu contato como sempre foi na escola então ali eu fazia amizade com as Pessoas para mim tudo era brincadeira minha mãe trabalhava eu ficava sempre da minha mãe Eh mesmo quando não estava em aula então a minha vivência sempre foi dentro
da escola dentro da escola e se eu escolhesse Uma Outra profissão acho que não seria tão não ficaria tão satisfeita porque o o que eu sempre conheci foi o ambiente da educação e tive muito incentivo da minha mãe minha mãe sempre teve o desejo dela era ser professora e Muitos professores incentivavam ela a estudar né ela começou na escola como servente depois ela prou outros concursos passou e se aposentou como goi da Escola E E esse desejo dela de ser professora ela transferiu essa vontade dela para mim e ela também foi fazer o magistério e
depois me incentivou para que eu fizesse a licenciatura e a minha o meu curso escolhido foi de acordo com o professor de história eu sempre admirei a metodologia de trabalho Dele e foi onde eu escolhi a história por conta desse professor tinha uma metodologia muito flexível de trabalho admirava o jeito dele ministrar as aulas e aquilo eh quando eu entrei na graduação eu não tive outra opção de escolha não ser a história esse professor me incentivou muito e eu fiz estágio nessa mesma escola e esse ex-professor meu que foi o professor que assinou todos os
meus estágios foi muito Satisfatório como que era o jeito dele da aula assim que te impressionava muito que te cativou muito na verdade ele era um professor que ele ele não dava data das provas então ele chegava ele falava tira uma folha de caderno ele era muito brincalhão ele falava eh destacam os pentelhos é prova e aí era gerava uma insegurança né porque nós ficávamos com receio Nossa e Prava surpresa e ele era assim tinha um jeito muito assim interessante que eu nunca vi esse professor com livro na mão ele sempre entrava nas salas de
aula com um diário e uma caixinha de de gzo apagador e eu falava Nossa ele é um gênio e eu admirava aquilo eu achava muito bonito porque era para mim ele tinha uma sempre demonstrou ter uma vasta experiência um conhecimento assim e e aquilo me deixava bem surpresa assim e Admirada daquele jeito então era um professor que os alunos gostavam mas tinham medo daquele jeito brincalhão dele ao mesmo tempo eh ele chamava a atenção então dos alunos mas na forma descontraída e é que deixava a gente mais impressionada que não tinha data de prova né
então pegava nós de os alunos de surpresa e e o que fez eu fazer história foi esse professor muito interessante essa essa atitude dele e você pensava em fazer Direito né aix aí por que que você pensava em fazer direito então eu sempre tive a ideia de ser advogada né pensava muito em fazer entrar num curso fazer direito e quando eu entrei na na graduação para fazer quando na verdade eu escolhi a universidade eu falei paraa minha mãe que eu iria prestar o vestibular por curso de direito e ela foi muito sensata ela me disse
você faça um curso que você eh consiga iniciar e terminar E depois deixa um outro curso que é um pouco mais longo período de término por uma segunda uma segunda fase na sua vida e eu falei bom eu vou entrar pro curso de história e quando for pro segundo semestre eu mudo pro curso de direito mas aí os planos mudaram eu fiz um plano e mudou totalmente porque eu já comecei o primeiro ano lecionando nessa escola onde eu estudei então eu já comecei como eventual nessa mesma escola então não tive muita opção aí eu falei
agora vou Terminar quer dizer você voltou como professora na escola que você foi aluna e que você morou nessa escola né de Então e e como foram essas vivências nessa escola como professora olha ol eh foi assim eu me senti não me senti tão insegura eu me senti segura porque ali eu já conhecia todo mundo eram funcionários que me viu correndo pela escola desde criança né então eu era protegida né porque assim eles Eh queriam né que eu estivesse ali eh admiravam pela minha mãe né ter eh me formado então assim eu tive bastante incentivo
Né desde dos do corpo docente dos demais funcionários o diretor da Escola e assim foi muito gratificante eh foi prazeroso e gratificante o meu retorno como eventual depois que eu já de formada eu atribuí a aula na escola e ali foi aonde eu fui para outr outras Escolas outras unidades escolares e toda a minha experiência deu início ali e e você foi da aula na na na escola Nossa Senhora Aparecida né na larico Silveira na Rui blo zup Peri na Padre ancheta né como foi essas e que você diz agora que a partir da da
sua escola mãe né que você começou lá na na Dulce Ferreira boarim né sim você você foi para essas escolas e nessas outras escolas o que você destaca você fala Pô isso é interessante né nas suas memórias o que você destacaria dessas suas vivências nessas escolas olha sempre foi interessante porque assim eh eu sempre encontrava eh professores que já trabalhavam né que chegaram a trabalhar na escola onde já morei e às vezes me reconhecia né eu falava Nossa você é a filha da Dona Celina do seu Vilson então eu sempre fui muito conhecida e eu
me sentia assim me sentia Assim segura né eu fazia amizade em todos os lugares que eu passava eh e assim aquela experiência toda que eu que eu tive né embora eu era bem jovem na época e só que eu já tinha uma vivência muito grande de escola né então às vezes as pessoas falavam né eu era nova mas eu já tinha todo um conhecimento ali né de como que funcionava a escola né Não só o corpo docente mas a parte também né Eh de zeladoria tudo isso eu acompanhava com a Minha mãe porque ela me
passava uma responsabilidade também em alguns momentos que ela estava ausente ela me passava uma responsabilidade eh de algumas atividades na escola então eu sempre fui muito assim grata à minha mãe todo o conhecimento que eu obtive e fui levando para outros lugares que eu passava outras outras escolas que eu que eu passei conta algum segredo aí dessa dessa da da de de ser de caseira Professora como que Quais foram os conhecimentos que você teve que te ajudou posteriormente então nessa mesma escola né na Dulce Ferreira boarim teve um momento que eu fui convidada a ser
professora Educadora eh Educadora profissional na época que tinha a escola da família pelo diretor e eu tive muita insegurança que eu não estava achava que eu não estava preparada ainda né e e eu Assim a princípio recusei falei não eh professora eu estou insegura porque eu sou nova Tô começando ele falou mas você tem uma vivência que desde criança Você conhece a escola melhor do que eu eu não sei qual o motivo dessa insegurança você deve assumir Sim essa esse cargo eh porque para você eu não vejo dificuldade alguma e eu acabei assumindo fiquei um
ano nessa escola até que quando eu terminei ele falou ainda você vai ser a minha vice-diretora aqui Mas eu não tenho não tinha tanta pretensão na época não e assim que eu term que eu saí da da Ed Ferreira boarim que eu fiquei um período eh com aula atribuída no EJA eu fui pra escola erro am moliro foi a primeira vez que eu atribuí a aula eh em outro local que não era no local onde eu morava e no término do do ano letivo eu fui convidada a ser coordenadora da escola mas mas a minha
segurança fez com que eu também não Aceitasse e às vezes eu achava que essa insegurança era porque eu estava iniciando né na na rede então eu precisava ter mais contato com outros profissionais embora já tinha aquela experiência como eu falei da escola né sabia muito bem Como que funcionava mas existia uma insegurança porque eu estava no início da cara e acho que isso é é normal para quem tá iniciando você ficar um pouco ficar um pouquinho Segura Mas por que você eh você pegou aulas em outras escolas e não na no na escola aqui da
da professora Dulce Ferreira boarin Então eu tinha a ideia também que eu precisava conhecer outros ambientes e eu tinha esse objetivo porque eu não podia ficar ali por muito tempo eu não queria me sentir protegida pelos meus pais eh embora os meus pais eles sempre me deram muita liberdade autonomia e por muitas vezes algumas pessoas que chegavam nova Na escola nem sabiam que eles eram meus pais e eu também nem gostava então eu gostaria gostava na verdade que as pessoas me vissem como professora mas não como a filha do Seu vsou a filha da Dona
Celina porque muitas vezes o pessoal falava Ah Ela é filha da Dona Celina é filha do Seu Wilson eu queria que isso não ocorresse eu queria que as pessoas me vissem eh como a profissional ali né então eu achava que eu ia ser protegida e eu não Não queria ter essa esse essa visão por parte das pessoas entendi ô janain deu um problema na luz aí não é eu acha que ela deixa eu ver aqui é ela desativou mas acho que ativou de novo ativou ativou tá ótimo tá indo muito bem viu a entrevista viu
jenaina tá indo muito bem muito legal mas e e só que explica um pouco porque você não queria Ser vista filha da sua mãe do seu pai porque era vergonha que tipo de vergonha era essa não eu não queria eh que me vinem como eh proteção entendeu porque assim eh eu precisava outros ambientes né então ali eu tava desde vergonha de jeito nenhum nunca vi sempre eu sempre falei pros meus pais que quando eu terminei a graduação o certificado não era só meu era deles eles iam me buscar todos os dias no ponto do ônibus
então Eh para mim eles incentivaram muito para que eu né estudasse então eu precisava conhecer outros ambientes né ficar ali eu ficava direto dentro da escola então Então eu tinha que ter outras vivências em outros lugares conhecer outros professores conhecer outros educadores e acho que era de extrema importância para mim E aí vai eh eh dessas escolas depois se você tiver alguma alguma ponu destacar das outras escolas que você passou você fala tá janain mas aí depois Você vai pra Fundação Casa explica um pouco essa vivência na Fundação Casa como professora na Fundação Casa eu
fui de curiosa né Eu sempre tive vontade de saber como que funcionava o sistema educacional lá dentro só que ao mesmo tempo eu tinha medo eu era curiosa ou mesmo tempo Medrosa eu tinha um pouco de receio só que eu conheci uma professora no Anthony de ses per que me incentivou Então olha como foi bom eu não ficar só num Ambiente onde eu morava onde eu estudei a vida toda porque eu tinha que conhecer outros colegas de trabalho conheci uma professora e ela me incentivou ela falou você tem vontade de conhecer eu já trabalhei na
Fundação Casa né não como professora mas eu era contratada antigamente a Lu que ela tá desativando não sei porquê mas ela na verdade é um nobreak que eu coloquei ele aqui e ele tá ativando automático Ele ativa e desativa Automático acho que é tá ótimo agora foi E aí ela falou se você quiser vamos que eu na a gente faz a inscrição e nós fizemos inscrição e eu fui chamada junto com essa minha colega e fomos trabalhar na Fundação eh foi uma experiência fantástica assim porque acabei ficando 12 anos lá dentro e foi um conhecimento
enorme que eu tive de vivências de saber lidar com o jovem Infratora ali Nós não somos só professores falo que ali nós somos um pouco de psicólogo eh de mãe então a gente escuta eh dá atenção eh aprend de alfabetizar nem mesmo quando eu era já tinha formação de pedagoga então ali eu desempenhava diversos trabalhos que eu não esperava que um dia eu fosse conseguir desempenhar alguns trabalhos com jovens Então foi uma experiência fantástica assim que eu saí porque meu Ciclo já estava encerrando então foi onde eu tive o diagnóstico do meu filho né de
teia transtorno do elro autista E aí eu tive que me dedicar ao meu filho então aí eu vi que não dava mais para eu dar continuidade no meu trabalho lá que exigia-se muito do professor né então professor ele tinha que ter um bastante comprometimento e eu não queria falhar com o compromisso que eu assumi lá então eu preferi sair e como é essa experiência com o seu Filho foi um desafio Um Desafio muito grande porque a partir do momento que foi sempre o meu desejo de ser mãe e e na maternidade você espera que tudo
ocorra bem né não tive nenhum problema durante gestação mas após 3 anos da criança eu descobri né o que ele é uma criança autista então foi difícil não foi tão fácil para eu aceitar eu tive entrei no luto que eu não aceitava de jeito nenhum Eh eu achava que era coisa que era coisa da minha cabeça que a criança um dia ia falar e com 3 anos a criança não falava e aquilo foi me incomodando até que um e a escola me chamou Só que nesse momento eu passava por uma situação não só Do Luto
de aceitar o diagnóstico eu passava Do Luto da perda do meu pai então foram ess diversas situações né Eh e eu não consegui ver ter esse olhar da qual a criança eh não se desenvolvia Ele né a própria pediatra me dizia que ele ia falar no momento dele e no tempo certo só que esse tempo não chegava né 3 anos e meio a criança não fala nada alguma coisa tem e foi um desafio muito grande eu sei que não foi fácil hoje eh eu me fortaleci muito né Eu entrei em depressão e fiquei dois anos
e meio fora da rede me tratando na psiquiatria do hospital de servidor para eu tentar aceitar o diagnóstico da Criança e Aceitar a separação também porque aí eu me tornei mamãe solo eu tinha duas opções ou eu adoecia ou eu criava criança então eu tive que me fortalecer para eu ir buscar conhecimento buscar me fortalecer e em busca dos direitos para a criança e foi o que aconteceu eu me fortaleci eu me desculpa acabei me emocionando eh eu acabei me fortalecendo E voltei da de licença depois de 2 anos e meio tive um doutor no
Hospital do Servidor que foi um um doutor assim Fantástico me ajudou muito e eu falei bom eu preciso em busca dos Direitos da Criança e fui em busca de todos os direitos Graças a Deus eu consegui todos hoje eu consegui a redução da carga horária no estado para acompanhar ele em terapias Consegui todos os direitos eh garantidos consegui tirar ele da escola regular que eu Sofria muito que eu não via ele sendo incluso então eu enquanto ele não foi incluso eu não consegui voltar pro meu trabalho sofri muito Então eu só voltei quando ele foi
incluso Hoje ele tá numa escola uma escola especializada aí tudo começou a andar se desenvolver Muito obrigado por você compartilhar abr o seu coração aqui conosco né Muito obrigado quis dar uma parada para beber água para alguma coisa Eu vou tomar um pouquinho decs que agradeemos a su sua compartilhar isso também janain porque muitas mães também vivem Tem situações semelhantes à sua né E E se a gente puder compartilhar enriquecer e Faz Parte dessas suas memórias né de de vida como mulher e mãe e professora né E só uma curiosidade Jan ele essa escola eh
especializada é pública é escola particular eu entrei com uma liminar contra o estado Eh provei para um juiz que ele não era incluso que ele ficava só no corredor da escola deitado gritando chorando me chamando e eh e aquilo me deixava muito angustiada ele se urinava nunca ficou o período todo na escola que a escola me ligava para ir buscar então também não tinha como eu voltar ao trabalho sendo que a escola não ficava com ele o tempo todo e foram dois anos dessa forma E aí eu entrei com uma liminar entrei com uma liminar
e mencionei tudo pro juiz e e o juiz acatou essa liminar fui judicializada agora em maio uma juíza me questionou motivo da qual Eu não aceitei a escola regular eh e eu coloquei todas as situações por conta de diversos problemas eu sei que não é fácil pros nossos colegas também eh administrar isso né Eh porque o autista né cada criança tem né o o seu o Seu jeito ali e por muitas vezes o colega ele não sabe mesmo como lidar é difícil não é fácil eu como mãe tenho dificuldade hoje eu nem não tenho tanta
dificuldade porque eu fui estudar eu fiz uma pós em teia fiz uma educação especial e tô fazendo outra em psicopedagogia e análises clínica porque assim eu fui muito auxiliada por mães atípicas Quando eu cheguei em uma clínica muito angustiada então eu pretendo daqui para frente ajudar outras Mães outras famílias da qual eu fui ajudada também auxiliada então hoje ele tá na escola especializada e o estado que está arcando com essa com o estudo dele muito bem muito obrigado por compartilhar e parabéns por esse esse seu essa sua luta né E essa se seu trabalho em
prol da do seu filho mas também no fundo é em prol da da da sociedade conscientização n da da sociedade para essa situação do do do Do desse discurso né de de incluir mas incluir Como e onde né com qualidade Sim né e E a juíza ela catua essa situação sendo que ele está numa escola transitória né isso não quer dizer que ele ficará lá o tempo todo um dia ele pode voltar pra escola regular mas panto que eh ele seja respeitado né seja respeitado eh as pessoas tenham um olhar né que a gente sabe
que muitas coisas acontecem eh por falta de às vezes Despreparo mesmo falta de capacitação e não é tão fácil né lidar com criança com transtorno então precisa ainda ter muitos ajustes na questão Educacional capacitação né dos profissionais da educação e mais avanços Mas eu acredito que daqui para frente nós vamos ter mais apoio suporte nessa questão você falou dos cursos de PS conta para nós um pouco sobre esses cursos de pós--graduação que você fez Assim cronologicamente do mais antigo pro mais recente onde você fez o que que era então eu na verdade a após eu
tive a ideia de fazer Foi por conta do meu filho né Eh para saber como lidar então eu fiz o transtorno do espectro autista com ênfase na na em aba que é a terapia da qual eh é aplicada pros autistas e para eu saber lidar no dia a dia com ele e também dar um suporte para quando Eu tiver alunos com o mesmo transtorno dele eu eu saber como eu lidar como eu trabalhar como eu desempenhar uma um trabalho porque é muito fácil dentro da escola às vezes eu escuto né em alguns lugares que eu
já passei mas eu não tenho formação para lidar com esse aluno inclusão bom eh quando nós não temos eu acredito que é assim nós temos que buscar o conhecimento e e nem sempre as pessoas vão buscar o conhecimento que fala ah mas não me faz Sentido nenhum eu ir trabalhar né buscar conhecimento eh em uma área que eu não tenho interesse também nunca tinha despertado interesse em um dia em trabalhar na educação especial né e e o meu filho ele fez com que eu fosse buscar conhecimento para saber lidar com ele e foi muito rico
esse conhecimento que eu obtive eu assim tá me ajudando bastante até trabalhar com alunos na escola quando eu recebo os alunos inclusão eu sei lidar Com eles e ten um olhar de empatia às vezes eu nem sei o aluno é inclusão mas quando eu já começo a conversar ou eu eh ter um contato com uma atividade eu consigo ali ter essa esse olhar e saber que aquele aluno precisa de um cuidado a mais que ele precisa de uma atenção a mais e às vezes eu vou conversar com a professora da sala de aee ela fala
Ah aquele jovem ele tem té a professora eu falei bom eu já tinha analisado e já sabia né só não tinha confirmação então Assim a a pós ela tá me deu abriu foi assim abriu uma oportunidade e me deu essa esse esse leque todo de conhecimento para eu não só trabalhar em prol do meu filho mas com outros crianças ou jovens que passaram por mim desculpe janain e foram dois cursos de pós né eu f é eu fiz a etéia com ênfase em aba e e tô e fiz o Educação Especial inclusiva e tô cursando
uma que é a psicopedagogia em análises Clínica institucional e clínica e quais Instituições Faculdade Metropolitana uma faculdade tô fazendo EAD uma faculdade da de Ribeirão Preto e e e a voltando pra sua graduação a graduação você fez história em qual Universidade fiz na Universidade de Guarulhos eu fiz história em barulhos e E aí o que que te chamou agora entrando no no acervo o que da da faculdade te chamou atenção para você falar olha eu vou para partir para trabalhar num acervo num arquivo então assim Eh eu havia feito inscrição no no cie né Sem
como eu comentei com o senhor sempre fui curiosa sempre quis conhecer outros Campos né de de atuação e fiz a inscrição e fui chamada e quando eu vi acero na na escola Caetana de Campos né me chamou atenção eu falei nossa que Interessante não sabia do que se tratava eh o que que era para desempenhar com a atividade E aí eu vi o endereço e fui até o Braz né quando eu cheguei eu vi aquele local aquele galpão eu falei Nossa será que tô no endereço [Risadas] certo a princípio era na na fde né fui
na FD fiz a passei por uma entrevista também conversei com algumas pessoas e depois me encaminharam pro brá eu falei não acho que eu tô no local errado né Aí achei tudo estranho assim tremei segura e depois conheci a Marcela uma pessoa extremamente fantástica humana minha acolheu muito bem né cheguei muito insegura Eh por ser a primeira primeiro estágio que eu que eu ia fazer então eu eu decidi deixar as aulas de eventual e fui pro acervo então eu eu já tinha eventu durante um ano na Escola eh edce Ferreira boarim e quando surgiu a
vaga pro a vaga pro estágio eu fui estagiar para conhecer como que funcionava porque eh no primeiro ano ali né na faculdade eh eu percebia que não se falava muito nesse outro campo né Eh de acervo de Museu falava-se muito pouco então eu Tinha curiosidade de saber como que funcionava E foi aonde ali eu conheci tive um amplo conhecimento que foi Fantástico tanto paraa minha vida estudante acadêmica quanto pra vida profissional mas eh então você tinha se se inscrito no cie aí o c Chamou por uma vaga na fde né E aí é foi você
já tinha noção porque você tem contato Sim eu já sabia é já sabia do que que era né a fde por conta da da escola então eu sabia do que se tratava No fui assim totalmente eh sem saber do que do que do que era e E aí assim foi aonde eu fui conhecer o aver a Marcela me passou todas as informações as orientações o que que era se eu tinha interesse se eu fosse eh selecionada se eu iria gostar mesmo eh me me apresentou todo o arquivo né lá o acervo e ela falou você
gostou né caso você venha trabalhar aqui conosco é isso mesmo que você quer então ela foi assim bem bem flexível né bem acolhedora E e aí ela acabou me selecionando eu fui selecionada para trabalhar com ela eu O estagiário que estava anteriormente eu acredito que já estava próximo a término do contrato dele então aí por conta disso ela já estava selecionando outros eh outros universitários para possível vaga e e e como conta Aquele caso do piercing Ah é verdade então na época eu utilizava um piercing né assim aqui na sobrancelha e Eh eu no dia
da entrevista eu achei que aquilo fosse passar uma imagem né não tão legal para quem fosse me selecionar ali é minha é fazer a a entrevista comigo né selecionar fazer fazer a entrevista Então eu fui tirar mas eu não conseguia tirar de jeito nenhum não consegui tirar e foi assim eh eu fiquei bastante insegura e eu falei bom eu vou assim mesmo e depois no Durante a entrevista com a Marcela eu Contei né eu falei ai olha eu tô um pouquinho insegura porque eu achei que você né fosse ter um outro olhar referente ao uso
do piercing ela falou menina que bobeira ela falou não tenho preconceito a nada nem precisaria você fazer isso ela falou eu avalio as pessoas é pelo potencial pelo conhecimento eh ela falou eu não não tenho problema ela falou pessoa poderia vir aqui com né tatuagem Com Dred ela falou eu não tenho preconceito nenhum e depois nós acabamos dando risada da situação né mas acho que é uma insegurança porque naquela época nós tínhamos um pouquinho de receio né ah de como que quem vai te avaliar qual vai ser o olhar da pessoa mas foi tudo tranquilo
eh eh vamos contar um pouquinho sobre eh o o acervo fisicamente como você viu o acervo como que era o acervo né o que Tinha no acervo então quando eu cheguei eh lá no acervo eh assim eu tive contato né com muitos documentos prontuários de alunos aqueles livros de matrículas grandes imensos né E aí a Marcela e o estagiário na época foram me apresentando e a Regina Olha isso aqui eram estudantes que passaram pela Escola Caetano de Campus e me apresentaram né aquela documentação toda que tinha e e e Como que eu iria trabalhar né
com aquela documentação os cuidados que eu ia ter a preservação né então eles me passaram tudo isso que eu tinha que ter bastante cuidado no acondicionamento eh na higienização que nós íamos receber consulentes muitos né pessoas que já tinham muito conhecimento Então eu fui tendo toda a orientação de como eu desempenhava a atividade no no acervo mas quando eu cheguei muitas coisas estavam assim já pré organizada né Existiam aquelas prateleiras onde tinha os livros A Marcela sempre muito organizada muito dedicada bastante exigente e e necessitava nessa ter essa exigência e esse esse olhar porque eram
muitos materiais e se nós não tivéssemos uma organização ali nós nos perdíamos diante tantos documentos Então ela sempre preservou muito Que nós tivéssemos bastante organização com a documentação e e foi assim que eu fui Desempenhando o meu trabalho no dia a dia né Sempre tendo bastante cuidado no acondicionamento no atendimento com os pesquisadores eh e fui cada vez mais obtendo conhecimento porque até com os consulentes que nós atendíamos lá nós aprendíamos também né então por muitas vezes eles tiravam dúvidas conosco quando nós não sabíamos recorrí a Marcela que tinha uma um vasto conhecimento e ela
sempre nos passava muitas informações de né diversas então Sempre foi um trabalho muito rico que contribuiu bastante para minha a vida acadêmica interessante ô ô Janina se quiser beber água alguma coisa fica tranquila tá tá bom ah tudo bem Tá tranquilo então e Eh aí desse dos consulentes você comentou sobre muitas vezes eles eles entravam de uma forma e saíam de outra sim porque assim Acho que a mesma impressão que eu quando estagiária eu fui conhecer eles também tinham essa Impressão né porque eh do local né era um era um galpão lá né então eles
tinham essa essa impressão será que é aqui mesmo e só que quando eles entravam eh essa impressão nós acabávamos assim quebrando o gelo porque nós tratávamos eles com bastante atenção eh dava toda um suporte e por muitas vezes eles falavam Nossa eh nós gostamos do atendimento de vocês a simpatia às vezes ligavam né E elogiavam então Eh aquela impressão que eles tinham eh Quando eles terminavam a pesquisa eles acabavam tendo um outro olhar né em decorrente do do tratamento que nós dávamos para eles dos cuidados o material sempre muito organizado higienizado deixávamos sempre nas caixas
já aguardando quando a pessoa chegava quando eles eh entravam em contato lá na da recepção para nós nós íamos buscar o o o pesquisador lá na porta quando ia embora nós levávamos levávamos até a porta então assim eles sempre eram bem Gratos com essa com esse tratamento que nós dávamos então assim a impressão ficavam de lado em decorrente desse desse suporte que nós dávamos para eles e o cuidado com a documentação qual que era o cuidado que vocês vocês tinham a questão da higienização como que era o processo então o processo nós utilizávamos sempre aquelas
folhas eh PH né para condicionar os documentos tirávamos todos os grampos que tinham nas fotografias que eram né tudo Grampeado nos prontuários e higieniza com a escova de uma forma bem eh bem assim tranquila para que não passasse totalmente a escova em cima da foto para que não viesse arriscar então assim a Marcela ela tinha passava toda essa técnica para nós né Muito cuidado não passar escova em cima passa escova de lado eh o pincel né eu passar o pincel de lado depois acondicion vamos a foto numa folha de PH fazíamos um um um quadradinho
para acondicionar aquela Foto e depois todos os outros documentos nós acondicioná-la dia seguinte dar continuidade e mesmo se um estagiário não tivesse o que tivesse ali no dia né ele ia dar continuidade sempre eh da onde o colega havia deixado então assim a a o que era fundamental Ali era a organização então a organização era tudo para que nós eh tivéssemos um um trabalho êxito no trabalho interessante eh o PH neutro né quer dizer era papel neutro papel neutro Né que vocês utilizavam e muitas vezes usavam o pincel aquele pincel Juba né Isso mesmo pincel
Juba verdade e não sei se é pincel ou como se chama trincha tem um tem um nome técnico né É tem um nome técnico eu não me recordo desse nome e e e janain e em termos de de relacionar essa documentação porque vocês hi avam né colocavam AC condicionavam mas e e como e como era feito o processo de relacionar isso então nós tínhamos eh algumas Fichas né Eh que era nos passado e nessas fichas nós relacionável separávamos naquelas eh naquelas caixas de arquivo né então ali nós colocávamos tudo ali dentro e relacionado o que
nós tínhamos encontrado quando nós começamos a fazer a higienização daquela higienização daquela documentação Então tudo tinha ficha e tudo era relacionado nada que nós pegávamos não podia deixar de Relacionar Tudo tinha que ser organizado relacionado eh para que quem fosse futuramente eh trabalhar com aqueles documentos saber o que tinha sido feito se já tinha sido higienizado ou não Então tinha todo esse processo eh de organização e é interessante também jenaina que o o o tinha também tem diversos conjuntos documentais né você falou dos prontuários tinha os dossiê didáticos né Você lembra dos dossiês didáticos sim
Sim é verdade tinha os dossiê também né os dossiê que nós também fazíamos todo esse processo da higienização também de relacionar os eh em fichas o que tinha dentro daqueles dossiê então uma série de informações que nós coletável informações ali e passávamos tudo por uma ficha tem Unos livros de registro e também tinha a biblioteca né que era grande a biblioteca né sim os livros de registro a biblioteca também né também Fazíamos todo esse trabalho esse processo da higienização porque muitas vezes também os pesquisadores procuravam né alguns livros eh e aí nós íamos fazer essa
essa pesquisa se nós tínhamos lá se não tinha então nós íamos buscar todas essas informações para deixar preparado pro pesquisador quando ele chegava então também fazamos toda essa esse esse procedimento né de saber quantos eh livros tinham dentro do Acervo né a catalogação no modo geral n l isso Mesmo catalogação né Eh Então teve a organização a catalogação né o o a organização da documentação né enfim e e e obviamente não mexeram em todos né porque tinha tinha quadros didáticos tinha outros objetos tem tem até um uma foto que tá você eh eh manuseando um
álbum fotográfico né sim é verdade eh tinham muitos outros materiais outros objetos né eu tive Pouco contato eh com a escola Caetano de Campus na Climação que nós eh já foi bem no finalzinho do Meu estágio que eu tive esse contato que nós íamos lá também fazer eh a catalogação do que tinha né dos objetos e utensílios que era eh mobílias algum alguns eh objetos de laboratório de química física eram diversos materiais que nós também fomos lá fazer toda a higienização catalogar objeto por objeto eu sei que foi no término do meu quase no término
do meu contrato então eu não acompanhei fui algumas vezes na escola Caetan de Campo mas era um acervo riquíssimo também lá na Climação tive Pouco contato e é interessante que não tinha o as as máquinas fotográficas como hoje no celular né a gente não tinha essa possibilidade de ficar tirando fora e também eh eh eh o o a a primeiro a Marcela te recebeu te orientou a Regina que era auxiliar da da Marcela também dava apoio e e o Fábio que era o primeiro estagiário que te recebeu que te orientou e você recebeu e Orientou
ou outros pesqu eh Estagiários conta um pouco desse processo então Eh eu depois o término do contrato do Fábio né ele me recebeu me acolheu muito bem lá me ensinou muita coisa e depois aí eh eu acolhi e recebi o Gil e a Val né o Gil foi assim algo muito interessante porque eu havia feito amizade com a moça que trabalhava na Copa e E aí ela me disse que eu comentei com ela que eu estava estudando História ela falou ah eu tenho um irmão também que faz História inclusive ele tá desempregado e procurando emprego
eu falei sério eu falei Será que ele tem interesse de vir estagiar aqui conosco eu falei porque a Marcela tá fazendo selecionando né Estagiários ela falou assim ai conversa com ela ser Será que ela não aceita o currículo do meu irmão eu falei com a Marcela tomei café desci e falei com a Marcela falei ai olha a moça na cozinha ela tem um irmão que faz história ela falou assim ah fala Para ele vira aqui pega passa meu telefone para ele ligar para mim aí ele ligou foi fez a entrevista ela adorou a entrevista dele
e ele foi trabalhar então o Gil foi um contato Ele entrou lá através de um contato meu assim foi muito bacana né porque a gente conversando com as pessoas e eu sempre fui de fazer amizade com todas as pessoas né Independente de qual setor a pessoa trabalha e eu acho isso muito Bacana porque nós ganhamos conhecimento também amizades que é uma amizade que eu tenho até hoje eu gosto muito do Gil né E aí depois eh chegou a Val a Val também nós recebemos aal né Eh e fui passando tudo aquilo que eu já havia
aprendido eu fui passando para eles e criamos um laço de amizade muito gostoso você tem um roteirinho de de de orientação para futuros Estagiários então assim um roteirinho né o que eu fui orientada era que quando eh Chegasse Na verdade era oend o principal atendimento primeiro atendimento era por telefone né que os pesquisadores ligavam e faziam diversas perguntas e nós tínhamos que ali eh já fazer um primeiro atendimento ali para que eh solicitar para que a solicitação dele que ele queria ele encontrasse conosco Então para que ele não chegasse no acervo e não tivesse não
tivesse dentro da da dos objetivos dele então ali nós já falávamos olha vamos pesquisar e Depois você entra em contato e quando ele chegava né Aquila aquele roteirinho é o quê O Bom atendimento né pro pesquisador sempre né oferecer um uma água lá onde está o o toalhete ter né bastante ter bastante empatia com a pessoa receber bem acolher bem um acolhimento e após isso aquele eh entregar a documentação que nós já havíamos selecionado e e dar um suporte pra pessoa então eu sempre ficava ali ao lado da pessoa e falava Olha estou aqui Né
à disposição Se precisar de alguma coisa pode me chamar eh tô aqui para auxiliar e era praticamente isso então nós dávamos um suporte por telefone e quando a pessoa cheg pegava dávamos todo aquele atendimento também o acolhimento mas também separavam os documentos e paralelamente isso vocês faziam a já tava Escolhido um conjunto documental para vocês eh higienizar organizarem né conta um pouco disso sim Então de acordo com aquele material que a pessoa havia nos solicitado nós fazíamos toda a preparação do entação a higienizável pessoa o horário que a pessoa ia chegar né e e já
tava tudo organizado quando a pessoa chegava nós já abríamos a caixa e colocávamos os documentos em cima da mesa então aí a pessoa iniciava ali a sua pesquisa e mas antes disso tinha toda essa preparação antes da documentação então até a pessoa chegar lá Nós já tínhamos feito uma Pesquisa né esgotava totalmente a pesquisa dentro da da solicitação do que a pessoa pedia então nós pesquisável da qual eh a pessoa solicitou para que atendesse o o pedido dele j e e se tem alguma lembrança de um caso de um de um consulente que depois publicou
a tese ou publicou a dissertação ou ou publicou um livro A partir da pesquisa e veio ou então que trouxe alguma coisa algum Material Ah agora sim já tiveram casos sim mas eu não me recordo assim para falar né não consigo Recordar mas já tiveram muitos casos que às vezes ligavam lá e falavam que de acordo com aquele documento porque tinha que pedir autorização né tinha uma série de de situações eh mas eu não me recordo muito mas tinha um casos de pesquisadores sim que falavam que pretendiam dar continuidade no trabalho publicar Eh de acordo
com aquele material que foi eh pesquisado mas assim um específico eu não consigo me Recordar não ô ô jí mais uma pergunta aquelas caixas meio zebradas eram feitos até pelo conseguimos por por presidiários né que fazam aquelas caixas específicas para para acondicionamento da documentação é isso Então olha eu também tinha já escutado falar sobre isso que eram eles que confeccionavam Aquelas caixas eh aquelas caixas que nós colocávamos todas as documentações que separávamos pro consulente quando ele chegava eu eu escutei também falar que era um trabalho desempenhado por eles interessante né e é uma outra coisa
Ô jenina o próprio espaço Você fala de galpão do galpão mas o galpão ficava no espaço que era no passado tinha sido o quê então no passado Olha aquele galpão no passado eu Não me recordo porque já tinha não sei se era fábrica ali porque ali tem muita fábrica né Não sei se era alguma fábrica porque ali é ao redor ali onde ficava tinham bastante assim lugares fábricas antigas ali na região do Brás né e eu não sei a um certo o que que era ali Acho que deveria ser alguma fábrica É isso aí era
uma FCA fábrica a Souza Cruz alugou aquele espaço numa época usou né e depois ou então era dela e depois ela vendeu aí o governo alugou E aí Bom enfim e e e j você o que que você vislumbrava do do futuro do acero naquela época O que que você pensava você fal você saiu de lá você pensava isso vai para uma direção que direção Você pensava que olha eu sempre eh do próprio desempenho do trabalho que nós realizávamos ali com bastante dedicação eu sempre imaginei que o acervo ele ia dar uma continuidade Até porque
as profissionais que trabalhavam lá eu tinha uma referência delas como pessoas maravilhosas tanto a Marcela quanto a Regina eram pessoas bem comprometidas eh que tinha um um carinho muito grande por todo aquele acervo eh tinha um um olhar assim né de bastante eh importância por todo aquele material então eu sempre vi a forma que elas falavam a forma que elas eh né desempenhavam o trabalho ali então eu sempre ditei que o acervo ele iria Dar continuidade que não ia parar por ali De acordo com a a nas mãos de quem estava administrando né então eu
sempre tive essa ideia que ia sempre ia paraa frente que não ia parar ali bom mas aí você continuou você saiu de lá e do acero do estágio e foi da continuada a aula né sim aí eu não aí eu eu fiquei na rede estadual direto não sair mais e você faz alguma relação da sua atuação no no no estágio no Acervo com sua atuação na sala de aula você tem alguma você conseguiu fazer alguma vinculação de conteúdo de preocupação com a memória escolar ou você viu nas escolas alguma preocupação com a memória escolar ou
alguma reverberação do do acero do trabalho do que hoje é num mar nas escolas então assim essa referência que eu que eu faço eh dentro do no âmbito escolar é para que o aluno ele tenha esse olhar né Essa Importância n de garantir a continuidade cultural que eu sempre falo pros alunos né da importância de preservação da memória então sempre quando o aluno ele eh tenta ah mas por que que eu tenho que fazer isso isso não é importante eu sempre volto atrás eu falei olha vamos ver a memória da nossa família então eu Sempre
menciono família porque é mais fácil para eles absorverem e administrar eu falo tudo a história na nossa vida né os nossos familiares Eh as memórias que passam o que eles deixam de de de de legados as experiências então eu tô sempre assim mencionando fazendo uma referência porque foi uma experiência que eu tive uma experiência boa então assim a garantia da garantir essa questão cultural e preservação da memória e identidade eh isso é fundamental então eu carrego isso n essa experiência paraa minha vida né profissional e Eu Sempre menciono isso em sala de aula muitas Vezes
eu falo para eles né a preserva da memória da nossa identidade isso é fundamental Nós levamos paraa nossa vida pessoal então foi de extrema importância Eh o meu trabalho no num acervo né para até a propagação de informações eh obter conhecimento Janaina a gente tá finalizando sobre a experiência escolar e profissional sobre a experiência também de vida o que mais você gostaria de deixar registrado nessa Data tem a experiência profissional eh escolar né eu eu digo que a formação escolar ela é de acordo com a sua educação né a educação a família Eu Sempre menciono
muito isso a família ela tem uma extrema importância na vida da criança porque se a criança ela não tem um incentivo ela não sabe Para qual direção e que rumo ela vai ter na vida pessoal então assim eu tive uma boa formação né uma boa formação familiar meu âmbito Familiar foi sempre muito bom tive muito incentivo e eu falo que essa essa questão familiar ela fez para que eu para que eu desse continuidade nos meus estudos né eu podia não querer dar continuidade Por às vezes até excesso de estímulo de estar no mesmo ambiente onde
eu respirava educação podia ir para outras áreas mas eu digo que a foi extrema importância a o incentivo que eu tive na família na Minha formação né acadêmica a minha formação profissional e hoje eh essa essa outra né situação que eu tive de buscar outros conhecimentos para educação especial né Por conta do meu filho então eu falo a gente está sempre aprendendo sempre obtendo o conhecimento cada vez mais e isso nós levamos pra vida né o conhecimento ele nunca é demais e eu todos os lugares que eu passei eu sempre fui muito grata porque sempre
fui muito Bem acolhida ehe tada eh e isso é a gente tem como gratidão então eu sou muito grata até pela essa fase minha como estagiária porque ali foi o foi o pontapé inicial para minha carreira profissional Janaína antes da entrevista a gente tinha conversado um pouquinho mas eu vou repetir aqui a pergunta eh eh a questão estímulo para você você gostaria de deixar registrado Algo sobre a questão do do racismo se você sofreu porque a gente tá vivendo uma um tempos de de de destaque paraa educação antiracista né Eh você poderia comentar um pouco
sobre isso ehha eh eu digo que enquanto criança na fase escolar eh já existia né o racismo o bullying sempre muito atrelado eh eu sempre fui uma criança muito tímida na escola embora às vezes eu passo uma imagem de não ser tímida mas Eu eu sou e e algumas vezes eu tenho leves lembranças mas na fase escolar né Eh então eram coisas que que marcava Mas como eu sempre vim venho comentando né então ali eu estava num ambiente onde meus pais já né Se encontravam trabalhava e eu sempre mencionava para eles e a minha mãe
sempre me passou uma situação que eh eu nunca deixasse que isso viesse me afetar que eu driblar isso Eh existia eu ia no decorrer da minha vida poderia passar por alguma situação mas que eu soubesse administ e minha mãe é uma pessoa muito sábia eh tem um vasto Conhecimento hoje é uma senhora de 75 anos mas que me passa ainda muito conhecimento de vida e e ela sempre me disse se você por algum dia passar você não deixa que isso te afete Mas você busque conhecimento você busque seus direitos Se fortaleça para que isso não
venha atingir a sua a sua vida Pessoal profissional e seu emocional eh e eu tento sempre passar isso pros alunos na escola sabe eh recentemente passei por uma situação em sala de aula de jovens chegarem eh em mim e dizer que estavam sofrendo por conta de uma colega de sala de aula e ali eu fiquei numa situação que eu não sabia como ia eu iniciar o assunto então então eu tive muito cuidado para iniciar E aí eu fiquei reflexiva eu falei será que eles vieram abordar esse assunto Comigo por conta de eu ser uma professora
negra como que vai ser a sua reação em lidar com isso diante a turma Mas eu tive muito cuidado e aí eu falei bom o que que eu posso fazer vou pedir um trabalho pedir um trabalho para eles fazerem sobre o racismo estrutural institucional alguns já dominavam um pouco do assunto porque foi um tema de uma redação na escola e e gerou um debate na sala de aula e foi um debate satisfatório Eles colocaram diversos Assuntos me fizeram essa pergunta a senhora já sofreu então assim eh eu acho que nós temos que falar sim e
não ter medo de falar porque às vezes eu vejo que alguns colegas têm um pouco de receio de mencionar isso com os jovens então nós temos que falar sim a eu falo para eles que nós eh não temos que ter medo de falar em em alguns assuntos mesmo que nós passamos por isso e às vezes eles me falam Ah mas eu já passei Por isso professora mas eu tenho vergonha de falar ou eu tenho medo de comentar sobre esse assunto porque é delicado não sei como as pessoas vão enxergar então eu falo não tenham medo
vocês T que ter conhe buscar os eh buscar onde vocês vão né Eh combater isso né Tem muitas leis hoje para combater isso e nós só combatemos eh aquilo que nos atinge com conhecimento então é o que eu sempre passo PR os Alunos são essas informações que eu passo para eles e e sempre eh ministrando aulas das quais eu tento passar cada vez fez mais informações para eles então acho que em decorrente de alguns assuntos que pode ser delicado a gente consegue fazer uma mudança sim mas a mudança tem que ser com a comunicação a
gente não comunica não entra nesse eh assunto com os jovens porque os jovens de hoje eles têm muitas informações eles sabem muitas coisas com O meio digital hoje eles tê informações que muitos adultos aí não não t eles dominam muitas coisas hoje a gente não consegue enrolar eles em alguns assuntos eles dominam eles debatem eles leem Por às vezes eles estão com celular direto na mão mas eles dominam muita coisa e se a gente não eh avançar com eles junto com a o desenvolvimento tecnológico nós ficamos para trás né então eu digo isso assim que
eu lembro mais na fase escolar mesmo algum piadinhas né Eh que as crianças faziam que não era piadinha né já era preconceito já era o racismo né e depois só mais para frente na fase adolescente adulto comecei a entender né falei nossa aqu bullying na escola não era uma brincadeira já era um racismo né Você lembra de alguma piada específica piada entre Olha a questão do cabelo realmente é a questão quando criança é a questão do cabelo né e eu não gosto de trança não tenho nada Contra Acho super bonito mas eu vivia com trança
no cabelo e aquilo me incomodava muito então são coisas que às vezes eh incomoda né e é referente ao cabelo cabelo ah Antigamente as crianças faziam muitas piadinhas né era cabelo duro cabelo de bombil que eu lembro né e aquilo não era específico mas quando falava com alguém aquilo te atingia de um modo ou outro né acabava atingindo Então você acabava tomando as dores por uma coleguinha ou outra também na sala de aula então eram coisas que eu já percebia que existia o preconceito com os colegas né isso foram nos anos iniciais mas que eu
me recordo que já era racismo né já era a forma de racismo de preconceito e e São coisas que eu me recordo assim específico sabe eh eu digo que às vezes até em alguns ambientes mesmo profissional a gente percebe que Existe né às vezes não assim a pessoa não declara mas em atitudes ou em algumas falas que a pessoa só volta ali em público você já pega no ar que a pessoa tem é racista é preconceituosa né Eu tive uma situação sim agora que eu lembrei tive uma situação sim dentro da Fundação Casa com uma
colega de trabalho e foi uma situação extremamente delicada porque nós eh uma vez por semana nós levávamos as turmas os jovens para assistir filme num num numa sala que Tinha num refeitório que era um salão Grande levávamos para assistir filme E aí fazíamos um rodízio que era dividido lá por quarto um quarto dois e quarto três então quarto um eram jovens eh que tinham primeira passagem quarto dois eram jovens Segunda passagem e o três eram os jovens já reincidentes e eu sempre tive um perfil assim para ficar com os jovens reincidentes e tinhamos eh acho
que umas quatro colegas que eram professoras desses jovens residentes e Alguma eh mudança que teve no cronograma o que que foi feito eh no rodízio passaram eh os jovens do quarto 1 qu2 acabaram assistindo o filme mais de uma vez na semana e nós que éramos do quarto três passamos a ficar uma semana sem filme só na outra semana nós fomos uma professora colega fez uma piadinha ai prô Será que nós não ficamos sem assistir filme essa semana a eu acho que deve ser porque você é Pretinha e aquilo me incomodou muito Acabou me incomodando
que eu não conseguia entrar em sala de aula e eu fui pro banheiro chorar levei o conhecimento da coordenadora pedagógica e ela falou bom agora eu peço para você ir procurar a direção da escola noss vamos levar isso adiante e foi feito a diretora não queria que eu voltasse paraa sala de aula e que eu fosse pra delegacia fazer um boletim de ocorrência Eh e gerou um certo desconforto entre todos os colegas aquilo foi pauta de uma reunião pedagógica de livro de ata foi uma situação bem delicada ela falou não isso aí é preconceito Não
é piada não é brincadeira é algo sério e eu cheguei na minha casa conversei com os meus pais relatei a situação muito emocionada diante do que eu tinha passado e falei pra minha mãe o que que a senhora acha eu devo ir abrir o boletim de Ocorrência a minha mãe achou que eu não deveria ela falou Pensa bem e é uma senhora de idade Cuidado com o que você vai fazer de repente isso pode eh te trazer outras consequências né Eh Então pensa bem é isso que você quer o meu pai ele se comoveu muito
com a situação ele falou nós vamos sim pega sua bolsa nós vamos na delegacia quando nós estávamos no portão a professora ligou na minha casa chorando pedindo pelo amor de Deus para que eu não Fizesse isso porque isso ia prejudicá-la na aposentadoria dela e que foi só uma brincadeira eu falei prô isso não é brincadeira a senhora não gostaria que fizesse isso com a senhora ela falou pelo amor de Deus não faça isso não faça isso e eu acabei não fazendo cheguei na Fundação Casa no outro dia a minha coordenadora falou Cadê o boletim de
ocorrência para eu anexar no prontuário da colega eu falei eu não trouxe ela falou por quê eu falei porque eu não Tive coragem de fazer isso eu falei eu fui muito humana eu não tive coragem eh ela implorou para que eu não fizesse porque isso ia atrapalhar a vida funcional dela e que eu acabei deixando isso para lá ela falou mas ela vai ter que se retratar por escrito para você aí chamou a professora ela foi até a secretaria escolar ela se retratou fez um documento por escrito foi anexado no prontuário Dela então assim Isso
é uma uma lição de vida né imensa porque talvez para ela foi uma brincadeira uma fala espontânea mas não foi brincadeira nem brincadeira a gente se brinca assim com o colega de trabalho só que eu acho que foi uma lição de vida para ela para ela nunca mais cometer esse tipo ter esse tipo de postura com ninguém então então isso Ia gerar muito transtorno para ela se fosse uma outra pessoa talvez ia levar adiante mas eu não tive coragem o meu lado humano não deixou que eu fizesse isso e depois ela se retratou nós continuamos
trabalhando juntas e dei continuidade no meu trabalho aquela aquela mágoa aquela dor que eu passei no momento eu foi foi difícil mas depois eu acabei apagando eu falei não é assim que A gente leva paraa vida né A gente passa eu falei ela já tinha uma idade para ser a minha mãe já era uma senhora e eu que passei totalmente uma experiência agora eu fico imaginando Será que se fosse ela ela não faria isso comigo talvez ela levaria adiante mas eu não tive coragem então agora eu lembrei dessa situação que eu passei com essa colega
de trabalho muito obrigado por compartilhar conosco viu Jan essa essa situação Também dura né e sim eh mas que mostra muito isso do do racismo né e da da falta da sensibilidade das pessoas né J Foi uma foi uma a gente agradece muito viu Janaína pela entrevista a gente só tem a última última questão aqui que você parece repetitivo isso que eu vou perguntar mas eu eu acho que é Importante o que significou sua relação com o memorial da educação Paulista com arquivo com acervo assim O que significou foi para mim foi a importância né
de a continuidade do trabalho da Preservação a continuidade eh da memória cultural né porque foi através do do do Acervo que eh foi de extrema importância para destacar até eh conhecimento que eu obtive e que eu trouxe né que acrescentou paraa minha Vida acadêmica e profissional então a preservação eh da memória o conhecimento né a garantir a continuidade cultural tudo isso para mim foi de extrema importância e acrescentou muito a minha vida profissional todo esse conhecimento que eu tive acho que é mais ou menos isso ô ô janen alguma vez você tem Você lembra ter
ido lá na no na Avenida Rio Branco sim fui fui sim fui algumas vezes Lá tomei café naquele espaço maravilhoso não sei se existe ainda mas eu fui eu achava aquele espaço Fantástico quando eu fui assim eh foi logo quando eu eh fui selecionada para trabalhar lá no acervo eu fui conhecer o crê depois eu fui conhecer a fde e assim um espaço para quem tá iniciando na educação é fantástico e eu tenho colegas que eu falo que eu trabalhei lá e alguns não conhecem eu Falo então eu falei uma oportunidade porque é um espaço
maravilhoso lá da Rio Branco jás já Saímos de lá viu Janaina É né agora Agora vocês estão na Armênia é na Armênia o o acervo todo ficou na Armênia e tem uma parte e a exposição fica aqui Naia na na efap nós estamos gravando aqui num dos estúdios da eap ah endi Certo janain muito obrigado viu Muito obrigado mesmo tá pela sua dedicação por toda a sua história de Vida por compartilhar essa riqueza tá eh eh e agora eu vou chamar o pessoal pra gente tirar uma foto com você você ficar na TV assim e
o pessoal técnico a gente tá bom bom Tudo bem pode pode