uma outra consequência da lei do menor esforço. É uma ideia que anda demais em moda na sociedade. Sei que alguns vão me criticar por isso, mas se existe uma coisa que do ponto de vista filosófico eu não consigo engolir bem, é recompensa sem trabalho, fazer quase nada e descobrir alguma coisa que te dá dinheiro sem fazer nada.
É lógico que você tenha uma uma lei de compensação dentro da sociedade. Se você com pouco mérito tem muito resultado, para que essa equação feche, alguém em algum lugar está tendo muito mérito e pouco resultado, porque senão de onde viria essa riqueza? De onde viria esse recurso?
As coisas não vêm do nada. Coelhos não saem de cartola, a menos que você tenha colocado o coelho lá dentro. Isso é muito comum no mundo atual.
Percebam que isso, sem que a gente tome consciência, gera um nível de amoralidade. É aceitar, ganhar as custas da perda de alguém. Não pensem que a matemática é outra.
A matemática é essa. O universo, o nosso planeta, o nosso ecossistema é uma equação fechada de energia. Se vai muito para um lugar que não gerou mérito, vai pouco para um lugar que gerou mérito.
Ou seja, se sem mérito eu tenho recompensas, você pode colocar na conta da sua consciência que alguém com mérito não está tendo a recompensa que mereceria, porque senão essa essa riqueza não existiria. De onde ela veio, quem a gerou? Então pensem sobre isso, sobre a consequência moral de hoje estar tão em moda e as pessoas valorizarem tanto a ideia do muita recompensa com pouco esforço, nenhum esforço, ou seja, ganhar dinheiro sem trabalhar, a recompensa que não vem daquele mérito que você gerou, daquele valor que você agregou.
Ou seja, nós falamos tanto da imoralidade dos governos que nos conduzem, das da política mundial, a moralidade de tanta gente. É bom pensarmos também nos princípios que regem a nossa moralidade. Lembrem de Kante, aquilo que ele manda escrever no seu epitáfio.
Duas coisas vi ao longo da vida que me deslumbraram à vista. O céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim. Percebam que essa lei moral dentro de nós é o nosso céu estrelado.
Faz muita falta quando nublamos o nosso céu estrelado interior. Não é só uma questão de julgamento social, uma questão de paz de espírito. É uma questão de dormir o sono dos justos todos os dias.
Questionem, pensem um pouco a respeito disso. Continuando, outro elemento que para mim é o pior de todos, que vem da lei do menor esforço, que é a debilitação da vontade. Ela é uma máquina de criar débeis.
Isso é uma coisa terrível, porque qualquer coisa boa que a gente tem que conquistar na vida vem da vontade potente, madura, desenvolvida. A, é necessário vontade. Vontade, segundo a tradição oriental, é aquilo que de mais divino nós possuímos.
Você quer construir um amor verdadeiro, profundo, vai exigir um esforço, vai exigir vontade, força de vontade, como se diz por aí. Para você construir, sei lá, uma casa que te acolha dignamente, vai necessitar vontade, esforço de vontade, vai necessitar protagonismo, garra. Se você quer fazer alguma coisa pela humanidade, se você quer fazer alguma coisa para sua família, para as pessoas que amam, para sua comunidade, tudo que você queira fazer, que tenha valor, ser justo, amar, ser íntegro, vai exigir vontade.
Virtudes, valores humanos, sabedoria, não são coisa para débeis e são as coisas mais maravilhosas que a gente pode conquistar. Relacionamentos profundos, amizades profundas, não são coisas para débis. E a lei do menor esforço é uma máquina de débes.
Ela não nos permite desenvolver autodomínio, que é fundamental para que a gente tenha uma vida feliz, saber controlar as nossas emoções, as nossas explosões, porque senão daqui a pouco somos uns bichos e saímos provocando dano para todos, principalmente para nós mesmos. Não nos permite desenvolver garra, objetivos claros, nem nos dá motivação. A motivação é sempre não fazer nada.
Isso é muito pouco gratificante para fazer com que alguém viva. Desenvolver essa motivação. Então morre, porque na morte você realmente não faz nada.
O que quer viver? Então perceba que debilitar a vontade é uma das coisas mais, digamos assim, o prejuízo mais profundo que a lei do menor esforço nos gera. Uma das coisas mais preciosas que ela nos rouba.
E isso é um atributo divino. Dele depende todas as coisas que vamos construir. Inclusive, uma coisa que é importante que sempre falo, os problemas que temos, a saída deles exige vontade.
A pessoa que não tem vontade, ela vai ser apanhada por problemas como todos vamos. Não existe vida sem problemas, mas não vai ter energia necessária para propulcionar em direção à saída. vai ficar ali no meio do problema, se vitimizando, culpando o meio mundo, terceirizando as responsabilidades e não vai encontrar uma saída.
Seja qual for a causa de um problema, a solução de um problema demanda vontade. Eu uso sempre o exemplo do funil. Você entra num problema por diversas fontes.
Você sai por uma saída só. Vontade. Não importa o que me trouxe aqui, eu vou sair porque eu quero chegar lá.
Esse protagonismo, esse autodomínio, essa garra, todos esses atributos da vontade te fazem sair. É a única saída. Não vejo ninguém sair de um problema se não canaliza vontade.
Fica aí dentro preso pelos problemas mais básicos da vida e a sua vida fica limitada a um problema que você não soube sair. Mais uma vez, um corolário da lei do menor esforço. Vontade no nosso nível, como sempre falo, é decisão no plano mental e ritmo no plano físico.
Decidir onde eu quero chegar com a minha vida. Por isso, gosto muito de ensinar planejamento do tempo, administração do tempo, decidir o meu objetivo, o que eu quero agregar de valor a minha vida e a vida das pessoas à minha volta. Esse é o meu objetivo e a minha caminhada sem prece e sem pausa, com ritmo.
Toda a vida se sustenta com ritmo. Veja o seu corpo, coração, os pulmões, o ritmo intestinal. Todo o teu corpo se baseia em ritmo.
Falta de ritmo é morte. que a lei do menor esforço atenta contra o ritmo necessário à vida. Ainda bem que o nosso coração não é adepto da lei do menor esforço.
Estaríamos todos perdidos, todos mortos, provavelmente. Então, alguns dos fatores fundamentais, alguns dos parâmetros da vida, a lei do menor esforço atenta contra eles. Imagina se a nossa imunidade, perdão, adotasse a lei do melhor esforço, que seríamos nós?
Pensem sobre isso. A natureza tem muito a nos ensinar. Tome a natureza como uma mestra.
Aprenda a partir dela. Você já parou para pensar que uma escolha simples do seu dia pode se transformar em um gesto de amor? Vivemos tempos em que o consumo parece automático, mas se ele pudesse ser também consciente e se ao comprar o que você já ia comprar mesmo, você pudesse ajudar uma criança, apoiar um projeto educativo, alimentar quem tem fome.
Foi com esse ideal que nasceu o Shopping do Bem, uma plataforma onde cada compra se transforma em um pequeno ato de generosidade. Escolher com consciência é o primeiro passo para construir um mundo melhor. E agora isso está ao alcance de todos nós.
Shopping do bem. Comprar pode ser um gesto de amor.