bom pessoal agora vamos tentar entender de maneira geral o que acontece na percepção nós vimos que há a experiência da certeza e sensível fez com que se saísse da idéia de que a verdade objeto enquanto tal é singular para a idéia de que o objeto é verdade que tem que ser aprendida é universal e nós vimos que essa idéia de universalidade pode ser associada a esses conceitos platônicos de idéia e forma né nós podemos acrescentar também outros conceitos como e da decência mesma substância de aristóteles né ea própria ideia de conceito é nossa nós agora
é nos preocupamos na percepção e entender o conceito das coisas não importa tanto assim ou tão-somente a singularidade do objeto mas o conceito do objeto a ideia aquela universalidade que contém a essência do próprio objeto nós podemos dizer que a experiência que aconteceu na certeza sensível foi estabelecimento de uma identidade seja se negou a quilo dos objetos que não é idêntico entre eles para manter aquilo que é idêntico que forma justamente uma unidade então de multi múltiplas casas muitas casas diferentes entre si se a certeza sensível entendeu que a verdade está na idéia de casa
na ideia geral é de casa né como aqui a ideia geral de árvore ela tem que conter a essência da água né então essa experiência da certeza sensível levou a idéia de que a verdade é uma unidade enquanto uma universalidade mas o que nós vamos ver na percepção é que existe um outro processo que há certezas em civil não ainda não realizou não entendeu que tem a ver com a diferença que nós precisamos estabelecer entre uma coisa universal e outra coisa universal a casa é o que há de de a idéia de casa na casa
universal é o que há de idêntico entre todas as casas a idéia de árvore é o que há de idêntico entre todas as árvores mas nós também precisamos garantir que a casa seja diferente da árvore e diferente de todos os outros seres universais como o que nós podemos fazer isso o que nos permite é para além de garantir essa identidade entre objetos singulares no universal que haja também uma diferença entre os objetos universais qual é o elemento que garantir é a idéia de propriedade se a gente foge de casa de árvore nós vamos ter que
fazer um elenco de quais são as propriedades da casa e quais são as propriedades da árvore essa multiplicidade de propriedades é que garante a diferença então na percepção vai aparecer o movimento de certa forma oposto ao que aconteceu na certeza sensível se na certeza sensível a gente foi de uma multiplicidade de objectos singulares para uma unidade estabelecendo que a de idêntico entre eles na percepção vai se descobrir que a própria coisa universal precisa conter uma multiplicidade então se vai dessa unidade a multiplicidade mas isso é apenas um primeiro movimento é pra se tentar pensar a
coisa ou seja quando a percepção tenta conhecer essa coisa universal ela se dá conta da necessidade da multiplicidade da diferença mas o problema central da percepção na verdade vai se conciliar esses dois momentos como rio chama a unidade é a mãe ea multiplicidade em termos simples nós podemos dizer que a percepção é trata de vários temas na verdade mas um clima que pode não pode nos ajudar a entender esse capítulo é o tema antiquíssimo né da relação entre o nono eo múltiplo como que nós podemos pensar as coisas se as coisas precisam se una se
e múltiplas urnas porque as coisas são universais as coisas nesse sentido aqui platônico né praticamente são universais então em relação à unidade que há entre os singulares mas as coisas também são motivação muita muita muitas coisas diferentes umas das outras e que para ser de serem diferentes precisam conter dentro de si a própria multiplicidade através de uma quantidade específica de propriedades todo o esforço da percepção vai ser tentar integrar a multiplicidade e unidade é pra garantir que o que o que ela conhece que é a coisa seja algo viável todos os paradoxos é um paradoxo
para o paradoxo bce que vão surgir daí decorrem da tentativa de conciliar multiplicidade unidade qualquer estrutura geral da percepção é como antes a percepção tem uma teoria da mente matéria do conhecimento e uma ontologia né a natureza da mente devida consciência como nós vimos no final da certeza e sensível a percepção sabe que ela é uma universalidade que a sua mente não é a mente de um indivíduo mas é uma espécie de consciência geral que se precisa alcançar mesmo que eventualmente um outro indivíduo num é tenha todas as idéias que os demais têm essa consciência
geral tem é aqui existe uma espécie de alvo nós devemos alcançar essa consciência geral nós devemos alcançar o mundo das idéias podemos não alcançar mais esse é o nosso ideal de conhecimento né se a consciência universal é uma espécie de ideal que nós precisamos alcançar a consciência sabe que ela é capaz de ilusões ela pode se enganar pode se iludir e como é que a consciência sabe que ela se enganou se ocorrer uma desigualdade no objeto porque ela percebeu se deu conta na certeza sensível que o singular deixava de ser se mostrava falso na medida
em que um singular é diferente de outro singular a relação negativa de um com o outro fazer com que o seu ser de cada um fosse negado então o que a consciência percepção vai tentar fazer é encontrar a verdade enquanto a igualdade da coisa consigo mesmo a ausência de contradições a ausência da idéia de que há um ser ea negação de si mesmo ser quando isso é detectado é como que liga 11 uma luz de alerta na consciência dizendo olha você se iludiu deixe de lado esse ponto de vista resolva essa desigualdade de alguma forma
a teoria do conhecimento da bom é s basea ainda na ideia de imediato crê de imediato fez né não é a consciência que cria o objeto e tal a consciência simplesmente aprende objeto a diferença aqui esse objeto é universal mas o papel da consciência é simplesmente apanhar o objeto como ele é na sua igualdade consigo mesmo e evitar obviamente a ilusão mas evitará ilusão não significa construir objectos significa simplesmente retirar da nossa do nosso conhecimento a nossas representações mentais aquilo que não é devido ao próprio objeto mas há uma é um trabalho da própria consciência
e por fim a percepção é também uma ontologia ela pressupõe uma certa antologia embora de maneira também não explícita e essa idéia de que o objeto é o universal igual a si mesmo são as idéias platônicas como a gente está usando aqui pra pra tentar entender o rei então eu tenho a casa ideal aqui a idéia de casa forma de casa na essência da casa e que essa essência da casa é aquilo que a de igual entre todas as casas possíveis então o igual a si mesmo aquilo que naquilo e em relação à qual não
há diferença é a verdade nós temos aqui uma espécie de critério ontológico critério sobre o que o ser deve ser uma primeira experiência que a percepção realiza pode ser esquematizados das seguintes a seguinte forma a consciência é um uno é aquilo que há é de idêntico é o seu conhecimento é aquilo que há de idêntico entre todos os objetos ela percebe o objeto dessa forma o objeto a humanidade a casa que é aqui a casa ideal é é aquilo que todas as casas têm em comum entretanto a consciência se dá conta que a própria casa
é composta de diversas propriedades existe um múltiplo de propriedade então objeto é na verdade uma comunidade em geral ou seja um conjunto de propriedades distintas essa é a percepção verdadeira pensa a percepção então o seu conhecimento o seu conteúdo mental deve ser justamente essa comunidade em geral então o que ela vai dizer em relação ao seu ponto de vista anterior que ele era ilusório antes ocorreu uma ilusão essa é que é a perspectiva do múltiplo né é que a perspectiva verdadeira perspectiva do uno é falsa é uma ilusão mas a partir disso e se desenvolve
uma segunda experiência partindo da idéia de que a consciência ao múltiplo que o objeto é um múltiplo a comunidade em geral até há a percepção é se dá conta que se as propriedades estão na coisa é totalmente separadas é elas na verdade só são o que são diferendo uma da outra cada propriedade precisa não será outra propriedade é essa parte do telhado para ser esta parte do telhado tem que negar a outra parte do telhado assim como tem que negar a porta à parede a janela etc as propriedades precisam tenho ter um ser que nega
o ser das outras propriedades ea coisa se constitui como um uno excludente ou seja uma unidade em que as coisas nega as propriedades aqui no caso se negam mutuamente essa esse deve ser o novo conteúdo mental e aquela idéia de uma coisa enquanto o conjunto de propriedades simplesmente dispostas uma ao lado da outra digamos assim de maneira diferente é considerada uma ilusão mas se as propriedades têm um ser independente cada uma tem um ser em si mesma que nega o outro um ser da outra propriedade então na verdade um ser que a consciência deve conhecer
é o ser picado a propriedade veja que na sé de desta forma fomos daquela primeira ideia a ideia de que a coisa é um é uno universal para a idéia de que o ser é é a singularidade de cada propriedade então quando nós olhamos para um objeto nós não estaríamos vendo a coisa nós estaremos vendo cada propriedade cada propriedade é que é o ser que a gente vê só que então diz o rio dessa maneira compreendendo a realidade dessa forma nós voltamos a certeza sensível em que a verdade é o singular aqui cada propriedade passa
a ser um ser singular que a consciência deve simplesmente aprender e aí o rei diz é mas a certeza sensível tenho para seus próprios paradoxos como a gente viu então dá certeza sensível nós somos remetidos à percepção e da percepção passamos por por esse cinto de novo e montamos a certeza sensível fica uma espécie de ciclo vicioso mas a consciência se dá conta disso esse é um aspecto importante na obra do rêgo na final longe do espírito né há a consciência tem havia sempre com um ato reflexivo embora ela negue esse ato reflexivo não compreenda
esse ato reflexivo principalmente nas suas figuras iniciais como chapeiro sensível percepção entendimento e tal mas ela sempre realiza esses atos reflexivos né a consciência sempre é reflexivo embora ela mesma não se dê conta disso e ela na verdade só se vai se dar conta realizando os seus atos reflexivos né então na medida em que ela reflete sobre esse círculo vicioso no qual ela entrou acontece uma espécie de recomeço é ela decide olha eu preciso repensar tudo isso de uma outra forma e então há a consciência bola uma solução o objeto se mostrou o uno mas
ao mesmo tempo ele é múltiplo e essa multiplicidade leva um retorno à singularidade como é que o livro com isso o objeto é uno e múltiplo não pode ser objeto não pode ser o nono e múltiplo porque isso é contraditório então a percepção vai é estabelecer uma diferença entre esses dois momentos ou seja entre o momento da unidade o momento da multiplicidade a coisa é una decreta a percepção por assim dizer né mas a multiplicidade aparece como nós já vimos antes que ela vai fazer com isso ela vai dizer olha a multiplicidade tem a ver
apenas como uma com o modo como eu consciência interpreto o objeto então objeto é uno é é a casa às diferentes propriedades que tornariam a casa múltipla eu digo que são fruto do meu perceber é uma espécie de ilusão produzida pelo perceber somos nós que identificamos e distinguimos diferentes propriedades nas coisas mas as coisas na verdade é uma coisa só só há um ser aí na casa nós é que distinguimos a cor da forma da da constituição material e certa todas as propriedades que nós podemos pensar né não é causa a casa tenha todos esses
seres distintos a casa é una nós aqui distinguimos as diferentes propriedades mas então diz o rei o problema é que a casa precisa se distingue das outras coisas da árvore da rua da outra casa etc etc para se distingue das outras coisas ela precisa de propriedades são as propriedades que garantem que uma casa não é uma árvore é um poste às propriedades portanto são necessários não podemos deixar de dizer que elas são simplesmente uma ilusão um produto o subjetivo então a percepção vai achar uma maneira de lidar com isso olha na verdade os objetos são
um múltiplo são um meio universal onde uma multiplicidade de propriedades está nós é que unificamos as propriedades e dizemos que elas compõem uma coisa então quando o óleo é uma casa o ser que existe aí na verdade é a cor é a forma é o peso é o tamanho etc esse é o ser nós é que integramos todos esses seres numa forma única o que chamamos de casa a unidade é produto da subjetividade enquanto a coisa é a multiplan é novamente aqui a consciência vai realizar um ato reflexivo é dizer peraí mas eu digo isso
porque a coisa é una eu vou cair de volta nesse primeiro momento e esse primeiro ano leva o segundo que volta o primeiro que vão seguir um círculo vicioso uma coisa leva à outra a unidade leva a multiplicidade multiplicidade leva a unidade a consciência se dá conta que ora ela faz dela mesma hora dos objetos únicos ou múltiplos alternadamente mas as duas coisas se mostra um tanto quanto urnas é quanto múltiplas né o resultado dessa iniciativa reflexivo é que o objeto mesmo precisa ser um múltiplo ele precisa ser para si e para outro seja para
si mesmo aqui o objeto era a onu e para o outro seja para a consciência ele era múltiplo aqui ao contrário para se ele era múltiplo e para outro ele era uno o que o rei vai dizer olha a consciência se dá conta que o objeto precisa ser o nono e último então o que ele é para se ele tem que ser para outro também e o que era para outro e precisa ser para si também nas duas situações unidade multiplicidade são necessárias para o próprio objeto é tanto ele quanto a consciência são urnas e
múltiplas só que isso é contraditório como que um objeto pode ser uno e múltipla mesmo tempo é nesse momento que a percepção lança sua última cartada por dizer não podemos dizer assim que é o enquanto é o rio chamado enquanto da consciência qualquer outro a percepção vai dizer tudo bem o objeto é uno e múltiplo só que essas coisas a única unidade multiplicidade não incidem sobre a mesma coisa sobre a uma uma casa por exemplo é o a idéia de casa né a idéia de casa não é um nem múltipla da mesma forma a casa
é una para si mesma e múltipla simplesmente quando ela precisa se distingue das outras coisas esse é o truque enquanto eu tô pensando a casa ela mesma ela para si mesma eu penso a casa como uma unidade enquanto eu tenho que de xinghe à casa de outras coisas eu penso ela como uma multiplicidade a casa é é una sul em relação a si mesma e múltipla em relação às outras coisas mas aqui não se trata de um ato da consciência diferente do momento anterior não é que a consciência faça essas relações fáceis essas comparações pra
pra percepção nesse ponto aqui é a própria coisa que é é una para si mesma e múltipla para as outras coisas distintas dela mesmo né então a multiplicidade da aaa diferença desigualdade né que há entre umidade multiplicidade é dividida entre coisas diferentes a coisa é una para si mesma e múltipla na sua relação com outras coisas o objeto assim se mantém uno o no sentido de igual para igual a si mesmo ele não é contraditório objeto não é contraditório ele não contém essa contradição entre unidade e multiplicidade mas novamente aqui e como último ato de
reflexão da percepção ela vai perceber que o enquanto também é inconsistente como eu posso dizer que o objeto é o uno para si e múltiplo para o outro mas que é necessário que ele se distingue dos outros seja que o pará outro é só diz respeito apenas a relação dele com as outras coisas mas é necessário que o objeto tenha essa relação de diferença com as outras coisas então com essa reflexão a consciência vai dizer olha o ser para si objeto em relação a si mesmo que da onu é tão necessário quanto o ser para
outro a necessidade que o objeto tem de se distinguir das outras coisas como as duas coisas são necessárias para o próprio objeto eu não posso distingui-la distingui-las né através desse enquanto desse recurso vai dizer isso é uma surf estaria é um é um truque que a consciência está usando mas o objeto mesmo tem as duas necessidades e precisa ser uno e ao mesmo tempo precisa se distingue das outras coisas é quando a consciência a percepção é realiza esse último o ato reflexivo ela chega ao que o rio chama de universal incondicionado em que o objeto
ser a unidade entre a unidade do ser humano para si ea multiplicidade o ser outro as diferentes propriedades diz que são capazes de distinguir o objeto dos outros objetos né então a unidade entre a unidade ea multiplicidade esse será o objeto enquanto universal incondicionado e essas idéias nessa ideia fim de universal incondicionado vai se desdobrar na forma de elementos como força lei fenômeno supersensível né mas quando a consciência alcança esse ponto de vista acerca da realidade ela já não é mais percepção mas sim entendimento é que é o capítulo seguinte apenas pra tentar ter uma
idéia do que é seu número está em condicional é veja que no começo do capítulo sobre a percepção a verdade é universal mas não é universal incondicionado nós poderemos dizer então que essa primeira verdade da percepção é universal condicionado mas condicionado ao que a ikea que nós podemos nos dar conta do que o rei está falando é que a universalidade sol é uma realidade enquanto de tinta de outras universidades são que pra se distingue das outras universidades ela precisa é ter em si mesma o elemento da singularidade então ela está condicionada à singularidade que ela
não contém que a estranha ela que é externa ela que vem na forma de outras coisas né o universal incondicionado em condicionado justamente porque a sua condição a condição do seu ser a condição de uma coisa ser coisa né é está contida nele mesmo na forma da multiplicidade justamente porque ele é a unidade entre a unidade ea multiplicidade a condição para uma unidade o real é a multiplicidade que é contraditória em relação a muita a unidade mas universal incondicionado contém os dois momentos integrados então a com a condição que era estranha que era externa agora
se torna interna então o incondicionado no rádio é muito importante inclusive é não é aquilo que não tem condição ou aquilo que o trabalho está para além de qualquer condição é uma coisa assim que nega as condições na verdade o incondicionado é aquilo que contém em si mesmo as suas próprias condições é aquilo que superou aquela perspectiva em que a condição permanece como algo externo o universal incondicionado contém a singularidade dentro de si a unidade contém a multiplicidade essa é a idéia e nesse nesse ponto na percepção se converte em entendimento e então essas idéias
vão ser dobradas mediante outras experiências