[Música] [Risadas] [Música] [Aplausos] [Música] Boa noite senhoras e senhores é um prazer uma honra e uma responsabilidade estar com vocês para primeira imersão autismo na prática três dias de muito conteúdo muito entrega sobre o transtorno do Espectro do autismo aqui comigo vocês vão aprender as manifestações clínicas Como é feito o diagnóstico Como é feito o tratamento Quais são as causas do autismo mas antes eu gostaria de me apresentar para vocês porque afinal nem todos me conhece eu sou o Dr Marcelo mas Rua neurologista e neurologista infantil eu fiz primeiro Neurologia de adulto e depois Neurologia
de crianças e adolescentes que é realmente a área que é a minha paixão e eu fiz doutorado Pós-doutorado e livre docência o professor da Universidade Federal de São Paulo por quase 20 anos onde também orientei mais de 20 antes de Mestrado doutorado então tenho vários pós graduandos que foram formados por mim publiquei mais de 70 artigos científicos e periódicos internacionais sou autor de mais de 80 capítulos de livro e editor do Tratado de Neurologia infantil que é a obra principal mais relevante da Neurologia infantil Nacional então é um Grande prazer estar com vocês quem quiser
fazer comentários dizer de onde é eu vou ficar muito feliz em saber de onde vocês são mas para fazer os comentários você tem que clicar e se inscrever no meu canal do YouTube se inscreve agora e aí você vai poder fazer os comentários dizer de onde é dizer se o áudio tá bom se o vídeo Tá bom eu vou ficar muito feliz de saber de onde vocês são como é que vai ser a programação desses Três dias bom hoje eu vou falar sobre o quadro clínico Quais são os sinais e os sintomas as manifestações clínicas
do autismo Então hoje você vai aprender Sem dúvida vai ser sanada todas as suas dúvidas de como é feito o diagnóstico então não importa se você é médico psicólogo fonoaudiólogo Professor qualquer um vai estar apto a entender como é feito o diagnóstico do autismo Isso vai ser hoje amanhã eu vou falar sobre as causas do autismo os fatores de Risco tanto genéticos quanto ambientais e você vai compreender de uma vez por todas o que causa o autismo que é uma condição complexa multifatorial Mas você vai entender Quais são os fatores que aumentam o risco de
uma pessoa ter o autismo e no terceiro e último dia na quarta-feira eu vou falar sobre as intervenções Como é feito o tratamento tanto medicamentoso quanto as intervenções não medicamentosas e você Vai conseguir perceber se o seu paciente se aquela criança Ou aquele indivíduo com autismo tá sendo submetido a um bom tratamento ou não você vai conhecer que precisa ser feito para aquele melhor então é tudo isso que nós vamos ver na imersão então não perca uns três dias esteja comigo aqui nos três dias que eu tenho certeza que vocês vão gostar muito mas vamos
então começar a aula e eu vou passar aqui os slides vocês vão acompanhar inicialmente a história da Laurinha é uma história real que eu trouxe para vocês é para preservar a identidade das pessoas que eu vou mostrar dessa família eu gerei as imagens por Inteligência Artificial Mas essa é uma história real como de tantas outras crianças né A Laura tá aqui para ilustrar um caso que se repete é as centenas milhares né então a Laurinha nessa imagem ela tava com seis meses de idade Ela é filha de um casal Marcos e Roberto o Marcos tem
45 anos e a Roberta 39 Ela é filha única e eles demoraram muito para para ter essa bebezinha que Eles amam muito ela é fruto de fertilização in vitro a Roberta tinha dificuldade para engravidar chegou a perder duas gestações e a Laura é fruto de fertilização em vidro isso vocês vão ver depois que tem relevância tanto aí a idade dos Pais quanto a questão de ser gerada por fertilizações vidro tem relevância para o diagnóstico de autismo da Laura mas isso nós vamos ver na aula De amanhã que é a aula é sobre os fatores de
risco Hoje a gente vai ver as manifestações clínicas E aí quando a Laura tava com seis meses de idade nessa imagem aqui que eu tô mostrando ela tá com essa idade 6 para 9 meses tá os pais começaram a estranhar algumas coisas ela não fixava o olhar por muito tempo é com nove meses a Laura ela ele chamavam ela não atendia chamava Laura pelo nome ela não atendia não olhava para eles e ela era um bebê Também que tinha um sono muito ruim ela acordava várias vezes à noite era uma criança irritada né não dormia
direito e aí eles falaram Olha a gente e ela ia no pediatra com frequência uma pediatra que cuidava dela e a pediatra falou assim não tem calma cada criança tem o seu tempo e isso é a primeira coisa que eu gostaria de chamar atenção para vocês porque esta frase é um dos maiores males que existem Talvez para saúde das crianças pequenas porque cada criança Tem o seu tempo dentro de uma normal de desenvolvimento eu vou dar um exemplo uma criança ela deve andar no máximo aí até um ano e meio mas imensa maioria das Crianças
vai andar até um ano e dois meses de idade Então até o ano e dois meses 75% das crianças já devem estar andando imagina uma criança que aos dois anos ainda não anda você não pode dizer que essa criança a cada criança tem o seu tempo e esperar porque existe um atraso um motor Importante nessa criança o mesmo é vale para fala as primeiras palavras é uma criança deve falar por volta de um aninho de idade um ano e meio uma criança deve estar falando entre 20 e 50 palavras e aos dois anos de idade
a criança deve estar falando cerca de 200 palavras e formando pequenas frases com duas palavras como me dá não quer Cadê mamãe então não pode se falar para uma criança de dois anos que não fala nenhuma palavra que cada criança tem o Seu tempo porque você está postergando um diagnóstico e com isso fazendo com que essa criança não receba o tratamento adequado Então isso é muito importante é no caso do autismo chama muita atenção é muito frequente o atraso do desenvolvimento da fala muitas crianças com autismo têm atraso o desenvolvimento da fala então essa frase
cada criança tem o seu tempo ela é muito nociva para com diagnóstico precoce de inúmeras condições que afligem as nossas crianças Então Infelizmente essa pediatra falou isso para família a família aceitou e continuou né cuidando da Laura Com todo amor Todo carinho só que aí com um ano e meio Laura já manifestava alterações muito mais nítidas assim já tava visível que tinha algo alterado ali aos nós seis para nove meses mas quando em meio Laura não dava tchau não jogava beijo não apontava ela não triangulava atenção entre um objeto e os seus pais porque a
criança pequena ela tem prazer em ver Qual é a reação do adulto naquilo que ela gosta então se ela tá vendo um bonequinho ela ela acha aquilo bonito interessante ela olha para o pai para mãe para ver qual é a reação deles também Laura não fazia isso Laura era um bebê irritado com um ano e meio ela gostava de ela fazer alguns movimentos de ficar por exemplo se balançando repetidamente e começou a fazer uns movimentos com a mão também de balançar dessa maneira né e os pais Estavam cada vez mais preocupados Além disso Laura tinha
dificuldade com alimentação ela comia de forma muito seletiva praticamente só tomava Leite né então ela não experimentava outros alimentos e aí os pais falaram Olha tem alguma coisa errada a gente vai precisar levar num outro pediatra então perceba que o colega e o pediatra perdeu a possibilidade de dar o diagnóstico de ajudar essa família de ajudar essa criança estou Falando da primeira pediatra isso é uma coisa que é inadmissível se a gente tem hoje uma frequência de acordo com o CDC que é o centro de controle de doenças que fica localizado em Atlanta nos Estados
Unidos de uma criança com autismo para cada 36 crianças Isso significa que um Pediatra deve estar dando um diagnóstico de cerca de uma criança por semana mais ou menos se ele tem um volume de atendimento grande pelo menos uma criança por semana eu que sou Neuropediatra neurologista infantil eu chego a ver dois três casos novos por dia né então Professor numa sala de aula com 30 alunos 40 alunos ele vai ter pelo menos um aluno com autismo então a frequência é muito alta muito grande né então a gente tem que estar preparado para dar diagnóstico
desses dessas crianças e indicar terapia adequada porque tempo é cérebro se você retarda o diagnóstico você prejudica essa criança você piora o Prognóstico dela quanto antes é feito o diagnóstico melhor será a evolução isso eu vou mostrar muito com relação às intervenções na aula de quarta-feira na terceira aula mas é muito importante que fique claro que tempo é cérebro Então a gente tem que dar o diagnóstico precoce a gente não pode perder tempo e errar com essas crianças Então os pais falaram Olha nós vamos levar em um outro pediatra e assim e aí antes disso
muito importante né antes de levarem no outro Pediatra a professora da Laura que ela já tava frequentando o creche com um ano e meio chamou os pais para conversar e confirmou a suspeita dos Pais de que algo estava errado falou olha as outras crianças elas participam das rodinhas Elas têm interesse em estar ao lado das outras ali com a proposta que a professora faz né no caso se era uma atividade musical se era uma rodinha Que contava história mas Laura ficava afastada apartada das outras crianças é Muito irritada né não não tinha nenhum tipo de
interação com as outras crianças Então a professora também muito atenta chamou os pais para conversar e prestem muita atenção nisso que eu vou falar os professores são fundamentais para esse diagnóstico porque porque eles numa turma aí de 10 crianças no ensino infantil 8 10 crianças eles têm outras crianças com desenvolvimento típico para comparar então o professor Talvez seja o profissional que tenha a maior Capacidade de detectar quando algo não vai bem no desenvolvimento de uma criança porque uma outra frase que também é nociva e que é falada sem maldade pelas pessoas ah que criança a
gente não compara bom a gente não compara aptidões a gente não compara gostos mas quando se trata de desenvolvimento é muito válido e precioso você comparar o desenvolvimento das crianças porque por exemplo se um mandou com 10 meses e a Outra andou com um ano e dois meses não há problema nenhum elas estão dentro de uma faixa normal de desenvolvimento do caminhar se uma falou as primeiras palavras com nove meses e a outra falou as primeiras palavras com ano e dois meses também não há problema nenhum mas se você tem nove crianças que estão falando
já com ano e meio Você tem uma criança como era o caso da Laura que com um ano e meio não falava nada nenhuma palavra e além de não falar nenhuma Palavra ela também tinha se comportamento o professor tem a obrigação de chamar a família para uma conversa com você e claro todos os professores sempre tão zelando pela criança pela com amor pela criança chamar a família é uma situação delicada mas olha algo não tá indo bem isso precisa ser avaliado é um momento delicado a gente sabe disso mas é muito importante que seja feito
porque quanto antes começarem as intervenções mesmo Que o diagnóstico de certeza não seja estabelecido melhor para essa criança Então Laura com um ano e meio ainda não falava e atenção ela nem balbuciava uma criança começa a vocalizar vocalizar São sons que vem da garganta vós com dois meses de idade você já tem vocalizações não moduladas [Música] com quatro meses você passa a ter vocalizações que são moduladas e que alteram a frequência a intensidade a Tonalidade com seis meses em média uma criança começa a ter balbucios ou uma ação ela começa a emitir junto com as
vogais as consoantes então uma isso é a partir de seis meses de idade então uma criança com um ano e meio que nem balbuciava é óbvio que tem uma alteração muito importante e aí tava tudo muito claro Laura com um ano e meio não mantinha um bom contato visual não tinha uma comunicação não verbal Adequada não apontava não dava tchau não jogava beijo não falava nenhuma palavra e mais do que isso não balbuciava tinha alteração sensorial a questão da seletividade alimentar importante tinha flep né que é uma estereotipia tudo isso eu vou mostrar para vocês
em detalhes mas na frente nos vídeos mas o diagnóstico da Laura Tava claro tava Evidente então havia obrigação de ser feito nesta idade até antes E aí a mãe fez uma coisa que eu sempre Recomendo que as mães façam e vocês enquanto profissionais devem recomendar que seus pacientes façam e os professores também que estão me escutando façam isso também peçam para as famílias anotarem no papel tudo que elas notarem de diferente que possa estar alterado no seu filho é porque na consulta ao anotar no papel e levar na consulta Você não esquece de falar nada
e ajuda o profissional no diagnóstico então assim a Roberta fez ela notou que Laura não tem medo do perigo Essa é a folha é utilizada pela Roberta que ela essa é a letra dela a Laura não responde quando chamada pelo nome ela se bate muito à noite não gosta do barulho grito secador aspirador trovões fogos isso aqui já chama atenção para que para uma intolerância a ruídos a sons então uma alteração sensorial também segundo ela tinha uns tiques com os olhos Ela julga que ela era uma menina muito inteligente se tiver assistindo um desenho no
celular ela anda o sofá todo e não consegue ficar num só lugar eles dizem que tem que tirar todas as etiquetas das roupas porque ela não consegue botar nenhuma roupa com etiqueta chamando a atenção para o quê para uma outra alteração sensorial uma alteração tátil ela tem uma intolerância ao toque da etiqueta ela não aceita nenhuma sujeira na sua roupa se molhar Roupa ou sujar tem que trocar o outra alteração sensorial se não tiver como trocar chora Então ela fica irritada ela não gosta do contato físico e nem visual não gosta de carinho beijos e
abraços se mordia com muita frequência agora parou um pouco e não presta muita atenção no que a gente fala então a mãe fez um relato aqui que qualquer médico mesmo sem ver a criança ao ler esse relato tem obrigação de dar o diagnóstico de autismo quer dizer com este relato aqui Não é a menor dúvida eu vou mostrar depois os critérios diagnósticos mas com este relato não tem dúvida saber qual é o diagnóstico e aí eles procuraram um outro pediatra e o pediatra fez a hipótese diagnóstica correta chegou a mencionar para família mas falou que
só iria dar o laudo com diagnóstico e encaminhar para as terapias depois que fossem realizados exames complementares e aí ele solicitou um eletroencefalograma e solicitou também Uma ressonância de crânio vocês vão ver amanhã na aula de em que eu vou falar sobre as causas do autismo né dos fatores de risco genéticos ambientais vocês vão ver eu vou falar sobre a como é feita a investigação nessas causas e não há indicação de fazer de forma sistemática elétrica encefalograma e ressonância de crânio isso já tô dizendo hoje para vocês Isso é uma prática Porque você vai estar
submetendo a criança a desconforto e Arrisco no caso do eletroencefalograma realmente o risco é muito pequeno é só de uma leve sedação mas existe todo um desconforto se alguém já fez um elétron no filho né sabe bem os profissionais que estão acostumados com elétrica encefalograma criança pode vomitar a medicação que é dada para fazer a sedação ela fica irritada ela pode não dormir às vezes a família anda quilômetros para fazer o exame para chegar lá a criança não conseguir trazer Os pais deixam de trabalhar para isso quer dizer você tá gerando todo um problema para
fazer um exame que não seria necessário a indicação do eletroencefalograma é na suspeita de crises epiléticas ou de epilepsia Neste contexto então se a criança não tem história que surgir a crise epilética epilepsia não há porque solicitar o eletroencefalograma para uma criança com suspeita de autismo pior é solicitar uma ressonância de crânio que vai exigir que A criança seja anestesiada ela vai ter que tomar uma anestesia geral ser entubada ficar 40 minutos ou uma hora entubado dentro do aparelho Eu já vi criança ter parada cardíaca nessa circunstância indo fazer uma ressonância para um exame que
não teria indicação ele não se presta para o diagnóstico do autismo então isso também é uma prática aqui nessa imersão nós temos profissionais de várias áreas a gente tem médicos especialidades muito sabem Disso mas existem outras profissões que não sabem então tô informando aqui para vocês estou falando é muito importante não existe nenhum exame complementar que seja utilizado para o diagnóstico do autismo O diagnóstico é Clínico basta o quadro clínico o relato da família você pode se utilizar muito de relatórios feito pelo professor por profissionais que eventualmente já estejam atendendo a criança por exemplo um
fonoaudiólogo terapeutacional psicólogo enfim mas e a Observação é claro da criança análise do comportamento dela mas o diagnóstico é crime não existem exames complementares que possam ser utilizados para diagnosticar o autismo na aula de amanhã eu vou falar sobre exame genéticos principalmente que são utilizados na investigação de fatores de risco de causas do autismo mas não exames para diagnosticar o autismo em si isso precisa ficar muito claro então este médico apesar de ter feito a suspeita Correta ele fez uma conduta muito inadequada a gente submeteu a criança a um risco desnecessário e mais do que
isso a gente sabe quão difícil pode ser conseguir fazer um eletroencefalograma e uma ressonância de crânio e a Laura que tinha um ano e meio na ocasião que passou com ele só conseguiu completar Esses exames quando tinha quase dois anos de idade Então se perdeu ainda mais tempo para implementar as terapias isso não pode ser feito lembre-se tempo é Cérebro não retarde o diagnóstico e principalmente o diagnóstico até pode ser se você não tiver certeza você fala o diagnóstico ainda está indefinido mas você não pode retardar implementação das terapias você não pode atrasar as intervenções
essa criança precisa receber o quanto antes a estimulação para que tenha o melhor prognóstico possível então infelizmente Laura atrasou mais alguns meses nas suas terapias só que aí os pais resolveram Levar numa terceira pediatra e esta terceira pediatra deu o diagnóstico correto diagnóstico adequado Ah quem é que pode dar o diagnóstico de autismo bom para enfim legais e para que consigas terapias tem que ser um médico né para se que consiga as terapia junto ao plano de saúde aos convênios médicos Mas qualquer especialidade que tenha um bom conhecimento do autismo pode dar esse diagnóstico então
pode ser o pediatra Pode ser o pediatra que se ele estuda autismo se ele tem interesse no autismo aqui eu tenho vários pediatras me escutando você que é pediatra você pode E deve dar um diagnóstico pode ser um médico da unidade básica de saúde pode ser o neuropediatra esse tem obrigação de dar o diagnóstico um psiquiatra infantil ou seja profissões especialidades que tenham afeição que estejam afeitas ao diagnóstico que médicos que estudem o assunto eles devem Dar o diagnóstico eles eles têm essa capacidade E aí esta colega não apenas deu diagnóstico mas indicou as terapias
adequadas E aí Laura finalmente pode começar as terapias então eu tô contando a história da Laura que é uma história verídica mas como Laura são milhares de crianças no Brasil que passam por isso e suas famílias todos os dias de Diagnósticos que são atrasados é exames solicitado de forma inadequada encaminhamentos mal feitos e a gente Precisa corrigir essa situação e é para isso que nós estamos aqui para informar e para ampliar o conhecimento Então vamos falar um pouquinho a respeito da evolução do diagnóstico né do autismo o autismo antigamente antes do dsm-5 até 2013 portanto
que o décimo que é a quinta edição do manual diagnóstico estatístico dos transtornos mentais da associação americana de psiquiatria dsm5 é a sigla dele até a quinta edição que foi lançada em 2013 o Autismo era um diagnóstico categórico o que que é um diagnóstico categórico um câncer por exemplo é categórico o indivíduo tem ou não tem câncer covid tuberculose meningite essas infecções é categoria ou tem ou não tem não tem mais ou menos o dia já o autismo é um diagnóstico de dimensão contínuo ou espectro O que quer dizer isso se você pegar do branco
ou preto passando por toda a escala de Cinza você tem indivíduos preto ou cinza bem escuros Que são muito afetados eles têm as manifestações numa intensidade numa quantidade que é fácil reconhecê-las e é fácil fazer o diagnóstico já você tem indivíduos no outro Polo um cinza claro quase branco em que as manifestações são mais sutis e elas estão presentes em menor quantidade e aí o diagnóstico é mais difícil e também geralmente nesses casos prognóstico É melhor então existe todas essas matizes essas nuances de manifestações então é um diagnóstico de Dimensão e aí nesse slide está
representado isso indo aqui eu não representei Tons de Cinza mas em cor indo desde o Violeta aqui até o vermelho então aqui você tem indivíduos com poucas manifestações nesse Extremo e com manifestações pouco intensas até indivíduos muito afetados então o autismo virou ele saiu de uma categoria autismo infantil e também tinha a outra categoria que era Síndrome de Asperger e virou transtorno do espectro do autismo Então esse é o termo que é utilizado no dsm5 transtorno do espectro do autismo e ele é dividido em níveis né os níveis de suporte o nível 1 o nível
1 indivíduo precisa de pouco suporte o nível 3 que corresponde ao que seria o autismo grave é o indivíduo precisa de um suporte muito substancial e o nível 2 intermediário é o suporte apenas substancial então o nível é um corresponde ao autismo que seria leve ou de Alto funcionamento o dois moderado e O três o autismo grave mas o que o termo que é usado no dsm5 é transtorno do espectro do autismo e os níveis de suporte um dois e três sempre pergunta assim mas como categorizar esses níveis de suporte né de forma bem simples
para ficar fácil de entender pensa no seguinte o nível 1 o indivíduo tem dependência ele não necessita de nenhum o suporte é mínimo então assim ele consegue fazer as atividades do dia A dia sem que haja nenhum tipo de supervisão ou dependência o nível 2 o indivíduo consegue fazer as atividades do dia a dia mas sob supervisão e o nível 3 ele é dependente então exemplo pega uma criança de 8 anos com autismo nível 3 Pode ser que ela precisa se alimentar da comida na boca pode ser que a mãe precisa tirar e colocar a
roupa porque ela não faz sozinho pode ser que essa mãe precisa dar o banho na criança limpar lá porque ela não sabe fazer Sozinha já essa criança de 8 anos se ela consegue tomar banho sozinho e se limpar sozinho mas a mãe tem que estar ali supervisionando falando olha agora passa o shampoo agora limpa lá o bumbum que você saiu e ele consegue fazer sozinho mas sobre supervisão ele é nível 2 e se a criança consegue ir no banheiro a mãe fica lá na sala ela toma banho sozinha Você limpa sozinha ou come sozinha mesmo
sem que a mãe precisa ficar ali olhando e supervisionando essa criança é nível 1 Então grosso modo para facilitar o entendimento é assim que é dividido os níveis de suporte um tem Independência com necessidade pouco apoio o nível 2 precisa de supervisão e o nível 3 precisa é dependente precisa que faça por ela os pioneiros na descrição é do autismo foram Léo cannedy ranz Asperger dois austríacos só que Léo canner já estava nos Estados Unidos quando fez a descrição em 1943 e o Hans Asperger que Era muito provavelmente um apoiador do regime nazista é tudo
indica que sim ele fez a descrição da síndrome de Asperger que viria ser reconhecido como sino de aspega era um ano depois em 1944 é muita coincidência né um descrever o cana ele escreveu o autismo mais esse com maior comprometimento que se conhece então crianças que não falavam não olhavam no olho não tinha uma comunicação não verbal pobre movimentos repetitivos E aí ficou conhecido como autismo infantil Clássico ou autismo de Kane e muita coincidência um ano depois um asper e ele escrever um quadro sempre com características semelhantes mas é daquele daqueles de autismo de Alto
funcionamento então indivíduos que falaram precocemente e até melhor do que os pares da mesma idade é com inteligência absolutamente normal interesses muito grandes por alguns assuntos pequenos professores assim porque davam explicações sofisticadas e Cabem muito sobre determinados assuntos mas essa coincidência foi explicada há muito tempo depois porque o indivíduo chamado George Franklin que também eram judeu assim como kanner né judeu de ordem judeu já as pernas não era um austríaco apoiador do regime nazista e George Franco trabalhava na enfermaria de pedagogia pediátrica pedagogia terapêutica da Universidade de Viena onde também trabalhavam asper e por perseguição
ele sai da austria e vai Para os Estados Unidos vai trabalhar com Kani E aí ele começa a compartilhar conhecimentos que adivinham dessa região da Europa dos estudos que eram feitos Porque a Europa até a Segunda Guerra ela era o berço ali da psiquiatria ficava na Áustria na Suíça e na Alemanha né o Polo mais forte e acaba influenciando fortemente o trabalho de Kani E aí eles publicam muito próximos uns dos outros a descrição sobre o autismo Então as primeiras descrições vem de Câncer em 1943 e o outro 1944 só que o diagnóstico de autismo
ele não tá presente nas primeiras edições do manual diagnóstico estatístico né então o primeiro dsm ele é publicado em 1952 e o segundo em 1968 vocês vão ver que o diagnóstico Hoje ele é feito baseado nos critérios deste livro tá então é por isso que eu tô contando a história dele e essas primeiras duas edições elas tinham uma forte influência Psicanalítica e o autismo era enquadrado como se fosse uma reação de esquizofrenia então era reações esquizofrênica tipo infantil então autismo esquizofrenia até essas duas primeiras edições era considerada a mesma coisa o que mudou a partir
da terceira Edição em 1980 e que aí se cria uma categoria diagnóstica de transtornos invasivos do desenvolvimento e o autismo faz passa a fazer parte dessa categoria como uma entidade separada de Diagnóstico E aí ele tem uma edição revisada em 87 a quarta Edição é publicada em 94 com o texto revisado em 2000 mas a grande mudança aliás aqui eu tô mostrando em 94 como é que era essa categoria dos transtornos invasivos Então você tinha categoria do transtorno altístico que corresponde ao que o canner ele escreveu síndrome de Hatch transtorno desintegrativo da infância síndrome de
Asperger e transtorno invasivo não especificado Então até 2013 quando lançou a quinta edição que valia isso aqui e aí o autismo era um diagnóstico de categoria né então se não enquadrasse propriamente como transtorno autístico entrava como transtorno invasivo não especificado Esta é uma das explicações para o aumento do diagnóstico que ao virar um espectro ficou mais fácil mais simples da o diagnóstico Mas nós vamos conversar ao longo destas aulas da imersão que esta não é única é justificativa Pessoalmente espantoso do número de Diagnósticos E aí o que realmente muda a partir de 2013 é com
a quinta edição do manual diagnóstico estatístico dos transtornos mentais da associação americana de psiquiatria que aí o autismo passa a fazer parte é uma das categorias diagnósticas dentro dos transtornos do neurodesenvolvimento onde você tem deficiência intelectual transtornos da comunicação o TDAH Transtorno do Déficit Atenção com hiperatividade transtornos específicos de aprendizagem como a dislexia discalculia transtornos motores e outros transtornos desenvolver então um autismo é uma destas entidades dos transtornos do neuro desenvolvendo dentro deste Capítulo né então o transtorno do espectro do autismo transtorno do espectro autista E como eu já mencionei para vocês é um diagnóstico
de dimensão contínua ou espectro então aqui eu tenho Polo mais Grave do espectro com mais é sintomas mais intensos e maior quantidade e aqui eu tenho indivíduos menos comprometidos por isso que nesses indivíduos menos comprometidos às vezes o diagnóstico é complicado porque Imagine que você traçasse aqui uma linha para dizer uma a partir daqui o diagnóstico eu vou considerar que tem autismo e da linha para esquerda não tem essa o limite exato entre o típico e o atípico ele não é muito claro nesse tom de cinza aqui Aliás nenhum desses Tons de Cinza Mas neste
grupo aqui ó é muito mais fácil dizer que o indivíduo tem manifestações do autismo o fato é que o autismo é uma condição extremamente heterogênea existe uma grande diversidade de manifestações e ela se combinam em diferentes padrões Então isso é fundamental entender é nenhuma manifestação é obrigatória em todos os indivíduos com autismo por exemplo existem indivíduos com autismo Que mantém um bom contato visual Olho no Olho existem indivíduos com autismo que vão falar precocemente então atraso da fala não é um critério obrigatório Como já mencionei a falta do contato visual adequado também não é um
critério obrigatório haverá indivíduos com autismo que não tem nenhum tipo de alteração sensorial inclusive que vão comer de tudo muito bem haverá indivíduos com autismo que não tem serotipias então nenhuma manifestação é Obrigatório e o contrário também é verdadeiro nenhuma manifestação de forma permite o diagnóstico suponhamos que você tem um indivíduo que tem Flap aquela estereotipia que eu falei e ele não tem mais nada ele tem ótima interação social ele tem a comunicação normal ele não tem nenhuma questão sensorial ele não tem rígida de comportamento não tem interesses restritos e comportamentos repetitivos Ele só tem
a estereotipia isso não Permite o diagnóstico de autismo porque a gente pode ter estereotipias primárias que ocorrem de forma isolada Então gravem isso que eu vou falar para vocês que isso é muito importante nenhuma manifestação é obrigatória Então você vai ter indivíduos com autismo que não terão manifestações que outros indivíduos terão e nenhuma manifestação por si só permite o diagnóstico de forma isolada Isso é uma mensagem muito importante que eu quero que vocês gravem Porque isso é motivo de muitas dúvidas e vocês para esclarecerem os seus pacientes e os seus alunos precisam ter isso bem
claro né em mente outra questão muito importante que a gente tem que lembrar é que existe uma grande variabilidade fenotípica ao longo do tempo que que é fenotípica das manifestações clínicas daquilo que aparece então por exemplo você tem um indivíduo com autismo que com nove meses um ano de idade não tem um bom contato Visual e que com cinco anos de idade Ele tem um bom contato visual melhorou o contato essa manifestação ela melhorou Provavelmente porque essa criança recebeu a terapia adequada né Você pode ter um indivíduo por exemplo que não tinha alteração sensorial aos
dois anos mas aos seis anos ele tem alterações sensoriais evidências ele passou a ter Então as manifestações elas não são diferentes apenas entre os indivíduos ela pode se modificar para a mesma Pessoa a mesma pessoa que numa idade tem algumas manifestações pode ter depois e vice-versa ela pode deixar de ter isso ocorre porque porque o cérebro está em desenvolvimento de forma muitíssimo rápida velosa até os três anos de idade depois de uma forma um pouco mais lenta até os seis anos mas o cérebro mantém um desenvolvimento é muito nítido até o final da adolescência né
existem estudos mostrando que até os 25 anos né Logo frontal Polo frontal por exemplo a Região pré-frontal ela termina o seu desenvolvimento aos 25 anos então como o cérebro ainda está em desenvolvimento as manifestações no caso do autismo elas podem mudar ao longo do tempo existe também uma superposição de sintomas com outros com outros transtornos psíquicos então por exemplo você pode ter que ter trabalho para diferenciar O que é rigidez de comportamento do que é um sintoma obsessivo compulsivo do toque por Exemplo transtorno obsessivo compulsivo imagina o indivíduo que quer botar arrumar as coisas com
simetria alinhando os objetos Será que isso é de rigidez comportamental do autismo ou é de um transtorno obsessivo compulsivo por exemplo desatenção é existe uma sobreposição muitos indivíduos com autismo tem desatenção e também será que não é do TDH Transtorno do Déficit de atenção com hiperatividade então o diagnóstico diferencial do autismo para Algumas condições pode por algumas dificuldades mas existe um elemento que é comum a todas as pessoas com autismo para você falar que o indivíduo tem autismo ele tem que ter um comportamento atípico e mal adaptativo são esses dois elementos ele tem que se
comportar de maneira atípica diferente do padrão e de forma desadaptativa ou mal adaptativo ou seja tem que gerar prejuízo se não for assim não há que se falar em diagnóstico de Autismo Tem que haver um comportamento que saia da tipicidade e tem que haver uma desadaptação sem isso não há que se falar em diagnóstico de autismo e para reconhecer o que é atípico é fundamental conhecer o típico Então você tem que saber quais são os Marcos Chaves do desenvolvimento principalmente socioemocional da linguagem nos primeiros quatro anos de vida porque estes são os dois domínios cognitivos
Mais afetados no autismo existem outros até a motricidade é afetada a gente sabe que 80% das pessoas com autismo tem alguma alteração motora associada isso vocês vão ver também ao longo da exposição mas o que é mais afetado que chama mais atenção é a parte do Desenvolvimento Social e da linguagem então é fundamental que se conheço o que é típico nessa área né e também identificar os sinais de alerta Para o transtorno do espectro do autismo É assim que você vai dar o diagnóstico conhecendo que é típico para identificar o que não tá indo bem
e quais são os sinais de alerta então o que que é típico no Desenvolvimento Social numa criança com um ano de idade uma criança com um ano ela tem que se comunicar por gestos simples ela tem que apontar acenar com a cabeça assim e não dar tchau jogar beijo uma criança com ano de idade ela já tem que falar pelo menos Duas palavras como uma mãe Papá não e ela tem que fazer exclamações como uma criança com um ano de idade ela tem que brincar de esconder e achou né o picabu do inglês né então
põe aqui um paninho na frente mostra Olha a criança tem que sorrir ela tem que brincar disso ela tem que ser tímida vou ficar nervosa na presença de estranhos ela Claro tem bebês que são muito sociáveis muito dados mas isso é uma reação natural ontem mesmo a gente foi Visitar o filhinho de um amigo e ao entrarmos o bebê olhou assim estranhou você perceber ele não chorou Mas você perceber que ele ficou desconfortável com aquele estranho no ambiente e o bebê tá com 10 meses então é uma reação normal ele tem que chorar com a
saída dos Pais de perto veja bem e novamente como eu falei anteriormente eu quero chamar atenção cada vez mais para isso e várias vezes vocês tem que ter isso em mente o Fato de não ter uma outra característica já não diz olha tem atraso você tem que ter um conjunto né para você ter certeza então a um bebê que os pais sai de perto ele não chora mas todo o resto é normal tá indo bem tudo bem Você não precisa ficar preocupado mas se essa criança de um ano ela não tá falando não tá apontando
não dá tchau não joga beijo os pais sai de perto ela não tá nem aí você tem que valorizar essa informação é uma criança de um ano ela tem objetos E pessoas favoritas ela mostra medo Em algumas situações lembra da história da Laura que era uma criança de um ano e meio sem temor isso chama atenção ela segura e mostra um livro quando quer ouvir uma história ela repete sons e ações para conseguir atenção e elas atendem a pedido simples como por exemplo aqui nesse vídeo em que eu tô com essa criança de um ano
e ele peço para ele me entregar e aí entrego para ele Isso é uma forma de comunicação De linguagem porque é uma linguagem gestual e que a criança tá tendo a reciprocidade que é esperada nessa situação com um ano e meio uma criança tem que apontar de forma ativa para mostrar aquilo que quer e coisas interessantes então por exemplo nessa nessa nesse teste eu tô pedindo para criança é apontar o carro apontar o sol apontar o passarinho e aí ele apontou a ponto do Sol a ponta agora o gatinho né A ponta agora é não
lembro o que eu falei para apontar mas a ponto só novamente ele tá apontando né que o vídeo voltou enfim ela ele tem que atender o seu comando a ponta para aquilo né ele é capaz de compartilhar a atenção Ele fica alegre em compartilhar um objeto ou evento contra a pessoa é triangulação da atenção aquilo que Eu mencionei no início da aula então a criança ela vê uma coisa bacana ela olha para o pai para mãe para ver qual é a Reação deles também a criança com um ano e meio tem que falar pelo menos
20 palavras geralmente fala entre 20 e 50 palavras ele pode brincar de faz de conta de maneira simples Então a menina fingindo que tá dando comidinha para boneca o menino pode pegar dois bonequinhos e fingir que estão brigando ou pegar um carrinho e fingir que tá fazendo percurso e fazer barulho é muito comum por exemplo crianças com autismo deitarem no chão e Ficarem empurrando o carrinho para frente para trás ele não tá brincando de faz de conta agora uma criança que pega um carrinho Faz Um percurso faz barulho faz barulho Tá brincando de faz de
conta ele mostra com ano e meio ele mostra feição por pessoas familiares ele é capaz de reconhecer parte do corpo como desse vídeo aqui eu pergunto cadê a orelha cadê o nariz né Ó cadê a orelha cadê o nariz a boca Cadê o nariz ó vai apontar o nariz então com um ano e meio de idade a criança tem que ser capaz de reconhecer parte do corpo isso é muito importante se ela não tiver reconhecendo e se tiver principalmente outras manifestações tem um atraso como é que eu desenvolvimento do brincar por faixas etárias com um
ano a criança deve fazer jogos sociais como escondeu e achou já mencionei ela usa alguns gestos sociais como acenar ou apontar e mostra Preferência por certos brinquedos como por exemplo aqui nesse vídeo em que a criança é tá analisando brinquedos de encaixe mas perceba que ele se brinca de forma muito limitada com brinquedo né ele só brinca com aqueles brinquedos só com encaixe não interage com examinador esse menino tem autismo com um ano e meio a criança faz uma brincadeira simples de fingir Como alimentar a boneca olha para você quando Fica animado e chama um
adulto para brincar Então vamos ouvir esse vídeo que é interessante apesar de estar em inglês ó a mãe tá fazendo o seguinte ela tá fazendo um sorvete e fingindo que tá comendo aí a criança vai também fazer imitar ó como se tivesse fazendo um sorvete ali e comendo na perna dela e a criança faz também e finge que tá comendo então ó botou na casquinha né ó e vai comer o sorvete é Um Faz de Conta Então com um ano e meio a criança já deve ser capaz de brincar de faz de conta bom nesse
momento eu dou essa parada para lembrar duas coisas a vocês uma que tempo é cérebro vocês estão vendo aqui manifestações clínicas importantes para reconhecer crianças com autismo e que você precisa ao reconhecer Essas manifestações fazer com que os pais levem a atenção de um especialista para que essa criança possa ser diagnosticada Ou o diagnóstico descartado Mas enfim para aquela receba o melhor tratamento possível e lembrar que os comentários lá do Dos comentários do chat estão abertos vocês podem entrar de gestão gostando da aula ou não e também só que para fazer o comentário tem que
se inscrever no meu canal então ativa lá inscrição ativa o Sininho também para receber as atualizações E aí a gente vai poder ficar sempre em contato e vocês recebendo o conteúdo que eu vou produzir E agora nessa parte da aula que é a última parte eu vou mostrar como é feito o diagnóstico de acordo com os critérios do dsmc né então muita atenção porque é desta maneira que qualquer um vai ser capaz de fazer o diagnóstico né ao observar uma criança com Essas manifestações vai preenchendo esse diagnósticos diz olha tem tem um autismo tem um
transtorno do espectro do autismo o primeiro domínio é o de déficits na comunicação e interação social veja bem Para que seja feito o diagnóstico do autismo Tem que haver déficits em dois domínios domínio da interação social e da comunicação E o outro é padrões restritos e repetitivos de interesses comportamentos e atividades são esses dois domínios que precisa estar alterados eu vou começar mostrando o a que é o déficit na comunicação e interação social daqui a pouco nós vamos mostrar os padrões restritos e repetitivos de interesses comportamentos E atividades dentro desse domínio você tem que ter
alteração de três subdomínios que eu vou mostrar detalhadamente para vocês mas o primeiro deles são os déficits na reciprocidade socio emocional então aqui nesse subdomínio de reciprocidade sócio emocional eu tenho por exemplo uma criança não responder ao ser chamada pelo nome com nove meses de idade como é o caso desse menino o vídeo tem som então vocês vão ouvir é a mãe Chamando por ele mas ele não olha repara Eu vou ficar em silêncio para que vocês possam escutar pega aí o quadradinho de celular né cara que isso João João pega o brinquedo aí João
filho João e o João não olha Ah mas ele pode estar distraído sim mas isso acontece com muita frequência na maioria das vezes João ou a ser chamado pelo nome não olha Então isso é um déficit na reciprocidade Sócio emocional não demonstre expressões faciais como feliz triste zangado surpreso com nove meses de idade não joga jogos interativos simples como escondeu e achou um ano não percebe quando os outros estão magoados ou tristes com dois anos de idade tem dificuldade para entender os sentimentos das outras pessoas ou falar sobre os próprios sentimentos com três anos de
idade ou mais então todas essas são características de déficits na Reciprocidade sócio emocional como eu falei antes nenhuma delas é obrigatória e nenhuma delas por si só permite o diagnóstico de forma isolado mas tem que haver algum tipo de Déficit na reciprocidade sócio emocional o outro subdomínio são os déficits nos comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social como por exemplo evitar ou não manter contato visual repare nesse vídeo que a mãe se esforça demais para manter um contato Visual com a criança ela não olha nos olhos da mãe isso é um déficit de um
comportamento não verbal comunicativo que é o contato Olho no Olho outro déficit Outro exemplo é usar pouco nenhum gesto com o ano de idade como Laura tinha não dava tchau não jogava beijo não apontaram olhar para que para o que você aponta com um ano e meio de idade e usar o corpo de outra pessoa como instrumento isto é uma manifestação que chama muita atenção embora eu tenha Falado que nenhuma manifestação isoladamente permite o diagnóstico quando essa manifestação está presente você deve realmente acender uma luz vermelha muito intensa o que que é usar o corpo
do como instrumento é por exemplo a criança pegar o braço da mãe e colocar sobre a maçaneta da porta sobre o puxador de uma gaveta sobre a tampa de um baú Ao invés dela pedir ou apontar ela usa o braço da mãe como se fosse uma ferramenta para conseguir o que que é Isso é uma manifestação que chama muita atenção para o diagnóstico e o terceiro subdomínio dos déficits para desenvolver manter e compreender relacionamentos então não compartilhar interesses com outras pessoas não mostrar a você um objeto que gosta por exemplo com um ano e meio
de idade não fingir estar brincando brincar de faz de conta por exemplo alimentar uma boneca com dois anos e meio mostrar pouco interesse pelos pares então repare Aqui essas crianças com dois aninhos de idade dois anos e meio que todas elas têm autismo e elas estão brincando próximas umas as outras mas elas não interagem entre elas né então isso chama muita atenção e é algo que é facilmente perceptível pelo professor da Educação Infantil então mais uma vez os professores são profissionais que tem uma importância gigantesca para o diagnóstico porque são os que tem a maior
capacidade Identificar quando algo não vai bem no desenvolvimento sócio emocional e da linguagem das crianças a criança não joga jogos com troca de turnos né com cinco anos de idade Então ela joga e da vez do outro ela não é capaz de fazer isso e não brinca de faz de conta que eu já mencionei também bom são esses três subdomínios que precisam estar alterados no grande domínio de déficits na comunicação interação social Só Lembrando é o da reciprocidade sócio emocional comportamentos comunicativos não verbais e os déficits déficits para desenvolver manter e compreender relacionamentos você tem
que ter alteração dos três tá já no outro grande domínio que são os padrões restritos e repetitivos de comportamentos interesseatividades você tem que ter alteração de pelo menos dois do quatro subdomínios que eu vou mostrar então lá no primeiro domínio Que é da interação social e comunicação precisava que os três tivessem alterados já nesse segundo que são os padrões restritos repetitivos de comportamentos interesse atividades eu tenho que ter dois dos seguintes quatro Quais são os quatro movimentos repetitivos ou estereotipados de segmentos corporais uso de objetos e da fala então repare por exemplo desse menino que
ele sempre que brinca ele tem de alinhar os brinquedos ele também tem uma Estéreotipia motora que é a mais comum em crianças com autismo que é o flep né vou mostrar o Flap novamente dele e ele brinca de forma estereotipada então ele tá sempre alinhando os carrinhos os brinquedos né então repare aqui ó Isso é uma forma de brincar estereotipada estereotipia vem de padrão estéreo padronizado né é uma forma estereotipada de brincar é a mesma criança que alinhando os DVDs o padrão repetitivo você pode ter Crianças que tendem a classificar os objetos também é um
padrão repetitivo então repare aqui ó esse caminhãozinho que é usado para guardar os carrinhos ó por cor isso foi a criança que fez aqui o outro exemplo de alinhamento ainda tá aqui no primeiro subdomínio E aí você tem vários tipos de estereotipias motoras você tem o flaping como eu já mostrei que essa criança também tem mas você também tem uma outra muito comum que é a marcha equina ou em Antepeso repara que ele vai quando ele fica excitado feliz ele além do Flap ele anda na ponta dos pés isso é muito frequente você tem que
diferenciar se não é nenhuma questão sensorial também mas quando acontece momentos de excitação é uma estereotipia né aqui você tem um outro menino com autismo e com uma estereotipia mais intensa tipo flaping também este outro também vai fazer o flap e esse último vai fazer um movimento que É um movimento de remover nas mãos né torcer os dedos quase o Flap o fato é que qualquer pode ser movimentos podem ser estereotipias ainda mais intensas como por exemplo balançar do tronco ou mais ser do tipo girar o corpo mas são movimentos é repetitivos de segmentos corporais
ou de todo o corpo e que e que ocorrem sem uma finalidade sem o objetivo claro esses movimentos eles ocorrem para regular o indivíduo usa Para ser regular né para se acalmar ou para extravasar o excesso de energia né mas pode ser de fala também então esse vídeo tem áudio Eu vou ficar em silêncio para que vocês possam ouvir Mas vocês vão ver ecolalia A Terapeuta pergunta em inglês How are you e ele responde How are you é uma ecolalia imediata né [Música] imediata aí colar ali imediata aquela que se segue imediatamente a Fala de
outra pessoa a tardia é que aquela que Ocorre minutos horas ou dias após a Fala de outra pessoa e aqui é uma criança brincando girando objetos aí você fala assim Marcelo mas muitas crianças ficam brincando gerando objeto O problema é que essa criança só brinca desta forma com esse brinquedo então é um velocípede o que ele faz é virar o contrário e ficar rodando pedal e as rodinhas quer dizer ele não dá a função adequada ao brinquedo ele só brinca dessa maneira então isso chama Atenção também para o diagnóstico e mais uma vez isoladamente permite
o diagnóstico não tem que haver todas as outras manifestações que eu já estou mostrando para vocês o segundo sub domínio é a insistência nas mesmas coisas adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal e não verbal Então como exemplos aqui eu tenho um sofrimento extrema em relação a pequenas mudanças como é o caso desse menino ele Tava esperando chegar na festa de uma outra criança ele queria ver a mãe entregar o presente para o aniversariante só que a orientação na festa é que é o brinquedo fosse entregue para alguém que deveria guardar aquele
brinquedo para aniversariante porque depois ela ia abrir então aquilo gerou uma mudança da expectativa dele uma crise comportamental então reparem que ele vai Ter essa crise de comportamento agora [Música] mas ele veio ele veio correndo para cá o que que tem e por isso você vai estragar o aniversário então repare ele se comunica muito bem pela fala ele tem uma fala elaborada ele não teve atraso de fala então você não tem que esperar que a criança tem atraso de fala para que ela tenha autismo né não é obrigatório Mas ele tem uma Rigidez de comportamento
que faz com que se suspeite do diagnóstico ele tem outras manifestações mas aqui eu estou mostrando este aspecto também faz parte desse subdomínio dificuldades com transições padrões rígidos de pensamento e comportamento rituais de saudação Eu tenho um paciente que já está fazendo cesta da Computação ele tem autismo o autismo de Alto funcionamento inteligência normal nível 1 de suporte e ele senta na entrada da Sala e toda vez que alguém chega ele levanta o braço assim né e a pessoa tem cumprimentar ele e que alguém Entra na sala ele é o primeiro a chegar e alguém
entrando tem que cumprimentar ele levanta o braço sempre da mesma maneira é um ritual de saudação né um padrão repetitivo de comportamento necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos Às vezes a seletividade alimentar pode não ser por uma questão sensorial ela pode ser por uma questão De rigidez de comportamento e esta inclusive tende a melhorar mais com medicação tema que eu vou falar na quarta-feira na terceira aula não perca o outro subdomínio já o terceiro que eu tô falando aqui dentro dos padrões restritos e repetitivos de comportamento são os interesses fixos
e altamente restritos que são anormais intensidade ou foco Então eu tenho aqui por exemplo uma criança com forte apego ou preocupação com objetos incomuns como Por exemplo um ventilador máquina de lavar é um Tupperware é uma colher de pau Então são objetos que não era para uma criança ter um interesse nesses objetos mas ela tem facinho por aquele objeto ou interesses excessivamente circunscritos e perseverativos em Assuntos Então uma criança por exemplo como esse menino que sabe tudo sobre acidentes nucleares eu perguntei para ele sobre Chernobyl mas ele sabe vários outros isso Chernobyl ele estuda ele
Sabe detalhes que vocês vão ouvir aqui nesse vídeo que tem áudio também E aí ele fala o setor o número de pessoas que morreram que horas precisamente aconteceu isso não é um interesse comum numa criança aí de 7 anos 8 anos de idade é acidente nuclear então isso chama muita atenção para o diagnóstico e o fenômeno também importante e esse eu quero chamar muita atenção de vocês é crianças pequenas que aprendem a ler Sozinhos têm grande interesse por letras números aprendem a ler sem nenhum tipo de instrução formal e com uma desproporção entre a linguagem
a linguagem oral a fala e a sua capacidade de leitura eles também não tem um entendimento provavelmente do que estão lendo mas a compreensão mas adquira essa capacidade de leitura Isso se chama hiperplexia isso é um indicativo muito forte para o diagnóstico também de autismo então repare aqui que esse Menino esse vídeo também tem áudio ele tem dois aninhos de idade ele aprendeu a ler sozinho então o cadeado Então você repara que existe uma alteração na prosódia também que é o elemento melodioso da fala e ele então Falam um pouco menos de entonação eu falo
um pouco mais monótona e ele leu a cadeado a palavra com várias sílabas sem instrução formal ele aprendeu isso chama muita atenção para o Diagnóstico de autismo o último do subdomínios é que dentro do item B é a hiper ou hiporrera atividade estímulo sensoriais ou interesse em comum por aspectos sensoriais do ambiente então por exemplo indiferença aparente a dor ou temperatura resposta exagerada sons comportamentos inadequados como cheirar e lamber objetos Fascinação por luzes ou movimentos tem criança muito se fala na intolerância ações mas tem crianças que Gostam de alguns tipos de ruídos então crianças que
são barulhentas jogam coisas para ver aquilo fazer muito barulho isso pode ser uma manifestação tem que estar atento para combinar com as demais né mas repara por exemplo na grande dificuldade que essa família tem para cortar o cabelo dessa criança e tem que fazer a máquina né porque com a tesoura não vai de forma nenhuma e com o passar do tempo vai haver uma de sensibilização e vai ficando mais fácil Aqui mostrando ele já maiorzinho já aceitando aqui numa festinha de aniversário ao cantar parabéns a criança coloca as mãos nas orelhas e grita chora Ah
só isso dá o diagnóstico é claro que não mas esse elemento combinado com outros como atraso da fala contato visual ruim comunicação não verbal pobre alguma algum padrão restrito e repetitivo de movimento é isso chama atenção E aí existem também os déficits então só Recapitulando aqui no item B você tem padrões restritos e repetitivos de comportamentos interessados e o subdomínios são movimentos de segmentos corporais uso de objetos e fala estereotipados ou repetitivos insistência nas mesmas coisas adesão e flexível a rotinas e padrões ritualizados de comportamento verbal e não-verbal interesses fixos e altamente restritos que são
anormais intensidade ou foco e Hiper ou ir por reatividade é estímulo sensoriais ou interesse em comum por aspectos sensoriais do ambiente desses quatro para o diagnóstico você tem que ter pelo menos dois por fim você tem mim tem que saber é reconhecer déficits na comunicação e interação social por faixas etárias então por exemplo entre um ano e um ano e meio se a criança por exemplo um ano e meio não esboçar nenhuma frase não desenvolver um diálogo E apresenta menor variação de expressões faciais isso chama atenção né ausência de gestos de atenção ou compartilhamento use
instrumental do cuidador ausência de atenção compartilhada triangulação da atenção e use inapropriado de brinquedos esse vídeo aqui é para mostrar justamente isso ele brinca com esse menino de um ano e meio ele tem autismo é um telefonezinho de brinquedo só que ao invés de como é que seria a brincadeira é funcional desse telefone Colocar na orelha fingir que tá falando com alguém discar o telefone só que ele não faz isso ela mostra para ele como brincar mas ele não utiliza o brinquedo com a finalidade do brinquedo né então ele roda ele joga no chão bate
mas ele não utiliza com a finalidade do brinquedo entre um ano e meio e dois anos a criança apresentar é colar ele é colar ali ela ainda pode estar presente no segundo ano de vida mas geralmente até Um ano e meio depois de um ano e meio já começa a chamar atenção não costumo usar gestos ou os usa de forma aleatória fora de contexto Respostas gestuais como sim não podem estar ausentes não segue o apontar o olhar dos outros quer dizer o pai ou a mãe aponta para algo ele não olha e faz o tem
o uso instrumental do cuidador lembrem-se de três pistas importantíssimas por diagnóstico quando uma delas está presente o diagnóstico é Altamente sugestivo eu enfatizo como fiz anteriormente que apenas uma delas não basta mas quando uma dessas três está presente a chance de você tá diante de um diagnóstico de autismo é muito grande que é o uso instrumental dos cuidadores regressão eu não falei anteriormente mas vou falar agora uma em cada três crianças com autismo apresentam manifestações Claras de regressão do desenvolvimento geralmente da fala e essa regressão ocorre entre um ano e um Ano e meio na
maioria dos casos Mas pode ocorrer até os três anos de idade então uma criança que já vinha ali falando quatro cinco palavras e de repente para de falar um ano e dois meses um ano e três meses isso é um sinal Claro de regressão e é altamente sugestivo do transtorno do espectro do autismo quando isso estiver presente tem que acender uma luz vermelha rutilante porque a chance de ser autismo é muito grande o prognóstico é pior não tem crianças que Têm essa regressão e depois tem um prognóstico excelente inteligência normal vida independente e tudo mais
mas é um elemento que ajuda muito para o diagnóstico e a hipelexia Então se o indivíduo tem uma um transtorno de desenvolvimento ele tem um quadro em que existem alguns elementos de atrás do seu desenvolvimento e muito frequentemente a fala mas ele desenvolveu a leitura sem instrução Formal e tem grande interesse por letras e números a chance de ser autismo também é enorme bom assim termina então a primeira aula da imersão autismo na prática quero lembrar vocês que amanhã teremos uma aula imperdível sobre a causa do autismo os fatores de risco genéticos ambientais vai ser
essa aula vai ser Espetacular Não percam Por nada porque vai se vocês gostaram da aula de hoje aula de amanhã É Ainda Melhor e falar que eu vou postar Agora uma foto lá no meu Instagram e que vocês entrem lá por favor e comentem compartilhem digam se gostaram da primeira aula eu fiz com muito carinho para vocês a intenção dessa imersão é salvar cérebro salvar vidas de crianças eu quero que vocês cada vez mais passa a identificar o transtorno do espectro do autismo o carinho principal aqui para os professores que são profissionais que se esforçam
demais para ajudar essas crianças e muitas vezes não receberem Sua formação elementos para identificar crianças com autismo não é culpa dos professores mas que estão aqui de parabéns se capacitando em Amor a sua profissão e carinho aos seus alunos e a todos os profissionais que me acompanharam hoje médicos psicólogos fonoaudiólogos fisioterapeutas terapeutas ocupacionais os dentistas que atendem crianças com necessidades especiais todos eu tenho uma uma querida colega dentista Flávia que me encaminha Criança e às vezes ela encaminha já com a hipótese diagnóstica ela certa muito porque ela tem conhecimento então quanto mais nós nos capacitarmos
mais nós vamos ajudar essas crianças então não perco amanhã 8:30 aqui no meu canal no YouTube É segunda aula quero agradecer muito a presença de todos vocês um grande abraço a todos fiquem com Deus [Música] [Risadas] [Música] [Aplausos] [Música]