Olá pessoal bom vê-lo bom vê-la aqui mais uma vez para mais um vídeo do nosso curso de avaliação psicológica a proposta que nesse módulo Extra além de recapitular né aquilo que é essencial dessa jornada é que a gente discuta um caso Clínico para que a gente possa entender Qual é a construção do raciocínio Clínico como eu vim falando para vocês né durante todo esse processo a avaliação psicológica não se resume a teste então o raciocínio Clínico Ele É soberano e agora a gente vai entender um pouquinho né de como a gente operacionaliza de como a
gente entende como a gente constrói esse raciocínio Clínico então para começar a gente vai recapitular aqui alguns aspectos que são essenciais nessa jornada né então a gente teve aí uma longa jornada no qual a gente passou por diversos aspectos da avaliação psicológica aqui eu trago os essenciais tá então o primeiro é entender o que que é avaliação psicológica então a gente sabe que a avaliação psicológica é um processo estruturado tá é que a gente vai investigar fenômenos psicológicos usando métodos técnicas e Instrumentos que tem aí todo o embasamento técnico científico tá E essa investigação ela
tem como objetivo prover informações para tomada de decisão E essa tomada de decisão a gente tem né nesse cenário diferentes demandas diferentes contextos diferentes situações Então para que eu possa trabalhar né nessa área da avaliação psicológica considerando toda essa complexidade e né multiplicidade de contextos eu tenho que ter alguns conhecimentos fundamentais o primeiro deles é o desenvolvimento humano então a gente atende diferentes públicos crianças adultos idosos adolescentes a gente precisa entender o que que eh as teorias do desenvolvimento elas trazem pra gente em termos né Eh do esperado para pra faix etária pro período porque
isso vai nos auxiliar na nossa avaliação então Então esse é um primeiro conhecimento que é fundamental segundo né os normativos da própria área da avaliação psicológica a gente tem o sats que vai dizer pra gente o que que a gente tem em termos de testes favoráveis e desfavoráveis a gente tem né É o seteps ele também organiza as legislações as notas técnicas tudo da avaliação psicológica tá ali então esse também é um conhecimento que a gente tem que ter psicometria tá então se você usa testes na sua prática você precisa entender o que que embas
um teste o que que torna aquele teste válido pro uso né O que faz com que ele seja adequado ou não pro seu público e isso tá ali na psicometria eh a gente também quando a gente trabalha em contextos específicos a gente eventualmente é é mobilizado para conhecer diferentes áreas da nossa né um exemplo é o contexto jurídico Então a gente tem que est por dentro de muitas leis né de muitas áreas do direito que não necessariamente são comuns aí eh São frequentes né na nossa prática por exemplo fora desse contexto a gente precisa entender
pessoal que né como eu já disse antes e vou retomar agora porque isso é fundamental testagem psicológica não é a avaliação psicológica testagem psicológica é um dos Passos da avaliação então a avaliação ela é algo bem mais complexo tá bem mais rico do que simplesmente a aplicação de um teste psicológico a gente tem diferentes técnicas e métodos em avaliação psicológica né como eu disse para vocês a gente pode avaliar um construto por entrevista observação análise documental usando testes tá E esses testes podem ser psicométricos projetivos eh a gente pode usar escalas a gente ainda tem
né A prática da avaliação psicológica remota então eu posso usar tanto testes informatizados quanto testes né que permitem essa aplicação mais online Então a gente tem aí diferentes formas tá diferentes estratégias para poder estar realizando o nosso processo de avaliação a nossa escolha né o nosso desenho do plano de ação dessa avaliação psicológica vai depender da demanda das características do indivíduo e das nossas próprias características né Eu por exemplo não domino o rochar então eu jamais vou propor em uma avaliação minha eh uma aplicação de rochar que eu mesma faça Mas eu posso pedir que
um profissional um colega que seja capacitado administre essa técnica Tá mas no final de contas eu vou ser responsável pelo laudo pelo documento pela avaliação eh e essa essa esse comentário né já entra aí no papel do teste na avaliação psicológica Como eu disse para vocês o teste ele não é pré-requisito obrigatório na avaliação então a gente pode sim fazer uma avaliação psicológica sem usar teste tá então a gente precisa usar essa ferramenta com moderação porque o que eu vejo que eu critico né por isso que nas minhas falas às vezes parece até que eu
sou contra os testes mas não é é que muitas vezes os profissionais eles se prendem tá ao poder do teste e ignoram todo o resto quando na verdade o teste pessoal o resultado do teste isolado ele não diz nada pra gente você tem que fazer aquele resultado eh ter sentido no contexto e na história de vida do indivíduo tá E aí vem o nosso raciocínio Clínico que é tão importante a gente tem também avaliação psicológica em diferentes contextos então como eu disse para vocês né a gente tem avaliação psicológica jurídica a gente tem avaliação psicológica
escolar a gente tem avaliação psicológica no esporte avaliação psicológica Clínica organizacional e a depender da área que você vá atuar você vai ter ali conhecimentos mais específicos então por exemplo a ação psicológica organizacional o indivíduo profissional que trabalha Nesse contexto ele vai ter que ter um conhecimento ali né de gestão de pessoas eh de clima cultura organizacional de aspectos mais ligados aí a esse ambiente eh falamos do passo a passo da avaliação psicológica então a gente viu né que começa ali com uma entrevista a gente vai e entender a demanda depois a gente vai fazer
todo um plano de ação para administrar as técnicas e essas técnicas são diversas depois a gente vai apurar esses resultados fazer a integração de dados eh produzir o laudo que é o documento que uma avaliação psicológica gera e ao final a gente vai devolver esse laudo por meio de uma entrevista devolutiva nessa entrevista a gente vai eh explicar pro pro indivíduo os principais resultados esclarecer dúvidas vai focar ali nas indicações terapêuticas tá para que ele entenda que tudo aquilo que foi levantado a gente tem estratégias para melhorar a qualidade de vida dele e a gente
falou também dos principais construtos avaliados no processo de avaliação Então não temos receita de bolo para avaliação psicológica Eu já falei isso umas 500 vezes aqui mas a gente tem alguns construtos que eles são construtos Coringas né que são construtos transversais que a gente tá avaliando aí em diferentes quadros atenção memória funções executivas eh personalidade inteligência então a gente eh se apropria mais desses construtos né para poder aí tá eh Iniciando um processo de avaliação agora pessoal a osta que eu trouxe para vocês é que a gente possa fazer um estudo de caso esse livrinho
que tá ai avaliação psicológica e desenvolvimento humano casos clínicos é um livro muito interessante ele é um livro que traz ali né diversos casos clínicos dividido pela faixa etária pela fase do desenvolvimento e ele traz pra gente toda uma construção do raciocínio Clínico ele é excelente Além disso ele traz pra gente também é como se fosse um aludo então ele traz ali as técnicas que o profissional usou o tempo que esse profissional passou com esse indivíduo quantos encontros foram então é bem rico para PR pra gente que tá começando né ter acesso a esse material
porque a gente pode ler as principais demandas entender Quais foram as técnicas que que foram usadas né e o porquê entender Qual é o raciocínio que traz que tá por trás eh desse quadro e também eh entender Qual é a problemática né Eh qual é a problemática do diagnóstico diferencial porque o que que acontece um dos nossos eh objetivos enquanto né fazemos avaliação psicológica é o diagnóstico diferencial o que que é o diagnóstico diferencial é a investigação sistemática tá de diferentes hipóteses diagnósticas com a finalidade de excluindo essas hipóteses para que a gente chegue ali
num diagnóstico então por exemplo muitas pessoas vêm pro consultório com a gente para investigar TDH mas a gente sabe que muitas das vezes a última alternativa né a última hipótese de diagnóstica É de fato TDH Então a gente vai fazer um diagnóstico diferencial eu vou pegar todas as outras condições que eu tenho essas alterações que são características do TDH e vou verificar se não se esses sintomas né e sinais não são mais bem explicados por outra condição então É bem interessante tá esse livro eu indico e eu trouxe pra gente aqui um caso eh Então
vamos entender esse caso para que a gente possa ir construindo né todo o nosso raciocínio e ao final possa ali trazer algumas reflexões que são fundamentais Nesse contexto primeira questão solicitação da avaliação Marcos que é o nome fictício né Desse paciente procurou o serviço de avaliação por causa de prejuízos acadêmicos atribuídos a problemas de atenção e de aprendizagem o paciente sentia dificuldades relacionadas à sua aprendizagem desde o ensino fundamental contudo essas dificuldades pareciam ter se intensificado com seu ingresso no ensino superior frequentemente não se lembrava de exp exp ações perguntas ou conversas logo após elas
terem acontecido então com essa descrição da demanda nessa solicitação da avaliação a gente já consegue aí criar algumas hipóteses bom a gente fala aqui de um prejuízo desde o ensino fundamental o critério C do TDH é que os sintomas de desatenção ou hiperatividade eles estejam presentes até os 12 anos fala né das dificuldades se intensificando então a gente pode pensar isso é muito comum tá nos quadros de TDH Às vezes o nosso Ensino Fundamental ensino básic ele não exige tanto da gente quanto o ensino superior e aí as dificuldades elas se tornam mais evidentes quando
a gente começa né ali no ensino superior mas isso aqui que eu tô levantando pessoal são só comentários tá vocês vão ver que o desfecho ele é completamente diferente do que a gente eh começou a construir aqui mas é só pra gente já ir desenhando as hipóteses né E quando eu penso em TDH lá no dsm não sei se vocês já tiveram oportunidade de abrir ao final tem um aspecto de Diagnóstico diferencial Por que que o dsm traz isso pra gente porque a gente tem características que são transversais trans diagnósticas Então eu tenho alteração da
atenção em quadros de ansiedade depressão tá eu tenho alteração da atenção em em outros quadros do neurodesenvolvimento então Eh ali é um bom um bom documento né um bom material de referência para que a gente possa ir construindo outras hipóteses também eh dados sociodemográficos do paciente Marcos né o nome fictício a idade dele 27 anos classe econômica C2 renda aproximada de três salários mínimos escolaridade ensino superior incompleto região de moradia Grande Cidade próxima de uma capital brasileira eh em bairro de classe socioeconômica predominantemente baixa nome dos pais e irmãs vamos lá a gente começa né
como eu disse para vocês o primeiro passo de uma avaliação psicológica é gente fazer uma boa annese para que a gente possa desenhar bem a nossa hipótese de diagnóstico e construir nosso plano de ação eu trouxe aqui na íntegra Tá o que que o capítulo traz em termos da annese do Marcos para que a gente possa pessoal entender mesmo tá vamos ler juntos aqui Marcos Filho de Joana e Fábio irmão de Patrícia e gêmeo de Mariana buscou espontaneamente pela avaliação ele morava com sua mãe e sua irmã gêmea e fazia a graduação em artes na
época da avaliação durante esse período ocupava-se apenas das atividades acadêmicas Marcos teve uma infância majoritariamente feliz ele passava a maior parte de seu tempo com sua família e não gostava de frequentar a casa de seus colegas de escola no ambiente escolar seu comportamento era agitado ele brincava muito em sala brigava muito com brigava com seus colegas falava alto desrespeitava os professores e pulava o muro da da escola apesar disso era tímido e falava pouco com os outros fazia parte do grupo dos excluídos da escola e considerava as pessoas de seu grupo como colegas e não
como amigos no ensino fundamental ele sofreu bullying e foi constantemente xingado de doido Gardenal e esse contexto provocou sentimentos de angústia em que o paciente se sentia sem valor e não aceito ocasionando muitas ausências em em aula nessa época ele se interessava em se aproximar das meninas porém tinha receio de ser criticado por seu beijo suas ações ou suas falas gerando novos xingamentos Por parte dos colegas que realizavam bullying com ele o paciente estudou em escolas públicas durante toda a vida ele repetiu o segundo e o sétimo ano do Ensino Fundamental e o terceiro ano
do ensino ensino médio fez supletivo no oitavo e 9º ano e participou do programa de Educação de Jovens e Adultos EJA em seu ensino médio terminando seus anos de estudo de acordo com a idade cronológica esperada seus pais se divorciaram quando Marcos tinha 12 anos dois anos após esse acontecimento seu pai veio a falecer em decorrência de um infarto fulminante esse evento suscitou sentimentos temporários de tristeza intensa desgosto em relação à Vida desmotivação e falta de interesse em atividades variadas durando cerca de um ano em sua vida adulta Marc chegou a ter uma série de
trabalhos temporários em diversas áreas atuando como estoquista vendedor segurança de hotel autônomo e office boy se eu trabalho como vendedor durou aproximadamente 4 meses e houve vários conflitos com seus colegas a equipe de trabalho possuía muitos integrantes do sexo masculino e as conversas geralmente envolviam temas sexuais referindo-se às mulheres de forma desrespeitosa o paciente não concordava com as falas e atitudes da equipe intervinha na intervia nas conversas o que gerou sentimentos negativos por parte de seus colegas que o chegavam deviado constantemente criando tensão no local de trabalho o paciente foi demitido após uma briga acalorada
com seu gerente que que falhava em lhe dar o apoio necessário paraa realização do trabalho qu Anos Antes da avaliação o paciente ingressou no curso de artes em uma universidade pública nesse ambiente suas queixas de aprendizagem se intensificaram impactando diretamente sua autoestima e autoconfiança fazendo com que ele se sentisse incapaz e burro o paciente sentia-se continualmente julgado e criticado por seus colegas de curso a apesar disso ele mantinha expectativas irrealis altas sobre seu desempenho e sentia-se frustrado ao não ao não as atingir suscitando pensamentos negativos acerca de suas capacidades esses comportamentos culminaram no seu afastamento
das atividades práticas do curso de artes em contexto acadêmico ou de trabalho ele não conseguia prestar atenção por muito tempo ao escutar o discurso de um professor ou outra pessoa perdia-se em seus pensamentos criando históri sobre alguma palavra dita durante as aulas ficava angoche e agitado quando tinha que ficar parado e procurava ativamente por algo para fazer frente às atividades difíceis ou complexas sentia-se desmotivado e possuía dificuldades ao tentar planejá-los as interações sociais do paciente eram restritas ao ambiente familiar sendo esse o contexto em que se sentia mais confortável sua melhor amiga era sua irmã
gêmea e seus amigos mais próximos Eram todos membros de sua família mãe cunhado e primo foram essas relações eh fora essas relações perdão as demais não eram de de amizades mas apenas coleguismo Marcos só conseguia ser ele mesmo entre seus parentes pois acreditava que somente sua família seria capaz de apoiá-lo em momentos difíceis então só eles poderiam ser considerados amigos Marcos possuía dificuldades para iniciar conversas com outras pessoas porém era capaz de dar continuidade a elas após o seu início não buscava por amizades e comumente se sentia inadequado diante de novas situações sociais como se
estivesse incomodando os outros sentia-se apreensível a se aproximar de outras pessoas pois tinha receio de passar a impressão que era interesseiro ou falso uma vez que acreditava que a maioria das pessoas era assim ele preferia fazer programas em casa e e tendia a evitar locais com maior concentração de pessoas ou que lhe passassem a impressão de desordem o paciente encontrava-se em seu terceiro relacionamento amoroso até o período da avaliação ele estava feliz e sentia-se superando limites pessoais ao conviver com a família de sua namorada sendo muito próximo de sua sogra em seus relacionamentos passados não
tinha interesse de conhecer a família de suas parceiras todos os seus namoros se iniciaram por pressão de amigos pois a princípio o paciente não tinha interesse em namorar apenas em conhecer a outra pessoa ele tendia a não confiar nas pessoas a acreditar que seria traído e a sentir ciúme de suas companheiras com relativa frequência e intensidade Então vamos lá o que foi que a gente viu aqui né a gente viu a história Clínica os dados da da entrevista de anamnese do Marcos essa etapa pessoal a inicial ela é extremamente importante para todo o desenvolvimento do
processo aqui a gente caracterizou né Eh comportamentos a afetividade do Marcos desde a infância tá então a gente fala aqui da infância dele fala que ele sofria bullying a gente caracterizou a infância tanto em termos né afetivos comportamentais quanto em termos acadêmicos também tá então a gente disse que ele repetiu as dificuldades que ele sentia né E aí com isso a gente consegue eh ter uma perspectiva do Marcos ali antes dos 12 anos por que que a gente faz isso bom ele veio ali com queixas relacionadas a aspectos mais cognitivos né E que e e
queixas que está estavam presentes desde a infância então a gente começa a pensar ali bom transtorno do neurodesenvolvimento né um TDH mas a gente também tem questões aqui importantes em termos emocionais então ele brigava muito então dá diz pra gente né de uma agressividade de um baixo controle de impulsos a gente também tem aqui uma questão relacionada à autoestima então ele sofria muito bullying e e por isso ele acreditava também né ser incapaz acreditava que não ia consegir fazer as coisas então a gente tem uma questão aqui relacionada a baixa autoestima tem uma questão né
de alta eficácia percebam né como não é só a questão cognitiva a gente tem uma questão de motivação a gente tem uma questão das relações sociais que eram né impedidas enfim ele não se expunha a esse tipo de de situação para que não sofresse aí nenhum tipo de retalhamento né Eh dos outros colegas então percebam que a história Ela é bem complexa então a gente passou ali pela infância falou dos relacionamentos né Eh com colegas falou de relacionamentos amorosos falou de relacionamento com os familiares aí a gente chega agora na fase adulta a gente falou
da vida laboral dele por isso que é importante pessoal conhecer de desenvolvimento humano tá essas questões Ah o que que eu abordo né Com as pessoas de determinada faixa etária isso vai vir lá da psicologia do desenvolvimento eh que a gente tem ali e aspectos que são essenciais em cada uma das etapas do desenvolvimento então voltando aqui né a gente falou do Marcos na vida adulta falou dos empregos que ele teve bom Marcos teve ali né a gente viu que ele teve alguns empregos mas que ele não durou em nenhum o que que a gente
pode pensar né Essa característica de entrar e saind de emprego ela é muito comum em quê pode ser ali um transtorno talvez de personalidade ou um transtorno afetivo bipolar né que tem muito essa questão eh da instabilidade da não manutenção da não conclusão né dos planos eh enfim dos projetos então a gente já levantou aqui uma série de hipóteses vocês estão vendo e esse momento que a gente faz anamnes é o momento para que a gente tenha um Brainstorm das nossas hipóteses para que a gente possa desenhar o nosso plano de ação com isso a
gente passa pro planejamento da avaliação Então vamos lá inicialmente né a avaliação focou nas funções cognitivas do paciente buscando por resultados que pudessem explicar suas queixas de memória e atenção para isso foram realizados as entrevistas de anamnese e testes cognitivos uma vez que alguns resultados não condiziam com as observações clínicas buscou-se aplicar mais de um instrumento que investigasse o mesmo construto com a finalidade de estimar com maior precisão as habilidades e características do paciente visto que as hipóteses ligadas à capacidades cognitivas foram descartadas tornou-se fundamental a investigação dos aspectos afetivos e da personalidade para verificar
se esses fatores poderiam explicar as queixas do paciente vamos lá aqui diz muita coisa pra gente primeira Ele veio pra gente com uma queixa cognitiva né lá na descrição da demanda só falava ah queixa de concentração eh de memória então a gente tá conversando e ele se perde no assunto ele não lembra do que a gente tá falando são queixas cognitivas então a gente iniciou pela avaliação cognitiva só que a gente tinha ali algumas inconsistências no resultado então que tipos de inconsistência né eu aplico e um Test seu desempenho foi x mas a minha observação
Clínica a minha entrevista Tudo indica que o seu desempenho não é aquele que tá no teste então eu reaplico o instrumento E aí eu tenho né diferentes parâmetros para comparar o seu desempenho eh e aí foi visto que a capacidade cognitiva dele era adequada era era o esperado né para pessoas da idade dele da escolaridade dele para pessoas com características dele então mudou e a rota de investigação e passou-se é investigar ali aspectos afetivos e da personalidade percebam né nossa mas é uma queixa cognitiva como é que eu fui paraa afetividade personalidade pessoal a gente
né apesar da gente tentar e exp e separar as coisas né separar as funções a gente separa para tornar mais didático Mas na nossa cabecinha tudo funciona ao mesmo tempo tá tudo interage e tudo tem ali uma parcelinha de culpa nesses comportamentos que a gente emite Então vamos seguir aqui eh Então os capítulos e por isso que eu disse que esse livro é muito interessante tá porque além de trazer toda essa descrição do caso né Toda essa construção do raciocínio ele traz pra gente Quais foram as técnicas utilizadas no caso aqui de Marcos a gente
usou né anamnese e entrevista Clínica com paciente o Tig NV o matrizes progressivas avançadas de Raven que são dois testes de inteligência tá teste de atenção concentrada teste de atenção concentrada Outro teste tá o tac Tad t out memória de eh O tenr que é um teste de de memória de reconhecimento a gente usou o abfp que é um teste de personalidade o ip2 que também é um teste que avalia aspectos da personalidade O fister que é um teste que também avalia aspectos relacionados à personalidade aqui a gente tem uma descrição pessoal das nossas Fontes
fundamentais de informação a gente já conversou sobre isso né a resolução lá do Conselho traz pra gente a possibilidade de fontes fundamentais de de informação que são aqueles testes reconhecidos pelo conselho entrevista na mnese e as fontes eh complementares que são eh instrumentos tá que são reconhecidos aí na na literatura já a gente tem um embasamento científico mas que não são ali avaliados pelo satepsi a gente também usou fontes de informação complementares que foi o pit five que é um instrumento tá o inventário de personalidade que avalia ali traços mal adaptativos e usamos também a
escala de nível de funcionamento da personalidade do dsm5 eh que ela é baseada ali nos critérios tá no nível de no no que o dsm5 traz enquanto é modelo de personalidade aqui a gente traz um pouquinho dos resultados vamos lá esses são os resultados cognitivos da avaliação de Marcos percebam a gente tem ali avaliação da Inteligência então uma hora a gente teve um desempenho que foi abaixo da Média tá num segundo momento a gente já teve ali um desempenho médio isso indica variabilidade né no desempenho dele eh a gente tem ali os resultados de atenção
então no primeiro teste administrado a gente teve ali um desempenho médio inferior mas nos instrumentos que foram administrados né em seguida a gente teve ali eh um desempenho superior e na memória a gente viu que o desempenho dele foi médio superior Dione Por que que a gente tem essas variações né e o que que a gente faz o que que a gente vai inferir da capacidade dele se eu tenho ali um inferior e tenho um médio pessoal a gente tem diversos aspectos que podem estar eh interferindo nisso vamos supor né a gente aplica ali os
testes cognitivos geralmente no primeiro encontro Então esses primeiros testes que eu que eu administrei Eles podiam est sendo realizados com uma alta carga de ansiedade bom né eu chego aqui no psicólogo vou fazer uma avaliação não sei muito bem o que é avaliação me explica Mas eu continuo ali com algumas dúvidas vou fazer Essas atividades fico com medo né de est ali fazendo porque a todo o tempo eu tô sendo julgado então é meio que uma ansiedade de desempenho e isso abaixa Eh o meu rendimento ou ainda pode ter acontecido algo no dia né ah
é um dia que eu tô muito agitado ou é é um dia que que tá que eu bati o carro por exemplo que tem alguém em casa passando mal então assim são diversos os aspectos que a gente tem que podem influenciar o desempenho num teste cognitivo e o que que a gente costuma fazer então assim por isso que eu disse para vocês o resultado de um teste sozinho ali não é nada tá a gente precisa fazer esse esse resultado ter sentido no contexto então a gente sempre aplica né um instrumento e em seguida a gente
pergunta pra pessoa e aí como é que foi resolver se achou difícil porque pessoal a avaliação eh desses testes padronizados desses testes quantitativos psicométricos ela ele também tem uma parte de uma avaliação qualitativa que é justamente isso que a gente faz depois pergunta pra pessoa como foi né Eh executar essa tarefa se teve alguma dificuldade é antes da gente propor os testes a gente vai ali investigar um pouquinho né como é que tá fazer um acolhimento pra pessoa porque muitas vezes né ela chega ali nervosa para que a gente possa aí tá eh e controlando
não digo controlando né mas tá ciente dessas outras variáveis que podem eh afetar isso aqui pessoal a gente tem os resultados dele relacionados aos instrumentos que a gente administrou de personalidade então percebam quando a gente faz um ludo a gente coloca os resultados quantitativos tá isso geralmente vai ali como anexo em forma de tabela mesmo que no qual a gente vai apresentar a característica que foi avaliado e o desempenho dele então a gente tem ali né as dimensões os fatores os domínios que a BF avalia que o nfp avalia que o fp2 avalia tá que
o fitter avalia que o pedf avalia vejam muitas coisas né e cada um pessoal desses percentis que a gente traz aqui desses resultados eles T um sentido ali no manual do instrumento tá então na apuração todo tudo que a gente vai trazer em seguida como como integração de resultado como descrição do comportamento do indivíduo vai ser embasado tanto né No que a gente observou no nosso raciocínio clínico quanto nas informações que a gente obteve pelas técnicas aqui a gente tem uma descrição tá dos aspectos de personalidade de Marcos vamos lê-lo e eu escolhi trazer também
na íntegra porque ele é muito rico pra gente percebam como esse caso ele é interessante a gente começou ali com uma demanda cognitiva e a gente fez ali o rastreio cognitivo não viu nada demais agora a gente vai falar dos aspectos de personalidade dele vamos lá lá um aspecto que se mostrou marcante nas vivências emocionais do paciente foi a agressividade os dados indicaram que Marcos tendia a apresentar umor irritado com oscilações frequentes e ou intensas experiências emocionais havia indícios de certa dificuldade em modular sentimentos negativos especialmente se relacionados à frustração resultando em expressão inadequada dos
afetos ao presenciar situações de desconforto psicológico o paciente propria a reagir de forma impulsiva podendo engajar-se em situações de ataques verbais ou físicos Especialmente quando havia uma oposição em relação às suas ideias ou desejos muitas vezes a experiência de sentimentos de raiva dificultava sua habilidade para elaboração psicológica de seus conflitos percebam lá na namese lá na história clínica de Marcos a gente viu né que durante a vida dele ele teve alguns comportamentos de briga eh de dificuldade de controlar impulsos a avaliação dos de personalidade dele também indicou isso bom então isso tá fazendo sentido na
história né muitas vezes a gente administra um instrumento de autorrelato E aí a gente tem resultados que que são conflitantes né nossa mas na hisória ele me diz aqui que é altamente impossível mas na história dele não tem nada disso O que que a gente faz como eu disse para vocês os instrumentos psicométricos eles também TM um aspecto muito importante qualitativo o que que eu costumo fazer eu vou pegar o instrumento que ele me respondeu né faço apuração quantitativa faço ali tudo depois eu vou fazer uma um levantamento qualitativo Nossa mas isso aqui não bate
com a percepção que ele me traz dele não bate com tudo que eu observei né com tudo que eu coletei eu posso pegar o item né porque porque esses instrumentos eles são construídos da seguinte forma a gente tem um conjunto de itens que formam né fatores domínios e posso perguntar para indivíduo o que que ele acha porque às vezes gente ele vê a gente vê que a a interpretação que o indivíduo teve ali daquele daquela daquela sentença uma interpretação equivocada que na verdade ele marcou sete mas não não seria sete seria quatro seria três tá
então a gente vai elaborando e trabalhando com indivíduo Seguindo aqui nos resultados né apesar da sua tendência a comportamentos impossível e a expressões pouco moduladas de raiva os resultados também sinalizaram a presença de indicadores de controle regulação emocional e comportamental Isto é Marcos parecia estar em busca do equilíbrio de sua personalidade tentando controlar seus impulsos e conflitos emocionais contudo as formas de controle não pareciam ser as mais eficientes uma vez que ele não enfrentava esses conflitos de forma direta ele podia por exemplo esforçar-se para não experimentar e ou pensar em situações desagradáveis ou mesmo evitar
situações afetivas isso contribuía para o acarretamento de sentimentos de ansiedade e m Med o que também poderia dificultar a sua elaboração de conflitos percebam lá na infância né até na vida adulta de Marcos a gente teve toda uma situação de bullying na qual ele tentava se relacionar com as pessoas e a gente tinha aí né todo toda uma série de de de situações desagradáveis para ele então tudo que a gente tá relatando aqui tá batendo Esses foram os resultados da avaliação da personalidade tá em relação à forma como Marcos percebia e se auto avaliava os
resultados indicaram que a sua autoestima sua identidade e sua capacidade de regulação emocional eram dependentes da forma como as outras pessoas interagiam com ele ao que parecia ele apresentava uma necessidade de aprovação externa o que interferia no estabelecimento dos objetivos autogerados que Norte assem sua identidade eh tomada de decisão na tomada de suas decisões e na imagem que possuía de si uma vez que as ações e objetivos eram voltados para agradar o outro havia uma dificuldade de refletir sobre si foi observado que o paciente possui uma percepção negativa de si e baixa autoconfiança em suas
capacidades essas questões eh provavelmente estariam associadas à tentativa de cumprir um padrão irrealis alto de desempenho e a um receio de que as pessoas queridas o abandonassem em decorrência de seus erros foram também observados indícios de sintomas relacionados a sentimentos de solidão desesperança e baixas expectativas em relação ao futuro tratando de suas interações sociais Marcos tendia a apresentar dificuldades ao tentar estabelecer novos relacionamentos os resultados sugeriram que o paciente apresentava crenças negativas em relação a outras pessoas incluindo suas relações românticas de forma a acreditar que os outros o prejudicariam ou o Trairi contribuindo para a
construção de uma rede de apoio social reduzida apesar disso ele era capaz de formar vínculos mas esses se eh tendiam a ser superficiais uma vez que poucas pessoas se tornavam íntimas seus relacionamentos eram uma forma de manter seu equilíbrio interno e satisfazer suas necessidades de aprovação com frequência preferir estar sozinho ou em grupos pequenos e não buscar ativamente por situações sociais ainda de acordo com os dados coletados o paciente possui a necessidade de receber atenção buscando impressionar e ententer os outros Apesar dessa necessidade Tend dia a se constranger em situações de maior exposição preferindo não
se expressar em público aqui foi possível observar uma fonte de conflito a qual é caracterizada pela experiência de necessidades Opostas Serv visto admirado por um lado e evitar críticas e constrangimentos sociais por outro percebam pessoal que a escrita dessas frases também é toda uma escrita cuidadosa então a gente fala os dados sugeriram ele tende tá os dados indicaram tudo isso aqui que a gente tá embasando né a nosso a nossa investigação é por meio da das técnicas que nos foram passadas a gente não tem uma verdade absoluta sobre o indivíduo a gente não pode dizer
o indivíduo é assim tá os dados que eu coletei me permitiu né os dados coletados permitiram as seguintes impressões eh tendências Tá então não é que Marcos vai ser para sempre assim ele tem tendências comportamentais tá então são comportamentos que t a probabilidade melhor maior de emergirem seguindo ainda pessoal com a nossa descrição né da dos aspectos de personalidade de Marcos Marcos parecia preferir situações rotineiras e cotidianas e experimentar poucas mudanças em sua vida ele t dia a possuir ligações duradouras com lugares objetos e pessoas sendo mais conservador em relação aos seus gostos e crenças
e podendo adotar uma postura rígida em relação a valores morais assim demonstrava ter muito respeito por leis e regras Morais inclinando-se a evitar situações que violassem ou ou colocassem em risco em relação aos aspectos ligados ao trabalho e à produtividade a avaliação apontou Para uma baixa necessidade de ser reconhecido por seu níve por seus níveis de produção não necessitando estar envolvido em tarefas para se sentir bem Marcos tendia a apresentar dificuldades ao tomar decisões resolver problemas e avaliar consequências de suas ações esses aspectos estariam relacionados a uma impulsividade relacionada à reduzida capacidade de planejamento sugerindo
falta de ordem e precisão na realização de tarefas frequentemente o paciente podia apresentar falta de iniciativa e motivação para perseguir seus objetivos tendendo a comportamentos de procrastinação e a evitação e ou abandono de tarefas complexas ou demoradas esses aspectos poderiam estar relacionados à falta de segurança em suas próprias capacidades a ausência de objetivos norteadores que poderiam orientar e motivar as suas atividades e a níveis reduzidos de exigência pessoal vamos lá então aqui nesse acho que nesse trecho fica mais claro a gente começa a trazer as demandas as queixas e começa explicá-las tá então eu fiz
toda uma avaliação da cognição e eu vi que as Cap capacidades cognitivas de Marcos são adequadas então ele apresenta esses prejuízos mas não é devido a uma capacidade cognitiva reduzida tá são aspectos padrões de personalidade padrões de funcionamento que fazem com que ele aja assim e aqui eu dou a explicação né aqui a gente traz a explicação Então vamos lá percebam né que a gente tem aqui uma descrição detalhada dos aspectos de personalidade de Marcos porque isso é essencial para que a gente entenda as queixas dele tá e e esse livro pessoal ele é muito
bom porque ele traz isso para diversos quadros tá é muito interessante mesmo quem tiver oportunidade de ter acesso a esse livro eu recomendo altamente então bom a gente fez toda a investigação né de aspectos cognitivos aspectos afetivos da personalidade eh até ali a gente estava apresentando eh os nossos resultados fazendo ali uma integração com os aspectos de vida de Marcos aqui a gente vai concluir então conclusão a avaliação levou à confecção de um laudo e a uma sessão de devolução na qual todos os processos e achados foram explicados para o paciente este documento poderia ser
útil aos profissionais que o auxiliassem no futuro então no primeiro nesse segundo parágrafo aqui né os autores eles retomam por que que Marcos veio né quais eram as queixas principais então Marcos procurou o serviço em razão de queixas de aprendizagem as queixas incluíam dificuldade para se concentrar em tarefas prestar atenção nas aulas e em reter novas informações e essas queixas contribuíram para que ele tivesse uma percepção negativa de si mesmo a aferição do potencial cognitivo de Marcos indicou níveis de inteligência a memória dentro do esperado paraa sua idade já a capacidade atencional mostrou-se superior em
todos os tipos de de atenção analisados considerando esses resultados não foram encontrados indícios de qualquer déficit cognitivo que impedi o paciente de aprender focar-se armazenar ou resgatar informações por consequente foi realizada a avaliação dos aspectos afetivos e da personalidade dos pacientes os dados mostraram que ele parecia vivenciar raiva com mais intensidade do que outras emoções tendo dificuldade de modular sentimentos negativos e de frustração resultando em comportamentos impulsivos que se destinavam eh a dar vazão a esses sentimentos sua personalidade e autoestima pareciam ser vulneráveis e se regulavam por meio da relação e da aprovação com com
outro além disso experiências socioafetivas podiam ser consideradas um risco ao equilíbrio interno levando o paciente a utilizar o isolamento social como recurso protetivo esse contexto tendia a Gerar uma tensão interna crescente que parecia ser aliviada a partir de comportamentos explosivos frutos da labilidade emocional e da impulsividade foram observados prejuízos moderados no funcionamento da identidade autodirecionamento e intimidade além de traços patológicos de ansiedade impulsividade e labilidade emocional os traços patológicos apontados nesta avaliação não se encaixam em qualquer quadro de transtorno de personalidade específico dessa forma considerando os resultados encontrados nessa avaliação os sintomas de Marcos se
encaixavam nos critérios diagnóstico de transtorno de personalidade especificado pelo traço esse diagnóstico segue os critérios do modelo alternativo dos transtornos da personalidade do dsm5 para além dos traços patológicos da personalidade foram observados sintomas clinicamente significativos de retraimento fuga de situações sociais evitação efetiva autopercepção de inadequação e crença de ser alvo de críticas e julgamentos dos outros esses sintomas Se mostraram presentes em diversos contextos sociais tornando-se mais intensos no âmbito acadêmico a combinação da pouca procura por estimulação social alta evitação de situações sociais e o medo de ser julgado constituem os principais fatores de risco para
o desenvolvimento de fobias sociais essas características foram observadas no paciente o qual satisfazia os critérios do dsm5 e dse de 11 para o transtorno de ansiedade social esse quadro se mostrou comórbido ao diagnóstico de transtorno da personalidade dada a gravidade dos sintomas cognitivos comportamentais afetivos e fisiológicos apresentados pelo paciente a relação desses diagnósticos com a queixa Inicial pode ser estabelecida ao considerar-se que as emoções elas exercem influência no desempenho cognitivo Um dos fatores que influenciam a capacidade atencional do indivíduo é o medo gerando um aumento atencional focado nos processos internos a atenção é uma função
que capta uma quantidade de estímulos limitada ou seja ao aumentar seu foco interno os acontecimentos externos permaneciam em segundo plano nesse sentido o constante estado de ansiedade vivenciado pelo paciente contribuía para sua Para que sua atenção se voltasse para si mantendo sua mente em Alerta caso houvesse necessidade de fugir ou brigar o que dificultava a atuação de sua memória prejudicando a retenção das informações considerando que o ambiente mais anci gênico para Marcos era a universidade em razão do receio né de ter suas capacidades avaliadas negativamente era nele que os sintomas se mostravam mais presentes Além
disso os traços patológicos da sua personalidade eles geravam insatisfação pessoal e a vivência de estados afetivos predominantemente negativos essas características tendiam a atrair o foco da atenção do paciente para si mesmo e para as suas experiências pessoais percebam tá na conclusão a gente pegou todos aqueles resultados que a gente teve a gente retomou a queixa do paciente e foi explicando o por que de não ser cognitivo e o por disso né está sendo aqui na conclusão atribuído a um aspecto afetivo e de personalidade vocês viram como a construção ela é toda embasada pessoal não é
Fontes Vozes da minha cabeça então quando eu construo um laudo eu tenho que fazer uma integração clínica de qualidade então aqui eu tô falando bom a atenção ela é atravessada pelo medo né E quando eu digo isso eu trago ali uma referência eu falo que eh pessoas que Experimenta experimentam esse tipo de sintoma esse tipo de quadro Elas têm maior propão a desenvolver fobia específica e aqui a gente referencia então percebam né o como a nossa investigação ela pode começar para um lado e para outro tudo na nossa cabeça funciona ali junto então muitas vezes
a gente tem sim que que cavar mais um pouquinho né Nem tudo que é parece então o nosso trabalho ele é rico nesse sentido então falando aqui né desse caso que a gente trouxe vamos discutir alguns aspectos a gente tem motivos implícitos e explícitos que levam uma pessoa a buscar avaliação no caso de Marcos a gente tinha os motivos explícitos que foram falta de concentração e os problemas de memória mas quando a gente vai né fazer a anamnese fazer uma investigação detalhada a gente vê que tem muitos motivos implícitos ali baixa autoestima né É um
sentimento de inadequação toda uma questão de ansiedade seriam motivos implícitos o paciente muitas vezes ele não tem esse Insight de perceber que os os aspectos emocionais afetivos dele influenciam no comportamento do dia a dia influenciam na cognição né então nós enquanto profissionais a gente não pode se impressionar só com o que vem a gente tem que fazer uma annese detalhada para que a gente possa investigar esses motivos implícitos tá quando a gente fala de psicopatologia especialmente da psicopatologia da personalidade a gente fala muito de sintomas Ego sintonico e ego distônico Então a gente tem sintomas
que eles estão ali em consonância com o nosso Ego e estão Vivendo em harmonia então isso não me prejudica eu não percebo né como prejudicial isso não me traz sofrimento eh mas quando a gente vai ver ali no dia a dia a gente tem sim eh importantes prejuízos gerados por esses sintomas já os sintomas egodistônico são aqueles sintomas que não tão em consonância com o nosso ego que a gente percebe como prejudiciais que nos incomodam e que a gente de certa forma luta contra eles Tá e isso é muito eh interessante pensar porque a gente
tem que avaliar eh muitas vezes o paciente ele pode estar ali aberto a fazer avaliação tá dedicado Tá engajado mas ele tem sintomas que são egossintônico então ele não consegue te dizer que aquilo é um sintoma tá você enquanto profissional vai ter ali que investigar seja por meio de entrevista com ele ou com pessoa próximas né Eh para poder tá aí eh levantando essas outras possibilidades e uma das coisas né que a gente vê que é mais comum do que a gente pensa a gente tem queixas cognitivas em quadros de personalidade vocês viram que o
Marcos ele não saiu com nenhum quadro ali e com nenhum transtorno né cognitivo de forma geral e sim com aspectos afetivos e de personalidade então isso pode acontecer e isso é comum É frequente por isso que a gente deve fazer uma aviação pessoal bem detalhada do indivíduo tá bom pessoal então essa foi nossa aula tá do módulo Extra o objetivo desse desse módulo e dessa aula foi que a gente pudesse ali entender um pouquinho que tá por trás do raciocínio Clínico tá que nem tudo que é Nem tudo é o que parece que a gente
precisa sim fazer uma investigação cuidadosa detalhada do nosso paciente para poder né Eh verificar se esses sintomas esses sinais que ele apresenta eles são devido a aspectos cognitivos aspectos personalidade né Tem muita coisa que é implícita nesse processo e a gente enquanto profissional deve aí fazer essa investigação E então eu aqui encerro né o nosso curso foi um prazer estar com vocês aí nessa jornada e eu fico à disposição para qualquer dúvidas obrigada é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos Educacional e profissional i