[Aplausos] [Música] Diz assim a palavra de Deus: João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia pregando o evangelho de Deus. Ele dizia: "O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam no Evangelho." Caminhando junto ao mar da Galileia, Jesus viu os irmãos Simão e André que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. Jesus lhes disse: "Venham comigo e eu farei com que sejam pescadores de gente". Então eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Pouco mais adiante, Jesus viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam
no barco consertando as redes, e logo os chamou. E eles seguiram a Jesus, deixando o seu pai Zebedeu, no barco com os empregados. Oremos. Pai querido, fala o nosso coração através da tua palavra. Nós te suplicamos e nos ajude, Senhor, a sermos leitores da Bíblia, bons leitores, leitores biblicamente letrados e não apenas literariamente letrados. leitores que conseguem enxergar e ler o Texto, não porque estão lendo pela primeira vez um texto bíblico, porque não se cansam de ler com todos os dias continuamente as escrituras, nos torna leitores da palavra, Senhor, biblicamente letrados. Essa é a nossa
oração. Nos ilumine nesta manhã. Nós te rogamos no nome de Jesus, teu filho. Amém. Semana passada a Jeff terminou o Prólogo, certo? O que que é um prólogo? São as primeiras palavras. E essas primeiras palavras do prólogo nos levam a toda obra de Marcos. Só isso. O prólogo, se você quiser, ele é como o guarda-roupa que nos leva Nárnia. Se você quer entrar no mundo de Marcos, você não pode começar com o Versículo 14. Você não entra no versículo 14 sem passar pelos versículos 1 a 13. Todo prólogo, portanto, é como o guarda-roupa deus para
Nárnia ou para aqueles que gostam da viagem do peregrino da da alvorada. O prólogo de Marcos é o quadro, sabe aquele Quadro em que tem uma pintura? E essa pintura não é algo que apenas eles observam. Então, imagine você que ele coloca na viagem do peregrino da alvorada um quadro e um filistino fica dizendo: "Ah, vocês estão admirando o quadro. O quadro não serve para nada." Porque o filistino, ele só quer saber para que serve a leitura da Bíblia, para que serve ler as Escrituras, para que serve ir ao culto? Para que serve ir à
igreja? Para que Serve fazer orações? Para que serve jejuar? Para que serve desenvolver uma vida de disciplina espiritual? Para que serve? O que eu ganho com isso? Filistinos só pensam assim, com base no pragmático, com base no ativismo, na atividade, não conseguem ser libertem, por exemplo, chama de inoperosidade. São pessoas que precisam ser desativadas. Elas estão ativadas no seu trabalho o tempo todo. Trabalham, trabalham, Trabalham, trabalham, trabalham e não conseguem ver prazer em coisas inúteis, como ler a Bíblia e ir à igreja. Serve para nada. E nem sempre as coisas que que a gente julga
que são inúteis, que não servem para nada, são menos valiosas do que aquelas coisas que a gente de segunda a sábado faz, achando que elas são muito importantes e tão importantes ao ponto de nós nos ativarmos. E elas são tão importantes às Vezes que a gente quer ativar o culto, a gente quer ativar a leitura, a gente quer ativar a Bíblia, a gente quer ativar a igreja. Ou seja, a igreja tem de ter uma razão. A minha leitura tem de ter uma razão. Eu tem de servir para alguma coisa. Eu tenho que fazer alguma coisa
com este quadro, este prólogo. Nós não usamos para entender Marcos. Marcos escreveu esse prólogo para fazer uma coisa com Você, para te tirar do mundo que você tá vivendo e colocar em um outro mundo, o mundo que ele vai te colocar a partir de agora. Ele te sequestra desse universo ativista que você tá vivendo. Ele te sequestra desse universo que você viveu de segunda sábado e te coloca agora dentro de um outro mundo, de um outro universo. E é um quadro, justamente um quadro que Marcos pinta pra gente. E o prólogo nada mais é do
que a Moldura deste quadro. A primeira parte desta moldura nós vimos é Isaías 40. Amém. Isaías 40 é uma profecia, a profecia de que um mensageiro, um querissai, um proclamador, um aralto, alguém que vai trazer uma boa notícia, prepararia aqueles que estão com as suas veredas erradas, tortuosas, a preparar o caminho daquele Que tem justamente uma via reta, não tem desvios, não tem eh eh mudanças, é um caminho que vai direto da Galileia a Jerusalém. E não tem mais outra estratégia, é só essa. É sair da Galileia e chegar em Jerusalém. É uma reta só.
Então, Isaías diz que um mensageiro iria preparar o caminho do rei para que todos os súditos, com as suas veredas erradas, tortuosas, cheias de Sinuosidades, pudessem ter estas veredas endireitadas pelo caminho do rei. Bonito, né? É a primeira, primeiro lado do nosso quadro, da moldura de Marcos. A segunda parte da moldura é um tipo de Elias. A gente sabe que ele é João Batista, portanto é um tipo do Antigo Testamento, um profeta. E o que um profeta faz? Diferente de um sacerdote que leva o povo a Deus. O que o profeta faz? Leva Deus ao
povo, traz a palavra de Deus para o povo, fala em nome de Deus para o povo. O assim diz o Senhor é profético. É aquilo que da parte de Deus, por meio do ofício profético, chega até os súditos do soberano rei. Portanto, João Batista é o tipo veterotestamentário do Elias. Ele até se parece com Elias. O ministério de João Batista é semelhante inclusive ao de Elias. Até a personagem com a sua indumentária, o seu habitate é O de Elias. O outro lado desta moldura Jeff apresentou na semana passada. que é um tipo de Adão, um
tipo véotestamentário de Adão, que é Jesus o Cristo. Ele é apresentado, portanto, como filho de Deus, o filho amado de Deus, que em submissão a Deus escandaliza João Batista, que havia Dito: "Eu dobrarei os meus joelhos diante dele, daquele que inclusive não tenho dignidade para desatar as suas sandálias". E o paradoxo acontece, a surpresa acontece. Aquele que deveria ficar em pé está de joelhos. E aquele que deveria estar de joelhos está em pé. O que batiza é o profeta e ele está em pé. E o rei está de joelhos. Mas é o rei de joelhos,
o rei que vai salvar todos aqueles que estão seguindo João Batista. É um rei de joelhos, é um rei prostrado em submissão ao seu senhor, em submissão ao pai e que ouve dos céus a voz de Deus, dizendo: "Este filho me dá prazer". Então veja como Marcos vai construindo o quadro, a moldura pra gente. Botou a primeira parte, Isaías 40, botou Elias de um lado, botou Adão do outro. Mas não é só Elias, é João Batista. Não é só o Adão que fez a gente cair, mas é o Último Adão que nos fez levantar, que
é Jesus Cristo. E aí Jeff encerra com a última parte dessa moldura. Qual é a última parte desta moldura? Salmo 91. A Bíblia diz em Salmo 91, e você já sabe muito bem o que significa Salmo 91, que aquele que habita o esconderijo do Altíssimo não é você, não sou eu, não somos nós. Salmo 91, Salmo 92, Salmo 93 são Salmos messiânicos. São salmos reais, são salmos da realeza, são salmos que apontam para um rei e começa apontando para um rei que é invencível. Por isso, aquele que habita no esconderijo do Altíssimo não pode ser
eu nem você. Não adianta. Você vai dizer: "Caiam 1000 ao meu ao meu lado, 10.000 à minha direita, eu não serei atingido." Vai ser atingido pela flecha. O Covid vai pegar você e o bandido Também vai roubar seu celular. Salmo 91 não vai te proteger do mal olhado, não vai te proteger do do traficante, não vai te defender do seu chefe e não vai também te defender de absolutamente nada que você pensa que o Salmo 91 vai fazer. O Salmo 91 não é um pedaço de alho que você mastiga para espantar vampiros. Salmo 91 não
é uma magia, não é um raio que você joga para defender-se dos seus inimigos. Salmo 91 é um salmo real, é o Salmo do rei. Se existe algo que tanto Mateus e Lucas copiam em Marcos, é justamente o Salmo 91, o salmo da realeza. E ele aparece exatamente no estado probatório deste Adão. Quando este Adão, que não é aquele que errou em desobediência, mas este que acerta o caminho em obediência, porque começa o seu reinado de joelhos, ele consegue vencer o estado Probatório. as provações do seu casamento. Você não vence quando você enfrenta Satanás. Você
venceu já antes. Quando você dobrou seu joelho, o rei de joelhos venceu a tentação de Satanás muito antes. E o texto, de uma maneira belíssima, encerra com uma das um dos enigmas mais extraordinários de Marcos. Marcos é um é um texto de lacunas, né, Gente? A gente vai lendo Marcos, né? E o que vai acontecendo com Marcos? A gente vai achando que ele tem um monte de lacunas, né? Veja que eu mudei o verbo. A gente vai achando que Marcos tem um monte de lacunas e não tem como não achar. Porque se você não achar
que Marcos é um livro cheio de lacunas, você acabou de dizer que você não é um leitor da Bíblia. Porque Marcos só é um livro cheio de lacunas paraa gente que conhece Bíblia. Só é cheio de lacunas porque você leu Mateus, você leu Lucas, você leu João e você diz: "Por que que não teve essa história? Por que que não teve aquela outra história?" Não é essa sensação que provoca? Por que que não tem essa? Por que que não tem aquela? E etc. Por isso a gente precisa fazer uma leitura de Marcos que suspenda o
nosso preconhecimento para que a gente possa Entender os reais objetivos de Marcos. Marcos está escrevendo teologicamente, biblicamente, uma história. Ele não quer escrever uma obra literária, porque se fosse uma obra literária, do ponto de vista do reconhecimento e da peripécia, ordens importantes que Aristóteles concebe paraa construção do enredo, já estão faltando em Marcos. Então, não é uma obra literária, mas tampouco uma biografia. Marcos não está estabelecendo ali sob o Lugar de um biógrafo a história de Jesus. Ele está escrevendo biblicamente um livro para uma igreja, uma igreja que vive em Roma e que precisa lidar
com a seguinte situação. O que foi isso que aconteceu em Jerusalém? O que aconteceu na Galileia e em Jerusalém e que mudou a nossa vida, mudou a história. Então, o Salmo 91 aparece justamente no quebra-cabeça de Marcos e Onde aparece, onde a gente menos espera nas feras. Quando a gente vê ele encerrando o quadro, como é que se encerra o quadro? Versículo de número 13, a última parte. Estava com as feras e os anjos o serviram. Salmo 91. Nenhum mal lhe sucederá. Praga nenhuma chegará a sua tenda. Porque os seus anjos ele dará ordens a
seu respeito, para que sirvam Você em todos os seus caminhos. Eles os sustentarão em suas mãos para que você não tropece numa pedra. Você pisará o leão. Você pisará a cobra. Com os pés esmagará o leãozinho e a serpente. Ele é o rei invisível do Salmo 91, mas ao mesmo tempo é o rei invencível, invisível, porque não conseguimos enxergar em Jesus este poder extraordinário que a Bíblia diz desde Salmo 91, que seria justamente o Messias Esperado. Salmo 91 é a expectativa de que um dia aquele que habita o esconderijo do Altíssimo estaria reinando sobre nós.
Um rei invencível, indestrutível. As feras não podem destruí-lo. Absolutamente nada pode destruí-lo, porque as feras estão também a serviço deste rei. Lembrem-se que quando Elias desce do Monte Carmelo e vai passar pelo deserto até encontrar uma caverna para Fugir de Deus, no meio do caminho no deserto, ele tem fome e Deus conduz feras para alimentá-los, animais do deserto para alimentá-lo. O Senhor é um rei invencível, indestrutível. Aí a gente tem essa imagem, certo? Pronto, entramos no guarda-roupa. O quadro invadiu o nosso mundo, nos tirou deste universo em que a gente olha pra cena toda de
Jesus, da encarnação até a sua morte e começa a olhar aquelas Coisas assim como se elas fossem uma historinha sequencial de fatos que a gente vai juntando uns aos outros e dizendo: "Ah, ele ele era Deus, se fez homem, cresceu, a gente não sabe muitas informações sobre a sua infância, mas dali a pouco, aos seus 30 anos, ele inicia o seu ministério na Galileia. ideia, faz milagres, expulsa demônios, não é? Ressuscita mortos, arruma encrenca com os principais religiosos da época, os religiosos da época conspiram Com ele o tempo todo. Aí de repente ninguém mais aguenta
Jesus, porque Jesus vai cada vez mais ganhando as populações como se fosse uma espécie de Sócrates que incomoda todo status qu. E aí de repente, quando menos se espera, há uma conspiração contra Jesus, como os amigos de César fizeram com ele, inclusive brutos. E então traem a Jesus, inclusive seus discípulos, por dinheiro, por fama. E Jesus é crucificado depois de ter sido humilhado nas mãos do império romano. E Ao terceiro dia ressuscita dentre os mortos. Aleluia! Glória a Deus! Amém! Podemos ir para casa. Amanhã é segunda-feira. Você tem um trabalho enorme para fazer na sua
mesa e a história que ficou na sua cabeça foi a história extraordinária que você acabou de ouvir e não se colocou em nenhum momento nela. Minha pergunta para você nesta manhã é: Marcos nos deu a moldura não para que você usasse esse Quadro, mas para que esse quadro invadisse sua vida e te tirasse desse mundo que você tá vivendo como um pescador que lança a sua rede para tirar aqueles que estão mergulhados no mundo e viverem em um outro mundo. o mundo da Bíblia. É possível viver nas Sagradas Escrituras. É possível entrar pelo quadro, pelo
prólogo de Marcos e vivenciar a Realidade da obra de Jesus. Mais do que uma sequência de fatos que eu preciso saber. Naturalmente você deve estar se perguntando, Jonas, pelo amor de Deus, como é que faz isso? Você não faz nada, você só fica olhando pro quadro. Deixa que o quadro faça alguma coisa com você. Deixa o quadro mudar você. Deixa o quadro pescar você. Deixa o quadro trazer você pra realidade da Escritura. E como Marcos vai fazer Isso? Mostrando nas primeiras pinceladas uma pintura. E o que diz essa pintura? Essa pintura, ela vai falar da
chegada de um rei, a tomada de território deste rei que assume o território que é dele, que assume o povo que é dele, que assume as coisas que pertencem a ele. Um rei que é coroado, um rei invencível e que carrega o seu próprio Trono. Vamos ver isso no texto pra gente passar ao próximo texto a última recomendação para a leitura do texto. Tudo isso aqui é preparação. Uma vez que você compra todas essas ideias, já era. Você já tá no quadro. Eu preciso falar uma outra uma última coisa. O evangelho de Marcos é uma
anfibologia. Anfibologia é uma ciência que estuda as ambiguidades. Sabe o que é ambiguidade? Quando uma mesma palavra, uma mesma frase, uma mesma imagem, não só palavras, podem ter dois sentidos, certo? Então digo assim, como eu dizia hoje logo a a h a pouco com o pessoal do formação ministerial, né? Eu vejo um homem com binóculo ou um homem de binóculo. Duas coisas você pode tirar daí. Tanto que eu posso estar vendo o Homem de binóculo, como eu posso estar usando binóculo para ver o homem. O que importa. O fato é que algumas pessoas que não
notam anfibologias, elas só ficam com uma parte da história. Todo mundo tá rindo e elas assim: "Do que se trata essa piada?" Em geral, quando isso acontece é porque nós ignoramos o todo e só conhecemos a parte. Por isso você nunca vai conseguir explicar para uma pessoa que se ela não consegue entender um resultado, não é porque ela não tem habilidade com as palavras, não é porque ela é simplesmente porque a atenção dela está voltada apenas para um lado, um lado literal que ela pega, que ela absorve e diz: "É só isso". Então veja, você
não pode ler Marcos e dizer: "É só isso, é só a história de um Deus que se fez homem, que começou a Chamar o monte de discípulos e que depois de ensinar e provocar a ira dos fariseus, escribas e etc, vai ser crucificado, morto, sepultado e ressuscita." A minha pergunta para você nesta manhã é: qual é o outro lado da história que Marcos está contando? E ele está contando para pessoas que dizem assim: "Não é possível que a história que nós ouvimos foi apenas esta história". E Marcos está dizendo, "É claro que não. Marcos está
contando uma História muito diferente. Se você pegar esse quadro de Marcos, esse quadro pode ser visto exatamente assim, do ponto de vista da imagem, como um começo muito rápido, muito ligeiro, sabe? De cores muito intensas, muito rápidas. E de repente do meio do quadro pro final, uma densidade, uma lentidão, as coisas mais desaceleradas, as coisas mais bem detalhadas. A primeira parte, o Ministério de Jesus até chegar em Jerusalém, metade do livro toda vai ser detalhe, detalhe, detalhe do caminho de Jesus até a cruz. O que Marcos está querendo contar pra gente, o que Marcos está
dizendo através dessa pintura para mim e para você. O texto de hoje nos dá duas primeiras pistas. A primeira pista está nos versículos 14 e 15 e revelam o Evangelho do Rei invencível. A segunda pista está nos Versículos 16 a 20. e trata do chamado do rei invencível. Então, hoje nós vamos falar sobre o evangelho do rei invencível, versículos 14 a 15, e o chamar do rei invencível dos versículos 16 a 20. Observe que são textos muito simples da gente entender. Primeira parte do texto, versículo 14, diz que depois de João ter sido preso, dois
pontos precisam chamar a nossa atenção aqui. Primeiro deles, há uma antecipação do Caminho e destino do próprio rei invencível. Ou seja, aquele que está anunciando a chegada do rei invencível, do rei de Salmo 91, aquele que o profeta Elias havia anunciado em Isaías 40 e que é, portanto, o representado em Salmo 91, ele é, digamos assim, anunciado por alguém que agora acabara de ser preso. Ou seja, aquele que simplesmente anunciou a chegada do rei já está Preso. Ou seja, o rei não vai chegar numa situação confortável. O rei vai chegar numa situação de hostilidade. Ele
vai chegar numa situação de tensões. Mas o que são essas tensões para aquele que habita no esconderijo do Altíssimo? C 1000 ao seu lado, 10.000 à sua direita, ele não é atingido. Ele pode pisar os leões, ele Pode pisar uma áspede e nada vai acontecer porque ele é indestrutível. Mas o seu profeta não. O seu profeta, ele vai ser aprisionado. E ele começa justamente isso, desta maneira. O prólogo nos apresentou João. João cumpriu a sua missão. Pronto, ele tá preso. Deixa João preso. Agora vamos concentrar no protagonista. Ele dá lugar ao outro protagonista, aquele que
vai assumir o protagonismo de Marcos agora, que é o Rei. Este rei que chega e que, portanto, parece que Marcos está anunciando para aqueles que estão lendo, terá um destino muito semelhante do seu profeta. Ou seja, assim como o profeta enfrentou a hostilidade, aquele que servirá de caminho para endireitar os caminhos, também enfrentará [Música] hostilidade. A diferença é que João Batista, ele não vai conseguir realizar aquilo que só o rei invencível consegue realizar. Segunda coisa importante, o protagonismo do rei é tão grande, tão grande, que se você não notou até agora, o Salmo 91 entra
no desfecho do prólogo para anunciar aos seus leitores que eles não estão observando uma cerimônia de dor, de sofrimento Excruciante, de humilhação, de perseguição, de hostilidade. Não, ele está narrando uma outra história. E só aqueles que conseguem ler apenas um lado da história conseguem se perder logo no meio do logo no início da história. Mas Jonas, em que sentido? Imagine você que quando você olha para esse texto, a chegada de Jesus e você já vê a hostilidade, já Prenderam João Batista di Jesus já não vai, já enfrentou, já vai enfrentar a perseguição, já vai enfrentar
a luta, não tem vida fácil para Jesus. Mas tá dizendo, gente, vocês estão percebendo que a gente tá num dia de festa? É festa. Por que que é festa? Porque estamos na festa. Vocês lembram que a palavra evangelho é uma palavra usada não só pelos crentes. O imperador romano usava Essa palavra, usava essa palavra justamente para anunciar grandes conquistas, as grandes conquistas de César. Por exemplo, existe um documento chamado inscrição de Prene, de Prien, que é uma cidade da Turquia, da Ásia, quando ela é ocupada pelos romanos, onde fica as igrejas onde Paulo pregou, né,
Efésio, Esmir, na, la Odisséia, essa região toda. Eles encontraram uma inscrição que diz o Seguinte, preste atenção, visto que é uma inscrição romana, século antes de Crist, veja só o que ela diz, visto que a providência, não tá falando de crente, não, a providência dos romanos, do panteísmo romano, da religião romana, visto que a providência, a qual ordenou todas as coisas, está profundamente interessada em nossa vida, colocou na mais perfeita ordem ao nos conceder augusto, o César o imperador a quem ela encheu, ou seja, A providência encheu com virtude de forma que ele possa beneficiar
toda a humanidade, não só os romanos, mas toda a humanidade, todos aqueles que estão debaixo do império romano, inclusive aqueles que estão na Ásia, para que ele possa beneficiar toda a humanidade, enviando-o como salvador, tanto para nós como para nossos descendentes, de forma que ele conseguisse acabar com a guerra. e organizar todas as coisas. E visto que Ele, César, pela sua aparição, excedeu mesmo as nossas esperanças, ultrapassando todos os benfeitores prévios e nem mesmo deixando a posteridade qualquer esperança de ultrapassar o que ele fez. O dia do nascimento do Deus Augusto foi para o mundo
o início do evangelho, o início das boas novas. Os romanos, a igreja em Roma, a igreja que está lendo a epístola, desculpa, o Evangelho de Marcos, ela sabe muito bem, Ela conhece muito bem estes evangelhos do imperador. São boas notícias que mostram agenciamentos do imperador, agenciamentos deste governante que vai trazendo boas novas e dizendo: "Conquistamos mais um território. Nós estamos cada vez mais fortes. Nós estamos avançando. Mas vamos chegar lá. Então imagina que isso está no imaginário de todo aquele que quando lê o evangelho de Marcos se depara com Isto. Naqueles dias, perdão, depois de
João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia pregando o evangelho de Deus. Ou seja, o que que Jesus fez? Ele anunciou uma boa notícia. E qual é a boa notícia? O rei [Música] chegou. É hora que todo mundo tem que celebrar. É hora que todo mundo tem de festejar. Afinal de contas, ele era tão esperado. Ele chegou, ele está entre Nós. Mas o problema anfibológico é que este rei parece ter movimentos dúbios. Ele faz uma coisa e os outros acham que, portanto, ele não é rei ou que, portanto, ele não detém o poder que
diz ter, ou que ele não é aquilo que ele diz que ele é. Mas o tempo todo Marcos vai descrevendo as ações de Jesus, reconhecendo Jesus como este rei que está chegando. E ele Está chegando para realizar o quê? Que que ele está de fato realizando? Uma das coisas mais extraordinárias que o mundo um dia vivenciou, a sua coroação. Chegou a hora de coroar este rei. Mas ele não pode ser coroado. Ele não [Música] pode sentar-se no trono que ele mesmo carrega sem Antes tomar posse de tudo aquilo que ele pertence, que ele possui. Então,
o que este rei vai fazer? Primeiro lugar, Marcos diz: "Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia. Ou seja, ele vai paraa Galileia, que é o seu ponto de partida, vai estabelecer na Galileia uma espécie de quartel general. E é isso que nós vamos ver nos próximos textos. Da Galileia, ele vai montar ali um exército. Da Galileia ele vai ter Súditos. Na Galileia ele vai ter estratégia. E esta estratégia vai acompanhar os lugares que ele vai passando e vai tomando posse de todos estes lugares na narrativa até chegar à cidade do rei
Davi, até chegar em Jerusalém, onde será realizada a coroação do rei. Essa é a história que Marcos está contando. história que Marcos está contando, portanto, a história que Começa com a chegada de um rei num tempo de conflito. Este rei, ele não vai assumir algo sem antes tomar do ladrão, sem antes tirar daquele que o usurpou, daquele que o tomou. Não estamos falando de um rei que está simplesmente chegando. Ele está invadindo seu próprio território para recuperar o seu próprio território, recuperar os seus súditos, recuperar o seu povo, recuperar o seu Reino. Mas a gente
não consegue ver isso, né? Porque a gente vai olhando paraa história, a história para ser tão catastrófica que a gente não consegue ver nessa história a história de um herói, de um herói que está estabelecendo o seu reinado, que está construindo o seu reino e que o seu povo está sendo reunido, que coisas grandiosas estão acontecendo. A gente não consegue nem Perceber a sua primeira palavra. A primeira palavra de Jesus não é outra senão o tempo está cumprido. Primeira vez que Jesus fala em Marcos. Quando você chegar em casa e ó que se você olhar
agora, o anjo do Senhor vai queimar seu dedo, seus olhos, tudo que tá dizendo seu coração, sua vida, você vai sair daqui esturricado, chamar o SAMU para você. Você vai resistir essa tentação. Esse é o seu estado probatório hoje. Certo? Depois em casa com calma você vai buscar qual foi a última palavra de Jesus em Marcos. Essa é a primeira. E qual é a primeira palavra de Jesus em Marcos? O que Marcos quer que os súditos que estão agora recebendo este rei, ele chega, ele já está entre os seus. Ele já está no meio do
seu povo. Ele já está no mundo, ele já invadiu a casa do inimigo. Ele já está no território do inimigo que é dele, mas que o inimigo tomou. Ele já Está ali. E o que ele vai dizer logo de cara? Qual é o seu discurso? Qual é o seu discurso de inauguração do reino? Não é outro senão o tempo está cumprido. O reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam no evangelho. O ministério de Jesus começa com Jesus pregando. Não começa com Jesus ressuscitando os mortos. Não conversa, não começa com Jesus curando enfermos. Não começa
com Jesus fazendo sinais e Maravilhas. Começa com Jesus falando. O reino de Deus é um reino criado pela palavra. A realidade divina é uma realidade criada pela palavra. Se você acredita que esta realidade foi criada pela palavra, você não vai ter nenhuma dificuldade de acreditar que Marcos está mostrando um Deus que está criando a realidade pela sua palavra naquele momento. O tempo está cumprido. O reino De Deus está próximo. Arrependam-se, mudem de vida. Do versículo 16 ao 20, nós passamos deste evangelho do rei para o chamado. O que que ele vai fazer estrategicamente? Deu seu
discurso. Discurso de posse. Cheguei. Este território é meu. Eu vou recuperá-lo. Então, qual é a palavra dele? O tempo se findou. O reino não é o tempo Está cumprido. O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos. Creiam no evangelho. Na sequência, o que ele faz? A Bíblia diz que ele caminha para o junto do mar da Galileia. E aí esse texto que nós vamos ler, ele pode ser dividido em duas partes. Curiosamente é como se fosse um Gênesis, né? Pensa, você tem a criação pela palavra no princípio, né? Aí a gente vê o Evangelho de Jesus
Cristo, filho de Deus. Nós vemos o batismo, que é a cena do último Adão, não é? Em obediência, ouvindo a voz de Deus. Este é meu filho que me dá prazer. Na sequência vemos o estado probatório de Jesus, como Adão que foi tentado no jardim, Jesus é tentado no deserto. E aí logo depois que a gente lê essas partes de Gênesis capítulo 3, que não tem Jesus, porque Jesus não é como Adão, ele não peca. O que a gente vê na sequência e que é Extraordinário para tudo aquilo que a gente vai ver em termos
de guerra, de inimizade, de tensões. São dois irmãos brigando entre si e um que vai odiar tanto o outro e que não vai suportar o outro e vai cometer o primeiro homicídio. A primeira coisa que Jesus faz é chamar como discípulos duplas de irmãos. A primeira dupla é curiosa, Porque Jesus, o que a gente vai descobrir no livro de Marcos é que Jesus ele na sequência ele vai colocar apelidos em todos eles. Todos os discípulos ele vai pôr um apelido. Simão, por exemplo, é Pedro, não é? Isso é um apelido de Jesus. Os dois outros
filhos que a gente vai ver daqui a pouco, Jesus vai chamar de filhos do trovão, bonerges, né? São os filhos do trovão. Jesus vai sempre colocar um apelido que tem a ver com alguma coisa Com a vida deles. Mas aqui neste primeiro episódio, chama-nos a atenção o fato de que Marcos não quis mostrar um preconhecimento desses discípulos. Você percebeu isso? Diferente de outros evangelhos, por isso que só é lacuna para você que já leu outros evangelhos. Mas se você agora suspender o seu conhecimento dos outros evangelhos, o que Marcos está dizendo para você? Que os
primeiros discípulos de Jesus não sabiam quem era Jesus. Aconteceu algo muito estranho com eles. O que que acontece de estranho com eles? Versículo 16. Caminhando junto ao mar da Galileia, Jesus viu os irmãos. Quais irmãos? Simão e André. A gente já sabe que Simão é Pedro, porque eu já acabei de dizer para você, certo? E você sabe que Pedro, ele é o grande ídolo assim de Marcos, né? O discípulo fracassado, o discípulo que fracassou no momento em que deveria permanecer Perseverante. João Marcos é aquele que lembra do que ele fez com Paulo, mas agora ele
é discípulo de Pedro, segundo os o testemunho de Papias. Então, a gente sabe pelo próprio texto de Pedro que ele tinha um carinho enorme por Marcos. Então, o primeiro discípulo que vem à frente dele é Simão Pedro e o seu irmão André. E o que eles estavam fazendo? Eles estavam lançando rede ao mar por uma razão muito óbvia. Não estavam brincando, eles estavam Trabalhando. E qual o trabalho deles? Eles eram pescadores, eles estavam no seu dia a dia, eles estavam no seu trabalho, na sua atividade normal. Então Jesus, este mesmo que pregou agora, chegou o
tempo. Arrependei-vos e crer no evangelho. É o Jesus que aparece para eles e do nada diz o seguinte: "Venham comigo e eu farei com que sejam pescadores de gente." Versículo 18. Então eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Se vocês que eu ler Essa passagem como qualquer outra nesse tipo, eu fico muito fico muito constrangido com ela. Você não se sente constrangido com isso aqui? Primeiro que eu acho isso aqui esquisito para caramba. Eu fico imaginando, imagina uma pessoa que não é, você olha para ela e ela é o próprio exemplo de anfibologia. Você
nunca vai imaginar que você tá diante do criador do universo. Ele tá diante de você. Você olha e a única coisa que você vê é um homem que parece Um marcineiro, mas não um rei. Certo? Ele olha para você. nem te fala, bom dia, tá tudo bem com você? Eh, o clima hoje tá bem quente, né? Não tem uma abordagem para chegar, certo? Para depois falar assim: "Olha, eu sei, não me confunda, eu quero trazer a palavra de Deus paraa sua vida. Mas eu não sou quem você está pensando. Não tem nada disso. Não tem
conhecimento Prévio, não tem preparação, não tem retórica, não tem oratória. Tem apenas Jesus olhando para eles e dizendo: "Sigam-me e eu farei de vocês pescadores de gente". Então, perceba anfibologia aí. Entendeu o que que é? Jesus está dizendo: "Venham após mim e eu farei de vocês pescadores de gente, eles são pescadores. Como é que você pesca? Você joga a rede, tá certo? E essa rede fica em que Mundo? No mundo que você não consegue ver, que você não consegue enxergar. Você joga essa rede, você puxa dessa rede e os peixes vêm. Ou seja, os peixes
deles estão numa realidade que você precisa lançar essa rede para buscar esses peixes que estão ali. Então, quando Jesus diz, eu vou fazer vocês, de vocês, pescadores, de gente, de pessoas, o que que Jesus está dizendo para eles que eles vão fazer? Essa é a hora que você tem que se Colocar no lugar deles. Pescador de gente, mas se come gente, será que vou poder uma fazer um assado? Não é? Vou pescar hoje. André. Hum. A gente pegou um André muito ruim. Tá azeda essa carne podre. Vamos jogar fora o André. Vou pescar um outro.
Vou pescar agora Maria. Vou pescar agora Zebedeu. Não. Você pesca aqueles peixes. Não é para você fazer outra coisa senão se alimentar deles. Você vive da aqueles caras viviam da pescaria. É o Trabalho deles, entende? E Jesus está dizendo: "Agora eu vou fazer vocês serem pescadores de gente". Eu não vejo eles dizendo assim: "Senhor, para quê? Ou eu te conheço, cidadão? Sei nem quem é você, que você tá falando comigo. Não, nós não vemos esse tipo de reação. O que nós vemos, Marcos, mostrar exatamente o seguinte: eles ouvem a voz de Jesus. Então eles deixam
imediatamente as redes e passam a Segui-lo. Em outras palavras, o que Marcos está querendo que você ao ler o texto perceba que este rei tem autoridade não com base no seu conhecimento dele. Ele não é rei e a palavra dele não é poderosa. Porque você sabe quem ele é. Porque você conhece o histórico dele, porque você sabe de onde ele veio, porque você tem teologia, porque você Conhece a teologia, sabe todas as coisas, conhece. Então, por isso agora você obedece a Jesus. Veja que a obediência a Jesus, ela não vem mediada pelo conhecimento. O que
tem de gente que transforma o evangelho numa mediação de conhecimento? O evangelho, se você hoje está aqui, não é algo para você conhecer, é uma ordem. O evangelho é uma ordem de um rei que está dizendo a todos os seus súditos os seus mandamentos, as suas Ordens, as suas resoluções. Jesus não está dizendo assim para aqueles homens: "Olha, considerando todas as coisas que significam para vocês a pescaria e etc, eu sei que isso envolve a vida de vocês, etc. Eu preparei, de acordo com o Banco Celestial, uma previdência para vocês que vai garantir que não
só vocês tenham tudo que vocês precisam ao longo de toda a sua caminhada, tá certo? Mas vai garantir um futuro também para os seus Filhos e etc e tal, tá certo? Então você só precisa falar com este cidadão. Ele é a o responsável pelo seguro, pela previdência e para você todas as coisas relacionadas, não é? relacionado à sua contratação. Fale com ele. Ele é o ele é o RH do ministério de Jesus na Galileia. Não, Jesus não está dando contrapartidas. Jesus tá dizendo assim, ó: "Eu vou transformar vocês em pescadores e vocês vão ser as
pessoas mais felizes do Mundo. Eu vou fazer vocês pescadores e você vai ter o carro do ano. Você vai ter o namorado que você tanto quer, a namorada que você quer tanto ter, a casa que você quer tanto ter, a família que você quer tanto ter, o primeiro milhão que você quer tanto ganhar e nunca vem. Certo? Entende o que eu tô dizendo? Jesus não está fazendo um negócio. Jesus não é um pirata. Jesus não está fazendo pirataria. Jesus não está montando um monte de Piratas para com ele invadir o império romano e destruir o
império romano com um monte de piratas que estão querendo de alguma forma sempre ganhar alguma coisa com algo, que estão querendo sempre tirar algum lucro de algo. Jesus não está chamando pessoas interessadas em saber, pô, mas o que que eu vou ganhar sendo igreja? O que que eu vou ganhar te seguindo? O que que isso vai mudar em minha vida se eu servir ao Senhor? Que Que eu vou ganhar? O que que eu vou receber com isso? Vou ganhar alguma coisa no final? Vou receber alguma coisa no final? O Senhor vai me dar a vida
eterna? É isso. Senhor me dar um pedacinho do céu para mim? Jesus não promete nada aqui. Jesus não está dando uma ordem. Segue-me. Isso é chamado. O chamado é a voz de Jesus que olha para um pecador errante com seus caminhos tortuosos. Ele tinha que estar Indo para A. Ele está indo para B. Jesus está indo olhando para ele em direção a B, está dizendo: "Saia daí e vá para cá. Arrependa-se, volta ao seu caminho, faz a revirar volta, vai para lá." Jesus nos está dizendo, "Olha, considere que eu posso financiar o seu retorno para
ar". O evangelho não é a história de um Deus comprando piratas para recuperar o reino que sempre foi dele. Não. Primeiro ele chama para que Eles abandonem as redes e eles abandonam e a coisa tem uma tem uma gradação. Percebe? Dois irmãos unidos abandonam as redes. Eles estavam pescando. Deixam as redes, vão seguir a Jesus. Na sequência, veja o que o texto diz. Pouco mais adiante, Jesus viu Tiago, filho de Zebedeu e João, os filhos do trovão, não é? Seu irmão, que estavam no barco. O que eles estavam fazendo? Eles estavam pescando. Eles estavam consertando
as redes. De quem é Essas redes? É da empresa do papai, sabe? Papai tem a empresa, papai é o dono. E o que que eles estão fazendo? O que é justo, o que é certo, trabalhando com o pai, arrumando as redes. Mas observe o que o texto diz. E João, seu irmão, que estava no barco consertando as redes, e logo os chamou. O texto diz: "E eles seguiram a Jesus". Jesus não disse assim para eles: "Olha, abandone o que que vocês estão fazendo, porque agora eu vou ensinar Vocês a construir redes para pegar homens". Jesus
não está, veja, o ponto não é o que significa a metáfora de ser pescadores de homens. O que significa que é a palavra de Jesus dizendo: "Sigam-me". Os pescadores saem do barco e vão seguir a Jesus. Estes estão consertando as redes. Jesus disse: "Sigam-me". E a Bíblia diz que eles seguiram, veja, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os empregados. Então, o primeiro deixa as redes, a Primeira dupla deixa as redes, a segunda dupla deixa os pais. Difícil isso, né? Marcos já começa mostrando que o reino de Deus não negocia amores fundamentais paraa nossa
existência. O rei não vai querer um súdito dividido. Aí muita gente vai olhar para essa passagem, vai sair daqui desesperado, né? Preciso falar isso agora porque tem irmãos aqui que já vão Ficar desesperado. Mas Jonas, se eu abandonar as redes, eu não pago as contas. Eu já tô com três atrasos no cartão de crédito e não sei o quê. Eu tenho que me dá pelo menos seis meses. Deixa eu primeiro pagar as minhas dívidas e depois eu posso te seguir, Senhor. Então, tem muita gente que já fica desesperado, já achando que Jesus está dizendo segui-lo
é abandonar o emprego. E muita gente hoje faz isso e não tá entendendo, não entendeu Anfibologia, não entendeu que a história está sendo contada e você precisa ver o que ela está significando. Jesus não está dizendo aqui para você sair do seu emprego agora imediatamente. segui-lo. Jesus está dizendo para você abandonar os seus últimos amores, aqueles que são os reis da sua vida, seu papai, seu trabalho, suas atividades, seu dinheiro, suas coisinhas. Jesus não vai admitir reinar sobre você, dividindo você com outros Reis. Jesus vai guerrear em primeiro lugar contra os seus falsos reis. Esse
é o ponto do evangelho. Não é você sair do emprego, é o emprego sair do seu coração. Não é você sair meramente da casa do seu pai. É seu pai sair do seu coração, sua mãe sair do seu coração, seu trabalho sair do seu coração, suas coisinhas que você diz que sem elas você não vive, não é feliz. Elas têm de sair do seu Coração e elas só vão sair do seu coração se a ordem delas diante da ordem de Jesus. Fica, não siga ele. Fica comigo, não siga ele. Se a voz que vem de
fora do rei for mais ouvida do que a voz do seu coração. As favas com todos aqueles que dizem para você, irmão, siga o coração. Segue o coração. Não, irmão. Seu coração vai te levar pr as redes. Seu coração vai reduzir sua vida Às redes. Seu coração vai reduzir sua vida a sua família. Vai reduzir sua vida a seu emprego. E você não é sua família. Você não é seu emprego. Você não é as coisas que você julga serem as mais importantes da sua vida. Você é súdito de um rei e ele não vai admitir
um outro rei no lugar dele. Como a gente encerra deixar as redes e o pai deixar as nossas os nossos ídolos, Os nossos deuses? Por qual razão? Quais motivos? Primeiro, porque é uma ordem do rei. Simples assim. O rei mandou, tira do seu coração os deuses. Você agora tem um senhor e este senhor é Jesus. Chegou a hora de você colocar sua esperança em Jesus, porque Jesus você vai ter sempre com você. Seu emprego não, seu pai não. As coisinhas que você julga serem Mais importantes da sua vida, você não vai ter sempre com você.
Mas Jesus, você vai ser, vai ter sempre contigo. As suas coisas não são invencíveis, são reis destrutíveis. Os reis do seu coração t pés de barro, eles caem. Os reis do seu coração não permanecem. Os reis do seu coração são vencíveis, são destrutíveis. Só Jesus é invencível. Só Jesus é indestrutível. Coloque o seu coração a mercê de um rei invencível. Segunda razão, porque o discipulado não é simplesmente viver a mesma vida que você vinha vivendo. O discipulado é a radicalidade de uma reviravolta na vida. O arrependei-vos é uma grande reviravolta. E ela acontece quando você
passou a sua vida inteira tentando ser X, tentando alcançar X, tentando obter algo extraordinário na sua vida para ser feliz. E quando você conquista ou está perto de conquistar, você descobre-se como um fracassado. Você fracassou. Você é um Donk Shot que ficou a vida inteira tentando ser os mais incríveis cavaleiros, mas quando chega no fim da vida sabe que Donk Shot foi só o nome que você inventou. Você vai querer no último dia da sua vida assumir o seu real nome, o seu verdadeiro nome, o nome que Deus te deu, não o nome que você
deu para você. É ali que acontece a reviravolta do discipulado, quando não nos tornamos mais aquilo que nós queremos ser, mas Nós nos tornamos aquilo que o rei nos fez ser. Terceiro e último, porque Deus no seu evangelho nos ensinou que as imagens do evangelho, a história do evangelho, ela é uma história de duas linhas e nem todo mundo consegue ler a segunda linha do Evangelho. A gente pode ficar a vida Inteira na igreja lendo só a primeira linha. E aí você vai ler Marcos apenas na primeira linha de Marcos. Chegou a hora de você
descer pra segunda linha e ler aquela linha que você só consegue ler quando tá junto com a primeira linha. E que segunda linha é essa? Se você só ler a primeira linha, você vai encontrar um rei que chegou, que arrumou uma treta com um monte de gente da Religião, brigou com gente que tinha eh eh feito do da casa do seu pai, não é? uma casa de comércio, se submeteu a uma conspiração iníqua, que diante dos soldados do império romano, do César, de Augusto, viu aqueles soldados vestirem Jesus, o seu Senhor com um manto escarlate,
como o manto de um rei. Você vai ver apenas aqueles soldados do império Romano fazendo a entrelaçamento daquela coroa de espinhos, colocando aquela coroa na cabeça do seu senhor. Você vai vê-los apenas dobrando joelhos diante do Senhor e eles dizendo: "Salve o rei dos [Aplausos] judeus!" E você vai olhar tudo aquilo e vai só ver ironia. Você vai olhar tudo aquilo e não vai conseguir enxergar que até o império romano está dizendo a Verdade diante de você. Mesmo sem saber, a verdade está acontecendo diante dos seus olhos naquilo que você julga. Não sei. É o
que está acontecendo. O trono de Jesus é a sua cruz. Ele carregou desde o início. Essa é a coroação do rei. Ali naquela cruz nós temos um rei sentado em seu trono e todos os romanos estão ali dizendo: "Salve o rei dos judeus". Que ambiguidade maravilhosa. Que segunda linha Maravilhosa que Marcos está oferecendo para mim e para você nesta manhã. Você pode ler a história de Marcos e ver toda a história de Marcos apenas por uma linha. Mas se você enxergar a segunda linha, a linha de baixo, você vai descobrir que Marcos é a história
de uma invasão, como aquela que Lios disse em cristianismo pures, um território ocupado pelo inimigo. Assim é este mundo, o cristianismo e a história de como o rei Por direito desembarcou disfarçado em sua terra e nos chama a tomar parte numa grande campanha de sabotagem. Quando você vai à igreja, na verdade vai receber os códigos secretos mandados pelos nossos amigos. Não é por outro motivo que o inimigo fica tão ansioso para nos impedir de frequentá-la. Ele ele apela a nossa vaidade, preguiça, snobismo intelectual. Sei que alguém vai perguntar: "Você quer mesmo na época que Vivemos
trazer de novo a baila, a figura desse nosso velho amigo diabo com seus chifres e seu rabo?" Bem, o que a época em que vivemos tem a ver com o assunto, não sei. Quanto aos chifres e ao rabo, não faço muita questão deles. Quanto ao mais, porém, minha resposta é sim. Não afirmo conhecer coisa alguma sobre a aparência pessoal do diabo. Mas se alguém realmente quisesse conhecê-lo melhor, eu diria: "E essa Pessoa não se preocupe, ele vai te encontrar". Se você realmente quiser travar relações com eles, vai conseguir. Agora, se você vai gostar ou não,
isso é outro assunto. Estamos numa campanha e nesta campanha ou entendemos que nós estamos, como Marcos está chamando a atenção dessa igreja, ele está ensinando esta igreja que veja, não é só a história que está sendo narrada diante dos nossos Olhos que precisa ser vista, o que precisa ser contemplado é o que não é visto. Toda essa história narrada, nós vemos um Jesus sofrendo, crucificado, sofrendo ali naquela cruz com coroas. Mas se você tiver olhos para ver, você vai ver o rei invencível no madeiro. Você não vai olhar pra cruz e chorar. Você não vai
olhar pra cruz e se desesperar. Se você sabe a segunda linha do evangelho, você olha paraa cruz e Diz: "Glória a Deus por este sangue vertido na cruz. Glória a Deus por este corpo moído e não destruído. Glória a Deus por este sangue vertido que lava-me dos meus pecados. Glória a Deus pelo Cristo que morreu por mim, porque não é sobre mim, é sobre ele. A segunda linha do Evangelho vai dizer que toda a história de Marcos não é um conselho sobre como você pode aprender algo de Jesus. A segunda linha de Marcos vai mostrar
para você que você não escolhe Jesus. Jesus escolhe você. E essa verdade tem de tocar seu coração nessa manhã. Se hoje você está aqui, não é porque você escolheu Jesus. Jesus escolheu você. A história da segunda linha não é a história de como os homens estavam um dia pescando, trabalhando no seu dia a dia e disseram consigo mesmo: "Oh, como eu preciso de Jesus". A história da segunda linha não é história de pessoas que amanhã estarão No seu trabalho, na sua mesa de trabalho, dizendo: "Ó Senhor, como eu preciso de Jesus". A história da segunda
linha não é a história de pessoas que durante a semana, nos seus ativismos totais estão ali dizendo: "Como eu preciso de Jesus?" A segunda linha é a história de um Jesus que olha para um monte de súditos que não conseguem procurá-lo, que não conseguem Buscá-lo, que não conseguem desejá-lo, que não conseguem amá-lo. Você já parou para imaginar que talvez a sua maior luta não seja o seu amor por Jesus, mas a sua falta de amor por ele? Que talvez o seu amor seja pela primeira linha? Aquela primeira linha que faz você ler só a história
de Jesus. E aí a história de Jesus é tão bonita como a história de Bartobi. É tão bonita como a História de Madame Bovari, com suas tragédias, como Don Quichot e tantos outros personagens literários. Mas se você for pra segunda linha, não, não é a história de como você ama Jesus. É a história de como Jesus te amou de uma tal maneira que você não pudesse mais viver. sem amá-lo. Por isso, a sua falta de amor não é em si mesmo, senão a falta do seu Senhor. A sua falta de amor por Jesus é falta
de Jesus. É falta de Jesus como Senhor da sua vida. Mesmo ele sendo Senhor, você sabe que ele é o seu senhor. Você sabe que ele é rei. Ele vai falar e vai acontecer. E a morte tá aí como um tapa na sua cara para dizer que ele tem governo sobre tudo e que se você está vivo é porque ele quer. Mas mesmo assim, mesmo ele reinando sobre você, ainda assim ele não está dizendo que Você vai ser reinado por ele se você quiser ou não quiser. Não vejo que o texto está mostrando pra gente
um rei que disse: "Segue-me". Ele não pegou na mão de Simão, não pegou na mão de André e diz: "Seus desgraçados, eu vou endireitar a porcaria do caminho de vocês hoje." É aqui, ó, da Galileia a Jerusalém, como se eles fossem marionetes na mão de Jesus. Não. Jesus chamou os seus discípulos Como chama você. Mas a segunda linha da história é a linha que está contando não a história do amor de Jesus, mas a história do nosso desamor, de que não fomos nós que procuramos Jesus, foi Jesus que nos procurou. A segunda linha, ela nos
revela que a história de Jesus não é história de um mestre, é a história de um rei. Mestre você procura, discípulos procuram mestres. O Talmidin era responsável pela escolha do Rabi ou do Raboni. Raboni, Rabi e muito menos Raboni escolhiam seus talmid. Quem escolhe o mestre é o aluno. Jesus não escolheu alunos. Jesus escolheu súditos. Jesus não te fez aluno. Jesus não quer que você entenda alguma coisa. Jesus nesta manhã está te dando uma ordem Só. Não tem escapatória, não tem jeitinho, não tem um meio caminho, não tem aquela sinosidade que você vivia fazendo no
seu caminho e nas suas veredas. É um caminho reto da Galileia a Jerusalém. Da sua falta de fé, a fé em Jesus. Da sua cegueira, a visão da segunda linha. É esta a história de Marcos, a história daqueles que vão fazer uma revirta em suas vidas quando ouvirem a voz do Rei Jesus dizer: "Arrependam-se e creiam em Jesus". A história do Evangelho não é sobre conselhos que Deus tem para você ser feliz. Jesus não vai ser seu coach. Jesus não vai te dar as últimas sacadas para você melhorar o marketing pessoal. Jesus não vai te
dar as últimas dicas que você precisa para se desenvolver melhor no seu emprego. Jesus não vai treinar você para nada. Jesus não é treinador. Jesus é rei. Jesus é rei. Jesus é Rei. O discipulado começa quando deixar as redes e deixar de consertar as redes não são lidas mais na primeira linha, mas na segunda linha. E o que significa na segunda linha? Hoje ouvir Jesus e deixar as redes e deixar de consertar as redes, deixar de lustrar seu ídolo, deixar de construir o altar do seu rei, deixar de louvar o seu rei, deixar de sacrificar
para seu rei. A segunda linha está dizendo: "Abandone suas redes." Em outras palavras, dobre os seus joelhos. Porque o rei invencível começou a sua campanha para não apenas aqui realizar a maior de todas as vitórias e ser o rei invencível. Mas ele fez tudo isso começando de joelhos. Quer salvar seu casamento de joelhos. Quer salvar seu ministério de joelhos. Quer salvar a sua comunhão com Deus, perdeu, tá frio, tá vazio, não tá conseguindo encontrar sentido pra vida, dobra o joelho. É esse o ponto, dobrar o joelho. O rei invencível, que nada pode destruí-lo, que venceu
a cruz, venceu a morte, dobrou os joelhos. Por que você não dobraria os seus joelhos nesta manhã? Por que não Dizer não mais eu, mas Cristo? Pai querido, que a tua santa palavra fique em nosso coração hoje e sempre e que hoje possamos dizer com toda a força do nosso coração, não mais eu, mas Cristo. Não sou eu, como dissemos no início do nosso culto, não sou eu a governar, não sou eu a reinar. Eu sou Súdito. Eu apenas me submeto. Nos ajude, Senhor, a entender que o evangelho não é uma lição de um mestre
apenas para seus alunos, que o evangelho pode ser uma lição, mas acima de tudo é uma ordem. É a ordem expressa de um rei que veio até nós e nos chamou para uma campanha de invasão deste mundo com a glória do reino dos Céus. Receba o nosso louvor nesta manhã, Pai, no nome de Jesus, o rei, teu filho, oramos. Amém. [Aplausos]