a última sessão que nós queremos comentar de rarupis Espíndola é essa aquele denomina fronteira e narrativa representação ufanista do presente do futuro é esse texto se encontra das páginas 196 a página 202 do texto do nosso autor o texto começa falando das narrativas sobre o Vale do Rio Doce que defende essa posição de que estamos falando da terra da terra prometida da Terra das promessas da terra onde corre leite de mel aí nosso autor vem nos alertar dizendo assim que essas narrativas elas vêm sendo feitas segundo As Memórias de extratos mais elevados da pirâmide social
Então são esses que fazem essa narrativa essas opiniões desses autores elas se conserva em textos impressos locais de memória como monumentos toponimos logradouros museus agora Alerta haruf que um autor chamado Crono diz o seguinte que essa são narrativas dos que se auto define como Pioneiros Os Pioneiros do Rio Doce e a visão por no copiana que será que quer dizer isso né corno copiana é a visão da abundância corno é chifre copiana cópia chovia copiosamente abundância então é aquele chifre da abundância da mitologia grega E aí o indora gosta de usar muito esse termo Essa
visão corno copiana que é a visão agora dos Pioneiros que é uma visão ele diz muito comum todos aqueles que ocupam uma zona de fronteira que abre espaço que abrem caminhos mas ele disse que sim outros lugares essa visão ela acaba passando depois das primeiras gerações não aconteceu isso no Vale do Rio Doce porque essa visão corno copiando acaba precisando passada agora os fazendeiros aos Agentes do Capital fazendo desaparecer os vários tempos anteriores ao da Constituição da propriedade privada da terra essas narrativas a visão corno cupiana e essa narrativas feitas por os donos do Capital
apagam a temporalidade associada aos índios Aos mestiços aos negros pardos gente desclassificada que juntamente com militares jagunços missionários garimpeiros e aventureiros efetivamente ocuparam o sertão do Rio Doce entre 1800 1910 o mesmo em 1930 disse Espíndola veja que essa história contada né pelos Pioneiros é uma história que não tem contradições eles lembram bem a fase do bom da economia diz Espíndola É principalmente a fase entre 1930 e 1960 e assim constrói uma uma história falando todas as riquezas que tem a terra lembrando principalmente que é uma terra fértil para cultivo de cereais é uma terra
que tem muitas reservas minerais dos solo é uma terra que tem pastagem naturais condições climáticas favoráveis aos rebanhos tem uma uma calculável com lenço Florestal que é fonte Próspera da indústria da serrarias e das exportação de madeira e ele diz ainda que esses Pioneiros estão assim focados na expectativa de chegar logo a industrialização E para isso a região está preparado oferecendo potencial hidrelétrico e também matéria-prima Espíndola faz uma pesquisa é de artigos dessa época e chega na revista Acaiaca que traz vários artigos defendendo o progresso e a riqueza sempre Aquelas mesmas bases né que é
um local de Entroncamento ou do Ferroviário solos férteis madeiras virtual rico e sempre aquela visão otimista é construída por esses Pioneiros e publicada agora Espinhos da lembra que também tem pessoas que vão dizer algo diferente do que diz esses Pioneiros em 1951 regra né de um artigo da revista brasileira de geografia né vai falar que o Vale do Rio Doce já não é mais uma zona de Fronteira na zona de pioneiros que agora a zona de fronteira mais forte é justamente a bacia de São Mateus não mais aplicar É não mais Vale do Rio Doce
e o texto aprofunda um pouco essa ideia dizendo que a revista Acaiaca é a revista dos Pioneiros é a revista dos fazendeiros os empresários das grandes companhias com as Siderúrgica de água mineira então é interesse deles passar essa visão corno corno copiando mas ele vai dizer que essa visão é corno copiana ela vai embaçar a consciência dessas pessoas vai impedir que elas reconheçam a devastação das florestas e ao mesmo tempo possibilita é essa esse exagero Essa visão fanista Essa visão que não corresponde segundo Espíndola não corresponde a realidade que já agora é outra mas os
pioneiros insistem nessa ideia de progresso da região Então o texto começa a demonstrar que também existem outras narrativas então onde alguns vem Progresso outros vão ver devastação e nem sempre essas narrativas são as mais fortes mas existem mas existe todo um esforço de construir passar essa ideia de progresso interessante eu destaco aqui um texto onde Espíndola diz que essa visão é a visão que é passada nas escolas que é passada para as crianças e adolescentes vamos ver junto aqui esse texto aqui que eu destaco aqui já que nós somos professores trabalhamos com escola isso otimismo
e essa idealização da paisagem Florestal ainda são encontrados segundo Rocha e Barbosa no manual escolar o estado de Minas Gerais para orientação dos professores da terceira série primária o título da quinta parte é A Fabulosa zona do Rio Doce Logo no início anuncia que sobrevoar o Rio Doce é algo inesquecível Mas a frente descreve uma paisagem variada formada de recursos e belezas após ela estar reservas de Ferro avistamos reservas de latas e é toda uma variedade de verde então Conserva o mesmo horizonte expectativa de progresso e riqueza afirmando ser o futuro grandioso para o Vale
que produz tudo quanto se possa imaginar bom então tem essa narrativa construída que vai chamar de consciência é uma visão embaçada da realidade e ele começa a buscar então outros textos que não tem tanta penetração mas que estão presentes falando de devastação e falando daquilo que não corresponde ao discurso dos Pioneiros E aí a pesquisa de Espíndola começa a demonstrar que existem outras narrativas eu destaquei aqui essa narrativa de João dos Passos João dos Passos é um romancista norte-americano que viveu de 1896 a 1970 e ele visitou a região e publicou na obra Brasil desperta
as suas impressões sobre o Vale do Rio Doce colhidas em 1948 Veja só o que diz então o nosso texto dispendo sobre o comentário de João dos Passos o romancista norte-americano descreveu uma paisagem completamente diferente ele viajou por diversas regiões do Brasil visitando diferentes sítios entre os quais a cidade de Governador Valadares ele descreveu o que viu quando o avião em que estava decolou de Governador Valadares com destino a Itabira ele não viu florestas opulentas mas pastagens em Chamas comecei a perceber como estava devastada da região o fogo abri a feio Os Vermelhos nas encostas
nuas montanhas fumegavam como papéis Queimados numa lareira diz o romancista Então essa é uma das narrativas que é contradiz aquela narrativa dos Pioneiros e que demonstra que nem todo mundo está com essa visão embaçada a respeito da região a partir daí então Espíndola vai encerrar essa sessão com esse parágrafo que eu transcrevi aqui mas antes de ler o parágrafo eu gostaria de lembrar algumas coisas primeiro o próprio nome do artigo qual é o título do artigo Vale do Rio Doce fronteiras industrialização e colapso ambiental bom Vale lembrar também que o artigo foi publicado no primeiro
semestre de 2015 ou seja antes do rompimento da barragem de Fundão outra coisa que vale lembrar é um artigo que fala do Vale do Rio Doce a gente sabe que a bacia do Rio Doce muito Ampla a maior parte fica em Minas Gerais Vale do Rio Doce maior parte fica em Minas Gerais mas eu penso que muitas dessas coisas que foram ditas podem nos ajudar a ler a nossa realidade que é parte do Vale do Rio Doce eu chamei de Vale capixaba do Rio Doce como é que ele encerra Então essa sessão e é bom
te comparar e ver como é que isso pode nos ajudar se tem alguma coisa a ver com a nossa realidade a história do Vale do Rio Doce é uma história do rompimento do equilíbrio entre o potencial Ecológico e a exploração biológica biológica isso é entre relevo clima e hidrologia de um lado e a vegetação solo e fauna de ovo a paisagem sofreu Profundas modificações entre 1940 e 1970 em função da exploração extrativista da eliminação da cobertura Florestal da redução drástica da fauna das alterações físicas e químicas dos solos da contaminação das águas superficiais e lençóis
freáticos e da degradação acelerada das Vertentes gerando problemas ambientais de longo prazo será que isso tem alguma coisa para dizer para nós essa parte capixaba da Bacia do Rio Doce então uma vez finalizada aquela sessão que nós estávamos discutindo a pasta então para finalização para conclusão do artigo E aí vale a pena ler nos trechinhos essa conclusão também peço mais um pouco a paciência de vocês tem que dizer assim no século 20 a lógica que comandou o processo de territorialização é dada pelo movimento do Capital privado Nacional estatal estrangeiro Considerando o espaço e o tempo
tem-se os elementos tradicionais mencionados aí o espaço é o Vale do doce e seus recursos naturais e o tempo é o período de industrialização brasileira entre 1930 e 1970 Quais são os elementos relacionais mencionados então começando os agentes das grandes empresas a belga mineira sesita a companhia Vale do Rio Doce Usiminas e outras mais e mais o objetivo de extração dos recursos naturais e a exportação para os centros industriais do Brasil ou do exterior outro elemento que se relaciona as estratégias expressas na forma de diferentes condições Quais são as condições a tecnológicas carvão vegetal infraestrutura
e transporte de transporte energia etc de jurídicas propriedade privada da terra garantir as contratuais regulação da força de trabalho Associação de capitais etc econômicas mercado de mão de obra fretes satisfatórios abastecimento de matéria-prima entre outras de sociais controle da força de trabalho urbanização mínima condições áreas adequadas sistema de saúde educação entre outras coisas Espíndola fecha o artigo com esse parágrafo os códigos que governam o processo de territorialização pode ser sintetizados assim os da racionalidade econômica e técnica os da ideia de progresso e Terra Prometida os da industrialização os da modernização quanto o atraso a apatia
e a ignorância o código político jurídico foi uma combinação da jurisdição Estadual sobre o solo e do Estado Nacional sobre o subsolo águas e florestas o destaque fica com o direito de propriedade como fundamento jurídico que integrou o Vale do Rio Doce a ordem superior da política nacional dos interesses de Minas Gerais e do Espírito Santo e do capitalismo e assim ele fecha o artigo pois bem Pois então nas diversas leituras que eu fiz eu fiz questão de trazer esse artigo embora tanto longo possa ser cansativo também estudá-lo mas eu penso que ele traz elementos
que vão nos ajudar a jogar luz sobre tudo aquilo que vem no nosso curso pela frente sobre a nossa visão da realidade sobre aquilo que a gente vai estar comparando vendo é daquilo que tá sendo escrito dito com as nossas experiências aí pessoais isso que esse artigo vai fazer diferença nos nossos estudos Obrigado até a próxima