[Música] olá sejam todos bem vindos ao programa ciência aberta no segundo episódio de 2019 nós traremos um tema comum a todos nós o envelhecimento você sabia que o número de pessoas acima de 65 anos hoje ultrapassou a população mundial 10 a 4 anos de idade é isso mesmo estudo publicado nesta Semana pela organização das nações unidas a onu mostra que hoje temos 705 milhões de pessoas com idade acima de 65 anos ea população de zero a quatro anos é de 680 milhões o impacto disso na sociedade e como poderá mudar as próximas gerações vai ser
discutido aqui hoje no programa ciência aberta ea gente começa o nosso debate com um vídeo trazendo informações sobre esse tema [Música] O percentual de idosos no brasil cresceu de 4,1 por cento em 1940 para 10,8 por cento em 2010 este número segue crescendo e deverá chegar a 12% em 2020 a tendência é mundial segundo estimativa da onu em comparação com 2010 17 o número de pessoas com 60 anos ou mais deverá dobrar até 2050 e mais do que triplicar até 2100 passando de 962 milhões em 2017 para 2,1 bilhões em 2050 e 3,1 bilhões em
2006 essa transição demográfica é sustentada Pelo avanço da ciência e ao mesmo tempo segue no foco do interesse pelo envelhecimento e por temas correlatos pesquisas voltadas para a compreensão dos mecanismos do envelhecimento e para a identificação prevenção e tratamento das doenças associadas aumentaram expressivamente em escala global políticas públicas voltadas para a população idosa e iniciativas individuais precisam ser conjugadas para que o envelhecimento não comprometa a Qualidade de vida entre os piores fatores prognósticos para o envelhecimento não saudável estão obesidade alcoolismo tabagismo e sedentarismo corrigir a dieta reduzir a quantidade e melhorar a qualidade dos alimentos
praticar exercícios físicos regularmente rotativos com a faixa etária e preservar as atividades cognitivas ea criatividade são receitas para o envelhecimento saudável e prazeroso Para debater temos connosco três especialistas no assunto vieira duarte professora da escola de enfermagem e da faculdade de saúde pública da universidade de são paulo e coordenadora do estudo sabe saúde bem estar e envelhecimento um projeto de pesquisa de longa duração apoiado pela fapesp alexandre kalache médico epidemiologista o presidente do centro internacional de longevidade a seção brasil e presidente Da aliança global de e hélices e luís ramos médico um dos criadores da
disciplina de geriatria da escola paulista de medicina da universidade federal de são paulo unifesp e coordenador do centro de estudos de envelhecimento da mesma instituição eu só deixando os olhos de almeida diretora de redação da revista pesquisa fapesp e será a mediadora dessa conversa na platéia temos estudantes universitários de diversas instituições Os cursos de graduação e pós graduação em gerontologia e geriatria e áreas afins além de pesquisadores e convidados da fapesp muito obrigada pela participação e pela presença de todos lembrando que o programa é resultado de uma parceria da fundação de amparo à pesquisa do
estado de são paulo à fapesp com o jornal folha de são paulo então pra começar eu gostaria de saber do ponto de vista da ciência o que causa O envelhecimento humano luís boa tarde todos e todas agradeço o convite científico felizes com esse tema tem suscitado assim encontra né agora o que causa o envelhecimento humano a gente tem que dividir em dois tempos né a o ser humano basicamente é um ser que não se conforma de viver pouco então ele procurou formas de viver mais né em tempos muito antigos as pessoas vivem Em média 25
30 anos não dava nem pra falar de envelhecimento quando se superou graças à inteligência a aaa capacete a essas causas evitáveis de morte de morte precoce o indivíduo começou a viver mais tempo e começou a entrar água que a gente chama de uma fase de envelhecimento que basicamente os mecanismos de como se fosse uma máquina a máquina telhas mecanismos que desgastam e mecanismos que reparam só que no caso do do corpo Humano esse mecanismo de reparo é intrínseco então esses mecanismos de reparo de lesões se tornam menos eficientes na medida em que o tempo passa
então até os 30 40 anos que é o período reprodutivo do ser humano todos os mecanismos de reparo estão muito atentos e muito eficientes na hora que passa esse tempo da reprodução esses mecanismos de reparo vão se tornando menos eficientes e aí o desgaste se Torna maior e aí isso evolui eventualmente para uma morte nesse período a a principal a função do nosso organismo ele é de uma certa forma cronometrado geneticamente pelo telômero então nosso dna já existe uma pontinha lá que é o telômero aqui na medida em que o tempo passa e vai diminuindo
e ao diminuir ele torna menos eficientes esses mecanismos de reparo e é isso que Explica de uma certa forma esse declínio funcional que combina eventualmente com a morte da pessoa então esse tempo entre a a vida jovem com todos esses mecanismos atuantes até a morte aumentou muito de uns tempos pra cá na roma antiga o indivíduo vive em média 25 anos e hoje vive 85 e 60 anos foram ganhos graças à inteligência humana a medicina as melhoras sociais que fizeram com que o indivíduo tempo romano nada Luís eu quando nasci nesse país a expectativa de
vida pra mim para a minha geração era de 43 de nem precisa ir lá pra tempo não é tudo muito recente gente a gente tá ganhou nesse tempo de vida meu que não é tão longo assim a gente ganhou quase 40 anos mais de vida e então é essa velocidade mas tem uma coisa também os pais dos telômeros eles sofrem influências do meio ambiente e você pode achar tais pelo menos não só por Carga biológica mas também pelas influências das infecções da poluição das condições de vida que a gente vive então é é complexo e
tem um aspecto biológico mas tem um aspecto que é do meio ambiente de escolha seja em falar sobre o solo nessas atuariais reviver mais aqui e levou o homem a descobrir formas de sobreviver mais tempo e diminuir esse desgaste e como que a gente define então hoje a gente vive mais quer ver a partir de que Momento a pessoa é considerada idosa o envelhecimento tem um marco pelo pelo isso é quando para onde a idade reprodutiva mas não é assim que a gente define o idoso habilidade envelhecendo estamos todos nós aqui até antes da concepção
não preciso nem nasceu gente já envelhecido mas a gente precisa de números a gente precisa definir tem critérios e referências proporção de idosos entre as nações unidas ea organização mundial da saúde onde Trabalhei três anos define ainda a pessoa idosa como tendo mais de 60 anos há uma pressão grande sobretudo os países mais desenvolvidos porque 60 anos nós temos aqui o prazer de ter a a a presença da cônsul da cônsul da holanda não dando uma pessoa de 60 anos a jovem para nós de um nível sócio econômico alto a ter 60 anos não representa
muitos réus são os 40 de antigamente mas a gente precisa de números para poder pensar em políticas de referência os Indicadores estão continua sendo de 60 anos porque os países em desenvolvimento inclusive o brasil a definir em que é de 60 anos em alguns países já a definição de 65 e aí a gente começa a criar subdivisões os idosos os idosos não muito idosos os idosos os idosos e aí de 60 aos 69 dos 70 79 dos 80 mais super idosos centenários minha mãe é centenária no entanto eu tô na mesma gaveta que a minha
mãe eu tenho mais de 60 ela também tão cinco Décadas a gente considera de 60 pelos 110 então a gente precisa de indicadores ea definição ainda universalmente que é adotada pelo é de 60 anos e aqui no brasil existe uma questão de legislação é por lei no brasil pelo estatuto do idoso pela política nacional de 12 doze considero no brasil considerada pessoa a partir dos 60 anos de idade porém o que não significa que esta determinação etária ela é reconhecida em Termos de benefícios e em termos de outras coisas o idoso a partir de 60
anos agora a partir disso você tem outras divisões no percentual de idosos na população brasileira ela tem crescido e como se deu essa transição demográfica no brasil nos últimos anos últimas décadas a transição demográfica aqui no brasil aconteceu da mesma forma que aconteceu na europa a defasagem foi de tempo europa aconteceu no início do século passado e aqui aconteceu me e no Retrasado desculpa e aqui aconteceu no início do século passado que é basicamente uma mudança na equação entre mortalidade e fecundidade ou seja o homem começou a morrer - de causas evitáveis e paralelamente se
as mulheres começaram a ter menos filhos então você começa a ter pessoas vivendo mais e entrada menor de crianças na população esse processo tem uma dinâmica que a europa demorou 200 anos aqui vai demorar Cem anos então a diferença é de tempo nós estamos no mesmo processo começamos a morrer - começamos reproduzir mesmos - só que foi comprimido num tempo muito menor do que na europa então a nossa capacidade de adaptação a esta nova realidade vai ser muito menor do que nos chamados países em desenvolvimento têm uma idéia deixando a frança foram licenciados 145 anos
para dobrar a proporção de idosos de 10 para 20 por cento de 1845 1900 conjunto o Brasil vai dobrar de 10 para 20 e 19 anos é uma geração então a gente vai ter que sem os recursos que uma frança rica ao longo do século 20 e tênis tem que se adaptar e desenvolver políticas para tudo que a gente vai ainda falar de cuidados de toda essa transição democrática a transição epidemiológica mas tudo muito curto e se eu pudesse resumir como recado os países desenvolvidos eles primeiro enriqueceram Para depois envelhecer nós estamos envelhecendo em pobreza
e não é só em pobreza com muita desigualdade não há diferença entre a forma como nós vamos conservar elite estamos envelhecendo daqueles que moram nas comunidades pobres no interior abandonado e certa é diametralmente oposta coisa que para a frança já era muito mais igual um processo muito mais bem distribuído para a população como um todo Quando eu estava na escola se dizer que o brasil é um país de jovens e hoje em dia isso já não é mais verdade ou ele é a gente já chegou nesse ponto de inflexão ainda não não depende muito porque
o brasil ainda é um país que tem uma população relativamente muito mais jovem que o japão só que nós estamos hoje na apresentação foi falado do centro creio que é 14% hoje a proporção de 60 mães hoje mas em 2050 Daqui há 30 anos nós seremos tão envelhecidos contra o japão o país mais envelhecido de hoje que é que aqui têm entre 30 e 60 anos podem levantar 1 vocês são os idosos em 2050 no sonho não então você tem que considerar isso é o futuro de vocês é custo de vida os adultos de hoje
que já estão aí 30 6 60 anos terão 60 a 90 anos daqui a 30 anos é um peteleco internet trajetória do mundo sai no jornal do dia manchete que em 2040 já alguns estados brasileiros Vão ter mais pessoas com mais de 60 anos o que com menos de 14 então se processo está sendo muito rápido e isso tem sérias implicações para o inconsciente coletivo que como é que nós vamos nos preparar para isso toda essa discussão da previdência o que deveria ter sido travada há 20 anos atrás agora a fã assim a no afogadilho
tendo que ser resolvida as nossas estimativas né todos os trabalhos feitos todas as nossas Estimativas na verdade acabaram ficando subestimados envelhecimento acabou da população acabou acontecendo de uma forma mais rápida para você pegar o último censo o último censo a estimativa de possíveis por exemplo mais nojentas de 80 anos e mais era em torno de dois milhões e meio quando o censo foi realizado encontrou-se quase 3 milhões de pessoas com 80 anos mas então a própria estimativa ficou subestimada então nós estamos envelhecendo mais Rápido do que todas as projeções uma questão que o caso como
em toda a diferença de renda é a diferença de renda mas tem uma influência direta no na expectativa de vida e e você pode comentar um pouco sobre como é como tentar foi foi desenvolvido um estudo aqui na cidade de são paulo mesmo em 2016 é que mostrou por exemplo que pessoas a expectativa de vida de pessoas que nascem nos jardins por exemplo de paulista por exemplo na região dos Jardins é em torno de 80 79 anos e meio e quem nasce no jardim ângela na zona sul extremo sul da cidade de são paulo é
de 55 anos então por aí a gente pode ver a grande mais de 20 anos de diferença entre duas regiões na mesma cidade de são paulo com diferenças sócio sociais extremamente importante sair nós estamos comentando um pouquinho né é no muro da praia no morumbi entre um lado do muro do morumbi o outro lado do muro a paraisópolis nem precisa andar Tanto em são paulo você vai ter uma diferença de expectativa de vida bastante significativa porque por condições sociais com o impacto muito grande em relação a isso acentuando alexandre que a desigualdade no brasil ea
nível global e vejo que a demanda está aumentando e isso que é inadmissível porque essa diferença de expectativa de vida que vai diferencial de paraisópolis para aquele que é de Morumbi da rocinha para são conrado barra da tijuca lindo pra minha cidade ela cada vez mais acentuada isso é inadmissível eu trabalhei em nova york na minha sala e olhava para um centro opaca equidistantes da minha sala tinha a appa este que é a zona mais rica onde estão os grandes museus anson mais rica com expectativa de 89 anos e dois quilômetros por outro lado está
um rali Com 20 anos de expectativa de vida diferença ela escolher será que eu pulo para o lado esquerdo dois quilômetros e votei expectativa de vida de 89 ou será que eu tenho uma má escolha de dobrar à direita e vou perder 20 anos em londres uma sociedade muito mais equalitária que a nossa se você sair de um bairro pobre como kilbane for pra rami santa naqueles ônibus de dois andares típicos para cada 200 metros que você vai em direção ao Ramo instante você ganha um ano de expectativa de vida são dois quilômetros 10 anos
expectativa de vida a desigualdade ela está hoje mais acentuada mais concentrada a renda de um por cento da população equivale ainda de 90 porcento a nível global no brasil é pior é claro que isso vai ter um reflexo não só na quantidade de anos que a gente vai viver mas a forma ea qualidade desses anos e ainda um comentário você estava Fazendo um pouco mais cedo era de que não é só uma questão de que nesses bairros mais pobres as pessoas morrem mais cedo e no sentido de serem assassinadas ou o sofreram violência é o
henry condições de vida piores no transcorrer da vida porque justamente porque estão em piores condições sociais elas vão adoecer mais elas vão ter piores condições de atendimento elas vão capacitar mais precocemente é então isso vai gerar muito possivelmente acabam Também adoecendo e morrendo mais cedo porque no transcorrer da vida tiveram piores condições de saúde e de acesso a atendimento de qualidade e no es compacto vai ter na sociedade olha acho que vai tomar em prática o impacto imenso e é bom lembrar que embora existam as diferenças sociais elas acarreta em diferenças na expectativa de vida
final alguns avanços ambientais e sociais e de saúde fazem Com que mesmo a pessoa não condição muito ruim de vida vá viver muitos anos então a chegar aos 60 anos está quase que garantida a sociedade atual o problema é com que qualidade com que estrutura física você vai chegar aos 60 anos e aí faz toda a diferença se dá em paraisópolis está no jardim américa nessa e aí que vai ser um grande problema porque a grande maioria da população como foi lembrada tá mais pra paralisa obras do que para jardim América então essa grande população
que vai quase que inevitavelmente chegará em idades que antigamente eram impensáveis vamos chegar em condições de vida muito ruins e vai sobrar obviamente para o sistema de saúde o sistema social resolver esse problema dessa forma um atrevimento brasileiro via tanto né ela previu como é que você se atreve a chegar os 70 e os 80 anos mas o que é importante a gente lembrar Não é só que foi assassinado que foi vítima de violência do início da vida ao final você tem sendo pobre muito mais rico risco de ter uma gastrointerite uma infecção respiratória de
ter um salão amplo está montando e como você também vai ter um risco muito maior de ter um derrame de você ter câncer você pedro insuficiências renais cardíacos não encontrar um posto de saúde um serviço unificado de saúde adequado decente nós estamos retroagindo nós estamos voltando Para trás então isso manta não mata do início ao final da vida aquele que tem na base da pirâmide social a por baixo está a questão da doença é que ela não é só a doença do envelhecimento é tem a questão da capacidade funcional exatamente quando é assim eu falo
que uma mudança de paradigma com o envelhecimento antigamente as pessoas viviam menos né e viviam - porque elas tinham doenças fatais mas com mais comumente as doenças Infecciosas é uma doença que tem uma solução binária ou você morre ou vocês cura mata omisso cura uma turma bicho você morre esse é um paradigma que se resolve rapidamente em 15 dias se resolve isso agora quando uma pessoa se descobre diabética ela tratando bem ou tratando mal esse diabetes ela vai viver mais 30 anos só que ela pode viver mais 30 anos muito bem ela pode viver mais
30 anos muito mal e aí não vai depender mais da Doença em si vai depender de como ela vai cuidar do corpo e da doença dela para sobreviver 30 40 anos bem com boa qualidade de vida então muda o foco é você não tem mais aquele paradigma que resolve rápido ou sobreviveu morre agora você sobrevive com que qualidade é que a gente vai ter que discutir e os fatores que vão influenciar nisso portanto a gente sai da doença como fator principal e falavam com que capacidade funcional eu vou sobreviver e Esse é o ponto é
esse fã dos gramados grandes mudanças da política nacional de saúde do idoso em 2006 mudou-se a política então a questão da avaliação funcional de como idoso é capaz de gerir a própria vida em termos de funcionalidade passou ser determinante da organização de serviço da organização das políticas de saúde então por exemplo em cima do que o mundo estava comentando aqui na cidade de são paulo é o que a gente pode observar nos Últimos dados do sabe que é a segunda doença mais prevalente dos idosos de são paulo é doença articular a doença articula não vai
matar mas lá em capacitar vai limitar lo significativamente não vai sair de casa e não consegue tomar o ônibus não consegue fazer contas nem consegue fazer muitas coisas e com isso ele vai ter uma um comprometimento significativo da qualidade de vida no transcorrer do seu envelhecimento O envelhecimento com saúde e qualidade de vida justamente o tema do nosso próximo bloco então a gente encerra esse bloco ainda com muitas perguntas até já [Música] neste segundo bloco do programa nós falaremos sobre envelhecimento com saúde e qualidade de vida então a gente sabe que muitas doenças estão associadas
ao envelhecimento então a minha primeira pergunta vocês é obesidade tabagismo alcoolismo e Sedentarismo qual destes fatores têm maior impacto do envelhecimento todos eles têm um tremendo impacto esses quatro fatores que a dieta inadequada o álcool o tabaco ea falta de exercício físico o sedentarismo eles são fatores de risco para as grandes causas de morro de doença e de mortalidade no dia em que a gente envelhece então você pega câncer você pega problemas de saúde mental você pega Vários tipos de câncer doenças cardiovasculares diabetes hipertensão todos além dos problemas ósseos e musculares eles têm incomum essa
mesma raiz que são os quatro fatores risco a gente conseguisse controlar através de medidas de saúde pública e de políticas sustentáveis para ajudar a população envelhecer diminuindo a prevalência dos quatro fatores de risco e têm um tremendo impacto naquilo que causa Sofrimento e morte à medida em que a gente merece a questão é que esses fatores sempre existiram só que muito recentemente em que eles ficaram na berlinda e como os grandes responsáveis por esse decréscimo funcional que acaba levando a doença ea perda funcional a questão que está em aberto é com que eficiência eu consigo
fazer com que as pessoas mudem seus hábitos mudem seus costumes e a façam com que esses fatores Deixem de ter uma influência essa é uma pergunta que não está respondida nós estamos focando isso agora em estudos longitudinais tentando promover a mudança desses hábitos e consegui tentar avaliar o que a mudança desses hábitos acarreta numa menor perda funcional conseqüentemente numa longevidade mais saudável essa é uma pergunta que tem aberto porque saber que a álcool fumo e sedentarismo prejudica a saúde já é Relativamente um conhecimento já relativamente adquirido que nós não sabemos é com que a eficiência
nós conseguimos mudar esses hábitos atesta contas do estado luso você é um pouco mais novo que eu não tanto já foi bem mais novo que ama já não é tanto e quando você coloca a quantidade de pessoas que fumava 30 40 anos atrás e com para hoje nós temos uma tremenda história de sucesso de saúde pública que nós venhamos de 44% da população adulta Que fumava e hoje nós estamos abaixo do padrão ouro de 30 anos atrás que no canadá que tinha 17% eles continuam com 17% e nós estamos abaixo de 10 o que aconteceu
nesse país indisciplinado que são as mesmas pessoas e que de repente uma consulta em ciência de medidas legais não pode proibido não pode fazer propaganda não pode fazer patrocínio disso daquilo não pode fumar se tiver uma cobertura em cima da sua cabeça você tem educação sanitária desde Cedo a criança que pegar o pai fumando vai dar uma bronca som vai fumar na minha frente não de jeito nenhum estava me prejudicando então educação que medidas legais sim país fiscais tornando o preço do cigarro mais caro fez com que a gente tenha esse tremendo sucesso de saúde
pública que é pouco celebrado então é possível o que está faltando é regular pode inventar depois ninguém indireta e servir a deus e ao cigarro tem a coisa da morte do Câncer tal agora mudar hábitos alimentares e mudar hábitos de vida em termos de incorporar exercício não é tão simples como foi no tabaco no sentido de que o tabaco tinha uma ameaça muito mais objetivo e nem tão complexos porque se fosse isso o canadá e itália como a gente está hoje e de repente a gente bateu a perna no canadá e na holanda se fuma
mais do que no brasil hoje tem uma coisa complementar ao que tanto risco só a classe está falando É nós temos que lembrar quem são os nossos idosos que estão entrando hoje nas novas nossa corte de idosos nas 60 anos e mais são justamente as pessoas que viveram numa época que culturalmente fumar bonito beber socialmente bastante e não praticar a atividade a questão da tua vez exercício físico da atividade física coisa bem mais recente já então não ter esta cultura de atividade física fazia parte da educação Na vida de certa então essas pessoas não cresceram
com a cultura fitness como nós temos hoje é e agora elas estão chegando aos 60 a 65 anos a pergunta que nós fizemos não sabe é que idosos são esses será que esses dons são tão glamourosos quanto a mídia coloca será que eles estão tão bem assim como a mídia costuma trazer dizendo então estão ótimos estão fichas estão lindos maravilhosa e é assim o que nós podemos Ver aqui é isso não é exatamente verdade é infelizmente eles estão chegando com mais incapacidades hoje do chico que chegavam as primeiras coates no ano 2000 quando nós começamos
sabe é os idosos que hoje tem 80 90 100 anos naquela época chegava com menos em capacidades aos 60 anos do que chegam hoje os idosos com 60 anos e eles como disse aloísio que eu acho que o anteriormente vão viver muito e gostaria de dizer que há essa noção de que o que importa é a Capacidade funcional a gente adquiriu há uns anos atrás de começou nosso estudo a gente tem um estudo de segmento lá na vila mariana não é uma área demarcada da vila clementino a gente chamou de estudo é piedoso que a
primeira conclusão marcante foi que na hora que a gente analisou a evolução e as causas de morte nas causas de morte não apareceu nenhuma doença o que apareceu foi perda funcional e cognitiva e física Então a partir daí nós começamos a trabalhar nessa noção porque assim o no caso do do tabagismo influem diretamente algumas patologias mas não caso é não apareceu nenhuma dessas patologias porque o que estava importando era o quanto a pessoa tinha perdido de função tanto física como cognitiva tanto que agora nosso investimento em termos de pesquisa saber como que você consegue controlar
essa perda funcional através de medidas de Promoção de saúde a palavra mágica hoje promoção de saúde nessa fase da vida focando dessas questões que não são tão assim claras para as pessoas que fumar faz mal o sedentarismo faz muito mal uma dieta inadequada faz muito mal uma vida sem atividade intelectual também faz muito mal e como que você a nível de saúde pública reverte isso ou luta contra isso essa é a grande questão que acho que está colocada pra para o Sistema de saúde e pra quem pesquisa nessa área justamente até gente sabe que faz
mal mas o quanto a gente sabe o agente o quanto a gente sabe o quanto a fazer o contrário faz bem a convencer que aquela fumaça faz mal é mais fácil do que se convencer que aquele hamburgo e que se acostumou a comer faz tão mal quanto e você precisa mudar o seu lado dele não só isso se você vive em paris obras e você sabe que fazer atividade física é muito legal Você deve exercitar e evitar o sedentarismo mas você mora num lugar que não tem calçada que não tem iluminação aos que têm violência
tem bandido e que você chega depois de 12 horas entre trair para o trabalho em péssimo transporte público trabalha exaustivamente chega em casa às oito da noite exausto e alguém que bate no ombro fala assim agora vamos fazer um jovem não mas eu nem ligo acionado next tão emocionada o cancelamento individual eu Vou ser ter as políticas políticas de lei para que possa sustentar e fazer com que as escolhas mais saudáveis sejam as mais acessíveis e baratos e aproveitando aqui uma pergunta da platéia e levo gonçalves pergunta se você espera se tem uma percepção de
que hoje têm melhores políticas públicas para os idosos vocês estão falando que faltam políticas são maus mas os que existem são melhores ou eu acho que a gente já tem um longo caminho pela frente que é isso que o Alex falou é o problema como é que você prescreve ações de boa saúde para pessoas que não têm como sons de fazê la no seu dia a dia então esse é o desafio da saúde pública que saber que o exercício é bom a gente já sabe há muito tempo como eu disse o impacto disso em termos
concretos a gente não está estudando mas a saúde pública tem como missão facilitar para que só há a atividade física seja viável para todo mundo a questão dos bairros Amigos das cidades amigas um caminho um pouco por isso que vem quando a gente chega na vila clementino primeira coisa que a gente fez pra tentar promover saúde foi entender o que existia no bairro quais as facilidades e as dificuldades que aquela população encontrava para por exemplo encontrar uma forma de fazer uma atividade física regular a partir daí a gente conseguiu fazer uma promoção de atividade física
muito mais Eficiente muito mais efetiva porque a gente entendeu com essas limitações e passamos a tentar contornar aquelas aquelas limitações porque isso é o que está na nossa frente como é que faz para adquirir esses hábitos de vida saudáveis estão deixando se você me permite deixou só comentar porque teve uma pergunta no intervalo o que essa cidade amiga do idoso a organização mundial da saúde quando eu era diretora 12 anos lançou uma base com Estudos empíricos com um a um protocolo comum um base em 35 bairros fazendo simultaneamente esse estudo nessas 35 cidades sobre oito
dimensões que têm influência sobre o dia a dia de todos nós desde políticas de transporte de de moradia de inclusão social de educação acesso ao trabalho de 101 sul depois foi sendo replicado e hoje são mais de 3 mil cidades que estão fazendo aquilo que por exemplo foi feito na vila clementina Nós temos exemplos no brasil de pelotas em jaguariúna estão fazendo são os dados do preto e ao de alguma forma mas não muito bem feito várias outras cidades tão yeda eu acho que o caminho a gente sabe as políticas que a gente precisa nível
internacional elas podem ser adaptados para o nosso meio o estatudo do idoso a gente tem sim uma lei desde 2003 que não existia antes a gente deve saber hoje muito melhor o que fazendo o que sabe antes Mas a questão de ter recursos e vontade política séria sem populismo de por exemplo de repente lançar um projecto que se chama brasil amigo do idoso sem orçamento com o prefeito assinando eu vou abrir não é isso tem que ser feito com seriedade e esse nosso pessoal complementando escalar falou acho que é assim e respondendo até é nós
temos críticas nós temos boas políticas é redigida as Escritas assim não sei se nós precisamos de mais políticas nós precisamos executar as políticas há pouco tempo atrás nós tínhamos a questão do envelhecimento e do idoso como o primeiro é o item que o pacto nacional de assistência à saúde mas sim verba sem nada pra isso então vira populismo então não precisamos de mais políticas precisamos que as que existem sejam executados pegando esse gancho do financiamento pra você poder chegar Nesse ponto aproveitando que a gente tá aqui na fapesp né o estudo da do bairro amigo
do idoso na vila clementino foi financiado pela fapesp um projeto pessoas associação com o ministério da saúde permitiu que a gente mapear seu bairro e pudesse indicar para os idosos caminhos para aqueles postos pudessem adquirir seus hábitos de vida saudável então dizendo que essa é a única solução mas mostra que você precisa fazer um investimento Para conseguir fazer com que a população reconheça o lugar onde vive e as facilidades e as dificuldades para ter hábitos de vida saudáveis acerto é é uma outra pergunta da platéia que remete ao bloco anterior é do zé eduardo pompeu
que ele pergunta o aumento da desigualdade social pode impactar modo negativo a expectativa de vida podemos sofrer uma redução na expectativa de vida no brasil nós já estamos experimentando isso em outros países Para acontecer no brasil saúde gente é uma coisa muito fácil os grandes avanços que a gente lavar décadas para construir eles podem reverter muito rápido nos estados unidos por duas questões a epidemia dos opiáceos 65 mil é o número de pessoas assassinadas conhecidos no brasil fora 70 mil que desaparecem ninguém desaparecem morre o corpo nunca foi encontrado mas 65 mil nos estados unidos
morrem por Abuso de uma droga que está sendo promovida por indústrias que não são nada sério movidos público mas por outro lado você tem uma epidemia hoje nos estados unidos que a obesidade ea diabetes está levando a mortes precoces por doenças cardiovasculares por hipertensão etc isso já está acontecendo não é coisa que vá acontecer nos últimos três anos a expectativa de vida dos estados unidos em vez de crescer Começou a diminuir ea perspectiva que as crianças que estão nascendo hoje possam dizer - em média dos seus pais seus pais pela desigualdade do país ainda tem
cinco do mundo que está em número 34 no ranking de expectativa de vida muito atrás de países muito mais pobres mas menos desiguais a ficar em igualdade mata aqui no brasil é só matar ela leva uma qualidade de vida pior pra quem tá uma base para quem está em cima porque viver sem confiança sem confiar no Vizinho com bala perdida com assalto em que só pode ir aos cinemas foi no shopping porque se não tem coragem de entrar em outra sala de cinema e isso é ruim para todo mundo mas não assim aqui no brasil
um fato mais grave do que essas novas epidemias que é o recrudescimento de velhas epidemias que nós consideramos banidas então há surto de sarampo surto de uma série de doenças é da manhã a irmã então assim o brasil é um país criativo que Ele conseguiu eliminar essas doenças e agora está readquirindo essas doenças por negligência do tipo ah não quer vacinar meus filhos já não precisa vacinar e agora nós estamos assistindo surtos de doenças que eram consideradas erradicadas então isso pode também contribuir já está contribuindo com o aumento da mortalidade infantil que era outra coisa
que se achava que não iria nunca mais acontecer houve um aumento da mortalidade infantil E com isso vai afetar a expectativa de vida das gerações futuras certamente então não podemos negligenciar o que já foi o estado porque pra perder isso nesta manhã vamos dar um pouquinho de tema que é um assunto que surge bastante quando fala sobre o envelhecimento ea questão do preconceito né de ter um preconceito com relação ao próprio envelhecimento que por um lado parece paradoxal porque a População está envelhecendo com demograficamente mas por outro a gente tem toda uma cultura baseada na
valorização da juventude todo mundo quer ser jovem o tempo todo então como isso repercute na vida do idoso acho que foi um dos grandes problemas que atrasou nosso desenvolvimento de políticas públicas essa falta com falsa concepção de que a gente é um país de jovens todo mundo aqui é lindo e maravilhoso Demorou para cair a ficha de que o brasil está envelhecendo que essa população estava crescendo com necessidades específicas muito diferentes daquele brasil jovem de crianças e as políticas acabarão se desenvolvendo na mesma velocidade com que essa transição aconteceu acho que são um dos grandes
problemas falta de reconhecimento do processo além disso é até uma questão da própria sociedade enquanto a própria sociedade Não compreender que o envelhecimento é um processo natural do centro vivo todo ser vivo mas se cresce e envelhece e morre é eu não tenho que ficar jovem eterno a ciência não tem que trabalhar para a juventude até nem isso todo mundo busca a pílula da juventude eterna eu só vou ser belo e bonito se ficar jovem o que é fácil deste do amor não me interessa então eu nego a então a gente discute envelhecimento é uma
vez que eu não Quero olhar uma vez que eu não quero ver então ela nego então nós temos que entender que prédios estamos velhos ficaremos todos nós estamos envelhecendo na melhor das hipóteses eu te perguntar qual é a sua idade você disser eu disse não parece é uma hora o elogio para o goleiro não parece com muitas vezes é um é comentário hipócrita parece mas eu não vou dizer que parece e isso é o preconceito sim é verdade daí inclusive a própria pergunta né Então a pergunta natural nem começou e já muita gente ficou ofendido
se você perguntar a idade que ele já é um sonho é é um enfim uma questão que não se não se pergunta mas falando em tabus e preconceitos tem um que é maior ainda relacionada a um envelhecimento que essa a questão da sexualidade né assim apesar tantas mudanças de comportamento ainda existe muito preconceito ea idéia de que idosos não não tem direito a ter uma vida sexual bem vindo e alexandre Depende do gênero masculino você pode exercitar tem hoje tem o viagra tá cheio de cara aí que compra na segunda terceira quarta mulher é tentar
até o trânsito tem um outro presidente isso é normal mas vai a mulher expressaram interesse sexual que é uma velha sonhada que nunca se comportando que é inadequada não tem preconceito que ainda é exemplo por que você não podemos manifestar a sua sexualidade depois de certa idade Para a mulher às vezes depois dos 40 45 e o homem continua nadando então isso a gente tem que confrontar também tem outra coisa importante tem outra coisa importante que as manifestações de interesse sexual e de satisfação de prazer sexual mudou com a idade então aquela obsessão que se
tinha e que ainda se bem e para o homem sobretudo do sexo no sentido muito explícito a gente tem que mudar isso para as Outras manifestações de carinho de troca de afeto a gente tem que rever isso porque a vida não é mais de 45 anos é de 100 e aquela maratona que você não está vendo muito bem o fim que defende ser uma corrida de 100 metros ela deve ser acompanhada com essa qualidade de vida em que a satisfação sexual entra como um componente muito importante e é como você tem visto isso no ginásio
Andei tudo isso tem uma coisa é que junto inclusive com preconceito a primeira corte do sabe por exemplo as questões de sexualidade é foi o corte muito excêntrica nós trabalhamos com sete centros urbanos na américa latina e caribe as questões de sexualidade não entraram porque o méxico não permitiu era muito a desrespeitoso perguntar sobre sexualidade para as pessoas idosas então não foi perguntado aí nós achamos Um absurdo então com a de 2006 quando voltamos nós resgatamos as questões e começamos a perguntar esbarram times que o alexandre está comentando é que trabalhava assim é possível ter
vida sexual ativa senhora têm vida sexual ativa e com satisfeito o senhor está com isso sim não é de 100 ou não e ainda contamos com eles se eles estão ou não satisfeito com isso e é geralmente existe uma grande diferença de gênero mesmo os homens dizem que sim estão Então estou satisfeito por com o sim que ele diz porque não está tão bom quanto ele gostaria e as mulheres dizem que não há muito tempo eu estou muito satisfeita com este não há muito tempo e 79 existem isso varia muito ao grupo universal e não
foi você entrevista casar sem sinal junto na história certo agora é relamente alguém da minha vida nessa hora também é agora tem rodado que eu acho interessante a gente trabalhar que é parceira nós temos a vários parceiros Que trabalham conosco inclusive ser reais que não só trabalhar mas também trabalha as outras doenças sexualmente transmissíveis a resto das doenças sexualmente transmissíveis são trabalhadas o que está aumentando está aumentando entre os idosos às doenças sexualmente transmissíveis é esse aumento das doenças que não é para transmissão sanguínea certo é por contato sexual então é ilusório nós acharmos que
eles não têm contato sexual Ativa eles têm e é outra e usamos a chance que eles não querem falar sobre isso somos nós que não queremos falar sobre isso é o jovem que não sabe falar com o idoso sobre sexualidade porque é só você começar a falar com ele que ele quer sim ele quer falar muito ele tem perguntas ele tem dúvidas ele quer esclarecer um monte de coisas você dá essa oportunidade ele quer e vai querer esclarecer com você e se você Junta e os outro grande preconceito que a faltar ea realidade que nós
temos também uma população lgbt e que está envelhecendo e que o preconceito enorme inclusive em cuidados residenciais o que vão para instituições religiosas em que é proibido falar de sexo quanto mais se o sexo que não é aquele sexo considerado a norma bom com esse ponto alto a gente termine esse bloco e no próximo a gente vai conversar um pouco sobre como a ciência pode nos ajudar a envelhecer Melhor a gente já volta [Música] vimos no vídeo de abertura que o percentual da população idosa deve mais do que triplicar até 2100 no mundo inteiro e
essa transição demográfica tem sido acompanhada por um interesse maior da ciência na questão do envelhecimento então a primeira pergunta é basicamente qual o estado da arte nos estudos sobre o envelhecimento e o que a gente sabe com segurança esse respeito e ainda você Quer começar é um dos caminhos bastante importantes hoje em dia está muito ligado à questão da genômica ela está tomando um rumo bastante acentuado o estudo sabe por exemplo tem uma parceria muito significativa com os edifícios da universidade de são paulo é do genoma humano é que foi uma parceria de 2010 e
com o resultado infinito que eu creio que nós não sobreviveremos a isso por conta do genoma completo do genoma completo que foi feito do nosso Banco de dados é e vai trazer resultados muito importantes em termos disso para a ciência por exemplo é temos idosa pela manhã e desenvolvem estudos de 80 90 100 anos e mais hoje que são pessoas que não bebem fumam e 70 tudo de errado na vida mas estão ótimas então será que existiria alguma outra coisa que poderia que não explicada em termos de saúde pública que tudo que a gente tudo
até hoje que poderia estar explicando essas boas condições de vida Então existe um outro leque que precisamos explorar e que a ciência está abrindo para este lado também acha que o canach eo luís podem estar também olhando e falando comentando alguma coisa a ciência alexandre e vai muito além daquilo que é biológico o primeiro fazer uma chamada porque a gente está aqui dentro da fapesp eles estão cortando o dinheiro de pesquisa o brasil tem investindo menos Que investir antes nós temos duas pesquisadores internacionais de luxo sobre genoma que amanhã na carta ele diz vieira e
no entanto a gente tá cada vez cortando mais a possibilidade dessas nossas estrelas do ponto de vista de eficiência minuciosa do genoma ou de um laboratório uma essência também ea ciência em saúde pública e para que a gente possa envelhecer bem e me entender essa é é o suspeito facto é como a gente Está hoje olhando para o envelhecimento você precisa de quatro capitais para envelhecer bem você precisa do capital de saúde a gente está falando de saúde de saúde saúde você precisa de capital de conhecimentos porque senão aos 30 anos 40 e 50 você
vai ser redundante porque você não aprendeu não se está investindo em aprendizado longo da vida para que você se torne viável produtivo e participando da sociedade cento do capital social Afinal chega aquela tal da hora em que você baixa da capacidade funcional e para dependentes e vai precisar de alguém que cuide você não tem capital social porque não lhe permitir um construí lo e mantê lo se o capital financeiro o meu deus só 95% dos brasileiros não conseguem acumular riqueza só 95 por cento é uma minoria assim aqueles que conseguem acumular capital financeiro conheça as
quatro capitais a história da Arte do envelhecimento se resume nisso e você acumular os capitais e depois disso porque a vida é mais longa é muito mais longe ervas e precisa construir resiliência você precisa ser excelente para viver muito mais do que estava programado quando nasceu e quando a gente envelhece uma vida de 80 90 anos têm perdas têm perda assim não só de capacidade funcional mas a perda de amigos de dinheiro de saúde de familiares e Quanto mais resiliente você for mais você dá um salto por cima encontra o caminho pelo lado e resiliência
que tem que ser construída a nível individual mas que políticas que nós podemos ter um estatuto teoricamente não estamos executando pra estimular que essa residência possa ser exercida pela população mediante violência ué é um dos seus pontos pra imitar com uma pergunta da platéia que dirigiu santos o mercado de trabalho está preparado para forçar Os idosos da manhã de jeito algum já não está hoje e não está porque não é pra nós funcionais não é aquele mecânico de automóvel que até 20 anos atrás custava saber mecânica ele não aprendeu lendo nome ele não vai ter
emprego eles dizem para nós ninguém investiu no meu conhecimento para que eu possa saber mecânica e hoje eletrônica e eu perdi o emprego 20 anos e agora estou fazendo bico para poder sobreviver aprendizado Ao longo da vida que é um dos pilares e precisa de saúde precisa de conhecimento capital social e financeiro e se você não tivesse conhecimento porque não se está investindo na educação básica do jovem que dirá de quem já é marmanjo passou dos 20 que dirá quem é de 51 o governo fica dizendo tem que continuar a trabalhar e vai trabalhar mais
15 anos como onde é que eu vou encontrar esse emprego se nem qualificação tem uma pergunta também da platéia traída de Sandra figueiredo é depender dos outros é um fantasma para os idosos fez quase as propostas ou programas que podem ajudar no acesso à saúde com qualidade e garantia de direitos talvez expandiria perguntar como é que foi a gente trabalha a questão do cuidado assim isso é venha enquanto nós estamos falando até agora da da questão da capacidade funcional da questão da dependência né é o que nós precisamos trabalhar essa é São as políticas de
cuidados de longa duração isso são a questões já estão sendo trabalhadas já tem algum tempo elas estão sendo discutidas em nível federal mas elas não estão 100 executados até agora do que nós estamos falando nós estamos falando da do crescimento de programas de atendimento domiciliar de programas de cuidadores de programa de instituições de longa permanência de centros dia até nós temos temos tá é públicos não tá públicos Temos muito poucos mantemos privados temos de qualidade alguns não tô toda a população vai ter acesso não não vai o que nós temos a quem é realmente o
grande a o grande escopo de cuidado hoje no brasil a família 93 mil pneus que o estudo nacional de envelhecimento 93% dos cuidados prestados aos idosos mais dependentes em provém da família é a família cuida 100 por cento a cem por cento deste cuidado não ele não chega a 50% do cuidado que esse 12 precisa receber quer dizer sim que se eu ficar velho mais dependente eu não vou receber 100% do que eu preciso não não vai eu sinto muito não vai porque porque a família não gosta de mim não porque ela não consegue ela
tem que trabalhar ela tem que trazer comida para casa ela tem que trazer o sustento para a casa tá então e ela não tem ajuda ela não tem ajuda de ninguém É então a gente tem que trabalhar por isso eu tenho que trabalhar com a questão dos cuidadores comunitários com programas como existe aqui em são paulo que foi criado com base nos resultados do próprio financiado pela fapesp com que os dias vão valorizar a fapesp já que a gente está aqui então a graças ao a fapesp que financiou sabe a gente conseguiu produzir resultados que
conseguiram criar um programa público de cuidadores que o programa de Acompanhamento de idosos que hoje cuida da melhores possibilidades de cinco mil idosos dependentes na cidade de são paulo isso poderia ter sido reproduzido no brasil tem mais de dez anos poderia ter sido reproduzido no brasil inteiro em um programa público pago com dinheiro público com os impostos públicos porque não é porque não interessa politicamente não interessa já as famílias precisam precisam porque na fase política não tira proveito disso A necessidade de cuidado para lembrar um programa que a gente ainda não abordou o que é
o programa da doença mental é então eu acho que a doença mental comparada por exemplo com outras doenças é uma doença desprestigiado se a gente olhar historicamente a doença cardíaca é uma doença extremamente prestigiada por que aquela mata muito matava né então o ranking do prestígio vem da capacidade da doença de matar resultado as doenças cardíacas hoje tão Bem equacionadas hoje em dia você morrer de infarto em são paulo está escondido em algum lugar porque senão vamos levar por motim e você vai ser salvo agora a doença mental e desprestigiado e dentre elas a depressão
que eu gostaria de lembrar que é uma doença altamente prevalente e no ranking da mortalidade ela está lá embaixo mas no ranking da causadora de anos vividos com incapacidade ela tá lá em cima ea organização mundial da saúde Recentemente lê ô ô do motor foco nisso ou seja quais são as doenças que causam anos vividos com incapacidade e aí nas 15 primeiras dez são doença mental e uma das primeiras a depressão ea gente não consegue começou nem olhar para isso ainda se a gente for pensar em depressão ninguém liga para depressão mas é uma doença
altamente incapacitante existissem atende uma pessoa de idade a família já não sabe mais o que fazer Ela não consegue mais levar uma vida independente tudo que ela está precisando tomar um antidepressivo e tratava exatamente devido a uma doença tratável sei o que fazer mas ela vai para um e por que não se planta no isso porque os profissionais de saúde não estão sendo treinados para esse quer identificar isso para não falar do exemplo pior que é uma ousadia que não tem essa saída bonita e do tratamento mas que também é Altamente prevalente extremamente incapacitante mas
eu estou falando das doenças mentais como um todo porque ninguém olhou pra isso direito ainda elas são altamente prevalentes não só pela depressão mas também pelas doenças degenerativas do cérebro os acidentes vasculares eo próprio alzheimer que vão fazer com que o contingente de pessoas precisando de cuidados diários vai aumentar muito para além da capacidade da família e dá conta disso Quando você tinha falado antes de preconceito e todas as questões elas passam por preconceito essas doenças por exemplo coronariana elas marcam as pessoas mais jovens sobretudo ônibus e é por isso que elas recebem muita pobreza
é preciso matar um homem jovem fazer alguma coisa agora me matando mulheres também mata muito mais parte o câncer de mama mata muito menos mulheres do que o câncer de próstata só que o câncer possa mata homens velhos Nos de mama também mata mulheres mais jovens então passa a ter prestígio tem muito mais visibilidade é preconceito mas tem uma coisa que quando ainda estava falando fiquei preocupado porque se eu falar em família e depois falou ela se referindo à família os cuidadores são do sexo predominantemente feminino tem uma questão que é gênero e que se
nós beleza só com os homens continuarmos achando que a gente tem que sempre receber Cuidado mas não vai dar cuidado não vai compartilhar essa tarefa que pode ser muito pesada sobretudo para as doenças mentais que não vão matar em um mês ou um ano é uma doença de alzheimer pode durar dez 15 anos e que pode salvar o dir e ainda tem dados sobre isso então essa perspectiva de gênero ela também tem que ser muito mais bem olhada porque no brasil de bonde já não num mundo mas no brasil os cuidadores tem uma face que
feminina e se conjuga o homem dizendo tu Cuidas ele cuida ela cuida voz cuidar eu não tenho nada a ver com isso a gente não mudar essa mentalidade nossa machista aí o problema de envelhecimento vai se transformar num pesadelo é que essa onda de pressão pela instalação para trazer em termos de números aqui em são paulo por exemplo é um só no levantamento que a gente fez no próprio sabe quando a gente projeta população do município de são paulo Nós temos aproximadamente 400 mil idosos com sintomas depressivos não tratar tá é esse absurdo então nós
não olhamos para a questão da depressão em outra coisa que não não olhamos também a questão da incontinência então são os dois grandes mas esbarram no preconceito não pergunto se ele está triste e se essa tristeza depressão e também não perguntei em contínuo de um velho continente também né Vai ser pior que um agravante que diferente da enquanto em continência qualquer médico qualquer profissional de saúde reconhece mas além do desprestígio em termos da saúde pública existe uma ignorância muito grande dos profissionais de saúde de como detectar essas doenças no velho então um velho deprimido muitas
vezes chega no consultório a família dizendo que ele não faz mais nada não quer mais saber de nada e aí o próprio é fácil mas eu tenho 70 anos né a família ele tem se aí o médico é ele tem 70 anos então tá normal é ele ficar chorando no canto do quarto escuro porque ele tem 70 anos então falta instrumental para a rede básica detectar eu discuto isso com alunos que frequentam a atenção básica para discutir primeiro só chega à casa do idoso e segundo a depressão está sempre presente mas nunca efetivamente reconhecida como
um problema de saúde que tem que ser tratado até porque ele é Tratável diferentemente de outros problemas mentais que não são tratados então acho que existe essa falha de reconhecer a doença também poder efetivamente tratá la olha gente a coisa que mais gostas falar com estudantes de medicina ou profissionais de saúde em geral eu vou fazer 50 anos de formado daqui a um ano e meio se alguém que se formar em 2020 Trabalhar tantos anos quanto eu vou chegar 2070 o brasil então terá 84 milhões de pessoas idosas isso não vai estar de repente cada
vez mais quem está sendo formados nas universidades é a cópia tem influência importante sobre isso na formação de recursos humanos eu não estou pedindo necessariamente mais gatos estão pedindo que todos os profissionais de saúde aprendendo mais sobre a anatomia Fisiologia e fisiopatologia farmacologia interação de medicamentos são de doenças tudo muda com o envelhecimento e se você resolver que vai ser um gastroenterologista neurologista que sequei capá os velhinhos eles vão atrás você vão na sua sala de espera e você vai matar pacientes na santa ignorância eu falo pelos tanques medicina olhando no olho sequer suspeitar que
você usa está matando É isso que a gente precisa de uma revolução da educação em resposta à revolução do longevidade a pegar um fator só de si que você estava falando é se fala de fármaco saber administrar drogas neogen dia a faa a o número de pessoas que tomam um a polifarmácia que seria tomar mais do que cinco medicamentos por dia muito alto toma cinco medicamentos por dia uma receita para o problema porque além dos problemas que está tratando com aqueles Cinco medicamentos e vai rumar a outros fruto da interação daqueles cinco medicamentos e 99%
dos médicos não olha pra isso ele vai atender a parte que ele entende vai dar o remédio do que da parte que ele entende e não vai nem querer saber se o cara tá tomando mais oito medicamentos por outros motivos justos ou não justo então isso é uma questão fundamental para a educação médica no mínimo ele tem que entender que uma Pessoa tomando cinco medicamentos e tem que olhar para isso 10 12 12 isso é que já não nos basta só aí não é só uma questão do médico assim mas por exemplo bastante simples o
idoso que ficou internado quando ele recebe alta ele recebe alta e vai ser orientado não pelo médico mas pelo geralmente profissional de enfermagem do hospital com a receita que o médico deixou ele vai receber esse aprazamento o horário Da medicação ele tinha no hospital ele vai pra casa tomando um diurético por exemplo a seis horas da tarde aí ele vai levantar meia noite para urinar e vai cair quebrar porque porque ele não tinha que tomar um diurético às seis horas da tarde então falta educação dos profissionais em geral para a questão do envelhecimento isso é
não são só dos médicos acho que falta à formação em gerontologia isso é previsto há muitos anos já para todos os Profissionais principalmente para profissionais das áreas sociais e de saúde que atuam a inflação eu costumo dizer para os meus alunos seguinte até hoje se você for olhar no ranking das especialidades médicas a especialidade número um com mais profissionais médicos especializados qual é pediatria segundo lugar ginecologia terceiro lugar anestesia a clínica médica parece um honroso quarto Lugar ea geriatria no 41º então nós estamos um país que está envelhecendo e os profissionais de saúde não pegaram
a idéia da coisa e vai tratar de velho como se fosse uma criancinha vai fazer esse acerto certo que transita da pediatria pediatria e vende no mundo vai ficar dentro e aqui uma pergunta da clara o chino da platéia dentro do debate viver mais tempo versus viver com mais qualidade políticas públicas para idosos não deveriam ser mais holística De tratar determinantes sociais da saúde nas faixas etárias anteriores há 60 anos para priorizar o envelhecimento com mais qualidade ao invés de mais tempo com incapacidade de diálogo e merece uma resposta curta assim viver melhor ser rico
e saudável do que pobre doente é melhor ser repensada é melhor ter uma política dessas entendeu muito bem então é deixa eu perguntar aqui voltando acho que a questão da família a marisa acioli da perguntando qual a Importância justamente da família e da rede de relações sobre o envelhecimento ela é fundamental assim há vários estudos principalmente susto idosos bastante lojas acho que elas lhes podem complementar em relação a isso já mostraram que controlando por todas as outras variáveis que a ciência já estuda bastante etc o que faz a absoluta diferença em você atingir as cidades
mais longevas com melhor qualidade de vida é você manter Uma rede social ativa e de qualidade então eu posso perder os meus amigos infelizmente eles morre né faça novos eu posso não ter a família que eu gostaria que eu escolhi adquirir a outra é a família não é só aqui do meu lado com sangue na família e olha que eu escolho tá então ter relações sociais ativas que não é relações sociais de celular não é essa rede social que a gente fala ela só olho no olho relação ao conversar relação Falar é isso que vai
sim faz a diferença absoluta em eu ter uma actividade uma qualidade de vida significativa na velhice mais avançada tal só há uma coisa que é o seguinte nessa desse esse panorama que a gente precisava tomar ações efetivas de promover saúde a gente já falou muito aqui da parte física do exercício tal mas a parte cognitiva é super importante a gente não começou nem arranhar essa essa área de como é que faz para você estimular a População realmente falando à pessoa do ponto de vista cognitivo e nesse sentido a gente tem que lembrar que nós estamos
no em 2019 e informática sair na mão de todo mundo até dos idosos a gente tem um levantamento dos idosos lado a nossa quota de 70 por cento têm um smartphone então o que a gente tem que usar a gente tem que usar essa tecnologia pra fazer estimulação cognitiva porque navegar na internet é um ótimo estímulo cognitivo que todo mundo pode fazer o que nós Temos que fazer é viabilizar isso e nós temos na iniciativa daqui nós estamos tentando fazer um estudo exatamente com isso colocar os idosos na frente do computador para fazer educação a
alfabetização digital para jogar jogos da juventude jogos porque os idosos não podem jogar jogos e isso é um estímulo cognitivo importante então esse tipo de ação é que tem que começar a surgir como medida de saúde pública e não ficar pensando só no comprimido que vai tratar O diabetes ea hipertensão é pensar como é que eu vou melhorar a função global das pessoas de um ponto de vista populacional então pra fechar o nosso programa de hoje é que conselhos você 3 dariam para quem está envelhecendo que todos nós estamos mas pra quem está mais avançada
nesse processo o conselho uma coisa assim que se fosse realmente bom ninguém daria vendia mas eu acho que há coisas que A gente já falou do estilo de vida de controlar os fatores de risco 75% das mortes no brasil hoje são duas doenças crônicas que pelo menos podem ser prevenidos o postergados a gente ganha mais 10 anos de capacidade funcional maravilha mas eu acho que tem outras coisas que são muito mais comportamentais que a gente tem que pensar muito mais nessa vida muito mais longa nessa maratona que a vida se transformou e eu diria que
uma das Coisas que não vou falar da mesquita um pouquinhos vamos ser mais otimistas vamos ser mais positivos em relação ao envelhecer eu já disse ver se é bom morrer cedo aqui no braço vamos pensar naquilo que meu sogro que morreu com 104 anos e que tinha uma coisa que era muito boa pra cultivar o capital social ele tinha um bom humor todo mundo gostava de estar perto dele ele era alegre e ele teve a sorte de Morrer com capacidade cognitiva muito alta dois dias antes de morrer meu filho estava com ele por acaso e
entrou em primeira e perguntou o é e quem é ele não conheço meu filho more demônios enfermeiro não conhecer desse modo na cidade pequena e aí um antes do meu filho falar o velhinho respondeu-lhe momento seu momento assim da tarde levando porque me lembra de novo filhos mesmos quanto sorteio Resposta por enquanto só três essa leveza você se mais otimista você encarar uma boa seja mais leve não seja concelho não seja adulto ansiosa que é chato mais velho ranço ninguém atura então vamos incorporar isso no nosso dia a dia para cá essa vida mais longa
tenha qualidade não só para evitar as doenças mas pra gente tem uma atitude e e é a ser essencial da mensagem uma atitude mais positiva em relação ao Envelhecimento yeda é é só acha que é concordo parcialmente com carla já só acho que ranzinza é na só nós somos eu não sou não é eu acho que nós somos francesa quando ficamos velhos nós somos racistas durante a vida eu só vou ficar mais ranzinza ao envelhecer queixa barra assim eu sou chato jovem você mais chato ficar velho é de 113 não dá né se o jovem
maravilhoso quando ele fica velha ficar chato não está fechado Aí quando ele já era chato jovem vai continuar chato velho né então não vamos dizer que só os jovens são lindos e maravilhosos e os velhos são sempre duas vezes no ano acho que não acho que nós aprimoramos as nossas características podem envelhecer mas é isso acho que sim mas concordo com ele acho que assim acho que o que eu acho é que a gente tem que olhar a velhice como uma fase da vida em uma fase natural Eu vou estar envelhecendo e se estiver viva
isso como ele falou vamos olhar para isso como uma coisa boa positiva e vamos pra que eu possa fazer dela uma fase melhor eu tenho que entender que ela vai ter mudanças e pra que ela tenha mudanças essas mudanças não sejam ruins eu preciso entender as mudanças e buscar o melhor caminho para que eu não tenha perdas ruins pra que eu possa compensar essas perdas da melhor forma e pará e pode ser Que eu não possa fazer isso sozinha então é melhor que eu tenha outras pessoas que convive socialmente que eu entendo essa sociedade que
eu participe desta vida que eu mude esta sociedade então eu tenho que me fazer presente e não minto ao jurar num cantinho só havia início só vai tomar o seu espaço se ela realmente toma levantar essa bandeira e votar cara na rua e dizer olha eu tô aqui olha pra mim é exatamente luiza olha eu acho que a questão principal é a Gente aprender quando digo a gente principalmente os mais jovens a aprender que a velhice é uma conquista é um processo que começa quando a gente nasce e termina com a gente morre mas viver
a chamada terço final da vida com idades avançadas é para poucos é uma conquista é eu gosto de citar é um cara o cícero é um filósofo romano que viveu 21 e 20 anos antes de cristo ele escreveu um livro sobre a velhice que falar o seguinte a diferença entre Um jovem e um velho é que o jovem só pode esperar ficar velho e o velho já tem certeza que viveu uma longa vida então essa conquista é que tem que ser vista pelas pessoas eu quero isso eu quero porque como foi lembrado a opção a
ficar velho e não recebo isso ninguém quer que você coloca isso no papel ninguém quer mas todo mundo fala nunca fica velho ontem a opção então a conquista à velhice como uma conquista é o primeiro passo para Esses problemas todos serem melhor resolvidos tão bom agora a gente vai ter uma rápida rodada às perguntas da platéia tem muitas perguntas que vocês me encaminharam que a gente não conseguiu encaixar aqui no fluxo da conversa é quem quiser perguntar 'por favor é só levantar a mão ou mesmo uma das perguntas que não foi respondida e que vocês
quiserem fazer agora por favor eu sou lygia da semed associação dos cuidadores de idosos da região Metropolitana de são paulo e já trabalhei no pai no programa atendimento aos idosos as praças públicas que foram feitas eles não vão ter ninguém ajudá los a usar a praça que tem os é objeto oprah poder fazer os exercícios eu acho que há uma dificuldade e que a gente precisa começar a educar os idosos que a gente convive dentro das ubs acho que não só dentro das ubs mas dentro de todos os espaços públicos Existentes a informação do que
é disponível para uso dos próprios idosos para uso adequado não é só uso mas o uso com quais ele vai usar os equipamentos de esporte de forma inadequada vai ser prejuízo não benefício é isso tem que ser não só na azul ps mas em todos os espaços do centro de convivência em outros espaços têm que ser uma cultura a gente precisa criar uma cultura uma cultura de loja Vitais chinesa onde a gente fez um estudo de promoção da atividade física o que funcionou foi a gente apresentar para o idoso um mapeamento da região onde ele
morava e falasse olha num raio de 500 metros da sua casa você tem uma academia aqui você tem o fundo da igreja que dá aula no final na terça feira à tarde e pontuar para ele tudo que está perto da casa dele que poderia resolver essa questão de fazer e isso funcionou mais do que você já não subsiste Atividade física procure a 1 p o treino era uma academia você dá a solução dentro da realidade dele então isso é uma coisa que a ubs deveriam fazer na medi las e nem quando a li ning é
a pergunta que houve passo é você está preparado para a velhice quer ver uma coisa de gente não estar preparados não é só individualmente nós não estamos preparados do ponto de vista da sociedade nós estamos no anfiteatro moderno não Estou fazendo uma crítica institucional mas é o fato se eu estivesse uma cadeira de roda eu teria que ser levantado literalmente para ser posto aqui e ter o privilégio de falar pra vocês do palco porque não há um corrimão sequer uma rampa nós temos um acesso que todo ele feito dentro do anfiteatro posso entrar pelas portas
do fundo nem tão interessado nos degraus eu trabalhei na organização mundial da Saúde em genebra a organização mundial da saúde a escadaria principal não tinha corrimão nem no centro nem de direita nem à esquerda os degraus eram muito largos e baixos eu passei 13 anos ali dentro fazendo uma campanha o cara que tem que fazer com que isso seja mais amigo do idoso se for amigo do idoso se eu colocar as lentes para o leste teatro porque eu sou um velho vai ser mais amigo de uma mulher Grávida de uma pessoa com deficiência de um
adolescente com uma mochila nas costas ser mais amigo de 12 errado tem que ser mais amigo de todas as idades em inglês a gente fala em frente dele não fala assim o friendly a nossa atitude está errada do ponto de vista individual de uma aceitar de preconceitos e de achar que é ruim mas também do ponto de vista social a gente não está preparado com a sociedade é preciso conhecimento Isso a gente não um projeto e isso a gente não vai ter impacto no nosso meio dos nossos vizinhos amigos familiares e uma das coisas que
exige é que a gente escolha bem quando a gente for fazer um voto e de poder cobrar porque senão a gente vai repetir o estatuto talma ninguém aplica no orçamento para os políticos do idoso ea gente vai examinem e peçam e façam campanha como têm as academias como tenha unileste como tem várias Instituições que hoje estão muito mais cientes de que isso é importante pra gente preparasse a sociedade mais amiga mais preparada para o envelhecimento começa dentro de casa começa dentro do coração através de todos começa dentro do conhecimento mas tem que ser propagado por
um nível muito mais social aí vai pra fazer perguntas à para dizer o que ela acha que ele pode voltar de cadeira de rodas que tem uma rampa aqui Ó não quero sair pelos fundos e eu quero sair tão à frente com todo mundo eu disse isso é metade meu nome é josé vilson de jundiahy é em 2000 estava desempregado criei um programa terceira idade chamado céu me sento educação e lazer para a melhor idade hoje tem mil alunos é tão começando uma discussão é relacionando o envelhecimento com o patrimônio histórico na cidade O doutor
kalache e esse é um aspecto forte o patrimônio histórico da cidade eo envelhecimento de sua população o meu sonho de consumo sendo eu de copacabana que é o futuro do brasil se quiser saber como é que vai ser o brasil com 32% das pessoas com mais de 60 anos vai em copacabana porque já tá é o processo de urbanização começou nos anos 30 40 50 geração dos meus pais foi pra lá Quem sobreviveu e envelheceu e os filhos e os netos foram para barra da tijuca deu certo então é um bairro que é um laboratório
você pode ver como vai ser o brasil e tem os seus contratos copacabana não é só o luxo na avenida atlântica você tem uma classe média vai afastando do mankoff média mais baixa quitinete tem favela cercado tem violência tem ivete tem tudo então é um laboratório para você jogar e vir Uma das coisas quando você um idoso eo protagonismo a gente fala de direitos mas ninguém fala também se a gente quiser fazer a coisa certa se preparar principal desse envelhecimento pergunta pra quem já o experimentou que o idoso o protagonismo vamos dá voz a essas
pessoas eles querem sim trabalhar eles querem ter trabalhos voluntários que têm querem ter a oportunidade de ir para as oficinas que o luis está implementando e Que tem que ser difundidas para as pessoas conseguirem destreza você precisa de três que a gente chama lhe trouxe você precisa dele trouxe para a saúde para a tecnologia mas você precisa me emprego não se está investindo isso que você faz é nobre você poder capacitar e dar oportunidades pra mil pessoas que estão envelhecendo continuarem nativas participando e isso tem um reflexo enorme auto estima pergunta sou feliz edson é
bom também Vai lá pra quebrar tudo isso faz parte do time falou de sexualidade tudo isso faz parte mães a gente está falando de participação no sentido num país tão desigual tão importante de dar oportunidades para as pessoas continuarem produtivas e essa produtividade vai ter um custo positivo pelos países que têm o inglês jenson button é boa tarde meu nome é marcelo cayres eu sou Doutorando na unesp no departamento de educação e eu estou fazendo uma pesquisa sobre educação musical e cognição e eu gostaria de ouvir de quem sentir à vontade sobre os processos de
arte educação que a gente sabe que as linguagens artísticas trabalho o desenvolvimento humano na sua multiplicidade então gostaria de ouvir o que com a opinião de vocês porque a gente nem citou esse lado na conversa hoje a Musicoterapia é uma das atividades que reconhecidamente a faz bem por exemplo pra pessoas com alzheimer que já estão num nível de entendimento muito precário mas amor fica sintoniza a música conecta a música melhora a a a capacidade é funcional dessas pessoas só para citar um exemplo que eu sei que tem estudo além disso você tem é também com
a música é questão de aumento de plasticidade neural é você pode usar Como estímulo de algumas habilidades para não só isso já é feito com crianças feito com algumas atividade é para algumas pessoas com problemas neurológicos e agora também está sendo desenvolvido na área do envelhecimento é então ela é também utilizada é não só para usar mas também pode ser utilizada como um aumento da sua é plástico cidade neural e com isso você postergar um declínio é cognitivo é mais imediato mas é assim vai aumentar sua capacidade e Vai empurrar pra frente um declínio é
mais imediato como você certamente conhece essa pesquisa sugere dos sacs quando ele coloca aquele áudio fone naquele aquela pessoa 10 ué com os raymer que está com a cabeça caindo e de repente ele começa a ouvir aquela música de gás do que tinha sido músico e de repente começa a cantar acompanha e efeito não é só enquanto ele está ouvindo a música ele continua conectado muito tempo depois já ter o helpphone Retirado dele então esse efeito e isso tá hoje cada vez mais do que estava no dia do juízo comprovados eu só vou compartilhar uma
experiência minha pessoal se eu posso a minha mãe é centenário minha mãe tem doença de honra a gente falou aqui de cuidado do ponto de vista pessoal do ponto de vista do encargo do fardo do custo da falta de política mas a gente não falou de uma Coisa que é essencial também cultivar quando a gente se prepara para o envelhecimento que cuidar também dá prazer cuidado também da recompensa procurador o cuidador estou colocando agora no masculino que esse homem deveria reconhecer que ele também pode sair pra ver se ele mudar as suas atitudes em relação
ao cuidado não tem nada hoje no mundo que me dá mais prazer do que sentar do lado da Minha mãe cantar tico tico no fubá com ela e ela que quase já não falam quando ela fala o tico-tico tá o tico-tico lá a gente tem que valorizar isso e explorar e ver o que que faz com que uma pessoa se conecta então te dou os parabéns de fazer o doutoramento estourado numa área que ainda é muito pouco explorada no brasil se a gente já não têm políticas no geral imagina então para fazer minha música da
pena júnior que esses políticos aí iam falar disso Infelizmente nosso tempo acabou agradeço a participação dos três pesquisadores aqui presentes na platéia e de quem assiste é essa conversa sobre um tema que pertence a todos nós já debatemos aqui neste canal diversos outros temas de interesse da ciência como oceanos ameaçados a origem do universo e o papel da mulher no desenvolvimento da ciência este e outros debates você pode assistir no canal da ciência aberta e em nossas redes sociais Em maio o censo aberto estará de volta aqui no auditório da fapesp com mais um tema
interessante até lá o [Música] [Música] [Música]