Nesse vídeo eu vou explicar porque algumas pessoas são simplesmente apagadas da nossa memória, enquanto outras de primeira deixam uma marca e nós nunca mais as esquecemos. Mais do que isso, eu vou explicar o que você precisa fazer para se tornar essa pessoa lembrada pelos outros. Quer aumentar sua influência e ser uma pessoa mais interessante?
Então vem comigo. Esse conteúdo vai ser dividido em dois vídeos. Nesse vamos primeiro entender a estrutura das jornadas de interação.
Vamos em frente. Nós conhecemos pessoas quase todos os dias e a grande maioria delas simplesmente vai ser apagada da nossa memória. um atendente de caixa de supermercado, uma pessoa que te pediu informação na rua, o motorista do Uber que você pegou, uma pessoa da outra unidade da empresa que você trabalha, com quem você trocou ali algumas palavras durante a convenção de final de ano.
Uma semana depois, a gente já esqueceu completamente dessas pessoas. Por outro lado, sabe aquelas pessoas que você só encontrou uma vez na vida, mas se lembra bem do dia e da situação? O que que teve de diferença para você se lembrar de umas e não das outras?
Entender isso é importante porque você pode estar sendo essa pessoa esquecida pelos outros. O que nós vamos fazer primeiro é entender a estrutura de uma interação social. Existem vários modelos de estruturas, tá?
diferentes o que a gente chama de jornadas de interação. Então, vamos ver um desses modelos, que é o mais comum, que vai servir de introdução pro assunto. Bom, basicamente uma jornada padrão de interação, ela tem quatro etapas: o incidente, a progressão, o clímax e a resolução.
Como eu falei, existem outros modelos de interação, tá? com crises, com outras etapas, mas essa é uma jornada básica e padrão. Ela é a mais comum, então ela é muito boa aqui para um efeito pedagógico da nossa conversa.
Essas quatro etapas, inclusive, elas podem ser representadas num gráfico. Nós temos o incidente que inicia a interação, então vem a progressão até chegar o clímax e então vem a resolução. Então vamos lá.
A etapa um é o incidente, é a situação ou o acontecimento que nos faz entrar em contato com uma pessoa. Que incidente pode ser esse? Do mais besta até o mais profissional.
O mais besta e eu vou na padaria que eu sempre vou comprar o pão que eu sempre compro e ao chegar lá tem uma atendente nova. Pronto, conheci uma pessoa. Isso é um incidente, é uma ocorrência inesperada.
O que que poderia ser um exemplo de uma situação profissional? Imagina que um lead, né, ali, um possível cliente entre em contato com você por conta de uma indicação, querendo saber mais sobre os seus serviços, né, querendo conhecer a sua empresa. Isso também uma ocorrência inesperada que te colocou em contato com outra pessoa.
A partir daí, a interação desenvolve pra próxima etapa, que é a progressão. A partir do incidente, a interação passa por uma progressão. Ela evolui, ela se desenrola, aumenta a intensidade da interação.
O que que seria isso? Na primeira situação, eu cumprimento ali a nova tendente da padaria, ela se apresenta e tudo bem, né? Estamos ali progredindo na nossa interação.
Na nossa segunda situação mais profissional, o lead explica a necessidade dele, você fala um pouco dos seus serviços e vocês combinam uma reunião ou envio de uma proposta, entendeu? é o desenrolar do incidente, a progressão dessa jornada, a continuação dela, tá? Lembrando no gráfico, a partir do incidente, a jornada progride, ela esquenta, ela aumenta a interação e intensidade até que a progressão dessa interação chega no seu clímax.
é o pico de intensidade da interação. É onde a gente chega no objetivo daquela interação. Na primeira situação ali da padaria, é onde eu finalmente faço o pedido do pão, a atendente me atende, né?
Esse era o objetivo dessa interação. Na segunda, com o Lead, eh, vocês se encontram pra reunião, você envia a proposta comercial e negociam, né? Então, chegamos no objetivo dessa interação.
Era isso que o Lid queria, né? Era isso que ele tava buscando, né? Esse é o objetivo.
Agora, a interação depois do clímax chega a sua resolução. No gráfico depois do clímax, é onde a interação começa a reduzir de intensidade até ela se esgotar. Na situação da padaria, eu pago, pego o pão, me despeço, vou embora, acabou a interação.
No caso do lead, o lead declina ou fecha o contrato com você. E aí é importante entender uma coisa. Se o lead fecha o contrato, a prestação de serviço para esse cliente vai gerar várias outras jornadas de interação, mas essa acaba aqui, tá?
Não vamos cometer o erro de achar que então a minha jornada se estende, não. A cada nova interação é uma nova jornada. Essa se encerra aqui.
Então, reforçando incidente, progressão, clímax, resolução. E vamos refletir um pouco a respeito. Quantas vezes isso acontece na nossa vida em um ano?
Para para pensar quantas novas pessoas você conheceu só esse ano. Tem gente que a gente nem percebe que está conhecendo. De tão comum que é conhecer novas pessoas, a gente nem se atenta.
Aquela é só mais uma atendente, você é só mais um cliente da padaria. E isso passa. Aquele é só mais um leíad que você também é só mais um fornecedor para ele do cinco que ele tá conversando para orçar, entende?
E qual é o ponto no final da jornada de interação, o que que sobrou? No máximo contato ali um do outro. Se você ligar para esse lead daqui dois meses, ele vai lembrar de você.
Se você for na padaria daqui duas semanas, a atendente vai saber o seu nome? Chegamos no ponto não e não. Por quê?
Porque a gente focou só na interação e esqueceu da geração de influência. Você pode passar por uma jornada de interação só focando em responder às demandas da própria interação e no final você chega numa resolução fria. Mas ao longo de toda a jornada de interação, você pode ter uma atitude diferente e é possível aplicar as técnicas de geração de influência pra gente ter um resultado diferente também.
O desenvolvimento da influência, ela nela ocorre, ela corre em paralelo à interação, permeando cada momento ali da interação. Tem a ver com a tem a ver com a forma como você conduz a jornada. Então, você pode ter um foco só nas demandas da interação e chegar numa resolução fria, ou você pode focar nas demandas de interação e no desenvolvimento de influência.
O objetivo é a gente chegar no final da jornada com uma resolução quente. E o que que é uma resolução quente? É aquela em que a gente desenvolveu influência.
E o que que é desenvolver influência? É essa relevância. É a pessoa se lembrar de você.
É a pessoa se recordar quando você vier falar com ela daqui um tempo. Ou melhor ainda, ela até te procurar depois. Tem até algumas questões técnicas que daria para explicar melhor o que é influência.
a gente deixa isso para um outro vídeo, mas por enquanto vamos ter essa compreensão, tá? Essa procura, essa relevância do que é, né? O que é a influência.
Bom, mesmo se o cliente não fechar, mesmo se a atendente, não lembrar exatamente do seu nome, a influência que você desenvolveu faz você ser lembrado. Putz, quantas vezes já não me aconteceu de um lead não fechar negócio e aí depois de um tempo outra pessoa entra em contato por indicação desse lead. O cara nem conheceu o meu trabalho e está me indicando.
Por quê? Porque a forma como eu conduzi a nossa interação me fez ser lembrado por ele, criou confiança dele em mim, me deu influência sobre ele, entende? Tá, mas como fazer isso?
Calma, eu disse que era um conteúdo em dois vídeos. Então, agora que você entendeu a estrutura da interação, no próximo vídeo eu vou te dizer o que fazer em cada uma dessas etapas. Valeu, fui.