Narrativas compartilhadas dessem um prazer de falar hoje com Fernanda Maia, diretora musical, drama turca, atrizes e musicista sorocabana. Ela tem uma carreira muito bonita e é fundadora da Conseg Diploma, que é seu amigo, nosso amigo, conterrâneo também do Núcleo Experimental de Teatro em São Paulo, e é uma parceria com Zé Henrique e outras pessoas também envolvidas. E lá dentro, também, ela criou o Teatro do Bairro, do que é a política da ilha do Japão infantil.
A Fernanda tem uma história muito bonita e nós queremos ouvi-la. Fernando, é um prazer enorme estar aqui hoje, batendo no seu espaço tão delicioso e tão característico. Eu acho que é uma coisa muito gostosa, né, chegar e também vai desses quatro fazer tempo.
Não quero, o que eu tenho visto, muitas coisas suas, logicamente acompanhar muita coisa, que nenhum grupo, TV1, é o caso do trabalho no dia a dia, sempre aparecendo de surpresa, né? Roberto vai falar da minha fé. .
. é a pior. Não sei o que você está fazendo, então não é por aí, lá.
Então, neste momento, estou feliz de estar aqui com você, e é isso que nós queremos que você fale: pois narrativas compartilhadas com um pouco da sua experiência de vida, campo à escolar. Afirma então, vim do lado deles. Quando você, Márcio, você nasceu onde?
Você viveu o que? Conheço muito disso, mas agora fez quando. Não conheço muito bem como contato narrativas e a contar desde aquele período, a sua passagem pela escola, aí o seu contexto, é do momento como você começa a cantar na música, é a literatura, no teatro e até o momento atual, quando você está aqui em São Paulo fazendo tanta coisa significativa, alterando muito do que está estabelecido e fazendo aquilo que mais gosta de fazer: teatro.
O Fernando é uma pessoa. . .
eu só estarei aqui como um provocador em alguns momentos, mas está a ser seu nome. Aconteceu então, fique muito à vontade, tá bom? Primeiro, obrigada pelo convite para participar.
É uma alegria e uma honra participar das narrativas compartilhadas. É sempre um momento muito precioso quando a gente é convidado a falar, porque, na medida em que a gente fala, a gente também elabora a própria trajetória, coisas que a gente nem percebia ou se dava conta; a gente acaba por perceber quando elabora pela fala pra contar pra alguém, né? É quase terapêutico.
Então, se o porto com seu projeto de Pepto, né, faz com que a gente revisite sempre um caminho com novos olhares, porque a gente vai, a gente naturalmente mal mesmo. E quando a gente olha por esse caminho, me olhar moda também é bom. Eu nasci em Sorocaba, no dia 23 de janeiro de 1967, em meio à ditadura militar, né, e nasci numa família de classe média.
Muito, muito próxima de mim mesmo: minha mãe, professora; meu pai, comerciário. Meu pai trabalhava na torrefação de café em São Paulo, ele veio do nordeste, naquelas ondas de migração do nordeste; meu pai, alemão, numa cidadezinha chamada princesa Isabel; e minha mãe, sorocabana, né? Sou mais velha de três filhos e minha mãe, como pedagoga, tinha uma ideia, um conceito muito interessante.
Para mim, foi muito bom para os meus irmãos também. Ela dizia, acho que como professora da história da educação, ainda muito pensando nos moldes gregos da educação, ela dizia que música faz parte da educação do ser humano. Então, na minha casa, ela dizia pra gente: música aqui dentro de casa se estuda música como se estuda português, como se estuda matemática, do mesmo jeito, né?
E a gente, criança, tinha essa coisa de "Ah, não quero, quero brincar", que não. E ela dizia: "Não, o tempo vai dizer que você vai pra escola, se faz a sua lição da escola, você também tem o seu momento de estudar música". E ela dizia: "Se vocês não gostarem de estudar, vocês têm uma hora em que vocês vão poder parar".
Então, fixou lá pra ela uma data, o fim em que, se a gente não gostasse, a gente podia parar, que era com 13 anos. Por quê? Porque ela dizia que aí uma boa parte do desenvolvimento intelectual, do desenvolvimento de neurônios, por exemplo, neuronal mesmo, né, já estava bem encaminhado.
Então, eu comecei. Eu entrei na pré-escola, numa escolinha lá em Sorocaba chamada Peter Pan. Entrei com quatro anos.
Naquela época, ainda tinha, acho que era pra cumprir a primeira fase, a segunda fase e pré-escolar, né? Eu quero que as pessoas mantenham pré-primário. Eu entrei nesse jardim, não sei como é que você.
. . e eu me lembro que era uma escola, eu acho que ela era, na época, César, arriscou, antiga, antiga, já não existe mais.
Eu me lembro do dia que eu entrei na escola. Eu lembro do dia que eu entrei, que eu fui, e me encantei pelo parquinho, claro. Em três, já fui brincar, já achei bacana, né?
E nesse primeiro momento fui pra escola, e eu acho que a diretoria percebeu que eu podia, porque minha mãe, como professora, sempre estimulou muita gente, né? E ela percebeu que podia me adiantar. Então, olhou: "Acho que ela consegue, pronto".
Você não quer colocá-la no Jardim 2? E minha mãe colocou no Jardim 2. Acho que pra mim aquilo foi muito estranho, muito estranho, porque eu já gostava da professora, eu já gostava dos colegas.
De repente, me colocar em outra classe. . .
eu me lembro muito, decidi que eu passei pra outra classe: "O que estou fazendo aqui? " E me lembrava da outra professora, que estava lá no pátio brincando com os coleguinhas, né? Depois disso, depois dessa pré-escola lá no Peter Pan.
. . Minha mãe dava aula no Getúlio Vargas.
Eu fiz a pré-escola e lá no Getúlio Vargas, e o primeiro ano também. Depois, minha mãe era professora do Getúlio e, em seguida, ela foi escolher passar no concurso para professor do estado. Foi na aula no Estadão, que era do lado de Getúlio Júlio Prestes de Albuquerque.
Por questões práticas, por questões operacionais, né, de levar, o horário da escola era diferente e tal. Ela resolveu me passar para o Estadão. Então, a partir da 2ª série até o final de maio, eu estudei no Júlio Prestes de Albuquerque, no popular Estadão.
É porque transformava em escolas da rede pública estadual e era um dos melhores em campo. Era jovem, saía de ler. Minha mãe começou isso, minha mãe deu aula já faz muito tempo porque ela ganhou uma cadeira prêmio na época em que fez Magistério.
Tinha uma última coisa que se dizia, que se chamava cadeira prêmio, que era o primeiro aluno da classe que ganhava uma efetivação, ganhava um cargo na rede pública como professora, e ela ganhou. Ela dizia que precisava, porque a mãe dela era viúva e morreu quando ela era adolescente. Minha mãe era viúva criando quatro filhos, né?
Eles tiveram um momento ali muito difícil e minha mãe dizia que precisava ganhar aquele cargo. Então, ela fazia o normal e o científico. Você já notou que estou falando muito dela?
Não só porque essa é uma iniciativa da Uniso. Minha mãe deu aula na Uniso, foi uma das fundadoras do Colégio Dom Aguirre, mas eu acho que foi uma pessoa que determinou muito essa formação. Ela teve muita gente, tipo a que estou aqui hoje, muito perto de Samara.
O assunto em que não é ela, que é o profissional do elenco. Profissional do exame, que eu queria dar uma nova ilha, senhor, fala de um jeito. Então, o primeiro vídeo a Dona Tita, porque a tela que vai dizer que você pode ver como joga.
Parte deles foram para a faculdade. Aí, eu liguei pra ela e você tenha. Já o filé foi de Jackson e Roberto na hora.
Pois é, isso que eu ficar. Ela tinha faro para bons professores. Nos 23 anos, não, isso foi coisa dela e logo ela tinha um faro pra.
Então, eu fui pro Uepa, Estadão. Era realmente um ter medo, nem de ditadura militar. É um processo em que a gente sabe que, a partir daí, a gente tinha uma educação pública muito boa.
A partir daí, começou o processo da educação pública sucateada, né? Eu fiquei lá no Estadão até antes de ir à faculdade e aí fiz o que chamavam de primário lá, né? Depois fui para o ginásio e quando fiz o primeiro colegial, também por orientação da minha mãe, ela disse: "Olha, eu nunca fui, eu nunca gostei muito de exatas.
Acho que não tinha muita maturidade para entender as exatas. " Desde pequena, aprendi a ler sozinha cedo e sei lá, não tinha muitos amiguinhos, né? De uma coisa de menina, não podia brincar na rua, não tinha, e onde morava não tinha tanta criança assim.
Então, comecei a minha brincadeira, a ler. Comecei a ler muito cedo e a ser uma leitora voraz, muito cedo, né? Ela percebeu essa questão com as artes.
Comecei a estudar piano lá em Sorocaba com professores particulares aos sete anos e, naquela época, estava estipulado que a gente poderia parar o piano, mas eu quis continuar. Com 13 anos, fui estudar no Conservatório de Tatuí. Naquela época, a gente podia ir para o Conservatório de Tatuí sozinho.
Imaginem, pegava um ônibus na rodoviária com 13 anos. Meu pai me deixava na rodoviária, nem comprava a minha passagem. O Conservatório recebia muitos adolescentes e até crianças, faziam isso.
Outros tempos, né? A gente fazia isso muito feliz. Faltou, eram uns 80 quilômetros, não sei ao certo onde, uma empresa não vai fazer isso.
É exatamente, é bom. É triste porque a gente tinha que lidar com coisas, a gente amadurecia nessa questão de lidar com o mundo. E a gente percebe que, hoje, as crianças amadurecem mais tarde.
Elas são muito equipadas com certas questões, questões mais, e ele te envolve, informação e tal, né? Quem mantém muito equipadas. Eu penso: "Nossa, como é que essas pessoas já deixaram eles com 16 anos sozinhos de trem?
" E eu não entendia nada, né? Zetas, a organização dos países na China. Hoje em dia, eu não conseguiria nem tomar o ônibus sozinha na rodoviária, desacompanhada, nem.
Muito mudaram. Muita coisa mudou. Então, a gente ia pra ter um ônibus.
Era um ônibus que saía sábado de manhã. Na época, tinha muitas, era apenas uma escola maravilhosa. Outra escola que está sendo criminosamente sucateada pelo poder público, né?
Era uma escola fantástica. Eu tive aula com gente do mundo inteiro lá no Conservatório. Tive condição de tocar, para mandar levantar a ferro no Conservatório de Tatuí.
Eles traziam pianistas da Europa e davam aula pra gente, violinistas, enfim, todos os instrumentos. Era um ensino realmente muito sólido, muito forte. Acho que muito do que eu faço hoje também está calcado nesse aprendizado do Conservatório.
Estudei com o Fábio Luiz, que é um pianista sorocabano. Também sou gay, quando tinha 12 anos, fui para a Itália. Isso com 16 anos, quando eu tinha 17, ele foi pra Pretória.
Então, foi uma formação muito. . .
Aí eram as minhas duas escolas: o conservatório e a escola formal, né? E, na escola formal, como eu tinha essa ligação, mas com a área de humanas e para a área de artes, havia algumas coisas que me chamavam muito mais atenção. Então, por exemplo, eu não vou esquecer nunca, não esqueço nunca, né, do coral da Dona Zilá Benevenuto, que fazia um trabalho de iniciação musical com as crianças do primário do estadão, né?
Ela dava aula de flauta, ela dava aulas de coral, a gente se apresentava, né? Então, essa formação é uma formação muito grata, é um. .
. eu lembro com muita gratidão e muita, muita alegria. Uma recordação é muito afetiva, sabe, do trabalho da Dona Zilá.
É, vamos todos cantar, vamos tocar flauta na hora do coral da Dona Zilá. E, então, já tenho 20 minutos só no bloco no coral do desvio.