oi oi pessoal eu estou aqui hoje para falar um pouquinho sobre o tema da mimesis você já tá imitação na filosofia grega e focando principalmente aqui o Platão e Aristóteles começando com o Platão que é mais antigo né foi também mestre de Aristóteles né O que é interessante observar que é o seguinte é que a gente deve ao Platão praticamente digamos assim o mapeamento da questão da mimesis ou seja da imitação da arte como imitação a gente deve a ele isso mas é interessante que ele apresenta para tão apresenta e é animes a imitação e
mais como um problema realmente né então é comum a gente dizer que a atitude do Platão em relação a mimesis a imitação ou esse conceito da arte como Imitação é uma atitude de Condenação atitude negativa né O que é interessante observar o seguinte é que o Platão é mesmo na sua fase assim no período Inicial aí do desenvolvimento da sua filosofia ele antes dele estabelecer aquilo que é conhecido como sua teoria das ideias né ele não diálogo de juventude chamado Yu ele que já coloca um pouco a questão ele não fala ainda da imitação mas
ele coloca a arte de um modo geral no caso a declamação da poesia sobre suspeita de ser uma coisa irracional de ser uma coisa não mediatizado pela razão então eu sinto aqui 13 é desse diálogo ia ele diz o seguinte e isso é o Sócrates né enquanto personagem é dos jogos Platão falando para o Rio para todo mundo está bem claro que tu és capaz de falar de Homero não em virtude de uma arte Isto é de um ofício né ou de uma ciência se fosse arte o que te torna capaz disso estaria também condição
de falar de todos os demais poetas sem exceção têm situação é que tem que explicar alguma coisa em termos de nomenclatura não é que arte e o no sentido que o Platão tá usando aqui é de ofício mesmo né como ela tá coloquei aqui entre colchetes né não é arte no sentido que a gente tá entendendo né e eu o tema do Diálogo é o Sócrates se encontrando com o Ian e o Ian tinha sido premiado por declamar Homero né mas só que ele pergunta para ele se ele seria capaz de falar não apenas o
Mero mas também outro o que seria isso não se ele seria capaz de ter orisa em cima do que ele faz enquanto expressão artística e ele se mostra incapaz de fazer isso né e na sequência né café uma algumas páginas aí depois o Sócrates que era para eu ir Onde se escolhe pois o que prefere sou bem que te consideremos um homem injusto ou bem que te consideremos Divino e nesse nessa consideração do divino naturalmente tem uma certa ironia por parte do Sócrates Platônico porque na verdade ele tende a considerar todos aqueles que se exprimiram
através de uma arte no sentido que a gente usa hoje mas não não sabe onde damos teorizar sobre aquilo seriam embusteiros né portanto no injusto de acordo com a nomenclatura que ele tá usando aqui bom e o Sócrates como descobrir um Platão maduro né que continua tendo o Sócrates como personagem principal e dos seus diálogos e é na República tem duas passagens importantes uma é o livro três praticamente inteiro final do livro dois e do livro três inteiro da república e depois nós vamos ver também uma passagem muito famosa muito conhecida do livro 10 mas
o livro três a questão é o seguinte o Platão no diálogo lá com seu desculpa eu Sócrates Platônico no diálogo com seus interlocutores ele observa que nas narrativas que eram comuns correntes que eram paradigma assim de cultura na Grécia por exemplo nas epopéias Américas né os protagonistas não são necessariamente pessoas assim não é de boa índole né É que às vezes cometem injustiças cometem erros graves etc né e é isso revelaria um aspecto assim colecionável digamos da imitação artística né eu sinto aqui porque seríamos obrigados a dizer segundo creio isso é o Sócrates falando para
os seus interruptores o que seríamos obrigados a dizer segundo creio que a respeito dos homens tantos poetas quanto os oradores cometem os mais graves erros quando afirma terem sido felizes muitos homens e injustos e infelizes Muito muitos justos que justiça é proveitosa quando não descoberta e que a justiça por sua vez implica dando próprio e vantagem alheia teríamos e proibir Liz tudo isso e recomendados que canta indicam justamente o contrário não te parece então aqui esse trecho é um dos desses trechos assim que dão a tônica né a esse livro o que o Platão faz
essa condenação da arte como imitação mas aqui não tá muito Evidente ainda o caráter da imitação né que mais adiante fica mais evidente e o outro trecho é também do livro três ele diz a poesia EA mitologia podem constar inteiramente de imitação tal como se dá na tragédia na comédia conforme disseste ou apenas da exposição do poeta os melhores exemplos deste tipo de composição encontrará a se nos ditirambos a uma terceira modalidade em que se da condenação dos dois processos é o que se verifica na epopeia e muitas outras formas de poesia se é que
me fez compreender é é bom então essa distinção que ele introduz aqui entre imitação e exposição do poeta Imitação é quando um personagem e da narrativa se dirigem diretamente aí a seu público é na verdade é o poeta escondido por trás dele mas é como se o personagem fosse falando eu tivesse falando diretamente com o seu público enquanto no que ele tá chamando de Exposição é uma narrativa de terceira pessoa né então pro Platão essa segunda opção ela é menos problemática porque ela na nomenclatura dele engana menos por assim dizer né é é bom então
Um dos problemas que o Platão ver na mimesis é e que e que leva ele achar que a imitação artística Miss é uma um tipo de enganação é que o poeta ele ele precisa supostamente entender de vários ofícios etc para escrever com alguma virose semelhança o que acontece né numa narrativa não é Ou então mesmo numa exposição no que ele chama de uma mimesis né de uma apresentação direta né de um personagem é dirigindo-se diretamente é o seu público né E então o Platão qualquer pessoa que exerce um ofício poderia exercer bem só aquele Ofício
e o Poeta na medida em que ele a Anitta várias coisas é como se ele exercesse Várias Vários ofícios né E todos assim aparentemente tão bem quanto possível o que Platão não seria possível né então eu sinto outro pretinho aqui que ele disse oficialmente importante eu conseguir a alguém exercer ao mesmo tempo com eficiência funções importantes ou ser um bom imitador de muitas coisas mães pois nem mesmo as duas imitações que estão próximas parecem uma da outra podem ser praticadas com êxito por uma só pessoa é o exemplo dos autores de comédias e de tragédias
não disseste nesse momento que ambos eram alimentação então e essa essa esse condicionamento que Platão faz sobre essa impossibilidade né digamos essa em virou a semelhança de toda a imitação é inclusive pelo fato de o poeta não dominar todos os ofícios que ele de algum modo apresenta na sua alimentação né isso leva Platão à uma condenação muito veemente da poesia em geral das Artes em geral na verdade então tem uma passagem também do livro 3 que é muito conhecida que a famosa passagem da expulsão do poeta bom então é um trecho que ele disse nessas
condições se viesse a nossa cidade algum indivíduo dotado da habilidade de assumir várias formas e de imitar todas as coisas e se propusesse a fazer uma demonstração pessoal com seu poema nosso reverenciar iremos como um ser sagrado admirável e divertido mas lhe diríamos que em nossa cidade não há ninguém como ele nem é conveniente haver e depois de um girlie a cabeça como mirra e dia dor na lo com fitas de lã o poremos no rumo de qualquer outra cidade para nosso uso teremos de recorrer a um poeta ou contador de histórias mais austero e
menos divertido que corresponda aos nossos desígnios o sol emite o estilo moderado e se restringe a na sua exposição a copiar os modelos que desde o início estabelecemos por lei que licitação Então essa passagem Ela é bem paradigmática né ela tem uma ironia né no sentido de que é nessa cidade ideal que o Sócrates e os seus interlocutores estão construindo aí mentalmente né no diálogo é então fica aparecendo né que o poeta Ele deveria ser reverenciado né quer dizer um uma ironia do Sócrates nesse sentido Sócrates Platônico né porque ele sou o poeta teria só
ser expulso da cidade depois de ser reverenciado como um Deus né Depois de um dia de a cabeça comia não quer um sinal de respeito de devoção né adornadas com fitas de lã que era um costume também é de a distinguir né visitantes de luxo na cidade mas depois disso é mostrariam para ele o caminho da rua né caminho de outras cidades como ele disse E então como eu falei no início o ponto de vista Platônico ele ele é muito interessante porque ele chama atenção para o fato de que todas as expressões é que a
gente entendeu de como expressões artísticas na sua essência são formas de imitação é claro que isso hoje nas contemporânea é bastante diferente mas isso aqui não vem ao caso né E temos da tradição e o essa essa ideia platônica de que as artes em geral São alimentação elas a tradição durou milênios né depois e quem ainda um outro aspecto interessante é que tá no livro desta é pública e do ponto de vista Platônico e que tem diretamente a ver com a sua teoria das ideias né segundo essa teoria tudo que nós percebemos com nossos sentidos
é uma cópia de uma ideia que existe no mundo transcendente né então se nós copiamos e o artista por exemplo um pintor se ele copia com um objeto que existe o ponhamos uma cadeira que exista na realidade sensível da da na realidade sensível se ele copia essa cadeira não não desenho por exemplo esse desenho vai ser uma cópia da cópia né porque a própria cadeira objeto cadeira que a gente usa né enquanto tal usa para se sentar que ele por si só já é a cópia da ideia de cadeira da forma cadeira que existe no
mundo transcendente né então vamos ser ciclo aqui é um trecho aqui do Diálogo né ainda Sócrates com seus interlocutores né ele disse três são as camas a que podemos nos referir uma aqui existe na natureza fabricada por Deus segundo creio outra cama é a que o carpinteiro faz e uma terceira aqui o pintor realiza que é interessante observar que é a cama que existe que ele disse que existe na natureza fabricada por Deus na verdade é a ideia de cama né a cama feita pelo Carpinteiro uma cópia da S10 e tem a vantagem de servir
de ser útil a nós como utensílio né algo sobre o que a gente se deitar né o clima terceira cama né no caso aqui o pintor realiza né Oi e o interlocutor desse momento que eu não lembro de qualquer ela disse e o pintor não trabalha constrói esse mesmo objeto que então o Sócrates Platônico responde de modo algum e na sequência disse então que tirasse dele em relação a cama do carpinteiro né me parece que conviria chamali mais adequadamente imitador da obra daqueles artesãos do pintor não eu falei o carpinteiro não o pintor e parece
que com ver ia chamar ele né no caso é o pintor mais adequadamente imitador da obra daqueles artesãos ou seja dos Carpinteiros marceneiros né e fica pois Claro disse eu te chamas imitador ao autor de uma obra distante 3° do natural felicitação então a questão é essa né A a menos-valia ontológica de uma imitação artística pro Platão está baseada no fato de que ela é uma cópia de um objeto que existe na realidade sensível que possua veja é uma cópia de uma ideia que existe nesse mundo transcendente né e isso é diminui Aos olhos do
Platão né a gente vamos a densidade ontológica das obras de arte né na sequência nós vamos falar um pouco de um ponto de vista que retoma vários momentos aí da argumentação platônica mas pra diferença de que ele valoriza muito positiva muito Oi gente animes né que é o ponto de vista do Aristóteles Oi e o eu só fiz tem uma obra não é a única não é mas dentro do digamos do que chegou até nós dois Estou aqui ele é mais importante né obra que trata da imitação que é sua arte poética não é eu
pensei em alguns aspectos né as ideias principais alguns dos Capítulos aí dessa obra para comprar mostrar em que medida aqui é o Aristóteles retoma a ideia da arte como me meses é uma imitação e é mais valorizando sempre positivamente Diferentemente do que a gente viu no plantão né Por já no capítulo 1 ou eles estão antes disso a epopeia o poema traz com a comédia a poesia de tirando e com a música de flauta o Citra são imitações aqui é interessante que inspirado no Platão mais valorizando positivamente esse fato é o Aristóteles reúne sobre a
rubrika imitação uma série de coisas que a princípio não não teriam necessariamente né de acordo com os parâmetros da cultura grega até então não teriam que têm nada em comum entre si né Foi na trágico-cómico pois esse tirando com a música de flauta cita que tá os Alimentações o número do Capítulo 4 tem uma passagem aqui é muito importante também para a gente entender essa valorização positiva do anime super pelo Aristóteles que é quando ele fala da origem da poesia e ele justifica né a dinamizar a existência da poesia dizendo que o imitar agora com
a natural ao homem E se expressa desde a infância aprendizagem da prazer ele associa mini-sessão processo de aprendizagem também né e a harmonia eo ritmo também são com naturais não é aqui é muito interessante porque é o orlistato sugere não é que Desde da infância desde que desde que se desde quando as pessoas são bebês né tudo que elas aprendem elas aprendem imitando né os outros né imitando as outras crianças imitando os adultos né e portanto a imitação ela teria algo é ontologicamente associada a natureza humana né não automaticamente naquele sentido que a gente viu
no Platão mas e no sentido mais antropológico né e a ideia de que harmonia e Ritmo também são com a naturais né natureza humana nós vamos fazer parte realmente da natureza humana né a e é interessante observar o seguinte que nesse nessa nova postura né é que é assumida pelo Aristóteles diante da da mimesis no sentido de valorizar positivamente ele admite animes como algo fundamental na existência né é da humanidade né dos seres humanos e ele se propõe a fazer as peças classificação né é dos tipos de mim vezes até chegar no no tipo de
Minas do tipo de imitação que ele considera o mais importante de todos porque é o mais complexo mais sofisticado que é a tragédia né mas quando ele está analisando ainda os elementos né das limitações ele diz né que a gente pode imitar com meios diferentes né basicamente só tem duas opções com cores né que tudo que diz respeito à visualidade né bom e com voz apontando para aquilo que diz respeito à sonoridade né e no que tange a voz né ou seja sonoridade ele distingue aqui três elementos né o ritmo a linguagem e harmonia é
interessante observar que são elementos que fazem parte da poesia mas que existem é E no caso do Ritmo Harmonia São associadas até a primeiramente a música né a explicação para esse fato é que na cultura grega antiga existia música instrumental sim mas talvez o tipo de música que era mais apreciado era o tipo de música integrado com outras Artes não é por exemplo com a poesia né pois é era toda musicada né existia um um conceito da e de poesia que obedecer Cia ritmos específicos né que hoje na na teoria da literatura são as e
métricas né mas eu o eu estou aqui se considera isso como algo comum tanto na poesia quanto a música né e ele pensa também no que a gente poderia chamar de pontos de vista da imitação né quer dizer outros a partir dos quais a imitação é feita né então imitações diferentes podem ser diferente porque imitam coisas diferentes né Mas podem ser também segundo Aristóteles diferentes na medida em que imitam as mesmas coisas de forma diferente né Por exemplo dois pintores não é podem pegar o mesmo objeto e cada um na medida que imprimir aí o
seu estilo né pessoal é imita não é reproduz aquele objeto de um jeito diferente né e é interessante que o vários fatores desde que ele começa a discutir a questão da mimesis ele tem uma um ponto de vista que tendes um pouco também para uma questão moral não vamos dizer assim associada a esse processo né de imitar né então a as dizer que as mesmas coisas podem ser imitados de modo diferente a Florestópolis significa principalmente que as coisas podem ser evitadas como são ou seja de um ponto de vista mais estritamente realista ou naturalista né
e como parecem ser na medida em que são limitadas como do modo como a percepção antes de tudo registro essas coisas né E como devem ser ele fala de uma espécie de idealização que faz parte também do processo de imitação né isso depois vai ficar mais claro ainda é uma coisa importante é que uma boa parte do da discussão que eu estou atriz faz tem a ver com poesia assim como foi o ponto de partida por Platão também né mas o eles sofres coloca uma coisa que é muito importante e que eu acho que é
válida até hoje que a gente tende a associar a poesia né com a escrita né a personalidade literária em forma de versos né e no que o que não é verdade na verdade não é de fato o Aristóteles diz o seguinte que não há nada em comum entre o Mero E empédocles por que que ele disse isso Homero era né o talvez o principal poeta épico né da Grécia antiga e ele escrevi a Originalmente em diversos né acontece que o império Cruz né que é o filósofo pré-socrático né um chamado fisiólogo né que geram Filó
filósofos naturalistas não é ele escreveu um tratado Todo sobre a natureza benefícios que era é todo todo o certificado o olho só que está chamando a atenção para o fato de que não é porque o Tratado de Império era verificado que ele que ele fez poesia na verdade ele fez uma outra coisa ele fez digamos ciência natural de acordo com os parâmetros da época né do que seria uma ciência natural e no capítulo 2 eu tô as estão reparando que eu tô indo assim um pouco indo e voltando né mas pensando assim é o que
existe de mais importante dando procurando dar uma certa sequência também aí nessa apresentação e na nessa classificação da imitação da mimesis que o Aristóteles faz né bom então no capítulo dois ele fala de algo que a gente poderia chamar de estilização né ele não usa esse termo mas a gente poderia entender como estilização do objeto né de uma imitação né então os que imitam representam aquilo que imitam melhor do que é pior do que é ou como é a que aparece de novo no Melhor do que é esse procedimento de idealização né para o Aristóteles
é muito fácil que alguém que imite algo artisticamente é no processo de imitação melhores digamos assim não seja literal nem reproduzir ipsis literis né aquilo que ele tá imitando né mas eu não acertei de realização do seu objecto ele passe também uma mensagem viu e então assim que eu vou pode haver uma idealização de objeto pode haver também uma degradação do objeto mediante a imitação que se faz que que se possa fazer dele né E existe também essa tentativa de ambos de produzir uma imitação ipsis literis né bom então o próprio tóteles da exemplos na
pintura e na poesia né na pintura eu vou só falar os nomes né e tem um exemplo só aqui nós são artistas tanto poetas quanto pintores que ficaram bastante desconhecido a gente com exceção né do de dois é uma pintura outro na poesia os outros são bastantes conhecidos assim do público geral Talvez um outro especialista tem algum conhecimento maior de alguns deles né mas na pintura ele ou Aristóteles diz que o pólen outro retrata o seu objeto melhor do que ele é o pior do que é e o Dionísio como é na poesia o Homero
retrata melhor do que é e coca e seja mão pior do que é e cleon como é aquele tem um exemplo né de uma pintura no vaso do Paulinho O que é considerado o principal dos principais pintores aí é da Grécia antiga e um dos poucos também dos quais chegaram né obras aí foram legadas as obras aí para a posteridade antes supostamente Ou pelo menos são atribuídas a eles né é bom no capítulo 3 tem uma doação se trabalha um pouco com essa distinção que já aparece no Platão de narração e ação que o Platão
é chama de imitação aparece aquilo Aristóteles como ação e o Platão chama disposição por Aristóteles é narração né então eu estou atriz que pode ser imitar narrando e ao narrar pode ser em primeira pessoa né Por exemplo a narrativa desenho do eu sou fulano de tal eu fiz isso aquilo vou contar uma história ou então uma narração em que alguém falar eu vou contar a história do fulano de tal não é E então é até ser introduz aí a terceira pessoa por só se chama atenção para o fato de que a epopeia homérica ela hein
a arte não é uma narração aí pela boca de outro né quer dizer terceira pessoa né descrições né digamos assim Exposições Como disse disso Platão antes né de situações encadeamentos é certo né e o que o Platão chama de imitação do sentido mais forte do termo é o que o Agora estou assistindo de imitação ou personagens em Ação não é então é isso a porta se reporta diretamente aí eu teatro né e o teatro grego Como você sabe né Ele tem na rede suas seus principais gêneros a tragédia EA comédia e o estoque se preocupou
também com definições né então ele tem uma definição de comédia que é a seguinte né A Comédia a imitação de pessoas com qualidade moral inferior mas não segundo toda classe de vícios mas apenas o que é resivel naquilo que é eticamente baixo e vergonhoso felicitação Então na verdade quer dizer a comédia é sempre apresenta assim um pouco enfim os personagens da comédia para serem engraçados eles têm que ser se fora do padrão digamos assim segundo o ele só que está dizendo que eles têm assim né Essa o que ele tá chamando ele de qualidade moral
inferior não é que é uma uma uma certa como que eu poderia dizer uma certa não valorização de os padrões estabelecidos alguma coisa dessa desse nível né mas só que o vício nesse caso né tem que ser apresentado enquanto algo engraçado né não simplesmente eu visse o por si só mas algo que não é chame atenção e positivamente né desperte aí o bom humor né da plateia né e no capítulo 6 logo depois tem uma definição de tragédia que é uma definição muito lapidar e que é muito importante também que é utilizado é que é
estudado até hoje que é a seguinte a tragédia é uma imitação de uma ação de caráter elevado e completa dotada de certa extensão numa linguagem agradável cheia de belezas de uma espécie particular segundo suas diversas partes e por personagens em ação e não por narração a qual levando a compaixão e ao temor opera no espectador a purificação própria desses desses estados faltam essas em ele é motivos tem que situação Então o que é interessante porque vários elementos né que ele aponta que são importantes né É caráter elevado né os personagens da tragédia eles são pessoas
consideradas superiores nas pessoas com caráter moral muito elevado e tal mesmo certa extensão a tragédia ela não pode ser curta demais né a linguagem agradável né e dela né Ela te chama atenção pela concatenação né da própria Portela com captação concatenação interna das das palavras né Oi e essa e essa beleza né ela tem que ser distribuída por todas as partes né Por Toda extensão da tragedy e ela é feita por personagens em ação de acordo com aquela distinção do que nossa apontamos a pouco né e não pela boca de outro como o ele só
três dias sendo que é essa imitação né ela leva a compaixão EA o temor que eles ela gera no espectador sentimentos fortes né e ao gerar esse esse sentimento forte fortes no espectador Ela opera ela causa uma Purificação digamos espiritual no espectador né Então essa é a definição aí é clássica não é de tragédia que foi dada né pelo Aristóteles e é uma outra coisa interessante também para a gente entender aí aproximadamente o ponto de vista dor estou atriz é a diferenciação que ele faz entre o historiador eo poeta ele disse que o historiador eo
poeta não diferem entre si por um escrever as suas narrações inverso e o outro é prosa distinguem-se antes por um contar os fatos como aconteceram o outro os que poderiam acontecer na prática o historiador é aquele que narra os fatos como aconteceram tanto quanto é possível saber exatamente o que aconteceu e o Poeta como quer dizer narra fatos O que representa o apresenta fatos que poderiam acontecer e isso essa distinção por estoques é muito importante né na sequência ele disse Por isso a poesia é mais filosófica que a história o que tem um caráter mais
elevado que ela já que a poesia conta Sobretudo o geral a história ou particular então A ideia é do aristótele saque a poesia mais ela tem a ver principalmente com universalidade né o poeta é um bom poeta quando ele atinge um patamar de universalidade aí na sua limitação artística né sendo que o historiador quanto mais particular ele for na contratação do que aconteceu melhor Historiador ele será é de acordo com a concepção aí do Aristóteles né em um dos últimos tópicos aqui é a catar se né naquela definição da tragédia é na tradução né do
grego português tá dizendo né que o Comboio compaixão operam no espectador a purificação própria desses está que esses estados ocasionam né É E essa Purificação temos Purificação o equivalente grego desse tema é catar se na verdade em grego é kadesh né quando quando é transliterado né português vira catar se que é essa forma né de purificação interna nessa forma é uma espécie de limpeza da Alma vamos dizer assim né Oi e ele disse né o olho só acredito que o temor e compaixão né poder nascer do espetáculo e podem também na sede da própria Trama
dos fatos né ele disse que quando o teu amor e compaixão surge da própria Trama dos Fatos e sua acontece no tipo de poema superior né ah eu imagino que lhe digo isso porque os gregos eles tinham um aparato cênico muito desenvolvido né Na época e e a tragédia era encenada nela tinha um texto mas a tragédia enquanto espetáculo era encenada com todo com público e com o couro com os protagonistas como uma toda uma maquinaria que existia né pedir para criar né ali aquela ambientação e tal né mas o Aristóteles é uma imitação poema
superior seria aquele que já na sua Trama naquilo que eu estou aqui chama de Mito né que é o enredo né já no âmbito do enredo ele seria já teria esse potencial para causar e ternura e compaixão Oi e o uma outra diferenciação interessante também entre o temor né aí ligado à produção da catar se né a distinção entre o temor eo horror né eles dizem os que por meio do espetáculo produzem não do temor mas só horror nada tem em comum com a tragédia porque ela produz prazer o prazer estético né segundo Aristóteles é
a tragédia produz tá igual a parte ligado a esse estado de purificação da Alma né que o teu amor e compaixão produzem nos espectadores né bom então basicamente gente era isso né que eu tinha apresentar aqui sobre a mimesis né a imitação né na Grécia antiga principalmente né aí do a partir do ponto de vista de dois dos seus principais filósofos né o Platão e Aristóteles Então é isso por hoje a gente obrigado pela atenção um abraço e até a próxima tchau