eu tinha apenas cinco anos quando algo se rompeu na minha família essa ruptura deixou em mim uma ferida que determinou o curso dos meus relacionamentos durante muitos anos por muito tempo me recusei a admitir o efeito que meu passado tinha sobre mim e bem sobretudo na minha vida Na verdade acho que só entendi completamente a importância desses antigos acontecimentos quando comecei a estudar psicologia aos poucos fui adquirindo um conhecimento prático dos efeitos prolongados do trauma e alimentando minha profunda curiosidade sobre relacionamentos foram anos de trabalho árduo até eu compreender o impacto do que tinha acontecido
tanto tempo atrás e pudesse enfim assumir o controle de como me relacionava com outras pessoas lições valiosas que aprendi e vou compartilhar com você neste áudio livro mas estou me adiantando voltemos ao início Vamos começar com minhas origens era um belo dia de sol no verão de 1991 Eu estava tentando transformar um frágil bracelete de ouro num brinco de argola sim eu era precoce aos cinco anos quando ouvi meu pai levantar a voz por trás da porta fechada do meu quarto a raiva do meu pai sempre me deixou assustada ele era o tipo de homem
que costumava dominar qualquer situação e o poder e o controle que ele emitia parecia uma ameaçadores meu projeto descolado de joalheria perdeu a graça na mesma hora se você sair não precisa voltar ele para minha mãe aquelas palavras me partiram ao meio eu nunca tinha ouvido tamanha raiva direcionada alguém que eu amasse alguém que ele supostamente também deveria amar se você sair não precisa voltar em questão de minutos Minha mãe estava subindo a escada e me pedindo que fizesse as malas não havia muito tempo para processar o que estava acontecendo tudo que eu sabia É
que estávamos indo embora pegamos minha avó materna e fomos para Jersey shore onde Com certeza brinquei no mar construir castelos de areia e provavelmente Convenci minha mãe a parar no meio do caminho para tomarmos um sorvete ainda não tinha caído a ficha de que casa ganharia um novo significado depois do dia na praia não nos limitaríamos a deixar minha avó na casa dela ficariamos por lá era o nosso destino ao chegarmos lá nos acomodamos e relaxamos depois de um dia ao sol não demorou muito para o telefone começar a tocar embora não houvesse identificador de
chamadas naquela época Era óbvio Quem estava do outro lado da linha meu pai exigiu falar com minha mãe imediatamente mas minha avó não era boba de passar a ligação em poucos minutos estávamos correndo para casa do vizinho sem tempo de processar apenas de correr 10 minutos depois meu pai e meu tio irmão dele Pararam o carro na entrada da garagem da minha avó nós os observamos de longe batendo na porta da frente cercando a casa e tentando ver se havia movimento lá dentro o carro estacionado da minha mãe deixava Claro que não podíamos estar muito
longe eu me lembro de tentar alcançar o parapeito da janela para bisbilhotar o que estava acontecendo apenas uma casa de distância meu pai e meu tio não passavam de pequenas silhuetas ao longe mas mesmo assim eu podia sentir a raiva deles eu queria chamar meu pai mas também estava muito assustada estava me escondendo com minha mãe sentindo minha aterrorizada e insegura e ao mesmo tempo pensava comigo mesmo estou aqui pai minutos depois a polícia apareceu a porta da minha avó o de sentir o medo na voz da minha mãe quando ela disse para nos escondermos
dentro do closet isso está mesmo acontecendo fui instruída a não dar um piu então começaram as batidas que me causaram um pavor já conhecido o vizinho abriu a porta para aqueles dois homens raivosos e alguns policiais as perguntas vinham dos policiais e as acusações do meu pai e do meu tio ele sabiam que estávamos lá dentro mas não foram convidados a entrar eu podia ouvir a raiva aumentando deve haver algo que eu possa fazer para resolver isso supliquei como posso parar o que está acontecendo Eu só quero que os dois fiquem bem no entanto não
tinha como tornar meu pai e minha mãe felizes não tinha como escolher os dois não tinha como Honrar um sem magoar ou desapontar o outro Ou pelo menos era assim que eu pensava não tinha como parar aquela briga durante a confusão minha mãe e eu permanecemos congeladas de medo de mãos dadas dentro do closet e embora eu ainda não consegui se descrever isto em palavras foi naquele momento que minha ferida de segurança nasceu na época eu não tinha ideia de quantos anos ficaria presa aquele instante por mais que se esforçassem meus pais não conseguiam me
proteger ou me manter longe da raiva deles minha integridade física nunca foi ameaçada mas o sistema que eu chamava de família estava desmoronando e pegando fogo o caos se tornou o status pó eu via dois adultos se ameaçando cara a cara em meio a manipulações paranoias emoções a flor da pele abuso desejo de controle e medo por mais que tentassem esconder de mim eu via sentia e vivenciava aquilo tudo com eles quando dei por mim meu mundo tinha se tornado dramáticamente inseguro as duas pessoas a quem eu confiava a minha proteção estavam tão ocupadas brigando
entre si que durante algum tempo Se Esqueceram de Mim então percebi que eu tinha que criar minha própria segurança assumiu o papel de pacificadora Na tentativa de apagar o incêndio e manter minha família funcionando era um papel muito difícil para uma criança de 5 anos sem saber que isso não era a minha responsabilidade Dei tudo de mim eu me tornei uma atriz fenomenal concluir que se eu não estivesse bem o tempo todo seria mais uma preocupação para os meus pais então eu dizia estou bem com a única intenção de não causar mais um problema e
não esforço para sempre agradá-los e dizer o que eu achava que eles queriam ouvir nunca falei sobre minhas preferências apenas validava as deles eu me tornei uma criança sem vontade própria excepcional em tudo aquilo me dedicasse sempre ajudando a diminuir o fardo ou distraindo meus pais do que estava acontecendo a nossa volta minha ferida de segurança falarei mais sobre isso mas adiante não recebeu os devidos cuidados e foi reaberta repetidas vezes direcionando minha vida sem que eu me desse conta eu estava sempre Alerta pronta para apagar o próximo incêndio em potencial quer viesse dos meus
pais dos meus amigos ou até mesmo dos meus parceiros mas os efeitos a longo prazo de assumir esse papel equivocado de pacificadora e dedicar todos os meus esforços aqui tudo desse certo levariam anos para serem percebidos aprendi a transformar diminuir Minimizar maximizar e distorcer minhas experiências e a mim mesma tudo para agradar um hábito do qual Eu precisaria me livrar com muito esforço caso quisesse ter relacionamentos autênticos eu me tornei tão exímia em garantir que o que aconteceu com meus pais não acontecesse comigo que terminei recriando tudo o que mais temia o medo de alguém
me controlar como meu pai controlava minha mãe me levou a controlar a mim mesma minha necessidade de agradar a todos e de ser apreciada me tornou in vulnerável e sem personalidade bloqueando assim conexões verdadeiras e minha Persona de garota super legal que sabe de tudo tornou impossível revelar como eu realmente me sentia ou pedir que algumas das minhas necessidades fossem atendidas eu estava presa nos meus relacionamentos pessoais e profissionais recriando aqueles padrões que jurei nunca repetir