eu queria aproveitar o clima Olímpico que tá rolando para lembrar de uma coisa que aconteceu comigo e que me fez pensar em várias coisas e eu queria ver se alguém se identifica aí era 1992 eu tinha entre 5 e 6 anos e foi nessa época que rolou as Olimpíadas de Barcelona e eu lembro que esse evento ficou muito marcado na minha cabeça e aí no auge do meu 5 se anos eu descobri o que eu queria pra minha vida eu queria ser uma atleta Olímpica eu queria ser do judô eu queria fazer judô ir pra
competições e um dia eu ia pras Olimpíadas Teve uma época também que eu queria ser jogadora de basquete mas isso é outra história e aí eu lembro que eu fiquei enchendo o saco do meu pai e da minha mãe tentando convencer eles a entrar embarcar nesse meu sonho Olímpico até que eles me colocaram numa escolinha de judô e aí eu fui pro primeiro dia de aula muito feliz com meu kimoninho E aí eu aprendi a amarrar a faixa certinho e aí como eu era meio café com leite era minha primeira aula o professor eh pegou
um aluno que era um pouco mais avançado e pediu que ele me ensinasse as coisas básicas o que eu precisava saber para começar então nessa primeira aula basicamente eu só fiquei ali com com com esse outro aluno num cantinho da sala que ele ficava me ensinando as coisas eu aprendi os movimentos básicos aprendi a derrubar aprendi a me defender e tal e aí chegou na segunda aula e eu já não era mais café com leite então eu tava ali no meio de todo mundo como um igual e aí em determinado momento teve um exercício ali
que o professor passou ele pediu que as pessoas das mesmas da mesma faixa né se dividissem em duplas E aí as duplas fariam uma Lutinha ali como eu era nova meio que ninguém quis fazer dupla comigo sobrou uma menina lá que ela também era meio nova mas ela tava um pouco mais de tempo do que eu então a gente foi fazer o exercício junto Só que essa menina ela era bem maior e mais forte que eu o que não era muito difícil porque eu sempre fui uma essa franzina eu era muito baixinha e muito magrela
então meio que qualquer pessoa era maior do que eu assim e aí foi uma humilhação cara a menina tipo só faltava me pegar com uma mão assim derrubar no chão sabe eu não consegui chegar nem perto de passar uma rasteira nela nada ela não me machucou nem nada porque assim a gente não tava num competição de verdade a gente estava ali fazendo exercício Mas eu saí assim ó humilhada Eu lembro que eu fui tipo muito triste cabis baixa pra casa e E aí eu desisti naquele momento eu desisti o sonho Olímpico acabou para mim ali
eu não queria mais voltar pra aula de judô e de certa forma e esse padrão de comportamento me acompanhou pela vida em outros momentos rolou e ainda rola de eu desistir de alguma coisa no primeiro obstáculo e aí a gente vai pensar em falta de perseverança falta de motivação medo de errar medo de falhar mas eu não sei se é exatamente isso E aí como hoje eu não tive sessão de terapia porque minha terapeuta ficou doente eu vim alugar vocês não tô brincando tô brincando é que eu tava tava realmente tava pensando sobre isso e
falei de repente eu posso fazer um vídeo porque talvez alguém se identifique com o que eu vou falar pensando nessa situação do judô e E tantas outras que aconteceram ao longo da minha vida e que seguem ali algum padrão eu fui percebendo a seguinte coisa eu não gosto de me sentir diminuída o lance todo do judô eu acho no fundo foi eu não gostei da sensação física e mental de ser menor que alguém pior que alguém e claro naquela época como uma criança eu não tinha noção de que [ __ ] tá você precisa praticar
então a minha questão que Talvez possa ser a sua é não é sobre não saber ultrapassar um obstáculo porque em algumas outras situações eu tive obstáculos e e bora vamos aí e vamos tentar ultrapassar esses obstáculos mas tem algumas situações que que elas me pegam nesse lugar de eu não quero lidar com nada que faça eu sentir que eu estou sendo diminuída invisibilizada uma eu não quero reconhecer a minha insignificância Veja Bem óbvio que se eu tivesse continuado na aula de judô e praticado não sei se eu ia chegar nas Olimpíadas mas assim eventualmente eu
ia crescer e e eu ia lutar melhor e eu ia ser mais capaz enfim mas é o lance de como o primeiro atrito bate sabe bate na gente uma coisa é bater num lugar de um desafio que até te motiva para tipo não isso aqui tá me desafiando eu quero ir porque eu sei que eu consigo e outra coisa é o o bagulho bater em você num lugar de tipo ser assim você é frágil você é pouco você é menor que alguma coisa você é menor que alguém muito louco Ok E aí agora como que
a gente vai lidar com isso eu e você que eventualmente pode ter se conectado com alguma coisa que eu falei os óbvios né terapia autoconhecimento todo esses brá brá brá mas eu acho que tem uma coisa muito importante que pode ser abraçar a insignificância abraçar sua a minha a nossa insignificância ainda no clima Olímpico e eu tava pensando eu tava assistindo o noticiário com a minha conge E aí tava passando uma matéria sobre a Simone BIOS da ginástica artística E aí em determinado momento apareceu a Simone BIOS com as colegas dela de seleção americana e
eu duvido você lembrar sem dar um Google de o nome de algumas outra menina da seleção americana que não seja cibon bos eu não sei quem são essas meninas e na geração delas elas ficaram meio tipo mas então que motiva essas garotas a continuar competindo continuar trabalhando com ginástica artística cara óbvio né tô falando como se elas não fossem da seleção dos Estados Unidos que independente de qualquer coisa ganha tudo mas assim quando a sua colega de trabalho a Simone Bios e você não tá nem perto de ter a a capacidade dela que que você
que que você quer então que que você vai ser E aí depois eu pensei que assim tipo elas estão ali porque faz sentido faz sentido para elas mesmo sabendo que na história elas não vão ficar tão marcadas quanto a colega de trabalho delas o que faz elas acordarem todo dia para treinar e viajar para longe para competir é a ginástica é algo que faz sentido para elas a ginástica existia sem elas vai continuar existindo sem elas a ginástica não precisa delas mas elas abraçam a ginástica como algo que faz sentido para elas eu tô estudando
programação na verdade eu tô tentando estudar programação pela milésima vez é muito difícil PR mim pra minha cabecinha de humanas eu já comecei e parei várias vezes por causa de odiar me senti burra mas dessa vez eu tô pensando um pouco mais seriamente numa transição de carreira a longo prazo mas para isso eu preciso insistir E aí eu penso eu posso desistir a programação não precisa de mim assim como judou não precisava de mim mas eu quero insistir nisso Porque para mim faz sentido pelo menos nesse momento em que eu tô pensando numa transição de
carreira faz sentido Então se faz sentido mesmo eu me sentindo uma burra eu preciso continuar estudando em algum lugar eu vou chegar como eu teria chegado se eu tivesse insistido no judô mas agora já fui eu tenho que colocar isso na minha cabeça pras outras coisas eu me reconheço enquanto insignif diante de um tópico tão complexo e e desafiador que é isso da programação E aí eu vejo gente que sabe muito e eu falo cara eu nunca vou ser essas pessoas não não vou ser essas pessoas mas alguma coisa eu tenho que ser tá ligado
Então o que tem me fazido me fazido o que tem me feito insistir um pouco mais nisso é justamente essa mentalidade de eu sou muito burra perto de tantas outras pessoas que estudam ou já trabalham com programação E se eu desistir agora eu vou continuar sendo burra e e insignificante mas se realmente faz sentido para mim eu vou começar com a minha burrice e a minha insignificância mesmo e e vamos ver onde vai isso aqui que eu tô fazendo é meus vídeos Cara eu tô postando os vídeos e é tipo assim umas 60 pessoas só
que assistem cada vídeo [ __ ] então que que você faz isso se só 60 pessoas assistem não sei porque faz sentido para mim fazer isso e se eu pensar bem eu não nem conheço 60 pessoas Então se 60 pessoas estão vendo isso não é assim não é total toa eu não tô falando sozinha e por aí vai eu não fiz roteiro Então eu não sei se agora já é bom de terminar né Acho que já vou fazer janta Tchau