Basicamente, as sete leis elas começam pelo mentalismo. Mentalismo é uma lei que se diz que abrange todas as outras, que ela diz que o universo é mental, tá? O universo, tudo que existe partiu da mente para o mundo concreto, tanto da mente divina quanto da mente humana.
Então, se você imagina, por exemplo, uma mesa como essa, marceneiro tem que ter primeiro pensado nela para depois construí-la. As coisas não saem do nada. Primeiro tem que ter sido pensada para depois existir no plano concreto.
Isso que o universo manifestado também é todo assim. Ele primeiro existe na mente divina para depois existir da manifestação, tá? Então, quando você quer que o teu futuro seja diferente do que é agora, você quer transformar a sua vida, você precisaria pensar primeiro e mudar as suas concepções mentais, os seus pensamentos, porque germina hoje o que você viverá amanhã.
Se eu penso coisas boas, vou ter coisas boas. ruins. Exato.
É como diz a tradição cristã, né? A semeiadura é livre, porém a colheita é obrigatória. Exato.
E a semeiadura é sempre no plano mental. Esse é o princípio do mentalismo. Vai falar a respeito de como nós lidamos com as nossas ideias, com os nossos pensamentos com responsabilidade.
Segunda, a segunda é o princípio da correspondência, que diz que o que há acima há abaixo. O que é abaixo há acima. Ou seja, se você considera um sistema solar e considera um átomo, você percebe que a semelhança é muito grande, né?
É de um macro com micro, né? Um macro com micro. Ou seja, em várias escalas você tem coisas muito semelhantes.
Dentro de nós, por exemplo, a gente tem um mundo físico. Mas isso na época eles não tinham essa noção. Como que eles já tinham essa esse conhecimento?
Se não tinha microscópio, né? Não tinha como ver a vida micro, né? Pois é.
Ele tinha essa concepção, provavelmente por uma sabedoria recebida de outras vias que não é bem a que a gente entende hoje no nosso mundo tão hightech, né? Total. Ele tinha essa sabedoria de que o universo era todo interligado e que se repetia em padrões do macro para o micro.
Então se você pega, por exemplo, a maneira como você trata o seu corpo físico, você pode imaginar o que seria do seu corpo físico se você se alimentasse de qualquer coisa, se você não o higienizasse. Agora imagina que você faz exatamente isso com seu plano mental. o alimenta de qualquer coisa e não o purifica nunca, não tira todos os elementos que estão ali poluindo.
Imagina como estará esse corpo. É mais ou menos similar o que você faz no sutil, o que você faz no concreto. Ou seja, tem muita sabedoria de vida para tirar de cada uma dessas leis.
Esse espelhamento de cima em baixo, dentro, fora, pequeno, grande. É isso. Isso.
Exatamente. Platão falava do micro, do macrocosmo, né? Você vai ver isso na Bíblia.
Deus fez o homem, sua imagem e semelhança, né? Então, várias tradições falam sobre isso. Verdade.
A Cabala hebraica, quando falo do nome de Deus, Yahé, quando você coloca o nome de Deus na vertical, dá a forma do corpo humano, cabeça, tronco e membros, tá? Então, várias tradições falam da mesma coisa. o macro e o micro, tendo uma semelhança de forma, uma semelhante de semelhança de organização, de linha evolutiva.
Entendi. Mas o o que isso a gente traz pra vida, pr para pro dia a dia, é uma das coisas que eu falei para você é exatamente isso. Cuidado com as coisas que a gente mentaliza, porque serão as coisas que viveremos amanhã.
Nós estamos construindo o nosso futuro nesse momento. Não, mas essa parte do espelhamento, como que a gente aplica isso? esse entendimento de que eh acima, embaixo, dentro e fora tem alguma uma típica frase que fala sobre isso é aquela do homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses essa frase diz que se você tem um grande autoconhecimento, você pode ter uma noção de como se organiza o universo, porque segue a mesma chave organizativa.
Exato. Exato. Faz sentido.
A terceira, a terceira é o princípio da polaridade, tá? que diz que semelhante e de semelhante são da mesma natureza, diferentes em graus. Se você pega, por exemplo, um termômetro, você vai ter temperaturas.
Tudo é temperatura. Uma é quente, a outra é fria. Você pode esquentar o frio, esfriar o quente.
Ou seja, você pode, por um ato de vontade, trocar uma polaridade pela outra. Então, por exemplo, se você pega um gradiente de sentimentos, de um lado você tem ódio, do outro lado você tem amor, por um processo de vontade, de determinação, eu posso intercambiar um pelo outro. Eu posso transformar o amor em ódio e vice-versa.
O ódio em amor, sim, por um ato de vontade, porque estão dentro de uma mesma natureza. Eu não posso transformar o quente em macio, por exemplo. São coisas diferentes, mas dentro do parâmetro de temperatura, eu posso intercambiá-las.
dentro do parâmetro de sentimentos, eu posso intercambiá-los dentro do parâmetro de pensamentos, de ações. Eu sou uma pessoa, por exemplo, em relação ao plano físico, sou preguiçosa. Eu posso me tornar uma pessoa ativa simplesmente por um ato de vontade, polarizando no outro lado do termômetro e trabalhando na construção disso.
Posso reverter os polos em que eu estou identificada. E tudo isso aqui tá tá tá tá condensado aqui. Isso de uma maneira bem adequada, né?
Vou vou mostrar pro meu filho. A quarta. A quarta é o princípio do ritmo, que é o princípio do pêndulo.
Imagine que você tem aqui um pêndulo, você puxa ele para um lado. Quando você solta, a tendência é ele ir pro outro lado num mesma distância. Imagine que você puxou ele para cá, uma distância X.
Quando ele vai pro outro lado, ele vai X também. Ou seja, oscilação para um lado e pro outro é equivalente. Isso diz que, por exemplo, se você tem um excesso de euforia, é provável que do outro dia você tenha um excesso de tristeza que seja correspondente.
Os excessos são mais ou menos equilibrados. Então, se o homem não quer que o seu pêndulo no dia seguinte vá para um extremo oposto, que ele procure um meio termo mais sereno, mais equilibrado, porque os extremos se compensam. E dentro do ritmo, ele vai falar também a respeito da neutralização.
O que é a neutralização? Como é que você fica acima das polaridades do mundo? Eu sempre uso o exemplo das crianças brigando por um brinquedo, tá?
Uma criança brigando com a outra, puxando o ursinho. Quando é que você pode neutralizar esse conflito? Quando você não deseja mais ursinho, quando você superou essa necessidade de experiência, você pode ir lá e equilibrar esse conflito, tá?
Você subiu um degrau do ponto de vista de consciência. Aquele ursinho não, eu não preciso daquele ursinho. Então eu tô tão isento daquela lá que eu eu consigo definir essa situação.
Se eu tivesse envolvido emocionalmente com aquele ursinho, eu não consigo. Seram três brigando pelo ursinho. Exatamente.
E assim vai. Digamos que esse pai brigue com outro pai. Esses dois pais que estão brigando para saber quem é que educa as crianças, estabelece aqui um outro conflito em outro patamar.
Aí vem o avô e diz: "Que é isso? Vocês estão brigando a tor rapazes. Os dois querem o bem das crianças.
seja um outro nível de consciência, já não precisa mais de autoafirmação como pai melhor da vizinhança, tá? E por aí vai. Esse avô pode brigar com outro avô também e alguém que tem uma consciência um pouco mais elevada pode neutralizar esses conflitos.
Ou seja, quanto mais a nossa consciência sobe, amadurece, mais você está habilitado a harmonizar os conflitos que estão abaixo de você, entende? Então, se a gente tem muitos conflitos no mundo e não nos sentimos habilitados a interferir de maneira positiva neles, é porque a nossa consciência não os superou. Se superasse, nós teríamos uma habilidade para conciliar os conflitos todos do mundo.
Exato. Esse, então vamos relembrar até aqui os quatro, né? A primeira é mentalismo.
Segundoismo, correspondência. Correspondência, polaridade, polaridade, ritmo. Ritmo.
E agora aí vem a vibração. Vibração. A vibração diz que desde a matéria mais densa até o ser mais sutil que você possa imaginar, tudo no universo vibra.
Você vê, por exemplo, que a gente usa o quartzo para fazer relógios, né? Relógios de quartzo, porque o quartzo vibra. Essa vibração ajuda no funcionamento da máquina do relógio.
Então, tudo no universo, desde uma pedra mais densa até os seres mais sutis, eles vibram, tá? Se você acelera a matéria, você teria energia. Se você acelera, teria luz e por aí vai.
Eles dizem que se você acelera, você chega teu espírito. Você acelera mais, você chega até Deus. É tudo uma questão de vibração, de aceleração de vibrações cada vez mais sutis.
Entendi. E aí você para poder encontrar o seu nome interno, quem é você realmente, você teria que saber diante de que você vibra, ou seja, diante de que atos, de que palavras, de que situações, algo dentro de você vibra. Você se sente assim como se a tua consciência estivesse numa espécie de êxtase, estivesse no seu melhor.
Aquilo que te faz vibrar é o teu nome interno, é o nível de elevação de consciência que você logrou. O nome interno é o meu eu mais profundo. É isso.
O nível de consciência que você conquistou até agora, tá? Por exemplo, meu o meu nome é é o meu nível agora, não o que eu posso ser. Isso, o teu nível agora.
Você pode, uma vez que você percebe que você vibra em sintonia com determinadas coisas, você pode sutilizar isso, aprender a vibrar diante de atos justos, de atos íntegros, de de atos de compaixão. Você pode sutilizar a tua vibração para coisas um pouco mais humanísticas e isso é o processo de crescimento humano, né, que seria desejado. também retroceder, pode retroceder, embora uma coisa mais animal ou por um trauma ou por uma situação de de sei lá de depressão, talvez.
Isso. Embora a consciência ela resista um bocado a voltar atrás, né? Consciência resiste em abrir mão daquilo que ela já conquistou.
É sempre pra frente. É, mas se você insistir muito, pode conseguir. É, pode conseguir retroceder.
Mas a ideia é que a gente fosse cada vez mais sutilizando as nossas vibrações, cada vez mais coisas humanísticas, coisas mais nobres, relevadas a pensamentos, sentimentos verdadeiramente humanos, tá? Isso seria a evolução humana, o crescimento humano, tá? Então, tudo no universo, segundo o princípio da vibração, está vibrando em diferentes escalas.
E à medida que você vai sutilizando essa vibração, vai crescendo, vai ocupando o seu lugar dentro do universo. Mas a gente, você tá falando em relação a uma vida humana, em relação à história da humanidade, a ideia também que é a mesma até para seres não humanos. Até para seres não humanos é a mesma.
Ou seja, no plano mineral eles dizem que dependendo da vibração, lógico que eles não estão falando na mesma chave que a gente chama vibração hoje, né? Consciência, né? Tô falando de outra isso.
Não podemos comparar com uma noção científica de vibração, mas eles falam realmente de uma identidade de consciência, ou seja, até nos minerais, os minerais tenderiam a ter uma estrutura cada vez mais complexa, né? E essa complexidade seria ir elevando a sua vibração. Os vegetais vão também cada vez mais tendo uma estrutura mais complexa, a gente poderia dizer, sei lá, um angiospermas, uma evolução vegetal qualquer.
Entendi. Poderíamos pegar os animais, nós poderíamos dizer que os mamíferos têm aí uma estrutura bem mais complexa e para eles o ser humano conta diferente dos animais, né? Seria uma espécie diferente que evoluiria quando chega valores, virtude, sabedoria, tá?
Então, todo o universo estaria acelerando a sua vibração para chegar ao ideal que ele é próprio, fazer aquilo que a natureza espera de cada um. Essa é a ideia. Mas é um é um é um contraponto à entropia que fala o contrário, né?
Que tudo caminha pro caos, que caminha para pro pro pra ausência de de ordem, né? A entropia se refere ao veículo físico, que é um fato. Mas a ideia, segundo a tradição egípcia, é que você teria dois eixos, tá?
A medida que o tempo passa, o corpo físico decai, mas a consciência sobe. Entendi. O ideal lá em cima seria um sábio, cujo corpo estaria muito debilitado pela idade, mas que a consciência estaria na sua máxima expansão.
Entendi. De compreensão da vida, de respostas adequadas à vida. Ou seja, a consciência é um vetor de compensação da entropia física.
E assim e assim também o universo cada vez se afastando, ficando mais frio e ao mesmo tempo eh uma evolução de consciência. Isso dos corpos que estão habitando ele, né? Isso.
A ideia é que tudo seria de alguma maneira vivo, teria algum grau de consciência e tudo estaria em evolução. Inclusive, por exemplo, um planeta, né? Tem a tem a a a aquela teoria da Gaia, né?
Isso. A teoria de Gaia fala exatamente planeta como uma coisa, um corpo vivo que e faz sentido às vezes quando você vê que ele ele reage a a ao a ao que é feito nele, né? Uhum.
tem uma sobrepopulação de alguma coisa ele ele e ele ele responde, ele tem um mecanismo, né, de equilíbrio que quando é quebrado existe uma resposta inclusive com aquecimento global, como se você tivesse um planeta febril. É, é isso, é, pô, não tinha pensado nisso, mas é, tem uma super população de alguma coisa, ele começa a reagir que tá que tá demais e tal, quebrou o equilíbrio. Exato.
E aí pode aparecer doenças e outras coisas para diminuir aquele aquilo que tá causando mal ao planeta como um todo. Sexto, o sexto é o princípio da causalidade, que diz que a toda causa corresponde o efeito, tá? Então, quando nós conhecemos perfeitamente, nada vem do acaso.
Não existe casualidade, existe causalidade. Quando conhecemos bem esse mecanismo que ninguém foge dele, nós podemos gerar causas cujos efeitos sejam condizentes com aquilo que a gente espera, né? Mais uma vez, uma frase bíblica, semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória.
Lembra-se disso? Ou seja, o que eu quero paraa minha vida amanhã, eu planto alguma coisa adequada para essa colheita que eu quero ter amanhã. Muitas vezes não fazemos nada na vida e esperamos que a vida nos dê muitas coisas, que tenhamos muitos frutos sem ter plantado nada.
Ou seja, a gente espera que saiam coelhos de dentro de cartolas sem que você tenha colocado o coelho lá dentro antes. Parece que é o mal, o mal da nova geração, né? Isso de que essa ideia de que o mundo te deve alguma coisa, mas você não deve nada ao mundo.
Só você só quer as coisas e não quer dar de volta ou dar alguma coisa antes. Certeza. Isso isso cria um cria um desnível, né, de expectativa e o lance da causa e efeito, né?
Com certeza. E uma frustração tremenda, porque esperam que o mundo vai servi-los de bandeja como os pais fizeram. E isso não acontece.
Isso gera um nível de frustração e desequilíbrio muitas vezes, que é um dos problemas graves que temos na juventude atual. A frustração, ela pode ela pode ser controlada na medida que a gente não espere muitas coisas. concorda?
Se a gente não espera muita coisa, a gente não vai se frustrar. Mas pode levar também a um pensamento muito negativo ou ou unilista, talvez as coisas, tipo, ah, se eu não quiser que aquilo dê certo muito e não der, eu não vou me decepcionar. Qual é esse perigo de a gente não ficar muito pensando nos efeitos bons para não se decepcionar e ao mesmo tempo isso levar a gente a uma não ação ou uma tipo aceitar as coisas ruins que acontecem com a gente e não tentar lutar?
Não sei se eu fui claro. Sim, foi claro. Esse excesso de expectativa, você sabe que é o grande gatilho da ansiedade.
Exato. É um elemento que nós deveríamos procurar fazer, como dizia Cung, corpo e mente juntos aqui e agora. que eu tire todas as compensações que eu quero do momento presente.
Que eu esteja feliz, esteja equilibrada aqui, que eu dê o meu melhor a cada passo. O que virá depois a gente vê depois, mas agora aqui eu estou realizada com aquilo que eu faço. Minha cabeça tá aqui concentrada no que eu tô fazendo, no caso da gente nessa conversa.
Sim. E é e o que eu tô fazendo aqui vai euar no meu futuro e e tudo vai dar, vai ser vai ser bom. Se eu tiver aqui pensando no que eu vou fazer daqui 2 horas, eu não faço isso bem e vai dar errado também daqui duas horas.
É isso. Certeza. Você quer um futuro ideal, você tem que ter presentes ideais para te levar até lá.
Presentes vazios não te levam a lugar nenhum. Então essa ansiedade ela esvazia o nosso presente. O ideal é que a gente pudesse estar dando o nosso melhor e que o futuro seja uma referência de direção, mas não um objeto de desejo.
Eu tenho que ter o meu ideal para saber para onde eu tô indo, para ver se eu não me perdi, mas não para ficar ansiando estar lá. Eu tenho que estar aqui, corpo e mente juntos, dando o meu melhor a cada momento. Os hindus chamam isso de retação.
Retação. Retação. É ação desapegada.
Então você tá presente, tá vivendo um momento presente, mas você não gera expectativa a partir daquela ação. Você não tem um desejo a partir daquela ação. Então é viver de forma consciente, momento presente, sem esperar um retorno a partir da sua ação.
Isso seria uma forma de libertação, né? Porque aí você age de forma livre, você não tá esperando nada em troca, né? Sim.
E e para mim, eu tenho tenho aplicado isso, claro, a gente não consegue fazer isso sempre, mas você tá presente eh brincando com o seu filho ou num almoço ou em alguma coisa, é muda realmente a vida, né? Porque você deixa de só ficar pensando no depois, pensando no depois. E aí quando você chega no depois, você fala: "Putz, eu não aproveitei o antes, cara, que que eu tô fazendo com a minha vida?
" Né? sempre se tá se remoendo porque não fez alguma coisa no passado ou tá pensando no futuro e você esquece do agora, né? Essa é a grande armadilha.
Os históicos falam das coisas que dependem de nós e as que não dependem, que a gente deveria concentrar todos os nossos esforços nas coisas que dependem de nós e ao mesmo tempo não se preocupar com as que não dependem. É. Então o que que não depende da gente, né?
O que posso fazer alguma coisa em relação a isso? Não. Então não é vão me criticar.
que vão pensar de mim ou se eu vou morrer amanhã ou não. Esse tipo de coisa não depende de mim, né? Então, deveria ser objeto da minha preocupação.
Exato. Sobre causa e efeito, a gente falou dessa expectativa, né, do efeito desejado, mas eh principalmente coaches, eles ficam muito falando nesse poder que a gente tem de mudar esse os efeitos, né, da da a das ações que a gente faz. o quanto a gente tem esse controle realmente de mudar o efeito das coisas.
Olha, particularmente se você pega a tradição hindu, que fala da lei do karma, que é muito parecida com o princípio da causalidade, né? Causa e efeito, lei do karma diz que toda ação que nos desvia da da do caminho da lei, ela vai gerar uma reação dolorosa para te trazer de volta, né? Então, karma é ação e reação.
Toda vez que eu desvio desse caminho reto da lei, que é o dharma, a vida te bate de volta, vai te empurrar de volta e isso será doloroso. Na mesma para eles, na mesma vida ou em outras vidas pode acontecer, pode acontecer na mesma vida que é o karma pessoal, ou em várias vidas, que é o karma individual, ou com um grupo também, que é o karma coletivo. Ah, é um grupo tá fazendo alguma coisa errada, acontece para aquele grupo.
Compensa no mesmo grupo. Nossa, o Brasil deve ter feito alguma coisa muito braba. que o karma que a gente tem aqui, ô, ô, ô, Lenis, pesado, né?
É pesado. Então, causalidade é isso, tá? E o último e o último é o princípio do gênero.
E gênero não tem a ver só com masculino e feminino. Gênero são polaridades que se complementam para gerar um fruto, como se fosse tese, antítese e síntese. Então você pode dizer em yang, você pode falar de de prótons e elétrons, você pode falar de polaridades que se combinam para gerar um efeito maior.
No caso, quando se projeta sobre corpos orgânicos, vai gerar masculino e feminino, sem sombra de dúvida. Tá? E diz que a partir daí você gera elementos novos.
Tudo no universo que se cria, cria-se através dessa harmonia por oposição. Matéria, antimatéria. É basicamente isso.
Se harmonizam e geram um efeito diferente dos dois, alguma coisa maior. E existe o gênero mental dentro do princípio do gênero, que eu gosto muito dessa subdivisão que eles falam. Eles dizem o seguinte, que dentro da nossa mente, todos nós, independente de sexo, existe uma mente que é masculina e uma mente que é feminina.
É como se a mente masculina captasse uma ideia e jogasse aqui e a mente feminina pega essa ideia e vai germinar, vai dá um útero, né? Dá corpo para aquilo desenvolver e dar vida, tá? Então, uma ideia inoculada e essa ideia é criada, incubada, desenvolvida e um dia vai chegar a se tornar um fato na sua vida.
Agora, muitas vezes acontece dessa ideia que é inoculada não ser nossa. Você ter recebido de terceiros, ter recebido, sei lá, de um veículo de de comunicação, ter recebido de alguém que você ouviu falando na rua, é como se eu dissesse para você: "Olha, eu desconfio que o Paquito não gosta de você, tá? Aí você fica com aquela ideia, vamos embora, suma, uma ideia implantada".
É, eu joguei a ideia e vamos embora. Mas você pega, começa a desenvolver isso. Ih, hoje ele não me cumprimentou.
E hoje ele não falou comigo direito. E você vai dando o corpo aqui, vai ampliando, vai ampliando. Chega num determinado dia, você rompe com ele e acha que foi você.
Nossa, isso acontece para caramba, né? Acha que foi você, porque você deu corpo a isso, você gerou. Portanto, você acha, a ideia é minha, se você voltasse atrás, você poderia perceber que fui eu que joguei essa semente no teu plano mental.
A gênese da ideia. Exato. E isso é uma forma de manipulação terrivelmente eficaz.