Desculpem aí Boa noite a todos eh eu sou Rosane Matoso como eu falei eh queria primeiro falar da nossa felicidade em em hoje tá colocando aí mais uma edição do projeto m keng no mundo eh da nossa felicidade em ter tido hã todas as inscrições que tivemos E o pior que tem gente querendo entrar pera aí gente como é que eu vou fazer isso eu Vou pera aí eu vou ter que abrir e fechar sí liar aqui É melhor um de outro um de nós aí compartilhar né não é L você quer compartilhar eu vou
começar E aí se alguém se alguém chegar espera um pouquinho e depois a gente també vaiar muito já Minutos então assim a gente tá muito feliz de de colocar essess essa Edi uma vez eh acontecendo Ficamos muito surpresos com o número de de inscrições que tivemos esse ano eh e de quão focado foram as pessoas assim o quão o quão qualificadas e direcionadas pro tema a gente sempre tem algumas questões de pessoas que são mais das áreas de humanas ou das áreas de Ciências Sociais e que se inscrevem para participar no Mukang e a gente
deixa bem claro assim que existe um recorte pra gente das ciência das ciências exatas das ciências ã da vida da natureza e com a pesquisa aplicada então eh eh basicamente esse é o nosso o nosso perfil então eu vou me apresentar aqui como agora Presidente do Instituto mancala eu sou uma das cofundadores dessa instituição uma mulher negra mãe aí da Ian Achante me considera uma ativista pelo protagonismo negro indígena na Ciência e Tecnologia Eu Sou formada em zootecnia sou do Rio de Janeiro então fiz ah zootecnia na Rural do Rio de Janeiro sou Doutora em
ciência animal e aí eu vim para Salvador e desde então estou aqui e o instituto mancala foi fundado aqui em Salvador e aí uma coisa que eu eu quero hã destacar é que como cientista né Eh eu entendo que a ciência ela é mais do Que pesquisar do que solucionar problemas do que ah desenvolver soluções tecnológicas que basicamente é o que a gente faz aqui mas para Além disso ela é H trata--se da gente conseguir chegar até as comunidades da gente abraçar a inclusão e garantir que Essas tecnologias desenvolvidas elas tenham elas sejam acessíveis a
essas comunidades Então o meu trabalho e o que me fez estar hoje aqui à frente dessa instituição e acreditando no que a gente Faz aqui é por pensar que a ciência e tecnologia ela é uma ferramenta de transformação e a nossa missão dentro do Instituto mancala é reduzir desigualdade sociais e e raciais através da pesquisa aplicada em Ciência e Tecnologia E aí para isso eu queria muito apresentar um pouquinho do Instituto mancala bem breve e como como se deu aí essa nossa história a gente fundou a instituição em 2020 eh 12 dias antes da pandemia
ah do coronavírus o que fez a gente meio que Remodelar né O que a gente tinha pensado enquanto instituição e criamos aí o projeto M keng que significa na língua quimbundo ah pesquisador e nessa primeira edição a gente trabalhou com 14 pesquisadores negros indígenas de norte a sul do país eh e uma pesquisadora africana de Moçambique a a gente trabalhou então conteúdo científico com esse letramento racial que é a proposta aí do do projeto mok nesta primeira etapa em 2021 a gente foi convidado Então por duas organizações a kilomba collective e ah hoje o coletivo
niceia Mauro para fazer parte da organização do projeto Negritude phd Negritude brasileira no phd que é um projeto que ah pretende aí instrumentalizar pesquisadores negros pesquisadoras negras para saírem do país e fazerem suas pós-graduações AES de maneira ã internacional né conhecendo aí outros Outras realidades de pesquisa fora do Brasil a gente também participou de um workshop ah realizado pela Universidade de brunel no Reino Unido e a Su Cruz e nós ganhamos um prêmio com um projeto de revisão do índice de qualidade de cardápios alimentares nas escolas ah públicas do Brasil e a gente iniciou a
o o trabalho de pesquisa e desenvolvimento em comunidades ah quilombolas né a gente iniciou na comunidade de ilha de Maré aqui mesmo em Salvador E desde então a gente nunca mais parou de trabalhar aí diretamente com essas comunidades em 2022 a gente deu segmento a a mais uma edição do projeto negrit brasileira no phd continuou com os trabalhos lá com a comunidade então basicamente A Gente Tem trabalhado pensando hã na utilização dos resíduos da Cana Brava que é uma um material que eles utilizam para artesanato então a gente pensar também tecnologias de Agroecologia para trabalhar
com mulheres dessa comunidade em 2023 a gente então tem a segunda edição do projeto mukang segue com mais uma edição do negur brasileira Ah no phd continua com os trabalhos nas comunidades e atualmente a gente tá com a edição aí de 2024 do projeto mukang a gente dentro do projeto Negritude brasileira no phd a gente sentiu a necessidade de abrir um curso tofo para os pesquisadores que querem sair do país Ah Já que a língua ah principalmente o inglês se tornou uma barreira aí muito quase que intransponível então a gente Ahã começou esse curso que
tem dado aí bastante frutos positivos para pesquisadores e pesquisadoras negras aí do Brasil seguimos com os os projetos aí H nas comunidades expandimos um pouco hoje a gente tá trabalhando com comunidades também na região metropolitana de Salvador e ã no município de Pojuca além de ilha de Maré E nós também participamos como ah organizadores do primeiro Simpósio Internacional de licho zero em Goiânia e fazemos parte da eco alança global para o zero waste né essas essa todos esses projetos que a gente realiza dentro da instituição eles são projetos realizados em parceria Então a gente tem
parceria com a Universidade Federal da Bahia a gente tem parceria com a Universidade Federal do recc do reconcavo da Bahia quando eu falo assim são parcerias com Pesquisadores dessas universidades a gente teve aí o financiamento de algumas instituições PR Os projetos que acontecem ualmente então o curso Preto Por Exemplo foi financiado pelo brasa que é a organização de estudantes no exterior estudantes brasileiros que estão no exterior o projeto m keng tem o financiamento aí do serrapilheira Ah o Simpósio Internacional de Lixo Zero foi ã financiado pelo II que é ã o instituto de educação nos
Estados Unidos e o projeto que acontece nas escolas com as mães de estudantes em agroecologia É financiado pela fesb em parceria com uma professora climene que é uma parceira do Instituto mancala e Ela é professora ã da Escola de Enfermagem da ida Esses são os projetos então que estão acontecendo atualmente que eu acabei de falar com vocês essa aqui é uma foto do mukang aí da primeira edição A gente segue em contato com com esses egressos inclusive nós convidamos para eles estarem hoje aqui dando as boas-vindas para vocês a gente tem o projeto gerações alimentares
que acontece nas escolas a gente tem esse aqui é uma foto do resíduo da Cana Brava que que tá aí causando Ah uma série de problemas ambientais na ilha de Maré a gente tem pensado junto com a comunidade como ah trazer né um um um um um reuso desse Desse resíduo e hoje a gente tá aqui iniciando o o projeto M keng Essa é a turma da edição de 2023 que nós também convidamos para est aqui hoje com a gente e aí eu queria só destacar rapidamente como que esse projeto acabou evoluindo Até chegar na
edição de hoje e ele está estará em constante evolução então no primeiro na primeira edição a gente teve somente a primeira etapa que é essa que eu falei de de que a gente tem as palestras e a Discussão aí do conhecimento do conteúdo eh científico com en letramento racial já no segundo ano em 2023 a gente inova trazendo um tema mobilizador para essa segunda etapa onde acontece a pesquisa aplicada e o tema mobilizador de 2023 foi insegurança alimentar tendo o Igor aí como coordenador ele vai falar um pouquinho para vocês de como foi essa experiência
e o tema mobilizador desse ano gira em torno aí da economia verde do racismo ambiental onde a gente tem o Leonardo como coordenador e ele vai falar para vocês como é que vai funcionar mais ou menos a a edição desse ano e a ideia é que todos os ã projetos mukang tenham aí os temas ã que atravessem aí as nossas comunidades de alguma forma e que a gente possa pensar soluções para para essas para essas questões que são questões nossas né eu vou passar para Léo mas antes somos nós aí os fundadores do Instituto Mancala
eu Rosane Matoso Bruna iasnaia idor Dantas e Leonardo Silva eh a gente vai ter um um momento aí de cada um conversar com vocês o Instituto mancala Tá de portas abertas a gente tá muito feliz de tá começando essa relação e esse projeto eu passo agora para Léo eh Léo Você quer que eu continue passando porque tem gente tem gente entrando se você quiser compartilhar aí passar mas tô com medo de Deixa eu ver se eu abro aqui R pidinho viu então vá Vá que eu que eu vou entrar por aqui e vou abrir e
vou liberar a sala pode começar você tá você você vai apresentar Então vou apresentar vou deixar vou slid aqui você Ok então vamos lá boa noite a todos e a todas presentes gratidão todo tá aqui unido nessa nessa ideia em conjunto que nós vamos criar aqui então Nardo sou engo qumico de Formação também com doutorado n na ufj e atualmente com pador visitante naer po Pass Um pouco sobre uma felicidade né que é o perfil dos inscritos vai passar e foi interessante né Foi um foi um um verdadeiro né um conjunto de profissões de formações
aqui desde da engenharia engenharia elétrica engenharia química química mos diversas geofísicas etc eh que foram selecionados também que não foram por por outras questões a idade também me impressionou bastante temos assim uma faixa etária muito grande desde os 23 22 né 29 30 assim tem uma Faixa etária legal interessante né então assim foi legal essa essa visualização do perfil pode passar um pouco também e também eh distribuído por várias regiões por vários estados né Bahia Minas Gerais Rio de Janeiro né tem assim o Nordeste provavelmente está em maioria e o Nordeste porque eh a a
comunicação né da no somos de Salvador Então acho que rodou mais por aqui o Sudeste também que tivemos apoio do serrapilheira Então Acho que eles ajudaram bastante fortemente na na divulgação né E também tem pessoas do norte do centro-oeste e do Sul pode passar que assim e ficou agora assim ficou uma coisa quase que Litorânea né enim Bem bem perto do litoral eh enfim eu acho que também porque é a maior densidade populacional brasileira mas eh é interessante ver que tá bem espalhado e provavelmente a ideia eh que há de surgir nessa formação aqui vai
ser bem Bem diversa o nosso interesse aqui no mancala é tentar captar o máximo de ideias eh esperadas pelo Brasil e tentar né Ir no caminho de uma ideia que consolide a a vontade da gente de ver um país melhor né nesse sentido aí principalmente na questão do sustentável isso aí é muito importante pra gente pode passar Rosan então Eh o objetivo como Rosan falou mas eu vou aqui aprofundar mais um pouquinho Que é conectar pesquisadores negros indígena eh negros e negras indígenas na pesquisa direcionada à comunidad e unindo o conhecimento científico ao aleitamento racial
certo então pode passar Rosan nosso objetivo né então que ele existe para mobilizar para unir esses pesquisadores propor e desenvolver soluções tecnológicas que resolva as demandas das Comunidades indígenas qub quilombolas periféricas nós vamos Conversar mais sobre isso ao longo mais à frente mas essa ideia de que é importante a gente unir pesquisadores entorno de de uma de uma construção eh é o que sentimos como como fundamental em vários espaços que eu fui que Igo vai que Rosan vai que se você Verê o perfil das pessoas que estão falando pela gente eles estão não é a
gente que nós é nós que estamos lá e não estão falando de forma naquela expressão no lugar de fala dos problemas obviamente também não vão Ter a solução né pode passar ros é o que queremos nesse projeto estimular pesquisadores negros e indígenas a enfrentar o desafio climático certo o foco é a transição energética justa economia verde e justiça climática também queremos promover o desenvolvimento das soluções na C tecnologia também com o impacto social ou seja unir o nosso conhecimento com o impacto nessas comunidades como vai funcionar Nós temos duas etapas Uma Etapa que eu tô
chamando de cheg T diop né homenageando esse grande cientista que é uma série de palestras relacionadas com o nosso tema falo sobre elas a seguir e a etapa negro Bispo que aí a gente desenvolve uma ideia mobilizadora que é o né que dentro daquele dentro daquele universo do qual o muquem quer atingir pode ir n então vou falar um pouco aqui o cronograma né dia primeiro que seria hoje nós temos abertura vai ter a Palestra de iG daqui a pouco no dia 3 vai ser Dr Celso Oliveira ele é da USP vai falar sobre eh
racismo transão energética aqui e a a aqui na última coluna tá tá indicando quem vai mediar a a sessão no dia 8 também o professor Roberto Lacerda ele vai falar sobre técnicas de abordagem e interação com comunidade negras indígena por quê Porque é muito comum eh vários pesquisadores irem na na comunidade e Não saber interagir interagir e não devolver o produto da pesquisa para aquela comunidade então é interessante abrir um canal de comunicação de de inda indiva de conhecimento e também de ações reais naquelas naquelas comunidad pode passar Rosan eh no dia 10 vamos falar
com com o Dr Ernesto Mané ele é diplomata físico de Formação Doutor em física num num laboratório do Canadá me faltou aqui memória ele vai Falar sobre internacionalização da pesquisa ele é uma pessoa muito experiente morou no Canadá morou na França hoje é diplomata tá rodando no mundo todo tá em Washington hoje em dia nem sei se ele mudou mas tava em Washington até outro dia né também teremos o apoio aí da André do André Rocha e da Lara Ram que são eh São pertencentes à wtt que é uma organização muito boa que trabalha também
com essa questão da mudan Climáticas e são especialista nessa na inovação orientada a a orientada por missões né então eles vão ajudar a gente nessa construção da da da ideia de como como construir né uma uma proposta orientada às missões é é é um projeto muito bom é um é uma ideia muito boa que eu tive a oportunidade de participar eh também temos a introdução a s de dados com iG que ele é especialista Doutor pela ufrb que tá aqui presente e também um especialista nessa á cencia de dados Pode passar Rosan também teremos a
introdução a energias renováveis na no ponto de vista do professor Dr Francisco Ramon da UF também especialista eh lidera um laboratório muito importante lá da lá da UFBA eh também teremos o professor Dr Fábio Santos da UFRJ ele vai falar um pouco sobre a cadeia da produção científica vai falar como como conectar redes e pessoas para Como trabalhar com conduzir uma Pesquisa também teremos que seria uma análise de dados né seria uma complementação da palestra de ciência de dados que agora vai ser uma coisa mais aplicada eh elic ela tem uma experiência em tratar dados
georreferenciados nessa questão ambiental né então ela vai trazer essa visão dela de várias ideias e propostas de de de trabalho aplicação né da dessa questão do georreferenciamento de dados eh a mestranda Jamile Gonçalves também da UFBA ela ela trabalha com as questão de políticas climáticas e regulamentação ela vai trabalhar a questão de como a a política eh e as leis as regras ela pode impedir ela impede algum desenvolvimento mas ao mesmo tempo também pode ter né pode enxergar oportunidades dentro desse cenário de você poder pensar resolver problemas né de que que tenham uma certa sustentabilidade
ambiental então ela vai trazer essa visão dela o professor piatan Santana ele está hoje em Londres Não lembra da Universidade dele mas é especialista nessa questão de Ecologia Urbana e habilidade né então ele ele é carioca mas hoje ele ele mora em Londres a doutora eh Vitória também ela vai trabalhar Vai trabalhar a questão do empreendedorismo na economia de Baixo Carbono ela é do ICS Instituto que trabalha com essa questão de clima e e e sociedade e enfim e dia 12 nós vamos encerrar a primeira etapa do mqu pode passar certo de Novembro a Janeiro
eh Nós vamos com idar a proposta desenvolvida nesse primeira fase certo dia 25 nós vamos ter um encontro sempre presencial em Salvador eh pode vir se a gente conseguir evoluir e conseguir o financiamento a fazer esse esse encontro totalmente presencial mas aí a gente não tá prometendo nada então ele tá sem presencial quem puder parecer ele vai aparecer quem não puder vai ficar no no virtual certo e nos mes seguintes nós vamos culminar encontros paraa gente Desenvolver a ideia com mentorias que a gente vai eh eh em conjunto pensar quais são as melhores pessoas que
vão tentar conduzir esse trabalho as pessoas que se proporam mas ti vai MMO que trabalhar porque a depender da proposta que sa na primeira fase nós vamos ter pensar a mentoria focada naquela ideia que nós construímos na primeira fase certo e e noem junho encerra vamos encerrar com produto um protótipo de um produto eh eh que virá né a ser desenvolvido quem Quiser participar aonde quiser participar quem quiser a ideia do produto é tá no mancala mas é de todos não é não tem um dono assim né único então queem quiser desenvolver a ideia em
conjunto com a gente até enfim nas suas instituições vai est aí um produto final pra gente conversar né só respeitando as devidas situações nela mas é um produto que nós queremos culinar e ao longo do ano o insut mancala se propõe a conseguir mais Recursos e desenvolver melhor Qualquer coisa que seja pode pode passar Rosan eh forma de comunicação nós vamos eh criar grupo de WhatsApp eu penso no Slack Mas quem que tiver outra ideia quem tiver outra outra outra forma de se comunicar também pode sugerir é porque são dois dois dois canais de comunicação
que eu uso bastante critério né é importante pres gente todas na maioria das atividades para a segunda fase é importante Concluir a primeira né Lógico também eh se se alguém tiver alguma já tiver de antemão algum impeco nessas datas que nós estamos avisar antes como po como é que a gente pode fazer para acertar certo mas é bom que tenha no máximo duas faltas OK aí nós vamos pagar nós conseguimos esse ano o financiamento vamos pagar após a formação nós vamos pagar novembro e Janeiro um valor que aqui né de 700 eh e temos paraa
segunda fase 10.000 né até agora 10.000 para Ajudar no desenvolvimento do protótipo dessa proposta durante esses meses que que se segue certo pode passar Rosan Então queria deixar essa ideia de que aqui tem muita pessoa boa né assim Aqui não tem aqu a relação é de de parapar né Nós temos os dados temas informaç temos as informações e temos o conhecimento o que nós queremos aqui é criar o nosso site certo ajudar né Essa rede para que a gente consiga gerar uma sabedoria importante pro nosso povo eh uma coisa Que eu percebo também é o
que tá faltando entre a gente é justamente essa rede essa conexão porque tem muita gente boa no Brasil todo na área de C tecnologia Mas precisamos otimizar e melhorar essa rede de comunicação entre os pesquisadores E é isso que o projet m keng e outras instituições o Brasil faz mas nós estamos aqui agora Fazendo a nossa a nossa parte certo é daí que nós né Vamos Vamos agradecer aqui a a participação e o empenho de todos Igor ah Bruna é boa noite pessoal eu sou Bruna e as Naia sou também sou cofundadora do Instituto mancala
atualmente eu estou como diretora financeira e administrativa e aí pelo meu o meu sotaque entrega na minha região eu sou potiguá Mossoró Rio Grande do Norte também sou zootecnista pela Universidade Federal Rural do semiárido e Doutora em zootecnia pela Universidade Federal da Bahia deixa só voltar aqui que deu um probleminha aqui e aí eu eu gostaria de dar minhas boas vindas a todos vocês acredito que será um um ciclo incrível assim como foram os outros e estamos aí para Para apoiar todos vocês e nos ajudar a criar uma sociedade mais justa quanto a a integração
né da Ciência e Tecnologia nas comunidades Negra indígena Eu acho que eu caí você tá aqui com a gente voltei tô Aqui minha tela saiu pronto então eu gostaria a minha fala vai ser bem breve e eu gostaria de chamar Dr Igor eu não tô vendo vocês minha tela saiu aqui totalmente mas vou fazer uma breve apresentação de Igor Igor ele é um o um dos idealizadores do Instituto mancala é também cofundador do Instituto mancala engenheiro eletricista eh e Doutor em engenharia Industrial me me corrija se eu tiver errada que eu não Tô vendo nada
aqui de vocês e Igor Igor vai falar para você Igor foi o coordenador o Igor foi o coordenador acho que agora Bruna caiu É acho que ela caiu mas pode pass eu vou passar para você então tá bom minha tela Ah não que tava na tela dela mesmo né hum eh Boa noite pessoal grande prazer ter vocês aqui na nossa terceira Edição do projeto mukang Né Eh a gente vem lutando desde 2020 com a proposta do Instituto mancala e o projeto mukenga é o nosso é um um dos nossos principais iniciativas né por a gente
est em contato direto com com com outros que nem nós e isso é muito importante para para nossa para alimentar o Instituto alimentar o sonho do Instituto em conseguir igualdade racial né através dessa ferramenta que a gente tem que é Ciência e Tecnologia eh eu vou falar um pouco antes de começar Minha apresentação eh de hoje eu vou falar um pouco sobre o projeto mobilizador né E essa e também um pouco sobre essa transição do que é que a gente vem fazendo ao longo do tempo eh você pode passar pro próximo por favor eh eu
tô com minha internet hoje na universidade aqui eu tô na ufrb Eu sou professor da ufrb no eh Universidade Federal do Recon Bahia em Cruz das Almas e hoje em particular a internet da da Universidade tá ruim eu tô aqui pelo pacote de dados Então vamos na fé aqui para ver se eu vou conseguir chegar até o final da apresentação tá gente então assim que que aconteceu nosso primeiro projeto eh de capacitação foi o mukang 2021 se eu não me engano 20 2020 isso E aí nós tivemos um projeto que ele tinha ali as as
eh as discussões e tal como a gente vai Ter também nesse nessa edição porém em 2023 a gente chegou à conclusão da importância de a gente ter um projeto que direcionasse a a direcionasse o o o o ciclo de capacitação no keng que esse projeto servi como uma linha de régua ali para dar uma direção mesmo de como a gente pode desenvolver eh Ciência e Tecnologia com a nossa perspectiva né seria uma espécie de de demonstração de como a gente pode Realizar então no nosso primeiro ano 2023 a gente colocou essa proposta de projeto mobilizador
que foi em torno de um desenvol mento de uma plataforma para monitorar a fome tá Então esse foi nossa primeira iniciativa Então esse ano a gente tá dando outro passo nessa direção como a gente tá fazendo uma coisa muito eh no na nossa perspectiva muito nova né Eh a gente tá num processo de construção de adaptação desse dessa dessa estrutura de curso com um projeto De pesquisa no meio do curso né todo mundo aqui vejo que tem muita gente experiente com muitos anos de experiência colegas aqui e que estão conosco e vocês já participaram de
outros projetos de pesquisa sabe da dificuldade que é conduzir um projeto de pesquisa e a gente eh fez essa proposta né com uma ideia e aí vieram Muitas dificuldades a gente tá ainda nesse processo Então esse projeto de monitoramento da Fome foi o nosso Primeiro passo em trazer o projeto ming já com uma com um projeto de pesquisa embutido nele e deu certo num num determinada medida mas em outras também tivemos dificuldades então mas eu vou falar um pouco só do projeto para vocês terem ideia de como a gente pensa do que a gente quer
fazer em termos de ciência e tecnologia então a ideia desse projeto monitoramento da fome é que a gente desenvolva uma metodologia para conseguir monitorar a fome das Comunidades negras indígenas principalmente mas não apenas eh no no Brasil todo né então a gente desenvolveu uma metodologia existem eh redes de pesquisa como a rede pensan que faz também um monitoramento da fum Mas eles fazem numa numa numa frequência bianual o que a gente tem percebido que é muito muito espaçado para conseguir eh dar ali vamos dizer subsídio para a comunidade eh acessar ali aos órgãos públicos e
e Conseguir ter soluções E além disso o estudo da dessa rede pensan né que é vamos dizer assim nossa referência também é feito por várias universidades do Brasil eh ele não atinge todo o território brasileiro Então se uma comunidade específica ela quiser ter acesso à informação de como tá sua situação real ela não tem como então a gente tá com uma proposta de fazer uma uma uma metodologia que principalmente essa metodologia Eh ela é vamos dizer assim conduzida pela própria comunidade a pesquisa a investigação é tudo para desenvolvido para ser conduzido pela própria comunidade tá
então pode passar aí o próximo slide por favor então eh como é que esse como é que a ideia do projeto ela ela se dá a gente tem o papel ali do do líder comunitário esse líder comunitário ele ele pode eh criar uma instituição dentro do nosso sistema né usando um aplicativo Que a gente desenvolveu E aí também cadastrar os agentes daquela daquela Associação Comunitária né ou Associação religiosa o que seja e E aí a partir disso esses agentes vão poder fazer entrevista só que aí entra um ponto important an a gente tá usando fortemente
ciência de dados para que a gente consiga que Essas entrevistas sejam extremamente rápidas né e que não sejam não seja um impecílio para a gente conseguir coletar dados a gente sabe que PR as pessoas na dinâmica de vida parar para responder um questionário com muitas questões em geral é difícil então o que a gente tá propondo aqui é a gente conseguir extrair essa informação da segurança alimentar né da de uma determinada comunidade a partir de poucas informações nesse caso aí a gente tá eh considerando somente o CPF e a a faixa de renda da do
chefe de família tá Então essa é a proposta e com isso a gente tá pensando numa metodologia Distribuída né porque a gente tem esses aplicativos que a gente desenvolveu E aí esses aplicativos eles já são já fazem georreferenciamento já pega onde foi o lugar onde foi coletado aquele dado E com isso a gente vai conseguir fazer uma extrapolação né A ideia é com poucos dados a gente conseguir extrapolar e e fazer inferências de como uma determinada região tá eh enfrentando ali a insegurança alimentar no momento tá Então essa é a ideia então os nossos Dados
eles vão pra nuvem né vão lá pro para um sistema na internet esse sistema gera um relatório para aquela líder de comunidade que vai poder usar isso para eh para apelar junto à às autoridades né E para também acessar outras organizações de que que lutam contra no combate a fome eh para né mostrar a situação daquela comunidade ali além disso a gente vai gerar um relatório no nosso site num Site do projeto falando de como tá as comunidades específicas de como tá as regiões do do Brasil Então a ideia é fazer um aplicativo que ele
ganhe uma proporção nacional né nas comunidades pode passar por favor então a gente já tem um aplicativo já tá desenvolvido já tá na na Play Store eh na Google Store que você pode baixar lá para Android a gente tem também o site que nesse site que vai ter lá uma possibilidade de acessar os relatórios Tanto nacionais regionais e também locais né de uma determinada localidade Então isso é um projeto ainda em andamento tá essa parte do site ainda tá precisa terminar a integração com o sistema interno que coleta os dados do aplicativo mas ele já
tá com a base dele toda pronta e a ideia é que a gente Sirva como esse essa referência para eh quando se trata em observar a fome né E aí a gente pensa que essa escala ela vai poder ser Trimestral né de como tá a fome nas localidades eh do Brasil e a gente inclusive com isso vai poder fazer várias análises né Por exemplo como é que a insegurança alimentar ela se dá ao longo do ano por exemplo né ou com determinados eventos ou situações que possam ocorrer Como já ocorreu a pandemia pode passar por
favor então assim ó a gente tem das nossas etapas aí né teve uma etapa grande que teve esse projeto teve a Participação de grande parte da turma do do muk 2023 três tá gente então todo mundo colaborou muito a gente fez muitas pesquisas muitas análises de qual er quais eram os os dados mais relevantes de quais as abordagens mais importantes a gente ainda não partiu a gente já desenvolveu o aplicativo e essa parte da web tá finalização a gente ainda não partiu pra coleta porque tivemos alguns entraves para conseguir a liberação do Ministério da Saúde
para fazer a coleta De dados com com pessoas né então precisa de de ter a liberação lá na plataforma Brasil e no do comitê de ética no caso daqui da Universidade então a gente teve alguns entraves isso é o que tá impedindo ainda a gente partir paraa coleta e tal então passando dessa fase aí a gente vai começar usar os dados né a gente vai começar a olhar como isso funciona e a nossa perspectiva é que esse aplicativo tem um impacto né positivo em termos de observar a Situação das Comunidades e também a gente vai
poder eh pensar em novas aplicações porque Imagine se a gente consegue desenvolver a a metodologia de monitorar coisas subjetivas como a fome em comunidades né nossas outras coisas a gente também vai poder tá monitorando né monitorando eh o nível de violência monitorando o bem-estar monitorando eh as dificuldades que que os jovens enfrentam por exemplo né então isso só Algumas ideias que a gente já pensa em conseguir expandir a metodologia então a ideia nunca é resolver somente um problema pontual é em como a gente pode pegar essa tecnologia e usar ela né ao nosso benefício de
uma forma exponencial Tá bom então é isso eh pode passar acho que já terminou aí né o os slides agora a gente vai dar continuidade a próxima deixa eu deixa eu sair aqui Então a gente vai dar continuidade à próxima parte aqui da minha fala eu vou tentar ser breve mas não vou conseguir ser tão breve assim essa Vocês já viram que eu falo muito né E aí não tem como eu ser muito muito breve Zilda chega de risada ali ó Zilda foi do da inclusive é um é uma é uma pessoa que é muito
importante pro Instituto mancala pelo fato dela ela ter sido parte da primeira turma do do do projeto M keng certo hoje Zilda é uma Das das colaboradoras né das participantes das integrantes aqui do do Instituto mancala coordena projeto tá com a gente Então essa é a perspectiva vocês vindo pro Instituto mancala não é somente uma uma participação pontual né a gente quer que vocês entrem fiquem no instituto de uma forma definitiva assim como o Zilda que tá que fez passou por esse processo e hoje é uma das nossas colaboradoras né do Instituto Beleza você consegue
exibir Apresentação aquela mesmaa eu botei eu botei no no grupo do WhatsApp é porque como eu tô com a com a internet tô com a internet ruim aí se cair pelo menos vocês ficam vendo uma imagem aí na internet ca senão fica tá eu vou eu vou compartilhar aqui e só para para para esse entendimento então eh a gente quis trazer para vocês o exemplo do do projeto quem é Bruna tá Conseguindo aí ó o exemplo do projeto aí que Igor coordenou no último na última edição e como é que isso se deu e agora
é a nossa primeira palestra que faz parte dessa etapa ã de a gente trazer uma discussão né que talvez a gente não tenha dentro da academia tradicional e esse cuidado que a gente tem de convidar pessoas que tem que pensam né na Ciência e Tecnologia com propósito então Igor vai fazer essa Essa palestra que pra gente é muito cara aqui dentro da instituição também e pode aig e eu Bruna eu posso tentar daqui Tô vendo que você tá com alguma não Bruna bote Ali vai no três pontinho naquele três pontinho no canto apresentação não sei
se tá cortado não tá tá cortado não passa aí um slide pra gente ver tá cortado Talvez você segurar dar um control segurar o control e rolar a bolinha do mouse para baixo ele possa enquadrar o zoom melhor aí agora sim tá perfeito pode pode passar por favor certo então assim a gente vai primeiro fazer essa apresentação em duas partes né primeiro falar do conceitos e problemas depois de soluções e caminhos Tá pode passar por favor vai ser bem rapidão aí mas a gente precisa passar por conceitos muito básicos tá pode até Parecer mas eu
eu acho que é importante para todo mundo ficar sintonizado aí na mesma na mesma frequência de a gente falar de conceitos básicos né Por exemplo do que é Ciência tá então nessa numa perspectiva geral aí ciência essa iniciativa sistemática para construir e organizar o conhecimento na forma de explicações testad essa é uma é uma definição bem bem formal pode passar Bruna por favor então eu gosto dessa definição Aqui a ciência é o conjunto de atividades humanas que visam explicar o funcionamento do universo tá eh aí essas é claro que essa essa definição ela é Ampla
né se você for pegar até entra religião um um pouco nesse nesse mesmo conceito mas o conceito de ciência em geral ele é uma tentativa de explicar o que o que já tem no universo né Essa é a é a ciência pode passar por favor então De toda forma possível a Gente tá tentando sempre explicar o universo seja na Biologia seja na física eh inclusive na sociedade né Ciências Sociais tudo isso é Ciência né e E aí a gente sempre cada cientista tenta enxergar esse mundo de uma perspectiva diferente é importante a gente também ter
um conceito amplo de ciência para olhar para os outros cientistas não só às vezes a gente fica muito preso no nosso universo ali acha que ciência é só aquilo né Por exemplo Quem anda física Ali quem anda química aí pensa que na ciência ali num uma forma às vezes né o o um conceito bem clássico de de ciência mas esse conceito é amplo inclui inclusive as Ciências Sociais pode passar e aí eu falei de religião né E de de fato muita gente olha a ciência como religião porque de se vocês olharem tem tanta coisa na
ciência que a gente acredita sem entender né se se alguém me pergunta ah tem cientista aqui você diz como é que Começou o universo a todo mundo falar ah foi o Big Bang lá e tal você já olhou algum artigo já estudou eh as equações que descreve o Big Bang ou coisas do tipo não não você só acredita que porque você tem uma fé nos outros cientistas no método científico ao ponto disso ser quase uma religião Tá mas isso é só um uma brincadeira para fazer esse paralelo E aí falando de Tecnologia Tecnologia é fazer
modificar usar e conhecer ferramentas máquinas Técnicas tudo isso daí né Eh com o objetivo de resolver problemas e atingir objetivos esse conceito aí tá até redundante Mas é isso aí mas aí vamos lá pro conceito mais compacto né e eu coloco assim é qualquer procedimento ou objeto não natural criado para servir como utilidade humano tá então eh tudo que a gente que não existe no universo e a gente cria seja uma um método de fazer alguma coisa ou seja Eh uma nova matéria substância artefato isso tudo é tecnologia tá então o que não existe na
natureza a tecnologia esses conceitos são bem importantes da gente ter eles Claros vamos lá então tudo isso que a gente cria nesse universo é tecnologia né Às vezes até mesmo usando Eh claro que a gente sempre tá usando os recursos naturais para e e dentro desse dessa realidade né que a gente Vive e a gente precisa inclusive se basear na ciência para para fazer tecnologia elas elas duas estão muito entrelaçadas né Sem ciência não tem sem ciência não tem tecnologia e sem tecnologia também não tem ciência moderna do jeito que a gente conhece hoje vamos
lá pode ir claro que a gente também pode usar a tecnologia de uma forma não muito boa né E como a gente tá vendo as guerras que Estão acontecendo né inclusive hoje aí teve tá guerra tá se acirrando lá no no Oriente Médio mas em outras coisas também como clareamento da da pele né como vírus criados em laboratório então isso tudo são exemplos de que a tecnologia não é uma simples eh uma invenção pura da humanidade ela tem um viés né E isso aí a gente começa a conversar sobre a importância da gente pensar tecnologia
se tecnologia é uma coisa que a gente a gente cria diferente Da ciência né que a ciência a gente observa Analisa interpreta o que já tá ali na natureza mas com a tecnologia a gente cria coisas novas mas aí qual a a intencionalidade dessa tecnologia Qual razão para quem por a gente tá criando e é isso é muito da nossa discussão hoje aqui pode ir então assim só para fazer essa comparação né a ciência a gente entende a realidade enquanto a tecnologia a gente constrói novas realidades a ciência a gente prevê Mudanças e comportamentos enquanto
a tecnologia a gente muda a realidade então eh a ciência ela é importantíssima em tudo que faz até porque sem ciência não tem tecnologia se engana que quem acha que pode fazer ciência eh tecnologia sem ciência não dá algum conceito científico você vai ter que usar e para avançar a tecnologia A gente precisa também do avanço da ciência não é é até contraditório e e sem o avanço Tecnológico a gente também não consegue avançar a ciência você não consegue fazer uma análise de laboratório você não consegue fazer né muita coisa pode pode passar e aí
mais um conceito importante que Acredito que muitos de vocês já estão familiarizados mas todo mundo faz confusão até eu faço confusão com esses conceitos assim às vezes né na no no dia a dia no no no popular porque o que é um pesquisador né o pesquisador é é aquele Indivíduo que realiza atividade sistemática e criativa para aumentar o conhecimento né em uma determinada área tá certo isso daí é o pesquisador o pesquisador ele pode ser de muitas coisas diferentes né pode ser um pesquisador eh de coisas inclusive que não são ciência né Por exemplo um
pesquisador da música um pesquisador eh coisas que não estão relacionadas à tecnologia também né como a música que eu eu falei Pode pode passar mas aí tem O papel do cientista tá o cientista é o pesquisador que busca avançar conhecimento na área da ciência tá então é importante que esse conceito fique claro também pra gente porque a gente vai est sempre falando aqui de cientistas e pesquisadores né então e em outros ambientes também é bom você sempre ver como você se enquadra eu falo isso porque às vezes eu eu me rotulo como cientista mas eu
sei que na verdade eu não sou cientista né eu sou eu sou Pesquisador Apesar de eu eu pesquisar também na área de ciência de computação E aí isso aí me daria o direito de usar eh a palavra cientista mas para mim enquadra melhor como pesquisador pode pode passar então assim um exemplo Claro entre ciência e tecnologia tá eh peguei um exemplo da época da covid então na esquerda a gente tem um exemplo de ciência né O que os cientistas já descobriram sobre a covid nos seis Primeiros meses Então o que é que eles tavam tentando
fazer ali entender o funcionamento de uma coisa que existe na natureza né então isso daí é claramente um conceito de ciência e enquanto na direita tem ali pesquisadores da Fiocruz estão envolvidos no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus Então você tá ali eh criando um novo artefato né para o combate ao coronavírus então isso não existia na natureza Eh e a gente tá criando para poder resolver um problema né então isso daí é uma clara opção da tecnologia Pode pode passar eh depois a gente vai fazer o link disso tudo Tá e agora a
gente vai falar de racismo eu sei que é o tema extremamente batido né na nossa sociedade eh por conta da ação de instituições de movimento negro principalmente que fez com que esse debate virasse um debate Nacional né pode Passar então assim eh e é bom a gente também falar disso pra gente ter uma um uma sincronia ali em termos do que é o racismo existe Muita confusão em geral nessa definição de racismo né basicamente de uma forma talvez aí como se fosse até um um axioma né para quem pessoal aí da das ciências eh o
racismo ele é uma crença na superioridade de uma raça sobre a ú desse conceito que parece simples e cabe Nemuma frase muita coisa se desdobra a partir daí né porque se uma raça ela é superior sobre a outra numa concepção de pessoas racistas ela acha que tudo não só aspectos biológicos né como também aspectos culturais aspectos de comportamento de desenvolvimento tudo isso tá lado porque saiu de um um dito eh ser superior ou inferior né então esse conceito essa crença na na superioridade de raça ela tem um desdobramento muito grande então Assim Pode pode passar
a gente tem eh uma uma diversidade biológica muito grande né Tem muita gente aqui das biológicas e e pode falar isso com mais propriedade do que eu mas a gente sabe que nós fazemos parte de uma mesma raça né raça humana Mas e aí onde é que entra esse conceito de raça né esse conceito é de raça social tá esse é um conceito que foi necessário ser criado Para a gente entender as relações as relações entre pessoas de diferentes origens né pessoas que estavam inclusive em Sistemas em que a crença de superioridade de raça se
coloca mas a diferença entre as pessoas é óbvio que existe diferença cultural diferença eh fenotípica né isso existe mas a gente precisou criar um conceito eh racializado né Entre Nós seres humanos apesar de não existir raça biológica por com para dar vazão a essa discussão Então esse conceito de raça ele só existe para dar vazão a essa a a vazão da discussão de discriminação racial o conceito de etnia seria um conceito muito mais justo né em termos de diferenciar os povos por não só por questões fenotípicas mas por questões culturais linguísticas e E por aí
vai né mas essa é uma discussão que a gente não vai entrar aqui profundamente mas só para dizer que a gente tem uma diversidade muito grande eh pode Passar e aí eu gosto de trazer essa imagem pra gente ter Claro na nossa mente que esse conceito de racismo que eu falei ali o conceito fundamental né que Funda esse toda essa tragédia humana que que o racismo provoca ele tem vários desdobramentos e é importante que a gente saiba né Depois de de hoje aí vocês quem não nunca pesquisou quem nunca leu sobre com mais detalhe lê
o que é cada uma dessas coisas pra gente entender Inclusive a gravidade O que é Grave e o que não é grave ou que não tão grave quanto né porque eh por exemplo injúria racial é alguém xingar outro né E aí você tem a gente já sabe o repertório todo que se tem para xingar tentar ofender pessoas negras com mas isso daí é uma é uma ação pontual né ali o o a injúria racial xingamento mas quando a gente vai pensar em outras estratégias que o racismo se desdobra e que como isso Impacta na nossa
vida n onde a gente mora onde a gente nasceu qu a gente vai ter você vê que as coisas tem tem uma proporção não só daquele indivíduo que foi xingado Mas tem uma proporção de povo pode ter pessoas que dizem eu nunca passei uma discriminação porque ela entende que racismo eu nunca passei racismo né melhor dizendo porque a pessoa entende que racismo é só injúria racial e essa é a construção que o Brasil tenta fazer o tempo todo né até Quando eh expõe de maneira exacerbada uma injúria racial ah aconteceu eh uma mulher não sei
o que que xingou a xingou uma outra pessoa com um palavrão A ou B para ofender E aí quando isso é colocado na mídia como a principal manifestação do racismo a gente termina não olhando para as outras com a devida atenção Então esse foi um um processo muito grande do movimento negro nos últimos 30 anos para tentar desvendar o que é cada Um desses tentáculos do racismo né a escravidão racial não acabou a gente sabe que tem uns casos ou outros mas é uma coisa que acontece em menor proporção mas a discriminação racial acontece a
desigualdade racial esse é o nosso ponto principal aqui tá você tem o racismo estrutural você tem racismo institucional não vou entrar em todos esses temas porque são temas complexos eu eu convido vocês a lerem sobre cada um deles tá para Entender o que é e separar também na cabeça de vocês cada um desses conceitos mas eu quero dar uma uma ênfase maior a desigualdade racial Por que eu quero fazer isso porque ela tem um impacto voluntário ou involuntário nas nossas vidas né ela vai determinar o emprego que a gente vai ter o salário o o
acesso eh o acesso à saúde o acesso à segurança né Então tudo isso tem um impacto muito grande o acesso à moradia então a desigualdade racial ela é a consequência Uma das consquências do racismo é a consequência mais palpável né porque a criança já nasce só com essa consequência ela pode est numa eh onde ela nascer no Brasil a desigualdade racial vai atingir de alguma forma mesmo que ela nasça é com recursos financeiros a desigualdade racial pode chegar lá e aí vamos vamos passar pro próximo agora vou um pouquinho mais rápido Eh então no último
censo a gente essa é a distribuição eh racial né racial de de de cor raça do Brasil né a gente teve agora em 2022 no Censo de 2022 a primeira vez que os negros né considerando pardos e pretos ultrapassaram na verdade não os pardos ultrapassaram né os brancos Essa foi a a estatística foi a novidade mas já a gente já tinha dados dos da uma dos pardos e pretos ultrapassando Lembrando que negro quando a gente fala no Conceito do IBGE que é o mais utilizado negro é a é o conjunto entre pretos e parvos tá
então a definição racial no Brasil ela é muito complexa por conta das nossas diversas origens das missena sões e etc mas a gente vai ver que existe um fenômeno que une os pretos e pardos né os ditos negros no Brasil tá bom eh E aí olhando aqui já esse esse gráfico quando a gente olha qualquer estatística essa daí já tá unificada né Mas essa daí é importante a gente depois eu vou falar de pretos Eos mas percebam o seguinte aqui é uma estatística muito relevante pra gente entender que a formação a gente tem vários problemas
um problema é acesso à educação mas mesmo comesso educação não necessariamente a gente tem igualdade tá então eh esse é uma uma resultado muito importante dizendo pessoas com a mesma formação tem salários diferente tá E Essa essa diferença salarial ela é muito significativa no no curso superior principalmente né quando mais qualificado parece que a diferença ela aumenta e aí a gente tem ali uma diferença de 10 por hora né R 10 por hora dá o quê 40 horas R 400 daí R 16.600 por mês de diferença é uma diferença gigantesca isso é dado de 2018
né pode passar por favor E aí essa essa desigualdade ela racial ela se espalha em todas as Esferas da sociedade em tudo que a gente pensar existe desigualdade racial né mercado de trabalho distribuição de renda educação violência né representação política tá então todo todo lado que a gente olhar da nossa sociedade a desigualdade ela tá ali pode pode seguir aí por eh talvez a desigualdade ela não existe no futebol E aí essa é até uma uma um gancho que o professor Hélio Santos sempre usa né dizendo que quando o Brasil começar a selecionar seus talentos
como ele seleciona jogadores de futebol a gente vai ter um progresso muito grande eu tô trazendo aqui para falando desigualdade eu trazendo aqui um algumas coisas né Eu trouxe eh essa foto falando em energia renovável que é um dos temas dessa nossa edição eh Esse foi um congresso que eu fui nos Estados Unidos 2014 Eu fiquei impressionado De não ver nenhuma pessoa negra mesmo nos Estados Unidos que tem Uma representatividade ali Negra maior né uma exceção do negro no na sociedade muito maior não vi praticamente negro no no nesse congresso pode passar por favor aí
vamos pular aqui para 2023 aí peguei um outro congresso de energia São Paulo 2023 ano passado nenhum negro né que eu consigo identificar nessa nessa foto né E aí pode passar pro próximo Aí é foi um congresso mais voltado pr pra empresa e aqui um outro Congresso de energia né uma conferência mais relacionado ao governo nenhum negro na na que tá ali em pé na mesa sentado ali na na na plateia nem na nem no palco no palanque não tem nenhum negro nenhum indígena pelo menos que eu consiga identificar então o que que isso quer
dizer eh calma aí vamos deixa pode voltar out isso quer dizer que essa pelo menos nessa área aí de energia e a gente sabe que isso em muitas outras Áreas a nossa participação a nossa influência ela é praticamente zero tá a gente não tem uma uma participação efetiva uma uma possibilidade de mudança significativa nenhuma a gente não tá nas esperas de poder eh quando se trata de desenvolvimento científico desenvolvimento de tecnologia tá pensando na na tecnologia que vai impactar nas comunidades do Brasil todo como uma energia né então isso daí é uma coisa muito séria
E aí o que a gente vai Ver agora vai ser mais sério ainda pode passar por favor esses dados são de 2023 Tá certo desenvolvido por esse grupo eh grupo gema eles Fer esse esse estudo e encomendado pelo Instituto Serra pira que também tá nos apoiando aqui essa é a distribuição de raça dos cientistas brasileiros nas ciências duras tá eh nas ciências naturais nas ciências Biológicas exatas e da terra como tá escrito ali 90% dos cientistas brasileiros são brancos e brancas tá 90% e eu coloco ali a distribuição racial da população brasileira Porque como a
gente é das exatas a gente sabe que qualquer eh qualquer sistema que esteja ali sendo eh amostrado ao acaso ele teria que trazer uma distribuição muito parecida Com o que tá aquele gráfico da esquerda né aí para a gente ter uma situação como essa ali no gráfico da esquerda os brancos são o lilá para ele empurrar tudo todo esse essa população espremer Ela ali só sobrar um uma fatia ali né dessa pizza minúscula a desigualdade como é que ela se desenvolve né a gente tem que parar para pensar como é que isso acontece que nos
cientistas brasileiros são todos brancos praticamente né então isso é é Um um dado assim assustador e que a gente tem que refletir por que isso acontece a gente sabe das razões mas tem que refletir nos detalhes também e tem muitos detalhes aí nisso né relacionados a isso aí que a gente não vai discutir ainda hoje mas vamos nessa pode pode passar pro próximo E aí eu trago mais informação assustadora né nesses dados que eles que esse grupo gema fez olha a do lado esquerdo a gente tem Ali a distribuição feminina feminina eh o o lilás
escuro aí são as pessoas brancas no caso as mulheres do lado esquerdo os homens do lado direito Veja a participação das mulheres brancas na Academia Brasileira tá 29 os homens brancos como a gente é de se esperar eles estão ali em 60% e agora bora olhar pros homens e mulheres negros né indígenas que a gente tem ali 2,5 e 4,99% isso indica como que a raça ela é muito mais preponderante isso eu tô falando das ciências duras né as ciências exatas tecnológicas e ciências biológicas como ela é muito mais preponderante em criar exclusão né quando
a gente tá falando dessas nossas áreas Tá certo então a diferença entre homens e mulheres negras ali é muito é é estatisticamente pequena né comparado com o que você tem de mulheres Brancas por exemplo né e a distância ali entre mulheres brancas e homens negros que as pessoas tendem a pensar numa estrutura piramidal o homem branco no topo a mulher branca depois um homem negro e tal mas mas essa diferença aí ela é abismal né E você vê que não é uma entre a mulher branca e o homem negro tem uma distância gigantesca né e
praticamente não tem diferença ali com com as mulheres brancas com as mulheres negras tem uma diferença mas entre Homens negros e mulheres negras tem uma diferença mas ela não é tão grande como quando você passa para mulheres brancas então nosso problema é raça sim e a gente precisa pensar sobre isso pode passar pro próximo e aqui falando de áreas específicas ó aí outra vez outro dado aí Identifique as áreas de vocês aí pensem Como que essa disparidade tá gigantesca né você vê como as pessoas brancas elas dominam aí toda todas as áreas das Ciências duras
todas não tem uma área que que diga assim tá equilibrado tem ali a matemática que tem um um um percentual ali a matemática e a química eu diria que é por conta também das licenciaturas tá as licenciaturas tem uma presença Negra maior em geral e mas não ainda assim é muito distante pode passar certo então assim diante desse quadro terrível que a gente vive né dessa desse esmagamento né que a gente Quem vai fazer Quem vai pesquisar n em ciência e tecnologia para reduzir as desigualdades né quem vai fazer vai pensar por exemplo aqueles aquelas
fotos que eu mostrei antes falando de energia quem vai pensar na independência energética das Comunidades Quilombolas das Comunidades eh indígenas das Comunidades urbanas também né negras indígenas Então quem vai fazer isso quem vai pesquisar para resolver os problemas que são só nossos Né Então essa é a questão dentro desse cenário em que você tem uma esmagadora maioria de pesquisadores brancos a gente não tem como ter uma expectativa de que nossas comunidades vão ser atendidas Então esse é um primeiro problema pode passar então a gente Eh aí um pouco para parafraseando o Bob Marley não só
a gente pode se emancipar não tem quem possa trazer uma uma partipação de bandeja não vai ser o político não vai ser é o outro tem que Ser nós né E aí vamos nessa pode pode passar pro próximo então a gente precisa acreditar nos nossos acreditar no nosso futuro tá eh nos nossos jovens e principalmente nos nossos pesquisadores pode pode ir por favor então agora a gente vamos falar um pouco sobre as soluções que a gente pode encontrar né para combater essas desigualdades raciais como eu falei antes a gente vai focar nas desigualdades raciais Como
o nosso principal objetivo aqui de de combate né E aí como Nossa ferramenta lá atrás eu estava falando de conceito de ciência e tecnologia e nosso conceito de tecnologia é tanto ciência como tecnologia são ferramentas pra gente resolver problemas né E aí a pergunta é por que não usar essa ferramenta para combater as desigualdades raciais Tá certo então essa é a é o principal mote do Instituto mancala e que a gente vai tentar eh Passar para vocês ao longo dessas nossas conversas né nesses meses que virão eh como que a gente pode pensar nessa nossa
nesse nosso poder que é desenvolver Ciência e Tecnologia com a nossa perspectiva para combater desigualdade racial pode passar então assim a a redução de desigualdades raciais ela através de ciência e tecnologia ela passa por três pilares Tá três pilares fundamentais que é que são a diversidade no ambiente de Produção de ciência e tecnologia o combate direto à desigualdades raciais e a autonomia tá são os três pilares que a gente vai conversar aqui pode pode passar Igor 10 minutos de mais beleza eu falei todo mundo sabe aí já que eu falo muito né E aí pronto
vamos nessa diversidade nist tecnologia é o nosso primeiro Pilar pode passar por favor Bruna Valeu eh então assim primeira resposta é porque sim porque a gente tem Que acessar esse a gente viu a lei a desigualdade né que é E aí esse a conversa da meritocracia de só o melhor de todos é quem tem que tá naquele espaço Isso é conversa fiada isso a gente tem um o espaço ali acadêmico ou nas empresas nas instituições de pesquisa eles são espaços para todos na sociedade e a gente tem que bater o pé de de que a
gente tem que acessar esses espaços e ponto final e não tem conversa de Meritocracia né claro que a gente tem tem que ter a qualificação mínima para ocupar uma posição Mas isso não significa que se você não tiver a melhor qualificação de todas você não é qualificado o suficiente então a ciência e tecnologia desenvolvida em ambientes diversos ela é mais efetiva tá isso tem sido comprovado e também como a diversidade ela ameniza o racismo tecnológico pode passar porv então só trazendo aqui algumas informações aqui Ficou com as letrinhas pequenas mas falando em direito a fatia
né quando a gente olha os maiores salários eh os salários do Brasil né em geral e de qualquer lugar a ciência e tecnologia Ela tá no topo E por incrível que pareça quem tá no topo do Topo ali é diretor de pesquisa e desenvolvimento tá então só para dizer que a gente a gente não pode deixar essa fatia da da da sociedade se perder né fora das nossas mos pode pode Passar e falando em em desenvolvimento de Ciência e Tecnologia em ambiente diverso isso já tá amente comprovado no Brasil e no mundo que ambiente mais
diverso produz melhores resultados tá gente isso aí é uma máxima e a gente deve correr atrás disso porque e usar isso como uma justificativa importante mas não aumentando a diversidade do lugar onde você tá você vai conseguir ter mais eh resultado pode Passar eh e aí mais uma mais um é mais uma comprovação né um artigo aí muito importante falando que as colaborações científicas eh em grupos que T mais diversidade elas dão melhores resultados tá Isso foi um estudo falando que grupos de pesquisadores com maior diversidade étnica né nos grupos de países diferentes etc racialmente
diferente dá melhores resultados acadêmicos fizeram Uma comparação com relação ao número de de ações mesmo e e deu isso daí pode passar por favor E aí uma questão importante da diversidade ter pessoas negras nos ambientes de desenvolvimento de tecnologia é importante para amenizar os efeitos do racismo tecnológico tá então você nesse caso aí tá falando de milhares de pessoas afetadas pela pelo enviesamento racial nos algoritmos de dos planos de saúde tá então os planos De saúde nas decisões dele usando Eh já a inteligência artificial tem sido Tem tomado decisões desfavorável para as pessoas negras nos
Estados Unidos então isso daí você tendo pessoas eh pode deixar isso B eh negras nas equipes isso é importante né então Eh o racismo tecnológico ele se manifesta de muitas formas inclusive pela não pela ausência das pesquisas pela não realização de determinadas pesquisas aqui um exemplo uma oradores de ilha de Maré que é uma Ilha em Salvador eh que é uma ilha inclusive remanescente de Quilombo ela tem sofrido aí ó nesse caso com poluição que tem causado câncer proveniente de indústria química quem vai fazer pesquisa quem vai investigar quem vai procurar solução para uma comunidade
como essa né se não for nossos próprios pesquisadores entendeu então é isso pode passar por favor então assim colabore E aí uma mensagem tá colabore para aumentar a Diversidade racial na pesquisa que vocês estiverem fazendo Então como aqui já tem pesquisadores que já estão bem colocados e que não estão vão estar no futuro né acreditamos nisso então você aumentar a diversidade racial no ambiente que você tá é uma missão importante por vários aspectos né como a gente falou pela produtividade pelo pelo pela autonomia e também para para a gente conquistar a fatia do buo pode
ir passar favor e falando de desigualdade racial pode ir a Gente sofre como a gente Falou várias desigualdades todo tipo de desigualdade a gente já sabe né o racismo não vai acabar tá gente isso aí é uma ilusão Utopia totalmente Eh fantasiosa aí né porque pelo andar da carruagem a gente não tem nenhum indício que isso vai acabar mas a gente pode ser autônomo e amenizar os efeitos do do racismo na na na nossa sociedade Tá pode passar então a ela existe ela tá presente né no em várias áreas na saúde Na segurança pública e
a gente buscar soluções para esses problemas é fundamental pode pode passar nas áreas urbanas também né moradia também é um é um caso fundamental porque esse o a maioria das pessoas negras indígenas do Brasil já nasce sofrendo esse problema na desigualdade de desigualdade racial né ela tá colocada já num lugar que tem vários problemas ali de habitação E aí a gente pode pensar numa inúmeras soluções Né que hoje a gente ainda não tem mas esse daqui é só um exemplo de um um arquiteto que criou métodos construtivos adaptados à realidade da comunidade dele no buqu
na F isso eh motiva a gente a pensar será que a gente não consegue criar soluções para os nossos próprios problemas né para situações que a gente acha às vezes que é totalmente eh inviável eu conseguir uma solução pode passar por Favor então assim essa é talvez a a principal mensagem de todas aqui é que a gente tem que buscar soluções pros nossos problemas pros problemas que são causados pelas desigualdades raciais tá então se você for fazer uma pesquisa Às vezes a pesquisa pode ser ah não minha pesquisa é muito teórica ou é muito Ampla
mas ali sempre vai ter alguma coisa que você pode fazer a diferença para diminuir uma desigualdade racial Então quando você escolher o sistema de Pesquisa de vocês a linha tal tente buscar alguma coisa que possa fazer diferença paraas nossas comunidades po passar e aí a autonomia tecnológica gente é uma coisa assim tão importante que a gente inclusive não presta mu atenção que é o seguinte nós não podemos deixar que o nosso futuro o futuro dos nossos filhos nossos netos das nossas gerações esteja na mão de outras pessoas que inclusive podem não gostar da gente né
pelo tal do Racismo então assim pode passar por fa a gente viveu uma muita situações graves né aí na na crise sofrida pelo povo Yanomami e a gente viu que eles estavam entregues a própria sorte depois tiveram algumas organizações que ajudaram mas por muito tempo por muitos anos eles ficaram ali entregues à própria sorte sem soluções tecnológicas para resolver os problemas dele né inclusive Eh claro a gente sabe que teve problema político problema racial e etc mas quando a Pessoa tem autonomia tecnológica ela consegue inclusive superar esses problemas eh por conta própria pode passar aqui
um exemplo assim incrível que foi do desse pesquisador Jean jacqu ele é pesquisador do Congo o Congo teve o surto de ebola né na década de 70 eh e ele participou da descoberta do ebola para mim ele é um caso icônico porque ele eh tanto participou na parte científica de descobrir e entender o vírus como ali 40 anos depois né Eu acho Praticamente Ele criou uma solução tecnológica para resolver criou a vacina que trouxe a cura do ebola no tempo recorde tá então assim é um exemplo de como que a questão da Autonomia tecnológica aí
você pensa ele é um pesquisador do Congo o país mais afetado pelo ebola ele passou 40 anos persistindo em encontrar uma solução pro povo dele Porque era importante pro povo dele né então por isso que a autonomia tecnológica eh ela é importantíssima a Gente tem muitos problemas endêmicos né de relacionados pelo racismo ambiental pela segurança pela violência po violência urbana e a gente não tem resolvido esses problemas aos contentes porque a gente não tem uma força aí eh bem formada e direcionada para isso mas vamos conseguir vamos lá então assim alcançar a fronteira do conhecimento
nas nossas áreas Chaves é importante tá gente então eh a gente muitas vezes eu vejo algumas pessoas falando não basta Ter ali o conhecimento básico de ciência de tecnologia e tal Na minha opinião não basta é importante chegar na fronteira do conhecimento tá com conhecimento de ponta eh publicando na sua área entendendo os conceitos todos do que tá acontecendo que tá chegando de tecnologia por é nessa busca na profundidade que você vai encontrar a solução para o nosso povo tá então por isso que é importantíssimo estar na fronteira do conhecimento é claro que às Vezes
a gente consegue também encontrar uma solução com conhecimentos mais básicos mas é importante estar com o conhecimento aprofundado também E aí voltando nessa figura né Relembrando a diversidade nos ambientes que a gente tá promover a diversidade é importante combater diretamente usando Ciência e Tecnologia as desigualdades raciais é importante e a autonomia né e a autonomia passa por conhecer ter conhecimento de forma Profunda tá eh então isso tudo é fundamental pra gente conseguir combater eh as desigualdades raciais através de ciência e tecnologia pode encerrar né na verdade não aí é só batendo ali voltando batendo na
mesma tecla mas colaborem para aumentar a diversidade e realizem pesquisas que busquem forma eh formas de reduzir a desigualdade racial E alcance a fronteira do crescimento n áreas chaves Para os nossos povos Tá bom então pode pode passar é isso né aí algumas referências que eu usei mas tivemos outras também eh e pode encerrar pode chegar no último aí chegou no último certo gente Então essa é a mensagem Nossa para para vocês inclusive assim qual é a nossa mentalidade enquanto Instituto do que a gente se propõe a fazer é desenvolver Ciência e Tecnologia de verdade
tá e eu falo de verdade eh sem sem medo de ser Feliz sem tem medo de ser Ah porque fulano ou cicrano eh tem uns conceitos aí diferentes de ciência e tecnologia beleza eu acho que tudo é válido mas assim o que vai resolver o problema por exemplo de uma comunidade que tá com uma poluição química é quem for lá e fizer uma pesquisa e conseguir uma solução quem tiver no laboratório fazendo pesquisa quem tiver entendendo os conceitos mais avançados entendeu quem vai conseguir Resolver um problema eh eh de de habitação vai ser quem tiver
fazendo pesquisa em novos materiais em em novas alternativas de construção então assim é importante o Nossa mensagem enquanto Instituto é que é importante fazer pesquisa de verdade tá não só eh Faz de Conta desculpe a expressão até um pouco agressiva Mas é porque é uma realidade que vem acontecendo né Eh e principalmente quando se trata de projetos relacionado a projetos sociais Ou ou algumas coisas assim as pessoas ah não vamos fazer aqui uma uma pesquisa que passa a mão por cima não a gente precisa de conteúdo porque se fosse fácil para resolver o nosso povo
já tinha resolvido também né com o conhecimento que a gente tem então a gente tem tá tá avançando o conhecimento captando esse conhecimento Mundial que não é de povo a nem povo B é um conhecimento mundial e é importante que a gente US esse cono ao nosso pal tá Então essa a minha mensagem por enquanto encerro aqui minha fala e muito obrigado aí gente pela pela atenção não encerre não porque eu gostei de uma pergunta que apareceu aqui no chat do Fábio e que aí ele pergunta primeiro ele sugere aí né que a gente compartilhe
as bibliografias que a gente já leu Eu acho que isso a gente pode fazer de forma coletiva E aí a gente talvez definir por exemplo bibliografias que sejam bem importantes Nessa nossa trajetória aí dentro da ciência e tecnologia ou enquanto pessoas negras trazer alguns nomes do movimento negro e depois o Fábio Pergunta se o Instituto mancala tem documento com as estratégias e metas para atingir esses objetivos que você que você citou Igor e aí eu eu eu eu tenho uma resposta mas eu vou deixar também Igor Léo e Bruna falarem um pouco com relação a
isso e aí eu também não queria perder Aí os minutinhos para ouvir vocês também então Se puder ser bem breve Igor quiser falar alguma coisa com relação a essa pergunta eu achei eu achei eu achei curioso Eh Fábio porque eh a gente tá a gente é isso que a gente tá construindo essas estratégias a gente vem fazendo em cada edição que a gente que a gente trabalha junto e tal é pensar essas estratégias infelizmente a gente não tem nenhuma fórmula pronta né se se a gente Conseguisse essa fórmula pronta eu acho que a gente Talvez
teria aí uma solução para uma série de problemas que a gente tem então assim não não temos nenhum documento ainda com essas estratégias Mas a gente pode pensar junos e aí é por isso que a gente todo ano eh pretende est aqui com o grupo Grand uma uma equipe grande de pesquisadores negros indígenas justamente desenvolvendo estratégias e metodologias que a gente possa atingir esses Objetivos que são tão importantes pra gente eh de certa forma eu eu vou talvez discordar um pouco de Rosan porque a gente tem um planejamento estratégico né a gente tem já a
documento tal sim assim já elaborado eh para para atingir os objetivos né do Instituto ano passado a gente se dedicou inclusive porque assim cada ano a gente tenta matar um leão por dia né E no ano Passado eu tô até confuso entre ano passado e esse ano foi ano passado a gente se dedicou bastante a a a a a construir um um planejamento estratégico eh para a gente conseguir realizar aí eh é tudo que a gente pensa nos próximos 5 anos aí pro pro Instituto porém a gente vê que tem muita tem coisa muito a
dinâmica é muito é muito diferente né do que a gente planeja então a gente tá sempre replanejando né Eh a gente tá sempre Replanejando e talvez a a pergunta não é isso eu agora você me deixou confusa porque a pergunta foi um planejamento estratégico da organização ou um plane estratégico para que a gente atinja por exemplo eh objetivos Como reduzir desigualdades raciais eh aumentar o número de de de pesquisa com esse propósito e tudo isso que Igor trouxe agora eu fiquei meio confusa bom planejamento estratégico da da organização a gente tem o objetivo Porque a
gente não é porque isso a gente tava respondendo isso lá no nosso no nosso planejamento estratégico a gente fez isso indiretamente então por exemplo se a gente consegue realizar Eh vamos dizer durante 10 anos 10 10 edições do do mukang a gente tá indiretamente colocando mais pesquisadores com a consciência racial e que isso vai então a gente pensando numa numa ação multiplicadora do do nosso projeto né nessa parte aqui da formação a gente tá Fazendo isso sim eh com relação a por exemplo Todo projeto de pesquisa que a gente capta tem um uma um direcionamento
né para as comunidades Negra indígenas mas aí claro que a nossas pernas são poucas para poder atingir todas as comunidades então que é que a gente pensa né em desenvolver a metodologia quando quando eu falei para vocês lá do projeto do combate à fome eu tava falando Olhe al ali é um projeto pontual que a gente vai desenvolver a gente quer Que ele seja bem-sucedido mas o principal é a gente fazer essa metodologia se multiplicar e aí quando eu chego para vocês e falo da metodologia do projeto e vocês na nas pesquisas de vocês vocês
replicam essa metodologia por exemplo o nosso alcance tá sendo muito maior do que o que a gente poderia alcançar por nós mesmos entendeu então de certa forma a gente tá com esse planejamento né enquanto Instituto nosso Nosso Instituto hoje S cinco pessoas né nós quatro Cadê Zilda não tá aqui mas não tá na minha tela mas acho que tá aqui na eh eu Rosane Leonardo Bruna Zilda nós cinco do Instituto mancala hoje eh nós temos uma capacidade de alcance limitada né então o poder da multiplicação Fábio respondendo sua pergunta é o que a gente acredita
como uma forma de atingir esse objetivo né porque se a gente consegue fazer Pesquisa tem Impacto a gente valida a nossa o nosso método de de alcançar comunidade e a gente Repassa isso para todo mundo que que vem aqui pelo nosso passa pelo nosso Instituto a gente tá multiplicando isso muitas vezes Imagine que a gente tem aqui 20 pesquisadores do Futuro aí ou do presente já eu sei que alguns já estão fazendo pesquisa eh 20 Não tem at bem mais gente hoje temos 33 então aí né temos 208 que que tão assistindo aqui com a
Gente se a nossa metodologia é repassada para vocês a gente tem o nosso nosso ideal multiplicado por 28 vezes né então isso daí se vocês pegarem meio a nossa a nossa filosofia vocês vão multiplicar também então A ideia é que a gente consiga se multiplicar né o máximo possível perfeito Alguém tem mais alguma pergunta vamos pode sei se a gente pergun a não deixa eu po pergunta Deixa eu fazer a dinâmica e abrir agora espaço para ouvi-los E aí quem tiver perguntas Dúvidas e assim a gente queria muito ouvir a expectativa de vocês eh O
que que vocês pensam que se já tá passando alguma coisa pela cabeça de vocês com relação ao projeto né a pesquisa aplicada Eu queria muito ouvir acho que a gente pode ir levantando a mão e seguindo a filinha Fábio se você quiser falar você que abriu aí a a lista de perguntas Eh agora só só pra gente até direcionar já seria bom que vocês falassem de forma resumida até porque a Gente tem 28 aqui se todo mundo quiser falar Não nem todo mundo é obrigado a falar né tô dizendo assim todo mundo pode falar se
quiser mas seria importante vocês falarem o que é que vocês esperam da dessa formação do M keng E também o que que vocês querem ver diferente no no cenário da pesquisa né O que é que vocês acham que pode ser diferente no cenário da pesquisa pra gente pra nossa comunidade Negra né indígena Tá certo então podem se Apresentar e falar essas duas coisas né expectativa proeng E a expectativa para para o cenário de pesquisa e de pesquisa no Brasil de uma forma geral Quem começa Fábio pode ir obrigado gostaria assim de começar parabéns a vocês
Fas aí pela eh pelo trabalho do Instituto pelas apresentações gostei muito e sinceramente eu me inscrevi porque eu achei que era um lugar De que aqui poderia ser um lugar de fala né de de verdades de coisas assim que eh muitas vezes eu falo sozinho não sei se vocês têm essa sensação também mas eu falo muito sozinho assim porque você falou dessas questões assim de de tá eh ser o único né É até é até uma como é que se fala assim é até uma contradição né ser único mas não no sentido legal assim né
porque você tá sozinho no ser único porque você é né Não no sentido que que a palavra representa mas que Você tá sozinho ali no meio de outros que então sempre vivenciei isso né quando eu tive na Unicamp na verdade em todos os espaços que eu tive fiz doutorado Unicamp voltei pra Universidade Federal da Bahia sou professor do Instituto de química e me sinto sozinho continuo me sentindo sozinho isolado assim e tal e essas coisas não são eh como é que se fala Elas Não elas são Coisas situacionais como vocês estão falando né como vocês
estavam falando construídas e por isso que eu perguntei também da questão de estratégia porque eh eu acho que vocês já tão passando isso na pele como Instituto a gente passa como pessoa como pesquisador e assim eh acho que até legal a gente ter algum momento também para todo mundo falar que eu acho que é isso acho que as pessoas têm esse Anseio aqui acho que como eu todo mundo tá com vontade de Falar então a gente até pode criar se vocês tiverem a oportunidade de criar até uma agenda Extra mas assim as pessoas precisam falar
eu acho que isso é e e e esse é o espaço que a gente pode falar porque a gente tá sem falar mesmo eu falo sozinho às vezes eu não tenho para quem falar isso não tenho eh semelhantes Então acho que as pessoas querem falar e eu perguntei da Estratégia por um motivo muito simples porque eu tive muitas ocasiões na minha Carreira científica que eu fui sabotado e acho que isso vai acontecer com vocês também enquanto Instituto Então existe toda uma narrativa como você comentou de diversidade Ah que quer trazer o Instituto para cá e
tudo mas assim no momento no Ápice vão Tent vão sempre tentar cortar suas pernas e eu já passei por isso em vários momentos eu tive fazendo pesquisa sobre zica também deng chicungunha aconteceu isso muita Sabotagem questão de publicar não é Fácil eu já tive um artigo publicado na Nature Mas assim vai tentar publicar na Nature eu não tenho R 15.000 R 20.000 para publicar na Nature então isso não entendeu tem toda uma questão que assim ah ah a gente eu acho que o problema aqui tem como você comentou tem pesquisadores muito capacitados muito eh de
alto de alto nível então fazer ciência que eu acho que não vai ser o problema vai ser o problema vai ser a gente dar visibilidade à Ciência vai ser A gente não ser sabotado em muitos espaços então por isso que eu comentei da questão de estratégias entendeu porque a gente vai sempre ter que eh percorrer um caminho tortuoso esse é o nosso a linha de base nossa linha de base não é reta é sempre esse caminho tortuoso então eu vou eu vou só encurtar minha fala para dar oportunidade para os outros aqui mas por isso
minha provocação enquanto a estratégia foi isso assim porque eu eu cheguei onde eu Cheguei com estratégias né e eu acho que enquanto Instituto vocês vão ter que ter essas estratégias também de ter de ter espaços que vão abrir as portas para vocês mas depois vão fechar entendeu eh quando quando vocês crescerem eles vão fechar as portas para vocês e aí vocês vão ter que encontrar outros espaços né Eh e por isso que a gente fala tanto de autonomia entendeu Fábio porque é justamente aí o a gente Entende exatamente essa mesma forma que você entende que
o o ser sabotado é natural nesse nosso nessa nossa sociedade eh mas Fábio eu vou pedir só pra gente continuar mesmo porque eh senão a noite vai invadir tambm quero ouvir as outras também eu S completar também Fábio que uma uma das nossas estratégias é também a a união né Essa rede que a gente cria aqui no no no mancado como keng ée para Te fortalecer e buscar tem uma rede conectada a gente vai um um no falhou aí os outros no vão e ajuda e e a rede continua então é is por isso que
a gente quer formação a rede Justa e sincera Artur Valeu Artur Boa noite a todas e todos eh só me apresentar rapidamente eu sou aqui de Minas Gerais eu faço doutorado aqui em Viçosa e tô na área de biodiversidade aí trabalho na área de Ecologia vegetal então assim eu acho que Eh eu não vou me ater a exemplos de cada pessoa sof porque assim eu poderia poderíamos passar à noite falando sobre isso assim né então então esses tempos atrás eu me deparei com um termo que que chama-se Burnout racial e assim eu acho que nesse
momento que eu me deparei com esse termo eu consegui ter uma compreensão muito clara do que todos nós sofremos e falando especificamente do que eu sofro nas instituições que eu tô assim né então dois anos atrás Aproximadamente eu tive o contato com a iniciativa odu que é um pessoal principalmente do Rio de Janeiro que que é uma organização também assim de pessoas negras na academia né até o Piatã que é um dos Presentes aí faz parte dessa eh iniciativa também eh um dos eh pessoas que vão dar palestra então assim eu comecei a discutir um
pouco mais sobre isso assim e agora por último em último Instância agora aqui na universidade a gente começou a discutir Sobre cotas raciais eu sou cotista do meu programa né e assim o que o que eu vi foi um show de horrores no meu programa quando foi discutir para aplicar 50% das vagas para cotas né então assim teve um grande show de horrores em relação a isso E pela grande maioria de pessoas brancas assim né na verdade só pessoas brancas estavam lá discutindo e decidindo sobre isso assim então o que me motiva tá aqui e
é uma das coisas que já vem me motivando H Algum tempo assim porque eu voltei agora eh dois meses atrás eu tava na Holanda fazendo doutorado sanduíche e pude viver algumas experiências em relação ao racismo estando na Europa assim e aí o mais interessante com a minha volta eu percebi várias pessoas ao meu redor me perguntando assim você sofreu muito racismo lá na na numa instituição na Holanda e assim e aí eu me deparei com as pessoas não me perguntando se eu sou por vezes foi maior e é maior do que Eu sofri na Holanda
né então assim me deparando com isso com essa idade eu comecei a me movimentar e hoje eh eu tô tentando eh consolidar um grupo Na pós-graduação da botânica da UFV de pessoas negras que a gente consiga se unir para primeiramente entender e nos conhecermos e segundo que foi uma uma coisa que até a Rosi Isaías numa palestra que ela deu eh aqui pra gente da botânica que ela falou ah eu posso ser boa tudo mais mas só que a Primeira coisa que tem que chegar não sou eu é o meu currículo Porque infelizmente quando as
pessoas se deparam com quem é ela o currículo vai ser descredibilizado então assim eu acho que a minha busca atual é com que nós enquanto comunidade Negra comunidade indígena a gente consiga ter se instrumentalizar e ter ferramentas pra gente conseguir eh fazer uma disputa que a gente consa se inserir Porque é isso o a realidade que eu vejo hoje são pessoas sendo beneficiadas pessoas brancas sendo beneficiadas simplesmente por um puxa saquismo simplesmente por serem brancas não pela capacidade que elas têm Então hoje eu acho que eu sinto a necessidade de que nós enquanto comunidade de
pessoas negras indígenas consiga trocar conhecimentos para que nos dê ferramentas de luta contra o que tá coloc para nós na academia então assim Falando especificamente da minha área se eu for uma pessoa em que eu domine a estatística eu vou ser uma pessoa que vou querendo ou não ser requisitada por aquelas pessoas e sendo essa pessoa eu vou ser a pessoa que posso ser multiplicador dessa ferramenta específica então assim hoje eu eu busco uma instrumentalização dentro da da área em qual eu tô em todos os sentidos que eu possa ter um domínio e os meus
a a minha Comunidade possa também ter esse domínio para ter essa ferramenta de luta contra isso e não ser descredibilizado simples unicamente por ser quem é então assim é um pouco disso que eu que eu acho que eu venho buscar sim e entender e entender um pouco mais sobre essa questão do projeto assim e aí só para finalizar aqui na na Zona da Mata mineira e aqui na região de Viçosa tem uma organização muito forte da agre ecologia e dentro dessa organização da agre ecologia Também tem a comunidade quilombola que faz parte assim então hoje
aqui em Viçosa tem um um uma ONG que é chamada centro de tecnologias alternativas da Zona da Mata CTA da Zona da Mata que essa organização vem fazendo muito em relação à agroecologia especificamente e trabalhando com a comunidade quilombola assim então quando mostrou Aquele aplicativo eu consegui pensar que talvez é esse centro poderia ser um multiplicador disso de alguma maneira Assim então é isso eu tô nessa busca de tentar interligar o que eu posso interligar e nos fortalecer enquanto grupo enquanto comunidade para transformar realidades é isso obrigado Maravilha obrigada também Oi gente boa noite meu
nome é eu acho que fiz cam um pouco né dos colegas que falaram aí eh porque na verdade eu só comecei a ser pesquisadora agora assim né eu formei sou engenheira agrônoma né já formei há mais de 20 anos E comecei na verdade a eh digamos me envolver com eh movimentos né Eh feministas né E antirracistas também e foi isso que me estimulou na verdade a voltar a estudar né enfim pro mestrado justamente por essa ausência né Eh de mulheres negras né O Igor mostrou aí né os dados falam né e a gente sabe disso
e na verdade eu fiz esse caminho inverso então assim o meu estímulo para entrar né assim voltar falei não gente eu trabalho na área de Meio Ambiente Então tem mais de 20 anos que eu trabalho e é uma área extremamente Branca né então ele mostrou a foto Inclusive a gente tem feito isso lá ass tem um grupo pequeno né que trabalha lá de outras pessoas negras e a gente começou a printar as matérias eu trabalho pro Estado então as matérias relacion adas a transição energética hidrogênio Verde várias eh matérias relacionadas a meio ambiente e a
foto que aparece a gente estando na Bahia né Eu esqueci de falar que eu tô aqui em Salvador e é incrível realmente e o mais chocante agora né foi uma teve aquele a o seminário da diáspora africana né que aconteceu aqui em Salvador teve o preparatório e depois o seminário mesmo com vários países africanos e aí eh foi assim chocante porque nesse seminário preparatório o o dia inteiro né era só mesa Negra né de formada por pessoas negras e a última mesa que era que eu tava com a maior expectativa ia falar Justamente sobre mudanças
climáticas acho que era transição energética e mudanças climáticas só tinha uma pessoa negra Acho que eram quatro pessoas na mesa todas as outras pessoas brancas mudou a mesa foi uma coisa assim incrível porque os temas da manhã falou sobre a questão da desigualdade né a as mulheres a questão também social e quando foi falar de meio ambiente que era a última mesa a mesa mudou completamente E aí a minha expectativa é Justamente né Eh encontrar outras pessoas negras que fazem pesquisa né assim me organizar essas estratégias que Fábio colocou aí uma das eu até escrevi
aqui uma das estratégias é o aquilombamento Né que é uma forma então a gente ouvi pessoas também que passam por eh situações né semelhantes à noss e de repente né a gente encontra estratégias né coletivamente para né mudar mas é isso foi encontrar pessoas e me estimular a continuar né porque assim Eu sempre tive muito preconceito né com a academia achei muito branca né e não assim tinha Total aversão mas eu falei é é uma estratégia né Falei eu vou ter que entrar não tem jeito mas e tô muito agradecida parabenizar também né as falas
de vocês aqui e agradecida por ter por estar aqui com vocês obrigada Fábio você provocou aí esse documento vai sair hein no final da primeira etapa gente eh mais alguém quer falar aqui no chat algumas pessoas Colocou eh eh eh com quem estão trabalhando se apresentaram eh eu queria dizer que em todo encontro a gente tá pensando esse momento sim da gente dar espaço de fala da gente se conhecer melhor e de como o Léo falou que seja um um espaço que a gente já vá construindo essa proposta do que que a gente vai trabalhar
na segunda etapa então vocês vão ter sem esse momento eh quem levantou a mão aqui agora só queria comentar o seguinte a Gente o pessoal tá escrevendo no chat eh a gente já tinha pensado nisso né pedir para todo mundo mandar um e-mail eu vou eu vou botar uma o título do e-mail que vocês podem colocar para poder ficar mais fácil pra gente identificar eh mas a gente já tava pensando em todo mundo escrever só que eu não queria falar isso antes porque senão ninguém ia querer ia querer falar aqui né mas mas como já
tem gente escrevendo não tem problema nenhum né Deixar só escrita também o relato tudo bem né quem quiser deixar escrito mas aí a gente vai pedir para vocês mandarem pro nosso e-mail também a expectativa de vocês com o curso com o o ciclo de capacitação e com a carreira né de vocês com o cenário de de tecnologia tá Mas podem continuar aí eh quem puder falar fal levantou a mão é por favor quem levantou a mão eu me perdi aqui e não vi uma outra coisa é que a gente vai montar o grupo do WhatsApp
eh eu espero que todo mundo esteja de acordo porque é uma ferramenta que facilita as coisas é um grupo só e é nosso mesmo então acredito que seja um espaço também que a gente possa trocar ali eh Espero que todo mundo aceite entrar eu peguei o contato de vocês lá nas fichas de inscrição então no máximo amanhã a gente já vai ter esse grupo Quem foi gente que levantou a eu perdi eu não ia deixar Passar acho que não tem ninguém não com a mão é levantou e abaixou E aí levantou e tirou a mão
levantou e abaixou Se quiserem Pode ficar à vontade para falar viu ouv mais um o depoimento de você se que o horário já já deu nove é já deu já deu nosso tempo mas eu tô morrendo de curiosidade vamos vamos abrir as câmeras pra gente fazer uma foto uma foto também inclusive tirar dúvida também sobre m keng se qu tiver dúvida el Elis Elis levanta a mão vai lá eliz oi pessoal boa Noite estamos escutando vou fazer uma fala breve também eh eu me chamo Eli sou aqui de Campina Grande na Paraíba na verdade sou
baiana do interior da Bahia região dec mas moro aqui já há 14 anos pela academia né eu vim aqui para estudar fazer faculdade e agora já tô no meu pós-doutorado sou engenheira civil e e no processo do pós-doutorado eu consegui aprovar um projeto com CNPQ que é de incentivo a ingresso de meninas e Mulheres negras na ciência Então esse é um tema caro para mim dentro aqui da nossa instituição né Eu trabalho na Universidade Federal de Campina Grande a gente não tem muitos projetos que T como foco à comunidade à sociedade e dentro da engenharia
isso também é uma distância né E quando eu comecei a estudar saneamento que é o meu tema de área assim minha pesquisa minha paixão e ve quanto né as desigualdades sociais raciais de gênero tão interligadas com o Saneamento então eu tenho me interessado muito em aprofundar em questões raciais para trazer revolução e transformação dentro da academia também então eu fiquei muito feliz de ser selecionada aqui para esse projeto ansiosa paraas aulas paraas discussões para aprender com vocês eh com todo mundo né Compartilhar as nossas experiências e eh fiquei muito tocada também com que vocês já
falaram hoje a expectativa tá bem bem alta aí paraas próximas apresentações Eu Acho que vai ser uma trajetória muito enriquecedora para todo mundo e quanto mais a gente se junta o que eu sinto é isso é mais a gente consegue colher resultados positivos e transformadores então eu tô satisfeita e grata com a oportunidade e só queria fazer essa fala aqui eh pequenininha para me apresentar para vocês então a gente vai se encontrando vai conversando e construindo eh esse momento e essa essa oportunidade né de trabalhar em Conjunto Obrigada eliz João Oi Vocês conseguem me ouvir
né primeiro agradecer por ter sido aceito participar desse projeto era algo que eu eu acho que eu precisava porque no contexto onde eu tô inserido não tem pessoas negras princip Claro tem pessoas negras tem muitas mas não tem pesquisadores brasileiros negros eh eu sou químico de Formação Eu me formei no quilombo do Cabula conhecido como UNEB Universidade do Estado da Bahia né Eu Chamo quilombo do Cabula ali para mim é o espaço mais negro Universidade mais negra que eu já vi na vida é a Universidade do Estado da Bahia na minha na minha concepção né
Eu sou químico de Formação então licenciatura em química sou professor de química formação fiz mestrado na UNEB e hoje eu faço doutorado na China então eu vim pra China num contexto eh em que o Brasil tava passando por uma dificuldade de financiamento de pesquisa então eu Acabei ganhando uma bolsa e vim parar aqui né e parei num contexto em que eu não tenho outros pesquisadores negros brasileiros eu tenho outros colegas de burquina Faso Guiné Bissau Angola de vários países da África mas pesquisadores negros brasileiros não Ten e é algo era algo assim é algo que
ainda me incomoda Porque hoje a China é um dos maiores parceiros do Brasil em breve vai ser um parceiro científico né Ele é um parceiro Comercial Mas em breve pode ser um parceiro científico e aí eu observo que na maioria dos fóruns se se alguém tiver interesse nos fóruns de discussão Brasil China você só vê pessoas brancas pesquisadores brancos E aí eu sempre tô lá vou nos comentários Poxa não tenum negro eu vou lá e comento aí ah não aí As pessoas sempre respondem não foi um recorte foi um recorte aqui da do evento né
na minha cabeça não tem né eu sempre vejo que nas mesas nunca Tem no fórum nunca é uma discussão que não vai pra frente sabe aí eu eu eu senti a falta de um espaço para discutir com outros acadêmicos com outros pesquisadores negros como eu fazia na no no no lugar da onde eu vim né na UNEB na Universidade do Estado da Bahia Então para mim esse projeto vai ser uma oportunidade assim gigantesca Eu Eu hoje trabalho faço pesquisa na área de energias renováveis na área de de combustíveis de biomassa aqui na China e Pretendo
voltar a Brasil em breve para colocar em prática tudo isso a tive que acordar 5:30 da manhã aqui nesse fuso horário para participar mas não é não é problema o importante é participar tô com uma cara de Son obrigado gente que hora ess aí que hora ess aí João agora são 8:6 da manhã ah do dia do dia do dia do do dia do bom dia para você é bom dia para você Beleza obrigada João obrigado gente algumas pessoas já tá tendo que se retirar Mas quem quiser falar esse é o Espaço a gente vai
na quinta-feira ter esse espaço também talvez continuar essas apresentações eh mas enfim Se alguém quiser falar bem rapidinho veme seu microfone tá mudo viu ui agora foi eh queria primeiro agradecer a oportunidade né de estar aqui com vocês eh eu como pesquisadora mulher negra nesse país é é uma oportunidade muito boa né porque como Todo mundo falou aqui a gente é um grupo muito pequeno né Eu sou do Rio eh fiz faculdade mestrado e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e quem conhece sabe que é um ambiente extremamente elitista né Eu sou de
uma época que não tinha cotas né então era realmente a elite do Rio de Janeiro né Eu acho que da minha turma devia ter dois negros mestrado e doutorado sei lá um ou dois né então a gente nunca teve uma participação muito grande Professores é sempre a gente sempre foi a minoria né então estar né com com a comunidade que a gente pode falar e abordar problemas traz assim a minha expectativa é puro aprendizado né eu hoje até trabalho numa situação até eh que eu considero até um pouco privilegiada né hoje em dia eu trabalho
ainda na frj mas como pesquisadora num projeto de pesquisa e é um projeto que tem são dois grandes projetos e com cinco líderes de projeto né desses cinco Líderes quatro são mulheres e dessas quatro mulheres duas são negras então é uma situação que não é comum né dentro da engenharia principalmente né engenharia trabalha com petróleo atualmente então é um mundo extremamente masculino e branco né então Eh tô numa situação relativamente privilegiada que tenho a sorte de poder trabalhar com pessoas competentes e est num cargo de liderança eh mas sei né o quanto que é importante
A gente tá aqui falando sobre isso porque eu já vivi situações em que pessoas né alunos de iniciação científica ou até mesmo eu ten um dos meus técnicos que chegou para mim e falou ah eu me espelho muito em você porque uma mulher negra uma pessoa negra que estudou fez faculdade fez doutorado então às vezes né você está nessa posição entender que você vai ser espelho para outos pessoas é muito importante pra gente né Eh continuar e Aumentar esse número na nas diversidades e na pesquisa então era só isso que eu queria falar e agradecer
novamente vocês obrigada também eh não sei se eu vou conseguir falar direitinho seu nome Professor bandir isso é isso mesmo bandir né sab sab mais fácil N sab Boa noite a todos é um prazer aqui conhecer a todos aqui por esse canal aqui meu nome é sab bandir n sou da República de benim sou Professor na unab né e não sei se todos conhecem n unil que é a Universidade de integração internacional deof afro Brasil criada por Lula né E graças a Deus está de volta de novo e esse espaço para mim é um grande
prazer né Sempre participar desses encontros Acho que sim e e primeira vez sobretudo de uma de um espaço sobretudo das engenharias e que é difícil sobretudo né porque dos movimentos negro a gente vê um espaço Bem grande consolidar em outras áreas mas nas áreas da das exatas sobretudo engenharia muito difícil então para mim é um grande prazer né participando aqui quando eu recebi aquele néu convite né quem quiser participar fiquei feliz n minha diretora que comparti comigo e fiquei feliz em participar e acho que talvez por questão de destino senão poror Igor talvez estaria talvez
na mesma Universidade com ele né porque at me candidatei né para a universidade lá Mas eu já tinha passado no concurso da Unilab então acabei já vindo para Unilab mas eu faço das palavras do os colegas que já passaram aqui né as minhas né que que a gente vi convive né ser sempre o único né nos eventos o único negro único negro na sala de aula o único negro na na e na na área de pesquisa sendo boicotado Como disse meu sogro negro tem que fazer cinco vezes mais para ser ouvido né que um branco
tem que ser fazer mais de cinco vezes sempre né Enfim mas fico muito feliz desses espço aqui em que a gente pode estar trocando experiências dialogando e aprendendo um com o outro com certeza as experiênci né que cada um tem São enormes aqui né e a gente pode contribuir com com tudo que temos né e com os projetos que desenvolvo aqui com os estudantes brasileiros africanos aqui na Unilab que a gente desenvolve serão um prazer então poder partilhar junto e também aprender com certeza OK muito obrigado Muito obrigada também gente vamos finalizar vamos tirar a
foto quinta-feira vamos continuar com essas apresentações e a gente quer com e eh escutar muito essas expectativas vamos fazer o grupo vamos pedir quem tira aí gente ai meu Deus tirei um tirei várias Então até quinta-feira muito obrigada tem uma janela para abr não quer abrir não é eu não aqui na minha tela tá todo Mundo aba Abrir Vamos abrir Tira aí vai abrir abrir abr Cláudio Monique Danilo V Danilo aí pron você consegue ver vários Falta só Tira aí Tira aí eu acho que Igor caiu tá voltando aqui voltou Vou tirar outra também vou
tirar outra também tiou gente muito obrigada muito obrigada sim tô muito contente muito obrigada Desculpem a gente ter extrapolado um pouco mas nossos encontros vão aí De 7 às 9 eu sei que tá todo mundo mas eu espero que assim que dê uma mulação e a gente consiga produzir a os canais estão abertos e vou est tentando entrar eu vou fazer o grupo a gente vai se comunicar vamos trocar material e e vamos nos falando aí Obrigada boa noite a todos Obrigado tchau boa noite bom dia bom Dia Boa noite a todos tchau boa noite
a todos boa noite boa noite passa