e não é de hoje vamos falar sobre a construção do conceito de corpo na sociedade ocidental e e ao longo da história o corpo tem sido frequentemente tratado pela filosofia e pela e ciências humanas do mundo ocidental com caráter instrumental e mecanicista são concepções que analisam apenas os aspectos físicos e biológicos e ainda podem ser notados nos discursos sobre o corpo do senso comum percebemos a força dessas explicações no cotidiano dos indivíduos em seus comportamentos e em suas representações tanto dos corpos considerados eficientes quanto dos corpos designados como deficientes e o pai da filosofia moderna
Renê de Cafe preconizou uma ideia da Separação corpo mente que o fundamento do conceito que acabamos viver é sobre essa separação corpo-mente vejamos o que diz o historiador britânico Harry Potter e a história do corpo tem sido em geral negligenciada não sendo difícil você perceber o porquê tô no lado os componentes clássicos e por outro uso dai cristãos de nossa herança cultural que avançaram para uma visão dualista do homem entendida como uma aliança muitas vezes ansiosa da mente e corpo da psique e do somma em ambas as tradições por seus caminhos diferentes e razões diferentes
e levaram a mente ou alma e denegrir uma imagem do corpo é importante lembrar que antes de kart fazer essa distinção na filosofia moderna a relação Corpo e Alma já era discutida na Grécia antiga 1 é sobre essa questão corpo e alma e as ideias de Platão vamos ver um pouco mais Platão dividiu o corpo humano em três partes cabeça que representava a razão o feito apresentando a vontade de baixo ventre que era representação do prazer e mais Platão acreditava que quando essas três partes avião como um todo ele queria o homem íntegro provido de
Equilíbrio que para ele era considerada a maior virtude a temperança o patrão reforça ideia do que deve ser considerado bom e mau perfeito e Porto o que deve ser açoitado e o que deve ser considerado o corpo ideal fazem importantes considerações a respeito do corpo social ideal que coexiste com a beleza EA perfeição do corpo individual para compor a chamada cidade perfeita nós podemos dizer então que de kart retomou alguns conceitos já existentes criando a possibilidade de estudar e compreender o homem enquanto objeto de questionamento enquanto ser da razão em uma época em que toda
a produção de conhecimento era administrada sobre concepções religiosas esse Resgate feito por de Kate ganhou Ares de inovação Norbert Elias um dos sociólogos de maior destaque do século 20 lembra que o homem passou a ser possibilidade de esse frango o seu nome nos naturais eles darão uma utilização prática simplesmente com base em sua própria observação e pensamento sem invocar autoridades eclesiásticas ou República outro lado na concepção cartesiana as percepções sensoriais são duvidosas ilusória questionando o conhecimento dos objetos físicos inclusive o próprio corpo afinal tudo era passível de dúvida menos a certeza de que se podia
duvidar por meio do ato de pensar duvido logo existo duvidar é um modo de pensar eu penso logo existo é interessante pensar nisso Afinal um homem que é simultaneamente observador e objeto da observação necessita se distanciar de si mesmo para se observar ou Cesa as ideias cartesianas criaram uma nova perspectiva no processo de produção do conhecimento sobre o homem e o corpo e isso interferiu de forma substancial na construção da iminente noção de indivíduo e essa nova perspectiva um novo ponto de vista é a forma de customizada de observação do indivíduo e essa forma de
customizada gerar uma nova noção de indivíduo a afirmar que o corpo em matéria significa se opor ao que há de mais subjetivo inalcançável a alma da mesma forma que negar essa perspectiva significa negar o que há de mais concreto no conceito de corpo e apesar da desvinculação do corpo em relação a alma a dinamicidade que vem da força Mecânica do próprio corpo acaba por de certa forma amenizá-la o segundo Norbert Elias o processo civilizatório da sociedade ocidental caminhou no sentido de forjar mecanismos de controle dos instintos e das emoções não só esses mas várias outras
manifestações do corpo ao longo da história foram sendo moldadas através de guias e manuais de gênero e de moral só assim foi possível o surgimento de um corpo social que age de acordo com regras e condutas incivilizadas a surgir então mecanismos reguladores e autocontrole sentimentos como vergonha e medo passaram a ter cada vez mais importância na vida efetiva e afetiva dos sujeitos e outras palavras a razão aos poucos foi mudando e controlando o corpo individual e as transformações no comportamento individual foram aos poucos criando uma nova estrutura de comportamento social surgiram então novas relações com
o trabalho e com o trabalhador que passaram a ser também regras rígidas e disciplinada para compor o mercado de trabalho esse novo modo de vida levou também a mudanças na estrutura psíquica dos sujeitos E assim a divisão das funções sociais e psíquicas EA interdependência entre elas foram fundamentais dentro de tudo processo de civilização as questões estruturais como a estratificação social as pressões e as tensões sociais acabaram por se incorporar na personalidade do indivíduo em outras palavras as funções sociais são ao mesmo tempo a base e motivo da construção dos sentimentos e significado que o sujeito
tem sobre si mesmo e civilizado é viver em sociedade viver as formas estilizadas ou seja as mudanças na infraestrutura da sociedade que justificam as relações sociais sexta forma surgem novas e particulares estruturas que foram influenciadas e que influenciaram as formas de comportamento perceba que o processo de civilização atua no comportamento cotidiano do indivíduo exemplo disso é a postura que pressiona o corpo da época no século 17 considerada um código de elegância artifícios materiais Como os espartilhos usados pelas mulheres eram usados para criar uma posição cada vez mais direita esguia para frente e para o alto
remetendo ao pensamento predominante naquela época ascensão social EA prosperidade aristocrática o quanto mais direta fosse a postura do sujeito maior era a sua moral sua franqueza e sua integridade no século 16 chegou-se ao ponto de em nome desse comportamento é determinado manuais e postura tomarem o lugar dos manuais de sensibilidade então nessa época à Medicina e à higiene andavam juntas em nome da civilização e de um diretamento passivo do sujeito podemos justificar essa imagem corporal forjada pela intensa mudança pela qual passava a sociedade daquela época quando nasce ideia individualista como expressão ideológica do capitalismo industrial
Então as condições de vida e as exigências sociais tornaram-se necessidades individuais É a conduta do corpo no processo de civilização foi constituída a partir da necessidade de normatizar de controlar de criar o pudor as regras de Conduta e o asseio do corpo impostas pelas instituições disciplinares isso aconteceu devido principalmente às necessidades de produção mas também a medicina e genital enfim a disciplinarização da conduta e dos movimentos do corpo tornou-se realidade e necessidade no convívio social e a partir do século 19 quando a burguesia se tornava a classe dominante e necessitado investir na construção integral de
um novo homem focado no mundo do trabalho percebendo os seus aspectos mentais intelectuais culturais e físicos também o conceito de corpo vai sofrendo as alterações esse homem deveria ser construído para ser catar me suportar uma nova realidade política econômica e social e o corpo científicamente estudado assumiu o seu caráter a-histórico indeterminado um corpo anátomo-fisiológico o caráter instrumental de adequação do homem a sistemas socioeconômicos viaja por várias perspectivas que reforçam a concepção biológica do corpo EA manutenção da saúde individual e o positivismo a ação objetiva dos especialistas reforçada pela materialidade do mundo representa o certo o
positivo e o único aspecto cabível de investigação e descoberta da Verdade exata Nesse contexto positivista o corpo é considerado como excluído de um processo de produção de significado princesa o corpo se torna matéria inerte e foi nessa época que o positivismo para sua disseminar a representação do que é o certo e Positivo na ciência podendo demonstrar sua exatidão essencial é isso que responda até hoje as ações no âmbito do corpo individual e social principalmente se considerada a hegemonia das ciências médicas como respaldo das ciências biológicas e das práticas sociais neste mesmo sentido nas práticas sociais
o corpo foi tendo objetivada em mecanizado o filósofo Michel Foucault destaca que a medicina era ciência da anatomia patológica pulseira era ciência do corpo morto se valendo do olhar como forma de perceber a doença baseada nas mudanças qualitativas do corpo biológico e assim o olhar que dizia é o mesmo que descobre a doença que configurem em alguma parte do corpo a localização do mal era o triunfo da racionalidade instrumental através da redução da racionalidade a uma de suas facetas o funcionamento abstrato do mecanismo do pensamento juntamente com a tendência assepsia excluindo os componentes não objetivos
nessa concepção chamada Elenita por sua relação com a saúde pública o curso deveria ser saudável e asseado já na concepção militarista o corpo era tomado como objeto de produção de poder de potência e de força na concepção pedagogia cita o corpo educado EA biofisicamente para o desenvolvimento do bom caráter do controle emocional para o comando e liderança a medicina calcada no dualismo cartesiano corpo e mente voltada para o corpo social se expandiu e se constituiu como saber científico na época das grandes Revoluções Industriais e burguesas a medicina assumiu o papel da religião na cura da
doença a polícia trabalhava em conjunto com os médicos E para isso foi criada a polícia médica políticas públicas de saúde foi instaurada Pois é no necessárias as urbanizações e as condições de vida das pessoas É mas não dá tava só segunda-feira doença era preciso e não ter ser a ciência mostrando a toda a sociedade a complexidade dos mecanismos esses mecanismos que abriram possibilidades ao domínio dos fenômenos o processo que antes eram explicados apenas pela morte a ideia de doença e insistência era voltada para as questões de higiene pois as questões que mais assustavam naquela época
era um assim linhas epidemia as preocupações higienistas Foram instaurados pela preocupação de que as doenças representavam dias de trabalho perdidos e a morte de crianças e adultos acentuava a escassez de mão de obra limitava também o aumento de produção e cuidando não só da saúde dos cidadãos Mas também da saúde das cidades os médicos assumem alguns papéis digamos adicionais função Consultores assessores conselheiros e críticos do Estado os esforços desses médicos acabaram por submeter as políticas sociais as formas de prescrição de regras de higiene as normas de moral e costumes sexuais de alimentação de habitação e
de comportamento social mesmo sem serem os principais interventores da realidade o que é necessário reconhecer que a estrutura básica de produção do conhecimento que compõem o método científico Ou seja a ciência é parte histórica da Constituição da Ordem Social das sociedades que nasceram com capitalismo E a Cíntia é parte do estado e também fruto histórico da necessidade de intervenção na estrutura social principalmente na organização da população em acordo é claro com a lógica de suas relações sociais no século 19 a lógica dos laboratórios foi o que norteou o Imaginário higienista e expectativa sobre o corpo
a tecnologia do olhar se dúzia a livre interpretação técnicas foram desenvolvidas para que cada vez mais se pudesse vigiar e controlar as condutas do corpo na mesma forma que a medição a padronização toma lugar na descoberta da normalidade do ser humano o uso das obras de arte como os auto-retratos a literatura a pintura EA utilização de instrumentos como o espelho as técnicas de fins criminalistas como a fotografia largamente utilizada para ao tóxicas e avaliação biométrica para identificar o criminoso são traços fundamentais para relacionar a personalidade com aparência corporal para a Constituição da identidade corporal do
indivíduo moderno e a biometria EA sinestesia por respeitar um funcionamento orgânico legitimam uma representação do corpo as aparências e formalizam uma ciência que investiga e suas realiza o funcionamento orgânico e nessa nova ordem social com as alterações da relação de mão de obra e com outras formas de produção foram se constituindo diferentes formas de relações interpessoais e vice-versa Isso é se por um lado os homens passaram a ser livres para vender a força do seu trabalho por outro passaram a ser presos a demanda da produção necessária a sua sobrevivência e o corpo humano Então passou
a ser objeto de conhecimento de acordo com as expectativas e conflitos de interesse na sociedade e na produção e para Michel ficou na sociedade disciplinar cada vez mais o corpo se tornou objeto de repressão manobras de higienização e Ortopedia ização que apesar de terem se tornado mais sutis e incorpórea o atingiram cada vez mais e diretamente o suco afirma o seguinte e as manobras diante zero explícita quando as formas de punição deixaram suas marcas estampadas no corpo e exposta como espetáculo desapareceram o corpo de ator passaram a não mais serem os objetos últimos a ação
punitiva o mal não foi mais estampado no corpo forma quero ver a outras formas de repressão e sobre elas um dispositivo de seleção entre normais e anormais que levou às últimas consequências as formas de controle do corpo por um sendo instituídos novos meios para tornar o corpo dócil normatizado e disciplinado e a sentença que combina o absolve é mais que 1 - julgamento de culpa uma decisão legal Ela implica uma apreciação de normalidade e uma transcrição técnica só então a normalização é possível e a ortopedia do corpo EA ortopedia moral se fundiram em outras possibilidades
de controle como o enclausuramento do corpo no trabalho e o castigo que passa ser a arte dos direitos suspensos e das Sensações insuportáveis e não existem mais os carrascos esses deram lugar a um grande exército formado por guarda educadores médicos psicólogos que tudo além de serem os técnicos que guardam a vida são os responsáveis pela privação dos direitos sem o sofrimento da dor sob o Amparo do corpo dócil a disciplina controla os corpos fábrica Corpus submissos exercitados e de gestos eficientes e na verdade desde o fim do século 17 A disciplina não é mais simplesmente
uma arte de repartir corpos distrair acumular o tempo dele mas de compôr forças para o ter um aparelho eficiente o corpo se constitui Como peça de uma máquina multissegmentar essa exigência se traduz de várias maneiras o corpo singular se torna um elemento que se pode colocar um mover articular com outros com tempos ajustados para extrair a máxima quantidade de força todas essas atividades devem obedecer a um comando breve e claro não precisa ser explicado o mesmo formulado deve só provocar o comportamento desejado e a formas mais usuais para o controle das atividades na segunda metade
do século 18 foram o controle de horário o controle de forma de marcar o controle temporal do ato do corpo e duzentos postos em relação e por fim a utilização exaustiva do corpo novamente citando o cocô preste atenção nesse conceito a em Portugal sítio vai substituindo o corpo mecânico um composto históricos e comandado por movimento em uma imagem que apavora os sonhos daqueles que buscavam a perfeição disciplinar esse corpo a corpo natural portador de forças recebe de algo durável é o corpo suscetível de operação de especificadas que tem que o a ordem seu tempo duas
condições internas e os elementos constituintes pô tornar-se alvo dos novos mecanismos de poder como vimos então não há necessidade de um poder tão rígido como os produzidos pela sociedade disciplinar e pelas instituições pois as técnicas disciplinares a tornaram os corpos dóceis e úteis e o poder exercido sobre o sujeito e sobre o corpo pode ser mais tempo porém com formas mais sofisticadas de controle as relações de poder nas sociedades modernas não são negativas pelo contrário são até positivas quanto ao desejo e ao saber já que o poder e produtor da individualidade e o indivíduo moderno
pressupõe um corpo que seja contido no tempo no espaço e nas práticas sociais desde a obediência e o uso de espaços institucionais arquitetonicamente construído para disciplinar até o atendimento a quaisquer regras sociais E no entanto esse sistema não é constituído de violência Mas também de necessidades que são criadas o poder exercido sobre o corpo é constituído e reside na relação da classe que domina e eles vitimado muitas vezes pela classe dominada e o sistema de produção cria uma necessidade que torna possível Ascensão da indústria da Saúde da beleza e da necessidade de ser um sujeito
perfeito saudável e com corpo escultural e o corpo saudável Belo e forte é o ideal da sociedade moderna que apesar de se constituir com uma sociedade eminentemente racional em que há o predomínio e maior valorização das atividades mentais desenvolveu um grande interesse pelo que é dito a respeito do corpo dizemos que o corpo é uma vitrine e aparência dessa vitrine determina o indivíduo e as relações que são estabelecidas na sociedade e consigo mesmo o corpo determina também a saúde e esta justifica qualquer intervenção sobre esse corpo e a diversidade de produtos de consumo para o
corpo é muito grande a cada momento surgem novas fórmulas receitas milagrosas são prescritas e vários tipos de ginástica surgem a cada dia prometendo a fórmula para um corpo perfeito algumas décadas houve o Boom das academias e use-a as operações plásticas insetos e silicone cirurgias a laser revistas e mais revistas que dão dicas de beleza e moda e de regimes como se diz por aí nada como ter um corpo Firme com tudo no lugar certo e que tipo de interesse pelo corpo se Deus justamente pelo reforço do individualismo e de uma universalização dos valores e normas
ocidentais que culminaram no processo de separação do homem da natureza e a separação formal dos seres humanos que se tornarão indivíduos e é uma espécie de negação da condição humana a necessidade vezes terminar o que não é controlável o que não é máquina eu desejo de se ter o controle total e de transformar a tecnologia do corpo e um corpo tecnológico é a tentativa de superar o corpo que se teme do corpo que se quer ter do corpo necessário para deixar de ser vulnerável um protótipo de corpo cultural tecnológico e passar a ser com isso
um corpo idealmente perfeito produzido pela ciência e pelas técnicas laboratoriais e nas sociedades ocidentais contemporâneas o culto ao corpo pode ser considerado uma prática hegemônica e uma das questões centrais para a questão da corpolatria que esse curta o corpo e de alienação conceito fundamental para entendermos o corpo na sociedade moderna tendo em vista ser o corpo um dos principais focos de investimento da economia de mercado e o processo de alienação não está inserido somente no produto e no consumo mas está no trabalho como um todo alienando o movimento ou as ações do corpo de uma
forma muito mais complexa intensa e o movimento humano seja ele qual for sempre tem um significado que vai além dele próprio sim série de imediato na realidade que está lindo esse mesmo e é uma representação na alienação os atos abandona o autor quando automatizado Quando é a execução de uma simples tarefa motora a essas questões fazem ressaltar o emaranhado que constitui as relações sociais entre de um lado o belo o saudável o educado o polido o malhado e de outro o feio o doente o senhor educação o atrofiado e para ilustrar melhor o tema vamos
ver um trecho do filme A Pequena Miss Sunshine [Música] E aí e tchau tchau tchau e todos estão sobre a mesma ideologia no mesmo mundo simbólico constituído e constituindo os mesmos signos ideológicos princesa as ideias de força e saúde do corpo são as ideias do Corpo Belo do ideal do homem moderno nas quais a deficiência física é estigmatizada não apenas por estar marcada no corpo nos movimentos na fala mas também por estar marcada na Conduta do sujeito na posição social no como está no mundo e suas relações sociais e é possível encontrar na história da
civilização ocidental indicadores que vem constituindo essa Trama que dá forma à sociedade e ao indivíduo moderno e nessa civilização material na qual convém libertar o ser humano da tirania da natureza o corpo entra em cena em toda a sua dualidade com a força da sua materialidade e respeitada como Nova Instância de reconhecimento de humano e com outros por antista de sua natureza e não se deixa aprender facilmente muito da construção do entendimento da deficiência física é relativa ou entendimento do conceito de deficiente historicamente vinculado algum tipo de enfermidade e adotado pela sociedade ocidental com base
nas explicações médicas sobre saúde e doença e o doente é reconhecido pela sua incapacidade orgânica que leva a uma incapacidade social e produtora Além disso o significado de um sujeito doente ou deficiente traz marcas de sua própria história e da história da sua doença ou da sua deficiência é a doença não tem existência em si é uma entidade abstrata a qual o homem dá um nome a doença reside na interdependência do conhecimento possível de cada época na qual também se insere o conhecimento médico e na verdade da doença em sua ordem biológica não deixa que
a realidade seja transformada na que a doença é em última instância uma questão que tem sua origem nas relações sociais sobretudo nas de trabalho e saúde que deve ser entendida como expressão de condições sociais de existência e não comentado teórico de morbidez e ausência de saúde a saúde doença e deficiência é comum no meio médico a dicotomização da saúde em saúde física e saúde mental como também são frequentes as expressões saúde dos rins do coração dos pulmões e o pensamento positivista Com certeza exerceu enorme influência nas concepções modernas sobre a saúde EA doença pois a
partir do conhecimento alcançado pela medicina sobre essa relação desenvolveram-se algumas teorias e embora não seja intenção focar nas teorias existentes sobre a saúde doença convém lembrar que quando um dos Pais da sociologia moderna Emily dukai pergunta como estabelecer critérios para definir os dois estados e para sua resposta utiliza oposição saúde-doença e os critérios habitualmente utilizados para determinação da doença segundo cai são o sofrimento EA dor no entanto ele reconhece que estado de Sofrimento como a fome a fadiga e o parto são fenômenos normais que levam ao estado de sofrimento mas não são considerados doenças e
contudo os manuais geralmente definem a saúde como ausência de doença e vice-versa essa abordagem entendida por alguns autores como um conceito negativo de saúde pois pressupõe um paradigma de normalidade biológica e psicológica para apreciar a saúde de uma população concreta adoção de um critério de normalidade é responsável pelo caráter científico na determinação de um estado ótimo de saúde o estado ideal os desvios da Norma são considerados morbidade assim mais saúde significa menos morbidade e a caracterização da Saúde se faz definindo o que ela não é esse tipo de compreensão está vinculada a um modelo funcionalista
em que a sociedade entendida como um todo orgânico que funciona harmonicamente a doença é um desvio um desequilíbrio que ameaça organização social pois impossibilitam o cumprimento dos papéis e das obrigações sociais em alguns autores afirmam que o entendimento da Saúde enquanto não doença tende a expandir e associar o próprio sentido de doença a qualquer componente negativo ou indesejável como a infelicidade a dor homicídio a gula entre outros a saúde passa a ser compreendida dentro de uma tensão entre o bem eo mal o bem é o estado de satisfação saúde o mal corresponde a doença a
necessidade de saúde e a compreensão funcionalista de saúde considera doentes não apenas aqueles acometidos por enfermidades infecto-contagiosas ou degenerativas mas também aqueles que fogem das normas corporais padrão e isso pode ser observado no caso das pessoas portadoras de deficiência física consideradas doentes pelo senso comum e por parte da Medicina ocidental por ter perdido uma perna na infância um homem não será doente toda a sua vida pode ser uma pessoa considerada socialmente como diferente com tudo goza de perfeita saúde mesmo tendo deficiência física pessoa pode vir a ter uma vida social dentro dos padrões de normalidade
uma pessoa com sequela de paralisia cerebral ou qualquer outra deficiência pode ser participativa estar integrada no meio em que vive pode estudar trabalhar praticar esportes enfim viver de forma independente e saudável sem que haja nenhuma alteração de suas funções orgânicas e o estoque que progrediu na medicina contemporânea como reação é aquele que pretende que o Clínico contemplou o homem e seu adoecer não somente como agregado de Patologia de órgãos e aparelhos mas sim como resultado da relação entre o sujeito e seu ambiente sociocultural Ou seja a doença não deve ser compreendida como a fotografia de
uma situação mas como o filme do processo da interação entre o corpo doente e o meio da Organização Mundial de Saúde aprovado em 1948 há uma passagem que diz que resumidamente o seguinte a saúde é um estado de completo bem-estar físico mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade Então esse conceito tem como objetivo definir a saúde pelo que ela é apesar de continuar sustentando a ideia de um estado ideal de saúde como critério de avaliação de sanidade e lá no curso dessa abordagem é considerar a dimensão social da vida por
isso o conceito de saúde adotado pela OMS tem o mérito de reconhecer que contraditório ser considerado o portador de boa saúde quando é afetado por pobreza ou repressão e entretanto esse conceito apresenta algumas limitações sua criação se torna muito subjetiva Pense comigo como medir e avaliar o estado de bem-estar social é importante salientar que o ambiente social representa um fator de interação que contribui favorável ou desfavoravelmente para a saúde dos indivíduos ao estado de saúde nesse sentido nem sempre uma ausência de completo bem-estar indica a existência de um problema de saúde nós podemos dizer então
que existem numerosas dificuldades para elaboração de uma definição satisfatória de saúde contudo é importante distinguir os significados do termo saúde quando compreendido no sentido dinâmico ou no sentido estático é o primeiro caso o sentido dinâmico a saúde representa um processo favorável de interação entre os fatores pessoais e ambientais enquanto que no sentido estático a palavra saúde expressa uma determinada situação de bem-estar em que se encontra uma pessoa em um dado momento e de acordo com essa concepção a saúde pode ser compreendida como um processo de completa adaptação da pessoa ao meio ambiente manifestado pela preponderância
dos mecanismos de defesa do organismo oi ou então pode ser um estado de vida plena manifestada pela supremacia dos mecanismos de defesa do organismo se pensarmos sob o olhar do conceito estático e os corpos deficientes corpo moldado corpo perfeito Quais as condições de Constituição do corpo do deficiente de suas formas de expressão e produção em diante do que importa para a sociedade ao corpo de se sente falta o corpo que produz que tem que produzir o ser belo com possibilidade de alcançar o ideal o ser perfeito e o corpo submetido às normas é o corpo
o que significa o que é aceito pela sociedade o corpo inútil encapar torto tem um significado de improdutividade um formato que foge aos padrões estéticos é feito e por isso deve ser retificado passar por processos educacionais e terapêuticos que o coloquem de forma o mais ereto possível o mais saudável mesmo que para ser saudável perca sua identidade E no entanto o que antes constituía o mal da alma representado no corpo hoje é de alguma forma humanizado não se chicoteia mas o corpo alisados mas se alisa alma do corpo marcado é sobre esses valores que o
culto deficiente vai sendo constituído nas suas relações com o outro na sociedade da qual ele faz parte 1 é sobre a trilogia corpos marcados pela deficiência e corpos não marcado vão se conhecendo por meio de suas diferenças através daquilo que me falta e daquilo que os aproxima [Música] hoje para aula de hoje gostaria de dar as seguintes dicas assistam o filme De Porta Em Porta sob a direção de Steven Sathler e distribuído pela Warner Home Vídeo também indico a leitura do livro vigiar e punir de Michel Foucault da editora Vozes e também outra dica é
acessar o site www.upessencia.com.br Bons estudos