[música] O nome da pregação de hoje é: O que é a corte? é o que a gente tem usado como nomenclatura para se referir ao período que antecede o casamento. Aí no mundo se chama de namoro, nas igrejas evangélicas, namoro cristão.
Mas eu vou tentar defender hoje que namoro cristão seria quase que uma idolatria cristã, eh, uma tentativa de sacralizar aquilo que não dá para ser sacralizado. sacralizar aquilo que é profano, é errado e demonstra inúmera falta de sabedoria por negar a natureza humana. É o que eu vou tentar mostrar e vou ter como ponto de referência o Provérbios 31, mas vou falar de muitas outras coisas.
O Provérbio 31 me dá uma base, mas vou falar de outros textos também. Então vamos lá. Provérbios, desculpa, eh Provérbios 30 verso 18.
Há três coisas maravilhosas demais para mim. Sim. quatro que não entendo.
O caminho da águia no ar, o caminho da cobra no penhasco, o caminho do navio no mar e o caminho do homem com uma virgem. Muitas vezes a palavra também é donzela. A palavra aqui virgem ou donzela em hebraico é almá, que é traduzida no dicionário da Strong assim: virgem como aqui, mulher jovem ou em idade para casamento.
A gente lê, por exemplo, em Isaías capítulo 7, a mesma palavra ao mar, sendo traduzida por virgem. Eis que a virgem conceberá e dará a luz a um filho e lhe chamará de Emanuel. Em Gênesis capítulo 24 é narrado aquele período em que Abraão falou para o seu servo: "Vá até a terra de minha parentela e lá você vai trazer uma moça para casar com meu filho, mas tem que ser da minha parentela".
Lá em Gênesis 24 verso 43 aparece a palavra moça, se referindo a Rebeca. E é a mesma palavra aqui de Provérbios para donzela e paraa virgem, porque era uma moça jovem virgem em idade para casamento. Então, tudo indica que aqui o autor de Provérbios está falando de um homem com uma donzela, de um homem com uma mulher, mas pensando especificamente nesse período que nós chamamos aí de corte, desse momento que antecede o casamento, que é um período, como eu vou tentar demonstrar, muito envolvido pelo dever de casar de maneira correta, pelos pelos valores de virtude que nós devemos buscar no nosso possível cônjuge, mas também é descrito na escritura com o período sim da paixão.
A paixão é um fenômeno. A Bíblia não usa essa palavra para descrever paixão. A a a Bíblia não usa esse essa palavra para descrever esse fenômeno.
Mas obviamente, principalmente em Cantares, esse fenômeno que nós sentimos quando estamos enamorados pode muito ser muito bem ser visto ali no livro de Cantares, mostrando então que esse sentimento ele tem o seu lugar na hora certa. E deve sim ser um fator importante para o casamento, pelo menos para o começo. Como eu vou mostrar, não é verdade como o que muitos dizem aí, que você vai viver apaixonado a vida inteira.
Isso é simplesmente uma coisa que não existe e que se existisse, como disse CS News, tornaria a vida praticamente impossível, como eu vou tentar demonstrar agora aqui de início, o que a gente tem aqui é o seguinte. O autor de Provérbio tá dizendo assim: "Olha, tem três coisas que são muito maravilhosas. O caminho da águia no ar, o caminho da cobra no penhasco e o caminho no navio no mar.
" Essas três são muito maravilhosas, mas há uma quarta que eu nem compreendo. É o caminho de um homem enamorado como a donzela, que está ali apaixonado e fazendo, se preparando para casar. Ora, quando ele faz essa estrutura aqui de pensamento, essa argumentação, essa essa maneira como ele se se como ele desenvolve o seu argumento, o que ele o que ele quer dizer é o seguinte, para que a gente entenda quão maravilhoso é isso, ele então tenta fazer uma comparação.
Ele pega três coisas que são maravilhosas, deslumbrantes para comparar com isso, que é algo tão espetacular que ele chega ao ponto de dizer: "Eu quase nem consigo explicar. Eu devo mais ficar deslumbrado do que tentar entender de tão maravilhoso que é. Inúmeras vezes os cientistas fazem isso para que nós possamos ter percepção das coisas.
Exemplo, a torre Eifel, a torre Efel tem 330 m. Só que quando a gente fala isso de bate pronto, pode ser que você não consiga dimensionar, você não consiga perceber o tamanho que é isso, a grandiosidade que é isso. Então, como os cientistas fazem?
Eles pegam a torre aqui, já que você não está lá. E para que você tenha a percepção do tamanho, eles colocam, por exemplo, uma pessoa do lado. E aí quando você vê a torre aqui desse tamanho, talvez ela sozinha, você não consiga perceber, mas aí você coloca um homenzinho bem pequenininho do lado.
Aí você fala: "Nossa, é gigante, isso é muito grande". Pois bem, é exatamente isso que o autor de Provérbios está fazendo aqui. Esse momento da vida é espetacular, é quase inenarrável.
é tão deslumbrante que é um grande mistério. Paulo usa uma linguagem parecida quando ele fala sobre o casamento. Por isso, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne.
Grande é este mistério do casamento. Grande é esse mistério de um homem se tornar uma só carne com a sua esposa. Mas eu me refiro a Cristo e a igreja.
É óbvio que Paulo tá pensando acima de tudo na igreja, em Cristo Jesus. Jesus que é o marido e a igreja que é sua noiva. Mas ainda assim ele diz: "Olha, é um mistério a união de Cristo com a igreja, assim como também é um pequeno mistério a união de um homem com uma mulher".
É algo deslumbrante. Em Provérbios 18:22, o autor de Provérbios diz o seguinte: "Quem achou uma esposa, ele encontrou o favor do Senhor. " Ora, é também uma descrição espetacular da perspectiva bíblica sobre o casamento.
É como se Deus dissesse: "Olha, se existe um sinal de que a bênção de Deus tá sobre você, é isso. Quando você encontra uma moça para você casar". Vocês lembram que eu já contei para vocês aqui na época do da corrida do do ouro nos Estados Unidos, um cara vendeu a sua propriedade e foi para a região em que se estava encontrando muito ouro.
Alguns meses depois ou alguns anos depois descobriram que no terreno que ele havia vendido tinha muito ouro. Imagina dá a vontade dar um tiro na cabeça, né? Às vezes é o que acontece com tantas pessoas.
Tantas pessoas têm um ouro dentro de casa, que é ter o privilégio de ter uma esposa. E aí eles negligenciam isso em busca de tantas outras coisas. E mal sabem que a maior riqueza que eles têm é a esposa, é o casamento, que é algo deslumbrante.
Tanto é que muitas coisas vão passar. Nós não seremos guerreiros na eternidade. Não haverá guerra lá.
Mas a figura do casamento, isso permanecerá para sempre. Quando Jesus voltar, será as bodas do cordeiro. Nós vamos casar com Jesus e estaremos casados com ele por toda a eternidade.
Portanto, até a figura do casamento, ela retrata algo para sempre, não entre nós. Porque entre nós, eu que a minha esposa, diz o texto bíblico, lá no céu, seremos como irmãos, mas estaremos casados com o nosso Deus, mostrando a grandiosidade que é o casamento. Portanto, como deve ser o relacionamento de dois jovens cristãos que têm a intenção de casar?
Em boa parte das igrejas evangélicas, eles chamam isso de namoro cristão, que seria basicamente resumido assim: beijar pode e para muitos até dá um uns amassos, mas levar a moça paraa cama não pode. A corte, entretanto, seria a definição de que qualquer intimidade física e esses contatos, eles existem para o casamento. De bate pronto, eles costumam dizer assim: "Pastor, não há palavra corte na Bíblia.
Eu sei, mas também não há namoro. Mas em relação ao namoro não há palavra e muito menos o conceito. Não há o conceito.
Paulo diz: "Fugi das paixões da mocidade". Onde está na Bíblia que um garoto na flor da idade apaixonado pela moça, com a sua boca colada na boca da moça, línguas cruzando, peito colado no peito da moça, cintura colado na cintura da moça, que isso? Isso é um reflexo daquilo que Paulo falou de fugir da paixõ das paixões da mocidade, onde que ao fazer isso esses jovens estão se precavendo do perigo que é esse cenário de modo algum.
Obviamente. Então você poderia usar outras palavras se você quisesse. Nós usamos a corte simplesmente para falar: "Olha, nós não acreditamos no namoro.
" Achamos que essa perspectiva de namoro cristão é quase a mesma coisa que se nós tentássemos fazer uma idolatria cristã, tentar sacralizar aquilo que não tem como ser sacralizado. É algo que é essencialmente errado. E nessa pregação, principalmente tentando fazer uma conexão com a pregação de semana passada, em que eu falei da importância de os pais assumirem a autoridade das suas casas, de não deixarem nas mãos dos outros.
Lembra de Adonias? Adonias falou: "Eu serei rei". E Natã disse: "Não.
" E Natã fez de tudo e ele lutou pelo poder, pela autoridade correta, que era aquela estabelecida por Deus, que seria Salomão. E Natã falou para a mãe de Salomão: "Vá lá, fale com Davi, lute para que o trono esteja com seu filho". E aí, então, eu preguei semana passada dizendo o seguinte: "Nós precisamos lutar para exercer a autoridade que Deus nos deu.
" A autoridade é uma coisa essencialmente boa, pode ser distorcida, mas ela é essencialmente boa. E devemos então usar a autoridade que Deus nos deu. Assim como Adonias estava pecando ao tentar usurpar o trono dizendo: "Eu serei rei".
Salomão estaria pecando se dissesse: "Eu não serei rei". Assim como muitos pais que não assumem a autoridade que Deus deu a eles. E se tem um lugar que vocês pais precisam assumir autoridade na vida de seus filhos, é em relação a com quem eles vão se casar.
Como é sim necessário em alguns casos até vocês falarem: "Não vai com essa moça não, com esse rapaz eu não autorizo. " Sim, é uma autoridade que Deus deu a nós. Agora, é óbvio, como vou tentar demonstrar, ao longo da história, essa autoridade de muitos pais foi levada a um extremo, de modo que a própria vontade do filho e o sentimento do filho, inúmeras vezes, foi completamente ignorado.
o que me parece pelos próprios frutos ser algo muito errado. Então, também vou olhar pra história, dar uma olhadinha para trás no retrovisor para nos ajudar. Olha, olha como muitos pais agiram.
Teve acertos, mas aqui também teve alguns excessos. E também mostrar como que é um absurdo o modo como acontece hoje. Quero tentar mostrar que talvez nós possamos estar sendo apenas culturais e não bíblicos.
Nós estamos simplesmente reproduzindo a cultura que é fruto, essa cultura atual do namoro, ela é fruto da revolução sexual da década de 60, que não foi pautada na Bíblia, foi pautada no marxismo, foi pautada em ideologias ateístas, foi pautada no feminismo e foi um grito de revolta contra os preceitos cristãos de relacionamento. E é o que eu acredito que ainda acontece inúmeras igrejas que são influenciadas pela revolução sexual. Obviamente não vou falar de tudo, de todos os detalhes do assunto.
Uma pregação não é suficiente, mas quero falar de dois pontos fundamentais, de como os pais devem conduzir isso e de como é importante o preceito de que o contato físico ele é para o casamento. Então, primeiro, o que é o casamento? E aí vale para vocês também que não tem filhos.
O que é o casamento? Ou uma pergunta talvez melhor, o que deve mover alguém a se casar? Qual é o critério que nós devemos utilizar para escolher alguém para casar?
Eu acredito que o sentimento não pode ser ignorado, que deve ter sentimento, que a gente chama aí de paixão. E também a perspectiva de que o casamento ele é dever. O casamento é um arranjo tão importante que há legislação sobre ele.
Não há legislação sobre amizade. Tem uma lei sobre limites da autoridade, limites da amizade? Não tem.
Não tem, mas tem legislação sobre casamento. E ao longo de toda a história sempre houve legislação sobre casamento. Isso mostra como o casamento ele é uma instituição social, como ele afeta a sociedade de modo geral.
Portanto, o casamento é também dever. E eu quero agora pegar aqui olhando um pouco pra história, como os homens lidaram com essa fase que precede o casamento. Jenny Austin foi uma cristã devota.
Não devota não, que vai pensar que é católico, né? Jenny Austin foi uma cristã convicta, viveu na era vitoriana. Ela escreveu vários livros, um deles Orgulho e Preconceito.
Foi escrito em 1797, mas publicado somente em 1813. O livro é basicamente um tratado psicológico em que ela pega vários personagens e tenta retratar o temperamento, tenta retratar a personalidade de cada uma dessas pessoas e por meio desses personagens mostrar o que é virtude e o que é injusto, o que é piedade e o que é imoralidade. E aí o livro retrata o Orgulho e Preconceito que tem um ótimo filme sobre o livro.
Ele retrata uma família com várias moças que elas estão ali se preparando para casar. E ela nos dá três maneiras de encarar esse momento. Primeiro, o romance impulsivo que é visto por meio do personagem chamado Lídia, que é a irmã mais nova de Elizabete.
Não é nem por acaso que é a irmã mais nova. é a irmã mais nova, justamente para representar a imaturidade. A Lídia era uma moça vaidosa, barulhenta e fascinada por status.
O seu romance é totalmente baseado em uma paixão descontrolada. Ela encontrou alguém encantador, o Sr. Wickman Wickham.
Ele era, se eu não me engano, militar, que faz tempo que eu li o livro. E, ou seja, tinha status, era bonito, ela ficou deslumbrada, apaixonada, abriu mão de tudo, fugiu com ele para Londres sem se casar, o que na época era uma tragédia monumental, poderia significar a destruição da família e a condenação de todas as outras irmãs. Quem iria casar, querer casar com uma moça dessa?
Foi uma tragédia. Ou seja, o casamento, o relacionamento pautado exclusivamente na paixão, ele pode ser como um fogo. É muito quente, mas destrói tudo, tudo ao seu redor.
Lídia está muito viva nos romances, nos filmes e até em muitas igrejas como o grande critério para estabelecer casamento. o sentimento, algo que é bom, a paixão é boa no devido lugar, na hora certa, mas é completamente instável e passa diferentemente do que dizem por aí, mas quando chega o o dia dos namorados, as pessoas falam: "Oh, apaixonado por você como há 20 anos ali o zomba e diz: "Impossível. " Não é verdade isso.
Ninguém vive com os o mesmo sentimento para sempre. aquele mesmo sentimento que estava com você no dia anterior ao casamento. Achar que um bom casamento é a manutenção desse sentimento eufórico que é uma explosão, isso para sempre de fato não existe.
Não é verdade. Não é verdade. Não existe.
Mas esse sentimento é real, tem o seu lugar. Mas a nossa era acredita como Lídia. O grande critério para definir o que é casamento, o grande critério para se casar é a paixão, é o sentimento.
Ora, nós não vemos inúmeras vezes pessoas dizendo assim: "Eu preciso me separar". Aí você pergunta: "Ele te trai? " Não.
Ele te bate? De forma alguma? Ele é um mau pai?
Pelo contrário, ele é provedor? Proedor. Então, o que acontece?
Qual o problema? Qual que é o problema? Ele te trata bem, trata ele, enfim, não tem nenhum problema.
Eu só não sinto mais nada. Eu devo ir embora. Quantas vezes nós vemos a heroína do filme?
Como ela é retratada? Ela é retratada assim, ó, simplesmente porque a paixão acabou. Se ela continuar ali, ela está negando quem ela é.
Ela está traindo a si mesma, ela está sendo imoral. Ou seja, esse é o único critério. O sentimento é o único critério que vai nortear o nosso relacionamento.
É óbvio que é um absurdo. E é isso que a Jenny Austin quer mostrar no seu livro, como que a paixão descontrolada, fora de hora pode realmente destruir, destruir uma família inteira. Por outro lado, a Jane Austin cita outro personagem, Charlotte, que representa a estratégia social.
Charlotte, ela se casou com o Mr Collins, que era uma espécie de pastor. A Charlotte, ela pensa no casamento simplesmente como estabilidade financeira social. Só para ela, o casamento é isso.
Não tem romance nenhum. Tanto é que o Mr Collins tenta se casar com a Elizabeth. A Elizabeth diz: "Não".
Imediatamente a Charlotte diz: "Eu caso com você". Então, simples assim, porque você tem dinheiro, você tem uma situação e favorável. Então, isso é o que eu preciso e acabou.
E isso é o que basta. Nesse sentido, o casamento dessa moça retrata muitos casamentos ao longo da história, que o casamento ele era apenas esse arranjo social, ele era apenas essa estabilidade financeira, apenas isso. E sendo assim, apenas um arranjo social, invariavelmente ele era completamente determinado e escolhido pelos pais.
A gente vê isso, por exemplo, até na Bíblia. Abraão é ele que escolhe sozinho com quem o seu filho Isaque vai se casar. Ele envia um servo até a cidade de sua parentela, dizendo: "Traga de lá.
Meu filho não vai casar com gente que não é de nossa família. Traga de lá uma mulher para meu filho. " O servo vai, chega à cidade e para em um lugar e uma moça, Rebeca estava ali e ele pede água.
E ela então serve o homem e todos os seus camelos. E ele então vê algo positivo. Ela é solícita, ela é trabalhadora, ela é uma ótima mulher.
Isso aqui é um sinal de uma ótima mulher. Ou seja, vê a virtude como um ponto central pro casamento e ele tava certo. Logo em seguida, ele pergunta: "Quem é você?
" E ele então, ela então diz que de quem quem é a família? E ele nota que ela faz parte da família de Abraão. E pronto, ele já vê aquilo como sinal divino.
Acabou, tá decretado o casamento. Ele fala com os pais e nem tem a voz da moça ainda. Os pais já falam: "Pode levá-la".
A moça nem falou nada. Lembrando, isso aqui é uma passagem descritiva, assim como a Bíblia descreve o adultério de Davi. Você tem que saber a diferença entre passagens normativas em que Deus está dando uma ordem e passagens em que Deus está descrevendo ocorrências da Bíblia.
E quando acontece essas essas ocorrências, não significa necessariamente que ali há um padrão. Como por exemplo, lembra quando o texto bíblico diz lá em Atos que alguém é o Gamaliel ai que diz assim: "Olha, se essa obra permanecer, ela é de Deus". E eles dizem: "Tá vendo?
Olha, tudo que permanece é de Deus. Tudo que permanece é de Deus, mas tem coisas que não são de Deus e tem permanecido. " A Igreja Católica, por exemplo, ela tá aí há muito tempo, não significa que é verdade ela.
Então, tá vendo ali? que é uma descrição de um homem fazendo uma perspectiva, mas que não é completamente correta. Então, o mesmo se dá aqui.
Então, aqui a gente não tem uma passagem normativa, a gente tem uma descrição em que preceitos corretos são analisados. Há uma presença do pai, há uma perspectiva correta de identificar virtude na moça, mas o que me parece, principalmente em com base em outros princípios bíblicos, é que há uma falha aqui de se ignorar a perspectiva da moça. Ela no final ela acaba dizendo: "Eu vou vai para casar com o moço e pronto.
" Agora, ao longo da história, muitas vezes isso deu muito ruim, muito ruim. Por exemplo, como em muitas culturas que o casamento era paraa manutenção do reino e da estabilidade política. A gente sabe de inúmeros e inúmeros casamentos que foram feitos simplesmente para selar a paz entre dois reinos.
Salomão, por exemplo, casando com a filha de Faraó. Ou pensemos também no casamento de Dom Pedro I com Leopoldina. Dom Pedro só viu a noiva depois que casou.
Você imagina um negócio desse totalmente arranjado. Tá vendo? O casamento de fato é uma organização social que tem implicações na sociedade, mas isso aqui beira loucura.
Ele não é só isso. O casamento também é romance. Mas aqui isso tá sendo ignorado.
Se no primeiro aspecto aqui o L, a Lídia está errada por ter a paixão como único fator, esse outro ignora também cantares que apresentam o casamento também como romance. Então isso nos parece muito ruim. Vai, a gente tem tantos outros exemplos.
Ahã. Napoleão Bonaparte, ele queria se casar com uma moça, mandou uma carta. E para quem ele mandou?
Não é pra moça, era pro pai. E o pai disse: "Não, porque esse moleque não tem futuro na vida". Virou Napoleão e casou então a sua menina com alguém que tinha mais perspectiva de vida.
Mais uma vez, percebe o casamento apenas como um arranjo social, estabilidade econômica e social, que de fato ele é. E não é errado olhar isso. O problema é apenas ter isso.
Foi inclusive por isso que Carl Marx chegou a dizer que o casamento se assenta no capital, que o casamento era apenas um arranjo econômico. Por quê? Porque em muitas culturas era exatamente assim que acontecia.
E aí a gente também então pode olhar como que inúmeras vezes isso não deu muito certo. O próprio casamento de Dom Pedro com Leopoldina foi um fracasso absurdo, que inclusive foi um dos motivos pelo qual ele fugiu daqui por conta de seu casinho com Domitila e de sua rejeição total a sua esposa Leopoldina, que era muito querida no Brasil. Houve outros motivos, mas esse foi um dos grandes motivos que o levou a ter que ir embora, porque o povo ficou revoltado com o fato de rejeitar Leopoldina e humilhá-la em público, porque ele tinha, ele tinha lá o palácio e a amante morava do lado.
Era um negócio assim absurdo, tinha um conjugadinho lá. Era um negócio assim eh absurdo. Por fim, Jane Austin apresenta o casamento como amor e como dever.
Isso é retratado pelos personagens Elizabeth Darse. Ali o casamento é algo maior, tem o dever, mas também tem o romance, tem o consentimento do pai, mas também o da moça. E isso é interessante quando a gente tem um fator histórico aqui.
A Janny Austin, que escreveu isso, ela era muito convicta de sua fé cristã. Deus era o centro da sua vida. A virtude era o objetivo mais da vida dela.
E mesmo assim, quando foi para ela se casar, ela estava prometida a alguém, ela falou: "Não, porque ela não tinha o sentimento, ela não gostava do rapaz". Então, o sentimento ele tem sim o seu lugar, como nós vemos na escritura. A gente vê que o casamento ele é dever, que ele deve ser pautado nesses valores em comum, em comum que nós temos, como a gente vê isso no caso da Elizabeth e do da Elizabeth e do Darce.
Ele ele era um homem virtuoso e ela também. Ele eram pessoas que buscavam a virtude, que não se entregavam à paixão completamente, mas também entendiam que a paixão no devido lugar é um sentimento humano e benigno quando está debaixo da bênção de Deus. Olha esse aqui, ó.
Não sei se vocês conseguem ver. Ah, tá muito ruim para vocês. Depois vocês assistem em casa lá.
Quem tiver em casa vai ver. Isso aqui é uma obra de arte chamada O casamento desigual. Para vocês que estão aqui, vocês não vão conseguir ver os detalhes.
Mas aí vai ficar ruim pro pessoal de casa. É, mas pode deixar. Vai.
Eu aqui a imagem precisa estar em mais uma qualidade melhor para que vocês consigam ver as nuances e todos os detalhes. Eu não sei se vocês vão conseguir ver aqui os olhos da menina aqui. Eu acho que vocês não consegu queirão ver.
estão todos marejados de alguém que estava chorando, porque era um casamento totalmente arranjado em que a vontade dela foi completamente ignorada. Sendo assim, o que a gente tem aqui é o casamento não como escolha, mas como posse e apenas um arranjo social. Então isso muitas vezes não deu muito certo.
Portanto, na perspectiva bíblica, o que mais me parece é o seguinte: o casamento ele é dever, mas ele também é deleite. E a gente vê isso principalmente, a gente já começa a ver isso, por exemplo, talvez em Gênesis, quando a gente vê que a vida é assim. A vida ela é necessidade e a gente tem as nossas necessidades, mas a vida também é deleite.
Lá em Gênesis, o texto bíblico diz que Deus fez árvores para nos alimentar. Mas o texto também diz que Deus fez árvores agradáveis à vista. Essas árvores é o que a gente chama de árvore ornamental.
Ela não tinha o propósito de alimentar, ela não tinha o propósito de fazer sombra. O único propósito era beleza. E a beleza é para isso, é deleite.
Quando você olha, você fica deslumbrado. Então, Deus, ele nos ama e ele fez o mundo não cinza, ele fez o mundo colorido e belo para que nós possamos nos deslumbrar. Pois bem, o casamento é dever, mas o casamento também é deslumbramento.
O casamento também tem o romance, como nós vemos em Cantares. Ao longo da história da igreja, muitos adotaram a perspectiva de que Cantares era um relacionamento de Cristo com a igreja. Não, não é.
Ali é o relacionamento de um homem com a sua mulher, de um noivo com a noiva, ou melhor ainda, de alguém que acabou de casar. E então tem tudo a ver com esse texto de Provérbios que retrata esse período aí da paixão. Ali o que a gente vê em Provérbios é uma piedade em chamas.
Tem piedade, mas tem ali também um relacionamento muito intenso. Por exemplo, a gente vê em Cantares aqueles dois noivos se declarando um pro outro de maneira completamente apaixonada. É o que a gente chamaria hoje desse fenômeno paixão.
Por exemplo, os elogios são os mais efusivos. são aquilo que há de melhor na sociedade. Por exemplo, ah, o teu beijo é melhor que o vinho.
O vinho é o símbolo máximo do prazer, é o símbolo máximo do desfrute. E aí o autor bíblico diz o quê? O seu beijo é superior à aquilo que há de melhor, mais prazeroso nesse mundo, mostrando que faz parte do casamento também.
Então, desfrute o prazer. Depois o provérbio, o o autor continua dizendo: "Você é como pomba. E uma outra cantada dele fenomenal, ele fala: "Você parece uma égua".
É, tem lá. Ele fala assim: "Você é como as éguas de faraó". Não é?
Quem sabe você pode usar essa com a sua esposa hoje, hein? Que bom, hein? Imagina.
Enfim, em Cantares capítulo 3, o texto descreve a moça completamente ansiosa, ansiosíssima. Mas aqui a boa ansiedade, porque ela quer ver o amado desesperadamente. Ela diz que ela se levanta de noite, sai em busca dele e sai andando pela rua até que o encontra e o agarra e diz: "Você não vai para mais para nenhum lugar, você vai ficar comigo".
E aqui ele tá retratando de maneira positiva isso. Então, percebe que não é apenas a ideia de um dever, é dever, mas também é romance. Agora em Cantares cinco, isso é melhor visto.
Eu dormia, mas o meu coração vigiava. Ou seja, que que ela tá querendo dizer com isso? Eu tô dormindo, mas eu tô só com o olho, ó.
Ó, o outro tá aberto por eu tava esperando por você. É alguém que tá muito apaixonado. É alguém que você já foi apaixonado, perde até o sono, né?
É isso que ele tá descrevendo. Mas pela pessoa certa tem o seu lugar. É uma bção.
Eu dormia, mas o meu coração vigiava. Escutai, é a voz do meu amado. Está batendo.
Ab. Agora é ele falando. Abre minha porta, minha irmã amada minha, minha pomba perfeita.
Mais uma cantada aí para você. A minha cabeça está molhada de orvalho. O meu cabelo da unidade da noite, agora amada para o amado.
Já tirei a minha túnica, né? Vocês sabem para quê? Terei de vesti-la novamente.
Já lavei os meus pés. Terei de sujá-los novamente. O meu amado passou a mão pela abertura da porta e o meu coração estremeceu.
Percebe que a narrativa aqui do casamento e a narrativa bíblica não é apenas assim. O marido olha pra mulher e fala: "E aqui você sabe que ela tá descrevendo o ato conjugal. Tira a túnica para quê?
" Ela não descreve assim: "É, estamos aqui, né? Um marido olha pra mulher na na cama e diz: "Estamos aqui e o grande propósito do casamento é a multiplicação. Vamos então cumprir o nosso dever".
Não é isso que a gente tá vendo aqui. Não é isso. Isso faz parte do casamento, parte fundamental.
Mas o desfrute, o romance tá aqui. E quando ela fala e o ele passou a mão pela porta, eu já estremeci toda. Ele tá descrevendo paixão.
Se você já foi apaixonado, você sabe o que é isso. Porque quando a minha esposa colocou a cabeça no meu ombro pela primeira vez, eu estremeci. Rapaz, peguei na mão dela.
Primeira vez, meu amigo, minha, sei lá, pressão caiu, sei lá o quê. é o que ele tá descrevendo. E ele tá descrevendo isso de maneira poética e bela e dizendo: "Olha, pela pessoa certa, na hora certa, é uma bênção.
E tem muito a ver com Provérbios. Tem três coisas que são maravilhosas, mas a quarta é tão espetacular, tão maravilhosa, que eu não consigo nem descrever. Portanto, os pais devem pensar nisso também quando ajudam seus filhos na corte".
Olhamos as virtudes que as pessoas devem ter, de serem crentes, de amarem o Senhor. E essa para mim é a superior a todas as outras. E essa deve ser o esse deve ser o grande critério para ajudarmos os nossos filhos.
Olha para isso, mas também se olha pro sentimento. Também deve existir o sentimento. Não é pecado também contarmos com isso para que o casamento ocorra.
Nós devemos nos lembrar que nós somos autoridade em relação aos nossos filhos. E com essa perspectiva que eu tentei dar aqui do casamento como dever, mas também tendo esse elemento de romance, nós devemos ter isso como base para ajudar os nossos filhos no casamento deles. Nós devemos nos lembrar que nós somos mordomos, diz a escritura.
Ou seja, nós não somos donos de coisa alguma. Nós não somos donos da terra. A terra é de Deus.
Nós não somos donos da nossa vida. Por isso o suicídio é pecado. Por que pecado?
Porque o suicídio é a quebra do mandamento. Não matarás. Você não pode matar alguém porque a vida não é sua.
Mas você não pode matar você também porque a sua vida não é sua. Deus deu e Deus tira a vida. Então você não é dono nem de si mesmo, quanto mais de seus filhos.
Para a esquerda, filhos são propriedade do Estado. Para alguns conservadores, filhos pertencem aos pais. Para nós cristãos, filhos pertencem a Deus.
Agora, nós somos a autoridade sobre eles e a autoridade maior sobre os nossos filhos, mais do que qualquer um, estado, pastor. Você é a autoridade maior sobre o seu filho, colocado ali para proteger e zelar pelo seu filho, cuidar de seu filho. Desse sentido, o que nos parece, olhando pra Bíblia, olhando pra história, é que conceber a ideia de filhos sozinhos, escolhendo por si mesmos, é uma uma coisa completamente absurda.
O que faz sentido, então, é um relacionamento em que os pais controlam e os pais controlam mesmo e direcionam esse relacionamento para que isso floresça em casamento, mas sem ignorar, obviamente, a vontade dos filhos. Mas sim, se a vontade do filho for completamente escabida, o pai tem que intervir e falar: "Não vai casar, você não vai casar". Nunca esqueço do meu pai contando de um parente nosso, que a moça queria casar com um cara que ele era terrível, visivelmente terrível.
O cara era muito bonito, só. E aí, impulsiva, a moça quis casar, mas o pai falou: "Filha, não, ele não é bom". Mas o pai não tinha que falar, o pai tinha que proibir.
Não vai. Resultado, uma tragédia. Uma tragédia.
Os filhos no crime, o cara abandonou a família. Uma tragédia. Você casando com uma pessoa de bem, eu já vi gente crente do bem, amar Deus.
Um cara que era um paizão, cuidava dos seus filhos, o cara virou a cabeça, abandonou a família. Eu já vi várias vezes isso acontecendo. Se isso pode acontecer com você fazendo tudo certo, imagine fazendo tudo errado, meu Deus do céu.
Imagine escolhendo a pessoa completamente doida. Portanto, é óbvio que os pais devem intervir. E aí, partindo para o meu segundo princípio, isso vai ficar, acho que mais claro, de quão importante é que os pais controlem de fato a corte de seus filhos.
O toque físico é pro casamento. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. E também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher.
O contexto aqui é sexual, obviamente, mas Paulo tá dizendo, o seu corpo não pertence a você, pertence ao seu cônjuge, de modo que você não pode usufruir a não ser de um corpo que seja da sua esposa, do seu esposo. O beijo é um desfrute, ainda que parcial, de um corpo que não é seu. antes da revolução sexual, como o padre falava, como o pastor falava, pode beijar a noiva.
Os pastores nem falam mais isso, mas claro que não. Já beijaram, já fizeram de tudo antes, né? Mas porque os padres e os pastores falavam: "Agora pode beijar a noiva?
" É pelo motivo óbvio. Não se beijava. Meu avô não era cristão, minha avó não era crente.
Eles se beijaram no dia que casaram. O que aconteceu? Como houve essa mudança?
Tem algo chamado revolução sexual. A revolução sexual foi um movimento influenciado por várias vertentes filosóficas, marxismo, marxismo cultural, feminismo e por aí vai. Principalmente os marxistas, eles entendiam que eles precisavam destruir a fé cristã.
E eles perceberam que uma maneira de fazer isso seria atacando a moralidade sexual cristã. Por isso eles pregaram o amor livre. Lembra do HIP?
Faça amor, não faça guerra. Ou seja, durma com todo mundo. Vocês não precisam estar amarrados por meio de um compromisso para desfrutar o amor, diziam os hips.
Isso era o namoro. Era um relacionamento de um homem e uma mulher que eles iam pra cama, mas eles não tinham um anel no dedo, eles não tinham compromisso. Porque aqueles movimentos que eu acabei de citar, marxismo, feminismo, eram movimentos ateistas.
Se não existe então um ser acima de nós, quem é você para dizer que eu só posso me deitar com a mulher depois de ter um compromisso firmado com ela? Se não há Deus, eu sou o Deus da minha vida. Eu quero, ela quer.
Como pode ser imoral isso? Então, existe o namoro. Pois bem, como a igreja lida com isso?
A igreja ela diz iso nesse nível não podemos aceitar, não podemos aceitar que um homem não casado se deite com uma moça. Então essa parte do namoro eles tiram, mas aí eles dão uma sacralizada naquilo que é profano e inventam o namoro cristão, onde apenas uma parte desse contato íntimo eles preservam, que é o beijo e muitas vezes o amasso. O que, como tentei demonstrar, é algo vedado na escritura, é algo que é para o casamento.
E é também um absurdo. É também um absurdo. Você coloca um menino apaixonado pela moça na flor da idade, não é?
fisicamente explodindo. Você faz com que ele beije a moça, o peito dele tá colado no peito dela e você acha que é normal que eles permaneçam assim, que eles não vão ficar em chamas para dar um passo a mais? Isso é tão sábio.
Isso é tão sábio quanto colocar o seu filho diante de um bolo de chocolate e falar para ele todo dia assim, ó: "Filho, você pode passar o dedo no chocolate, passar o chocolate nos seus lábios, mas não pode ingerir, tá bom? É tão sábio quando fazer isso. Ou é falar pro seu menino: "Aqui tem uma Ferrari, meu filho, e você ainda tem a sabedoria de deixar o menino sozinho com a Ferrari.
Todo dia você pode acelerar a Ferrari. Já viu o barulho dela? Nossa, todo dia.
Mas não pode arrancar. Você acha que isso é sábio? Vocês acham que é prudente?
Minha, vocês, irmãs, vocês irmãs, vocês acham que é prudente deixar o seu marido com uma moça bonita num numa sala sozinho? Quantos aqui deixariam? Vocês deixariam?
Não, né? Ninguém levantou a mão. Me mandar, eu tava mostrando pra minha esposa ontem, fizeram, o cara fez uma pegadinha com a com a mulher dele, colocou uma moça com short micro, só que inteligência artificial, a moça uma deusa dentro de casa, pegou a casa dele e colocou lá tudo por inteligência artificial.
E aí mandou uma mensagem pra mulher, amor, a fulana Carla chegou aqui para fazer a faxina e com o shortinho curto, a mulher já mandou uma mensagem na hora. É, já provou também que quando as mulheres dizem assim, né? Ah, uma roupa curta não tem nada a ver.
Colocou uma mulher com roupa curta dentro da casa dela, ficou louca. Eu tô indo aí agora. Essa vocês aceitariam uma fachineira linda lá na sua casa subind na escada, seu marido segurando a escada para ela?
Você você aceitaria? Não, né? Qual é a sabedoria então de colocar o seu filho?
Quem tem mais a perder? você, um homem casado que tem trabalho ou um menino que quem tem mais a perder, se não é sábio colocar você numa situação dessa, é sábio colocar um menino numa situação dessa. É óbvio que é uma loucura.
É óbvio que é uma loucura. Pastor, mas eu fiz tudo isso, dei errado e casei, deu certo ainda. É graça de Deus, misericórdia divina.
Mas você quer arriscar assim? E aí você vai lá, engravida a moça e o cara vai embora. E aí?
Então é um risco muito grande. A escritura diz: "Fugi das paixões da mocidade". O que me parece muito claro é que dois jovens não casados se amassando, eles não estão seguindo o preceito bíblico do apóstolo Paulo.
A paixão pela pessoa certa na hora certa é uma bênção, mas é uma força tão poderosa que ela precisa ser controlada. E ninguém melhor do que os pais para fazer isso. Ninguém.
Por isso, os pais são peça fundamental. Vocês se lembram como era o namoro lá antigamente? Quem lembra?
Era assim, ó. Tinha a varanda da casa, não tinha? O casalzinho ficava ali na varanda e às vezes deixava o irmãozinho mais novo ali ainda.
É, ou não é? Era desse jeito. Tá vendo que o seu João que falava problema sabe mais do que você formado, estudado, tá vendo que eles estavam mais certos, estavam protegendo seus filhos e principalmente sabendo que quem tem mais a perder é a menina.
O que nos parece é que ao longo da história quem mais ainda controlou esse momento foi justamente o pai da noiva. Tanto é que é o menino que vai até a noiva, até a moça e pede pro pai, mostrando então já uma proeminência da autoridade dele sobre aquilo ali. Obviamente alguns de vocês aqui, o pai da moça talvez não é crente.
Aí então cabe a você pai crente, porque você imagina se tem muitos aqui que vão lá, o pai, a mãe não é crente. Pode até acontecer que você falar assim: "Olha, vou casar com a sua filha, mas só vou dar beijo nela depois". É possível que o pai até fale assim: "Você é gay?
" Pode ser. Então, é óbvio que nesse caso me parece mais sábio que o seu menino ele é crente, a menina é crente, mas os pais não são. Que você controle e diga: "Olha, vocês vão fazer a corte, o relacionamento de vocês vai ser aqui em casa, como se fazia antigamente.
Era assim. E as os jovens não ficavam soltos por aí, não ficavam sozinhos. Um absurdo completo, um absurdo total.
Portanto, é assim que vocês devem fazer. é o que me parece que é o mais sábio. Olhando pro texto bíblico, olhando pra história, pegando os erros e acertos da história, olhando paraa minha experiência como pastor, isso me parece o caminho mais prudente e os filhos devem submeter a isso e entender aquilo que a escritura diz, que os pais são autoridade e submeterem a isso.
É óbvio que pais às vezes podem exagerar e por isso estamos aqui para ajudar, aconselhar, né? Uma vez estava um casal, o filho tava fazendo a corte lá na nossa igreja, acho que de Pinda, sei lá da onde, e os pais levaram a um a um negócio a um a um tipo de de controle assim absurdo, né? Eu falei: "Olha, calma, né?
Dá uma segurada aí, você vai matar o seu filho". Mas, óbvio, nós não temos a direção explícita na Bíblia de todos os detalhes, mas nessa hora a escritura declara na multidão de conselheiros a sabedoria, conte comigo para te ajudar, o que eu puder te ajudar. E obviamente eu sei no final das tudo é uma busca de Deus para que a gente possa depender dele, para que ele possa nos conduzir e devemos ficar em paz e não andarmos ansiosos.
com medo do amanhã. Nem os jovens em relação ao amanhã, com medo. Com quem que eu vou casar?
Meu Deus, vou virar titia e nem os pais, porque meu filho nasceu, ou melhor, ele nem tinha nascido. Eu lembro como se fosse agorinha assim, ó. A gente lá na varanda de casa, a gente tinha assistido a um filme, eu e a minha esposa, minha esposa tava grávida.
Aí eu olhando pra Lua e falando: "E o Daniel lá na barriga da Dani". Eu pensando, gente, como quem que ele vai casar? Olha gente, eu tava preocupado com isso.
Aí daqui a pouco eu falei: "Nossa, mas eu tenho que preocupar com a fralda que eu nem sei, viu? Eu ganhava muito pouco. Eu nem sei se vai ter fralda para esse moleque amanhã.
Vamos preocupar com a fralda primeiro. " Como que filho pode ser um motivo de uma tentação enorme para que andemos ansiosos? E qual é o caminho para não andarmos ansiosos?
A raiz da ansiedade se chama idolatria. Filipenses 4:4, Paulo, em Filipenses 4, Paulo vai falar sobre ansiedade. Em Filipenses 4:6, ele diz: "Não ande ansioso".
Mas é interessante o que ele diz dois versículos antes. Ele diz assim, ó, no verso 4: "Alegrai-vos no Senhor". E logo em seguida, não ande ansioso.
Qual a conexão? Toda, toda. Inúmeras vezes você está ansioso porque você não deposita a sua alegria no Senhor.
Vou explicar. Se você coloca a razão da sua alegria, por exemplo, em passar em uma faculdade, a minha alegria é nisso. Se eu não passar na faculdade, a minha vida acabou.
Você vai andar ansioso. Por quê? Porque sempre existe a possibilidade de você não passar.
Se você colocar alegria da sua vida, não seu filho. Se o meu filho morrer, eu não sei o que eu faço. Se o meu filho me rejeitar, a minha vida acabou.
Então você vai andar ansioso. Por quê? Porque o seu filho se tornou um Deus, mas ele é um Deus pequeno.
Por que ele é um Deus pequeno? Porque primeiro ele pode te abandonar não porque ele quis, mas porque ele morreu. Porque deuses pequenos que são falsos deuses, eles não são imortais.
Então, se você coloca a sua alegria em algo que você pode perder, é óbvio que você vai andar ansioso. De modo que é possível que você chegue em sua casa e descubra que o seu marido te abandonou. É possível ou não?
Que que vocês acham? É óbvio que é. Davi diz, pode a mãe que amamenta abandonar o filho?
Davi retrata o ápice do relacionamento, o ápice da ternura. Um bebê que acabou de nascer. Até homens brutos vem um bebê, eles então até esse tipo de relacionamento pode ter traição e abandono.
É óbvio que o seu marido pode te abandonar. Ele não é Deus. Davi era Davi traiu.
Então pode ser. Existe em tese a possibilidade de chegar em casa e descobrir meu marido foi embora. Existe.
Existe em tese a possibilidade de você chegar na sua casa e descobrir que o seu filho foi embora? Óbvio. Existe a possibilidade de chegar em casa e descobrir que Jesus foi embora?
Não. Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século. Ou seja, alegre-se no Senhor.
Coloque nele a razão da sua vida. Seus filhos são uma bção, mas seus filhos não são a razão da sua vida. Não são.
Você pode viver sem marido, você pode viver sem filho, você não pode é viver sem Deus. E é desse modo que nós devemos tratar os nossos filhos, não como ídolos, não também achando que somos deuses e podemos até mudar o próprio coração deles. Fazemos o que está ao nosso alcance e no final descansamos, jogamos a flecha e tá na mão de Deus.
E eles serão responsáveis pela vida que eles tiverem e eles vão, eles vão tomar as decisões e nós não vamos controlar nos mínimos detalhes. Eu aconselho a fazer como meu pai faz. Por isso a minha esposa e a minha cunhada Paula amos meus pais.
Eles não ficam se metendo na vida da gente. Obviamente se a gente precisar de ajuda de conselho, eles estão sempre solícitos. Mas nos ajudaram antes do casamento com conselhos, nos direcionando.
Mas casou até para ir na minha casa. Nossa, ele vai raramente, né? Nós vamos na casa dele sempre, porque obviamente é a casa dele, mas eu sou filho dele.
Meu irmão é filho dele. A gente vai ser sempre vai ser de certa forma a casa dele, um pouco da nossa casa, mas ele sabe que a minha casa é a minha casa que tem ali a minha esposa. Então ele é super respeitador.
E é justamente por isso que eu acho que a Dani e a Paula gostam tanto do meu pai e da minha mãe. Então é o que a gente precisa fazer, seguir a palavra de Deus e ajudar os nossos filhos naquilo que está ao nosso alcance. Vamos ficar de pé.
M.