[Música] [Música] o meu nome é Rogério mas me chamo de Roger desde que comecei a trabalhar na construção civil ainda adolescente hoje com 45 anos e muita experiência nas costas já perdi a conta de quantos projetos toquei eu sou mestre de obras acostumado a lidar com todo tipo de construção e mais importante ainda com todo tipo de gente no meu trabalho você aprende a conhecer as pessoas só pelo jeito como anda no canteiro e eu posso dizer que já formei uma boa equipe e foi assim que eu convidei o kber e o Fábio para fazer
esse novo serviço o Kleber é o meu braço direito quarentão também sempre sério e focado no trabalho do tipo que prefere o som da Serra Elétrica ao barulho da conversa fiada ele não tem tempo para brincadeira e isso acaba sendo bom quando você tem alguém como o Fábio na equipe O Fábio é o pagao do grupo sempre com uma piada na ponta da língua e pronto para zoar qualquer um não importa o quão pesado esteja o serviço ele sempre encontra algo para fazer graça seja com um colega seja com uma situação mas eu conheço Fábio
o suficiente para saber que por trás desse jeito brincalhão ele é um medroso de marca maior uma vez trabalhamos em uma casa antiga em Goiânia e o Fábio jurou ter uma sombra se movendo passou o resto da obra olhando por cima do ombro quando aceitei o trabalho na fazenda do Senor Arlindo Eu sabia que seria um desafio a propriedade estava abandonada quase 15 anos depois que a família se mudou para Brasília o Arlindo herdou a fazenda e agora queria reformá-la Talvez para vender ou apenas para ver se conseguia recuperar algum valor sentimental do lugar ele
era um homem de uns 70 anos alto magro com um jeito reservado como quem carrega histórias que não gosta de contar nos encontramos na cidade para discutir os detalhes antes de seguirmos para a fazenda e foi ali sentado em um bar na beira da estrada que perceb algo estranho enquanto falava o senhor lindo evitava mencionar detalhes da propriedade desviava o olhar quando falávamos sobre a casa e mudava de assunto sempre que o Fábio com seu jeito curioso perguntava sobre o estado do lugar A Fazenda é grande cheia de hisas foi o máximo que ele disse
com olhar distante o Fábio não se conteve e meio brincando meio sério soltou histórias boas ou histórias ruins seu Arlindo o Senor Arlindo apenas sorriu sem responder e fez sinal para Que seguíssemos viagem ainda nem tínhamos visto a fazenda mas eu já sentia que esse trabalho seria diferente A Fazenda ficava a mais de 20 Km da cidade no fim de uma estrada de terra cheia de curvas e ladeiras íngremes era completamente isolada cercada por mata densa e Campos vazios sem uma única casa vista por todo o caminho quando chegamos era como se estivéssemos cruzado para
um outro mundo onde o tempo havia parado a casa principal era imensa mas o abandono e o tempo haviam transformado o lugar em uma estrutura decadente tas caídas paredes descascadas e janelas quebradas deixavam claro que ninguém havia pisado ali H muito tempo o Senor Arlindo nos deixou na entrada da propriedade uma cancela velha de madeira e desceu para no dar as últimas instruções vocês vão precisar começar pela limpeza e demolição dos galpões ao redor disse ele olhando para al que escondia EA tudo depois refor a estrutura da casa principal o objetivo é o lugar Habit
novamente mas não seupem comales o mais importante éu o fpr brincalhão tou aliviar o clim tá querendo deixar bonitinho para vender né se lindo ou é para assustar uns turistas ele soltou uma risada mas ninguém acompanhou o senhor lindo apenas o olhou sério e disse o trabalho é simples mas Tenham cuidado à noite Fiquem na área do Acampamento não se afastem da Luz o KB apenas assentiu como sempre focado na tarefa ele era do tipo que não questionava seguia as ordens e preferia evitar qualquer conversa desnecessária já o Fábio por mais que gostasse de rir
estava claramente desconfortável E por que a gente não pode entrar na casa à noite perguntou ele tentando fazer graça mas a voz soou fraca ar lindo não respondeu de imediato apenas nos encarou por um momento como se dedicasse se valia a pena explicar tem coisas que é melhor deixar quietas vocês vão entender sem mais uma palavra virou as costas e foi embora deixando a poeira da estrada subir e desaparecer no ar ficamos trabalhando e ajeitando as coisas durante o dia mas no primeiro dia não deu para fazer muita coisa logo a noite começou a chegar
nós três ficamos ali olhando para a casa à nossa frente o silêncio parcia mais pesado agora e o vento balançava as folhas das ávores como se houvesse algo escondido observando o fbio tou nervosismo outra ningém ri sabamos daqu moment nós sober a cabeça de repente e com olar sério disse vocês ouv ISO Fábio que até então não parava de falar ficou em silêncio eu não tinha percebido nada mas o kéber raramente se enganava com essas coisas o som veio novamente distante como o murmúrio que se misturava com barulho das coisas ao redor não era o
barulho comum do vento era algo que parecia se arrastar pelo ar Fábio tentou forçar uma risada mas a expressão em seu rosto dizia o contrário Ah deve ser algum bicho né ele disse mais para ele mesmo do que para nós o kber não respondeu apenas ficou parado escutando o silêncio se seguiu e era quase opressor como se toda a floresta tivesse parado para ouvir Foi aí que todos nós sentimos a temperatura caiu de repente e um arrepio subiu pela espinha o clima entre nós estava tenso o kbe ainda olava para a mata desconfiado enquanto Fábio
visivelmente nervoso mexia na fogueira como se tentasse manter as chamas altas fosse afastar o desconforto eu tentei manter o foco na tarefa mas não podia ignorar a sensação estranha que estava no ar como se estivéssemos sendo observados de algum lugar na escuridão Roger Será que não é melhor a gente acampar mais perto do caminhão sugeriu o Fábio finalmente admitindo o seu desconforto CB Balançou a cabeça ainda tenta qualquer som a sei que tava todo corajoso mais cedo agora quer fugir ele provocou mas o ston estava longe de ser brincarão a noite avançava e cada vez
ficava mais frio do nada ouvimos um Ruivo ao longe um som baixo que ecoou pelo vale e pareceu fazer a terra tremer sobre os nossos pés Fábio se levantou num pulo pálido como nunca patrão is não foi cachorro não nem Lobo não tem lobo aqui né ele perguntou Mas ninguém respondeu nem eu nem kber sabíamos como reagir aquilo não era o som de um animal comum lembrei-me então do aviso estranho que o Senhor alindo nos deu Antes de Partir Fiquem perto da luz e não entrem na casa à noite naquele momento tudo parecia fazer mais
sentido embora eu ainda não quisesse acreditar olhei para casa na escuridão e percebi algo que antes tinha me escapado as janelas da casa estavam abertas e por trás delas na penumbra algo se movia não era o vento nem sombra era uma presença o uivo soou de novo dessa vez mais perto kbe agarrou uma barra de ferro se preparando para o que quer que fosse Fábio estava congelado com os olhos fixos na trilha que levava de volta pra Estrada o que era aquilo ele sussurrou quase sem voz seja o que for eu disse tentando manter a
calma acho que não estamos sozinhos aqui o som de Passos pesados vindo da Mata interrompeu minha fala a princípios lentos e arrastados mas se aproximando como algo grande vindo em nossa direção os passos ficaram mais próximos e o som agora era inconfundível algo grande estava se movendo pela escuridão esmagando Galhos e folhas secas sobre o peso de suas patas kber se colocou de pé segurando firme a barra de ferro Enquanto Eu puxava o Fábio pelo braço tentando tirá-lo daquele estado de paralisia Vamos para o caminhão agora eu gritei mas ele parecia preso ao chão foi
então que vimos uma figura alta e curvada emergiu da Escuridão bem na beira da Mata a luz da fogueira o que antes parecia ser apenas uma sombra agora tomava forma e a imagem que se revelou era algo saído dos nossos piores pesadelos era uma criatura peluda com um corpo deformado e uma cabeça enorme parecida com de um lobo mas os olhos aqueles olhos eram de um vermelho intenso cheio de fúria E algo mais reconhecimento kéber não hesitou e atacou balançando a barra de ferro com toda a força mas a criatura desviou com uma velocidade impossível
para o seu tamanho jogando kber no chão com um único golpe o Fábio gritou finalmente quebrando o TRANS e correu em direção ao caminhão tropeçando nos próprios pés eu o segui mas não pude evitar olhar para trás a criatura avançou em nossa direção mas parou subitamente seus olhos se voltaram para casa então como se obedecessem chamado começou a se afastar caminhando de volta para a escuridão eu eu fiquei paralisado tentando entender o que estava acontecendo quando ouvi uma voz conhecida o senhor alindo apareceu na porta da casa calmamente como se soubesse exatamente o que estava
acontecendo ele estava diferente a expressão no rosto era sombria quase predatória eu avisei para vocês não se afastarem da Luz disse ele com uma voz baixa mas cheia de autoridade agora vocês viram que não deveriam ter visto Foi aí que tudo fez sentido os uivos os passos pesados a maneira como a linda evitava falar da casa e seus arredores aquele não era apenas o dono da fazenda ele provavelmente era a própria criatura o lobsomem que vagava pela Mata não era um simples animal mas a maldição que o Senor ind carregava o Fábio estava em choque
sem conseguir falar e kber machucado ainda tentava se levantar Por que você não nos contou perguntei incapaz de conter a raiva e o medo a rindo deu um sorriso triste que mais Parecia um rosnado vocês não teriam acreditado e porque certas coisas precisam ficar escondidas eu não sabia que a transformação ocorreria hoje mas isso não vem ao caso Pegue suas coisas e vão embora vocês sabem mais do que deveriam saber sem dizer mais nada ele se virou e entrou na casa fechando a porta com força o silêncio voltou sabíamos que não podíamos ficar ali ajudamos
Cléber a se levantar e corremos para o caminhão partindo mais rápido que podíamos deixando para trás a fazenda e o seu alindo essa história nós três passamos sabemos que foi verdade é algo que vamos carregar pelo resto de nossas vidas uma experiência sem igual bom pessoal Este foi o meu relato uma boa noite a todos