[Música] quando a gente olha para o cenário de armazenamento de dados digitais a gente vê uma situação bastante preocupante cada vez mais o ser humano gera dados digitais então fotos vídeos músicas arquivos e texto etc no entanto cada vez menos a gente consegue armazenar essa informação porque porque apesar da capacidade instalada aumentar os dados aumentam muito mais rápido e aí é que entra a oportunidade da gente pensar um pouco fora da caixa sair das mídias tradicionais como por exemplo CDs DVD's os HDs externos e pensar em algo radicalmente diferente por exemplo armazenar essas informações e
moléculas de DNA há quase 10 anos vou completar minha primeira década como pesquisador no Instituto no ano que vem tenho 32 anos e hoje tô tendo a oportunidade de gerenciar o projeto Prometheus que é o projeto que procura armazenar dados em DNA isso na verdade essa expectativa né de conseguir armazenar muita informação em DNA já ela é razoavelmente antiga né existia uma uma palestra muito interessante do Richard fahreyman no físico famoso onde ele mesmo já fez essa previsão de que moléculas de DNA poderiam ser um forte candidato armazenar muita informação a gente tá continuamente acho
que é uma das missões do nosso Instituto de verificar a tecnologias que são realmente promissoras para indústria e a tecnologia de armazenamento de dados em DNA ela já tinha chamado a nossa atenção há muito tempo atrás no entanto como é uma tecnologia complexa a gente precisava realmente de um parceiro que estava interessado nessa tecnologia a gente apresentou essa oportunidade e ela é novo Acho super interessante e deu essa oportunidade aí de juntos o IPTU entrarem nesse desafio o armazenamento em dados em DNA ele se inspira na forma que a natureza armazena essa informação mas a
forma de leitura e escrita que a gente usa nesse universo de tecnologia da informação do universo de ti de computador ele é completamente diferente de um ser vivo que ao contrário de um ser vivo que cria esse DNA de forma natural aqui a gente usa uma série de processos de métodos químicos para conseguir manufaturar essa fita de DNA essa molécula de DNA por isso que ele é chamado de DNA sintético Existem várias formas de você armazenar dados digitais em meio físico O Grande Desafio aqui você escrever aquela informação que está dentro do computador Aquele 01s
que representam seus arquivos de imagens som etc você representar esses arquivos em algum meio físico Então a gente tem um exemplo que acho que é o mais do nosso dia a dia que são as mídias óticas né os meios físicos óticos por exemplo CDs DVDs e blu-rays existem outras formas magnéticas por exemplo que são os HDs externos de computador o hard drive disco rígido de todos esses dados que a gente gera hoje a gente só tem a capacidade de armazenar 20% de tudo isso em 2040 daqui quase 20 anos a gente vai conseguir armazenar menos
de 1% de tudo isso Em contrapartida cada vez mais a sociedade precisa das informações digitais a gente precisa aguardar essas informações as redes sociais são um exemplo extremamente interessante porque você tem muito da ali então você tem fotos você tem vídeos a capacidade instalada hoje né o investimento que essas empresas fazem ele é gigantesco a gente sabe que o Facebook ele tem um data center nos Estados Unidos que ele realmente ocupa uma área de como eu como tinha comentado de Dois a três Supermercados e ele consome uma potência um montante de energia o equivalente uma
pequena cidade só para guardar informação então isso estimula a indústria né liga aí um alerta na indústria para a gente começar realmente a investir mais esforços e desenvolver Tecnologias para armazenar informações digitais e aumentar a nossa capacidade instalada de armazenamento Então esse daqui ele é um equipamento de escrita de informação no meio molecular ele escreve informações digitais e moléculas de DNA ele tem dentro dele esse é um dispositivo que a gente chama de dispositivo microfluídico porque ele manipula fluidos de forma miniaturaizada então manipulando fluidos ele vai construindo a sua fita de DNA e fica armazenado
aqui dentro e essa fita representa informação nesse pequeno frasquinho a gente tem algumas dezenas de miligramas de DNA sintético só para você ter uma ideia com essas dezenas de miligramas a gente conseguiria uma capacidade de armazenamento estimada em alguns milhares de discos rígidos bilhar Possivelmente até dezenas e milhares Então o que ocuparia uma área um galpão Industrial você conseguiria armazenar aqui em um único frasco com essas moléculas de DNA bom agora a gente está no laboratório de biotecnologia Industrial onde também boa parte desse projeto está sendo desenvolvido aqui comigo eu tenho portanto Henrique como a
Paula que são os praticidade de biologia molecular e que agregam todo esse conhecimento no projeto Prometeus especificamente aqui a gente tem o equipamento que ele é responsável por fazer a leitura dessa informação digital que uma vez que você construiu você sintetizou a sua fita de DNA Você vai precisar mais cedo mais tarde ler o seu computador precisa obter essa informação novamente e é nessa etapa nesse equipamento que a gente faz essa essa tarefa aí a Paula vou pedir para Paula mostrar um pouco como que é feito essa essa leitura da informação digital gravada na molécula
de DNA porque eu vou fazer agora é colocar uma amostra para sequenciar este é o sequenciador que a gente testa no projeto e com ele a gente pretende fazer a leitura dos dados digitais então a tela do computador quando a gente colocar isso no computador para rodar a gente vai começar a ver as letras aparecendo lá BCG a b c g e depois a gente vai pegar esses dias e vai transformar a imagem no arquivo de documento no Excel na no vídeo que a gente ficou projeto Prometheus hoje Ele conta com mais de 40 pesquisadores
mais de 20 25 doutores e esse projeto ele também tem um Marco interessante principalmente sendo um projeto que ele é aplicado à indústria de ti somos em mais de 60% de mulheres na equipe Eu acredito que a gente comece a ver é possivelmente já na próxima década a gente tá falando aí de 2030 é produtos comerciais no mercado Já competindo com mídias tradicionais [Música]