Bom dia! O sol já nasceu lá na Fazendinha, e vocês estão aqui. Muitos de vocês, um bom dia especial ao grupo dos psicopatas, dos seres bizarros que acordam às 4 da manhã ou às 5 da manhã.
Vocês que acordam mais cedo para não fazer nada por mais tempo, ou mesmo vocês que se ocupam com coisas absurdas, como fazer academia às 5 horas da manhã. Tô aqui sempre mandando boas energias para vocês mudarem de vida. Vai, prazer, moçada!
Sejam bem-vindos a mais um dia de meditação estoica. Hoje, 20 de fevereiro. Ah, antes de eu fazer o comentário sobre a meditação estoica de hoje, que é uma curta meditação, bastante curtinha, mas impactante do jeito que nós gostamos, eu gostaria de dizer que, para vocês que estão interessados nas coisas da filosofia, sem sombra de dúvidas, o melhor espaço do Brasil hoje para aprender história da filosofia é a nossa Sociedade da Lanterna.
E se você quiser entrar na Sociedade da Lanterna, espere um pouco mais. Tô igual àquelas propagandas de carro, assim, né? Se você quer comprar o seu carro, não sei que, não compre ainda, mas é exatamente isso.
As inscrições para a Sociedade da Lanterna estão fechadas no momento, mas nós vamos voltar agora com o mês de aniversário, quarto ano de funcionamento, 4 anos ininterruptos de funcionamento da Sociedade da Lanterna. Coisa extraordinária! Nós já temos mais de 250 horas de conteúdo lá dentro da plataforma, que serão consumidos com tranquilidade, a seu tempo, sem pressa.
Então, nesse mês de aniversário, a gente vai chegar com os dois pés no peito para quem quiser entrar na Sociedade da Lanterna e se tornar um lanterneiro. Quem entra, não sai. Vocês vão gostar bastante.
Então, aguarda um pouco que eu volto aqui com informações mais precisas sobre isso, tá bem? Não entra ainda não, mesmo porque as inscrições estão fechadas. Nós vamos trazer condições bem, bem especiais, absurdas, no mês de aniversário da SDL.
Voltando aqui para Marco Aurélio, hoje a meditação é dele, intitulada “A Grande Parada do Desejo”, um título que não gostei tanto assim. Thales de Mileto, assim, o papai não vai fazer a meditação de hoje. Hã, vem cá, porque o papai fez propaganda, agora vem eu falar.
Bom dia para todo mundo! Bom dia, pessoal! Eu sou o mascote dessa bagunça aqui, então vocês me aguentem, tudo bem?
Cara, e aí, que coisa gostosa! Cito Marco Aurélio: "Ladrões, pervertidos, assassinos e tiranos, todas essas figuras reúnem para tua inspeção seus supostos prazeres. " O que quer dizer exatamente essa meditação do Marco Aurélio?
Para ele, é uma reflexão um pouco mais cuidadosa, um pouco mais profunda, sobre o que esses homens, escravos de si mesmos, consideram coisas importantes, consideram prazerosas. Uma meditação sobre isso nos levará inevitavelmente a uma compreensão segundo a qual não vale a pena viver como eles e não vale a pena considerar prazeres aquilo que eles consideram prazeres. Esses homens vivem num vórtice, vivem num furacão de paixões e de emoções e de altos e baixos que, na verdade, configuram muito mais uma condição servil do que uma condição emancipatória.
Quando nós falamos do estoicismo, nós falamos de domínio de nós mesmos, e quando você se domina, você é livre. A verdadeira liberdade, do ponto de vista do estoicismo, é a liberdade que você experimenta no momento em que consegue dizer não para as suas emoções, para os seus apetites, para os seus agitos interiores, para as suas agitações internas. No momento em que você entra nesse controle, no momento em que você faz as melhores escolhas e se controla e se domina, esses caras aqui — ladrões, pervertidos, assassinos, tiranos — esses homens não têm propósito.
Eles têm caprichos. Esses homens aqui não têm princípios, eles têm bile, eles têm adrenalina, eles são movidos pelo descontrole. E é tudo aquilo de que devemos fugir no nosso dia a dia, no nosso cotidiano.
Não porque nós corremos o risco de nos tornarmos ladrões, pervertidos, assassinos ou tiranos, tudo bem, em última instância sim, mas não é esse o ponto. É que nós não devemos flertar com os males desses venenos. Não é concedendo espaço ao veneno que nós vamos nos curar dos nossos males.
Então, a gente não negocia com o mal; simplesmente, a gente não negocia com o mal. Ah, não, só hoje eu vou fazer isso. Só amanhã eu vou.
. . Só esse mês eu vou agir de forma contrária aos princípios que eu sei que são melhores.
. . Só hoje eu vou me descontrolar.
Ah, isso daí acontece com muita frequência, né? F, assim, não, hoje eu vou perder as estribeiras no meu trabalho. Você já se condiciona, você vai chegar lá marcado por um comportamento irracional.
Isso não é nada bom. O comentário dos autores não é exatamente um comentário extraordinário, mas eu bizo aqui com vocês: nunca é muito bom julgar outras pessoas. Já discordo disso, mas vale a pena parar um segundo e investigar como uma vida dedicada a entregar-se a cada capricho realmente funciona — com isso eu concordo.
Então, nós não julgamos; somos seres, se assim vocês preferirem, juízes. Você pode eventualmente não emitir, mas você tá olhando para uma coisa e pensando a respeito dela. Ah, não, julgar é feio.
Desculpa, isso é próprio da natureza humana, e mais do que isso, é muito importante para você balizar o seu comportamento. É muito importante para você balizar o modo como você pensa, o modo como você reage às situações. O julgamento aqui é uma questão de salvaguarda.
Ah, não, mas não julgar para não ser julgado. Você será julgado o tempo todo. O que eu digo aqui é uma questão de se você vai se manifestar ou não a respeito desse julgamento que você já faz.
Você julga sim. Você julga sua esposa, seu marido. Você julga seus amigos, você julga sua mãe, seu pai.
Tudo que eles estão fazendo, e tudo bem. Desde. .
. Que você extraia daí conhecimento suficiente para ser melhor, para que esse julgamento se torne uma avaliação do que deve ser absorvido, ou como um bom instrumento de sobrevivência: investigar como uma vida dedicada a entregar-se a cada capricho realmente funciona. A escritora Lamot graceja em seu livro, palavra por palavra, uma frase que muitos de nós já ouvimos diversas vezes: "Alguma vez você se perguntou o que Deus pensa do dinheiro?
" Basta olhar para as pessoas a quem Ele o dá. O mesmo pode ser dito do ditador e seu harém cheio de amantes manipuladoras. Veja com que rapidez a diversão de uma jovem estrela se transforma em dependência de drogas e uma carreira paralisada.
Observe, observe com cuidado o modo como essas pessoas, que são empurradas, ou se empurram na vida de forma irracional, estão sempre extrapolando limites da prudência, da sensatez, do cuidado de si. O modo como essas pessoas, em algum momento, se perdem. E se perdem não é porque elas param de ganhar dinheiro, porque elas deixam de ter sucesso; não.
Às vezes, é exatamente ganhando dinheiro, tendo muito sucesso. Lembra numa meditação anterior, na qual nós falamos que a felicidade e a ânsia por mais não podem andar juntas? Elas são termos excludentes.
A felicidade, ela se basta em si mesma. Não, eu só serei feliz quando. .
. eu só serei feliz quando. .
. Se isso não tem um fim, se é sempre um buraco jorrando mais necessidades, mais necessidades, mais necessidades: mais poder, mais dinheiro, mais atenção, mais mídia. Você adoece.
Você adoece! Pegue aí jogadores de futebol que foram muito famosos, aposentados frequentemente; artistas que foram muito famosos, que deixaram uma carreira. Veja como essas pessoas reagem, como é que elas se tornam dominadas por paixões.
Pergunte a você mesmo: isso realmente vale a pena? É mesmo tão prazeroso assim, essa vida camicas? É prazerosa?
Ela faz sentido para você? Considere isso quando você ansiar por alguma coisa ou pensar em se entregar a um vício inofensivo, a um vício que aparentemente não vai pesar tanto assim, a uma concessão, uma pequena concessão que pode realmente desviar de um caminho mais interessante de domínio de si. Essas pessoas não são livres; essas pessoas são escravas do olhar do outro, são escravas da reputação, são frequentemente escravas do dinheiro.
Reputação e dinheiro, essas coisas, se elas acontecem na sua vida, ok. Mas que elas sejam servas, nunca senhoras, nunca as mestres da sua existência. Belezinha!
Beijão para vocês. Amanhã a gente se encontra aqui com mais uma meditação estóica. Juízo!
Tenham um excelente dia!