[música] Essa opinião do ratinho é uma opinião válida de uma democracia e não uma demonstração de transfobia. Válida. E eu falei demais.
Em primeiro lugar, porque o Carlos Massa é um amigo querido, porque eu o conheço e porque acho muito injusta toda essa situação. Então, passo as suas considerações. Bom, vamos lá, Pavinato.
Acho que primeiro ponto aqui é que a Erica Hilton deturpou completamente a fala eh do ratinho. Isso é importante de ser dito. E aí, a partir desse momento, eu quero me dirigir às pessoas trans que não são a Ericaa Hilton, que a Érica Hilton tá surfando nisso tudo para tentar ganhar voto, né?
Ela era aquela pessoa que há pouco tempo atrás dizia que alisar o cabelo era negar a própria cor. Hoje tá de cabelo lembrado, com nariz afilado e desfilando pela Europa e em loja f. tá fazendo entrevista.
Agora que você falou, eu lembrei. Ela falou, eu falei pros meus pais, acordam, vocês são pretos. Olha o cabelo da gente é esse.
Exatamente. E agora ela parece igual a a a Beionça, né? Porque Beoncê é bonita, é a Beyonça que é uma uma fera braba.
Exatamente. Ou seja, ali é a hipocrisia pura, ela quer surfar na onda. Mas a população trans muitas vezes acaba caindo nesse discurso fácil de apelo.
É importante dizer o seguinte, o Ratinho não negou que a população trans, as mulheres transm sofrimento. A disforia de gênero, o Pavinato fez aqui uma exposição, é sim um problema que aflige muitas pessoas, não é de hoje, há séculos. E é claro que deve ser uma aflição muito grande você não se enxergar no corpo que você tem, mas este problema não é o mesmo que uma mulher biológica sofre todos os meses com a descarga de progesterona, de estrogênio, de FSH, estimulando os seus ovócitos a fazer a ovulação.
A Érica Hilton e qualquer outra mulher trans jamais vai passar pelo drama de ter que ir ao médico com o medo de ser diagnosticada com o mioma. Ela jamais vai saber qual é a aflição momentos antes de se entrar em um exame de mamografia. Ela não saberá como é receber a notícia de que por conta de uma doença não poderá gerar um filho.
Essa dor, uma mulher transaper. E foi isso que o Ratinho disse. Ela não vai sofrer com a aflição de chegar o tempo da menopausa.
Não vai saber qual é a agonia de passar por um Papa Nicolau. Quando chegar próximo dos 40, a preocupação dela será com exame de próstata. E isto é um fato.
Não há ideologia que supere isso. E ponto. Dizer isso não é ter preconceito, não é ter ódio contra a população trans, é simplesmente fazer um alerta à sociedade de que homens, por mais que tentem, por mais que se esforcem para compreender a mulher e por mais que tentem se transformar em mulher, jamais passarão e jamais serão capazes de sentir o que elas sentem.
E isso vindo de alguém que não defende o lugar de fala. Eu sou alguém que acho que branco pode discutir sobre problemas de negros, que homens podem discutir problemas de mulheres, mas é extremamente simbólico e preocupante que a comissão da mulher escolha um homem biológico para dirigir essa comissão e ainda assim considere como se tivessem eleito de fato uma mulher biológica. Isso significa na prática, na prática mesmo, olhando a biologia crua que as mulheres estão perdendo espaço.
Dizer isso é fazer um alerta. Proibir isso é restringir o debate público. É censura.
Exatamente. E Caivan, eu repito aqui mais uma vez a minha solidariedade ao ratim. Indosós muita gente me fala, né?
Ah, você fala e não é à toa que você não não está mais em nenhum canal de televisão, mas não me interessa, porque a mim não me interessam os meus interesses à frente do que eu acho correto. Perfeito. O FBT está errado.
Está errado. O Ratinho não foi preconceituoso. E dizer que o ratinho foi preconceituoso é um crime contra o ratinho, é difamar o ratinho.
Em segundo lugar, a Errica Hilton por uma avessação num ano de eleição, porque ela não tem nada para apresentar pro eleitorado dela. Nada, nada. Errica Hilton não fez nada pro seu eleitorado, nem pro seu eleitorado Trans, nem pro seu eleitorado LGBT.
Todos que conheço e votaram na Erica Hilton confessam plena frustração numa candidata que não serve para porcaria nenhuma, a não ser se imperequitar, a não ser para gastar dinheiro público com plástica, com mega rar, com roupa de grife e viagem pro show da Beyonc num país que é os Estados Unidos. E por fim, defendo o ratinho, sim, porque isso é uma história velha minha, Caivano. Uma vez eu fui dar uma palestra, eu estava na USP há muitos anos e eu falei da questão das travestis e uma menina levantou a mão e falou assim: "Não se pode falar travesti, o correto é trans.
Falar travesti é preconceito. " Eu perguntei, menina, que idade você tem na época? Ela falou: "Eu tenho 18".
Eu falei: "Pois bem, quando você nasceu, eu já não tinha uma prega no meu cu, então eu chamo travesti porque era assim que elas eram chamadas. Você já acordou no meio da madrugada para tirar uma travesti da cadeia por ter sido presa por preconceito de policial? Você já organizou vaquinha para fazer enterro de travesti, porque a família tinha vergonha de comprar um caixão?
Você não fez nada disso. Eu fiz. Então, cala a sua boca e escuta o que é a realidade.
Porque o que a Érica Hilton promove é um festival de fantasia. Eu não posso nem de chamar de fantasia, porque fantasia dá a ideia daquela ficção das fadas. A verdade é a ficção do horror.
É o terror. Exatamente. Favinata, olha, parabéns a você, né, pela explanação inicial.
Não penso que você tenha falado demais, ao contrário, você colocou as coisas de maneira muito clara para pra nossa audiência, para quem tem interesse no assunto. O Holiday também foi muito bem, foi preciso. Tanto que eu extraí uma frase aqui do que ele disse, né?
A ideologia não tem como superar a biologia. Então fica a dica daquilo que ele explicou. Tá estudando medicina, né?
Ess frase Holly é bonita essa frase. Boa. É, não tem como superar.
É impossível. a impossibilidade. E essas pessoas como a Erica Hilton, elas fazem aquilo que explicou o Reinhard Kostelec, que uma vez comentei com você que eu li o livro dele, Futuro Passado, e que ele fala da da adaptação e do desenvolvimento até da mudança de conceitos ao longo do tempo, mas o que essas pessoas que defendem determinadas minorias fazem não é a adaptação e o desenvolvimento de conceitos, ao contrário, é a perversão dos conceitos.
E aí, se a Errica Hilton realmente eh pôs na inicial da do requerimento dela ao Ministério Público, aquilo que ela escreveu nesse tweet, Pavinato, ela confunde misoginia com transfobia, que são coisas completamente diferentes, porque, de novo, a ideologia jamais superará a biologia. E aí a gente estaria falando de defender as mulheres, que foi inclusive o que o Ratinho fez. Eu também aqui endosso a tua fala, como eu disse, me solidarizo a ele.
Ele não foi preconceituoso, ao contrário, ele deixou muito claro a ausência total de preconceito naquilo que ele ainda iria explanar, mas disse: "Olha, uma trans, como muito bem descreveu aqui o o Holiday, não tem como sentir as mesmas dores de uma mulher, aliás, você trouxe um você trouxe um ponto aqui interessante. Com que audácia esta energúmena, porque não importa se ela é homem biológico, se é mulher biológica, se ela tem gênero masculino ou gênero feminino, não me importo com isso. Para mim tanto faz.
O que me importa para um debate humano é se a pessoa é estúpida ou não. E e esta pessoa é estúpida. Como é que você fala em transfobia?
Se nós estamos aqui dizendo que a mulher trans não tem diferença nenhuma da mulher sis, então não pode ser transfobia, tem que ser só misogenia. Exato. E que foi o que ela fez, né?
supostamente ou ela quer o pior dos dois mundos, porque é isso que essa gente quer. Exato. Bem lembrei.
E essa observação é importante. Eu não posso falar: "Ah, ele é transfóbico". É igual.
Se não existe mulher trans, mais mulher e ponto, não há transfobia. Exatamente. E aí a a inepscia da inicial deve ser eh observada pelo Ministério Público, porque ela não teria como defender o caso das mulheres.
Ponto. É assim que tem que ser. E ela deveria seguir o me parece que é o ídolo dela, porque ela elogia muito, um nada importante jurista, mas que certo dia teve o brilhantismo de dizer a seguinte frase: "Não quer ser criticada, não saia para a vida pública".
Ponto. Nós estamos falando de liberdade de expressão e o Ratinho como apresentador que é mestre nisso, tava usufruindo do seu direito a liberdade de expressão. E eu, Pavinato, já manifestei outras vezes, vou vou me manifestar novamente aqui.
Ó, pera aí. Tem um sujeito aqui chamado Melf Zom perguntando 10 vezes: "Como a biologia define uma mulher? " Vocês podem responder: "Ô, rapaz, se você não sabe o que é mulher, pergunta pro seu pai".
Valid acabou de fazer a definição toda que vai perguntar pro seu pai o que é uma mulher. Você nasceu, filho. Porque se você não sabe diferenciar uma caceta de uma chavasca, [risadas] ratinha falar aqui [risadas] ou nasceu do outro ifício, só pode, né?
[risadas] É a mesma coisa eu falar qual que é a diferença de uma pessoa ser parida ou ser cagada. Ah, vai se lascar, [ __ ] [risadas] Eu já tinha manifestado isso antes, Favinato. Eh, eu eu sou um defensor da liberdade de expressão, a defendo como absoluta e eu extraí de você no ensinamento lá no no outro programa ainda, que você dizia assim: "Olha, liberdade de expressão tem o poder de transformar nossos ouvidos em pinico.
Entretanto, jamais terão o poder de transformar o conteúdo em algo comestível. Então, se você quer comer o conteúdo do pinico, é problema seu, não é meu. Não me obrigue a enxergar aquilo como se fosse chocolate.
Ponto. É disso que estamos tratando. E aí, para finalizar aqui, ó, democracia é o desenvolvimento da sociedade para aprender a conviver com as desigualdades.
E aí chamo para cá a frase célebre de Rui Barbosa. Tratai os iguais de maneira igual, os desiguais de maneira desigual, na medida de suas igualdades ou de suas desigualdades. Vocês que pregam isso, ficam falando tanto de reconhecimento, que é um dos requisitos dos direitos humanos, e ficam inventando coisas pra pessoa se sentir uma árvore, uma xícara, um cachorro.
Aí quando toma modo de cachorro vai querer prender o dono do cachorro. Ah, faça-me o favor, vai procurar algo para fazer. Ou como dizia a doutrina de Washington, né, para citar que o direito internacional, pau que nasce torto nunca se direita.
A menina que requebra, a mãe não pega na cabeça. [risadas] Agora o o por tá lembrado com padre. Tem aqui o o [ __ ] do o [ __ ] do menin eu sou um [ __ ] Eu tenho 1,92 m.
Ó, dá um close do [ __ ] Close, dá um close. Dá um close. Quase 2 m de [ __ ] para virar.
[risadas] Quase 2 m de pura [ __ ] [risadas] Aí vem esse [ __ ] me chama de preconceituoso no chat. É louco. Não, exatamente.
Ele não sabe o que é ser um gay dos anos 80. Ele não sabe o que é lutar contra o preconceito. Quando o preconceito era oficial, quando o preconceito era legalizado, porque hoje é muito fácil, viu, [ __ ] Mefium?
É muito fácil hoje você querer a obrigatoriedade de todo mundo gay. Eu queria ver você viver a época em que eu fui jovem e que isso era caso de morte, de assassinato, de preconceito real, de abandono por família. Porque naquela época nós tínhamos que nos proteger, nós tínhamos que nos proteger de pessoas realmente preconceituosas.
Porque naquela época nós nos víamos, eu via a minha querida amiga, já falecida Andreia de Maio, a travesti mais icônica, não digo nem de São Paulo, mas da história do Brasil, nós nos víamos como seres humanos. Não importa se eu tinha peito, se eu tinha pau ou não. Nós nos víamos como seres humanos.
A gente não via se tinha pinta e peito, vagina e peito, sem peito e pinto. A gente se via como ser humano. A gente se respeitava enquanto ser humano e a gente lutava para ser respeitado enquanto ser humano.
Hoje não. Hoje, depois dessa julinização da militância, hoje com essa militância nojenta de identidade de gênero, e eu vou usar aqui uma expressão de um filósofo judaico. As pessoas foram transformadas em estátuas de sal que se entreolham, mas não se enxergam.
E entreolhando-se e não se enxergando, se desumanizam, porque nenhuma é capaz de viver, nem a dor e nem a alegria da vida do outro. Então, seja alguém primeiro, até mesmo para escrever aqui sobre o manto da anonimidade, sobre o manto do anonimato, comentário. Cresça, seja gente viva, porque eu posso dizer uma coisa para você.
Eu vivi, eu sei o que é dor. A minha, das minhas amigas travestis, das vivas e das falecidas, das minhas amigas trans, das vivas e das falecidas. Eu gosto de olhar o ser humano como ser humano e não como massa de manobra.
bem.