A nossa vida, gente, ela já vai nos dando sinais. Cansaço, fome o tempo todo, dores de cabeça, dificuldade para perder peso. Isso são coisas que a gente tá considerando normal, mas elas não são normais. >> Dout. Luía Comerlato é médica especialista em medicina do estilo de vida. O nosso corpo, o nosso metabolismo, ele é perfeito. Os [música] nossos órgãos, eles estão sempre Trabalhando pra gente, que a gente tá aqui sentados ou tá escutando o podcast ou tá dormindo, ou num momento que a gente tá reclamando o coração tá batendo, o rim tá filtrando, o pulmão
tá fazendo as trocas gasosas e nós nós estamos trabalhando pros nossos órgãos ou a gente só tá reclamando? Estudou em Harvard dedica sua carreira a entender como o corpo, a mente e o comportamento se conectam para sustentar performance e longevidade. >> Quando eu tava na residência, pegavam muitos pacientes com muita recorrência, desinternavam, curavam e voltavam pro hospital. E aquilo me incomodava muito. Onde que estava o erro? A maioria desses pacientes tinham um gap no seu estilo de vida. alimentação, atividade física, sono. E quando a gente conseguia melhorar essas questões, [música] esse paciente ou não ficava
tão grave ou tinha uma melhor resposta ao tratamento. E aí eu [música] comecei a estudar isso E a entender assim: "Poxa, vamos prevenir isso". >> Esse episódio mergulha nos fundamentos que sustentam a alta performance e o biohacking de verdade. A gente fala sobre sono, glicose, [música] metabolismo, estímulos fisiológicos e o impacto de cada escolha diária no seu nível de energia, foco [música] e bem-estar. Os meus pacientes costumam falar: "Luía, a tua consulta é tipo uma aulinha, mas é que o que que eu preciso Como médico é que eles entendam o que que tá acontecendo. [música]
O biohacking que a gente fala é a nossa vida. Ele vai desilo de vida, de coisas básicas e que a gente precisa começar a dar atenção para isso. Então, por exemplo, se eu dou atenção pra maneira como eu tava respirando e eu entendo como ela pode modular o meu bem-estar e a minha saúde, isso já é uma hackeada. É um conteúdo raro, profundo, técnico e prático. Quem realmente entender o que Foi falado aqui vai mudar a forma como cuida do corpo, da mente e da rotina, porque depois desse episódio vai ficar impossível viver no automático.
2025 evoluímos muito como sociedade, muita tecnologia, muitas técnicas, muitas ferramentas. Isso foi bom ou ruim pra gente? Doutora, eh, 2025 evoluímos muito como sociedade, muita tecnologia, muitas técnicas, muitas ferramentas. Isso foi bom ou ruim pra gente? >> Olha, isso foi bom. Muito boa essa tua pergunta. [risadas] Já começamos bem. Isso foi bom porque pensando dentro até da medicina do estilo de vida, nós temos muita tecnologia, nós temos muita, muitas ferramentas, temos a inteligência artificial para nos auxiliar, mas sabe o que traz pro médico e pro humano a humanidade? Então, foi muito bom, porque se torna
cada vez mais necessário, e aqui eu vou Falar da medicina, porque é a minha profissão nós médicos sermos cada vez mais humanos com o nosso paciente, escutar o que o paciente tem para falar, porque até tem um estudo muito legal que mostra que o médico ele não dá nem um minuto pro paciente falar, imagina que o paciente ele chega com uma expectativa que ele vai chegar lá, ele vai contar a dor dele, ele vai contar a vida dele, é o momento dele com o médico e o médico acaba não dando nenhum minuto para Aquele paciente
falar. >> Nenhum minuto. Isso é uma média brasileira. >> Isso é uma média mundial assim. Aham. Pensando na na medicina tradicional e tudo mais. E isso assim, eh, não é culpa do médico, não é culpa da pessoa, é a culpa é da maneira como a gente foi ensinado na faculdade a entender a medicina, já querer chegar num raciocínio diagnóstico rápido até para entregar uma resposta Para aquele paciente que vem querendo, né, ã, uma solução do médico. Mas muitas vezes, muitas vezes não, sempre o próprio processo de cura, ele vai acontecendo nessa conversa, nessa humanidade, nesse
parar e escutar aquilo que o paciente tem para dizer. >> Quando eu fui montar a minha penúltima empresa, que era de gestão de, a gente cuidava de pacientes crônicos. >> Uhum. >> E eu fui conversar com muitos médicos interessante. >> E aí ele falou assim: "Toledo, consulta média no Brasil, não privada. >> Hum. consulta no mundo real. 13 minutos. Ele falou assim: "É 13 minutos". Então é assim, irmão, parabéns, você é diabético. Tá aqui o folheto para você entender o que é diabetes. >> Tá aqui o folheto para você entender Como é que é o
manejo de insulina. Você vai ter que aprender a conviver com isso agora. Aí eu falei: "Caraca, não é possível, porque eh como é que você vai fazer com uma pessoa que não sabe nem que que é proteína, carboidrato, gordura? Vai entender o que que é a doença que ela desenvolveu, porque que ela desenvolveu? Não, não vai dar tempo, né? >> Sabe que isso é bem interessante? Quando eu comecei, logo que eu me formei, que a Gente começa a dar plantão, nós tínhamos em uma hora que atender cinco pacientes. Então é essa a média, >> rapidão,
>> 12 minutos. Então, tu imagina a ansiedade do médico que tinha que receber o paciente, ouvir o que ele tinha para falar, criar o raciocínio médico, ter um diagnóstico, fazer a receita, ainda marcar o retorno. >> E isso começou a me incomodar muito. Até assim, essa minha trajetória na medicina Do estilo de vida, ela vem disso, sabe, Marcelo? Quando eu tava na residência, eu fiz residência em clínica médica e na clínica médica a gente passa por todas as especialidades clínicas, então neuro, ôco, reumato, endócrino, gastro, né? E o que que eu via em comum, né,
CTI? Então, pegavam muitos pacientes graves ou pacientes com muita recorrência, então que estavam internados, eles internavam, curavam e voltavam pro hospital. E aquilo me incomodava muito, porque a Gente trazia uma certa cura, né, um certo ali, né, um tratamento para tratar aquele sintoma, mas se esse paciente voltava, se a gente não entregava qualidade de vida para esse paciente, onde que tava o erro? E aí eu comecei a entender que a maioria desses pacientes tinham alguma doença crônica. Tu até falou da doença crônica, né? Hoje em dia, a gente sabe que, ã, antigamente as pessoas morriam
de doenças infecto contagiosas. Hoje não. Hoje o grande Problema, a grande pandemia são essas doenças crônicas, como diabetes, obesidade, síndrome metabólica, >> quase todas metabólicas, né? quase todas metabólicas e todas têm algo em comum que é a resistência insulina que a gente pode falar sobre isso. >> E aí eu comecei me perguntar e a entender. Eu até confesso que eu demorava um pouco mais de tempo quando eu entrava no leito daquele paciente ou quando tinha aqueles 12 minutos de Consulta para tentar entender o que que tava acontecendo. E todos esses pacientes tinham um gap no
seu estilo de vida. Então, alimentação, atividade física, sono, manejo do estress, manejo de tóxicos, relacionamentos. E quando a gente conseguia melhorar essas questões, esse paciente ou não ficava tão grave ou tinha uma melhor resposta ao tratamento e não tinha tanta recorrência assim no hospital. E aí eu Comecei a estudar isso e a entender assim: "Poxa, vamos prevenir isso, a gente consegue trazer essa prevenção." E foi aí que eu que eu comecei a entrar cada vez mais profundamente na medicina do estilo de vida, chegando nessa questão das doenças crônicas e pensando ali na resistência insulina, né?
Eu costumo dizer assim que a resistência insulina ela tá, imagina que a minha mão é um sol, né? Aqui a gente tem um miolo, aqui dentro, tá? Resistência insulina. E Esses raios são todas as condições crônicas que são levadas devido a resistência insulina. Então, quando a gente começa a entender o que que é resistência a insulina, e eu preciso que as pessoas entendam o que que é isso, o que que é essa resistência à insulina, porque se a gente começa a entender e a hackear >> Uhum. essa resistência à insulina, a gente vai prevenir grande
parte das doenças crônicas, que são as doenças que Diminuem muito a nossa qualidade de vida. a gente fala em viver mais, a gente sabe que, né, a pirâmide de faixa etária, ela está mudando, mas a gente precisa que ela mude com qualidade. As pessoas estão envelhecendo mais, mas elas precisam envelhecer vivendo e não envelhecer sobrevivendo. >> E a resistência insulínica, ela é um sinal, né? >> Ela é um sinal. Quando ela chega, para mim, eu já Considero ela patológico, tá? Mas realmente esse paciente, por exemplo, ele pode só ter uma resistência insulina. Eu sempre penso
na resistência insulínica como uma linha do tempo, né? E ele pode ainda não ter um diagnóstico laboratorial de diabetes. Por exemplo, quando a gente pensa em resistência a insulina, o protótipo é o diabetes, tá? Mas sim, ela é um sinal. Agora, antes dessa resistência a insulina, a vida já vai nos dando sinais. Por isso que a Nossa vida, gente, ela é um grande experimento. Ela já vai nos dando sinais. Então, cansaço, fome o tempo todo, dores de cabeça, dificuldade para perder peso, excesso de peso, isso são coisas, infertilidade, isso são coisas que a gente tá
considerando normal. >> Esse que eu acho que é o maior dos problemas. >> Mas elas não são normais. Elas só são comuns, infelizmente, mas elas não são normais. a gente encontra em tudo que é Lugar, toda hora, todo tempo. >> E eu não vejo ninguém falando assim: "Gente, isso é uma loucura. Isso é uma loucura. Calma, volta que a gente tá indo para lugar errado." >> Quais são as doenças que que a gente costuma ter >> depois da insistência no estilo de vida errado? O que que usualmente, qual que é a sequência? >> Diabetes tipo
dois, tá? Obesidade. Obesidade. Obesidade é uma doença, então A gente não pode normalizar a obesidade. Síndrome metabólica. Hoje a gente fala de >> O que que é síndrome metabólica? >> Então a síndrome metabólica ela é um contexto, tá? De deslipidemia. Então ali desregulação dos lipídios, do colesterol, a própria questão de triglicerídeos, de circunferência abdominal. Mas quando a gente fala em síndrome metabólica, então é um conjunto de disfunções metabólicas que hoje a Gente já considera uma doença, mas a síndrome metabólica ela sempre está correlacionada com algum com alguns outros comemorativos, vamos falar assim. Então, infertilidade, ã,
nos homens diminuição de testosterona. Então assim, quando a gente pega um homem jovem, né, um homem de 40, 45 anos, e a gente vai dosar ali os níveis de testosterona e são níveis de testosterona baixos associados com a clínica. Então esse homem já se sente Mais depressivo, tem dificuldade de ganhar massa magra. Testosterona não é só desejo sexual, não é só libido, é muito mais, né? dificuldade ali de fertilidade. A principal causa dessa testosterona baixa é síndrome metabólica, é resistência insulina. Nas mulheres também, se a gente pega as mulheres, né, que estão ali com dificuldade
para engravidar, por exemplo, tá? A principal causa é a síndrome dos ovários policísticos. Da Onde vem a síndrome dos ovários policísticos? Da resistência insulina. Então a gente vai avaliar esses pacientes, a gente vai ver que eles têm uma síndrome metabólica e aqui no meio a nossa resistência insulina. Então outros, por exemplo, hoje a gente chama de Alzheimer de diabetes tipo 3. As próprias doenças mentais, tá? ansiedade, depressão, bipolaridade, elas têm um fator metabólico. Então, a gente olhar, eu sempre falo, Tá, Marcelo, eu falo isso pros meus pacientes, os meus pacientes costumam falar, Luía, a tua
consulta é tipo uma aulinha, mas é que o que que eu preciso como médico é que eles entendam o que que tá acontecendo. Isso é uma verdadeira hackeada. O biohacking que a gente fala é a nossa vida. A nossa vida, elas são experimentos que fazem com que a gente consiga modular o nosso metabolismo. Então, a nossa saúde, qual que é a nossa porta de entrada? Metabolismo e intestino. E esses dois eles se correlacionam muitos, muito. Então, assim, falamos de diabetes tipo 2, síndrome metabólica, Alzheimer, diabetes tipo 3, cânceres, tá? Hoje a gente sabe que, claro,
o câncer ele tem um papel genético, mas ele tem um papel epigenético muito grande. O que que é o epigenético? É o nosso estilo de vida se sobrepondo à nossa genética e desenvolvendo certos tipos de doenças. E esse papel Epigenético normalmente, né, no câncer, ele está associado com com esses desequilíbrios metabólicos. Então, a sua genética, que talvez tenha uma prédisposição, você poderia eh com um estilo de vida bom, talvez virar uma curvinha para um lado bom. E se você tem um estilo de vida ruim, cara, isso vai potencializar. >> Eu gosto muito da frase que
nossos genêns não são os nossos destinos. Então, a gente adora colocar culpa, né? >> A gente não pode mais, pessoal, com o conhecimento que a gente tem. E hoje o bom é que a gente tem muito conhecimento disponível, né? É só a gente querer ir atrás, culpar a nossa genética, culpar os nossos pais, porque a gente >> não pode mais. >> Não pode. >> Então, ol, meu Deus, eu adoro isso, porque eu sou eliminador de desculpas de todo mundo. A minha genética. Isso é a minha genética. E olha que bom isso, Olha que que sensacional,
porque isso transcende a nossa saúde, porque a gente pode, através da nossa saúde, a gente consegue chegar aos objetivos que a gente quer na vida. Então, ah, eu quero na minha profissão tal coisa, eu quero com a minha família conhecer tal país, enfim, né? Quero experiências, mas a gente precisa de saúde para isso. E aí a gente não pode mais botar culpa na nossa genética, [risadas] >> porque o nosso estilo de vida, que é o nosso verdadeiro biohacking, eu digo assim, o que que e acho que a gente vai falar um pouquinho aqui, né, sobre
biohacking, e o biohacking, ele também ele tem um espectro muito grande que ele vai desilo de vida, de coisas básicas e que a gente precisa começar a dar atenção para isso. Então, por exemplo, a maneira como eu cheguei aqui hoje, a maneira como eu estava respirando, se eu dou atenção pra maneira como eu estava Respirando e eu entendo como ela pode modular o meu bem-estar e a minha saúde, isso já é uma hackeada >> total. É, >> né? E ele vai até super tecnologias e que a gente pode, né, utilizar e testar tecnologias diferentes, mas
eu gosto muito de trazer o biohack pra vida, >> mas tem que fazer sua parte, né? Exatamente. >> O que me preocupa é quando a gente começa a querer os as pílulas mágicas e Os botões mágicos. Aperta esse botão aqui, tem um infravermelho, aperta esse outro, a sala. >> Olha, não existe nada mais mágico do que a nossa farmácia interna. O nosso corpo, o nosso metabolismo, ele é perfeito, ele é e existe uma química, existe uma mágica que acontece o tempo todo aqui dentro. Até teve um faz tempo isso, um dia eu tava meditando e
surgiu nessa meditação algo que eu pensei assim, os nossos Órgãos eles estão sempre trabalhando pra gente. Já parou para pensar? Não sei se vocês já pararam para pensar que a gente tá aqui sentados ou tá escutando o podcast ou tá dormindo ou num momento que a gente tá reclamando os nossos órgãos, o coração tá batendo, o rim tá filtrando, o pulmão tá fazendo as trocas gasosas, o nosso sistema linfático tá drenando toxinas, ele tá o tempo todo trabalhando pra gente e nós nós estamos trabalhando pros nossos órgãos ou a Gente só tá reclamando >> a
favor deles ou contra eles? Contra eles. >> Você tá ajudando ou atrapalhando, né? Exatamente. Tá jogando no próprio time ou não? >> Se diria que hoje, >> hum, >> uma fotografia, fotografia sua, da sua visão, sem dados, sem embasamento, você acha que a gente tá jogando mais a favor ou mais contra? Quando você olha a população geral, a gente tá, a gente tá jogando mais contra. Só para vocês terem noção, a gente tem um dado que 80% dos americanos têm resistência à insulina. 80%. >> É só que o que que acontece, né? >> Uau! >>
Essa resistência insulínica, ela é subdiagnosticada porque ela vai ser diagnosticada só lá quando, por exemplo, vamos pegar então o protótipo diabetes tipo 2 já estiver Demonstrado nos exames, tá? >> Que é quando é mais sintomático, é quando eu vou sentir mais alguma coisa, né? >> Vai sentir e aí às vezes tu tá sentindo e tu nem sabe que isso é, né? Ali de um diabetes tipo dois. E aí tu vai fazer os teus exames de checkup e aí esses exames vão vir vão vir alterados, mas isso demora mais de 10 anos, tá? E é muito
interessante e >> já é meio meio tarde demais, né? >> É assim, sempre existe como melhorar, mas é muito melhor a gente prevenir ou pegar nesse meio do caminho. >> E é bem interessante porque eu atendo muitos pacientes de fora e fora é muito difícil a gente solicitar exames, muito difícil. É, >> aqui no Brasil a gente tem um acesso maior aos exames, a esses exames que vão pegar esse rastreio antes. E aqui a gente tem mais tempo, a gente tem, né, um grupo de médicos, uma corrente de Profissionais da saúde que estão preferindo ter
mais tempo de consulta, às vezes atender menos, mas mas ter mais tempo de consulta e conseguir observar esses sinais e sintomas nos pacientes. Mas tu imagina que os dados eles mostram 80%, mas nos Estados Unidos as pessoas elas vão ser diagnosticadas quando a doença já tá muito avançada. Então se esses são os dados, imagina o que é a realidade. Então pegando esses dados, a maioria das Pessoas estão jogando contra o próprio time. Porém, o que que eu vejo? Eu vejo uma corrente muito grande surgindo de pessoas que estão preocupadas em levar conhecimento. Nós aqui, nós
estamos muito preocupados em levar esse conhecimento. E sabe por quê? Porque a gente aplicou esse conhecimento na nossa vida. >> A gente vive isso. >> A gente vive isso e a gente entende como é bom >> é >> viver leve, viver bem, poder modular o próprio corpo. Não quer dizer, né, Marcelo, que 100% não é vida de Poliana, né? Não quer dizer que 100% do tempo a gente vai estar sem dor, a gente vai estar com a energia lá em cima, mas é entender, pô, essa dor tá querendo me dizer alguma coisa, essa energia baixa
tá querendo me dizer alguma coisa. Ah, ganhei um pouco de peso. Esse peso que eu ganhei tá querendo me dizer alguma Coisa. Então, dentro desse conhecimento que eu tenho ou dentro do conhecimento que um profissional da saúde tem, o que que eu entendo? Como é que eu vou entender? como é que eu vou ter esse autoconhecimento metabólico, esse conhecimento do meu intestino, esse conhecimento, né, de todos os meus órgãos para começar a modular essa saúde >> total. Eh, eu queria dar um passo atrás e que você explicasse Por que as pessoas têm resistência insulínica. >>
Vamos lá. Então, assim, existem três causas principais de resistência à insulina. Uma delas é a inflamação crônica, tá? A outra delas é o estress. Então, qual que é a principal causa de estress hoje em dia? Falta de sono. Tu dorme bem? é o meu maior foco de trabalho. Eu eu durmo razoável, não vou dizer que eu durmo bem, mas eu eu sempre busco ali Entre 1 hora e meia e duas de rende profundo. >> Então assim, por exemplo, eu durmo bem também, mas dentro dos pilares do estilo de vida, é aquele que eu mais peco
em deixar para depois. Então assim, se eu preciso trabalhar um pouquinho mais, >> eu vou continuar fazendo atividade física, mas eu vou dormir um pouquinho menos. Então, a falta de sono, ela é um grande estressor pro nosso corpo, isso sem contar com poluição, com a correria Do dia a dia e tudo isso. E os picos de glicose também. Então, a terceira causa, os picos de glicose. Então, eu vou pegar um exemplo dos picos de glicose porque eu gosto de explicar dessa forma que fica bem didático, tá? Vou perguntar pro pessoal daqui que que para ele
que tá aqui filmando, qual foi o teu café da manhã? Vou te usar de cobaia porque o Marcelo, o Marcelo vai falar um café da manhã que eu não vou conseguir explicar aqui os Picos de glicose. Espero que eu consiga explicar. Ou não. >> Eu não tomei café da manhã. >> Não tomou café da manhã. Não fez pico de glicose. Muito bem. Tá, tá escutando muito bem. >> Mas é que meu time, doutora, o meu time tá treinado. Você vai ver como é que o o Felipe tá se alimentando. Comeu bem hoje, Felipe. >> Eu
um dois pães dois pães. >> Dois pães. >> Dois pãesal. Mais de de le? >> Como assim pão de sal e pão de l? >> O que que é o pão [risadas] de sal? >> Uma bisnaguinha Seven Boys. Horrível. >> Ah, sabe o que que é o pão de O pão de sal? É o pão francês. >> Sabe como é que a gente chama no sul? Cacetinho. >> Cacetinho, né? E que mais? >> Só aqui grande. Duas bisnagas, >> tá? >> Duas bisnagas grandes de pão de leite >> pr te dar energia. >> Isso. E
um iogurte de morango. >> E um iogurte de morango. >> Tá. E esse era docinho, esse iogurte de morango. >> Pronto, faz uma análise aí, D. >> Vamos lá. Então, assim, quando ele comeu, o que que é o que que é esse pão, né? O que que é esse? O pão é um carboidrato. >> Não passou nada no pão, >> não. >> Bom, então vamos lá. É o pãozinho puro. Depois eu vou dizer, até seria melhor ter passado, >> tá? Porque a gente não vai pensar aqui em calorias. Mas vamos lá então. Mas eu vou
começar, vamos começar bem assim do básico pra gente entender. Vai ser bem interessante aqui essa nossa linha de raciocínio. Então esse pãozinho que é um carboidrato, ele é convertido em açúcar no nosso sangue. Então ele comeu esse pão. Se ele tivesse aqui com o sensor de Glicose, tá? Lá você não diabética, a gente não isso aqui é um baita biohacking, né? Uma ba explica o que que é isso pro pessoal saber. >> Isso é um sensor de glicose, tá pessoal? Ele foi feito, ele foi desenhado para pessoas com diabetes porque ele vê a curva de
glicose continuamente. E antigamente as pessoas com diabetes elas tinham que estar o tempo todo se picando para conseguir ver ali a glicose do sangue delas. >> Tirar uma fotografia só, né? Aqui você tem um filme, né? >> Isso. Exatamente. E é muito mais importante, tá? a gente entender como é que essa glicose dança, é orquestrada ao longo do dia do que uma fotografia. >> Perfeito. Então assim, esse sensor ele vê a nossa glicose ao longo do dia por 24 horas e através de um aplicativo a gente olha no celular, né, e aí vai me dar
a glicose daquele momento e a gente começa a entender esses padrões Metabólicos que é super interessante. Essa é uma verdadeira hackeada, pessoal. Vocês vão gostar muito. Então sigam o fio aqui comigo. Então o que que acontece? Esse pão e o iogurte, ele já me disse que era bem docinho, era iogurte de morango. Chegou a ler a lista de ingredientes, não. Então provavelmente deve ter açúcar, tá? >> Então deu ali, ó, ele disse com certeza deu uma potencializada. Então a gente fez ali um pico de glicose, tá? O que Que acontece? Esse pico de glicose no
sangue, ele é tóxico pro nosso corpo. O que que que a glicose faz, né? glicosa e açúcar. Que que o açúcar faz? Ele carameliza. Então o que que eu costumo dizer? Esse açúcar alto no sangue, ele fica caramelizando o nosso sangue, deixando o nosso sangue mais viscoso, tá? Dificultando aquela passagem do sangue. A glicose alta, ela fica glicando, então ela glica tudo que tá no sangue. É daí que vem a hemoglobina Glicada. >> O que que é glicar? Pr as pessoas entenderem. >> Glicar é é digo, é é o ato da glicose, tá? Quando a
gente pega hemoglobina glicada, ela fica danificando aquela molécula, tá? Imagina que aquela aquela hemoglobina ela fica mordida. Eu vou trazer aqui o exemplo da hemoglobina glicada, porque esse é um teste que a gente faz para ver se o paciente tem o diagnóstico de diabetes ou não. Uma Hemoglobina glicada muito alta. O que que é hemoglobina glicada? É a média dos últimos 3 meses da nossa glicose. Então aí não é uma foto, já é mais um vídeo. Mas por que hemoglobina glicada? O que que tem a ver hemoglobina, que é quem carrega o nosso oxigênio com
a glicose? É porque se a gente tem glicose muito elevada no sangue por muito tempo, ela fica ali glicando o que tá no sangue. Hemoglobina tá no sangue, é o glóbulo vermelho. Então tempo, então a gente consegue através dos exames >> entender o quanto dessa hemoglobina que está glicada. >> E ela faz isso com todas as células que estão com tudo que está ali, então com a parede dos nossos vasos. O colágeno, gente, tá? O colágeno ele é glicado através dos picos de açúcar. Então da onde que vem as nossas rugas? De um colágeno glicado,
o envelhecimento da pele, né? Então fica glicando tudo que Está ali. O nosso corpo, que é muito inteligente, ele sabe que ele tem que tirar essa glicose alta do sangue e fazer com que essa glicose entre lá na nossa célula, na nossa mitocôndria. Por quê? Porque a nossa mitocôndria é o nosso motorzinho, é na nossa mitocôndria que a glicose, que é uma fonte de energia, e aí ela vai ter uma serventia boa, vai ser transformada em energia. Então não é sobre calorias, pessoal, é sobre como o Nosso metabolismo vai converter aquilo que entrou em energia
ou não, ou vai converter em gordura, tá? Eu vou chegar ali nesse nesse nosso fio. Então, a gente comeu ali o pãozinho da manhã, que é muito comum, às vezes um suquinho de laranja, tá? Ou uma aveia, uma frutinha, tudo isso vai fazer esse pico de glicose. E aí o nosso corpo para fazer com que essas que essa glicose entre dentro da célula, entre dentro da nossa Mitocôndria, que, por exemplo, tá no nosso músculo, então ali pra gente fazer uma musculação, para sair dar uma corrida, esse músculo tá cheio de mitocôndrias. Ela precisa liberar um
hormônio que é o grande maestro da nossa orquestra metabólica, que é a insulina. Chegamos na insulina. Então, sempre que a gente faz um pico de glicose, a gente faz um pico de insulina para que as nossas células se abram e recebam essa glicose. >> E nesse momento, né, que eu, isso é quanto tempo assim? Ele é assim pensando, ele fez um pico, vamos colocar que ele fez um pico ali, pelo que eu tô acostumada a ver com os meus pacientes, tá? Comendo assim dois pãezinhos e mais, vamos dizer que chegou ali, né? Uma pessoa que
não tem diabetes, porque o diabético ele vai chegar ali a 300, tá? Com isso de glicose, vamos supor que ele fez ali uns 170, tá? Isso é bastante Coisa. >> E em quanto tempo a gente bate isso? Em quanto tempo a gente tem meio? É super rápido. >> É super rápido. Vai depender também do tipo de alimento, tá? Se tu tá usando um gel de carboidrato, que tu quer >> fazer um super pico, tá? Esse gel de carboidrato também é. Agora a gente vai abrindo várias janelinhas aqui, >> mas em média a gente tá falando
30, 45 minutos. A gente vai começar a ter isso De certa forma. Num primeiro momento a gente se sente bem, né? Porque a gente tá cheio de energia em primeiro momento. Sim. É aquela coisa assim do que a gente gosta de alguns resultados imediatos. Sim, vai dar aquele >> engana. É porque engana muita gente, né, que fala assim: "Ah, eu vou comer um chocolate que vai me dar energia". E vai mesmo. >> É, ou gel de carboidrato para uma prova, tá? É assim, eu sei que aqui a gente vai Entrar num assunto polêmico, mas ele
ele entrega uma energia rápida, mas depois ele quebra, tá? E aí agora eu vou explicar essa quebra. Então, >> beleza, deu um pico de glicose, estamos cheio de energia. Que que acontece depois? liberamos insulina. Essa insulina vai, né, sinalizar pras nossas células para abrir suas portas. Entrou glicose lá pra mitocôndria. Só que o que que acontece? E aí agora que a gente vai entrar em várias várias questões. Um Pico muito alto de glicose faz liberar muita insulina e aí essa insulina toda vai fazer uma queda muito brusca dessa glicose. Então o que que é muito
comum a gente observar? Eu vou falar o que que eu observo no sensor, mas o que que a gente tá escutando, que tá assistindo, pode observar de sintoma, tá? Uma queda muito rápida de energia, até uma tontura. Algumas pessoas confundem isso com o labirintite, porque tu pode ficar até um pouco tonto, tá? E vontade de Comer doce e carboidrato logo depois daquela refeição. Por que isso? E aí eu vejo muito no sensor algo que a gente chama de hipoglicemia reativa, tá? Aquela pessoa fica com uma glicose mais baixa do que antes de ter comido. Olha
só que coisa estranha. Ela comeu para ter energia e a glicose dela vai ficar ainda mais baixa, tá? >> O pico foi muito alto, muito >> muito alto, liberou muita insulina, cai muito rapidamente. Então isso é uma das Grandes causas de falta de energia depois do almoço. Por que que as pessoas almoçam depois? Muito provavelmente tá fazendo essa queda muito brusca de de glicose, tá? vontade eh compulsão por doces e carboidratos, porque o cérebro sabe que o que faz voltar, né, ter esse outro pico de glicose é o carboidrato, é uma glicose. Então ele entende,
ele vai fazer com que aquela pessoa tenha vontade de comer carboidrato e comer, ã, né, alguma coisa ali com glicose. Bom, Esses são os primeiros sintomas. Só que o que que acontece? A insulina muito alta no nosso corpo, ela faz outra coisa. Ela bloqueia o uso de gordura como fonte de energia. Então, a nossa gordura é uma excelente fonte de energia. Nós todos temos estoques de energia. Então, ele estava em jejum hoje, ele tava utilizando a gordura dele como fonte de energia. Ele não tava nem com fome porque a insulina dele tava baixinho. Ele não
fez nenhum Estímulo pra insulina, ela baixinha deixou OK pras portas, eu digo, as portas da gordura se abrirem e serem convertidas em energia. Então, se essa insulina tá muito alta, ela já vai deixar lá bloqueadinho o nosso uso de gordura como fonte de energia. Bom, tá, mas e até aí onde é que tá a resistência à insulina, né? Porque tu me perguntou da onde que vem essa resistência a insulina. O que que acontece? Se a gente ficar recrutando insulina o Tempo todo, o que não é incomum, porque a gente começou com um café da manhã
assim, esse café da manhã já vai nos dar fome no meio da manhã. O que que é que tem de lanche no escritório? Normalmente um biscoitinho, uma balinha, uma bolachinha, às vezes até uma fruta sozinha, tá? A gente vai fazer outro pico, aí sai para almoçar, vai comer, sei lá, uma pasta, uma lasanha, alguma coisa assim, tá? >> Arroz vai ter certeza. Aí durante a Tarde é o pior momento, pelo menos todo mundo relata que o meio da tarde é o pior momento, é o momento que começa a dar mais fome. Gente, isso é porque
todo esse sistema ele já ele já tá todo desregulado. Então o que que acontece? A gente tá o tempo todo recrutando insulina. E eu costumo dizer que a insulina ela é que nem nós, ela é uma trabalhadora que cansa. Se a gente trabalha muito, por mais que a gente trabalhe com o que a gente ama, a gente Acaba cansando. E aí o que que a gente precisa fazer? a gente começa a recrutar os nossos colegas para nos ajudar. Então, a insulina começa a chamar cada vez mais insulina para fazer o mesmo trabalho. Então, se antes
precisava de um número X de insulina para baixar uma quantidade Y de glicose, agora a gente precisa de 2 X de insulina para baixar essa mesma quantidade. Tá com a mesma quantidade. >> Então, a gente tem cada vez a insulina Mais alta, deixando aquela gordura cada vez mais bloqueadinha, tá? e gerando cada vez mais essas hipoglicemias reativas. Só que chega uma hora, Marcelo, que toda essa insulina cansa e aí ela tá realizando o trabalho dela bem baixinho, que o corpo não tá mais ouvindo os comandos da insulina. E aí é o que a gente chama
de resistência à insulina. As nossas células estão resistentes ao comando dessa insulina. elas já não estão mais recebendo essa Glicose. Então, se a gente pegar o diabético, por que que o diabético tá com a glicose o tempo todo alta? Porque a insulina dele, né, o corpo já tá resistente à aquela insulina, então ele não tá mais recebendo, ele não consegue mais diminuir essa glicose do sangue. Só que a insulina ela é muito sacana, tá? Porque a gente fica com o corpo resistente a insulina, mas o ato de bloquear o uso de gordura como fonte de
energia não cria Resistência. O ato de >> bloquear o uso de gordura como fonte de energia, lembra que a insulina alta deixa a nossa gordura bloqueada. Independente se a gente tá resistente à insulina ou não, essa insulina tá alta e ela vai est lá bloqueando essa gordura. Então, olha só, o diabético, por exemplo, tá? ele não consegue entregar glicose efetiva paraa mitocôndria, que é o nosso motor. A mitocôndria, ela trabalha com glicose ou gordura, são as Nossas duas fontes de energia. Proteína a gente só vai deixar para um caso, pro último caso, porque proteína é
muito nobre. >> Proteína constrói músculo, constrói DNA. A gente não quer utilizar proteína como fonte de energia. E aí, olha, olha o que que acontece no paciente diabético. Ele tá com essa glicose alta no sangue, ele tá com a insulina alta, então ele não consegue entregar, ele não consegue usar a gordura como fonte de energia. É uma Pessoa que tá sempre cansado, >> ele vai começar a usar a proteína como fonte de energia. Então ele vai começar a degradar a massa muscular, tá? Porque ela vai ser utilizada como fonte de energia. As células musculares dele
estão resistentes à insulina. A gente sabe que a insulina também em níveis adequados, ela é anabólica, então ela ajuda na construção de massa muscular. Ele não consegue mais construir massa muscular, Não consegue perder peso, que é essencial para um paciente diabético e para um paciente que tem síndrome metabólica. Por que Luía, que não consegue perder peso? Porque tá com insulina alta, gordura tá bloqueada. E aí ele vai ter e essa glicose alta no sangue fica glicando tudo que tá lá. Então os vasos começam a glicar. É por isso que o diabético, num estágio mais avançado
começa a ter problemas visuais, Começa a ter problemas neurológicos, ele não ele não sente mais muito bem as extremidades. Então, realmente é uma doença muito complexa, mas que a gente entendendo essa resistência insulínica, a gente começa a conseguir puxar essa pessoa, porque daí a gente começa a entender o que que a gente precisa saber. Poxa, eu sei o que que causa resistência à insulina. Vamos controlar esses picos de glicose. Vamos dar férias para essa Insulina. Deixa-l contar uma coisa rápida. Desde que eu comecei a empreender, receber e enviar dinheiro pro exterior sempre fez parte da
minha rotina. No começo, tentei usar o banco tradicional e me arrependi, obviamente. Taxas altíssimas, demora, burocracia sem fim. Até que eu comecei a utilizar a remessa online e nunca mais perdi tempo nem dinheiro. Hoje, todo mês, eu uso para receber os proventos dos meus produtos de conteúdo. Se você precisa Enviar ou receber dinheiro de fora do Brasil, seja empresa ou pessoa física e ainda não usa remessa online, você tá perdendo tempo. remessaonline.com.br. BR. Agora segue o jogo. Bora de volta pro episódio. Eu tô com com a insulina alta, >> tá >> impedido de utilizar como
fonte >> o que eu gostaria de perder, que é a gordura. >> Isso. >> Imagino que o meu corpo vai estar pedindo comida porque fala assim: "Eu preciso de eu preciso de energia". >> Energia. Energia é o nosso, é a nossa moeda, é o que a gente precisa para fazer tudo na vida. Então, ao mesmo tempo que você não consegue utilizar a fonte, a sua maior fonte de energia, você ainda tá sendo requisitado a comer mais. Então, você tá sentindo fome o tempo inteiro. >> Sim. E a pessoa com diabetes, a pessoa Com obesidade, pessoal,
ela não come porque ela quer comer. Isso é muito importante que a gente entenda. pede >> é o corpo pedindo porque ele e e isso é imagina que uma pessoa com obesidade, uma pessoa com sobrepeso, ela tá cheia de energia no corpo dela, só que ela não consegue utilizar. Olha só que loucura isso, devido a toda essa disfunção metabólica. Então, quando a gente vai pensar, e daí a gente pode pensar até como é que essa gordura é formada, tá? Isso é bem interessante. Pensando em emagrecimento, em efeito sanfona, tá? Pra gente formar gordura, a gente
precisa de duas coisas altas no nosso corpo, muita insulina e muita caloria. Então, >> a glicose, no caso, >> caloria, >> caloria >> e a insulina alta. Então, boa, tá? Nem toda a caloria é igual. Se eu pegar, por exemplo, 100 calorias de um abacate, vou pegar duas frutas, tá? e 100 calorias de uva é diferente pro nosso metabolismo. Eu não tô aqui, pessoal, entrando nas propriedades nutricionais da uva ou do abacate, nas propriedades nutricionais de vitaminas e tudo isso, tá? Eu tô pensando metabolicamente qual é o comando que esses alimentos vão nos dar. O
ab >> macronutrientes >> é o abacate ele não causa um pico de Glicose no sensor ele nem fica tranquilinho, nem mexe. >> Então ele não vai causar um pico de insulina. Essas calorias vão estar disponíveis para serem utilizadas, para serem gastas. A uva ela vai fazer um pico grande de glicose, ela vai recrutar muita insulina. Então vai acontecer tudo aquilo que eu falei: "Ah, Luía, não, não posso mais comer uva". Pode, mas vamos colocar essa uva lá pro final da refeição, vamos Misturar essa uva, vamos fazer com que esses alimentos que causam picos de glicose
causem menos pico de glicose. >> E a ordem faz diferença, né? >> Total. A ordem é a primeira hackeada que a gente pode fazer na vida e ela não vai mudar nada da tua rotina alimentar, tá? Nada. Por quê? Porque a gente vai pegar, então vamos pegar o exemplo do café da manhã, tá? os dois pães e e o iogurte. Bom, a gente sabe que esse iogurte ali tinha açúcar, então fica um pouquinho Mais complexo, mas mesmo assim a gente consegue dar uma hackeada. Como esse iogurte tem gordura e tem proteína, a gordura e a
proteína elas freiam esse pico de glicose, tá? O que mais freia é a gordura. A gordura ela não dá nada de estímulo de insulina, tá? A proteína a gente tem que cuidar porque muita proteína pode dar estímulo de insulina e cada alimento também, cada indivíduo, cada metabolismo é muito único, muito único ao longo da vida e vai Mudando conforme as fases da vida e como é que tá a qualidade do teu metabolismo, tá? Então, dentro desse iogurte e do pão, primeiro a gente vai começar com iogurte e depois o pão. Então, assim, o primeiro mito
que a gente vai quebrar é começar o café da manhã. com fruta. Não, a gente começa pela proteína e depois vai pra fruta. Pra gente não esquecer, tá? Eu gosto de fazer uma analogia. Imagina que tu foi convidado para uma festa e tu não Quer ser visto naquela festa. Se tu for o primeiro a chegar, o salão vai est vazio. Todas as fotos que vão ser tiradas, tu vai aparecer, porque é o único. Se tu chegar lá no final, que já tá todo mundo curtindo a festa, ninguém nem vai ver que tu chegou, [risadas] então
tu vai ficar escondido. É assim que a gente pensa no carboidrato, tá? A própria questão de uma sobremesa, ai eu vou deixar, eu vou salvar essas Calorias pro meu lanche da tarde. Isso é a pior coisa que tu pode fazer. >> É melhor comer na sequência. é melhor comer na sequência, porque se tu deixar ela reinando sozinha lá no meio da tarde, vai fazer esse pico de glicose, vai fazer esse pico, >> um novo pico, né? >> Um novo pico. E à tarde é o momento que as pessoas têm mais ansiedade, tá? É o momento
que as pessoas ficam mais cansadas, é o momento que as pessoas não Vê a hora de chegar em casa, tá? E esses picos de glicose no meio da tarde podem te deixar ainda mais ansiosos, tá? Tem psiquiatras excelentes fazendo estudos, tá? Existe muita conexão de ansiedade, né, de de vários transtornos mentais com o metabolismo. E existem muitos psiquiatras fazendo estudos com picos de glicose, melhora de dessa dança da glicose correlacionado com a ansiedade. Então, >> tentem, pessoal, tá, fazer essa Estabilização. Outra coisa, o movimento, o nosso músculo, ele é um grande comedor de glicose. Um
grande comedor de glicose. Então, depois do almoço, por exemplo, depois do café da manhã, depois do jantar, a gente tem que se movimentar. Nem que seja: "Ah, não, mas eu almoço no escritório e tá cheio de gente, eu não tenho como." Vai no banheiro e faz 30 agachamentos, ninguém vai te ver. >> Já faz diferença. A chata a curva >> toda. Sim. E a chata curva é muito interessante. E o que que é legal? >> Uma vez eu vi um vídeo muito legal, é um pai de uma menina que é diabetes, tipo um, né? DM1,
menina Maria, completamente diferente do que a gente tá falando aqui. Ela ela ela realmente não produz a insulina, né? produz a insulina é diferente. >> E aí ele tava com o sensor, ele tava aqui com o com o monitor e ele filmando ela >> e ela tinha acabado de fazer uma refeição e aí ele botou ela para correr. Aí ela ficou correndo logo depois da refeição e aí você vê a curva, cara, a diminuindo. >> É porque aquele músculo, ele tá recrutando essa glicose, tá? A caminhada, pessoal, ela é sensacional. O ato de caminhar, isso
assim, >> e não precisa ser intenso, >> não. Até isso é bem legal da gente falar, tá? Alguns, quando a gente usa o Sensor de glicose e eu faço esse acompanhamento com os meus pacientes, eu aproveito para ver o metabolismo como um todo e os comandos metabólicos, não só dos alimentos, mas da atividade física, do stress. Então, assim, falando, pegando o exemplo do pico de stress no meio da tarde, tá? É, eu ia dizer, é muito engraçado. Não é engraçado, mas é liga é que nós que somos assim, >> é muito interessante. É muito interessante,
>> às vezes os pacientes me mandam mensagem: "Luía, fiz um pico do nada no meio da tarde e eu não tinha comido nada >> do nada. >> Do nada. Aí eu perguntei: "Tu te estressou?" Pá, eu tava numa reunião muito estressante. Que que acontece? O stress ele libera ali cortisol, adrenalina, noradrenalina. O que que o corpo entende? luta e fuga, prepara energia, então aumenta muito os Níveis de glicose, atividade física muito intensa, tá? Isso eu adoro me hackear, eu digo, eu sou meu próprio laboratório. Então, hoje de manhã foi um dia que eu fiz hit,
tá? Então, hit, né, o exercício mais intenso. Eu disse assim: "Poxa, essa glicó, eu tava em jejum, essa glicose vai ter que subir, essa glicose do meu sensor, senão eu não tô estressando o meu corpo no nível que eu quero que ele se estresse nesse hit, que é um estress controlado e tudo mais. Já uma atividade física que eu gosto muito, tá? que atividade física na zona dois, que é a zona de treinamento que mais recruta gordura como fonte de energia, a gente vai ver uma estabilidade dessa curva de glicose. O teu corpo não tá
recrutando glicose como fonte de energia, ele tá recrutando gordura. E o que que é interessante da gente pensar, a gordura ela é uma energia muito mais estável, então ela traz estabilidade, Ela nos deixa com energia o tempo todo, ela não dá aqueles picos de ansiedade, tá? O próprio sensor ele entrega, então a gente consegue ficar mais tempo fazendo uma atividade física, tá? Ela é muito interessante ali essa atividade física em zona dois para longevidade, pra saúde das nossas mitocôndrias. Então a gente falou aqui, né, a nossa mitocôndria é quem vai converter essa caloria em, né,
essa caloria não, né, porque tudo tem caloria, tá? Se eu Quiser saber quantas calorias tem esse copo, é só eu queimar esse copo e eu vou saber quantas calorias ele tem. Por isso que pensar em calorias, gente, e é literalmente queimar mesmo, né? As pessoas e não sabem como é que a gente calcula, né? >> É, eu posso pegar um papel, eu posso >> o tempo que levar a queima >> tecido, tá? Então esse tecido tem caloria, só que claro, se eu comer esse tecido, o meu corpo não sabe digerir Isso. Então, pro meu corpo,
ele não vai gerar nada porque o meu corpo não sabe digerir. Então é isso, a gente pensar em calorias, só em calorias, é um pensamento muito raso frente à complexidade do nosso metabolismo. E é muito lindo a gente conseguir rastrear o nosso metabolismo, porque quando a gente consegue ter esse autoconhecimento metabólico, p, tu enxerga o que tá acontecendo aqui dentro e aí tu começa a jogar no teu Time e a dar esses comandos metabólicos. Então, o que que a gente vai começar a ter? Uma vida mais longeva, a gente vai ter qualidade de vida, a
gente vai ter controle do nosso peso, porque isso, gente, não é besteira. Controle de peso não é só estético. E que bom que tem essa pegada estética. Primeiro, tá? Porque essa pegada estética nos deixa bem. A gente quer tá bem, né? Nós termos uma boa a segurança que a que o que o que a a que essa pegada estética nos dá, Ela faz com que a gente realize muitas coisas, que com que a gente se sinta muito mais confiante, né? Eu tô falando aqui de um estético saudável, né? Não, de um estético não saudável, que
daí a gente entra numa outra conversa. >> Os exageros, né? Nem tanto lá, nem tanto aqui, né? >> E aí, mas trazendo isso dos exageros, tá? Porque a gente sabe que nem tanto lá, nem tanto aqui, se a gente for pegar o Tanto lá, que também a gente tem visto muito hoje em dia, vai para um exagero, vai para uma restrição e aquela pessoa chega uma hora, ela diz: "Eu não aguento mais". E o conhecimento metabólico nos faz a gente ficar tranquilos, porque se eu tenho o meu conhecimento metabólico, eu sei que eu vou conseguir
ter um peso saudável, tranquilo e sem efeito sanfone. E daí eu vou te explicar sobre >> não sofre. E aí eu e aí a gente tem Aquilo nas nossas mãos, não precisa ir pro extremo. >> Eu acho que esse é um mito grande, né, que as pessoas acham que o processo de eh de emagrecer é tem que ser sofrido, dolorido. E isso, cara, é um mito absurdo, né? >> E eu até vou te dizer, se ele for sofrido e se ele for dolorido, ele não vai ser longevo, >> efetivo, né? >> É. Não só porque
a pessoa não vai Aguentar isso, todo mundo sabe que ninguém aguenta, tá? Mas porque o que que acontece? O que que seria o sofrido e o dolorido? Pouca caloria. É isso, né? >> Passar fome, né? Vamos sofrer, dor de cabeça, >> sem energia, né? >> Perfeito. Vamos pegar então assim, uma dieta baixa em caloria. Realmente, >> vou te dar um exemplo. Ontem, foi ontem, Fê, que o Pantera tava aqui. >> O Pantera é um um atleta de Fisiculturista dos mais famosos assim nas redes sociais. Tem 4 milhões de seguidores e tal. E ele chegou aqui
com 2100 calorias de déficit. porque ele vai competir em uma semana. Ele tava, >> ele chegou e sentou assim, ó. >> Aí eu falei, está bem. Ele falou: "Não, cara, tô exausto, tô cansado e tal". E eu vejo que muita gente tá igual a ele. >> É. E sabe o que que o corpo dele naquele momento? Tudo bem, ele tá trazendo um Strressã. É porque ele é um atata, mas vamos pegar esse exemplo então de um corpo em déficit calórico, que é até o que eu ia explicar dessa, mas eu já vou pegar esse gancho.
O corpo ele tá entendendo. E o nosso corpo, o nosso metabolismo, pessoal, ele é um servo fiel. Ele se adapta muito rapidamente e facilmente aos estímulos que a gente dá. Então ele tá dando um déficit calórico, meu Deus, de menos 2.000 [risadas] calorias, tá? Ele tá dando esse déficit calórico, tá? Então o que que o corpo dele vai entender? fazendo cárdio, [risadas] >> é, tá? O corpo dele quer sobreviver, então ele entende assim, bom, para eu sobreviver, eu preciso priorizar os órgãos que precisam de tal e tal energia, então todo o resto eu vou diminuir.
Então ele te coloca para, não é viver, tá, pessoal? para sobreviver num modo energético muito baixo. Então, todas aquelas coisas que a gente almeja Na vida e que a gente quer viver, a gente precisa de energia. Nesse estado metabólico, a gente não consegue, >> não tem nem não dá nem para pensar direito, né? >> Não, não. Claro, o cérebro, sim, ele é um órgão muito nobre, a gente vai deixar energia para ele, mas a gente vai deixar energia pros rins, pro coração, porque o rim, né, o rim é um órgão muito vital. Então, a gente
vai começando a baixar sim o nosso raciocínio e tudo mais. Então o que que acontece? Vamos pegar a a dieta de baixa caloria, tá? A pessoa vai emagrecer porque ela vai ter esse déficit calórico, então ela vai começar a perder peso. Só que o nosso corpo é um servo fiel, ele vai se acostumar com aquela quantidade de caloria, tá? E aí ele vai entender. Então essa pessoa agora ela tá me mostrando, ela me deu um sinal que ela tá vivendo. Ele não não tá sabendo, tá pessoal? Tá? Ah, isso é para emagrecer. Ele tá entendendo
que é uma Baixa energética. Então, o que que ele vai, que que ele vai começar a dizer? Eu vou começar a rodar em com uma baixa, uma baixa energia. Só que eu não sei, ela tá baixando, tá baixando, tá baixando, tá baixando essa quantidade de energia e eu preciso de energia para sobreviver. Eu vou trabalhar em baixa energia e também eu vou acumular o que eu consegui, porque vai que daqui a pouco ela pare de me entregar 100% de energia. O organismo é Muito esperto. Então é por isso que muitas pessoas começam a entrar no
efeito platô mesmo com pouca com pouca caloria e até o reganho de peso. >> Para de emagrecer, né? >> Exatamente. E aí começa a acumular normalmente onde? Na região do abdômen. Muda o padrão. Por quê? Porque com o cortisol elevado, que é o hormônio do stress, e nesse momento de um estress, de um estress muito forte do Teu, pro teu corpo, que é abaixa de energia, ele vai aumentar, ele vai começar a acumular gordura nessa região abdominal, que é a pior região, tá bom? Temos isso, cortisol elevado também faz com que a gente retenha líquido,
tá? Então a pessoa vai começar a se sentir inchada também. E o nosso cérebro, que é muito inteligente, vai criar mecanismos para aumentar o nosso apetite. Então o efeito rebote, Ele começa disso. Essas dietas de baixíssimas calorias, elas não trabalham com estilo de vida. Bem, pelo contrário, elas vão contra o nosso estilo de vida. O nosso estilo de vida é ter energia, pessoal. É se movimentar, é conseguir dormir. Com pouca energia tu não dorme, tu nem dormir bem não dorme, >> tá? E aí, então isso começa a acontecer e a pessoa começa a ter esse
reganho de peso. Por outro lado, se a gente pensar num emagrecimento metabólico, por comandos metabólicos, pensando em não fazer picos de glicose, baixar essa nossa insulina, quando a gente tá com a insulina baixinha, a gente começa a liberar a nossa gordura como fonte de energia. Gente, é incrível. Tu já fez, né, dietas mais que te deixou carnívora? Já fiz. >> O nível de energia é assim, parece que tu é um super homem e uma super mulher, que tu tem muita energia para entregar >> e não sente fome, né? >> E não sente fome. Exatamente. Só
que ao mesmo tempo tu tá dando caloria pro teu corpo, >> tu tá dando energia, tu tá dando nutrientes. Outra coisa, um corpo sem nutrientes, ele entende que ele tá em luta e fuga. Ele não vai emagrecer. >> É um estressor. É absurd, >> não vai emagrecer de uma maneira saudável. É muito estress, a gente tem Que cuidar. Existe, pessoal, um stress bom, que é aquele estress que gera o crescimento, por exemplo, da banheira de gelo e tudo mais, tá? É, mas quando o stress é muito grande, >> não é legal pro nosso corpo, >>
tá? Então, quando a gente começa a pensar assim, e aí a gente começa a pensar assim, então eu vou agora eu já perdi o peso que eu queria, eu só quero manter ai manutenção é a parte mais difícil, Não é mais, porque a gente vai pensar em não fazer picos de glicose e manter a nossa insulina baixinha e a gente vai poder sim daqui a pouco comer de vez em quando aquele docinho, né, fazer alguma coisa diferente. O corpo que ele já trabalhou também com essa flexibilidade metabólica que ele já soube utilizar que que é
a flexibilidade metabólica pessoal é o nosso motorzinho ser total flex, saber utilizar tanto gordura quanto glicose como fonte de Energia. O corpo que ele já é total flex, ele sabe metabolizar muito melhor depois aquele alimento que antes te engordaria. É bem interessante da gente ver os padrões de picos de glicose no sensor, né? Quando eu atendo um paciente pela primeira vez que já tem ali uma resistência a insulina, faz grandes picos de glicose, tem uma insulina basal bem bem alta nos exames, a gente trabalha essa flexibilidade metabólica. Eu eu costumo dizer assim, a gente dá
um Tempo, férias para essa insulina, para depois ela voltar bem das férias. Depois, quando ele volta a comer alimentos que antes faziam muito pico de glicose, ele já não faz mais tanto pico com aqueles alimentos. Então essa é a chave, é o segredo para evitar o efeito sanfona. e não ficar nessa questão de pensar muito muito só nas calorias. E aí trazendo a questão do porque nessa minha fala eu tive um Insight do jejum, tá? Que eu gosto muito do jejum. >> É é uma ferramenta interessante. >> É uma ferramenta muito interessante. Mas quando que
o jejum é legal pro nosso corpo? Quando a gente tá bem. >> O que que você diz quando a gente tá bem? Vou dar um exemplo. Tem, eu atendo muitos pacientes, só vou, vou dar uma hidratadinha aqui. >> Hidrate, por favor, [risadas] >> com eletrólitos. Bom, quando que o jejum não é legal? Eu atenho muitos pacientes sobrepeso. Quando eu vou perguntar sobre a dieta, eles me falam assim: "Doutora, eu faço jejum há anos >> com sobrepeso e faz jejum há anos?" >> Jejum há anos, sobrepeso, obesidade e resistência, insulina. O que que acontece? Normalmente são
pacientes muito estressados, que t um estilo de vida muito estressado. Hoje, pessoal, a Gente sabe que o stress ele se sobrepõe a tudo, tá? Se sobrepõe a tudo na nossa saúde intestinal, se sobrepõe a tudo, tá? Não existe assim uma alimentação adequada, um exercício físico adequado, relacionamentos adequados que que não são sobrepostos pelo stress. E um strress muito alto, é bem difícil também de tu manter uma alimentação, uma atividade física, um sono, os Relacionamentos. Bom, o que que acontece? Normalmente, esses pacientes, eles estão muito estressados. Por que que eles conseguem fazer jejum? Tá, porque o
corpo deles, eles acordam, tomam café normalmente, tá? Bastante cafeína, tá? Para dar aquela estimulada. >> Cafeína não traz, a gente usa energético, pessoal, não traz energia. Se vocês forem queimar o café, ele não, ele vai ter zero calorias, tá? É um Estímulo. Então, é um estimulante que vai se sobrepor ali num ritmo circadiano que já tá em desequilíbrio, vai atrapalhar sim ali os níveis de cortisol e sai para trabalhar, tá? Essa pessoa, ela tá tão estressada com os níveis de cortisol, de adrenalina, de noradrenalina tão altos que a fome é suprimida. Só que lembra que
a gente falou antes na hora adrenalina, né? ã, adrenalina, cortisol, hormônios do stress alto aumentam os nossos níveis de Glicose e fazem com que a gente acumule gordura para se proteger. Então, se a gente está fazendo um jejum, ah, porque eu não tenho fome a uma vida inteira, muitas vezes é porque esse corpo tá estressado, porque o jejum bom é o jejum que nos traz resultado. Então, vamos pegar o conteú, >> não necessariamente essa afirmação é algo positivo, né? >> Exatamente. Tá? Então assim, eu trabalho com jejum, eu prescrevo jejum paraos Meus pacientes, mas não
é todo mundo. Por isso que a gente precisa ter conhecimento e entender que isso é isso é o mais lindo da medicina, que cada corpo é único, cada metabolismo é único. A mulher, por exemplo, não deve fazer jejum todos os dias, pois eu vou entrar nessa caixinha da mulher, tá? Mas então, esses pacientes, como é que a gente trabalha? Ele vai voltar a tomar café da manhã. É um problema. >> Ele vai voltar a comer, né? vai ter que Voltar a comer. >> Ele vai voltar, vai ter que voltar a comer pra gente regular o
metabolismo e ele conseguir emagrecer. Então, quando que é o melhor momento pra gente fazer o jejum? >> Quando você tá bem, >> quando tá de férias, que é quando a gente não faz, né? Mas assim, quando a gente tá bem, o nosso corpo vai colher todos os benefícios que o jejum dá, que é o benefício de limpeza celular, que é O benefício de conseguir deixar essa insulina baixinha, essa glicose baixinha. Quando o nosso metabolismo tá equilibrado, a gente pode inserir esse jejum. E não dá para esquecer que o nosso corpo é um servo muito fiel,
se acostuma rapidamente, por isso que a gente tem que trocar, tá? E a mulher >> e enganando ele. >> E enganando ele, tá? Eu, por exemplo, adoro jejum. >> Você faz bastante? >> Faço bastante. E para mim, trazendo assim pessoalmente, né, eu tenho dificuldade de não fazer jejum. Por quê? Porque meu corpo tá muito acostumado. >> Hum. Mas eu coloco, e aí eu coloco dentro do meu calendário cíclico como mulher, >> faz diferença >> as estratégias. Sim. E e a gente sim pra mulher, tá? Porque a mulher ela cicla difer da mulher ciclam diferente do
que os hormônios do homem, tá? Ã, Já podemos entrar para essa parte, tá? Tanto o homem quanto a mulher, ã, por exemplo, o homem, né? Qual que é o principal hormônio do homem? A testosterona. Mas ele também tem ali estrogênio, progesterona, né? A mulher também tem testosterona, mas os principais hormônios pra mulher são o estrogênio e a progesterona. Então o homem, como é que é o ciclo da testosterona? É o ciclo de um dia, tá? A mulher ela cicla no mês Conforme o ciclo menstrual dela, tá? Então, >> a variação é ao longo do mês,
>> ao longo do mês do homem, ao longo do dia. Então, que que é muito comum acontecer? >> A maioria das pessoas já experienciou isso. Ah, começou uma dieta, o homem e a mulher começaram, sei lá, amigos, casais, irmãos, né? Ah, vamos testar o jejum intero carboidrato, né? A dieta de baixo Carboidrato ou uma cetogênica, ela mimetiza um jejum metabólico porque ela não dá esse estímulo de insulina. Que que acontece? Os dois começam muito bem, começam a ter resultados e o homem continua a ter resultado. >> Tem mais resultado, >> tem mais [risadas] resultado, continua
a ter resultado, tá sempre com a energia lá em cima >> e as mulheres sempre, [ __ ] como pode? >> Como assim? E a mulher chega um momento Que ela não tem tanto resultado. Por quê? Tá? Porque os hormônios são diferentes. Então, o que que acontece? Existe uma fase do ciclo menstrual da mulher, que é a fase lútea, que é depois da ovulação. Então, o ciclo menstrual da mulher, ele começa no dia um da menstruação, tá? No dia um da menstruação, ã, de uma maneira bem prática, eu vou dividir ele em dois em dois
ciclos. A gente pode dividir em mais ciclos, mas pra gente entender, tá? Em duas etapas. Então assim, mulher menstruou, começou a fase folicular, onde a gente vai produzir os nossos folículos para chegar até a ovulação, tá? Essa fase é a fase onde a gente começa a aumentar o nosso estrogênio, tá? Então, até o 14º dia ali é a nossa ovulação. O nosso estrogênio, ele ama um stress, ele trabalha muito bem com o Gente, o stress aqui que eu quis falar é um stress programado, tá? Então, um estress de um jejum >> não é um induzido,
>> não é o é não é não é o strress, não é a não é a famosa correria do dia a dia, tá? Não é a falta de sono, não é nada disso. São esses estress estresses induzidos justamente para que a gente evolua, para que a gente traga melhoras metabólicas, tá? Então ele gosta ali de um momento mais de baixo de carboidrato, de uma estratégia mais cetogênica, um exercício físico mais intenso. Essa fase do estrogênio, essa fase folicular, é a Fase que a mulher é a fase queimadora de gordura da mulher, tá? que ela é
uma máquina de queimar gordura, tá? E se a gente for pensar evolutivamente, biologicamente, faz muito sentido, porque é a fase que vai preparar a mulher paraa ovulação. O que que é evolução biologicamente? A mulher ovula para procriar. Então, se a gente for pensar, essa mulher tem que est bem, ela tem que estar com energia, porque ela vai procriar. >> Uhum. >> Tá? Então essa fase é uma fase na qual as mulheres se sentem muito dispostas, inclusive ã equipes assim, times de de atletas que vão, né, fazer Jogos Olímpicos e tudo mais, eles tentam ciclar as
mulheres para que elas jogam finais de campeonato e tudo mais nessa fase, >> tá? >> Depois dessa fase, então, a mulher ovulou, o estrogênio começa a cair e o Hormônio que começa a subir a progesterona. Tá? Progesterona é progestação. A progesterona, pessoal, ela não gosta de ser estressado. Imaginem que é o hormônio da gestação, da prógestação. Então, ela quer ficar, ela não quer, para ela trabalhar bem, ela precisa estar de boa. Então, muitas vezes, uma dieta mais cetogênica, uma dieta mais mais low cárbio jejum, uma atividade física muito intensa, >> vai est é por isso
que a mulher não é Que ela não quer, é porque não tá tendo esse mat. metabólico. >> E nesse momento a mulher tá se sentindo também assim, quero mais calma, quero mais paz, sem estresse, sem confusão. >> Calma. É, exatamente. Não quer dizer que nesse momento a gente não vai fazer uma atividade física, vai, mas daqui a pouco vai fazer uma atividade física mais leve, >> tá? É, é bem interessante no sensor de glicose, a glicose basal da mulher na Fase lúa mais alta. >> É, >> e existe uma pró-resistência insulina nessa fase. Então, a
gente vê picos de glicose mais intensos. É por isso que a mulher tem mais vontade de comer doces nessa fase, porque se a gente for entender, essa fase termina quando a mulher menstrua. Então, na fase pré-menstrual, a mulher está vivendo essa fase. >> Interessante, >> tá? Se a gente começa a desequilibrar essa fase, o próprio processo de emagrecimento ele não vai acontecer, porque pra gente ter um emagrecimento saudável, a gente precisa de um metabolismo em equilíbrio, tá? Então isso é muito interessante a gente entender como o corpo da mulher funciona. A mesma coisa do corpo
do homem. O corpo do homem é diferente, né? Mas também cada homem vai trabalhar de uma maneira diferente. Então isso é Muito interessante, a gente começar a ter esse conhecimento e isso é biohacking. >> Agora, quando a mulher e muitas mulheres fazem isso, decidem tomar hormônio porque não gostam de menstruar, o que que de fato está acontecendo ali? Eu não passo pelos pelas por essas fases ou eu passo por essas fases? vai depender muito porque ele tem uma gama de hormônios, tá? Mas normalmente quando a gente traz um hormônio de fora, Os nossos hormônios eles
trabalham em ciclos de feedbacks positivos e negativos. Então, quando um hormônio baixa, né, a gente vai ter um estímulo para que ele aumente. Se eu trago um hormônio de fora, esse ciclo de feedback vai ser bloqueado, porque eu tô trazendo algo de fora. Então, eu vou est bloqueando o que acontece naturalmente, tá? Isso é diferente de uma terapia de reposição hormonal pra mulher que tá no climatério e na menopausa. >> Sim. >> Tá. Mas durante o nosso ciclo menstrual, excetuando-se, por exemplo, mulheres que vão ter ali algum problema, por exemplo, uma endometriose, uma denomiose, né,
algum alguma outra questão que realmente menstruar cause muito desconforto. Aí a gente tá entrando por uma outra questão. >> Mas naturalmente >> é interessante a gente ter esse ciclo, sabe por quê? Se a gente entende como hackear eles, é, o problema é que a Gente não conhece os nossos ciclos, >> potencializa, né? >> Nos potencializa. Então, a mulher ela é mais complexa, mas ela consegue usufruir dessa complexidade >> desde que ela acompanha e entenda, né? >> Exatamente. E aí eu acho legal a gente trazer aqui, porque eu tenho certeza que a mulher que tá na
menopausa, ela deve estar se perguntando, tá? Mas e eu que não ciclo mais, >> tá? Então a gente vai também trazer Isso. O que que acontece? Ela vira quase um homenzinho. >> É, a mulher [risadas] na menopausa, ela começa a entrar num processo de não é que todas vão entrar num processo de resistência à insulina, mas ela fica mais próes resistência à insulina. É por isso que essa mulher vai começar a ver que a deposição de gordura dela, que antes era mais na região da coxa, na região do culote, fica mais Numa região abdominal. É
uma mulher que antes não ganhava tanto peso, agora vai ter mais facilidade em ganhar peso, porque ela tá pró resistência insulina e daí rebobina lá pro início e pensa nas curvas de glicose, nos picos de insulina, nessa resistência insulina provocando esse ganho de peso. Então a gente vai ter que começar a trabalhar de uma outra maneira e a reposição hormonal ela vai trazer de novo esses hormônios pra mulher, >> mas ela deixa de ter a variação hormonal >> na menopausa, sim, os hormônios começam a cair. >> Ela estabiliza os hormônios, mas tem uma queda, né?
tem uma queda, tem a queda e essa estabilidade. Por isso, e hoje a gente sabe que isso também é uma outra seara aqui para falar, é que quando a gente trabalha, a gente enxerga o paciente como um todo, eu não posso não olhar para isso também, né? Toda essa, a mesma coisa do homem que tá com Uma testosterona baixa. É, >> eu não posso não olhar para essa testosterona e dizer assim, ou olhar para essa testosterona baixa, analisar todo o metabolismo dele, todos os marcadores, né, metabólicos, analisar o estilo de vida dele e falar assim:
"Vamos repor a tua testosterona porque tu tá sintomático e tu tá com testosterona baixa, sem antes dar chance para aquele metabolismo >> de produzir a própria testosterona". >> É um crime, eu acho, né? >> É. Tá. Então não quer dizer que não pode repor, mas gente, o nosso eu digo, a nossa principal farmácia é o nosso estilo de vida, é o nosso próprio corpo. E as principais hackeadas elas estão no nosso corpo. O nosso corpo, ele é muito perfeito e isso a inteligência artificial não vai substituir. >> Total. E eu acho que entender que a
gente precisa de ajuda para não sofrer tanto, né? Porque eh, [ __ ] eu comecei Com aquela pergunta no começo porque, cara, todas as estatísticas apresentam o que nós estamos piorando. Saúde mental, saúde metabólica, engordando, diabetes, prédiabetes, tá tudo piorando. E tá tudo interconectado. É isso que a gente precisa entender. Nós somos seres >> compartimentados, pessoal. Tudo tá interconectado e saúde mental, Marcelo, é assim. Eu abordo saúde mental nas minhas consultas porque Não tem como dissociar. >> Eu acho, eu sinto eh >> para mim eu não sou médico, então eu posso meter o pau. Para
mim nunca fez sentido. Óbvio, eu tô falando de assim de quem é clínico. Eh, cara, medicina integrativa, cara, faz não nunca assim fez tanto sentido. >> E é uma medicina integral. É isso. E para mim o que faltava era isso, cara. Falta cabeça, porque eu vejo um monte de gente integrando tudo, cara. Pô, entendo Como você falou, cara, você estudou isso, várias coisas aqui, mas cara, também falta aqui, né? >> Muito. E o comando, ele vem porque assim, a medicina do estilo e e olha que lindo, né? Eu acho lindo esse assim, é que eu
sou apaixonada pela medicina do estilo de vida. Medicina do estilo de vida é o nosso estilo de vida trazendo a nossa medicina. E aí pra medicina do estilo de vida vem muito a questão de criação de Hábitos, que eu sei que tu é um expert em criação de hábitos, né, e e nos próprios hábitos. E o hábito ele vem muito do nosso cérebro, ele vem do nosso cérebro, né? Então a gente vai começar a criar e e e conseguir criar esses hábitos. Tá muito interconectado com a nossa saúde mental. Gente, cuidem da saúde mental de
vocês, >> porque existe a saúde mental, existe a saúde metabólica, elas estão interconectadas, tudo isso, a nossa Saúde mental impacta muito na nossa saúde intestinal. A gente sabe que o nosso intestino, por exemplo, ele produz ali 80, 90% da nossa serotonina, que é o hormônio do bem-estar. A gente tem toda a nossa microbiota intestinal. Então, a gente tem um universo no nosso intestino que pode trabalhar a nosso favor. Uma microbiota saudável trabalha a nosso favor. Uma microbiota não saudável não vai trabalhar a nosso favor. Mas quem alimenta essa Microbiota, eu não tô falando só de
alimento, eu tô falando de tudo, até assim da questão de disruptor endócrino. Meu Deus, eu vou abrir 1000 mundos aqui, pessoal. Tá, mas eu é porque tá tudo interconectado. Esses disruptores endócrinos, o que que são esses disruptores endócrinos? Toxinas que a gente coloca na nossa pele, maquiagem, cremes, ã, mamadeira de criança, >> protetor solar, >> todos eles mimetizam os nossos hormônios E causam esses desequilíbrios hormonais. A gente sabe hoje em dia, obesidade, câncer, câncer de mama já tá muito estudado, tá? em relação a disruptor endócrino, testosterona baixa, sabe aqueles hã aqueles papéis de supermercado, nota
de supermercado que a gente coloca a mão e sai a tinta? >> Eles são disruptores endócrinos muito potentes e já tem estudos lincando diretamente com baixa de testosterona em Homem. >> É mesmo? Ou seja, quem trabalha caixa de supermercado deveria estar usando luva. Infelizmente deveria, >> porque a nossa pele é uma esponja. >> Deveria, é uma esponja e ela vai e e o nosso corpo, pessoal, tudo que a gente coloca para dentro do nosso corpo, alimento, tudo que a gente encosta, o que a gente toma, o que a gente pensa, os tem estudos lindos, né,
com Pensamento que mostra que um pensamento negativo ativa células inflamatórias do nosso corpo. É sensacional. Por isso que eu falo também, cuidem o que vocês escutam, o que vocês vem, vejam coisas que vão elevar a vibração. Tudo é energia também. Então, conteúdos que vão trazer conhecimento, conhecimento que vão trazer coisas boas pra tua vida, sabe? Porque tudo isso tá muito lincado com saúde. Isso faz parte da prescrição Médica. >> Eu sei que o processo inflamatório ele tem também multi multifatorial, né? Mas a gente tá falando muito aqui de metabolismo, né, de de comer as coisas
erradas e de muita insulina e muita glicose. O que que é o que inflama aqui? É a glicose ou é a insulina ou os dois? >> A glicação, >> a glicação >> ela já inflama por si só, tá? Mas a resistência à insulina Gera uma cascata inflamatória muito grande no nosso corpo. Então tudo é é aquela coisa, nada está desconectado. >> Toda essa cascata, a própria inflamação crônica também retroalimenta essa resistência à insulina, tá? E aí voltando >> vira uma bola de neve, né? >> Vira uma bola de neve, voltando pro intestino, tá? um intestino
mais permeável, uma hiperpermeabilidade intestinal, um lickut ali a gente sabe Que vai gerar processos inflamatórios também, tá? Esses disruptores endócrinos vão gerar processos inflamatórios no nosso corpo. Essa esse processo inflamatório, assim que a gente diz subclínico, né? Que a gente não enxerga a olho nu, mas que ele tá acontecendo aqui dentro e ele tá nos dando sinais, pessoal. Quais são esses sinais? Dores de cabeça, ansiedade, depressão. >> Esse ponto é maravilhoso porque falta de Energia. >> Tem gente que acha >> alergia na pele, >> que é só o exame que vai detectar os problemas. O
que você tá querendo dizer aqui? O exame mais maravilhoso da vida é você prestar atenção em você, né? >> É isso. Exatamente. Exatamente. O exame é a última coisa que eu vejo. >> Primeiro eu sento, escuto, eu falo pro paciente, agora pega uma água. Às vezes alguns não, não preciso de alguns diss Não vou te ouvir bastante, tu vai falar bastante, eu quero, quero te ouvir porque cada informação é uma pecinha pro quebra-cabeça. É impressionante. E Marcelo, quando a gente tem essa percepção, essa consciência das coisas que a gente faz, eu falei no início, né?
H, as hackeadas elas vão muito da gente entender e ter consciência do que a gente tá fazendo. Então, por exemplo, a maneira como eu Respirei quando eu tava entrando aqui ou se eu cheguei pelo elevador ou pelas escadas. Às vezes a gente nem se dá conta que a gente pegou o elevador, mas em vez de ter pego o elevador, eu poderia ter trocado o elevador pelas escadas. Isso é que é efetivamente aumentar o nosso metabolismo, tá? E é um ato consciente muito simples que eu faço e que eu já dou uma hackeada na Minha vida.
E trazer consciência também é um exercício, porque tu traz consciência para uma coisa, tu já vai trazendo consciência para outras coisas, pra maneira como eu tô falando. Será que eu tô falando contigo aqui respirando pela boca ou pelo nariz? A respiração é outro fator assim que eu gosto muito de abordar, porque a gente respira, tu corre, né, também. Eh, não >> tá, mas atividade aeróbica, tu já parou para pensar como é que >> Ah, sim, verdade. É isso. Eu faço aeróbico, exercício aeróbico. >> É, tu respira pela boca ou pelo nariz? >> Não, eu eu
sempre tento respirar pelo nariz. >> É porque tu já tem esse >> É porque eu tenho consciência, né? Eu tenho consciência, mas a maior parte das pessoas não >> respirar é respirar pela outro dado, tá? 80% das pessoas que t ansiedade, não tem ansiedade, elas estão respirando errado. >> Estão respirando errado. >> Gente, a respiração não é nada, porque às vezes as pessoas falam: "Ai, tá falando de biohack". Então vai vir com um aparelho, vai vir com uma coisa cara. Existe também isso e que também é válido e que a gente tem estudado e que
é legal e que é bom porque o que é diferente agora e que pode ser caro nesse momento, em algum momento ele vai ser mais Acessível, tá? E aí a gente vai avançando com a medicina e tudo mais, mas as principais va aqueadas elas estão na gente. Então a respiração, quando a gente respira a gente muda toda a nossa bioquímica. é um remédio. Então, começar a prestar atenção na nossa respiração. A respiração nasal é a maior produtora de óxido nítrico no nosso corpo, que vai causar aquela vaso deatação. Então, tu não precisa tomar nitrato, Tu
pode respirar direito. >> Uhum. A própria falta de óxido nítrico tá muito lincada com inflamação crônica e é isso que vai fazer com que a gente tenha pressão alta, porque a inflamação crônica, né, vai aumentar ali o ácido úrico. Agora eu fui, fui lá por Vamos lá. >> Esse ácido úrico vai diminuir o óxido nítrico, a gente vai vas deatar menos, vai ter uma vasoconstrição maior. E daí imagina, né, que os os nossos vasos eles São como se fosse uma mangueira. Então tá passando sangue, tá passando fluído, tá passando volume. Se a gente vaso constringe,
>> apertou, >> esse fluído vai causar uma pressão maior. Isso que causa pressão alta, não é o sal, gente. >> Tá claro que depois que tu tem pressão alta, se tu utilizar sal, o sal a gente lembra lá da escola que ele puxa a água, tu vai aumentar o teu volume, isso vai Perpetuar a tua pressão alta. Mas o que que causou essa diminuição de óxido nítrico? O que que causou esse aumento do ácido úrico? Uma inflamação crônica que vem da onde? Da resistência insulina que vem da onde? Do açúcar. >> Uhum. >> Então não
é o açúcar, é o sal. Não é o sal, é o açúcar. >> Uhum. A gente tá com múltiplas fontes estressoras, né? E a respiração é a mais Essencial da vida, né? É porque a gente precisa de tudo para a gente precisa de absolutamente da respiração para fazer absolutamente tudo, porque através dela que a gente entrega o oxigênio que a gente vai fazer essa oxigenação. E dentro da respiração, a gente pode fazer diferentes respirações para tudo aquilo que a gente precisa. Então é sensacional. Até vou indicar um livro que é um livro que ele é
muito gostoso de eu ler, que ele abre muitas Portas, muitas portas assim de conhecimento para respiração, que é respire do James Nester. É um livro assim, >> é, é no fim das contas somos respiradores crônicos ativando o nosso sistema >> simpático o dia inteiro, >> estress no trabalho o dia inteiro, estress comida, estresse, estress, estress, estress. >> Sabe que é bem interessante? O estress Da comida. Porque uma comida inflamatória, uma comida que causa picos de glicose, uma comida cheia de conservantes até assim, tá pessoal? Um alerta, coisas que a gente considera saudáveis, tá? Mas que
vem em forma de pó coloridinho com sabor, [risadas] tá? Fica a dica. >> Mas assim, >> atenção, >> é, atenção, porque pode vai ter ali Algum conservante que é algo novo pro nosso corpo, tá? Então, mas pensando assim nessa questão, ã, da inflamação e desse strress, né, que a gente vai ã vai trazendo pro nosso corpo, tudo isso vai se somando e vai trazendo essa essa resistência insulina, vai trazendo esses padrões. Então, assim, agora eu perdi um pouco o fio, mas eu voltei pro fio que eu queria falar dos picos de glicose com estress, tá?
Então, o alimento pode ser um estressor, Mas comer estressado é outro estressor. O que que eu quero dizer com isso? É bem legal, tá? Eu amo sensor de glicose porque a gente vai fazendo, >> aprende muito, né? É um autoconhecimento absurdo. >> Exatamente. Um mesmo almoço aconteceu com uma paciente minha, tá? Ela almoçou a mesma coisa dois dias seguidos. Ela disse: "Lu, que coisa estranha!" Porque olha Esse e é uma paciente super saudável que não faz picos. >> É isso que eu ia perguntar. São pacientes saudáveis? >> Nem sempre, tá? >> Porque a curva de
um paciente saudável é diferente de um resistente insulínico, né? Isso que é o mais lindo, porque eu adoro ver a curva assim, primeiro que eu leio a curva com o meu paciente, eu ensino ele a ler em casa e o mundo vai se abrindo. Agora, é óbvio que a gente Tem que ler, tá, diferente a curva de uma pessoa que tem resistência a insulina, de um diabético, de uma pessoa saudável, tá? De uma pessoa que tá começando a ter insulina alta, mas ainda não tá resistente, tá? Porque até os padrões de picos de glicose vão
variar, então é muito único para cada pessoa, tá? Mas essa paciente a gente tava comparando ela com ela mesmo. >> Uhum. >> Em dois dias consecutivos era uma mulher, mas ela tava na mesma fase de ciclo menstrual, então não tinha ali ainda uma diferenciação. Num dia aquela curva fez ali 120 de glicose, que é ótimo pro almoço, né? No outro dia foi a 180. >> Uau! Sen não vamos entender, >> mesma estilo de refeição, mesma, mesmos alimentos, >> mesma. >> Eu falei que, né, aconteceu alguma coisa diferente. Não, eu tinha, eu bati o carro e
eu comi na correria estressada. Então, olha como o estress na alimentação impacta muito. Então, trazer consciência pra alimentação muda muito a maneira como o nosso metabolismo consegue regular. Então assim, algo que eu indico, se o momento de comer é tão bom, né? E o Alimento ele é nosso amigo. Então assim, vamos honrar esse momento. Organiza uma mesa bem bonita. Ah, não, mas Luía é no escritório, tudo bem, mas é o teu momento. Então, né, pelo menos assim, organiza a tua mesa, te dá esse luxo, porque é a tua vida. Quando tu vai sentar para comer,
respira, nem que sejam dois ciclos de respiração, >> que já vai dar uma acalmada. Exatamente. E o cérebro vai entender também, ele vai receber muito melhor os sinalizadores de Saciedade. Então aí a gente vai estar jogando no nosso próprio time e começar a entender tudo aquilo que a gente faz. Então assim, or até para trazer umas dicas práticas, tá? A, mas eu não quero, eu quero emagrecer, mas não quero mudar minha dieta. Então vamos, vamos fazer, vamos pros milagres. Ordem das refeições, salada, vegetais, proteína e por último carboidrato. Ah, vamos supor que não vai ter
nem salada, nem vegetais naquela refeição. Começa pela proteína e Depois os carboidratos. Ai, não vai ter nem proteína. Bom, deveria ter, tá? Mas sempre então leva na bolsa umas castanhas, que nem castanha é uma gordura. Tu come aquela gordura boa e depois vai pro carboidrato. Movimento. Ai, não tenho como movimentar. Tem sim, porque tu pode fazer. Vamos agora dar o close aqui, >> tá? >> Esse movimento aqui, ó. Sentada. >> É mesmo. Levantar o >> levantar. Isso tem um estudo bem legal. >> Você jura? Por causa da panturrilha, o sangue, >> a panturrilha é o
principal músculo que bombeia. >> Não acredito. >> Tá. Tem um estudo muito legal que ele mostra como baixa os níveis de glicose só de fazendo isso aqui. >> É mesmo. >> Se eu tivesse com o meu celular por aqui até e fazendo bastante tempo e tal, mas Eu já fiz esse teste com o sensor, tá? Começa a baixar. E interessante. >> Tu já parou porque cansa. >> É, cansa. É, hoje eu fiz para tu. >> É, [risadas] então, mas ó, ficar gente não tem desculpa, tá? Eu tenho um trampolima, trampolim é muito legal porque ele
faz todo um rebounding, então ele ativa o nosso sistema linfático. >> Tipo, o que que é trampolinho? Tipo uma cama elástica. >> É só que as minis, tá? >> E aí sim, quando >> e é um movimento muito bom de se fazer, pular. >> Muito bom. Não tem impacto. Pular traz uma questão mental muito bacana do pular até daquela criança interior que a gente precisa trazer. Ela tona traz alegria. Pessoal, o próprio fato de sorrir pode até estar num dia não muito bom. Faz isso, faz um teste, tá? O próximo dia que tu não tiver
bem, fica assim. Eu lembro que eu Fazia isso nos plantões na residência, eu ficava assim, até tinha um professor de residência, um preceptor que ele dizia: "Ai, Luía, a gente não quer te ver sorrindo no plantão, porque plantão tem que ser uma coisa ruim. Pô, eu tô aqui sorrindo para ajudar no teu trabalho de não ver uma pessoa emburrada junto contigo." Mas o que que acontece quando a gente faz esse movimento? o cérebro entende que tu tá bem e ele começa a liberar neurotransmissores De do prazer enfim, do bem-estar. >> Então, mas voltando que eu
falei do sorri, que era para trazer, tá? De ficar ah do trampolim. Voltando, porque o trampolim ele causa, né? Isso tá pulando. Então assim, tem dias que eu trabalho só online, eu tô com o meu trampolim atrás de mim, entre um paciente e o outro. Um minutada >> é com a minha roupa não precisa fazer grande. >> Não, eu só vou oxigenar o meu corpo. Eu Vou conseguir atender muito melhor o meu outro paciente. Eu vou conseguir trazer prazer pro meu corpo ao longo do dia de trabalho. Porque o nosso dia não tem que ser
maçante, a gente não tem que esperar pelo sábado e pelo domingo. Normalmente quem espera, quem espera pelo sábado e pelo domingo também chuta o balde no sábado domingo. Então traz mais ã inflamação metabólica ali, né, nesse sábado e no domingo. Então pequenas Coisas que a gente pode fazer no dia a dia. Pessoal, não negligenciem o poder do microábito. O primeiro hábito matinal tem que ser teu contigo mesmo. Então, às vezes são coisas fáceis, tá? Ã, raspa língua, raspa língua e pensa numa palavra boa, tá? Porque é fácil. Toma um copo de água morna e pensa
numa palavra boa. >> As pessoas não entendem muito isso. Quando você faz isso, você tá ativando uma região do seu cérebro que vai Sinalizar neurotransmissores e você vai se sentir bem. Ou seja, não é que o fato de você pensar, ah, vou pensar e vou ficar positivo, não. Você muda a bioquímica do seu corpo, né? >> Muda, muda a bioquímica do corpo. E o o fato da água mor é legal, tá? ã, pro nosso organismo, pro nosso intestino, é mais interessante que a gente inicie o dia com água morna e inclusive água com eletrólitos, tá?
Deixa eu trazer essa parte metabólica, mas depois tu volta Para mim, vocês voltam para mim com a parte do hábito, tá? Porque eu não quero perder o >> porque ã é uma maneira melhor da gente acordar com gentileza o nosso intestino. E o nosso intestino ele trabalha por ondas, tá? Ã, as pessoas normalmente elas ficam constipadas ou por falta de fibra ou por falta desses movimentos peristálticos. E esses esses movimentos peristálticos eles são ativados com essa água morna, tá? Isso é super importante. Outra coisa, durante o sono a gente desidrata muito. Ah, mas eu não
suei. Não importa, gente. Tudo desidratou. Todo mundo desidrata durante o sono. A primeira coisa que a gente tem que trazer pro nosso corpo é hidratação, né? Energia. Nem tudo é sobre trazer caloria para ter energia. A gente confunde muito falta de força, falta de energia com desidratação. >> É, cansaço também, né? >> Tá com cansaço. É dor de cabeça, fome, Tá? A a o que é mais importante pro organismo, ele tá bem hidratado >> e provavelmente a maior incidência, né? Então é provável que se você tem muita dor de cabeça, se você se sente cansado
o tempo inteiro, >> pode ser que seja desidratação. >> Exatamente. Teste. E aí o que que acontece? Água pura, só a água, muita, muita, muita água, ela não vai trazer os componentes que ajudam a Hidratar. O que que é que ajuda a hidratar? sais que eles vão reter esse líquido, porque água pura, muita água pura, ela até dilui, tu até pode desidratar mais, tá? Então é muito importante piorar. Exatamente. Então é muito importante a gente trazer esse size, sabe que eu fiz uma viagem recente agora pro Hawaii e nossa, por lá todas as águas já
tem eletr, tipo água normal, >> tá mudando muito, né? >> Muito alcalina, porque a água alcalina Ela também hidrata mais. tem um poder de hidratação melhor e com eletrólitos e faz muita diferença, muita diferença. Então eu gosto assim, dá para trazer o sal, né, ou esses repositores eletrolíticos que hoje a gente tem no mercado são bem interessantes para começar o dia. Mas aí >> sal integral, pelo amor de Deus, não é o sal lavado. [risadas] >> Não, >> aquele sal, como é que chama esse sal de cozinha? Não, o sal de cozinha, o branco lá
>> refinado. >> O sal refinado não pode ser sal refinado, né? Tem que ser o sal integral, né? >> Sal o sal marinho ele já é bom, tá assim, ah, para comprar no mercado e tal, com sal marinho já é bom. E assim, gente, testem, tá? Agora a gente vai dar umas recomendações bem assim de dia a Dia. Então, assim, começou a primeira coisa, nunca o café primeiro, tá? A gente poderia, ih, poderia ser um podcast só falando aqui de como tomar café logo que acorda, pode desequilibrar. ciclo de cortisol e tudo mais. E olha
só, eu não sou contra, compete, eu não sou contra café, tá? >> Eu gosto do café. Inclusive, o café quando bem colocado, ele faz bem pra saúde. Ele pode ter componentes Anti-inflamatórios, antioxidantes, mas no momento certo, e um café de qualidade, tá? Isso faz muita diferença. >> Mas todo dia. >> Aí vai depender a dose, o tipo do café, o tipo de metabolizador que tu é, tá? Eu agora, por exemplo, nesse momento, eu tô sempre me testando, né? Quando tu foste lá no podcast, eu tava fazendo uma cetogênica, né? Agora eu não tô numa cetogênica,
mas eu tô sem café e um Tempinho sem cinco dias sem proteína animal. Eu adoro fazer trazer diferentes estímulos pro meu corpo, todos os estímulos saudáveis >> e aprender e aprender. >> Aprendora, né? Pô, me sinto melhor ou pior, isso é muito importante a gente testar. >> É, e nem sempre a gente vai fazer um teste que a gente vai se sentir bem e tá tudo bem. Não briguem com o corpo de vocês se num teste que vocês fizerem, Ele respondeu de uma maneira que vocês não gostaram. Primeiro que a gente tem que entender que
nós somos, né, o corpo, a mente. Mas entenda o que que o corpo tá querendo te dizer. Bom, mas só voltando ali pro hábito. >> Pro hábito. >> Então assim, tomou ali o teu, a tua água morna. Eu tenho o costume de tomar um shot, tá? De cúrcuma com gengibre, com vinagre de maçã e tudo mais. É claro que a cúrcuma, que o gengibre, que o vinagre De maçã tem benefícios. Então ali a cúrcuma hoje é muito bem estudada, tá? de potenciais antiinflamatórios, o vinagre de maçã é excelente pros picos de glicose e tudo mais,
>> mas eu poderia tomar em qualquer momento do meu dia. Eu escolho tomar de manhã porque eu quero criar esse hábito. Eu quero começar o meu dia com o hábito. O quando a gente acorda de manhã, é o momento que o nosso cérebro ele tá mais ali na naquelas ondas próximo de onda Teta, que seria a onda lá da criança, que é super difícil. O adulto ele vive em onda beta, que agora aqui nesse momento a gente deve estar em onda beta, que é a onda da ação, né? Então é bom a gente e e
essas ondas tetas são as ondas mais da cura, a onda da criatividade, as ondas que a gente tem em sites. Então a gente tem que aproveitar esse momento da manhã. E quando a gente cria um hábito nesse momento, é muito mais fácil da gente conseguir manter esse hábito. Um Hábitozinho de manhã é uma âncora para outros hábitos ao longo do dia. Então a gente começa, então fez isso aí. Depois eu gosto muito, tá, de fazer o meu movimento já de manhã, mas às vezes quando não dá, como eu já sou tão acostumada a fazer movimento,
todos os dias eu me movimento, o meu cérebro ele vai dar um jeito de fazer. Porque o que que acontece? Já é um hábito para ele. Então ele não gasta mais energia em pensar sobre isso, >> automático. >> Então a gente tem que facilitar a nossa vida. E ao longo do dia, >> o que que você bota na água? Você bota sal marinho. >> Sal marinho. Às vezes eu coloco eletrólito, tá? Depende. Agora eu sempre ando com eletrólito na bolsa, >> tá? Porque eu gosto, mas eu também gosto de simplificar a vida das pessoas. Pode
ser sal, pode ser sal marinho, né? Não tem, não tem problema. Bom, ali a ordem Das refeições, movimento após as refeições, olhou para um elevador, troca, gente, >> barato, sai barato. >> Ó, vou contar um exemplo, vou contar um exemplo para vocês. Uma colega minha de residência >> que ajuda aí, >> não tá tudo certo. É porque eu vou falando, eu esqueço de abrir a água. uma colega minha de residência, quando a gente estava na residência, eu sempre Tive, tá, essa questão de estilo de vida, sempre gostei e eu tentava levar pra minha residência esse
esse estilo de vida. E aí eu nunca pegava elevador, primeiro porque elevador de hospital é muito demorado. >> Hum. >> Aí eu pensava, não, acho que a gente tem que dar prioridade também para quem é incapacitado de subir escadas. Eu queria trocar o elevador pelas escadas, até porque às vezes eu passava 24 horas no Hospital e queria me movimentar. E eu tinha uma colega minha de residência que ela era sedentária, ela não fazia, ela sim teve períodos da vida que fazia atividade física, mas se é uma pessoa sedentária que não tem hábito, quando vai entrar
pra residência >> piora mais ainda, >> piora ainda mais, porque tu não tem aquele hábito. E ela disse assim: "Lu, eu vou testar, eu vou trocar o elevador Pelas escadas". Gente, ela perdeu 3 kg em um mês, só trocando o elevador. >> Ela não mudou a alimentação, ela não fez nada. >> Quantas vezes ela subia? >> Não, mas é porque tu ativa muito o teu metabolismo. >> Você tá o tempo inteiro estimulando ele assim, enchimo. Se a gente for estudar assim, né, as populações mais longevas não são as não são as populações que vivem na
academia >> fazendo 40 minutos intensos e a gente deve fazer, tá, pessoal? deve ir pra academia, mas são as populações que estão se movimentando o tempo todo. Tem um estudo bem legal que mostra que se a gente fizer, por exemplo, uma hora de atividade física todos os dias bem intensa e depois passar o dia inteiro sentada, praticamente anula o os benefícios daquele. É tanto que existe, né, uma frase, inclusive era a Frase desse estudo, que o o hábito de sentar é o novo hábito de fumar, porque felizmente a gente está diminuindo o hábito de fumar,
mas estamos aumentando o hábito de sentar. Então, às vezes, assim, quando eu tô muito tempo em consulta com o meu paciente, eu levanto com o meu paciente super. Com certeza. A primeira coisa que eu fizer aqui, eu já aproveitei para dar aquele exemplo para fazer esse movimentozinho, mas a primeira coisa que Eu fizer quando a gente encerrar e eu for levantar, vai ser provavelmente mexer a minha fazer assim, daí um sobe e desce, me alongar. >> Hoje hoje tá na moda, aqui no Brasil já pegou algumas pessoas, mas nos Estados Unidos tem bastante, que é
o standing desk, >> que é a mesa que fica em pé e as esteirinhas, né? >> Eu não tenho um standing desk, mas eu fiz um standing desk, eu improvisei, né? A gente tem uma bancada mais alta em casa, então quando eu tô em casa, eu faço reuniões, >> fico alternando >> em pé. É, até consultas, algumas eu faço em pé e no consultório eu atendo sentada, mas a prescrição eu faço toda em pé. Muda, gente, acreditem nisso, muda muito. >> Isso que são coisas simples que fazem diferença, né? >> É muita diferença e são
verdadeiras Hackeadas. Sono, por exemplo, tá? Coisas assim. >> Sono é um negócio importante, né? Porque eu acho que vocês dormem bem? Dorme bem, Escabora? Você dorme bem? >> 5 horas. >> Você dorme bem, Felipe? Quantas horas? >> Eram seis. >> 6 horas. Os dois estão insatisfatórios. E se a gente for se aprofundar na qualidade do sono, provavelmente talvez não dê tempo, né, para fazer os ciclos. >> 28 >> 28. Assim, eu dormi 5 horas por bastante tempo na minha vida, quando eu tinha >> É. Aí eu não dormia. >> [risadas] >> Gente, >> é quebrado,
né? Sou no polifásico. É, plantão foi uma coisa assim, hoje eu sou muito grata de poder escolher assim o horário que eu vou que eu vou trabalhar, mas eu trabalho, eu atendo Muitos médicos que fazem plantão e daí a gente dá uma hackeada, porque também tem isso, poxa, a pessoa, nós precisamos de pessoas que trabalham na madrugada e aí se essa pessoa começar a colocar aquilo como um grande fator na vida, ai meu Deus, mas aí tudo, então não vamos pegar o que a gente a realidade que a gente tem e organizar ela. Então era
isso que eu fazia na residência. Eu pegava essa aquela minha realidade, por exemplo, a Gente saía do plantão, o plantão na residência começava à 7 horas da noite, terminava 7 horas da manhã, mas daí a gente tinha que passar para ver todos os os nossos pacientes internados e depois passar com o preceptor. Então isso ia até mais ou menos meio-dia, tá? E a gente vinha do dia anterior, que era assim, por exemplo, começava 7 horas da manhã, daí quando tu tinha plantão, tu ia para casa aí por umas 17:30, só para tomar banho e voltava
para hospital às 19. >> Tá louco. >> Tá. Mas o que que eu fazia? Eu ia direto pra academia. Isso é fantástico. >> Não tinha ou eu tinha sorte, tá, que o hospital que eu fazia residência, ele ficava bem na frente da orla do Guaíba lá em Porto Alegre. E aí, às vezes, eu me trocava no estacionamento do hospital e eu ia, daí era combo perfeito, né? Porque era natureza, solidinha. Daí eu fazia uma atividade física leve, ia para casa, almoçava e dormia. >> E dorme muito melhor, né? >> Sim. Não, não tem. Eu fiz
isso na minha residência inteira e nas vezes de plantão também fora de residência eu fazia isso. Mas quando eu era mais jovem na época de faculdade, eu sempre gostava muito de acordar 5 horas da manhã para treinar antes de chegar na faculdade. E o corpo mais jovem, ele aguenta mais Facilmente 5 horas de sono. Eu acabava dormindo menos, mas eu acabei ã sofrendo um pouco depois das consequências disso mais tarde. E hoje é algo que eu tento equilibrar. Então o sono ele é assim, o que que é o principal do sono? É a qualidade, tá?
Então ah, vamos supor, o que que é melhor, dormir 9 horas de um sono ruim ou 5 horas de um sono bom? 5 horas de um sono bom, mas mesmo assim 5 horas é pouco. E isso é muito legal porque hoje em dia a tecnologia nos Ajuda muito e nos traz consciência. É tudo sobre trazer consciência. Pois é. Quando a gente, eu tava conversando sobre isso na gravação do nosso do Biohackers essa semana, sobre essa questão do do trazer consciência. Há um tempo atrás as pessoas nem sabiam que existiam fases do sono. >> Hoje a
gente tá discutindo, não, >> a gente sabia assim, né? Mas é, hoje as pessoas estão discutindo se chegaram na Fase ou não, entendeu? >> É verdade. Isso é muito legal, né? >> Tá. Hoje as pessoas vem que uma taça de vinho que antes era assim: "Aí eu vou tomar só tomar um golinho aqui de água, uns um taça de vinho faz >> para dormir bem, não para dormir bem. Que que acontece? O vinho, o álcool, principalmente do vinho, ele tem um primeiro estágio que é depressor. Se tu tomou ele à noite, vai ser bem na
hora do sono. Então, tu vai ter ali um Momento depressor, só que ele vai ter um momento excitatório enquanto tu tá dormindo. Então, ele causa uma disrupção da arquitetura do sono, né? A gente chama esses ciclos de sono de arquitetura do sono. >> Legal. E normalmente é bem lá no sono profundo, que é no sono onde a gente vai ter a recuperação muscular, onde a gente vai ter a consolidação do conhecimento, a consolidação das da memória. E aí as pessoas antes de ter, né, esses Esses dispositivos, as pessoas acordavam, pô, dormir bem, vou continuar tomando
o meu vinhozinho à noite porque eu durmo bem. E hoje os dispositivos mostram que tu não consegue chegar no sono profundo quando tu toma uma tacinha de vinho. Outra coisa que eu já vou aproveitar já que a gente tá falando do álcool, >> ou seja, não aprende e não descansa, >> não. O álcool, pessoal, ele é um furão de fila, tá? O que que acontece? Vamos Supor que tu estás num processo de emagrecimento e tu já tá lá utilizando a tua gordura como fonte de energia. Quando entra o álcool, a caloria do álcool, ela é
uma caloria vazia, ele fura a fila. Então, o corpo vai ter que primeiro gastar essa caloria do álcool para depois voltar a utilizar gordura como fonte de energia. Outra coisa que o álcool fura fila é bem interessante, tá? Álcool que não tem açúcar, por exemplo, um vinho que tem pouco açúcar, tá? Se Você vai pegar ali uma, né, uma gin tônica com tônica zero, tá? que não tem açúcar, não vai causar um pico de glicose no sensor, tá? Porque a metabolização do álcool, ela é diferente. Esse eu acho que é um conhecimento bem legal pra
gente trazer aqui. O álcool ele é metabolizado lá no fígado, então lembra que ele é um furão de fila. O fígado é quem mantém o nosso nível de glicose estável no sangue o tempo todo. Então, quando a gente tá em Jejum e a nossa glicose tá estável, isso é um trabalho do nosso fígado que tá fazendo esse processo. Entrou álcool no nosso corpo, soa alarmes no nosso corpo. Toxina, toxina, toxina. Quem é que é o nosso verdadeiro detox? é o fígado. Então ele entende que ele precisa detoxificar aquele álcool, que aquilo lá num nível de
importância paraa nossa emergência corporal é essa detoxificação do álcool. Então ele vai, não é que ele vai parar tudo o que ele tá fazendo, mas Ele vai diminuir tudo aquilo que ele tava fazendo para começar a fazer essa detoxificação. Olha aí o álcool furando essa fila. E aí os níveis de glicose no sangue começam a cair. Então é muito comum eu ver glicose caindo no sensor de glicose. Por isso que eu acho o sensor de glicose muito interessante, porque a gente observa tudo. >> Que louco isso. >> Depois que toma, por exemplo, uma Tacinha de
vinho, tá? >> Eu achei que vinho fosse super calórico por causa da uva. >> Sim. É. É, mas ele não, como o álcool ele é metabolizado, diferente no corpo, é diferente, por exemplo, de uma cerveja ou de uma caipirinha com açúcar, mas o pico não vai ser da cachaça, vai ser o pico da glicose, >> tá? Mas aquele álcool vai estar lá sendo metabolizado pelo fígado, tá? E aí esses Níveis de glicose vão começar a cair. E aí o que que o corpo vai entender? que ele precisa de glicose, então o álcool abre o apetite,
tá? É por isso assim, quando a gente pensa como, o que que é o como alcoólico? Por que que a pessoa que entra em como alcoólico, ela chega no hospital, a primeira coisa que nós médicos fizemos é glicose no sangue, porque ela tá numa hipoglicemia muito muito pesada. Mas é isso que eu quero Trazer, tá? O álcool. Quando o pessoal fala: "Toma uma cachacinha para abrir o apetite", faz sentido. >> Faz sentido. Vai abrir. Outra coisa, tá? É aquele, o pãozinho do cover no restaurante. Aquilo é uma tática, tá? Porque esse pãozinho, olha o pãozinho
do nosso café da manhã, >> pois é. >> Vai causar um pico de glicose, gera uma hipoglicemia reativa e aí a pessoa vai ter vontade de Comer mais. Então, tudo é muito cansado. É, >> tudo é muito >> quando a gente olha assim e o lance, o lance do sono, né, uma pessoa que não dorme bem, o que que é os primeiros elementos que você gosta de trabalhar pra gente começar a acertar o sono? >> E deixa eu só falar mais uma coisa do sono, pessoal. Uma noite de sono mal dormida já nos deixa resistentes
à insulina naquele dia. Outra coisa que eu Observo no sensor, e não precisa ter o sensor pelo sens, né? vai atrapalhar para emagrecer. >> É, os níveis de glicose vão ficar muito mais altos naquele >> qu não dorme bem, dificilmente emagrece, né? >> Bom, ã, pro sono, para melhorar o sono, primeira coisa, celular. A luz do celular é um grande problema, porque o que que induz o nosso sono, né, é a melatonina, Tá? A melatonina ela tem o ciclo dela também, tá? E quando é que quando é que a melatonina começa a aumentar no nosso
corpo? Quando a luz do dia começa a diminuir, quando tudo começa a escurecer, tudo deveria escurecer pro nosso corpo começar a aumentar a melatonina e a melatonina que vai induzir ao sono. Tanto que as pessoas usam melatonina para para essa indução do sono, não necessariamente para uma Manutenção do sono. Quando que a gente começa a pensar no nosso estímulo de melatonina? Qual que é o primeiro hábito do dia que a gente pode fazer para melhorar a qualidade do sono? É quando a gente acorda, se expor a luz do sol. >> Luz, >> se expor a
luz do sol, porque aí sim, quando a gente acorda, a gente vai liberar naturalmente e saudavelmente um pouquinho de cortisol, que é o hormônio do stress, sim, mas é também um hormônio Que nos deixa vigilantes, >> que é o que liga nosso corpo, >> que é o que nos liga. E um pouco de cortisol. É, é, é, é, é precisa, é necessário, >> mental, né? É necessário a vida, né? >> É necessário a vida. Tanto que assim, pessoas que têm ã problemas endocrinológicos que não produzem cortisol, elas até têm que andar assim com uma identificação
que elas não produzem cortisol, porque Se essa pessoa, por exemplo, ã, sofre um acidente, tá? Se a gente sofre um acidente, o principal hormônio que se eleva na hora é o cortisol para luta e fuga. e ele começa a gerar ã toda uma resposta metabólica ao trauma para fazer com que o nosso corpo sobreviva. Então ele vai ã, né, colocar todo o nosso sangue nos órgãos vitais e tudo mais. Uma pessoa que não produz cortisol, ela precisa de cortisol na hora, né? Cortisol na veia. Isso é uma patologia, Uma doença. >> Sim. Uhum. Tá. de
pessoas que não >> e pessoas que ficaram doentes e tiveram que tomar muito corticovide ou algum tipo de cortisol também tem risco, né, de de como vocêama, né, diz. Exatamente. Sim. O cortisol ele é inclusive também é bem interessante, né? Quando eu tenho pacientes que usam cortisol por via oral por algum motivo, as curvas de glicose são assim gigantes. Bom, então se expor a luz solar de manhã, >> primeira coisa. >> Primeira coisa porque aí vai regular esse ciclo cortisol e melatonina. Até eu tava falando da viagem pro Hawaii e lá é bem interessante porque
os restaurantes, teve uma das ilhas que a gente foi que é Kawai, que é a ilha assim, vamos dizer com maiores belezas naturais e que as pessoas respeitam muito os ciclos circadianos lá e os restaurantes fecham muito cedo, tipo 19:30. >> Que maravilhoso. E a eu ia amar esse Lugar. >> Não é impressionante porque tu entra naturalmente, tu tens que ir. Ah, eu quero muito, muito. Tá, >> tu vai entrar naturalmente no teu ritmo, no teu ritmo ccadiano, tá? >> A Lília induz isso a você. >> Induz. E aí, e claro, e as pessoas são
de bem com a vida, mas não é isso é muito interessante, não é aquela pessoa que tá rindo por qualquer coisa, não é isso, tu entende? Não é aquela Pessoa preguiçosa que não trabalha, não. É a pessoa de bem com a vida, que ela tá fazendo o trabalho dela com atenção, mas ela tá respeitando o ciclo circadiano. Então, às 7:30 da noite as coisas fecham e as ruas não têm iluminação. Então, a gente ficou lá num num bairro que era como se fosse um condomínio que é lindo. Tinha assim uns campos de golf, um lugar
que seria lindo pra gente andar à noite. Eu e o Felipe a gente queria muito andar à noite, só que não tinha Como. 19 não tinha luz. Então, tu te obriga a jantar mais cedo e a dormir mais cedo. Nós dormíamos muito bem lá. Só que o que que acontece? No momento que a gente pega o celular, a luz azul já bloqueia toda essa produção de melatonina. Então, faça, é um teste ruim esse, tá? Mas façam o teste. Vamos supor que vocês estão com sono aí por umas 22 horas, que você já dormiria no que
tu pegou o celular, esse sono vai embora. E aí é por isso que a gente tá lá com o celular na cama e quando vê já é meia-noite. >> Só o fato da luz já atrapalha. >> É a luz. >> Fora o estímulo. >> Sim. Fora o estú. >> Fora o estímulo do do conteúdo do legal, do troo conteúdo. É desse ciclo ali de dopamina e tudo mais. Aí ele vai tirar muito da nossa atenção. Isso desregula o sono e desregula também a nossa rotina Do dia a dia. Porque como é que eu vou aprender?
Como é que eu vou ler um estudo novo que saiu, vamos supor, ã, vou ler, vou querer aprender cheio de estímulo, tu entende? Não dá, pessoal. E assim, a gente tem que entender >> que aquele conteúdo, ele vai est ali disponível para nós o tempo todo. Então, a gente não precisa ter a síndrome do missing outs, o que a gente mais tá perdendo são as preciosidades que uma atenção Plena pode gerar para nós. É. E eu falo isso para mim também, porque todo mundo ã está sendo vítima desse excesso de conteúdo, né? Às vezes eu
vou pegar o meu celular para mandar uma mensagem ã pros meus pais que não moram na mesma cidade do que eu. É uma mensagem boa que eu vou mandar, mas eu abro o WhatsApp. Isso a gente até conversou no teu episódio, né? Como fazer esse manejo do WhatsApp. >> É verdade. É. >> E entra muita, muita, muitas outras mensagens. Então o sono ali, outras coisas bem interessantes, tá? Então assim, aí o ideal é 2 horas. Ninguém vai conseguir ficar 2 horas sem o celular. Vamos tentar primeiro 15 minutos. Du horas antes, seria o ideal. >>
Vamos tentar primeiro 15 minutos, depois 30. 30 minutos já tá ótimo. A gente tem que fazer coisas possíveis, tá? Outra questão que é muito interessante assim, Que mudou muito o padrão do meu sono, máscara. Gente, uma máscara. Daí tem de todos os tipos, né? Tem a máscara de seda que vai ser ótima pra pele, mas não precisa ser uma máscara de seda, pode ser uma máscara porque o estímulo da luz, né? Então muda muito. Ã, se tiver a possibilidade ali de deixar o quarto numa temperatura mais fria, tá? Isso muda muito. Muda muito. Tentar tirar
TV do quarto, não é? Não é interessante TV no quarto >> antes de dormir, né? >> Também não. Uma leitura é muito bom, né? tentar não ouvir o nosso cérebro também quando a gente adormece, ele vai entrando nessas ondas sutis, né? Então ali é um momento de muita consolidação. Ali é o momento, eu vou usar essa palavra porque eu gosto da gente manifestar muitas coisas. Eu sempre, quando eu era criança, eu sempre pensava antes de dormir que eu ia ser médica, não sei porquê. E eu me imaginava muito, vou dizer para vocês, nos lugares onde
eu estou agora, assim, uma médica que levava conhecimento, que trabalhava, ã, eu sempre imaginava o tipo de clínica e é muito parecida assim até arquiteturalmente. Então, a gente vai manifestando isso. >> E esse horário do sono é muito um, muito esse horário que o o nosso cérebro vai captar muito. Então não deixem para assistir as o noticiário, porque Normalmente o nosso noticiário não é um noticiário com notícias boas logo antes de dormir. Escutem coisas boas, aproveitem para pensar em coisas boas nesse momento. Eu gosto de me hidratar antes de dormir também. Eu tomo eletrólito antes
de dormir, porque às vezes essa própria desidratação faz com que a gente acorde no meio da noite. Bom, picos de glicose noturnos não são legais. Então assim, um pico de glicose antes de dormir, um lanchinho que faça Um pico de glicose antes de dormir, vai ativar sistema nervoso simpático, vai ativar adrenalina, na hora adrenalina vai piorar o sono. Então não é interessante também >> comer uma algumas horas antes de dormir. >> Exatamente. E se precisar comer antes de dormir, a gente não precisa, mas se precisar, tá? Ã, comer coisas que não causem picos de glicose.
Então, o que que pode ser? Um avocado, é bem interessante. Umas Castanhas, tá? Isso é bem bem bem interessante. >> Gordura, né? Gordura. Foca gordura é amiga, pessoal. Gordura vai te ajudar emagrecer. Jejum, né? O ideal era jejum. Mas também o jejum por muito longo tempo dá uma atrapalhada também no sono, né? >> É, dependendo do Por isso que é legal todo esse conhecimento do seu corpo e dependendo da fase que tu tá. Então, sono assim e isso muda muito. Pessoas que vão dormir muito tarde, se a gente Vai dormir depois da meia-noite, a gente
não produz tão bem os hormônios que a gente produz no sono. Por exemplo, GH é produzido durante o sono. Se a gente vai dormir depois da meia-noite, a gente quebra um pouco esse porque todos os hormônios são produzidos em ritmos no corpo. Então, a gente quebra o ritmo. Então, qual que é a melhor maneira da gente dormir mais cedo? acordando mais cedo, cedo, >> porque não tem como assim, ah, se tu Sempre dorme à 1 da manhã, não vai ter santo que vai fazer tu dormir às 10, >> desde que você não tenha, né? Porque
tem gente que fala assim: "Ah, vou acordar cedo, mas marca o jantar às 10 da noite". >> Aí tá lascado, né? Você tem que estar com uma vida que encaixe. >> Exatamente. Mas assim, tu começa a dormir cedo, começa a dormir cedo e aí depois vai encaixar esse teu sono mais cedo. A gente sempre começa por uma por uma das por um dos fatores, né? Agora, se é uma pessoa que já tem uma disponibilidade, que ela já quer dormir antes e que ela vai deitar e não consegue dormir, daí eu recomendo tira celular, traza um
livro, deixa o quarto bem, um ritualzinho do sono é legal, mas tem que ser coisas fáceis, hábitos tem que ser, a gente tem que começar pelo fácil >> e o e o a precisão dos horários de Deitar e acordar. Perfeito. Assim, o nosso corpo ele ele ele trabalha muito melhor se a gente tiver rotina. Se a gente conseguir ter rotina no nosso dia a dia para tudo é muito melhor e pro sono também. Então assim, e deitar e acordar sempre na mesma hora é maravilhoso, até porque tu vai pegar a questão do sol também e
claro que no verão vai mudar um pouquinho. No verão a gente vai dormir um pouquinho mais tarde >> e tá tudo bem, >> vai ajustando, né? vai ajustando. A gente tem que também entender como é que a natureza vai ciclando com o nosso corpo. >> Eu acho que eh o ritual de entrada no sono, tudo que puder ser o mais parecido possível >> de como você falou, né? Você acorda sempre do mesmo jeito, eu acordo sempre do mesmo jeito. Dormir do mesmo jeito também deveria ser igual, né? >> Sabe o que é engraçado? [risadas] Eu
sempre tomo um chazinho antes de dormir. Sempre. Isso desde a minha infância. >> Ch do quê? >> Depende. >> Ah, você varia? Eu vario, mas eu gosto camomila, erva doce, mela, os que acalmam. >> Os que acalmam. Tem um pessoal para quem tem dificuldade de dormir que é o de Mulungu. >> Nossa, maravilhoso. >> O de Mulungu ele é assim, >> tu vai dormir, é porrada, tá? >> Ã, então eu adoro, adoro tomar um chazinho antes de dormir. Às vezes a gente sai para jantar, enfim, com amigos e tal, eu falo: "Ah, Felipe, vamos para
casa que eu tô com muito sono, tá? Já tô dormindo aqui. Aí a gente vai pra casa e ele disse assim: "Luía, tu ainda vai tomar o teu chá porque tu não tava louca de sono." Daí eu disse: "Mas não Importa, eu posso tá assim, ó, de olho fechado. Eu vou fazer aquele ritual porque ele é o meu ritual do sono. >> Tá condicionada já. >> É, às vezes vai ser bem pouquinho. Ou eu vou eu vou esquentar o chá, vou tomar um gole e vou deixar ele do lado do na mesa de cabeceira. >>
Mas isso ativa, né? O corpo ele vai falando assim: "Não, agora é hora". Aí ele entrou para aquele modo operante. Sabe o que eu faço, por exemplo, com Atividade física? Eu já tenho a minha rotina de de atividade física, tá? Mas às vezes acontece de ter um dia muito corrido ou viagem, alguma coisa assim. Que que eu faço? Eu faço 5 minutos de atividade física e daí eu faço bem intensa, um ritmo bem intenso. Mas antes de fazer, eu mentalizo, eu falo pro meu céreb, olha só, a gente tem 5 minutos hoje. Esses 5 minutos
de hoje vão ser a uma hora do outro dia. Então a Gente vai tirar tudo que der para tirar desses 5 minutos. Às vezes não raro, eu saio mais, eu fico mais dolorida no outro dia desses 5 minutos do que do meu treino habitual. Você faz um baita hit, >> um baita hit e muito concentrada, muito concentrada. Tem um estudo muito legal sobre concentração em atividade física que testou ã na academia, na musculação mesmo, tá? Ã, pessoas fazendo sem pensar No exercício, >> não ativa, né? e pessoas fazendo pensando e outras sem o aparelho só
pensando. E a diferença é assim, das pessoas que pensam é muito, as que fazem e pensam muito maior, mas das que não fazem e só pensam é maior do que as que fazem e não pensam. Então assim, gente, não desperdicem o tempo de vocês na academia vendo o celular, >> conversando. É, tá lá assim, >> outro dia eu tava esperando o cara fazendo ele na cadeira extensora, juro, fazendo assim, ó. Juro por Deus. Não tem como. >> Eu falei, cara, é melhor não fazer. Não perca o seu tempo. Fica no celular lá 45 minutos, na
hora que você largar o celular, treina em 15, que vai ser melhor do que passar o >> porque não tá fazendo nenhuma das das duas coisas bem feito. >> Não conecta no estímulo músculo, >> não. Não. Então isso é muito importante assim, esse, né? Tudo que for ser feito, fazer bem feito, não precisa ser por tanto tempo, mas trazer qualidade. E sabe o que que eu acho? Quando a gente traz qualidade para aquilo que a gente faz, a gente se valoriza e valoriza o nosso tempo. Não é à toa que a frase que o nosso
tempo é bem mais precioso, tá quase virando um chavão, mas é que merece, merece estar estampada, porque é isso, é muito sobre o nosso tempo. E Isso >> é um ato de respeito >> e é tempo de, é um ato de respeito conosco e a gente tem que começar a se respeitar para que os outros nos respeitem. Se a gente não se respeita, se a gente quebra os nossos compromissos, então qual que é o primeiro compromisso que a gente muda? É a reunião que a gente marcou com uma outra pessoa ou é a reunião da
atividade física que a gente marcou com a gente? >> A gente é sempre último lugar, né? >> Só que aí se a gente começa a se desrespeitar, a gente abre portas porque as pessoas elas se comportam conosco da maneira como a gente se comporta conosco, porque a gente é um espelho daquilo que a gente faz. E isso é medicina. Olha só, a gente começou a fazer, >> vira um hábito, né? E vira um hábito, pô. Se eu posso me abandonar sempre, vira um hábito. Repito, >> tu vai te É que nem aquela coisa assim, ó.
Se eu começar a me jogar para trás aqui nessa cadeira e me arrastar, quando a gente vê, a gente tá lá no chão. >> Ah, >> e aí subir é muito mais difícil. >> Doutora, você tá atendendo em São Paulo e Porto Alegre também? >> São Paulo, Porto Alegre, online. >> Ah, e online. Você atende muita gente fora, né? Eu adoro atender, sabe? Porque É muito legal a gente entender como é que a gente conecta culturas diferentes dentro da medicina do estilo de vida. E aí o nosso podcast falando de biohacking, que biohacking, eu gosto
muito de trazer o biohacking para dentro da medicina do estilo de vida, porque os pilares, né, que é o sono, alimentação, manejo de tóxicos, relacionamentos, né, e movimento, ã, eles são as nossas verdadeiras hackeadas. Então, eu gosto muito assim de falar sobre, eu gosto Muito de falar sobre medicina, sabe? Eu acho que aqui, não só nesse episódio, mas em tantos outros episódios que tu já trouxe, nos próximos que tu vai trazer, é uma oportunidade de a gente levar saúde >> pras pessoas. E saúde não é só estar com os exames em dia. Saúde é ter
qualidade de vida. Saúde é ter energia para est aqui falando um tempão e ter muita energia para falar. Sabe que a gente entrevistou na temporada passada? Um Senhor de 101 anos, 101, 102, acima de 100, tá? Que ele é o campeão mundial, ele é lá de Porto Alegre, ele é o campeão mundial de natação. >> Que massa! >> Da idade dele. Aham. E todos os ele ele sentou para conversar conosco, a gente passou de uma hora e ele tava >> excelente, >> excelente. E e e a gente não tem que mais hoje em dia falar
que uma pessoa, Né, mais idosa não vai conseguir aguentar um o cara treina musculação todos os dias, viaja, ele tava indo na primeira agenda que a gente passou para ele, ele não poôde ir porque ele tava em Buenos Aires num campeonato assim, nos contando a vida. E a natação entrou na vida dele depois de Doso, tá? É mesmo, >> a natação entrou e é muito legal a gente ver assim, é o que a gente quer, aumentar essa pirâmide, né? Fazer com Que essa pirâmide que está aumentando, né, de de faixa etária seja saudável, curta a
vida. Porque a gente vem, nós viemos de gerações que que pensam assim: "Ai, quando nós somos jovens e adultos, a gente precisa trabalhar para depois aproveitar na velice". Mas aí sem saúde não adianta. Eu sou de uma, de um time que eu acho que a gente tem que aproveitar nesse momento. Não é porque a gente é jovem que a gente tem que ter vergonha de aproveitar uma Quarta-feira à tarde para daqui a pouco fazer uma coisa legal no meio do trabalho e depois voltar a trabalhar ou que o nosso trabalho seja uma coisa, seja algo
prazeroso, mas sim construir um futuro que nos permita quando a gente não for mais trabalhar. Eu acho que eu vou querer continuar trabalhando, >> só que assim, talvez, >> né, menos assim, enfim, né, escolhendo mais os horários e tudo mais, mas que Nos permita curtir a vida, viajar. Eu amo viajar, então para mim viajar é algo assim que expande muito a a minha consciência, eu amo muito. Então, poder viajar, poder curtir, >> maravilhoso. Obrigado, doutora. >> Eu que agradeço. Adoro falar, eu me sinto energizada falando >> a energia vem, né? Ela vem, ela vem. >>
Dá para notar que você ama o que você faz. >> É, é. O meu olho brilha quando eu falo Disso e eu acho que é justamente por esse poder de transformação que a gente tem. Já quero aproveitar para para parabenizar o teu trabalho também, porque eu sei de pessoas que foram transformadas pelo teu trabalho. >> Obrigado. >> E e é isso. Eu acredito muito em propósito. Por mais que as pessoas estejam cansadas dessa palavra de propósito, eu acho que ainda é o propósito que que faz aí com que a gente Possa mudar primeiro a nós
mesmos para depois mudar o mundo, que o mundo é muito bom, a gente tem que acreditar. Temos que olhar com Temos que olhar com olhos otimistas, né? Senão a vida fica muito chata. >> Exatamente. >> Fica muito chata. Você que ficou aí até o final desse episódio, não se esquece de você se inscrever. Verifica se você já classificou a gente no Spotify. Isso ajuda demais os nossos conteúdos Conteúdos chegar e a mais pessoas. Na semana que vem tem um novo episódio. Beijo para você e até breve.